811 artigos publicados sobre “Topo de funil” no Blog do Redação Online.
Navegue pelos conteúdos abaixo para aprofundar seus conhecimentos sobre este tema. Cada artigo traz análises, exemplos práticos e repertórios que podem ser utilizados na sua redação do ENEM, vestibulares e concursos públicos.

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica de repertório sociocultural para vocês: como usar a série de filmes e livros JOGOS VORAZES na redação! Bora anotar tudo?! JOGOS VORAZES 2012-2015 • 3 livros • 4 filmes • 12+ Sinopse: “A antes América do Norte, agora formada por 12 distritos, é comandada com mão de ferro pelo Presidente Snow. Uma das formas com que a Capital demonstra seu poder é pelos ‘Jogos Vorazes’, competição anual em que um garoto e uma garota de cada distrito são selecionados a lutar até a morte. Para evitar que sua irmã participe, Katniss se oferece em seu lugar. Até onde ela estará disposta a ir para ser vitoriosa nos ‘Jogos Vorazes’?” CONCENTRAÇÃO DE RENDA Panem é um país construído à base de desigualdades sociais. Os 12 distritos são vistos como meras propriedades do Estado que servem apenas para abastecer a Capital, sede do luxo e da riqueza. No Brasil, os cinco homens mais ricos detém o mesmo que 50% da população mais pobre, segundo estudo da Oxfam em 2018. FOME Como classes sociais, os distritos mais altos na hierarquia, 1 e 2, são os mais ricos, enquanto os mais baixos, 11 e 12, são os com piores condições de vida, habituados com a miséria e com a fome. Para sobreviver, Katniss Everdeen, uma moradora do distrito 12, aprende a caçar nas áreas florestais proibidas. TOTALITARISMO/VIGIAR E PUNIR Assim como diz Foucault no livro “Vigiar e Punir”, o papel do Estado totalitário de Snow é o de controlar a subversão pela guarda policial (ironicamente chamados de Pacificadores) e o de impôr punições. Os ‘Jogos Vorazes’ é o maior exemplo: após uma rebelião, jovens de cada distrito são selecionados para lutarem até a morte em um reality show. SOCIEDADE DO ESPETÁCULO Os Jogos Vorazes traçam claras relações com a Sociedade do Espetáculo de Guy Debord e a Indústria Cultural da Escola de Frankfurt. Inicialmente um marco de lembrança da opressão, tornaram-se entretenimento com tecnologia de ponta, transmitidos ao vivo e parte da estratégia de alienação em massa. PAPEL DA MÍDIA Ao dar início a uma nova revolução, Katniss se torna símbolo e rosto da rebelião. Durante “A Esperança”, vemos o processo de produção de propagandas políticas e o papel que as chamadas televisivas desempenham no levante da população. Pequenos detalhes como cenário, figurino e entonação são cruciais. CRIMES DE GUERRA A saga reflete de início a fim sobre o caráter dos crimes de guerra. Nos Jogos, matar é equivalente a sobreviver. Gale acredita que seja impessoal; Katniss discorda. Durante a guerra à Capital, diversos crimes são cometidos, como explosões a hospitais e massacre de crianças. Seria guerra justificativa? EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “O poder de manipulação das mídias na sociedade brasileira” Na célebre trilogia “Jogos Vorazes” de Suzanne Collins, o Estado autoritário de Panem contém os motins populares por meio da repressão e da realização dos chamados Jogos Vorazes. O evento anual é televisionado e a violência selvagem imposta aos participantes é construída de modo a aparentar culpa dos distritos e repreender revoltas contra o status quo. Paralelamente, a propaganda política é um grande mecanismo de manipulação midiática no Brasil, que usa de fake news e efeitos emocionais para alienar eleitores. APROVEITE O CUPOM HELPDOFELPI PARA GANHAR 35% DE DESCONTO EM NOSSA PLATAFORMA! CLIQUE AQUI! Gostou desta super dica? Não deixe de seguir nosso perfil no instagram: @redacaonline LEIA MAIS: Como usar HARRY POTTER na redação? Como usar a série DARK em suas redações Como usar a série GAME OF THRONES em suas redações Como usar o filme CORINGA nas redações? Como utilizar o filme PARASITA na redação Como usar o filme O POÇO nas redações?

Seja muito honesto (a) com a gente aqui do Redação: Quantas vezes você já pensou na preservação ambiental ou cultural de um local para onde foi viajar? Nesse sentido, perguntamos porque frequentemente ficamos muito empolgados com o novo local e seus pontos turísticos e nos esquecemos de que a atividade turística, apesar de ter muitos pontos positivos, também tem pontos negativos, como o turismo e seus impactos socioambientais. Então, foi pensando nesse contraponto entre questões positivas e negativas que selecionamos as indicações da semana. Vamos a elas? 1- Artigo com a definição de cidade turística. Disponível em: jornal do comercio Acesso em: 16/08/2020. Para entendermos as questões envolvendo o turismo, precisamos primeiramente entender quais características fazem com que uma cidade seja turística e o que atrai visitantes para um local e não para outros, mesmo que haja atrativos naturais semelhantes em ambas. 2- Artigo com a relação entre o turismo e a preservação ambiental. Disponível em: turismo gov Acesso em: 16/08/2020. Fonte confiável, muitas referências de autores e leituras extras, tudo num texto conciso e de fácil compreensão. Todavia, apesar de ser um texto com 10 anos, as informações contidas nele, sobretudo, continuam sendo bastante úteis para o desenvolvimento do nosso tema da semana. 3- Artigo acadêmico comparativo sobre o turismo com estudo de caso. Disponível em: ucs Acesso em: 16/08/2020. Por outro lado, no artigo acima, a autora Rita de Lourdes Michelin, da Universidade de Caxias do Sul, faz uma análise mais aprofundada sobre os benefícios e os prejuízos da atividade turística. Por isso, o Parque Estadual de Itapuã, no Rio Grande do Sul, serviu como exemplo para o estudo de caso. Sem dúvida, há citações relevantes e, como em todo artigo acadêmico, mais indicações de leitura nas referências bibliográficas. 4- Artigo com o conceito de turismo sustentável. Disponível em: sustentavel turismo Acesso em: 16/08/2020. Além disso, uma das alternativas que se tem colocado em prática nos últimos anos a fim de preservar o ambiente é o turismo sustentável, mas você sabe exatamente do que se trata o turismo sustentável? Para que você não tenha mais dúvidas, selecionamos o artigo acima, que explica de forma bastante compreensível este conceito. Aliás, você sabia que existem diferenças entre turismo sustentável e turismo ambiental? Para saber mais, é só acessar assistir a este vídeo: 5- Artigo com os sete princípios do turismo sustentável. Disponível em: portal sustentabilidade Acesso em: 16/08/2020. Em seguida, a Organização Mundial do Turismo, mais conhecida pela sigla OMT, como forma de estruturar o turismo sustentável, elaborou sete princípios que devem ser seguidos por qualquer local que pretenda aderir a esse formato ou pessoa que pretenda praticar o turismo sustentável, por exemplo. Conforme fizer a leitura, analise quantos desses princípios são realmente colocados em prática e que diferença faria exercê-los ou não. 6- Resumo com os programas governamentais sobre turismo e seus impactos socioambientais Disponível em: mma gov Acesso em: 16/08/2020. O Ministério do Meio Ambiente, sabendo da necessidade de se ampliar o conceito de turismo sustentável, como também colocá-lo em prática, tem desenvolvido alguns projetos nesse sentido. Afinal, a indicação acima te levará para um resumo do próprio Ministério sobre alguns projetos em andamento ou já concluídos e que foram pensados na linha do turismo sustentável. 7- Artigo com dicas de prática de turismo sustentável. Disponível em: viajar verde Acesso em: 16/08/2020. Ok, notamos o quanto o turismo sustentável é essencial, mas como fazer isso na prática? Quais atitudes individuais garantem um turismo que respeita o meio ambiente e os moradores do local? sem dúvida, o artigo propõe algumas ações para tanto. 8- Artigo sobre os impactos culturais gerados pelo turismo. Disponível em: eco debate Acesso em: 16/08/2020. Então, já vimos em outras referências aqui do roteiro que, de acordo com alguns especialistas, o turismo sem princípios pode não só destruir a natureza, mas também os próprios aspectos culturais do local e do povo. Por isso, escolhemos um artigo curtinho, mas muito esclarecedor no sentido de debater de que forma o turismo gera impactos na cultura. 9- Artigo de revista sobre o Brasil e suas riquezas turísticas. Disponível em: pan rotas Acesso em: 16/08/2020. Mas por que falar sobre turismo é algo tão relevante em nosso país? É simples, o Brasil é um país com muitos pontos turísticos, ou seja, ou seja, que traz pessoas de todas as partes do mundo interessadas em ver suas belezas. Logo, precisamos abordar a temática do turismo, até mesmo por uma questão econômica, por exemplo você poderá observar na leitura deste texto folha de londrina. 10- Artigo de revista com os 10 locais turísticos mais visitados. Disponível em: exame Acesso em: 16/08/2020. Afinal, num país com tantas opções maravilhosas de turismo, quais são os 10 pontos mais visitados e preferidos do turistas? por isso a revista Exame fez a pesquisa para a gente. 11- Artigo com a visão de moradores de várias partes do mundo sobre como é viver numa cidade turística. Disponível em: bbc Acesso em: 16/08/2020. Muitas vezes, quando viajamos, ficamos pensando como deve ser incrível viver naquele local repleto de tantas coisas maravilhosas, mas será que os moradores pensam do mesmo jeito? Além disso, o mais interessante nesta referência é que a BBC entrevistou moradores de pontos turísticos em locais diferentes no mundo, já que, assim, o material tenha várias perspectivas. 12- Artigo sobre o impacto do Coronavírus no setor do turismo e seus impactos socioambientais . Disponível em: istoedinheiro Acesso em: 16/08/2020. Realmente, a pandemia do Coronavírus não poupou praticamente nenhum setor de seus grandes prejuízos e o setor mais atingido sem dúvida foi o do turismo. Desse modo, a revista Istoé Dinheiro estima perdas financeiras na casa dos bilhões, bem como explica tudo detalhadamente neste material. 13- Álbum de fotos com animais circulando livremente nas cidades durante a quarentena imposta pelo Coronavírus. Disponível em: noticias uol Acesso em: 16/08/2020. Mas se o Coronavírus tem nos trazido uma porção de prejuízos, ao menos para a natureza ele tem sido benéfico. Prova disso é que animais que não
Leia os textos motivadores sobre o tema de redação de turismo e seus impactos socioambientais abaixo para redigir o que se propõe na sequência. Texto 1 sobre turismo e seus impactos socioambientais Turismo pode causar danos ao meio ambiente, sociedade e a cultura local São considerados impactos todos aqueles fatores resultantes de atividades, produtos ou serviços que podem mudar ou descaracterizar o meio ambiente, podendo ser os mesmos de cunho positivo ou negativo. Os impactos positivos, geralmente, estão ligados à questão econômica e social local, trazendo maior geração de renda, conservação de alguns recursos tidos como atrativos turísticos, educação e equidade social e que podem ser alcançados por meio do desenvolvimento sustentável da atividade turística. Os impactos negativos podem ser fatais para determinados locais, principalmente em áreas naturais consideradas muito frágeis; são originados pelo mau uso destes espaços, sem ou com pouca atenção a uma política de preservação. A atividade turística está totalmente envolvida no cotidiano das pessoas, seja de forma direta ou indireta e, por este motivo pode impactar sua convivência em todos os aspectos. A significância de cada impacto identificado pode variar de acordo com suas causas, como também por sua severidade, probabilidade de ocorrência e custos para revitalização do ambiente. Os impactos sociais podem ser representados pela interferência na cultura, sendo o impacto cultural um dos principais problemas advindos da atividade turística, visto que, a partir do momento em que se interfere na cultura de determinado grupo, modificam-se grandes aspectos de conduta até então praticados. A globalização tende a uniformizar os grupos culturais e, em consequência, causar grandes impactos na produção da cultura, o que refletiria na perda da identidade, podendo ser de origem coletiva ou até mesmo individual. A sociedade é a principal responsável pela qualidade de suas relações e tem o direito de optar por querer ou não determinada atividade incluída diretamente em seu cotidiano. Porém o que tem ocorrido, muitas vezes, é totalmente o contrário, em que localidades de forte potencial têm se tornado “laboratórios de experimentos turísticos”, realizados por gestores despreparados. Pelo fato do turismo ter a condição de melhorar consideravelmente a renda local, muitos gestores e empresários buscam o seu desenvolvimento, no entanto, pode acontecer que nem sempre a população esteja de acordo com tal resultado, justamente pela interferência na cultura e a necessidade da mudança de hábitos cotidianos que muitas vezes é consequente. Um impacto bastante visível na sociedade é a mudança de comportamento e perda de seu sossego em prol dos turistas. “Os impactos do desenvolvimento turístico sobre o patrimônio natural e cultural são percebidos local, regional, nacional e internacionalmente. A intensidade dos impactos, tanto positivos como negativos, pode apresentar-se nesses diferentes níveis. Em alguns casos, os impactos não são relevantes e, em outros, comprometem as condições de vida ou a atratividade das localidades turísticas” (Ruschmann, 1997, p.37). […] Fonte: www.portaleducacao.com.br / Acesso em 16/08/2020. Texto 2 Estudos apontam que o turismo é responsável por 8% das emissões atuais de gases de efeito estufa. Além disso, vários ecossistemas muito frequentados por turistas já estão tão degradados que as autoridades estão tomando medidas (provavelmente atrasadas) pra protegê-los de ainda mais danos. É o caso de praias na Tailândia que foram, mais de uma vez, fechadas pra se recuperarem dos danos causados pelo turismo de massa. A mais famosa é a Maya Bay, que bombou depois de aparecer no filme A Praia, com Leonardo DiCaprio. Segundo esse relatório do Center for Responsible Travel, 77% dos seus corais estão sob sério risco. Sem falar no uso de animais em atrações turísticas, que quase sempre é ruim. A ONG Proteção Animal Mundial estima que aproximadamente 110 milhões de pessoas visitam lugares que promovem turismo cruel com animais silvestres, enquanto a Wildlife Conservation Research Unit (WildCRU) aponta que pelo menos 560 mil animais silvestres sofrem por causa de atrações turísticas irresponsáveis. Essa crueldade às vezes é mais evidente, como os casos em que os bichos são mantidos em cativeiro em condições terríveis, acorrentados ou dopados pra posarem pra fotos com turistas ou forçados a fazer truques e acrobacias. Mas de acordo com a Proteção Animal Mundial, mesmo quando os animais estão em seu habitat natural, eles sofrem sempre que há interação com humanos. Fazer carinho ou dar comida pra atraí-los pode tornar os animais dependentes da alimentação por humanos, fazê-los brigar entre si, provocar doenças ou acelerar a reprodução de uma espécie de forma anormal, alterando o ecossistema do lugar. Passeios de elefante, fotos com tigres e serpentes “encantadas” em vários países asiáticos são alguns exemplos de exploração animal no turismo, mas não é preciso ir tão longe. Na Amazônia, por exemplo, a maioria das agências de turismo promove a exploração de botos, bichos-preguiça ou jacaretingas. Fonte: www.papodehomem.com.br / Acesso em: 16/08/2020. Texto 3 Animais ressurgem em cidades da Itália e do Japão durante quarentena. Fonte: www.gooutside.com.br / Acesso em: 16/08/2020. Com base na leitura, interpretação e compreensão dos textos motivadores e utilizando seus conhecimentos sobre o assunto, redija uma dissertação argumentativa, na modalidade culta da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema Turismo e seus impactos socioambientais. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: O agronegócio como ameaça ao meio ambiente Tema de Redação: Lixo eletrônico e impactos socioambientais Tema de redação: As queimadas e a preservação do meio-ambiente Tema de Redação: Coronavírus e emergência na saúde global Tema de Redação: Poluição do ar e seus impactos na saúde da população

Há algumas semanas, fizemos aqui no blog um apanhado geral sobre o uso dos sinais de pontuação como elemento essencial para conferir sentido à mensagem e à redação como um todo. Hoje, de maneira mais específica, trataremos sobre o uso das aspas, já que elas são aplicadas em situações bastante determinadas, que não podem passar em branco. Afinal, sua falta pode levar a descontos de conceitos. E aí, quer aprender quando usar aspas na redação? Então vamos lá! Quando usar aspas na redação: casos de uso Existem três usos de maior amplitude no caso das aspas na redação e na modalidade escrita como um todo. São eles: 1- Para marcar citações: As citações são elementos frequentes nas redações, mas é preciso usá-las com bastante cuidado, pois, de acordo com as normas de correção do ENEM, por exemplo, é preciso haver ao menos sete linhas de autoria do candidato, sem nenhuma repetição dos textos motivadores ou outros textos. Ainda que o candidato altere uma palavra ou outra ou mude os sinais de pontuação originais, manter exatamente a mesma ideia, sem evidências de interpretação e compreensão, considera-se cópia da mesma maneira. Ao se incluir no texto uma citação de uma frase célebre, de amplo conhecimento e sem a atribuição de autoria no início do parágrafo, é obrigatório que o trecho citado seja marcado por aspas no início e no fim. Cabe ao candidato escolher se a citação será feita na íntegra, utilizando, assim, o recurso das aspas, ou se a atribuição da autoria será realizada na abertura do parágrafo e somente a ideia central será citada, mas com a versão do candidato. É possível também recorrer aos dois recursos. Não há maior valorização de uma forma em detrimento da outra, mas é importante que haja padronização nas formas de se fazer citações ao longo da redação. Veja como o candidato Gabriel Lopes, nota 1.000 na redação do ENEM 2019, fez sua citação: “Tal cenário reforça a ideia da teórica Vera Maria Candau, que afirma que o sistema educacional atual está preso nos moldes do século XIX e não oferece propostas significativas para as inquietudes hodiernas.” Fonte: www.g1.globo.com A opção de Gabriel foi a de atribuir autoria antes da citação e é possível observar que a citação de Vera Maria Candau não foi feita na íntegra, com cada palavrinha exatamente no mesmo lugar, mas sim com a ideia central mantida e com a organização da frase na versão do autor da redação. E como sabemos disso? Simples, Gabriel não se utiliza de aspas. Caso a ideia fosse integrada ao texto na forma totalmente original, as aspas seriam completamente obrigatórias e a não presença delas configuraria erro de pontuação. Mas o corretor vai saber que a ideia presente ali no texto não é minha? Sim, o corretor vai saber, pois existe algo chamado nível e estilo vocabular. Falamos mais sobre isso em outro post, CLIQUE AQUI PARA CONFERIR! Todos nós temos uma forma muito particular de escrever, selecionar palavras, sinais de pontuação e organizar as frases. O corretor é alguém muitíssimo acostumado a analisar esse fator em redações e conseguirá perceber seu nível e estilo vocabular de forma bastante fácil e rápida. Quando há uma ou mais frases que fogem totalmente do seu estilo, o corretor é capaz de notar essa discrepância já na primeira leitura. Por isso, nunca se utilize de ideias que não são suas sem dar o devido crédito. Não esqueça que o foco principal de qualquer redação é analisar como o candidato se expressa por meio da modalidade escrita numa produção original. 2- Para marcar palavras estrangeiras: Simplesmente amamos um termo em outra língua, é uma tendência nossa, brasileiros. Mas a inclusão de palavras que não pertencem à Língua Portuguesa frequentemente não é uma boa ideia. A menos que haja uma relação direta e íntima com o tema do texto, evite mesmo, de verdade, colocar termos que não são da nossa língua. Porém, caso haja a necessidade de se usar uma palavra estrangeira, ela deve ser marcada com aspas. A marcação com aspas em termos estrangeiros serve justamente para indicar ao leitor que aquela palavra não pertence ao nosso vocabulário e está “emprestada” de outro idioma. O uso do estrangeirismo, tão comum em redes sociais e na comunicação oral do dia a dia, não tem espaço nas redações de grande porte e não é visto com bons olhos. 3- Para destacar títulos/nomes: Por fim, uma última indicação de quando usar aspas na redação. Muitas vezes, em nossas redações do ENEM, vestibulares e concursos, utilizamos a passagem de um livro ou filme como apoio para nossa argumentação. Essa é uma estratégia excelente, mas os títulos de filmes e livros devem sempre vir entre aspas. A inclusão das aspas nesta situação serve para indicar que o que está entre elas, além de não ser de autoria do candidato, é um título e não a continuação natural do parágrafo. Novamente, vamos analisar o que Gabriel Lopes, já citado anteriormente, fez em sua redação: “O longa-metragem nacional “Na Quebrada” revela histórias reais de jovens da periferia de São Paulo, os quais, inseridos em um cenário de violência e pobreza, encontram no cinema uma nova perspectiva de vida.” Fonte: www.g1.globo.com O nome do filme citado (Na Quebrada) veio corretamente entre aspas. Veja que, sem o uso das aspas, a frase poderia até mesmo ser interpretada de outra forma: “O longa-metragem nacional Na Quebrada revela histórias reais de jovens da periferia de São Paulo, os quais, inseridos em um cenário de violência e pobreza, encontram no cinema uma nova perspectiva de vida.” Da maneira como o trecho ficou redigido agora, uma possível interpretação é que o longa-metragem foi feito “na quebrada” ou que a revelação das histórias reais de jovens da periferia só acontece “na quebrada”, algo totalmente incoerente com o que o candidato quis expressar. Não fossem as letras maiúsculas, poderíamos até nos enganar. O que nos leva a outro detalhe essencial que, com certeza, você já está cansado de saber: títulos devem ser

Leia os textos motivadores a seguir para desenvolver o que se pede abaixo. Texto 1 Abandono de idosos 08/06/18 – 03h00 A relação da sociedade com os idosos e o tratamento dado a eles têm me preocupado muito. Só de observarmos as discussões em torno da reforma previdenciária, percebemos que estamos longe do ideal como nação. Diante disso, acredito que a informação poderá nos ajudar a mudar a conduta e, assim, a melhorarmos como país. De acordo com a legislação brasileira, idosos são todos aqueles que completaram 60 anos. Eles constituem a camada da população que mais cresce. Dados do Censo Demográfico 2010, realizado pelo IBGE, revelaram um aumento da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passou par a 5,9% em 2000 e chegou a 7,4% em 2010. No Brasil, existem 17 milhões de idosos, número que quase dobrou nos últimos 20 anos. O envelhecimento da população brasileira é reflexo do aumento da expectativa de vida devido ao avanço no campo da saúde e à redução da taxa de natalidade. Isso porque, também segundo o IBGE, a população brasileira vive hoje, em média, 68,6 anos. Pouco sabemos dos delitos relacionados ao cuidado dos idosos: comete crime quem abandona o idoso em casas de saúde, entidades de longa permanência ou semelhantes; nega o acolhimento ou a permanência do idoso, como abrigado, pela recusa dele em dar procuração à entidade de atendimento; submete o idoso a condições desumanas ou degradantes ou deixa-o sem alimentos ou cuidados indispensáveis; não satisfaz as necessidades básicas do idoso quando obrigado por lei ou mandado; apropria-se de ou desvia bens, proventos, pensão ou qualquer outro rendimento do idoso, utilizando-os de forma diferente de sua finalidade; retém o cartão magnético de conta bancária relativa a benefícios, proventos ou pensão do idoso, bem como qualquer outro documento com o objetivo de assegurar recebimento ou ressarcimento de dívida. Como tem aumentado o número de idosos, aumentaram também os casos de abandono, crime que pode render até 16 anos de prisão para quem o pratica. Assim, se os filhos ou parentes próximos deixarem o idoso em alguma casa de repouso, pagarem a mensalidade, mas não forem visitá-lo, isso vai caracterizar abandono afetivo. Nesse caso, cabe também processo civil indenizatório por danos morais. Além disso, quando se trata de crimes penais, o Ministério Público pode mover ação mesmo sem o consentimento da vítima. Dessa forma, a pessoa que tinha o idoso sob seus cuidados será responsabilizada. Para o crime de abandono de incapaz a pena é de seis meses a três anos de prisão. Caso o abandono resulte em lesão corporal grave, a pena pode ser aumentada para até cinco anos. Se, no entanto, a vítima morrer por causa disso pode chegar a 12 anos. A pena aplicada pelo juiz é aumentada em um terço caso a vítima seja idosa, alcançando até 16 anos de reclusão. O Estatuto do Idoso determina a existência de entidades governamentais e não governamentais de atendimento ao idoso. Elas também devem ser responsabilizadas a partir de denúncias, podendo ser só advertidas ou até proibidas de atender os idosos. Para que uma pessoa possa entregar um idoso aos cuidados de uma casa de repouso, ou até mesmo aos cuidados de profissional competente (enfermeiros, cuidadores), sem que isso caracterize abandono, é necessário que ela fiscalize de perto a fim de checar se o idoso recebe atendimento e atenção adequados. É importante que a pessoa faça visitas regulares ao idoso e verifique seu estado de saúde e o estado emocional. Fonte: www.otempo.com.br / Acesso em: 10/08/2020. Texto 2 Fonte: www.istoe.com.br / Acesso em: 10/08/2020. A partir de sua leitura, interpretação e compreensão dos textos motivadores, redija um texto dissertativo-argumentativo, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema O abandono de idosos no Brasil. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia mais: Tema de Redação: Desafios da alfabetização tecnológica para os idosos Tema de Redação: HIV na terceira idade Tema de Redação: Os desafios dos atletas paraolímpicos no Brasil Tema de Redação: desafios para a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade Tema de Redação: Inclusão de autistas no Brasil

Vivemos nos preparando para o ENEM e pensando no que devemos fazer na redação, mas, tão importante quanto saber o que fazer, é saber o que NÃO fazer. Às vezes, deixamos escapar pontos fundamentais em nossa redação por simples desatenção ou por desconhecermos alguns detalhes que fazem toda a diferença, por isso, selecionamos 10 coisas que você não deve fazer em sua redação se quiser alcançar aquele notão. 1- Uso de gírias e/ou expressões informais Um erro bastante comum, principalmente quando nos falta vocabulário suficiente, é recorrermos às gírias ou expressões bastante informais, próprias da fala, em nossa redação. A menos que o tema possibilite a inclusão desses termos (e, mesmo assim, é importante termos bastante critério), evite a todo custo incluir em seu texto marcas da oralidade ou as tão comuns, que, mesmo comuns, não são dicionarizadas e, por isso, não são consideradas vocabulário formal, gírias. Se a sua dificuldade está em lembrar sinônimos para expressões repetitivas ao longo do texto, comece a fazer uma relação de sinônimos, pois esse treino facilitará bastante a lembrança das opções na hora da prova. 2- Estrangeirismos Temos notado que, principalmente nos últimos anos, os estrangeirismos, ou seja, termos “importados”, emprestados de outra língua, têm não só invadido a Língua Portuguesa como tomado o lugar de expressões brasileiras. Novamente, não havendo coerência com o tema, valorize nossa língua. Nada de usar goals no lugar de metas e manager ao invés de gerente. Não se esqueça de que uma das frentes avaliativas do ENEM é justamente avaliar como o candidato usa a Língua Portuguesa em sua redação e estrangeirismos podem levar a descontos de conceitos. 3- Tangenciamento do tema Falamos sobre tangenciamento em outras oportunidades aqui no blog. Ele acontece quando o candidato dá voltas, dá voltas e não chega a lugar algum, ou seja, quando o tema não é desenvolvido, gerando a famosa “encheção de linguiça”. O tangenciamento normalmente ocorre quando o candidato não sabe nada ou muito pouco sobre o tema proposto, daí a importância de você buscar repertório e treinar o desenvolvimento de redações de temas diversos, como os que temos semanalmente e gratuitamente aqui no blog. 4- Expressões/parágrafos prontos O assunto é polêmico, sabemos, mas não são poucos os especialistas em redação (de verdade ou auto-intitulados) que apresentam um modelo de redação “perfeito para qualquer tema”. Seja sincero com você mesmo (a): você realmente acha que isso funciona? Se fosse tão somente decorar alguns parágrafos, por que as pessoas se esforçariam tanto para alcançar uma boa nota na redação? E tem mais um detalhe aqui: os corretores sabem perfeitamente quando as expressões ou frases são prontas, até porque elas se repetem em diversas redações exatamente da mesma forma. Sabe o que isso gera? Pontos reduzidos no quesito autoria. 5- Desnivelamento vocabular O desnivelamento vocabular está intimamente relacionado ao item 4 e ele acontece quando o candidato está redigindo seu texto de uma determinada forma, utilizando certos recursos expressivos e, como num passe de mágica, altera totalmente a maneira de escrever. Isso deixa estampado que as frases que fogem ao estilo do candidato são decoradas e não foram sequer reinterpretadas porque, caso tivessem sido, o escritor da redação teria ao menos colocado a expressão em sua versão própria ou, como dizemos frequentemente, “com suas palavras”. 6- Citações descabidas Esta situação aqui é bem famosa: candidatos que citam filósofos ou a Constituição Federal sem que haja nenhuma coerência com o tema desenvolvido. Em nenhum manual de correção da redação do ENEM há o indicativo que, se o candidato citar o filósofo A ou B, isso vale mais pontos no fechamento da nota. Ao contrário, isso pode ocasionar descontos, isso sim. Sempre que você citar algum elemento em sua redação, pense e analise duas vezes antes de fazer a inclusão. Realmente há sentido em citar o que estou pensando? Como a citação se relaciona com o tema do texto e, mais ainda, com o caminho que escolhi para o meu texto? Não tem certeza se há ligação entre o tema e a citação? Não cite apenas por citar. Lembre-se: tudo o que está em seu texto precisa ter um sentido e uma razão para lá estar. 7- Falta de acentuação Mais um problema que só existe em função das formas modernas de comunicação. Em redes sociais ou na comunicação ágil do dia a dia, os acentos acabam ficando para trás, mas, na redação do ENEM, esse esquecimento não é perdoado. Se você tem o costume de escrever sem acentos gráficos, comece hoje mesmo a se corrigir, assim você corre menos riscos no dia da avaliação. 8- Linhas em branco Há muitos candidatos (sim, muitos) que, como uma estratégia para deixar as partes do texto mais organizadas, pulam uma linha entre um parágrafo e outro. Esteticamente, a decisão pode parecer adequada, mas não é, já que as linhas em branco entram na contagem do número total de linhas da produção textual, além de revelarem quebra entre as partes. 9- Titulação A redação do ENEM pode ter, no máximo, 30 linhas de conteúdo; o que passar das 30 linhas é desconsiderado e há desconto no quesito de partes do texto dissertativo-argumentativo, pois a conclusão não terá fechamento, uma vez que as últimas linhas foram desconsideradas. Também não há qualquer obrigatoriedade em se colocar título no ENEM, já que ele não é elemento avaliativo, porém, mesmo sem ser avaliado, ele conta enquanto uma linha, deixando apenas 29 para o texto em si. 10- Diminuição/aumento da letra Ainda casadinho com a questão do tamanho da redação, vem o caso dos candidatos que, nas últimas linhas da redação, vendo que o texto passará do número limite, começam a diminuir a letra. Também temos aqueles que percebem que sua redação não alcançará o número mínimo de linhas (8 linhas) e então tomam a inocente decisão de fazer uma letra maior do que o rio Amazonas. Tem como o corretor, habituado a corrigir inúmeras redações diariamente, cair nessa? Não, né, meu povo. É claro que haverá desconto de nota.

Leia os textos motivadores sobre a cultura do cancelamento abaixo para redigir a proposta a seguir. Texto 1 A cultura do cancelamento, uma forma de mudança que gera a polarização Grandes marcas, famosos, políticos ou cidadãos comuns: ninguém mais está a salvo da “cultura do cancelamento”, que denuncia os erros de cada um e que exige que a pessoa se redima, a ponto de que alguns reclamam dos excessos e de sua contribuição para a polarização política. Isso ocorreu com a escritora britânica JK Rowling, autora da saga Harry Potter, por declarações sobre os transexuais consideradas preconceituosas. Uma declaração polêmica, um tuíte com duplo sentido escrito há dez anos, um vídeo comprometedor, e as redes partem para o ataque. Deve-se “cancelá-lo”, deixar de consumir seus produtos, corromper sua imagem, perturbar sua atividade até que se redima, até que peça perdão ou tente compensar sua ação. O popular YouTuber Shane Dawson passou pela situação, a partir da divulgação de antigos vídeos com conteúdo racista, assim como a cantora Lana Del Rey, por causa de uma mensagem no Instagram na qual criticava atrizes negras. A marca de arroz Uncle Ben’s também passou por essa situação por causa da sua logomarca ter sido considerada racista, ou a gigante da indústria de alimentos, Goya, atacada por latinos nos Estados Unidos porque seu diretor apoia Donald Trump, que defende políticas contra imigrantes. “O ativismo no Twitter é fácil: em alguns segundos podemos atacar alguém ou fazer uma petição para acusá-lo ou para que seja demitido”, explica Richard Ford, professor de Direito da Universidade de Stanford. Esse acadêmico é um dos mais de 150 signatários de uma carta sobre “justiça e debate aberto” que se preocupa com esse movimento, publicada no início de julho na revista Harper’s. Os apoiadores, incluindo muitas personalidades do mundo da arte e da ciência, reconhecem que “parte do ativismo nas redes sociais é construtiva e legítima”. Muitas pessoas aprovam a cultura do cancelamento porque veem nela o surgimento de um novo poder, agora disponível para um número maior de pessoas quando anteriormente era limitado a poucos. “O tempo em que as pessoas eram tratadas de maneira injusta e incapazes de responder a opiniões atrasadas e tóxicas acabou”, ressalta Lisa Nakamura, professora da Universidade de Michigan, que estuda a cultura do cancelamento. “Se existe uma personalidade que deseja cancelar transexuais, não há razão no mundo para que ela, por sua vez, não possa ser cancelada”, explica Nakamura, em uma referência implícita ao caso de JK Rowling. Como muitos outros, a pesquisadora vê nesse movimento um espectro muito mais amplo que inclui denunciar comportamentos discriminatórios ou socialmente inaceitáveis. Nakamura cita o exemplo de Amy Cooper, uma mulher branca filmada no Central Park quando havia acusado falsamente à polícia que um homem negro quis atacá-la. Antes dos protestos do movimento Black Lives Matter, a cultura do cancelamento surgiu com o #MeToo, que desde 2017 denuncia o assédio sexual e o abuso de homens poderosos contra as mulheres. “A cultura do cancelamento é o que acontece quando as vítimas de racismo e sexismo não silenciam mais a identidade de seus agressores”, argumenta Nakamura. – Uso político – Mas para Keith Hampton, professor de Mídia e Informação da Universidade de Michigan, enquanto as redes sociais podem ser um vetor de mudança e progresso, a cultura do cancelamento pode ter momentos em que “escorrega”. “Quando se trata de tentar destruir pessoas, isso cria outros problemas”, explica ele. Os autores da carta aberta publicada na Harper’s alertam sobre a radicalização dos discursos que não deixa mais espaço para o debate. As redes sociais “incitam a provocação e a raiva”, afirma Ford. Ele chama a atenção para o fato de que a cultura do cancelamento possa estar se espalhando para além das redes sociais, do mundo acadêmico e do trabalho em geral. “Às vezes, o objetivo é simplesmente a satisfação por derrubar alguém”, lamenta. Além disso, “a vergonha e o apontar o dedo não mudam as opiniões”, explica Hampton, que considera que esse aspecto do movimento “provavelmente aumentará a polarização” entre a população americana. No entanto, nos últimos anos, o próprio presidente Donald Trump favoreceu a cultura do cancelamento, atacando em seu Twitter uma série de pessoas ou grupos que ele queria criticar, ressalta Ford. O fenômeno “pode ser problemático quando divide um movimento social ou o é usado pelas pessoas erradas”, mas “ele já tem sido uma ferramenta importante para a mudança”, admite Nakamura. “O movimento Black Lives Matter teria sido muito diferente sem os exemplos de racismo comum e recorrente nos supermercados do Walmart, nas pistas de corrida ou em outros locais públicos”, acrescenta. Fonte: www.istoe.com.br | Acesso em 02/08/2020 Texto 2 Fonte: www.facebook.com/quebrandootabu | Acesso em 02/08/2020 Com base na sua leitura, compreensão e interpretação dos textos motivadores acima, redija uma dissertação argumentativa, na modalidade culta da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema A cultura do cancelamento. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: A importância da consciência de privilégios Tema de redação: O reflexo da tecnologia no mercado de trabalho e as novas profissões Tema de Redação: Excesso de trabalho e saúde mental Tema de Redação: O Suicídio entre Jovens no Brasil e no Mundo Tema de Redação: Saúde mental no século XXI

CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! Cultura do cancelamento, um termo que há pouquíssimo tempo nem ouvíamos falar sobre e que hoje já está tão presente em nosso dia a dia digital que nos parece natural. Inicialmente, é muito importante que você compreenda como um comportamento se transforma em cultura, afinal, existem princípios para isso e entendê-los é parte fundamental para a compreensão deste tema. Neste roteiro, procuramos criar para você um percurso lógico, que faça todo o sentido e que te permita traçar uma linha comparativa entre pontos positivos e negativos a partir de uma mesma temática. Além disso, não se esqueça de que, apesar de bastante comentada atualmente, ainda é uma novidade e sua redação, nesse caso, pode conter uma pequena definição ou contextualização do que é (ou deixa de ser) esse fenômeno. Vamos conferir o que separamos para você? 1- Artigo de revista sobre a transformação provocada pela internet. Disponível em: https://exame.com/negocios/dino_old/a-internet-transformou-a-vida-das-pessoas-shtml/ Acesso em: 03/08/2020. Pode parecer óbvio, mas muitas vezes nos esquecemos de começar as coisas pelo início e gostaríamos que você desse uma olhadinha mais atenta na forma como a internet revolucionou o modo de viver das pessoas, principalmente aquelas com idade igual ou superior a 30 anos. O artigo da Revista Exame traz um pequeno levantamento com índices sobre hábitos digitais das pessoas desde o início da internet no Brasil (em 1988) até 2015. 2- Artigo universitário sobre os benefícios e malefícios da internet para a cidadania, cultura e cidade. Disponível em: https://www.observatorioculturaecidade.ufscar.br/nossa-producao/um-pensar-sobre-os-beneficios-e-os-maleficios-da-internet-para-a-cidadania-cultura-e-cidade/ Acesso em: 03/08/2020. Falar sobre os malefícios e benefícios da internet, é, como diriam muitas de nossas avós, “chover no molhado”, pois o assunto já está até meio batido. Mas a universidade UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos) propôs uma discussão mais apurada e aprofundada a respeito do tema e que, por seus diferenciais, merece a leitura. 3- Série Control Z. Disponível na Netflix. Ano da primeira temporada: 2020. Intrigas, mistérios, segredos e muitos babados são alguns dos elementos que você encontrará nesta série que estreou há pouco tempo na Netflix. De modo resumido (mas sem spoilers), a série contará a história de um grupo de adolescentes que estuda na mesma escola e que terá seus segredos mais íntimos revelados on-line. Inclusive, aqui no blog, temos um texto que te conta como a série Control Z pode ser usada em suas redações. CLIQUE AQUI PARA CONFERIR! 4- Artigo on-line com as definições Disponível em: https://canaltech.com.br/comportamento/o-que-e-cultura-do-cancelamento-164153/ Acesso em: 03/08/2020. Está se sentindo perdido (a) e quer saber um pouco mais sobre o que é, na verdade, a tal cultura do cancelamento? O artigo do Canal Tech te ajuda a esclarecer suas dúvidas. E o melhor: o artigo é de maio de 2020 e, por isso, está com informações hiperatualizadas. 5- Artigo on-line sobre o termo do ano de 2019. Disponível em: https://canaltech.com.br/redes-sociais/a-cultura-de-cancelamento-foi-eleita-como-termo-do-ano-em-2019-156809/ Acesso em: 03/08/2020. Gente, este assunto não está fraco não, tanto que ele ganhou o prêmio de termo do ano em 2019 por tanto ser utilizado. Também do Canal Tech, o artigo te conta um pouco sobre a cultura do cancelamento e o processo até que ela ganhasse o prêmio em 2019. 6- Artigos com opiniões diversas sobre a cultura do cancelamento. Disponíveis em: https://www.agazeta.com.br/revista-ag/comportamento/cultura-do-cancelamento-precisamos-mesmo-cancelar-as-pessoas-0320 https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/03/21/cancelamento-nao-e-boa-forma-de-apontar-erros-como-afeta-a-saude-mental.htm https://www.migalhas.com.br/depeso/331363/o-tribunal-da-internet-e-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento https://economia.uol.com.br/colunas/2020/05/25/a-cultura-do-cancelamento-um-dos-perigos-das-redes-sociais-para-as-marcas.htm Acesso em: 03/08/2020. Como te dissemos no início, é muito importante que você seja capaz de formular um paralelo entre visões positivas e negativas a respeito do tema da cultura do cancelamento e, para isso, nada melhor do que ler variadas opiniões. Com esse objetivo, selecionamos quatro artigos para sua análise. 7- Vídeo no YouTube sobre a cultura do cancelamento. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=rXcsfwL0K6g Acesso em: 03/08/2020. O vídeo selecionado é mais um bate-papo entre o filósofo Luis Felipe Pondé e o jornalista e escritor Leandro Narloch. A produção está repleta de muitas ideias boas e considerações relevantes que, com certeza, vão te fazer refletir mais aprofundadamente sobre a cultura do cancelamento. 8- Reportagem sobre os efeitos danosos da cultura do cancelamento. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-53554306 Acesso em: 03/08/2020. Um simples gesto de ok interpretado erroneamente nas redes sociais custou o emprego do americado Emmanuel Cafferty e nesta reportagem ficamos sabendo um pouco mais sobre o ocorrido. O texto também é essencial para que possamos perceber que a cultura do cancelamento carece de critérios e não pode ser aplicada de qualquer forma, já que existem sérios prejuízos caso isso ocorra. 9- Vídeo com relato pessoal sobre a cultura do cancelamento. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=0n6bdyNF7hQ Acesso em: 03/08/2020. Que tal conhecer mais um relato de alguém que viveu os efeitos da cultura do cancelamento na própria pele? Luan Poffo, palestrante, vai te contar a experiência dele neste TED. https://youtu.be/0n6bdyNF7hQ10- Vídeo no YouTube com conteúdo filosófico sobre o tema da semana.Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=F0HRzVtrcMQAcesso em: 03/08/2020.E é claro que não poderia deixar de constar um pouco de aparato e suporte teórico neste roteiro, mas, para que a referência fique mais dinâmica, selecionamos um vídeo que aborda a relação entre a cultura do cancelamento e a filosofia de Michel Foucault.Para quem precisa de referências para colocar no desenvolvimento da redação, essa é a indicação perfeita.https://youtu.be/F0HRzVtrcMQ11- Notícia sobre a carta aberta contra a cultura do cancelamento.Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/deutschewelle/2020/07/10/carta-aberta-acirra-debate-sobre-cultura-do-cancelamento-nos-eua.htmAcesso em: 03/08/2020.Se você leu a proposta de redação, viu que há uma carta sendo assinada por pessoas bastante influentes a respeito da cultura do cancelamento e que tem causado muita polêmica nos Estados Unidos, por isso, com certeza vale a pena ler a notícia que explica um pouco mais sobre a tal carta e os desdobramentos dela.Existem muitos outros exemplos de pessoas que foram seriamente prejudicadas pelos efeitos da cultura do cancelamento e você pode, e deve, lê-los e incluí-los, na medida em que forem coerentes, em seu texto.Conte para nós se você já teve alguma experiência pessoal com a cultura do cancelamento e, principalmente, qual é sua opinião a respeito do movimento. Ficaremos muito felizes em termos mais e mais informações por aqui. Leia também: Tema de redação: Charlatanismo nas redes sociaisTema de Redação: Redes sociais e a nova era da
O Lucas Felpi tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018 e preparou uma dica incrível: como usar o filme O Ódio Que Você Semeia nas suas redações! Que tal pegar o caderno e anotar tudo? FILME: O ÓDIO QUE VOCÊ SEMEIA 2018 • 2h13min • 14+ Sinopse: Starr Carter é uma adolescente negra de 16 anos que presencia o assassinato de Khalil, seu melhor amigo, por um policial branco, e está disposta a dizer a verdade pela honra de seu amigo, custe o que custar. BRUTALIDADE POLICIAL “O Ódio que Você Semeia” acompanha a adolescente Starr Carter após testemunhar o assassinato de seu amigo negro desarmado, Khalil Harris, por um policial branco. Sem motivo, o guarda para o carro dos dois e, ao ver o garoto alcançando algo, atira e o mata: era uma escova. DISTORÇÃO DE DISCURSO Após o evento, Khalil passa a ser retratado na mídia como traficante de drogas e é enfatizada sua suposta agressividade como justificativa à ação do policial. O pai do oficial vai à televisão para fazer um discurso emocionado sobre o risco de vida a que seu filho estava submetido na hora. IMPUNIDADE E JUSTIÇA Mesmo com o testemunho anônimo de Starr, o policial não é condenado e é dito que agiu em legítima defesa. A injustiça faz com que Starr e integrantes do movimento negro vão às ruas e comecem uma revolta com saques, fogo e gritos. ESTEREÓTIPOS NEGROS O tratamento de policiais e a visão hostil da sociedade frente à população negra revela a perpetuação de estereótipos negros de bandidagem, violência e envolvimento com drogas. Starr estuda em uma escola privilegiada, e esconde suas gírias e modos de falar para não a olharem assim. RACISMO VELADO Amiga de Starr, Hailey representa o racismo enraizado que parece invisível aos olhos de quem o pratica. Com a morte de Khalil, ela quer protestar para perder aula e sente pena do policial pelos ataques a sua pessoa. CASAIS INTER-RACIAIS Starr namora um menino branco de sua escola, Chris. Como um casal inter-racial, os dois sofrem resistência por julgamento de seus amigos e famílias. Starr, por exemplo, esconde seu relacionamento de seu pai por medo do que ele dirá. RECONHECIMENTO DOS PRIVILÉGIOS Chris defende que não vê Starr por sua cor, então ela afirma que não ver sua negritude é não a enxergar. Assim, ele reconhece que o discurso de que todos são iguais é um privilégio daqueles que nunca sofreram em razão de sua cor. O CICLO DA POBREZA RACIAL Maverick, pai de Starr, explica que o racismo nega aos negros os recursos necessários à prosperidade financeira. Sem opção, muitos se rendem ao tráfico e fomenta-se o estereótipo social racista e a violência policial. Assim, cria-se um ciclo vicioso da pobreza segregadora. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “Caminhos para combater o racismo no Brasil” (Enem 2016) No filme de 2018 “O Ódio que Você Semeia”, Starr Carter é uma adolescente negra que presencia o brutal assassinato de seu amigo, Khalil, por um policial branco. O filme se torna mais que nunca importante quando episódios de violência policial direcionada à população negra persistem na realidade brasileira: a morte de João Pedro, de 14 anos, no Rio de Janeiro, foi estopim de motins e protestos em 2020. Logo, fica claro que, para o combate ao racismo no Brasil, são necessários o fim da impunidade aos agressores e a conscientização social pelo respeito igualitário. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi LEIA MAIS: Como usar o filme O POÇO nas redações? Como utilizar o filme PARASITA na redação Como usar o filme CORINGA nas redações? Como usar a série VIS A VIS na redação? Como usar VINGADORES: ULTIMATO em suas redações? Como usar a série ANNE WITH AN E nas redações? Como usar a série GREY’S ANATOMY nas redações?

Leia os textos motivadores sobre universitários no mercado de trabalho abaixo para desenvolver a proposta de redação que se pede na sequência. Texto 1 sobre universitários no mercado de trabalho Após sair da faculdade, recém-formados enfrentam desemprego e subemprego Ana Paula Lisboa Postado em 17/06/2018 15:35 | Atualizado em 18/06/2018 16:46 Durante o ensino superior, conciliar estágio e estudos, tirar boas notas, entregar o TCC parecem desafios muito grandes. Só que, depois da formatura, aparece um obstáculo muito maior (e que se agiganta com a crise e o desemprego): ingressar no mercado de trabalho. Escolher um curso, passar no vestibular, arrumar dinheiro (para se manter durante a graduação, pagar a mensalidade ou os dois), estudar, participar de projetos de pesquisa e extensão, integrar empresa júnior, estagiar, entregar o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e, depois dessa maratona toda, finalmente pegar o diploma. A partir daí, a expectativa de conseguir emprego é grande. Contudo, apenas o título de bacharelado, licenciatura ou tecnólogo não é suficiente para garantir inserção no mercado de trabalho. Quem está saindo dos bancos das faculdades tem pouca (às vezes, nenhuma) experiência na área pretendida, ficando atrás na corrida por uma vaga. Complicam ainda mais a situação a crise econômica e o aumento do desemprego. Não à toa a empregabilidade é a maior preocupação da comunidade acadêmica brasileira. A conclusão é de estudo elaborado pelo Instituto Ipsos para o Grupo Santander, ouvindo mais de 9 mil estudantes e professores em 19 países, cerca de 850 no Brasil. Para 54% dos entrevistados, é preciso melhorar a inserção dos recém-formados no mercado de trabalho, e 63% acreditam que as universidades não conseguem munir os alunos das competências exigidas pelas empresas. Anderson Pereira, diretor da Universia (rede do Santander Universidades que reúne cerca de 1.300 instituições acadêmicas) no Brasil, acredita que os empregadores brasileiros não têm resistência a recém-formados. O que acontece é que um currículo mais cheio ainda faz diferença. “Para vagas básicas, não se espera experiência. Mas é verdade, sim, que quem tem alguma experiência sai à frente, mesmo que não seja na área da posição ofertada”, diz. “Há, porém, maturidade do empresariado brasileiro no sentido de entender que o aluno que passa por uma universidade traz retorno”, completa. Tanto é que pessoas com ensino superior chegam a ter salário 38,19% maior em comparação com nível médio, segundo pesquisa do site de empregos Catho. O levantamento também concluiu que ter um diploma de graduação é vantagem comparativa para concorrer a posições que não exigem nível superior. E, durante a recessão, são justamente essas vagas que têm sido ocupadas por boa parte dos egressos das faculdades. A análise é de Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, entidade que congrega mantenedoras no país. “As boas posições estão mais escassas. A empregabilidade para quem tem ensino superior não diminuiu, mas os graduados estão pegando posições que não aceitariam em momentos de pleno emprego, estão indo para o subemprego”, comenta. “Você subaproveita uma mão de obra qualificada. Um engenheiro de produção que começa a trabalhar como assistente administrativo se pergunta: para que fiz a faculdade, então?” O índice de empregabilidade do primeiro trimestre do ano elaborado pela entidade demonstrou que o saldo de empregos foi positivo (em cerca de 100 mil postos de trabalho) para quem tem graduação. A conclusão de Rodrigo Capelato é de que a situação é, sim, complicada, mas profissionais com ensino superior sofrem menos o impacto da recessão. “O desemprego é pior para quem não tem diploma, que é uma salvaguarda neste momento de crise”, aponta. Um grande problema é o desencontro entre a quantidade de vagas ofertadas em cada curso no ensino superior e o número de oportunidades no mercado de trabalho: se as instituições baseiam a oferta na simples procura dos alunos, o resultado é um grande grupo de pessoas com diploma entrando em áreas saturadas ou com pouco emprego. “As instituições de ensino privadas, responsáveis por formar a maior parte dos graduados do país, farão o que a demanda quer. Para haver mudança nesse sentido, seria necessária política de estado, para entender em que áreas o país precisa de mais gente”, sugere. […] Fonte: www.correiobraziliense.com.br | Acesso em 22/07/2020. Após a leitura, interpretação e compreensão dos textos motivadores, redija uma redação no gênero dissertativo-argumentativo, na modalidade culta da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema As dificuldades de inserção de universitários e recém-formados no mercado de trabalho. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: A importância da consciência de privilégios Tema de redação: O reflexo da tecnologia no mercado de trabalho e as novas profissões Tema de Redação: Excesso de trabalho e saúde mental Tema de Redação: O Suicídio entre Jovens no Brasil e no Mundo Tema de Redação: Saúde mental no século XXI

Em 13 de julho de 2020, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), completou 30 anos, sua primeira publicação foi em 1990. Por muitos anos, os conceitos de infância e adolescência não eram definidos. Acreditava-se que a criança era, na verdade, uma espécie de adulto em versão reduzida. Por isso, não se considerava que suas necessidades e formas de desenvolvimento fossem diferentes. Com os estudos da Psicologia e da Sociologia, notou-se que as crianças e os adolescentes tinham características próprias, diferentes daquelas dos adultos. Por isso, criar leis que os protegessem e permitissem seu pleno desenvolvimento tornou-se fundamental. Na verdade, no Brasil, outras leis precederam o Estatuto da Criança e do Adolescente. Uma delas foi o Código de Menores, da década de 70. O Código de Menores foi constituído com a intenção de promover proteção, assistência e vigilância a pessoas até 18 anos, daí o nome “menores”. Porém, o Código de Menores surgiu num contexto de ditadura militar, em que a liberdade era altamente cerceada. Por essa razão, os artigos do Código foram utilizados muito mais no âmbito criminal. No caso de menores infratores, do que no sentido de atender a todas às crianças e aos adolescentes. Em 1988, com a Constituição Cidadã, as leis a respeito das crianças e dos adolescentes foram repensadas e reorganizadas. A fim de realmente assegurar proteção e condições básicas de desenvolvimento a todos. Após revoluções, passeatas e muitas discussões, a lei de número 8.069/90, que conhecemos como Estatuto da Criança e do Adolescente, foi aprovada, com seus 267 artigos, pelo então presidente Fernando Collor. O que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente? De forma resumida, o ECA concentra-se em garantir e proteger os direitos das crianças e dos adolescentes à: A garantia e proteção a esses direitos são deveres do Estado e da sociedade como um todo. É muito importante ressaltar que o ECA “nasceu” após muitas reivindicações de diversos setores sociais. Principalmente voltadas à demanda de proibições do trabalho infantil, que, na década de 90, estava na casa dos milhões. Uma das conquistas do ECA foi a elevação da idade mínima legal para o emprego de 14 para 16 anos e, mesmo assim, com proteção específica até o empregado completar 18 anos. Menores de 16 anos, em conformidade com a lei, só podem exercer atividade trabalhista na condição de aprendizes (e somente a partir de 14 anos). Trabalhos insalubres, perigosos ou no período noturno, de acordo com o ECA, estão liberados apenas a partir dos 18 anos. Sobre a educação, na década de 90, tínhamos 22% da população total do país (cerca de 149 milhões) sofrendo com o analfabetismo. E outros 38% com apenas o atual Ensino Fundamental I (antigamente classificado como 1ª a 4ª série) completo. Isso significa dizer que 58% da população total, ou mais da metade, como preferir, não tinha acesso a nenhum ou pouquíssimo nível de ensino formal. Apesar de existirem outras leis que procuravam garantir o acesso à educação básica (hoje composta pela Educação Infantil e pelos Ensinos Fundamentais) a todos os cidadãos brasileiros em idade escolar ou por meio da Educação de Jovens e Adultos (institucionalizada apenas em 2007), a verdade é que não havia escola para todos e nem recursos suficientes disponibilizados para mantê-los na escola. Outro problema bastante acentuado era a própria condição de vida dos brasileiros, que fazia com que as crianças e os adolescentes deixassem de estudar para trabalhar e ajudar financeiramente em casa. O Estatuto da Criança e do Adolescente hoje São 30 anos de existência, mas, infelizmente, o ECA ainda não é aplicado em sua totalidade e precisa, de acordo com alguns especialistas no segmento, ser rediscutido para que se alinhe às novas condições atuais. As três principais frentes que mais sofrem com o não cumprimento do Estatuto são a educação, a saúde e o trabalho. Na educação, as últimas pesquisas têm revelado que cerca de 11,8% dos jovens entre 15 e 17 anos estão fora das escolas. O oferecimento do Ensino Médio gratuito também é dever do Estado, mas, ao contrário do Ensino Fundamental, que conta com taxa de frequência de 99,3% das crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos, a matrícula não é obrigatória no nosso país, ou seja, a família e o próprio jovem podem escolher se cursarão ou não o Ensino Médio. Com relação ao trabalho, mesmo com todas as medidas protetivas e punitivas, ainda há cerca de 1 milhão de crianças e adolescentes que exercem função trabalhista em formas não autorizadas pela lei. Apesar de ter havido uma queda absolutamente expressiva no que diz respeito aos índices de mão de obra infantil no país, os motivos que levam crianças e adolescentes a trabalhar de maneira informal e ilegal continuam os mesmos: compor a renda familiar. Já na saúde, é até desnecessário apontarmos o quanto nosso sistema é falho e insuficiente para atender à população, independentemente da idade. O ECA e os temas de redação Conforme você pôde perceber, o Estatuto da Criança e do Adolescente, apesar de não ser cumprido na íntegra e carecer de modernizações e adaptações, é um documento fundamental em nossa sociedade e que confere máxima autoridade quando usado enquanto argumento ou exemplificação numa redação. Qualquer tema que envolva proteção à infância, educação, saúde, condições de trabalho, acesso à cultura (como o tema de 2019, por exemplo), letramento da população, violência, marginalidade, dentre muitas outras opções pode conter o ECA enquanto elemento constitutivo. De forma geral, citar leis que amparem seu ponto de vista ou sua argumentação a respeito do assunto é sempre uma ótima ideia, pois as leis são pensadas para que conquistemos um país e uma sociedade “ideais” e todos os esforços sociais devem ser voltados para que cheguemos o mais próximo possível desse modelo “perfeito”. Por isso, sempre que houver a oportunidade de conhecer mais leis do nosso sistema legal, não perca a oportunidade, pois essa é uma escolha que pode fazer toda a diferença no momento da redação. Leia também: Quais são os critérios
O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica de repertório sociocultural para vocês: como usar a série The Handmaid’s Tale na redação! Bora conferir? SÉRIE: THE HANDMAID´S TALE (O CONTO DE AIA) 2017- • 3 temporadas • 60min • 18+ Sinopse: “Gilead tem um regime que trata mulheres como propriedade. Offred é uma das poucas mulheres férteis e serva do Comandante, buscando sobreviver e encontrar a filha que foi tirada dela.” 1ª TEMPORADA (SEM SPOILERS) DESASTRES AMBIENTAIS No futuro distópico de The Handmaid’s Tale, a poluição do ar causada pelos humanos levou à infertilidade de grande parte da população. Com chance de 1 em 4 de ter um filho saudável, fundamentalistas recorrem a um golpe político nos Estados Unidos para isolar as mulheres férteis restantes em uma casta reprodutiva: as Aias. O mais assustador é que há estudos que realmente comprovam o efeito da poluição na taxa de fertilidade (Fonte: “Exposição a partículas finas ambientais e qualidade do sêmen no Taiwan”, 2017). DIREITOS DAS MULHERES No novo regime, chamado de Gilead, as mulheres servem papéis sociais divididas em castas: Esposas, Marthas, Aias, ou Não Mulheres. Todas as mulheres são submissas aos seus maridos, Comandantes e ao Estado e privadas de ler, escrever, ou ter acesso a qualquer produto cultural. ESTUPRO E ESCRAVIDÃO SEXUAL As Aias são as únicas mulheres férteis na sociedade gileadiana, vistas como objetos reprodutivos que assistem Esposas e seus maridos a terem filhos. Nas chamadas Cerimônias, ocorridas mensalmente em seus períodos férteis, as Aias são estupradas por seus Comandantes enquanto deitadas nas pernadas da Esposa. Depois da gravidez, elas devem entregar o bebê ao casal e dirigir-se à próxima casa. RELIGIÃO E TEOCRACIA Gilead é uma teocracia, um regime no qual Estado e Igreja são fundidos. A Cerimônia, por exemplo, é baseada na interpretação distorcida da passagem bíblica de Lia e Raquel, pela qual servos férteis podem cometer adultério para dar filhos a casais inférteis, mas ignora princípios-base do livro sagrado. Além disso, vê-se a intolerância religiosa em vigor, quando judeus são levados ao Muro e enforcados por sua fé. MANIPULAÇÃO DA HISTÓRIA Uma casta menor de mulheres, as Tias, são as responsáveis pela educação e controle das Aias, sendo o símbolo de manipulação de Gilead. As Tias reproduzem vídeos do passado com teor violento e assustam as Aias a fim de convencê-las de que aquilo é uma benção. Uma delas, Tia Lydia, conta como antes os homens violentavam as mulheres na rua e hoje elas não precisam mais ter medo. Afinal, o estupro foi institucionalizado. A IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM A linguagem do universo de The Handmaid’s Tale tem papel essencial: Gilead cria um vocabulário oficial que serve à elite patriarcal. Ela priva as mulheres de seus nomes pessoais: Offred, por exemplo, que é “Of” + “Fred” = “de Fred”, nome de seu Comandante. Há cumprimentos oficiais, como “Abençoado seja o fruto”, e nomes de eventos, como a “Cerimônia” e os “Salvamentos”, que facilitam a manipulação, assim como a Nova Língua em “1984” de George Orwell. 2ª TEMPORADA (COM SPOILERS) HOMOFOBIA Além de crença em outras religiões, Gilead condena a homossexualidade sob pena de enforcamento dos chamados “Traidores de Gênero”. Vemos o passado de Emily, uma das atuais Aias, que, antes do golpe, vê seu colega de trabalho gay sendo assassinado e depois é proibida de viajar com sua esposa por seu casamento não ser mais reconhecido. CASAMENTO INFANTIL Na 2ª temporada, o motorista dos Waterford, Nick, é concebido uma Esposa, mas se surpreende que esta seja uma garota de 15 anos, Eden. A jovem prometida ao homem de 30 anos é completamente mergulhada nos valores do regime e sonha mais do que tudo em servir seu marido e concebê-lo filhos. A normalização do casamento infantil em diversas culturas é pauta de direitos das crianças. RELAÇÃO MÃE-FILHO Durante toda a série e livro, a protagonista June vive em busca de sua filha, tirada de sua guarda ao tornar-se uma Aia. Agora novamente grávida para seu Comandante, ela não quer entregar seu bebê e faz de tudo para tirá-lo do país. Vemos a força da maternidade e do laço mãe-filho, pelo qual ela arrisca sua vida em diversos momentos em um regime totalitário. TORTURA E MUTILAÇÃO Após episódios de rebelião das mulheres, oficiais torturam as mesmas com castigos desumanos. Em caso de leitura ou escrita por mulheres, a pena é a perda de um dedo (o que ocorre com Serena). Em casos mais graves, como o de Emily, a pena pode chegar a ser a mutilação genital feminina, violência ainda cometida hoje em alguns países. 3ª TEMPORADA (COM SPOILERS) DOENÇAS MENTAIS E SUICÍDIO Eleanor, a esposa do novo Comandante de June, sofre de distúrbios mentais principalmente pela culpa que carrega de seu marido ser um dos criadores de Gilead. Um dos maiores problemas vistos é a falta de medicamentos para auxilia-lá e a negligência à saúde mental da população, chegando a levar Eleanor ao suicídio. Em outro episódio, June é forçada a passar meses na mesma posição em um quarto de hospital, levando-a à loucura. REBELIÃO Um dos maiores ensinamentos que The Handmaid’s Tale traz é o da importância da unIão contra regimes opressores. Ao longo das 3 temporadas, todos os grupos de mulheres (Aias, Marthas e Esposas) têm momentos de desobediência coletiva, o que gradualmente enfraquece Gilead. O engajamento social das mulheres é a força transformadora dessa realidade. Como diz June: “Eles não deveriam ter nos dado uniformes, se não queriam que nos tornássemos um exército.” EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira” (Enem 2015) Na distopia canadense “O Conto da Aia”, as mulheres férteis restantes no mundo são estupradas por Comandantes para cumprir a função reprodutiva das Aias. Embora muitos homens também tenham se tornado infertéis pelo processo da poluição atmosférica, a solução patriarcalista foi um sistema em que as mulheres são submissas e violentadas. Afinal, o universo criado por Margaret Atwood não difere muito da realidade brasileira: a persistência da violência contra
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