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Vivemos nos preparando para o ENEM e pensando no que devemos fazer na redação, mas, tão importante quanto saber o que fazer, é saber o que NÃO fazer. Às vezes, deixamos escapar pontos fundamentais em nossa redação por simples desatenção ou por desconhecermos alguns detalhes que fazem toda a diferença, por isso, selecionamos 10 coisas que você não deve fazer em sua redação se quiser alcançar aquele notão. 1- Uso de gírias e/ou expressões informais Um erro bastante comum, principalmente quando nos falta vocabulário suficiente, é recorrermos às gírias ou expressões bastante informais, próprias da fala, em nossa redação. A menos que o tema possibilite a inclusão desses termos (e, mesmo assim, é importante termos bastante critério), evite a todo custo incluir em seu texto marcas da oralidade ou as tão comuns, que, mesmo comuns, não são dicionarizadas e, por isso, não são consideradas vocabulário formal, gírias. Se a sua dificuldade está em lembrar sinônimos para expressões repetitivas ao longo do texto, comece a fazer uma relação de sinônimos, pois esse treino facilitará bastante a lembrança das opções na hora da prova. 2- Estrangeirismos Temos notado que, principalmente nos últimos anos, os estrangeirismos, ou seja, termos “importados”, emprestados de outra língua, têm não só invadido a Língua Portuguesa como tomado o lugar de expressões brasileiras. Novamente, não havendo coerência com o tema, valorize nossa língua. Nada de usar goals no lugar de metas e manager ao invés de gerente. Não se esqueça de que uma das frentes avaliativas do ENEM é justamente avaliar como o candidato usa a Língua Portuguesa em sua redação e estrangeirismos podem levar a descontos de conceitos. 3- Tangenciamento do tema Falamos sobre tangenciamento em outras oportunidades aqui no blog. Ele acontece quando o candidato dá voltas, dá voltas e não chega a lugar algum, ou seja, quando o tema não é desenvolvido, gerando a famosa “encheção de linguiça”. O tangenciamento normalmente ocorre quando o candidato não sabe nada ou muito pouco sobre o tema proposto, daí a importância de você buscar repertório e treinar o desenvolvimento de redações de temas diversos, como os que temos semanalmente e gratuitamente aqui no blog. 4- Expressões/parágrafos prontos O assunto é polêmico, sabemos, mas não são poucos os especialistas em redação (de verdade ou auto-intitulados) que apresentam um modelo de redação “perfeito para qualquer tema”. Seja sincero com você mesmo (a): você realmente acha que isso funciona? Se fosse tão somente decorar alguns parágrafos, por que as pessoas se esforçariam tanto para alcançar uma boa nota na redação? E tem mais um detalhe aqui: os corretores sabem perfeitamente quando as expressões ou frases são prontas, até porque elas se repetem em diversas redações exatamente da mesma forma. Sabe o que isso gera? Pontos reduzidos no quesito autoria. 5- Desnivelamento vocabular O desnivelamento vocabular está intimamente relacionado ao item 4 e ele acontece quando o candidato está redigindo seu texto de uma determinada forma, utilizando certos recursos expressivos e, como num passe de mágica, altera totalmente a maneira de escrever. Isso deixa estampado que as frases que fogem ao estilo do candidato são decoradas e não foram sequer reinterpretadas porque, caso tivessem sido, o escritor da redação teria ao menos colocado a expressão em sua versão própria ou, como dizemos frequentemente, “com suas palavras”. 6- Citações descabidas Esta situação aqui é bem famosa: candidatos que citam filósofos ou a Constituição Federal sem que haja nenhuma coerência com o tema desenvolvido. Em nenhum manual de correção da redação do ENEM há o indicativo que, se o candidato citar o filósofo A ou B, isso vale mais pontos no fechamento da nota. Ao contrário, isso pode ocasionar descontos, isso sim. Sempre que você citar algum elemento em sua redação, pense e analise duas vezes antes de fazer a inclusão. Realmente há sentido em citar o que estou pensando? Como a citação se relaciona com o tema do texto e, mais ainda, com o caminho que escolhi para o meu texto? Não tem certeza se há ligação entre o tema e a citação? Não cite apenas por citar. Lembre-se: tudo o que está em seu texto precisa ter um sentido e uma razão para lá estar. 7- Falta de acentuação Mais um problema que só existe em função das formas modernas de comunicação. Em redes sociais ou na comunicação ágil do dia a dia, os acentos acabam ficando para trás, mas, na redação do ENEM, esse esquecimento não é perdoado. Se você tem o costume de escrever sem acentos gráficos, comece hoje mesmo a se corrigir, assim você corre menos riscos no dia da avaliação. 8- Linhas em branco Há muitos candidatos (sim, muitos) que, como uma estratégia para deixar as partes do texto mais organizadas, pulam uma linha entre um parágrafo e outro. Esteticamente, a decisão pode parecer adequada, mas não é, já que as linhas em branco entram na contagem do número total de linhas da produção textual, além de revelarem quebra entre as partes. 9- Titulação A redação do ENEM pode ter, no máximo, 30 linhas de conteúdo; o que passar das 30 linhas é desconsiderado e há desconto no quesito de partes do texto dissertativo-argumentativo, pois a conclusão não terá fechamento, uma vez que as últimas linhas foram desconsideradas. Também não há qualquer obrigatoriedade em se colocar título no ENEM, já que ele não é elemento avaliativo, porém, mesmo sem ser avaliado, ele conta enquanto uma linha, deixando apenas 29 para o texto em si. 10- Diminuição/aumento da letra Ainda casadinho com a questão do tamanho da redação, vem o caso dos candidatos que, nas últimas linhas da redação, vendo que o texto passará do número limite, começam a diminuir a letra. Também temos aqueles que percebem que sua redação não alcançará o número mínimo de linhas (8 linhas) e então tomam a inocente decisão de fazer uma letra maior do que o rio Amazonas. Tem como o corretor, habituado a corrigir inúmeras redações diariamente, cair nessa? Não, né, meu povo. É claro que haverá desconto de nota.

Leia os textos motivadores sobre a cultura do cancelamento abaixo para redigir a proposta a seguir. Texto 1 A cultura do cancelamento, uma forma de mudança que gera a polarização Grandes marcas, famosos, políticos ou cidadãos comuns: ninguém mais está a salvo da “cultura do cancelamento”, que denuncia os erros de cada um e que exige que a pessoa se redima, a ponto de que alguns reclamam dos excessos e de sua contribuição para a polarização política. Isso ocorreu com a escritora britânica JK Rowling, autora da saga Harry Potter, por declarações sobre os transexuais consideradas preconceituosas. Uma declaração polêmica, um tuíte com duplo sentido escrito há dez anos, um vídeo comprometedor, e as redes partem para o ataque. Deve-se “cancelá-lo”, deixar de consumir seus produtos, corromper sua imagem, perturbar sua atividade até que se redima, até que peça perdão ou tente compensar sua ação. O popular YouTuber Shane Dawson passou pela situação, a partir da divulgação de antigos vídeos com conteúdo racista, assim como a cantora Lana Del Rey, por causa de uma mensagem no Instagram na qual criticava atrizes negras. A marca de arroz Uncle Ben’s também passou por essa situação por causa da sua logomarca ter sido considerada racista, ou a gigante da indústria de alimentos, Goya, atacada por latinos nos Estados Unidos porque seu diretor apoia Donald Trump, que defende políticas contra imigrantes. “O ativismo no Twitter é fácil: em alguns segundos podemos atacar alguém ou fazer uma petição para acusá-lo ou para que seja demitido”, explica Richard Ford, professor de Direito da Universidade de Stanford. Esse acadêmico é um dos mais de 150 signatários de uma carta sobre “justiça e debate aberto” que se preocupa com esse movimento, publicada no início de julho na revista Harper’s. Os apoiadores, incluindo muitas personalidades do mundo da arte e da ciência, reconhecem que “parte do ativismo nas redes sociais é construtiva e legítima”. Muitas pessoas aprovam a cultura do cancelamento porque veem nela o surgimento de um novo poder, agora disponível para um número maior de pessoas quando anteriormente era limitado a poucos. “O tempo em que as pessoas eram tratadas de maneira injusta e incapazes de responder a opiniões atrasadas e tóxicas acabou”, ressalta Lisa Nakamura, professora da Universidade de Michigan, que estuda a cultura do cancelamento. “Se existe uma personalidade que deseja cancelar transexuais, não há razão no mundo para que ela, por sua vez, não possa ser cancelada”, explica Nakamura, em uma referência implícita ao caso de JK Rowling. Como muitos outros, a pesquisadora vê nesse movimento um espectro muito mais amplo que inclui denunciar comportamentos discriminatórios ou socialmente inaceitáveis. Nakamura cita o exemplo de Amy Cooper, uma mulher branca filmada no Central Park quando havia acusado falsamente à polícia que um homem negro quis atacá-la. Antes dos protestos do movimento Black Lives Matter, a cultura do cancelamento surgiu com o #MeToo, que desde 2017 denuncia o assédio sexual e o abuso de homens poderosos contra as mulheres. “A cultura do cancelamento é o que acontece quando as vítimas de racismo e sexismo não silenciam mais a identidade de seus agressores”, argumenta Nakamura. – Uso político – Mas para Keith Hampton, professor de Mídia e Informação da Universidade de Michigan, enquanto as redes sociais podem ser um vetor de mudança e progresso, a cultura do cancelamento pode ter momentos em que “escorrega”. “Quando se trata de tentar destruir pessoas, isso cria outros problemas”, explica ele. Os autores da carta aberta publicada na Harper’s alertam sobre a radicalização dos discursos que não deixa mais espaço para o debate. As redes sociais “incitam a provocação e a raiva”, afirma Ford. Ele chama a atenção para o fato de que a cultura do cancelamento possa estar se espalhando para além das redes sociais, do mundo acadêmico e do trabalho em geral. “Às vezes, o objetivo é simplesmente a satisfação por derrubar alguém”, lamenta. Além disso, “a vergonha e o apontar o dedo não mudam as opiniões”, explica Hampton, que considera que esse aspecto do movimento “provavelmente aumentará a polarização” entre a população americana. No entanto, nos últimos anos, o próprio presidente Donald Trump favoreceu a cultura do cancelamento, atacando em seu Twitter uma série de pessoas ou grupos que ele queria criticar, ressalta Ford. O fenômeno “pode ser problemático quando divide um movimento social ou o é usado pelas pessoas erradas”, mas “ele já tem sido uma ferramenta importante para a mudança”, admite Nakamura. “O movimento Black Lives Matter teria sido muito diferente sem os exemplos de racismo comum e recorrente nos supermercados do Walmart, nas pistas de corrida ou em outros locais públicos”, acrescenta. Fonte: www.istoe.com.br | Acesso em 02/08/2020 Texto 2 Fonte: www.facebook.com/quebrandootabu | Acesso em 02/08/2020 Com base na sua leitura, compreensão e interpretação dos textos motivadores acima, redija uma dissertação argumentativa, na modalidade culta da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema A cultura do cancelamento. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: A importância da consciência de privilégios Tema de redação: O reflexo da tecnologia no mercado de trabalho e as novas profissões Tema de Redação: Excesso de trabalho e saúde mental Tema de Redação: O Suicídio entre Jovens no Brasil e no Mundo Tema de Redação: Saúde mental no século XXI

CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! Cultura do cancelamento, um termo que há pouquíssimo tempo nem ouvíamos falar sobre e que hoje já está tão presente em nosso dia a dia digital que nos parece natural. Inicialmente, é muito importante que você compreenda como um comportamento se transforma em cultura, afinal, existem princípios para isso e entendê-los é parte fundamental para a compreensão deste tema. Neste roteiro, procuramos criar para você um percurso lógico, que faça todo o sentido e que te permita traçar uma linha comparativa entre pontos positivos e negativos a partir de uma mesma temática. Além disso, não se esqueça de que, apesar de bastante comentada atualmente, ainda é uma novidade e sua redação, nesse caso, pode conter uma pequena definição ou contextualização do que é (ou deixa de ser) esse fenômeno. Vamos conferir o que separamos para você? 1- Artigo de revista sobre a transformação provocada pela internet. Disponível em: https://exame.com/negocios/dino_old/a-internet-transformou-a-vida-das-pessoas-shtml/ Acesso em: 03/08/2020. Pode parecer óbvio, mas muitas vezes nos esquecemos de começar as coisas pelo início e gostaríamos que você desse uma olhadinha mais atenta na forma como a internet revolucionou o modo de viver das pessoas, principalmente aquelas com idade igual ou superior a 30 anos. O artigo da Revista Exame traz um pequeno levantamento com índices sobre hábitos digitais das pessoas desde o início da internet no Brasil (em 1988) até 2015. 2- Artigo universitário sobre os benefícios e malefícios da internet para a cidadania, cultura e cidade. Disponível em: https://www.observatorioculturaecidade.ufscar.br/nossa-producao/um-pensar-sobre-os-beneficios-e-os-maleficios-da-internet-para-a-cidadania-cultura-e-cidade/ Acesso em: 03/08/2020. Falar sobre os malefícios e benefícios da internet, é, como diriam muitas de nossas avós, “chover no molhado”, pois o assunto já está até meio batido. Mas a universidade UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos) propôs uma discussão mais apurada e aprofundada a respeito do tema e que, por seus diferenciais, merece a leitura. 3- Série Control Z. Disponível na Netflix. Ano da primeira temporada: 2020. Intrigas, mistérios, segredos e muitos babados são alguns dos elementos que você encontrará nesta série que estreou há pouco tempo na Netflix. De modo resumido (mas sem spoilers), a série contará a história de um grupo de adolescentes que estuda na mesma escola e que terá seus segredos mais íntimos revelados on-line. Inclusive, aqui no blog, temos um texto que te conta como a série Control Z pode ser usada em suas redações. CLIQUE AQUI PARA CONFERIR! 4- Artigo on-line com as definições Disponível em: https://canaltech.com.br/comportamento/o-que-e-cultura-do-cancelamento-164153/ Acesso em: 03/08/2020. Está se sentindo perdido (a) e quer saber um pouco mais sobre o que é, na verdade, a tal cultura do cancelamento? O artigo do Canal Tech te ajuda a esclarecer suas dúvidas. E o melhor: o artigo é de maio de 2020 e, por isso, está com informações hiperatualizadas. 5- Artigo on-line sobre o termo do ano de 2019. Disponível em: https://canaltech.com.br/redes-sociais/a-cultura-de-cancelamento-foi-eleita-como-termo-do-ano-em-2019-156809/ Acesso em: 03/08/2020. Gente, este assunto não está fraco não, tanto que ele ganhou o prêmio de termo do ano em 2019 por tanto ser utilizado. Também do Canal Tech, o artigo te conta um pouco sobre a cultura do cancelamento e o processo até que ela ganhasse o prêmio em 2019. 6- Artigos com opiniões diversas sobre a cultura do cancelamento. Disponíveis em: https://www.agazeta.com.br/revista-ag/comportamento/cultura-do-cancelamento-precisamos-mesmo-cancelar-as-pessoas-0320 https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/03/21/cancelamento-nao-e-boa-forma-de-apontar-erros-como-afeta-a-saude-mental.htm https://www.migalhas.com.br/depeso/331363/o-tribunal-da-internet-e-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento https://economia.uol.com.br/colunas/2020/05/25/a-cultura-do-cancelamento-um-dos-perigos-das-redes-sociais-para-as-marcas.htm Acesso em: 03/08/2020. Como te dissemos no início, é muito importante que você seja capaz de formular um paralelo entre visões positivas e negativas a respeito do tema da cultura do cancelamento e, para isso, nada melhor do que ler variadas opiniões. Com esse objetivo, selecionamos quatro artigos para sua análise. 7- Vídeo no YouTube sobre a cultura do cancelamento. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=rXcsfwL0K6g Acesso em: 03/08/2020. O vídeo selecionado é mais um bate-papo entre o filósofo Luis Felipe Pondé e o jornalista e escritor Leandro Narloch. A produção está repleta de muitas ideias boas e considerações relevantes que, com certeza, vão te fazer refletir mais aprofundadamente sobre a cultura do cancelamento. 8- Reportagem sobre os efeitos danosos da cultura do cancelamento. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-53554306 Acesso em: 03/08/2020. Um simples gesto de ok interpretado erroneamente nas redes sociais custou o emprego do americado Emmanuel Cafferty e nesta reportagem ficamos sabendo um pouco mais sobre o ocorrido. O texto também é essencial para que possamos perceber que a cultura do cancelamento carece de critérios e não pode ser aplicada de qualquer forma, já que existem sérios prejuízos caso isso ocorra. 9- Vídeo com relato pessoal sobre a cultura do cancelamento. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=0n6bdyNF7hQ Acesso em: 03/08/2020. Que tal conhecer mais um relato de alguém que viveu os efeitos da cultura do cancelamento na própria pele? Luan Poffo, palestrante, vai te contar a experiência dele neste TED. https://youtu.be/0n6bdyNF7hQ10- Vídeo no YouTube com conteúdo filosófico sobre o tema da semana.Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=F0HRzVtrcMQAcesso em: 03/08/2020.E é claro que não poderia deixar de constar um pouco de aparato e suporte teórico neste roteiro, mas, para que a referência fique mais dinâmica, selecionamos um vídeo que aborda a relação entre a cultura do cancelamento e a filosofia de Michel Foucault.Para quem precisa de referências para colocar no desenvolvimento da redação, essa é a indicação perfeita.https://youtu.be/F0HRzVtrcMQ11- Notícia sobre a carta aberta contra a cultura do cancelamento.Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/deutschewelle/2020/07/10/carta-aberta-acirra-debate-sobre-cultura-do-cancelamento-nos-eua.htmAcesso em: 03/08/2020.Se você leu a proposta de redação, viu que há uma carta sendo assinada por pessoas bastante influentes a respeito da cultura do cancelamento e que tem causado muita polêmica nos Estados Unidos, por isso, com certeza vale a pena ler a notícia que explica um pouco mais sobre a tal carta e os desdobramentos dela.Existem muitos outros exemplos de pessoas que foram seriamente prejudicadas pelos efeitos da cultura do cancelamento e você pode, e deve, lê-los e incluí-los, na medida em que forem coerentes, em seu texto.Conte para nós se você já teve alguma experiência pessoal com a cultura do cancelamento e, principalmente, qual é sua opinião a respeito do movimento. Ficaremos muito felizes em termos mais e mais informações por aqui. Leia também: Tema de redação: Charlatanismo nas redes sociaisTema de Redação: Redes sociais e a nova era da
O Lucas Felpi tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018 e preparou uma dica incrível: como usar o filme O Ódio Que Você Semeia nas suas redações! Que tal pegar o caderno e anotar tudo? FILME: O ÓDIO QUE VOCÊ SEMEIA 2018 • 2h13min • 14+ Sinopse: Starr Carter é uma adolescente negra de 16 anos que presencia o assassinato de Khalil, seu melhor amigo, por um policial branco, e está disposta a dizer a verdade pela honra de seu amigo, custe o que custar. BRUTALIDADE POLICIAL “O Ódio que Você Semeia” acompanha a adolescente Starr Carter após testemunhar o assassinato de seu amigo negro desarmado, Khalil Harris, por um policial branco. Sem motivo, o guarda para o carro dos dois e, ao ver o garoto alcançando algo, atira e o mata: era uma escova. DISTORÇÃO DE DISCURSO Após o evento, Khalil passa a ser retratado na mídia como traficante de drogas e é enfatizada sua suposta agressividade como justificativa à ação do policial. O pai do oficial vai à televisão para fazer um discurso emocionado sobre o risco de vida a que seu filho estava submetido na hora. IMPUNIDADE E JUSTIÇA Mesmo com o testemunho anônimo de Starr, o policial não é condenado e é dito que agiu em legítima defesa. A injustiça faz com que Starr e integrantes do movimento negro vão às ruas e comecem uma revolta com saques, fogo e gritos. ESTEREÓTIPOS NEGROS O tratamento de policiais e a visão hostil da sociedade frente à população negra revela a perpetuação de estereótipos negros de bandidagem, violência e envolvimento com drogas. Starr estuda em uma escola privilegiada, e esconde suas gírias e modos de falar para não a olharem assim. RACISMO VELADO Amiga de Starr, Hailey representa o racismo enraizado que parece invisível aos olhos de quem o pratica. Com a morte de Khalil, ela quer protestar para perder aula e sente pena do policial pelos ataques a sua pessoa. CASAIS INTER-RACIAIS Starr namora um menino branco de sua escola, Chris. Como um casal inter-racial, os dois sofrem resistência por julgamento de seus amigos e famílias. Starr, por exemplo, esconde seu relacionamento de seu pai por medo do que ele dirá. RECONHECIMENTO DOS PRIVILÉGIOS Chris defende que não vê Starr por sua cor, então ela afirma que não ver sua negritude é não a enxergar. Assim, ele reconhece que o discurso de que todos são iguais é um privilégio daqueles que nunca sofreram em razão de sua cor. O CICLO DA POBREZA RACIAL Maverick, pai de Starr, explica que o racismo nega aos negros os recursos necessários à prosperidade financeira. Sem opção, muitos se rendem ao tráfico e fomenta-se o estereótipo social racista e a violência policial. Assim, cria-se um ciclo vicioso da pobreza segregadora. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “Caminhos para combater o racismo no Brasil” (Enem 2016) No filme de 2018 “O Ódio que Você Semeia”, Starr Carter é uma adolescente negra que presencia o brutal assassinato de seu amigo, Khalil, por um policial branco. O filme se torna mais que nunca importante quando episódios de violência policial direcionada à população negra persistem na realidade brasileira: a morte de João Pedro, de 14 anos, no Rio de Janeiro, foi estopim de motins e protestos em 2020. Logo, fica claro que, para o combate ao racismo no Brasil, são necessários o fim da impunidade aos agressores e a conscientização social pelo respeito igualitário. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi LEIA MAIS: Como usar o filme O POÇO nas redações? Como utilizar o filme PARASITA na redação Como usar o filme CORINGA nas redações? Como usar a série VIS A VIS na redação? Como usar VINGADORES: ULTIMATO em suas redações? Como usar a série ANNE WITH AN E nas redações? Como usar a série GREY’S ANATOMY nas redações?

Leia os textos motivadores sobre universitários no mercado de trabalho abaixo para desenvolver a proposta de redação que se pede na sequência. Texto 1 sobre universitários no mercado de trabalho Após sair da faculdade, recém-formados enfrentam desemprego e subemprego Ana Paula Lisboa Postado em 17/06/2018 15:35 | Atualizado em 18/06/2018 16:46 Durante o ensino superior, conciliar estágio e estudos, tirar boas notas, entregar o TCC parecem desafios muito grandes. Só que, depois da formatura, aparece um obstáculo muito maior (e que se agiganta com a crise e o desemprego): ingressar no mercado de trabalho. Escolher um curso, passar no vestibular, arrumar dinheiro (para se manter durante a graduação, pagar a mensalidade ou os dois), estudar, participar de projetos de pesquisa e extensão, integrar empresa júnior, estagiar, entregar o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e, depois dessa maratona toda, finalmente pegar o diploma. A partir daí, a expectativa de conseguir emprego é grande. Contudo, apenas o título de bacharelado, licenciatura ou tecnólogo não é suficiente para garantir inserção no mercado de trabalho. Quem está saindo dos bancos das faculdades tem pouca (às vezes, nenhuma) experiência na área pretendida, ficando atrás na corrida por uma vaga. Complicam ainda mais a situação a crise econômica e o aumento do desemprego. Não à toa a empregabilidade é a maior preocupação da comunidade acadêmica brasileira. A conclusão é de estudo elaborado pelo Instituto Ipsos para o Grupo Santander, ouvindo mais de 9 mil estudantes e professores em 19 países, cerca de 850 no Brasil. Para 54% dos entrevistados, é preciso melhorar a inserção dos recém-formados no mercado de trabalho, e 63% acreditam que as universidades não conseguem munir os alunos das competências exigidas pelas empresas. Anderson Pereira, diretor da Universia (rede do Santander Universidades que reúne cerca de 1.300 instituições acadêmicas) no Brasil, acredita que os empregadores brasileiros não têm resistência a recém-formados. O que acontece é que um currículo mais cheio ainda faz diferença. “Para vagas básicas, não se espera experiência. Mas é verdade, sim, que quem tem alguma experiência sai à frente, mesmo que não seja na área da posição ofertada”, diz. “Há, porém, maturidade do empresariado brasileiro no sentido de entender que o aluno que passa por uma universidade traz retorno”, completa. Tanto é que pessoas com ensino superior chegam a ter salário 38,19% maior em comparação com nível médio, segundo pesquisa do site de empregos Catho. O levantamento também concluiu que ter um diploma de graduação é vantagem comparativa para concorrer a posições que não exigem nível superior. E, durante a recessão, são justamente essas vagas que têm sido ocupadas por boa parte dos egressos das faculdades. A análise é de Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, entidade que congrega mantenedoras no país. “As boas posições estão mais escassas. A empregabilidade para quem tem ensino superior não diminuiu, mas os graduados estão pegando posições que não aceitariam em momentos de pleno emprego, estão indo para o subemprego”, comenta. “Você subaproveita uma mão de obra qualificada. Um engenheiro de produção que começa a trabalhar como assistente administrativo se pergunta: para que fiz a faculdade, então?” O índice de empregabilidade do primeiro trimestre do ano elaborado pela entidade demonstrou que o saldo de empregos foi positivo (em cerca de 100 mil postos de trabalho) para quem tem graduação. A conclusão de Rodrigo Capelato é de que a situação é, sim, complicada, mas profissionais com ensino superior sofrem menos o impacto da recessão. “O desemprego é pior para quem não tem diploma, que é uma salvaguarda neste momento de crise”, aponta. Um grande problema é o desencontro entre a quantidade de vagas ofertadas em cada curso no ensino superior e o número de oportunidades no mercado de trabalho: se as instituições baseiam a oferta na simples procura dos alunos, o resultado é um grande grupo de pessoas com diploma entrando em áreas saturadas ou com pouco emprego. “As instituições de ensino privadas, responsáveis por formar a maior parte dos graduados do país, farão o que a demanda quer. Para haver mudança nesse sentido, seria necessária política de estado, para entender em que áreas o país precisa de mais gente”, sugere. […] Fonte: www.correiobraziliense.com.br | Acesso em 22/07/2020. Após a leitura, interpretação e compreensão dos textos motivadores, redija uma redação no gênero dissertativo-argumentativo, na modalidade culta da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema As dificuldades de inserção de universitários e recém-formados no mercado de trabalho. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: A importância da consciência de privilégios Tema de redação: O reflexo da tecnologia no mercado de trabalho e as novas profissões Tema de Redação: Excesso de trabalho e saúde mental Tema de Redação: O Suicídio entre Jovens no Brasil e no Mundo Tema de Redação: Saúde mental no século XXI

Em 13 de julho de 2020, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), completou 30 anos, sua primeira publicação foi em 1990. Por muitos anos, os conceitos de infância e adolescência não eram definidos. Acreditava-se que a criança era, na verdade, uma espécie de adulto em versão reduzida. Por isso, não se considerava que suas necessidades e formas de desenvolvimento fossem diferentes. Com os estudos da Psicologia e da Sociologia, notou-se que as crianças e os adolescentes tinham características próprias, diferentes daquelas dos adultos. Por isso, criar leis que os protegessem e permitissem seu pleno desenvolvimento tornou-se fundamental. Na verdade, no Brasil, outras leis precederam o Estatuto da Criança e do Adolescente. Uma delas foi o Código de Menores, da década de 70. O Código de Menores foi constituído com a intenção de promover proteção, assistência e vigilância a pessoas até 18 anos, daí o nome “menores”. Porém, o Código de Menores surgiu num contexto de ditadura militar, em que a liberdade era altamente cerceada. Por essa razão, os artigos do Código foram utilizados muito mais no âmbito criminal. No caso de menores infratores, do que no sentido de atender a todas às crianças e aos adolescentes. Em 1988, com a Constituição Cidadã, as leis a respeito das crianças e dos adolescentes foram repensadas e reorganizadas. A fim de realmente assegurar proteção e condições básicas de desenvolvimento a todos. Após revoluções, passeatas e muitas discussões, a lei de número 8.069/90, que conhecemos como Estatuto da Criança e do Adolescente, foi aprovada, com seus 267 artigos, pelo então presidente Fernando Collor. O que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente? De forma resumida, o ECA concentra-se em garantir e proteger os direitos das crianças e dos adolescentes à: A garantia e proteção a esses direitos são deveres do Estado e da sociedade como um todo. É muito importante ressaltar que o ECA “nasceu” após muitas reivindicações de diversos setores sociais. Principalmente voltadas à demanda de proibições do trabalho infantil, que, na década de 90, estava na casa dos milhões. Uma das conquistas do ECA foi a elevação da idade mínima legal para o emprego de 14 para 16 anos e, mesmo assim, com proteção específica até o empregado completar 18 anos. Menores de 16 anos, em conformidade com a lei, só podem exercer atividade trabalhista na condição de aprendizes (e somente a partir de 14 anos). Trabalhos insalubres, perigosos ou no período noturno, de acordo com o ECA, estão liberados apenas a partir dos 18 anos. Sobre a educação, na década de 90, tínhamos 22% da população total do país (cerca de 149 milhões) sofrendo com o analfabetismo. E outros 38% com apenas o atual Ensino Fundamental I (antigamente classificado como 1ª a 4ª série) completo. Isso significa dizer que 58% da população total, ou mais da metade, como preferir, não tinha acesso a nenhum ou pouquíssimo nível de ensino formal. Apesar de existirem outras leis que procuravam garantir o acesso à educação básica (hoje composta pela Educação Infantil e pelos Ensinos Fundamentais) a todos os cidadãos brasileiros em idade escolar ou por meio da Educação de Jovens e Adultos (institucionalizada apenas em 2007), a verdade é que não havia escola para todos e nem recursos suficientes disponibilizados para mantê-los na escola. Outro problema bastante acentuado era a própria condição de vida dos brasileiros, que fazia com que as crianças e os adolescentes deixassem de estudar para trabalhar e ajudar financeiramente em casa. O Estatuto da Criança e do Adolescente hoje São 30 anos de existência, mas, infelizmente, o ECA ainda não é aplicado em sua totalidade e precisa, de acordo com alguns especialistas no segmento, ser rediscutido para que se alinhe às novas condições atuais. As três principais frentes que mais sofrem com o não cumprimento do Estatuto são a educação, a saúde e o trabalho. Na educação, as últimas pesquisas têm revelado que cerca de 11,8% dos jovens entre 15 e 17 anos estão fora das escolas. O oferecimento do Ensino Médio gratuito também é dever do Estado, mas, ao contrário do Ensino Fundamental, que conta com taxa de frequência de 99,3% das crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos, a matrícula não é obrigatória no nosso país, ou seja, a família e o próprio jovem podem escolher se cursarão ou não o Ensino Médio. Com relação ao trabalho, mesmo com todas as medidas protetivas e punitivas, ainda há cerca de 1 milhão de crianças e adolescentes que exercem função trabalhista em formas não autorizadas pela lei. Apesar de ter havido uma queda absolutamente expressiva no que diz respeito aos índices de mão de obra infantil no país, os motivos que levam crianças e adolescentes a trabalhar de maneira informal e ilegal continuam os mesmos: compor a renda familiar. Já na saúde, é até desnecessário apontarmos o quanto nosso sistema é falho e insuficiente para atender à população, independentemente da idade. O ECA e os temas de redação Conforme você pôde perceber, o Estatuto da Criança e do Adolescente, apesar de não ser cumprido na íntegra e carecer de modernizações e adaptações, é um documento fundamental em nossa sociedade e que confere máxima autoridade quando usado enquanto argumento ou exemplificação numa redação. Qualquer tema que envolva proteção à infância, educação, saúde, condições de trabalho, acesso à cultura (como o tema de 2019, por exemplo), letramento da população, violência, marginalidade, dentre muitas outras opções pode conter o ECA enquanto elemento constitutivo. De forma geral, citar leis que amparem seu ponto de vista ou sua argumentação a respeito do assunto é sempre uma ótima ideia, pois as leis são pensadas para que conquistemos um país e uma sociedade “ideais” e todos os esforços sociais devem ser voltados para que cheguemos o mais próximo possível desse modelo “perfeito”. Por isso, sempre que houver a oportunidade de conhecer mais leis do nosso sistema legal, não perca a oportunidade, pois essa é uma escolha que pode fazer toda a diferença no momento da redação. Leia também: Quais são os critérios
O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica de repertório sociocultural para vocês: como usar a série The Handmaid’s Tale na redação! Bora conferir? SÉRIE: THE HANDMAID´S TALE (O CONTO DE AIA) 2017- • 3 temporadas • 60min • 18+ Sinopse: “Gilead tem um regime que trata mulheres como propriedade. Offred é uma das poucas mulheres férteis e serva do Comandante, buscando sobreviver e encontrar a filha que foi tirada dela.” 1ª TEMPORADA (SEM SPOILERS) DESASTRES AMBIENTAIS No futuro distópico de The Handmaid’s Tale, a poluição do ar causada pelos humanos levou à infertilidade de grande parte da população. Com chance de 1 em 4 de ter um filho saudável, fundamentalistas recorrem a um golpe político nos Estados Unidos para isolar as mulheres férteis restantes em uma casta reprodutiva: as Aias. O mais assustador é que há estudos que realmente comprovam o efeito da poluição na taxa de fertilidade (Fonte: “Exposição a partículas finas ambientais e qualidade do sêmen no Taiwan”, 2017). DIREITOS DAS MULHERES No novo regime, chamado de Gilead, as mulheres servem papéis sociais divididas em castas: Esposas, Marthas, Aias, ou Não Mulheres. Todas as mulheres são submissas aos seus maridos, Comandantes e ao Estado e privadas de ler, escrever, ou ter acesso a qualquer produto cultural. ESTUPRO E ESCRAVIDÃO SEXUAL As Aias são as únicas mulheres férteis na sociedade gileadiana, vistas como objetos reprodutivos que assistem Esposas e seus maridos a terem filhos. Nas chamadas Cerimônias, ocorridas mensalmente em seus períodos férteis, as Aias são estupradas por seus Comandantes enquanto deitadas nas pernadas da Esposa. Depois da gravidez, elas devem entregar o bebê ao casal e dirigir-se à próxima casa. RELIGIÃO E TEOCRACIA Gilead é uma teocracia, um regime no qual Estado e Igreja são fundidos. A Cerimônia, por exemplo, é baseada na interpretação distorcida da passagem bíblica de Lia e Raquel, pela qual servos férteis podem cometer adultério para dar filhos a casais inférteis, mas ignora princípios-base do livro sagrado. Além disso, vê-se a intolerância religiosa em vigor, quando judeus são levados ao Muro e enforcados por sua fé. MANIPULAÇÃO DA HISTÓRIA Uma casta menor de mulheres, as Tias, são as responsáveis pela educação e controle das Aias, sendo o símbolo de manipulação de Gilead. As Tias reproduzem vídeos do passado com teor violento e assustam as Aias a fim de convencê-las de que aquilo é uma benção. Uma delas, Tia Lydia, conta como antes os homens violentavam as mulheres na rua e hoje elas não precisam mais ter medo. Afinal, o estupro foi institucionalizado. A IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM A linguagem do universo de The Handmaid’s Tale tem papel essencial: Gilead cria um vocabulário oficial que serve à elite patriarcal. Ela priva as mulheres de seus nomes pessoais: Offred, por exemplo, que é “Of” + “Fred” = “de Fred”, nome de seu Comandante. Há cumprimentos oficiais, como “Abençoado seja o fruto”, e nomes de eventos, como a “Cerimônia” e os “Salvamentos”, que facilitam a manipulação, assim como a Nova Língua em “1984” de George Orwell. 2ª TEMPORADA (COM SPOILERS) HOMOFOBIA Além de crença em outras religiões, Gilead condena a homossexualidade sob pena de enforcamento dos chamados “Traidores de Gênero”. Vemos o passado de Emily, uma das atuais Aias, que, antes do golpe, vê seu colega de trabalho gay sendo assassinado e depois é proibida de viajar com sua esposa por seu casamento não ser mais reconhecido. CASAMENTO INFANTIL Na 2ª temporada, o motorista dos Waterford, Nick, é concebido uma Esposa, mas se surpreende que esta seja uma garota de 15 anos, Eden. A jovem prometida ao homem de 30 anos é completamente mergulhada nos valores do regime e sonha mais do que tudo em servir seu marido e concebê-lo filhos. A normalização do casamento infantil em diversas culturas é pauta de direitos das crianças. RELAÇÃO MÃE-FILHO Durante toda a série e livro, a protagonista June vive em busca de sua filha, tirada de sua guarda ao tornar-se uma Aia. Agora novamente grávida para seu Comandante, ela não quer entregar seu bebê e faz de tudo para tirá-lo do país. Vemos a força da maternidade e do laço mãe-filho, pelo qual ela arrisca sua vida em diversos momentos em um regime totalitário. TORTURA E MUTILAÇÃO Após episódios de rebelião das mulheres, oficiais torturam as mesmas com castigos desumanos. Em caso de leitura ou escrita por mulheres, a pena é a perda de um dedo (o que ocorre com Serena). Em casos mais graves, como o de Emily, a pena pode chegar a ser a mutilação genital feminina, violência ainda cometida hoje em alguns países. 3ª TEMPORADA (COM SPOILERS) DOENÇAS MENTAIS E SUICÍDIO Eleanor, a esposa do novo Comandante de June, sofre de distúrbios mentais principalmente pela culpa que carrega de seu marido ser um dos criadores de Gilead. Um dos maiores problemas vistos é a falta de medicamentos para auxilia-lá e a negligência à saúde mental da população, chegando a levar Eleanor ao suicídio. Em outro episódio, June é forçada a passar meses na mesma posição em um quarto de hospital, levando-a à loucura. REBELIÃO Um dos maiores ensinamentos que The Handmaid’s Tale traz é o da importância da unIão contra regimes opressores. Ao longo das 3 temporadas, todos os grupos de mulheres (Aias, Marthas e Esposas) têm momentos de desobediência coletiva, o que gradualmente enfraquece Gilead. O engajamento social das mulheres é a força transformadora dessa realidade. Como diz June: “Eles não deveriam ter nos dado uniformes, se não queriam que nos tornássemos um exército.” EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira” (Enem 2015) Na distopia canadense “O Conto da Aia”, as mulheres férteis restantes no mundo são estupradas por Comandantes para cumprir a função reprodutiva das Aias. Embora muitos homens também tenham se tornado infertéis pelo processo da poluição atmosférica, a solução patriarcalista foi um sistema em que as mulheres são submissas e violentadas. Afinal, o universo criado por Margaret Atwood não difere muito da realidade brasileira: a persistência da violência contra
Leia os textos motivadores sobre consciência de privilégios abaixo para desenvolver a produção textual que se pede. Texto 1 sobre consciência de privilégios Não somos todos iguais Você não tem culpa pelos privilégios que tem. Mas uma forma de ajudar é se tornar responsável por eles por Carolina Nalon 22.06.2017 Por muito tempo, eu, que me considero uma pessoa cabeça aberta e livre de preconceitos, achei que a melhor forma de defender os direitos humanos era lembrar que somos todos iguais. Por isso, quando comecei a trabalhar com comunicação não violenta [um processo que guia a resolução de conflitos no mundo todo e foi criado pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg, que morreu em 2015], espalhei aos quatro ventos a importância de uma sociedade mais empática. Fiz isso porque meus próprios relacionamentos haviam melhorado com a prática. Até que saquei um porém. Ele reside, por exemplo, no encontro entre um homem branco hétero de classe alta e uma mulher negra gay e pobre que clama agressivamente pelos seus direitos. Nessa situação, é possível que o homem diga: “Ela não vai conseguir o que quer falando desse jeito! Precisa aprender sobre empatia”. O julgamento, ainda que bem intencionado, ignora a diferença histórica e social dos dois, que têm pontos de partida bem diferentes. Pensando nisso, percebi que falar em empatia esquecendo dos privilégios pode ser perigosíssimo. Na minha vida, demorei para entender que eu sou uma pessoa privilegiada. Afinal, minha família tem a típica história brasileira: meu pai saiu da fazenda onde morava em Minas Gerais com 13 anos e só foi calçar o primeiro par de sapato quando se tornou metalúrgico em São Paulo. Minha mãe trabalhou desde os 14 anos, muitas vezes em dois empregos, para conseguir conquistar o que tem hoje. Nossa história foi de muito esforço e, porque estou completamente enredada nela, é fácil para mim imaginar que não tivemos privilégio algum. Mas basta um exercício rápido de consciência para perceber que seria muito mais difícil para minha mãe conseguir aquele primeiro emprego caso ela fosse negra. Existe um exercício chamado “caminhada dos privilégios” que ajuda a entender os privilégios que temos ou não, e como estamos posicionados em relação a pessoas de diferentes grupos da sociedade. Um grupo de pessoas fica de mãos dadas e a partir de uma lista de frases anda para frente ou para trás. Coisas como “Se você não passa nenhuma parte do mês no cheque especial, dê um passo para frente” ou “Se você já teve um apelido baseado em sua cor de pele, dê uma passo para trás”. Em geral, no fim do exercício, as pessoas sentem vergonha: de ficar para trás ou, ao contrário, de ficar muito à frente. Os mais privilegiados chegam a sentir culpa. Mas a verdade é que isto não é sobre as pessoas individualmente. Já sei que você tem um bom coração, mas, agora, vamos mudar o disco. Está na hora de começar a tencionar suas próprias convicções para se posicionar também a favor de quem é menos privilegiado que você. Senão vamos continuar vendo o cenário doido do homem branco reclamando da falta de gentileza da mulher negra. Não me leve a mal, sou a favor de que todos saibam reivindicar seus direitos de forma não violenta, mas já explicava Rosenberg: “Por trás de toda agressão existe uma necessidade não atendida”. Portanto, se você é homem, sugiro que diga a uma mulher: “Só hoje fui sacar o quanto tenho privilégios pelo fato de ser um homem nesta sociedade machista”. Faça a experiência e veja a expressão do rosto dela mudar. O mesmo pode ocorrer entre uma mulher branca e outra negra. Dá um alívio enorme quando outras pessoas reconhecem as dificuldades por que passamos. Veja bem, você não tem culpa pelos privilégios que tem, eles lhe foram dados sem escolha. Mas uma forma de ajudar agora é se tornar responsável por eles. Como? Parando de cobrar que todos sejamos iguais. Enquanto não entendermos que passamos por processos históricos atrozes e desiguais e acharmos que o discurso da meritocracia funciona por si só, estamos condenados a uma sociedade cada vez mais violenta. Ainda temos séculos de injustiça social para consertar e você pode ajudar nisso. Reconhecer nossos privilégios em praça pública é o maior exercício de empatia que podemos fazer. Fonte: revistatrip / Acesso em 16/07/2020. Texto 2 Fonte: moises cartuns wordpress / Acesso em 16/07/2020. Com base nos textos motivadores, somados a seu conhecimento a respeito do assunto, redija uma dissertação argumentativa na norma culta da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema: A importância da consciência de privilégios. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: A importância das redes de relacionamento on-line para os movimentos sociais Tema de redação: Estereótipos na mídia e na literatura Tema de Redação: Os desafios dos atletas paraolímpicos no Brasil Tema de Redação: Os direitos e a condição das mulheres transgênero no Brasil Tema de redação: Os desafios para manter um sistema de saúde público no Brasil Tema de redação: A submissão feminina na sociedade

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica muito legal para vocês: como usar a série CONTROL Z nas suas redações! Já pegue o caderno para anotar os temas que estão presentes na série! SÉRIE: CONTROL Z 2020- • 1 temporada • 40min • 18+ Sinopse: “Depois que um hacker vaza segredos de estudantes para toda a escola, Sofia decide descobrir a identidade do hacker misterioso antes que mais segredos sejam revelados.” PROTEÇÃO DE DADOS “Control Z” gira em torno de uma escola em que a rede Wi-Fi não é devidamente segura e permite a um hacker acessar os dados privados de estudantes e posteriormente vazá-los, causando desconforto. BULLYING Luis, um menino tímido e artístico, é mais uma vítima da cultura do bullying nas escolas, rotineiramente agredido e zombado por Gerry e seus amigos. TRANSFOBIA A primeira vítima do hacker é Isabela, uma aluna transsexual que muda de cidade para recomeçar, mas agora vê seu passado de volta à tona e, com ele, o preconceito. HOMOFOBIA No caso de Gerry, é revelado que seu histórico de pesquisas incluía vídeos íntimos homossexuais, e vê-se a homofobia tanto em sua refutação quanto na humilhação por seus amigos. CORRUPÇÃO/VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Raúl vê o escândalo político de corrupção de seu pai, ex-governador, sendo exposto pelo hacker. Quando chega em casa, seu pai está furioso e abusa da força física contra o filho. AUTOMUTILAÇÃO A protagonista, Sofia, sofre de traumas com a morte de seu pai e antissociabilidade, desenvolvendo um comportamento grave: a frequente automutilação, tanto em casa quanto na própria escola. CUIDADO! SPOILERS DA 1ª TEMPORADA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA Após um caso com Pablo, Maria descobre que está grávida e entra em pânico. Ao contar para o amante, ele vira às costas e diz que o problema é dela, não dele. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “A questão da privacidade dos cidadãos na internet” Na série mexicana “Control Z”, um hacker consegue acessar os celulares dos alunos do Colégio Nacional e inicia uma série de vazamentos constrangedores. Para tanto, a falta de segurança na rede sem fio da instituição é apontada como uma das maiores causas. Fora da ficção, é clara a necessidade de maior proteção dos dados pessoais tanto pelos provedores quanto pelos usuários. Afinal, certas coisas não podem ser desfeitas pelo comando “control-Z”. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi LEIA MAIS: Como usar a série DARK em suas redações Como usar a série The Society em suas redações Como usar a série GAME OF THRONES em suas redações Como usar a série VIS A VIS na redação? Como usar a série COISA MAIS LINDA nas redações Como usar a série PRETTY LITTLE LIARS em suas redações

Falamos muito por aqui sobre as melhores formas de garantir uma belíssima nota 1000 em sua redação do ENEM, e, tão importante quanto ter ferramentas para escrever bem, é saber como sua redação será corrigida, saber como é a famosa correção da redação do Enem. A correção da redação do ENEM é estruturada em competências e a escolha do termo competências já nos conta bastante sobre o principal objetivo da produção textual deste teste. Espera-se que o aluno tenha sim conteúdo e repertório para dissertar a respeito do tema selecionado, mas, além de saber sobre o tema, é essencial que ele saiba como usar todos os recursos da língua a fim de expressar da melhor maneira possível seu ponto de vista, seus argumentos e sua proposta de intervenção. As competências para a correção da redação são divididas em cinco quesitos e cada uma dá conta de avaliar uma forma de aplicação da língua ou de desenvolvimento do tema. Sabendo que a nota máxima a se alcançar é a de 1000 pontos, fica fácil compreender que cada competência equivale à nota máxima de 200 pontos, sem nenhuma prevalência de uma competência em detrimento da outra. Todas têm exatamente o mesmo peso na composição da nota final. Os conceitos alcançados em cada uma das competências podem variar em pontuação entre 200, 160, 120, 80, 40 e 0 pontos (diferença de 40 pontos em cada uma das escalas). Ao contrário do que muita gente pensa, os padrões de correção são fixos e são seguidos por todos os corretores. Cada competência tem a descrição de quais critérios compõem cada nível de pontuação. Os corretores, que, necessariamente, são profissionais formados na área de Letras, passam por treinamento unificado para que possam dominar e obedecer aos padrões de correção. Para evitar qualquer injustiça, todas as redações são corrigidas por dois corretores diferentes, sem que um tenha acesso à correção do outro. Não pode haver discrepância entre as correções (diferença igual ou superior a 80 pontos por competência) e a nota final é a média entre as duas notas. Havendo discrepância entre as correções, a redação será corrigida por um terceiro corretor. Permanecendo a discrepância, é montada uma banca com três outros corretores e a nota é fechada com base na média entre as correções da banca. Redações com nota 1000 também passam pela avaliação da banca. Os candidatos, independentemente do conceito final, têm acesso ao espelho da correção da redação. Todas as informações estão disponíveis de forma bastante clara e detalhada no portal do Ministério da Educação, mas também trouxemos para vocês um resumo sobre os principais tópicos a respeito da correção da redação. Correção da redação do Enem: As cinco competências avaliativas da redação Você perceberá que as competências estão organizadas numa ordem gradativa, tanto com relação aos níveis de dificuldade e aprofundamento, quanto acerca das próprias partes de um texto dissertativo-argumentativo. Nesta competência, o candidato deverá demonstrar, por meio da forma como escolheu redigir seu texto, se domina ou não o padrão considerado culto da Língua Portuguesa. Mas o que isso quer dizer na prática? Essencialmente, o autor do texto precisa ter em mente que a norma culta leva em conta as regras gramaticais, ortográficas e de pontuação, não admite abreviações nem termos informais. É praticamente como andar com a gramática e o dicionário embaixo do braço. No caso das gírias ou expressões próprias da oralidade, o uso só será aceito se houver relação direta com o tema e mesmo assim enquanto exemplificação. As pontuações são aferidas da seguinte forma: – 200 pontos: Domínio excelente; – 160 pontos: Bom domínio, com poucos desvios;. – 120 pontos: Domínio regular, mediano, com alguns desvios; – 80 pontos: Domínio insuficiente, com muitos desvios; – 40 pontos: Domínio precário, com muitos desvios. Falta de domínio das convenções escritas da língua. – 0 ponto: Desconhecimento da modalidade culta escrita da língua. Note como a competência II está intimamente ligada ao que é escrito na introdução e no desenvolvimento. A introdução é o primeiro momento que o candidato tem para demonstrar sua compreensão a respeito da proposta de redação e o desenvolvimento, para atender à estrutura de um texto dissertativo-argumentativo, é o espaço destinado para fazer links com diversas áreas do conhecimento a fim de ampliar e aprofundar o que foi dito na introdução. Um erro bastante comum que faz muita gente perder pontos nesta competência é a repetição do tema na introdução, bem no estilo “hoje vamos falar sobre…”. Lembre-se: a competência avalia se você compreendeu a proposta e não como está sua habilidade de cópia. É também na competência II que a obediência à estrutura do texto dissertativo-argumentativo é avaliada. As pontuações da competência II são assim divididas: – 200 pontos: Desenvolvimento do tema por meio de argumentação consistente. Repertório sociocultural excelente e domínio excelente do texto dissertativo-argumentativo; – 160 pontos: Desenvolvimento do tema por meio de argumentação consistente. Bom repertório sociocultural. Bom domínio da estrutura do texto dissertativo-argumentativo; – 120 pontos: Desenvolvimento do tema por meio de argumentação previsível. Repertório sociocultural mediano. Domínio mediano da estrutura do texto dissertativo-argumentativo; – 80 pontos: Desenvolvimento do tema por meio de cópia de trechos dos textos motivadores e/ou domínio da estrutura do texto dissertativo-argumentativo e repertório sociocultural insuficientes; – 40 pontos: Tangenciamento do tema e/ou domínio da estrutura do texto dissertativo-argumentativo e repertório sociocultural precários. Apresenta trechos de outro gênero textual. – 0 pontos: Fuga ao tema ou não atendimento à estrutura do texto dissertativo-argumentativo. Caso isso ocorra, a redação é automaticamente zerada, sem análise das demais competências. Esta é propriamente uma competência que avalia a qualidade da sustentação de seus argumentos, quais fontes foram usadas, qual a relevância delas e como elas se relacionam com o tema geral e com o ponto de vista do candidato. Os conceitos são definidos conforme demonstramos a seguir: – 200 pontos: Apresentação de informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto de forma consistente e organizada, configurando autoria; – 160 pontos: Apresentação de informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto de

Leia os textos motivadores sobre abandono paterno que se seguem para desenvolver a proposta de redação sugerida abaixo. Texto 1 O abandono afetivo paterno além das estatísticas Aproximadamente 5,5 milhões de brasileiros não possuem registro paterno na certidão de nascimento e quase 12 milhões de famílias são formadas por mães solo. De acordo com Belinda Mandelbaum, professora de Psicologia Social no Instituto de Psicologia da USP e coordenadora do Laboratório de Estudos da Família (LEFAM), “a ausência paterna decorre de um vínculo com a criança que, de alguma maneira, não tem força o suficiente para se sobrepor a outros interesses ou necessidades desse pai.” Assim, ele deixa de cumprir uma função paterna que pode ser tanto de natureza material, intelectual ou afetiva: três formas de abandono. Os dois primeiros estão previstos no Código Penal. O último, entretanto, só começou a ser tratado na Justiça nos últimos anos. O abandono material acontece quando se deixa de prover, sem justa causa, a subsistência do filho menor de 18 anos a partir da não garantia de recursos, de pensão alimentícia ou perante negligência em prestar socorro em caso de enfermidade grave. A pena para este crime é de um a quatro anos de detenção, além de multa fixada entre um e dez salários mínimos. O intelectual, por sua vez, ocorre quando o responsável deixa de garantir a educação primária do seu filho, dos 4 aos 17 anos, sem justa causa. A pena para a situação, além de multa, é de quinze dias a um mês de reclusão. A indiferença afetiva de um genitor em relação a seus filhos, ainda que não exista abandono material e intelectual, pode ser constatada como abandono afetivo. Atualmente, algumas decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ocorrem no sentido de conceder indenização a partir da premissa de que o abandono afetivo constitui descumprimento do dever legal de cuidado, criação, educação e companhia presente, previstos implicitamente na Constituição Federal de 1988. A abordagem de tal temática pode levantar outras questões, como a definição de família. Este é um campo de disputas ideológicas, que gera debate até mesmo no Congresso Nacional brasileiro. Para Belinda Mandelbaum “família é uma instituição social que existe em todas as sociedades e que apresenta algumas características comuns em todas.” Por exemplo, sempre são constituídas a partir de laços de natureza social e todas as sociedades têm alguma maneira de formalizar ou de identificar essa relação e união de natureza que não é biológica. A pesquisadora complementa que “a definição precisa ser muito ampla, para que possa de fato dar legitimidade aos diversos arranjos que as pessoas fazem e que consideram como sendo sua família.” Para Fabiana Mazzorana, de 31 anos, sua família é a mãe e a avó materna. “Tendo elas, eu não preciso de mais nada. E meu pai é tipo aqueles amigos distantes, sabe?” Ela conta que ambos se dão muito bem quando conversam, mas enfatiza que tal troca de palavras só acontece quando ela o procura. Esse distanciamento, por sempre ter existido, foi natural para ela durante sua infância. Mas quando cresceu e entendeu melhor a situação, começou a sentir um pouco de mágoa. Passou a saber que ele deveria ter feito a parte dele e não fez. “Tudo o que minha mãe fez, ele deveria ter feito junto.” Por exemplo, perguntar a sua mãe se ela precisava de ajuda e passar mais tempo com a filha para deixar a mãe ter um pouco de folga. “A verdade é que ninguém cuida de filhos sozinho em nossa sociedade”, diz a coordenadora do Laboratório de Estudos da Família (LEFAM), que explica: se a mulher ou o homem tem que trabalhar, é preciso uma rede de pessoas que contribuem para esses cuidados. Ninguém dá conta de trabalhar fora e cuidar de filhos pequenos sozinho. Mandelbaum também diz que “quando um pai se ausenta, isso deixa marcas na criança”, pois a questão de quem são nossos pais e de onde viemos é central na nossa constituição psicológica. Portanto, os outros adultos que fazem parte do cotidiano dessa criança apresentam papel fundamental para acolher as angústias, perguntas e fantasias que ela tem a respeito do pai biológico. “É claro que se o pai não está presente isso é uma questão que a criança vai ter que elaborar, né?”, enfatiza. Também é importante refletir sobre como nossa sociedade enxerga o abandono parental. Para a professora do IP, tal visão é permeada por valores patriarcais, e o pai ausente é acusado por não desempenhar papéis como o de provedor e autoridade moral. “A mãe é mais difícil de se ausentar, é mais raro. Nesse sentido é até visto como algo muito mais condenável pela nossa sociedade, justamente também como parte desses valores patriarcais, o lugar da mulher é o lugar de cuidado com os filhos”, continua Belinda. Tamanha diferença no que diz respeito à maior parte de abandono paterno pode ser visto no fato de que o IBGE apresenta a categoria Mulher sem cônjuge e com filhos, mas não apresenta a categoria Homens sem cônjuge e com filhos. Essas mães solo correspondem à 17,4% das famílias brasileiras no ano de 2009. Mandelbaum ressalta a importância, entretanto, de ter cuidado no tratamento dessa questão e relembrar que cada caso é um caso. “Podem haver situações de abandono em que o pai ou mãe abandonou, mas a gente precisa procurar entender os motivos. Analisar o que aconteceu, o que se deu na história dessa família, na dinâmica da família e do casal.” Adaptado de Fala Universidade – texto original por Caroline Aragaki – Jornalismo Jr. ECA USP. Fonte: ip usp Acesso em 08/07/2020. Texto 2 Fonte: anf org Acesso em 08/07/2020 Com base nos textos motivadores acima, redija uma dissertação argumentativa, com tamanho máximo de 30 linhas, na modalidade culta da Língua Portuguesa, sobre o tema O abandono paterno no Brasil. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de redação: As principais dúvidas do homem pós-moderno Tema de Redação: Alienação parental no Brasil Tema de redação: A autonomia da

Talvez o termo brainstorming não seja tão comum a você, mas com certeza você já viveu o que ele representa: uma tempestade de ideias passando ao mesmo tempo por sua mente. A palavra inglesa brainstorming significa, ao pé da letra, exatamente tempestade do cérebro e batiza a técnica criada pelo publicitário americano Alex Osborn (1888-1966). Inicialmente, a técnica criada por Osborn tinha objetivos bastante centrados no ambiente corporativo. Esperava-se que, por meio de uma sessão de brainstorming, sugestões criativas ou soluções de problemas surgissem. Idealmente, o brainstorming foi pensado para ser realizado em grupo, fortalecendo a clássica ideia de que duas cabeças (ou mais) pensam melhor do que uma. Mais tarde, percebeu-se que a técnica do brainstorming poderia ser útil tanto para outros segmentos que não apenas ao corporativo quanto individualmente. Você já sabe que, ao planejarmos uma redação, milhares de ideias surgem em nossa mente e o brainstorming pode te ajudar exatamente a ter ideias melhores, mais aprofundadas, bem como a selecioná-las e organizá-las. Como estamos tratando de uma técnica, existe um passo a passo considerado frequente e que é o que normalmente funciona melhor para grande parte das pessoas. Vamos te contar esse passo a passo na sequência, mas lembre-se de respeitar sempre aquilo que funciona para você. Como aplicar o brainstorming à redação? 1- Tenha um bom repertório Já te contamos que o objetivo central do brainstorming é trazer à mente boas ideias ou soluções eficientes a um problema, mas isso só pode acontecer se as ideias e soluções tiverem de onde sair, afinal, pensamentos brilhantes não caem do céu (pelo menos não na maioria das vezes). Quanto mais você se informar, ler, ouvir e aprender, mais fácil será ter ideias úteis para a construção de sua redação. Pense nas informações sempre como sementinhas que vão crescendo à medida que você se aprofunda nelas. 2- Acostume-se a opinar sobre tudo Se a prática leva à perfeição e se a redação de testes de grande porte, como a do ENEM e vestibulares, exigem a defesa de um ponto de vista e a solução de problemas, o ideal é que você se acostume a desenvolver uma opinião a respeito de assuntos variados. Viu uma nova medida política? Formule seu ponto de vista sobre ela. Leu que um projeto de lei foi aprovado? Pense nele e o avalie com cuidado. Assistiu a um documentário sobre pessoas refugiadas no Brasil? Crie soluções hipotéticas (mas executáveis) para essa questão. 3- Leia, leia, leia novamente, quantas vezes forem necessárias Agora é a hora de começar a colocar a mão na massa e o primeiro passo para um brainstorming eficiente é uma leitura, interpretação e compreensão de qualidade da proposta de redação. Ainda que você tenha certeza de que compreendeu na íntegra a proposta textual, releia-a mais de uma vez, grife pontos que te parecerem mais relevantes, busque novas informações e repare em detalhes mais aprofundados em cada nova releitura. Não se esqueça de checar também as fontes dos textos motivadores e as possíveis referências de agências, instituições e especialistas presentes nas produções selecionadas. Elas te acrescentam vários dados relevantes sobre o assunto. O ponto inicial para qualquer brainstorming de qualidade é ter plena certeza acerca dos objetivos e do assunto a respeito do qual precisamos ter novas ideias ou soluções, por isso a leitura, interpretação e compreensão aprofundadas são tão importantes. 4- Anote suas ideias. Após a compreensão do tema, muitas ideias e caminhos para a redação virão à sua mente. Anote aquelas que você achar mais relevantes. Sabemos que no dia da prova do ENEM ou dos vestibulares acontece uma espécie de corrida contra o tempo e fazer rascunhos pode parecer perda de tempo, mas, acredite, não é. Ter todas as melhores ideias anotadas é um excelente recurso para que você não se esqueça de nenhuma delas e ainda consiga “desocupar” espaço mental. Quando anotamos algo, o esforço de nosso cérebro em torno de recordar daquela informação é diminuído e conseguimos focar nossa atenção em outra atividade. 5- Critique suas próprias ideias Originalmente, numa sessão de brainstorming, todas os pensamentos que viessem à cabeça do participante deveria ser levada em consideração, sem nenhum critério ou filtro. Entretanto, mais recentemente, notou-se que um tempo precioso era perdido em torno de sugestões totalmente descabidas, que, muitas vezes, nem mesmo se relacionavam ao assunto ou eram inexecutáveis, fantasiosas. Por conta disso, a habilidade de criticar as próprias ideias tornou-se um passo fundamental para um brainstorming efetivo e, lógico, no caso de uma redação, para a elaboração de um texto bem articulado. Durante seu período de treino, após o momento de anotação das melhores ideias que você teve acerca do assunto, reflita mais aprofundadamente em cada uma delas e tenha uma postura bastante crítica. Justifique para você mesmo (a): Por que essa é uma de minhas melhores ideias? O que ela tem de bom, válido e consistente? Olhar para suas anotações dessa forma fará com que você tenha mais facilidade na hora da argumentação. Nunca se esqueça de que as ideias contidas no texto (todas elas) precisam fazer sentido e serem convincentes para você em primeiro lugar. O nível de certeza do autor da redação influencia até mesmo na escolha de palavras que ele faz. 6- Não tenha apego emocional às ideias descartadas Ao aplicar o passo acima, muitas pessoas acabam descartando ideias que pareciam excelentes à primeira vista, mas que simplesmente não passam pelo teste de uma análise aprofundada. Caso isso ocorra, não fique apegado àquela ideia “que parecia tão boa”. Não insista em algo que não é coerente nem para você e nem perca esse tempo precioso. 7- Aprofunde as ideias que passaram no teste Após todas as etapas acima, certamente as melhores das melhores ideias ficaram como resultado do seu momento de brainstorming e agora é o momento de deixá-las ainda mais eficazes. Procure outros dados, especialistas no assunto, fatos, citações, acontecimentos históricos que possam te ajudar a deixar esses melhores pensamentos mais aprofundados e embasados. 8- Organize as ideias numa ordem