Dicas para montar um plano de estudos para os vestibulares

Na hora de montar o cronograma é pensar de forma realista e equilibrada
O ano de vestibular exige muita disciplina: são meses dedicados a leituras, resolução de exercícios, aulas e simulados. E a melhor maneira de conquistar um bom desempenho nas provas é por meio de uma boa rotina de estudos. Com um cronograma assertivo, equilibrado e alinhado ao perfil de cada um, fica menos custoso realizar as tarefas ao longo das semanas e progredir. Sem contar que, quando o estudante estabelece uma rotina e consegue mantê-la, sua confiança é impulsionada pela sensação de dever cumprido.
Para te ajudar a montar um plano de estudos perfeito, conversamos com João Pitoscio Filho, coordenador pedagógico do Curso Etapa, Márcio Guedes, coordenador do Poliedro Curso de São José dos Campos, e Alfredo Terra Neto, orientador de estudos e professor do Oficina do Estudante, que deram 13 dicas infalíveis para organizar a rotina para o Enem e outros vestibulares. Confira:
1. Agenda de estudos
Todo vestibulando deve ter uma agenda, física ou virtual, na qual as atividades do dia estejam listadas com horários. “O calendário é o que ancora o estudante. Precisa ter uma estrutura montada, de segunda à sábado, contabilizando a aula, estudos em casa e simulados”, diz Guedes.
A dica do coordenador é que o estudante priorize o estudo das disciplinas que ele teve aula no dia, focando na parte teórica primeiro e, depois, nos exercícios.
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2. Seja realista
Uma boa rotina de estudos precisa estar alinhada ao perfil e à realidade de cada um. Não adianta criar metas mirabolantes, querer resolver 200 exercícios por dia ou passar 12 horas seguidas estudando. Isso só gera frustração, ansiedade e a vontade de deixar o cronograma de lado. Por isso, monte um planejamento que seja possível de ser realizado.
Analise com sinceridade quantas horas do seu dia você quer – e pode – dedicar aos estudos.
Além disso, se você é uma pessoa que funciona melhor depois das 8h, não adianta se programar para iniciar os estudos às 5h. O autoconhecimento é fundamental nesse momento.
3. Tempo para descanso e intervalos
Imagine que você montou uma rotina impecável, separou uma hora do dia para cada assunto, programou-se para realizar um determinado número de questões a cada dia da semana e conseguiu preencher cada minuto dos seus dias com estudos. Não se esqueceu de nada?
Muitos estudantes entopem as horas com as obrigações e esquecem alguns fatores básicos da rotina, como refeições, banho, o tempo de deslocamento entre sua escola/cursinho até a casa, tarefas domésticas e descanso. Se tudo isso não for considerado na sua agenda, vai ser impossível cumprir o cronograma. O resultado será apenas frustração, estresse e desmotivação.
Além disso, durante a montagem do cronograma, deve-se deixar pequenas pausas ao longo do dia para evitar a exaustão. “Um erro muito comum é montar um cronograma que leve em conta apenas os estudos, deixando de lado as demais atividades que darão equilíbrio à vida nesse período. Separar um tempo para os momentos de lazer ajuda no aprendizado. Um estudante feliz aprende mais e melhor”, diz João Pitoscio Filho.
Também é muito importante descansar entre o estudo de cada uma das disciplinas. A sugestão de Alfredo Terra Neto é que, para cada hora de estudo, o estudante faça um intervalo de 10 minutos. “E o período de descanso não deve ser usado para a entrada em redes sociais, pois haverá um grande gasto de energia e certamente esse intervalo acabará sendo desrespeitado”, completa o coordenador.
4. Prioridades
Outro aspecto importante é considerar a carreira que deseja seguir, pois, dependendo da escolha, a estratégia de estudos muda – principalmente se o vestibular escolhido tiver uma fase com disciplinas específicas. “A escolha da faculdade também deve ser levada em conta. Vestibulares diferentes, de um modo geral, possuem estruturas diferentes, desde o número de fases, passando pelo tipo de questões (objetivas ou dissertativas) e por quais disciplinas têm mais ou menos peso na nota dos candidatos. E isso influencia o cronograma de estudos”, diz o coordenador do Etapa.
Então, veja se o seu plano de estudos é compatível com as suas prioridades. Também é importante saber onde está pisando, ou seja, pesquise se o curso escolhido é mais ou menos concorrido, qual é nota de corte e a média que os candidatos tiram para entrar em determinada faculdade.
Lembre-se também que as universidades costumam atribuir pesos diferentes para cada área do conhecimento do Enem de acordo com o curso. Por isso, leia o edital da universidade e, com ele em mãos, veja o que merece mais a sua atenção, dando ênfase às disciplinas que têm maior peso.
5. Revisões
“Outro aspecto importante é entender que o cronograma deve se adaptar aos períodos da preparação para os exames. Em geral, os principais vestibulares acontecem no final do ano. Logo, é essencial ter um espaço na agenda para revisões periódicas, o que deve ser intensificado com a proximidade das provas”, diz João Pitoscio Filho.
Essas revisões podem ocorrer a cada 3 a 6 semanas, separando sempre as prioridades, que são as matérias e questões que têm mais dificuldade e chance de cair. O que você já domina pode ficar para o final da fila da revisão.
6. Redação
A redação é uma das etapas mais importantes e temidas do vestibular. Desse modo, o cronograma deve conter espaços para a produção periódica de textos. A recomendação é que seja elaborada uma por semana.