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Descubra como estudar redação por eixos temáticos e fique preparado para qualquer assunto que surgir na prova! Mais um ano começando e para muitas pessoas isso significa dedicar-se por alguns meses aos estudos para o próximo Enem. Quanto antes iniciar a preparação, a probabilidade de se dar bem nas provas aumentam muito. Assim, para ajudar você a estudar desde já, hoje vamos falar um pouco sobre como estudar redação por eixos temáticos. Pois é, você precisa adquirir repertórios socioculturais a partir deste momento para que esteja tranquilo lá na frente para discorrer sobre qualquer assunto. Vamos ver como fazer isso e quais eixos priorizar? Então, o primeiro passo dessa preparação é ter um caderno no qual você irá anotar todos os eixos temáticos e possíveis repertórios para cada assunto. Os eixos nada mais são que temas mais amplos que podem ter um recorte mais específico no Enem ou nos vestibulares e concursos. Por exemplo, no Enem impresso 2020 a proposta de redação tinha como eixo temático a saúde e o recorte foi o estigma relacionado às doenças mentais. Portanto, quem se informou sobre aspectos relativos a esse assunto, viu filmes, séries, leu livros e tinha repertório pôde se sair melhor na redação. Sempre que você ler ou assistir algo que possa ser um exemplo em uma argumentação, anote nesse caderno, faça um breve resumo e busque reler de vez em quando para relembrar. Na sequência, listamos alguns eixos temáticos aos quais você deve dar atenção. 1. Educação Muita gente apostava que no último exame o Enem cobraria algo relacionado à educação, mais especificamente um recorte sobre alfabetização Espero tua (RE)volta – documentário de 2019 sobre movimento estudantil e ocupações em 2015; Escritores da liberdade – a história desse filme mostra a relação de uma jovem professora com um grupo de alunos marginalizados; Como estrelas na Terra – filme que mostra as dificuldades de um garoto disléxico que é visto como mau aluno até que recebe o olhar atento de um professor de Artes. https://youtu.be/DIA5N72zi4Q 2. Meio ambiente e sustentabilidade Os efeitos do aquecimento global todos nós já sentimos. Além disso, o (mau) uso dos nossos bem naturais e uma necessidade de conscientização têm feito surgir na sociedade diversas discussões relevantes acerca do meio ambiente e da sustentabilidade como forma de preservá-lo. É importante que você fique atento às notícias, como as recentes ligadas a alagamentos em diversos locais do país devido às chuvas, bem como aquelas sobre queimadas, desmatamentos, garimpo ilegal, proteção das áreas indígenas, agronegócio, entre outros recortes possíveis. Veja alguns conteúdos que podem ajudá-lo a pensar sobre essas questões: Cowspiracy – o segredo da sustentabilidade: documentário de 2014 que mostra como a agricultura e a pecuária têm responsabilidade pela degradação do meio ambiente. Uma verdade inconveniente: trata-se outro documentário em que Al Gore, ex-candidato á presidência dos EUA, faz palestras para tentar conscientizar sobre os perigos do aquecimento global. 3. Lazer, cultura e comportamento Em um país com tantas desigualdades sociais e regionais – que foi tema do Enem digital 2020 -, pense sobre o acesso à cultura e ao lazer. Em 2019, o Enem inclusive tratou disso, em relação ao cinema. Para saber como estudar redação para esse eixo temático, é importante partir do conhecimento das diversas realidades do Brasil. Pense tanto em termos culturais, bem como da nossa história e folclore, cidades turísticas e como esse setor tem importância econômica para a nossa nação. Além disso, é atente-se aos comportamentos das pessoas na nossa sociedade, às mudanças que elas causam e como isso se reflete no nosso dia a dia. Para tratar disso, você pode recorrer à Constituição, que, aliás, é um repertório que pode ser atrelado à maioria dos eixos temáticos que você vê neste post. 4. Segurança A segurança nacional é um tema que está sempre em pauta, principalmente nos noticiários. Mas também vemos essa temática sendo pano de fundo de diversos filmes e séries. Entre eles, podemos citar Arcanjo Renegado, Tropa de Elite, até mesmo a novela A Força do Querer, reprisada neste momento, mostra a realidade da violência e do tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Repertórios sobre esse eixo são inúmeros, além de audiovisual há muitos livros e artigos na internet sobre o assunto. Aqui também se pode pensar em tipos de crimes específicos e na atuação da justiça nos casos de pedofilia, tráfico de pessoas, feminicídio, tráfico de animais, tráfico de drogas, entre tantas outras possibilidades. O Brasil, infelizmente, amarga altos índices de violência. Um site importante que você pode usar para se informar sobre isso é o do Ipea. Nele, há o Atlas da violência e estatísticas que podem enriquecer a sua argumentação. 5. Direitos e cidadania Quando você pensar em como estudar redação pelo eixo temático dos direitos e da cidadania, procure, primeiramente, conhecer os estatutos da criança e do adolescente (ECA) e dos idosos. A expectativa de vida no Brasil têm aumentado, mas ainda se vê muito descaso com os mais velhos. Do mesmo modo, percebe-se um desrespeito dos direitos das crianças e do jovens. Atente-se também às garantias das minorias étnico-raciais, bem como das mulheres e da população LGBTQIA+. Não se esqueça das pessoas com deficiência, que também têm suas garantias legais no país. A Constituição é um repertório importante para esse eixo, e também há muitas séries e filmes que podem fazer parte da sua argumentação. 6. Linguagem, comunicação e tecnologias Esse é outro importante eixo para finalizarmos esta lista não exaustiva para você começar a sua preparação. Hoje, é quase impossível pensar em comunicação sem as tecnologias, especialmente as mídias sociais, que moldam nossos comportamentos e interferem até mesmo na nossa linguagem. Pense em fazer algumas anotações sobre variação linguística, importância da liberdade de imprensa e de expressão, uso das tecnologias para disseminação das informações e os riscos ligados à exposição ao ambiente virtual, entre outras possibilidades. Um repertório que pode ser útil nesse eixo é o documentário dramático Dilema das redes. Então, a partir de agora você já tem um Norte

Trouxemos uma dica de um repertório sociocultural muito atual para você: como usar o reality Big Brother Brasil 21 na redação! Pegue seu caderno e anote todos os temas discutidos nesta edição! Quem disse que você só pode usar só séries, filmes e livros como repertórios socioculturais nas redações? Na-na-ni-na-não! Os reality shows também podem ser repertórios incríveis se usados corretamente, afinal são jogos de convivência e experimentos sociais riquíssimos! Sendo assim, preparamos uma super dica com o reality do momento: como usar Big Brother Brasil 21 na redação! Confira os temas presentes nesta edição: Luta racial e representatividade negra Uma pauta muito comentada a partir da divulgação dos participantes, quando o público descobriu que 9 negros fariam parte do elenco. Bifobia Após Lucas Penteado ter beijado Gilberto Nogueira e ter se assumido bissexual em rede nacional, começou a sofrer uma série de ataques de outros participantes, que não pareceram aceitar sua orientação sexual, julgando-a como uma estratégia de jogo. Xenofobia Juliette Freire, participante paraibana, sofreu uma série de ataques pelo seu jeito de falar, principalmente da rapper Karol Conká, que afirmou ter mais educação que a nordestina por ser de Curitiba. Pressão e tortura psicológica Alguns participantes foram pressionados e até torturados psicologicamente durante o pouco tempo de programa, recebendo críticas sem fim em frente aos outros, sendo excluídos, recebendo punições e ordens e tendo suas lutas deslegitimadas. Este foi, inclusive, o motivo para a desistência de Lucas Penteado do reality. Colorismo O colorismo é a discriminação racial baseada exclusivamente em fenótipos e tons de pele. Mesmo entre pessoas negras ou afrodescendentes, há diferenças no tratamento, vivências e oportunidades, a depender do tom da pele. Alguns participantes debocharam de Gilberto que se autodeclara negro, afirmando que ele é branco demais. Em meio à discussão, Nego Di afirma que Gil “é um pouquinho sujinho, se ele se esfregar bem.” Banalização de pautas importantes Alguns temas, como o racismo, são muito discutidos no programa, na maioria das vezes de uma forma não esperada pelo público. Após a discussão entre Karol Conká e Carla Diaz, Lumena afirmou que a casa ficou ao lado de Carla por ela ser fenotipicamente branca, quando, na verdade, a casa não aceitou as mentiras proferidas pro Conká. Assédio e relacionamento abusivo Em uma das festas, Karol Conká insistiu para que Arcrebiano a beijasse, causando a indignação dos espectadores, que levantaram a tag “Não é não” no twitter. Dias após a festa, quando se afastaram, Karol fez a casa inteira acreditar que Arcrebiano havia sido abusivo com ela e que a havia usado por conveniência. Difamação Difamar é atribuir a alguém um fato ofensivo a sua reputação e é considerado um crime contra a honra. Karol Conká difamou a atriz Carla Diaz para outros participantes, afirmando que a participante teria dado em cima de Arcrebiano e dito a ela que ele e Conká “não combinavam”, sendo que se tratavam de mentiras inventadas pela rapper. Cultura do cancelamento Essa edição trouxe à tona uma prática comum em tempos de hiper-conexão e exposição: o cancelamento. Ainda que sejamos todos canceladores e cancelados em potencial, a exposição da prática em rede nacional por alguns participantes causou surpresa e revolta mesmo sendo algo comum e recorrente fora da casa mais vigiada do Brasil. Agora que você já sabe como usar o Big Brother Brasil 21 na redação, não deixe de enviar sua redação pra gente conferir como ficou, hein?

Conheça mais sobre arquitetura hostil e a exclusão que ela provoca. Assim, tenha um repertório sociocultural forte para usar na redação! Todo mundo, em algum momento, se deparou com “soluções” de arquitetura e design que tornam certos locais bastante desconfortáveis. E isso não é de hoje nem mesmo uma situação isolada. Certamente, uma das intenções por trás disso é impedir que pessoas em situação de rua utilizem tais locais para sentar ou deitar. Porém, além delas, a população como um todo acaba excluída de usufruir de espaços públicos com qualidade. Desse modo, é fato que em muitas cidades brasileiras se utilizam de artifícios como esses para afastar as pessoas em situação de rua desses ambientes. No entanto, o que esse tipo de atitude não resolve são as causas que levam essas pessoas a viverem nessas condições. Então, como você leu nos textos motivadores do tema “Arquitetura hostil e a exclusão de pessoas em situação de rua“, segundo o Papa Francisco: “Aos pobres não se perdoa sequer sua pobreza”.Um exemplo desse tipo de arquitetura esteve na mídia em 2013, em Curitiba. Um deputado estadual fez uma campanha contra o que ele chamou de “Bundódromo” nos pontos de ônibus da cidade. Embora não mencionasse a população em situação de rua, a crítica dele era que esse tipo de construção desrespeita o Estatuto do Idoso e o Eca, além de ser ruim também para pessoas com deficiência e para a população em geral. Veja: Agora, vamos trazer alguns conteúdos para você saber mais sobre o tema e assim poder fundamentar melhor os argumentos da sua redação. Boa leitura! 1. Vídeo: Arquitetura hostil: Como construções afastam pessoas de ambientes públicos? Na última semana, o Padre Júlio Lancelotti viralizou nas redes sociais após retirar a marretadas pedras colocadas embaixo de um viaduto em São Paulo. Dessa forma, ele chamou a atenção para a temática da arquitetura hostil ou de exclusão e, por isso, o Fantástico do último domingo fez uma matéria especial para tratar do assunto. Assista! Aproveite e depois ouça o podcast do programa em que Murilo Salviano conversa com o Padre Júlio, o urbanista Fabio Mariz e a repórter Giuliana Girardi sobre o tema “Para quem as cidades são pensadas?”. 2. Artigo: O que é arquitetura hostil. E quais suas implicações no Brasil Saiba mais sobre o assunto lendo este artigo de Juliana Sayuri e conheça outros exemplos de cidades brasileiras que fazem uso de chamado “design desagradável”. Além disso, ela comenta sobre o impacto da pandemia para o aumento da população composta por pessoas em situação de rua. 3. Artigo: A quem pertence a cidade? Uma reflexão sobre a arquitetura hostil e o espaço público Além de saber um pouco mais sobre esse tipo de arquitetura do nosso tema de redação, neste artigo há várias imagens de projetos que visam excluir pessoas do seu entorno. Assim, caso você não lembre exatamente de um exemplo, nesta matéria encontrará muitos deles que podem ilustrar o assunto na sua redação. Veja abaixo um exemplo de estrutura metálica colocada em uma vitrine e um banco com divisória para impedir que as pessoas deitem nele. Você já viu algo parecido em sua cidade? Fonte: https://www.blogdaarquitetura.com/a-quem-pertence-a-cidade-uma-reflexao-sobre-a-arquitetura-hostil-e-o-espaco-publico/ 4. Artigo: 3 exemplos de como o urbanismo social cria cidades mais seguras Você deve estar se perguntando: mas existe como resolver essa questão das pessoas em situação de rua e a arquitetura hostil? A resposta é sim, e passa por tratar as causas e não apenas jogar o problema para debaixo do tapete e fingir que ele não existe. Neste artigo você conhecerá exemplos de urbanismo social que auxiliam a diminuir essa problemática e tornam os espaços das cidades mais inclusivos. 5. Vídeo: Arquitetura hostil e cartografia afetiva | Jamile Borges | TEDxRioVermelho Jamile Borges está em dos textos motivadores do tema. Ela é antropóloga, com pós-doutorado na Universidade de Lisboa, e professora da Universidade Federal da Bahia. Nesta palestra no TEDx ela fala sobre arquitetura hostil e em como a cartografia afetiva implica mobilizar nos indivíduos vivências, lembranças e afetos relacionados a lugares e espaços. Desse modo, ela questiona a maneira como as cidades criam mecanismos de segregação espacial e fala sobre como o mobiliário urbano visto como “solução” para evitar o trânsito livre de pessoas em situação de rua produziu uma arquitetura hostil que coloca as cidades contra as pessoas em vez de acolher e da criar territórios afetivos. Então, serão 7 minutos de muito aprendizado sobre o assunto!https://youtu.be/IUkWXwSFGDM 6. Artigo: 15 modos que as cidades usam para “combater” os moradores de rua Para finalizar, veja esta matéria do “Mistérios do mundo” com vários exemplos ilustrativos de como existe muita criatividade na hora de excluir as pessoas dos espaços públicos. E aí, gostou das nossas dicas? Não se esqueça: faça sua própria pesquisa sobre o tema e arrase na redação! Precisa que alguém corrija o seu texto? Então conte com a nossa equipe! Conheça os planos do Redação Online e comece a sua preparação agora mesmo! Certamente tem algum deles que cabe no seu bolso!

Você já ouviu falar em arquitetura hostil? Conheça esta proposta de redação sobre o assunto e pesquise sobre esse tema da atualidade. Leia os textos motivadores. Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Arquitetura hostil e exclusão de pessoas em situação de rua”. Use a em modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Confira o tema Arquitetura hostil e exclusão de pessoas em situação de rua: Texto 1 Arquitetura hostil: a cidade é para todos? Você já ouviu falar do termo Arquitetura hostil? Cunhado em junho de 2014 pelo repórter Ben Quinn no jornal britânico The Guardian, a matéria originalmente intitulada Anti-homeless spikes are part of a wider phenomenon of ‘hostile Architecture(As pontas de ferro anti-desabrigados são parte de um fenômeno mais amplo conhecido como “arquitetura hostil”) [1] surpreendeu cidadãos de todo o mundo que passaram a notar em seus contextos as práticas listadas por Quinn. Ali ele discorreu sobre como o desenho urbano têm influenciado o comportamento e o convívio, criticando como a abordagem ao mesmo tem buscado excluir moradores em situação de rua dos centros urbanos. Das soluções urbanas expostas, bancos desenhados especialmente para exclusão de moradores de rua e skatistas e ainda espetos sobre muretas ou proteções sob marquises foram alguns dos exemplos citados. Os exemplos são muitos: em Guangzhou, na China, em uma área livre coberta abaixo de um dos viadutos da cidade, foram introduzidas milhares de pedras pontiagudas para evitar que moradores de rua se apropriassem do espaço como abrigo. A mesma solução foi aplicada abaixo de viadutos e passarelas de Belo Horizonte, em Minas gerais, e em muitas outras cidades pelo mundo. Os exemplos podem ser ainda mais ríspidos. Cercas elétricas, arames farpados, grades no perímetro de praças e gramados, bancos públicos com larguras inferiores ao recomendado pelas normas de ergonomia, bancos curvados ou ainda assumindo geometrias irregulares, lanças em muretas e guarda-corpos, traves metálicas em portas de comércios, pedras em áreas livres, gotejamento de água em intervalos estabelecidos sob marquises, e tudo que puder de alguma forma afastar ou excluir pessoas “indesejáveis” dos locais públicos urbanos. Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/888722/arquitetura-hostil-a-cidade-e-para-todos Texto 2 Encruzilhada urbana: desafios para conciliar uso do espaço público, segurança e direitos humanos Antigas gerações tinham a curiosa superstição de colocar uma vassoura atrás da porta do quarto quando chegava uma visita indesejada. Era uma espécie de simpatia para que o intruso não se demorasse. À espera pela retirada do sujeito, o sorriso ficava cada vez mais amarelo, a bandeja com suco e bolo era sutilmente retirada e, com a resistência do visitante, só faltava exibir a vassoura para que a pessoa entendesse que sua permanência não era bem-vinda. Em 2012, as autoridades de Londres inauguraram a versão explícita da mensagem “você não deve demorar aqui” com a colocação em espaços públicos de bancos de concreto com superfície irregular. O banco de Camden, referência ao distrito da cidade onde surgiu, virou assim o símbolo da chamada arquitetura hostil, aplicada para deixar claro que o uso de determinados equipamentos públicos não é tão público assim. No Vale do Canela, por exemplo, há um viaduto sob o qual foram colocados espetos no solo de terra batida para evitar que pessoas permaneçam no local. Na Rua Tuiuti, no Centro, um condomínio colocou objetos pontiagudos na superfície de sua área externa para evitar que pessoas passem a noite por ali. Uma discussão que envolve não apenas o afastamento de pessoas consideradas indesejáveis, mas, no contexto brasileiro, a própria demanda por segurança por parte de moradores que se sintam ameaçados com a presença de estranhos perto da entrada de sua residência, especialmente à noite. A antropóloga Jamile Borges acredita que a arquitetura hostil retoma uma visão higienista e a noção de que a cidade não é para todos. “Passa a ser uma cidade camarotizada, guetificada”, diz a antropóloga. Para ela, uma instituição adota um padrão arquitetônico que inclui grades para evitar, por exemplo, que mendigos durmam e ali eventualmente façam suas necessidades fisiológicas – atacam-se os efeitos, mas não a causa. “O fato de que temos mais 220 mil pessoas morando nas ruas no Brasil mostra que nunca tivemos políticas públicas para resolver a pobreza”, pontua. Fonte: https://atarde.uol.com.br/muito/noticias/2140908-encruzilhada-urbana-desafios-para-conciliar-uso-do-espaco-publico-seguranca-e-direitos-humanos Texto 3 Papa denuncia “arquitetura hostil” contra mais pobres O papa Francisco condenou que os pobres sejam tratados como lixo e denunciou a “arquitetura hostil” contra essa camada da população. “Passam-se os séculos, mas a condição de ricos e pobres se mantém inalterada, como se a experiência da história não nos tivesse ensinado nada”, disse o pontífice, ao analisar a “desigualdade” que reina nas sociedades modernas. É preciso nomear as novas formas de escravidão, disse ele. Sensível ao tema, o sumo pontífice mencionou, entre esses novos escravos, os imigrantes, os órfãos, os desempregados, as prostitutas, os dependentes químicos, os marginalizados e as vítimas de violência. “Chegou-se ao ponto de teorizar e construir uma arquitetura hostil para se desfazer de sua presença, inclusive nas ruas, últimos lugares de acolhida”, afirmou. São pessoas tratadas como lixo, disse, e não há sentimento de culpa por parte dos cúmplices do que ele qualificou como um escândalo. “Aos pobres não se perdoa sequer sua pobreza”, completa o papa, que também condena “a crueldade mediante a violência da arbitrariedade”. Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/06/13/papa-denuncia-arquitetura-hostil-contra-mais-pobres.ghtml Escreva uma redação sobre o tema Arquitetura hostil e exclusão de pessoas em situação de rua após conferir uma lista de repertórios socioculturais que preparamos!

Existem muitos mitos sobre a redação do Enem. Você tem alguma dúvida sobre o que realmente pode ou não fazer na prova? Leia este post! A prova de redação do Enem costuma preocupar bastante os participantes do exame, e não é para menos. Ela corresponde a 20% da nota e pode elevar a média quando for bem desenvolvida. Assim, é normal que ao longo do tempo apareçam alguns mitos sobre a redação e muita gente acaba acreditando e seguindo por medo de ter pontos descontados na prova. Hoje, vamos conversar sobre alguns desses mitos. Dessa forma, você ficará bem informado(a) e não precisará mais ficar inseguro(a) na hora de escrever o seu texto. Então, vamos lá? 1. É obrigatório ter título na redação Embora esteja escrito na Cartilha do Participante que o título não é obrigatório, muita gente ainda pensa que precisa colocar para não perder pontos. O participante, se quiser, pode colocar título. Ele, no entanto, não será avaliado em nenhuma das competências. O título vale como linha escrita pelo participante. Então, caso a pessoa escreva um texto de apenas 7 linhas, mas que além disso tenha o título, ela terá seu texto corrigido. 2. Usar palavras difíceis aumenta a nota É verdade que é importante variar o vocabulário e evitar repetições de palavras em seu texto, porém é mito que você precisa usar palavras difíceis para ter uma nota maior. Pois é, na verdade, o “rebuscamento” prejudica mais que ajuda. Isso porque muitas pessoas usam palavras das quais não conhecem muito bem o significado. Desse modo, sim, podem perder pontos. Deve haver um cuidado na escolha das palavras, haver respeito à modalidade padrão da língua portuguesa, mas não é necessário “escrever difícil”. Lembre-se de que o texto dissertativo-argumentativo preza pela objetividade e clareza. Assim, ele precisa ser fluido, de fácil leitura por qualquer pessoa. Imagine sempre que você está escrevendo para muitas pessoas e não somente para a banca. Então, o texto deve ser compreensível para todos. 3. Só pode escrever com letra cursiva na folha de prova Não, esse é mais um mito. O participante pode escrever com letra de forma, mas precisa diferenciar as letras maiúsculas e minúsculas. Isso porque é um dos critérios de correção da competência 1 identificar se o participante sabe quando é necessária essa diferenciação (começo de frases e palavras que precisam ser escritas com inicial maiúscula, como nomes próprios, por exemplo). 4. Basta citar algum filósofo para tirar uma boa nota Não é bem assim que funciona. Nós já mostramos aqui no blog os critérios de correção das 5 competências e você deve lembrar que falamos sobre repertório sociocultural na competência 2. É superimportante que exista fundamentação na sua argumentação, e a citação é uma forma de fazer isso, mas não é a única. Além disso, não basta apenas colocar uma citação solta em seu texto, ela precisa necessariamente ser pertinente ao tema e também ter uso produtivo para que se atinja as notas mais altas na competência 2. Sabemos que existem muitas fórmulas prontas e “esqueletos” de redações que dizem “servir para qualquer tema” e que usam sempre os mesmos filósofos e as mesmas citações batidas. Desapegue desse mito. Receitas de redação podem dar bastante lucro para quem as vende, mas podem ser muito prejudiciais para você se segui-las cegamente. 5. Devo tentar agradar o posicionamento político do avaliador Isso simplesmente não existe. Trata-se de mais um dos mitos sobre a redação, e muita gente cai nele. O Inep divulgou no ano passado a cartilha de capacitação dos avaliadores e por elas é possível perceber que os critérios são bastante objetivos. Não há margem para esse tipo de avaliação subjetiva nem é o papel do avaliador concordar ou não com as opiniões dos participantes. O texto precisa ter coerência entre o ponto de vista, os argumentos e a proposta de intervenção, respeitando os direitos humanos, seja mais alinhado à direita, à esquerda ou ao centro, isso não importa! Além disso, é mito também que todos os mais de 5 mil avaliadores que corrigem redações anualmente pensam da mesma forma. E é impossível saber quem vai corrigir a sua, ou seja, essa história não faz o menor sentido. Escreva o texto de acordo com a sua visão de mundo, com bons argumentos e uma proposta de intervenção adequada à situação de prova que vai dar tudo certo! 6. Rasuras tiram pontos da redação É compreensível que em uma prova manuscrita o participante cometa alguns erros e ele não possa apagá-los da folha de prova. Portanto, jamais alguém será prejudicado por rasurar, desde que não risque a folha inteira, anulando linhas propositalmente e ficando com 7 linhas ou menos de texto. Evite cometer erros, mas, caso aconteçam, não se desespere. Passe um traço simples por cima da palavra ou trecho errado e escreva corretamente ao lado. Caso perceba o erro depois de já ter passado tudo a limpo, tente arrumar escrevendo em cima da rasura, mas lembre-se de que precisa ficar legível. A única coisa que pode prejudicar a nota é o avaliador não compreender o que está escrito se ficar muito pequeno. Então, tenha muita atenção na hora de transcrever o rascunho para a folha oficial. Então, você conhecia esses mitos sobre a redação do Enem? Sabe de mais algum que queira desvendar? Escreva aqui nos comentários que a gente esclarece a sua dúvida! Já começou a preparação para o Enem 2021? Aproveite que está por aqui e conheça nossos planos!

Veja qual foi o tema da redação do primeiro Enem digital e confira nossa análise sobre ele. Você estava esperando por esse assunto na prova? No último domingo (31 de janeiro), aplicou-se pela primeira vez o Enem digital em alguns municípios brasileiros. Novamente, em função da pandemia e de algumas situações de problemas técnicos em locais de prova, houve um elevado número de abstenção: 68,1%. Assim, o total de participantes foi de pouco menos de 30.000. Certamente havia muita expectativa com relação ao tema de redação. Para a versão digital do Exame, a escolha foi “O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”. Embora seja um assunto que se comente bastante no nosso dia a dia, é provável que a escolha da temática surpreendeu muita gente. Hoje, vamos analisar esse tema, os textos motivadores e o direcionamento dado pela frase temática. Acompanhe a leitura! Relevância e recorte do tema As desigualdades entre as regiões do país não são uma novidade. Historicamente, temos Sul e Sudeste mais valorizados economicamente e socialmente, enquanto Norte e Nordeste recebem, via de regra, menos investimento estatal. A situação atual da pandemia de coronavírus, recentemente, escancarou essas desigualdades. Desse modo, vemos estados como Amazonas e Pará sofrendo com a falta de estrutura na área da saúde para atender a sua população, por exemplo. Assim, era necessário que o participante conhecesse bem os aspectos macrossociais que poderiam fazer parte da sua argumentação. Isso porque o tema em si não determinou que tipo de desigualdade (se em termos educacionais, de infraestrutura, de educação, econômicos etc.), embora os textos motivadores dessem destaque para a pobreza e para a renda. Além disso, diferentemente do tema de redação do Enem impresso, que teve um recorte aberto, no Enem digital temos um direcionamento, sendo a palavra-chave DESAFIO muito importante para interpretar sobre o que o participante precisava escrever. Portanto, a existência dessa palavra na frase-temática define que o texto deveria, necessariamente, versar sobre formas de amenizar essas desigualdades e os entraves para a igualdade. Expôr, portanto, as causas das desigualdades e como solucioná-las. Textos motivadores da proposta de redação do Enem digital A prova do Enem digital apresentou quatro textos motivadores, sendo um deles composto por alguns dados estatísticos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) nacional e sobre o índice de desenvolvimento humano (IDH). Para compreendê-los melhor, é fundamental saber o que é PIB e o que indica o IDH. Veja: o PIB corresponde à soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente no período de um ano. o IDH é a medida usada para saber o grau de desenvolvimento de uma determinada sociedade em termos de educação, saúde e renda. Assim, quanto mais próximo de zero, menor é o indicador para esses quesitos. Uma informação interessante que podemos tirar dos gráficos apresentados é que enquanto houve uma queda no PIB nas regiões Sul e Sudeste, nas demais houve aumento, mesmo que ainda não seja muito significativo. Com relação ao IDH também se percebe que houve uma variação positiva em todas as localidades entre 2000-2010. Assim, isso corrobora algumas informações do primeiro texto, de que houve uma melhoria em anos mais recentes com relação à renda e alguns serviços, como infraestrutura, atendimento médico e escolaridade. No entanto, ainda assim é bastante acentuada a desigualdade entre as regiões brasileiras. O quarto texto motivador traz um trecho de entrevista com Milton Santos, um dos pensadores brasileiros que sugerimos que vocês conhecessem mais, lembram? Quem acatou nossa dica certamente tinha bastante referencial teórico para demonstrar repertório sociocultural produtivo na redação, não é mesmo? Para ele, a globalização acentuou as diferenças sociais e, assim, beneficia apenas pequenos grupos. Porém, ele afirma que é possível haver integração pelo uso das tecnologias. Por fim, o texto III mostra que em 2019 o IBGE ainda identificou as disparidades de renda per capita entre as regiões brasileiras. Assim, vemos a existência de pouco ou demorado avanço em regiões mais periféricas enquanto as mais centrais seguem sendo as mais ricas do país. Em especial, mostra que houve um aprofundamento dessas diferenças na contemporaneidade, em especial no Norte e no Nordeste. Possibilidades de tese e argumentação Embora não seja um tema difícil, ele requer do participante atenção para que não abordasse genericamente o assunto e, além disso, necessitava um olhar voltado aos meios de solucionar esse problema. Alguns dos seguintes argumentos poderiam ser abordados: desinteresse estatal em investir nas regiões desfavorecidas e resolver de modo permanente essas desigualdades; pouca visibilidade dessas regiões nas mídias (basta lembrar o caso do “apagão” recente no Amapá, por exemplo); falta de oportunidades de emprego e renda, com regiões muito dependentes ainda apenas do turismo; descaso com problemas recorrentes, como falta de acessos fáceis a esses locais (relembre a situação de caminhões com oxigênio que atolaram em uma BR que há 30 anos aguarda por melhorias no Norte do país). Na sua argumentação, seria importante citar alguns dados como o do PIB e do IDH, mesmo que contextualizados a partir dos textos motivadores (sem fazer cópia), para sustentar essa desigualdade entre as regiões. Os exemplos recentes, trazidos em especial pela pandemia, como os indicados acima, também poderiam fazer parte da argumentação para mostrar o quanto as regiões Norte e Nordeste ainda são pouco assistidas pelos governos. Finalmente, esse tema propicia elaborar uma boa proposta de intervenção pelo participante, uma vez que ele provavelmente apresentou causas e agora é a vez de propor soluções. De acordo com a abordagem, era a hora de mostrar como resolver ou diminuir essas desigualdades, indicando agentes, ações, modos/meios, efeitos e detalhando algum desses 5 elementos obrigatórios. Por exemplo, propor uma distribuição mais equitativa dos impostos para os locais que mais necessitam. Na nossa próxima postagem traremos alguns repertórios que poderiam constar na redação sobre “O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”. O que você achou desse tema? Responda nos comentários? Até a próxima! Envie suas redações em nossa plataforma e receba as correções de nossos professores
Domingo (31) estreia a aplicação do Enem digital. Ainda tem dúvidas sobre como vai funcionar? Então, não deixe de ler este post! Depois da aplicação do Enem impresso marcado por recorde de abstenções e muitos problemas de logística e organização, chegou a vez do Enem digital. Pela primeira vez o formato será aplicado a pouco mais de 96 mil inscritos. Ao todo, 99 cidades terão a prova digital, com a mesma estrutura do Enem que já conhecemos. Assim, serão 180 questões e mais a redação. De acordo com o Inep, a implantação do Enem Digital crescerá ano a ano e deve ser consolidada em 2026. As aplicação das provas do Enem digital 2020 será nos próximos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. Então, se você vai participar, se liga nas nossas informações! Em primeiro lugar, para quem estava pensando que a prova de redação seria on-line, a notícia é que você precisa separar a sua caneta preta e levá-la no dia da prova. Sim, a prova de redação acontece exatamente como no Enem impresso. Desse modo, os participantes receberão um caderno e uma Folha de Redação para fazer a transcrição do seu texto. Portanto, não se esqueça de todas as dicas que nós já demos em outros momentos aqui no blog. Além da caneta, relembre e confira se você está com tudo que precisa para seguir os protocolos de prevenção à Covid-19. E, claro, não se esqueça do seu documento com foto! Evidentemente, as questões e o tema da redação serão diferentes para essa nova aplicação. Depois de termos o tema “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira” na versão impressa, qual aposta você faz para a redação do Enem digital? Será que é agora que a discussão sobre alfabetização vem? Não temos como saber, mas, por via das dúvidas, não custa dar mais uma lida nas possibilidades de temas que pensamos para 2020. Obrigações do participante nos dias de prova do Enem digital Já falamos aqui sobre a importância de ler os editais e se informar sobre o Exame Nacional do Ensino Médio antes dos dias de prova. Isso é fundamental para que você chegue preparado e tranquilo, “com tudo em cima” para arrasar nas questões e na redação. Então, entre na página do Inep e confira o passo a passo que deverá ser seguido no dia das provas. A seguir, veja um vídeo com o Alexandre Lopes, presidente do Instituto. https://youtu.be/p1eSqUvQz6U Como serão corrigidas as redações do Enem digital? A correção das provas será da mesma maneira que na versão impressa. Assim, dois avaliadores corrigem e atribuem as suas notas. Caso não haja discrepância, a nota final do participante será a média dessas duas correções. Havendo divergência, realiza-se uma terceira correção e, se persistir a diferença grande entre as notas, uma banca com três avaliadores tomará a decisão sobre o texto. Se você não sabe ainda quais são os critérios de correção da redação, confira a cartilha do participante lançada no final de 2020. Nela, você também consegue ter acesso a algumas das redações nota mil de 2019, comentadas por especialistas. Certamente essa é uma boa maneira de dar uma última estudada para prova, não é mesmo? Quando sai o resultado do Enem digital? O Inep liberou os cartões de confirmação de inscrição no dia 15 de janeiro. Até o dia 20, 43% dos participantes acessaram os seus. Se você ainda não acessou, entre agora na Página do Participante e confira seus dados. A solicitação de reaplicação para os casos de estudantes que tenham alguma dificuldade logística ou de infraestrutura durante a realização da prova digital deve ser realizada entre os dias 8 e 12 de fevereiro. Desse modo, a reaplicação ocorrerá nos dias 23 e 24 de fevereiro. Os resultados têm previsão de divulgação no dia 29 de março de 2021. Prepare a câmera do celular para fazer um print do cronograma. Então, lembre-se: O Enem digital, provavelmente, está vindo para ficar. Mas quem vai utilizá-lo agora será pioneiro, pois trata-se de um modelo-piloto. Assim, é muito novo para todos nós e, principalmente, para quem se inscreveu nessa modalidade. Desse modo, contamos com os depoimentos de vocês sobre como foi fazer a prova nesse novo formato, combinado? Então, desejamos uma excelente prova de redação no próximo domingo e que depois você venha aqui nos contar como foi, beleza? Ah, e não se esqueça de enviar o rascunho de sua redação na plataforma após a prova para receber a correção dos nossos professores!

Você sabe o que é Whitewashing? Confira nosso tema de redação, pesquise sobre o assunto e comece a treinar a sua escrita! Com base nos conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação e a partir da leitura dos textos motivadores a seguir, escreva uma redação de até 30 linhas sobre o tema “Whitewashing e o racismo no cinema e na TV. Para tanto, use a modalidade padrão da língua portuguesa. Além disso, apresente uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Confira o tema Whitewashing e o racismo no cinema e na TV: Texto 1 Whitewashing: entenda o que significa o termo e a polêmica por trás dele […] a atriz israelense Gal Gadot – conhecida por seu papel como Mulher-Maravilha – publicou em suas redes sociais que viverá nos cinemas Cleópatra, a poderosa rainha do Egito. O anúncio, no entanto, gerou polêmica e reacendeu o debate sobre a prática de whitewashing. A palavra inglesa significa algo como “lavagem branca” ou ” embranquecimento”. De fato, o termo se refere ao hábito de produções culturais contratarem atores brancos para interpretar personagens que pertencem a outras etnias, como negros, asiáticos e latinos, por exemplo. A crítica, então, se deve à escalação de uma atriz de pele clara para interpretar uma importante figura da história do continente africano. Ainda assim, há quem defenda a escolha alegando que Cleópatra tinha descendência grega. Outros acreditam que o discurso sobre o whitewashing seria, na verdade, apenas uma forma de disfarçar pensamentos antissemitas (aversão a judeus). Isso porque Gadot é israelense. Fonte: dci Texto 2 Remakes de filmes e séries: há limite para troca de etnias? Alta Fidelidade, a série, traz a atriz Zoë Kravitz, uma mulher negra, reprisando o papel que no cinema foi do ator John Cusack, um homem branco. […] A troca de gênero e etnia dividiu opiniões entre os fãs da obra original, o que leva ao questionamento sobre os limites para trocas étnicas em adaptações audiovisuais. Assim, para Raul Perez, roteirista e cofundador do Instituto Nicho 54, […] , existem duas discussões acontecendo e deve-se diferenciá-las para não criar uma falsa simetria e a ideia de que são lados opostos do mesmo debate. “De um lado, você tem personagens e figuras históricas originalmente negras, interpretados nas telas por atores caucasianos. Nesse caso, a discussão é sobre o apagamento de personalidades racializadas para atender ao que a indústria do cinema estabelece como o padrão, notadamente branco, cisgênero, heterossexual, masculino. É o chamado whitewashing, tornar personagens brancos para atender as demandas da indústria”. Quando Raul cita o whitewashing no cinema, é possível lembrar imediatamente da adaptação cinematográfica de Othello feita em 1965, baseada na obra Otelo, O Mouro de Veneza de William Shakespeare, lançada em 1603. Na história, o personagem principal é um general mouro cristão do exército veneziano de pele escura. No filme, dirigido por Stuart Burge, Othello é interpretado pelo ator britânico Laurence Olivier, que pratica o chamada blackface, ou seja, se pintou de preto por completo. […] A falta ou a ausência de pessoas negras e latinas no audiovisual gera discussão e se apresenta em números até hoje. “O que vemos nas telas é também um reflexo da ausência de profissionais negros envolvidos nessas produções atrás das câmeras. Ademais, a UCLA fez uma pesquisa que aponta que só 5,5% dos filmes nos EUA tiveram direção de pessoas negras em 2019”. Texto 3 Representatividade em Hollywood: onde estão os latinos? Pensar em Hollywood para muitos remete a um imaginário de glamour, fama e dinheiro. Esse mundo aparentemente ideal, no entanto, enfrenta desafios na tentativa de se inserir em uma nova era nas quais discussões e movimentos sociais acerca de racismo e representatividade ganham cada vez mais força. Então, é fato que Hollywood ainda não é e nunca foi sinônimo de diversidade e representação de minorias. Nos primórdios, suas produções eram ostensivamente brancas. Usavam e abusavam de táticas como o blackface e o yellowface (práticas nas quais atores e atrizes brancos são maquiados para interpretarem personagens negros e asiáticos respectivamente). Ou até o whitewashing, a substituição (ou melhor, apagamento) de personagens de outras etnias pela utilização de artistas caucasianos, muito utilizado após a condenação dessas outras práticas. Essas táticas, aliadas do uso constante de estereótipos que reduzem etnias a meras representações depreciativas, se encontram presentes em inúmeros filmes de sucesso. Fonte: jornalismojunior Texto 4 A importância da representatividade asiática no cinema e na televisão Para Todos os Garotos que Já Amei […] pode parecer só mais uma comédia adolescente clichê, mas ganhou ainda mais fãs por ter a atriz vietnamita em papel importante e comum, sem reproduzir clichês e estereótipos asiáticos. Então, esse foi um grande passo para a discussão sobre a representatividade asiática na indústria do cinema e entretenimento. Em geral, escalam-se asiáticos para filmes e novelas para interpretar papéis rasos sempre com as mesmas características. São nerds, bons em matemática, entusiastas da tecnologia, ingênuos e tímidos. Isso sem contar o fato de todos os povos e etnias do continente se resumirem a japoneses e chineses. Além de não se sentirem representados, a reprodução desses tipos de estereótipos pode afetar a autoestima e a confiança. Assim, especialmente crianças podem se sentir inferiores por não cumprirem os papéis que esperam delas. Isso acontece mesmo no Brasil, a maior comunidade com origem japonesa fora do Japão. De fato, são mais de 2 milhões de japoneses e descendentes e mais de 50 mil descendentes chineses. Além disso, há um crescimento muito grande de outras etnias asiáticas no país. Fonte: claudia abril Escreva uma redação sobre o tema Whitewashing e o racismo no cinema e na TV após conferir uma lista de repertórios socioculturais que preparamos!

Saiba como funciona o FIES, Fundo de Investimento Estudantil que abriu inscrições ontem. Uma oportunidade para você entrar na faculdade! Começaram ontem as inscrições para o FIES 2021. São 93 mil vagas, conforme informações do Ministério da Educação (MEC). Mas você sabe como se inscrever e como funciona o FIES? Não se preocupe! Daremos todas as informações que você precisa saber sobre o programa neste post. Assim quem sabe você consegue ainda neste ano cursar a tão sonhada faculdade, não é mesmo? Acompanhe a leitura e confira como funciona o FIES! Novo Fies: o que é? O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) foi instituído pela Lei n. 10.260, de 12 de julho de 2001. Ele objetiva conceder financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, mas com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC e ofertados por instituições de educação superior privadas aderentes ao programa. O chamado novo FIES é um modelo que divide o programa em diferentes modalidades. Assim, possibilita juros zero para aqueles que mais precisam. Além disso, há uma escala variável de financiamentos, de acordo com a renda familiar do candidato. O estudante que for financiado pelo programa começará a pagar as prestações conforme o seu limite de renda. Desse modo, os encargos pagos diminuem consideravelmente. Quem pode se inscrever? O candidato que participou do Enem, a partir da edição de 2010, obtendo média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 (quatrocentos e cinquenta) pontos e nota superior a 0 (zero) na redação podem se inscrever. O programa é vedado a quem possui renda familiar mensal bruta de até 3 (três) salários mínimos por pessoa. É importante que todo mundo que pretende se inscrever acesse o Edital do processo seletivo vigente. Como fazer a inscrição? As inscrições para o FIES iniciaram hoje e vão até o dia 29 de janeiro, ou seja, até a próxima sexta-feira. No dia 2 de fevereiro sai a lista dos pré-selecionados, os quais têm de 3 a 5 de fevereiro para complementar as informações de sua inscrição. Então, quem não for pré-selecionado fica automaticamente em uma lista de espera. Assim, de 3 de fevereiro a 18 de março, portanto, o pessoal da lista de espera tem chances de participar do programa. Mas antes de mais nada, veja o passo a passo para se inscrever: acesse o portal do Novo FIES; clique em “Minha inscrição”; para acessar, é necessário ter uma conta gov.br. Caso não tenha ainda, você poderá criá-la; clique em “Fazer cadastro”; após concluir o cadastro, o site o direcionará para a página do FIES; clique sobre a opção “Entrar com GOV.BR”, e informe o CPF e a senha cadastrada; preencha as informações solicitadas pelo sistema; na página inicial, você pode conferir se há vagas para o curso que você deseja. Os candidatos podem alterar o grupo de preferência e sua(s) opção(ões) de curso quantas vezes quiser. No entanto, isso só pode ser feito durante o período de inscrições. A última inscrição realizada e confirmada pelo candidato no FiesSeleção é a que vale. Tome cuidado com instabilidades que podem ocorrer com a página devido ao grande volume de acessos. Portanto, não deixe para se inscrever nas últimas horas! Como funciona a classificação dos inscritos ao FIES? Os candidatos se classificam no grupo de preferência em que se inscreveu, atendendo a prioridade indicada entre até 3 (três) opções de curso/turno/local de oferta escolhidas, em ordem decrescente e de acordo com as notas obtidas no Enem. Assim, observa-se a seguinte sequência: I – Candidatos que não concluíram o ensino superior e não foram beneficiados pelo financiamento estudantil; II – Candidatos que não concluíram o ensino superior, mas já receberam financiamento estudantil, que está quitado; III – Candidatos que já concluíram o ensino superior e não receberam financiamento estudantil; e IV – Candidatos que já concluíram o ensino superior e receberam financiamento estudantil, que está quitado. Será pré–selecionado na chamada única quem se classificou com base no número de vagas disponíveis no grupo de preferência. Critérios de desempate Bom, mais uma vez a importância de uma boa nota na redação pode ser vista nos critérios de desempate do FIES. Então, a maior nota na redação é o primeiro deles. Além desse, os demais critérios são os seguintes: nota mais alta na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias; maior nota obtida na prova de matemática e suas tecnologias; nota mais alta na prova de ciências da natureza e suas tecnologias; maior nota obtida na prova de ciências humanas e suas tecnologias. Resultado O resultado deve ser conferido no seguinte endereço: fies selecao aluno Atente-se aos prazos, pois é de sua inteira responsabilidade acompanhar o processo. Assim, leia os documentos que explicam o programa e anote todas as datas importantes. Ainda ficou com dúvidas sobre o FIES? Acesse a aba “Tire suas dúvidas“, disponível no portal. Nela, você pode saber mais sobre o programa e o processo seletivo. Além disso, você consegue verificar informações mais técnicas sobre os financiamentos novos. E se você já possui contrato, também pode tirar suas dúvidas sobre ele por ali. Esperamos que com essas informações você já saiba um pouco mais sobre como funciona o FIES. Então, não espere mais: se você fez o Enem em 2019 ou anos anteriores, a partir de 2010, corra para se inscrever. Assim, seu sonho pode começar por lá! Estamos na torcida!

Enfim, passou o primeiro dia de Enem 2020. O que você achou do tema de redação? Venha com a gente analisar a proposta do Inep! Em um momento tão atípico que estamos vivendo, muitos participantes fizeram as provas do primeiro dia de Enem 2020 no último domingo (17). Apesar dos relatos sobre as dificuldades em acessar as salas de prova, e a divulgação de um índice de abstenção recorde (51,5%), o tema de redação também foi assunto. Estávamos ansiosos, não é mesmo? Embora houvesse muitas apostas de que o tema não teria nada a ver com a pandemia, o fato é que, de alguma forma, ele resvala na situação que vivenciamos desde março do ano passado. Mais adiante vamos ver por quê. Assim, o tema de redação do Enem 2020 foi: “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira“. De fato, saúde mental esteve em evidência nos últimos meses, e também se fala mais sobre o assunto em anos mais recentes. Acontece que, como mostrado no texto motivador III, doenças como a depressão aumentaram de modo alarmante na atualidade, tornando-se uma questão que precisa fazer parte das discussões da sociedade, especialmente a brasileira, a qual é a mais depressiva da América Latina. Em virtude disso, inclusive, em 2014 iniciou a campanha brasileira conhecida como “Setembro amarelo”. Assim, ela visa à prevenção de suicídios. No domingo, em uma live em nosso perfil no Instagram, alguns participantes comentaram que usaram a campanha em seus textos. Além disso, muita gente achou o tema fácil. Mas você sabe quais caminhos poderiam ter sido tomados para tratá-lo completamente? Acompanhe a nossa análise. Palavras-chaves do tema de redação Enem 2020 A compreensão da proposta é um momento decisivo para você ir bem ou não na redação. Isso porque é fundamental que o tema seja abordado de forma completa. Portanto, você deve atentar-se às palavras-chaves presentes na frase temática para poder atender ao solicitado pela banca. Nesse caso, temos duas expressões que são essenciais: estigma e doenças mentais. Além delas, temos outra que é complementar: na sociedade brasileira. Mas o que é um estigma? Muita gente nas redes sociais achou que essa palavra – pouco usual no nosso dia a dia – pegaria muitas pessoas desprevenidas. O texto motivador II trazia o origem da palavra, portanto, quem é bom em interpretação não sentiu dificuldades. No entanto, lembre-se que embora indicado, não é obrigatório usar exatamente essa palavra na sua redação. Assim, se você usou sinônimos, provavelmente se deu bem também. Podemos citar alguns: desaprovação, marca, marginalização, preconceito, julgamento ao que foge do padrão entre outras. Outro cuidado a tomar é não falar apenas de saúde mental, sem abordar as doenças. Historicamente, pessoas diagnosticadas com algum tipo de transtorno mental são estigmatizadas e isoladas do convívio social. Esse seria um bom ponto de partida, aliás. Assim, se você falou de estigma e de doenças mentais, as chances de atingir as notas mais altas na competência 2 são grandes. Porém, como você sabe, ainda é preciso demonstrar repertório sociocultural pertinente e produtivo. Quais abordagens você poderia usar? Veremos no próximo tópico. Argumentos que poderiam estar no desenvolvimento Veja por quais caminhos o seu projeto de texto poderia passar: falta de informação sobre as doenças mentais; pouca discussão sobre o assunto nas mídias; medicalização das pessoas que apresentam algum transtorno para que se adéquem à “normalidade”; medicalização de crianças muito jovens para que desempenhem melhor na escola; valorização da “vida perfeita” divulgada nas redes sociais e a pressão que isso causa nas pessoas; ausência de políticas públicas que previnam danos à saúde mental da população; minimização de problemas como a depressão, muitas vezes vistos sem seriedade; causas dos estigmas (histórico relacionado aos manicômios no Brasil, por exemplo); preconceito a tudo que desvia do que é considerado “normal”; entre outros. A equipe do Redação Online produziu uma redação-modelo com base nesse tema. Leia e veja de que forma poderia ter argumentado sobre o assunto no seu texto. Tema com recorte aberto Há alguns anos o Enem não tem fechado tanto o recorte para tratamento do tema. Desse modo, as possibilidades de abordagem são mais amplas. Isso pode ser bom ou ruim, depende do seu nível de proficiência na escrita de textos dissertativos-argumentativos. Ao não pedir que se fale sobre desafios ou forma de combate ao estigma, o participante não se limita a apenas um olhar sobre a proposta. Desse modo , se você abordou completamente e usou referências pertinentes, provavelmente foi muito bem na redação Enem 2020. Repertórios pertinentes ao tema Assim como na nossa redação-modelo, alguns participantes relataram na live e nas redes sociais que usaram o filme “Coringa”. De fato, ele encaixa perfeitamente no tema, especialmente se a condução do texto levava às ausência de políticas públicas de saúde mental eficientes. Trabalhar com esse tipo de referência, atual e de amplo conhecimento, é sempre uma excelente aposta no texto. Além desse filme, você poderia ter usado séries, livros, novelas, entre outras formas de arte que demonstram seu conhecimento de mundo e a capacidade de relacioná-lo ao assunto. Confira algumas possibilidades: filme: Bicho de Sete Cabeças (2000); filme: Nise – O Coração da Loucura (2015); série: 13 Reasons Why; livro: O alienista; pensador: Michel Foucault, com a obra “História da loucura”; livro: Holocausto brasileiro (2013); etc. Em breve traremos aqui no blog mais detalhadamente alguns repertórios que poderiam ser usados nessa redação. É claro que fica muito fácil sugerir agora que já sabemos o tema, não é? Mas não se preocupe! Se não usou algum desses que citamos, temos certeza que escolheu algo interessante também. Coloque nos comentários as suas referências! Estamos curiosos para saber! Proposta de intervenção A conclusão da redação depende muito do projeto de texto, portanto há uma infinidade de maneiras de concluir. Se você falou de políticas públicas, provavelmente os governos (municipais, estaduais e federal) apareceram como agentes. Se tratou pelo viés da medicalização na infância, a escola pode figurar na sua intervenção. O que não poderia faltar mesmo eram os 5 elementos obrigatórios. Se

Você já sabe tudo sobre a de redação do Enem? Veja as respostas para as dúvidas mais comum sobre essa prova que tira o sono de muita gente! Estamos a cada dia mais próximos do momento de fazer a redação do Enem e é normal que ainda existam questões a serem respondidas. Mesmo com toda a preparação durante o ano, há muitos mitos divulgados e desencontros de informação. Assim, muitas pessoas acabam inseguras sobre algumas situações que surgem durante a aplicação do Exame. Por isso, hoje vamos falar sobre as dúvidas mais comuns dos participantes sobre a redação do ENEM. Acompanhe a leitura! 1. Preciso colocar título na redação do Enem? Conforme consta na cartilha do participante 2020, divulgada pelo Inep, o título é um elemento opcional. Portanto, você pode ou não utilizá-lo. Ele conta como linha escrita, porém não se avalia a existência de título em nenhum aspecto relativo às competências da matriz de referência. Mas cuidado: ele pode levar à nota zero o seu texto se apresentar qualquer característica passível de anulação, como desenhos, sinais gráficos, impropérios etc. Assim, fique atento! Na dúvida, melhor não se prejudicar por causa de um título, não é mesmo? 2. A redação precisa ser escrita obrigatoriamente com letra cursiva? Não. Você pode escrever a redação com letra de forma, sem que haja qualquer prejuízo à sua nota. Porém, é preciso diferenciar claramente as letras maiúsculas e minúsculas, pois isso é um critério de avaliação da competência 1. Além disso, é extremamente importante que você escreva com uma letra bem legível. Isso consta, inclusive, na cartilha do participante 2020. Nela, há o seguinte destaque: Procure escrever sua redação com letra legível, para evitar dúvidas no momento da avaliação. Redação com letra ilegível poderá não ser avaliada. Então, capriche na sua letra! 3. Qual o número mínimo de linhas escritas na redação Enem? Para chegar aos corretores do Enem, uma redação precisa ter, no mínimo, 8 linhas escritas. Com sete linhas ou menos, o participante recebe a nota zero e o texto nem chega aos avaliadores. Mas se você estudou e treinou redação dificilmente estará diante de uma situação como essa, certo? Respeite também o número máximo de linhas. Você tem 30 linhas para desenvolver as suas ideias sobre o tema. Jamais passe disso, pois linhas a mais são desconsideradas. Respeite os limites da sua folha de prova. 4. Posso usar informações dos textos motivadores na argumentação? Já fizemos um post sobre o assunto, e a resposta é sim. Preferencialmente, você deve usar um repertório sociocultural que extrapole os textos da proposta de redação. Porém, caso você não saiba nada sobre o assunto ou tenha o famoso “branco” na hora da prova, pode utilizar dados da coletânea. O que você não pode fazer de jeito algum é copiar partes dos textos motivadores. Muitos trechos de cópia podem até mesmo levar a nota à zero. Assim, leia com atenção os textos e interprete-os, selecione aqueles mais pertinentes ao seu projeto de escrita e, na medida do possível, traga algum repertório próprio (citação, relação com alguma obra – livro, filme, série -, notícia) para complementar o seu desenvolvimento. 5. Quantos parágrafos minha redação precisa ter? O ideal é que seu texto esteja bem estruturado no gênero dissertativo-argumentativo e que ele apresente as três partes obrigatórias. São elas: introdução (1 parágrafo), desenvolvimento (2 parágrafos, geralmente) e conclusão (1 parágrafo). De preferência, deve haver harmonia entre o número de linhas de cada uma dessas partes. Portanto, não faça uma introdução de duas linhas (considerada pelos avaliadores como “embrionária”) e o desenvolvimento em um parágrafo de 15 linhas. Distribua as suas ideias em parágrafos de mais ou menos 5 a 7 linhas. E fique atento(a): é fundamental que exista claramente a divisão em parágrafos, pois textos em monobloco (quando não há parágrafos definidos) não ultrapassam o nível 2 na competência 4 mesmo que estejam muito bem escritos do ponto de vista do uso da língua e de desenvolvimento das ideias. 6. Qual o segredo para tirar 200 pontos na competência 5? Essa é mais uma das dúvidas comuns dos participantes do Enem. Saiba, então, que uma conclusão com proposta de intervenção completa ajuda a garantir os 200 pontos na competência 5. Mas o que define que uma proposta de intervenção está completa? Lembre-se de que existem 5 elementos obrigatórios que precisam estar na sua proposta de intervenção: ação, agente, modo/meio, efeito e detalhamento. Assim, ao elaborar sua proposta, responda às seguintes perguntas: 1) O que é possível apresentar como solução para o problema? 2) Quem deve executá-la? 3) Como viabilizar essa solução? 4) Qual efeito ela alcançará? 5) Que outra informação acrescento para detalhar a proposta? 7. Em quanto tempo preciso escrever a redação? Um dos grandes inimigos do participante do Enem, além do nervosismo e da ansiedade, é o tempo. Você precisa ter uma estratégia para que, além de escrever a redação muito bem, ainda consiga responder a todas as questões sem atropelos. Desse modo, uma sugestão é que você leia a proposta de redação assim que receber o caderno de prova. Depois, já faça o projeto do seu texto e escreva o rascunho. Faça algumas questões que tenha mais facilidade e depois retome o texto. Releia, revise, faça os ajustes necessários e passe a limpo. Não deixe essa tarefa para os minutos finais, pois você pode acabar cometendo erros bobos por causa da pressa. Não perca mais de 1 hora em todo esse processo (escrita + ajustes + passar a limpo). Respire fundo! Você consegue! E então? Sabia a resposta para essas questões? Essas são algumas das dúvidas mais comuns dos participantes sobre a redação do ENEM. Você ainda tem algum questionamento sobre essa prova? Escreva-o nos comentários que a gente responde!

Você precisa escrever uma redação sobre exclusão digital, mas não possui repertórios para o tema? Leia este artigo e fique preparado(a)! Aqui, você encontrará informações relevantes e dicas úteis que enriquecerão seu texto. De fato, se antes da pandemia de coronavírus já estávamos cientes dos malefícios da exclusão digital para a sociedade, com a chegada dela isso se tornou ainda mais evidente. Certamente, você ou alguém que você conhece já esteve sem acesso à internet. No mundo atual, isso é quase como estar em isolamento duplo. Assim, para muitas pessoas, a falta de acesso ao mundo digital significa estar excluído de oportunidades essenciais. Além disso, com o advento do ensino remoto em 2020, diversos estudantes viram seu direito à educação ser comprometido, sem dúvida, destacando a urgência de abordar a exclusão digital. Desse modo, incluir mulheres, idosos e pessoas com deficiência no mundo digital segue sendo um desafio. Então, para que você consiga fazer um bom projeto de texto na sua redação, separamos alguns repertórios para o tema. Repertórios para o tema sobre exclusão digital! 1. Vídeo: Exclusão Digital – Conexão – Canal Futura Primeiramente, no programa, Luiza Mesquita e Bernardo Sorj discutem “o que o país perde com os excluídos digitais?”. Além disso, eles exploram como a exclusão digital afeta diferentes camadas da sociedade. https://youtu.be/3l1_DZ4mpbk 2. Artigo: Direito à Internet e às Novas Tecnologias Digitais Em seguida, Victor Hugo Pereira Gonçalves argumenta que a inclusão digital é um direito fundamental. Igualmente, ele analisa as causas da exclusão digital, como a falta de políticas públicas e exclusões sociais históricas. 3. Filme: Eu, Daniel Blake (2016) Ademais, este filme ilustra os desafios da exclusão digital. Daniel Blake, um carpinteiro que não domina a tecnologia, enfrenta barreiras burocráticas para acessar benefícios governamentais. Isto é, o filme aborda a interação de gerações e questões sociais relevantes. 4. Pesquisa: PNAD Contínua TIC 2018 A pesquisa do IBGE revela que 79,1% dos domicílios brasileiros têm acesso à internet. Porém, ainda há uma porcentagem significativa excluída digitalmente. Portanto, é essencial explorar esses dados. 5. Livros clássicos da literátura: “1984” de George Orwell Este clássico distópico reflete sobre o controle da informação, já que a exclusão digital pode ser comparada ao acesso restrito em 1984, destacando a importância do acesso à informação. 6. Livro “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley Da mesma forma, Huxley explora um mundo dominado pela tecnologia. A obra reflete sobre as consequências da exclusão digital em uma sociedade hiperconectada. 7. Documentário: “The Social Dilemma” (2020) Por outro lado, este documentário recente da Netflix realça o papel das redes sociais no mundo moderno, destacando a relevância da inclusão digital. Dessa maneira, é relevante para o tema da exclusão digital, já que mostra como a falta de acesso às redes sociais pode significar estar fora de importantes conversas sociais. https://youtu.be/uaaC57tcci0?si=yWe8xi3ByoSoeXCD 8. Podcast: Café da Manhã É válido mencionar que o episódio “A Pandemia Expõe a Desigualdade da Internet Brasileira” discute como a crise sanitária ampliou a exclusão digital. Ademais, aborda a dependência de uma boa conexão para educação e trabalho durante a pandemia. 9. Artigo: Plataformas Digitais Acessíveis para Pessoas com Deficiência Em contra partida, este artigo mostra a exclusão digital enfrentada por pessoas com deficiência. Apenas um dos 50 sites de empresas brasileiras analisados era acessível. Portanto, a questão vai além do acesso à internet, incluindo a acessibilidade. 10. Artigo: LIVE | Acesso à Internet: Desigualdades, Qualidade e Direitos do Consumidor Outrossim, uma live do Idec discute a importância do acesso à internet durante a pandemia, já que a discussão é fundamental para entender como a exclusão digital afeta os direitos do consumidor e a igualdade social. https://youtu.be/fD5rRSc2NaI Por fim, essas são nossas dicas de repertórios para “Exclusão digital” e lembre-se: seu repertório deve ser relevante e bem aplicado. Faça sua pesquisa e organize os dados para um texto coerente. Confira , também, uma videoaula completa da professora Chaiany Farias para saber tudo sobre esse eixo temático! https://youtu.be/lpWaveoBmWQ?si=XkePspVRXrAPgJiI Quer melhorar na redação? Conheça nossos planos de correção no Redação Online e receba feedback detalhado de nossa equipe. Venha melhorar suas habilidades conosco!