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Pode ser que você esteja estranhando um tema tão elementar quanto este ser abordado aqui no blog, afinal, aprendemos sobre letra maiúscula logo nos nossos primeiros momentos de alfabetização, mas, creia, tem bastante gente que ainda encontra dificuldades no assunto. Obviamente, o primeiro caso de uso de letras maiúsculas é no início de nomes próprios, sejam eles de pessoas ou locais. Com o uso em excesso das redes sociais e sua forma peculiar de escrita, muitas pessoas acabam deixando essa regrinha de lado, mas as correções de redações de grande porte não perdoam e descontam conceitos por esse deslize sem pensar duas vezes. Além desse primeiro ponto básico, há outros casos em que devemos empregar a letra maiúscula. São eles: Datas comemorativas e datas oficiais Natal, Carnaval, Independência do Brasil, Proclamação da República, dentre outros, são termos que devemos sempre grafar com letra maiúscula, independentemente do tipo de texto em que a expressão apareça. Exemplo: Nesta semana, comemorou-se a Independência do Brasil, no dia Sete de Setembro. Aproveitando a frase acima, também existe a dúvida se os nomes dos meses devem ser escritos com letra maiúscula ou minúscula. E a resposta é: depende. Caso estejamos falando de uma data comum, como no exemplo “Hoje é dia dez de setembro”, o correto é aplicarmos a letra minúscula. Mas se a data em questão for comemorativa ou oficial, usamos a letra maiúscula no nome do mês e na grafia do numeral, como você viu acontecer no exemplo do “Sete de Setembro”. Períodos, idades históricas e eras geográficas Semelhantemente ao caso acima, períodos da história, idades e eras devem conter a letra maiúscula na abertura de sua grafia. Observe o exemplo abaixo: O Brasil evoluiu muito em alguns segmentos, mas parece estar no período Pré-Colonial em outros. A Idade Média representou enormes atrasos tecnológicos. A Era Cenozoica deve ser estudada por quem fará a prova do Enem. Disciplinas de estudo Via de regra, a primeira letra dos substantivos que representam os nomes das disciplinas que estudamos na escola ou na universidade deve ser sempre em maiúscula, assim como a letra inicial dos nomes dos cursos universitários. Exemplos: Na escola, tive muitas dificuldades com as disciplinas de Matemática e Física. Língua Portuguesa sempre foi minha matéria preferida no ensino médio. Joana prestou o vestibular para Medicina e foi aprovada. Gostaríamos de destacar também o uso das minúsculas em ensino médio. A expressão só ganhará letra maiúscula caso ensino médio seja qualificado, como em: O governo instituiu o Novo Ensino Médio. Ainda no exemplo acima, governo foi escrito com letra minúscula. Não são poucas as pessoas que grafam governo e nação com letra maiúscula. Isso até era correto, mas conforme o acordo ortográfico de 1990. Nossas normas vigentes recomendam que essas palavras sejam escritas com inicial minúscula, a menos que estejam abrindo frases. Cargos de alta importância Até o mesmo acordo de 1990, cargos que expressavam grande importância, como presidente, ministro, rei, papa, rainha, deveriam receber letra maiúscula, mas, com o acordo vigente, fica a critério do escritor o uso da letra maiúscula ou minúscula e ambas as formas estarão corretas. Sendo assim, podemos ter: O novo Ministro da Saúde ainda não foi definido ou O novo ministro da saúde ainda não foi definido e as duas formas estarão de acordo com as regras ortográficas atuais. Títulos Para títulos de livros e filmes, há uma grande confusão sobre a forma correta de se escrever, uma vez que há quem defenda que todas as palavras que contêm o título devem ter letra maiúscula, bem como há defensores de que apenas a primeira palavra deve ter a inicial maiúscula. E agora? Como saímos dessa? É simples, a forma mais fácil de não errarmos é escrevermos exatamente da mesma maneira que o título veio escrito na capa ou na ficha catalográfica. Logradouros Logradouros são palavras que representam localidades, como ruas e avenidas. Quando elas estão determinadas, ou seja, quando vou acrescentar o nome da rua ou da avenida, devo escrever essas palavras com letra maiúscula. Note as diferenças: Deveriam repavimentar esta rua. A Rua Manuel Bandeira está interditada. Corpos celestes Sol, Lua, Saturno, Terra, Via Láctea, todos devem receber letra maiúscula quando são únicos e têm nome próprio. Lembre-se que a palavra estrela, por exemplo, por não ser única, não receberá maiúscula. Formas de tratamento Quer sejam escritas por extenso ou abreviadas, as formas de tratamento são sempre redigidas com letra maiúscula. Dessa forma, temos: Senhor, Vossa Excelência, Vossa Majestade, Doutor etc. Prêmios Expressões que fazem referência a prêmios devem ter todas as primeiras letras em forma maiúscula. Vamos ver melhor numa frase? O Prêmio Nobel de Literatura é dado apenas a pessoas de grande relevância social. Leis e normas Para não errar esta regrinha, é só você não se esquecer de que as leis e normas têm nomes próprios e que todos os nomes próprios devem ser escritos utilizando letra maiúscula em Língua Portuguesa. Exemplos: O Estatuto da Criança e do Adolescente completou 30 anos em 2020. A Lei 8.069 faz referência aos direitos das crianças e dos adolescentes. A Lei de Diretrizes e Bases passou a vigorar em 1996. Regiões geográficas Sul, Sudeste, Nordeste, Norte, Centro-Oeste, por regra, todo mundo ganha letra maiúscula. Analise: No Sul do Brasil, faz bastante frio. O Norte do Brasil tem dias belamente ensolarados. Siglas Este caso não nos assusta e nem nos pega mais desprevenidos. Já sabemos que o correto é ABNT, USP, PUC, OCDE etc. Acrônimos Acrônimos são termos formados a partir das primeiras letras de uma expressão, como Enem para Exame Nacional do Ensino Médio. Caso o acrônimo tenha até três letras, grafamos todas as letras em maiúscula, como em ONU (Organização das Nações). Havendo quatro letras ou mais, apenas a primeira ganhará maiúscula, conforme você viu acontecer no exemplo do Enem contido acima. Dicas extras: apenas enquanto curiosidade, gostaríamos de lembrar vocês que o nome das estações do ano (primavera, verão, outono, inverno) e o nome de personagens folclóricos (saci, mula-sem-cabeça, lobisomem) não ganham letra maiúscula.

Leia os textos motivadores abaixo para desenvolver o que se pede na sequência. Texto 1 Informalidade no mercado de trabalho é recorde, aponta IBGE. Empregos informais chegam a 41,4% da força de trabalho ocupada no país. Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro Houve discreto aumento no número de pessoas ocupadas no país, que chegou a 93,8 milhões no trimestre encerrado em setembro, um aumento de 0,5% na comparação com o trimestre encerrado em junho deste ano, equivalente a 459 mil pessoas, e de 1,6% na comparação anual. Porém, o contingente de pessoas que conseguiu trabalho no período está em condição de informalidade, que atingiu um recorde da série histórica, iniciada em 2012, chegando a 41,4% da força de trabalho ocupada no Brasil. É o que apontam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (31), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desocupação caiu de 12% para 11,8% na comparação entre o trimestre terminado em junho e o terminado em setembro, somando 12,5 milhões de pessoas. No terceiro trimestre de 2018, a taxa ficou em 11,9%. A gerente da Pnad, Adriana Beringuy, destaca que essas pessoas estão se inserindo no mercado na condição de trabalhadores por conta própria e de empregados no setor privado sem carteira assinada. “A gente ressalta que estamos diante de uma melhora quantitativa desse mercado de trabalho, ou seja, de fato há mais pessoas trabalhando. Mas a forma de inserção que esses trabalhadores estão tendo nesse mercado é mais aderente a postos de trabalho associados à informalidade e com todas as repercussões que isso causa no mercado”, disse Adriana. Ocupação O número de empregados que trabalham no setor privado sem a carteira assinada chegou a 11,8 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro, um aumento de 2,9% na comparação com o trimestre anterior e de 3,4% em relação ao terceiro trimestre de 2018. A categoria trabalhadores por conta própria também apresentou recorde na série histórica, com 24,4 milhões de pessoas nesta condição, um aumento de 1,2% em relação ao trimestre anterior e de 4,3% no mesmo período do ano passado. Desse total, 4,9 milhões têm CNPJ, ou seja, registro como empresa, e 19,5 milhões não têm. Segundo Adriana, o crescimento da ocupação ocorre desde 2018, mas não em setores que tradicionalmente apresentam grandes contratações, como indústria, construção e comércio, sendo uma reação concentrada em determinados segmentos. “O panorama não difere de outras divulgações que nós tivemos. Alguns setores isoladamente tiveram destaque nessa absorção de trabalhadores, como é o caso da construção, em edificações e serviços básicos, não são grandes obras de infraestrutura. Também observamos a continuidade do fenômeno do crescimento de trabalhadores na área de transporte terrestre de passageiros, os motoristas, e um pouco ali também de reação na parte de terceirização de mão de obra”, disse. (…) Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br | Acesso em 07/09/2020. Texto 2 “Aumento da informalidade não é surpresa”, afirma economista do Dieese. Para Clóvis Scherer, aumento de 1 milhão de trabalhadores nessa condição tende a impactar economia nacional. Cristiane Sampaio Brasil de Fato | Brasília (DF) Os últimos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelam a entrada de 1 milhão de pessoas na faixa dos trabalhadores informais entre os anos de 2018 e 2019 no Brasil, repercutem o cenário de crise que marca o país. É o que afirma o economista Clóvis Scherer, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Divulgados nesta sexta-feira (31), os novos dados integram a Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílios (Pnad) Contínua e mostram um aumento de 0,3% na taxa de informalidade. Com isso, subiu para 41,1% o percentual de trabalhadores nessa condição em relação ao total da força de trabalho. “É um percentual muito, muito elevado. Demonstra, na verdade, que o mercado de trabalho ainda exibe as mazelas, os problemas que, se não foram gerados, foram muito ampliados com essa crise recessiva que começou em 2015. É um numero que não é uma surpresa”, afirma Scherer. Segundo o IBGE, o índice corresponde a um contingente de 38,4 milhões de pessoas, número que é o maior desde 2016. A psicóloga Katlen Dourado, de 24 anos, está entre os trabalhadores que entraram para essa estatística. Antes trabalhando como digitadora em uma empresa terceirizada e com carteira assinada, hoje ela vive como entregadora de panfletos e não tem contrato formal. “Eu achei isso, uns freelancers e comecei a fazer. Eu sou formada, e olha o que estou fazendo, mas é o que tem pra poder sobreviver porque as coisas chegam”, lamenta. Ela conta que sente saudade das vantagens do trabalho formal, como férias remuneradas, décimo terceiro, PIS e abono salarial. A psicóloga afirma que os direitos trabalhistas traziam “alguma estabilidade”, que hoje deu lugar à ansiedade de não saber qual será sua renda, já que a remuneração varia conforme os dias trabalhados e o fluxo do mercado. “A gente não pode se garantir com nada. Não pode, por exemplo, comprar um carro porque não sabe quando é que vai ter dinheiro. Eu queria abrir minha clínica, mas está muito difícil, tem muito concorrente. Até pra panfletar está difícil, porque são inúmeras pessoas que querem, já que está todo mundo sem trabalhar”, desabafa a jovem. Especialistas que acompanham o tema apontam que as reformas trabalhistas estão diretamente relacionadas ao contexto de informalidade massiva, assim como as medidas de ajuste fiscal e redução nos investimentos do Estado para colaborar com a geração de empregos formais. Scherer afirma que, apesar de o percentual de 0,3% de aumento parecer pouco significativo, a fatia de 1 milhão de trabalhadores que agora engrossam as fileiras da informalidade tende a trazer impacto geral para a economia nacional, que opera como uma engrenagem. “Postos informais, em geral, são postos com baixa produtividade, em que as pessoas têm uma inserção, na grande maioria, muito precária. A pessoa está ocupada, mas não tem renda sequer pra contribuir pra Previdência ou sequer um pequeno empresário, um autônomo tem

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica de repertório sociocultural para vocês: como usar STAR WARS, a saga mais famosa do cinema, na redação! Anote tudo e que a força esteja com você! SAGA: STAR WARS 1977-2019 • 9 filmes • 13+ Sinopse: “A princesa Leia é mantida refém pelas forças imperiais comandadas por Darth Vader. Luke Skywalker e o capitão Han Solo precisam libertá-la e restaurar a liberdade e a justiça na galáxia.” CIÊNCIA E TECNOLOGIA Em Star Wars, o desenvolvimento científico é retratado como motor das inovações que permitem, entre outros, a viagem intergaláctica. Porém, também é mostrado o “lado sombrio” da tecnologia: a possibilidade de criação de super armas, como a Estrela da Morte, que pode aniquilar planetas inteiros. RELIGIÃO Não há dúvidas de que George Lucas cria a Força como uma alegoria a diversas religiões ocidentais e orientais, com referências bíblicas. Teóricos apontam semelhanças entre o personagem Luke Skywalker e Moisés. Em 2001, o ‘Jediísmo’ era a quarta maior religião no Reino Unido (Fonte: ONS-UK). USO DA VIOLÊNCIA Com filmes de ação e aventura, a saga apresenta um considerável teor de violência. Entretanto, os Jedi transmitem a mensagem do pacifismo: no Episódio V – O Império Contra-ataca, Mestre Yoda explica a Luke que um Jedi usa a Força somente para meios de informação e autodefesa – e nunca para agressão. RESPEITO AO IDOSO Mestre Yoda é o principal membro do Conselho Jedi, admirado por suas habilidades com a Força e sua vasta sabedoria. Embora personagem fictício, o pequeno verde ancião manifesta a importância da valorização dos mais velhos em quesitos de experiência e ensinamentos. TRANSTORNOS MENTAIS Em um artigo de 2015, psicólogos argumentam que Star Wars é um exemplo de temas psiquiátricos: C3PO tem TOC; Yoda tem dislexia superficial; Luke Skywalker, esquizofrenia prodrômica. E Jar Jar Binks é um exemplo facilmente identificável de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. TIRANIA E QUEDA DA DEMOCRACIA A segunda trilogia mostra como democracias viram ditaduras. Sheev Palpatine, que é chanceler da República, conspira para atacar a imagem dos Jedi, provocar o medo e tomar o controle como imperador. A lição é sintetizada nas palavras da senadora Padmé Amidala: “Então é assim que a liberdade morre, com um estrondoso aplauso”. MOVIMENTOS ATIVISTAS Após a ascensão do Império galático, Jedis e forças opositoras se unem para formar a Aliança Rebelde em prol da liberdade e da volta da democracia. O sentimento de revolta popular dos heróis se assemelha ao de movimentos contemporâneos de ativismo por direitos fundamentais ao redor do planeta. DISCURSO DE ÓDIO Declarando os Jedi como traidores, Palpatine solicitou a execução da Ordem 66: autorização para um genocídio dos Jedi pelos stormtroopers. Milhares foram mortos ao redor da galáxia pela ordem fascista. O nome dos soldados espaciais não era coincidência: a ala paramilitar original do Partido Nazista era chamada de Sturmabteilung (Storm Division). EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil” (Enem 2016) “No universo de ‘Star Wars’, os mestres Jedi foram aniquilados pelos lordes Sith, seguidores de uma seita inimiga. Liderados por Darth Sidious, eles depuseram a República e instauraram um regime ditatorial. Fora dos cinemas, a intolerância religiosa é uma realidade no Brasil, tornando necessário o seu combate, para a manutenção da liberdade individual e da cidadania.” *Introdução por Débora Aladim, usada no Enem 2016 com nota 920 APROVEITE O CUPOM HELPDOFELPI PARA GANHAR 35% DE DESCONTO EM NOSSA PLATAFORMA! CLIQUE AQUI! Gostou desta super dica? Não deixe de seguir nosso perfil no instagram: @redacaonline LEIA MAIS: Como usar HARRY POTTER na redação? Como usar JOGOS VORAZES na redação? Como usar a série GAME OF THRONES em suas redações? Como usar a série GREY’S ANATOMY nas redações? Como usar a série ELITE em suas redações?
Sucesso entre muitos textos com notas altas, a Constituição de 1988 sempre aparece nas redações do ENEM seja na introdução, no desenvolvimento e até mesmo na conclusão. O conjunto de leis que ganhou o nome de Constituição Cidadã é, na verdade, a sétima versão existente em nosso país e nasceu com o propósito de dar voz a uma sociedade em fase de mudança. A Constituição tem uma função bastante determinada: reger todo o funcionamento legal do país, por isso, há artigos que se destinam aos mais variados assuntos. Essa amplitude temática faz com que a obra seja bastante útil para o desenvolvimento de diversos temas de redação. Fizemos para vocês um apanhado do que a Constituição de 1988 diz a respeito dos principais eixos temáticos da redação do ENEM para que seja possível aproveitá-la ao máximo. Vamos saber mais? Educação No artigo 205, a Constituição é clara em apontar que a educação é DIREITO de TODOS (usamos a caixa alta de propósito mesmo) e apenas essa parte do artigo já é utilíssima para inúmeros temas e argumentos. Isso significa dizer que aqueles que não têm acesso à educação, seja lá por qual razão, estão tendo seu direito negado. O artigo ainda traz as ordenações de que educação é dever do Estado e da família e que deve ser também amparada pela sociedade, ou seja, não há elemento que possa se eximir da responsabilidade de participar da educação do país. Lembra do tema da redação do ENEM 2017 (Desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil)? Pense só de quantas formas o artigo 205 não poderia ser aproveitado nesse assunto. Saúde Assim como a educação, a saúde também é um direito de todos e dever do Estado, conforme prevê o artigo 196. A lei sobre a saúde contempla três frentes: Não precisamos pensar muito para enxergarmos o quanto o Brasil ainda está longe de alcançar as metas contidas no artigo 196. Apesar de existirem muitos programas de assistência à saúde, eles não são, nem de longe, suficientes para atender à população geral com qualidade e equidade. Cultura Já para a cultura, a Constituição determina em seu artigo 215 que o Estado GARANTIRÁ (mais uma vez, caixa alta proposital) o exercício dos direitos culturais e o acesso à cultura a todos os cidadãos. Além disso, é de responsabilidade do Estado criar datas comemorativas que tenham grande significado social, defender e valorizar o patrimônio cultural do país, formar pessoal capacitado para gerir a cultura e democratizar o acesso a ela em sua plenitude. No ano de 2019, tivemos um tema de redação totalmente vinculado à esfera da cultura e que permitia utilizar o artigo 215 como elemento estrutural. Segurança No tópico da segurança, a responsabilidade de garanti-la não é somente do Estado. De acordo com o que afirma o artigo 144: toda a sociedade é convocada a preservar a ordem pública, a vida e o patrimônio. No mesmo artigo, há também a divisão dos órgãos que cuidam especificamente da segurança da população. Segurança, portanto, tem dois vieses, do dever e do direito e aqui é importante salientar que, quando o dever de manter a segurança falha, o direito também é negado ao cidadão. Muitas vezes, o próprio cidadão subtrai o direito à segurança de outro cidadão. Moradia A moradia é considerada direito social básico, sem o qual há ameaça à sobrevivência. O artigo que garante acesso à moradia a todos os cidadãos é o artigo 6. Na verdade, o artigo 6, que prevê outros direitos sociais (como o lazer, a saúde, o trabalho etc.), está baseado em grande parte nas premissas dos Direitos Humanos. A moradia da qual a Constituição trata é uma moradia digna, que forneça segurança e proteção aos moradores, em áreas com a devida autorização e condição de habitação. Liberdade de religião O artigo de número 5 garante a liberdade de crença e culto a todos os brasileiros. É também nesse artigo em que a Constituição prevê que os locais de cultos (igrejas e templos diversos) devem ser protegidos por força de lei. Evidentemente, mesmo o Brasil sendo um país tão plural quando tratamos do tema religião, não há plena liberdade de crença, não exatamente porque não existam leis que regulamentem isso, mas sim pela própria intolerância da sociedade. A intolerância religiosa foi, inclusive, o tema da redação do ENEM de 2016, na qual os candidatos deveriam propor caminhos para combater tal intolerância. Tecnologia O artigo 218 afirma que o Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação tecnológica e a inovação. Dentre tantos assuntos que a Constituição aborda, a tecnologia é um dos que mais necessita de desenvolvimento real. É só observarmos quanta falta fazem os pesquisadores neste momento de pandemia em que o mundo está voltado ao desenvolvimento de uma vacina. Talvez por a Constituição ter mais de 30 anos, é possível imaginarmos que a tecnologia ainda não tinha a visibilidade que tem atualmente e por isso mesmo é que algumas leis precisam ser constantemente revistas e adaptadas. A esfera da tecnologia foi cobrada enquanto tema do ano de 2018, com a discussão a respeito da manipulação do comportamento do usuário por meio do controle de dados na internet, entretanto, até então, o artigo 218 não possui nenhum inciso que trate da proteção de dados dos usuários. Trabalho O trabalho também é um direito social fundamental e que deve receber proteção e incentivo do Estado, mas a Constituição ainda determina no artigo 7 os direitos básicos do trabalhador. Alguns direitos trabalhistas básicos garantidos pela Constituição são: Ao lado do artigo 7, vigora também a CLT, Consolidação das Leis de Trabalho, conjunto de leis destinado à especificação e pormenorização de todos os tópicos legais relativos ao trabalho. Percebeu como a Constituição é rica e pode te auxiliar a desenvolver ou sustentar argumentos sobre praticamente todos os temas? Por isso, não deixe de dar uma olhadinha com mais atenção neste importante documento brasileiro. CLIQUE AQUI E CONFIRA A CONSTITUIÇÃO DE 1988 NA ÍNTEGRA LEIA MAIS:
Leia os textos motivadores sobre o tema de redação de crimes cibernéticos abaixo para redigir o que se pede. Texto 1 Crimes cibernéticos disparam e expõem fragilidade tecnológica no Brasil Postado em 04/08/2019 Diariamente, são registrados pelo menos 366 crimes cibernéticos em todo o país. O levantamento mais recente, feito em 2018 pela associação SaferNet Brasil, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), contabilizou 133.732 queixas de delitos virtuais, como pornografia infantil, conteúdos de apologia e incitação à violência e crimes contra a vida e violência contra mulheres ou misoginia e outros. Em comparação ao ano anterior, a quantidade de ocorrências deu um salto de quase 110% – em 2017, a associação registrou 63.698 denúncias. Um fator que contribui para a ação criminosa, na visão de especialistas, é o descuido da população quanto ao uso de ferramentas que protejam os aparelhos celulares das invasões de hackers. Apesar de ser impossível estar 100% a salvo, o mínimo de precaução pode reduzir as ameaças à privacidade de cada um. “Utilizamos os celulares intensamente. Eles são dispositivos que contêm dados individualizados sobre o que cada um de nós pensa e como nos comportamos. Portanto, por eles serem um grande guardião de informações sobre nós mesmos, são necessários cuidados com relação à segurança deles. Vivemos em uma sociedade onde a vigilância está se incrementando”, diz o professor Jorge Henrique Fernandes, do Departamento de Ciências da Computação da Universidade de Brasília (UnB). Segundo ele, além do crescimento da quantidade de crimes cibernéticos no último ano, os recentes ataques a celulares de autoridades da República, como o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, mostram que o sistema telefônico é bastante suscetível à interceptação de mensagens. “O sistema telefônico não garante o sigilo das comunicações de forma perfeita. O investimento das empresas tem sido mais para fazer com que o usuário não perca uma ligação ou conexão do que no sentido de impedir que essa conversa seja interceptada. Essa fragilidade é um problema mundial”, afirma. Para Jorge Henrique, atitudes mais convencionais, como a utilização de senhas para controlar o acesso a aplicações, e a cópia de documentos importantes em outro dispositivo são o primeiro passo para se resguardar da ação de invasores. Especialista alerta para comportamento na internet “Os aparatos tecnológicos, de fato, foram feitos para nos espionar, e o principal problema desses equipamentos é não deixar claro qual tipo de informação ele coleta do usuário. Isso é agravado pela falta de educação informática das pessoas, que não sabem a dimensão do poder do dispositivo que têm em mãos. Por isso, é recomendável que cada pessoa que usufrui da tecnologia reflita sobre até que ponto o que elas fazem virtualmente tem importância e como vão se comportar na internet”, recomenda o professor. Professor e advogado especializado em direito digital e proteção de dados, Fabricio Mota sugere que, ao utilizar computadores públicos, as pessoas evitem acessar redes sociais e sempre navegar na internet em abas anônimas. Além disso, não repetir a mesma senha em vários dispositivos. Segundo ele, é recomendável um código para cada aplicação. Quanto mais difícil ele for, alternando entre caracteres especiais, números e letras maiúsculas e minúsculas, melhor. “Senhas biométricas, que solicitem a impressão digital, uma confirmação por voz ou a leitura da íris do olho são preferíveis. O usuário tem de ser receoso. Sempre atualizar o antivírus dos seus aparelhos e usar uma rede privada virtual para filtrar as redes de wi-fi gratuitas. A partir do momento em que temos a percepção do risco, adotar providências para diminuir as ameaças será algo quase instintivo”, garante o especialista. Desafio das empresas é barrar ataque sem atrapalhar usuários Ao incorporar esses hábitos no cotidiano, o usuário deixará de se incomodar com a quantidade de ferramentas de proteção, frisa o coordenador do curso de segurança da informação do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), Francisco Marcelo Marques. No entanto, ele reconhece que um dos grandes desafios às empresas de tecnologia é conseguir gerar consumo com os níveis de segurança necessários, sem interferir na comodidade de quem utiliza os aparelhos. “O objetivo de qualquer aplicação é facilitar a ação do usuário. Portanto, o ser humano acaba tendo um comportamento mais relaxado. Além disso, muitos acham que nunca serão hackeados, pois julgam que as suas informações pessoais não são importantes. Aí é que está o perigo. É preciso desconfiar sempre”, alerta. Marques destaca que a disponibilidade é inversamente proporcional à confidencialidade. Ou seja, quanto maior for a segurança, a tendência é que menos algum dado confidencial esteja disponível. “É fundamental ativar todos os mecanismos de proteção que a aplicação oferece, pois existem instabilidades que fogem do nosso controle. Maior segurança significa menor conforto. A preguiça é inimiga da precaução”, finaliza. Fonte: em | Acesso em 30/08/2020 Texto 2 Fonte: professoraelaine blogspot | Acesso em 01/09/2020 Com base em sua interpretação e compreensão dos textos motivadores, somadas ao seu conhecimento sobre o tema, redija uma dissertação argumentativa, com tamanho máximo de 30 linhas, na modalidade culta da Língua Portuguesa, sobre o tema Crimes cibernéticos no Brasil. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: Os cuidados com a exposição na internet Tema de Redação: Marco Civil da Internet Tema de redação: limitação da internet fixa no Brasil Tema de Redação: Fake news no cenário político mundial Tema de redação: Charlatanismo nas redes sociais Tema de redação: Redes Sociais e o novo conceito de felicidade

Leia os textos motivadores sobre abuso de poder e de autoridade no Brasil abaixo para redigir o que se pede. Texto 1 Desembargador humilha guarda após multa por não usar máscara em SP: ‘Analfabeto’ Vídeo obtido pelo G1 mostra Eduardo Siqueira rasgando multa, jogando no chão, e tentando pedir ajuda para o Secretário de Segurança pública do município. Por Isabella Lima, G1 Santos 19/07/2020 06h32 Um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo foi flagrado humilhando um guarda civil municipal de Santos, no litoral de São Paulo, após ser multado por não utilizar máscara enquanto caminhava na praia. Um vídeo obtido pelo G1 neste domingo (19) mostra Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira chamando o GCM de ‘analfabeto’, rasgando a multa e jogando o papel no chão e, por fim, dando uma ‘carteirada’ ao telefonar para o Secretário de Segurança Pública do município, Sérgio Del Bel, para que o mesmo ‘intimidasse’ o guarda municipal. Um novo vídeo obtido pelo G1, neste domingo (19), mostra o mesmo desembargador ameaçando e humilhando um outro guarda municipal. Em determinado momento do vídeo, ele chega a falar em francês com o rapaz, que fica sem entender. De acordo com informações apuradas pelo G1, o desembargador Eduardo Siqueira foi flagrado por uma equipe da Guarda Civil Municipal caminhando sem máscara pela faixa de areia da praia de Santos durante a tarde deste sábado (18). O vídeo mostra o momento em que os agentes abordam Eduardo, pedindo a colocação do item obrigatório. Na cidade de Santos, pessoas que não usam a máscara, por conta da pandemia do novo coronavírus, podem ser multadas. Nas imagens, o desembargador diz que não vai assinar a multa e confronta o guarda afirmando que rasgaria o papel se ele insistisse em aplicar a sanção pela falta de uso do item de proteção. O Guarda Municipal, em seguida, alerta que se o desembargador jogasse a multa, ele seria autuado por desperdício em via pública, levando uma segunda multa. Ignorando o profissional, o desembargador rasgou o papel, jogou na faixa de areia da praia e foi embora em seguida. “Você quer que eu jogue na sua cara? Faz aí, que eu amasso e jogo na sua cara”, diz o desembargador ao ser abordado sem máscara, se referindo à multa por não usar o acessório. Em seguida, o homem pega o celular e, segundo ele, liga para o Secretário de Segurança Pública do município, Sérgio Del Bel Junior. “Estou aqui com um analfabeto”, diz o homem ao telefone. “Eu falei, vou ligar para ele [Del Bel] porque estou andando sem máscara. Apensar eu estou andando nessa faixa da praia e ele está aqui fazendo uma multa. Eu expliquei e eles não conseguem entender”, reclama ao telefone. No momento em que o guarda municipal está finalizando o preenchimento do papel da multa, o desembargador arranca o papel da prancheta, o amassa e joga no chão. O homem dá as costas para a equipe e sai andando, indo embora do local. Procurada pelo G1, a Prefeitura de Santos informou que, durante força-tarefa realizada neste sábado, o munícipe que aparece nas imagens foi abordado por não cumprir o decreto nº 8.944, de 23 de abril de 2020, que determina o uso obrigatório de máscara facial sob pena de multa no valor de R$ 100. Uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) abordou o homem pedindo que o mesmo colocasse a máscara. Diante da recusa, foi lavrada a multa. Trata-se de um caso de reincidência: o mesmo cidadão já foi multado em outra data por cometer a mesma infração. O secretário de Segurança de Santos, Sérgio Del Bel, deu total apoio à equipe que fez a abordagem e a multa foi lavrada na tarde deste sábado (18). A Prefeitura de Santos se diz veemente contra qualquer ato de abuso de poder e, por meio do comando da GMC, dá total respaldo ao efetivo que atua na proteção do bem público e dos cidadãos de Santos. A administração municipal também esclarece que a gestão das praias está sob a competência e responsabilidade do município. De acordo com o artigo 14 da Lei Federal nº 13.240/2015, a Prefeitura de Santos celebrou, em 2017, termo de adesão com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), por meio do qual a União outorgou ao município a gestão das praias marítimas urbanas, inclusive bens de uso comum com exploração econômica, pelo período de 20 anos. Em nota, o desembargador Eduardo Siqueira diz que o vídeo é verdadeiro, mas alega que foi tirado de contexto. Para ele, a determinação por decreto do uso de máscaras em determinados locais é um abuso. No texto divulgado, Siqueira explica que “decreto não é lei” e que, por isso, entende não ser obrigado a usar máscara, e que qualquer norma que diga o contrário é “absolutamente inconstitucional”. Ele alega que esse não foi o primeiro incidente que aconteceu entre ele e agentes da Guarda Civil Municipal, e que em todas as ocasiões foi ameaçado de prisão de modo agressivo, justificando a exaltação. “Infelizmente, perseguido desde então, ontem, acabei sendo vítima de uma verdadeira armação”, completa. Ele diz que tomará as providências cabíveis para que os direitos dele sejam preservados e que está à disposição das autoridades judiciais, para esclarecimentos. […] Fonte: g1 globo | Acesso em 23/08/2020. Texto 2 O Abuso de Autoridade é crime e abrange as condutas abusivas de poder, conforme a explicação abaixo. O abuso de poder é gênero do qual surgem o excesso de poder ou o desvio de poder ou de finalidade. Assim, o abuso de poder pode se manifestar como o excesso de poder, caso em que o agente público atua além de sua competência legal, como pode se manifestar pelo desvio de poder, em que o agente público atua contrariamente ao interesse público, desviando-se da finalidade pública. Tratam-se, pois, de formas arbitrárias de agir do agente público no âmbito administrativo, em que está adstrito ao que determina a lei (princípio da estrita legalidade). No caso do abuso de autoridade,

O gênero textual da crônica é sempre bastante estudado durante nosso período de escolarização, mas, por algum motivo, acabamos deixando-o de lado quando falamos dos vestibulares, entretanto, a crônica é um dos gêneros textuais mais pedidos nos exames de admissão das universidades, ao lado da dissertação argumentativa. Não estamos querendo dar uma de Capitão Nascimento em sua famosíssima aula sobre o conceito de estratégia, mas não íamos perder a oportunidade de conceituar a palavra crônica para vocês, já que esse conceito tem tudo a ver com as características deste tipo de texto. O termo crônica está relacionado a duas raízes: uma grega e uma latina. No grego, a palavra crônica tem suas raízes em khrónos (tempo); já em latim, a raiz é chronica, palavra que faz referência ao registro dos acontecimentos numa sequência cronológica. E a crônica é exatamente isto: um recorte de uma situação num determinado tempo. Mas não é qualquer situação, é uma situação comum, rotineira, que o autor, por meio dos efeitos da língua e da literatura, consegue representar de um modo mais subjetivo, revelando algo que não é exatamente percebido pelo senso comum. Ou seja, podemos dizer que ela é uma forma especial, poética e até mesmo crítica de se olhar um fato cotidiano, fazendo com que esse fato torne-se arte. Por isso dizemos que ela está no meio do caminho entre um texto literário e um texto não literário, uma vez que ele se ocupa do retrato de uma cena/fato do cotidiano, mas com elementos linguísticos e estilísticos que são fornecidos pela literatura. Por terem como tema central um fato corriqueiro ou bastante atual, é comum que as crônicas sejam de menor extensão, mais curtas e objetivas. Não à toa, este gênero tem sido escolhido para vários vestibulares. Tendo se consolidado no século XIX, com a implantação da imprensa, ela era o modo usado pelos escritores para relatarem os grandes acontecimentos históricos e sociais de seu tempo, usando ora técnicas mais jornalísticas, para garantir a informação, ora técnicas mais literárias, para divertir, emocionar ou fazer o leitor refletir sobre um assunto. Os anos passaram e a crônica continua carregando a função de registrar fatos e comportamentos de um povo em um determinado período, mesclando informação e arte. Quais são os tipos de crônica? As crônicas podem abordar inúmeros temas e isso faz com que existam vários tipos de crônica, porém, dentre os mais comuns estão: É claro que numa crônica podem haver parágrafos de um estilo ou de outro, fazendo com que os temas se mesclem, por isso é importante analisar o que há em comum em todas as crônicas: seu ponto de partida é um fato cotidiano. Qual é o objetivo de uma crônica e a quem ela se dirige? Como você viu anteriormente, existem vários tipos de crônica e cada tipo tem seu objetivo específico, que pode ser divertir, criticar, contar um fato, emocionar etc. As crônicas circulam em diversos locais, como jornais, revistas e sites especializados. O público a quem as crônicas se dirigem depende muitíssimo do local de publicação do material, pois autores de crônicas costumam adaptar seus textos às preferências dos leitores desse jornal, revista etc. Que forma de linguagem é utilizada numa crônica? A linguagem é simples, informal, de compreensão mais ágil, até mesmo porque, como já te contamos, o texto é mais curto e circula em meios em que a leitura normalmente é feita de forma ágil, como os jornais e as revistas semanais. Da mesma maneira que a linguagem é simplificada, os personagens (quando existem, pois uma crônica pode ser escrita em primeira pessoa, sem outros personagens) são menos densos e suas características são apresentadas de forma mais superficial. Ao contrário do texto dissertativo-argumentativo, ela aceita verbos e pronomes em primeira pessoa do singular. Qual é a estrutura de uma crônica? A estrutura da crônica também depende muito do tipo e do objetivo do texto. Se a intenção é contar uma história, ela pode se dividir entre situação inicial, complicação, clímax e desfecho. Já se a intenção é criticar, faremos a divisão clássica entre introdução, desenvolvimento e conclusão. Em qualquer tipo de crônica, é essencial termos título e é possível incluirmos citações, caso haja coerência com o assunto abordado. Há muitas pessoas que confundem a crônica narrativa com o conto, uma vez que a estrutura de ambas é igual, mas há alguns fatores que distinguem esses dois gêneros: Quais são os principais cronistas em Língua Portuguesa? Se você quer ter excelentes referências de como escrever uma crônica em Língua Portuguesa, procure pelos trabalhos de Luis Fernando Veríssimo, Fernando Sabino, Carlos Drummond de Andrade, Moacyr Scliar, Rachel de Queiroz, Cecília Meireles, Rubem Braga, Afonso Romano de Sant’Anna, dentre tantos outros exemplos que poderíamos citar aqui, uma vez que nossa literatura é muito rica. Quais vestibulares utilizam a crônica na redação? O vestibular mais conhecido que utiliza ela como gênero textual avaliativo da redação é a Unicamp, em São Paulo, mas outras universidades estaduais e federais, como a Universidade Federal do Ceará e de Londrina, também selecionam a crônica para a redação. Aliás, variar os gêneros da prova de redação, fugindo um pouco do tradicional texto dissertativo-argumentativo, tem sido tendência nos vestibulares dos últimos anos. Tal variação permite que o aluno demonstre suas habilidades para escrita e mobilização dos recursos da língua com uma finalidade e não somente sua facilidade em “decorar” a estrutura de um determinado tipo de texto. A melhor forma de saber qual gênero será cobrado em sua prova é ler o edital do ano (pois isso pode variar de um ano para o outro) atentamente. Caso a universidade trabalhe com um gênero específico, sem espaço para escolha do candidato, essa informação constará no edital. LEIA MAIS: Gêneros textuais: Narração Gêneros textuais: Carta BRAINSTORMING: Como usar este método antes de escrever a redação? Podcasts brasileiros que irão te ajudar a escrever redações Como escrever uma redação sem saber nada sobre o tema?

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica de repertório sociocultural para vocês: como usar a série de filmes e livros JOGOS VORAZES na redação! Bora anotar tudo?! JOGOS VORAZES 2012-2015 • 3 livros • 4 filmes • 12+ Sinopse: “A antes América do Norte, agora formada por 12 distritos, é comandada com mão de ferro pelo Presidente Snow. Uma das formas com que a Capital demonstra seu poder é pelos ‘Jogos Vorazes’, competição anual em que um garoto e uma garota de cada distrito são selecionados a lutar até a morte. Para evitar que sua irmã participe, Katniss se oferece em seu lugar. Até onde ela estará disposta a ir para ser vitoriosa nos ‘Jogos Vorazes’?” CONCENTRAÇÃO DE RENDA Panem é um país construído à base de desigualdades sociais. Os 12 distritos são vistos como meras propriedades do Estado que servem apenas para abastecer a Capital, sede do luxo e da riqueza. No Brasil, os cinco homens mais ricos detém o mesmo que 50% da população mais pobre, segundo estudo da Oxfam em 2018. FOME Como classes sociais, os distritos mais altos na hierarquia, 1 e 2, são os mais ricos, enquanto os mais baixos, 11 e 12, são os com piores condições de vida, habituados com a miséria e com a fome. Para sobreviver, Katniss Everdeen, uma moradora do distrito 12, aprende a caçar nas áreas florestais proibidas. TOTALITARISMO/VIGIAR E PUNIR Assim como diz Foucault no livro “Vigiar e Punir”, o papel do Estado totalitário de Snow é o de controlar a subversão pela guarda policial (ironicamente chamados de Pacificadores) e o de impôr punições. Os ‘Jogos Vorazes’ é o maior exemplo: após uma rebelião, jovens de cada distrito são selecionados para lutarem até a morte em um reality show. SOCIEDADE DO ESPETÁCULO Os Jogos Vorazes traçam claras relações com a Sociedade do Espetáculo de Guy Debord e a Indústria Cultural da Escola de Frankfurt. Inicialmente um marco de lembrança da opressão, tornaram-se entretenimento com tecnologia de ponta, transmitidos ao vivo e parte da estratégia de alienação em massa. PAPEL DA MÍDIA Ao dar início a uma nova revolução, Katniss se torna símbolo e rosto da rebelião. Durante “A Esperança”, vemos o processo de produção de propagandas políticas e o papel que as chamadas televisivas desempenham no levante da população. Pequenos detalhes como cenário, figurino e entonação são cruciais. CRIMES DE GUERRA A saga reflete de início a fim sobre o caráter dos crimes de guerra. Nos Jogos, matar é equivalente a sobreviver. Gale acredita que seja impessoal; Katniss discorda. Durante a guerra à Capital, diversos crimes são cometidos, como explosões a hospitais e massacre de crianças. Seria guerra justificativa? EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “O poder de manipulação das mídias na sociedade brasileira” Na célebre trilogia “Jogos Vorazes” de Suzanne Collins, o Estado autoritário de Panem contém os motins populares por meio da repressão e da realização dos chamados Jogos Vorazes. O evento anual é televisionado e a violência selvagem imposta aos participantes é construída de modo a aparentar culpa dos distritos e repreender revoltas contra o status quo. Paralelamente, a propaganda política é um grande mecanismo de manipulação midiática no Brasil, que usa de fake news e efeitos emocionais para alienar eleitores. APROVEITE O CUPOM HELPDOFELPI PARA GANHAR 35% DE DESCONTO EM NOSSA PLATAFORMA! CLIQUE AQUI! Gostou desta super dica? Não deixe de seguir nosso perfil no instagram: @redacaonline LEIA MAIS: Como usar HARRY POTTER na redação? Como usar a série DARK em suas redações Como usar a série GAME OF THRONES em suas redações Como usar o filme CORINGA nas redações? Como utilizar o filme PARASITA na redação Como usar o filme O POÇO nas redações?

Seja muito honesto (a) com a gente aqui do Redação: Quantas vezes você já pensou na preservação ambiental ou cultural de um local para onde foi viajar? Nesse sentido, perguntamos porque frequentemente ficamos muito empolgados com o novo local e seus pontos turísticos e nos esquecemos de que a atividade turística, apesar de ter muitos pontos positivos, também tem pontos negativos, como o turismo e seus impactos socioambientais. Então, foi pensando nesse contraponto entre questões positivas e negativas que selecionamos as indicações da semana. Vamos a elas? 1- Artigo com a definição de cidade turística. Disponível em: jornal do comercio Acesso em: 16/08/2020. Para entendermos as questões envolvendo o turismo, precisamos primeiramente entender quais características fazem com que uma cidade seja turística e o que atrai visitantes para um local e não para outros, mesmo que haja atrativos naturais semelhantes em ambas. 2- Artigo com a relação entre o turismo e a preservação ambiental. Disponível em: turismo gov Acesso em: 16/08/2020. Fonte confiável, muitas referências de autores e leituras extras, tudo num texto conciso e de fácil compreensão. Todavia, apesar de ser um texto com 10 anos, as informações contidas nele, sobretudo, continuam sendo bastante úteis para o desenvolvimento do nosso tema da semana. 3- Artigo acadêmico comparativo sobre o turismo com estudo de caso. Disponível em: ucs Acesso em: 16/08/2020. Por outro lado, no artigo acima, a autora Rita de Lourdes Michelin, da Universidade de Caxias do Sul, faz uma análise mais aprofundada sobre os benefícios e os prejuízos da atividade turística. Por isso, o Parque Estadual de Itapuã, no Rio Grande do Sul, serviu como exemplo para o estudo de caso. Sem dúvida, há citações relevantes e, como em todo artigo acadêmico, mais indicações de leitura nas referências bibliográficas. 4- Artigo com o conceito de turismo sustentável. Disponível em: sustentavel turismo Acesso em: 16/08/2020. Além disso, uma das alternativas que se tem colocado em prática nos últimos anos a fim de preservar o ambiente é o turismo sustentável, mas você sabe exatamente do que se trata o turismo sustentável? Para que você não tenha mais dúvidas, selecionamos o artigo acima, que explica de forma bastante compreensível este conceito. Aliás, você sabia que existem diferenças entre turismo sustentável e turismo ambiental? Para saber mais, é só acessar assistir a este vídeo: 5- Artigo com os sete princípios do turismo sustentável. Disponível em: portal sustentabilidade Acesso em: 16/08/2020. Em seguida, a Organização Mundial do Turismo, mais conhecida pela sigla OMT, como forma de estruturar o turismo sustentável, elaborou sete princípios que devem ser seguidos por qualquer local que pretenda aderir a esse formato ou pessoa que pretenda praticar o turismo sustentável, por exemplo. Conforme fizer a leitura, analise quantos desses princípios são realmente colocados em prática e que diferença faria exercê-los ou não. 6- Resumo com os programas governamentais sobre turismo e seus impactos socioambientais Disponível em: mma gov Acesso em: 16/08/2020. O Ministério do Meio Ambiente, sabendo da necessidade de se ampliar o conceito de turismo sustentável, como também colocá-lo em prática, tem desenvolvido alguns projetos nesse sentido. Afinal, a indicação acima te levará para um resumo do próprio Ministério sobre alguns projetos em andamento ou já concluídos e que foram pensados na linha do turismo sustentável. 7- Artigo com dicas de prática de turismo sustentável. Disponível em: viajar verde Acesso em: 16/08/2020. Ok, notamos o quanto o turismo sustentável é essencial, mas como fazer isso na prática? Quais atitudes individuais garantem um turismo que respeita o meio ambiente e os moradores do local? sem dúvida, o artigo propõe algumas ações para tanto. 8- Artigo sobre os impactos culturais gerados pelo turismo. Disponível em: eco debate Acesso em: 16/08/2020. Então, já vimos em outras referências aqui do roteiro que, de acordo com alguns especialistas, o turismo sem princípios pode não só destruir a natureza, mas também os próprios aspectos culturais do local e do povo. Por isso, escolhemos um artigo curtinho, mas muito esclarecedor no sentido de debater de que forma o turismo gera impactos na cultura. 9- Artigo de revista sobre o Brasil e suas riquezas turísticas. Disponível em: pan rotas Acesso em: 16/08/2020. Mas por que falar sobre turismo é algo tão relevante em nosso país? É simples, o Brasil é um país com muitos pontos turísticos, ou seja, ou seja, que traz pessoas de todas as partes do mundo interessadas em ver suas belezas. Logo, precisamos abordar a temática do turismo, até mesmo por uma questão econômica, por exemplo você poderá observar na leitura deste texto folha de londrina. 10- Artigo de revista com os 10 locais turísticos mais visitados. Disponível em: exame Acesso em: 16/08/2020. Afinal, num país com tantas opções maravilhosas de turismo, quais são os 10 pontos mais visitados e preferidos do turistas? por isso a revista Exame fez a pesquisa para a gente. 11- Artigo com a visão de moradores de várias partes do mundo sobre como é viver numa cidade turística. Disponível em: bbc Acesso em: 16/08/2020. Muitas vezes, quando viajamos, ficamos pensando como deve ser incrível viver naquele local repleto de tantas coisas maravilhosas, mas será que os moradores pensam do mesmo jeito? Além disso, o mais interessante nesta referência é que a BBC entrevistou moradores de pontos turísticos em locais diferentes no mundo, já que, assim, o material tenha várias perspectivas. 12- Artigo sobre o impacto do Coronavírus no setor do turismo e seus impactos socioambientais . Disponível em: istoedinheiro Acesso em: 16/08/2020. Realmente, a pandemia do Coronavírus não poupou praticamente nenhum setor de seus grandes prejuízos e o setor mais atingido sem dúvida foi o do turismo. Desse modo, a revista Istoé Dinheiro estima perdas financeiras na casa dos bilhões, bem como explica tudo detalhadamente neste material. 13- Álbum de fotos com animais circulando livremente nas cidades durante a quarentena imposta pelo Coronavírus. Disponível em: noticias uol Acesso em: 16/08/2020. Mas se o Coronavírus tem nos trazido uma porção de prejuízos, ao menos para a natureza ele tem sido benéfico. Prova disso é que animais que não
Leia os textos motivadores sobre o tema de redação de turismo e seus impactos socioambientais abaixo para redigir o que se propõe na sequência. Texto 1 sobre turismo e seus impactos socioambientais Turismo pode causar danos ao meio ambiente, sociedade e a cultura local São considerados impactos todos aqueles fatores resultantes de atividades, produtos ou serviços que podem mudar ou descaracterizar o meio ambiente, podendo ser os mesmos de cunho positivo ou negativo. Os impactos positivos, geralmente, estão ligados à questão econômica e social local, trazendo maior geração de renda, conservação de alguns recursos tidos como atrativos turísticos, educação e equidade social e que podem ser alcançados por meio do desenvolvimento sustentável da atividade turística. Os impactos negativos podem ser fatais para determinados locais, principalmente em áreas naturais consideradas muito frágeis; são originados pelo mau uso destes espaços, sem ou com pouca atenção a uma política de preservação. A atividade turística está totalmente envolvida no cotidiano das pessoas, seja de forma direta ou indireta e, por este motivo pode impactar sua convivência em todos os aspectos. A significância de cada impacto identificado pode variar de acordo com suas causas, como também por sua severidade, probabilidade de ocorrência e custos para revitalização do ambiente. Os impactos sociais podem ser representados pela interferência na cultura, sendo o impacto cultural um dos principais problemas advindos da atividade turística, visto que, a partir do momento em que se interfere na cultura de determinado grupo, modificam-se grandes aspectos de conduta até então praticados. A globalização tende a uniformizar os grupos culturais e, em consequência, causar grandes impactos na produção da cultura, o que refletiria na perda da identidade, podendo ser de origem coletiva ou até mesmo individual. A sociedade é a principal responsável pela qualidade de suas relações e tem o direito de optar por querer ou não determinada atividade incluída diretamente em seu cotidiano. Porém o que tem ocorrido, muitas vezes, é totalmente o contrário, em que localidades de forte potencial têm se tornado “laboratórios de experimentos turísticos”, realizados por gestores despreparados. Pelo fato do turismo ter a condição de melhorar consideravelmente a renda local, muitos gestores e empresários buscam o seu desenvolvimento, no entanto, pode acontecer que nem sempre a população esteja de acordo com tal resultado, justamente pela interferência na cultura e a necessidade da mudança de hábitos cotidianos que muitas vezes é consequente. Um impacto bastante visível na sociedade é a mudança de comportamento e perda de seu sossego em prol dos turistas. “Os impactos do desenvolvimento turístico sobre o patrimônio natural e cultural são percebidos local, regional, nacional e internacionalmente. A intensidade dos impactos, tanto positivos como negativos, pode apresentar-se nesses diferentes níveis. Em alguns casos, os impactos não são relevantes e, em outros, comprometem as condições de vida ou a atratividade das localidades turísticas” (Ruschmann, 1997, p.37). […] Fonte: www.portaleducacao.com.br / Acesso em 16/08/2020. Texto 2 Estudos apontam que o turismo é responsável por 8% das emissões atuais de gases de efeito estufa. Além disso, vários ecossistemas muito frequentados por turistas já estão tão degradados que as autoridades estão tomando medidas (provavelmente atrasadas) pra protegê-los de ainda mais danos. É o caso de praias na Tailândia que foram, mais de uma vez, fechadas pra se recuperarem dos danos causados pelo turismo de massa. A mais famosa é a Maya Bay, que bombou depois de aparecer no filme A Praia, com Leonardo DiCaprio. Segundo esse relatório do Center for Responsible Travel, 77% dos seus corais estão sob sério risco. Sem falar no uso de animais em atrações turísticas, que quase sempre é ruim. A ONG Proteção Animal Mundial estima que aproximadamente 110 milhões de pessoas visitam lugares que promovem turismo cruel com animais silvestres, enquanto a Wildlife Conservation Research Unit (WildCRU) aponta que pelo menos 560 mil animais silvestres sofrem por causa de atrações turísticas irresponsáveis. Essa crueldade às vezes é mais evidente, como os casos em que os bichos são mantidos em cativeiro em condições terríveis, acorrentados ou dopados pra posarem pra fotos com turistas ou forçados a fazer truques e acrobacias. Mas de acordo com a Proteção Animal Mundial, mesmo quando os animais estão em seu habitat natural, eles sofrem sempre que há interação com humanos. Fazer carinho ou dar comida pra atraí-los pode tornar os animais dependentes da alimentação por humanos, fazê-los brigar entre si, provocar doenças ou acelerar a reprodução de uma espécie de forma anormal, alterando o ecossistema do lugar. Passeios de elefante, fotos com tigres e serpentes “encantadas” em vários países asiáticos são alguns exemplos de exploração animal no turismo, mas não é preciso ir tão longe. Na Amazônia, por exemplo, a maioria das agências de turismo promove a exploração de botos, bichos-preguiça ou jacaretingas. Fonte: www.papodehomem.com.br / Acesso em: 16/08/2020. Texto 3 Animais ressurgem em cidades da Itália e do Japão durante quarentena. Fonte: www.gooutside.com.br / Acesso em: 16/08/2020. Com base na leitura, interpretação e compreensão dos textos motivadores e utilizando seus conhecimentos sobre o assunto, redija uma dissertação argumentativa, na modalidade culta da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema Turismo e seus impactos socioambientais. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: O agronegócio como ameaça ao meio ambiente Tema de Redação: Lixo eletrônico e impactos socioambientais Tema de redação: As queimadas e a preservação do meio-ambiente Tema de Redação: Coronavírus e emergência na saúde global Tema de Redação: Poluição do ar e seus impactos na saúde da população

Há algumas semanas, fizemos aqui no blog um apanhado geral sobre o uso dos sinais de pontuação como elemento essencial para conferir sentido à mensagem e à redação como um todo. Hoje, de maneira mais específica, trataremos sobre o uso das aspas, já que elas são aplicadas em situações bastante determinadas, que não podem passar em branco. Afinal, sua falta pode levar a descontos de conceitos. E aí, quer aprender quando usar aspas na redação? Então vamos lá! Quando usar aspas na redação: casos de uso Existem três usos de maior amplitude no caso das aspas na redação e na modalidade escrita como um todo. São eles: 1- Para marcar citações: As citações são elementos frequentes nas redações, mas é preciso usá-las com bastante cuidado, pois, de acordo com as normas de correção do ENEM, por exemplo, é preciso haver ao menos sete linhas de autoria do candidato, sem nenhuma repetição dos textos motivadores ou outros textos. Ainda que o candidato altere uma palavra ou outra ou mude os sinais de pontuação originais, manter exatamente a mesma ideia, sem evidências de interpretação e compreensão, considera-se cópia da mesma maneira. Ao se incluir no texto uma citação de uma frase célebre, de amplo conhecimento e sem a atribuição de autoria no início do parágrafo, é obrigatório que o trecho citado seja marcado por aspas no início e no fim. Cabe ao candidato escolher se a citação será feita na íntegra, utilizando, assim, o recurso das aspas, ou se a atribuição da autoria será realizada na abertura do parágrafo e somente a ideia central será citada, mas com a versão do candidato. É possível também recorrer aos dois recursos. Não há maior valorização de uma forma em detrimento da outra, mas é importante que haja padronização nas formas de se fazer citações ao longo da redação. Veja como o candidato Gabriel Lopes, nota 1.000 na redação do ENEM 2019, fez sua citação: “Tal cenário reforça a ideia da teórica Vera Maria Candau, que afirma que o sistema educacional atual está preso nos moldes do século XIX e não oferece propostas significativas para as inquietudes hodiernas.” Fonte: www.g1.globo.com A opção de Gabriel foi a de atribuir autoria antes da citação e é possível observar que a citação de Vera Maria Candau não foi feita na íntegra, com cada palavrinha exatamente no mesmo lugar, mas sim com a ideia central mantida e com a organização da frase na versão do autor da redação. E como sabemos disso? Simples, Gabriel não se utiliza de aspas. Caso a ideia fosse integrada ao texto na forma totalmente original, as aspas seriam completamente obrigatórias e a não presença delas configuraria erro de pontuação. Mas o corretor vai saber que a ideia presente ali no texto não é minha? Sim, o corretor vai saber, pois existe algo chamado nível e estilo vocabular. Falamos mais sobre isso em outro post, CLIQUE AQUI PARA CONFERIR! Todos nós temos uma forma muito particular de escrever, selecionar palavras, sinais de pontuação e organizar as frases. O corretor é alguém muitíssimo acostumado a analisar esse fator em redações e conseguirá perceber seu nível e estilo vocabular de forma bastante fácil e rápida. Quando há uma ou mais frases que fogem totalmente do seu estilo, o corretor é capaz de notar essa discrepância já na primeira leitura. Por isso, nunca se utilize de ideias que não são suas sem dar o devido crédito. Não esqueça que o foco principal de qualquer redação é analisar como o candidato se expressa por meio da modalidade escrita numa produção original. 2- Para marcar palavras estrangeiras: Simplesmente amamos um termo em outra língua, é uma tendência nossa, brasileiros. Mas a inclusão de palavras que não pertencem à Língua Portuguesa frequentemente não é uma boa ideia. A menos que haja uma relação direta e íntima com o tema do texto, evite mesmo, de verdade, colocar termos que não são da nossa língua. Porém, caso haja a necessidade de se usar uma palavra estrangeira, ela deve ser marcada com aspas. A marcação com aspas em termos estrangeiros serve justamente para indicar ao leitor que aquela palavra não pertence ao nosso vocabulário e está “emprestada” de outro idioma. O uso do estrangeirismo, tão comum em redes sociais e na comunicação oral do dia a dia, não tem espaço nas redações de grande porte e não é visto com bons olhos. 3- Para destacar títulos/nomes: Por fim, uma última indicação de quando usar aspas na redação. Muitas vezes, em nossas redações do ENEM, vestibulares e concursos, utilizamos a passagem de um livro ou filme como apoio para nossa argumentação. Essa é uma estratégia excelente, mas os títulos de filmes e livros devem sempre vir entre aspas. A inclusão das aspas nesta situação serve para indicar que o que está entre elas, além de não ser de autoria do candidato, é um título e não a continuação natural do parágrafo. Novamente, vamos analisar o que Gabriel Lopes, já citado anteriormente, fez em sua redação: “O longa-metragem nacional “Na Quebrada” revela histórias reais de jovens da periferia de São Paulo, os quais, inseridos em um cenário de violência e pobreza, encontram no cinema uma nova perspectiva de vida.” Fonte: www.g1.globo.com O nome do filme citado (Na Quebrada) veio corretamente entre aspas. Veja que, sem o uso das aspas, a frase poderia até mesmo ser interpretada de outra forma: “O longa-metragem nacional Na Quebrada revela histórias reais de jovens da periferia de São Paulo, os quais, inseridos em um cenário de violência e pobreza, encontram no cinema uma nova perspectiva de vida.” Da maneira como o trecho ficou redigido agora, uma possível interpretação é que o longa-metragem foi feito “na quebrada” ou que a revelação das histórias reais de jovens da periferia só acontece “na quebrada”, algo totalmente incoerente com o que o candidato quis expressar. Não fossem as letras maiúsculas, poderíamos até nos enganar. O que nos leva a outro detalhe essencial que, com certeza, você já está cansado de saber: títulos devem ser

Leia os textos motivadores a seguir para desenvolver o que se pede abaixo. Texto 1 Abandono de idosos 08/06/18 – 03h00 A relação da sociedade com os idosos e o tratamento dado a eles têm me preocupado muito. Só de observarmos as discussões em torno da reforma previdenciária, percebemos que estamos longe do ideal como nação. Diante disso, acredito que a informação poderá nos ajudar a mudar a conduta e, assim, a melhorarmos como país. De acordo com a legislação brasileira, idosos são todos aqueles que completaram 60 anos. Eles constituem a camada da população que mais cresce. Dados do Censo Demográfico 2010, realizado pelo IBGE, revelaram um aumento da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passou par a 5,9% em 2000 e chegou a 7,4% em 2010. No Brasil, existem 17 milhões de idosos, número que quase dobrou nos últimos 20 anos. O envelhecimento da população brasileira é reflexo do aumento da expectativa de vida devido ao avanço no campo da saúde e à redução da taxa de natalidade. Isso porque, também segundo o IBGE, a população brasileira vive hoje, em média, 68,6 anos. Pouco sabemos dos delitos relacionados ao cuidado dos idosos: comete crime quem abandona o idoso em casas de saúde, entidades de longa permanência ou semelhantes; nega o acolhimento ou a permanência do idoso, como abrigado, pela recusa dele em dar procuração à entidade de atendimento; submete o idoso a condições desumanas ou degradantes ou deixa-o sem alimentos ou cuidados indispensáveis; não satisfaz as necessidades básicas do idoso quando obrigado por lei ou mandado; apropria-se de ou desvia bens, proventos, pensão ou qualquer outro rendimento do idoso, utilizando-os de forma diferente de sua finalidade; retém o cartão magnético de conta bancária relativa a benefícios, proventos ou pensão do idoso, bem como qualquer outro documento com o objetivo de assegurar recebimento ou ressarcimento de dívida. Como tem aumentado o número de idosos, aumentaram também os casos de abandono, crime que pode render até 16 anos de prisão para quem o pratica. Assim, se os filhos ou parentes próximos deixarem o idoso em alguma casa de repouso, pagarem a mensalidade, mas não forem visitá-lo, isso vai caracterizar abandono afetivo. Nesse caso, cabe também processo civil indenizatório por danos morais. Além disso, quando se trata de crimes penais, o Ministério Público pode mover ação mesmo sem o consentimento da vítima. Dessa forma, a pessoa que tinha o idoso sob seus cuidados será responsabilizada. Para o crime de abandono de incapaz a pena é de seis meses a três anos de prisão. Caso o abandono resulte em lesão corporal grave, a pena pode ser aumentada para até cinco anos. Se, no entanto, a vítima morrer por causa disso pode chegar a 12 anos. A pena aplicada pelo juiz é aumentada em um terço caso a vítima seja idosa, alcançando até 16 anos de reclusão. O Estatuto do Idoso determina a existência de entidades governamentais e não governamentais de atendimento ao idoso. Elas também devem ser responsabilizadas a partir de denúncias, podendo ser só advertidas ou até proibidas de atender os idosos. Para que uma pessoa possa entregar um idoso aos cuidados de uma casa de repouso, ou até mesmo aos cuidados de profissional competente (enfermeiros, cuidadores), sem que isso caracterize abandono, é necessário que ela fiscalize de perto a fim de checar se o idoso recebe atendimento e atenção adequados. É importante que a pessoa faça visitas regulares ao idoso e verifique seu estado de saúde e o estado emocional. Fonte: www.otempo.com.br / Acesso em: 10/08/2020. Texto 2 Fonte: www.istoe.com.br / Acesso em: 10/08/2020. A partir de sua leitura, interpretação e compreensão dos textos motivadores, redija um texto dissertativo-argumentativo, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema O abandono de idosos no Brasil. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia mais: Tema de Redação: Desafios da alfabetização tecnológica para os idosos Tema de Redação: HIV na terceira idade Tema de Redação: Os desafios dos atletas paraolímpicos no Brasil Tema de Redação: desafios para a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade Tema de Redação: Inclusão de autistas no Brasil