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A infância é uma das fases mais importantes para o desenvolvimento humano, e o ato de brincar tem papel central nesse processo. No entanto, o avanço das tecnologias digitais, a desigualdade de acesso a espaços públicos e a falta de políticas efetivas têm colocado em risco um dos direitos mais fundamentais da criança: o brincar. A importância dessa pauta foi recentemente reforçada com a sanção da Lei nº 15.145/2025, que cria o Dia Nacional do Brincar, chamando atenção para os impactos da desvalorização das atividades lúdicas na sociedade brasileira.
Treine sua redação com o tema sobre o direito ao brincar na infância no BrasilA partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para garantir o direito ao brincar na infância no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.
O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, sancionou em 9 de junho de 2025 a Lei nº 15.145, que oficializa o Dia Nacional do Brincar, a ser celebrado anualmente em 28 de maio. O objetivo da medida é promover campanhas educativas e ações públicas que incentivem a valorização do brincar na infância, frente a um cenário de crescente substituição das brincadeiras tradicionais por atividades digitais e solitárias.
Segundo o texto da lei, a proposta visa enfrentar a desvalorização crescente do brincar na sociedade atual, agravada pelo uso excessivo de internet e dispositivos eletrônicos. Esse contexto compromete aspectos fundamentais do desenvolvimento infantil, como criatividade, interação social, movimento físico e saúde emocional.
A criação da data também busca estimular o convívio familiar, fortalecer a inclusão social e ampliar o acesso de crianças a espaços e experiências lúdicas. A proposta teve origem na Câmara dos Deputados e foi relatada no Senado pelo senador Esperidião Amin.
Inspirada no Dia Mundial do Brincar, reconhecido pelo Unicef desde 2000, a lei brasileira pretende reforçar o direito ao brincar como parte essencial do desenvolvimento infantil, em consonância com os princípios da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Esta, por sua vez, ressalta que a brincadeira contribui para o desenvolvimento cognitivo, emocional, sensorial e social da criança, ao promover contato com a cultura e com diferentes experiências humanas.
Fonte adaptada: Agência Senado
O brincar na infância tem um papel central e uma importância fundamental para o desenvolvimento global da criança. As contribuições para a formação infantil alcançam diferentes âmbitos, como o social, motor, cultural, cognitivo, afetivo e emocional.
Por meio das brincadeiras, as crianças aprendem regras de convivência, ampliam o repertório simbólico, desenvolvem a comunicação e aprimoram habilidades para viver em sociedade. Para o psicólogo Lev Vygotsky, ao brincar, a criança assume papéis e aceita regras próprias da brincadeira, realizando tarefas imaginárias para as quais ainda não está preparada na vida real.
Essa vivência simbólica permite à criança agir, reagir, criar, pensar e imitar, fortalecendo sua autonomia e senso crítico. Como afirma Zanluchi (2005), quando brinca, a criança se prepara para a vida: é no espaço lúdico que ela compreende o mundo físico e social, aprendendo como as coisas são e funcionam.
Na atualidade, entretanto, observa-se uma diminuição do tempo dedicado ao brincar — seja pela ausência dos pais nas interações, seja pelo uso excessivo da tecnologia. Esse cenário exige uma reflexão urgente, sobretudo por parte da escola, sobre como garantir vivências significativas de aprendizagem por meio do lúdico.
Fonte adaptada: Revista Acadêmica Online – RAO
Não Deixe Sua Redação no Modo Automático – Corrija Agora!Ao contrário do que muitos pensam, brincar não é perda de tempo, é construção de vida. No áudio-documentário “Brincadeira é coisa séria”, da Rádio Câmara, diversas vozes explicam por que o ato de brincar é uma das formas mais completas de desenvolvimento infantil.
Desde a criatividade ao convívio social, do exercício físico à construção de vínculos familiares, o brincar cumpre papel pedagógico, afetivo e social. Quando uma criança brinca de queimada ou bola de gude, por exemplo, ela aprende a lidar com frustrações, respeitar regras, perder e ganhar habilidades emocionais indispensáveis para a vida em sociedade.
A psicóloga Laércia Abreu destaca que o contato lúdico entre pais e filhos é insubstituível. Muito mais valioso do que qualquer brinquedo comprado, o vínculo criado nas brincadeiras fortalece o afeto e os valores transmitidos entre gerações. A professora Ângela Carneiro, da PUC-SP, complementa afirmando que a criança se revela no brincar: é nesse espaço simbólico que ela mostra como enxerga o mundo e os adultos ao seu redor.
Contudo, a modernidade tem dificultado esse direito. A falta de tempo dos pais, o excesso de atividades extracurriculares e o uso precoce e prolongado de telas reduzem drasticamente os momentos de brincadeira. Como lembra Laércia Abreu, uma rotina infantil cheia de compromissos não garante aprendizado e pode até impedir o desenvolvimento saudável da criança.
Além disso, o afastamento das brincadeiras tradicionais, como pião, amarelinha ou pique-esconde, empobrece a vivência coletiva. A convivência entre crianças de diferentes idades e gêneros amplia a visão de mundo, favorecendo o respeito às diferenças e a empatia.
Fonte adaptada: Rádio Câmara – Brincadeira é coisa séria (2005)
O brincar é um direito previsto no artigo 31 da Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU e deve ser garantido por todos os responsáveis pela educação infantil. Não se trata apenas de entretenimento, mas de uma forma legítima de aprendizagem, desenvolvimento emocional, social e físico.

Fonte: CEI 16
💡 Clique aqui para treinar esse tema com correção profissional em até 24h!Se o tema da redação for sobre a valorização do brincar na infância, é essencial demonstrar domínio sociocultural. Isso significa apresentar exemplos legítimos e bem conectados ao argumento. A seguir, listamos repertórios organizados por tipo: livros, filmes, músicas, legislações, pesquisas e até brinquedos simbólicos. Tudo para você comprovar seu ponto de vista com profundidade e coerência.
Conceito:
Em muitas realidades brasileiras, o brincar ainda é visto como perda de tempo ou distração irrelevante, quando na verdade é um dos pilares do desenvolvimento infantil.
Causa:
Esse desvalor é reforçado por uma cultura adultocêntrica, que antecipa responsabilidades e acelera fases da infância, além da influência do consumo tecnológico que reduz o espaço do brincar espontâneo.
Consequência:
Essa negligência afeta diretamente o desenvolvimento emocional, cognitivo e social das crianças, tornando-as mais suscetíveis a problemas de concentração, ansiedade e baixa autoestima.
Pensador:
Lev Vygotsky argumenta que o brincar é o primeiro espaço simbólico em que a criança internaliza regras, papéis e valores sociais, o que demonstra a função formadora da brincadeira.
Possível solução:
É necessário implementar políticas públicas que promovam campanhas de valorização da infância, com ações nas escolas, nas mídias e na formação de educadores e famílias, reconhecendo o brincar como direito fundamental e prática educativa legítima.
Conceito:
O acesso ao brincar não é equitativo no Brasil. Crianças em situação de vulnerabilidade enfrentam múltiplos obstáculos para usufruir do lazer e da ludicidade, o que revela uma violação de direitos básicos.
Causa:
A ausência de espaços públicos seguros, a precarização das escolas e a rotina sobrecarregada de crianças em contextos de trabalho infantil ou negligência familiar impedem o pleno exercício do brincar.
Consequência:
Essa desigualdade amplia o abismo educacional e social, pois o brincar é uma forma de aprender, interagir e se expressar. Crianças que não brincam tendem a apresentar dificuldades escolares e comportamentais mais graves.
Pensador:
Segundo Paulo Freire, a educação deve partir da realidade concreta do educando. Ignorar o brincar é desconsiderar uma dimensão essencial da infância, tanto no processo de alfabetização quanto na formação crítica.
Possível solução:
Ampliar investimentos em infraestrutura educacional e urbana, garantindo praças, brinquedotecas e ambientes escolares que estimulem o lúdico como estratégia pedagógica. Além disso, capacitar professores para integrar o brincar às práticas de ensino.
Por fim, ao longo deste conteúdo, foi possível compreender que o brincar é muito mais do que uma atividade recreativa: trata-se de um direito garantido por lei, essencial para o desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional da criança. Foram apresentados repertórios socioculturais diversos — como filmes, livros e legislações, além de argumentos com causas, consequências, pensadores e soluções. A análise demonstrou que a falta de valorização cultural e as desigualdades sociais são entraves centrais para a efetivação do brincar como parte da infância.
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