Como usar a nota do Enem?
As tão esperadas notas do Enem 2023 finalmente saíram e, com elas, surgem muitas dúvidas, não é mesmo? Se você está se perguntando como utilizar sua nota de maneira eficiente, chegou ao lugar certo. Nesse sentido, neste post, vamos detalhar tudo o que você precisa saber para aproveitar ao máximo sua pontuação no Enem e dar um grande passo em direção ao seu futuro acadêmico e profissional. Então, vamos juntos explorar como usar a nota do Enem e as múltiplas possibilidades que a sua nota do Enem abre para você. Preparados? Vamos lá! Para que serve o Enem? O Enem é utilizado como critério de seleção para quem pretende ingressar em faculdades públicas, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), faculdades particulares concorrendo a uma bolsa do Programa Universidade para Todos (Prouni), conseguir o Financiamento Estudantil (Fies) Além disso, diversas faculdades já usam o resultado do exame como critério de seleção para o ingresso no ensino superior, seja complementando ou substituindo o vestibular. Como usar a nota do Enem? Ingressar em instituições públicas: Pode ser utilizada no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), programa do Governo Federal, ou seja, classifica candidatos em universidades públicas utilizando apenas a nota do exame. Ingressar em instituições particulares com financiamento: Por meio do FIES, um financiamento do Governo Federal, que ajuda a pagar a faculdade privada com baixa taxa de juros. Dessa forma, o estudante só começa a pagar a dívida um ano e meio depois de formado. Leia mais: Resultado do Enem 2023: tudo que você precisa saber Sistema de Seleção Unificada (Sisu) O programa aprova estudantes para universidades públicas (gratuitas, portanto). O aluno pode mudar suas opções de curso quantas vezes quiser, ao longo do período de inscrição, tomando como base as notas de corte parciais divulgadas diariamente. Além disso, há vagas para cotistas (as regras variam de instituição para instituição). Leia mais: Tudo que você precisa saber sobre o SISU 2024 Programa Universidade Para Todos (ProUni) O programa distribui bolsas de estudo parciais (que cobrem 50% das mensalidades) e integrais (100%) em instituições de ensino privadas. Para participar, é preciso ter renda familiar bruta mensal per capita de até três salários mínimos (R$ 3.636 por pessoa) , além de se encaixar em critérios sociais (como ter estudado em escola pública). Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) O Fies é um programa federal que fornece empréstimos sem juros, e o estudante paga após terminar a faculdade. O Fies é indicado para alunos que não conseguem pagar as mensalidades durante os estudos, assim como para os que conseguiram uma bolsa parcial do Prouni e não dão conta de pagar o restante. Por meio do Fies, o estudante faz um empréstimo durante o tempo em que estiver estudando e paga a sua dívida depois de conseguir o diploma. O grande diferencial do Fies é que as taxas de juros do empréstimo são mais baixas que as de mercado. Desse modo, desde o seu início, em 1999, mais de 2 milhões de aluno utilizaram o financiamento para fazer o curso superior. Ingressar em instituições no exterior Em universidades com parceria com o Inep, a nota pode substituir exames tradicionais nos processos seletivos em diversos países, incluindo EUA, Reino Unido, Canadá, Irlanda e Portugal. Faculdades no exterior aceitam nota do Enem Com a nota do Enem, é possível ingressar também em universidades estrangeiras. Ademais, o resultado do exame é reconhecido por mais de 50 instituições de ensino superior de outros países, como Portugal, Canadá, França e Reino Unido. Mas cada instituição tem regras e exigências diferentes. Universidade do Porto A Universidade do Porto, em Portugal, aceita a nota do Enem desde que o exame tenha sido prestado no máximo três anos antes. Além disso, é preciso enviar histórico escolar, certificado de conclusão do Ensino Médio, carta de recomendação e carta de motivação, entre outros documentos. Universidade de Toronto A Universidade de Toronto, no Canadá, além da nota do Enem, pede ao estudante candidato que envie uma carta de recomendação de sua es- cola do Ensino Médio e que preencha o formulário no site da instituição. Outrossim, uma boa notícia é que a universidade possui programas de auxílio-moradia e sua bolsa de estudos inclui custos com material didático, seguro para acidentes, habitação e taxas universitárias. Outras universidades Na França, instituições como a Universidade Paris-Saclay e a École Normale Superiéure aceitam a nota do Enem, mas o ingressante tem de comprovar o domínio da língua francesa. No Reino Unido, uma das instituições que aceitam a nota do Enem como forma de seleção para estudantes brasileiros é a Universidade de Bristol. Além da nota do exame, ela exige também o vestibular local, além de ava- liar o nível de inglês e o histórico escolar do candidato. Saiba mais em http://www.bristol.ac.uk/international/countries/brazil.html. Conquistar uma vaga na USP Por meio do programa Enem-USP, uma modalidade que garante o ingresso USP com as notas obtidas no Enem diretamente pela Fuvest, sem aguardar a convocação pelo Sisu. Bolsas em faculdades privadas Algumas instituições privadas podem optar por complementar ou substituir a nota do vestibular pelo resultado do Enem. Além de utilizar a nota para conseguir descontos na mensalidade. Por fim, agora que você está equipado com todas as informações necessárias sobre como usar sua nota do Enem 2023, está mais próximo de alcançar a sonhada aprovação! Lembre-se: cada passo é importante na sua jornada educacional. E se o seu objetivo é garantir um excelente desempenho no Enem 2024, não deixe de visitar nossa plataforma. Estamos aqui para ajudá-lo a realizar esse sonho!
Estudantes opinam: é melhor cursinho online ou presencial?
É importante levar alguns fatores em consideração, como investimento financeiro e infraestrutura! Confira: Os vestibulandos dos últimos anos não tiveram muita opção: inevitavelmente, precisaram se adequar às aulas online para se preparar para as provas. Mas conforme a pandemia deu uma trégua e as atividades presenciais retornaram, surgiu uma nova dúvida. Então, será que voltar aos cursos preparatórios presenciais é mesmo a melhor alternativa? Conversamos com estudantes que escolheram entre os dois modelos, presencial e online, e listamos as principais vantagens e desvantagens de cada um deles. Mas antes dois avisos: o primeiro é que essa não é uma verdade universal, e cada estudante pode se adaptar melhor a um formato. E a segunda é que não existe melhor ou pior nessa, já que tanto o cursinho online quanto o presencial oferecem suporte para aprovação do estudante. Sérgio Paganim, diretor do curso Anglo, reforça que não há diferença entre as duas formas quando se trata de objetivos: ambas têm como finalidade a aprovação do candidato. E os resultados dos vestibulares do último ano mostram isso. “O primeiro lugar em Medicina na USP Pinheiros, em ampla concorrência, foi nosso aluno do cursinho online. E o primeiro colocado em Medicina na USP, pelo Sisu, foi um aluno do presencial”, conta, enfatizando o equilíbrio entre as duas modalidades. Para esclarecer os principais pontos, dividimos o assunto em 6 tópicos: espaço de estudo; participação nas aulas; relação com colegas; comprometimento e organização; deslocamento e investimento financeiro. Acompanhe cada um e veja qual se adapta para a sua realidade. Qual oferece mais infraestrutura? “Particularmente, eu prefiro sempre curso presencial”, afirma a vestibulanda Heloisa Pessoa Tseng, 19, que está no seu terceiro ano de cursinho tentando uma vaga em Medicina. “No presencial, tenho acesso à sala de estudos, monitorias e simulados presenciais, material já impresso e também um maior suporte por parte do professor, já que fica mais fácil de ter um momento de conversa”, diz a estudante, moradora de Recife. “Eu rendo muito mais.” Antonio Avila, 20, vive em Belo Horizonte e estudou sozinho em casa por meio de cursinhos online. No início deste ano, ele foi aprovado em Medicina na UFMG. Para Antonio, estudantes que têm acesso a um lugar de estudos em casa, o curso online é uma ótima opção. “Indico para os alunos que têm um local calmo e confortável para estudar em casa, que querem ter um estudo mais focado nas suas próprias dificuldades e que não querem se deslocar todos os dias até um cursinho”, diz. Uma alternativa para aqueles que optam por um curso online mas não têm um espaço adequado em casa é utilizar salas de estudo públicas, comuns em grandes capitais, como centro culturais e bibliotecas. E a interação em sala de aula? “No curso presencial é possível tirar as dúvidas de forma instantânea caso surja alguma lacuna na hora da aula”, afirma Heloisa. A jovem destaca o relacionamento intenso com os professores e estudantes, e conta que antes de ter aulas no curso presencial ficou alguns meses na versão online por conta da pandemia. Ao regressar para o presencial, sentiu diferenças. “Eu pude participar das aulas de forma ativa, respondendo e fazendo perguntas, além de conversar com os professores caso precisasse de algum conselho”, relembra. “O perfil do estudante de cursinho online é um pouco diferente, é um público que se adaptou muito bem ao digital. Além disso, a opção de responder no chat e de abrir ou não a câmera apresenta mais possibilidade para aqueles que são mais tímidos na participação em aula. Com isso eles conseguem se posicionar e tirar dúvidas”, diz Paganim, do Anglo. Qual oferece mais chance de socialização? O relacionamento com outros alunos também deve ser levado em consideração. “No cursinho online você não cria uma relação com outros estudantes. Em alguns casos você nem sabe quem mais está fazendo o curso com você e é mais animador ver outras pessoas ao seu redor assistindo às aulas”, considera a recifense Maria Letícia Nascimento, 18, que fez cursinho presencial e foi aprovada em Ciência da Computação na UFPE depois de dois anos prestando vestibular. Antonio Avila, que fez curso online, recorda que a interação com colegas no módulo online era, de fato, menor. “Com os outros alunos eu não tinha tanto contato, para ser sincero. Havia grupos de monitoria com os alunos e professores, mas eram mais destinados às dúvidas e não à interação entre os estudantes”, comenta. Ele também destaca um outro sentimento que permeia a trajetória do vestibulando e do qual ele se livrou: a competição. “Como eu estava sozinho em casa, não havia a comparação com outros alunos, o que é uma coisa que normalmente traz muita insegurança e ansiedade”, pondera o estudante. Larissa Moreira Germiniani, 19, recém-aprovada em Ciências Sociais na Unicamp, tem uma perspectiva um pouco diferente. Ela afirma que estar em uma sala física ao lado de vestibulandos com o mesmo objetivo funcionava como uma motivação extra. “Ver que outras pessoas estão lá com você passando por isso e saber que você não é a única, ajuda muito”, relata a estudante, que vive em São Paulo. É possível se organizar no cursinho online? Um ponto fundamental na hora de optar pelo presencial ou pelo online é capacidade de concentração e foco. Para estudantes como Larissa, a abordagem de estudo mais independente que o curso online proporciona pode virar uma dificuldade. “Tenho muito problema em me concentrar, organizar horários e nesse sentido o cursinho presencial me ajudou a manter rotina e constância”, relata. Para Antonio, de BH, esse fator foi justamente um ponto decisivo. “Nas plataformas online, como as aulas já estavam todas gravadas, eu conseguia dar um foco maior nas minhas dificuldades, assistir novamente a alguma aula que eu não havia entendido, pausar, assistir em velocidade maior”, conta. “Quanto à organização, tinha a opção de pegar um planner (espécie de cronograma) com menos semanas e que continha toda a matéria cobrada no Enem. Com isso eu consegui estudar todo o conteúdo até agosto e, depois
Como se preparar para a prova da Unicamp com as mudanças no calendário
Esta é a primeira edição em que as provas da Unicamp de primeira e segunda fase ocorrerão no mesmo ano A prova da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) está diferente este ano. Para começar, estudantes que já prestaram o vestibular em outros anos e estavam acostumados a realizar a segunda fase em janeiro terão que se adaptar a um intervalo mais curto. Agora, a primeira e segunda fase acontecem ainda este ano, com uma brecha de pouco mais de um mês entre elas. Isso sem contar outros “obstáculos” no caminho: os candidatos que também fazem a Fuvest, que seleciona para a USP (Universidade de São Paulo), terão que encarar uma outra prova entre as duas fases da Unicamp. Com tanta mudança, será que é preciso recalcular a rota na hora de planejar os estudos? Anderson Bigon, diretor pedagógico da Oficina do Estudante de Campinas (SP), explica que quando as segundas fases eram apenas em janeiro, o estudante costumava priorizar o estudo para as primeiras fases até dezembro e iniciava o estudo para as segundas fases a partir de então. Com a mudança no calendário do vestibular Unicamp, o ideal agora é conciliar os estudos, treinando questões de múltipla escolha e questões dissertativas, de acordo com as provas que irá prestar. Confira abaixo algumas dicas de estudo considerando combinações entre o vestibular da Unicamp e outros. Para quem vai prestar Unicamp e Enem “Para quem vai prestar apenas Unicamp e Enem, por exemplo, a recomendação é focar em questões ‘tipo teste’ até a semana em que se encerra o segundo dia do Enem (20 de novembro). Depois, poderá iniciar o estudo só com questões dissertativas, podendo fazer uso das provas anteriores da segunda fase da Unicamp”, explica Bigon. Para quem vai prestar Unicamp, Enem e Fuvest Já para quem também vai prestar Fuvest, o foco é, mesmo após o Enem, conciliar o estudo com questões de múltipla escolha, para também se preparar para a primeira fase do vestibular da USP, que ocorre no início de dezembro. O estudo pode ser divido: Quando é hora de começar a revisão para as provas? A maioria dos cursos pré-vestibular iniciam o período de revisões agora, em outubro – ou seja, no mês anterior ao início dos principais vestibulares. Mesmo assim, a orientação do diretor é que os estudantes não fechem um período exato para revisar, mas passem a incluir, no dia a dia, a realização das provas anteriores, de 2018 a 2022. Assim, já se acostumam com o modelo das provas oficiais e, ao mesmo tempo, realizam uma revisão dos assuntos das questões que tenham errado. “Cabe ressaltar que revisar é importante, mas dificilmente o estudante conseguirá passar novamente por todos os conteúdos. Por isso, recomendamos que ele priorize as matérias que tenha maior dificuldade, baseado nos resultados dos simulados ou das provas anteriores.” Dicas para quem vai fazer a prova da Unicamp este ano Este texto é fruto de uma parceria entre o GUIA DO ESTUDANTE e o Redação Online, plataforma de correção de redações. Por meio dela, você envia suas redações e recebe as correções detalhadas, de acordo com cada competência, em até 3 dias úteis! Garanta aqui o seu pacote com 20% de desconto usando o cupom GUIADOESTUDANTE20.