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    Desafios para a adaptação das cidades brasileiras às ondas de calor extremas | Tema de redação

    Por Nathalia Souza
    11 de maio de 2026
    13 min de leitura
    Desafios para a adaptação das cidades brasileiras às ondas de calor extremas | Tema de redação
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    1. TEXTOS MOTIVADORES SOBRE OS DESAFIOS PARA A ADAPTAÇÃO DAS CIDADES BRASILEIRAS ÀS ONDAS DE CALOR EXTREMAS
    2. TEXTO I — A proteção da saúde e do meio ambiente como dever constitucional
    3. TEXTO II — O Brasil vem registrando anos cada vez mais quentes
    4. TEXTO III — Ondas de calor são mais perigosas em áreas urbanas
    5. TEXTO IV — O Plano Clima reconhece as cidades como áreas vulneráveis à crise climática
    6. TEXTO V — O calor extremo afeta saúde, trabalho, educação e renda
    7. TEXTO VI — A adaptação climática precisa chegar aos municípios
    8. QUAIS REPERTÓRIOS SOCIOCULTURAIS AJUDAM A DISCUTIR OS DESAFIOS PARA A ADAPTAÇÃO DAS CIDADES BRASILEIRAS ÀS ONDAS DE CALOR EXTREMAS?
    9. Leis e bases legais que fortalecem a argumentação
    10. Conceitos e autores que ajudam na argumentação
    11. Instituições e dados que fortalecem a argumentação
    12. Produções culturais e midiáticas que podem enriquecer a redação
    13. QUAIS ARGUMENTOS USAR PARA DISCUTIR OS DESAFIOS PARA A ADAPTAÇÃO DAS CIDADES BRASILEIRAS ÀS ONDAS DE CALOR EXTREMAS?
    14. Argumento 1 — O planejamento urbano insuficiente intensifica os efeitos das ondas de calor
    15. Argumento 2 — A desigualdade socioespacial transforma o calor extremo em violação de direitos
    16. Argumento 3 — A resposta pública ainda é mais emergencial do que preventiva
    17. COMO COMEÇAR UMA REDAÇÃO SOBRE ESSE TEMA?
    18. COMO FAZER UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO?
    19. CONCLUSÃO
    20. QUER TREINAR ESSE TEMA NO PADRÃO QUE A BANCA EXIGE?

    As ondas de calor extremas deixaram de ser eventos isolados e passaram a fazer parte da rotina de muitas cidades brasileiras. Em áreas urbanas marcadas por excesso de concreto, pouca arborização, moradias precárias e transporte público lotado, o aumento das temperaturas afeta diretamente a saúde, a mobilidade, o trabalho, o acesso à água, a qualidade de vida e a própria permanência das pessoas nos espaços públicos.

    Nesse contexto, discutir os desafios para a adaptação das cidades brasileiras às ondas de calor extremas é essencial para compreender como a crise climática aprofunda desigualdades já existentes. Afinal, embora o calor atinja toda a população, seus impactos não são distribuídos de forma igual: pessoas idosas, trabalhadores expostos ao sol, moradores de periferias, pessoas em situação de rua e famílias que vivem em habitações inadequadas tendem a sofrer mais.

    Por isso, esse é um tema altamente relevante para o ENEM, vestibulares e concursos, pois permite abordar direitos sociais, saúde pública, planejamento urbano, justiça climática e responsabilidade do Estado na proteção da população.

    TEXTOS MOTIVADORES SOBRE OS DESAFIOS PARA A ADAPTAÇÃO DAS CIDADES BRASILEIRAS ÀS ONDAS DE CALOR EXTREMAS

    TEXTO I — A proteção da saúde e do meio ambiente como dever constitucional

    A Constituição Federal de 1988 estabelece que a saúde é direito de todos e dever do Estado, devendo ser garantida por políticas sociais e econômicas capazes de reduzir riscos de doenças e outros agravos. Além disso, a Carta Magna reconhece o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo.

    Esses princípios permitem compreender que a adaptação das cidades às ondas de calor não é apenas uma questão ambiental, mas também de saúde pública e cidadania. Quando a população é exposta a temperaturas extremas sem acesso adequado a sombra, água, moradia digna, transporte confortável e serviços de saúde preparados, há uma falha na garantia de direitos fundamentais.

    Fonte: Constituição Federal de 1988, artigos 196 e 225.

    Disponível em: constituicao (planalto.gov.br)

    TEXTO II — O Brasil vem registrando anos cada vez mais quentes

    Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), 2024 foi o ano mais quente no Brasil desde o início da série histórica, em 1961. A temperatura média anual do país chegou a 25,02°C, valor 0,79°C acima da média histórica de 1991 a 2020. O órgão também apontou tendência significativa de aumento das temperaturas ao longo dos anos.

    Em 2025, o país continuou sob forte influência do aquecimento: o INMET registrou o sétimo ano mais quente da série histórica brasileira. Esses dados evidenciam que o calor extremo não deve ser tratado como exceção, mas como um risco climático que exige planejamento contínuo.

    Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

    Disponível em: 2024 %C3%A9 o ano mais quente da s%C3%A9rie hist%C3%B3rica no brasil (portal.inmet.gov.br)

    Disponível em: ano de 2025 foi o s%C3%A9timo mais quente no brasil desde 1961 (portal.inmet.gov.br)

    TEXTO III — Ondas de calor são mais perigosas em áreas urbanas

    O Ministério da Saúde define ondas de calor como eventos climáticos marcados por temperaturas extremamente altas, acima dos níveis esperados para uma região e época do ano. O órgão alerta que esses eventos podem durar dias ou semanas e são agravados pelo aquecimento global.

    Nas cidades, o risco é intensificado pelo fenômeno conhecido como ilha de calor urbana. A concentração de prédios, asfalto e concreto retém mais calor, elevando a temperatura em comparação com áreas mais arborizadas. Assim, bairros com pouca vegetação, alta impermeabilização do solo e menor infraestrutura urbana tornam-se mais vulneráveis aos efeitos do calor extremo.

    Fonte: Ministério da Saúde. Ondas de Calor.

    Disponível em: ondas de calor (gov.br)

    TEXTO IV — O Plano Clima reconhece as cidades como áreas vulneráveis à crise climática

    O Plano Clima Adaptação — Cidades, aprovado pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima, aponta que as cidades brasileiras estão expostas a diferentes ameaças climáticas, entre elas o aumento das temperaturas médias e máximas e a maior intensidade e frequência das ondas de calor.

    O documento afirma que tais ameaças podem comprometer o direito à cidade, reduzir a qualidade de vida urbana, agravar problemas habitacionais, afetar o saneamento básico e prejudicar os serviços de transporte e mobilidade. Por isso, o plano propõe ações voltadas à resiliência urbana até 2035, com foco em informação climática, planejamento, gestão e redução de desigualdades.

    Fonte: Ministério das Cidades. Plano Clima Adaptação — Cidades.

    Disponível em: noticia mcid n 1829 1 (gov.br)

    TEXTO V — O calor extremo afeta saúde, trabalho, educação e renda

    O relatório Lancet Countdown, que acompanha os impactos das mudanças climáticas na saúde, aponta que os riscos do aquecimento global para o bem-estar e a sobrevivência humana atingiram níveis recordes. O documento destaca que as ondas de calor aumentam ameaças à saúde, especialmente entre populações vulneráveis, como crianças pequenas e pessoas idosas.

    Além disso, o calor extremo também reduz a capacidade laboral, principalmente em atividades realizadas ao ar livre ou em ambientes sem climatização adequada. Dessa forma, a adaptação urbana deve considerar não apenas hospitais e alertas meteorológicos, mas também condições de trabalho, transporte, moradia e acesso a serviços básicos.

    Fonte: The Lancet Countdown. 2024 Report.

    Disponível em: 2024 report (lancetcountdown.org)

    TEXTO VI — A adaptação climática precisa chegar aos municípios

    O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima coordena a iniciativa AdaptaCidades, voltada ao fortalecimento de políticas de adaptação e resiliência climática em estados e municípios. A proposta busca apoiar a elaboração de planos municipais ou regionais de adaptação, integrando políticas urbanas, ambientais e climáticas.

    Essa iniciativa demonstra que enfrentar ondas de calor exige ações locais e preventivas. Arborização urbana, criação de áreas verdes, drenagem adequada, uso de materiais que reduzam a absorção de calor, oferta de água em espaços públicos, centros de acolhimento climatizados e sistemas de alerta são medidas que podem reduzir riscos e proteger a população.

    Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. AdaptaCidades.

    Disponível em: adaptacidades (gov.br)

    QUAIS REPERTÓRIOS SOCIOCULTURAIS AJUDAM A DISCUTIR OS DESAFIOS PARA A ADAPTAÇÃO DAS CIDADES BRASILEIRAS ÀS ONDAS DE CALOR EXTREMAS?

    Leis e bases legais que fortalecem a argumentação

    Constituição Federal de 1988

    A Constituição pode ser usada para defender que a adaptação das cidades às ondas de calor está ligada à garantia da saúde, da dignidade humana e do meio ambiente equilibrado. O artigo 196 sustenta a responsabilidade do Estado na redução de riscos à saúde, enquanto o artigo 225 permite relacionar crise climática, proteção ambiental e dever coletivo.

    Estatuto da Cidade

    O Estatuto da Cidade, Lei nº 10.257/2001, regulamenta a política urbana no Brasil e estabelece diretrizes para o desenvolvimento das funções sociais da cidade. Esse repertório é útil para argumentar que o planejamento urbano deve promover bem-estar coletivo, sustentabilidade e justiça territorial, especialmente diante de riscos climáticos.

    Política Nacional de Proteção e Defesa Civil

    A Lei nº 12.608/2012 organiza ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação diante de desastres. Ela pode ser usada para mostrar que as ondas de calor extremas exigem gestão de risco, planejamento preventivo e atuação integrada entre União, estados e municípios.

    Conceitos e autores que ajudam na argumentação

    Milton Santos — desigualdade socioespacial

    O geógrafo Milton Santos analisou como o espaço urbano reproduz desigualdades sociais. Esse repertório é muito produtivo para mostrar que o calor extremo não afeta todos da mesma forma: bairros arborizados, com melhor infraestrutura e acesso a serviços, tendem a oferecer maior proteção, enquanto periferias e áreas precárias acumulam riscos.

    Henri Lefebvre — direito à cidade

    O conceito de direito à cidade permite defender que os moradores devem ter acesso a uma vida urbana digna, segura e saudável. Em uma redação sobre ondas de calor, esse repertório ajuda a mostrar que ruas sem sombra, transporte superlotado, moradias insalubres e ausência de áreas verdes limitam o uso democrático da cidade.

    Ulrich Beck — sociedade de risco

    O sociólogo Ulrich Beck afirma que a modernidade produz riscos globais que afetam a coletividade, como desastres ambientais e tecnológicos. Esse conceito pode ser aplicado para discutir como a crise climática cria riscos urbanos complexos, exigindo políticas públicas baseadas em prevenção, ciência e responsabilidade coletiva.

    Instituições e dados que fortalecem a argumentação

    INMET

    O Instituto Nacional de Meteorologia fornece dados sobre temperatura, ondas de calor e anomalias climáticas no Brasil. Seus levantamentos ajudam a comprovar que o aumento do calor é uma tendência mensurável, não uma percepção individual.

    Ministério da Saúde

    O Ministério da Saúde pode ser citado para relacionar ondas de calor a riscos como desidratação, insolação, agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias, além de maior vulnerabilidade de idosos, crianças, gestantes e trabalhadores expostos.

    Ministério das Cidades e Plano Clima Adaptação — Cidades

    O Plano Clima Adaptação — Cidades é um repertório atual e muito forte, pois mostra que o próprio Estado brasileiro reconhece o aumento das ondas de calor como ameaça urbana. Ele também permite defender soluções concretas, como planejamento territorial, infraestrutura verde, informação climática e governança municipal.

    Produções culturais e midiáticas que podem enriquecer a redação

    “Não Olhe para Cima” (2021)

    O filme pode ser usado para discutir o negacionismo e a demora das autoridades diante de ameaças cientificamente comprovadas. Em uma redação sobre ondas de calor, o repertório ajuda a criticar a negligência pública quando dados climáticos já indicam riscos concretos à população.

    “O Dia Depois de Amanhã” (2004)

    Embora seja uma obra de ficção exagerada, o filme representa a dificuldade das sociedades modernas em responder rapidamente a eventos climáticos extremos. Pode ser usado com cuidado para introduzir a necessidade de prevenção e planejamento, não apenas resposta emergencial.

    Reportagens sobre ilhas de calor urbanas

    Matérias jornalísticas que mostram diferenças de temperatura entre bairros arborizados e regiões com muito concreto podem funcionar como repertório contemporâneo. Elas ajudam a visualizar a desigualdade ambiental dentro das cidades e a relação entre planejamento urbano e saúde coletiva.

    QUAIS ARGUMENTOS USAR PARA DISCUTIR OS DESAFIOS PARA A ADAPTAÇÃO DAS CIDADES BRASILEIRAS ÀS ONDAS DE CALOR EXTREMAS?

    Argumento 1 — O planejamento urbano insuficiente intensifica os efeitos das ondas de calor

    Um primeiro caminho argumentativo é mostrar que muitas cidades brasileiras cresceram sem planejamento climático adequado. A expansão urbana desordenada, a impermeabilização do solo, a retirada de vegetação, a concentração de asfalto e a falta de áreas verdes contribuem para a formação de ilhas de calor.

    Causa

    A urbanização brasileira foi marcada por forte desigualdade territorial e, em muitos casos, por prioridade dada à ocupação rápida do espaço em vez da qualidade ambiental urbana. Como resultado, diversas cidades possuem bairros com pouca sombra, praças degradadas, calçadas estreitas, transporte desconfortável e moradias que acumulam calor.

    Consequência

    Esse cenário torna o calor extremo mais perigoso. Durante ondas de calor, a temperatura elevada pode agravar problemas de saúde, aumentar a demanda por atendimento médico, reduzir a produtividade de trabalhadores e dificultar a circulação segura pela cidade. Além disso, pessoas que dependem do transporte público, trabalham ao ar livre ou vivem em casas mal ventiladas ficam mais expostas.

    Possível solução

    Para enfrentar esse problema, o poder público deve incorporar a adaptação climática aos planos diretores e às políticas urbanas. Isso inclui ampliar a arborização, criar corredores verdes, proteger áreas permeáveis, usar materiais urbanos que absorvam menos calor, melhorar a ventilação dos espaços públicos e mapear bairros mais vulneráveis às altas temperaturas.

    Argumento 2 — A desigualdade socioespacial transforma o calor extremo em violação de direitos

    Outro argumento forte é discutir que as ondas de calor atingem a população de maneira desigual. Embora o fenômeno climático seja amplo, seus efeitos são mais graves para grupos que já enfrentam vulnerabilidades sociais.

    Causa

    Moradores de periferias, pessoas em situação de rua, trabalhadores informais, idosos, pessoas com doenças crônicas e famílias em habitações precárias costumam ter menos acesso a infraestrutura de proteção. Muitas vezes, faltam árvores, saneamento adequado, água potável disponível, unidades de saúde próximas, climatização e informação acessível sobre riscos climáticos.

    Consequência

    Dessa forma, o calor extremo amplia desigualdades e compromete direitos básicos, como saúde, moradia, mobilidade e dignidade. Uma pessoa que mora em uma casa sem ventilação, precisa enfrentar longos deslocamentos em transporte lotado e trabalha exposta ao sol sofre muito mais os efeitos das altas temperaturas do que alguém que vive em área arborizada e climatizada.

    Possível solução

    As políticas públicas de adaptação precisam priorizar territórios vulneráveis. Prefeituras, governos estaduais e União devem criar planos de contingência para ondas de calor, instalar pontos de hidratação, ampliar abrigos climáticos, orientar a população, fortalecer a atenção básica à saúde e garantir que obras de infraestrutura verde cheguem primeiro às áreas mais expostas.

    Argumento 3 — A resposta pública ainda é mais emergencial do que preventiva

    Também é possível argumentar que o Brasil costuma reagir aos eventos extremos depois que eles já causaram danos, em vez de investir continuamente em prevenção. No caso das ondas de calor, isso aparece na ausência de protocolos claros em muitas cidades, na comunicação insuficiente com a população e na falta de integração entre saúde, defesa civil, assistência social, mobilidade e urbanismo.

    Causa

    A crise climática ainda é frequentemente tratada como tema ambiental isolado, e não como questão de gestão urbana e proteção social. Com isso, medidas de adaptação acabam ficando dispersas, dependentes de iniciativas pontuais ou de resposta emergencial.

    Consequência

    A ausência de planejamento aumenta o risco de internações, mortes evitáveis, interrupções de serviços e sobrecarga do sistema público. Além disso, sem informação clara, parte da população não sabe reconhecer sinais de exaustão pelo calor, insolação ou desidratação.

    Possível solução

    É necessário criar protocolos municipais permanentes para ondas de calor, com alertas antecipados, orientação em escolas e unidades de saúde, capacitação de agentes públicos, atendimento prioritário a grupos vulneráveis e articulação com a Defesa Civil. A adaptação deve ser política de Estado, não resposta improvisada quando os termômetros batem recordes.

    COMO COMEÇAR UMA REDAÇÃO SOBRE ESSE TEMA?

    Uma boa introdução pode partir da ideia de que a crise climática já produz efeitos concretos no cotidiano urbano. Depois, é possível apresentar a tese de que as cidades brasileiras ainda enfrentam dificuldades para se adaptar às ondas de calor devido ao planejamento urbano insuficiente e à desigualdade socioespacial.

    Exemplo de introdução:

    Em 2024, o Brasil registrou o ano mais quente desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Meteorologia, evidenciando que o aquecimento global já interfere diretamente na vida urbana. Nesse cenário, as ondas de calor extremas deixaram de ser eventos ocasionais e passaram a representar um desafio de saúde pública, mobilidade, moradia e planejamento territorial. Entretanto, a adaptação das cidades brasileiras ainda é dificultada pela precariedade do planejamento urbano e pela desigualdade socioespacial, fatores que ampliam os riscos enfrentados pela população mais vulnerável.

    COMO FAZER UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO?

    Uma proposta de intervenção eficiente precisa indicar agente, ação, meio, finalidade e detalhamento. Para esse tema, uma boa solução pode envolver Ministério das Cidades, Ministério da Saúde, Defesa Civil, governos estaduais e prefeituras.

    Exemplo de proposta:

    Portanto, para adaptar as cidades brasileiras às ondas de calor extremas, o Ministério das Cidades, em parceria com prefeituras e universidades públicas, deve criar um programa nacional de resiliência térmica urbana. Essa ação deve ocorrer por meio do mapeamento de ilhas de calor, da ampliação da arborização em bairros vulneráveis, da instalação de pontos públicos de hidratação e da criação de abrigos climáticos em equipamentos como escolas, unidades de saúde e centros comunitários. Além disso, o Ministério da Saúde e a Defesa Civil devem divulgar alertas acessíveis sobre riscos do calor extremo, a fim de reduzir danos à saúde e garantir que a adaptação climática seja conduzida com justiça social.

    CONCLUSÃO

    Os desafios para a adaptação das cidades brasileiras às ondas de calor extremas revelam que a crise climática já deixou de ser uma preocupação futura. Ela afeta o presente das populações urbanas, especialmente daquelas que vivem em territórios marcados por desigualdade, pouca infraestrutura e maior exposição ambiental.

    Dessa forma, enfrentar o problema exige mais do que alertas temporários em dias de calor intenso. É necessário transformar o planejamento urbano, ampliar áreas verdes, proteger grupos vulneráveis, fortalecer a saúde pública e inserir a adaptação climática nas políticas municipais. Assim, será possível construir cidades mais resilientes, saudáveis e justas diante de um cenário climático cada vez mais extremo.

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    Nathalia Souza. Desafios para a adaptação das cidades brasileiras às ondas de calor extremas | Tema de redação. Redação Online. Publicado em 11/05/2026.

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