
Nos últimos anos, o debate sobre a justiça tributária no Brasil ganhou força, especialmente com a aprovação daLei Complementar nº 214/2025, que regulamenta a nova reforma tributária. A proposta, considerada histórica, tem como objetivo principal simplificar a cobrança de impostos sobre o consumo, reduzir distorções e combater desigualdades estruturais.
A nova legislação prevê a substituição de tributos como ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins por dois novos impostos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Ambos funcionarão em um modelo dual do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que incide apenas sobre o valor adicionado em cada etapa da cadeia produtiva. Dessa forma, o sistema evita a chamada cumulatividade tributária, um dos grandes problemas do modelo atual.
É importante destacar que temas como reforma tributária, desigualdade fiscal e políticas redistributivas estão diretamente conectados aos eixos temáticos mais cobrados em redações do ENEM e vestibulares. A proposta de justiça tributária envolve não apenas a arrecadação, mas também o impacto social dos impostos sobre diferentes camadas da população.
Treine sua redação com o tema sobre justiça tributáriaA partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Caminhos para garantir a justiça tributária no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.
Foi sancionada nesta quinta-feira (16) a Lei Complementar 214, primeira regulamentação da reforma tributária. A nova lei simplifica a cobrança de impostos sobre o consumo de bens e serviços. O texto é originado do Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024, aprovado em dezembro pelo Congresso Nacional.
A principal mudança é a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), de modelo dual: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) será destinado a estados e municípios, e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) ficará com a União. Eles substituirão os atuais ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins, combatendo a cumulatividade de tributos e promovendo maior equilíbrio fiscal.
Além disso, a lei prevê a isenção total para itens da cesta básica e cashback de tributos para famílias com renda de até meio salário mínimo per capita, beneficiando mais de 94 milhões de brasileiros, segundo o governo federal. Produtos considerados nocivos, como bebidas alcoólicas, cigarros e veículos poluentes, serão taxados com o Imposto Seletivo, também chamado de “imposto do pecado”.
A implementação será gradual: os testes começam em 2026 e a transição será concluída até 2033.
Fonte: Agência Senado.
A reflexão sobre o que constitui um sistema tributário justo passa necessariamente por dois pilares centrais: equidade e eficiência. Inspirada na Teoria da Justiça de John Rawls, a pesquisadora Lilian Sendretti propõe que a tributação deve ser pensada como um mecanismo de justiça intergeracional, capaz de combater a concentração de renda e assegurar o bem-estar coletivo em uma sociedade democrática.
Segundo Sendretti, Rawls considera justo o sistema que evita o acúmulo excessivo de capital e promove a dispersão de riqueza. No entanto, a autora defende que, no contexto brasileiro, é preciso uma abordagem mais realista, a chamada “teoria não ideal”, que considera as desigualdades históricas e a escassez de recursos.
Além disso, o debate entre eficiência e equidade é inevitável. A eficiência, tradicionalmente medida pelo Ótimo de Pareto, não considera necessariamente a justiça distributiva. Já a equidade pode ser compreendida sob dois princípios clássicos:
Nesse contexto, a ideia de justiça tributária requer equilíbrio entre esses princípios, especialmente considerando os custos envolvidos em redistribuir renda, o que o economista Arthur Okun chamou de “balde furado” (leaky bucket), uma metáfora para as perdas de eficiência no processo redistributivo.
Fonte adaptada: Sendretti, Lilian. Justiça tributária: os conceitos de equidade e eficiência e as suas bases normativas. VIII Seminário Discente da Pós-Graduação em Ciência Política da USP, 2018. Link para o original
Não Deixe Sua Redação no Modo Automático – Corrija Agora!A taxação justa da população é uma pauta indispensável para garantir os direitos sociais e o fortalecimento da democracia. No Brasil, a carga tributária incide de forma desproporcional sobre as classes populares, enquanto os super-ricos seguem com isenções e benefícios fiscais que comprometem o financiamento de políticas públicas essenciais, como a educação.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) alerta para dois elementos centrais desse debate: a proposta de tributação mais justa para quem ganha até R$ 5 mil mensais, e a taxação progressiva sobre grandes fortunas, lucros e patrimônios, como heranças e bens de luxo. A medida é necessária para corrigir o atual modelo regressivo, onde a maior parte da arrecadação vem de impostos sobre o consumo, penalizando os mais pobres.
Além do debate interno, outro fator de preocupação é o contexto internacional. As ameaças de sobretaxação feitas por Donald Trump contra produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos representam não apenas uma pressão econômica, mas também uma interferência política que atinge diretamente os trabalhadores brasileiros.
Neste cenário, torna-se urgente a regulamentação de setores estratégicos como as big techs, que atuam com amplo poder de influência e pouca responsabilização fiscal, além de frequentemente estarem envolvidas em práticas de desinformação. Ao mesmo tempo, a aprovação do PL 1.087/2025, que isenta os contribuintes com renda de até R$ 5 mil e reduz a carga para quem ganha até R$ 7 mil, aparece como medida concreta para promover maior justiça social.
Fonte adaptada: CNTE. Tarifaço de Trump e taxação de super-ricos: pautas que precisam ser debatidas. Publicado em 14 de julho de 2025. Acesso em: tarifaco de trump e taxacao de super ricos pautas que precisam ser debatidas (cpers.com.br)

Fonte adaptada: Cunha, Ari. O que se paga e o que se vê. Correio Braziliense Blogs. Disponível em: o que se paga e o que se ve (blogs.correiobraziliense.com.br)
💡 Clique aqui para treinar esse tema com correção profissional em até 24h!Para enriquecer sua redação sobre reforma tributária e desigualdade fiscal no Brasil, é essencial utilizar repertórios socioculturais que dialoguem com os principais desafios do sistema tributário nacional. A seguir, veja sugestões de livros, filmes, séries, músicas e legislações que fortalecem argumentos sobre a busca por um modelo mais justo e eficiente.
1. “A Riqueza das Nações”, de Adam Smith
Considerado o pai da economia moderna, Adam Smith defendia que os tributos deveriam ser proporcionais à capacidade contributiva de cada indivíduo.
2. “Capital no Século XXI”, de Thomas Piketty
O economista francês analisa como a concentração de renda gera desigualdades estruturais. Piketty argumenta a favor de impostos progressivos sobre grandes fortunas, o que se conecta diretamente à necessidade de uma reforma tributária focada na redução das disparidades sociais.
3. “A Grande Aposta” (2015)
O longa aborda a crise financeira de 2008, mostrando como instituições lucram enquanto a população sofre com os impactos econômicos. A trama pode ser usada para refletir sobre a impunidade dos mais ricos e a ausência de mecanismos regulatórios que promovam justiça tributária.
4. “Privatizações: A Distopia do Capital” (Brasil, 2019)
Este documentário brasileiro explora como políticas neoliberais e desonerações fiscais afetam os serviços públicos. Ótimo exemplo para mostrar como a má condução fiscal impacta diretamente a população mais vulnerável, reforçando a necessidade de mudanças no sistema de arrecadação e redistribuição.
5. “Explicando: O mundo do dinheiro” (Netflix)
A série apresenta episódios curtos sobre o funcionamento da economia global. Um dos capítulos trata sobre impostos, mostrando como países estruturam seus modelos tributários e os impactos sociais dessas escolhas.
6. “O Mecanismo” (Netflix)
Inspirada na Operação Lava Jato, a série ilustra como a corrupção e o desvio de verbas públicas aprofundam a crise de confiança no Estado. Esse cenário contribui para a percepção de que os tributos pagos não retornam em forma de serviços públicos — um problema central da reforma tributária brasileira.
7. “Apesar de você”, de Chico Buarque
Embora não trate diretamente de impostos, a canção é símbolo de resistência à opressão estatal. Pode ser utilizada para refletir sobre a insatisfação popular frente a sistemas políticos e fiscais injustos.
8. “Brasil”, de Cazuza
Ao denunciar a desigualdade social e a corrupção, a música critica o modo como o Estado brasileiro funciona. Serve como repertório para problematizar o desvio de recursos e a má gestão dos tributos arrecadados.
9. Constituição Federal (art. 150 a 152)
A Constituição estabelece princípios da tributação, como a isonomia e a capacidade contributiva. É importante citar que o atual sistema brasileiro, embora previsto para ser progressivo, ainda mantém forte caráter regressivo.
10. Reforma tributária (EC 132/2023 e PLP 68/2024)
A Emenda Constitucional 132/2023 e a Lei Complementar que a regulamenta propõem mudanças significativas, como a criação do IBS e do CBS, além do cashback para famílias de baixa renda. Tais medidas visam promover a justiça fiscal e combater a desigualdade tributária no país.
Causa:
O modelo tributário brasileiro carrega um forte traço de regressividade, ou seja, quem ganha menos proporcionalmente paga mais impostos do que quem tem altos rendimentos. Esse desequilíbrio é fruto de um sistema construído ao longo de décadas, com base em tributação sobre o consumo (ICMS, IPI, PIS, Cofins), e não sobre a renda e o patrimônio.
Consequência:
Essa lógica contribui para o agravamento das desigualdades sociais, uma vez que os tributos pesam mais sobre a população de baixa renda. Além disso, a falta de cobrança efetiva sobre lucros e dividendos amplia a concentração de renda entre os mais ricos. A consequência direta é a limitação de acesso a serviços públicos de qualidade, como saúde e educação, justamente para quem mais precisa deles.
Possível solução:
A aprovação de uma reforma tributária progressiva que reduza a carga sobre o consumo e aumente a tributação sobre grandes fortunas, heranças e rendas elevadas é essencial. Além disso, medidas como o cashback tributário (previsto no PLP 68/2024) para famílias de baixa renda devem ser expandidas para garantir equidade.
Pensador que embasa:
Karl Marx já afirmava que o sistema fiscal é uma forma de dominação das elites. Para ele, a estrutura do Estado tende a proteger os interesses da classe dominante, inclusive no modo como arrecada e distribui os tributos. Essa crítica é útil para discutir como o Estado pode reproduzir desigualdades por meio de um sistema injusto de arrecadação.
Causa:
Além da regressividade, o Brasil apresenta isenções e benefícios fiscais desproporcionais para determinados setores, como bancos, grandes empresas e fundos de investimento. Muitas dessas desonerações não possuem contrapartidas sociais nem transparência na aplicação dos recursos públicos.
Consequência:
O Estado arrecada muito, mas gasta mal, o que reforça a percepção popular de que o dinheiro público “some” nos cofres do governo. Essa sensação de injustiça gera desconfiança, evasão fiscal e descrença nas instituições, alimentando um ciclo de informalidade e sonegação.
Possível solução:
A solução passa pela revisão das renúncias fiscais, pelo fortalecimento dos órgãos de controle e pela digitalização das informações orçamentárias, com transparência e participação social. A atuação do TCU e da Receita Federal também deve ser ampliada para garantir que os tributos cumpram sua função redistributiva.
Pensador que embasa:
Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia, defende que o desenvolvimento de um país passa pela justiça distributiva e transparência institucional. Para ele, a qualidade do gasto público importa tanto quanto a arrecadação. Esse pensamento reforça que uma reforma tributária justa precisa vir acompanhada de uma gestão pública eficiente.
Por fim, a discussão sobre justiça tributária no Brasil tem ganhado destaque com a recente reforma tributária, que promete simplificar o sistema e aliviar a carga sobre os mais pobres. Ao longo deste conteúdo, mostramos como o modelo atual perpetua desigualdades históricas, penaliza os trabalhadores e beneficia setores privilegiados com isenções fiscais e falta de transparência nos gastos públicos.
Além disso, debatemos propostas concretas para superar esse cenário, como a taxação dos super-ricos, o fortalecimento dos mecanismos de controle e o incentivo à tributação progressiva, conforme previsto em projetos como o PLP 68/2024. A construção de um sistema mais justo não depende apenas do governo, mas também do conhecimento e da mobilização da sociedade civil, especialmente dos jovens que estão prestes a decidir o futuro nas urnas e nas redações.
Se você está se preparando para o Enem, vestibulares ou concursos, compreender os impactos da reforma tributária e desenvolver argumentos consistentes sobre equidade fiscal, renda, transparência pública e responsabilidade social é um diferencial.
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Ver Planos de CorreçãoDiante de calamidades climáticas cada vez mais intensas, a garantia do direito à moradia no Brasil se torna um desafio urgente sobre dignidade e justiça social para a população atingida.
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Vestibular UNEB 2026 debateu o feminicídio e a educação como combate à violência. Analisamos este tema crucial que desafiou milhares e te preparamos para futuras pautas sociais.
A prova de redação da Unicamp 2026, aplicada neste último domingo (30), rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados entre estudantes e especialistas. Isso aconteceu porque, logo na abertura do enunciado, os candidatos se depararam com duas propostas extremamente atuais, socialmente relevantes e que exigiam, sem dúvida, um nível elevado de leitura crítica e domínio dos gêneros textuais. Ambos os temas tratavam de fenômenos que atravessam o cotidiano brasileiro: de um lado, a expansão da chamada “machosfera”, universo digital marcado por discursos de ódio e radicalização masculina; de outro, a importância histórica da CLT e dos direitos trabalhistas, que estruturam a cidadania social no país. Além de surpreender, as propostas reforçaram uma tendência que a Unicamp vem consolidando ao longo dos últimos anos: a de cobrar temas ancorados em debates contemporâneos, que permitem ao estudante demonstrar conhecimento de mundo, repertório sociocultural e capacidade de argumentar de maneira crítica. Por essa razão, compreender o que foi solicitado torna-se essencial para quem deseja não apenas revisar seus acertos, mas também se preparar com estratégia para a edição de 2027. O que caiu na redação da Unicamp 2026? Os candidatos encontraram duas propostas distintas e deveriam escolher apenas uma. Ambas tinham em comum a profundidade temática e a necessidade de observar rigorosamente o gênero textual solicitado. Tema 1 — A expansão da machosfera e o discurso de ódio contra mulheres A primeira proposta exigia um depoimento pessoal narrativo-argumentativo. O estudante precisava narrar um episódio testemunhado em ambientes digitais ligados à machosfera — incluindo grupos incel e redpill — e, a partir disso, refletir criticamente sobre os riscos e consequências dos discursos de ódio contra mulheres. Isso significa que o candidato não podia apenas narrar, mas articular uma experiência verossímil com uma análise consistente do fenômeno, demonstrando consciência social e conhecimento dos mecanismos de violência simbólica e digital. Tema 2 — A importância histórica da CLT A segunda proposta solicitava que o estudante escrevesse uma nota de esclarecimento destinada ao público interno de uma empresa. A tarefa consistia em explicar o significado de “ser CLT” e argumentar sobre a relevância histórica da legislação trabalhista no Brasil. Esse gênero, mais técnico e formal, exige objetividade, clareza terminológica e domínio da função social do texto, já que uma nota interna deve informar, orientar e esclarecer. Ambas as propostas, portanto, exigiram habilidades diferentes, mas igualmente sofisticadas: no primeiro tema, a combinação de narrativa e argumentação; no segundo, a precisão formal e a articulação histórica. O que diziam os textos motivadores da prova? Para além da escolha dos temas, a Unicamp reforçou sua tradição de oferecer coletâneas densas e multirreferenciadas, que ajudassem o candidato a compreender plenamente o contexto de cada proposta. Textos motivadores do tema da machosfera A coletânea incluía: – Trechos da série Adolescência, da Netflix, que aborda a vulnerabilidade de jovens expostos a discursos radicais em fóruns como incels;– Casos reais de ataques motivados por ideologias misóginas, como Elliot Rodger (EUA), Alek Minassian (Canadá) e Jake Davison (Reino Unido);– Leis brasileiras relacionadas ao enfrentamento da violência digital, como a Lei Maria da Penha em sua dimensão online, a Lei Lola Aronovich, a Lei do Sinal Vermelho e a Lei dos Deepfakes;– Reflexão do psicanalista Christian Dunker sobre a vergonha, a solidão e o sofrimento emocional que alimentam comportamentos violentos. Esses textos convidavam o estudante a analisar não apenas episódios isolados, mas um fenômeno complexo em que vulnerabilidade emocional, misoginia e algoritmos digitais se entrelaçam. Textos motivadores do tema da CLT A coletânea trazia: – Explicações sobre a função e o histórico da CLT;– O processo de consolidação de direitos como jornada de 8 horas, férias e FGTS;– O argumento econômico de que direitos trabalhistas não prejudicam o desenvolvimento, mas o fortalecem;– O impacto do 13º salário na economia brasileira e outros dados organizados pelo Dieese. Esses textos davam ao candidato um panorama histórico e estrutural sobre a evolução dos direitos trabalhistas no Brasil, mostrando como a CLT é fundamental para a cidadania social. Como o Redação Online antecipou exatamente esses dois temas Um dos pontos que chamou a atenção após a prova foi que o Redação Online já havia trabalhado exatamente os dois eixos temáticos cobrados pela Unicamp meses antes. Essa antecipação não foi coincidência: ela é resultado de um acompanhamento contínuo das tendências sociais, legislativas e culturais que influenciam os vestibulares. A discussão sobre a cultura incel, por exemplo, foi profundamente abordada no artigo: 🔗 Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea Nesse conteúdo, analisamos as origens da machosfera, explicamos como fóruns digitais amplificam a misoginia e discutimos políticas públicas e repertórios fundamentais — como Bauman, Bourdieu e ONU Mulheres — que dialogam diretamente com a proposta da Unicamp. Do mesmo modo, o eixo do trabalho e da proteção trabalhista já havia sido explorado em: 🔗 O fim da escala 6×1: medida válida para a saúde mental dos trabalhadores ou uma intervenção desnecessária? Esse tema discutiu a precarização do trabalho, a saúde mental dos empregados, a função social da legislação trabalhista e o papel da CLT como proteção histórica. Em ambos os casos, os conteúdos ofereceram aos estudantes exatamente o repertório necessário para compreender profundamente as propostas da Unicamp. Além disso, a série Adolescência, utilizada no motivador da prova, também foi analisada de forma detalhada no post: 🔗 Adolescência, da Netflix: como usar a série em redações e o que ela revela sobre a juventude brasileira Essa análise permitiu que os estudantes já tivessem contato prévio com conceitos fundamentais presentes no enunciado. Por que esses dois temas fazem sentido para a Unicamp? Ambos os temas escolhidos refletem movimentos sociais amplos. No caso da machosfera, observa-se um aumento global de discursos antifeministas, reforçados por algoritmos de recomendação e pela lógica de comunidade que valida frustrações e ódios. Por conseguinte, compreender esse fenômeno exige atenção às dinâmicas emocionais, tecnológicas e sociológicas. No tema da CLT, a universidade parece reafirmar a importância de revisitar a história do trabalho no Brasil para entender os avanços sociais e os desafios contemporâneos. Ademais, ao pedir
No dia 30 de novembro de 2025, a UERJ aplicou a redação do Vestibular Estadual 2026 trazendo um tema profundamente atual, embora ancorado em um dos maiores clássicos da literatura mundial. A banca apresentou um excerto de Hamlet, no qual Polônio aconselha Laertes a manter prudência, sensatez e, sobretudo, fidelidade a si mesmo. A partir desse texto, o candidato deveria responder: É possível, nos dias atuais, ser fiel a si mesmo, como aconselha Polônio?A proposta exigia um texto dissertativo-argumentativo, entre 20 e 30 linhas, com título obrigatório, desenvolvimento crítico e interpretação literária articulada ao mundo contemporâneo, marca registrada da UERJ. A leitura da coletânea: por que Hamlet foi o texto motivador? A escolha do trecho de Hamlet não foi aleatória. Polônio apresenta um conjunto de orientações sobre prudência, postura social, autocontrole e ética. Mas, ao final, dá o conselho fundamental: “Sê fiel a ti mesmo.” A UERJ transforma esse verso clássico em uma pergunta urgente da vida moderna: • Como manter autenticidade em uma sociedade hiperconectada?• É possível agir com coerência interna quando redes sociais moldam comportamentos?• Como conciliar identidade própria com expectativas externas (família, trabalho, cultura)?• O “ser fiel a si mesmo” ainda é um ideal possível, ou se tornou um mito social? A banca espera que o candidato mobilize interpretação literária + reflexão social, atualizando Hamlet para o contexto de:✔ pressões digitais✔ performatividade social✔ construção de identidade✔ sensação de vigilância constante✔ conflitos entre pertencimento e autenticidade Por que o tema não surpreendeu quem estudou com o Redação Online Ao longo de 2025, o Redação Online trabalhou sistematicamente: • Identidade, autenticidade e coerência interna • Pressões sociais na contemporaneidade • Performatividade digital e perda de autonomia • O eu dividido entre desejo pessoal e olhar do outro E, de forma direta, publicamos o tema: ➡️ “A fidelidade a si mesmo na sociedade contemporânea.” Esse eixo é idêntico ao solicitado pela UERJ 2026. Além disso, oferecemos aos alunos: ✔ Análises completas de obras obrigatórias no Clube do Livro Incluindo reflexões literárias sobre identidade, ética, escolhas e conflitos internos — elementos essenciais para interpretar Hamlet com profundidade. Confira o post completo das obras: ➡️ https://redacaonline.com.br/blog/obras-obrigatorias-uerj-2026-tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-arrasar-no-vestibular/ Quem estudou com o Clube do Livro já dominava: • o contexto de Shakespeare• técnicas de leitura literária para argumentação• como atualizar textos clássicos para temas sociais contemporâneos Ou seja: esse tema não foi surpresa para os nossos alunos. Entendendo o gênero: como escrever a redação no modelo UERJ A UERJ cobra a forma mais “pura” da dissertação argumentativa: A banca valoriza: Diferente do ENEM, não há proposta de intervenção. Argumentos possíveis para esse tema 1. A dificuldade de ser autêntico em meio à pressão social O candidato poderia defender que: • a sociedade define padrões rígidos de comportamento• a era digital cria expectativas irreais• o medo do julgamento inibe escolhas pessoais• algoritmos reforçam estereótipos e moldam comportamentos Repertório recomendado:Bauman e as identidades líquidas; Stuart Hall e a fragmentação identitária. 2. A autenticidade como resistência ética e filosófica O aluno pode argumentar que: • ser fiel a si mesmo é possível, mas exige coragem• autonomia moral é um exercício contínuo• autenticidade é uma forma de resistência ao controle social Repertório recomendado:Sartre (existencialismo e responsabilidade individual), Oscar Wilde, Hannah Arendt. Relação direta com o tema já trabalhado pelo Redação Online Nosso tema interno abordava: Tudo isso conversa diretamente com: “Sê fiel a ti mesmo.” Quem treinou com o Redação Online chegou à prova já preparado para: Como se preparar para a UERJ 2027 com o Redação Online Se o objetivo é conquistar alta pontuação, você precisa: O Redação Online oferece: Conclusão A prova de redação da UERJ 2026 reafirma o estilo da banca: um convite à reflexão filosófica, literária e social. Partindo dos conselhos de Polônio em Hamlet, a proposta desafia o candidato a discutir a autenticidade em um contexto marcado por pressões sociais e digitais. Quem estudou com o Redação Online encontrou familiaridade imediata com o eixo temático, pois trabalhamos exaustivamente conceitos de identidade, coerência interna, pertencimento e liberdade individual, além das obras literárias exigidas pela UERJ no nosso Clube do Livro exclusivo. Autenticidade não é apenas um tema literário: é um desafio contemporâneo. E, para escrever bem sobre ele, é preciso prática, repertório e direcionamento técnico. É isso que oferecemos todos os dias. Envie sua redação hoje mesmo e receba uma correção completa em até 24 horas:https://redacaonline.com.br