811 artigos publicados sobre “Topo de funil” no Blog do Redação Online.
Navegue pelos conteúdos abaixo para aprofundar seus conhecimentos sobre este tema. Cada artigo traz análises, exemplos práticos e repertórios que podem ser utilizados na sua redação do ENEM, vestibulares e concursos públicos.

Gênero: Carta argumentativa Leia os textos que se seguem para redigir a carta argumentativa requerida. Texto 1 Um em cada três focos de queimadas na Amazônia tem relação com o desmatamento 06 Setembro 2019 Na Amazônia, 31% dos focos de queimadas registrados até agosto deste ano localizavam-se em áreas que eram floresta até julho de 2018. A conclusão é de uma análise feita pela equipe do WWF-Brasil, sobre focos de queimadas no bioma, com base em séries históricas de imagens de satélite e em dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Esse resultado revela que aproximadamente um em cada três focos de queimadas registrados em 2019 não tiveram relação com a limpeza de pastagens, mas sim com queimadas que sucederam o corte de áreas de floresta, no ciclo tradicional de corte e queima. Historicamente, na Amazônia, o uso do fogo é um dos estágios finais do desmatamento após o corte raso da floresta. Os líderes dos países amazônicos devem assinar hoje (6/9), na cidade de Letícia, na Colômbia, um Pacto Pela Amazônia. A proposta consistia em coordenar esforços para defender o bioma nesta imensa crise. Mas o governo brasileiro pode pressionar para que o pacto seja fraco e apoiar a mineração e outras indústrias extrativistas, com grandes impactos ambientais, prejudicando toda a região. O mês de agosto trouxe notícias preocupantes para a Amazônia brasileira: a área com alertas de desmatamento foi de 1.394 km2, um valor 120% maior do que o mesmo mês em 2018. Somente nos oito primeiros meses de 2019, a área total com alertas de desmatamento foi de 6 mil km2, um valor 62% maior do que o observado para o mesmo período em 2018. Acompanhando o rastro do desmatamento, o número de focos de queimadas na Amazônia, entre janeiro e agosto de 2019, cresceu mais de 110%, na comparação com o mesmo período de 2018. Ao todo, foram registrados 46.825 pontos, segundo a medição do Programa Queimadas do INPE. Esse valor representa um aumento de 64% em relação à média dos últimos dez anos (2009-2018) para o mesmo período. […] Fonte: www.wwf.org.br/ Acesso em 15/01/2020. Texto 2 Austrália declara emergência por ‘queimada mais perigosa já vista’ Três pessoas morreram e mais de 150 casas foram arrasadas no sudeste do país Por Da Redação – 11 nov 2019, 17h05 O governo de Nova Gales do Sul, a região administrativa mais populosa da Austrália, decretou estado de emergência nesta segunda-feira, 11, devido ao agravamento de incêndios florestais que ameaçam a região metropolitana de Sydney. Desde sexta-feira 8, as queimadas já resultaram em mortes e em prejuízos ambientais. Há previsão de maior propagação do fogo para terça-feira 12. O ministro de Serviços Emergenciais de Nova Gales do Sul, David Elliott, afirmou que a queimada desta semana pode ser a “mais perigosa que esta nação já viu”. O incêndio — de causas naturais — se alastra por cerca de 10.000 km² de florestas e plantações, área seis vezes maior que a da cidade de São Paulo, e atinge também o estado de Queensland, ao norte de Nova Gales do Sul. O fogo já resultou na morte de três pessoas e destruiu mais de 150 casas. Cerca de 100 pessoas foram hospitalizadas, dentre elas 20 dos 1.500 bombeiros que lutam contra as chamas com auxílio das Forças Armadas. Na sexta-feira 8, as autoridades australianas anunciaram que mais de 300 coalas de uma reserva no litoral de Nova Gales do Sul morreram por causa dos incêndios. Fonte: www.veja.abril.com.br/ Acesso em 15/01/2020. Após a leitura dos textos acima, redija uma carta argumentativa, com tamanho máximo de 30 linhas, de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa. Sua carta será direcionada à população em geral por meio de publicação em jornais e revistas e seu objetivo maior é a conscientização. Você deve argumentar sobre como as atitudes individuais de cada cidadão impacta (positiva ou negativamente) o meio-ambiente, podendo gerar até mesmo catástrofes, como as queimadas. Leia também: Gêneros textuais: Carta Como escrever uma redação sem saber nada sobre o tema? Tema de Redação: Lixo eletrônico e impactos socioambientais Tema de Redação: Desastres ambientais Tema de Redação: Saneamento básico no Brasil

CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! Abordar na redação sobre guerras no mundo, principalmente tensões que envolvam o Oriente Médio é algo sempre bastante complexo, já que as influências religiosas e culturais que afetam a guerra falam muito alto e exigem de nós, analisadores do tema, bom senso e atenção redobrada. Separamos para vocês indicações diversas que vão fornecer um bom panorama sobre o embate que envolve os Estados Unidos e o Oriente Médio e como o Brasil está relacionado ao assunto. Se for abordada uma redação sobre a terceira guerra mundial, já temos um panorama contextualizado do que está acontecendo no mundo, além das tensões que envolvem o embate da Rússia com a Ucrânia envolvendo o Estados Unidos. Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/01/08/a-relacao-entre-eua-e-ira-em-10-capitulos.ghtml Acesso em 11/01/2020. Por meio da leitura da matéria, vamos saber com mais profundidade que a relação entre os Estados Unidos e os países do Oriente Médio não é algo novo, por isso, um retorno “aos capítulos anteriores” é essencial para compreendermos a fundo o desenrolar desse relacionamento tão conturbado como vemos hoje. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=yAwCFfO1Zv0&t=151s Acesso em 11/01/2020. Precisando entender um pouco mais sobre a cultura e os costumes do Oriente Médio? Nesse vídeo do canal Nerdologia, há um apanhado muito rico de informações que vão te auxiliar a interpretar um pouco melhor esse universo tão diferente do nosso. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51015111 Acesso em 12/01/2020. Mas por que a morte de Qasem Soleimani tem causado tanta revolta a ponto de quase fazer estourar uma guerra? Por meio do artigo da BBC, passamos a conhecer sobre a importância política e ideológica do general iraniano, tido como o segundo homem mais poderoso do Irã (você saberá quem é o primeiro homem mais importante durante a leitura da matéria) e dos motivos que o fazem ser considerado até mais relevante do que Osama Bin Laden. Recomendamos a leitura presente no link https://www.bbc.com/portuguese/internacional-50981383, em artigo também da BBC. Já para relembrar as informações essenciais sobre Osama Bin Laden e o ataque do 11 de setembro, sugerimos consultar o link https://veja.abril.com.br/noticias-sobre/osama-bin-laden/ , da revista Veja. Disponível em: https://veja.abril.com.br/mundo/os-efeitos-para-o-brasil-de-uma-possivel-guerra-entre-eua-e-ira Acesso em 12/01/2020. No último fim de semana, a revista Veja fez um apanhado de informações e uma análise bastante apurada sobre as consequências que nosso país sofreria no caso de uma efetiva guerra entre Estados Unidos e Irã. Com gráficos bastante ricos que facilitam a compreensão sobre o assunto, a matéria ainda traz índices e pontos de vista de especialistas na temática, tudo para deixar sua redação muito bem fundamentada. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2020/01/09/conflito-eua-ira.htm Acesso em 12/01/2020. Sabemos que redações como a do ENEM e de vestibulares exigem que tomemos uma posição a favor ou contra um determinado assunto, mas posicionar-se diante de um conflito que ceifa vidas inocentes e promove tanta violência mundo afora, é, no mínimo, uma situação delicada, e é justamente isso que o artigo disponível no link acima vai discutir. Para quem está buscando argumentos contra e a favor dos dois países, a leitura é obrigatória, pois ela está cheia de apontamentos do tipo, o que nos permite traçar uma linha comparativa após o entendimento da matéria. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51026485 Acesso em 12/01/2020. Já é sabido que o presidente Jair Bolsonaro, por meio do Palácio do Itamaraty, ao ser consultado a respeito de seu apoio no conflito entre americanos e iranianos, declarou estar ao lado de Donald Trump, e, assim, necessariamente, contra o Irã, porém, nessa acepção, há pontos positivos e negativos, ganhos e perdas que precisam ser considerados. Quer saber quais são? Então corre lá para a matéria. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=l-LYtwU_7g0 Acesso em 12/01/2020. Neste pequeno vídeo de pouco mais de 5 minutos, o jornalista Alexandre Garcia, respeitado em cenário nacional, aborda o tema sobre a posição adotada pelo Brasil no embate, explicando por quê, de acordo com seus argumentos, o país fez uma escolha acertada ao oferecer seu apoio aos Estados Unidos. O vídeo traz outras informações de temas variados no início. A parte a respeito da posição brasileira começa por volta dos dois minutos e dez segundos. Disponível em: https://oglobo.globo.com/podcast/ainda-ha-risco-de-guerra-entre-estados-unidos-ira-24178934 Acesso em 12/01/2020. Passada mais de uma semana do primeiro ataque dos Estados Unidos contra o general iraniano, surge a dúvida: A guerra entre os dois países ainda pode acontecer ou tudo não passa de dramatização? O podcast discute exatamente a probabilidade (e os motivos) de haver uma guerra. Disponível em: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/01/08/petroleo-pode-ser-usado-como-arma-do-ira-contra-os-eua.htm Acesso em 12/01/2020. Mais um ponto a ser tratado com extremo cuidado, já que alguns especialistas dizem que todo esse embate entre as duas nações tem apenas um motivo: o domínio sobre o petróleo, abundante no Oriente Médio. Com pareceres de nomes de peso no assunto e evidências numéricas, o artigo do UOL é uma excelente ferramenta para você esclarecer suas dúvidas sobre a importância do petróleo na crise estabelecida. Disponível em: https://www.diariodaamazonia.com.br/em-meio-a-crise-eua-x-ira-brasileiros-pedem-bolsonaroficacalado/ Acesso em 12/01/2020. Você já deve ter ouvido que, no Brasil, qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, vira meme. E não é que conseguimos transformar até a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial em meme? Na matéria indicada, você poderá saber um pouco mais sobre o movimento #BolsonaroFicaCalado, que foi inclusive endossado pelo youtuber Felipe Neto. Aliás, caso você tenha acesso ao Twitter, a própria hashtag pode ser pesquisada. Disponível em: https://gq.globo.com/Cultura/noticia/2016/08/30-filmes-de-guerra-que-voce-precisa-assistir.html Acesso em 12/01/2020. Apesar de o brasileiro conseguir fazer memes (você pode conferir alguns aqui https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/fotos/memes-sobre-3-guerra-provam-que-o-brasileiro-nao-tem-limites-veja-03012020#!/foto/1 e refletir a respeito do assunto) mesmo diante de uma possível guerra iminente, a situação de guerra é algo absolutamente desolador. Na matéria que indicamos, a GQ, disponível no site da Globo, faz o levantamento de 30 filmes imperdíveis para quem quer conhecer um pouco mais sobre as guerras que já aconteceram. É um excelente recurso para que se perceba como é a vida dentro de um cenário como esse. Ao assistir aos filmes, além de se preparar para um provável tema de redação, você também conseguirá revisar vários tópicos importantes da disciplina de História, ou seja, é um “dois em um” perfeito. Alguns filmes estão disponíveis na Netflix, outros, na

Leia os textos motivadores abaixo para desenvolver a produção de texto sobre Brasil e a tensão geopolítica no Oriente Médio Tema. Texto 1 Por que o general do Irã, Qasem Soleimani, foi morto pelos EUA e o que acontece agora O assassinato do general Qasem Soleimani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária iraniana, representa uma escalada dramática na tensão entre os EUA e o Irã – e as consequências podem ser significativas. É de se esperar uma retaliação. E o encadeamento de ações e represálias pode deixar os dois países mais próximos de um confronto direto. O futuro de Washington no Iraque pode muito bem ser colocado em xeque. A estratégia do presidente americano, Donald Trump, para a região – se ele tiver uma – será testada como nunca antes. Philip Gordon, que era o coordenador da Casa Branca para o Oriente Médio e o Golfo Pérsico durante o governo de Barack Obama, classificou o assassinato de Soleimani como praticamente uma “declaração de guerra” contra o Irã. A Força Quds é o braço das forças de segurança do Irã, responsável pelas operações no exterior. Por anos, seja no Líbano, no Iraque, na Síria ou em outros lugares, Soleimani buscou ampliar a influência do país persa por meio do planejamento de ataques ou apoio a aliados locais de Teerã. Figura popular Para Washington, ele era um homem que tinha o sangue de americanos nas mãos. Mas, no Irã, ele era popular. Na prática, foi Soleimani quem liderou a reação de Teerã contra a ampla campanha de pressão e sanções impostas pelos EUA. O que mais surpreende não é que Soleimani estivesse na mira do presidente Trump, mas por que os EUA decidiram atacá-lo justamente agora […] 5 mil soldados dos EUA O que vai acontecer a seguir é a grande questão. O presidente Trump espera que em uma tacada só tenha intimidado o Irã e provado a seus aliados, cada vez mais apreensivos na região, como Israel e Arábia Saudita, que os EUA ainda têm força. No entanto, é quase inconcebível que não haja uma resposta iraniana robusta, mesmo que não seja imediata. Os 5 mil soldados americanos no Iraque são um alvo potencial óbvio, assim como os alvos atacados pelo Irã ou seus aliados no passado. As tensões serão maiores no Golfo. Não é de se admirar que o impacto inicial tenha sido o aumento dos preços do petróleo. Os EUA e seus aliados estarão focados em suas defesas. Mas é igualmente possível que a resposta do Irã seja, de certo modo, assimétrica – em outras palavras, que ele não revide um ataque com outro ataque. Ele pode querer jogar com o amplo apoio que tem na região, por meio das alianças que Soleimani construiu e financiou. Fonte: noticiais uol Acesso em 12/01/2020 Texto 2 EUA X Irã: quais as chances de uma 3ª Guerra e de o Brasil ser envolvido? Especialistas não acreditam que as tensões entre Estados Unidos e Irã escalem para um conflito de proporções mundiais e dizem que as consequências para o país podem ser de ordem econômica. A morte do general iraniano Qassem Soleimani, durante ação com drone ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última quinta-feira (02/01), acendeu um alerta em todo o mundo e gerou receios sobre as possíveis consequências do ataque. Nas redes sociais, dois principais temores foram manifestados pelos internautas brasileiros: a execução de Soleimani e a promessa de vingança por parte do Irã são o início de um conflito de grandes proporções, como uma Terceira Guerra Mundial? E ainda: o Brasil, ao se posicionar, por meio do Ministério das Relações Exteriores, ao lado dos Estados Unidos, pode sofrer algum tipo de ataque por parte do Irã ou de seus aliados? Especialistas ouvidos pelo Correio acreditam que a resposta para as duas perguntas é não. Uma Terceira Guerra, em moldes semelhantes ao que foram as duas primeiras, mostra-se praticamente impossível na configuração geopolítica atual. Já em relação às consequências ao Brasil, se elas ocorrerem, devem ser do ponto de vista econômico, mas não na forma de ataques bélicos. “Vi alguns comentários de pessoas se perguntando se o Brasil cogita enviar tropas (para a região). Para mim, isso é impensável”, diz o professor de relações internacionais do Ibmec, Ricardo Caichiolo. Fonte: correio braziliense Acesso em 12/01/2020 Texto 3 Em meio à crise EUA x Irã, brasileiros pedem #BolsonaroFicaCalado Em memes, os internautas usaram a criatividade para mostrar preocupação com um possível apoio do presidente a um dos lados da disputa. O ano começou marcado por tensões entre Estados Unidos e Irã. Agora, a preocupação dos brasileiros é com a manifestação do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), sobre o impasse estrangeiro. Nas redes sociais, há até quem cogite uma terceira guerra mundial. E a pressão fica ainda maior ao imaginar o Brasil fazendo parte desse conflito. Por isso, os internautas pedem: #BolsonaroFicaCalado. Os assuntos mais comentados do momento, nesta sexta-feira (03/01/2020), são Irã e Estados Unidos, Bolsonaro Fica Calado e Terceira Guerra Mundial. Apesar das circunstâncias conflituosas, os internautas não deixaram barato e montaram um festival de memes no Twitter. Fonte: metropoles Acesso em 12/01/2020 Texto 4 Fonte: Estadão Acesso em 16/01/2020 Após ter feito uma leitura atenta e criteriosa dos textos motivadores apresentados acima, redija uma dissertação do tipo argumentativa, com tamanho máximo de 30 linhas, obedecendo às regras da linguagem padrão da Língua Portuguesa, sobre o tema: Brasil e as tensões geopolíticas no Oriente Médio. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA! Leia também: Tema de Redação: Mulheres na política brasileira Tema de Redação: Fake news no cenário político mundial 12 novos documentários disponíveis na NETFLIX para escrever melhores redações Tema de Redação: Saneamento básico no Brasil

Você pode até achar estranho que o tipo de texto abordado hoje seja a carta, afinal, essa forma de comunicação não é mais tão usual quanto em séculos e décadas passadas, mas saiba que a carta ainda é uma ferramenta utilizada em diversos propósitos (já recebeu uma intimação ou fez um pedido de demissão sem ser no formato de uma carta?) e, por isso mesmo, alguns vestibulares e concursos acabam selecionando-a. Existem diversos tipos de cartas, entretanto, independentemente do tipo, qualquer carta conta com elementos básicos que marcam essa estrutura textual e a fazem ser diferente de outros modos de construção. São eles: – Destinatário (ou interlocutor): A carta é escrita para que seja lida por alguém e esse destinatário é absolutamente definido, ou seja, você sabe para quem está escrevendo. As características do destinatário definem também o tipo de linguagem a ser empregado e o pronome de tratamento que abrirá o texto. – Remetente (ou locutor): Da mesma forma que o destinatário é definido, a pessoa que escreve a carta, também conhecida como remetente, também é definida. Ainda que a carta seja anônima (o que não acontece na redação de provas de vestibulares e concursos), é sabido que alguém a redigiu. – Local e data: Toda carta precisa conter as informações do local em que foi escrita e da data da redação. O posicionamento desses dados varia conforme o tipo de carta a ser escrito. – Vocativo: O vocativo nada mais é do que o pronome de tratamento (no caso de autoridades) empregado no início do texto. Os pronomes de tratamento são selecionados de acordo com a posição e importância do destinatário, quando redigimos cartas formais. O vocativo, no caso das cartas, também é conhecido como saudação. Em cartas pessoais e informais, o vocativo pode conter simplesmente o nome do destinatário ou algum apelido/termo carinhoso. – Corpo do texto: O corpo do texto contém a mensagem que o remetente deseja dividir com o destinatário. Obedece à clássica divisão de introdução, desenvolvimento e conclusão, mas as regras não são tão inflexíveis quanto num texto dissertativo-argumentativo, por exemplo. – Despedida: Mais um elemento que está fortemente ligado ao tipo e nível de formalidade da carta e à importância/posição do destinatário. A despedida contém sempre uma saudação, que pode ser desde um simples e comum “atenciosamente” até “beijos”, sempre observando a adequação necessária, é claro. – Assinatura: A carta é finalizada com a assinatura do autor, a menos que se trate de uma carta anônima. As possibilidades dentro do gênero carta são várias, mas destacaremos a seguir os três tipos básicos em que se dividem todas as cartas: correspondência oficial, correspondência comercial e correspondência pessoal. – Correspondência oficial: A correspondência oficial engloba variados formatos de texto que servem como ferramenta de comunicação entre órgãos públicos ou entre órgãos públicos e cidadãos, a fim de que compartilhem informações relevantes para as pessoas envolvidas. São exemplos de correspondência oficial a ata, a convocação, o decreto, o edital, o memorando, entre outras possibilidades. Independentemente do tipo de correspondência oficial, nota-se que a impessoalidade, a formalidade, a clareza e a concisão (afinal, cartas oficiais precisam ser pensadas para que sejam compreendidas com facilidade e certa agilidade) são características essenciais nesse tipo de correspondência. Erros de ortografia, pontuação e gramaticais são extremamente malvistos. Importante também que haja padronização no formato das cartas oficiais, uma vez que elas serão redigidas por diferentes remetentes (mas sem interferência pessoal) e têm valor documental. Note no exemplo abaixo de memorando como o padrão, a formalidade, a concisão e a impessoalidade são elementos marcantes do texto: Campinas, SP. 27 de agosto de 2018 De: Departamento de Recursos Humanos Para: Pedro Carvalho – Gerente Comercial Assunto: contratação de vendedores Informamos que, em resposta à solicitação quanto à contratação de 3 vendedores, enviada no memorando encaminhado em 20/08/2018, neste mês, o departamento de recursos humanos não pôde aprovar novos custos na folha de pagamento. Dessa forma, é necessário aguardarmos um período de 15 dias para iniciarmos o processo seletivo e contratações para suprir as necessidades do departamento comercial. Atenciosamente, Marcos Lima Gerente de recursos humanos Fonte do memorando: www.negociodozero.com.br/ Acesso em 29/12/2019. Concursos que têm por objetivo classificar candidatos para cargos públicos que envolvam comunicação e registro oficiais não raramente selecionam um dos tipos de correspondência oficial como gênero textual da redação, por isso, se esse for o seu caso, é importante saber quais são as produções textuais mais comuns no dia a dia da função pretendida e estudar suas estruturas e características particulares. – Correspondência comercial: A correspondência comercial é um meio de comunicação entre empresas ou entre as empresas e seus clientes, a fim de informar algo ou promover transações. Podemos citar como exemplos mais conhecidos de correspondência comercial a ordem de serviço, o orçamento e a circular. Da mesma forma dos exemplos acima, a impessoalidade, concisão e formalidade são mantidas. Por se tratar de uma produção textual muitíssimo específica, raramente vemos a presença da correspondência comercial em testes de vestibulares e concursos. – Correspondência pessoal: Não há um padrão para a correspondência pessoal, já que ela pode se apresentar de diversas formas, não obedecendo necessariamente a nenhuma regra. O que determinará o formato da carta e o nível de linguagem será a relação (mais ou menos íntima) entre o destinatário e o remetente e o objetivo da mensagem, portanto, no caso de a carta pessoal ser o tipo de texto selecionado para a redação da sua prova, pense nas respostas às seguintes questões: Para quem estou escrevendo? Qual é meu nível de intimidade com essa pessoa? Qual é minha mensagem/informação principal? Leia o exemplo de carta pessoal de Sara, que escreve para sua avó a fim de contar sobre as férias. Salvador, 30 de abril de 2009 Querida avó, Então tudo bem? As férias estão correndo bem e nós estamos encantadas com este lugar: a praia é ótima, o tempo está muito bom, por isso passamos o tempo todo na água. Eu e Cristina estamos esperando a senhora, lembre-se que

CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! As indicações a seguir têm como objetivo te fornecer informações bastante ricas sobre o tema “Mercado de cosméticos falsificados no Brasil e no mundo”. Certamente, após a consulta de nossas indicações, você será capaz de construir seus argumentos com muito mais propriedade, o que vai te levar a desenvolver aquela redação show que todos queremos. Vamos lá? Série Desserviço ao Consumidor, disponível na Netflix. Na verdade, esse foi o material que nos inspirou a desenvolver a proposta de redação sobre cosméticos falsificados e por isso ele ganha posição de destaque nas nossas indicações. O primeiro episódio trata exatamente sobre o crescimento expressivo do mercado da beleza mundo a fora, apresentando dados numéricos, o que pode facilmente ser incluído como sustentação de argumento em sua produção textual. Para exemplificar de forma mais clara, alguns influenciadores digitais foram entrevistados e contaram como o mundo da beleza mudou suas vidas. Podemos, inclusive, assistir aos bastidores de um vídeo-tutorial de maquiagem para o YouTube e conseguimos notar que o vídeo é consequência de uma super produção. Mas o que mais nos choca é o depoimento de Khue Nong, uma jovem que teve os lábios colados após utilizar um batom líquido falsificado (sem saber, na verdade, que o produto não era original). A série nos traz informações sobre empresas cosméticas que têm desenvolvido um alto padrão de qualidade na formulação de seus itens e estão se tornando referências de atuação no mercado. Se você gosta de um momento de tensão, então esse primeiro episódio também é para você, pois investigadores fazem visitas a centros de compras para verificar a autenticidade das mercadorias e encontram muiiitaaas coisas interessantes. É simplesmente imperdível. 2. Post Cosméticos falsificados e o risco à saúde, por Helóra Almeida. CLIQUE AQUI PARA CONFERIR O POST Helóra Almeida é uma importante influenciadora no ramo da beleza no Brasil, por isso sua voz merece ser ouvida. O texto em questão, bastante intimista e escrito na primeira pessoa, o que faz parecer que você está conversando cara a cara com Helóra, é de agosto de 2017, mas continua tão atual como se tivesse sido escrito na semana passada. Na realidade, o conteúdo escrito em si não traz nada de inédito, mas as fotos que foram incluídas são realmente impactantes, pois elas mostram a realidade dos “laboratórios” que produzem as réplicas. Na abertura do post, há também um vídeo bastante útil sobre o assunto. 3. Vídeo Empresário é preso por falsificar cosméticos de marcas famosas, por SBT Notícias. CLIQUE AQUI PARA CONFERIR O VÍDEO Vamos ficar um pouquinho mais chocados com a situação? Na pequena reportagem disponibilizada no YouTube, conhecemos mais um caso (entre tantos outros) de um “laboratório” clandestino de cosméticos. As condições precárias do local, com produtos apoiados até mesmo ao lado de um vaso sanitário (!!!), causam aquele arrepio de desespero, sabe? Já pensou um cosmético com essa “qualidade” aplicado no seu lindo rostinho ou cabelo??? Mas não é só isso, meus amigos, de acordo com a reportagem, os produtos eram vendidos em salões de beleza. Não, você não leu errado, os shampoos, máscaras, condicionadores e afins eram utilizados normalmente por profissionais da beleza. 4. Vídeo Mercado de cosméticos registra o maior crescimento no Brasil em plena crise, reportagem da Globo disponibilizada no canal Como Empreender na Crise, no YouTube. CLIQUE AQUI PARA CONFERIR O VÍDEO Mas, afinal, por que o mercado de beleza é tão atrativo assim? A resposta é simples: é porque ele gera lucro. Muito lucro. E é isso que essa reportagem vai nos informar em cinco minutos. Temos certeza de que você vai se impressionar com os números apresentados na reportagem, já que a venda de cosméticos é dinheiro certo no bolso do vendedor e o segmento não para de crescer. Para que você tenha uma ideia mais ampla sobre a dimensão e a importância das marcas de beleza no país, assista ao vídeo sobre a Beauty Fair 2019, a maior feira de beleza da América Latina: https://www.youtube.com/watch?v=UbYnRqPHWaU 5. Matéria de jornal on-line Alguns clientes do Wish reclamam que maquiagem causou problemas nos olhos, disponível no site O Globo. CLIQUE AQUI PARA CONFERIR A MATÉRIA Se há fiscalização, como tantos produtos falsificados entram nos países? Materiais diversos apontam que as lojas on-line contribuem, e muito, com o mercado de falsificação e na matéria de O Globo conseguimos ter uma melhor noção de como isso acontece. A ideia da colaboração das lojas na internet também é reforçada em nossa primeira indicação, a série Desserviço ao Consumidor, da Netflix. 6. Matéria de jornal on-line Doenças da beleza: quando a vaidade se transforma em obsessão, disponível no site M de Mulher. CLIQUE AQUI PARA CONFERIR A MATÉRIA Sabemos que a compulsão pela imagem perfeita é, por si só, uma doença, mas o aumento de transtornos psicológicos ligados à busca do corpo ou do rosto ideais tem sido extremamente expressivo. O artigo do site M de Mulher traz a nós dados estatísticos e pesquisas atuais sobre o tema, por isso recomendamos a leitura. Você conseguirá retirar muitos fatos para incluir em sua redação. 7. Artigo de revista Não deu like: Instagram elimina curtidas para proteger autoestima de usuário, disponível no site da Revista Época. CLIQUE AQUI PARA CONFERIR O ARTIGO Quando a plataforma do Instagram anunciou sua decisão de ocultar likes a fim de proteger a autoestima das pessoas, muitos se revoltaram e acharam que a medida era descabida, mas, na realidade, o Instagram apenas validou uma discussão que ocorria há alguns bons anos. De um lado, temos um grupo que aponta que os likes são uma forma de métrica para seu trabalho, já de outro, temos críticos sobre o impacto negativo do corpo e da vida perfeita promovido por usuários do aplicativo. O artigo, por sua vez, é bastante rico em pontos de vista de especialistas no assunto. 8. Livro e filme O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde. Um livro de 1890 pode ter alguma relação com o assunto do crescimento da falsificação no

Leia os textos e faça uma dissertação sobre O mercado de cosméticos falsificados – Tema. TEXTO 1 As autoridades têm apreendido, com frequência, produtos de beleza piratas ou contrabandeados, especialmente na maior cidade do Brasil. O repórter Tiago Eltz foi ouvir a opinião de médicos sobre esse assunto. E eles alertam que o barato pode sair caro, bem caro.A interminável atração das mulheres por produtos de beleza… “Deixa a mulher com autoestima mais elevada. Por isso e outra, deixa a mulher mais charmosa, mais bonita”, diz uma mulher.E esse charme a mais pode sair muito caro. Talvez alguns homens se surpreendam com o preço. Uma paleta de sombras, um estojinho de maquiagem que custa uns R$ 300, é de uma marca bem cara. A mesma marca, mesma embalagem, mesmas cores, dá para comprar no mercado paralelo por uns R$ 30.Agora, antes de a mulherada sair correndo atrás dessa pechincha, é preciso saber duas coisas. Primeiro, é claro que é falsificado. E a segunda coisa: se você resolver comprar um produto falsificado para passar no seu rosto, na sua pele, tem que estar preparada para a possibilidade de acabar gastando mais do que economizou, no médico.“Uma maquiagem contaminada pode levar a uma infecção ocular importante, por exemplo. Um hidratante contaminado, por exemplo, a pessoa passa no corpo todo, pode levar uma infecção importante. Uma tintura de cabelo, um alisante, que seja clandestino, que não tenha as matérias mais adequadas, pode levar a uma queda de cabelo e uma queimadura no couro cabeludo”, explica a dermatologista Flávia Addor.Como não obedecem à legislação nenhuma, o grande problema desses produtos é justamente o que a gente não sabe sobre eles. “Está comprando um produto que ela não sabe o que contém lá dentro e ela vai utilizar isso na pele. Então creme facial, um perfume que ela está utilizando, um desodorante, isso é um risco grande”, diz Ricardo Nóbrega, gerente de comércio exterior da ABIHPEC.E, de acordo com os números da Receita Federal, o risco vem aumentando nas ruas do país. Em 2014, foram apreendidos pouco mais de R$ 25 milhões em produtos de higiene e beleza. Em 2015, foram R$ 28 milhões, um aumento de 11% Em São Paulo só nessa semana, foram destruídas 7,5 toneladas, principalmente de perfumes e maquiagens. Ou, na verdade, produtos que diziam ser perfumes e maquiagens, porque vai saber o que tinha lá dentro…Fonte: www.g1.globo.com/Acesso em 30/12/2019. TEXTO 2 De onde vêm os produtos falsificados? Quem os produz? Por onde passam em seu caminho até o destinatário final? Um relatório publicado nesta sexta-feira, elaborado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pelo Escritório de Propriedade Intelectual da UE (EUIPO, na sigla em inglês) tenta responder a essas perguntas. Segundo as conclusões do estudo, a China é o principal país fabricante de produtos falsificados e pirateados, vendidos em todo o mundo, enquanto Hong Kong, Emirados Árabes Unidos e Cingapura se destacam como os países onde essas mercadorias fazem escala antes de chegar ao consumidor. O relatório chama a atenção também para a crescente importância das remessas postais e do comércio eletrônico no processo do mercado das falsificações.O informe quer apresentar um novo viés em relação a outro publicado no ano passado pelas duas instituições, no qual se analisava o impacto econômico do tráfico de falsificações e produtos pirateados. No estudo citado, no qual foram usados dados de apreensões em alfândegas de todo o mundo, concluía-se que o comércio de produtos falsos alcançou em 2013 um total de 461 bilhões de dólares (1,55 trilhão de reais), o equivalente a 2,5% do comércio total global. No caso da UE, o porcentual chegava a 5%. China e Hong Kong foram identificados como locais de procedência de 80% dos produtos interceptados pelas autoridades.Agora, as duas instituições selecionaram uma gama dos produtos mais falsificados ou pirateados, distribuídos em 10 categorias, que representam 63% do valor total das falsificações: produtos alimentícios, farmacêuticos, perfumaria e cosméticos, artigos de couro e bolsas, roupa e tecidos, calçados, joias, equipamentos eletrônicos e elétricos, aparelhos ópticos, fotográficos e médicos, e brinquedos […].Fonte: www.elpais.com/ Acesso em 30/12/2019 TEXTO 3 Fonte: www.mulher30.com.br/ Acesso em 30/12/2019.Tendo feito a leitura dos textos motivadores e agregando as novas informações aos seus conhecimentos a respeito do assunto, redija uma dissertação argumentativa com no máximo 30 linhas na modalidade da linguagem padrão da Língua Portuguesa sobre o tema: O mercado de cosméticos falsificados. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também:Tema de Redação: Formas para alcançar o equilíbrio entre saúde e belezaTema de redação: a ditadura da belezaTema de Redação UNESP 2019: Compro, logo existo?Tema de Redação: O consumismo e seus impactos ambientaisTema de Redação: Promoção da Saúde e Bem-Estar
TEXTO 1 Fonte: www.institutoakatu.com.br/ Acesso em 05/12/2019 TEXTO 2 A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estuda a criação de uma rede em torno da cadeia produtiva de alimentos no Brasil para conter o desperdício. O país é considerado um dos dez que mais desperdiçam comida em todo o mundo, com cerca de 30% da produção praticamente jogados fora na fase pós-colheita. O objetivo da FAO na América Latina e Caribe é montar uma rede de entidades com organizações não governamentais (ONGs), universidades e institutos de pesquisa com o propósito de reduzir a perda na produção e na pós-colheita dos alimentos. Ao governo, caberia providenciar a melhoria de fatores como infraestrutura para transporte dos alimentos, como existe nos Estados Unidos. “O que se tem que fazer no Brasil é uma rede de formadores que possa, junto com o governo, empresas privadas e ONGs, trabalhar nisso tudo”, afirmou o engenheiro agrônomo da Embrapa Indústria de Alimentos, Murilo Freire. O governo brasileiro entraria com a legislação, com infraestrutura e armazenamento adequados, explicou Freire. Integrante do Comitê de Especialistas em Redução de Perdas e Desperdícios para a América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o pesquisador disse que o problema ocorre em toda a cadeia produtiva, que tem deficiência de infraestrutura e manuseio, plantio errado, doenças e enfrenta problemas referentes à embalagem, ao transporte e ao armazenamento. Segundo Freire, os produtos são desperdiçados porque ou estão fora do prazo de validade ou não foram consumidos por serem identificados como malformados ou fora do padrão estabelecido pela legislação do Ministério da Agricultura. A meta do comitê é montar uma rede na região para diminuir as perdas na produção desses alimentos. “O desperdício ocorre quando o alimento produzido é jogado fora, ou seja, ele não chega a quem necessita”, disse Freire. Um exemplo disso, segundo o engenheiro, é o caso dos frutos feios, que não são padronizados nem têm um apelo de venda comercial elevado, mas têm as proteínas, vitaminas e sais minerais de um produto normal. “Esse é o desperdício. São alimentos produzidos, mas não usados”. Fonte: www.institutoakatu.com.br/ Acesso em 05/12/2019 TEXTO 3 Todos os anos, cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçadas ou perdidas em todo o mundo. Ou seja, cerca de um terço de tudo que produzimos acaba na lata do lixo. No Brasil, só os supermercados perderam em faturamento R$ 7,11 bilhões em alimentos descartados em 2016, de acordo com a Abras (Associação Brasileira de Supermercados). Estima-se, no entanto, que em toda cadeia produtiva (campo, indústria, varejo e o consumidor) este valor seja ainda maior. Anualmente, o país descarta cerca de 41 mil toneladas de alimentos, o que o coloca entre os 10 principais países que mais desperdiçam comida, de acordo com Viviane Romeiro, coordenadora de Mudanças Climáticas do World Resources Institute (WRI) Brasil à Agência Brasil em 2016. Entre os produtos, frutas, hortaliças, raízes e tubérculos são os mais descartados: quase metade do que é colhido é jogado fora, segundo dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Entre cereais, o desperdício é de 30%. Entre os pescados, carne de gado e produtos lácteos, o descarte chega a ser de 20%. Após a leitura dos textos motivadores somada aos seus conhecimentos a respeito do assunto, redija uma dissertação argumentativa com no máximo 30 linhas na modalidade da linguagem padrão da Língua Portuguesa sobre o tema: O desperdício de alimentos no Brasil. Leia também: Tema de Redação: Desastres ambientais Tema de Redação: Saneamento básico no Brasil Tema de Redação: Meios para o controle do lixo gerado no Brasil Tema de Redação: A Reciclagem de Lixo no Brasil Tema de Redação: Lixo eletrônico e impactos socioambientais

Venha ver nossa Análise do tema da redação do ENEM 2019! O tema da redação de 2019, Democratização do acesso ao cinema no Brasil, deixou muita gente surpresa e dividiu opiniões, isso porque, para alguns especialistas, a temática foi específica demais e um tanto quanto descolada da realidade de alguns alunos, já para outros entendidos do assunto, a proposta foi relevante e vem de encontro a uma real necessidade em nosso país, mesmo que não em caráter prioritário, uma vez que temos vários outros problemas mais sérios a serem discutidos e solucionados. Um assunto voltado à democratização dos meios culturais já era esperado para este ano, pois é inegável que apenas uma pequena parcela da população tem acesso a atividades de cultura como teatro, exposições, cinema, literatura, música e movimentos artísticos em geral, quer seja por razões geográficas quer seja pelo valor agregado a essas atividades. Segundo um dos próprios textos motivadores deste ano, apenas 17% da população brasileira frequenta o cinema. Num país de mais de 200 milhões de habitantes, esse é um número bastante baixo, mesmo que durante os sábados você veja no cinema do shopping da sua cidade (caso haja) aquelas filas imensas. Havia muitos caminhos a serem seguidos para a produção textual. Apesar de aparentemente ser um tema menos abrangente, falar de acesso ao cinema permitia que você construísse sua argumentação sobre pilares diferenciados, sempre alinhados à proposta central, é claro, pois isso é fundamental para a conquista de uma boa nota final. Uma das possibilidades seria encaminhar a redação para o fato de que filmes são também uma expressão de cultura e que permitem o conhecimento do mundo, usos, costumes e história por meio da ficção, sendo assim, o direito deveria ser de fato assegurado a todos, independentemente da idade, condição ou aspectos geográficos. Ao pensarmos nas pequenas cidades, aquelas que frequentemente têm menos de dez mil habitantes registrados, não há salas de cinema disponíveis e muitas pessoas nunca nem mesmo assistiram a um filme nas grandes telas, por que isso ocorre? Seria o cinema um direito apenas das grandes metrópoles? Sabemos que não, então qual seria a justificativa? No caso de pessoas com necessidades especiais, como surdos, por exemplo, apenas filmes com legenda são o suficiente para transmitir toda a ideia do enredo? E no que diz respeito às pessoas cegas, apenas o áudio é o bastante? É possível termos compreensão completa da história e da mensagem de um filme ao somente lermos ou ouvirmos as falas? Com relação à acessibilidade, há ainda mais um ponto relevante que poderia constar em sua redação: pessoas com qualquer dificuldade com relação à mobilidade (cadeirantes, usuários de muletas, bengalas ou andadores) conseguem frequentar um espaço que usualmente é construído no formato de degraus? É possível imaginar que, para essas pessoas, há a primeira fileira, mas a experiência é exatamente a mesma na primeira e na última fileira da sala de cinema? Cidadãos portadores de autismo também poderiam integrar seus argumentos. Uma criança ou adulto autista, diante das últimas tecnologias sonoras, com capacidade de até mesmo fazer tremer a estrutura física das salas, suportaria uma sessão completa sem uma possível crise? Na contrapartida, diminuir o nível de som das salas de cinema não afetaria todos os outros espectadores que não carregam necessidades especiais? Como então isso seria democrático? De toda a produção cinematográfica mundial, apenas alguns filmes (frequentemente americanos ou britânicos) são disponibilizados nos cinemas brasileiros, tudo isso pensando na possibilidade de grande bilheteria, o que gera lucro tanto para as redes de cinema quanto para as produtoras em si. Discutimos acima que o cinema é uma forma de contato com o mundo e sua cultura, mas se temos acesso a apenas uma fonte de produção, não estamos sendo lesados em nosso direito sem nem ao menos termos real consciência? Por que outras pessoas têm escolhido o que nós assistimos? E com quais critérios? As plataformas de streaming disponibilizadas atualmente impactam de alguma maneira o acesso ao cinema e a produção cinematográfica como um todo? De que forma? Como as grandes redes de salas de cinema, como Cinemark e PlayArte, com suas experiências nada pessoais e democráticas, podem continuar sendo relevantes para a sociedade? E, claro, não poderíamos deixar de abordar o quesito valor de ingresso, argumento que certamente deve ter integrado uma grande parte das redações de 2019. Em grandes cidades, o ingresso (sem nenhum tipo de desconto ou benefício) chega a custar uma média de R$30,00 aos finais de semana. Considerando o salário mínimo atual de R$998,00 e o valor da cesta básica, com base em pesquisa realizada pela DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em 18 estados, de R$482,40, em São Paulo (estado com valor médio mais alto) e de R$362,93 em Salvador (menor valor médio), o preço de R$30,00 faz sentido? É coerente pensar que uma entrada de cinema custe o mesmo que 10 quilos de arroz? Vejam como o tema abre um leque incrível de possibilidades de discussão, desde a mais óbvia até a mais aprofundada. Além da discussão, as propostas de intervenção também são várias e passam muito além do clássico “o governo deveria baixar o valor do ingresso e abrir mais salas de cinema em todo o país”. Com relação ao barateamento dos ingressos, quais financiamentos podem ser feitos a fim de baixar o preço final? Há possibilidades de parcerias? De que tipo? Escolas públicas, por exemplo, podem exibir aos finais de semana filmes? O que diz a lei a respeito desse tipo de exibição? Já sobre a acessibilidade, criar sessões específicas e especiais (como a Cine Materna, por exemplo, que permite que as mamães frequentem o cinema com seus bebês), com ajustes de som e espaço é uma boa ideia? Qual outra forma de tornar o cinema acessível para todos? Como essas sessões específicas impactariam o lucro das redes? Seria adequado e viável financeiramente? Por fim, que outros espaços, além dos tradicionais, podem ser utilizados para que pessoas ao redor do país inteiro tenham uma experiência cinematográfica?
TEXTO 1: Foi publicada no DOU de 18 de março, em edição extra, a lei 13.812/19, que institui a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. A nova norma também cria o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, que será composto de informações públicas e sigilosas para fins da identificação da pessoa desaparecida. De acordo com a lei, os órgãos que participarão da política nacional serão os órgãos de segurança pública; de Direitos Humanos e de Defesa da Cidadania; os institutos de identificação, de medicina legal e de criminalística; Ministério Público; a Defensoria Pública; a Assistência Social; os conselhos de direitos com foco em segmentos populacionais vulneráveis e os Conselhos Tutelares. Sobre o cadastro, ele será composto de informações públicas, de livre acesso por meio da internet, banco de informações sigilosas, destinado aos órgãos de segurança pública, e também um banco de informações sobre dados genéticos e não genéticos das pessoas desaparecidas e de seus familiares. Também está prevista na lei a elaboração de um relatório anual com as estatísticas acerca dos desaparecimentos, em que deverão constar número total de pessoas desaparecidas; número de crianças e adolescentes desaparecidos; quantidade de casos solucionados e causas dos desaparecimentos solucionados. Reformulação O Brasil já dispõe de um cadastro, inicialmente destinado a crianças e adolescentes desaparecidos, previsto na lei 12.127/09. Coordenado pelo Ministério da Justiça, hoje também inclui adultos. De acordo com a relatora do PL da novel legislação, Eliziane Gama, os dados não são suficientes para a investigação, além de outras falhas. Agora pela lei, hospitais, clínicas e albergues, sejam públicos ou privados, devem informar às autoridades o ingresso ou cadastro em suas dependências de pessoas sem a devida identificação. Para ajudar na localização, o governo poderá promover convênios com emissoras de rádio e televisão para a transmissão de alertas urgentes de desaparecimento. Fonte: https://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI298389,21048-Lei+cria+politica+nacional+para+busca+de+desaparecidos TEXTO 2: Em 2017, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados em todo o Brasil 82.684 desaparecimentos, aumento considerável se comparado a 2016, que registrou 71.796 casos de pessoas desaparecidas. São 226 desaparecimentos por dia. Somente no estado de São Paulo, em 2018, foram registrados 24.368 desaparecimentos, de acordo com o Ministério Público do Estado (MP-SP). Desse total, 215 eram crianças de 0 a 7 anos, 1.035 eram crianças de 8 a 12 anos e 7.255 eram adolescentes. Isso representa 8.505 crianças e adolescentes – um terço do total de desaparecidos no estado. Os desaparecimentos são classificados de três formas: voluntário (fuga do lar devido a desentendimentos familiares, violência doméstica ou outras formas de abuso dentro de casa), involuntário (afastamento do cotidiano por um evento sobre o qual não se possui controle, como acidentes ou desastres naturais) e forçado (sequestros realizados por civis ou agentes de Estados autoritários). O desaparecimento forçado é o mais assustador para as famílias. Redes de pedofilia, tráfico de órgãos, prostituição e escravidão moderna estão entre os motivos para um desaparecimento forçado. Infelizmente, o Brasil está bem atrasado em políticas públicas para evitar que mais crianças desapareçam. Nem todos os estados disponibilizam dados sobre desaparecimentos com divisão por faixa etária e não existe um dado oficial sobre quantas crianças e adolescentes desaparecem por ano em todo o Brasil. Fonte: https://observatorio3setor.org.br/noticias/perigo-ignorado-226-pessoas-desaparecem-por-dia-no-brasil/ TEXTO 3: Fonte: Diego novaes A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desaparecimento de pessoas no Brasil”. Leia também: Tema de redação: Crianças em situação de rua no Brasil Tema de Redação: Saúde mental no século XXI Tema de Redação: Saneamento básico no Brasil Tema de Redação: Doação de Órgãos no Brasil Tema de Redação: Assédio por intrusão (stalking) Tema de Redação: Demarcação de terras e impactos na cultura indígena

E aí, pessoal, como estão os corações a pouquíssimos dias da prova? Com certeza, batendo mais forte ainda, certo? Esse é o momento de juntarmos tudo o que estudamos ao longo dos meses de preparo e simplesmente arrasarmos no ENEM. Trouxemos ENEM 2019 – 15 assuntos de atualidades para se conhecer! Sabemos que as provas desse teste são formuladas logo no início do ano, mas há vários assuntos bem atuais que podem nos auxiliar a responder às questões ou até mesmo a desenvolver a redação. Por isso, vamos dar uma olhadinha no que não pode passar em branco? 1- Polarização política no Brasil e no mundo Desde as últimas eleições presidenciais, a polarização política ficou mais evidente, entretanto, os embates entre a esquerda e a direita extremistas não são novidade tanto em nosso país quanto em países internacionais. Conhecer melhor sobre esse fenômeno pode te ajudar a responder com mais propriedade às questões de história e, claro, atualidades. A depender do tema da redação, é possível até mesmo usar o fato como argumento ao longo do seu desenvolvimento, apenas tome cuidado para não se posicionar dentro do texto. 2- Nova previdência Em discussão já há alguns anos e em vias de se tornar realidade, as propostas relacionadas à nova previdência carregam uma série de pontos a serem levantados, tanto sob o ponto de vista positivo quanto sob o ponto de vista negativo. Fato é que muito do que se discute hoje com relação a se criar novas leis a fim de garantir a aposentadoria de todos está intimamente ligado à crescente corrupção política, por conta disso, os dois assuntos andam de mãos dadas. Na redação, há várias alternativas e caminhos para se incluir a nova previdência, desde os reflexos da corrupção até mesmo o aumento da expectativa de vida na população brasileira. 3- Imigração no Brasil Conflitos mundiais desencadearam uma série de fugas (em especial no continente africano e Oriente Médio) para países europeus e também para o Brasil. Desde 2011, nosso país tem recebido pessoas de diversas origens e tentado criar situações minimamente dignas para que elas vivam aqui. Se por um lado discutem-se aspectos ligados à obrigatoriedade de fazer valer a humanidade, por outro é cabível pensar: Um país que não oferece boas condições de vida para seus próprios filhos tem condição de receber uma população ainda maior? Quais são os impactos diretos na educação, saúde, empregabilidade, inflação, mobilidade urbana, segurança e moradia? Como é possível notar, a imigração para o Brasil pode render muitas linhas de argumentação na sua produção textual. 5- Escola sem partido Uma escola neutra, sem tendenciosidade política, sem extremismos e doutrinação é o que propõe o que conhecemos como escola sem partido, mais uma temática polêmica e que dá aquele pequeno pano para manga. Educadores e cientistas políticos nos fornecem duas visões interessantes, mas opostas: a primeira é a de que a escola deve ser realmente neutra, cabendo à família e ao indivíduo o encaminhamento político dos alunos, já a segunda considera que a escola, enquanto espaço de discussão e pluralidade de ideias, deve sim tratar de temas especificamente políticos, apresentando variadas concepções. E você, o que pensa sobre isso? Escola neutra ou com discussão política? Quais são os benefícios e os prejuízos de cada uma das posições? E por quê? 7- Educação domiciliar Também conhecida internacionalmente como homeschooling, já há alguns anos discute-se o projeto de lei que visa à autorização da educação domiciliar. Pouco se sabe ainda sobre os pormenores do projeto, mas essencialmente a ideia é de que os pais tenham direito a escolher se seus filhos serão ensinados na escola tradicional ou na própria casa, com o auxílio de tutores. Basicamente, a intenção inicial é que, com a vigência da educação domiciliar, todos tenham acesso à educação, mesmo em áreas rurais onde não há escolas por perto. Por não sabermos qual é a ideia exata de funcionamento do projeto, é bastante complicado promovermos uma discussão de qualidade e com argumentos consistentes, sendo assim, mantenha ainda posições moderadas a respeito. 8- Questão indígena Desde o início do governo do atual presidente, a questão indígena voltou a figurar as discussões no país. Isso se deu por conta da retirada da FUNAI do Ministério da Justiça, passando a fazer parte do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, sendo assim, o Ministério da Justiça não é mais o órgão competente por demarcar e proteger terras indígenas. A principal questão aqui é a seguinte: Com a mudança de ministérios, é possível dizer que a exploração territorial, mineral e agrícola aumentará nos territórios indígenas? Por quê? 9- Crise econômica Um tema que traz vários subtemas com ele, dentre eles o empobrecimento da população, a empregabilidade e o desemprego, a diminuição do poder de compra da nação, a má distribuição de renda e a ameaça à segurança. Como a crise econômica tem se acentuado já há alguns anos, seja nas questões ou seja na redação o assunto deve aparecer no ENEM 2019. 10- Incêndio em patrimônios culturais Em setembro de 2018, tivemos o devastador incêndio no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Em abril de 2019, o telhado da catedral de Notre-Dame, em Paris, foi destruído, também tomado por fogo. Tais perdas chamam nossa atenção para a conclusão: Por que patrimônios culturais de tão grande importância têm tido seu cuidado deixado em segundo plano? É muito interessante também que você avalie qual é a relevância dos patrimônios culturais com relação à preservação das características de um povo e à educação das futuras gerações. 11- Coreia do Norte e seu programa nuclear Parece realmente um assunto muito distante de nós, mas a ameaça da Coreia do Norte com seu programa nuclear é um fator que pode impactar o mundo todo, ocasionando até mesmo uma nova guerra mundial. Você pode imaginar o impacto de uma guerra mundial no mundo moderno? 12- Atentados terroristas Mais uma

Você já ouviu falar de jornalismo contemporâneo? Ele está cada vez mais presente e pode cair no tema de redação do Enem, vestibulares e concursos. Confira os textos motivadores! Texto 1: Há quem defenda que 2018 seja lembrado como o ano em que as mídias sociais viraram a chave e enfrentaram, com vantagem, as tradicionais plataformas de comunicação: rádio, TV e jornal. Os resultados das eleições, definitivamente, ligaram a luz vermelha. O horário político na televisão costumava ter relevância ao ponto de definir alianças entre partidos. Mas o que se viu, em 2018, foi que o vencedor do pleito presidencial optou pelo uso do WhatsApp e colheu o melhor resultado. O sentimento que mobilizou as pessoas durante o ano foi o desejo de interagir e contribuir com opinião, mesmo que não fosse a sua, mas algo que ratificasse a sua linha de pensamento e justificasse a preferência por determinado candidato. E pouca gente escapou de compartilhar, nas redes sociais, as chamadas Fake News. Com as novas regras ou a falta delas, muitos que se intitulam influenciadores digitais ignoram os princípios básicos que regem a prática do Jornalismo, o qual prevê a checagem das informações e a necessidade de ouvir as diferentes versões do fato em questão. A Internet, que democratizou o acesso a conteúdos remotos, também dá poderes a pessoas com certo carisma, mas nem sempre com conhecimento e com as técnicas apropriadas para divulgar uma notícia verdadeira. Mais do que nunca, o papel das faculdades de Jornalismo e a atuação do profissional de imprensa tornaram-se fundamentais. A expectativa é de que, passada a primeira fase em que a maioria das pessoas quer experimentar o papel de ‘noticiarista’, a sociedade possa reconhecer que dar uma notícia é um trabalho que tem uma certa complexidade. Contar uma experiência ou manifestar a opinião é o direito de todos, mas só será notícia se afetar a vida de muitas pessoas. Ouvinte, leitor, telespectador e internautas têm a importante missão de exigir qualidade no produto que lhe entrega e nunca abrir mão de comparar mais de uma fonte noticiosa. Assim como se faz quando se desconfia de um prognostico médico. Fonte: https://coletiva.net/artigos/desafios-do-jornalismo-na-era-digital,288481.jhtml Texto 2: O Papa Francisco assinalou na segunda-feira os desafios do jornalismo na era digital, durante a audiência concedida à União Católica da Imprensa Italiana na Sala Clementina do Palácio Apostólico. “Na era da internet, a tarefa do jornalista é identificar as fontes críveis, contextualizá-las, interpretá-las e hierarquizá-las”, indicou o Santo Padre, que deu como exemplo que, quando “uma pessoa morre de frio na rua, não vira notícia, mas se caem dois pontos na Bolsa de valores todas as agências falam disso. Há algo que não funciona”. Nesse sentido, o Pontífice incentivou os membros da União Católica da Imprensa Italiana a “ser voz da consciência de um jornalismo capaz de distinguir o bem do mal, as escolhas humanas das desumanas. Porque hoje existe uma confusão que não se distingue, e vocês precisam ajudar para que não seja assim”. “O jornalista, que é o cronista da história, é chamado a reconstruir a memória dos fatos, a trabalhar pela coesão social, a dizer a verdade a todo custo: há também uma parresia – ou seja, um valor – do jornalista, sempre respeitosa e não arrogante”, assinalou. O Papa Francisco disse que “isso também significa ser livre diante do público: falar em um estilo evangélico: ‘sim, sim’, ‘não, não’, porque o resto vem do maligno”. Assinalou que “a comunicação precisa de palavras verdadeiras no meio de tantas palavras vazias. Nisso vocês têm uma grande responsabilidade: as suas palavras contam o mundo e o modelam, as suas histórias podem gerar espaços de liberdade ou de escravidão, de responsabilidade ou dependência do poder”. Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-assinala-os-desafios-do-jornalismo-na-era-digital-68313 A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios do jornalismo contemporâneo”. Leia também: Tema de redação: Redes Sociais e o novo conceito de felicidade Tema de Redação: Desafios da alfabetização tecnológica para os idosos Tema de redação: Tecnologia une ou separa as diferentes classes sociais? Tema de redação: O reflexo da tecnologia no mercado de trabalho e as novas profissões Tema de Redação: Lixo eletrônico e impactos socioambientais

Texto 1: O depósito irregular de lixo é um problema que afeta o mundo todo. Quem sofre mais, no entanto, são os países em desenvolvimento. Alvo dos restos das grandes nações desenvolvidas, precisam lidar com um problema que não é seu e que, além de tudo, é ilegal. Mais recentemente esses países têm lidado com um acúmulo específico de lixo: o lixo eletrônico, também chamado de e-lixo. Baterias, celulares, e computadores quebrados e inúmeros produtos tóxicos estão invadindo territórios por vias ilegais, causando problemas ambientais e diplomáticos. Esse problema ambiental cresceu muito nas últimas décadas. Pegamos como exemplo o continente africano. Há muitos países da África que possuem tecnologia de captação dos raios solares para gerar energia para casas mais pobres. O problema é que eventualmente as placas solares caem em desuso. Ao estragarem, somam-se aos milhares de computadores e de aparelhos celulares. Ficam em depósitos, irregularmente descartados nas ruas, causando um impacto ambiental absurdo. No Japão, por outro lado, a situação é oposta a do continente africano. Um dos maiores produtores de tecnologia avançada do mundo são responsáveis também pela maior taxa de reciclagem desse tipo de produto: cerca de 90%. Na Europa há uma divisão na balança do cuidado com o lixo eletrônico. Quanto mais ao Norte, da Alemanha para os países nórdicos, maior é a taxa de reciclagem desse tipo de lixo. Ao sul, em países mais pobres do continente europeu, o cenário é parecido com o de países emergentes. Os Estados Unidos têm uma boa política de descarte de lixo eletrônico. O problema é não haver locais preparados para fazer a reciclagem desse lixo. A solução encontrada foi enviar todas as milhares de toneladas desse lixo para a China. Os custos são altíssimos, e a relação entre estadunidenses e chineses está a cada mês mais abalada. Vincent Yu, chinês que trabalha na empresa Fortune Sky USA, uma das denunciadas por enviar toneladas de e-lixo para a China, se defendeu ao jornal estadunidense Boston Globe afirmando que tudo foi um engano. “Achávamos que estavámos exportando computadores de segunda mão, e não monitores e televisores velhos”, disse. A mesma empresa já foi flagrada exportando computadores e outros componentes velhos para Malásia, Vietnã e outros países asiáticos. Os chineses estão bastante cansados de receber o lixo norte-americano. Como consequência, estão recusando os eletrônicos dos Estados Unidos ou aumentando os preços para fazer o serviço. Isso causa está causando uma crise grave em todo o planeta, que a médio e a longo prazo terá efeitos muito negativos no meio ambiente. A crise do lixo eletrônico cria também a necessidade de falarmos sobre o colonialismo tóxico. Essa expressão define bem a relação que se estabelece entre países desenvolvidos, principalmente os que um dia foram colonizadores, e seus colonizados. A ideia ou a atitude de enviar lixo para um país menos desenvolvido, seja legal ou ilegalmente, é bastante danosa. Do ponto de vista político e democrático, evidentemente, é uma forma de manter vínculos colonialistas entre duas nações independentes. Fonte: https://www.acordacidade.com.br/noticias/213625/a-guerra-mundial-pelos-descartes-de-lixo-eletrnico.html?mobile=true Texto 2: O lixo eletrônico pode causar câncer e uma série de doenças devido a predominância dos metais pesados. O professor de Engenharia Ambiental Marco Antonio Cismeiro Bumba alerta para problemas causados pelo descarte incorreto desse tipo de resíduo. “A maioria dos metais pesados tende a causar tumores. Eles são bioacumulativos (entram no corpo e se acumulam)”, explica. Segundo Bumba, além dos metais pesados, outros materiais presentes no lixo eletrônico podem causar doenças. O alumínio é outro exemplo, porque se acumula no cérebro. A contaminação do solo e dos rios também é agravada pelo descarte irregular de lixo eletrônico. “Quando você descarta um celular no lixo, é descartado plástico que vai para o meio ambiente e circuitos com metais que acabam contaminando o solo do lixão”, aponta o professor. “Temos uma grande quantidade deles nos rios. Podem atingir lençóis subterrâneos que abastecem os rios”. Uma pesquisa de 2017 da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que o Brasil é o sétimo maior produtor de lixo eletrônico no mundo. Ao todo, o país gera 1,5 milhão de toneladas por ano. Francisco Antonio Nogueira da Silva, supervisor operacional do Projeto Lixo Eletrônico da fundação Settaport, chama atenção para a falta de conscientização em relação ao descarte. “Há pouco tempo, as pessoas não separavam, porque misturavam todos os tipos de lixo. Acham que pode por lixo eletrônico junto com comida. Esse lixo pode causar câncer e pode afetar o meio ambiente, pode afetar a saúde. O pessoal não entende isso”, aponta Nogueira. Fonte: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/educacao/noticia/2019/06/15/descarte-incorreto-de-lixo-eletronico-traz-risco-de-cancer-e-problemas-ambientais.ghtml Texto 3: Fonte: Sponholz Texto 4: Fonte:hnbernardes A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Lixo eletrônico e impactos socioambientais”. Leia também: Redação ENEM: análise dos 10 últimos temas cobrados na prova Tema de redação: HIV na terceira idade Tema de redação: Trabalho escravo em discussão no Brasil Tema de redação: Jornada de trabalho no Brasil Tema de redação: As dificuldades da inserção de jovens no mercado de trabalho Tema de redação: Trabalho infantil no Brasil Dados confiáveis para usar nas redações
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