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Leia os textos motivadores sobre abandono paterno que se seguem para desenvolver a proposta de redação sugerida abaixo. Texto 1 O abandono afetivo paterno além das estatísticas Aproximadamente 5,5 milhões de brasileiros não possuem registro paterno na certidão de nascimento e quase 12 milhões de famílias são formadas por mães solo. De acordo com Belinda Mandelbaum, professora de Psicologia Social no Instituto de Psicologia da USP e coordenadora do Laboratório de Estudos da Família (LEFAM), “a ausência paterna decorre de um vínculo com a criança que, de alguma maneira, não tem força o suficiente para se sobrepor a outros interesses ou necessidades desse pai.” Assim, ele deixa de cumprir uma função paterna que pode ser tanto de natureza material, intelectual ou afetiva: três formas de abandono. Os dois primeiros estão previstos no Código Penal. O último, entretanto, só começou a ser tratado na Justiça nos últimos anos. O abandono material acontece quando se deixa de prover, sem justa causa, a subsistência do filho menor de 18 anos a partir da não garantia de recursos, de pensão alimentícia ou perante negligência em prestar socorro em caso de enfermidade grave. A pena para este crime é de um a quatro anos de detenção, além de multa fixada entre um e dez salários mínimos. O intelectual, por sua vez, ocorre quando o responsável deixa de garantir a educação primária do seu filho, dos 4 aos 17 anos, sem justa causa. A pena para a situação, além de multa, é de quinze dias a um mês de reclusão. A indiferença afetiva de um genitor em relação a seus filhos, ainda que não exista abandono material e intelectual, pode ser constatada como abandono afetivo. Atualmente, algumas decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ocorrem no sentido de conceder indenização a partir da premissa de que o abandono afetivo constitui descumprimento do dever legal de cuidado, criação, educação e companhia presente, previstos implicitamente na Constituição Federal de 1988. A abordagem de tal temática pode levantar outras questões, como a definição de família. Este é um campo de disputas ideológicas, que gera debate até mesmo no Congresso Nacional brasileiro. Para Belinda Mandelbaum “família é uma instituição social que existe em todas as sociedades e que apresenta algumas características comuns em todas.” Por exemplo, sempre são constituídas a partir de laços de natureza social e todas as sociedades têm alguma maneira de formalizar ou de identificar essa relação e união de natureza que não é biológica. A pesquisadora complementa que “a definição precisa ser muito ampla, para que possa de fato dar legitimidade aos diversos arranjos que as pessoas fazem e que consideram como sendo sua família.” Para Fabiana Mazzorana, de 31 anos, sua família é a mãe e a avó materna. “Tendo elas, eu não preciso de mais nada. E meu pai é tipo aqueles amigos distantes, sabe?” Ela conta que ambos se dão muito bem quando conversam, mas enfatiza que tal troca de palavras só acontece quando ela o procura. Esse distanciamento, por sempre ter existido, foi natural para ela durante sua infância. Mas quando cresceu e entendeu melhor a situação, começou a sentir um pouco de mágoa. Passou a saber que ele deveria ter feito a parte dele e não fez. “Tudo o que minha mãe fez, ele deveria ter feito junto.” Por exemplo, perguntar a sua mãe se ela precisava de ajuda e passar mais tempo com a filha para deixar a mãe ter um pouco de folga. “A verdade é que ninguém cuida de filhos sozinho em nossa sociedade”, diz a coordenadora do Laboratório de Estudos da Família (LEFAM), que explica: se a mulher ou o homem tem que trabalhar, é preciso uma rede de pessoas que contribuem para esses cuidados. Ninguém dá conta de trabalhar fora e cuidar de filhos pequenos sozinho. Mandelbaum também diz que “quando um pai se ausenta, isso deixa marcas na criança”, pois a questão de quem são nossos pais e de onde viemos é central na nossa constituição psicológica. Portanto, os outros adultos que fazem parte do cotidiano dessa criança apresentam papel fundamental para acolher as angústias, perguntas e fantasias que ela tem a respeito do pai biológico. “É claro que se o pai não está presente isso é uma questão que a criança vai ter que elaborar, né?”, enfatiza. Também é importante refletir sobre como nossa sociedade enxerga o abandono parental. Para a professora do IP, tal visão é permeada por valores patriarcais, e o pai ausente é acusado por não desempenhar papéis como o de provedor e autoridade moral. “A mãe é mais difícil de se ausentar, é mais raro. Nesse sentido é até visto como algo muito mais condenável pela nossa sociedade, justamente também como parte desses valores patriarcais, o lugar da mulher é o lugar de cuidado com os filhos”, continua Belinda. Tamanha diferença no que diz respeito à maior parte de abandono paterno pode ser visto no fato de que o IBGE apresenta a categoria Mulher sem cônjuge e com filhos, mas não apresenta a categoria Homens sem cônjuge e com filhos. Essas mães solo correspondem à 17,4% das famílias brasileiras no ano de 2009. Mandelbaum ressalta a importância, entretanto, de ter cuidado no tratamento dessa questão e relembrar que cada caso é um caso. “Podem haver situações de abandono em que o pai ou mãe abandonou, mas a gente precisa procurar entender os motivos. Analisar o que aconteceu, o que se deu na história dessa família, na dinâmica da família e do casal.” Adaptado de Fala Universidade – texto original por Caroline Aragaki – Jornalismo Jr. ECA USP. Fonte: ip usp Acesso em 08/07/2020. Texto 2 Fonte: anf org Acesso em 08/07/2020 Com base nos textos motivadores acima, redija uma dissertação argumentativa, com tamanho máximo de 30 linhas, na modalidade culta da Língua Portuguesa, sobre o tema O abandono paterno no Brasil. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de redação: As principais dúvidas do homem pós-moderno Tema de Redação: Alienação parental no Brasil Tema de redação: A autonomia da
Leia os textos motivadores abaixo para redigir a proposta de redação que se segue. Texto 1 O poder das redes sociais no cenário das manifestações brasileiras A importância desse meio de comunicação ficou clara durante os protestos no Brasil. Por Mercado E-Commerce 3 de julho de 2013 Nas últimas semanas, vimos acontecer um fato um tanto quanto incomum no Brasil: grandes manifestações populares em prol da melhoria da qualidade de vida dos brasileiros como um todo. Grandes, pois protestos são bastante frequentes no nosso país, mas, na dimensão dos que vimos acontecer nos últimos dias, não são nada comuns por aqui. Em um país que conta com quase 200 milhões de habitantes, como movimentar tanta gente por uma, ou várias, causas? Como desviar a atenção da Copa das Confederações em pleno país do futebol? Pois bem, a ferramenta central de toda essa mobilização, foram, sim, as redes sociais. Vistas erroneamente pelos governantes como apenas um canal de entretenimento, as redes sociais foram de extrema importância para a disseminação das ideias de descontentamento da população e colaboraram muito para a organização dos movimentos, causando mais impacto na opinião pública do que a mídia tradicional. O que se vê claramente é que além de todo o poder de divulgação e mobilização, as redes se tornaram um espaço aberto para o debate. São comentários, imagens, fóruns, grupos, hashtags, vídeos etc., que foram usados como instrumentos de troca de ideias e discussão, diferente da mídia tradicional, na qual o cidadão comum apenas recebe a informação sem poder interagir de alguma forma. Esta é a característica essencial das mídias sociais: qualquer pessoa que tiver acesso às redes pode dar sua opinião e ficar por dentro do que as outras pessoas estão comentando sobre determinado assunto. São meios bastante democráticos nesse sentido. De acordo com estudos, vemos que a mobilização foi maior no período entre 18h e 24h, horário em que as manifestações atingiam o máximo de adesão nas ruas. Munidos de aparatos digitais, os manifestantes divulgaram em tempo real tudo o que estava acontecendo durante os protestos, o que gerou intensa movimentação nas redes por parte de quem buscava informação além da transmitida pela TV e rádio. A rede mais utilizada foi o Twitter, com 49,3% de menções, seguida do Facebook com 47,1% e depois o Google+ (1,9%). As principais hashtags utilizadas pelos internautas foram #vemprarua (80 milhões de impactados) e o #ogiganteacordou (60 milhões). […] Fonte: www.mercadoecommerce.com.br Acesso em 23/06/2020 Texto 2 A “cultura de cancelamento” foi eleita como termo do ano em 2019 Por Felipe Demartini 02 de dezembro de 2019, às 10h53 A “cultura de cancelamento” foi eleita como o termo do ano pelo Dicionário Macquarie, um dos responsáveis por selecionar anualmente as palavras e expressões que mais moldaram o comportamento humano. Trata-se de uma eleição que leva em conta a língua inglesa, mas que, por meio das redes sociais e da comunicação, sempre acaba escorrendo para outros idiomas — como o próprio destaque de 2019 comprova. Movimento que tem força principalmente nas redes sociais, a cultura do cancelamento envolve uma iniciativa de conscientização e interrupção do apoio a um artista, político, empresa, produto ou personalidade pública devido à demonstração de algum tipo de postura considerada inaceitável. Normalmente, as atitudes que geram essa onda são do ponto de vista ideológico ou comportamental. Nas palavras do Dicionário Macquarie, a cultura do cancelamento é “um termo que captura um aspecto importante do estilo de vida deste ano. Uma atitude tão persuasiva que ganhou seu próprio nome e se tornou, para o bem ou para o mal, uma força poderosa”. O termo é selecionado por um comitê de linguistas, especialistas e teóricos selecionados pela instituição, encabeçando uma lista de quatro que também é submetida à votação do público. […] Fonte: www.canaltech.com.br Acesso em 23/06/2020 Texto 3 Fonte: www.amorimcartoons.com.br Acesso em 23/06/2020 Com base na leitura dos textos motivadores, somada a seus conhecimentos pessoais, redija uma redação no gênero dissertativo-argumentativo, com tamanho máximo de 30 linhas, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com o tema A importância das redes de relacionamento on-line para os movimentos sociais. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: Racismo velado Tema de redação: Estereótipos na mídia e na literatura Tema de Redação: Os desafios dos atletas paraolímpicos no Brasil Tema de redação: A submissão feminina na sociedade Tema de Redação: Sororidade e união entre as mulheres Tema de Redação: Os direitos e a condição das mulheres transgênero no Brasil

CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI! Quando falamos de ansiedade, uma série de conceitos vem à nossa mente: ansiedade seria só se sentir nervoso por algo? Ou talvez, quem sabe, ansiedade seria esperar, com muita vontade, para que alguma coisa aconteça? Na verdade, o transtorno de ansiedade generalizada é uma doença mental, reconhecida e com a devida classificação internacional de doenças e problemas relacionados à saúde (CID). O desconhecimento geral do que é ou não uma manifestação do transtorno de ansiedade dá-se por pura falta de informação ou preconceito da população geral. Antes de redigir sua redação, é essencial que você saiba ao certo quais sintomas caracterizam um portador de transtorno de ansiedade generalizada e como essa doença diferencia-se de um “nervosismo passageiro” ou “frio na barriga”. Pensando em ampliar seus conhecimentos, selecionamos algumas sugestões de materiais que vão te ajudar a compreender mais eficazmente o transtorno de ansiedade. 1- Matéria de revista sobre o índice dos portadores de transtorno de ansiedade no Brasil. Disponível em: exame – Brasil é o país mais ansioso do mundo, segundo a OMS Acesso em: 14/06/2020. Quando falamos de transtorno de ansiedade generalizada (também conhecido por sua sigla- TAG) no Brasil, as notícias não são animadoras, pois, antes mesmo da pandemia, já éramos considerados o país mais ansioso do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Neste artigo, você encontrará dados de pesquisas na área, a evolução dos tratamentos para controle da ansiedade e opiniões de especialistas no segmento e estudiosos sobre a sociedade como um todo. 2- Artigo sobre as causas de ansiedade no Brasil. Disponível em: gauchazh clicrbs – Saiba por que os brasileiros são os mais ansiosos do mundo Acesso em: 14/06/2020. Ok, já sabemos que somos o povo mais ansioso do mundo (não que isso nos represente algum tipo de vitória, é claro), mas qual seria a causa disso? O que faz com que o Brasil seja um terreno tão fértil para o desenvolvimento dos processos ansiosos? O artigo recomendado aqui aponta as principais causas, além de outras informações bastante relevantes sobre o assunto. 3- Artigo especializado sobre a possibilidade de cura do transtorno de ansiedade generalizada. Disponível em: vittude – como lidar com a ansiedade Acesso em: 14/06/2020. Uma vez que o transtorno de ansiedade generalizada é considerado uma doença mental, existe cura para ele? O artigo propõe a discussão exatamente sobre essa possibilidade. Aliás, o blog do site Vittude tem artigos muito bons e úteis quando tratamos de temáticas que falam sobre saúde mental. É uma ótima dica de consulta para as redações futuras de vocês. 4- Artigo sobre os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada. Disponível em: vittude – ansiedade generalizada Acesso em: 14/06/2020. Você sabe diferenciar a sensação de ansiedade natural da sensação causada pelo transtorno? Para que não restem mais dúvidas, entender os sintomas próprios do transtorno é mais do que importante. A indicação é novamente do site Vittude, que, como já dissemos, é uma rica fonte de materiais sobre o segmento. 5- Livro Coragem, de Raina Telgemeier. Editora Intrínseca. Disponível nas principais livrarias físicas e on-line do país. Em Coragem, a narradora conta sua própria experiência com o transtorno da ansiedade generalizada utilizando os quadrinhos como forma. O livro é capaz de simplificar (tanto quanto é possível simplificar a ansiedade) as crises de ansiedade de forma que qualquer leitor consiga entendê-las. Além disso, o uso de cores e os fundos dos quadros ajudam a expressar os sentimentos de Raina, a protagonista. Um livro simples, de fácil leitura, com o qual você não gastará nem uma hora, mas que te faz viver um pouco mais de perto a sensação do coração acelerado, do suor frio e da falta de ar causados pela ansiedade. 6- Artigo de revista sobre a saúde mental em tempos de coronavírus. Disponível em: saude abril – a epidemia oculta saúde mental na era da covid 19 Acesso em: 14/06/2020. Se lidar com os sintomas do transtorno de ansiedade já é uma luta diária normalmente, numa ocasião de estresse e tensão extremos, como a que temos vivido por conta da pandemia do coronavírus, a dificuldade da situação é elevada ao cubo. Atentos a isso, especialistas apontam que, após a pandemia da Covid-19, teremos uma nova preocupação: o crescimento ainda mais exponencial dos casos de ansiedade. 7- Artigo sobre a pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde a respeito da saúde mental da população. Disponível em: noticias r7 – covid 19 saúde faz levantamento sobre saúde mental Acesso em: 14/06/2020. Para tentar medir e chegar a conclusões realistas, o Ministério da Saúde disponibilizou on-line um questionário para a população sobre a situação de sua saúde mental. O teste era aberto a todos que desejassem respondê-lo. Com foco direcionado às condições da saúde mental durante o período de isolamento social e surto do coronavírus, o questionário tem por objetivo subsidiar dados suficientes para que novos projetos de atendimento à saúde mental da população sejam elaborados. Por ser uma pesquisa recente, os dados conclusivos ainda não estão disponíveis, mas você pode conferir mais sobre a iniciativa do Ministério da Saúde no link acima. 8- Pesquisa no YouTube sobre como lidar com a ansiedade na quarentena. Disponível em: youtube – Pesquisa: como lidar com a ansiedade na quarentena Acesso em: 14/06/2020. É só dar aquela jogadinha básica do tema na barra de pesquisa do YouTube que você verá quantos resultados a página te retornará sobre o assunto. Os vídeos, dos mais variados autores, dão até mesmo dicas de como fazer para driblar a ansiedade em excesso durante a quarentena. 9- Vídeos do YouTube sobre os sintomas das crises de ansiedade. Disponíveis em: youtube – Como é uma CRISE DE ANSIEDADE? youtube – Como agir em caso de crise de ansiedade (pânico) Acesso em: 14/06/2020. Se você tem a sorte de nunca ter passado ou presenciado alguém passando por uma crise de ansiedade, talvez as sensações físicas dela não te façam muito sentido. Nos dois vídeos da psiquiatra Maria Fernanda, a doutora explica de forma
Leia os textos motivadores que se seguem para desenvolver a proposta de redação sugerida abaixo. Texto 1 Como lidar com estresse e ansiedade em tempos de Covid-19 Levantamento preliminar junto à Central 160 revela quadros de estresse agudo e ansiedade relacionados à pandemia O contexto de incertezas da pandemia pelo novo coronavírus tem provocado reações de estresse agudo e ansiedade na população fluminense, segundo levantamento preliminar da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) junto à Central 160, serviço gratuito do estado do Rio de Janeiro para tirar dúvidas por telefone. A psiquiatra Sandra Fortes, professora associada de Saúde Mental e Psicologia Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), atualmente consultora da Superintendência de Atenção Psicossocial e Populações Vulneráveis (SAPV) da SES-RJ, alerta que a falta de ar e a dificuldade para respirar que caracterizam esses quadros podem ser confundidas com sintomas de Covid-19. “É importante observar essas sensações para saber se o que está ocorrendo é um quadro de estresse agudo, uma crise de ansiedade ou uma síndrome gripal, que pode indicar suspeita de infecção pelo novo coronavírus”, orienta. As reações ao estresse agudo e os quadros de ansiedade se manifestam por sentimentos de angústia, sensação de tensão e de “nervoso” e por muitos sintomas físicos, como coração disparado (taquicardia), contração muscular (que pode levar a dor de cabeça), falta de ar (geralmente uma sensação de “prender o ar” ou não conseguir respirar direito), tremedeiras (tremores, sensação de estar com a “carne tremendo”) e fadiga. A ansiedade também pode levar a alterações de sono e apetite, a pensamentos repetitivos e à sensação de haver mais problemas além dos já existentes, além de provocar impaciência, irritação e mudanças repentinas de humor, com presença de rompantes de agressividade, em alguns casos. “Crises de ansiedade estão ligadas ao medo, à sensação de impotência e perda de controle sobre a vida. Também pode ser provocada pela ausência de informação ou por dados incorretos e alarmistas; pela forma como encaramos os problemas e as fantasias em nossa mente”, complementa Sandra. A evolução do quadro de ansiedade pode levar à ocorrência de crise de pânico, uma manifestação psíquica mais grave, que provoca sensações angustiantes associadas ao risco de morte iminente, com sinais físicos como taquicardia, falta de ar, aperto no peito e até um pequeno grau de hipertensão. “A crise de pânico costuma acontecer em pessoas que já têm quadros ansiosos e depressivos anteriores. Nesses casos, é recomendado atendimento médico, pois o tratamento envolve a prescrição de medicação psicotrópica. Em casos mais graves, é necessário atendimento especializado, com acompanhamento psicoterapêutico, que pode ser on-line”, esclarece a psiquiatra. Como parte integrante da Rede de Atenção Psicossocial, a Atenção Primária à Saúde pode realizar o cuidado ao estresse agudo e às crises de ansiedade, recorrendo ao processo de apoio de saúde mental e matriciamento das equipes. “É necessário haver escuta diferenciada, empática, atenta e sem julgamentos, a fim de compreender o paciente. Deve-se agir não só para excluir o diagnóstico de Covid-19, mas também para confirmar o quadro de ansiedade, que pode demandar intervenções terapêuticas”, destaca Sandra. […] Fonte: www.saude.rj.gov.br Acesso em 14/06/2020. Texto 2 Pandemia de Covid-19 faz dobrar casos de ansiedade, diz pesquisa De acordo com estudo da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), as mulheres são mais propensas a sofrer com a doença durante a crise. Os problemas de saúde mental estão aumentando durante a pandemia de Covid-19 e o isolamento social forçado, segundo estudo da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Publicado online pela The Lancet, embora ainda sem revisão, o levantamento revelou que casos de ansiedade e estresse mais do que dobraram, enquanto os de depressão tiveram aumento de 90%. A pesquisa revela que as mulheres são mais propensas a sofrer com ansiedade e depressão durante a epidemia, em especial as que continuam trabalhando, porque se sentem ainda mais sobrecarregadas acumulando tarefas domésticas e cuidados com os filhos em casa. Outros fatores de risco são a alimentação desregrada, doenças preexistentes e a necessidade de sair de casa para trabalhar. “Fatores sociais também aumentam os níveis de adoecimento mental”, explica Alberto Filgueiras, do Instituto de Psicologia da Uerj e coordenador do trabalho. “Trabalhadores que precisam sair de casa durante a quarentena, entregadores, pessoas que trabalham no transporte público ou em supermercados, profissionais de saúde, todos apresentam indicadores mais elevados quando comparados aos que estão em casa. Eles se veem mais vulneráveis à contaminação e, por isso, mais ansiosos e estressados.” No caso da depressão, as principais causas são a idade avançada, o baixo nível de escolaridade e o medo de passar a infecção para pessoas mais vulneráveis. “A presença de um idoso em casa, que são as pessoas mais vulneráveis e que têm maior porcentual de letalidade, cria um nível de estresse aumentado, pelo temor de passar o vírus”, exemplificou. […] Fonte: www.noticias.r7.com Acesso em 14/06/2020. Texto 3 Fonte: www.agazeta.com.br Acesso em 19/06/2020. Com base na leitura dos textos motivadores, somada aos seus conhecimentos particulares, construa uma redação argumentativa, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema Ansiedade e depressão em tempos de pandemia. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: Ansiedade: a doença dos millennials Tema de redação: Depressão e seus impactos na sociedade brasileira Tema de redação: Depressão no meio acadêmico Tema de Redação: Excesso de trabalho e saúde mental Tema de Redação: Saúde mental no século XXI Tema de Redação: Coronavírus e emergência na saúde global

O avanço do e-commerce no Brasil – Tema Leia os textos a seguir para produzir a redação abaixo O avanço do e-commerce no Brasil – Tema. Não deixe de observar as datas de publicação dos textos motivadores. Texto 1 Pesquisa mostra que e-commerce cresceu quase 40% no Brasil em um ano 15 de julho de 2019 O e-commerce é uma tendência promissora no Brasil! As plataformas que funcionam como um shopping virtual oferecem diversos produtos e serviços. Desse modo, os usuários encontram com conforto e facilidade qualquer item desejado. Conforme as lojas virtuais recebem visitas, sua visibilidade na internet aumenta, e, consequentemente, as vendas on-line são impulsionadas. Segundo o estudo Perfil do E-commerce Brasileiro feito por uma parceria entre PayPal e BigData Corp, a expansão do e-commerce brasileiro cresceu, aproximadamente, 40% após dois anos de crescimento moderado. Os registros de 2016 são de 9,23% e de 12,5% em 2017. No último ano, o e-commerce brasileiro apontou o seu maior crescimento desde o ano de 2014. De acordo com o estudo recém-publicado, foi registrado o aumento de 37,59% no número de lojas on-line, atingindo a marca de 930 mil sites dedicados ao comércio eletrônico no país. Aumento de participação e lucros A pesquisa Perfil do E-commerce Brasileiro também mostra que, desde 2015, o e-commerce triplicou sua participação no total de sites do Brasil. Ao longo desse período, o e-commerce saiu de 2,65% para 7,04%, números que demonstram o importante crescimento que vem acontecendo nos últimos anos. De acordo com os dados da Webshoppers Ebit/Nielsen, empresa que pesquisa a reputação das lojas on-line, no primeiro semestre de 2018, os e-commerces faturaram cerca de 23,6 bilhões. Isso mostra que o mercado on-line brasileiro está estável e investir nesse segmento gera bons lucros. Neste ano, o e-commerce pode ter um aumento de R$79,9 bilhões nas vendas, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Estimativa para os próximos anos Estudos mostram que, até o ano de 2020, cerca de 50% das compras serão feitas on-line, por meio de smartphones, tablets e outros eletrônicos, ou seja, as lojas físicas não serão a primeira opção dos brasileiros. O mercado está cada vez mais moderno, buscando se adaptar da melhor maneira à rotina agitada dos consumidores, que, muitas vezes, não têm tempo de se deslocar até uma loja física. O e-commerce oferece conforto e facilidade para os consumidores e também para os donos desse tipo de empresa. Uma pesquisa do Google mostrou que as vendas por e-commerce irão dobrar em cinco anos, chegando a R$85 bilhões. Até 2021, o crescimento do setor será, em média, 12,4% ao ano. Atualmente, existem 58 milhões de consumidores on-line, ou seja, cerca de 27% da população brasileira. Em 2018, foram registrados 123 milhões de pedidos on-line. (…) Fonte: www.terra.com.br Acesso em 07/05/2020. Texto 2 Compras pela internet disparam com crise do Coronavírus 23 DE MARÇO DE 2020 O avanço do Coronavírus no Brasil fez com que a compra pela internet disparasse nas últimas semanas no Brasil. Segundo dados do Compre e Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, a alta das vendas totais foi de 40% nos primeiros 15 dias de março. Um relatório produzido pela empresa, em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), mostra que houve um aumento significativo no consumo das categorias de “saúde” (111%), “supermercados” (80%) e “beleza e perfumaria” (83%) no primeiro bimestre de 2020, se comparado ao mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, segmentos como “câmeras e filmadoras” e “games” tiveram quedas drásticas, de -62% e -37%, respectivamente. “A tendência é que o cenário continue dessa forma, com consumidores mais engajados nas compras à distância e movimentando o consumo de categorias relacionadas às necessidades básicas do dia a dia e de prevenção da Covid-19”, afirmou André Dias, diretor executivo do Compre e Confie e coordenador do Comitê de Métricas da camara-e.net, principal entidade multissetorial da América Latina. Para Mauricio Salvador, presidente da ABComm, as empresas precisam buscar presença digital. “É possível começar a vender on-line de forma rápida e simples, sem a necessidade de investimentos massivos. As empresas que não levaram seu modelo de negócios para a internet estão em desvantagem, correndo riscos de sobrevivência”, declarou. Segundo ranking do E-commerce Brasil, produzido em parceria com a consultoria Métrica, os maiores sites de compras pela internet no Brasil são Mercado Livre, Americanas, Amazon, Magazine Luiza e Casas Bahia. Fonte: www.uol.com.br Acesso em 07/05/2020. Texto 3 A partir dos textos lidos e de sua análise do cenário atual e evolutivo, redija uma dissertação argumentativa na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema O avanço do e-commerce no Brasil. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: Desafios da alfabetização tecnológica para os idosos Tema de redação: Tecnologia une ou separa as diferentes classes sociais? Tema de redação: O reflexo da tecnologia no mercado de trabalho e as novas profissões Tema de Redação: Desafios do jornalismo contemporâneo Tema de Redação: Criptomoedas e impactos na economia

Leia os textos motivadores que se seguem para produzir a redação abaixo os desafios dos atletas paraolímpicos – tema. Texto 1 Atletas falam sobre as dificuldades que enfrentam no esporte e na vida Falta de patrocínio e espaço para os treinos estão entre as reclamações. Jovens treinam firme para tentar um bom resultado nas Olimpíadas do Rio. Atletas de vôlei de praia reclamam da falta de dinheiro para competições e treinos. Carlos Luciano tem 23 anos e joga há seis. Ele busca ajuda financeira pela internet para custear passagem, alimentação e hospedagem em torneios. Muitas vezes, a ajuda virtual não vem e Carlos conta com o apoio de amigos e familiares para participar das competições. Gabriel de Souza perdeu o braço em um acidente, ainda na infância, e hoje tem o sonho de se tornar um atleta paralímpico. Ele treina forte para baixar o próprio tempo e conseguir uma classificação para os próximos jogos. Como atleta, ganha uma bolsa de R$ 300 da prefeitura do Guarujá. Metade do valor vai para as despesas da casa. Comerciantes da região ajudam oferecendo refeições e dinheiro para que o jovem viaje para as competições. Teresina está crescendo no badminton. O esporte tem regas parecidas com o tênis, mas usa uma raquete menor e uma espécie de peteca. Lorena e Monalisa, duas atletas da região, são reconhecidas no esporte, mas ainda não têm apoio. A prefeitura ajuda com as despesas de passagem, mas alimentação e hospedagem ficam por conta das famílias. Para participar de um torneio em São Paulo, as duas contaram com a ajuda de outros atletas, que receberam as meninas. O jovem Francielton é o atleta do Piauí com melhor desempenho no campeonato de badminton. Ele conseguiu se classificar para a final, mas perdeu a partida. O garoto recebe uma bolsa de R$ 925 do Ministério do Esporte. Para continuar recebendo o auxílio, ele precisa estar entre os três primeiros colocados nas competições. O atleta lamenta o resultado da partida e diz que precisa melhorar seu estado psicológico, prejudicado pela pressão do resultado e pelo medo de perder a bolsa do governo. Fonte: g1 globo Acesso em 21/04/2020. Texto 2 O crescimento do Brasil como potência paralímpica é gigantesco, pois saltou de um magro 37º lugar em Barcelona em 1992 para o 8º lugar na Rio 2016. Está programada para 25 de agosto de 2020 a abertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Estaremos representados por incansáveis heróis do esporte, que alcançaram um recorde de medalhas nos Jogos Rio 2016, quando nossas 72 medalhas nos alçaram ao honroso 8º lugar no quadro geral de medalhas. Mas o Brasil pode e deve lutar por mais. O crescimento do Brasil como potência paralímpica é gigantesco, pois saltou de um magro 37º lugar em Barcelona em 1992 para o 8º lugar na Rio — 2016. Desde Pequim — 2008, estamos entre as 10 nações que mais subiram ao pódio. No entanto, insisto, sabemos que podemos mais. Apesar das 14 medalhas de ouro, 29 medalhas de prata e 29 medalhas de bronze da Rio — 2016, número histórico dos nossos atletas paralímpicos, o Brasil ficou abaixo da meta traçada pelo próprio Comitê Paralímpico Brasileiro, que vislumbrava um lugar entre as cinco primeiras posições no quadro geral de medalhas. Daniel Dias, André Brasil, Clodoaldo Silva (nadadores), Ádria Rocha dos Santos (atletismo), Luiz Cláudio Pereira (lançamento de dardos) são heróis nacionais dos esportes paralímpicos, os maiores medalhistas de nossa história. A eles se somam centenas de outros atletas em atividade que com garra, força, superação e muita luta têm enchido nosso país de orgulho nas últimas edições dos jogos. Por outro lado, a luta individual de nossos atletas não pode ser o único combustível para tornar o Brasil uma potência mundial dos esportes paralímpicos. Para alcançar os objetivos e metas do nosso Comitê Paralímpico é preciso aumentar ainda mais os investimentos nos esportes para os brasileiros que têm algum tipo de deficiência. Desde 2001, existe uma arrecadação estatal via loterias federais e, a partir de 2005, começaram os primeiros investimentos e incentivos de patrocinadores privados. Mas é possível e necessário ir muito mais além. Para isso precisamos dar maior reconhecimento público e social em torno dos esportes paralímpicos. Temos que pensar meios para aumentar o investimento estatal e ainda em novas formas de angariar investimentos e patrocínios privados para que possamos crescer e multiplicar nossa experiência paralímpica. Só com planejamento focado em metas ousadas e mais investimentos é que poderemos construir centros de treinamentos de excelência por todo o país, que deem suporte e incentivem a prática dos esportes entre as pessoas com deficiências. Muitos países têm esses centros de treinamento e, por isso, são potências mundiais nos esportes. Isso tem uma importância transcendental para o país. Começando pelo orgulho nacional, mas não só. Para além disso, como médico especialista em cirurgias de alta complexidade, lido rotineiramente há décadas com pessoas com deficiências entre meus pacientes. Posso atestar que há uma importância pública, social e de saúde para o país no incentivo ao esporte paralímpico. Os ganhos para a saúde e a vida dessas pessoas que o esporte pode trazer são incalculáveis. O esporte é saúde para todo e qualquer ser humano. Eu mesmo pratico esportes desde sempre. E tudo isso só ocorrerá se a experiência dos Jogos Paralímpicos for melhor assimilada por toda a sociedade. O intercâmbio das práticas, pesquisas e tecnologias, além do conhecimento amplo das histórias, dos heroísmos e do grande desempenho de nossos atletas paralímpicos precisam ser reconhecidos, reverenciados e apropriados pela vida de toda pessoa com deficiência. É com esse intuito, com essa convicção que no próximo dia 22, Dia Nacional do Atleta Paralímpico, faremos na Câmara dos Deputados, por minha iniciativa, uma homenagem aos nossos atletas guerreiros. Com essa homenagem, espero angariar apoio, força, investimento e começar a implantar nova visão que ajude o Brasil a se consolidar como potência mundial nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Fonte: correio braziliense Acesso em 21/04/2020. Texto 3 Fonte: globo esporte globo Acesso em 21/04/2020.

Leia os textos motivadores a seguir para redigir o que se pede. Texto 1 Cultura de submissão da mulher: principal determinante da violência doméstica Nesta entrevista, Dayse de Paula, coordenadora da Pesquisa Novas Hierarquias Profissionais: Conhecimento, Gênero e Etnia, do Programa de Estudos de Gênero, Geração e Etnia da SR3/Faculdade de Serviço Social (FSS), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), fala dos determinantes da violência social e das formas de coibir este tipo de violência. Mobilizadores COEP – Em que consiste a chamada violência doméstica contra a mulher? Que condutas a caracterizam? R.: É toda violência praticada por pessoa do círculo das relações da intimidade e confiança da mulher (companheiro, marido, irmão, padrasto, sogra etc). As condutas mais comuns são agressão verbal, coação, desqualificação das ações da mulher no dia a dia, agressão física e subtração de bens materiais de que a mulher precisa para sobreviver. Mobilizadores COEP – Quais os principais determinantes deste tipo de violência? Quem são as principais vítimas? R.: O principal determinante é a cultura de submissão da mulher, ainda existente em nossa sociedade, e o estímulo a comportamentos agressivos na educação do homem. As principais vítimas são mulheres e crianças do sexo feminino. Muitos casos envolvem a dependência de álcool e drogas por parte dos agressores. Mobilizadores COEP – A que tipos de danos estão sujeitas estas mulheres? E os filhos? R.: Risco de morte, sequelas neurológicas (perdas de desempenho da inteligência; perda da fala por traumas de crânio que afetam o funcionamento do cérebro); mutilações; prejuízos psicomotores (limitações de movimento devido a lesões permanentes em membros superiores, inferiores), depressão, ansiedade, hipertensão, agressividade transmitida aos filhos, desequilíbrio psíquico etc. Mobilizadores COEP – Quais as principais formas, hoje, no país de coibir este tipo de violência? R.: Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs); Centros de Referência da Mulher; Juizado de Violência contra a Mulher e Conselhos Tutelares. Mobilizadores COEP – Em linhas gerais, o que diz a Lei Maria da Penha a respeito? Houve alguma mudança nestes quatro anos em que a lei está em vigor? R.: Ela tipifica e define a violência doméstica e familiar contra a mulher e estabelece as suas formas: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Com a lei, cresceu significativamente o número de denúncias e de equipes profissionais especializadas no atendimento à mulher em situação de violência doméstica. Mobilizadores COEP – A que tipo de penalidade estão sujeitos os agressores? R.: Prisão em flagrante e prisão preventiva do agressor. A pena mínima é reduzida para 3 meses e a máxima aumentada para 3 anos, acrescentando-se mais 1/3 no caso de pessoas com deficiência. Os agressores podem ser obrigados pelo juiz ao comparecimento obrigatório a programas de recuperação e reeducação. Mobilizadores COEP – Quais as principais dificuldades de se lidar com a violência doméstica, em especial em comunidades de baixa renda? R.: A principal dificuldade é reconhecer, de imediato, os atos que são considerados violentos. Infelizmente, pelos costumes, muitas mulheres tendem a se submeter a humilhações diárias, sem reagir, tolerando situações que levam a casos mais graves e resistem a denunciá-las. Outra dificuldade é a garantia do fácil acesso à rede de apoio à mulher, que inclui postos de saúde, centros de capacitação de trabalho e abrigos. Embora bem ampliado, ainda precisa de muitas iniciativas nesta direção. Mobilizadores COEP – É possível realizar um trabalho de conscientização e prevenção à violência doméstica? De que forma? R.: O importante é tentar criar uma rede de apoio entre moradores solidários, vizinhos, em um primeiro momento para, posteriormente, chegar às instituições referenciadas no atendimento destas mulheres, jovens e crianças. Garantir parcerias com a área da saúde, na perspectiva preventiva, incentivando as notificações médicas, após atendimento. Mobilizadores COEP – Como redes sociais, como o COEP, podem mobilizar para diminuir a violência doméstica nas comunidades onde atua? R.: Desenvolvendo ações preventivas e estimulando as mulheres a buscarem a sua autonomia por meio da escolaridade, desenvolvendo projetos de empreendedorismo, em parceria com escolas, destacando a importância da participação de mulheres; desenvolvendo campanhas educativas que fortaleçam o respeito entre homens e mulheres, a começar com as crianças, por meio de uma sensibilização das escolas. Entrevista do Grupo Gênero, Combate à Discriminação e Grupos Populacionais. Entrevista concedida à: Renata Olivieri. Edição de: Eliane Araujo. Fonte: www.mobilizadores.org.br. Acesso em 12/04/2020. Texto 2 Por Lia Bock “Dentro da doutrina cristã, lá dentro da igreja, nós entendemos que em um casamento entre homem e mulher, o homem é o líder”. Essa foi a frase que Damares, ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos disse numa audiência pública na Câmara. Fiquei pensando o que seria essa tal liderança no matrimônio. Porque liderança de mercado eu sei o que significa, liderança no Campeonato Brasileiro e liderança política também, mas liderança marital eu realmente desconheço. É quem decide o que o casal vai comer? Em quem vão votar? Pra onde vão nas férias? Que carro vão comprar? […] Ao afirmar publicamente que a mulher deve ser submissa ao homem, Damares mistura a pessoa física – religiosa e submissa no casamento que seja – com a ministra, que deveria pensar no bem de todos independente de credo, raça, orientação sexual ou posição política. E nesse todo o que temos são mulheres morrendo vítimas de seus companheiros – seus líderes, segundo ela. Frases como as da ministra rapidamente empoderam maridos abusadores, que não terão o menor pudor de dizer “tá vendo, você tem que me obedecer, até a ministra está dizendo”, antes de dar uns tapas na esposa. Damares, entenda: sua crença pregada em público funciona como munição para a arma que mata mulheres. Sei que você jamais colocaria essas balas na pistola, mas suas afirmações protegem homens que, escondidos atrás da máscara de líderes da família, abusam, batem e matam suas companheiras. E veja, eles não precisam de mais estímulo: no mundo morrem hoje 6 mulheres por hora vítimas de pessoas próximas, a maioria companheiros ou ex-maridos. E não adianta dizer no fim da frase que ser submissa não tem nada a

Leia os textos abaixo para compreender melhor o tema da produção textual sobre o tema “Charlatanismo nas redes sociais” e, após, faça a redação sugerida. Texto 1 sobre charlatanismo nas redes sociais: O que é charlatanismo Saiba quando algumas práticas alternativas podem ser consideradas crimes contra os pacientes. Práticas religiosas, terapêuticas ou simplesmente alternativas à medicina tradicional podem ser enquadradas pela legislação brasileira como crimes, caso seja feita denúncia. O assunto é polêmico. Por não haver comprovação científica sobre a eficácia de alguns métodos alternativos para o tratamento de enfermidades, os profissionais que aplicam essas técnicas correm riscos de serem indiciados como charlatões ou curandeiros. A constituição é vaga e não especifica quais atividades podem ser indiciadas pela lei. “Os tipos penais de curandeirismo e charlatanismo, de fato, não indicam as atividades com precisão. É dever da doutrina jurídica e dos tribunais dar a correta interpretação aos dispositivos”, explica o juiz de direito Thiago Teraoka. Em sua tese de doutorado pela Universidade de São Paulo, A liberdade religiosa no direito constitucional brasileiro, ele se debruça sobre os temas do charlatanismo e do curandeirismo. “Desloca-se a discussão da eficácia do tratamento sob o ponto de vista da medicina como ciência para o subjetivismo do agente”, diz. O que diz a lei De acordo com o artigo 283 do Código Penal, charlatanismo é o ato de inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível e a pena para essa ação pode ser de 3 meses a 1 ano de prisão. “É charlatão quem anuncia ou ministra uma ‘substância ou mistura’ para um doente de Aids ou câncer, sabendo que a ‘substância ou mistura’ não tem qualquer eficácia”, exemplifica Teraoka. Já o artigo 284 define que se pode exercer o curandeirismo de três maneiras: prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância; usando gestos, palavras ou qualquer outro meio; ou fazendo diagnósticos. A pena de prisão pode chegar de 6 meses a 2 anos. Além de passar um tempo na cadeia, o acusado pode levar multa, caso o crime tenha sido praticado mediante remuneração. “Para a condenação, deve haver prova contundente, no sentido de que não há sinceridade no agente criminoso; deve-se exigir que o agente que esteja efetuando o tratamento, poções, orações, ‘passes’, ‘imposições de mão’, etc. saiba que esses expedientes não têm qualquer eficácia. Apenas pode-se condenar quando há a vontade de enganar”, sentencia Teraoka. (…) Fonte: www.namu.com.br / Acesso em 28/03/2020. Texto 2 sobre charlatanismo nas redes sociais: Conselho de Medicina chama médico tocantinense de charlatão 23/03/20 09:30:04 | Atualizado em: 23/03/20 09:30:04 O Tocantins mais uma vez foi destaque nacional negativamente. Joaquim Rocha, médico e ex-vereador de Palmas, ao publicar um vídeo na internet dando dicas “milagrosas de saúde” contra o Coronavirus, foi denunciado pelo programa Fantástico, da Rede Globo, exibido neste domingo, 22. Inadvertidamente Rocha dá dicas de uso de alimentos e antibióticos naturais que supostamente trariam a cura para a doença, sem qualquer comprovação cientifica. A reportagem do programa, ouviu o Ministério Público sobre o caso e disse que considera conduta criminosa oferecer cura ou prevenção ao Coronavírus sem nenhuma comprovação científica. “O responsável por publicações desse tipo pode parar na cadeia”, disse um promotor na reportagem do Fantástico. Fonte: www.portalstylo.com.br / Acesso em 28/03/2020. Com base nos textos motivadores, redija uma dissertação argumentativa, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema Charlatanismo nas redes sociais. CONFIRA REPERTÓRIO PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Coronavírus e emergência na saúde global | Tema de redação Os direitos e a condição das mulheres transgênero no Brasil | Tema de redação Saúde mental no século XXI | Tema de redação Redes sociais e a nova era da comunicação | Tema de redação Excesso de trabalho e saúde mental | Tema de redação O comportamento jovem nas mídias sociais e suas consequências | Tema de redação

As vivências das mulheres trans no Brasil CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI! O tema desta semana foi bastante inspirado na polêmica envolvendo a entrevista realizada entre o doutor Drauzio Varella e a mulher transgênero Suzy de Oliveira. As vivências das mulheres trans no Brasil. A reação da sociedade diante da entrevista trouxe à tona a importância de se discutir mais aprofundadamente sobre a situação das mulheres transgênero no Brasil. Não poderíamos deixar de indicar a vocês a matéria da Istoé para que vocês entendam um pouco melhor sobre a situação que desencadeou toda essa polêmica. É só acessar o link a seguir e ler a matéria completa Isto é Também é nossa obrigação enquanto instituição educativa salientarmos que a situação das mulheres transgênero vai muitíssimo além da polêmica envolvendo o doutor Drauzio Varella e é exatamente isso que nos interessa no tema da semana. Esperamos que as sugestões a seguir possam te ajudar a enxergar de forma um pouco mais realista as dificuldades e os enfrentamentos pelos quais as mulheres transgênero passam no Brasil. Artigo científico sobre o modelo legítimo de mulher. Disponível em: WWC 2017 / Acesso em 18/03/2020. Antes de tudo, é essencial que você entenda quais são as classificações de mulher transgênero e este artigo científico, que foi, inclusive, publicado enquanto referência sobre o tema, trata exatamente sobre isso. Por se tratar de um artigo científico, você encontrará nele os pareceres de vários especialistas sobre o tema, além de muitas referências bibliográficas caso queira se inteirar ainda mais a respeito do assunto. Matéria on-line sobre a visão psicológica da transgeneralidade. Disponível em: Mundo Psicólogos / Acesso em 18/03/2020. A matéria é curta, mas muito rica em informações. Nela, especialistas da área da Psicologia analisam a transgeneralidade sob esse ponto de vista, de forma científica, imparcial, explicando quais são os sinais da transgeneralidade e como eles se manifestam. Resumo on-line sobre Caitlyn Jenner. Disponível em: Ego – globo / Acesso em 18/03/2020. Talvez você nunca tenha ouvido falar em Caitlyn Jenner, mas essa mulher trans é uma referência importante quando tratamos da transgeneralidade e por isso resolvemos trazer um pouco da história dela aqui. Além de ler a história e ver as fotos, é fundamental que você também leia os comentários deixados por leitores na matéria e analise como uma parte da população brasileira enxerga a situação. Artigo de revista científica on-line sobre a violência contra as mulheres transgênero. Disponível em: Revista Univap / Acesso em 18/03/2020. Um dos principais problemas enfrentados pelas mulheres transgênero é a violência, que atinge as mulheres de um modo geral e mais ainda as que fazem a opção pela transgeneralidade. Neste artigo de revista científica, você consegue ter acesso a índices e outros dados relevantes que vão te auxiliar a compreender melhor a questão da violência. Artigo on-line sobre os processos de documentação da violência sofrida pela mulher trans. Disponível em: Onu mulheres / Acesso em 18/03/2020. O artigo é da ONU Mulheres, só isso já confere a seu conteúdo credibilidade suficiente. Você sabia que o dia 25 de janeiro é o Dia Laranja pelo Fim da Violência contra as Mulheres e Meninas? Não? Pois é, há um dia específico no calendário para marcar essa luta que acontece o ano inteiro. Além de saber mais sobre o movimento #DiaLaranja, você ainda poderá ler o depoimento de Bruna Benevides, mulher trans e ativista que tem lutado pelo fim dos assassinatos e da violência contra transexuais e travestis. Artigo sobre a vida de mulheres trans no Brasil. Disponível em: Correio Braziliense / Acesso em 18/03/2020. Ninguém melhor para falar sobre uma condição de vida do que a própria pessoa que vive diariamente essa vida e é esse conteúdo que o artigo do Correio Braziliense nos proporciona. Sugerimos que você reserve um tempo a mais para ler esse artigo, pois ele é repleto de informações e vale a pena ser lido com toda a atenção possível. Vídeo documentário do programa Profissão Repórter sobre transgêneros. Disponível em: Profissão Repórter 01/08/2018 Transgêneros / Acesso em 18/03/2020. É claro que não iríamos nos esquecer de você que ama um videozinho do YouTube. Você já deve conhecer a proposta do programa Profissão Repórter. Nele, jornalistas acompanham alguns dias na vida de pessoas que estão relacionadas ao tema do episódio. Dessa vez, os repórteres estão acompanhando transgêneros e mostrando de forma bastante íntima sua vida e dificuldades diárias. Vídeo sobre o preconceito no sistema carcerário. Disponível em: Entre Grades e Preconceito – Parte 1 | Conexão Repórter (28/05/18) / Acesso em 18/03/2020. Nesta sugestão, a reportagem foi feita pelo programa Conexão Repórter (que tem uma ideia bastante semelhante ao Profissão Repórter, aliás), mas o tema é um pouco mais específico: a matéria fala sobre o preconceito sofrido por gays, transgêneros e transexuais quando estão sob regime penitenciário. Mais uma vez, leia os comentários, eles também são super úteis na compreensão sobre como essa situação é encarada pela sociedade. Vídeo sobre mulheres transgênero no esporte. Disponível em: Tiffany e transsexuais no esporte / Acesso em 18/03/2020. Há muitas outras discussões pertinentes quando falamos sobre o universo da transgeneralidade e não poderíamos deixar de fora as competições esportivas. No vídeo, há a discussão sobre esse tema e mais especificamente a respeito da coerência da participação de mulheres transgênero em algumas modalidades esportivas e o quanto isso é justo ou não. De novo: leia os comentários! Vídeo sobre ações de proteção a mulheres transgêneros no sistema carcerário. Disponível em: Cadeia na capital se destaca pelo respeito a detentas transexuais / Acesso em 18/03/2020. Bom, mas nem só de preconceito e violência vive o mundo da transgeneralidade, felizmente, temos exemplos positivos a citar (poucos, mas honrosos). Um deles é sobre um centro de detenção em São Paulo que tem se destacado pelo respeito e pelas iniciativas dirigidas às mulheres detentas transgênero. No próximo link, você também pode conferir mais uma ação positiva no sentido do respeito e proteção à comunidade LGBT: Presídios criam celas especiais para população LGBT / Acesso em 18/03/2020. Após

A condição das mulheres transgênero Leia os textos motivadores abaixo para redigir um texto dissertativo-argumentativo sobre A condição das mulheres transgênero. Texto 1 Mulheres transgênero e transexuais poderão ter proteção da Lei Maria da Penha, aprova CCJ Fonte: Agência Senado Mulheres transgênero e transexuais poderão contar com a proteção da Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006). A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (22), o Projeto de Lei do Senado (PLS) 191/2017, que amplia o alcance da norma e, com isso, pretende combater a violência contra pessoas que se identificam como integrantes do gênero feminino. O texto é terminativo na comissão e, se não houver recurso para análise em Plenário, segue para a Câmara dos Deputados. A relatora, senadora Rose de Freitas (Pode-ES), recomendou a aprovação da proposta, de autoria do ex-senador Jorge Viana. “Somos pela conveniência e oportunidade de se estender aos transgêneros a proteção da Lei Maria da Penha. De fato, já se localiza mesmo na jurisprudência decisões nesse exato sentido. Temos que efetivamente é chegado o momento de enfrentar o tema pela via do processo legislativo, equiparando-se em direitos todos os transgêneros”, considerou Rose no seu parecer. Durante a votação, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) lembrou que o Congresso precisa enfrentar as pautas de costume e tratar de questões como a LGBTfobia, a qual “já passou da hora de ser criminalizada”. Ele lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF), que retomará o julgamento da questão na próxima quinta-feira (23), só o faz porque o Parlamento se omite. A população transgênera merece nosso total respeito, porque está sendo violada em seus direitos há muito tempo — disse. A proposta lembra que o Brasil é o país com maior índice de violência contra pessoas lésbicas, gays, transexuais e transgêneros. O Relatório de Assassinatos LGBT no Brasil, organizado pelo Grupo Gay da Bahia, mostrou que, só em 2016, foram mais de 320 mortes. O número de agressões é maior quando se trata das mulheres transexuais e transgêneras, que são aquelas que não nasceram biologicamente com o corpo feminino, mas que se entendem, agem e se identificam como mulher. A Lei Maria da Penha é considerada uma medida ideal de política pública de combate à violência contra a mulher. Uma pesquisa do Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que 29% das mulheres no Brasil já sofreram algum tipo de violência física ou verbal. Votos em separado Durante a tramitação na CCJ, o PLS 191/2017 recebeu dois votos em separado dos senadores Marcos Rogério (DEM-RO) e Juíza Selma (PSL-MT) — pela rejeição da proposta. O argumento de ambos é o de que a mudança pretendida na Lei Maria da Penha desvirtua a proteção pensada para a mulher. A alteração legal almejada pelo PLS 191/2017 redundará em completa deturpação dos propósitos da Lei Maria da Penha, uma vez que esta foi idealizada justamente com base na desigualdade de gênero entre homens e mulheres — afirmou Marcos Rogério. Juíza Selma ponderou que modificações na norma devem ser feitas com a maior cautela sob o risco de prejudicar a proteção da mulher em situação de vulnerabilidade. A real intenção da Lei Maria da Penha foi de determinar, taxativamente, que somente a mulher, em face de sua fragilidade biológica natural perante o sexo masculino, pode ser resguardada pelos seus efeitos — sustentou a parlamentar. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), apesar de reconhecer o mérito da iniciativa de proteção às transgêneras, defendeu que essa iniciativa não deve estar vinculada à legislação específica para as mulheres, mas sim a uma outra que trate da LGBTfobia. Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado) Texto 2 Brasil registrou 124 assassinatos de pessoas transgênero em 2019. Dados são divulgados no Dia Nacional da Visibilidade Trans. Em 2019, pelo menos 124 pessoas transgênero, entre homens e mulheres transexuais, transmasculinos e travestis, foram assassinadas no Brasil, em contextos de transfobia. Os dados estão no relatório da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) divulgado hoje (29). De acordo com organização, em apenas 11 dos casos os suspeitos de terem cometido os crimes foram identificados. No relatório, a Antra faz um alerta também para o problema da subnotificação já que a real motivação dos crimes nem sempre é explicitada. O relatório aponta que, em 2018, foram registrados 163 assassinatos. Já em 2017, foram 179 casos. De acordo com a associação, a redução dos números não representa exatamente uma queda nos índices de violência contra essa população. Para a Antra, existe aumento da subnotificação das ocorrências. Os dados mostram ainda que, a cada dia em 2019, 11 pessoas transgênero sofreram agressões. A mais jovem das vítimas assassinadas tinha 15 anos de idade, encaixando-se no perfil predominante, que tem como características faixa etária entre 15 e 29 anos (59,2%) e gênero feminino (97,7%). A desigualdade étnico-racial é outro fator em evidência, já que 82% das vítimas eram negras (pardas ou pretas). Em números absolutos, o estado que apresentou o mais alto índice de homicídios foi São Paulo, com 21 homicídios, quantidade 66,7% superior ao registrado no ano anterior (14). O território paulista se destaca como um dos quatro que se tornaram mais violentos para pessoas transgênero, em 2019, ao lado de Pernambuco, Rondônia e Tocantins, e também lidera o ranking quando o período de 2017 a 2019 é considerado. Em segundo lugar na lista de 2019, está o Ceará, com 11 casos. Em seguida, vêm Bahia e Pernambuco, com 8 casos, cada; Paraná, Rio de janeiro e Rio Grande do Sul, com 7 casos, cada; e Goiás com 6 casos. Amazonas, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso e Paraíba empatam com 5 casos; Espírito Santo, Pará e Rio Grande do Norte, com 4; Alagoas, Rondônia e Tocantins, com 2; e Mato Grosso do Sul, Roraima, Sergipe e Piauí, com 1. Para combater os crimes contra pessoas transgênero, a associação cita exemplos de ações que podem ser adotadas como campanhas de prevenção à violência, denúncias que possam enfrentar a impunidade e a omissão, e a efetivação da decisão do

Leia os textos sobre o tema que estão na sequência e após escreva a produção textual sugerida ao final. Texto 1 O que é sororidade? Entenda seu significado e como praticá-la no dia a dia Nos últimos anos, uma palavra nova – que ainda nem está no dicionário da língua portuguesa- ganhou atenção, principalmente com a ajuda da internet: a sororidade. Esse termo, que tem tudo a ver com o feminismo, ainda causa certo estranhamento para quem não está familiarizado com ele, porém, o seu significado, de maneira simplificada, fala sobre a solidariedade entre as mulheres. […] Empatia, solidariedade, companheirismo, respeito? Todos esses termos são citados ao procurarmos pelo significado de sororidade. Em sua origem, o prefixo soror significa “irmã” em latim, fazendo referência à irmandade entre mulheres. “Como diz Malala Yousafzai, ‘sozinha minha voz é apenas uma voz’, ou seja, se nós estamos juntas, temos mais força. Percebo cada vez mais isso lendo os relatos do Vamos juntas?, se uma mulher é assediada no ônibus, por exemplo, e ela fala algo sozinha, ninguém dá atenção e ela é desacreditada. Porém, se as mulheres que estão em volta dela também compram a briga e a ajudam, outras pessoas começam a acreditar no que ela está falando. Precisamos da voz de todas para que a gente tenha essa força”, explica a jornalista e fundadora do movimento Vamos juntas?, Babi Souza. Para Babi, a sororidade também funciona como um antídoto à ideia de que devemos competir com as outras mulheres e que não podemos ser amigas: “Fomos criadas em uma sociedade que nos ensinou que devemos nos odiar, que precisamos ter uma roupa mais bonita que a fulana e que precisamos estar mais bem colocadas no mercado de trabalho do que ela. Não podemos dar força à essa ideia de competição, por isso a sororidade é tão importante”. […] Fonte: uol Acesso em 09/03/2020. Texto 2 Sororidade: pra não fazer o Prior, os homens precisam conhecer o conceito Nesta edição do BBB estamos testemunhando um fenômeno inédito: mesmo quem não gosta do reality tem acompanhado em outras mídias a repercussão dos assuntos mais polêmicos da casa. Machismo, importunação sexual e assédio têm sido pautas recorrentes motivadas pelo programa. Os embates ligados ao feminismo que surgem lá têm reverberado com força aqui fora. Para se ter uma ideia desse impacto, no último domingo (9) um diálogo entre os participantes fez com que as buscas pelo significado de sororidade disparassem no Google. […] “Sororidade é a luta política que você faz junto com as outras mulheres” “As mulheres têm que se apoiar e estar juntas porque a sociedade patriarcal nos desmobiliza. Faz a gente se odiar, faz a gente ficar longe umas das outras e valorizar apenas nossos relacionamentos com homens, e não com mulheres. Sororidade não quer dizer estar num grupinho em que todo mundo tem que se amar e onde todas são amigas. Não é sobre isso. Mas, sim, sobre a luta política que você faz junto com as outras mulheres. Vocês não precisam, necessariamente, ser amigas, sair juntas e tudo isso como se fosse só uma questão de amizade. O mundo machista e patriarcal colocou umas contra as outras porque, pro machismo, quanto mais a gente estiver afastada, melhor, porque a gente não vai se comunicar e entender as questões que a gente tem em comum”, expõe Isabela. Para Cinthya Lima, professora de Filosofia, Sociologia e Ética, para entender a sororidade “basta refletirmos sobre fraternidade, união, laço e respeito. Seria basicamente pensarmos numa perspectiva de mundo onde as mulheres tenham comportamentos e práticas sempre cultivando bem querer, apoio e senso de união. Isso colocaria as mulheres numa ‘versão comunitária’ dentro da sociedade, onde a competitividade seria substituída por instintos e práticas mais éticas, empáticas, respeitosas e repletas de alteridade”. “Como homem, é dever moral dele (Prior) conhecer os limites da equidade” A professora analisa ainda que a ignorância de Prior sobre o tema é um alerta. “Ele é o reflexo da proposta de educação que o novo modelo político defende. Um indivíduo que não consegue perceber o mundo fora da caixa em que vive. Como homem, é dever moral dele conhecer os limites da equidade. Como profissional, falta capacitação e habilidades para compreender o universo feminino plural – afinal ele também é arquiteto de projetos femininos. No geral, escolas e universidades ainda falham muito na construção desses saberes e, principalmente, das habilidades socioemocionais. Prior é o reflexo do modelo de educação que promove muitos ‘fazedores’ e poucos pensadores.”. Fonte: blog da morango Acesso em 09/03/2020. Texto 3 Fonte: uol Acesso em 09/03/2020. Com base nos textos lidos e considerando seus conhecimentos sobre o assunto, redija uma dissertação argumentativa, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema: Sororidade e união entre as mulheres. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: Mulheres na política brasileira Tema de Redação: Mulheres Negras no Brasil Tema de Redação: Gordofobia e o culto ao corpo padrão Tema de Redação: A importância da representatividade no Cinema e na TV Tema de redação: Maternidade: escolha ou obrigação?

Leia e analise os textos abaixo para redigir a produção textual que se seguirá. Texto 1 O que é alienação parental? É muito difícil lidar com casos nos quais os genitores não conseguem dialogar para resolver as questões dos filhos e, com todos os tumultos oriundos da disputa pela guarda ou convivência com a criança, efeitos e consequências aparecem, sendo um deles a prática de alienação parental. Casos de alienação parental são mais comuns do que se imagina, não sendo difícil deparar-se atualmente com pais ou mães que estimulam o filho a repudiar o outro pai alienado. Nos conflitos envolvendo alienação parental, a criança deve ser protegida. Este tema é objeto de muitas discussões nos dias atuais, vez que os casos que chegam às Varas de Família são recorrentes e demandam muita cautela ao serem analisados, pois a maioria dos problemas relativos à alienação parental não é de cunho jurídico, tratam antes, de questões emocionais ou psicológicas. O psiquiatra infantil Richard Gardner foi quem criou o termo “síndrome da alienação parental”, através de estudos realizados na área da psiquiatria forense, avaliando crianças de famílias em situações de divórcio. Gardner descreveu a síndrome como sendo: “um distúrbio infantil, que surge, principalmente, em contextos de disputa pela posse e guarda de filhos. Manifesta-se por meio de uma campanha de difamação que a criança realiza contra um dos genitores, sem que haja justificativa para isso.” Entende-se, conforme mencionado acima, a alienação parental como a programação de uma criança por um dos genitores, para que passe a enxergar e idealizar o outro genitor de maneira negativa, nutrindo, a partir de então, sentimentos de ódio e rejeição por ele, e externando tais sentimentos. Embora haja questionamentos sobre o posicionamento de Gardner, para ele, a síndrome da alienação parental seria referente à conduta do filho (e o quanto ele já foi afetado pela manipulação do alienador), enquanto a alienação parental, tão somente, diria respeito à conduta do genitor que desencadeia o processo de afastamento. A Lei 12.318 de 2010 dispõe acerca da alienação parental, conceituando-a em seu artigo 2º: “Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este 3º.” Como se pode observar, o alienador procura o tempo todo monitorar o sentimento da criança a fim de desmoralizar a imagem do outro genitor. Tal situação faz com que a criança acabe se afastando do genitor alienado por acreditar no que lhe está sendo dito, fazendo com que o vínculo afetivo seja destruído, ao ser acometido pela síndrome da alienação parental. […] Fonte: direito familiar jus brasil Acesso em 26/01/2020. Texto 2 Os números da alienação: por que falsas estatísticas prejudicam as vítimas É impossível saber ao certo ou mesmo estimar o número de filhos (menores de idade) vítimas de alienação parental. Por duas enormes razões: os processos judiciais correm em segredo de Justiça (não podem ser abertos nem em pesquisas acadêmicas, sem autorização expressa) e os conselhos tutelares são pouco procurados – e quando são procurados não alimentam o sistema de informações nacional para a criança e adolescente (SIPIA) sobre o problema. Entretanto, pessoas irresponsáveis têm tentado disseminar números absolutamente irreais para o problema. O que desacredita a luta que travamos para esclarecer a sociedade para um problema tão grave e que afeta tantas famílias. Os números oficiais do último Censo, divulgados ano passado pelo IBGE, dão conta que no Brasil existem cerca de 45 milhões de crianças e adolescentes (número referente à faixa etária de 0 a 17 anos). Só de crianças, que é o público vulnerável à alienação (adolescente já tem discernimento para distinguir a verdade da mentira), temos cerca de 39 milhões (faixa etária de 0 a 12 anos). A maior parte delas vive em famílias cujos pais são separados. As estatísticas existentes de filhos de pais separados compreendem o período 2003 a 2010. Segundo o IBGE, no Brasil existem 618.363 crianças e adolescentes (menores de 18 anos) cujos pais são separados. De acordo com o IBGE, a taxa de divórcio no Brasíl é de 1,8 para cada 1 mil pessoas. E a de separações é de 0,5 para cada 1 mil. Além disso, 40,3% são de casais sem filhos e 22% só têm filhos maiores de idade. Entre 2000 e 2010 foi de 3,7 milhões – só que a maioria (70%) é consensual. O IBGE tem uma pesquisa feita com base em registros civis que mostra que o total de casais separados judicialmente com filhos é de 428.326 no período compreendido entre 2003 e 2010 […]. Fonte: criança mppr . Acesso em 26/01/2020. A alienação parental é um problema sempre presente na realidade de nosso país. Por conta da importância do assunto, redija uma dissertação argumentativa, com tamanho máximo de 30 linhas, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, sobre o tema Alienação Parental no Brasil. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! 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