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Na era digital, vale a pena fazer faculdade? Analisamos como a desvalorização do ensino superior impacta a formação crítica dos jovens e o futuro do Brasil.

Vestibular UNEB 2026 debateu o feminicídio e a educação como combate à violência. Analisamos este tema crucial que desafiou milhares e te preparamos para futuras pautas sociais.

Braille: ferramenta essencial para inclusão e cidadania de pessoas com deficiência visual. Tema relevante em vestibulares e no ENEM.

A expressão popular “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher” reflete uma herança cultural marcada pela naturalização da violência doméstica e pela crença de que conflitos familiares devem permanecer restritos ao espaço privado. No entanto, diante do aumento dos casos de agressão e feminicídio no Brasil, essa lógica vem sendo amplamente questionada. Em 2025, debates públicos, campanhas institucionais e reportagens jornalísticas evidenciam que a omissão social diante da violência de gênero contribui diretamente para sua perpetuação. Quando vizinhos, familiares ou conhecidos silenciam diante de agressões, reforça-se um ciclo de violência que pode resultar em danos físicos, psicológicos e até na morte das vítimas.Nesse contexto, surge uma indagação central para vestibulares e concursos: até que ponto a sociedade deve intervir em situações de violência doméstica? Discutir esse tema exige compreender que a violência contra a mulher não é apenas um problema individual, mas uma questão social, cultural e legal que demanda posicionamento coletivo. Textos motivadores sobre a omissão diante da violência doméstica no Brasil Os textos a seguir apresentam diferentes perspectivas sobre a responsabilidade social diante da violência doméstica e auxiliam na problematização do tema proposto. Texto I – Em briga de marido e mulher, a sociedade pode se omitir diante da violência? Durante a campanha Agosto Lilás, uma roda de conversa realizada em Itabira (MG) reforçou que a violência doméstica não deve ser tratada como um assunto privado. O encontro reuniu representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público e profissionais da psicologia para discutir os impactos da omissão social nos casos de agressão contra mulheres. Segundo os debatedores, a reprodução de ditados populares que incentivam o silêncio contribui para a escalada da violência, que frequentemente se inicia com agressões psicológicas e evolui para formas mais graves, como a violência física e o feminicídio. Autoridades destacaram que a legislação brasileira prevê mecanismos de denúncia acessíveis a qualquer cidadão, rompendo com a ideia de que apenas a vítima pode ou deve agir. Além disso, especialistas apontaram que a violência de gênero atravessa classes sociais, níveis de escolaridade e contextos culturais, o que evidencia seu caráter estrutural. Dessa forma, a omissão coletiva não apenas falha em proteger a vítima, como também fortalece padrões culturais machistas que sustentam a agressão. Fonte adaptada: Vila de Utopia Texto II – Quando a violência acontece diante de todos, por que a sociedade ainda se omite? Dados recentes do DataSenado revelam que a violência doméstica segue sendo um problema estrutural no Brasil, marcado não apenas pela agressão em si, mas pela omissão coletiva. Em 2025, 3,7 milhões de mulheres brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar, segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada com mais de 21 mil entrevistadas em todo o país. Um dos dados mais alarmantes do levantamento é que 71% das agressões ocorreram na presença de outras pessoas, incluindo vizinhos, familiares e, principalmente, crianças. Em grande parte desses casos, ninguém interveio: o DataSenado identificou que, em 40% das situações, nenhuma testemunha ofereceu qualquer tipo de ajuda à vítima, o que evidencia a naturalização da violência e o medo de “se envolver”. Além disso, a pesquisa aponta que a violência costuma ser recorrente. Quase 60% das vítimas relataram agressões ocorrendo há menos de seis meses, enquanto uma parcela significativa convive com a violência há mais de um ano. Ainda assim, a maioria das mulheres não busca ajuda formal. Apenas 28% registraram denúncia em delegacias, e somente 11% acionaram o Ligue 180, canal oficial de atendimento à mulher. Entre os principais motivos para não denunciar estão o medo de prejudicar os filhos, a descrença na punição do agressor e a esperança de que a agressão não se repita. Esses fatores reforçam que a omissão não é apenas individual, mas também institucional e cultural, sustentada por uma sociedade que ainda trata a violência doméstica como um problema privado. Outro aspecto preocupante revelado pelo estudo é que 79% das brasileiras acreditam que a violência contra a mulher aumentou, e 71% consideram o Brasil um país muito machista. Embora a maioria conheça a existência da Lei Maria da Penha, apenas uma parcela reduzida afirma compreendê-la plenamente, o que dificulta o acesso aos mecanismos de proteção e denúncia. Dessa forma, os dados do DataSenado evidenciam que o silêncio social diante da violência doméstica contribui para a continuidade do ciclo de agressões. Quando a sociedade escolhe “não meter a colher”, ela não permanece neutra: torna-se parte do problema. Fonte adaptada: Agência Senado – DataSenado Texto III – Quando a linguagem silencia a violência, quem está sendo protegido? A naturalização da violência doméstica também se constrói por meio da linguagem. É o que demonstra o artigo “Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”: um olhar dialógico para webnotícias sobre violência contra a mulher, publicado em 2024 na revista Diálogo das Letras, pelas pesquisadoras Maria Lígia Freire Guilherme e Rodrigo Acosta Pereira. A partir da análise de 15 webnotícias veiculadas em grandes portais do jornalismo brasileiro, como Globo.com, UOL e Metrópoles, os autores investigam como a violência contra a mulher é discursivizada pela mídia hegemônica, especialmente em torno do Dia Internacional da Mulher (8 de março). O estudo parte da Análise Dialógica do Discurso, fundamentada nos escritos de Mikhail Bakhtin, para compreender como os sentidos sociais são produzidos, reforçados ou silenciados nos textos jornalísticos. Os resultados revelam que a violência contra a mulher é frequentemente apresentada de forma descontextualizada, individualizada ou suavizada, o que contribui para sua invisibilização enquanto problema estrutural. Segundo os autores, esse tipo de abordagem discursiva reforça uma cultura machista ao tratar a violência como um evento isolado, e não como resultado de relações históricas de desigualdade de gênero. Nesse contexto, o ditado popular “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher” aparece como um enunciado ideológico, que legitima a omissão social e desloca a violência do campo público para o privado. A pesquisa mostra que, ao repetir ou naturalizar esse tipo de discurso, a mídia contribui para a manutenção do silêncio, da passividade e da

Nos últimos anos, as redes sociais passaram a ocupar um papel central na mobilização de causas sociais e humanitárias. Influenciadores digitais, com grande alcance e poder de persuasão, têm utilizado suas plataformas para divulgar ações solidárias, campanhas de arrecadação e projetos voltados a populações em situação de vulnerabilidade. No entanto, esse movimento recente tem despertado um debate cada vez mais frequente: até que ponto a exposição de crianças em ações humanitárias contribui para a conscientização social ou reforça práticas de exploração da vulnerabilidade? A discussão ganhou força após a divulgação de missões humanitárias promovidas por influenciadores em países africanos, nas quais imagens e vídeos de crianças em situação de pobreza foram amplamente compartilhados. As críticas levantam questionamentos éticos sobre o uso da imagem de menores, a transformação da miséria em conteúdo e os limites entre solidariedade genuína e busca por engajamento digital. Esse debate dialoga diretamente com temas recorrentes em provas de ENEM, vestibulares e concursos, pois envolve direitos da criança e do adolescente, ética na comunicação, responsabilidade social no ambiente digital e o impacto das redes sociais na construção de narrativas sobre pobreza e desigualdade. Além disso, exige do candidato uma reflexão crítica, capaz de analisar diferentes pontos de vista e propor uma posição argumentativa equilibrada. Diante desse cenário, discutir a exposição de crianças em ações humanitárias promovidas por influenciadores digitais torna-se essencial para compreender os desafios contemporâneos da solidariedade na era das redes sociais e seus efeitos sobre a dignidade humana. Textos motivadores sobre a exposição de crianças em ações humanitárias Texto 1 – A exposição de crianças em missões humanitárias promovidas por influenciadores digitais gera conscientização ou reforça práticas de exploração? Reprodução/ Instagram A atuação de influenciadores digitais em ações humanitárias internacionais tem ganhado grande visibilidade nas redes sociais, especialmente quando envolve a divulgação de imagens e vídeos de crianças em situação de vulnerabilidade social. Recentemente, uma missão realizada em Angola por influenciadoras brasileiras se tornou centro de um intenso debate público, após críticas sobre a exposição excessiva de crianças e adolescentes em conteúdos publicados online. O caso ganhou repercussão quando outras figuras públicas questionaram a coerência entre a experiência vivenciada em um contexto de pobreza extrema e a continuidade da divulgação de jogos de azar nas redes sociais. A crítica central aponta que, embora ações voluntárias possam ampliar a percepção social sobre desigualdades globais, a transformação da vulnerabilidade infantil em conteúdo pode gerar engajamento à custa da dignidade de menores. A polêmica se intensificou após a suspensão temporária do projeto social responsável pela missão, motivada por questões administrativas e de regularização documental. Mesmo com a defesa da organização, que atua há anos na comunidade local, o episódio reacendeu discussões sobre os limites éticos da atuação de influenciadores em ações humanitárias, especialmente quando crianças se tornam parte central da narrativa visual. Especialistas e usuários das redes sociais passaram a questionar se esse tipo de exposição cumpre um papel educativo e de conscientização ou se reproduz uma lógica de exploração simbólica da pobreza, em que a imagem do outro vulnerável é utilizada para fortalecer marcas pessoais, contratos publicitários e alcance digital. Nesse contexto, o debate se conecta diretamente a temas recorrentes em provas de redação, como direitos da criança e do adolescente, ética na comunicação, responsabilidade social nas redes digitais e o impacto da cultura do engajamento sobre causas humanitárias. Fonte adaptada: Metrópoles Texto 2 – A suspensão de ONGs em ações humanitárias expõe falhas estruturais ou reforça a necessidade de controle ético sobre a atuação de influenciadores? A atuação de organizações não governamentais em territórios estrangeiros voltou ao centro do debate público após a suspensão das atividades da ONG Zuzu For África em Angola. A instituição, fundada em 2017 no interior de São Paulo, ganhou visibilidade nacional após receber apoio de influenciadores digitais e artistas, mas teve seu trabalho interrompido temporariamente por questões relacionadas à regularização documental junto ao governo local. O caso ganhou destaque nas redes sociais não apenas pelo impacto da suspensão das atividades, mas também pelo contexto em que ocorreu. Nos dias que antecederam a decisão, influenciadores que participaram das ações humanitárias divulgaram imagens e vídeos com crianças em situação de vulnerabilidade, o que gerou críticas sobre a exposição desses menores como parte de narrativas digitais de engajamento. Segundo a ONG, a documentação exigida pelo Governo Provincial do Bengo foi apresentada e o processo administrativo segue em andamento. A organização afirma atuar há oito anos na comunidade local, oferecendo atendimento médico e odontológico, distribuição de alimentos, kits de higiene, materiais escolares e atividades recreativas. Ainda assim, o episódio reacendeu questionamentos sobre a responsabilidade institucional e ética em projetos humanitários amplamente divulgados nas redes sociais. A polêmica se intensificou após manifestações públicas que criticaram o chamado “imaginário colonial” presente em certas narrativas de ajuda humanitária, nas quais a pobreza é apresentada de forma descontextualizada, reforçando estereótipos e relações assimétricas de poder. Para críticos, ações voluntárias precisam ser acompanhadas de reflexão política, cuidado comunicacional e respeito à dignidade das populações atendidas, especialmente quando envolvem crianças. Por outro lado, defensores da exposição argumentam que a visibilidade gerada pelas redes sociais possibilita arrecadação de recursos e mobilização social, destacando resultados concretos, como a construção de moradias e a ampliação do alcance das ações assistenciais. Esse embate revela um dilema contemporâneo relevante para debates educacionais: até que ponto a exposição digital contribui para a conscientização social e quando ela passa a reforçar práticas problemáticas? Nesse sentido, o caso dialoga diretamente com temas recorrentes em redações de vestibulares e concursos, como ética na comunicação, direitos da criança e do adolescente, responsabilidade social das ONGs e o papel dos influenciadores digitais na mediação de causas humanitárias. Foto: Reprodução/InstagramFonte adaptada: g1 Texto 3 – A crítica à exposição de crianças em ações humanitárias revela um debate necessário sobre ética digital ou silencia vozes dissidentes nas redes sociais? A discussão sobre a exposição de crianças em ações humanitárias promovidas por influenciadores digitais ganhou um novo desdobramento após o ex-BBB João Luiz Pedrosa se tornar alvo de ataques virtuais ao criticar a forma

A Reaplicação do ENEM 2025 e a aplicação do exame para Pessoas Privadas de Liberdade (ENEM PPL) trouxeram como tema da redação “A idade mínima para o trabalho como forma de proteção à infância”. Com isso, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confirma, mais uma vez, o perfil social, crítico e reflexivo que orienta a prova de redação do exame. Ao longo de 2025, o ENEM apresentou três temas distintos, porém conectados por um mesmo eixo: a análise de problemas estruturais da sociedade brasileira. Enquanto a aplicação regular abordou as perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira e a aplicação especial na Grande Belém discutiu a valorização dos trabalhadores rurais no Brasil, oEnem PLL 2025 voltou o olhar para a infância, os direitos sociais e os limites do trabalho precoce. Nesse sentido, o tema do Enem PLL 2025exige do candidato não apenas domínio da estrutura dissertativo-argumentativa, mas também capacidade de articular aspectos legais, sociais e educacionais de forma crítica e coerente. Para não errar na abordagem, o ideal é treinar com correção especializada. Na Redação Online, sua redação é corrigida com base nos critérios oficiais do ENEM. O que o tema do Enem PLL 2025 exige do candidato? participante a refletir sobre a idade mínima para o trabalho não como um dado isolado, mas como um instrumento de proteção à infância. Assim, o debate não se limita à existência do trabalho infantil, mas envolve suas consequências, limites legais e impactos no desenvolvimento humano. Além disso, o candidato precisa demonstrar compreensão de que a infância é uma fase de formação integral, o que inclui acesso à educação, ao lazer e à proteção social. Dessa forma, argumentos que relacionam trabalho precoce à evasão escolar, à reprodução da desigualdade social e à violação de direitos fundamentais tendem a ser produtivos, desde que bem articulados. Portanto, mais do que apresentar uma opinião, o ENEM exige posicionamento crítico fundamentado, com progressão lógica de ideias e uso responsável de repertórios socioculturais. Possíveis recortes temáticos para desenvolver a redação enem PLL 2025 O tema permite alguns caminhos argumentativos recorrentes no ENEM. Entre eles, destacam-se: É importante ressaltar que o candidato deve escolher um recorte central, evitando tentar abordar todos os aspectos de forma superficial. A profundidade argumentativa, nesse caso, vale mais do que a quantidade de ideias. Análise dos textos motivadores da redação da enem PLL 2025 e da Reaplicação Para orientar a escrita do candidato, o Enem PLL 2025 apresentou uma coletânea diversificada de textos motivadores, que, em conjunto, constroem uma visão ampla sobre o trabalho infantil, seus impactos e sua relação com a proteção integral da infância. Cada texto cumpre uma função específica dentro da proposta e aponta caminhos argumentativos legítimos. Texto I — Base legal: o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) O primeiro texto apresenta um excerto do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), reforçando o princípio da proteção integral. Ao destacar que crianças e adolescentes são sujeitos de direitos e devem ter asseguradas condições para seu desenvolvimento físico, mental, moral e social, o texto estabelece o marco jurídico do debate. Assim, o ENEM deixa claro que a discussão sobre idade mínima para o trabalho não é opinativa ou moral, mas legal, social e constitucional. Esse texto legitima argumentos baseados em leis, direitos humanos e políticas públicas, funcionando como sustentação normativa para a tese do candidato. No entanto, é fundamental lembrar que o texto não deve ser copiado, e sim interpretado e mobilizado como fundamento argumentativo. Texto II — Dados estatísticos sobre o trabalho infantil no Brasil O segundo texto apresenta dados do IBGE sobre o número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil no Brasil, com recortes por ano e por gênero. Ao incluir informações quantitativas, a banca amplia o debate ao evidenciar que o trabalho infantil não é um problema pontual, mas estrutural e persistente, mesmo diante de avanços legislativos. Além disso, os dados revelam impactos diretos de contextos sociais mais amplos, como a pandemia, que interrompeu a coleta de estatísticas em determinados anos, mas não eliminou o problema. Esse texto permite ao candidato relacionar vulnerabilidade social, pobreza e trabalho precoce, fortalecendo argumentos sobre desigualdade e ausência de políticas públicas eficazes. Nesse sentido, o uso dos dados deve ser analítico, e não meramente descritivo. O ENEM valoriza a capacidade de interpretar números e conectá-los ao problema central do tema. Texto III — Texto literário: “Sementes”, de Emicida O terceiro texto traz um fragmento da música “Sementes”, de Emicida, introduzindo uma dimensão poética e simbólica à coletânea. Ao utilizar metáforas relacionadas ao crescimento, ao tempo e ao amadurecimento precoce, o texto reforça a ideia de que a infância é uma fase que não deve ser acelerada ou suprimida. Com isso, o ENEM abre espaço para uma abordagem mais humanizada do tema, permitindo ao candidato discutir os efeitos subjetivos do trabalho infantil, como a perda do direito de brincar, de estudar e de se desenvolver plenamente. Esse tipo de texto exige cuidado: ele deve ser interpretado criticamente, e não citado de forma solta ou decorativa. Quando bem utilizado, funciona como um repertório sociocultural produtivo, articulando cultura, sensibilidade social e argumentação. Texto IV — Imagem ilustrativa: infância e exploração do trabalho O quarto texto é uma imagem que representa a relação entre infância e trabalho, evidenciando situações de exploração, desigualdade e ruptura do direito à proteção. A presença de um texto não verbal exige do candidato leitura visual e interpretação simbólica, habilidade cada vez mais valorizada pelo ENEM. Essa imagem reforça a ideia de que o trabalho precoce está associado à violação de direitos, à exposição a riscos e à substituição do espaço escolar por ambientes de trabalho. Assim, ela dialoga diretamente com os textos legais e estatísticos, consolidando o eixo da proteção à infância. Texto V — Relação entre trabalho infantil, pobreza e evasão escolar O quinto texto apresenta um esquema explicativo que relaciona trabalho infantil, pobreza, evasão escolar, baixa qualificação e perpetuação das desigualdades sociais. Esse material cumpre papel central

Durante décadas, o Brasil foi definido como um país miscigenado, marcado pela convivência entre diferentes povos e culturas. No entanto, apesar dessa diversidade amplamente reconhecida no discurso social, grande parte da população brasileira desconhece sua própria ancestralidade. Esse distanciamento entre a realidade genética e a memória histórica revela um processo profundo de apagamento das origens africanas e indígenas na formação do país. Uma pesquisa científica inédita, publicada na revista Science e divulgada pelo Jornal Nacional, confirmou que o Brasil é o país mais miscigenado do mundo, reunindo uma complexa combinação de ancestralidades europeias, africanas e indígenas. Ainda assim, relatos pessoais mostram que muitos brasileiros sabem pouco ou quase nada sobre a história de suas famílias, especialmente quando se trata de origens não europeias. Esse desconhecimento não ocorre ao acaso, mas está ligado a um passado marcado por colonização, escravidão e violência, cujas consequências permanecem inscritas tanto na estrutura social quanto no próprio DNA da população. Dessa forma, discutir como o desconhecimento da própria ancestralidade reflete o apagamento histórico da miscigenação no Brasil torna-se fundamental para compreender os impactos da desigualdade racial, da invisibilização de povos originários e da forma como a história oficial foi construída. O tema dialoga diretamente com questões de identidade, memória coletiva, ciência e justiça social, sendo altamente pertinente para redações do ENEM, vestibulares e concursos. Textos motivadores sobre miscigenação no Brasil Texto I — Brasil é o país mais miscigenado do mundo, conclui pesquisa inédita Reprodução jornal nacional Uma pesquisa científica inédita concluiu que o Brasil possui a maior diversidade genética do mundo. O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo e integrante do projeto DNA do Brasil, analisou o genoma de mais de 2,7 mil pessoas de diferentes regiões, incluindo capitais e comunidades ribeirinhas. Os resultados mostram que a população brasileira é composta, em média, por 60% de ancestralidade europeia, 27% africana e 13% indígena, com variações regionais significativas. A pesquisa também revelou que a miscigenação brasileira foi marcada por profundas desigualdades históricas. Cerca de 71% da herança genética masculina tem origem europeia, enquanto 77% da herança genética feminina é africana ou indígena, evidenciando relações assimétricas e episódios de violência durante o período colonial. Além disso, os cientistas identificaram mais de 8 milhões de variações genéticas inéditas, muitas delas relacionadas a ancestralidades pouco estudadas, como as africanas e indígenas, tradicionalmente ausentes dos grandes bancos de dados genéticos. Esses dados demonstram que, embora a miscigenação seja uma característica central da formação do Brasil, a história das populações que a compõem foi frequentemente silenciada ou distorcida. Assim, a ciência genética surge não apenas como ferramenta para avanços na saúde, mas também como meio de revelar narrativas históricas apagadas e promover uma reflexão crítica sobre identidade e memória no país. Fonte adaptada: Jornal Nacional. Texto II — Como a miscigenação, a imigração e a violência histórica deixaram marcas no DNA dos brasileiros? Um estudo científico publicado na revista Science e divulgado pela BBC News Brasil revelou que a história da colonização do país não está registrada apenas em livros, mas também no DNA da população atual. A partir do sequenciamento completo do genoma de mais de 2,7 mil brasileiros, pesquisadores identificaram evidências diretas dos fluxos migratórios, da escravidão e das relações desiguais que marcaram os últimos cinco séculos da formação do Brasil. Os dados mostram que a miscigenação brasileira ocorreu de forma profundamente assimétrica. Mais de 70% da herança genética masculina tem origem europeia, enquanto a maior parte da herança genética feminina é africana ou indígena. Esse desequilíbrio evidencia um passado marcado pela violência colonial, pela escravização de povos africanos e pela exploração de mulheres indígenas e negras, cujas histórias foram sistematicamente silenciadas ao longo do tempo. Além disso, o estudo aponta que o Brasil foi palco do maior deslocamento intercontinental de populações da história. Entre os séculos XVI e XIX, cerca de 5 milhões de europeus migraram para o país, enquanto ao menos 5 milhões de africanos foram trazidos à força como pessoas escravizadas. Esse processo resultou em uma diversidade genética inédita, com combinações de ancestralidades que não existem nem mesmo nos continentes de origem. Apesar dessa riqueza genética, muitos brasileiros desconhecem sua própria ancestralidade, especialmente quando ligada a povos africanos e indígenas. Esse desconhecimento não é aleatório, mas consequência de um apagamento histórico promovido por narrativas oficiais que privilegiaram a herança europeia e minimizaram a violência estrutural que sustentou a miscigenação no país. Assim, o DNA brasileiro passa a funcionar como um documento histórico vivo, revelando desigualdades, exclusões e silenciamentos que ainda impactam a construção da identidade nacional. Fonte adaptada: BBC News Brasil TEXTO III Como a miscigenação no Brasil revela um processo histórico marcado por violência, apagamento e ressignificação cultural? Segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, a identidade brasileira se consolidou a partir de um processo histórico complexo, marcado tanto por violência e imposição quanto por resistência e ressignificação cultural. A miscigenação entre indígenas, africanos e europeus não ocorreu de forma espontânea ou harmoniosa, mas foi atravessada por relações de poder desiguais. Ao longo da colonização, o encontro entre esses grupos foi mediado por dominação territorial, escravidão e exploração. Ainda assim, povos indígenas e africanos resistiram, preservando saberes, tradições e práticas culturais que influenciam profundamente a sociedade brasileira até hoje. Compreender a miscigenação no Brasil, portanto, significa ir além da diversidade étnica. Implica reconhecer os conflitos históricos, os processos de adaptação e as criações culturais que deram origem à formação do povo brasileiro. Nesse contexto, o desconhecimento da própria ancestralidade pode ser entendido como reflexo de um apagamento histórico, especialmente das contribuições indígenas e africanas, frequentemente silenciadas nos registros oficiais e no ensino tradicional da história nacional. Fonte adaptada: jurismenteaberta TEXTO IV – De que forma a arte brasileira revela a miscigenação e as desigualdades sociais invisibilizadas na história do país? Pintada em 1933, a obra Operários, da artista modernista Tarsila do Amaral, é considerada um dos principais retratos do processo de industrialização brasileira, especialmente no estado de São Paulo. A tela apresenta cinquenta e um trabalhadores da indústria, organizados lado a lado,

A primeira etapa do Seriado UFMG 2025–2027 marcou oficialmente a estreia de um novo modelo de seleção da Universidade Federal de Minas Gerais e, mais do que isso, revelou com clareza o perfil de estudante que a instituição pretende formar e selecionar ao longo dos próximos anos. A prova combinou questões objetivas tradicionais, alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com uma questão discursiva de caráter reflexivo e argumentativo, que exigiu domínio da escrita, leitura crítica e capacidade de articulação de ideias. Esse equilíbrio entre objetividade e argumentação mostra que o seriado não avalia apenas conteúdo, mas também maturidade intelectual desde a 1ª série do Ensino Médio. Neste post, você confere uma análise completa da 1ª fase do Seriado UFMG, com foco na questão discursiva, nos textos motivadores, nos critérios de correção, na estrutura da prova objetiva e no que tudo isso indica para quem seguirá no processo até 2027. Como foi estruturada a prova da 1ª fase do Seriado UFMG? A prova foi composta por 45 questões objetivas, distribuídas entre as quatro áreas do conhecimento previstas na BNCC, e 1 questão discursiva, totalizando 49 pontos na etapa. Embora a parte objetiva represente a maior parcela da nota, a discursiva exerce papel estratégico, pois avalia competências que não aparecem nas alternativas de múltipla escolha, como argumentação, clareza textual e posicionamento crítico. Esse modelo reforça uma tendência já observada em grandes vestibulares: não basta acertar conteúdo, é preciso saber pensar e escrever sobre ele. Como foi a questão discursiva da 1ª fase do Seriado UFMG? A questão discursiva teve como tema “a importância das línguas para a humanidade” e solicitou a produção de um artigo de opinião, com mínimo de 12 e máximo de 15 linhas, a ser publicado em um jornal de grande circulação. Desde o comando, a banca deixou claro que o candidato deveria: A discursiva valeu 4 pontos, o que pode parecer pouco à primeira vista, mas, na prática, funciona como um forte critério de desempate, especialmente entre candidatos com desempenho semelhante na prova objetiva. Quais textos motivadores embasaram a discursiva? A coletânea apresentou quatro textos, que dialogavam de forma complementar: Essa diversidade textual exigiu do candidato leitura atenta, interpretação crítica e habilidade de diálogo entre linguagens verbais e não verbais, algo que se aproxima muito do que é cobrado em vestibulares como ENEM, UNICAMP e FUVEST. O que a banca avaliou na questão discursiva? A correção da discursiva seguiu critérios objetivos e bem definidos no edital. Foram considerados: Além disso, a banca analisou: A resposta deveria ser manuscrita, com caneta azul ou preta transparente, o que reforça a necessidade de treino também no formato físico da prova. Como foi a prova objetiva da 1ª fase da UFMG? De modo geral, a prova objetiva manteve semelhanças com vestibulares mais tradicionais. As questões apresentaram enunciados diretos, especialmente em Matemática e Ciências da Natureza, com cobrança de conteúdos clássicos, como: Esse formato indica que o seriado não abandona o conteúdo, mas o complementa com avaliação de competências mais complexas na parte discursiva. Linguagens e Ciências Humanas: onde a prova mais exigiu interpretação Em Linguagens e Ciências Humanas, a prova apresentou maior diversidade textual e exigência interpretativa. Obras e referências culturais apareceram tanto nos enunciados quanto nas alternativas, como: Já nas línguas estrangeiras, os temas abordaram questões contemporâneas, como guerra, meio ambiente, esporte, bullying e vacinação, exigindo leitura contextualizada e atenção ao sentido global dos textos. A interdisciplinaridade apareceu de forma efetiva? Apesar de a UFMG anunciar a interdisciplinaridade como eixo central do Seriado, nesta primeira etapa ela apareceu de forma mais concentrada na questão discursiva e em alguns itens de Linguagens. Ainda assim, o modelo aponta para uma tendência clara: a universidade valoriza a capacidade de conectar saberes, e isso tende a se intensificar nas próximas fases. O que essa prova revela sobre o perfil de aluno que a UFMG busca? A 1ª fase do Seriado UFMG deixa evidente que a universidade procura estudantes que sejam: Não se trata apenas de acertar respostas, mas de construir pensamento. Como se preparar para as próximas fases do Seriado UFMG? Diante desse cenário, a preparação precisa ser estratégica e contínua. É fundamental: 👉 Na Redação Online, você encontra: ✔ correções em até 24h ✔ treino para todos os gêneros discursivos ✔ Clube do Livro integrado à escrita✔ preparação para ENEM, vestibulares e concursos

A UNESP (Universidade Estadual Paulista) é uma das maiores e mais concorridas instituições públicas do Brasil. Seu vestibular, aplicado pela banca VUNESP, é conhecido por temas sociais, filosóficos e culturais que exigem análise crítica, autonomia intelectual e domínio da norma-padrão. Em 2026, o segundo dia da segunda fase trouxe 12 questões discursivas de Linguagens e a redação, cujo tema foi: “Vivemos uma epidemia de solidão?” Neste post, você vai entender: Qual foi o tema da redação da UNESP 2026? A pergunta “Vivemos uma epidemia de solidão?” exige que o candidato analise: • O conceito de solidão como fenômeno social contemporâneo A banca não espera sentimentalismo, mas sim reflexão estruturada. • O uso do termo “epidemia” como metáfora sociológica Cabe discutir se a solidão se espalha como um problema coletivo — ligado a tecnologia, urbanização, trabalho, saúde mental, individualismo etc. • As causas estruturais da solidão moderna • As consequências sociais da solidão • O posicionamento claro sobre a pergunta A tese precisa responder SIM ou NÃO, com justificativas sólidas. Quer aprender a escrever redações do nível UNESP? Como interpretar o tema da UNESP 2026? A interpretação mais segura envolve três passos: 1. Identificar o problema central A solidão não é apenas individual: a palavra epidemia indica que é socialmente disseminada. 2. Analisar causas e processos sociais A banca valoriza explicações estruturais, não opiniões pessoais. 3. Apresentar um ponto de vista claro A pergunta norteia toda a elaboração da tese. Quais foram os temas de redação da UNESP nos últimos anos? Eles seguem um padrão: fenômenos sociais contemporâneos analisados sob lente filosófica, política, midiática ou cultural. Ano Tema Oficial 2026 Vivemos uma epidemia de solidão? 2025 Medicalização da vida: a quem interessa? 2024 Faz-se necessária a proibição do uso de celular nas escolas? 2023 A lógica do condomínio: o espaço público está em declínio? 2022 “Tudo bem não estar bem?”: a tristeza em tempos de felicidade compulsória 2021 O carro será o novo cigarro? 2020 Tempo é dinheiro? Padrão da banca: Temas filosóficos, urbanos, comportamentais e sociológicos — sempre com estrutura reflexiva e analítica. Vai prestar UNESP? Nossos cursos têm correção por banca, aulas específicas e simulados discursivos. Treine como quem quer ser aprovado. O que os textos motivadores da UNESP 2026 abordavam? A proposta da UNESP 2026 trouxe um conjunto de cinco textos motivadores, todos articulados para construir uma visão ampla, crítica e multifacetada do fenômeno contemporâneo da solidão. Diferente do ENEM, a UNESP não usa textos apenas para contextualizar. Ela provoca interpretações complexas, reunindo história, poesia, sociologia, saúde pública e mídia, tudo para exigir do candidato análise, abstração e autonomia argumentativa. A seguir, veja o que cada texto motivador abordava e qual função desempenhava no projeto da banca: Texto 1 — A solidão como fenômeno histórico e evolutivo Trecho de Georges Minois, historiador. O texto explica que, durante milênios, o ser humano não podia sobreviver sozinho. A vida em grupo era essencial para proteção e continuidade da espécie. Função no conjunto: Texto 2 — A solidão na vida urbana moderna Poema de Drummond, retratando o isolamento humano em meio ao barulho, aos carros, às tecnologias. Função no conjunto: Texto 3 — A solidão como abandono e pedido de conexão Charge de Jean Vó, com humor crítico. Função no conjunto: Texto 4 — A solidão como problema de saúde pública global Dados e análises da OMS e da Comissão “Conexão Social”. O texto aponta que: Função no conjunto: Texto 5 — Solidão, mídia, infância e confusão conceitual Estudo da Universidade de Michigan. O texto discute: Função no conjunto: Em síntese: qual é a lógica da coletânea da UNESP 2026? A banca construiu um percurso argumentativo que permite ao candidato: Ou seja, a coletânea oferece matéria-prima rica, mas exige: Exatamente o estilo tradicional da UNESP. Quanto vale a redação da UNESP? A redação vale 28 pontos, calculados pela fórmula: Nota final = (nota atribuída × 28) ÷ 11 A nota máxima possível é:➡️ 28/28 Qual é o tipo de texto exigido pela UNESP? A banca exige um texto dissertativo-argumentativo, em prosa, com: A proposta de intervenção NÃO é obrigatória. Qual é a estrutura ideal para uma redação da UNESP? A UNESP não aceita modelos decorados. Ela quer autonomia. Introdução – 3 funções essenciais Desenvolvimento – 2 parágrafos Cada um deve conter: Conclusão Síntese + reafirmação da tese.Não precisa sugerir intervenção. Quais os critérios de correção da redação da UNESP? A banca avalia três critérios principais: A) Tema Zera se fugir ao tema ou ao gênero. Avalia: B) Estrutura / Coerência / Gênero Avalia: C) Linguagem e Coesão Avalia: Textos curtos (até 15 linhas) perdem nota. Há até 33 linhas disponíveis na folha. O que pode zerar uma redação na UNESP? A redação é zerada se houver: Redação da UNESP x Redação do ENEM: qual é a diferença? Elemento UNESP ENEM Gênero Dissertativo-argumentativo Dissertativo-argumentativo Proposta de intervenção Não é obrigatória Obrigatória Coletânea Proibido copiar; paráfrase excessiva é penalizada Pode ser usada indiretamente Estrutura Livre, analítica, filosófica Rígida, guiada por 5 competências Correção 3 critérios 5 competências Nota 0–28 0–1000 Penalização principal Falta de autonomia Falta de coesão e intervenção Tamanho Até 33 linhas 7 a 30 linhas Como estudar para a redação da UNESP? A UNESP premia: Como treinar de verdade: Cronograma oficial da UNESP 2026 Para orientar os candidatos e ajudar no planejamento, abaixo estão as principais datas da segunda fase, provas específicas e matrícula da UNESP 2026: 07/12/2025 — Primeiro dia da segunda fase 08/12/2025 — Segundo dia da segunda fase 16 a 22/12/2025 — Provas de Habilidades Específicas 21/12/2025 — Provas de Habilidades Específicas 30/01/2026 — Divulgação da Lista Geral de Classificação 02 a 04/02/2026 — Matrícula Virtual da 1ª Chamada Conclusão A redação da UNESP exige muito mais que fórmulas prontas: ela cobra interpretação fina, análise crítica e autonomia textual. O tema de 2026 — “Vivemos uma epidemia de solidão?” — reforça essa tradição ao exigir que o estudante compreenda fenômenos sociais complexos e articule argumentos consistentes. Conhecer o padrão da banca, estudar temas anteriores, dominar a

No dia 7 de dezembro de 2025, ocorreu a prova de redação do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026. A banca apresentou um tema de grande relevância social: a desigualdade social no Brasil, construído a partir de textos literários, música popular e dados estatísticos. O candidato deveria escrever um texto de até 30 linhas, escolhendo entre três gêneros: A seguir, você encontra a análise completa do tema, dos textos motivadores, das propostas de redação e de como a UFSC espera que o candidato desenvolva sua resposta. Como a banca estruturou o tema de desigualdade social? O tema foi construído de forma interdisciplinar, unindo literatura brasileira, cultura popular e dados econômicos. Texto 1 — Quatro obras literárias obrigatórias Os fragmentos de: expõem realidades marcadas por exploração, precariedade, desigualdade de gênero, classe e raça. A banca apresentou essas obras não apenas como referências culturais, mas como pilares interpretativos: o candidato deveria reconhecer que a desigualdade social é histórica, estrutural e atravessa diversas formas de vida no Brasil. Texto 2 — Música “Xibom Bombom” A canção reforça a mobilidade social limitada, sintetizada no verso:“É que o de cima sobe e o de baixo desce”. A música reforça: Esse texto dialoga diretamente com narrativas individuais, tornando-o especialmente útil para a crônica e para a carta ao futuro. Texto 3 — Infográfico de desigualdade O infográfico apresenta dados como: A função desse texto é objetivar o problema, oferecendo subsídios concretos para embasar a argumentação no manifesto e dar verossimilhança à carta. Análise das três propostas de redação A UFSC avaliou não apenas o conteúdo, mas a capacidade de adequação ao gênero textual. Cada proposta exige uma estrutura, um propósito comunicativo e um tom próprio. 1. Manifesto — denúncia e mobilização coletiva O candidato poderia escrever: A estrutura esperada inclui: A banca avaliou se o estudante: 2. Crônica — o cotidiano atravessado pela desigualdade A crônica deveria mostrar como a desigualdade aparece na vida real: O que a banca esperava: A crônica não exige soluções diretas, mas uma reflexão vinculada ao cotidiano. 3. Carta ao “eu do futuro” — projeção social e responsabilidade histórica O candidato deveria imaginar-se em 2030, ao concluir sua graduação.Espera-se: A banca valorizou: Como a UFSC corrige a redação: análise aplicada ao tema 2026 A seguir, os quatro critérios aplicados ao tema deste ano, com explicação prática do que a banca procurou. 1. Adequação ao tema e ao gênero (2,5 pontos) O avaliador analisa: Erro comum: transformar crônica em dissertação ou manifesto em desabafo pessoal. 2. Modalidade escrita padrão (2,5 pontos) O foco é: Nesse tema, a banca penalizou: 3. Coerência e coesão (2,5 pontos) Avaliação da: Para este tema, espera-se: 4. Informatividade e argumentação/narratividade (2,5 pontos) É o critério que mais diferencia notas altas. A banca procurou: Como os textos motivadores dialogam com cada gênero? Gênero Relação com os textos motivadores Manifesto Uso direto do infográfico; denúncia baseada em obras literárias; tom crítico da música Crônica Expressões do cotidiano presentes nas obras e na música Carta ao futuro Projeções baseadas em dados do infográfico e nas críticas sociais das obras Temas semelhantes que o Redação Online já trabalhou Para fortalecer o repertório dos seus estudos, o Redação Online já abordou temas que dialogam diretamente com desigualdade e mobilidade social — núcleo da prova de 2026. Ambos complementam a discussão sobre desigualdade, políticas públicas e mobilidade social no país. Por que o tema de 2026 é coerente com a linha editorial da banca? Porque reforça características marcantes da UFSC: Esse tema sintetiza a essência do vestibular: avaliar formação crítica, leitura de mundo e capacidade comunicativa. Cronograma do Vestibular UFSC/IFSC/IFC 2026 Etapa Data Prova 1 6/12/2025 Prova 2 (Redação) 7/12/2025 Provas de Artes 16–22/12/2025 Provas da FAAC 21/12/2025 Lista geral de classificados 30/01/2026 Matrícula virtual 2 a 4/02/2026 Conclusão — o que o candidato aprende com a redação de 2026 A redação do Vestibular UFSC/IFSC/IFC 2026 mostrou que: Para quem prestará o Unificado 2027, a melhor estratégia é: A redação da UFSC não exige apenas escrita: exige consciência social e domínio técnico. Se você vai fazer o Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2027, prepare-se com estratégia.No Redação Online, você treina todos os gêneros cobrados pela banca, estuda as obras obrigatórias, acompanha análises completas e participa do nosso Clube do Livro. Em 2026, teremos aulas específicas para esse vestibular.

O avanço das redes sociais transformou profundamente a forma como os indivíduos se informam, se relacionam e constroem percepções sobre o mundo. Nos últimos anos, porém, esse ambiente digital passou a ser marcado por um fenômeno preocupante: a “isca de raiva”, estratégia utilizada para provocar indignação e estimular engajamento rápido por meio de conteúdos provocativos, distorcidos ou emocionalmente carregados. O aumento expressivo desse tipo de publicação tem contribuído para a intensificação de conflitos online, a deterioração do diálogo público e o agravamento de problemas de saúde mental, especialmente entre jovens e adultos hiperconectados. Diante desse cenário, analisar os impactos socioemocionais e comportamentais da “isca de raiva” torna-se fundamental para compreender os desafios contemporâneos ligados à tecnologia, à desinformação e ao bem-estar psicológico. Por isso, o tema tem sido amplamente discutido por educadores, pesquisadores e avaliadores, configurando-se como uma possibilidade concreta para ENEM, vestibulares e concursos que exploram questões atuais da cultura digital. Textos motivadores sobre o tema “isca de raiva” Texto I – O que significa “isca de raiva” nas redes sociais? O termo “isca de raiva” (rage bait) foi eleito como expressão do ano pela Oxford University Press, após registrar uma alta expressiva no uso ao longo dos últimos meses. A expressão descreve táticas manipuladoras que buscam provocar irritação, indignação ou frustração no usuário para aumentar engajamento, tráfego e alcance de publicações. Segundo o dicionário, esse tipo de conteúdo é produzido deliberadamente para despertar emoções negativas, funcionando como uma evolução do clickbait. Enquanto o clickbait atrai pela curiosidade, a isca de raiva tem como objetivo direto provocar reações emocionais intensas, fazendo com que o público interaja mais. A escolha do termo reflete o clima emocional das discussões digitais de 2025 e se conecta ao aumento da exaustão mental, da polarização e do consumo acelerado de conteúdos provocativos nas redes sociais. Especialistas apontam que, mesmo sem perceber, a maioria dos usuários já foi alvo desse tipo de manipulação emocional enquanto rolava o feed. Fonte adaptada:g1 Texto 2 – Como o “rage bait” influencia emoções e polarização nas redes sociais? O dicionário de Oxford escolheu rage bait como palavra do ano de 2025. O termo descreve conteúdos digitais criados para provocar irritação e gerar alto engajamento nas redes sociais. Publicações provocativas despertam emoções fortes e são impulsionadas pelos algoritmos, que priorizam aquilo que captura mais atenção. Segundo a psicóloga Leihge Roselle, o cérebro humano tem tendência a prestar mais atenção a estímulos que provocam alerta ou ruptura de padrão. Essa inclinação favorece a difusão de conteúdos que despertam raiva, medo ou indignação, o que explica a velocidade com que esses materiais se espalham. O fenômeno se conecta também ao aumento das relações parasociais. O dicionário de Cambridge escolheu “parassocial” como palavra do ano. O termo descreve vínculos emocionais que indivíduos formam com figuras públicas mesmo sem contato real. A rotina de influenciadores nas redes desenvolve sensação de convivência e cria uma blindagem moral em torno dessas figuras, dificultando o pensamento crítico. Pesquisadores afirmam que o rage bait contribui para um ambiente digital mais tóxico. Segundo Marie Santini, professora da UFRJ, a indignação online é usada como estratégia de monetização e não promove avanços coletivos. Algoritmos reforçam esse ciclo ao recomendar conteúdos semelhantes sempre que percebem aumento do engajamento. Esse cenário amplia a polarização e reduz o espaço para debates racionais. A exposição constante ao rage bait intensifica emoções viscerais, produz ressentimento e dificulta o encontro de informações que contrariem as crenças dos usuários. Fonte: Adaptado de Poder360 Texto 3 – Como a ciberpsicologia explica os efeitos do rage bait na saúde mental dos usuários? A sensação de indignação ao navegar pelas redes é cada vez mais comum. Esse fenômeno é explicado pelo rage bait. O termo descreve conteúdos produzidos para provocar irritação e gerar engajamento emocional. Na ciberpsicologia, o rage bait revela como os algoritmos priorizam emoções intensas para manter o usuário conectado. O rage bait assume diversos formatos. Pode aparecer em opiniões extremas, manchetes sensacionalistas, ataques a grupos sociais ou vídeos editados para destacar trechos polêmicos. Mesmo quando a intenção é criticar o conteúdo, cada reação fortalece o seu alcance. O algoritmo interpreta comentários e curtidas como sinais de relevância. A exposição frequente a esse tipo de conteúdo afeta a saúde mental. A ativação constante do sistema de ameaça aumenta a ansiedade. O viés de negatividade faz com que estímulos provocativos capturem mais atenção. O cérebro reage como se estivesse diante de um risco real. Pesquisadores destacam que o consumo repetido desses gatilhos aumenta irritabilidade, reforça polarizações e alimenta a sensação de impotência. A pessoa passa mais tempo em alerta, desenvolve pensamentos automáticos distorcidos e interpreta situações de forma catastrófica. Essas respostas emocionais tendem a se intensificar com o uso contínuo. A psicologia observa que o rage bait pode estimular padrões como catastrofização, generalização e leitura mental. Esses processos cognitivos fortalecem a emoção de raiva. Técnicas de reestruturação cognitiva ajudam o indivíduo a questionar interpretações precipitadas e a reduzir o impacto emocional dessas interações. Estratégias práticas podem minimizar o efeito do rage bait. Entre elas estão a pausa consciente antes de reagir, o controle de exposição, a seleção de conteúdos mais saudáveis e a compreensão do funcionamento dos algoritmos. Essas medidas reduzem o ciclo de engajamento emocional. A ciberpsicologia aponta ainda que o problema é estrutural. O modelo de negócios das plataformas se baseia em atenção contínua. Enquanto isso permanecer, o rage bait terá vantagem. A discussão sobre educação digital, políticas públicas e regulação das plataformas é essencial para reduzir danos coletivos. Fonte: Adaptado de Psicoterapia e Afins. Disponível em:https://www.psicoterapiaeafins.com.br/2025/08/26/raiva-nas-redes-sociais-algoritmos-saude-mental/ Texto 4 – Por que o termo “rage bait” foi escolhido como palavra do ano pelo Oxford Dictionary? O Oxford University Press escolheu rage bait como a Palavra do Ano de 2025. O termo indica conteúdos criados deliberadamente para provocar irritação e aumentar o engajamento nas plataformas digitais. Essas publicações despertam emoções fortes e são impulsionadas por algoritmos que priorizam reações intensas. Fonte: Adaptado de O Globo. Quais repertórios socioculturais ajudam a explicar o fenômeno da isca de raiva?

A edição 2026 do PAES UEMA trouxe um dos temas mais instigantes e socialmente relevantes dos últimos anos. A proposta convidou o candidato a refletir sobre como os diferentes cenários político-sociais, do Brasil e do mundo, atravessam, moldam e tensionam a experiência das juventudes brasileiras. A partir do romance As Meninas, de Lygia Fagundes Telles, e de textos sociológicos sobre juventude, a banca estruturou um tema que exige leitura crítica, sensibilidade social e domínio sólido do texto dissertativo-argumentativo. Ainda na abertura da prova, os estudantes foram informados de que não se pode falar de “uma juventude universal”, já que existem múltiplas juventudes, atravessadas por desigualdades, pertencimentos, culturas, identidades e transformações históricas. A questão central, portanto, consistia em analisar como esses diferentes contextos políticos e sociais impactam a vida dos jovens e, sobretudo, como esses impactos moldam suas perspectivas, seus desafios e suas possibilidades de futuro. Antes da análise detalhada, vale lembrar que já havíamos preparado um material completo sobre o PAES aqui: 👉 Clique aqui para ver tudo sobre o PAES UEMA 2026https://redacaonline.com.br/blog/paes-uema-2026-tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-dominar-a-prova-e-tirar-nota-maxima-na-redacao/ O que o tema realmente pediu? A prova exigiu um texto dissertativo-argumentativo, em prosa, que apresentasse pelo menos dois argumentos válidos, articulados logicamente e fundamentados pelos textos motivadores. Nesse sentido, alguns elementos fundamentais precisavam estar presentes: Para treinar esse gênero com profundidade e direcionamento específico: A coletânea: o que cada texto trouxe e como relacioná-los A banca utilizou duas bases principais: trechos críticos sobre o romance As Meninas e textos acadêmicos sobre juventude. Cada parte cumpre uma função importante. 1. O romance As Meninas: juventude, política e turbulência histórica As críticas literárias citadas na prova destacam: Nesse sentido, o romance funciona como uma lente para observar como contextos adversos moldam identidades, sonhos e traumas das juventudes. Assim, o candidato poderia desenvolver: 2. Textos sociológicos sobre juventude: múltiplas realidades, múltiplos desafios Os textos motivadores reforçaram que: Assim, o candidato precisava analisar como: O segredo era articular as perspectivas sociais do texto com a sensibilidade literária de As Meninas. Argumentos possíveis para desenvolver na redação 1. Juventudes e desigualdades estruturais Desigualdades econômicas, raciais e territoriais moldam experiências juvenis, influenciam pertencimento e criam barreiras para educação, cultura, trabalho e participação política. 2. Juventudes e instabilidade política Ciclos de crise institucional geram medo, desinformação e incerteza quanto ao futuro, especialmente para jovens em situação de vulnerabilidade. 3. Juventudes e violência física/digital A juventude brasileira é um dos grupos mais afetados por violência policial, violência de gênero, violência urbana e ataques digitais — fenômenos que influenciam autoestima, inclusão e projeto de vida. 4. Juventudes e resistência Apesar dos desafios, a juventude é protagonista histórica de movimentos culturais, políticos e sociais; transforma linguagens e mobiliza tecnologias para criar novas formas de resistência. Repertórios socioculturais possíveis Todos esses repertórios permitem aprofundar a tese e aplicar a coletânea de maneira produtiva. Como o Redação Online prepara você especialmente para o PAES Para além dos conteúdos aprofundados no blog, o Redação Online oferece: CONCLUSÃO Conclui-se que o tema do PAES UEMA 2026, “Os cenários político-sociais e seus impactos na vida das juventudes brasileiras”, representa uma oportunidade rara para que o candidato demonstre não apenas seu domínio do texto dissertativo-argumentativo, mas sobretudo sua capacidade de compreender as múltiplas camadas que atravessam a realidade social do jovem no Brasil. Ao articular o romance As Meninas com as análises sociológicas apresentadas na coletânea, a prova convidou o estudante a refletir, com profundidade, sobre como instabilidades políticas, desigualdades estruturais, transformações culturais e crises sociais impactam diretamente trajetórias juvenis, expectativas de futuro e processos identitários. Diante disso, preparar-se com o Redação Online torna-se uma estratégia essencial para quem deseja não apenas compreender profundamente esse tema, mas também dominar a forma como a UEMA cobra argumentação, leitura crítica e repertório. Com aulas específicas para o vestibular, correção direcionada em até 24 horas, análises dos principais gêneros, simulações da banca, banco com mais de 1.200 temas e acompanhamento completo, o estudante passa a ter segurança, método e constância para alcançar sua melhor performance. Por fim, se o seu objetivo é tirar nota máxima no PAES e construir textos consistentes, atuais e bem fundamentados, o caminho é claro: estudar com quem mais acerta temas de redação, quem prepara de forma estratégica e quem transforma conhecimento em resultado. 👉 Clique aqui e inicie agora sua preparação direcionada para o PAES UEMA 2027. Treine com método, receba correção profissional e alcance o alto desempenho que você merece.