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Você tem alguma peça de roupa com a etiqueta “Made in China” em sua gaveta? E jeans, você tem? O assunto hoje é esse – moda sustentável e consciente. Você não tem ideia de quanto o meio ambiente e a sociedade podem ter sido impactados por essas roupas! Estamos deixando alguns textos de apoio superinteressantes, abaixo, para você entender melhor sobre o que estamos falando. Com base nos textos e em todo o seu conhecimento, faça uma dissertação argumentativa sobre o tema: a importância da moda sustentável e consciente. Texto 1 sobre moda sustentável O que é moda sustentável? Entende-se como moda sustentável aquela que se preocupa em usar métodos de produção que não produzam ou, pelo menos, minimizem o impacto ambiental e possui como principal objetivo oferecer peças com durabilidade e que tenham o uso prolongado. Na moda sustentável, são aplicados métodos que são menos poluentes: O que é moda consciente? Os debates em torno da moda consciente se intensificaram nos últimos anos, principalmente, após a repercussão do desabamento, em 2013, do Rana Plaza, que era um prédio que abrigava uma fábrica têxtil em Bangladesh. Nessa fábrica eram produzidas roupas para grandes marcas de fast fashions ocidentais. Muita gente pensa que moda sustentável e moda consciente é a mesma coisa. Apesar de serem complementares, há diferenças no conceito de moda sustentável e moda consciente. Enquanto que a moda sustentável se preocupa com as formas de produção da indústria têxtil, a moda consciente é quando o consumidor manifesta em suas compras a preocupação com as questões ambientais e também sociais que envolvem a produção em massa das fast fashions. Além disso, na moda consciente, se busca produtos com materiais sustentáveis e de qualidade e que, além de ter maior durabilidade, também sejam atemporais, como são os casos das roupas e acessórios de grifes. Adaptado de blog etiqueta única – moda sustentável e moda consciente (Adaptado) TEXTO 2 Jeans: peça mais versátil é também uma das que mais polui Você sabia que uma das peças coringas do nosso guarda-roupa é também uma das que mais impactam o meio ambiente durante a produção? De acordo com o relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), “fazer um par de jeans requer cerca de 7,5 mil litros de água, o equivalente à quantidade que uma pessoa média consome em sete anos”. No Brasil, o projeto Pegada Hídrica Vicunha – do Movimento Ecoera, empresa de consultoria e ensino de sustentabilidade para os mercados de moda, beleza e design – mapeou o consumo de água no ciclo de vida de uma calça jeans no Brasil, desde o plantio do algodão, até o consumidor final. Por isso, os resultados mostraram que a indústria brasileira gasta, em média, 5.196 mil litros de água para produzir uma única peça de calça jeans. As consequências sociais do fast fashion A indústria têxtil também promove desigualdades sociais, já que oferece condições de trabalho precárias, assim, contribuindo para aumentar o abismo no desenvolvimento global entre os hemisférios norte e sul. O livro Armario Sostenible, de Laura Opazo, detalha como as grandes empresas do setor trabalham com empresas intermediárias, que, por sua vez, subcontratam serviços a empresas menores, o que leva a uma rede difícil de controlar. O elo mais fraco da cadeia, ou seja, os funcionários, é o que mais sofre. A necessidade de responder ao ritmo sempre crescente de entrega para atender à demanda leva a longas horas de trabalho e salários desvalorizados. Adaptado de national geographic brasil – moda sustentável uma alternativa verde ao fast fashion TEXTO 3 Slow fashion Em contraposição ao fast fashion – sistema de produção de moda atual que prioriza a fabricação em massa, a globalização, o apelo visual, o novo, a dependência, a ocultação dos impactos ambientais do ciclo de vida do produto, o custo baseado em mão de obra e materiais baratos sem levar em conta aspectos sociais da produção -, o slow fashion surgiu como uma alternativa socioambiental mais sustentável no mundo da moda. A prática do slow fashion preza pela diversidade, prioriza o local em relação ao global, promove consciência socioambiental, contribui para a confiança entre produtores e consumidores, pratica preços reais que incorporam custos sociais e ecológicos, mas também mantém sua produção entre pequena e média escalas. Fonte: ecycle moda sustentável/ TEXTO 4 A importância da moda sustentável e consciente | Repertório para usar na redação https://youtu.be/LjQ7hMbfEDw Estamos curiosos para ler sua redação sobre moda sustentável e consciente, e fazer as correções necessárias pra ajudar você!

Você sempre usa filtros? Ou nem sabe o que é isso? Bem, prepare-se, porque é um tema que tem tudo para cair na sua prova de redação! Então, leia os textos motivadores e, com base nos conhecimentos, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema ”Medidas para reduzir o impacto negativo dos filtros do Instagram sobre a autoestima”. Não esqueça de aproveitar a lista de repertórios socioculturais que preparamos sobre o tema! Texto 1 filtros autoestima Fonte: Cosme Junior (@cfsousarj) / Twitter TEXTO 2 Nas redes, mulheres incentivam a coragem de publicar foto sem filtro A psicóloga e doula Carol Oruê começou a usar os filtros nos stories do Instagram pela praticidade de aparecer em casa sem precisar se arrumar. Com o tempo que toda vez que abria a câmera para gravar vídeos e se via sem os filtros, se incomodava com sua imagem real. “Não reconhecia pequenos detalhes do meu rosto natural, que não via por estar sempre usando os filtros”, relata. Ela entrou o desafio de não usar mais filtros. Apesar de parecer individual, a campanha “Sem filtros” no Instagram e outras redes sociais toma adesão de milhares de mulheres, incluindo a postagem de fotos com “peles de verdade”. Portanto, nota-se que chegam a 8.4 milhões de publicações e 89.2 mil publicações, respectivamente. De acordo com a psicóloga e mestre em psicologia Regi Morais, “quanto mais usamos e abusamos de filtros, mais insatisfeitos ficamos ao olharmos no espelho. Não nos reconhecemos, desaprendemos a nos olhar com verdade. Sofremos com essa comparação”. Além disso, avalia que como as comparações provocadas pelos filtros geram inseguranças que a gente acaba não percebendo. Fonte: https://www.campograndenews.com.br/lado-b/comportamento-23-08-2011-08/nas-redes-mulheres-incentivam-a-coragem-de-publicar-foto-sem-filtro (adaptado) Texto 3 sobre filtros autoestima Entenda a relação entre a saúde mental e os filtros do Instagram Pesquisas mostram que, nos últimos anos, a busca por procedimentos estéticos e cirurgias plásticas aumentaram consideravelmente. Se tem como exemplo o preenchimento labial, botox, peeling, laser e suspensão com fios. Além disso, nas cirurgias plásticas, rinoplastia, bichectomia, lipoaspiração da papada e harmonização facial também tiveram uma grande procura. A reflexão trazida não é sobre usar ou não os filtros do Instagram, ou fazer procedimentos e cirurgias que mexem com a estética, mas, qual a relação que as pessoas estão tendo com essas mudanças? Não existe perfeição, ou seja, em algum momento poderá existir algo na parte física que a pessoa vai sentir a necessidade de fazer mudanças e esse sentimento poderá oscilar entre maior e menor. Ao contrário de procedimentos e cirurgias, os filtros trazem a ideia de perfeição sem custar nada, fazendo com que a pessoa se veja sem defeitos e mostre uma parte irreal de quem ela é. Isso pode gerar diversos sentimentos negativos, como o de frustração e de baixa autoestima. Texto: Eduarda Ferrari – Psicóloga Clínica (CRP: 02/17.312) (adaptado) TEXTO 4 Selfies aumentam busca por plástica: ‘Quero me encaixar nos padrões’ O desafio de conseguir a selfie perfeita não é uma obsessão apenas de adolescentes. Com 373 mil seguidores no Instagram, o digital influencer carioca Wallace Robyn, 29, iniciou sua jornada de modificações faciais em busca do autorretrato ideal aos 25, quando decidiu fazer um preenchimento da mandíbula. De acordo com os relatos do influencer digital, “a nossa vida é baseada em selfies e stories e isso faz com que passemos mais tempo nos olhando e querendo nos sentir mais confiantes para cada foto ou vídeo”, contou Robyn ao VivaBem. Ainda conta que “Isso começou quando eu editava as fotos no Photoshop para dar mais destaque no contorno do rosto. Depois, conversando com uma especialista em harmonização facial, combinamos algo que fosse dar mais destaque e ao mesmo tempo parecesse mais natural”. O influencer diz que, a partir daí, já investiu entre R$ 40 mil e R$ 50 mil em procedimentos estéticos, incluindo uma bichectomia para diminuir as bochechas; uma frontoplastia com avanço capilar para diminuir o tamanho da testa; e inserção de lentes de contato odontológicas para alongar os dentes. Além disso, Robyn afirma que recebia muitos comentários negativos em seus posts por conta de sua aparência anterior e garante que eles mexiam com sua autoestima.”No começo, todos os comentários eu tomava como verdade, então procurava me adaptar a todos que comentavam sobre a minha aparência para mudar e agradar o máximo das pessoas”. Atendendo em consultórios na capital paulista e em Salvador (BA), a dermatologista formada pela FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciência em Salvador) Bárbara Carneiro também tem recebido um número cada vez maior de pacientes jovens insatisfeitos com as selfies. Alguns inclusive já a procuraram para realizar procedimentos estéticos com o intuito de adaptar seus traços aos filtros das redes sociais. Filtros e autoestima | Repertórios para usar na redação Como você vê, os filtros do Instagram podem prejudicar mais do que você imaginava! Capriche e conte com a gente para a correção!

Você já escreveu algum texto sobre a violência no esporte? Confira agora a nossa proposta e escreva uma redação sobre o tema! Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema Medidas para combater a violência no esporte. Após ler a proposta, confira uma lista de repertórios socioculturais que preparamos sobre o tema! TEXTO 1 Domingo no país do futebol é dia de jogo. Quem é fanático pelo esporte e membro de uma torcida, faz questão de ir ver o time de perto, no estádio. Dentro do campo, os jogadores disputam a bola, às vezes de forma agressiva. Há chutes, carrinhos mal sucedidos, faltas, cartões amarelos ou até vermelhos. Na torcida, gritos de guerra que incentivam os jogadores. A vibração a cada passe é crescente e aumenta cada vez que a redonda chega perto do gol. Tudo vai bem até que uma briga entre torcidas rivais paralisa a partida. Essa situação não é incomum nos campos brasileiros ou mesmo nos de outras nações. A violência está presente no esporte, não apenas entre os atletas nas modalidades de contato, mas também nos espectadores. Fora dos campos, dos ringues e das quadras, brigas entre torcedores não respeitam nenhuma regra e podem desembocar em finais trágicos, como a morte do torcedor do Santos pelos rivais são paulinos em fevereiro de 2014. Fonte: dicyt/ Acesso em 27 de maio de 2022. TEXTO 2 Em 26 de fevereiro, em Porto alegre, a delegação do Grêmio foi atacada por pedras enquanto se dirigia ao Beira-Rio para enfrentar o Internacional. A torcida colorada teria atirado os objetos contra o ônibus da equipe. O meio-campista Matías Villasanti foi atingido na cabeça e sofreu traumatismo craniano e concussão cerebral. Ele chegou a ser internado, mas recebeu alta no dia seguinte. O Grêmio se recusou a disputar o clássico e o Gre-Nal foi adiado pela federação gaúcha, o que também teve a concordância do Internacional. Fonte: cnn brasi/ Acesso em 27 de maio de 2022. TEXTO 3 O futebol brasileiro registrou cerca de 15 casos de violência só neste início de ano, entre ônibus atacados, invasões de campo e brigas entre torcedores dentro e fora dos estádios, segundo levantamento feito pela reportagem. Ou seja, um episódio a cada quatro dias. As cenas lamentáveis fizeram o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, e o atacante Willian, do Corinthians, se posicionarem nos últimos dias cobrando medidas das autoridades. “Hoje entrei aqui nessa coletiva de imprensa, me disseram que tinha havido uma rixa num jogo, inclusive acho que morreu uma pessoa. É preciso morrer quantas mais? Os organismos, quer sejam os do futebol, quer sejam extrafutebol, têm de assumir, dar as caras, exercer os cargos que têm. Pelo bem do futebol brasileiro. De todos nós. Que se juntem a CBF, quem organiza estaduais, o Ministério Público, mas que se tomem medidas”, disse Abel Ferreira, que já trabalhou em Portugal e na Grécia, dois locais que também conviveram recentemente com episódios de violência. Fonte: esportes r7 / Acesso em 27 de maio de 2022. TEXTO 4 Fonte: ge globo / Acesso em 27 de maio de 2022. Repertórios para o tema ”Medidas para combater a Violência no Esporte” O achou da proposta ”Medidas para combater a violência no esporte’‘? Antes de escrever a sua redação, confira uma listinha de repertórios socioculturais que preparamos. Eles podem te ajudar a compreender melhor o tema e até a fundamentar a sua redação. Estatuto do Torcedor | Lei 10.671/03 O Estatuto do Torcedor, como ficou conhecida a Lei 10.671/03, foi originado por conta dos episódios de violência nos jogos de futebol. De autoria do Poder Executivo e sancionada em 15 de maio de 2003, a lei tem por objetivo proteger os interesses do consumidor de esportes no papel de torcedor, obrigando as instituições responsáveis a estruturarem o esporte no país de maneira organizada, transparente, segura, limpa e justa. Art. 1oA. A prevenção da violência nos esportes é de responsabilidade do poder público, das confederações, federações, ligas, clubes, associações ou entidades esportivas, entidades recreativas e associações de torcedores, inclusive de seus respectivos dirigentes, bem como daqueles que, de qualquer forma, promovem, organizam, coordenam ou participam dos eventos esportivos (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010). Art. 41-B. Promover tumulto, praticar ou incitar a violência, ou invadir local restrito aos competidores em eventos esportivos: (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010). Pena – reclusão de 1 (um) a 2 (dois) anos e multa (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010). § 1o Incorrerá nas mesmas penas o torcedor que: (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010). I – promover tumulto, praticar ou incitar a violência num raio de 5.000 (cinco mil) metros ao redor do local de realização do evento esportivo, ou durante o trajeto de ida e volta do local da realização do evento (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010). II – portar, deter ou transportar, no interior do estádio, em suas imediações ou no seu trajeto, em dia de realização de evento esportivo, quaisquer instrumentos que possam servir para a prática de violência (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010). Para entender a violência no futebol | LIVRO O sociólogo Mauricio Murad, um dos maiores especialistas brasileiros em esporte, revela que o aumento das mortes de torcedores durante partidas de futebol está diretamente ligado ao envolvimento de integrantes das torcidas com o crime organizado e ao acesso às drogas, à tecnologia e à internet. No livro, Murad apresenta um panorama atualizado do futebol no Brasil e do comportamento das torcidas – organizadas ou não. Citando outros países como exemplo , aponta caminhos para ajudar a pacificar o futebol e a própria sociedade, a partir do trinômio repressão-prevenção-educação. Ultras | Filme Disponível na Netflix, o filme tem como protagonista Sandro, líder de um violento grupo de torcedores ultras. Ele vê sua vida mudar drasticamente ao ser banido dos estádios. Suas últimas semanas do campeonato italiano são marcadas pela relação com Angelo, um jovem em busca de um mestre, e com

Você já pensou nos impactos causados pelos algoritmos nas redes sociais? Eles causam o que alguns estudiosos chamam de ”Efeito Bolha”! Então, leia os textos motivadores e com base nos conhecimentos, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema Algoritmos e os impactos do ”Efeito Bolha”. Após ler a proposta, confira uma lista de repertórios socioculturais que preparamos sobre o tema! TEXTO 1 As redes sociais e os mecanismos de buscas se tornaram a grande plataforma de mediação de acesso a informação do século XXI. Portanto, o seu sucesso é devido ao poder de seleção de conteúdo relevante para o usuário em face da grande quantidade produzida pela sociedade cibernética. Contudo, a seleção automática de conteúdo pelos algoritmos de inteligência artificial dessas plataformas produz efeito colateral, tais como o efeito bolha. O efeito bolha tem restringido o acesso das pessoas à diversidade dos conteúdos, o que gera questionamentos quanto ao seu potencial antidemocrático. Do ponto de vista legal e do Direito, a limitação dessas plataformas em fazer transitar conteúdos diversos e antagônicos nas mesmas redes sociais gera preocupações quanto a sua efetiva capacidade de cumprimento de decisões judiciais que envolvem o direito de resposta. Portanto, tal direito é definido na Constituição Federal de 1998, e sua existência está relacionada à proteção do direito de personalidade e direito à informação. Fonte: Capital Digital / Acesso em 18 mai. 2022. (Adaptado) TEXTO 2 A dor e a delícia de viver em sociedade é lidar com as diferenças. Ao mesmo tempo em que a divergência é capaz de gerar certos conflitos, é nela que surgem ideias para que os indivíduos evoluam. Mas, de uns tempos para cá, essa relação com o outro parece ter ficado homogênea. Cada um se rodeia por quem pensa e age igual a si e consome informações que corroboram suas percepções sobre o mundo. São as chamadas bolhas, intensificadas com o avanço das redes sociais. Nesse mundo virtual e algoritimizado, cada usuário do Facebook, Instagram ou Twitter é exposto majoritariamente a conteúdos com os quais se identifica. Isso exclui uma infinidade de outras informações, que não chegam a esse usuário simplesmente porque o algoritmo julga que aquilo não é relevante. Como funciona os algoritmos? De modo geral, os algoritmos das redes trabalham da mesma forma: monitoram sua atividade, suas curtidas, comentários, compartilhamentos e até o tempo que passa diante de uma mesma publicação, sem rolar o feed. A partir desses dados, os algoritmos traçam um perfil do usuário, buscando compreender suas preferências para, assim, direcionar conteúdos que o façam interagir mais e mais com a própria rede. De acordo com a mestre em psicologia Etienne Janiake, esse comportamento faz com que a nossa visão de mundo fique menos abrangente. Para ela, esse processo de olhar para o mundo reforçando uma perspectiva restrita favorece a tendência de criticar e julgar aqueles que não fazem parte dela. “Com isso, a base de uma convivência e sociedade fortalecida e saudável, que é exatamente a diversidade de seus indivíduos, fica comprometida”, alerta. Opinião de especialistas Conforme a psicóloga, as relações genuínas se constituem de trocas, de compartilhar visões, de se abrir ao outro e de estar aberto a percebê-lo e acolhê-lo do jeito que ele se apresenta. “Com a fixação e estreiteza do olhar, que pode ser amplificada pelas redes sociais, as trocas interpessoais tendem a ficar bastante afetadas, pois tenho a falsa sensação de abertura e diálogo, quando, muitas vezes, estou apenas reforçando as minhas visões estabelecidas”, acrescenta Etienne. Para a pesquisadora em comunicação digital e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Pollyana Ferrari, a formação das bolhas serve à manipulação, que afeta até mesmo aspectos simples da vida, como seu gosto musical. “No Spotify, não ouça só as playlists que ele te recomenda. O aplicativo oferece e você pensa: ‘nossa, como ele me entende’, mas estará ouvindo sempre a mesma coisa”, diz. Fonte: Diário da Região / Acesso em 18 mai. 2022 (com alterações) Repertórios para o tema ”Algoritmos e os impactos do Efeito Bolha” O achou da proposta ”Algoritmos e os impactos do Efeito Bolha’‘? Antes de escrever a sua redação, confira uma listinha de repertórios socioculturais que preparamos. Eles podem te ajudar a compreender melhor o tema e até a fundamentar a sua redação. Bolha Virtual: Como as redes sociais nos influenciam? | VÍDEO A DW, uma emissora alemã, preparou um vídeo explicativo sobre como funcionam as bolhas virtuais, constituídas graças à tecnologia de inteligência artificial dos algoritmos, que entrega aos usuários somente aquilo que é de seu interesse. Assista ao vídeo e descubra se você está inserido em uma dessas bolhas! https://youtu.be/2H3rpQlUUi8 O Filtro Invisível: O Que A Internet Está Escondendo de Você | LIVRO Nesse livro, Eli Pariser, presidente do conselho da MoveOn, um dos principais portais de ativismo online, alerta o leitor sobre as bolhas sociais formadas pelos algoritmos existentes na web. O autor fala sobre os riscos de vivermos confinados a um universo pessoal único de informações e explica o que podemos fazer para tornar a web mais democrática. Como sair das bolhas | LIVRO A estudiosa Pollyana Ferrari mostra, dentro do contexto do jornalismo e das redes sociais falsas, que a fake news é facilitada pelo vício em celular e redes sociais. A autora alerta que hoje as pessoas convivem, mesmo virtualmente, com quem pensa parecido, com quem tem a mesma opinião política e gosta dos mesmos ídolos, da mesma música, facilitando o compartilhamento das fake news e estabelecendo características antidemocráticas a estes espaços Televisão (Titãs) | MÚSICA Ainda que seja uma música antiga e voltada para a televisão, sua letra se encaixa perfeitamente nos dias atuais e no tema de ”bolhas sociais”. Apresenta uma visão crítica sobre a influência dos meios de comunicação dos cidadãos e sobre como a televisão pode ”emburrecer”, permitindo a pessoa se perceber uma vítima deste processo. Black Mirror | SÉRIE Em Hang The Dj, quarto episódio da quarta temporada de Black Mirror, série da Netflix,
Você já parou para pensar na fragilidade dos relacionamentos entre os jovens hoje em dia? Essas relações voláteis são chamadas de relacionamentos líquidos e podem ser tema de redação em diferentes provas! Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema Relacionamentos líquidos entre os jovens. Após ler a proposta, confira uma lista de repertórios socioculturais que preparamos sobre o tema! TEXTO 1 O compromisso com outra pessoa ou com outras pessoas, em particular o compromisso incondicional e certamente aquele do tipo “até que a morte nos separe”, na alegria e na tristeza, na riqueza ou na pobreza, parece cada vez mais uma armadilha que se deve evitar a todo custo. Sobre as coisas que aprovam, os jovens de língua inglesa dizem “cool”. Uma palavra adequada: independentemente das outras características que os atos e interações humanos possam ter, não se deve admitir que a interação esquente e particularmente que permaneça quente: é boa enquanto continua cool, e ser cool significa que é boa. Se você sabe que seu parceiro pode preferir abandonar o barco a qualquer momento, com ou sem a sua concordância (tão logo ache que você perdeu seu potencial como fonte de deleite, conservando poucas promessas de novas alegrias, ou apenas porque a grama do vizinho parece mais verde), investir seus sentimentos no relacionamento atual é sempre um passo arriscado. Investir fortes sentimentos na parceria e fazer um voto de fidelidade significa aceitar um risco enorme: isso o torna dependente de seu parceiro (embora devamos observar que essa dependência, que agora está se tornando rapidamente um termo pejorativo, é aquilo em que consiste a responsabilidade moral pelo Outro). Parcerias frouxas e eminentemente revogáveis substituíram o modelo da união pessoal “até que a morte nos separe” que ainda se mantinha. Fonte: BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Disponível em < teuapp – 24381> Acesso: 16 mai. 2022 [texto alterado] TEXTO 2 Os relacionamentos amorosos da contemporaneidade poderiam ser caracterizados pelos seguintes aspectos: menor durabilidade das uniões, menor tolerância aos conflitos, menos paciência e mais imediatismo. Há ainda a ideia de que nada dura para sempre, e a rapidez com que as pessoas constituem vínculos afetivos seria proporcional ao tempo que levam para rompê-los. Nessa perspectiva, os jovens destacam como características contemporâneas dos relacionamentos: individualidade, liberdade, superficialidade, descartabilidade, busca do romantismo, prazer, igualdade de gêneros e impulsividade na tomada de decisões. A redefinição dos papéis de homens e mulheres na sociedade foi influenciada pelo surgimento da indústria e urbanização, promovendo transformações na família e no casamento. Essas transformações vêm motivando os casais a viver de uma forma mais individualista, visando ao próprio prazer. Todas essas modificações, ocorridas após a Revolução Industrial, influenciaram na caracterização e na estruturação desses relacionamentos. Assim, percebe-se, por meio do relato dos participantes de ambos os sexos, em especial os que se encontravam em uma relação estável, a predominância de projetos pessoais individuais, em que a prioridade dos indivíduos é a formação acadêmica, a construção de uma carreira, a estabilidade profissional e até mesmo o status social. Além do exposto, há a superficialidade e a descartabilidade. Fonte: SMEHA, Luciane Najar; OLIVEIRA, Micheli Viera de. Os relacionamentos amorosos na contemporaneidade sob a óptica dos adultos jovens. Psicol. teor. prat., São Paulo , v. 15, n. 2, p. 33-45, ago. 2013 . Disponível em pepsic bvsalud > Acesso: 16 mai. 2022 [texto alterado] Repertórios para o tema ”Relacionamentos líquidos entre os jovens” E aí, o que achou do tema ”Relacionamentos líquidos entre os jovens”? Antes de praticar a redação, confira os repertórios socioculturais que listamos a seguir. Eles podem ajudar você a entender melhor sobre o tema e até mesmo fundamentar a sua redação. Boa leitura! Zygmunt Bauman| Relacionamentos líquidos O sociólogo Zygmunt Bauman é estudioso da fragilidade dos relacionamentos nos dias atuais. Bauman acredita que o amor e os relacionamentos, estão se tornando cada vez mais descartáveis conforme a sociedade muda. Queremos nos relacionar, mas ao mesmo tempo não queremos. Ou seja, queremos ter alguém, mas não queremos cobranças e responsabilidades que uma relação implica. A ideia de Bauman reflete uma tendência cada vez mais forte e comum de relacionamentos, principalmente entre os jovens. Porém, sim, é possível não seguir essa tendência e se dedicar a um amor que não seja descartável. Saiba mais sobre as ideias de Bauman em um vídeo de Fred Elboni: https://youtu.be/izvQg8a07as Modern Love | Série Na série Modern Love, disponível no Amazon Prime, acompanhamos várias histórias reais que exploram o amor em diferentes formas: romântica, sexual, familiar e platônica. A série aborda os relacionamentos no dia a dia dos personagens e, sem citar especificamente o tema ”amores líquidos”, possui episódios que mostram como as pessoas lidam com o medo de se envolverem em uma relação amorosa por diferentes motivos. Medianeras | Filme (2011) O filme Medianeras, de 2011, conta a história de Martín e Mariana, duas pessoas solitárias que vivem em Buenos Aires e que têm dificuldades em se relacionar com o mundo. Por mais que sempre se cruzem nas ruas, nunca se viram. Na busca de alguém que os compreenda, eles afogam mágoas e alegrias. Mariana e Martin apresentam diversas questões discutidas por Bauman: a fragilidade das relações amorosas e o sentimento de solidão em meio à urbanização e à hiperconexão das redes sociais. (500) Dias com ela | Filme (2009) O jovem Tom, assumidamente romântico, sonha em conhecer a mulher de sua vida, com quem casará e constituirá uma família. Trabalhando como escritor de cartões comemorativos, Tom conhece Summer, que é cética sobre o amor verdadeiro e duradouro. O filme traz o romantismo incondicional de Tom e o desapego de Summer como contrapontos para uma relação fadada ao término, mesmo durando 500 dias, como sugere o título do filme. Lei do Desapego | Thiago Brava Muitas músicas sertanejas abordam o tema ”desapego”, tratando justamente sobre a volatilidade dos relacionamentos. Um exemplo é a música Lei
Você já parou para pensar no poder de manipulação da mídia, conjunto de meios de comunicação social para as massas? Confira a proposta de redação da semana e escreva a sua redação! Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema O poder de manipulação da mídia. Após ler a proposta, confira uma lista de repertórios socioculturais que preparamos sobre o tema! TEXTO 1 A mídia realmente tem o poder de manipular as pessoas? À primeira vista, a resposta para a pergunta parece simples e óbvia: sim, a mídia é um poderoso instrumento de manipulação. A ideia de que o frágil cidadão comum é onipotente frente aos gigantescos e poderosos conglomerados da comunicação é bastante atrativa. Influentes nomes, como Adorno e Horkheimer, concluíram que os meios de comunicação em larga escala moldavam e direcionavam as opiniões de seus receptores. Segundo eles, o rádio torna todos os ouvintes iguais ao sujeitá-los, autoritariamente, aos idênticos programas das várias estações. Sarah Chucid Da Viá afirma que o vídeo apresenta um conjunto de imagens trabalhadas, cuja apreensão é momentânea, de forma a persuadir rápida e transitoriamente o grande público. Por sua vez, o psicólogo social Gustav Le Bon considerava que, nas massas, o indivíduo deixava de ser ele próprio para ser um autômato sem vontade e os juízos aceitos pelas multidões seriam sempre impostos e nunca discutidos. Assim, fomentou-se a concepção de que a mídia seria capaz de manipular incondicionalmente uma audiência submissa, passiva e acrítica. Todavia, as relações entre mídia e público são demasiadamente complexas, vão muito além de uma simples análise behaviorista de estímulo/resposta. As mensagens transmitidas pelos grandes veículos de comunicação não são recebidas automaticamente e da mesma maneira por todos os indivíduos. Na maioria das vezes, o discurso midiático perde seu significado original na controversa relação emissor/receptor. Cada indivíduo está envolto em uma “bolha ideológica”, apanágio de seu próprio processo de individuação, que condiciona sua maneira de interpretar e agir sobre o mundo. Todos nós, ao entramos em contato com o mundo exterior, construímos representações sobre a realidade. Cada um de nós forma juízos de valor a respeito dos vários âmbitos do real, seus personagens, acontecimentos e fenômenos e, consequentemente, acreditamos que esses juízos correspondem à “verdade”. Fonte: observatório da imprensa – a mídia realmente tem o poder de manipular as pessoas Acesso: 4 mai. 2022 [texto alterado] TEXTO 2 Estamos atualmente passando por uma guerra global de informação que está crescendo tanto aberta quanto secretamente muito além do que o público em geral está ciente. A presença de propaganda e informações manipuladas em notícias e mídias sociais é uma ameaça à nossa democracia e à nossa capacidade de tomar decisões bem fundamentadas. Quer chamemos de propaganda, notícias falsas, fatos tendenciosos ou distorcidos — a manipulação de informações pode ter vastas implicações para as pessoas que tentam dar sentido ao mundo. Enquanto os políticos e os operadores da mídia se acusam de distorcer a verdade e influenciar o público com afirmações duvidosas, muitas vezes não está claro quais são os interesses que estão por trás das respectivas narrativas e se as noticias são ou não são uma descrição verdadeira dos fatos. No Brasil, podemos observar com nitidez as noticias e declarações tendenciosas voltadas para a manipulação da opinião pública. As populações foram mobilizadas por trás da propaganda de governo e mentiras por muito tempo. Manipulação e propaganda através da mídia levou a quase todas as guerras desde a segunda Guerra Mundial, como o incidente do Golfo de Tonkin/Guerra do Vietnã, Iraque e outros. Tornou-se uma questão importante uma vez mais durante as eleições de 2016, quando os vazamentos dos arquivos Podesta foram popularizados pela mídia convencional dos EUA como “fake news”, notícias falsas. Fonte: conjur – jorge queiroz manipulacão mídia ameaça democracia Acesso: 4 mai. 2022 [texto alterado] Repertórios para o tema ”O poder de manipulação da mídia” E aí, o que achou do tema ”O poder de manipulação da mídia”? Antes de praticar a redação, confira os repertórios socioculturais que listamos a seguir. Eles podem ajudar você a entender melhor sobre o tema e até mesmo fundamentar a sua redação. Boa leitura! O quarto poder | Filme de 1997 O guarda de um museu é demitido e entra no prédio querendo convencer a diretora a lhe dar o seu emprego de volta. Com uma arma na mão, aponta para a diretora e para as crianças que visitavam o local no momento, fazendo todos de reféns. Um jornalista procura, então, fazer desse incidente a “grande reportagem” que lhe traria o prestígio de volta. Ele se esconde e liga para a TV, informando sobre o que estava acontecendo e prometendo dar uma cobertura exclusiva. Os policiais ainda não tinham chegado e a TV já tinha transformado o guarda em um louco aterrorizante. https://youtu.be/vetNy4LUNQg Inventando Anna | Minissérie de 2022 Lançada na Netflix e baseada em fatos, a minissérie Inventando Anna, criada por Shonda Rhimes, é composta por nove episódios cheios de falcatruas e conflitos provocados pela golpista Anna Sorokin. A trama acompanha a jornalista Vivian enquanto ela investiga a vida da misteriosa socialite. A socialite aparentemente aproveita uma vida de luxos e festas como uma herdeira alemã milionária, mas, na verdade, Anna utiliza essa fachada para dar inúmeros golpes em bancos e jovens ricos. De uma maneira positiva, Vivian decide contar a história de como Anna conseguiu se tornar um ícone da elite de Nova Iorque, mesmo sendo de origem pobre. Privacidade Hackeada | Documentário de 2019 O documentário mostra em detalhes o escândalo das empresas de consultoria Cambridge Analytica e Facebook, acusadas de hackearem informações pessoais de 240 milhões de pessoas para criar perfis políticos e influenciar as eleições americanas de 2016. Esse escândalo levantou a discussão mundial em torno da ação das grandes empresas como Google, Facebook, Instagram etc, gigantes das redes sociais, que coletam e vendem, sem autorização, as informações digitais das pessoas. O

O jeitinho brasileiro e a corrupção são temas, infelizmente, comuns no noticiário brasileiro. Trata-se de uma maneira de obter vantagem sobre as coisas, quebrando regras e leis em benefício próprio ou de outrem
Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Os limites da tolerância na sociedade”. Após ler a proposta, confira uma lista de repertórios socioculturais que preparamos sobre o tema! TEXTO 1 “Tolerância é um termo que vem do latim tolerare, que significa suportar ou aceitar. A tolerância é o ato de agir com condescendência e ter aceitação perante algo que não deseja ou que não se pode impedir. Em termos conceituais, a tolerância é o ato ou efeito de tolerar. É atitude que consiste em permitir aos outros a liberdade de exprimirem suas opiniões; é aceitação, disposição ou tendência para perdoar erros ou falhas; enfim, é ser indulgente. […] A tolerância é uma atitude fundamental para quem vive em sociedade. Uma pessoa tolerante normalmente aceita opiniões ou comportamentos diferentes daqueles estabelecidos pelo seu meio social. Ser tolerante implica na aceitação de que todo indivíduo tem a livre escolha das suas convicções, bem como enxergar que o outro tem o direito de desfrutar da mesma liberdade. Ser tolerante não significa ser bobo. Tolerância não é sinônimo de tolice. O tolerante não faz tempestade em copo d’água. É dócil ao contato interpessoal.” Fonte: Diniz Telmo. Tolerância. O Tempo, 2018. Disponível em: Portal: O tempo. Acesso em: 21 abr. 2022. TEXTO 2 Quais as origens da intolerância? Mas afinal, por que a sociedade se torna intolerante? De acordo com o Dossiê sobre Intolerância do Guia do Estudante, são três as principais motivações para comportamentos intolerantes. Vamos entender cada um deles? Intolerância: isolamento e cultura do medo A dificuldade em aceitar diferenças faz com que se veja uma ameaça naquele que não é um semelhante, o que como consequência gera um isolamento de grupos. Exemplos de situações como essa são o isolamento de minorias historicamente excluídas, como os negros e os índios. Atualmente, devido à crise imigratória, também há casos de isolamento em relação à imigrantes e refugiados, que pelo impacto que podem causar nos países que chegam, passam a ser vistos como inimigos. Intolerância: individualismo e imediatismo A coletividade e solidariedade dão lugar ao individualismo. Isso significa que o indivíduo está mais preocupado com as satisfações pessoais do que em pensar no coletivo. O imediatismo, por sua vez, retrata uma sociedade de pessoas que não se interessam em ouvir opiniões divergentes das suas. Ou seja, se há uma crença definida e pouca disposição para entender diferentes pontos de vista, há maiores chances de que comportamentos intolerantes sejam praticados. Intolerância: as crises políticas e econômicas As crises, tanto políticas quanto econômicas, costumam fortalecer grupos políticos que defendem comportamentos intolerantes. Isso porque, quando um país enfrenta uma crise, é comum que se busquem culpados – nesses momentos, surgem figuras políticas de posicionamento mais extremo com propostas simples para problemas complexos. Para ficar mais claro, vamos pegar o próprio exemplo do Holocausto. A Alemanha enfrentava uma situação econômica difícil desde que foi derrotada na Primeira Guerra Mundial. A ideologia Nazista defendia que os judeus eram culpados pela crise e, bom, o final da história você já sabe. Outro exemplo mais recente é o surgimento de vários partidos de extrema direita na Europa, que defendem o fechamento das fronteiras para evitar a entrada de imigrantes, que são entendidos como uma ameaça à seu padrão de vida, segundo alguns grupos de pessoas. Fenômeno semelhante ocorre nos Estados Unidos, onde se propõe construir um muro para evitar a entrada de imigrantes. Fonte: politize – o que é intolerancia TEXTO 3 “Em um artigo excepcional que integra o livro “A Intolerância”, publicado no Brasil pela Editora Bertrand, o ex-ministro da Suécia Per Ahlmark lança uma questão que serve para o nosso tempo. Segundo ele, o mundo democrático demorou tempo demais para confrontar Adolf Hitler diante dos sinais que vinham na Alemanha. Em 1935, ou 4 anos antes do começo da Segunda Guerra, Hitler reiniciou a produção de armamentos e restabeleceu o serviço militar obrigatório no país, medidas que desrespeitavam o Tratado de Versalhes. Ele mostrava, a partir dali, quais eram as suas intenções. Mesmo assim, a Europa democrática e os Estados Unidos, as forças capazes de impedir o avanço do líder alemão, nada fizeram. Em 1939, a Alemanha invadiu a Polônia e o resto da história não precisa ser contada. […]” Fonte: Segalla, Amauri. Devemos tolerar o intolerável? Istoé, 2016. Disponível em: isto é – devemos tolerar o intolerável. Acesso em: 21 abr. 2022. Repertórios para o tema “Os limites da tolerância na sociedade” Agora que você leu os textos motivadores, confira a seguir a lista de repertórios socioculturais que preparamos sobre o tema “Os limites da tolerância na sociedade”. Mas lembre-se de não se limitar a eles quando for escrever a sua redação! Use a criatividade e escolha um repertório que faça mais sentido para o seu ponto de vista, combinado? Confira a lista a seguir! Vídeo | Preconceito não é opinião Neste vídeo, Rita Von Hunty conversa com Astrid Fontenelle, Pitty, Monica Martelli e Gaby Amarantos sobre os limites da tolerância e questiona se todos têm o direito de expressar a sua opinião, mesmo sendo preconceituosa. Confira: https://youtu.be/8dCSHm_bjpg Livro | “Pedagogia da tolerância”, Paulo Freire (2020) O livro “Pedagogia da tolerância” reúne textos de Paulo Freire, organizados por Ana Maria Araújo Freire, sobre diversos temas, como ensino/aprendizagem, ação cultural e cidadania. O título do livro faz referência ao que o autor defendia: a tolerância com as diferenças para a construção de uma sociedade mais democrática. Dados | Denúncias de crimes de intolerância crescem 24% em SP De acordo com a Secretaria da Justiça e Cidadania, durante os sete primeiros meses de 2021, foram registradas 311 denúncias de três tipos de crimes de intolerância: racial, religiosa e relativa à orientação sexual e/ou à identidade de gênero. Confira a matéria completa neste link. Documentário | Intolerância (2016) O documentário
Nos últimos anos, o número de casos de negligência médica tem aumentado no Brasil e alertado os profissionais da área médica e jurídica, bem como a população em geral, para a importância de discutir sobre esse tema tão importante. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Negligência médica no Brasil”. Após ler a proposta, confira uma lista de repertórios socioculturais que preparamos sobre o tema! Texto 1 sobre negligência médica O médico, ao exercer sua profissão deve, em obediência a princípios éticos norteadores de sua atividade, zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da Medicina e pelo prestígio e bom conceito da profissão. É o guardião da vida, bem maior assegurado ao ser humano. Do médico, exige-se correção, dedicação, respeito pela vida, devendo, em razão de seu mister, agir sempre com cautela, diligência, evitando que seu paciente seja conduzido ao sofrimento, à dor, à angústia e à perdas irreparáveis. Nesse sentido, o “erro médico” deve ser visto como exceção, acontecimento isolado ou episódico, sendo certo que a responsabilidade do médico pode gerar efeitos nas esferas ética, cível e criminal. Ao médico é vedado praticar atos profissionais danosos ao paciente que possam ser caracterizados como imperícia, imprudência ou negligência. Essas modalidades de culpa podem ser aferidas pelo Conselho Regional de Medicina, como falta ética, na Justiça Cível, para fins de indenização ou na Justiça Criminal para enquadrar a conduta a um tipo penal. A negligência evidencia-se pela falta de cuidado ou de precaução com que se executam certos atos. Caracteriza-se pela inação, indolência, inércia, passividade. É um ato omissivo. Oposto da diligência, vocabulário que remete à sua origem latina diligere, agir com amor, com cuidado e atenção, evitando quaisquer distrações e falhas. Fonte: Considerações sobre a responsabilidade médica. Cremesp. Disponível em: cremesp – responsabilidade médica. Acesso em: 13 abr. 2022. Texto 2 sobre negligência médica No Brasil, 1,3 milhão sofre por erro médico Segundo um levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar da Universidade Federal de Minas Gerais (IESS-UFMG), todo ano, dos 19,4 milhões de pessoas tratadas em hospitais no Brasil, 1,3 milhão sofre pelo menos um efeito colateral causado por negligência ou imprudência durante o tratamento médico. O médico perito especialista em erro médico Hugo Castro, Diretor da AC Peritos, que tem mais de 15 anos de experiência, pondera o agravamento da situação devido à pandemia. “Vivenciamos um momento único no sistema de saúde do Brasil e do mundo. É preciso averiguar detalhadamente cada caso para, de fato, configurar o erro médico. A situação jurídica dos profissionais da saúde agravou-se ao longo dos últimos meses devido à sobrecarga de trabalho e novas rotinas impostas pela pandemia. Se dúvida precisamos debater mais amplamente a questão do erro médico no Brasil”, afirma Hugo Castro. O médico perito especialista em erro médico, acredita que embora exista um grande número de processos judiciais por erro médico, é importante observar que nem todo resultado adverso ou indesejado pode ser verdadeiramente caracterizado como má prática profissional. “Para que seja confirmada a existência de um Erro Médico, é necessário a comprovação de três fatores: o dano sofrido pelo paciente, o erro de conduta por parte do profissional médico e o nexo, que consiste na relação entre dano e erro”, explica Hugo Castro. O especialista alerta que o sistema de saúde brasileiro tem mostrado que não estava totalmente preparado para enfrentar uma pandemia. Com cada vez mais casos de pacientes infectados, a estrutura colapsou em determinados períodos e locais do País. Para agravar ainda mais o cenário, segundo Hugo Castro, o assunto erro médico ainda é pouco tratado na formação de novos médicos no Brasil. “O surgimento do dano nem sempre é ocasionado por má conduta profissional. Diversos fatores podem contribuir para esse desfecho, como por exemplo, má estrutura hospitalar, escassez de insumos médicos, e, até mesmo, colaboração inadequada por parte dos pacientes”, pondera o especialista em erro médico que auxilia pessoas em busca de informações sobre seus casos. O especialista defende que o maior conhecimento, por grande parte da população, sobre o que é verdadeiramente erro médico poderia ajudar a diminuir o grande volume de judicializações de casos que não configuram erro médico. É essencial a discussão sobre os avanços na legislação brasileira para maior abrangência do tema erro médico”, pondera Hugo Castro. “Um erro médico, quando adequadamente identificado, pode ser caracterizado de três formas: como imprudência, consistindo na tomada de condutas de forma precipitada, sem que haja justificativa nos protocolos científicos existentes; como negligência, na qual o profissional não realiza certas medidas exigíveis para o caso em questão; ou como imperícia, que consiste na prática de determinada atividade médica sem capacitação necessária para tal”, afirma o especialista. Fonte: No Brasil, 1,3 milhão sofre por erro médico; especialista alerta para urgência do tema. Revista Visão Hospitalar, 2021. Disponível em: revista visão hospitalar – no brasil 13 milhão sofre por erro médico especialista alerta para urgência do tema. Acesso em: 13 abr. 2022. Texto 3 sobre negligência médica Um diagnóstico do erro médico […] Em um artigo de setembro de 2019 na revista HEC Forum, Mendonça, Gallagher e Reinaldo Oliveira, da FM-USP, observaram que esse assunto, no Brasil, raramente é discutido durante a formação dos médicos, que dificilmente contam com apoio psicológico para superar a angústia que pode se seguir a um resultado inesperado. “O maior erro é não identificar as causas dos imprevistos e corrigi-las com rapidez, aprimorando os processos de trabalho, continuamente, como se faz na aviação”, diz o médico Renato Couto, professor da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais e coordenador do estudo do Iess. “No Brasil, a tendência ainda é esconder o erro, em vez de entendê-lo como parte do processo de trabalho”, observa a médica e advogada Isabel Braga, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro. Em um de seus estudos, de abril de 2018 na revista Einstein, do hospital paulista homônimo,
A polarização política no Brasil é um tema que temos escutado com frequência nos debates sobre política e na mídia, principalmente a partir das eleições de 2018. De maneira resumida, o termo “polarização”, na política, se refere quando há dois posicionamentos políticos opostos e extremos. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Efeitos da polarização política no Brasil”. Após ler a proposta, confira uma lista de repertórios socioculturais que preparamos sobre o tema! TEXTO 1 O que é polarização e por que é prejudicial à democracia? Na política, o significado estrito de polarização é simplesmente a divisão de uma sociedade em dois polos a respeito de um determinado tema. Porém, essa palavra tem sido usada de um modo mais negativo: polarização é como chamamos a disputa entre dois grupos que se fecham em suas convicções e não estão dispostos ao diálogo. […] Para entender melhor as consequências da polarização, é útil analisar como ela afeta as sociedades e seus indivíduos. No nível individual, a ciência já descobriu que, em muitos casos, uma opinião formada sobre determinado assunto importa mais do que os fatos relacionados a ele. Isto é, evidências têm pouco poder para mudar a visão de mundo de uma pessoa. Isso acontece por meio do “raciocínio motivado”. O termo se refere ao modo como tendemos a dar mais valor a fatos e informações que reforçam nossas opiniões e menos valor àqueles que as contrariam. Um ambiente polarizado, sem tolerância e respeito a opiniões discordantes, reforça esse comportamento. O ambiente é criado pela propensão a sermos fiéis a grupos e, por sua vez, reforça essa propensão, como num ciclo. Nesse sentido, é possível entender porque fake news se espalham com facilidade: elas se aproveitam da nossa vontade de acreditar em notícias que corroboram nossas ideias, independentemente da sua veracidade. […] Além da busca pela verdade factual, o excesso de polarização afeta também a busca por soluções para problemas da sociedade. Um debate polarizado impede as análises profundas e cheias de nuances que questões complexas, como as do mundo em que vivemos, exigem. […] Por fim, como demonstram os autores do já citado “Como as democracias morrem”, a polarização, em último caso, leva à erosão das instituições e das práticas que compõem o sistema democrático, além de abrir espaço para lideranças iliberais. […] A polarização tem seu lado bom? Apesar de todas as opiniões a respeito dos efeitos deletérios da polarização, há quem a considere positiva – ou que, pelo menos, tenha aspectos benéficos. Nelson Ferreira Marques Júnior, doutor em história política do Brasil, defendeu essa posição em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo. Segundo ele, a divisão da sociedade em dois polos distintos faz parte do desenvolvimento da democracia e não pode ser considerada um mal em si. A disputa política seria a única forma de construir conhecimento e encontrar soluções para problemas comuns. A polarização passa a ser negativa quando é “contaminada pelo ódio e pelos discursos generalistas nutridos apenas pelo senso comum”. Ou seja, enquanto ela está dentro dos “parâmetros democráticos”, não deve ser condenada. Fonte: Luiz Andreassa. O que é polarização e por que é prejudicial à democracia? Politize!, 2020. Disponível em: politize – o que é polarização. Acesso: 6 abr. 2022. TEXTO 2 Polarização Política no Brasil A cada dez brasileiros, oito (79%) percebem a sociedade muito dividida a respeito de assuntos políticos e sete (73%) acreditam que pessoas com opiniões diferentes não conseguem ter um diálogo construtivo – sendo que mais da metade (51%) admite desistir de conversar sobre política em algumas situações. A polarização, no entanto, vem de uma “minoria barulhenta”, já que somente cerca de um terço da população (31%) se identifica fortemente com um dos “lados” e defende com intensidade suas ideias. Esses são alguns dos dados levantados pela pesquisa Polarização Política no Brasil, realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com o projeto Despolarize e a Fundação Tide Setubal. Pouco mais da metade dos brasileiros (55%) avalia que conversar sobre política com uma pessoa que tem opiniões diferentes pode ser interessante, ainda que a maior parte (62%) acredite que, ao final, haverá ainda mais diferenças de opiniões do que anteriormente. A maioria (51%) acaba desistindo de manter um diálogo quando há discordâncias sobre políticos ou opiniões políticas e 38% dizem nunca expor suas opiniões – chegando a 52% entre os que declaram não se identificar com qualquer dos “lados” da disputa política. A pesquisa mostra ainda que pessoas nos extremos ideológicos são as que mais atribuem importância à política e consideram o tema mais relevante para a sua identidade, estejam elas à esquerda (55%) ou à direita (49%). Da mesma maneira, integrantes desses grupos são os que mais participam do debate político (28% à esquerda e 34% à direita). São esses também aqueles com visões mais negativas e estereotipadas sobre quem pensa diferente. Para os integrantes da esquerda, os de direita são mais autoritários (68%), não sabem dialogar (64%), são mais desinformados (56%) e mais desonestos (55%), enquanto, para a direita, indivíduos de esquerda também não sabem dialogar (59%), são mais preguiçosos (56%), menos inteligentes (55%) e mais autoritários (53%). Fonte: Polarização política no Brasil. Despolarize, 2022. Disponível: despolarize – despolarize divulga pesquisa polarização política no brasil. Acesso em: 6 abr. 2022. Repertórios para o tema “Efeitos da polarização política no Brasil” Agora que você já leu os textos motivadores, é hora de selecionar os repertórios socioculturais para fundamentar a sua redação. Conseguiu pensar em algum? Não? Então, não se preocupe! A seguir, listamos alguns repertórios que podem te ajudar a entender melhor sobre o tema “Efeitos da polarização política no Brasil”. Confira! Documentário | Democracia em Vertigem (2020) O documentário da cineasta Petra Costa acompanha o processo de impeachment da ex-presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, em 2016 e os reflexos da polarização política no Brasil. O documentário está disponível na Netflix. Assista ao trailer: https://www.youtube.com/watch?v=vwZ5m10y1rQ Pesquisa |
Um dos temas que tem tudo para cair no Enem dentro dos eixos temáticos tecnologia e educação é o uso de inovações tecnológicas na educação. A tecnologia está cada vez mais presente em nosso dia a dia, principalmente entre a geração mais nova. Por conta disso, é muito importante que o modelo educacional se adapte a essa nova demanda. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “O uso de inovações tecnológicas na educação”. Após ler a proposta, confira uma lista de repertórios socioculturais que preparamos sobre o tema! TEXTO 1 As potencialidades do uso da tecnologia na educação “Barreiras à parte, o uso da tecnologia na educação deve ser visto como uma evolução natural dos métodos de ensino — logo, benéfico para alunos, professores e instituições de ensino. Em vez de manterem uma infraestrutura gigantesca com bibliotecas extensas e livros desatualizados, as escolas e universidades podem criar repositórios de conhecimento on-line (com e-books e wikis, por exemplo), transformando alunos e professores em criadores do seu próprio conhecimento. O ambiente escolar pode ultrapassar os muros e ir até a casa do aluno, até a praia ou o campo, ampliando as oportunidades de estudo para milhares de pessoas. A obrigatoriedade de estar todos os dias em sala de aula em horários predeterminados também deixa de existir, pois os alunos podem ter acesso aos conteúdos de aula em qualquer lugar, bastando acessar um ambiente virtual de aprendizagem. Alunos que têm dificuldades de expressão oral têm a oportunidade de participarem ativamente de debates, chats e fóruns, fortalecendo a sua autoconfiança e dando aos professores mais recursos para a avaliação da aprendizagem. Professores podem acompanhar com mais eficiência o desenvolvimento de cada aluno e, assim, darem um tratamento mais justo e igualitário nas avaliações. Como você pode ver, o uso de tecnologia na educação traz muito mais vantagens do que desvantagens. Não é à toa que, segundo estudos, 75% dos educadores acreditam que o uso de tecnologias na educação é positivo. O grande diferencial está em como as tecnologias são utilizadas para potencializar o ensino.” Fonte: Portal Una Acesso em 2022. TEXTO 2 “Dados do Censo Escolar 2020, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 29 de janeiro, mostram a situação das escolas da educação básica brasileira no que diz respeito à disponibilidade de equipamentos de tecnologia da informação e comunicação. A pesquisa tem relevância particular por revelar a infraestrutura disponível a alunos, professores e gestores, em contexto anterior à pandemia de COVID-19. Com a necessidade da implementação de iniciativas baseadas em tecnologia para minimizar os impactos negativos nos processos de ensino e aprendizagem, as aulas a distância, a conexão por internet, o uso de computadores e a oferta de equipamentos tecnológicos em geral passaram a ser ainda mais urgentes. O Censo Escolar revela que, na educação infantil, a internet banda larga está presente em 85% das escolas particulares. Já na rede municipal, que é a rede com a maior participação na oferta de educação infantil, o percentual é de 52,7%. Quando se trata do ensino fundamental, a rede escolar dos municípios, maior ofertante também nessa etapa de ensino, é a que tem a menor capacidade tecnológica. Nesse caso, 9,9% das escolas possuem lousa digital, 54,4% têm projetor multimídia, 38,3% dispõem de computador de mesa, 23,8% contam com computadores portáteis, 52,0% possuem internet banda larga e 23,8% oferecem internet para uso dos estudantes.” Fonte: inep Repertórios socioculturais para o tema “O uso de inovações tecnológicas na educação” Agora que você já leu os textos motivadores, confira a lista de repertórios socioculturais que selecionamos sobre o tema “O uso de inovações tecnológicas na educação”. Confira! TED | Educação para o Futuro, por Atila Iamarino Neste TEDxUSP, o biólogo Atila Iamarino fala sobre os métodos educacionais atuais e como eles podem melhorar com o uso da tecnologia. Ele aborda a importância da inovação nos métodos de ensino, de modo a acompanhar as novas gerações. Assista ao vídeo: https://youtu.be/B_x8EccxJjU Vídeo | Escola e internet, por Manuel Castells Neste vídeo, o sociólogo espanhol Manuel Castells fala sobre o comportamento de aprendizagem das gerações mais novas, que se dividem em duas formas: na escola, apenas para conseguir um diploma; e na internet, onde realmente aprendem de verdade. Ele critica o ensino tradicional atual que não se adequa às novas gerações e defende a importância das inovações tecnológicas na educação para haver mais interatividade e criatividade – e menos memorização. Confira: Citações sobre o uso de inovações tecnológicas na educação Que tal usar citações em sua redação? Mas lembre-se: use-as com sabedoria! Procure mais sobre o autor, o seu pensamento, os seus argumentos e use a citação de forma contextualizada na redação. Confira algumas citações sobre o tema: “A tecnologia é só uma ferramenta. No que se refere a motivar as crianças e conseguir que trabalhem juntas, um professor é um recurso mais importante.” (Bill Gates) “A economia da educação torna-se refém da tecnologia da informação. De intensiva de trabalho, a escola passará a intensiva de capital.” (Peter Drucker) “A tecnologia move o mundo”.”(Steve Jobs) Confira nossas dicas sobre como usar citação na redação! Documentário | Future Learning (2021) O documentário norte-americano Future Learning: what’s wrong with school? (Aprendizagem do futuro: o que há de errado com a escola?), com direção de Eli Akira Kaufman, aborda como o ambiente educacional pode engajar os alunos a estudarem de forma mais independente por meio de inovações tecnológicas. Confira: https://youtu.be/qC_T9ePzANg Como você pode ver, o uso de inovações tecnológicas pode ser muito benéfico tanto para o ensino básico quanto para o superior. Além desses repertórios que citamos, é possível até mesmo usar como repertório algumas plataformas de educação que você conhece, como a própria Redação Online. Plataforma inteligente de correção de redações para escolas | Redação Online

Analisar os temas cobrados nos últimos concursos públicos é essencial na hora de estudar redação. Mas se você é um concurseiro de plantão, isso não deve ser uma novidade não é mesmo? Nem todo concurso público exige redação – ou, como é chamada, prova discursiva –, por isso é importante se atentar ao edital do concurso que você vai prestar para saber se vai ser cobrado ou não. Assim, você consegue se preparar com antecedência para escrever uma redação digna de aprovação. Neste artigo, listamos alguns temas cobrados em concursos públicos em 2021 e contamos, de forma geral, como são os temas de redação de concurso. Continue a leitura para conferir! Como são os temas de concursos públicos? Os temas de redação de concursos públicos podem variar entre atualidades ou um tema específico à área que você está concorrendo. Por isso, antes de tudo, é fundamental conhecer como funciona a banca avaliadora da prova e as especificidades dela. As bancas mais comuns são a Cebraspe (Cespe), VUNESP, FCC, FGV e Cesgranrio. Por exemplo, se a prova que você realizará é direcionada para cargos diferentes, é bem provável que o tema será mais abrangente e trate de atualidades. Por outro lado, se a prova for para um cargo em específico, como o da Polícia Federal, é mais comum que ala cobre temas relacionados à área de atuação, como Segurança Pública e Direito Penal, por exemplo. Para ter uma noção dos temas cobrados em concursos públicos, listamos a seguir alguns temas que caíram em 2021. Confira! 1 – Tema para o concurso público da Polícia Federal O tema de redação do concurso público da Polícia Federal em 2021 foi “A atuação da Polícia Federal e a garantia dos direitos e das garantias fundamentais”. A prova discursiva apresentou apenas um texto motivador composto por trechos dos artigos 5º e 144º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. De forma geral, os trechos afirmavam que a PF é um dos órgãos responsáveis por garantir o direito à segurança pública. A partir disso, o participante deveria escrever uma redação dissertativa, abordando os seguintes tópicos: Assim, esperava-se que o participante relacionasse a execução da Polícia Federal com artigo 144 e com outros direitos garantidos na Constituição. 2 – Polícia Rodoviária Federal Já a prova discursiva da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2021, foi “A inovação legislativa como instrumento para a redução dos acidentes de transporte terrestre (ATT)”. A proposta apresentou três textos motivadores: um gráfico sobre a evolução das mortes por acidentes entre o período de 1996 e 2013; um texto que defendia que a maior inovação do Código de Trânsito de 1997 foi a inclusão de um capítulo específico sobre os crimes de trânsito; e um trecho que apresentava dados de acidentes de trânsito durante a pandemia causados por álcool. A partir desses textos, o participante deveria redigir um texto dissertativo, abordando os seguintes tópicos: Assim como a prova da PF, o tema do concurso público da PRF abordou um assunto pertinente para a atuação do cargo e pediu para abordar tópicos específicos ao tema e uma intervenção ao final do texto. 3 – Tema para o concurso público da IBAMA O tema de redação do concurso público do IBAMA foi: “Os avanços tecnológicos e seus impactos: salvarão o mundo ou destruirão o planeta?” Assim como os concursos da PF e PRF, o concurso público do IBAMA também é realizado pelo Cebraspe e, como de costume, a banca apresentou textos motivadores para a realização da prova e exigiu uma redação dissertativa. A proposta apresentou dois fragmentos de textos que abordavam o avanço da tecnologia e os impactos ao meio ambiente. O candidato, para gabaritar na prova, deveria abordar os seguintes tópicos: ciência e tecnologia no mundo contemporâneo; agressões ambientais e o futuro do planeta Terra; e, por fim, o desafio da sustentabilidade. 4 – Polícia Civil O tema de redação do concurso público da Polícia Civil foi: “Fake News e Segurança Pública: é possível coibir a disseminação de fake news?”. O participante teve quatro textos motivadores para se apoiar e escrever um texto dissertativo-argumentativo. O primeiro texto apresentava o resultado da 5ª edição da pesquisa “Retratos da leitura no Brasil”, em que afirmava que as pessoas, principalmente de classe superior, estão preferindo passar o tempo livre nas redes sociais em vez de ler um livro; o segundo texto apresentava a origem do termo fake news; o terceiro era uma ilustração de pessoas conectadas a celulares; e o quarto texto era um relato do músico Aurino Pinduca Firmino Gonçalves, que afirma ter sido vítima de fake news. A partir dos textos motivadores, os participantes deveriam se posicionar em relação à pergunta do tema e abordar os seguintes tópicos: o acesso à informação na atualidade; as fake news na sociedade e os impactos na segurança pública; e, por fim, o papel da polícia frente às fake news. 5 – ACT Diferente desses temas de redação de concursos públicos que acabamos de ver, a prova discursiva da ACT, realizada pela Banca ACAFE, apresentou uma proposta diferente: sem tema explícito. Ou seja, não apresentou uma frase temática e, portanto, quem deveria definir era o próprio participante. Para direcionar o candidato, a banca propôs três textos motivadores dentro do eixo temático educação e solicitou que o candidato interpretasse e realizasse uma redação dissertativa sobre eles. Nesse caso, era preciso também apresentar um título para o tema. O primeiro texto abordava o papel do professor na formação do cidadão; o segundo era um gráfico que mostrava as profissões mais escolhidas pela população e entre as menos escolhidas estava a do professor; e o último texto era uma tirinha do Charlie Brown e Snoopy com o seguinte diálogo: “Afinal o que faz um professor? “Na pior das hipóteses o professor faz toda diferença.” A partir disso, os participantes deveriam relacionar os três textos, apresentar um título e redigir um texto dissertativo sobre a temática. E aí, gostou de saber quais foram os temas cobrados nos concursos públicos em 2021? Aproveite para acessar as propostas
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