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Como a sua redação não é Grey’s Anatomy ou Supernatural, que parecem que não acabam nunca, você precisa dar um fim pra ela. A gente sabe que encerrar coisas nem sempre é fácil, mas vamos te ensinar a passar por esse momento difícil com tranquilidade. Tá bom, chega de repetir a fala dos nossos terapeutas e vamos falar do que interessa: conclusão. Tão comum quanto ouvirmos “eu não sei como começar” é ouvirmos “eu não sei como terminar”. Por isso, mais uma vez, a gente tá aqui pra te mostrar que, assim como no planejamento, na introdução e no desenvolvimento, é tudo uma questão de técnica. Tá, ok, apenas dizer que ‘é questão de técnica” não te tranquiliza muito, né? Mas, como aqui, no Redação Online, a gente mata a cobra e mostra o pau (desculpem, às vezes baixa o tiozão do pavê na gente), vamos provar pra você que é bem desse jeitinho, mesmo. Se liga: 1) Saiba com o que você está lidando Tá aí um conselho que serve pra tudo na vida, mas vamos focar na redação. Você toma remédio pra dor de barriga na esperança de se curar de um resfriado? Não dá, bebê. Então, fique ligado: para fazer uma boa conclusão, é preciso saber de que tipo de dissertação e de que tipo de tema estamos falando. Podemos imaginar a sua carinha lendo isso: O que acontece é o seguinte: há bancas que constroem propostas de redações pautadas em temas bem objetivos e geralmente de cunho social, como a banca do ENEM, por exemplo. No entanto, também podemos encontrar bancas que fazem propostas compostas por temas subjetivos, como a banca da UFRGS, que já propôs redação sobre a importância da amizade. E que diferença isso faz na hora de construir a conclusão? Toda. Afinal, conclusões de redações de temas objetivos requerem soluções para um determinado problema, enquanto, nas redações de temas subjetivos, dificilmente vai ser possível fazer isso. Ou até rola fazer, mas de um jeito bem mais raso. E tá tudo bem, certo? Se você, de antemão, conhecer o perfil da banca e estudar as provas anteriores, não tem crise, afinal, já vai saber o que te espera e vai se preparar adequadamente. Além disso, a gente não pode se esquecer de um detalhe: a redação do ENEM tem aquela conclusão diferentona, com a tal proposta de intervenção. Tá bom, a gente sabe que ela não precisa estar necessariamente na conclusão, mas, para uma melhor organização textual, a gente te indica que a coloque lá. Mais do que isso: a gente te ensina a fazer uma boa proposta. 2) A famigerada proposta de intervenção do ENEM Não adianta fazer cara feia pra proposta de intervenção. O jeito é arregaçar as mangas e entender como funciona a danadinha. Mas, para acalmar o seu coração, vamos te dizer uma coisa: seu desconforto com a competência 5 é natural, afinal, a matriz de referência não é lá muito clara sobre o que se espera, e, na escola, não foi assim que nos ensinaram a fazer conclusão. Mas bora lá desvendar os mistérios dessa competência com a gente. Antes de mais nada, é preciso que se reconheça que o ENEM, desde sua criação, propõe temas socais para a sua redação, visando promover discussões e reflexões importantes acerca do país e do mundo. E a competência V nada mais é do que o ponto principal dessa característica particular do exame, visto que ela exige que o aluno reflita sobre o problema apontado e construa uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos e que promova uma mudança efetiva na realidade. Resumidamente, a gente costuma dizer que, para entendê-la, imagine que seu chefe pediu a resolução de um problema e ela precisa estar prontinha para executar, sem faltar nenhum detalhe. Dessa forma, não basta apenas sugerir, na conclusão, que “precisamos mudar essa situação” (essa é clássica, não? Hehehe), uma vez que se trata de uma sugestão muito vaga. Vamos, então, para a pergunta que não quer calar: como faz? 3) Botando a mão na massa Bem, vamos por partes: Em primeiro lugar, a gente não pode esquecer que, assim como as outras partes do texto, a conclusão também exige uma organização específica. Então, para que ela fique lindona, é importante sempre lembrar que ela deve ser construída em um parágrafo só e ter a seguinte estrutura: conexão (escolha um conectivo conclusivo bacaninha) + reafirmação da tese (ó, ela aqui outra vez) + solução do problema relacionado à tese. Além disso, sendo no ENEM ou não, jamais cometa o erro de inserir informações novas na sua conclusão. Lembre-se que ela está ali para concluir o que já foi dito. Então, eu sei que você não aguenta mais ler a gente falando sobre planejamento de texto, mas olha ele aqui outra vez: planejar a redação evita que você cometa o erro acima, pois a construção do texto vai ser baseada em um roteiro que você já fez, e não no seu fluxo de ideias. Para ganhar aqueles 200 pontos marotos na competência V, você precisa trazer, na sua conclusão, 5 elementos: Ação (o que faz?), agente (quem faz?), modo/meio (como faz?), efeito ou objetivo pretendido (para quê?) e detalhamento de um dos elementos acima Viu como tem que ser algo bem completinho? A falta de um desses elementos faz com que você não atinja a pontuação máxima, então, a gente tá aqui pra evitar que isso aconteça e te mostrar uns exemplos lindões. Espia: “Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova palestras, apresentações artísticas e atividades lúdicas a respeito do cotidiano e dos direitos dos surdos, – uma vez que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador – a fim de que a comunidade escolar e a sociedade no geral – por conseguinte – conscientizem-se. Desse modo, a realidade distanciar-se-á do mito grego e os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.”

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o Tema de Redação ENEM (2009): O indivíduo frente à ética nacional, apresentando proposta de ação social, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione coerentemente argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista. Charge de Millôr Fernandes no Enem 2009 (Foto: Reprodução/Enem) Andamos demais acomodados, todo mundo reclamando em voz baixa como se fosse errado indignar-se. Sem ufanismo, porque dele estou cansada, sem dizer que este é um país rico, de gente boa e cordata, com natureza (a que sobrou) belíssima e generosa, sem fantasiar nem botar óculos cor-de-rosa, que o momento não permite, eu me pergunto o que anda acontecendo com a gente. Tenho medo disso que nos tornamos ou em que estamos nos transformando, achando bonita a ignorância eloquente, engraçado o cinismo bem-vestido, interessante o banditismo arrojado, normal o abismo em cuja beira nos equilibramos – não malabaristas, mais palhaços. LUFT, L. Ponto de vista. Veja. Ed. 1988, 27 dez 2006 (adaptado) Qual é o efeito em nós do “eles são todos corruptos”? As denúncias que assolam nosso cotidiano podem dar lugar a uma vontade de transformar o mundo só se nossa indignação não afetar o mundo inteiro. “Eles são TODOS corruptos” é um pensamento que serve apenas para “confirmar” a “integridade” de quem se indigna. O lugar-comum sobre a corrupção generalizada não é uma armadilha para os corruptos: eles continuam iguais e livres, enquanto, fechados em casa, festejamos nossa esplendorosa retidão. O dito lugar-comum é uma armadilha que amarra e imobiliza os mesmos que denunciam a imperfeição do mundo inteiro. CALLIGARIS, C. A armadilha da corrupção. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br (adaptado) Instruções: – Seu texto tem de ser escrito à tinta, na folha própria. – Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema. – O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado texto em branco. – O texto deve ter, no máximo, 30 linhas. – O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado. Com o Tema de Redação ENEM (2009): O indivíduo frente à ética nacional.

O tema de redação “A questão da água no Brasil” aborda um assunto de extrema importância e urgência, uma vez que o acesso à água potável é essencial para a sobrevivência e qualidade de vida das pessoas. No contexto brasileiro, a questão da água envolve uma série de desafios e demanda ações efetivas para garantir a disponibilidade e o uso sustentável desse recurso natural. Confira abaixo textos motivadores sobre o tema: Texto 1 sobre a questão da água no Brasil “[…]a ONU – Organização das Nações Unidas, lançou o Relatório Global sobre Desenvolvimento e Água 2014. O documento prevê que, em 2030, haverá necessidade de se aumentar em 35% a produção de alimentos, 40% a mais de água e 50% a mais de energia, todos interligados e interdependentes. Para isso, segundo o estudo, são necessárias a urgente adoção de políticas e marcos regulatórios capazes de reconhecer como prioridades absolutas as áreas de água e energia. Outros dados bastantes críticos divulgados no relatório da ONU dão conta de que 768 milhões de pessoas não tem acesso à água tratada e 2,5 bilhões vivem em condições sanitárias inadequadas. “ Fonte: carta capital – todo dia é dia da água apesar das constantes negações Texto 2 “’Dos 172 conflitos registrados no Brasil em 2016, segundo a CPT, 58 foram em Minas, dos quais 54 motivados pelo “rompimento da barragem da Samarco/Vale/BHP Billiton’, diz o relatório. ‘Cada comunidade afetada gerou um conflito’, explica o coordenador da CPT em Minas, Edivaldo Ferreira Lopes.A pesquisa ‘Conflitos pela Água’ registra problemas não apenas em Mariana, mas em toda a calha do rio Doce em Minas e no Espírito Santo, onde as brigas aumentaram 240% depois do rompimento. ‘A tragédia foi em 2015 e os conflitos continuaram em 2016, afetando comunidades inteiras que ficaram sem água até para beber. Tirou o sustento de muita gente, como dos pescadores’, conta Lopes.Segundo ele, 93% dos conflitos em Minas envolvem mineração. As hidrelétricas respondem praticamente sozinhas pelos outros 7% registrados. Lopes explica que outros motivos, como brigas com fazendeiros, existem, mas raramente são registrados por atingirem menos pessoas.Sem contar a barragem de Fundão, o maior conflito registrado neste ano no Estado foi em Turmalina, no Alto Jequitinhonha, envolvendo comunidades rurais e a siderúrgica Aperam BioEnergia, que produz eucalipto para carvão. A empresa teria enterrado defensivos tóxicos próximo a uma nascente e análises comprovaram a contaminação do solo, segundo a CPT. A empresa disse ter analisado a água e afirma que não há indícios de contaminação. Fonte: otempo – conflitos por água disparam depois de tragédia de mariana Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como tema: A questão da água no Brasil.

Você já tá bem sabidinho e já sabe que tem que planejar o seu texto e também já sabe como fazer uma introdução de arrasar. Agora, chegou a hora de aprender a se defender. Nossa, como assim se defender??? Sim, bebê, a gente quer que você seja o Super Saiyajin da redação. Venha ver Redação por partes: Desenvolvimento. Lembra que a gente combinou que, na sua redação, você precisa ter uma tese? (Se ainda tá meio perdido com isso, espia aqui) E que tese é uma palavra mais chique para dizer opinião? Então, agora chegou a hora de você defender aquilo que você acredita. Parece discurso de livro de autoajuda, mas é de redação que a gente tá falando, mesmo. Simplesmente porque é no desenvolvimento que, como o nome já diz, você desenvolve e defende as ideias que sustentam a sua redação. Parece difícil? Mas não é, não. A gente vai ser legal (como sempre hehehe) e dar algumas dicas bem bacanas. Não tem surpresa, afinal, você já planejou o seu texto Se você planejou o seu texto e chegou até aqui, não tem mistério, pois seus argumentos já foram planejados e, inclusive, já foram citados na introdução. Então, não se descabele porque, nesse momento, tudo o que você tem a fazer é desenvolver uma ideia que já está prontinha na sua cabeça. Caso você não saiba de que planejamento estamos falando, volte duas casas e leia nosso texto sobre isso. E, a partir de hoje, jure juradinho que irá incluir o planejamento da redação em todas as suas produções textuais, tá bem? É um argumento por parágrafo de desenvolvimento, e não 5 Tá vendo porque é importante planejar? Tá, o texto não é sobre planejamento, mas fica difícil falar de um bom desenvolvimento sem relembrar sobre o quanto é importante pensar no texto inteiro antes de começar a produzi-lo, simplesmente porque, se você deixar as ideias correrem soltas, vai dar treta. Então, coloque uma coisa na sua cabecinha: mais valem 2 argumentos bem desenvolvidos, um em cada parágrafo de desenvolvimento, do que uns 5 argumentos rasos. Até rola um terceiro parágrafo de desenvolvimento e, consequentemente, um terceiro argumento. mas não mais do que isso. É impossível se aprofundar e defender um monte de argumento em um número tão limitado de linhas. Não é por acaso que a gente faz textão no facebook quando quer ganhar uma discussão. Não se esqueça que parágrafos são minitextos dentro da sua redação Você tem bons argumentos, mas trava na hora de colocá-los no papel? Tem problema, não. A gente te ajuda. O primeiro passo para construir um bom argumento, completo e bem organizado, é sempre lembrar que um parágrafo é uma redação em miniatura dentro dessa grande coisa que é a sua redação. Isso significa que ele precisa ter 3 coisas: introdução, que, na verdade, é o tópico frasal, desenvolvimento e conclusão. “Aiii, como assim tópico frasal???” Se você não lembra o que é isso, temos um vídeo pra te ajudar E já adiantamos que se trata, resumidamente, da ideia central do seu parágrafo. Tá bom, a gente sabe que com um exemplo fica mais fácil. Espia este parágrafo de desenvolvimento: “Algo que contribui para o enraizamento da noção de inferioridade da mulher na mente dos brasileiros e, portanto, para a persistência de tal violência é a representação feminina na mídia. Mesmo em 2015, comerciais de cerveja, por exemplo, reduzem a figura das brasileiras a objetos sexuais, cujo único objetivo é servir os homens. Ao mesmo tempo, propagandas de produtos de limpeza a ainda existente relação aparentemente natural entre a mulher e a cozinha, sendo o marido o único capaz de trabalhar na sociedade e sustentar a família. Assim, a diferenciação entre gêneros torna-se quase inconsciente, o que acaba servindo como justificativa para que os números de mulheres agredidas não sejam levados tão a sério.” Quer saber quem é quem? Olha: Tópico frasal: “Algo que contribui para o enraizamento da noção de inferioridade da mulher na mente dos brasileiros e, portanto, para a persistência de tal violência é a representação feminina na mídia.” Percebe que, com uma frase, a autora do texto deixou bem claro que o argumento dela se refere à forma como a mídia mostra a mulher? Depois, ela vai desenvolver a ideia. Confere: Desenvolvimento: “Mesmo em 2015, comerciais de cerveja, por exemplo, reduzem a figura das brasileiras a objetos sexuais, cujo único objetivo é servir os homens. Ao mesmo tempo, propagandas de produtos de limpeza a ainda existente relação aparentemente natural entre a mulher e a cozinha, sendo o marido o único capaz de trabalhar na sociedade e sustentar a família.” A estratégia de desenvolvimento escolhida por ela foi a exemplificação. Vamos falar sobre estratégias argumentativas já já. Conclusão: “Assim, a diferenciação entre gêneros torna-se quase inconsciente, o que acaba servindo como justificativa para que os números de mulheres agredidas não sejam levados tão a sério.” Pronto, fechou a ideia. Não fica lindo, gente? Fica. Então, daqui pra frente, prometa que vai se esforçar para construir parágrafos, sejam eles de desenvolvimento ou não, super organizadinhos, com um argumento só, bem desenvolvido, e com uma estrutura bacaninha. Não vá pra guerra sem uma tática Já viu alguém ir pra guerra sem uma tática? Não dá, gente. Assim como foi preciso escolher um tipo de introdução, também vai ser preciso optar por uma estratégia na hora de fazer o seu desenvolvimento. A tal da estratégia argumentativa. E, de novo, a gente não vai te dar um plano infalível, pois o Cebolinha tá aí pra nos mostrar que eles não costumam dar certo. Não decore receitinhas, conheça diferentes estratégias para, na hora H, se dar ao luxo de poder escolher uma, de acordo com aquilo que veio na sua cabeça no momento. Vamos ver algumas das várias táticas possíveis? Exemplo: Trazer um exemplo é sempre muito bom. E esse é o tipo de desenvolvimento que tá aí pra te mostrar que é possível defender sua opinião de forma efetiva sem precisar decorar

Leia os textos abaixo e faça uma redação sobre Tema de redação: Formas de combater as doenças sexualmente transmissíveis no Brasil. Texto I DST no Brasil As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são consideradas como um dos problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo. Em ambos os sexos, tornam o organismo mais vulnerável a outras doenças, inclusive a aids, além de terem relação com a mortalidade materna e infantil. No Brasil, as estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) de infecções de transmissão sexual na população sexualmente ativa, a cada ano, são Sífilis:100 000 Gonorreia: 541.800 Clamídia: 967.200 Herpes genital: 900 HPV: 400 Fonte: Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. Portal sobre aids, infecções sexualmente transmissíveis e hepatites virais Texto II Com cada vez mais jovens fazendo sexo de forma desprotegida, o número de ocorrências de doenças sexualmente transmissíveis tem aumentado consideravelmente no Brasil, na esteira do que já acontece no mundo. Segundo dados do Ministério da Saúde, apenas 56,6% dos brasileiros entre 15 e 24 anos usam camisinha com parceiros eventuais. A falta de prevenção no início da vida sexual vem preocupando o órgão, afirma Adele Schwartz Benzaken, diretora do Departamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais. “Nos últimos anos, temos observado que a população mais jovem está reduzindo o uso do preservativo”, diz ela à BBC Brasil. No Brasil, a epidemia de HIV/Aids é considerada estabilizada, mas vem avançando entre os mais jovens. Na última década, o índice de contágio mais que dobrou entre jovens de 15 a 19 anos, passando de 2,8 casos por 100 mil habitantes para 5,8 casos. Também aumentou na faixa etária entre 20 a 24 anos, chegando a 21,8 casos a cada 100 mil habitantes. […] As campanhas de prevenção miram, sobretudo, o alto número de pessoas no Brasil que têm HIV, mas ainda não sabem – aproximadamente 112 mil brasileiros – e os cerca de 260 mil que vivem com o vírus mas ainda não se tratam, aumentando o risco de propagação da doença. Apesar de o principal foco continuar sendo a prevenção de HIV/Aids, especialistas alertam para o risco de propagação de outras doenças, como HPV, herpes genital, gonorreia, hepatite B e C e, especialmente, sífilis. Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-39093771 Texto IV Fonte: https://jornalhorah.com.br/ministerio-da-saude-alerta-foliao-para-o-uso-da-camisinha-no-carnaval A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o Tema de redação: Formas de combater as doenças sexualmente transmissíveis no Brasil, apresentando proposta de solução, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Leia os textos abaixo e faça uma redação sobre Tema: Medidas para combater a prática de bullying e de ciberbullying na sociedade brasileira. Texto I A lei que obriga escolas e clubes a adotarem medidas de prevenção e combate ao bullying entrou em vigor nesta semana. O texto, publicado no “Diário Oficial da União” em 9 de novembro havia sido aprovado pela Câmara em outubro e enviado para a sanção presidencial. Pelo texto aprovado, bullying é definido como a prática de atos de violência física ou psíquica exercidos intencional e repetidamente por um indivíduo ou grupo contra uma ou mais pessoas com o objetivo de intimidar ou agredir, causando dor e angústia à vítima. O projeto determina que seja feita a capacitação de docentes e equipes pedagógicas para implementar ações de prevenção e solução do problema, assim como a orientação de pais e familiares para identificar vítimas e agressores. Também estabelece que sejam realizadas campanhas educativas e fornecida assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores. Segundo o texto, a punição dos agressores deve ser evitada “tanto quanto possível” em prol de alternativas que promovam a mudança de comportamento hostil. Fonte: g1 globo – lei que obriga escolas e clubes combaterem bullying entra em vigor Texto II Os altos índices de ciberbullying entre os jovens não é novidade. No entanto, um estudo publicado no Journal of Adolescent Health mostra que está crescendo o número de adolescentes que publicam ofensas anônimas nas redes sociais contra eles mesmos. Segundo informações do Daily Mail, o estudo, que entrevistou 5.593 alunos norte-americanos e britânicos com idades entre 12 e 17 anos, revela que 6% dos adolescentes admitem já ter cometido auto bullying digital através de contas falsas nas redes sociais. Dos 335 alunos que admitiram o auto ciberbullying, metade disse que fez isso somente uma vez, enquanto 35% disseram que o fizeram algumas vezes. Já 13% disseram que o fizeram várias vezes. A pesquisa também mostrou que muitos que tinham esse tipo de atitude estavam buscando respostas de encorajamento ou aprovação de outros usuários de redes sociais. […] Fonte: olhardigital – cresce-numero-de-jovens-que-praticam-ciberbullying-contra-eles-mesmos Texto III Fonte: g1.globo.com – cai-o-n-de-vitimas-de-nudes-vazadas-na-internet-do-brasil-em-2016-diz-ong A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o Tema: Medidas para combater a prática de bullying e de ciberbullying na sociedade brasileira, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista.

Olá, Aluninho! Agora você já sabe que, pra começar uma redação, não basta baixar a cabeça a escrever, pois é preciso se planejar, né? Como prometido, chegou a hora de pegar na sua mãozinha e te mostrar como fazer cada uma das partes dela. Obviamente, vamos começar pelo começo (faça isso na sua redação também, tá?) e falar da introdução. Não por acaso a foto que introduz esse texto é um tapete vermelho, justamente porque queremos que a sua introdução deite o tapete vermelho no chão pros seus argumentos passarem. Você já viu um atacante fodástico de um grande time de futebol que não sabe as regras do impedimento? Não, né? Porque simplesmente não dá para entrar em campo sem saber as regras do jogo. Sabia que, quando se pensa em redação, também é assim? Pois é, coleguinha. Para escrever uma boa redação, você precisa saber para que serve cada parte dela. Caso contrário, corre o risco de começar a argumentar na introdução ou terminar o seu texto sem conclusão e deixar o seu corretor pensando que você não está muito bem das ideias. Então, justamente para que isso não aconteça, fica ligado nas dicas abaixo.. Bora? Afinal, o que deve ter na introdução? É bem comum a gente ouvir e/ou ler por aí que, na introdução, você deve simplesmente apresentar o tema. Tá errado? Não. Mas também não tá certo. Sim, tem que contextualizar o tema, mas isso não basta. Se estamos falando de um texto dissertativo-argumentativo, lembre-se sempre que a estrela principal dele é a sua tese, que, usando uma palavra mais simples, nada mais é do que a sua opinião sobre o tema. Não sabe elaborar a tese? A gente vai te ajudar com isso em breve, mas, enquanto isso, seguem alguns spoilers: https://youtu.be/uSjhi1pHx4whttps://youtu.be/E9WxwaPWQk0 2. É exemplo que você quer? Então lá vai: A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumentou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o balanço de 2014 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a psicológica. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas. Essa lindeza de introdução acima traz a combinação contextualização do tema + tese de um jeito bem claro. Não conseguiu identificar quem é quem ali? Tá bom, a gente te dá essa colher de chá: Contextualização do tema: “A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumentou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o balanço de 2014 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a psicológica.” Até aqui, tudo o que rolou foi uma ótima apresentação do tema. Ao ler isso, o leitor já consegue sabe que o texto vai falar sobre violência contra a mulher. Uma dica quente: nunca apresente o tema sem citar diretamente o nome dele no momento da contextualização. Se o tema fala de violência contra a mulher, não deixe de escrever “violência contra a mulher” no momento em que for apresentá-lo, por exemplo. Tem dificuldade para delimitar o tema e o confunde com o assunto? Neste vídeo, a professora Josi te ajuda com isso: Tese: “Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas.” Olha a tese aí, minha gente. A afirmação de que a violência contra a mulher persiste por conta de raízes históricas e ideológicas é fruto da percepção que o aluno tem sobre o tema, que é baseada no seu conhecimento e na sua constituição enquanto indivíduo. Isso não estava na proposta. É a opinião dele, ou seja, é a TESE dele. Então, assim que você identificar o tema, já se pergunta logo o que você pensa sobre ele. E, não esquece, se estamos falando de texto dissertativo-argumentativo, nada de bancar o isentão e ficar em cima do muro, ok? Posicione-se! Além disso, olha outra coisa bem linda nesse exemplo: reparou que os dois argumentos estão anunciados ali? Raízes históricas: argumento 1. Raízes ideológicas: argumento 2. Quando você apresenta os argumentos desse jeito na introdução, seu texto fica lindamente “amarradinho”, o que, no caso do ENEM, vai te ajudar a ganhar pontos na competência 3. Tá apaixonado por essa introdução? Também estamos. E daqui pra frente você vai fazer introduções tão maravilhosas quanto essa. “aaaai, mas como vou fazer introdução maravilhosa se eu não sei contextualizar e fazer uma tese?” Não fique aflito, bebê. Sobre a tese, a gente já prometeu para você (e, no Redação Online, promessa é dívida!) que vai falar mais em breve, mas os spoilers dados pela professora Josi nos vídeos que indicamos acima são maravilhosos e já vão te ajudar muito. Quanto à contextualização, nosso blog tem um textinho querido com vários modelos. Leia com calma e veja que vai ser tão divertido quanto escolher sorvete no buffet. Dá pra usar dados, alusão histórica, citação, comparação, perguntas etc. Eu sei que ia parecer mais fácil se a gente apresentasse um modelo pronto e dissesse: ó, faz sempre isso aí. Mas aqui, no Redação Online, a gente não trata redação como “receita de bolo” porque quer que você aprenda de verdade. E, acredite, ter escolha é muito bom! Pensa com a gente: imagine que você, na hora da prova, olha para o tema e fica alegre porque sabe bastante sobre o contexto histórico que o envolve. Mas, em seguida, você lembra que decorou como se faz introdução com contextualização que usa dados, então não rola inserir uma referência histórica. Vai ser tipo isso: Por isso, a gente tá aqui pra te ajudar a dominar várias estratégias e, na hora H, poder escolher qual delas é mais adequada e, o mais

Leia os textos abaixo e faça uma redação sobre Tema de redação: Por que somos um país de não-leitores e como podemos mudar isso? Texto I Talvez muitos brasileiros ignorem o pouco que se lê nesse país em relação ao resto do mundo. Talvez não saibam que em um ranking dos 30 países onde mais se lê, segundo a agência Nop World, o Brasil aparece na rabeira, à frente apenas de Taiwan e Coreia. […] Ganham do Brasil em número de livros lidos e de horas de leitura por pessoa, por exemplo, Venezuela, México ou Argentina dentro do continente. Fora dele, turcos, egípcios, árabes sauditas, húngaros, poloneses, indonésios, filipinos e russos –entre muitos outros– leem mais que os brasileiros. E talvez a grande massa de brasileiros estranhasse saber que os dois países onde se leem mais livros por pessoa e se dedicam mais horas à leitura no mundo são a Índia e a China. É possível que um analfabeto ou alguém que não tenha lido um livro na vida possa revelar uma sabedoria natural, um senso comum agudo e até uma grande carga de poesia. Conheci algumas pessoas assim na minha vida. Entretanto, o mais natural é que um país que não lê ou que aparece, como o Brasil, entre os piores leitores do mundo, esteja comprometendo seu desenvolvimento futuro –não apenas cultural, mas também econômico. Mais ainda, dificilmente entrará no rio da modernidade e do progresso um país não-leitor ao mesmo tempo que será refém dos poderes dominantes. […] Fonte: brasil elpais Texto II […] – Historicamente, somos um país analfabeto. E a resposta mais simples, que é um clichê, é dizer que tudo envolve o processo educacional, que no Brasil se mostrou ser um fracasso – avalia Diego Grando, poeta e professor de literatura. Os especialistas tendem a concordar que a educação no Brasil é um problema que não se restringe à literatura, mas projetos paliativos não vão solucionar a questão central. Regina lembra que há uma tentativa de popularização do livro, mas que o preço de uma obra ainda é alto. O professor Sergius Gonzaga, ex-secretário da Cultura de Porto Alegre, avalia que só uma “discussão ampla” e uma “mudança radical dos currículos” podem fazer com que as gerações futuras mudem essas taxas. – Sem uma ação efetiva do Estado, não vejo alternativa. O Brasil iniciou tardiamente o seu processo de escolarização, e isso se deu no início dos anos 1960. Na mesma época, o país entra na era do audiovisual, com TV e cinema. Ou seja, o país pula do analfabetismo direto para o audiovisual, não consegue formar uma cultura de leitura. […] Fonte: gauchazh clicrbs Texto III Não é novidade para ninguém. Nos Estados Unidos e na Europa, um livro sai bem mais barato que no Brasil. […] O problema é a tiragem. Enquanto outros países trabalham com tiragens médias de mais de 10 000 exemplares por edição, no Brasil esse número fica na casa dos 2 000. O mercado é pequeno, vende-se pouco, e elevar essa média é produzir encalhes. Daí que, com edições reduzidas, o custo por unidade sobe. O raciocínio é bem simples. Fora o papel, que varia segundo a quantidade de exemplares, toda edição tem um custo fixo, do qual não dá para fugir. Composição das páginas, máquinas, revisões, ilustrações, tudo isso independe da tiragem. E quando se divide o custo fixo pelo número de exemplares, tem-se o custo unitário. Como o mercado brasileiro se organizou com base nas pequenas tiragens, o preço final de um volume é sempre alto. Mesmo os best-sellers, que vendem dezenas de milhares de cópias, custam caro, já que os editores fixam o preço com base em padrões (um certo “x” por página) estabelecidos a partir das baixas tiragens. A vantagem, dos editores, é que best-sellers dão mais lucro. E quase sempre compensam o prejuízo dos títulos que acabam encalhando nas prateleiras. O leitor brasileiro é prejudicado pelas tiragens pequenas. Como o mercado de livros no Brasil é bem reduzido, as edições são minguadas. Na média, não passam dos 2 000 exemplares. A equação é cruel: tiragens mínimas projetam o custo unitário lá para as alturas. O leitor, quando pode, é quem acaba pagando a conta. […] Fonte: super abril cultura Texto IV […] Em 13 de maio de 1808, foi oficializada por Dom João a instalação de uma casa impressora, que seria destinada a publicar a papelada oficial do governo. Embora fosse reservada apenas para os assuntos do governo, a Impressão Régia foi um marco de mudança, uma vez que, antes dela, os livros que se consumiam no Brasil vinham quase que exclusivamente da Europa. Se apenas em 1808 o Brasil pôde contar com uma máquina de impressão oficial, por um pouco mais de duzentos anos é que se foi fomentando, a passos de formiga, a leitura. Sendo assim, é natural que nossos índices sejam mais baixos que o restante dos países mais desenvolvidos. Entretanto, existe um detalhe nessa história. Os Estados Unidos começaram a ser colonizados um pouco antes do Brasil, mas têm um índice de leitura bem maior. Como se explica? […] Fonte: papo de homem Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como Tema de redação: Por que somos um país de não-leitores e como podemos mudar isso?

Achou que a gente ia começar do começo? Achou errado, aluno! Vamos começar de antes do começo: do planejamento. Vamos ler sobre Redação por Partes: Planejamento! Lembra que a gente já te disse que gente organizada não se desespera? Se ainda não internalizou esse mantra, tá na hora de internalizar, pois, acreditem, ele vale também para a produção da sua redação. Tá chocado? Não fique, vamos explicar isso aí direitinho. É bem comum a gente ouvir os alunos dizerem que não sabem por onde começar o processo de escrita de uma redação. Aí, bate aquela angústia e a pessoa sua frio diante daquela folha em branco. Para que você não passe por isso, a gente vai fazer agora um passo a passo lindinho de tudo que envolve a produção de um texto, pois, ao contrário do que muita gente pensa, não se deve simplesmente ler a proposta de redação, baixar a cabeça, no melhor estilo Chico Xavier, e começar a escrever. Então, de início, vamos combinar uma coisa: não subestime o planejamento de um texto, pois ele é mais importante do que você imagina, ok? Eu que to dizendo. Se liga aí: Leia a proposta com muita calma. Muita. Muita. Muita. Sublinhe ou circule palavras-chaves nela, pois isso vai te ajudar a não dar aquela viajada básica no tema. Quer um exemplo? No último ENEM, teve uma galera que, na redação, falou apenas sobre a surdez ou sobre deficientes de um modo geral. Se os amiguinhos tivessem destacado palavras como “desafios” e “surdos” (o tema era “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”), por exemplo, a chance de tangenciar o tema teria sido bem menor. E, ó, para você que vai fazer o Exame Nacional do ensino Médio: SEMPRE tem uma palavrinha norteadora na proposta que o INEP faz. Não foi só no ano passado, não. Dá uma pesquisada nos temas anteriores e repara. 2. Você se preparou o ano inteiro, fez a lição de casa direitinho e, como a gente indicou , estudou bastante coisa para ampliar seu repertório sociocultural. Então, ao ler a proposta, sua cabeça vai ferver com tantas ideias e, acredita, tá tudo bem. Sabe o você faz? Deixa fluir e anota, com palavras-chaves, tudo o que vier em mente. Tudinho. Todos os argumentos maravilhosos que sua cabecinha conseguir construir. 3. Depois de respeitar o seu fluxo de ideias, chegou a hora de construir o que carinhosamente chamamos de “esqueleto” da sua redação. Tá, vamos dar uma nome mais técnico e chamar de “planejamento”. Sabe o que é isso? Nada mais é do que, em tópicos, anotar palavras-chaves do que você vai escrever em cada parte do seu texto – introdução, desenvolvimento 1, desenvolvimento 2, desenvolvimento 3 (se houver) e conclusão. (E se você ainda tem dúvida sobre a função de cada uma delas, fica ligadão aqui no nosso blog porque, nas cenas dos próximos capítulos, falaremos sobre isso). Pra te ajudar ainda, vamos te dar um roteiro com perguntinhas básicas. Segue ele que é só sucesso: Qual é o tema e o que eu penso sobre ele? (Introdução: contextualização do tema + tese) Por que eu penso dessa forma? (Desenvolvimento: dois ou três bons argumentos que sustentem a tese) Diante da minha tese, o que fazer para solucionar o problema? (Conclusão: retomada da tese + soluções (mais aprofundadas, caso seja ENEM). Lindo, né? Pra ficar ainda mais legal, vamos a um exemplo prático: Suponha que o tema é “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”, do ENEM de 2016. Aí, bem espertinho que é, você começa a montar seu planejamento: Introdução: você sabe que é bacaninha usar diversas áreas de conhecimento na sua redação, então, optou por introdução histórica e vai dizer que a intolerância religiosa no Brasil começou logo no descobrimento, quando portugueses impuseram o catolicismo aos índios. No seu esqueletinho, vai anotar “descobrimento” e “catolicismo”, por exemplo. Você acredita que o combate à intolerância religiosa ainda persiste por dois motivos: o racismo e laicidade de um Estado que não é tão laico assim. Anota, então: tese “racismo + Estado laico”. Desenvolvimento 1: as religiões de matriz africana são as mais atingidas pelo preconceito (os textos motivadores, inclusive, diziam isso!), então, para não deixar a ideia escapar, anota “racismo” e “religiões de matriz africana” no seu planejamento. Desenvolvimento 2: você leu muito sobre atualidades e sabe que a discussão sobre a laicidade do Estado é importantíssima, então, por isso, escolheu esse lindo argumento. Anota “laicidade” e, de quebra”, já anota algo que vai te ajudar a se aprofundar na discussão, como “ensino religiosa voltado pro catolicismo”, por exemplo. Conclusão: pra fechar com chave de ouro, você vai pensar em soluções para o combate à inteligência religiosa. Como você falou sobre o racismo e contestou a laicidade do Estado, anota: “endurecer o combate ao racismo” e “ensino religioso diverso”. Deu, seu texto tá planejado e, agora sim, você vai começar a desenvolvê-lo, retomando aquelas anotações que você fez quando deixou o seu fluxo de ideias livre, leve e solto. “Aaain, mas isso toma muito tempo”. Não, baby, não se despere. Não vamos negar que, nas primeiras vezes que você fizer isso, pode sim demorar um pouquinho mais. Então, por isso existe esta coisinha linda e importante chamada “treino”. A partir de agora, crie o hábito de planejar todos os textos que você nos enviar e, quando chegar na hora H, isso já será uma prática simples e não tomará muito do seu tempo. Além disso, pra finalizar, a gente não pode deixar de te falar uma coisa: texto com planejamento fica, consequentemente, MUITO mais organizado! Exemplo: não é legal desenvolver mais um argumento por parágrafo, e isso acontece muito quando você baixa a cabeça e, sem planejar, começar a argumentar. Sabem que isso, no caso do ENEM, faz com a nota da competência 3 não seja tão boa, né? Pois é, é nela que se avalia o que chamamos de “projeto de texto”. Se não sabia, tá sabendo agora. E agora
Leia os textos abaixo e escreva uma redação sobre Tema de Redação: Invisibilidade indígena em questão no Brasil. Texto I A (IN)VISIBILIDADE DOS DIREITOS INDÍGENAS NOS GRANDES CENTROS URBANOS: UM OLHAR SOBRE OS INDÍGENAS NA CIDADE DE PORTO ALEGRE A presença indígena nas cidades tema de grande controvérsia ante a visão e imagem estereotipada de que o índio uma vez ligado à natureza necessariamente deveria estar apartado do convívio humano. O que se evidencia, conforme as raízes históricas e de dominação cultural que permearam o processo de colonização do Brasil pelos europeus, é que na visão de muitos quando o indígena está no espaço urbano, logo o mesmo “deixa de ser índio”. No entanto, dados oficiais apontam uma forte e expressiva presença indígena nos centros urbanos do país, o que surpreende visto a existência de poucas iniciativas e elaboração de políticas públicas que incluam a questão dos direitos assegurados constitucionalmente a tais povos. O que persiste é a invisibilidade dos direitos indígenas na cidade, pois que segundo os ditames da cultura e saberes predominantes a presença dos índios nesse espaço figura como algo ilegítimo. […] Com a expansão e urbanização da cidade os indígenas sofrem com a crescente restrição dos espaços onde viviam, com uma sensível modificação nos ecossistemas naturais. Além disso, muitas vezes a presença indígena é considerada como um entrave ao desenvolvimento econômico local, desprezando-se a história desses povos com o ambiente em questão, bem como os seus saberes tradicionais de manejo sustentado da natureza tão em evidencia no contexto sócio-político de países da América Latina. Disponível em: https://www.ufrgs.br/gthistoriaculturalrs/26CDGiseldaSchneider_FranciscoQuintanilha.pdf Texto II Disponível em: https://latuffcartoons.wordpress.com/2013/06/03/charge-dincao-o-agronegocio-e-a-questao-indigena-no-brasil/ Texto III Desde a colonização, os índios viveram quase cinco séculos de extermínios, escravidão e despropriação de suas terras. Apesar do reconhecimento das reservas ter ocorrido após a Constituição de 1988, a homologação de novos territórios geram confrontos entre indígenas e ruralista. Até 1967, o Estado adotava uma perspectiva assimilacionista, entendia os índios como uma categoria social transitória, fadada ao desaparecimento. No entanto, após 1990, para atender as necessidades econômicas e culturais dos povos nativos, o número de reserva cresceu de 352 para 703, aumento de 115,8 milhões de hectares, Funai (2015). Contudo, o processo de demarcação de novas reservas ainda é conflituoso, uma vez que, se opõem aos interesses dos latifundiários. Representados pela bancada ruralista defendem que 13,6% do território nacional estão nas mãos de apenas 0,4% população, IBGE (2010). Isso prejudica o agro negócio, principalmente no Mato Grosso, maior número de confrontos armados. Desta forma, o Estado negam aos índios o direito originário de suas terras. Portanto, cabe ao Governo ampliar e regulamentar as reservas com propósito de assegurar o modo de vida tradicional dos nativos. Além disso, as universidades podem contribuir com estudos de campo, como o mapeamento geográfico de áreas de conflito. Assim, fornecer dados que equacione os interesses do agronegócio com a preservação da cultura indígena. A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o Tema de Redação: Invisibilidade indígena em questão no Brasil, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista.

Texto 1 Quase 30% da renda do Brasil está nas mãos de apenas 1% dos habitantes do país, a maior concentração do tipo no mundo. É o que indica a Pesquisa Desigualdade Mundial 2018, coordenada, entre outros, pelo economista francês Thomas Piketty. […] Segundo os dados coletados pelo grupo de Piketty, os milionários brasileiros ficaram à frente dos milionários do Oriente Médio, que aparecem com 26,3% da renda da região. Na comparação entre países, o segundo colocado em concentração de renda no 1% mais rico é a Turquia, com 21,5% em 2015 — no dado de 2016, que poucos países têm, a concentração turca subiu para 23,4%, de acordo com o levantamento. O Brasil também se destaca no recorte dos 10% mais ricos, mas não de forma tão intensa quanto se observa na comparação do 1% mais rico. Os dados mostram o Oriente Médio com 61% da renda nas mãos de seus 10% mais ricos, seguido por Brasil e Índia, ambos com 55%, e a África Subsaariana, com 54%. […] Fonte: brasil elpais Texto 2 Fonte: arionaurocartuns – desigualdade social Texto 3 A evidência científica é robusta: a pobreza e a desigualdade social prejudicam seriamente a saúde. No entanto, as autoridades de saúde não dão a esses fatores sociais a mesma atenção que dedicam a outros quando tentam melhorar a saúde dos cidadãos. Um estudo sobre 1,7 milhão de pessoas, publicado pela revista médica The Lancet, traz de volta esse problema negligenciado: a pobreza encurta a vida quase tanto quanto o sedentarismo e muito mais do que a obesidade, a hipertensão e o consumo excessivo de álcool. O estudo é uma crítica às políticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que não incluiu em sua agenda este fator determinante da saúde — tão importante ou mais do que outros que fazem parte de seus objetivos e recomendações. “O baixo nível socioeconômico é um dos mais fortes indicadores de morbidade e mortalidade prematura em todo o mundo. No entanto, as estratégias de saúde global não consideram as circunstâncias socioeconômicas pobres como fatores de risco modificáveis”, dizem os autores do estudo publicado pela The Lancet, cerca de trinta especialistas de instituições de prestígio como a Universidade de Columbia, o King’s College de Londres, a Escola de Saúde Pública de Harvard e o Imperial College de Londres.[…] Fonte: brasil debate – pobreza encurta a vida mais que obesidade alcool e hipertensão A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desigualdade social no Brasil e no mundo: um desafio a ser superado”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista. Leia também: Tema de redação: A questão da água no Brasil Tema de redação: Formas de combater as doenças sexualmente transmissíveis no Brasil Tema de redação: Medidas para combater a prática de bullying e de ciberbullying na sociedade brasileira Tema de redação: Por que somos um país de não-leitores e como podemos mudar isso?

O tema de redação “A pressão estética na sociedade atual” aborda um fenômeno social relevante e recorrente nos tempos atuais. A pressão estética refere-se às exigências e expectativas impostas pela sociedade em relação à aparência física, influenciando a forma como as pessoas se veem e como são vistas pelos outros. Esse tema desperta discussões importantes sobre os impactos negativos dessa pressão na vida das pessoas e na sociedade como um todo. Confira abaixo texto motivadores sobre o tema: Texto 1 As autoridades de Dublin, Irlanda, colocaram um ponto final em uma morte que chocou a cidade. Milly Tuomey, 11 anos, foi encontrada em estado crítico no quarto dela após tentar suicídio. Ao ser levada para o hospital, ela não resistiu e morreu. Segundo os investigadores, a garota já dava sinais que ia se matar por estar insatisfeita com o próprio corpo. Dois meses antes de se matar, Milly postou uma foto no Instagram e escreveu que queria morrer em um dia específico. A irmã mais velha dela e a diretora escola conversaram com os pais da garota sobre o post. Eles, então, levaram a menina ao médico. A jovem teria dito ao especialista que estava insatisfeita com a aparência e que pensava em se machucar. Logo depois, os pais a levaram a um psiquiatra, que passou remédios e indicou terapia. Em seguida, encontraram um diário com intenções suicidas. “Ela se cortou e escreveu com o sangue: ‘Garotas bonitas não comem’”, contou uma das investigadoras, segundo o jornal Daily Mail. Fonte: metropoles – menina de 11 anos se mata por estar infeliz com próprio corpo Texto 2 […] Em 13 de maio de 1808, foi oficializada por Dom João a instalação de uma casa impressora, que seria destinada a publicar a papelada oficial do governo. Embora fosse reservada apenas para os assuntos do governo, a Impressão Régia foi um marco de mudança, uma vez que, antes dela, os livros que se consumiam no Brasil vinham quase que exclusivamente da Europa. Se apenas em 1808 o Brasil pôde contar com uma máquina de impressão oficial, por um pouco mais de duzentos anos é que se foi fomentando, a passos de formiga, a leitura. Sendo assim, é natural que nossos índices sejam mais baixos que o restante dos países mais desenvolvidos. Entretanto, existe um detalhe nessa história. Os Estados Unidos começaram a ser colonizados um pouco antes do Brasil, mas têm um índice de leitura bem maior. Como se explica? […] Fonte: papo de homem – por que o brasileiro não lê Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como tema: A pressão estética na sociedade atual