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Tema: Maternidade: escolha ou obrigação?

Otavio Pinheiro
09 de março de 2017
10 min de leitura
Para vestibulandosbanco de temas de redaçãoTopo de funil

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o
Tema: Maternidade: escolha ou obrigação?

Texto 1

“Você vai acabar mudando de ideia” e “vai se arrepender quando estiver mais velha” são exemplos de frases que as mulheres que escolheram não ter filhos escutam com frequência.

Apesar de a maioria das pessoas que não tem filhos no Brasil ser de homens (33,4%), e não mulheres (21%), os julgamentos prevalecem sobre elas. A ideia de que toda mulher nasceu para ser mãe, a chamada maternidade compulsória, ainda permeia na cabeça de muitas pessoas.

Segundo a projeção de população do IBGE, divulgada em 2013, a taxa de fecundidade no Brasil caiu de 2,39 filhos por mulher em 2000 para 1,77 em 2013, o que representa uma queda de 26%. Ainda de acordo com a projeção, o aumento da escolaridade da mulher é um dos principais fatores para essa diminuição.

Para a psicóloga Cláudia Mara Wysocki, que trabalha com terapia familiar, “as mulheres têm buscado se qualificar cada vez mais. Isso também está associado a ter uma formação pessoal melhor, não só com o trabalho, tem a ver com a ideia de progredir”.

Maria Elisa Pacheco de Carvalho, 53, também escolheu esse estilo de vida e não se arrepende: “se eu tivesse tido filhos, não iria viajar como eu viajei, não teria liberdade de sair, dormir até a hora que eu quiser, ler um livro a hora que eu quiser”.

Mesmo com o crescimento de mulheres que optaram por esse estilo de vida, ainda existem muitos empecilhos para quem não deseja ter filhos. A laqueadura, cirurgia de esterilização definitiva da mulher — que a impede de engravidar novamente — é regulamentada no Brasil pela Lei do Planejamento Familiar (9.263/96). Nessa lei, consta que podem realizar a laqueadura mulheres com pelo menos 25 anos ou com 18 anos e dois filhos, seja no Sistema Único de Saúde (SUS) ou em hospitais particulares. Muitos médicos se recusam a realizar essa cirurgia por julgarem que as mulheres nessa idade ainda são muito jovens.

Para Giulia Tadini, integrante do Coletivo Feminista Juntas!, o Estado deveria assegurar os direitos das mulheres que não querem ter filhos. “Um ditado feminista diz que defendemos a educação sexual para prevenir, contraceptivo para não engravidar e aborto legal e seguro, garantido pelo SUS, para evitar a morte de mulheres em decorrência de abortos clandestinos. Acho que isso sintetiza bem o que deveria ser a política pública em relação ao tema”, afirma ela.

A pressão social

A decisão sobre se tornar ou não mãe está rodeada por uma série de outras escolhas, repletas de julgamentos da sociedade. Segundo Giulia, o assunto ainda é um tabu “por conta da nossa cultura machista. Um exemplo claro é a diferença entre o período da licença maternidade e da paternidade”.

Muitas mulheres preferem não passar pelas privações e problemas que acompanham uma gravidez, como o aumento dos hormônios, dores nas costas, enjoos e restrições à prática de atividades físicas.

Outra preocupação das mulheres é a violência obstétrica. Existem casos em que a gestante sofre humilhações e negligências no atendimento, desde o pré-natal até o pós-parto. Maria Elisa aceitou suas preferências desde o início, mas para as pessoas com quem convive não é tão fácil assim. “As pessoas te cobram muito. Até hoje sou cobrada, tem assédio moral no local em que trabalho”, afirma.

Fonte: https://medium.com/jornal-comunica%C3%A7%C3%A3o/maternidade-escolha-ou-obriga%C3%A7%C3%A3o-f3891fd3776a#.9czvcqdpz

Texto 2

A gente nasce, cresce, reproduz-se e morre, ensinam os livros de ciências.  Esse é o ciclo da vida para aqueles que, diferentemente dos seres humanos, são dotados de uma habilidade que outros animais não têm: a de planejar.

Podemos fazer escolhas profissionais, amorosas e tantas outras. É por meio da nossa capacidade de planejar e escolher que conseguimos organizar a vida, estabelecer metas e objetivos e traçar caminhos para alcançá-los.

Os homens utilizam essa habilidade humana há séculos, mas às mulheres, apenas recentemente foi dado o privilégio de planejar e fazer escolhas de acordo com sua vontade.

Até bem pouco tempo atrás, a mulher quase sempre tinha apenas um caminho a seguir, traçado antes mesmo de ela nascer: casar-se, ter filhos e cuidar da família. Poucas fugiam desse destino.

Será que todas as mulheres sempre quiseram mesmo ser mãe? O instinto materno é de fato algo intrínseco a nós a ponto de não podermos abrir mão dos filhos?

O tempo passou, a sociedade mudou e a mulher hoje pode, em princípio, comandar a própria vida. Mesmo que ainda sejam poucas as que assumem o papel ativo diante da vida e bancam suas escolhas, não há mais um único caminho destinado à mulher.

A maternidade, como bem sabe toda mãe, apesar de compensadora não é fácil. Exige, entre muitas outras coisas, dedicação e abdicação da própria independência, e nem toda mulher está preparada ou deseja encarar a tarefa.

Além disso, o mundo moderno oferece tantas oportunidades além da maternidade, que a vontade de ter filhos pode ser postergada ou mesmo abandonada. Criar um filho é dispendioso; nas culturas latinas, o homem não costuma ajudar muito na tarefa, o que acaba sobrecarregando a mulher. Portanto, não é difícil supor que muitas mulheres possam simplesmente não desejar ser mãe.

Porque filho pode ser maravilhoso, mas verdade seja dita, quem os tem nunca mais será completamente livre. E abrir mão da independência deve ser uma escolha, não uma imposição.

Há mulheres que se realizam sendo mães, outras encaram a maternidade como parte da vida, uma de suas facetas. E há, ainda, um terceiro grupo que simplesmente não deseja viver a maternidade.

E não há nenhum problema nisso, desde que a mulher se sinta bem com sua escolha. A vida pode ser muito boa sem a presença de fraldas, mamadeiras e mordedores. Basta abrir-se para essa possibilidade.

Encarar que você não terá filhos pode ser bem difícil. A cobrança é grande, e não serão poucos os que a olharão com piedade, quase como se você padecesse de uma doença grave e incurável.

Muitos a considerarão egoísta, pois é difícil aceitar que a mulher possa não pretender dedicar-se incondicionalmente a outra pessoa e optar pela independência.

Não é verdade que a mulher só encontrará a felicidade e a plenitude na maternidade, essa premissa só serve para gerar culpa nas mulheres que não se sentem assim ao se tornarem mães. A felicidade não está nos outros, sejam eles filhos ou parceiros amorosos.

O mais importante é que a mulher tenha condições de escolher quando e se quer filhos. E ela só poderá fazer essa opção se pensar em si, na vida que deseja levar. Portanto, é preciso acabar com a ideia de que a mulher é apenas um veículo que serve para trazer vida ao planeta e cuidar dos outros de modo incondicional.

Caso contrário, o resultado será frustração. Porque ter ou não ter filhos traz consequências boas e difíceis, e é a mulher que terá de encará-las. Portanto, essa decisão só cabe a ela.

Fonte: https://drauziovarella.com.br/para-as-mulheres/a-maternidade-nao-e-obrigacao/

Texto 3

Folha – O subtítulo do seu novo livro é “Como viver a maternidade sem culpa e sem o mito da perfeição”. Isso é possível em uma sociedade que cobra da mulher dedicação total aos filhos sem prejuízo a outros aspectos da vida?

Marcia Neder – É possível, mas é um processo pessoal e doloroso. Meu filho tem 28 anos e desde pequeno eu cobrei dele que lavasse a louça, colocasse a mesa, tivesse responsabilidades próprias. O homem tem que receber a formação para que se sinta incluído nos cuidados com os filhos. A geração que tem 30 anos hoje já tem noção de que o homem vai ter que assumir sua parcela, o que leva muitos a não quererem ser pais. E é importante permitir que se fale sobre o tédio e a dor que pertencem à maternidade.

O movimento feminista defende há décadas o direito da mulher sobre seu corpo e suas escolhas, inclusive a de não amamentar. Há um retrocesso com as pressões e obrigações que recaem sobre as mães?

A militância deslumbrada que quer que o bebê fique colado no corpo da mãe e durma na cama dos pais é a mesma da Liga da Amamentação, que começou no pós-guerra com mulheres que se reuniam em Chicago para se ajudar com a amamentação e que se transformou em doutrinação. Não pode colocar o filho na creche porque é uma violência, a mãe é obrigada a amamentar por anos… Os preceitos da Liga se ampliaram para esse tipo de exigência, e a adesão foi tão grande que pegou até na França, onde o feminismo é muito vivo.

A “infantolatria” não é um fenômeno brasileiro?

Não, ela é comum no Ocidente. Cito o filme “As Pontes de Madison” e séries americanas que mostram o filho no centro da vida familiar. Mas essa modinha de parto sem anestesia, de deixar a vida de lado para cuidar da criança são coisas muito brasileiras. O que eu escuto de criticas às mães que “largam” o filho na creche para ir à praia… As mulheres dizem: “Para que ela teve filho?” A continuação desse pensamento é: “se não foi para olhar para o filho 24 horas por dia”.

A posição central dos filhos na vida familiar afeta seus membros de forma diferente. Quem é o mais prejudicado?

Todos. O pai é o que menos percebe, mas perde o vínculo afetivo, é reduzido à função de provedor. A mãe desaparece como mulher e como pessoa, e o crescimento do filho é doloroso para ela porque implica em separação. A cada desejo de independência, sente uma culpa e recua na autonomia psíquica.

E o casal, que lugar resta para ele nessa configuração?

Nenhum, daí o alto índice de separações. O marido perde o lugar. Surge o ciúme por estar fora do casal formado por mãe e filho e a inveja de não ter esse vínculo que é promovido pela cultura.

Recentemente, uma mulher escreveu em uma rede social que detestava o papel de mãe e teve o perfil bloqueado. Por que é difícil ouvir essa queixa?

Idealizamos a maternidade a tal ponto que não se pode dizer que ela é sufocante, que tem horas que enche. Para todo mundo ela tem momentos insuportáveis, mas somos proibidos de falar sobre isso.

Você diz que especialistas contribuem para a idealização do vínculo da criança com a mãe. De que forma?

Fico enlouquecida quando leio gente dizendo que é preciso se agachar para falar com o filho ou que é proibido gritar. É gente que vive em outro planeta ou que não é mãe. Na década de 1950, os homens voltaram da guerra e precisavam dos empregos que as mulheres haviam ocupado, então arrumaram para elas a função de responsável pela criança. Esse discurso teve apoio de médicos e psicanalistas. Eles diziam que não havia nada mais importante para a criança do que a mãe.

Existe diferença entre as funções materna e paterna?

Não. O que há é uma diferença entre ser adulto e criança. O bebê precisa de um adulto, não de um pai e uma mãe.

Ser mãe é mais fácil ou mais difícil hoje do que há 30 anos?

É mais difícil se olharmos as exigências, mas você pode não se deixar dominar por elas. Você não é uma criminosa nem será excomungada se quiser ficar de perna para o ar. E é mais fácil porque há possibilidade de escrever que a mãe não precisa ser perfeita porque a perfeição não existe e esse é um ideal massacrante

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2016/05/1767129-tirar-filho-do-pedestal-pode-aliviar-culpa-da-maternidade.shtml

Texto 4

redação Maternidade escolha ou obrigação

Fonte: Uol

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