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O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica de repertório sociocultural para vocês: como usar a série THE BOYS, disponível no Prime Video, na redação! Ficha técnica da série THE BOYS: 2019- • 2 temporadas • 60min • 18+ Sinopse: “Os Sete são os heróis mais poderosos da Terra. Porém, esses protetores têm um lado oculto que a maioria das pessoas desconhece. Se eles usam seus poderes para o mal, Hughie, Billy e o resto do time têm a missão de detê-los.” Confira o trailer da série: ABUSO DE PODER “The Boys” é uma paródia dos universos de super-heróis altruístas e idealizados, retratando-os como seriam na realidade: corruptos, violentos e imparáveis. Se, no mundo real, políticos já abusam de seus poderes para favorecer interesses próprios, imagine se existissem os super-poderes. GRANDES CORPORAÇÕES No mundo real, super-heróis seriam altamente capitalizados. Na série, Vought é a multinacional encarregada da equipe super-herói Os Sete, visando maximizar os seus lucros. Distorcendo ética, ciência e a opinião pública, grandes corporações visam resultados financeiros a todo custo, sem lei que as parem. ATENÇÃO: spoilers da 1ª temporada ASSÉDIO SEXUAL A nova integrante dos Sete, Luz-Estrela, é recebida na equipe por ameaças pelo colega e antigo ídolo de infância, o herói aquático Profundo, que a força a fazer sexo oral nele para permanecer no grupo. Ao longo da série, é demonstrado como a insegurança do herói com suas guelras fazia-o abusar sexualmente de mulheres. CULTURA DO CANCELAMENTO Por serem máquinas de lucro, os heróis buscam completa aprovação popular. Os analistas da Vought observam os memes, índices de popularidade, mídias digitais, e tudo é meticulosamente articulado para gerar a impressão certa e crescer as ações. No mundo atual, a mobilização de ódio nas redes sociais faz com que um deslize seja suficiente para levar um ídolo a seu fim. ATENÇÃO: spoilers da 2ª temporada PINK MONEY Após Capitão Pátria forçar Maeve fora do armário, Vought se aproveita da situação para aumentar suas vendas ao público LGBTQI+. A discussão do Pink Money torna-se relevante quando empresas utilizam de símbolos LGBTQI+ a fim de gerar lucro. Enquanto Vought rentabilizava sua sexualidade, Maeve era forçada a viver uma vida estereotipada e em um rótulo indesejado. IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA Líder dos Sete, Capitão Pátria é o mais corrupto e sem escrúpulos dos super-heróis. É demonstrado como sua criação na ausência de pais, com a única presença de um cientista, deu origem a seu comportamento sociopático. Quando ele tem um filho, a preocupação de todos é garantir-lhe uma boa criação familiar para que a história não se repita. XENOFOBIA O que seriam super-heróis sem super-vilões? Capitão Pátria envia a substância que concede poderes super-humanos a células terroristas para criar seus próprios inimigos. Esses super-terroristas tornam-se a justificativa para seus discursos de xenofobia contra imigrantes e que resultam na morte de um homem árabe por preconceito da população. NEONAZISMO E SUPREMACIA BRANCA É revelado que a novata da 2a temporada, Tempesta, era em verdade neonazista e crente do Genocídio Branco, uma teoria da conspiração de supremacistas brancos que incita o racismo, a xenofobia, e a perseguição a minorias. Infelizmente, manifestações dessa ideia ainda são assustadoramente presentes. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “O abuso de poder e de autoridade no Brasil” Na série norte-americana “The Boys”, super-heróis, reais e amados pela população, escondem uma indústria repleta de corrupção e violência, em que ninguém consegue mantê-los dentro da lei. Embora super-poderes não sejam realidade, vê-se que micro-poderes políticos no Brasil são estendidos para além de suas legitimidades para favorecer interesses pessoais. Logo, fica claro que a concessão de poder sem suficiente coerção popular e governamental acarreta o abuso de autoridade e a sensação de superioridade à lei. Agora que você já sabe como usar a série THE BOYS na redação, não deixe de escolher um dos temas mencionados e colocar as mãos na massa!

Sabia que nem sempre usar estruturas prontas e decoradas garante uma boa nota na prova de redação? Conheça como usar esses artifícios sem ser prejudicado(a) na avaliação. Basta uma breve busca nas redes sociais e no Youtube para encontrar uma série de perfis e canais dando dicas de frases e até mesmo desenvolvimentos inteiros prontos “para usar em qualquer redação”. Mas será que esse tipo de artifício garante mesmo uma boa nota no ENEM? E nos vestibulares, isso pode ser usado? Vamos refletir sobre isso. Primeiramente, é preciso pensar em algumas questões éticas. Você sabe o que é plágio? A redação é o único momento da prova em que o participante tem a possibilidade de se posicionar diante de um tema e mostrar a sua personalidade. Quando boa parte dos estudantes utiliza a mesma estrutura até a linha 21 para todo e qualquer tema, e quando não foram eles quem produziram esses trechos, isso configura-se como plágio. No entanto, nos editais, geralmente, a única proibição é relativa à “cópia dos textos motivadores”. Porém, mesmo que não tenha sua prova zerada, muito dificilmente alguém conseguirá passar de uma nota mediana no ENEM (680 a 720) usando estruturas prontas e decoradas. Já no caso dos vestibulares, a situação pode ser bem diferente… Critérios de avaliação Frequentemente, estudantes que prestam ENEM e vestibular estudam e treinam tanto a redação nos moldes do exame nacional que acabam levando esse modelo também para os vestibulares dos quais participam. Porém, ao contrário do ENEM, que tem 5,7 milhões de pessoas inscritas em todo o Brasil em 2020, nos vestibulares das federais esse número é bem menor. Assim, para você ter uma ideia, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 2019, havia pouco mais de 25 mil inscritos. O processo de correções, além de contar com um menor número de provas, também conta com um número menor de avaliadores, em geral professores das próprias universidades, sendo mais fácil identificar redações “gêmeas”. Portanto, além de correr o risco de ver seu texto configurado como plágio, você pode perder muitos pontos na redação. Isso porque nas universidades os critérios são diferentes do ENEM. Além de identificar as questões de gramática, estrutura no gênero textual e atendimento ao tema, é feita uma avaliação holística (ou seja, a redação precisa fazer sentido como um todo, e não em “partes”, como no exame nacional). Desse modo, é preciso fazer uso de elementos que: tenham relação estrita com o tema proposto; estejam articulados ao projeto de texto de forma coesa e coerente; apresentem soluções condizentes com o que foi apresentado ao longo do texto. Agora, vamos ver o que consta na matriz de referência do Inep com relação à avaliação da competência 2, que requer do participante: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa. Ou seja, além de conhecer a estrutura do gênero, é necessário conseguir aplicar conhecimentos diversificados para o desenvolvimento do texto. Quando o estudante não zera a redação por fuga do tema, ela é avaliada em um dos níveis abaixo. Preste atenção nos descritores e tente localizar em que nível “estruturas prontas e decoradas” entrariam. Se você escolheu o nível 3, acertou. Embora 120 pontos não seja necessariamente “ruim”, um estudante que almeja uma nota maior precisa elaborar bem mais o seu texto e fugir do que é “pronto” e “fácil”. Pode ser uma zona de segurança repetir sempre a mesma estrutura “para qualquer tema”, mas a chance de você acabar sendo “previsível” é muito alta. Em alguns casos, a nota pode ficar ainda nos níveis 2 e 1, dependendo das escolhas realizadas e do tema proposto. Portanto, é um mito que citar vários pensadores no seu texto ou épocas históricas fará a sua nota ser alta. Isso ocorre porque não basta encher de referências se elas não se relacionam entre si. Alguns participantes “forçam uma barra” com determinadas citações (Bauman, Kant e Durkheim não nos deixam mentir…) que simplesmente não têm nada a ver com certas propostas. É necessário ter muito bom senso! No nível 3, a grade específica aponta que devem ficar os textos que apresentam: • Repertório baseado nos textos motivadores E/OU • Repertório não legitimado E/OU • Repertório legitimado, MAS não pertinente ao tema Repertório não legitimado é quando o participante apresenta dados sem informar a fonte; já o repertório legitimado é quando ele cita alguma fonte, no entanto ela não têm relação direta com o tema. Dizemos que é como uma “frase solta”, perdida na argumentação. Isso prejudica no ENEM e ainda mais nos vestibulares, que possuem uma avaliação diferente – e quase sempre mais rigorosa. Utilizar estruturas prontas também pode impedir que você chegue ao nível 5, pois existe uma questão ligada ao USO PRODUTIVO das referências no texto. No nível 4 ficam aquelas redações que, mesmo apresentando repertório legitimado, não fizeram um uso produtivo dele. Isso exemplifica que apenas colocar as fontes e os dados não irá garantir a sua nota 1000. Embora essa “receita” seja largamente propagandeada por aí, é imprescindível que tais elementos estejam coerentemente articulados no texto. Além disso, estimular a famosa “decoreba” em vez da reflexão crítica sobre os fatos do mundo é uma postura antipedagógica. Então eu devo esquecer tudo que já decorei para fazer uma boa redação? Calma lá! Não é isso que estamos afirmando aqui. Você pode continuar fazendo uso de algumas referências que já tem como cartas na manga. É evidente que o estudante precisa ter algumas formas “modelo” nas quais se basear, mas isso não significa fazer exatamente igual. O uso das referências só será produtivo se mostrar O SEU PONTO DE VISTA de forma clara. VOCÊ É ÚNICO, portanto a sua redação também precisa ser. Coloque-se no lugar de um corretor por um instante e pense: o que chama mais a atenção, um texto igual a mais 500 textos ou uma redação bem articulada, escrita com propriedade, em que se consegue “ver”

Capacitismo no Brasil é o tema de redação desta semana. Conheça referências para enriquecer seu repertório sociocultural e escrever uma excelente redação! Quer conferir o tema CAPACITISMO NO BRASIL completo?! Agora que você já sabe o que é e como se apresenta o capacitismo no Brasil, pode escrever sobre esse assunto. Provavelmente, você já deve ter lembrado de algumas situações capacitistas nas mídias que poderá usar na sua argumentação. Porém, caso ainda não tenha presente nenhuma referência sobre esse tema, consulte algumas das nossas sugestões. Assim, lembre-se de relacioná-las ao tema capacitismo no Brasil. Boa leitura! 1. VAI UMA MÃOZINHA AÍ? Criado por Mariana Torquato, “Vai uma mãozinha aí?” é o maior canal sobre deficiência do YouTube Brasil. Nele, você poderá encontrar diversos vídeos que abordam capacitismo e suas manifestações na sociedade. Assim, selecionamos o vídeo em que a Youtuber comenta a nova política nacional de educação especial para você assistir. Em 30 de setembro deste ano, o governo publicou o Decreto n. 10.502 que prevê a instituição de três tipos de escolas: regular, especial e bilíngue. Além de assistir ao vídeo, leia o decreto para saber melhor do que a Mari está falando. https://youtu.be/Mm2gmFxpZOc 2. Filme: A teoria de tudo (The Theory of Everything, 2015) Nesta cinebiografia, disponível on-line em algumas plataformas, acompanhamos a trajetória do astrofísico Stephen Hawking. Ademais, nela é retratada a importância de seu trabalho e a luta contra a doença do neurônio motor, esclerose lateral amiotrófica (ELA). Aliás, o filme inspirou-se na obra Travelling to Infinity: My Life with Stephen, de Jane Hawking, esposa do astrofísico. O filme conta com Eddie Redmayne no papel principal, pelo qual foi agraciado com um Oscar de melhor ator em 2015.https://youtu.be/SbUVNHdPE4w 3. TEDx: O futuro anticapacitista: curar preconceitos e celebrar diversidades Palestra de Lau Patron, produtora audiovisual, escritora, ativista e profissional da inclusão. Ela é mãe do João Vicente, um menino sorridente e portador de uma síndrome raríssima autoimune. Assim, no vídeo ela conta a sua experiência como uma “mãe atípica” – como se autodenomina. Também fala sobre o mundo em que vivemos, que não agrega o diferente e, sim, o exclui. Segundo Patron, “temos que mudar o ponto de vista, entender que o mundo é deficiente e descapacita corpos humanos que não se encaixam nos seus limites, pequenos, apertados e prepotentes demais”. Enfim: o vídeo tem 15 minutos e você deve conferi-lo!https://youtu.be/0XEZmh86EhE 4. Artigo: Onde está a representatividade das pessoas com deficiência no meio LGBT+? Como você viu nos textos motivadores, algumas pessoas, além de lidarem com o capacitismo, ainda encontram outras formas de preconceito na sociedade. No artigo, é destacada uma das causas do Setembro Verde, composto por campanhas pela acessibilidade e inclusão da Pessoa com Deficiência, doação de órgãos e prevenção do câncer de intestino. A ênfase do texto é dada às pessoas com deficiência (PcD) que convivem no meio LGBTQIA+. O articulista Vinicius Lacerda consultou Priscila Siqueira, uma das administradoras da página do Instagram @pcdvale, e Victor di Marco (@victordimarco), influenciador digital e também militante da causa PcD LGBTQIA+, para conversarem sobre essa temática superimportante e que pode ser um ponto de vista a elaborar na sua redação. Uma das questões tratadas é sobre relacionamentos, pois as PcDs “muitas vezes não são vistas como corpos sexuais ou corpos que possuem desejos e vontades como qualquer outra pessoa, sendo simplesmente taxadas como deficientes.” 5. Série: Special (Netflix, 2019) Lançada em 2019, Special é uma série que retrata a vida de um jovem gay com paralisia cerebral. Foi criada por Ryan O’Connell, que também faz o papel do protagonista. Dessa forma, mostra a rotina do personagem, que resolve pegar as rédeas de sua própria vida profissional e amorosa. Certamente, a série não evita questões importantes sobre deficiências e minorias no contexto da comunidade LGBTQ+. https://youtu.be/b8S9Gxrp-uI 6. Entrevista: Capacitismo se aprofunda durante a pandemia do novo coronavírus O Sindicato Nacional dos docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES) entrevistou, em abril, a Marinalva coordenadora do Laboratório de Inclusão, Mediação simbólica, desenvolvimento e aprendizagem (LIMDA) da UFRJ. Além de comentar as formas de manifestação do capacitismo na sociedade, a docente afirma haver um aprodundamento dessa problemática na pandemia. Para ela, “por falta de políticas públicas que propiciem a autonomia, muitas pessoas com deficiência não são independentes e precisam de apoio de cuidadores, geralmente as mães. O autoisolamento e o distanciamento social podem ser impossíveis para aquelas que requerem apoio para comer, vestir-se ou banhar-se.” Leia a entrevista na íntegra! 7. Filme: Extraordinário (Wonder, 2017) Essa obra cinematográfica baseou-se no livro homônimo de R. J. Palacio, escritora norte-americana. Auggie Pullman, o protagonista, tem uma uma deformidade facial conhecida como síndrome de Treacher Collins. Assim, ao ingressar na escola, o garoto precisa aprender a conviver no novo ambiente, que não está preparado para lidar com o diferente. Auggie é vítima de bullying e tem sua autoestima abalada. No entanto, ele persiste na escola, apoiado por sua família e pelos novos amigos que conheceu. Sugerimos que os mais sensíveis já preparem o lencinho…https://youtu.be/GtdzuOle5kc 8. Curta-metragem: Eu não quero voltar sozinho (2010) Leonardo é um garoto com deficiência visual que vê sua vida mudar com a chegada do novo colega, Gabriel. O curta-metragem depois foi transformado em longa, em 2014, abordando uma narrativa diferente para a mesma história. O longa foi indicado pelo extinto Ministério da Cultura para representar o Brasil no Oscar de melhor filme estrangeiro. O grande diferencial dessa obra é que o foco não está na deficiência do personagem principal, mas na descoberta dele do amor pelo colega. Portanto, trata-se de uma narrativa sensível e anticapacitista, embora discuta (em especial no longa) a dificuldade que a mãe do personagem sente em lhe dar mais autonomia em função de sua deficiência.https://youtu.be/1Wav5KjBHbI 9. Vídeo: No dia do Surdo, Regina Casé e filha dão aula contra o capacitismo Em 26 de setembro celebra-se, no Brasil, o Dia Nacional do Surdo. Assim, a atriz Regina Casé e sua filha Benedita postaram um vídeo mostrando atitudes capacitistas com as quais as pessoas com deficiência auditiva precisam lidar.

Você sabe o que é capacitismo e como ele se apresenta na sociedade brasileira? Produza uma redação sobre esse tema bastante presente em nossos dias. Leia os textos motivadores. Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Capacitismo no Brasil”. Use a em modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto 1 O que é o capacitismo e como ele se apresenta na sociedade Cerca de 24% da população brasileira têm algum tipo de deficiência, segundo o último Censo do IBGE. São mais de 45 milhões de pessoas que possuem algum impedimento de médio ou longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial e que estão sujeitas a diversos tipos de preconceito, refletindo em menores condições de igualdade e oportunidades na sociedade em geral. Tal forma de discriminação também pode ser enquadrada como capacitismo. Um conceito bastante amplo e que se apresenta de diversas formas. Em muitas situações, essa ideia está tão enraizada na sociedade que temos dificuldade de perceber o preconceito por trás de comentários ou atitudes. “É a ideia torta de que pessoas com deficiência são inferiores a pessoas sem deficiência”, define LauPatrón em sua apresentação “O futuro é anti-capacitista no TEDxSão Paulo.” As diversas formas de capacitismo A estudante Luísa Pitanga é (…) portadora de uma doença genética rara que lhe causa limitação de movimentos. Ela costuma definir o capacitismo de três formas. “A primeira é a partir da ideia do incapaz. Você subestima a capacidade intelectual e física da pessoa porque ela tem uma deficiência”, explica. Isto acontece em repetidas situações, como nas atividades diárias. “Você está na rua, encontra uma pessoa com deficiência executando uma tarefa normal e oferece ajuda”. (…) A segunda forma do capacitismo se apresenta ao tratar a deficiência como uma doença e, consequentemente, a pessoa com deficiência como alguém que procura cura. A terceira é tratar a pessoa com deficiência como um exemplo de superação. A estudante lembra que é muito comum circularem na internet vídeos de pessoas com deficiência fazendo alguma atividade e uma mensagem motivadora no título, algo como: “se ele consegue, você também consegue”. “Naturalizam o sofrimento para se motivarem. Ninguém deveria precisar da minha dor para se motivar. Eu não tenho esse papel na sociedade”, afirma. Segundo Luísa, a discussão sobre capacitismo ainda não tem muito espaço, mesmo com a ajuda da tecnologia para disseminar novos pensamentos e debates contra qualquer tipo de discriminação. “O capacitismo coloca na cabeça das pessoas que a gente não tem capacidade de opinar, de se impor, de falar. E por isso a luta é muito silenciada. Porque as pessoas crescem com esta ideia e por isso não dão voz pra gente”, comenta. “Agora a luta está começando a ganhar visibilidade principalmente por causa das redes sociais”. Fonte: https://fundacaotelefonicavivo.org.br/noticias/o-que-e-o-capacitismo-e-como-ele-se-apresenta-na-sociedade/ TEXTO 2 O que é capacitismo e como atitudes aparentemente inocentes podem ferir os outros O termo ‘capacitismo’ foi traduzido de uma forma inglesa, ableism. Ele é usado para descrever a discriminação, o preconceito e a opressão contra pessoas com deficiência, mas não apenas isso. Quando você oferece um pedaço de bolo a uma pessoa que está fazendo dieta e afirma que apenas uma mordida não mata ninguém, está cometendo uma ação parecida. Ou quando estaciona em uma vaga destinada a pessoas com deficiência e pensa que “serão apenas 5 minutinhos”. Ou ainda quando diz ao amigo que sofre de depressão para ele se animar, porque “está tudo na cabeça dele”. Todas essas ações ferem os sentimentos dos outros e ignoram completamente as suas necessidades. (…) O que é capacitismo e quem são os capacitistas O termo ‘capacitismo’ é usado desde 1981 e significa “discriminação e preconceito social contra pessoas com alguma deficiência”. Na prática, o capacitismo é um conjunto de crenças, palavras e ações que discriminam pessoas com deficiência física ou psiquiátrica; além disso, a deficiência é vista como algo a ser superado ou corrigido. O capacitismo se manifesta todos os dias de diferentes maneiras: quando você usa um banheiro para pessoas com necessidades especiais ou quando questiona a necessidade de que um banheiro especial seja instalado em uma empresa ou mesmo em um espaço público; quando diz ao colega (que você sabe ser portador de alguma deficiência) que ele parece bem; ou ainda quando admira as pessoas com deficiência que vivem a vida como se fossem “normais”. Independente da forma como essas ações de manifestam, todas elas ferem os outros. Fonte: https://incrivel.club/inspiration-psychology/what-ableism-is-and-how-the-innocent-things-we-do-can-hurt-other-people-1058210/ TEXTO 3 É capacitismo quando: não vemos pessoas com deficiência em novelas, filmes e seriados (…) 3 de dezembro, é Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, data que visa criar uma reflexão sobre a falta de oportunidades e de tratamento igualitário para essas pessoas. Para chamar a atenção para a questão, um movimento foi iniciado na internet com a hashtag #ÉCapacitismoQuando, que visa explicar como se dá a discriminação contra pessoas com deficiência, já que ela nem sempre acontece de maneira explícita (assim como tantas outras). (…) A mídia e o entretenimento podem fazer muito para discutir e dar visibilidade às questões das pessoas com deficiência, além de humanizar esses indivíduos a partir das histórias que são contadas. Contudo, infelizmente, assim como a sociedade em geral, elas falham na representação de pessoas com deficiência. Em tempos de pedidos por mais diversidade em novelas, filmes e seriados, essa demanda deveria incluir o grupo, que vale dizer, corresponde a 23,9% (45,6 milhões) da população brasileira, segundo uma pesquisa do IBGE. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com algum tipo de deficiência. E ainda assim, quando ligamos nossas televisões ou vamos aos cinema, nós ainda não vemos essas pessoas, o que faz com que pensemos a deficiência como uma coisa distante ou menos comum do que realmente é. Capacitismo na indústria de entretenimento De acordo com um estudo realizado sobre diversidade nos filmes, realizada pela Iniciativa de Mídia, Diversidade e Mudança Social, da Escola Annenberg de Jornalismo e Comunicação, da Universidade do Sul da Califórnia (USC), apenas 2,4% dos personagens das 100 maiores produções de 2015 eram pessoas com deficiência, um percentual muito baixo quando comparado à proporção de pessoas que vivem com alguma deficiência nos Estados Unidos: 18,7% da população americana. E ainda dentro desse recorte há outro problema: além da maioria

Conheça algumas de nossas apostas sobre o tema de redação ENEM 2020. Anote todas as nossas dicas e prepare-se para mandar muito bem no dia da prova! Se fosse possível tentar encontrar respostas por meio de uma bola de cristal, 10 entre 10 professores fariam a mesma pergunta: qual o tema da redação ENEM 2020? Embora seja difícil acertar, é possível nos prepararmos para tratar de diversos assuntos que podem ser cobrados na prova. Certamente, como um estudante que vai fazer ENEM, você precisa estar sempre atualizado sobre o que acontece no mundo. Quanto mais informado, maiores chances o participante tem de desenvolver um bom texto, com repertório sociocultural produtivo e pertinente ao tema. No nosso blog, há uma grande variedade de temas que podem ser escolhidos para treinar a escrita, e todos têm algum grau de probabilidade de caírem na redação ENEM 2020. No entanto, pensando em otimizar os seus estudos, resolvemos destacar alguns assuntos sobre os quais você pode aprofundar seus conhecimentos. O estudo prévio sobre temáticas diversificadas auxiliará a escrever de forma competente, independentemente do tema específico que for selecionado. Portanto, pegue o bloco de notas e comece a anotar! Tecnologias Muito presente no nosso dia a dia, a tecnologia já foi abordada recentemente (em 2018, o tema pedia que o candidato versasse sobre a manipulação do usuário por meio do controle de dados da internet). Porém, nada impede que nos preparemos para encarar outros temas que incluam algo ligado a isso novamente. Assim, podemos pensar em algumas possibilidades: Mesmo sem mencionar a pandemia, é possível que a realidade do ensino remoto seja abordada. Nesse viés, podemos pensar em alguns desdobramentos. Primeiramente, temos a questão da exclusão digital. Embora a quase totalidade das instituições de ensino tenham adotado alguma forma de manter as aulas acontecendo, é fato que nem todos os alunos foram atingidos. Dessa forma, é necessário pensar na democratização do acesso à educação, incluindo a digital. É preciso saber a diferença entre ensino remoto e Educação a distância, pois há muita confusão sobre isso. Enquanto o primeiro acabou deixando de lado alguns estudantes, a modalidade de ensino a distância incluiu muitas pessoas que não conseguiam estudar, seja por questões financeiras, de distância e de disponibilidade de horário. Além de mirar nos mais jovens, cabe pensarmos nas dificuldades que os idosos têm para acessar as tecnologias. Em um mundo que nos obrigou ao isolamento e distanciamento social, com uma população que a cada ano tem um aumento na sua expectativa de vida, como fazer com que os idosos façam parte do digital? Em 2009, houve um vazamento da prova cujo tema era “Valorização do idoso”, que foi substituído por outro. Talvez seja hora de olharmos atentamente para esse grupo social, né? Pensando em comunidades virtuais, a cultura do cancelamento pode ser um tema abordado. Assim, dentro desse espectro, podem ser explorados a superexposição nas redes sociais, o vício no uso das tecnologias e os seus efeitos, como os transtornos de imagem. Por isso, reflita: como as redes sociais têm mudado a forma como nos relacionamos? Quais os efeitos disso na nossa vida diária? Pense nos benefícios e nas possíveis dificuldades que o acesso às tecnologias podem ocasionar para diversas faixas da população. Saúde Temas relacionados à saúde ainda não foram cobrados na redação do ENEM, por isso sempre é uma aposta a qual devemos dar uma grande atenção. Talvez o fato de estarmos vivendo uma pandemia, que foi responsável, inclusive, pelo adiamento do exame nacional, seja o incentivo que faltava para falarmos de saúde na redação. No entanto, é pouco provável que se fale diretamente sobre coronavírus. De todo modo, há muitas abordagens sobre saúde para as quais devemos estar ligados: O Sistema Único de Saúde – SUS provou a sua importância nos últimos meses. Graças ao acesso universal à saúde, garantido pelo sistema, foi possível minimizar a tragédia provocada pela COVID-19. Embora números de mortos e infectados sejam elevados, seria ainda pior se as pessoas não pudessem recorrer ao SUS. Nos Estados Unidos, onde a saúde é privada, houve o dobro de mortes que no Brasil. Além de correrem risco de morte, lá as pessoas ainda lidam com endividamento para pagar tratamentos de qualquer doença. Como está sempre sob ameaça, vale a pena estudar o SUS e contar que algo relacionado a ele seja abordado na prova. O retorno de doenças erradicadas colocou a necessidade das campanhas nacionais de vacinação em xeque. Com um crescente movimento antivacina em diversos locais do planeta, e em ascensão no Brasil, novamente estamos lidando com surtos de sarampo, febre-amarela, entre outras doenças. Além disso, esse retrocesso tem destacado a falta de valorização da ciência, que também pode ser um tema de redação do ENEM 2020. A saúde mental está também em evidência. Principalmente em momento de aumento de problemas como ansiedade, depressão, Síndrome de Burnout (esgotamento profissional). Assim, também é bom pensar na medicalização da vida, por meio do aumento do uso de fármacos em adultos, jovens e, especialmente, em crianças com TDAH, por exemplo, e os seus efeitos. Meio ambiente Em 2008, o tema da redação do ENEM foi “Como preservar a floresta Amazônica”. Desde então, assuntos relacionados ao meio ambiente não foram mais abordados. Portanto, talvez seja a vez de falarmos de novo sobre isso. Você está preparado? Veja algumas abordagens possíveis dentro desse eixo de estudo: Os efeitos da intervenção humana na natureza podem formar uma boa proposta de redação. Quando fomos obrigados a nos recolhermos em casa, circularam notícias e imagens sobre queda da poluição do ar, dos rios e mares, entre outros benefícios ao planeta da “ausência” de ações dos seres humanos. O aquecimento global e suas consequências, como as crises provocadas pela seca (hídrica, alimentar e até mesmo econômica), além de desmatamentos e queimadas estão nas mídias. O tráfico de animais, que voltou aos noticiários neste ano, também pode ser um tema da redação ENEM 2020. Cultura e Educação No ano passado, os participantes do ENEM tiveram de discorrer sobre a democratização

Outubro marca a campanha anual de prevenção do câncer de mama. Por isso, elaboramos uma proposta de redação para você desenvolver conhecimentos sobre esse tema. Leia os textos a seguir e, a partir das reflexões suscitadas, discorra sobre os desafios para a prevenção do câncer de mama no Brasil. Texto 1 O câncer de mama em números No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama também é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no país (excluídos os tumores de pele não melanoma). Para 2019, foram estimados 59.700 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 51,29 casos por 100 mil mulheres. A única região do país em que o câncer de mama não é o mais comum entre as mulheres é a Norte, onde o de colo de útero ocupa a primeira posição. Com uma taxa de 13,68 óbitos/100 mil mulheres em 2015, a mortalidade por câncer de mama (ajustada pela população mundial) apresenta uma curva ascendente e representa a primeira causa de morte por câncer nas mulheres brasileiras. O Sul e o Sudeste são as regiões que apresentam as maiores taxas de mortalidade, com 15,26 e 14,56 óbitos/100 mil mulheres em 2015, respectivamente. A incidência da doença aumenta em mulheres a partir dos 40 anos. Abaixo dessa faixa etária, a ocorrência da doença é menor, bem como sua mortalidade, tendo ocorrido menos de 10 óbitos a cada 100 mil mulheres. Já a partir dos 60 anos o risco é 10 vezes maior. (…) Fonte: femama.org. Acesso em: 4 out. 2020. Texto 2 Isolamento social está atrasando o diagnóstico precoce do câncer de mama, mostra pesquisa Uma pesquisa com 1.400 brasileiras mostra que 62% das mulheres estão esperando a pandemia acabar para retomar consultas médicas e exames de rotina para detecção de câncer de mama. Para especialistas, esse atraso pode ter impacto na doença, que tem mais chance de cura quando detectada em estágio inicial. Segundo o levantamento do Ibope, em parceria com a farmacêutica Pfizer, o percentual é ainda mais alto a partir dos 60 anos, chegando a 73% das mulheres. O câncer de mama é responsável por 29,7% dos novos diagnósticos de tumores malignos no Brasil e é maior do que a soma das outras neoplasias mais comuns, como tumores colorretais, de colo do útero, pulmão e tireoide. Apesar de tratável, provocou a morte de 17 mil pessoas em 2018. Falta de indicação e orientação Um quarto das mulheres com mais de 50 anos não recebe indicação para fazer mamografia e ultrassom. O dado, obtido em pesquisa do Ibope com a Pfizer, é preocupante, porque é nessa fase, justamente, que o risco para o câncer de mama aumenta: cerca de quatro a cada cinco casos ocorrem após essa faixa etária. No total, 25% das mulheres não recebe orientação adequada para prevenção do câncer de mama. O problema é maior nas faixas mais jovens, onde incidem 5% do total de casos. Muitas mulheres ainda desconhecem os fatores que podem influenciar no desenvolvimento de um câncer de mama. Embora 75% acreditem que a doença esteja relacionada à herança genética, os tumores de caráter genético/hereditário correspondem a apenas 5% a 10% do total de casos. Fonte: Globo. Acesso em: 4 out. 2020. Texto 3 Mulheres mastectomizadas “mostram os seios” nas redes sociais para conscientizar sobre o câncer de mama Ação digital criada pela Propeg desafia a censura das redes sociais, faz um alerta e convida as pessoas a compartilharem a mensagem com a #mulheresdepeito. A Propeg criou para o Hospital Aristides Maltez e Liga Bahiana Contra o Câncer – LBCC uma ação digital sobre a importância das mulheres fazerem o autoexame das mamas. Intitulada “Mulheres de peito”, a iniciativa é ousada e desafia uma das regras mais rígidas das redes sociais, que é a proibição de qualquer imagem que mostre seios de mulheres, mesmo quando é usada em campanhas de saúde. A agência desenvolveu dois cards com fotos de mulheres corajosas que fizeram mastectomia. Com a mensagem “Eu posso mostrar os seios no Facebook”, elas revelam ter vencido a censura das redes da pior forma possível. A assinatura “Autoexame: proibido é não fazer” faz a coroação do conceito da ação. O objetivo é que os usuários se engajem na causa e compartilhem as imagens usando a #mulheresdepeito. De acordo com Emerson Braga, CCO da Propeg, mesmo com fotos sobre um assunto sério de saúde, como a conscientização e prevenção do câncer de mama, a ação é afetada pela censura das redes sociais que retiram essas imagens do ar. “A proibição da postagem de fotos de seios sempre gerou discussão. Nossa ideia é ampliar ainda mais esse debate, usando a proibição das redes para uma boa causa. Mais do que impactar os usuários com as fotos, a ação chama a atenção da sociedade, fazendo o alerta para a importância do autoexame das mamas e estimulando a furar esse bloqueio das redes e a viralizar a discussão e conscientização do câncer de mama”, explica. Para o doutor Humberto Luciano, superintendente da LBCC, a iniciativa é inédita para a instituição e espera-se que a procura das pessoas por informação ou atendimento sobre o câncer de mama aumente e ajude a promover o rastreamento e diagnóstico precoce da doença. “Estamos muito satisfeitos com essa ação porque, além de ser corajosa e pegar carona no hábito das pessoas discutirem sobre tudo nas redes sociais, ela está em linha com o tema da campanha do INCA para o Outubro Rosa deste ano, que é ‘Câncer de mama: vamos falar sobre isso?’. Se uma imagem como a nossa vale mais do que mil palavras, queremos muito que as pessoas falem sobre essa doença e incentivem a conscientização e a prática dos métodos preventivos, como o autoexame”, aponta. A ação “Mulheres de peito” acontece no Facebook e Instagram até o final do mês e conta com a parceria do jornal Correio* (BA), do Bonita Também (projeto colaborativo que usa as mídias sociais para divulgar depoimentos de mulheres sobre beleza e autoestima)

Na Competência 1 da Redação ENEM os participantes são avaliados quanto ao domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. Saiba como se dar bem nesse critério! Recentemente, publicamos aqui os erros ortográficos e gramaticais mais comuns nas redações submetidas ao ENEM. Hoje, você vai saber um pouco mais sobre os critérios de correção da Competência 1. Na matriz de referência das correções, divulgada pelo Inep, consta o que será alvo do escrutínio dos avaliadores: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa Na competência 1 da redação ENEM, os corretores atribuem notas considerando se o estudante demonstra desconhecimento (nível 0) até o excelente domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa e de escolha de registro (nível 5). Nos níveis intermediários (1, 2, 3 e 4), os textos podem apresentar domínio precário, insuficiente, mediano ou bom, respectivamente. Mas como é decidido em qual nível o texto do candidato se encaixa? Vamos ver na sequência! Avaliação objetiva Em 2019, quase 4 milhões de pessoas realizaram a prova de redação, e pouco mais de 5 mil professores foram selecionados para as correções. Assim, como uma avaliação de larga escala, que envolve atores (participantes e avaliadores) de todo o país, é fundamental haver alinhamento sobre como atribuir a nota, a fim de evitar as famosas “discrepâncias”. Portanto, ao se deparar com um texto, o avaliador terá dois aspectos a verificar na competência 1 da redação: estrutura sintática; quantidade de desvios. Quanto à estrutura sintática, é necessário que o participante demonstre que consegue escrever um texto fluido, sem truncamentos. Isso acontece quando são escritos parágrafos bem organizados, em que as ideias são claramente explicitadas e estão completas. Uma redação nível 5 na competência 1 da redação pode ter apenas uma única falha de estrutura sintática. Além disso, o autor deve ter produzido um texto com construção de períodos mais complexos. Essa complexidade é demonstrada pelo uso de orações subordinadas, intercaladas e inversões. Textos com estrutura sintática mais simples (apenas sujeito, predicado e objeto, na ordem canônica, por exemplo) não se enquadram no nível 5, que exige uso excelente da linguagem. No nível 0, o participante apresenta um texto em que inexiste estrutura sintática (é como um amontoado de palavras desconexas). Ou seja, não é possível identificar as ideias que ele pretendeu expressar. Mesmo que todas as palavras escritas não apresentem muitos desvios, a ausência de articulação de frases e períodos mantém a redação neste nível na primeira competência. Dica: Se você conhece bastante sobre sintaxe, mas não sente segurança em se arriscar, opte por escrever períodos mais curtos. Dessa forma, as chances de errar são menores e você conseguirá escrever um texto mais objetivo e claro. Releia sempre seu texto, prestando muita atenção à pontuação. Jamais separe sujeito e predicado com vírgula, por exemplo. Lembre-se de que cada parágrafo da sua redação é um “minitexto”, que precisa ter começo, meio e fim. Ele precisa fazer sentido e ter todas as informações necessárias para defender seu ponto de vista. Porém, não se esqueça de que, na “zona segura”, seu texto provavelmente será avaliado no nível regular (3) ou bom (4). E isso vai depender, ainda, da quantidade de desvios. Conforme ganhar mais confiança, tente produzir estruturas mais elaboradas. E não há outra forma: para tirar seu texto do regular para o excelente é preciso TREINAR! E como são avaliados os desvios? Os desvios referem-se a problemas de ordem gramatical, de convenções da escrita, de escolha de registro ou de escolha vocabular que aparecem ao longo do texto. Dentro dessas quatro categorias, temos vários aspectos que precisam ser atendidos para que se receba nota máxima na competência 1 da redação. Para ser avaliado no nível 5, o participante pode cometer, no máximo, 2 desvios. Quanto mais desvios, menor será a nota atribuída nessa competência. Veja, a seguir, conteúdos aos quais ficar atento(a) na hora de escrever: Desvios gramaticais de regência: podendo ser verbal ou nominal, diz respeito à relação de um termo regente (verbo ou nome) com os seus complementos. Assim, as regras de regência indicam se há necessidade ou não de uso de preposição entre o termo regente e aquele do qual ele depende para fazer sentido. O desvio ocorre quando o participante desconhece essa relação e usa equivocadamente – ou deixa de usar – a preposição em determinada oração. concordância: os verbos devem concordar em número (plural ou singular) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) com o sujeito da oração. No caso da concordância nominal, não esquecer que os complementos de um substantivo (adjetivo, pronomes, artigos, numerais) precisam concordar em gênero e número com ele. Quando isso não é observado, o participante comete desvio de concordância. Portanto, não se esqueça “dos plural“! #brinks pontuação: o desvio ocorre quando vírgulas, pontos finais, dois pontos, ponto e vírgula, travessão etc. são usados de forma prejudicial à fluidez da leitura. Vale estudar esse tópico, especialmente considerando os três grifados acima, pois são os que mais geram desvios nos textos. paralelismo sintático: sua ausência dificulta a objetividade, a clareza e a precisão de um texto. emprego de pronomes: conheça os tipos de pronomes (oblíquos, retos, demonstrativos, possessivos, entre outros) para fazer o uso correto de cada um deles. Lembre-se de que não se usa pronome reto após verbos, e que os demonstrativos estabelecem relações de anáfora e catáfora dentro do texto, por exemplo. Se você não lembra o que é isso, é necessário se aprimorar! Crase: calcanhar de Aquiles de muita gente, a famosa “crase” merece uma atenção especial. Portanto, é necessário conhecer as regras de uso (ou não) de sinal indicativo de crase para evitar esse desvio. Estude! Desvios de convenção da escrita acentuação e ortografia: cada “politica” sem acento; cada “paralização” com z, é como uma facada no peito do avaliador. Além de conhecer as regras para acentuar as palavras, é preciso saber as suas grafias corretas. Uma dica é fazer listas de palavras que você tem dúvida quanto à forma de escrever. Pesquise o modo correto e escreva-as várias vezes. Qualquer

Você já refletiu sobre a importância da Educação Física para o desenvolvimento das crianças e jovens? Pratique a escrita da redação por meio desta proposta. Leia os textos a seguir e, a partir das reflexões suscitadas, analise a questão a respeito da Educação Física e sua importância para o desenvolvimento infantojuvenil. Texto 1 BNCC – A ETAPA DO ENSINO FUNDAMENTAL – A ÁREA DE LINGUAGENS – EDUCAÇÃO FÍSICA A Educação Física é o componente curricular que tematiza as práticas corporais em suas diversas formas de codificação e significação social, entendidas como manifestações das possibilidades expressivas dos sujeitos, produzidas por diversos grupos sociais no decorrer da história. Nessa concepção, o movimento humano está sempre inserido no âmbito da cultura e não se limita a um deslocamento espaço-temporal de um segmento corporal ou de um corpo todo. Nas aulas, as práticas corporais devem ser abordadas como fenômeno cultural dinâmico, diversificado, pluridimensional, singular e contraditório. Desse modo, é possível assegurar aos alunos a (re)construção de um conjunto de conhecimentos que permitam ampliar sua consciência a respeito de seus movimentos e dos recursos para o cuidado de si e dos outros e desenvolver autonomia para apropriação e utilização da cultura corporal de movimento em diversas finalidades humanas, favorecendo sua participação de forma confiante e autoral na sociedade. É fundamental frisar que a Educação Física oferece uma série de possibilidades para enriquecer a experiência das crianças, jovens e adultos na Educação Básica, permitindo o acesso a um vasto universo cultural. Esse universo compreende saberes corporais, experiências estéticas, emotivas, lúdicas e agonistas, que se inscrevem, mas não se restringem, à racionalidade típica dos saberes científicos que, comumente, orienta as práticas pedagógicas na escola. Experimentar e analisar as diferentes formas de expressão que não se alicerçam apenas nessa racionalidade é uma das potencialidades desse componente na Educação Básica. Para além da vivência, a experiência efetiva das práticas corporais oportuniza aos alunos participar, de forma autônoma, em contextos de lazer e saúde. Fonte: base nacional comum Acesso em: 28 set. 2020. Texto 2 Fonte: vestibular uem. Acesso em: 28 set. 2020. Texto 3 Crianças precisam de educação física, mesmo fora da escola Falta de atividades estruturadas, seja por causa do isolamento social ou das férias, contribuem para o sedentarismo Quando notei que meu filho de 12 anos passava cerca de sete horas por dia fazendo seus deveres escolares on-line devido à pandemia da covid-19, me preocupei de imediato. Como pesquisador com foco em ‘como tornar as crianças mais ativas fisicamente’, eu sabia que meu filho e seus colegas de classe estavam sedentários por muito tempo. Ser fisicamente ativo é bom para a saúde física e mental de todos, incluindo crianças de todas as idades e habilidades. Crianças mais ativas fisicamente tendem a obter notas melhores e a desenvolver a autoconfiança que poderá capacitá-las a ter sucesso mais tarde em suas vidas. No caso de pessoas com deficiências, a atividade física pode ajudá-las a obter certa independência. (…) O Departamento de Saúde e Serviços Humanos americano recomenda que crianças e adolescentes passem pelo menos uma hora por dia correndo, andando de bicicleta ou fazendo qualquer atividade física. No entanto, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), apenas uma em cada quatro crianças entre 6 e 17 anos estava cumprindo essa recomendação antes da pandemia. Mesmo crianças que participam de esportes organizados podem não estar atingindo os 60 minutos de atividade por dia prescritos. Um estudo descobriu que crianças em ligas de futebol-bandeira (uma variação menos violenta do futebol americano) passavam apenas 20 minutos se exercitando durante os treinos em equipe. Essa descoberta é bastante consistente em outros esportes também, como futebol e basquete, onde não mais da metade do tempo de treino era dedicada à prática de exercícios físicos. O nível de atividade física despenca quando as crianças chegam ao ensino fundamental, não fazendo muita diferença se elas estão em equipes competitivas ou não. Um estudo em San Diego descobriu que crianças entre 11 e 14 anos gastam um total de sete minutos a menos em atividade física, do que crianças entre 7 e 10 anos, durante práticas esportivas. Ainda assim, crianças e adolescentes gastam em torno de oito horas por dia em ocupações como assistir a TV, usar smartphones e jogar videogame. Educação física escolar – a pílula não tomada Quando se trata de promover a atividade física, os pesquisadores se referem à educação física como “a pílula não tomada”. Atualmente, apenas o estado de Oregon e o Distrito de Columbia têm políticas que exigem que as escolas forneçam a quantidade de tempo recomendada nacionalmente para educação física – 150 minutos semanais para séries do ensino infantil e 225 minutos para alunos do ensino fundamental e médio. Além disso, mais da metade dos estados possui brechas que permitem que os alunos do ensino médio se abstenham da educação física. No geral, a maioria dos sistemas escolares não estava fazendo o suficiente para manter as crianças em forma antes da covid-19 dar início a meses de aprendizado remoto improvisado. O CDC deu às escolas uma nota D- por seus esforços nessa frente. Em resumo, a grande maioria das crianças precisa gastar mais tempo sendo ativa tanto na escola quanto em casa. O tempo adicional gasto nas aulas de educação física aumenta a capacidade dos alunos de aprender as habilidades para se manterem ativos quando adultos. Fonte: nexo jornal. Acesso em: 28 set. 2020. Texto 4 Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) 2015 Percentual de estudantes fisicamente ativos cresceu de 30,1% em 2012 para 34,4% em 2015 Em relação à prática de atividade física, a maioria dos estudantes do 9º ano (60,8%) foi classificada como insuficientemente ativa (tiveram de 1 a 299 minutos de atividade física por semana), 34,4% eram ativos (acumularam 300 minutos ou mais de atividade física na semana) e 4,8% foram considerados inativos (não praticaram atividade física no período). Em 2012, os classificados como ativos representavam 30,1%. A pesquisa considerou o deslocamento de casa para a escola e da escola para

Identifique quais os erros ortográficos e gramaticais mais comuns encontrados na redação ENEM. Aprenda quais aspectos da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa aprimorar para se dar bem nas avaliações. Em maio deste ano, o Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, responsável pelas provas do ENEM, disponibilizou as apostilas usadas para capacitação dos corretores de redação. Assim, pela primeira vez, estão acessíveis a qualquer interessado os critérios utilizados pelos avaliadores para atribuir as notas nas cinco competências do exame. No Módulo 3, são descritos os critérios de correção da Competência 1. Aqui, é possível conhecer os erros ortográficos e gramaticais mais comuns nas redações, com alguns exemplos. O objetivo da divulgação desse material – até então sigiloso – foi auxiliar os estudos dos candidatos para a redação ENEM e o aprofundamento de professores e comunidade em geral sobre a prova. Na primeira competência, avalia-se o domínio quanto à modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. Portanto, tanto o aluno ao escrever quanto o corretor ao corrigir deve pautar-se pelo que dispõe a norma-padrão. Considerando isso, é necessário ter em mente dois aspectos: estrutura gramatical e desvios. Como o material do Inep é bastante extenso, vamos sinalizar apenas os principais desvios cometidos com base nesse conteúdo e em nossa experiência com as correções na plataforma Redação Online. Portanto, para ver todos os tópicos elencados pelo Instituto, sugerimos a consulta do módulo completo. Você já conhecia esses critérios? Fique atento(a) à leitura e aplique os conhecimentos em seus textos para tirar uma boa nota! Estrutura sintática Juntamente com os desvios, a estrutura sintática também faz parte das regras da Língua Portuguesa, especificamente aquelas que dizem respeito à sintaxe. Em poucas palavras, pressupõe a existência de certos elementos oracionais que se organizam na frase e garantem a fluidez da leitura e a clareza das ideias do autor de um texto. Textos falhos quanto à estrutura sintática podem apresentar: Mas o que seria uma leitura truncada? Uma das características de textos que apresentam deficiência na estrutura sintática é a necessidade de interromper várias vezes a leitura e retomá-la de certo ponto anterior porque as ideias começam a não fazer sentido. Geralmente, isso ocorre pela ausência ou uso inadequado da pontuação nas orações. A seguir vemos um exemplo que consta na apostila do Inep. Perceba que o candidato isolou as orações iniciadas por gerúndio quando deveriam ser subordinadas à oração principal. Esse tipo de erro gramatical é um dos mais comuns encontrados na redação ENEM. Acesse o arquivo completo para verificar outros exemplos. A justaposição de palavras, que também é recorrente, acontece quando orações que deveriam ser independentes formam um único período. Abaixo temos mais um exemplo destacado pelo Inep. Nela, inclusive fica difícil compreender corretamente o trecho inicial, que pode ter duas interpretações. Esse é um tipo de erro que, usando a técnica de leitura atenta do rascunho, pode ser evitado. Nem de mais, nem de menos Ainda no campo dos erros de estrutura sintática, pode acontecer excesso, duplicação ou ausência de palavras. O excesso é quando palavras “sobram” nas orações, como colocar duas preposições (por exemplo: para com) quando deveria ser uma. Já a duplicação é quando o candidato escreve a mesma palavra duas vezes em sequência (geralmente por desatenção). Assim, mais uma vez percebe-se a importância de reler algumas vezes o texto para conseguir sanar esse tipo de problema. Há ausência de palavras quando falta elemento sintático unindo outros dois para que a oração ou período faça sentido. Vamos ver mais um exemplo que o Inep disponibilizou: Neste trecho, faltou a preposição “a” entre as palavras atento e tudo, que é um desvio de regência. Mais adiante, um erro por ausência de palavra entre “fazem” e “iludi”. Esses problemas de estrutura dificultam a leitura, deixando-a sem fluidez. Por isso é preciso atentar-se à leitura crítica do próprio texto. Afinal, se você não estiver conseguindo entender, o corretor também terá muita dificuldade. Coloque-se no lugar do leitor! Desvios Agora que você já sabe um pouco mais sobre os problemas de estrutura sintática, vamos olhar melhor para os erros ortográficos mais comuns nas redações. Os desvios (como nós, professores, preferimos chamar os “erros”) podem ser de quatro tipos: Desses, o tipo mais aparente e fácil de identificar se refere às convenções da escrita. Atualmente, por digitarmos mais que escrevermos, contando com corretores ortográficos ou predominantemente usando uma linguagem mais informal, muitas vezes a acentuação das palavras é esquecida. Aqui já tocamos em outro aspecto que deve ser considerado: a escolha de registro. A linguagem, como pede a proposta e o gênero textual escolhido, deve ser formal. Informalmente, é aceitável uma linguagem menos monitorada e o uso de traços de oralidade (tá em vez de está, por exemplo), mas na dissertação isso não pode acontecer! Cabe rever as regras de acentuação em alguma gramática ou, sempre que tiver dúvida, consultar um dicionário para verificar a grafia correta das palavras. Também é possível usar o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa –VOLP para conferir acentuação, uso de hífen, ortografia. Portanto, quando mais você treinar a escrita, consultando as palavras que geram dúvida, mais bem preparado estará na hora de escrever a redação ENEM. Infelizmente não há mágica: é preciso estudar e ler bastante, e, principalmente, praticar. Escolha vocabular: saiba o significado das palavras Os desvios gramaticais impactam na estrutura sintática e, como já comentado anteriormente, podem ser resolvidos com uma boa leitura atenta do texto. É nesse momento que os truncamentos ficam evidentes pela ausência de fluidez e dificuldade de entender as ideias principais, tendo que retornar à leitura frequentemente para compreender o que se quis dizer. Aqui os erros mais comuns são de uso da crase, pontuação e concordância – nominal ou verbal. Mas, para finalizar, vamos conversar um pouco sobre os desvios de escolha vocabular. É frequente vermos redações em que os estudantes utilizam palavras pouco comuns, que não usariam no dia a dia, e muitas vezes nem conhecem exatamente o significado. É valorizado, sim, na correção, que o estudante

Argumente com propriedade na redação a partir dos repertórios sobre a crise hídrica que selecionamos. Lembre-se de que informação é fundamental para escrever cada vez melhor. Confira o tema de redação sobre crise hídrica clicando AQUI! Que a água é essencial à vida todo mundo sabe, porém parece que poucos são aqueles cientes de que apenas 2,5% da água existente no mundo é doce. Desse percentual, apenas 1% pode ser encontrado nos rios, segundo informação da Agência Nacional de Águas (ANA). Assim, considerando que somos mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, “manter-se hidratado”, a longo prazo, será um grande desafio. Isso porque esse 1% de água que podemos utilizar já está bastante ameaçado. As mudanças climáticas agravam o problema, pois diversas regiões passam longos períodos sem chuvas, diminuindo a oferta de água nos mananciais. Desse modo, a população é obrigada a economizar esse bem, e mesmo os órgãos de distribuição precisam racionar o fornecimento para evitar um colapso. Em 2020, a forte estiagem nos estados do Sul, especialmente no Paraná, têm escancarado a crise hídrica no país. Somada à crise sanitária, coloca em risco a saúde pública, impedindo cuidados básicos de higiene que evitam o coronavírus. A seguir, selecionamos algumas fontes para que você consiga se aprofundar mais sobre esse tema. Aproveite e faça a sua própria pesquisa sobre a crise hídrica atual. Quanto mais informação, melhor e mais fácil será desenvolver a argumentação em seu texto. Esperamos que depois dessas dicas você consiga produzir uma excelente redação! Boa leitura! 1 – Aquametragem Vencedor da categoria “Proteger o nosso planeta” no Festival de Filmes ODS em Ação, em 2019, este é um curta-metragem animado da portuguesa Marina Lobo. Nele, são mostrados os efeitos do uso irresponsável da água e maneiras de reverter a escassez por meio de um consumo sustentável. O Festival, organizado pela ONU, destacou iniciativas em prol dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O ODS número 6 objetiva o acesso universal e equitativo à água potável e segura para todos até 2030. De uma forma lúdica, acompanhamos a trajetória de Hidro, protagonista que recebe uma fonte de água, mas não sabe aproveitá-la. Assim, em pouco mais de seis minutos, somos sensibilizados sobre a nossa responsabilidade pela crise hídrica. E sobre o que fazer para evitá-la. 2 – A Lei da Água: Novo Código Florestal Esta é uma produção de 2015 da Cinedelia, especializada em projetos socioambientais, em co-produção com a O2 Filmes. Trata-se de um documentário dirigido por André D’Elia, tendo Fernando Meirelles como produtor executivo. O objetivo do filme é explicar a relação do novo Código Florestal com a crise hídrica brasileira. No centro da temática está a difícil relação entre preservar florestas, produzir alimentos e manter a saúde dos recursos hídricos do país. Disponibilizado gratuitamente no Youtube, A lei da água: novo Código Florestal traz depoimentos de agricultores e especialistas, além de parlamentares e cientistas. Com isso, se vê de que forma a lei ambiental afeta a vida de cada um de nós. Assim, assistir a esse filme ajuda a conhecer melhor a lei e os efeitos dela no dia a dia dos cidadãos. 3 – Cowspiracy: o segredo da sustentabilidade (Netflix) Este famoso documentário investiga como organizações ambientais lidam com impactos causados por pecuária e pesca ao redor do mundo. Dirigido e produzido por Kip Andersen e Keegan Kuhn, em 2015 o filme estreou mundialmente na Netflix após uma nova versão ter sido realizada com Leonardo Di Caprio na produção executiva. Ele ainda pode ser visto na plataforma de streaming disponível para assinantes. Durante seus 91 minutos, é mostrado como a criação de animais causa desmatamentos, poluição e um excessivo consumo de água. O Brasil é um dos países mostrados no documentário. Aqui é frequente a derrubada das florestas para criar pasto para a pecuária. O documentário é eficiente ao mostrar como ações sustentáveis individuais podem não ser a solução do problema. É impossível o uso consciente de água quando a produção de alimentos consome e desperdiça ilimitadamente esse bem. Portanto, Cowspiracy é super recomendado para fundamentar argumentos, e não só sobre a crise hídrica. Mas cuidado: ver os impactos da nossa alimentação no planeta pode fazer você ficar sem comer carne por alguns dias! 4 – UFSC Explica: Escassez de Água Neste vídeo curto, produzido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pesquisadores acadêmicos comentam causas, consequências e desafios da falta de água. De acordo com o Banco Mundial, essa escassez é uma das maiores ameaças à humanidade nos próximos anos. Vale a pena conferir como o espaço universitário têm discutido essa questão! 5 – Mad Max: Estrada da Fúria Por falar em futuro, nada melhor que assistir a uma distopia em que a água é um bem valioso (e raro). De 2015, Estrada da Fúria é o quarto filme da franquia Mad Max, que fez sucesso nos anos 1980. Aclamado pela crítica, foi indicado a 10 Oscars e ganhou 6 (isso já é um incentivo pra conferir, né?). Para além das cenas de ação, é possível pensar sobre os efeitos de atos no presente que podem criar um futuro desértico na Terra. Não é difícil imaginar que é possível chegarmos ao ponto em que bens naturais serão mais disputados do que dinheiro. Quem for dono da água, será dono do poder. Portanto, além de ser excelente entretenimento, Estrada da Fúria dá ótimos argumentos para refletir sobre a crise hídrica mundial. 5 – Por que falta água no Brasil? Este vídeo animado de cerca de 3 minutos explica de forma didática e ilustrativa porque está faltando água no país. Produzido pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e disponibilizado no Youtube, mostra que a quantidade de água no planeta não mudou desde o início da vida aqui. E também fala como estamos influenciando e mudando o ciclo da água que precisamos para viver. Além de ajudar a ter bons argumentos na redação, esse vídeo pode contribuir com um aprendizado para área de Ciências da Natureza. 6 – Agência Nacional de Águas

Sabia que, atualmente, o Brasil está passando por uma nova crise hídrica? Por meio deste tema de redação, você poderá pesquisar e treinar sua escrita. Vamos refletir sobre isso? Leia os textos motivadores a seguir e reflita sobre a problemática referente à crise hídrica. TEXTO 1 Com poucas chuvas e proximidade do inverno, Brasil enfrenta risco de nova crise hídrica No Rio Grande do Sul, 386 dos 497 municípios já decretaram situação de emergência por conta da seca. Em Santa Catarina, a situação é similar em pelo menos 65 cidades. No Paraná, depois de 10 meses de estiagem, a emergência hídrica foi decretada pelo governo estadual — a medida autoriza, por exemplo, rodízio no fornecimento de água. Ex-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu comenta à DW Brasil que o cenário de estiagem na região sul do país afeta principalmente dois setores que dependem da água nesses estados: a agricultura e as usinas hidrelétricas — sobretudo no Paraná. “São regiões que têm seca com alguma frequência. E com [o atual contexto de] mudanças climáticas, esses fenômenos têm sido extremos”, pontua. Ele avalia que a situação é mais preocupante no Paraná do que no extremo sul do País. “Porque o sul do Brasil tem uma característica de chuvas constantes ao longo do ano. Já o Paraná é, em aspectos climáticos, mais parecido com o sudeste”, afirma. Ou seja: tem invernos secos. (…) Fantasma da crise de 2014 Em 23 maio de 2013, o nível do Cantareira era similar ao atual, 59,6% de sua capacidade. Vinha em queda, acentuada pela inverno. O período de verão não foi suficiente para frear a derrocada do reservatório e, em maio de 2014, o sinal vermelho estava ligado: o sistema operava com 6% de sua capacidade. Então foram dois anos de torneiras contidas e 17 meses utilizando água da reserva técnica do Cantareira, apelidada de “volume morto” — significava que o índice operava no negativo. Para o geógrafo Luiz de Campos Júnior, do projeto Rios e Ruas, o risco de uma nova crise hídrica é resultado da falta de ajuste nas políticas voltada para a produção de água. “Os sistemas de abastecimento, em geral, só estão preocupados com a água saindo da represa, sendo tratada e distribuída”, afirma. “É preciso olhar para a produção de água na bacia hidrográfica, aquela produção que vai manter o reservatório cheio e com boa vazão. Isso significa conservar os lençóis freáticos, diminuir a erosão no entorno dos rios e dos reservatórios. Deveríamos conservar todo o ambiente produtor de água e não pensar apenas na produção como pensam as empresas [de abastecimento].” Responsável pelo abastecimento em São Paulo, a Sabesp enfatizou que a situação atual dos reservatórios “é satisfatória”. “Houve, no entanto, registro de pouca chuva nos mananciais nos últimos 60 dias e, por isso, a companhia solicita à população que mantenha o uso consciente de água, evitando desperdício”, informou. (…) Fonte: https://www.dw.com/pt-br/com-poucas-chuvas-e-proximidade-do-inverno-brasil-enfrenta-risco-de-nova-crise-h%C3%ADdrica/a-53515193. Acesso em: 21 set. 2020. TEXTO 2 Sanepar adota rodízio no abastecimento de água a cada 36 horas em Curitiba e Região a partir de sexta-feira (14) A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) vai adotar um novo modelo de rodízio no fornecimento de água de Curitiba e Região Metropolitana, a partir de sexta-feira (14), com a redução do intervalo entre a suspensão e a retomada do abastecimento. Segundo a companhia, a população ficará um dia e meio sem água (24 horas sem e 12 horas para recuperação) e um dia e meio com água (36 horas). A medida foi anunciada, na tarde desta terça-feira (11), devido à forte estiagem que atinge os níveis dos reservatórios do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC). Ao todo, 1,2 milhão de pessoas será atingido com a nova tabela. (…) Pior nível da história O nível médio dos reservatórios chegou a 28,85% – o pior nível da história da medição da companhia. O rodízio só será suspenso quando os níveis das barragens estiverem acima de 60% e as chuvas estiverem acima da média histórica, conforme a Sanepar. Entretanto, de acordo com a previsão meteorológica, o quadro só deverá ocorrer a partir de novembro. Fonte: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2020/08/11/sanepar-adota-rodizio-no-abastecimento-de-agua-a-cada-36-horas-em-curitiba-e-regiao-a-partir-de-sexta-feira-14.ghtml. Acesso em: 21 set. 2020. TEXTO 3 Fonte: https://www.folhadelondrina.com.br/charge/charge-14052020-2991312e.html. Acesso em: 21 set. 2020. Com base nos textos lidos, e considerando seu repertório sociocultural, escreva um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas acerca do tema “A crise hídrica no Brasil”, utilizando-se da modalidade formal da Língua Portuguesa. Apresente uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Clique aqui e confira repertórios para este tema!

Leia os textos motivadores abaixo para redigir o que se pede na sequência. Texto 1 Falsidade ideológica: você já cometeu? Qualquer pessoa pode praticar o crime de falsidade ideológica, como, por exemplo, mentir que está matriculado em curso para tirar carteira de estudante. A falsidade ideológica (falso ideal, moral…), infração prevista no artigo 299 do Código Penal, é mais uma das modalidades de falso constante do nosso ordenamento jurídico, ao lado das falsidade material e pessoal. Tais modalidades estão inseridas no capítulo dedicado aos crimes contra a fé pública. Resumidamente, a fé pública pode ser entendida como a crença na genuidade dos documentos e seu conteúdo, empregados pelos homens em suas relações, disciplinadas e administradas pelo Poder Público. A título de esclarecimento, é preciso diferenciar a falsidade ideológica da falsidade documental ou material, já que esses crimes são facilmente confundidos. Na falsidade material, o que é alterado é a forma de um documento; ao passo que, na ideológica, muda-se o seu conteúdo, o que é nele deliberadamente inserido ou deixa de nele constar com uma finalidade específica que constitui a infração penal. (…) Além disso, devemos nos atentar para o significado e alcance de fato juridicamente relevante. Considerando que o documento é um instrumento com valor probatório, se o conteúdo não servir para provar algum fato, não será considerado documento. Assim, não há crime no caso de requerimentos, petições e outras declarações sujeitas à averiguação. Por tal razão, as mais altas instâncias do Poder Judiciário brasileiro já decidiram não caracterizar crime a conduta de firmar ou usar declaração de pobreza falsa em juízo, com a finalidade de obter os benefícios da gratuidade de justiça, em virtude da presunção relativa de tal documento, que comporta prova em contrário. No entanto, transferir pontos em caso de multas para não perder pontos na carteira de habilitação configura falsidade ideológica, já que o Detran apenas avalia se a documentação apresentada pelo proprietário do veículo atende aos requisitos previstos. A lei não prevê uma investigação de outra forma de prova, como imagens de câmeras de trânsito, por exemplo. De tal maneira, se o proprietário mentir sobre o condutor para se livrar dos pontos comete crime de falsidade ideológica (…). Vale ressaltar que qualquer pessoa pode praticar o crime de falsidade ideológica, por exemplo, ao mentir que está matriculado em curso para tirar carteira de estudante. É o que chamamos de crime comum. (…) Fonte: www.domtotal.com | Acesso em 15/09/2020. Texto 2 Polícia Civil indicia mulher em Juiz de Fora por suspeita de falsidade ideológica por uso de perfil falso em aplicativo de relacionamentos Segundo a corporação, a suspeita utilizava fotos de outra mulher na internet. Vítima procurou a delegacia em julho para denunciar o caso. Por G1 Zona da Mata 14/08/2020 15h16 A Polícia Civil informou nesta sexta-feira (14) que indiciou uma mulher de 33 anos, em Juiz de Fora, pelo crime de falsidade ideológica. Segundo as investigações, a suspeita teria se passado por outra mulher e utilizado fotos dela em perfil falso em um aplicativo de relacionamentos. De acordo com informações da delegada responsável pela investigação, Camila Miller, da 7º Delegacia de Polícia Civil, a apuração foi iniciada após representação da vítima, uma mulher de 34 anos. Ela procurou a unidade policial em julho, após saber que um usuário estaria se passando por ela, novamente, em um perfil do Tinder, causando danos à vítima. Segundo ela, no início do ano, isso também teria ocorrido, mas o perfil chegou a ser excluído, na época, após contato feito junto ao suporte do aplicativo. Conforme a Polícia Civil, diante de apurações e com auxílio do escritório central do Tinder, localizado em Dallas, nos Estados Unidos, a equipe conseguiu identificar a suspeita. As Investigações apontaram que a mulher seria conhecida da vítima e teria conseguido as fotos em uma rede social. De acordo com a suspeita, o perfil falso teria sido criado na tentativa de descobrir uma suposta traição por parte do parceiro dela, a fim de verificar se o companheiro se envolveria com outra mulher. O inquérito policial já foi enviado à Justiça para demais providências. Fonte: www.g1.globo.com | Acesso em 15/09/2020. Texto 3 Fonte: https://blogdobsilva.com.br | Acesso em 15/09/2020. Somando seus conhecimentos particulares às informações obtidas nos textos motivadores, redija uma dissertação argumentativa, com tamanho máximo de 30 linhas, na modalidade culta da Língua Portuguesa, sobre o tema Falsidade ideológica no Brasil. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! 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