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Você já se perguntou por que o combate ao crime organizado é tão difícil no Brasil?
Apesar de décadas de enfrentamento, essa estrutura criminosa continua crescendo e se adaptando, infiltrando-se em instituições públicas e moldando a vida nas grandes cidades. O tema voltou ao centro dos debates após a megaoperação no Rio de Janeiro, que resultou em mais de 120 mortes, entre elas, quatro policiais, e reacendeu o debate sobre segurança pública, letalidade policial e políticas de prevenção.
Diante desse cenário, refletir sobre as barreiras para combater o crime organizado é essencial para compreender não apenas as falhas estruturais do Estado, mas também os impactos sociais, econômicos e políticos desse fenômeno.
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Barreiras para combater o crime organizado no Brasil ”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.
4.1 tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo consideradas “textos insuficiente”;
4.2 fugir do tema ou não atender ao tipo dissertativo-argumentativo;
4.3 apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto;
4.4 apresentar nome, assinatura, rubrica, ou outras formas de identificação no espaço destinado ao texto.
O crime organizado é um fenômeno que desafia o Brasil há décadas, atravessando as fronteiras da violência urbana e alcançando o campo político e econômico. Recentemente, o país assistiu a uma das maiores operações já registradas contra facções criminosas: uma megaoperação conduzida pelo governo do Rio de Janeiro, que teve como alvo o Comando Vermelho (CV).
A ação, liderada pelo governador Cláudio Castro (PL-RJ), mobilizou forças policiais em áreas de mata nos complexos da Penha e do Alemão, onde confrontos armados resultaram em cerca de 120 mortes. Uma das estratégias utilizadas, conhecida como “Muro do Bope”, buscou encurralar os criminosos considerados narcoterroristas.
As cenas de violência e o alto número de mortos provocaram reações em todo o país. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, solicitou explicações ao governo estadual, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a necessidade de um trabalho coordenado e nacional no combate ao crime organizado.
As imagens da operação, comparadas a uma verdadeira guerra civil, revelam um problema estrutural: a ausência de políticas públicas eficazes, a precarização das forças de segurança e a falta de integração entre União, estados e municípios. Ao mesmo tempo, o uso de tecnologias de ponta, como drones capazes de lançar bombas contra policiais, evidencia a sofisticação das facções, que desafiam o poder do Estado e a própria noção de soberania nacional.
Fonte adaptada: Gazeta do Povo (2025)
Enquanto houver desigualdade econômica no Brasil, será difícil conter o crime organizado. Essa é a síntese feita por especialistas em segurança pública e direito penal que alertam: enfrentar o crime organizado é também enfrentar as causas sociais que o alimentam, como pobreza, exclusão e ausência do Estado em comunidades vulneráveis.
De acordo com o jurista Walter Maierovitch, desembargador aposentado e estudioso do tema, o país vive um cenário preocupante em que as facções criminosas se infiltram nas estruturas estatais, lavando dinheiro obtido com o tráfico e a corrupção em atividades formalmente legais, como empresas de transporte, coleta de lixo e até financiamento de campanhas políticas. Para ele, “as máfias são parasitárias: grudam no Estado, sugam e corrompem agentes públicos”.
O professor Daniel Pacheco Pontes, da Faculdade de Direito da USP, explica que as diferenças regionais intensificam o problema. “Em algumas áreas, como no Rio de Janeiro, o Estado já perdeu o controle territorial. Em outras, como São Paulo, ainda há resistência, mas o avanço é constante”, afirma. Segundo ele, a desigualdade social é o principal combustível das facções, que recrutam jovens em busca de pertencimento e renda.
Além disso, Pacheco critica a ineficiência na aplicação das leis. “Não basta endurecer o Código Penal. O problema é a falta de aplicação efetiva das normas e a sensação de impunidade que isso gera.”
O pesquisador Eduardo Dyna, da UFSCar, complementa que o PCC e outras facções se tornaram transnacionais, com atuação direta em países como Paraguai e Bolívia. “Esses grupos não querem substituir o Estado, mas explorá-lo, aproveitando suas fragilidades para expandir seus negócios ilícitos”, explica.
Já o cientista social Vinícius Figueiredo, do Observatório de Segurança Pública da Unesp, defende que a repressão pura e o encarceramento em massa apenas fortalecem o ciclo de violência. “O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo. Cada prisão superlotada é um centro de recrutamento de novos criminosos. Sem políticas sociais integradas, estaremos apenas alimentando o sistema que queremos combater.”
De forma geral, os especialistas concordam que combater o crime organizado vai além das ações policiais. É necessário fortalecer as instituições, investir em inteligência, garantir oportunidades sociais e criar políticas de longo prazo voltadas à educação e à equidade econômica. Caso contrário, o país continuará preso a um ciclo de violência e corrupção que fragiliza a democracia e perpetua a insegurança coletiva.
Fonte adaptada: Jornal da USP (2025)
Na tentativa de responder ao avanço das facções criminosas e à recente escalada da violência no Rio de Janeiro, o governo federal sancionou uma nova legislação voltada ao endurecimento do combate ao crime organizado. A medida, aprovada pelo Congresso Nacional e de autoria do senador Sergio Moro (União-PR), ex-juiz da Operação Lava Jato, foi publicada no Diário Oficial da União no dia 30 de outubro de 2025.
A nova lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cria duas novas modalidades de crime relacionadas à obstrução de investigações e ações contra organizações criminosas:
Ambos os crimes passam a ter penas de reclusão de 4 a 12 anos, além de multa.
Além disso, a legislação prevê reforço na segurança pessoal de juízes, promotores, policiais e militares — inclusive aposentados —, bem como de seus familiares, quando houver risco comprovado relacionado ao exercício de suas funções. A proposta busca proteger aqueles que estão na linha de frente do enfrentamento às facções e ao tráfico, áreas em que há altos índices de ameaças e atentados.
A sanção ocorreu logo após a megaoperação no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), que resultou em mais de 120 mortes. A coincidência entre o episódio e a publicação da lei reacendeu o debate sobre como equilibrar ações repressivas e garantias de direitos humanos.
Para juristas, o texto representa um avanço institucional, mas sua eficácia dependerá da implementação prática e da integração entre os entes federativos. Em outras palavras, endurecer penas sem fortalecer o sistema de inteligência e as políticas de prevenção pode tornar a lei mais simbólica do que efetiva.
Dessa forma, o novo marco legal reflete tanto a tentativa do Estado de recuperar sua autoridade quanto a urgência de repensar o modelo de segurança pública, conciliando repressão, prevenção e justiça social.
Fonte adaptada: g1 (2025)
A charge ilustra a tragédia da violência urbana no Rio de Janeiro, onde as operações policiais contra o crime organizado frequentemente resultam em altos índices de letalidade.
No desenho, o Cristo Redentor, símbolo da cidade, aparece em meio a um mar de ossos e caveiras, tentando alcançar um helicóptero militar que dispara projéteis. Essa composição visual evidencia a ideia de um Estado em guerra contra seu próprio povo, ao mesmo tempo em que simboliza a impotência diante do avanço das facções criminosas.
Ao utilizar elementos reconhecíveis da paisagem carioca, como o Cristo e o Pão de Açúcar, o artista critica a banalização das mortes em nome da segurança pública. O olhar desesperado da figura religiosa transmite a dimensão humanitária do problema, sugerindo que o combate à criminalidade, quando guiado apenas pela repressão, gera mais vítimas do que soluções.

Assim, a charge funciona como uma metáfora da crise social brasileira: o Rio de Janeiro se transforma em palco de uma guerra onde a população civil é a principal vítima, refletindo a falta de políticas de prevenção, educação e oportunidades que deveriam estar no centro da estratégia contra o crime organizado.
Fonte:O Liberal (2025)
Causa:
A desigualdade socioeconômica e a ausência de políticas públicas nas periferias criam um terreno fértil para o recrutamento de jovens pelo crime organizado.
Consequência:
Essa realidade perpetua o ciclo da violência e enfraquece a confiança da população nas instituições, dificultando o enfrentamento efetivo do problema.
Repertório aplicado:
Segundo o professor Daniel Pacheco (USP), “enquanto houver tamanha disparidade econômica, será difícil conter o avanço do crime organizado”.
O livro “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, ilustra essa lógica, mostrando como a falta de oportunidades empurra crianças e adolescentes à marginalidade.
Frase modelo:
Portanto, a persistência da desigualdade social impede o rompimento do ciclo da violência, reforçando a necessidade de políticas públicas integradas que unam educação, cultura e segurança.
Causa:
Apesar de o Brasil possuir uma legislação penal robusta, a ineficiência na aplicação das normas e a corrupção em órgãos públicos minam o combate às facções criminosas.
Consequência:
Esse cenário gera impunidade e descrença social, favorecendo a infiltração do crime em setores políticos e econômicos, como denunciou o jurista Walter Maierovitch (USP).
Repertório aplicado:
O filósofo John Locke, em Segundo Tratado sobre o Governo Civil, defende que o Estado existe para garantir segurança e justiça. Quando falha nisso, perde sua legitimidade.
O filme “O Mecanismo” reforça a crítica à corrupção institucional, evidenciando como o poder e o dinheiro corrompem a justiça.
Frase modelo:
Logo, enquanto a corrupção corroer o sistema jurídico e político, o combate ao crime organizado continuará sendo uma luta desigual e ineficaz.
Causa:
As ações policiais excessivamente repressivas, sem investimentos equivalentes em políticas sociais, tornam o enfrentamento ao crime uma “guerra interna” marcada por mortes e abusos.
Consequência:
Essa abordagem alimenta a violência, fortalece o discurso das facções e transforma comunidades vulneráveis em zonas de conflito permanente.
Repertório aplicado:
A charge de T. Falcão (O Liberal, 2025) simboliza essa contradição: o Cristo Redentor tenta proteger o povo enquanto é cercado por tiros, representando o caos e a tragédia humana.
O filme “Tropa de Elite” também problematiza essa lógica de guerra, mostrando que o uso da força sem inteligência agrava o problema em vez de resolvê-lo.
Frase modelo:
Desse modo, combater o crime sem enfrentar suas causas sociais equivale a enxugar gelo, perpetuando a violência que deveria ser contida.
Causa:
A desarticulação entre governo federal, estados e municípios no planejamento de políticas de segurança impede ações estratégicas e coordenadas.
Consequência:
Isso dificulta a troca de informações, o fortalecimento das instituições e o enfrentamento conjunto de redes criminosas que atuam de forma nacional e transnacional.
Repertório aplicado:
O cientista político Zygmunt Bauman, em Modernidade Líquida, afirma que o Estado perdeu parte de seu poder de controle no mundo globalizado, tornando-se vulnerável a estruturas paralelas — como o crime organizado.
A Lei sancionada em 2025 (Moro-Lula) tenta responder a essa fragilidade, mas sem integração institucional, sua eficácia será limitada.
Diante do exposto, é inegável que o combate ao crime organizado no Brasil exige muito mais do que ações repressivas: requer a reconstrução das bases sociais e institucionais que o sustentam. Afinal, a desigualdade e a corrupção estatal se entrelaçam em um ciclo que perpetua a violência e enfraquece a confiança nas instituições.
Assim, ao unir repressão estratégica e prevenção social, o Brasil poderá romper as barreiras históricas que alimentam o crime e caminhar rumo a uma sociedade onde a justiça prevaleça sobre a vio
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Braille: ferramenta essencial para inclusão e cidadania de pessoas com deficiência visual. Tema relevante em vestibulares e no ENEM.
Durante décadas, o Brasil foi definido como um país miscigenado, marcado pela convivência entre diferentes povos e culturas. No entanto, apesar dessa diversidade amplamente reconhecida no discurso social, grande parte da população brasileira desconhece sua própria ancestralidade. Esse distanciamento entre a realidade genética e a memória histórica revela um processo profundo de apagamento das origens africanas e indígenas na formação do país. Uma pesquisa científica inédita, publicada na revista Science e divulgada pelo Jornal Nacional, confirmou que o Brasil é o país mais miscigenado do mundo, reunindo uma complexa combinação de ancestralidades europeias, africanas e indígenas. Ainda assim, relatos pessoais mostram que muitos brasileiros sabem pouco ou quase nada sobre a história de suas famílias, especialmente quando se trata de origens não europeias. Esse desconhecimento não ocorre ao acaso, mas está ligado a um passado marcado por colonização, escravidão e violência, cujas consequências permanecem inscritas tanto na estrutura social quanto no próprio DNA da população. Dessa forma, discutir como o desconhecimento da própria ancestralidade reflete o apagamento histórico da miscigenação no Brasil torna-se fundamental para compreender os impactos da desigualdade racial, da invisibilização de povos originários e da forma como a história oficial foi construída. O tema dialoga diretamente com questões de identidade, memória coletiva, ciência e justiça social, sendo altamente pertinente para redações do ENEM, vestibulares e concursos. Textos motivadores sobre miscigenação no Brasil Texto I — Brasil é o país mais miscigenado do mundo, conclui pesquisa inédita Reprodução jornal nacional Uma pesquisa científica inédita concluiu que o Brasil possui a maior diversidade genética do mundo. O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo e integrante do projeto DNA do Brasil, analisou o genoma de mais de 2,7 mil pessoas de diferentes regiões, incluindo capitais e comunidades ribeirinhas. Os resultados mostram que a população brasileira é composta, em média, por 60% de ancestralidade europeia, 27% africana e 13% indígena, com variações regionais significativas. A pesquisa também revelou que a miscigenação brasileira foi marcada por profundas desigualdades históricas. Cerca de 71% da herança genética masculina tem origem europeia, enquanto 77% da herança genética feminina é africana ou indígena, evidenciando relações assimétricas e episódios de violência durante o período colonial. Além disso, os cientistas identificaram mais de 8 milhões de variações genéticas inéditas, muitas delas relacionadas a ancestralidades pouco estudadas, como as africanas e indígenas, tradicionalmente ausentes dos grandes bancos de dados genéticos. Esses dados demonstram que, embora a miscigenação seja uma característica central da formação do Brasil, a história das populações que a compõem foi frequentemente silenciada ou distorcida. Assim, a ciência genética surge não apenas como ferramenta para avanços na saúde, mas também como meio de revelar narrativas históricas apagadas e promover uma reflexão crítica sobre identidade e memória no país. Fonte adaptada: Jornal Nacional. Texto II — Como a miscigenação, a imigração e a violência histórica deixaram marcas no DNA dos brasileiros? Um estudo científico publicado na revista Science e divulgado pela BBC News Brasil revelou que a história da colonização do país não está registrada apenas em livros, mas também no DNA da população atual. A partir do sequenciamento completo do genoma de mais de 2,7 mil brasileiros, pesquisadores identificaram evidências diretas dos fluxos migratórios, da escravidão e das relações desiguais que marcaram os últimos cinco séculos da formação do Brasil. Os dados mostram que a miscigenação brasileira ocorreu de forma profundamente assimétrica. Mais de 70% da herança genética masculina tem origem europeia, enquanto a maior parte da herança genética feminina é africana ou indígena. Esse desequilíbrio evidencia um passado marcado pela violência colonial, pela escravização de povos africanos e pela exploração de mulheres indígenas e negras, cujas histórias foram sistematicamente silenciadas ao longo do tempo. Além disso, o estudo aponta que o Brasil foi palco do maior deslocamento intercontinental de populações da história. Entre os séculos XVI e XIX, cerca de 5 milhões de europeus migraram para o país, enquanto ao menos 5 milhões de africanos foram trazidos à força como pessoas escravizadas. Esse processo resultou em uma diversidade genética inédita, com combinações de ancestralidades que não existem nem mesmo nos continentes de origem. Apesar dessa riqueza genética, muitos brasileiros desconhecem sua própria ancestralidade, especialmente quando ligada a povos africanos e indígenas. Esse desconhecimento não é aleatório, mas consequência de um apagamento histórico promovido por narrativas oficiais que privilegiaram a herança europeia e minimizaram a violência estrutural que sustentou a miscigenação no país. Assim, o DNA brasileiro passa a funcionar como um documento histórico vivo, revelando desigualdades, exclusões e silenciamentos que ainda impactam a construção da identidade nacional. Fonte adaptada: BBC News Brasil TEXTO III Como a miscigenação no Brasil revela um processo histórico marcado por violência, apagamento e ressignificação cultural? Segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, a identidade brasileira se consolidou a partir de um processo histórico complexo, marcado tanto por violência e imposição quanto por resistência e ressignificação cultural. A miscigenação entre indígenas, africanos e europeus não ocorreu de forma espontânea ou harmoniosa, mas foi atravessada por relações de poder desiguais. Ao longo da colonização, o encontro entre esses grupos foi mediado por dominação territorial, escravidão e exploração. Ainda assim, povos indígenas e africanos resistiram, preservando saberes, tradições e práticas culturais que influenciam profundamente a sociedade brasileira até hoje. Compreender a miscigenação no Brasil, portanto, significa ir além da diversidade étnica. Implica reconhecer os conflitos históricos, os processos de adaptação e as criações culturais que deram origem à formação do povo brasileiro. Nesse contexto, o desconhecimento da própria ancestralidade pode ser entendido como reflexo de um apagamento histórico, especialmente das contribuições indígenas e africanas, frequentemente silenciadas nos registros oficiais e no ensino tradicional da história nacional. Fonte adaptada: jurismenteaberta TEXTO IV – De que forma a arte brasileira revela a miscigenação e as desigualdades sociais invisibilizadas na história do país? Pintada em 1933, a obra Operários, da artista modernista Tarsila do Amaral, é considerada um dos principais retratos do processo de industrialização brasileira, especialmente no estado de São Paulo. A tela apresenta cinquenta e um trabalhadores da indústria, organizados lado a lado,
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