Oferta Especial: Garanta sua vaga em:
00
DIAS
14
HORAS
06
MINUTOS
51
SEGUNDOS
🚀 Redação Online agora é parte do ecossistema Ennia Education - empresa global de soluções tecnológicasConheça →
Voltar para o Blog

Importância das línguas é o tema da questão discursiva da 1ª fase do Seriado UFMG

Valdiele Silva
15 de dezembro de 2025
6 min de leitura
Para vestibulandosufmgbanco de temas de redaçãoTopo de funilrepertório sociocultural
UFMG

A primeira etapa do Seriado UFMG 2025–2027 marcou oficialmente a estreia de um novo modelo de seleção da Universidade Federal de Minas Gerais e, mais do que isso, revelou com clareza o perfil de estudante que a instituição pretende formar e selecionar ao longo dos próximos anos.

A prova combinou questões objetivas tradicionais, alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com uma questão discursiva de caráter reflexivo e argumentativo, que exigiu domínio da escrita, leitura crítica e capacidade de articulação de ideias. Esse equilíbrio entre objetividade e argumentação mostra que o seriado não avalia apenas conteúdo, mas também maturidade intelectual desde a 1ª série do Ensino Médio.

Neste post, você confere uma análise completa da 1ª fase do Seriado UFMG, com foco na questão discursiva, nos textos motivadores, nos critérios de correção, na estrutura da prova objetiva e no que tudo isso indica para quem seguirá no processo até 2027.

Como foi estruturada a prova da 1ª fase do Seriado UFMG?

A prova foi composta por 45 questões objetivas, distribuídas entre as quatro áreas do conhecimento previstas na BNCC, e 1 questão discursiva, totalizando 49 pontos na etapa.

Embora a parte objetiva represente a maior parcela da nota, a discursiva exerce papel estratégico, pois avalia competências que não aparecem nas alternativas de múltipla escolha, como argumentação, clareza textual e posicionamento crítico.

Esse modelo reforça uma tendência já observada em grandes vestibulares: não basta acertar conteúdo, é preciso saber pensar e escrever sobre ele.

👉 Quem começa a treinar escrita agora constrói vantagem competitiva ao longo do seriado.
Na Redação Online, você treina discursivas desde o início do Ensino Médio, com correções em até 24h.

Como foi a questão discursiva da 1ª fase do Seriado UFMG?

A questão discursiva teve como tema “a importância das línguas para a humanidade” e solicitou a produção de um artigo de opinião, com mínimo de 12 e máximo de 15 linhas, a ser publicado em um jornal de grande circulação.

Desde o comando, a banca deixou claro que o candidato deveria:

  • explicar a importância das línguas;
  • posicionar-se criticamente sobre o que se perde com o desaparecimento de uma língua;
  • articular as ideias dos textos motivadores;
  • escrever em norma-padrão, com organização e clareza.

A discursiva valeu 4 pontos, o que pode parecer pouco à primeira vista, mas, na prática, funciona como um forte critério de desempate, especialmente entre candidatos com desempenho semelhante na prova objetiva.

👉 Esse tipo de questão não se improvisa.
Na Redação Online, você aprende a estruturar artigos de opinião e outros gêneros cobrados em vestibulares, sempre com correção detalhada.

Quais textos motivadores embasaram a discursiva?

A coletânea apresentou quatro textos, que dialogavam de forma complementar:

  • textos teóricos sobre o papel das línguas na construção do conhecimento humano;
  • reflexões sobre a extinção linguística e a perda de patrimônios culturais;
  • dados da UNESCO sobre o desaparecimento acelerado de idiomas;
  • uma tirinha, que sintetizava criticamente a redução das línguas faladas ao longo da história.

Essa diversidade textual exigiu do candidato leitura atenta, interpretação crítica e habilidade de diálogo entre linguagens verbais e não verbais, algo que se aproxima muito do que é cobrado em vestibulares como ENEM, UNICAMP e FUVEST.

👉 Saber usar texto motivador é diferente de copiá-lo.
Na nossa plataforma, você aprende a mobilizar a coletânea com autonomia, evitando cópia, fuga ao tema ou tangenciamento.

O que a banca avaliou na questão discursiva?

A correção da discursiva seguiu critérios objetivos e bem definidos no edital. Foram considerados:

  • clareza e organização das ideias;
  • coerência e progressão argumentativa;
  • coesão textual;
  • uso adequado da norma-padrão da Língua Portuguesa;
  • interpretação correta do comando;
  • articulação de conhecimentos (interdisciplinaridade).

Além disso, a banca analisou:

  • a estrutura global do texto;
  • o desenvolvimento da ideia central;
  • a consistência dos argumentos apresentados;
  • o domínio dos conteúdos esperados para a 1ª série do Ensino Médio.

A resposta deveria ser manuscrita, com caneta azul ou preta transparente, o que reforça a necessidade de treino também no formato físico da prova.

👉 Correção técnica faz toda a diferença.
Na Redação Online, suas discursivas são corrigidas com base em critérios reais de banca, não em modelos genéricos.

Como foi a prova objetiva da 1ª fase da UFMG?

De modo geral, a prova objetiva manteve semelhanças com vestibulares mais tradicionais. As questões apresentaram enunciados diretos, especialmente em Matemática e Ciências da Natureza, com cobrança de conteúdos clássicos, como:

  • funções e logaritmos;
  • cinemática;
  • química inorgânica;
  • conceitos básicos de biologia.

Esse formato indica que o seriado não abandona o conteúdo, mas o complementa com avaliação de competências mais complexas na parte discursiva.

👉 Equilibrar objetiva e escrita é o caminho.
Quem treina apenas alternativas tende a sentir dificuldade nas discursivas ao longo do processo.

Linguagens e Ciências Humanas: onde a prova mais exigiu interpretação

Em Linguagens e Ciências Humanas, a prova apresentou maior diversidade textual e exigência interpretativa.

Obras e referências culturais apareceram tanto nos enunciados quanto nas alternativas, como:

  • Memórias de Martha;
  • a canção Principia;
  • autorretratos de Paulo Nazareth.

Já nas línguas estrangeiras, os temas abordaram questões contemporâneas, como guerra, meio ambiente, esporte, bullying e vacinação, exigindo leitura contextualizada e atenção ao sentido global dos textos.

👉 Leitura constante vira argumento na escrita.
Por isso, a Redação Online oferece Clube do Livro, com leitura orientada e aplicação direta nas redações.

A interdisciplinaridade apareceu de forma efetiva?

Apesar de a UFMG anunciar a interdisciplinaridade como eixo central do Seriado, nesta primeira etapa ela apareceu de forma mais concentrada na questão discursiva e em alguns itens de Linguagens.

Ainda assim, o modelo aponta para uma tendência clara: a universidade valoriza a capacidade de conectar saberes, e isso tende a se intensificar nas próximas fases.

O que essa prova revela sobre o perfil de aluno que a UFMG busca?

A 1ª fase do Seriado UFMG deixa evidente que a universidade procura estudantes que sejam:

  • leitores críticos;
  • capazes de escrever com clareza desde cedo;
  • argumentativos e reflexivos;
  • autônomos intelectualmente;
  • capazes de transitar entre diferentes áreas do conhecimento.

Não se trata apenas de acertar respostas, mas de construir pensamento.

Como se preparar para as próximas fases do Seriado UFMG?

Diante desse cenário, a preparação precisa ser estratégica e contínua. É fundamental:

  • treinar discursivas desde a 1ª série;
  • praticar gêneros como artigo de opinião e resposta argumentativa;
  • ampliar repertório sociocultural;
  • aprender a responder exatamente ao comando da banca;
  • receber correções rápidas e criteriosas.

👉 Na Redação Online, você encontra:
✔ correções em até 24h
✔ treino para todos os gêneros discursivos
Clube do Livro integrado à escrita
✔ preparação para ENEM, vestibulares e concursos

Quem começa agora, chega muito mais preparado nas próximas
etapas do Seriado UFMG. Comece agora mesmo!

Pronto para colocar em prática?

Envie suas redações e receba correção profissional em até 24h. Nossos especialistas aprovados nas melhores universidades vão te ajudar a alcançar a nota máxima.

Ver Planos de Correção

Leia também

A desvalorização do ensino superior no Brasil: perspectivas sobre formação crítica e influência digital |Tema de redação

Na era digital, vale a pena fazer faculdade? Analisamos como a desvalorização do ensino superior impacta a formação crítica dos jovens e o futuro do Brasil.

A valorização do Sistema Braille para a autonomia e a cidadania das pessoas com deficiência visual no Brasil |Tema de redação

Braille: ferramenta essencial para inclusão e cidadania de pessoas com deficiência visual. Tema relevante em vestibulares e no ENEM.

Como o desconhecimento da própria ancestralidade reflete o apagamento histórico da miscigenação no Brasil | Tema de redação

Durante décadas, o Brasil foi definido como um país miscigenado, marcado pela convivência entre diferentes povos e culturas. No entanto, apesar dessa diversidade amplamente reconhecida no discurso social, grande parte da população brasileira desconhece sua própria ancestralidade. Esse distanciamento entre a realidade genética e a memória histórica revela um processo profundo de apagamento das origens africanas e indígenas na formação do país. Uma pesquisa científica inédita, publicada na revista Science e divulgada pelo Jornal Nacional, confirmou que o Brasil é o país mais miscigenado do mundo, reunindo uma complexa combinação de ancestralidades europeias, africanas e indígenas. Ainda assim, relatos pessoais mostram que muitos brasileiros sabem pouco ou quase nada sobre a história de suas famílias, especialmente quando se trata de origens não europeias. Esse desconhecimento não ocorre ao acaso, mas está ligado a um passado marcado por colonização, escravidão e violência, cujas consequências permanecem inscritas tanto na estrutura social quanto no próprio DNA da população. Dessa forma, discutir como o desconhecimento da própria ancestralidade reflete o apagamento histórico da miscigenação no Brasil torna-se fundamental para compreender os impactos da desigualdade racial, da invisibilização de povos originários e da forma como a história oficial foi construída. O tema dialoga diretamente com questões de identidade, memória coletiva, ciência e justiça social, sendo altamente pertinente para redações do ENEM, vestibulares e concursos. Textos motivadores sobre miscigenação no Brasil Texto I — Brasil é o país mais miscigenado do mundo, conclui pesquisa inédita Reprodução jornal nacional Uma pesquisa científica inédita concluiu que o Brasil possui a maior diversidade genética do mundo. O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo e integrante do projeto DNA do Brasil, analisou o genoma de mais de 2,7 mil pessoas de diferentes regiões, incluindo capitais e comunidades ribeirinhas. Os resultados mostram que a população brasileira é composta, em média, por 60% de ancestralidade europeia, 27% africana e 13% indígena, com variações regionais significativas. A pesquisa também revelou que a miscigenação brasileira foi marcada por profundas desigualdades históricas. Cerca de 71% da herança genética masculina tem origem europeia, enquanto 77% da herança genética feminina é africana ou indígena, evidenciando relações assimétricas e episódios de violência durante o período colonial. Além disso, os cientistas identificaram mais de 8 milhões de variações genéticas inéditas, muitas delas relacionadas a ancestralidades pouco estudadas, como as africanas e indígenas, tradicionalmente ausentes dos grandes bancos de dados genéticos. Esses dados demonstram que, embora a miscigenação seja uma característica central da formação do Brasil, a história das populações que a compõem foi frequentemente silenciada ou distorcida. Assim, a ciência genética surge não apenas como ferramenta para avanços na saúde, mas também como meio de revelar narrativas históricas apagadas e promover uma reflexão crítica sobre identidade e memória no país. Fonte adaptada: Jornal Nacional. Texto II — Como a miscigenação, a imigração e a violência histórica deixaram marcas no DNA dos brasileiros? Um estudo científico publicado na revista Science e divulgado pela BBC News Brasil revelou que a história da colonização do país não está registrada apenas em livros, mas também no DNA da população atual. A partir do sequenciamento completo do genoma de mais de 2,7 mil brasileiros, pesquisadores identificaram evidências diretas dos fluxos migratórios, da escravidão e das relações desiguais que marcaram os últimos cinco séculos da formação do Brasil. Os dados mostram que a miscigenação brasileira ocorreu de forma profundamente assimétrica. Mais de 70% da herança genética masculina tem origem europeia, enquanto a maior parte da herança genética feminina é africana ou indígena. Esse desequilíbrio evidencia um passado marcado pela violência colonial, pela escravização de povos africanos e pela exploração de mulheres indígenas e negras, cujas histórias foram sistematicamente silenciadas ao longo do tempo. Além disso, o estudo aponta que o Brasil foi palco do maior deslocamento intercontinental de populações da história. Entre os séculos XVI e XIX, cerca de 5 milhões de europeus migraram para o país, enquanto ao menos 5 milhões de africanos foram trazidos à força como pessoas escravizadas. Esse processo resultou em uma diversidade genética inédita, com combinações de ancestralidades que não existem nem mesmo nos continentes de origem. Apesar dessa riqueza genética, muitos brasileiros desconhecem sua própria ancestralidade, especialmente quando ligada a povos africanos e indígenas. Esse desconhecimento não é aleatório, mas consequência de um apagamento histórico promovido por narrativas oficiais que privilegiaram a herança europeia e minimizaram a violência estrutural que sustentou a miscigenação no país. Assim, o DNA brasileiro passa a funcionar como um documento histórico vivo, revelando desigualdades, exclusões e silenciamentos que ainda impactam a construção da identidade nacional. Fonte adaptada: BBC News Brasil TEXTO III Como a miscigenação no Brasil revela um processo histórico marcado por violência, apagamento e ressignificação cultural? Segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, a identidade brasileira se consolidou a partir de um processo histórico complexo, marcado tanto por violência e imposição quanto por resistência e ressignificação cultural. A miscigenação entre indígenas, africanos e europeus não ocorreu de forma espontânea ou harmoniosa, mas foi atravessada por relações de poder desiguais. Ao longo da colonização, o encontro entre esses grupos foi mediado por dominação territorial, escravidão e exploração. Ainda assim, povos indígenas e africanos resistiram, preservando saberes, tradições e práticas culturais que influenciam profundamente a sociedade brasileira até hoje. Compreender a miscigenação no Brasil, portanto, significa ir além da diversidade étnica. Implica reconhecer os conflitos históricos, os processos de adaptação e as criações culturais que deram origem à formação do povo brasileiro. Nesse contexto, o desconhecimento da própria ancestralidade pode ser entendido como reflexo de um apagamento histórico, especialmente das contribuições indígenas e africanas, frequentemente silenciadas nos registros oficiais e no ensino tradicional da história nacional. Fonte adaptada:  jurismenteaberta  TEXTO IV – De que forma a arte brasileira revela a miscigenação e as desigualdades sociais invisibilizadas na história do país? Pintada em 1933, a obra Operários, da artista modernista Tarsila do Amaral, é considerada um dos principais retratos do processo de industrialização brasileira, especialmente no estado de São Paulo. A tela apresenta cinquenta e um trabalhadores da indústria, organizados lado a lado,