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    Tema de Redação: Imediatismo da sociedade moderna e a dificuldade em lidar com as frustrações
    Otavio Pinheiro
    3 min

    Tema de Redação: Imediatismo da sociedade moderna e a dificuldade em lidar com as frustrações

    Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: Imediatismo da sociedade moderna e a dificuldade em lidar com as frustrações. Texto 1 Vocês já pensaram que grande parte de nossos problemas e insatisfações estão ligados ao fato de não sabermos lidar com nossas frustrações? Frustração é a não satisfação de uma expectativa que mantínhamos. A realidade contraria o esperado. É comum que uma frustração venha acompanhada de uma manifestação agressiva de quem passou por ela. Quando as pessoas não estão com os “pés no chão”, criam em suas mentes possibilidades mirabolantes que, no decorrer do tempo, não se concretizam. As decepções vão aumentando e, consequentemente, as insatisfações também. O imediatismo também é um forte colaborador para alimentar frustrações e revoltas. Quer-se algo tempestivamente. Observem que isso não ocorre só com as crianças, mas principalmente com os “adultos”, que não podem respeitar o tempo para que as coisas aconteçam, não querem cumprir as etapas necessárias para que se tenha a conquista do desejado. Para tudo existe um tempo, assim como a forma de se conquistar. Os fins não justificam os meios. Se isso fosse verdade, após a conquista viria a satisfação, o que não ocorre. E então, em vez de criarmos expectativas para serem frustradas, olhá-las em suas possibilidades será criar condições de realizá-las. Lidar com frustrações e estarmos preparados para enfrentarmos as dificuldades e obstáculos que a vida nos apresenta. Fonte: somos todos um ig Texto 2 A frustração não é uma doença, mas é considerada uma das mais fortes bases cognitivas da depressão. Ao contrário, a frustração é um fenômeno universal e, sendo assim, ocorre a todas pessoas conscientes. Os dicionários apontam ocorrer frustração quando: se quer fazer algo e não se faz; se quer algo e não consegue; é possível realizar algo, mas isto não se realiza. Ou seja, frustração implica lidar com contrariedades e adversidades da vida, é um repertório de base para todos nós, e não é restrito a faixas etárias, escolaridade, ou status social: é para todos. Atualmente as pessoas aliam a felicidade a não frustração, e a todo tempo e custo buscam não se frustrar. No mundo em que vivemos, é comum a ideia fixa, ou a crença disfuncional, como diria Albert Ellis, o fundador da Terapia Racional Emotiva Comportamental, de que tudo podemos e que as coisas devem ser como desejamos. A crença de que temos que ter e fazer as coisas a nossa maneira, como se realmente pudessem ficar sob nosso controle é a cada dia mais reforçada em nossa sociedade, como se esta fosse a condição para ser feliz. Uma das razões disto, pode ser o imediatismo da sociedade moderna. É importante sonharmos e idealizarmos, mas é necessário termos a consciência de que, na realidade, nem tudo se realizará conforme nossos ideais. Muitas vezes, poderá ser melhor, mas não necessariamente igual ao idealizado. Vivenciar perdas, experimentar a melancolia e a tristeza diante das frustrações são processos importantes para o amadurecimento psíquico e aprimoramento das relações sociais. Fonte: rs21 – frustração e a depressão Texto 3 Fonte: radar nacional – foto principal reportagem de capa sociedade da pressa

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    13 de abr. de 2017
    Tema de Redação: Desmilitarização da Polícia Militar
    Otavio Pinheiro
    3 min

    Tema de Redação: Desmilitarização da Polícia Militar

    Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: DESMILITARIZAÇÃO DA POLÍCIA MILITAR. Texto 1 A proposta de desmilitarização consiste na mudança da Constituição, por meio de Emenda Constitucional, de forma que polícias Militar e Civil constituam um único grupo policial, e que todo ele tenha uma formação civil. “Essa divisão atual é péssima para o país do ponto de vista operacional, pois gasta-se em dobro, e é ruim para o policial, que precisa optar por uma das carreiras”, explica Vianna. Uma das críticas feitas à militarização da polícia é o treinamento a que se submetem os policiais militares. “As forças armadas são treinadas para combater o inimigo externo, para matar inimigos. Treinar a polícia assim é inadequado, pois o policial deve respeitar direitos, bem como deve ser julgado como um cidadão comum e não por uma Justiça Militar”, argumenta o professor da UFMG. “Grande parte dos policiais militares que são praças também defendem essa ideia da desmilitarização já que eles são impedidos de acessar garantias trabalhistas, além de terem direitos humanos desrespeitados”, afirma Vianna. Fonte: ebc – entenda o que é a desmilitarização da polícia Texto 2 Para Renato Sérgio de Lima, desmilitarizar demanda reformas estruturais que tenham o fim de orientar a polícia para a defesa da sociedade e não do Estado, como é hoje. “Para defender o Estado já existe uma corporação que só em São Paulo tem 5 mil efetivos, a tropa de choque, que dificilmente deixará de de ser militarizada. A questão é: como mudar a mentalidade das demais polícias para uma lógica de trabalho em favor da sociedade?” Lima pondera que seria inviável fazer a desmilitarização de repente. “A polícia de São Paulo tem mais de 100 mil policiais. Sem uma lógica militar é quase inconcebível manter e controlar essa força”, diz. Para ele, a saída seria aumentar o poder dos municípios e dividir as forças para melhorar o controle. “Hoje não ocorre o que se chama de ciclo de polícia, que é começar e terminar um caso. Seria importante haver uma instituição cuidando disso, que pode ser desmembrada em várias, o importante é que o policial possa fazer o ciclo completo”. Para Lima, mudar o modelo militar pelo civil também não daria certo, porque a estrutura da Polícia Civil atual não é o ideal. “A gente precisa de um modelo novo, precisamos inovar tomando como base modelos de sucesso na Europa e nos Estados Unidos, melhor do que remendar um tecido já estragado”, diz. Fonte: revista galileu globo – desmilitarização é o melhor modelo para polícia brasileira Texto 3 Fonte: tribunadonorte

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    10 de abr. de 2017
    Tema de Redação: Aedes Aegypt
    Otavio Pinheiro
    13 min

    Tema de Redação: Aedes Aegypt

    Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: COMO O BRASIL PODE ACABAR COM O AEDES AEGYPT? Texto 1 Mayaro: mais um vírus transmitido pelo Aedes aegypti que pode se espalhar Os microrganismos também lutam pela sobrevivência de suas respectivas espécies. Procuram se adaptar das maneiras mais incríveis possíveis para não desaparecer. É o que está acontecendo atualmente com um vírus chamado Mayaro. Não é um vírus novo. Foi identificado pela primeira vez em 1954 e existe em regiões silvestres aos redores da  região Amazônica. Nas últimas semanas, pesquisadores da Flórida o identificaram no Haiti, em um menino de 8 anos, com febre e dores abdominais. Concluiu-se, portanto, que este vírus pode estar se espalhando pelo continente. O grande problema é que este vírus  possivelmente tenha se adaptado. Antes era transmitido apenas por mosquitos vetores silvestres e agora aparentemente pode ser transmitido por mosquitos vetores urbanos que já estão espalhados pelo mundo: Aedes aegypti principalmente, e o Aedes albopictus. Se isso se confirmar, há muitas razões para nos preocuparmos, uma vez que o Aedes está fortemente presente em todo o território nacional. Este vírus provoca  uma doença semelhante à chikungunya. Chama-se Febre do Mayaro. Quais os sintomas da Febre do Mayaro? Os sintomas  são muito parecidos com os da dengue e/ou chiKungunya. Começa com uma febre inespecífica e cansaço, sem outros sinais aparentes. Logo após podem surgir manchas vermelhas pelo corpo, acompanhadas de dor de cabeça e dores  nas articulações. Os olhos podem também ficar doendo e em alguns casos reporta-se intolerância à luz. São sintomas muito parecidos e por isso a febre do Mayaro pode ser facilmente confundida com dengue ou com chikungunya. No entanto, no Mayaro as dores e o inchaço das articulações podem ser mais limitantes e durar meses para passar. Como saber se é dengue, zika, Mayaro ou chikungunya? Pelo quadro clínico pode ser difícil diferenciar. Só os exames laboratoriais específicos é que podem apontar o diagnóstico correto. No menino de 8 anos do Haiti suspeitou-se inicialmente de dengue ou chikungunya. Mas os testes vieram negativos e o de Mayaro confirmou ser positivo. Há vacina ou tratamento específico para a febre do Mayaro? Não. Até o momento não há nem vacina nem tratamento específico. O tratamento é dirigido ao alívio dos sintomas. A evolução em geral é bastante favorável. Já foram confirmados casos de febre do Mayaro no Brasil? Sim. Entre dezembro de 2014 e junho de 2015 foram confirmados 197 casos  de febre do Mayaro nas regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para os estados de Goiás, Pará e Tocantins. Todas estas pessoas moravam ou estiveram em área rural, silvestre ou de mata por atividades de trabalho ou lazer. O Estado de Goiás registrou 66 casos até fevereiro de 2016 e o Datasus não possui mais dados atualizados deste ano. Importante salientar que no Brasil a transmissão desta doença limitou-se a regiões de mata. Não há relatos, até o momento, de transmissão urbana. Qual é a melhor forma de se proteger da febre do Mayaro? Claro que as medidas que todos conhecemos para evitar a proliferação dos mosquitos são fundamentais e importantíssimas. Mas em um país continental e tropical, com chuvas e calor, essa tarefa é praticamente impossível. Por isso evitar as picadas são uma forma eficiente para garantir proteção. Isso pode ser feito com telas nas janelas, mosquiteiros nas camas,  principalmente nos berços dos bebês pequenos e repelentes de mosquitos transmissores. Vale reforçar  que os repelentes indicados pela Organização Mundial de Saúde são a Icaridina, o DEET e o IR 3535. Para lembrar: o Aedes vive só 45 dias, voa no máximo em um raio de 300 metros de onde nasceu e, para transmitir uma doença,  tem que picar primeiro uma pessoa contaminada para depois picar uma susceptível. Parece impossível “pegar” uma destas doenças, em se tratando de um mosquito de 0,5cm de comprimento e aparentemente “frágil”. Mas a realidade está aí para provar o contrário.  Podemos mata-lo com a palma de nossas mãos. Mas ele certamente também nos pode matar com uma picada imperceptível. Por isso, protejam-se! Fonte: g1 globo – mayaro mais um virus transmitido pelo aedes aegypti que pode se espalhar Texto 2 Texto 3 DOENÇAS TRANSMITIDAS PELOS AEDES AEGYPTI/ AEDES ALBOPICTUS Aedes aegypti O Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue, da chikungunya, da zika e da febre amarela urbana. Parece que chegou às Américas nos navios que traziam escravos da África para trabalhar na lavoura e na mineração. Seu ciclo de vida  compreende quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. Menor que os mosquitos comuns, o Aedes aegypti é preto com pequenos riscos brancos no dorso (com o formato de uma lira), na cabeça e nas pernas. Suas asas são translúcidas e o ruído que produzem é praticamente inaudível ao ser humano. O macho, como acontece em várias outras espécies, alimenta-se de nectar e seiva das plantas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue para o amadurecimento dos ovos, que são depositados separadamente nas paredes internas de objetos, próximos a superfícies de água limpa, local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência.  A postura dos ovos é distribuída em vários criadouros, como estratégia para garantir a preservação da espécie. No início, eles são brancos, mas logo se tornam negros e brilhantes. Mesmo quando a água seca, os ovos não morrem e eclodirão tão logo as condições de umidade e temperatura (dias quentes e chuvosos), voltem a ser favoráveis, o que pode acontecer muito tempo depois. Se as fêmeas são portadoras do vírus no momento da postura, o mais provável é que grande parte de suas descendentes já nasça infectada (transmissão vertical), o que as torna aptas para transmitir a enfermidade, tão logo o vírus complete seu ciclo evolutivo no interior do corpo do inseto. O  Aedes aegypti é um mosquito urbano, que prolifera em áreas de maior densidade populacional. Próprio das regiões tropical e subtropical, não resiste a baixas temperaturas nem a altitudes elevadas. Estudos demonstram que, uma vez infectada e isso pode ocorrer numa única inseminação, a fêmea jamais deixará de transmitir o vírus. As fêmeas do A. aegypti preferem o sangue

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    06 de abr. de 2017
    Concursos: por onde começar?
    Otavio Pinheiro
    7 min

    Concursos: por onde começar?

    Dicas para aqueles que estão iniciando sua jornada pela busca do emprego público. Concursos: por onde começar? Em tempos de crise e instabilidade, jovens e profissionais experientes estão, cada vez mais, aderindo à busca por cargos públicos. Porém, a tão sonhada carreira pública traz dúvidas para quem está adentrando nessa jornada. Vamos de dicas para Concursos: por onde começar? Para te ajudar, confira algumas dicas que pode orientar sua caminhada. A escolha não é fácil, exige foco e determinação, mas, ao final, os resultados são compensadores! Estudar sozinho ou entrar em um cursinho preparatório? Essa é uma dúvida que incomoda à grande maioria dos concurseiros. Além do mais, a escolha, muitas vezes, não depende apenas do candidato, mas, também, de fatores externos (tempo ou dinheiro para se matricular em um curso preparatório). A verdade é que há vantagens e desvantagens nos dois métodos e vai depender de cada um o sucesso na empreitada. Então, para optar entre uma das opções (ou as duas, se puder), o ideal é fazer uma auto-análise: quanto posso investir financeiramente, sem comprometer outras obrigações? Sou disciplinado o suficiente para seguir minha própria rotina de estudos? Quanto tempo do meu dia posso disponibilizar para minha rotina de estudos? Área de atuação para estudar matérias gerais Outra questão pertinente é a que concurso se dedicar. Por mais que tenha havido reduções devido a corte de gastos, ainda há ofertas em todas as esferas do poder, deixando muita gente confusa sobre qual caminho seguir. Daí, o concurseiro acaba “atirando para todos os lados”, sem foco, gerando desmotivação pela falta de resultados. Por isso, é interessante que o candidato defina, pelo menos, em que carreira pretende investir. Quero der delegado? Trabalhar em área administrativa? Ou, por ter me formado na graduação, invisto em carreiras específicas? Assim, o candidato pode selecionar as matérias básicas que caem em praticamente todos os concursos da área, adiantando e facilitando o estudo. Agora, caso não tenha ainda em mente o que fazer ou se o órgão no qual pretende seguir carreira não tem previsão de certames ou cargos disponibilizados, uma boa é começar seus estudos por disciplinas de conhecimentos gerais, como Português, Informática e Raciocínio Lógico. Além disso, dê uma olhada em concursos previstos, estude sobre os órgãos que os planejam, carreiras, atribuições e remunerações. Vai te ajudar no processo de escolha! Conhecimento das bancas organizadoras – Concursos: por onde começar? Os conteúdos para um mesmo cargo podem até ser similares, mas, cada banca organizadora tem um estilo próprio de cobra-los nas provas. Por isso, é fundamental que o concurseiro as conheça, desde as menores até as mais conhecidas. Ok mas, como faço isso se nunca prestei nenhum concurso? A melhor forma de se familiarizar com o estilo das bancas é a prática! Leia os editais, faça simulados e provas anteriores, busque informações com concurseiros mais experientes. Assim, além de saber onde se aplicar em cada conteúdo, você vai saber o que te espera nos exames, auxiliando no controle da inevitável ansiedade. Monte um cronograma de estudos Independente de estudar sozinho ou matriculado em um curso preparatório, a organização e disciplina são peças chave para se sair bem nos estudos. Assim, planeje sua rotina de estudos, baseada no tempo que tem para estudar, os conteúdos que precisam ser conhecidos, elencando esses passos em uma planilha (essas de Excel, mesmo). Divida o conteúdo para que possa estudar as disciplinas de forma intercalada, sem ficar muito tempo sem estudar algumas delas. Separe, também, um tempo para revisar o conteúdo porque, afinal, é muita coisa para guardar e refrescar a memória é sempre bem vindo! Ferramentas: Houve um tempo em que o guia para qualquer candidato a concurso público eram as apostilas. Pois bem, mesmo para concursos mais simples, o ideal é esquece-las! Atualmente, há diversas ferramentas de estudo que oferecem conteúdo de melhor qualidade, mais atualizado e completo, como livros e vídeo-aulas. No caso das publicações, selecione aquelas especializadas em concursos públicos. Geralmente, são atualizadas e objetivas, principalmente se comparados com livros de faculdade, voltados para estudantes da graduação e, muitas vezes, incluindo assuntos que não são do interesse do concurseiro. As vídeo-aulas e cursos on-line também são um caminho interessante, pois, o aluno pode acessar o conteúdo no seu tempo, desfrutando da mesma qualidade obtida em cursinhos presenciais. Mas, o perigo também mora aí: acessar o conteúdo no seu tempo. Se indisciplinado, o aluno pode ir protelando, resultando em não assistir ao curso ou faze-lo na pressa, perdendo detalhes importantes. Também há grupos de concurseiros nas redes sociais nos quais os participantes compartilham materiais em troca de novos. Você pode buscar, nas lupas de pesquisa, pastas e arquivos específicos do concurso para o qual está se preparando ou materiais mais genéricos, que podem ser usados para vários certames. Informação (manter-se bem informado) Essa dica vale para a vida! Candidato a vestibulares, concursos ou processos seletivos PRECISAM manter-se atualizados porque, em grande parte, as questões abordam conteúdos de atualidades, seja de forma direta, seja na forma de textos ou excertos. Por isso, assista e ouça noticiários, leia jornais e revistas (on-line ou impressos), sites especializados, participe de grupos de informações, enfim, procure sempre estar a par do que acontece no Brasil e no mundo. Trabalho e estudo: consigo me preparar para um concurso? Sim, consegue! Seria ótimo se todos pudessem se dedicar, em tempo integral, aos estudos para um concurso, mas, sabemos que a realidade não é essa. Porém, o aluno que tem compromissos concomitantes precisa ter mais disciplina, já que o edital é o mesmo para todos, mas, o tempo disponível, não. Dai, vem a importância da programação, montagem do cronograma de estudos (a famigerada planilha do Excel, lembra?) e, acima de tudo, disciplina! Foco e disciplina De novo? Sim, de novo! Batemos nessa tecla porque foco e disciplina são essenciais para quem quer atingir bons resultados em processos seletivos e concursos. O conteúdo a ser estudado é grande e, também o são as tentações! Portanto, cuidado com redes sociais abertas o tempo todo

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    04 de abr. de 2017
    Tema de Redação: Ensino a distância no Brasil
    Otavio Pinheiro
    3 min

    Tema de Redação: Ensino a distância no Brasil

    Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: ENSINO A DISTÂNCIA NO BRASIL. Texto 1 O ensino a distância no Brasil O ensino a distância no Brasil vem evoluindo consideravelmente nos últimos tempos e muitas coisas estão se desenvolvendo ao mesmo passo. Com o avanço da tecnologia, a demanda por cursos online EAD vem aumentando consideravelmente e se mostra como a grande tendência para a educação nos próximos anos, além de se configurar como uma grande oportunidade de negócio. Para se ter uma ideia, o último Censo EAD Brasil 2014/2015 revelou que existiam 1840 cursos a distância regulamentados no Brasil, com uma média de quase 520 mil alunos ativos matriculados. A tendência é que 56% das instituições em 2016 aumente os investimentos na área visando acompanhar as evoluções tecnológicas e o aumento acelerado da demanda. Dados: Cursos online EAD: Matrículas em cursos EAD: Investimentos em EAD no Brasil (comparação 2014 e 2015): Fonte: edools – ensino a distância no brasil Texto 2 Evasão é o maior problema do Ensino a Distância, aponta estudo A evasão dos estudantes é o maior obstáculo para o EAD (Ensino a Distância), segundo instituições que ofertam cursos nesta modalidade. O resultado foi obtido pelo Censo EAD.br 2010, o último divulgado pela Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância). Pela metodologia, foram considerados alunos evadidos os que não iniciaram os cursos na modalidade a distância ou os que abandonaram de uma forma ou outra. A seguir, em segundo lugar como fator mais desafiador, está a resistência dos educadores à modalidade. Em terceiro aparecem as dificuldades de adaptação da educação presencial para EAD e, em quarto, a resistência dos alunos ao novo formato. PRINCIPAIS OBSTÁCULOS AO EAD, SEGUNDO INSTITUIÇÕES DE ENSINO*   Cursos autorizados Cursos livres Total Evasão de alunos 59 24 83 Resistência dos educadores 43 22 65 Adaptação da educação presencial para EAD 45 14 59 Resistência dos alunos 39 15 54 Custos de produção dos cursos 27 22 49 Restrições legais 30 9 39 Suporte pedagógico e de tecnologia para os estudantes 22 14 36 Fonte: Censo EAD.br 2010 *Os dados na tabela referem-se ao número de respostas obtidas no estudo As causas de evasão mais apontadas pelas instituições foram falta de tempo do aluno para estudar e participar do curso, acúmulo de atividades no trabalho e a dificuldades de se adaptar à metodologia. Segundo João Vianney, consultor em ensino a distância, o primeiro semestre é o principal período de evasão de alunos no EAD. “Uma parte não se adapta à rotina de estudos individuais que a modalidade exige e acaba desistindo. Isso acontece porque ainda há o imaginário de que é possível aprender sem esforço no EAD, o que não é verdade. Os alunos têm de dedicar entre 12 a 15 horas estudos semanais para aprender, pois o conteúdo é equivalente ao que se ensina em uma faculdade presencial”. CAUSAS DE EVASÃO, DE ACORDO COM AS INSTITUIÇÕES*   Cursos autorizados Cursos livres Total Falta de tempo para estudar e participar 42 21 63 Acúmulo de atividades no trabalho 36 14 50 Falta de adaptação a metodologia 30 11 41 Desemprego 15 6 21 Viagens a trabalho 13 3 16 Custo de matrícula ou mensalidade 13 1 14 Impedimentos criados pelas chefias 1 1 2 Fonte: Censo EAD.br 2010 *Os dados na tabela referem-se ao número de respostas obtidas no estudo Fonte: educação uol – evasão é o maior obstáculo ao ensino a distância para instituições

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    03 de abr. de 2017
    Tema de Redação: Maus Hábitos e Infarto em Jovens.
    Otavio Pinheiro
    3 min

    Tema de Redação: Maus Hábitos e Infarto em Jovens.

    Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o Tema de Redação: Maus Hábitos e Infarto em Jovens. Texto 1 Quando se fala em infarto agudo do miocárdio, o senso comum é que apenas os mais velhos podem ser acometidos pelo mal. Entretanto, com cada vez mais jovens, na faixa etária dos 20 aos 39 anos, especialmente quando expostos aos fatores de risco para doenças cardiovasculares, vêm sofrendo com ataques cardíacos. Segundo dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, em 2013 houve um aumento de 13% no número de infartos entre adultos com até 30 anos. E apesar de o percentual de jovens que sofrem do quadro ser relativamente pequeno em relação à demais vítimas do problema, esse aumento revela hábitos não-saudáveis e que colocam em risco a vida das pessoas dessa faixa etária. Estresse, obesidade, diabetes, tabagismo, hipertensão e colesterol fora de controle, além do histórico familiar da pessoa são fatores cada vez mais presentes na vida dos menores de 40 anos e são apontados como os grandes responsáveis pelo aumento das estatísticas. Além desses fatores, também contribuem para um risco elevado de ter um infarto a insuficiência renal crônica, o uso de drogas, como cocaína, crack e anabolizantes, e até mesmo doenças trombofílicas e autoimunes, como o lúpus. Fonte: atribuna – brasil é quarto pais no ranking global de casamento infantil Texto 2 A cocaína, consumida por cerca de 17 milhões de pessoas em todo o mundo, com idades entre 15 e 64 anos, é responsável por 20% a 35% dos infartos em jovens. Seu uso causa um quarto dos ataques cardíacos em pessoas com idade inferior a 45 anos. De acordo com Ibraim Masciarelli Pinto, cardiologista e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), substâncias como a cocaína subvertem os sentidos e reduzem a consciência. O médico comenta que, além dos danos sociais e psicológicos, já muito graves, há outros riscos diretos à saúde cardiovascular. “O coração é uma das muitas vítimas tanto das drogas ilícitas como do tabagismo e do abuso das bebidas alcoólicas”.  “Aproximadamente dois terços dos infartos ocorrem em até três horas após o consumo de cocaína, variando de um minuto a quatro dias, e por volta de 25% ocorrem no prazo de 60 minutos”, ressalta o médico. A cocaína, causadora de milhões de mortes, é uma das mais procuradas pelos jovens. Em 2013, o vocalista Chorão, da banda Charlie Brown Jr., foi encontrado morto pelo excesso do uso de cocaína. O consumo da droga e o coração comprometido foram fatais para o músico. Fonte: pr ricmais – cocaína responde por 20 a 35 dos infartos em jovens Escreva uma redação com o Tema de Redação: Maus Hábitos e Infarto em Jovens e nos envie para correção!

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    30 de mar. de 2017
    apropriação cultural no Brasil
    Otavio Pinheiro
    3 min

    Tema de Redação: Apropriação Cultural no Brasil

    Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: APROPRIAÇÃO CULTURAL NO BRASIL. Texto 1 No dicionário, apropriação é descrita como o ato ou efeito de apropriar-se, tornar próprio. No contexto, apropriação cultural vem do ato de adotar elementos próprios de um cultura diferente, incorporando-o em um determinada cultura. O ato também pode ser conhecido como “aculturação” ou “assimilação”. Ela pode incluir a introdução de formas de vestir ou adorno pessoal, música, arte, religião, língua, ou comportamento social. Nem sempre essa apropriação cultural é vista com bons olhos pelos elementos da cultura dominante. Fonte: estudo prático – apropriação cultural Texto 2 Em 2015, o estopim foi o penteado com dreadlocks, tradicionalmente associado à cultura negra, usado pelas celebridades americanas Miley Cyrus e Kylie Jenner, ambas brancas. Em 2016, foi um baile de Carnaval, em São Paulo, em homenagem à África. A discussão sobre apropriação cultural tornou-se tão recorrente quanto inflamada. Quando uma manifestação cultural pode ser considerada própria de um grupo? Quando usar elementos tradicionais de outro grupo é um desrespeito? Quando é uma manifestação de apoio? Quando é um gesto desinteressado, sem conotações políticas? Faz diferença se esse grupo luta por inclusão? O pano de fundo do debate sobre apropriação cultural é uma discussão sobre racismo. Para a cantora Leci Brandão, a apropriação é desrespeitosa por se apropriar de símbolos da cultura negra, sem levar junto as mensagens. “O problema não está na difusão do produto cultural tradicional, mas na eliminação da população negra desse processo.” Para o antropólogo Antonio Risério, o debate no Brasil é mera cópia daquele que ocorre nos Estados Unidos – descabido por supor que, aqui, a divisão entre brancos e negros é profunda como a de lá. “Nada do que chegou ao Brasil permaneceu ‘puro’”, afirma. “Esta baboseira de ‘apropriação cultural’ é coisa de quem quer implantar apartheids em nossos trópicos, em vez de se lançar às marés das misturas.” Fonte: época globo – apropriação cultural e racismo Texto 3 Certa vez uma amiga branca me perguntou se, o fato dela usar um turbante, era apropriação cultural. Respondi que não necessariamente. E expliquei que a apropriação se daria se uma revista de moda resolvesse chamar ela pra falar sobre turbantes e não uma mulher negra. E a questão é bem simples. Quando uma revista usa mulheres brancas pra falar sobre turbantes, ela conversa sobre beleza, sobre tendência, sobre estética e/ou adorno. Quando a pauta é com mulheres negras, o papo já é sobre militância, empoderamento, resgate cultural e combate ao racismo. E é por isso que mulheres brancas são chamadas, porque as revistas não querem falar sobre esses “assuntos chatos”. Sem contar que o rosto branco, numa sociedade racista, vende mais. Fonte: geledes – quem se apropria culturalmente e a industria as pessoas só contribuem

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    27 de mar. de 2017
    Tema de Redação: Reforma da Previdência Social
    Otavio Pinheiro
    4 min

    Tema de Redação: Reforma da Previdência Social

    A reforma da previdência social é mudança das regras de aposentadoria e beneficiários do Instituto Nacional de Seguridade Social e tem relação com os dados de expectativa de vida e população economicamente ativa (PEA).

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    20 de mar. de 2017
    Tema de Redação: Pós-verdade
    Otavio Pinheiro
    3 min

    Tema de Redação: Pós-verdade

    Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: PÓS-VERDADE. Texto 1 Anualmente a Oxford Dictionaries, departamento da universidade de Oxford responsável pela elaboração de dicionários, elege uma palavra para a língua inglesa. A de 2016 é “pós-verdade” (“post-truth”). A palavra é usada por quem avalia que a verdade está perdendo importância no debate político. Por exemplo: o boato amplamente divulgado de que o Papa Francisco apoiava a candidatura de Donald Trump não vale menos do que as fontes confiáveis que negaram esta história. Segundo a Oxford Dictionaries, o termo “pós-verdade” com a definição atual foi usado pela primeira vez em 1992 pelo dramaturgo sérvio-americano Steve Tesich. Ele tem sido empregado com alguma constância há cerca de uma década, mas houve um pico de uso da palavra, que cresceu 2.000% em 2016. “‘Pós-verdade’ deixou de ser um termo periférico para se tornar central no comentário político, agora frequentemente usado por grandes publicações sem a necessidade de esclarecimento ou definição em suas manchetes”, escreve a entidade no texto no qual apresenta a palavra escolhida. Fonte: nexo jornal Texto 2 Pós verdade parece mais uma expressão de impacto para chamar a atenção de um público saturado de informações e inclinado para a alienação noticiosa. Mas o fato é que estamos diante de um fenômeno que já começou a mudar nossos comportamentos e valores em relação aos conceitos tradicionais de verdade, mentira, honestidade e desonestidade , credibilidade e dúvida. As evidências desta nova era estão nas manchetes de jornais, em declarações como as do candidato republicano Donald Trump ou nas dos procuradores e acusados na Lava Jato. Se antes havia verdade e mentira, agora temos verdade, meias verdades, mentira e afirmações que podem ser verdadeiras, conforme afirma o escritor norte-americano Ralph Keyes. É um caso típico de aplicação da teoria da “cognição preguiçosa”, criada pelo psicólogo e prêmio Nobel Daniel Kahneman, para quem as pessoas tendem a ignorar fatos, dados e eventos que obriguem o cérebro a um esforço adicional. Aqui no Brasil, a pós verdade é nítida no caso das investigações da Lava Jato. Separar o joio do trigo no emaranhado de versões e contra versões produzidas pelas delações premiadas é bem complicado. Há poucas dúvidas sobre a existência de esquemas de propinas, caixa dois eleitoral, superfaturamento, formação de cartéis e enriquecimento de suspeitos, mas provar cada um deles com base em evidências é uma operação complexa e demorada. Em alguns casos até inviável dada a sofisticação dos esquemas adotados pelos suspeitos de corrupção. Mas como existe o interesse político envolvendo a questão e como existe a “cognição preguiçosa”, as convicções passam a ocupar o espaço das evidências e provas. A dicotomia jurídica clássica entre o legal e o ilegal passa a ser substituída por justificativas tipo “domínio do fato”, ou seja, convicções construídas a partir da repetição massiva de percepções individuais ou corporativas, pelos meios de comunicação. Fonte: observatorio da imprensa Texto 3 theintercept

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    16 de mar. de 2017
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    Otavio Pinheiro
    8 min

    Tema: COMO COMBATER O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO BRASIL?

    PROPOSTA DE REDAÇÃO Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o Tema: COMO COMBATER O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO BRASIL? Texto 1 Preconceito Linguístico O Preconceito Linguístico é aquele gerado pelas diferenças linguísticas existentes dentre de um mesmo idioma. De tal maneira, está associado às diferenças regionais, desde dialetos, regionalismo, gírias e sotaques, os quais são desenvolvidos ao longo do tempo e que envolvem os aspectos históricos, sociais e culturais de determinado grupo. O preconceito linguístico é um dos tipos de preconceito mais empregados na atualidade e pode ser um importante propulsor da exclusão social. Preconceito Linguístico: o que é, como se faz Na obra “Preconceito Linguístico: o que é, como se faz” (1999), dividida em quatro capítulos, o professor, linguista e filólogo Marcos Bagno aborda sobre os diversos aspectos da língua bem como o preconceito linguístico e suas implicações sociais. Segundo ele, não existe uma forma “certa” ou “errada” dos usos da língua e o preconceito linguístico, gerado pela ideia de que existe uma única língua correta (baseada na gramática normativa), colabora com a prática da exclusão social. No entanto, devemos lembrar que a língua é mutável e vai se adaptando ao longo do tempo de acordo com ações dos falantes. Além disso, as regras da língua, determinada pela gramática normativa, não incluem expressões populares e variações linguísticas, por exemplo, as gírias, regionalismos, dialetos, dentre outros. De maneira elucidativa, no primeiro capítulo do livro, “A mitologia do preconceito linguístico”, ele analisa oito mitos muito pertinentes sobre o preconceito linguístico, a saber: Mito n° 1 “A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente”: o autor aborda sobre a unidade linguística e as variações que existem dentro do território brasileiro. Mito n° 2 “Brasileiro não sabe português” / “Só em Portugal se fala bem português”: apresenta as diferenças entre o português falado no Brasil e em Portugal, este último considerado superior e mais “correto”. Mito n° 3 “Português é muito difícil”: baseado em argumentos sobre a gramática normativa da língua portuguesa ensinada em Portugal, e suas diferenças entre falar e escrever dos brasileiros. Mito n° 4 “As pessoas sem instrução falam tudo errado”: preconceito gerado por pessoas que têm um baixo nível de escolaridade. Bagno defende essas variantes da língua e analisa o preconceito linguístico e social gerado pela diferença da lingua falada e da norma padrão. Mito n° 5 “O lugar onde melhor se fala português no Brasil é o Maranhão”: mito criado em torna desse estado, o qual é considerado por muitos o português mais correto, melhor e mais bonito, posto que está intimamente relacionado com o português de Portugal e o uso do pronome “tu” com a conjugação correta do verbo: tu vais, tu queres, etc. Mito n° 6 “O certo é falar assim porque se escreve assim”: aqui o autor apresenta diferenças entre as diversas variantes no Brasil e a utilização da linguagem formal (culta) e informal (coloquial). Mito n° 7 “É preciso saber gramática para falar e escrever bem”: aborda sobre o fenômeno da variação linguística e a subordinação da língua a norma culta. Para ele, a gramática normativa passou a ser um instrumento de poder e de controle. Mito n° 8 “O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social”: decorrente das desigualdades sociais e das diferenças das variações em determinadas classes sociais. Assim, as variedades linguísticas que não são padrão da língua são consideradas inferiores. Preconceito Linguístico no Brasil O preconceito linguístico no Brasil é algo muito notório, visto que muitos indivíduos consideram sua maneira de falar superior ao de outros grupos. Isso ocorre, sobretudo, entre as regiões do país, por exemplo, um sulista que considera sua maneira de falar superior aos que vivem no norte do país. Antes de mais nada, devemos salientar que nosso país possui dimensões continentais e embora todos falamos a língua portuguesa, ela apresenta diversas variações e particularidade regionais. Importante destacar que o preconceito linguístico acontece no teor de deboche e pode gerar diversos tipos de violência (física, verbal, psicológica). Os indivíduos que sofrem com o preconceito linguístico muitas vezes adquirem problemas de sociabilidade ou mesmo distúrbios psicológicos. Os sotaques que se distinguem não somente nas cinco regiões do Brasil, mas também dentro de um próprio estado, são os principais alvo de discriminação. Por exemplo, uma pessoa que nasceu e vive na capital do estado e uma pessoa que vive no interior. Geralmente, quem está na capital acredita que sua maneira de falar é superior a das pessoas que habitam o interior do estado ou mesmo as áreas rurais. Nesse caso, muitas palavras pejorativas e depreciativas são utilizadas para determinar algumas dessas pessoas através de um estereótipo associado as variedades linguísticas, por exemplo, o caipira, o baiano, o nordestino, o roceiro, dentre outros. Sobre esse assunto, o escritor Marcos Bagno afirma em sua obra “Preconceito Linguístico: o que é, como se faz” (1999): “É um verdadeiro acinte aos direitos humanos, por exemplo, o modo como a fala nordestina é retratada nas novelas de televisão, principalmente da Rede Globo. Todo personagem de origem nordestina é, sem exceção, um tipo grotesco, rústico, atrasado, criado para provocar o riso, o escárnio e o deboche dos demais personagens e do espectador. No plano lingüístico, atores não nordestinos expressam-se num arremedo de língua que não é falada em lugar nenhum do Brasil, muito menos no Nordeste. Costumo dizer que aquela deve ser a língua do Nordeste de Marte! Mas nós sabemos muito bem que essa atitude representa uma forma de marginalização e exclusão. (…) Se o Nordeste é “atrasado”, “pobre”, “subdesenvolvido” ou (na melhor das hipóteses) “pitoresco”, então, “naturalmente”, as pessoas que lá nasceram e a língua que elas falam também devem ser consideradas assim… Ora, faça-me o favor, Rede Globo!” Esse tipo de preconceito atinge muitos grupos considerados de menor prestígio social, donde a língua é utilizada como ferramenta de distinção social. Entretanto, vale lembrar que todas as variações linguísticas são aceitas e devem ser consideradas um valor cultural e não um problema. Fonte: https://www.todamateria.com.br/preconceito-linguistico/ Texto 2 Fonte: Cibele Santos Texto 3 Médico debocha de

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    13 de mar. de 2017
    Otavio Pinheiro
    10 min

    Tema: Maternidade: escolha ou obrigação?

    Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o Tema: Maternidade: escolha ou obrigação? Texto 1 “Você vai acabar mudando de ideia” e “vai se arrepender quando estiver mais velha” são exemplos de frases que as mulheres que escolheram não ter filhos escutam com frequência. Apesar de a maioria das pessoas que não tem filhos no Brasil ser de homens (33,4%), e não mulheres (21%), os julgamentos prevalecem sobre elas. A ideia de que toda mulher nasceu para ser mãe, a chamada maternidade compulsória, ainda permeia na cabeça de muitas pessoas. Segundo a projeção de população do IBGE, divulgada em 2013, a taxa de fecundidade no Brasil caiu de 2,39 filhos por mulher em 2000 para 1,77 em 2013, o que representa uma queda de 26%. Ainda de acordo com a projeção, o aumento da escolaridade da mulher é um dos principais fatores para essa diminuição. Para a psicóloga Cláudia Mara Wysocki, que trabalha com terapia familiar, “as mulheres têm buscado se qualificar cada vez mais. Isso também está associado a ter uma formação pessoal melhor, não só com o trabalho, tem a ver com a ideia de progredir”. Maria Elisa Pacheco de Carvalho, 53, também escolheu esse estilo de vida e não se arrepende: “se eu tivesse tido filhos, não iria viajar como eu viajei, não teria liberdade de sair, dormir até a hora que eu quiser, ler um livro a hora que eu quiser”. Mesmo com o crescimento de mulheres que optaram por esse estilo de vida, ainda existem muitos empecilhos para quem não deseja ter filhos. A laqueadura, cirurgia de esterilização definitiva da mulher — que a impede de engravidar novamente — é regulamentada no Brasil pela Lei do Planejamento Familiar (9.263/96). Nessa lei, consta que podem realizar a laqueadura mulheres com pelo menos 25 anos ou com 18 anos e dois filhos, seja no Sistema Único de Saúde (SUS) ou em hospitais particulares. Muitos médicos se recusam a realizar essa cirurgia por julgarem que as mulheres nessa idade ainda são muito jovens. Para Giulia Tadini, integrante do Coletivo Feminista Juntas!, o Estado deveria assegurar os direitos das mulheres que não querem ter filhos. “Um ditado feminista diz que defendemos a educação sexual para prevenir, contraceptivo para não engravidar e aborto legal e seguro, garantido pelo SUS, para evitar a morte de mulheres em decorrência de abortos clandestinos. Acho que isso sintetiza bem o que deveria ser a política pública em relação ao tema”, afirma ela. A pressão social A decisão sobre se tornar ou não mãe está rodeada por uma série de outras escolhas, repletas de julgamentos da sociedade. Segundo Giulia, o assunto ainda é um tabu “por conta da nossa cultura machista. Um exemplo claro é a diferença entre o período da licença maternidade e da paternidade”. Muitas mulheres preferem não passar pelas privações e problemas que acompanham uma gravidez, como o aumento dos hormônios, dores nas costas, enjoos e restrições à prática de atividades físicas. Outra preocupação das mulheres é a violência obstétrica. Existem casos em que a gestante sofre humilhações e negligências no atendimento, desde o pré-natal até o pós-parto. Maria Elisa aceitou suas preferências desde o início, mas para as pessoas com quem convive não é tão fácil assim. “As pessoas te cobram muito. Até hoje sou cobrada, tem assédio moral no local em que trabalho”, afirma. Fonte: https://medium.com/jornal-comunica%C3%A7%C3%A3o/maternidade-escolha-ou-obriga%C3%A7%C3%A3o-f3891fd3776a#.9czvcqdpz Texto 2 A gente nasce, cresce, reproduz-se e morre, ensinam os livros de ciências.  Esse é o ciclo da vida para aqueles que, diferentemente dos seres humanos, são dotados de uma habilidade que outros animais não têm: a de planejar. Podemos fazer escolhas profissionais, amorosas e tantas outras. É por meio da nossa capacidade de planejar e escolher que conseguimos organizar a vida, estabelecer metas e objetivos e traçar caminhos para alcançá-los. Os homens utilizam essa habilidade humana há séculos, mas às mulheres, apenas recentemente foi dado o privilégio de planejar e fazer escolhas de acordo com sua vontade. Até bem pouco tempo atrás, a mulher quase sempre tinha apenas um caminho a seguir, traçado antes mesmo de ela nascer: casar-se, ter filhos e cuidar da família. Poucas fugiam desse destino. Será que todas as mulheres sempre quiseram mesmo ser mãe? O instinto materno é de fato algo intrínseco a nós a ponto de não podermos abrir mão dos filhos? O tempo passou, a sociedade mudou e a mulher hoje pode, em princípio, comandar a própria vida. Mesmo que ainda sejam poucas as que assumem o papel ativo diante da vida e bancam suas escolhas, não há mais um único caminho destinado à mulher. A maternidade, como bem sabe toda mãe, apesar de compensadora não é fácil. Exige, entre muitas outras coisas, dedicação e abdicação da própria independência, e nem toda mulher está preparada ou deseja encarar a tarefa. Além disso, o mundo moderno oferece tantas oportunidades além da maternidade, que a vontade de ter filhos pode ser postergada ou mesmo abandonada. Criar um filho é dispendioso; nas culturas latinas, o homem não costuma ajudar muito na tarefa, o que acaba sobrecarregando a mulher. Portanto, não é difícil supor que muitas mulheres possam simplesmente não desejar ser mãe. Porque filho pode ser maravilhoso, mas verdade seja dita, quem os tem nunca mais será completamente livre. E abrir mão da independência deve ser uma escolha, não uma imposição. Há mulheres que se realizam sendo mães, outras encaram a maternidade como parte da vida, uma de suas facetas. E há, ainda, um terceiro grupo que simplesmente não deseja viver a maternidade. E não há nenhum problema nisso, desde que a mulher se sinta bem com sua escolha. A vida pode ser muito boa sem a presença de fraldas, mamadeiras e mordedores. Basta abrir-se para essa possibilidade. Encarar que você não terá filhos pode ser bem difícil. A cobrança é grande, e não serão poucos os que a olharão com piedade, quase como se você padecesse de uma doença grave e incurável. Muitos a considerarão egoísta, pois é difícil aceitar que a mulher possa não pretender dedicar-se incondicionalmente a outra pessoa e optar pela

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    09 de mar. de 2017
    Otavio Pinheiro
    5 min

    Tema de Redação: crise nos estados

    Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: CRISE DOS ESTADOS. Texto 1 O EFEITO DA CRISE O Rio de Janeiro não está sozinho entre os estados em dificuldades. Os 26 estados e o Distrito Federal somam um rombo fiscal de R$ 56 bilhões nas contas do primeiro semestre deste ano. O número representa uma piora nas contas de 17 estados em relação ao resultado que tinham no mesmo período de 2015, de acordo com levantamento do G1 a partir de dados do Tesouro Nacional. Das 27 unidades da federação, 20 estão no vermelho. Esse resultado já impacta serviços básicos e projetos de muitos governos estaduais. Levantamento do G1 aponta que ao menos 16 estados mais o DF cortaram investimentos nos últimos dois anos. Além disso, 14 informaram que têm obras paradas ou atrasadas por falta de dinheiro. E ainda há 8 estados com atrasos de salários de servidores e 16 que não pagaram em dia os fornecedores. A situação mais grave é a de 6 estados que não garantem que haverá caixa para pagar o 13º dos funcionários neste ano. Segundo especialistas ouvidos pelo G1 , o principal indicador para definir a saúde financeira de estado é o resultado primário (diferença entre receitas e despesas, sem levar em conta os juros das dívidas). A piora nas contas dos estados e do DF no primeiro semestre do ano mostra que sobrou menos dinheiro ou faltou mais para a maioria dos estados brasileiros este ano. O balanço fiscal dos estados está disponível no Sistema de Informações Fiscais do Setor Público Brasileiro (Sincofi), do Tesouro Nacional. Os dados levam em conta os balanços das contas feitos com as despesas empenhadas – ou seja, dívidas assumidas pelo estado, mas que não necessariamente já estão pagas até o período compreendido no balanço, como explica Waldemir Luiz de Quadros, professor de economia do setor público da PUC-SP. “O balanço empenhado dá a dimensão, economicamente, do que eles decidiram gastar. O liquidado é o que ele atestou que foi gasto.” Algumas secretarias de Fazenda dos estados apontam que é preciso considerar os balanços com as despesas liquidadas – ou seja, já pagas. Mas os dados mostram que também houve piora nas contas se considerada essa metodologia. Somados, os resultados dos estados mais o DF tiveram queda de 11% no primeiro semestre de 2016 na comparação com 2015. Além disso, 14 dos 26 estados mais o DF registraram piora nas contas. A deterioração das contas dos estados é consequência da recessão, explica João Luiz Mascolo, professor de economia do MBA Insper. “A receita tributária cai. Os impostos federais caem, assim como os municipais e os estaduais. Aí tem a perda de receita”. Diversos estados relataram que sua situação fiscal foi prejudicada pelas reduções do repasses do Fundo de Participação de Estados e Municípios (FPE). O FPE reúne 21% dos recursos de Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados e distribui aos estados por um critério que considera a renda per capita e o tamanho da população. Os estados mais populosos e com famílias mais pobres recebem mais recursos e sentem mais a queda nas transferências. Além da redução das receitas, o professor Mascolo aponta que muitos estados tiveram aumento das despesas, o que torna a situação ainda mais grave. Em agosto, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei de renegociação das dívidas dos estados com a União. Os governos estaduais terão um alongamento, por 20 anos, do prazo para quitação das dívidas estaduais com a União, além da suspensão dos pagamentos até o fim de 2016. Os pagamentos serão retomados gradativamente a partir de 2017. A decisão deve aliviar o caixa dos estados em R$ 50 bilhões até meados de 2018, segundo estimativa do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “O governo deu uma ajuda na medida em que renegociou a dívida”, diz o professor Mascolo, acrescentando que o peso dos juros e encargos da dívida “vai cair praticamente a zero” no segundo semestre do ano. “Eles não pagam nada nesse segundo semestre e começam a pagar 5,5% por cento do que deveriam em janeiro. Eles vão voltar a pagar 100% do valor mensal devido só em junho de 2018. ” Como contrapartida para o alívio, os estados ficam sujeitos a uma regra que institui um teto para os gastos públicos . “Como o governador vai ter um teto, vai ter que se virar. Se quiser dar reajuste para funcionários, vai ter que tirar de outro lugar”, explica Mascolo. O especialista, no entanto, aponta que a renegociação deu “fôlego” aos estados para resolverem um problema de caixa, mas não resolve a causa estrutural do desequilíbrio das contas. Além da renegociação da dívida, outra medida que os estados esperavam como alívio era divisão, entre os estados, dos recursos arrecadados com o processo de repatriação. No entanto, a arrecadação foi abaixo do esperado: R$ 46,8 bilhões, contra a previsão de R$ 50 bilhões. Segundo o governo, os estados receberão, ao todo, R$ 4,02 bilhões do total arrecadado. O Peso da Previdência Assim como ocorre com o governo federal, uma das grandes dificuldades das finanças de muitos estados é o gasto excessivo com servidores aposentados e inativos. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vem afirmando que há risco de quebra da Previdência em vários estados no Brasil. Na média nacional, os estados gastaram 23% de suas receitas de 2015 com a Previdência. Mas a situação é mais grave em alguns estados. O Rio Grande do Sul é o local onde os gastos com aposentadorias e pensões mais pesam sobre as contas públicas. Em 2015, foram mais de R$ 12 bilhões – o equivalente a 40% da receita corrente líquida do estado. Minas Gerais e Distrito Federal também gastam mais de 30% da receita com aposentados. Fonte: especiais g1 globo – raio x da crise nos estados

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    06 de mar. de 2017
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