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Você já parou pra pensar como a educação a distância mudou a vida de milhões de brasileiros nos últimos anos?Muita gente só conseguiu entrar na faculdade por causa da EaD. Outras pessoas, no entanto, ainda olham com desconfiança para essa modalidade. E agora, com a nova política nacional aprovada em 2025, o assunto voltou a ser pauta no Brasil inteiro. Mas será que dá pra garantir qualidade mesmo estudando de casa? Será que o ensino superior a distância prepara o estudante com a mesma profundidade de um curso presencial? Essas perguntas importam e muito, especialmente pra quem vai fazer o ENEM. Neste post, vamos conversar sobre os desafios da educação a distância no ensino superior, entender como isso pode se transformar em tema de redação e te mostrar repertórios, argumentos e caminhos práticos pra você escrever bem. Proposta de Redação sobre educação a distância no ensino superior A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para garantir a qualidade da educação a distância no ensino superior brasileiro”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre educação a distância no ensino superior Texto I — A nova política de EaD e os desafios da qualidade no ensino superior No dia 19 de maio de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Decreto nº 12.456/2025, que institui a Nova Política de Educação a Distância (EaD) no Brasil. Anunciada ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana, a medida visa qualificar e ampliar o acesso ao ensino superior, estabelecendo diretrizes mais rígidas e estruturadas para a oferta da modalidade remota. A nova política reconhece o papel estratégico da EaD em um país de dimensões continentais como o Brasil, ao mesmo tempo em que impõe limites importantes: cursos como Medicina, Direito, Psicologia, Odontologia e Enfermagem passam a ser permitidos exclusivamente no formato presencial. Já outras graduações poderão seguir nos modelos EaD ou semipresencial, desde que cumpram requisitos como aulas síncronas mediadas, avaliações presenciais e infraestrutura mínima nos polos. O texto também introduz conceitos atualizados sobre os tipos de atividade didática — presenciais, síncronas, assíncronas e mediadas —, valoriza a mediação pedagógica e cria o cargo de mediador, com função estritamente educacional e formação compatível com a área do curso. Além disso, reforça a necessidade de supervisão qualificada, com professores em número adequado ao total de estudantes e ambientes com laboratórios e espaços para estudo. Com base em amplo diálogo com entidades acadêmicas, especialistas e movimentos sociais, a proposta pretende fortalecer a EaD como ferramenta legítima e de qualidade, ajustada às demandas da sociedade contemporânea e às exigências de uma formação integral, mesmo à distância. Fonte adaptada: Portal MEC Texto II — Os desafios da EaD e os riscos à qualidade do ensino superior A Educação a Distância (EaD) no Brasil passou por uma verdadeira explosão nos últimos anos. De acordo com dados oficiais do Censo da Educação Superior, entre 2011 e 2021, o número de ingressantes em cursos EaD aumentou mais de 470%, enquanto os cursos presenciais registraram queda. Já em 2022, três em cada quatro vagas ofertadas no ensino superior foram na modalidade a distância. O avanço é inegável, mas a qualidade está acompanhando esse crescimento? Apesar de atender a demandas urgentes como flexibilidade, ampliação de acesso e interiorização da educação, o modelo ainda enfrenta obstáculos profundos. O primeiro deles é a desigualdade no acesso à tecnologia: muitos estudantes não possuem internet de qualidade, equipamentos adequados ou um ambiente doméstico propício ao estudo. Além disso, a infraestrutura das instituições nem sempre oferece as ferramentas necessárias para garantir um processo formativo eficaz. Outro problema grave é o preconceito do mercado de trabalho. Mesmo que o diploma EaD tenha o mesmo valor legal que o presencial, muitos empregadores ainda demonstram resistência, o que compromete a empregabilidade dos formados. A situação se agrava quando a própria instituição não investe na formação de seus professores, que precisam dominar ferramentas digitais, ter fluência didática no ambiente virtual e acompanhar o ritmo dos alunos com estratégias interativas. Fonte adaptada: Horário.com.br Texto III — Educação a distância: panorama, desafios e oportunidades Com o avanço das tecnologias digitais, a educação passou por transformações profundas. A internet não apenas facilitou o acesso à informação, mas também expandiu fronteiras com o crescimento da Educação a Distância (EaD), especialmente durante a pandemia da Covid-19. Hoje, essa modalidade se apresenta como alternativa viável para quem busca mais flexibilidade, economia e inovação no processo de formação. Mas será que o país está preparado para garantir a qualidade desse modelo? A EaD funciona por meio de plataformas digitais que permitem o ensino remoto, com interações em tempo real (síncronas) ou em horários livres (assíncronas). Aulas, provas, fóruns, atividades avaliativas e atendimentos são realizados online — por computador, celular ou tablet. Entre as vantagens, estão: menor custo com deslocamento, liberdade para estudar de qualquer lugar, formatos diversificados de conteúdo e certificados com validade igual à dos cursos presenciais. Porém, a modalidade também exige autonomia, disciplina e capacidade de organização, o que pode dificultar a jornada para muitos estudantes. Além disso, é preciso enfrentar desafios estruturais persistentes no Brasil, como: Mesmo diante de tantos obstáculos, a educação a distância já tem história no país. Hoje, com plataformas digitais robustas e acessíveis por celular, a EaD atinge milhões de brasileiros nas mais diversas etapas da formação. Durante a pandemia, o crescimento foi ainda mais intenso. O Google apontou que as buscas por cursos EaD cresceram 130% no período. Instituições de ensino precisaram se adaptar rapidamente ao ensino remoto emergencial. Em seguida, muitas optaram pelo modelo híbrido, combinando aulas presenciais e a distância — o que mostra que a EaD veio para ficar, mas precisa evoluir com responsabilidade e equidade. Fonte adaptada: ANPG.org.br

Nas últimas semanas, uma nova febre viral tomou conta das redes sociais: vídeos de jovens com bonecas hiper-realistas, os chamados bebês reborn, simulando cuidados, rotinas maternas e até visitas a hospitais. Embora esse movimento desperte críticas e julgamentos, trata-se de uma prática antiga, ligada a uma forma de expressão artística e afetiva. A arte reborn existe há mais de duas décadas e, para muitos, vai além da estética, representa um vínculo simbólico e, por vezes, terapêutico. Em um mundo marcado por carências emocionais, solidão e conexões frágeis, esses laços simbólicos, criados com representações não humanas, como bonecas, pets e até inteligências artificiais, vêm ganhando espaço como forma de conforto e identidade. No entanto, é preciso compreender os limites entre o lúdico e o real, os benefícios possíveis e os riscos de fuga emocional excessiva. Proposta de Redação sobre bebês reborn A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Bebês reborn: limites e possibilidades dos vínculos simbólicos na contemporaneidade”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre bebês reborn Textos motivadores sobre bebês reborn Texto I – Bebês reborn: entenda o que são e por que chamam atenção Nas últimas semanas, mulheres que produzem conteúdos com bonecos hiper-realistas, os chamados bebês reborn, têm sido alvo de críticas e polêmicas nas redes sociais. A prática, no entanto, vai muito além da aparência realista e da atuação nas redes: trata-se de um trabalho artesanal minucioso, que mobiliza afetos, debates sociais e até ações de preconceito. Y.B., uma adolescente do interior de Minas Gerais, viralizou ao publicar um vídeo em que leva seu bebê reborn, Bento, ao hospital. Apesar do tom fictício, o conteúdo causou reações extremas. Comentários como “isso é normal?”, “vai se tratar, louca” e “caso de psiquiatra” se multiplicaram, mostrando como parte do público ainda não compreende o universo dos vínculos simbólicos. A arte reborn não se resume aos vídeos. É um processo artístico delicado, que envolve várias etapas: da escolha do material (vinil ou silicone) até o sombreamento da pele, inserção de fios de cabelo e simulação de detalhes realistas como veias, manchas e unhas. Além da produção artesanal, algumas mulheres encontram nos reborns uma forma de hobby ou até de acolhimento emocional. Segundo a psicóloga Larissa Fonseca, atividades lúdicas como brincar com bonecas podem ativar áreas do cérebro ligadas à criatividade e ao relaxamento, desde que não se tornem um mecanismo de evasão da realidade. O interesse pelo reborn não é recente. A influenciadora Nane Reborns coleciona bonecas há mais de 20 anos e, atualmente, soma mais de 240 mil seguidores. Famosos também aderiram ao fenômeno: o padre Fábio de Melo e a apresentadora Nicole Bahls possuem bebês reborn em casa. O tema chegou ao cinema com o filme Uma Família Feliz, estrelado por Grazi Massafera, que interpreta uma artesã de reborns. Fonte adaptada: CNN Brasil Texto 2 – Bebês reborn: entre o consolo emocional e os limites da realidade Confeccionados artesanalmente com materiais como vinil e silicone, os bebês reborn chamam atenção por sua aparência hiper-realista. Além de cabelos implantados fio a fio e veias simuladas, alguns modelos apresentam até mecanismos de respiração e batimentos cardíacos. Embora tenham surgido como peças de coleção nos Estados Unidos na década de 1990, seu uso tem se expandido no Brasil, inclusive como forma de conforto emocional. Para muitas pessoas, os bebês reborn funcionam como representações simbólicas de vínculos afetivos. Há quem os utilize para elaborar lutos, preencher vazios existenciais ou simplesmente exercitar a maternidade como papel social simbólico. Em alguns casos, o vínculo com essas bonecas pode auxiliar no tratamento de quadros depressivos ou transtornos de ansiedade, sendo usados inclusive em contextos terapêuticos, como a terapia ocupacional. Entretanto, especialistas alertam para os limites dessa prática. A psiquiatra Carla Mendes destaca que o bebê reborn pode funcionar como um objeto de transição emocional saudável, desde que o uso não substitua a realidade. Quando a pessoa passa a simular integralmente a maternidade, levando o boneco ao hospital ou exigindo prioridade em filas públicas, por exemplo, o comportamento pode sinalizar uma ruptura entre fantasia e realidade que merece atenção clínica. Em síntese, a arte reborn envolve tanto possibilidades de expressão afetiva e conforto psicológico quanto riscos de fuga da realidade e conflitos de convivência. O fenômeno traz à tona discussões relevantes sobre os limites da empatia, a função terapêutica dos objetos e os desafios da saúde mental em tempos de solidão e hipermídia. Fonte adaptada: Hospital Santa Mônica Texto 3 – Bebês reborn e o debate público: quando o vínculo simbólico exige limites legais A recente onda de popularidade das bonecas hiper-realistas conhecidas como bebês reborn tem ultrapassado o universo das redes sociais e alcançado o Congresso Nacional. Somente em maio de 2025, três projetos de lei foram protocolados na Câmara dos Deputados com o objetivo de regular a relação entre colecionadores e esses objetos de representação humana. O crescimento do fenômeno e as polêmicas que o cercam provocaram discussões sobre saúde mental, uso indevido de serviços públicos e os limites entre o lúdico e o real. O primeiro projeto, proposto pelo deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), proíbe a simulação de atendimentos médicos a bonecas reborn em hospitais públicos e privados, restringindo tais práticas a lojas especializadas no segmento. A proposta estabelece sanções administrativas para instituições que permitirem esse tipo de atendimento e multa de até R$ 50 mil para os casos de reincidência. Outra iniciativa, de autoria da deputada Rosângela Moro (União-SP), propõe a criação de uma política de acolhimento psicológico no Sistema Único de Saúde (SUS) voltada a pessoas com vínculos afetivos intensos com bebês reborn ou outros objetos simbólicos. O projeto destaca que o objetivo não é criminalizar os vínculos, mas sim oferecer apoio adequado diante de manifestações emocionais

Na era digital, a presença constante nas redes sociais se tornou parte da rotina dos adolescentes. No entanto, a linha entre o compartilhamento saudável e a exposição de adolescentes na internet se mostra cada vez mais tênue e os impactos disso ultrapassam curtidas e seguidores. Ansiedade, comparação excessiva, cyberbullying e busca por validação são apenas algumas das consequências vivenciadas diariamente por jovens que estão em fase de formação emocional e identitária. Com o aumento de casos de sofrimento psicológico entre adolescentes e a crescente atenção da mídia e de especialistas sobre o tema, a superexposição virtual passou a ser vista como um problema de saúde pública e, por isso, tem grandes chances de aparecer no ENEM, vestibulares e concursos. Proposta de Redação sobre exposição de adolescentes na internet A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Os impactos da superexposição nas redes sociais sobre a saúde mental dos adolescentes”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre exposição de adolescentes na internet Textos motivadores sobre exposição de adolescentes na internet TEXTO I — Superexposição digital e seus impactos nos adolescentes Nos últimos dias, a internet foi tomada por uma polêmica envolvendo duas influenciadoras adolescentes: Duda Guerra e Antonela Braga. A briga, amplamente divulgada e comentada nas redes sociais, pode parecer banal à primeira vista, mas revela um problema cada vez mais urgente na sociedade contemporânea: a superexposição digital de jovens e seus efeitos sobre a saúde mental. De acordo com especialistas entrevistadas pelo g1, o caso é apenas a ponta do iceberg. O fenômeno da exposição constante na internet, motivada por busca de visibilidade, validação social e engajamento, pode desencadear uma série de consequências emocionais, como ansiedade, depressão e perda de identidade. Isso acontece porque, cada vez mais, adolescentes constroem sua autoestima a partir da aceitação online, muitas vezes associada a curtidas, seguidores e comentários. Outro ponto que chama a atenção é como o julgamento público se volta quase exclusivamente às meninas. Enquanto os rapazes envolvidos na polêmica pouco apareceram ou foram responsabilizados, as jovens protagonizaram um verdadeiro “tribunal digital”, marcado por linchamentos, ofensas e rótulos ofensivos. Esse cenário escancara não apenas a desigualdade de gênero, mas também o quanto a cultura do espetáculo e a lógica das redes sociais contribuem para o adoecimento psíquico das juventudes. Além disso, vale destacar que os conflitos ganharam proporções muito maiores do que o previsto. Isso porque, diferentemente de outras gerações, os adolescentes de hoje crescem sob o olhar constante das câmeras. Qualquer erro ou comentário impensado se transforma em conteúdo viral, replicado por milhões. A consequência disso é uma pressão extrema para manter uma imagem perfeita, algo simplesmente inalcançável durante a fase de desenvolvimento da identidade. Fonte adaptada: g1.globo.com Texto 2 — Sharenting e a superexposição de crianças nas redes sociais Embora o termo sharenting ainda não seja familiar para todos, sua prática já está profundamente enraizada na rotina digital de muitas famílias brasileiras. A palavra, que combina os termos sharing (compartilhar) e parenting (paternidade/maternidade), representa o ato de pais postarem imagens, vídeos e informações pessoais dos filhos nas redes sociais, muitas vezes, ainda na gravidez ou nos primeiros meses de vida. Além disso, como enfatiza a especialista, há riscos reais e urgentes que ultrapassam a esfera da privacidade. As imagens compartilhadas podem ser alteradas por inteligência artificial e utilizadas em esquemas criminosos, como pornografia infantil e redes de pedofilia. O número crescente de denúncias na SaferNet Brasil reforça o alerta: só em 2023, foram quase 72 mil registros de abuso infantojuvenil online, um crescimento de 70% em relação ao ano anterior. Vale destacar ainda que esse fenômeno pode se relacionar diretamente com a saúde mental das crianças. Afinal, quando expostas sem controle à internet desde muito cedo, elas carregam rótulos e julgamentos que podem impactar sua construção de identidade, gerar ansiedade, afetar a autoestima e provocar distúrbios emocionais duradouros. Para além da esfera familiar, a legislação brasileira também se posiciona. A Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garantem o direito à privacidade, à imagem e à dignidade das crianças e adolescentes, além de proibirem tratamentos constrangedores ou vexatórios. Ainda assim, a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no caso de menores segue sendo um desafio — especialmente porque as plataformas digitais não exigem validações eficazes para perfis infantis. Fonte adaptada: Câmara dos Deputados – Rádio Câmara Texto III sobre exposição de adolescentes na internet O uso excessivo de telas e redes sociais por crianças e adolescentes tem se tornado uma preocupação global. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2023, 95% da população entre 9 e 17 anos utiliza a internet, e o Brasil ocupa o terceiro lugar no mundo em dependência digital infantil. A média nacional de uso da internet entre crianças é de 9h15 por dia, sendo quase quatro horas apenas em redes sociais. Esse comportamento levanta alertas sobre impactos na saúde mental, como ansiedade, depressão e até isolamento social. Especialistas destacam que o ambiente digital não foi originalmente criado para o público infantil e que muitos dos conteúdos disponíveis nas redes são produzidos com base na economia da atenção — ou seja, visam prender o usuário o maior tempo possível, muitas vezes explorando seus dados pessoais. A diretora do Instituto Alana, Isabella Vieira Henriques, reforça que essa lógica também estimula o fenômeno da superexposição infantil e o surgimento de influenciadores mirins, um tipo de trabalho artístico digital ainda não regulamentado no Brasil. Além disso, há um risco crescente de exposição a conteúdos nocivos como violência, transtornos alimentares e exploração sexual, especialmente em plataformas que não regulam o acesso de menores. Para enfrentar esse cenário, especialistas defendem ações coordenadas entre governo, sociedade civil, empresas de tecnologia e instituições de

Nos últimos anos, o avanço das tecnologias digitais, aliado à exposição desenfreada de dados, transformou os golpes virtuais em um dos maiores desafios da segurança no Brasil. Só em 2024, segundo a Febraban, os prejuízos ultrapassaram 10 bilhões de reais, um aumento de 17% em relação ao ano anterior. Golpes como o do WhatsApp, das falsas vendas online e do falso atendente de banco lideram os rankings de crimes cibernéticos, vitimando milhares de brasileiros, especialmente os mais vulneráveis. Jovens entre 16 e 29 anos representam 27% das vítimas, de acordo com o Instituto DataSenado, o que levanta um importante alerta: a confiança excessiva aliada à falta de educação digital tem se tornado porta de entrada para fraudes cada vez mais sofisticadas. Diante disso, alternativas para reduzir a vulnerabilidade dos jovens frente aos golpes virtuais são urgentes, e este é um tema quente que pode cair no ENEM, em vestibulares ou em concursos públicos. Neste post, você vai encontrar textos motivadores, repertórios socioculturais, argumentos organizados por causa e consequência. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Alternativas para reduzir a vulnerabilidade dos jovens frente aos golpes virtuais no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre o tema golpes virtuais Texto I — Os golpes virtuais e a fragilidade digital da sociedade brasileira É inegável que a era digital trouxe inúmeros avanços. No entanto, paralelamente a esse progresso, surgem ameaças silenciosas que colocam em risco o bem-estar de milhões de brasileiros: os golpes virtuais. Embora muitos ainda acreditem que esses crimes afetam apenas pessoas mais velhas ou menos familiarizadas com a tecnologia, os dados mais recentes revelam um cenário muito diferente e extremamente preocupante. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mais de R$ 10 bilhões foram perdidos em fraudes digitais no Brasil em 2024, um aumento de 17% em relação ao ano anterior. Entre os principais golpes, destacam-se aqueles realizados via WhatsApp, falsas vendas em redes sociais e a atuação de falsos funcionários de instituições financeiras. Somados, esses crimes já vitimaram centenas de milhares de pessoas em um único ano. O mais alarmante, contudo, é a vulnerabilidade crescente dos próprios jovens. Segundo levantamento do Instituto DataSenado, pessoas entre 16 e 29 anos representam 27% das vítimas de golpes digitais no país. A ironia é clara: ainda que esse grupo esteja habituado às tecnologias, sua familiaridade com o ambiente virtual não impede que se tornem alvos fáceis, sobretudo diante de táticas de manipulação psicológica e exploração de dados vazados. Além disso, especialistas alertam para três fatores que favorecem esse crescimento desenfreado: o alcance massivo das redes, o imediatismo das respostas virtuais e a falsa sensação de controle que muitos usuários jovens carregam. A ânsia por promoções, a confiança excessiva em atendimentos por mensagem e a ausência de práticas básicas de segurança digital formam uma combinação perigosa que favorece os estelionatários. Fonte adaptada: G1 Texto motivador II – A juventude também é alvo: golpes virtuais afetam mais os jovens À primeira vista, é comum pensar que os idosos sejam os mais afetados por golpes virtuais. No entanto, os dados revelam um cenário bem diferente. Segundo levantamento do Instituto DataSenado, os jovens entre 16 e 29 anos são os mais atingidos, somando 27% das vítimas. Já os brasileiros com mais de 60 anos representam apenas 16% dos casos. Nesse sentido, é importante destacar que a diferença não está apenas nos números, mas também no tipo de golpe aplicado. Enquanto os mais velhos são frequentemente enganados por estelionatários que se passam por centrais bancárias, os jovens, por outro lado, costumam ser vítimas de promessas enganosas de empregos online e ganhos rápidos sem sair de casa. Além disso, especialistas apontam que a baixa escolaridade, a dificuldade em identificar conteúdos falsos e o uso excessivo de celulares aumentam a exposição dos jovens a essas fraudes. A conectividade constante também é um fator de risco. De acordo com o Cetic.br, 99% dos jovens entre 16 e 24 anos acessam a internet todos os dias — índice que reforça o quanto essa faixa etária está vulnerável. Para enfrentar esse desafio crescente, o Senado Federal criou, em março de 2025, a Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança. A iniciativa busca ampliar os debates, propor políticas públicas eficazes e fortalecer a proteção da população frente ao avanço dos crimes digitais. Com isso, espera-se desenvolver ações capazes de prevenir golpes e responsabilizar os infratores de maneira mais eficaz. Fonte adaptada: Agência Senado Texto 3 – vazamentos de dados e golpes virtuais Apesar dos avanços tecnológicos terem facilitado o acesso à informação e transformado a comunicação global, o Brasil figura entre os países mais atingidos por crimes virtuais. De acordo com o Relatório de Cibersegurança de 2022, elaborado pela Threat X, o país ocupa a quinta colocação no ranking mundial de ataques cibernéticos, com mais de 9 milhões de ocorrências registradas apenas no primeiro trimestre daquele ano. Além disso, o Brasil também se destaca negativamente por conta dos vazamentos de dados, aparecendo em sexto lugar no ranking internacional produzido pela organização Surfshark. Segundo o levantamento, 24,2 milhões de brasileiros foram afetados por esse tipo de violação, número que evidencia o avanço desenfreado dos golpes virtuais e a fragilidade da proteção digital no país. Para entender por que o Brasil sofre tanto com esse tipo de crime, é necessário observar o contexto digital da população. Conforme o relatório, o aumento das compras online e o uso intensivo das redes sociais nos últimos anos elevaram o nível de exposição a riscos. Quanto maior o tempo de navegação e interação digital, maior a probabilidade de contato com links falsos, mensagens enganosas, páginas não seguras e outras formas de fraude digital. Nesse cenário, setores essenciais

Em abril de 2025, o Governo Federal sancionou uma iniciativa que chamou atenção de tutores, ONGs e gestores públicos de todo o país: o Sistema Nacional de Cadastro de Animais Domésticos, mais conhecido como RG Animal. A proposta inovadora visa registrar cães e gatos em um banco de dados unificado, emitindo uma identificação única — com QR Code — que facilita desde a devolução de pets perdidos até o controle populacional, a castração e o combate a maus-tratos. Embora não seja obrigatória para todos, a adesão ao sistema é gratuita e estratégica, especialmente para os municípios que recebem recursos públicos para ações de saúde e bem-estar animal. A medida dialoga com outras leis relevantes, como a Lei de Crimes Ambientais (9.605/98) e a Lei Sansão (14.064/2020), que aumentou a pena para maus-tratos contra cães e gatos. Por esse motivo, essa temática se torna altamente relevante para provas como ENEM, concursos e vestibulares, pois aborda políticas públicas, direitos dos animais, responsabilidade social e sustentabilidade urbana. Neste artigo, você entenderá os principais obstáculos para a efetivação do RG Animal, os impactos sociais dessa política e como esse assunto pode aparecer em temas de redação. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para a efetivação do RG Animal como política pública de proteção e bem-estar dos animais domésticos no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre o tema RG Animal Texto 1 – RG para cães e gatos: tire dúvidas sobre a nova ação do Governo Federal Recentemente, o Governo Federal lançou oficialmente o Sistema Nacional de Cadastro de Animais Domésticos (SinPatinhas). A ação, publicada no Diário Oficial da União em abril de 2025, permite que cães e gatos sejam registrados gratuitamente em uma plataforma pública com emissão de um RG Animal, contendo um QR Code vinculado ao tutor. Com a iniciativa, o governo busca gerar dados precisos sobre a população de animais domésticos no Brasil, auxiliando no desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes. Afinal, mais de 90 milhões de cães e gatos vivem no país, sendo que cerca de 35% estão em situação de rua ou em abrigos temporários. Outro ponto importante é que o RG Animal pode ser uma estratégia para combater o abandono, promover adoções responsáveis e fortalecer o bem-estar animal. Além disso, o microchip ou QR Code ajuda a devolver rapidamente o animal ao tutor em caso de perda, o que traz alívio para famílias e reduz os custos de abrigamento. Essa medida também apoia programas sociais que envolvem pessoas em situação de rua com seus pets, e respeita a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo que apenas os dados autorizados pelos tutores sejam acessíveis. Fonte adaptada: gov.br Texto 2 – Comissão aprova Política de Proteção e Bem-Estar dos Animais Domésticos Uma nova proposta em discussão na Câmara dos Deputados reforça a importância de responsabilidade social na tutela de animais de estimação. O Projeto de Lei 1070/22, aprovado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, propõe a criação da Política de Proteção e Bem-Estar dos Animais Domésticos — um marco para os direitos dos pets no Brasil. Além disso, o projeto prevê a identificação obrigatória dos animais e seus tutores, em sintonia com iniciativas como o RG Animal, já lançado pelo Governo Federal. A proposta também altera a Lei de Crimes Ambientais, proibindo práticas como: Como elemento adicional de incentivo, o projeto prevê dedução de despesas médicas veterinárias no Imposto de Renda, desde que o animal esteja devidamente registrado. 🔗 Fonte adaptada: Agência Câmara de Notícias Texto 3 – Abandono e maus-tratos a animais devem superar 185 mil casos em 2024 Em um cenário alarmante e que exige atenção imediata do poder público, o número de animais vítimas de abandono e maus-tratos no Brasil pode ultrapassar 185 mil em 2024. Os dados foram divulgados pelo Instituto Pet Brasil e refletem apenas parte do problema, já que a subnotificação ainda é um grande obstáculo para políticas públicas eficazes. De acordo com Nirley Formiga, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Norte (CRMV-RN), a violência contra animais inclui não só o abandono e a agressão, mas também a manutenção em locais inadequados, o uso para entretenimento abusivo, o envenenamento e até a privação do comportamento natural. Além disso, qualquer situação que afete as chamadas “cinco liberdades dos animais” — estar livre de fome, sede, dor, doenças, medo e poder expressar seu comportamento — é configurada como maus-tratos. Nesse sentido, campanhas como o Abril Laranja, lançada em 2006 pela ASPCA (American Society for the Prevention of Cruelty to Animals), ganham ainda mais relevância ao sensibilizar a população sobre o respeito à vida animal e a necessidade de combater a negligência e a crueldade com ações concretas. 🔗 Fonte adaptada: CRMV-RN Texto 4 – Maus-tratos a cães e gatos: dois casos por dia apenas no RJ em 2024 De acordo com um levantamento divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), o estado do Rio de Janeiro registrou 930 casos de maus-tratos contra animais apenas no ano de 2024 — média de dois crimes por dia. A maioria das vítimas são cães e gatos, que somam 751 ocorrências. A crueldade, no entanto, também atinge animais silvestres: foram 162 registros, dos quais 33 resultaram na morte do animal. Além disso, o relatório aponta 16 casos tipificados como crueldade extrema, reforçando a gravidade da situação. Segundo a legislação brasileira, a prática de maus-tratos pode acarretar pena de até 5 anos de reclusão, multa e proibição de guarda de animais. Com base nesses dados, o Dia Nacional dos Animais, celebrado em 14 de março, ganha ainda mais importância. 🔗 Fonte adaptada: G1 Rio Texto 5 – Maus-tratos a animais:

Foi sancionada, em março de 2024, a Lei nº 14.826/24, que estabelece diretrizes para a promoção da parentalidade positiva e reconhece, oficialmente, o direito ao brincar como instrumento fundamental na prevenção à violência contra crianças. O texto legal determina que Estado, família e sociedade devem atuar de forma articulada para garantir uma infância segura, afetiva e protegida. Mas, diante do cenário atual, surgem perguntas urgentes: como colocar isso em prática? Quais obstáculos ainda existem para a construção de uma educação não violenta no Brasil? E por que esse tema deve ser compreendido como uma pauta prioritária? Essas questões não são apenas sociais. Elas também são temas potenciais de redação. A parentalidade positiva envolve debates sobre afeto, responsabilidade, educação, violência e direitos da criança, assuntos que dialogam diretamente com os critérios da competência 2 do ENEM e de diversas provas discursivas. Ao longo deste post, você vai entender o que diz a nova legislação, quais caminhos temáticos podem surgir a partir dela e como se preparar para esse debate com argumentos sólidos, repertórios estratégicos e propostas viáveis. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para a implementação da parentalidade positiva no Brasil contemporâneo”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre Parentalidade Positiva Texto 1 — Lei 14.826/2024: um marco para a infância Foi sancionada, em março de 2024, a Lei nº 14.826, que reconhece o direito ao brincar e à parentalidade positiva como estratégias para prevenir a violência infantil. Nesse sentido, o texto reforça que a violência contra crianças e adolescentes é uma violação grave dos direitos humanos, com impactos físicos, mentais e sociais profundos. Além disso, destaca-se que a parentalidade positiva envolve acolhimento, vínculo afetivo e respeito à autonomia da criança, afastando práticas violentas, autoritárias ou negligentes. De forma complementar, a nova legislação determina que União, estados e municípios devem criar políticas públicas integradas nas áreas de saúde, educação, cultura, segurança e assistência social. Com isso, o objetivo é garantir uma infância mais protegida, com estímulo ao desenvolvimento saudável, à comunicação não violenta e à construção de vínculos seguros. Cabe, portanto, ao Estado, à família e à sociedade promover o cuidado emocional, a supervisão respeitosa e o acesso a espaços de lazer, cultura e educação humanizada. Além disso, a Lei estabelece que o adulto deve atuar como referência no processo educativo, por meio do diálogo e da escuta ativa, rejeitando tanto a punição quanto a permissividade. Na prática, a parentalidade positiva também exige condições estruturais adequadas: campanhas educativas, espaços para brincar, acompanhamento psicológico e estímulo ao desenvolvimento neurológico. Por fim, a norma reforça o que já estava previsto na Constituição, no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Marco Legal da Primeira Infância. Trata-se de um avanço legal que pode inspirar políticas concretas e, mais ainda, gerar debates em vestibulares e concursos sobre os deveres coletivos na formação da infância. Fonte adaptada de GOV Texto 2 — O que é Parentalidade Positiva? Entenda os benefícios e os desafios da nova lei No contexto brasileiro, a parentalidade positiva vem ganhando destaque, principalmente após a sanção da Lei nº 14.826/2024, que a reconhece como uma estratégia para combater a violência contra crianças. De forma objetiva, parentalidade positiva é uma prática que fortalece os laços entre pais e filhos, baseada no respeito, na escuta ativa e no acolhimento emocional. Nesse modelo educativo, punições severas ou atitudes autoritárias dão lugar ao diálogo, à empatia e à construção de limites coerentes, com afeto e firmeza equilibrados. Ao adotar essa abordagem, o vínculo familiar se torna mais sólido. Crianças passam a se sentir mais compreendidas, seguras e emocionalmente encorajadas a expressar suas emoções com maturidade. Entre os principais benefícios, podemos destacar: o estímulo à autonomia, a redução de comportamentos agressivos, o fortalecimento da autoestima e a construção de relações mais cooperativas e confiáveis. No entanto, é importante reconhecer que essa prática também enfrenta desafios. Muitos pais relatam dificuldades de tempo, paciência e constância na aplicação de métodos mais respeitosos e reflexivos. Por isso, buscar apoio profissional, consumir conteúdos educativos e integrar redes de acolhimento são estratégias fundamentais para tornar a parentalidade positiva uma realidade possível no dia a dia. Além disso, é essencial lembrar que essa forma de educar não elimina regras. Ao contrário, ela reforça limites de forma clara e respeitosa, promovendo a cooperação e o desenvolvimento emocional equilibrado. Adotar essa abordagem é, portanto, um investimento no futuro. Afinal, crianças criadas com empatia e diálogo têm mais chances de se tornarem adultos seguros, críticos e responsáveis. Fonte adaptada de Fundação Abrinq Texto 3 — Quais são os principais desafios da parentalidade no Brasil? Embora a parentalidade positiva tenha se consolidado como um modelo de criação mais empático e eficaz, ainda existem inúmeros desafios que dificultam sua aplicação prática no Brasil. Antes de mais nada, é importante compreender que esses obstáculos são multifatoriais. Eles envolvem tanto questões culturais quanto estruturais e emocionais. A seguir, conheça os principais: 1. Cultura da culpa Um dos grandes entraves para a prática da parentalidade positiva é a cultura da culpa, especialmente sobre as mães. Elas frequentemente se sentem insuficientes, acreditando não estar cumprindo adequadamente seu papel. Isso ocorre porque, mesmo com múltiplos estilos parentais possíveis, ainda há uma pressão social por um padrão de criação “perfeito”, o que desestimula a autonomia dos cuidadores. 2. Excesso de informações desencontradas Além disso, há um excesso de conteúdos, dicas e relatos sobre como criar filhos. Embora muitos sejam bem-intencionados, a quantidade pode confundir mais do que ajudar. Esse bombardeio de informações dificulta o desenvolvimento de estratégias próprias e personalizadas, baseadas nas reais necessidades da criança. 3. Dificuldade em conciliar vida pessoal e profissional Outro desafio cotidiano é equilibrar carreira, autocuidado e a

Em uma sociedade marcada pelo avanço tecnológico e pela hiperexposição nas redes sociais, a atuação ética dos profissionais de saúde nunca foi tão urgente, especialmente no processo de formação. O caso recente da estudante de medicina que gravou e publicou um exame ginecológico de uma paciente nas redes sociais reacendeu um debate necessário: estamos formando médicos tecnicamente capazes, mas eticamente conscientes? Mais do que dominar procedimentos clínicos, o futuro profissional da saúde precisa compreender que cuidar vai além do corpo, envolve empatia, sigilo, responsabilidade e respeito à dignidade humana. A falta de preparo ético, quando ignorada desde o ensino superior, pode resultar em violações graves, como a exposição de pacientes e a banalização da dor alheia. Nesse cenário, refletir sobre a ética na formação médica não é apenas um exercício filosófico, mas um caminho essencial para evitar abusos, fortalecer a confiança entre médico e paciente e preservar os princípios fundamentais do cuidado. Este post vai te ajudar a entender por que esse tema pode aparecer na sua redação e como abordá-lo de forma crítica, coerente e nota mil. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Alternativas para promover a ética profissional durante a formação médica no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre ética médica Textos motivadores sobre ética médica Texto I – Estudante de medicina é suspensa após divulgar exame ginecológico de paciente nas redes sociais Em janeiro de 2025, um caso ocorrido em Anápolis, Goiás, chamou atenção nacional ao expor a fragilidade da formação ética em instituições de ensino superior na área da saúde. Uma estudante de medicina filmou e publicou em suas redes sociais um exame ginecológico de uma paciente, deixando visíveis partes íntimas da mulher durante o procedimento. Segundo a própria universidade, todas as medidas cabíveis foram tomadas, embora o episódio tenha gerado ampla repercussão na mídia e entre especialistas. A Secretaria Municipal de Saúde, ao tomar conhecimento do caso, afirmou que nenhum procedimento médico deve ser realizado sem a presença de um preceptor e considerou inadmissível a conduta da estudante. Esse episódio revela não apenas a violação direta do direito à privacidade da paciente, mas também levanta um alerta sobre os limites da exposição nas redes sociais e o despreparo de parte dos estudantes quanto aos princípios básicos de ética médica. Fonte adaptada de: g1 Goiás Texto II – O que é ética médica? Fundamentos, normas e responsabilidades na formação profissional Quando se fala em ética na formação médica, é preciso recorrer à base normativa que orienta o exercício da medicina no Brasil: o Código de Ética Médica, instituído pela Resolução CFM nº 2.217/2018. Esse documento é mais do que um conjunto de regras. Segundo o Conselho Federal de Medicina, o código rege tanto a atuação clínica quanto o ensino, a pesquisa e a administração de serviços de saúde. Ao todo, ele reúne 26 princípios fundamentais, entre eles o dever de agir com zelo, a obrigação de respeitar o sigilo médico e a proibição expressa de qualquer forma de discriminação. Entre os pontos mais relevantes do documento está a vedação à exposição da intimidade dos pacientes. É expressamente proibido “exibir pacientes ou imagens que os tornem reconhecíveis em qualquer meio de comunicação”, mesmo com autorização. Essa norma ganha destaque diante de episódios recentes que envolvem estudantes ou profissionais que utilizam redes sociais para compartilhar procedimentos médicos, violando diretamente os direitos dos pacientes e a ética da profissão. O código também determina que médicos e estudantes devem zelar por um ambiente de respeito, empatia e segurança. Fonte adaptada: CFM Texto III – Estudantes zombam de paciente em vídeo e quebram o pilar da confiança na medicina Em abril de 2025, mais um caso expôs a urgência de se discutir a ética médica durante a formação universitária. Duas estudantes de medicina, de instituições distintas, foram denunciadas por injúria após divulgarem um vídeo nas redes sociais zombando da condição de uma paciente internada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. O conteúdo, que ironizava o quadro clínico da paciente, foi gravado antes de seu falecimento e gerou grande indignação social. Durante entrevista à Rádio Metropole, a advogada Camila Vasconcelos destacou que esse tipo de conduta representa uma grave violação dos princípios éticos da medicina, especialmente o da confiança entre profissional e paciente. Segundo ela, mesmo não sendo médicas formadas, as estudantes já fazem parte de um ambiente profissional e, por isso, compartilham responsabilidades éticas compatíveis com o exercício da profissão. A advogada explicou que, embora não estejam sujeitas às mesmas punições disciplinares previstas para médicos, como a quebra formal do sigilo profissional, as alunas podem ser responsabilizadas por divulgação indevida de informações sensíveis, uma vez que o conteúdo circulou publicamente e desrespeitou a dignidade da paciente. O episódio escancara a necessidade de se reforçar, desde a graduação, o papel do estudante como agente ético. A formação médica não deve focar apenas na técnica, mas também cultivar empatia, responsabilidade e o compromisso com a humanização do cuidado. Fonte adaptada de: Metro1 TEXTO IV – Responsabilidade ética e legal dos estudantes de medicina no exercício da prática clínica Embora ainda estejam em formação, estudantes de medicina não estão imunes à responsabilidade pelos seus atos. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=q44TTXk-ZGQ Repertórios socioculturais para desenvolver o tema “Ética na formação médica” 🎬 Filmes e Séries 1. Grey’s Anatomy – Temporada 2, Episódio “Denny Duquette”A personagem Izzie Stevens, residente do hospital, burla critérios médicos e manipula a fila de transplante de órgãos para beneficiar um paciente por quem está apaixonada. O episódio levanta questionamentos profundos sobre ética profissional, imparcialidade médica e a responsabilidade de estudantes durante a prática supervisionada. 2. The Resident – Vários episódiosA série retrata os bastidores da formação médica e expõe dilemas

Você já ouviu falar na cultura incel? Se a resposta for não, atenção: essa expressão tem ganhado destaque na mídia, em séries e, principalmente, nos debates sociais sobre violência, misoginia e extremismo. Só para você ter uma ideia, a série Adolescência, da Netflix, trouxe à tona o termo ao retratar um personagem que se identifica com esse grupo, levantando uma discussão urgente. A palavra “incel” vem da união de “involuntariamente celibatário” e define homens heterossexuais frustrados com a própria vida afetiva, que culpam as mulheres e a sociedade pela falta de sucesso romântico. Mas a coisa vai muito além disso: comunidades online ligadas à cultura incel têm sido associadas a discursos de ódio e até a crimes violentos, como atentados e tiroteios em escolas. Diante disso, a cultura incel já é considerada um fenômeno social e comportamental que merece atenção — inclusive como tema de redação no ENEM, em vestibulares e concursos. E para você mandar bem se ele aparecer, preparamos este post completo com textos motivadores, repertórios e argumentos prontos para te ajudar. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema ““Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea “, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre Cultura incel TEXTO 1 – O Conceito de Incel A série Adolescência, da Netflix, causou polêmica ao citar o termo “incel” em um dos episódios. A expressão, que une as palavras “involuntariamente celibatário”, define homens heterossexuais frustrados por não conseguirem estabelecer relações afetivas ou sexuais — e que acabam culpando as mulheres e a sociedade por isso. O que começou como uma conversa sobre timidez e exclusão social nos anos 1990, virou, com o tempo, uma bandeira de grupos misóginos que promovem discursos violentos, especialmente em fóruns e redes sociais. Segundo a Liga Anti-Difamação, que atua no combate ao extremismo, muitos fóruns online ligados à cultura incel incentivam ideias perigosas, como a superioridade masculina, o ódio ao feminismo e até atentados contra pessoas consideradas “privilegiadas” por esses grupos. Estudo publicado na revista Current Psychiatry Reports apontou que essas comunidades compartilham ideologias como a crença na “hipergamia feminina” — a ideia de que mulheres se relacionam apenas com homens considerados mais atraentes ou bem-sucedidos — e uma forte hierarquia social baseada na aparência física. Além disso, casos reais de violência foram associados à cultura incel. Um dos mais conhecidos ocorreu em 2014, nos Estados Unidos, quando Elliot Rodger matou seis pessoas e feriu várias outras, deixando um manifesto repleto de frases misóginas. Após o ataque, ele se tornou um ídolo em fóruns incel. Situações semelhantes também foram registradas no Canadá e na Inglaterra, reforçando o alerta sobre o poder destrutivo dessas ideologias quando somadas a sentimentos de exclusão, solidão e frustração masculina. Fonte adaptada de: CNN Brasil TEXTO 2 Após o sucesso da série Adolescência, que trouxe o termo “incel” para o centro dos debates sobre juventude e violência de gênero, a cultura incel ganhou novo destaque com o lançamento do thriller Garota Invisível, da autora Lisa Jewell. A obra, publicada no Brasil pela editora Intrínseca, mergulha em uma trama densa e atual, explorando os efeitos do ambiente digital tóxico e das comunidades misóginas que se organizam em fóruns online. No enredo, a jovem Saffyre, marcada por traumas e episódios de automutilação, desaparece misteriosamente. O principal suspeito é um homem de mais de 30 anos, descrito como incel por nunca ter se relacionado com uma mulher e que enfrenta acusações de assédio em uma escola. Ao longo da história, ele se envolve ainda mais com fóruns incel na internet, revelando como esse submundo pode influenciar o comportamento e os pensamentos de homens socialmente isolados. A cultura incel, termo que une “involuntário” e “celibatário”, não se resume apenas à frustração afetiva. Ela engloba ideologias violentas e misóginas, nas quais mulheres são vistas como inimigas ou responsáveis pelas frustrações masculinas. O livro, assim como a série da Netflix, denuncia o impacto que esse tipo de discurso pode ter, especialmente quando aliado à solidão, à exclusão e à ausência de apoio emocional. Com narrativa envolvente e reviravoltas impactantes, Garota Invisível mostra que a cultura incel não é apenas um fenômeno virtual, mas uma realidade preocupante que atravessa o cotidiano e pode influenciar atitudes no mundo real. Ao retratar a complexidade emocional de seus personagens, a obra levanta um alerta sobre a urgência de discutir saúde mental, masculinidade tóxica e violência simbólica — temas cada vez mais presentes nas redações e provas de atualidades. Fonte adaptada de: cnnbrasil.com.br TEXTO 3 A cultura incel sob olhar acadêmico: solidão, racismo e masculinidade tóxica Mais do que uma expressão da internet, a cultura incel passou a ser objeto de pesquisa científica no Brasil. Um estudo de Iniciação Científica da Universidade Federal do Espírito Santo, desenvolvido pelo estudante Yan Cardoso e orientado pela professora Maria Cristina Dadalto, investiga os aspectos psicossociais das comunidades incel e as relações entre solidão, masculinidade tóxica e racismo. Intitulada Análise psicossocial da cultura incel: explorando facetas on-line e na vida real, a pesquisa mergulha na origem, evolução e contradições desses grupos. Segundo Cardoso, o movimento incel, que surgiu como um espaço para desabafos sobre dificuldades afetivas, se transformou em um ambiente tóxico e antifeminista com a massificação da internet. Ele explica que a chamada “manosfera” ou “machosfera” elevou discursos de frustração a ideologias de ódio, ligando a rejeição amorosa a narrativas radicais como o red pill — um símbolo da libertação masculina diante de um suposto domínio feminino. A pesquisa se destaca por trazer uma abordagem interseccional. Sendo um homem negro que participou de fóruns incel na adolescência, Cardoso revela que a experiência de exclusão afetiva é ainda mais complexa quando atravessada pelo racismo. Enquanto o

Você já parou para pensar no quanto o uso excessivo de telas pode afetar o desenvolvimento das crianças? Além disso, em meio à rotina acelerada, muitos pais têm encontrado nos celulares e tablets um recurso aparentemente inofensivo para acalmar os filhos. No entanto, especialistas alertam que essa solução imediata pode, na verdade, comprometer aspectos importantes do crescimento infantil. Dessa forma, é fundamental refletir sobre os impactos desse hábito e buscar alternativas mais saudáveis. Portanto, o equilíbrio no uso da tecnologia se torna essencial para garantir um desenvolvimento adequado. O termo “chupeta digital” ganhou força justamente por traduzir esse uso recorrente dos dispositivos eletrônicos como forma de silenciar birras ou distrair os pequenos. Mas essa prática, cada vez mais comum, está relacionada ao aumento de dificuldades emocionais e cognitivas em crianças de até quatro anos. Segundo dados preocupantes, 26% das crianças entre 0 e 4 anos passam mais de quatro horas por dia diante de uma tela. E o cenário se agrava: no Reino Unido, quase 90% das crianças de 3 a 4 anos acessam a internet regularmente, muitas já com seus próprios smartphones. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, por exemplo, que crianças de 2 a 5 anos tenham, no máximo, uma hora de tela por dia — sempre com supervisão. Mais do que um simples hábito, estamos diante de uma questão social e educacional urgente, com impactos que já estão sendo sentidos dentro das escolas. E se esse assunto já chegou às salas de aula, pode, com certeza, aparecer também na sua prova do ENEM, de vestibulares ou concursos. A seguir, você confere quatro textos motivadores que aprofundam esse debate e vão te ajudar a refletir — e argumentar — com base em dados, pesquisas e análises especializadas. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema ““Chupeta digital”: impactos do uso excessivo de telas no desenvolvimento cognitivo e social das crianças”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre problemas “Chupeta digital” TEXTO 1 – O perigo silencioso do uso precoce de telas Recorrer às telas para acalmar a birra de crianças menores de quatro anos pode estar prejudicando o desenvolvimento da regulação emocional. É o que revela um estudo canadense publicado no periódico Frontiers in Child and Adolescent Psychiatry. A pesquisa apontou que 26% das crianças de 0 a 4 anos passam mais de quatro horas por dia diante de telas, criando um ciclo de dependência: quanto mais os pais utilizam aparelhos eletrônicos para acalmar, menos os filhos conseguem controlar raiva e frustração por conta própria. A investigação acompanhou 265 famílias em dois momentos: em 2020, com as crianças em média com 3,5 anos, e um ano depois. Os resultados indicaram que o uso excessivo de dispositivos estava associado a uma redução significativa na capacidade de regulação emocional. Segundo os autores, isso ocorre porque a criança passa a depender de estímulos externos, sem desenvolver estratégias próprias para lidar com emoções difíceis. Para o pediatra Claudio Schvartsman, do Hospital Albert Einstein, o uso excessivo de telas pode ser viciante: “Observamos que os eletrônicos realmente hipnotizam, é quase uma adição”. Embora o contexto da pandemia tenha exigido maior uso desses dispositivos, especialistas reforçam que o papel das famílias é insubstituível. Limites, conversas e acompanhamento emocional são fundamentais para o desenvolvimento infantil saudável. Fonte adaptada de: Lunetas TEXTO 2 – A “chupeta virtual” e o comportamento infantil A estratégia de dar tablets ou celulares para cessar a birra das crianças pode piorar o comportamento delas, segundo alerta de cientistas. Esse recurso, chamado de “chupeta digital”, impede que os pequenos desenvolvam habilidades essenciais para o controle emocional. O estudo analisou 265 crianças com menos de cinco anos e identificou que aquelas que foram acalmadas com dispositivos digitais apresentaram maior dificuldade para lidar com sentimentos negativos, como raiva e frustração, um ano depois. Veronika Konok, autora do estudo e pesquisadora da Universidade Eotvos Lorand (Hungria), afirma que “as birras não podem ser curadas por dispositivos digitais. As crianças precisam aprender a administrar suas emoções negativas por si mesmas.” O problema, segundo ela, é que quando pais oferecem constantemente os dispositivos, a criança não aprende a se autorregular — um processo fundamental para a saúde emocional ao longo da vida. Além disso, especialistas como a psicóloga Talitha Nobre apontam que o uso recorrente de eletrônicos cria uma associação perigosa: a criança percebe que sempre que chorar ou se irritar, receberá o que quer. Isso dificulta a imposição de limites e prejudica o desenvolvimento de vínculos afetivos baseados no diálogo, empatia e acolhimento. Birras não devem ser reprimidas com tecnologia, mas compreendidas e trabalhadas com firmeza, empatia e apoio emocional. Fonte adaptada de: Revista Crescer TEXTO 3 – Repetição do hábito e o risco do ciclo vicioso Mais um estudo canadense reforça os alertas sobre os riscos de transformar os eletrônicos em “chupetas digitais”. Publicada no Frontiers in Child and Adolescent Psychiatry, a pesquisa revelou que o uso rotineiro de dispositivos para acalmar crianças pequenas pode comprometer sua capacidade de desenvolver controle emocional. Acompanhando 265 crianças de até quatro anos ao longo de um ano, os cientistas observaram que aquelas com maior tempo de tela apresentaram menor capacidade de lidar com frustrações. Os dados indicam que, quanto mais cedo e frequentemente se recorre a esse tipo de estímulo, maiores são os impactos negativos. O mais preocupante é o ciclo vicioso criado: pais oferecem os aparelhos para controlar birras e, com isso, as crianças passam a depender ainda mais desses recursos, sem aprender a regular suas emoções de maneira autônoma. Além do fator comportamental, o estudo ressalta que esse padrão pode gerar consequências duradouras na construção da personalidade, na interação social e no desempenho escolar. O desenvolvimento emocional saudável

Imagine uma criança que não consegue processar corretamente os estímulos do ambiente — ela se assusta com sons comuns, recusa toques ou até ignora cheiros e sabores. Esse cenário, que pode parecer incomum, faz parte da realidade de milhares de crianças que sofrem com problemas sensoriais na infância. O diagnóstico precoce é essencial para garantir o desenvolvimento pleno, mas esbarra em obstáculos como a falta de políticas públicas, desconhecimento da população e escassez de profissionais capacitados. Em 2025, o Projeto de Lei 2.695/2023 avançou no Senado com o objetivo de garantir exames de visão e audição para alunos da educação básica, o que demonstra a urgência de políticas estruturadas. Ao mesmo tempo, especialistas e instituições de saúde alertam para a necessidade de identificar outros transtornos, como o Transtorno do Processamento Sensorial (TPS), ainda pouco debatido nas esferas governamentais. Neste post, você encontrará textos motivadores atualizados, explicações claras sobre os principais desafios e estratégias para desenvolver uma redação exemplar sobre o tema. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para implementação de políticas públicas para o diagnóstico precoce de problemas sensoriais na infância”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre problemas sensoriais na infância Texto 1: Projeto de exames de visão e audição na educação básica vai à Câmara O Projeto de Lei 2.695/2023 propõe que exames de audição e visão sejam realizados em alunos da educação básica das escolas públicas. A iniciativa, já aprovada pelo Senado, segue para análise na Câmara dos Deputados. A proposta surge como resposta à necessidade de diagnosticar precocemente problemas sensoriais que afetam diretamente o desempenho escolar e o desenvolvimento das crianças. O texto reforça que, ao identificar déficits auditivos ou visuais no início da vida escolar, é possível garantir intervenções mais eficazes e igualitárias no processo de aprendizagem, promovendo equidade na educação. Fonte adaptada: Senado Texto 2: Transtorno do Processamento Sensorial: o que é, sintomas e tratamento O Transtorno do Processamento Sensorial (TPS) afeta sentidos como audição, visão, tato, olfato e paladar. Ele ocorre quando o sistema nervoso central não organiza adequadamente os estímulos recebidos, resultando em reações exacerbadas ou diminuídas frente a estímulos sensoriais cotidianos. O diagnóstico é feito por profissionais capacitados, como terapeutas ocupacionais, otorrinolaringologistas e neurologistas. Os sintomas variam conforme a intensidade do distúrbio e podem incluir recusa a certos tecidos, intolerância a ruídos e dificuldade de interação social. O tratamento envolve terapia de integração sensorial e uma abordagem multidisciplinar, buscando melhorar a adaptação da criança ao ambiente e à vida escolar. Fonte adaptada: Hospital Paulista Texto 3: O que é o Transtorno de Processamento Sensorial e como afeta crianças com TEA Embora o TPS ainda não conste nos manuais diagnósticos como o DSM-5, sua ocorrência é significativa, especialmente em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nessas crianças, o TPS se manifesta por meio de comportamentos como recusa a roupas com etiquetas, aversão a sons altos ou necessidade constante de estímulos sensoriais. Os sintomas impactam a rotina, a aprendizagem e o convívio social. Mesmo sem uma padronização diagnóstica, o reconhecimento e o tratamento do TPS por profissionais especializados podem melhorar significativamente a qualidade de vida das crianças afetadas e suas famílias. Fonte adaptada: Socialmentes Texto 4: Processamento Sensorial em Crianças e sua importância no desenvolvimento O processamento sensorial é essencial para o desenvolvimento motor, cognitivo e social das crianças. A neurociência explica que, ao interpretar de forma desorganizada os estímulos, o cérebro compromete a forma como a criança interage com o mundo. Os principais sistemas sensoriais afetados são visão, audição, tato, propriocepção e sistema vestibular. A desregulação nesses sistemas pode gerar atrasos no desenvolvimento, dificuldades escolares e problemas emocionais. Por isso, a identificação precoce dos sinais é fundamental para garantir a inclusão e o pleno desenvolvimento. Fonte adaptada: Ação em Sua Mente Repertórios socioculturais sobre problemas sensoriais na infância O uso de repertórios socioculturais é fundamental para demonstrar domínio das áreas do conhecimento exigidas nos vestibulares. No caso do ENEM, por exemplo, a Competência 2 avalia a capacidade do estudante de mobilizar saberes de diversas áreas para desenvolver uma argumentação sólida e pertinente ao tema. Já em outros exames, como a Fuvest e o PAS da UnB, o uso de referências bem contextualizadas também reforça a profundidade da análise e o senso crítico do candidato. Filmes e séries sobre problemas sensoriais na infância “O Contador de Histórias” (2009)Baseado na história real de Roberto Carlos Ramos, o filme retrata a trajetória de uma criança que enfrentou dificuldades de adaptação sensorial, social e cognitiva durante sua infância em abrigos. Além disso, o longa ressalta a importância da intervenção precoce e do olhar atento de profissionais da educação. Dessa forma, ele evidencia como o apoio adequado pode transformar a vida de crianças em situações vulneráveis. Portanto, a obra destaca a relevância de ações concretas para promover o desenvolvimento integral e o bem-estar infantil. “Temple Grandin” (2010)O filme biográfico narra a vida de Temple Grandin, uma mulher com autismo que superou as barreiras impostas por dificuldades sensoriais e tornou-se referência mundial na área de zootecnia. Além disso, a obra destaca o impacto de um diagnóstico precoce e do apoio terapêutico para o desenvolvimento de crianças com transtornos sensoriais. Dessa forma, ela evidencia como a compreensão e o suporte adequados podem transformar a trajetória de indivíduos com condições semelhantes. Portanto, o filme não só inspira, mas também reforça a importância de ações personalizadas para o avanço e bem-estar de pessoas com autismo. “Atypical” (Netflix)A série acompanha a vida de Sam, um jovem com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e aborda diversas questões relacionadas ao processamento sensorial, como hipersensibilidade a sons, toques e interações sociais. Além disso, a produção reforça a importância do acolhimento e da adaptação

Imagine, acordar e ver um vídeo de uma celebridade fazendo uma declaração polêmica pode parecer comum, até que se descobre que aquilo nunca aconteceu. Os deepfakes, tecnologia de inteligência artificial, criam vídeos, áudios e imagens extremamente realistas, mas totalmente falsos. Enquanto essa inovação serve para fins artísticos e de entretenimento, ela também facilita golpes, desinformação, crimes contra a honra e manipulação política. Diante desse cenário, governos ao redor do mundo já discutem leis para regulamentar o uso da IA na manipulação de conteúdos digitais. Além disso, no Brasil, propostas legislativas visam punir criminalmente quem utiliza deepfakes de forma indevida, especialmente em casos de difamação, fraude e desinformação eleitoral. Dessa forma, busca-se coibir os impactos negativos dessa tecnologia e garantir maior segurança digital. Portanto, a regulamentação se torna essencial para equilibrar inovação e ética no ambiente virtual. Mas até onde essa tecnologia pode ir sem ultrapassar limites éticos? Como os deepfakes impactam a sociedade e de que maneira esse tema pode ser abordado na redação do Enem? Neste post, você encontrará textos motivadores, repertórios socioculturais e estratégias de argumentação para desenvolver uma redação completa sobre o assunto. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Deepfake: os limites éticos do uso da inteligência artificial na produção de conteúdo digital ”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre deepfake Primeiramente, ´para aprofundar a reflexão sobre esse tema, veja os textos motivadores que contextualizam a discussão sobre os impactos dos deepfakes na sociedade. Texto 1 – Projetos de lei sobre deepfake no Brasil O Senado analisa projetos para regulamentar o uso de deepfakes e aumentar penalidades para crimes cometidos com essa tecnologia. O Senado analisará dois projetos que buscam regulamentar o uso de deepfakes no Brasil. O PL 145/2024 propõe que todo conteúdo publicitário criado com inteligência artificial precise informar explicitamente que houve manipulação digital. Já o PL 146/2024 prevê punições mais severas para calúnia, injúria e falsidade ideológica cometidas com deepfakes, quintuplicando as penas para crimes contra a honra cometidos com essa tecnologia. Além disso, o texto veda a utilização de IA para gerar a voz ou a imagem de alguém sem consentimento, propondo advertências obrigatórias em peças publicitárias que utilizam deepfake. 🔗 Fonte: Agência Senado Texto 2 –O que é deepfake e como essa tecnologia distorce a realidade? A tecnologia deepfake tem facilitado a criação de vídeos adulterados e altamente realistas, permitindo que pessoas sejam inseridas em situações constrangedoras ou até mesmo fraudulentas. Por meio da inteligência artificial (IA), essas ferramentas conseguem alterar rostos, modificar falas e manipular imagens com um nível de detalhamento impressionante. Essa inovação, embora tenha aplicações legítimas em entretenimento e dublagem, também apresenta sérios riscos quando utilizada para enganar e manipular a opinião pública. Diante dessa ameaça, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, no dia 27 de fevereiro de 2024, um conjunto de 12 resoluções para as eleições municipais daquele ano. Entre as novas regras, destaca-se a proibição do uso de deepfakes em campanhas políticas, visando coibir a disseminação de informações falsas e proteger a integridade do processo eleitoral. Como funciona um deepfake? Os deepfakes utilizam inteligência artificial para alterar conteúdos visuais e auditivos, tornando possível trocar o rosto de uma pessoa em um vídeo ou modificar falas para transmitir mensagens inexistentes. Esse processo ocorre por meio de algoritmos avançados que analisam padrões faciais e sonoros, criando adulterações tão convincentes que se confundem com a realidade. O impacto dessa tecnologia pode ser devastador, especialmente quando usada para fins ilícitos. Um dos maiores exemplos de sua aplicação prejudicial ocorreu em 2020, quando um relatório da empresa Sensity revelou que mais de 100 mil mulheres tiveram suas imagens manipuladas para a criação de nudes falsos, que posteriormente foram disseminados na internet. Esse caso ilustra como os deepfakes podem violar a privacidade e comprometer a reputação de indivíduos de forma irreversível. Deepfakes na política e a disseminação de desinformação O uso de deepfakes também tem gerado preocupações no cenário político. Em 2019, a ex-presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, foi vítima de um vídeo manipulado que sugeria dificuldades na fala durante um discurso. A gravação original foi desacelerada e editada para dar a impressão de que Pelosi estava embriagada. O impacto desse conteúdo foi tão significativo que o YouTube removeu o vídeo, enquanto plataformas como o Facebook optaram por reduzir sua distribuição e adicionar alertas informando que o material poderia ser enganoso. No entanto, a circulação dessas imagens adulteradas antes da remoção oficial já havia influenciado parte da opinião pública. Outro exemplo ocorreu com o próprio CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, que teve sua imagem manipulada em um deepfake para simular uma declaração sobre controle global. Nesse caso, a empresa optou por manter o vídeo no ar sob a justificativa de que se tratava de uma sátira. Esses episódios evidenciam os desafios que a tecnologia deepfake impõe à veracidade das informações na era digital, reforçando a necessidade de regulamentação e estratégias para combater a desinformação. Regulação e combate ao uso indevido dos deepfakes A crescente preocupação com os riscos associados aos deepfakes tem levado governos e instituições a debater formas de controle e punição para o uso indevido dessa tecnologia. No Brasil, diversos projetos de lei estão em tramitação para estabelecer regras claras sobre o tema. Além disso, grandes plataformas digitais passaram a adotar políticas mais rígidas contra deepfakes que possam causar danos políticos, financeiros ou reputacionais. No entanto, especialistas alertam que, embora essas medidas sejam um avanço, elas ainda não são suficientes para eliminar totalmente os riscos dessa tecnologia, que evolui rapidamente. Diante desse cenário, é essencial que tanto os usuários da internet quanto as autoridades estejam atentos para identificar e combater a disseminação de conteúdos falsos,

O Enem 2025 está se aproximando e, como sempre, um dos maiores desafios dos candidatos é a redação. Além disso, o tema costuma estar relacionado a questões sociais, culturais, tecnológicas ou ambientais, exigindo que o candidato demonstre conhecimento de mundo, capacidade argumentativa e domínio da norma culta. Dessa forma, é essencial estar atualizado e preparado para desenvolver um texto coeso e bem fundamentado. Portanto, dedicar tempo à leitura, à prática da escrita e ao repertório sociocultural pode fazer toda a diferença na conquista de uma boa nota. Diante disso, treinar redações com temas possíveis e atuais é essencial para garantir uma estrutura bem organizada, argumentos sólidos e repertórios produtivos. Mas quais temas podem cair? Vamos explorar as possibilidades e oferecer argumentos, repertórios e estratégias para você treinar sua escrita e se preparar da melhor forma. Quais temas podem cair no Enem 2025? A seguir, listamos os temas que têm grande potencial de aparecer na redação do Enem 2025, considerando tendências sociais, econômicas e políticas. Tema – Ecoansiedade: o impacto das mudanças climáticas na saúde mental dos jovens A crise climática não afeta apenas o meio ambiente, mas também a saúde mental das novas gerações. Alternativas para coibir a banalização do stalking na sociedade brasileira O stalking, prática de perseguição persistente, foi tipificado como crime no Brasil, mas ainda enfrenta desafios quanto à sua aplicação legal. Desafios para a inclusão de ciclistas nas ruas brasileiras O Brasil ainda enfrenta dificuldades para tornar o ciclismo um meio de transporte seguro e acessível. Além disso, a falta de infraestrutura adequada, como ciclovias e sinalização, compromete a segurança dos ciclistas. Dessa forma, muitas pessoas deixam de utilizar a bicicleta como alternativa de mobilidade urbana. Portanto, é essencial que o poder público invista em políticas que incentivem o uso da bicicleta e garantam melhores condições para os ciclistas. Inclusão e cuidado: obstáculos para garantir o bem-estar de pessoas com deficiência no Brasil Criminalidade e reincidência: a exposição pública de condenados por crimes sexuais contribui para a redução da violência? Barreiras para a garantia da segurança das mulheres em atendimentos médicos no Brasil DeepSeek: os impactos da disputa geopolítica pela supremacia tecnológica no consumo de informação na era da inteligência artificial A importância da cibersegurança na era digital O impacto da oniomania (compulsão por compras) na sociedade contemporânea Possíveis temas de redação para o ENEM 2025: Apostas online no Brasil: o impacto econômico e social do crescimento das ‘Bets’ A resistência feminina frente ao patriarcado nas sociedades tradicionais Os desafios éticos do sensacionalismo midiático em coberturas de tragédias Possíveis temas de redação para o ENEM 2025: “Brain Rot”: O impacto do consumo excessivo de conteúdos superficiais no desenvolvimento intelectual dos brasileiros Possíveis temas de redação para o ENEM 2025: Proibição do uso de celulares nas escolas: medida necessária para o desenvolvimento infantil? O fim da escala 6×1: medida válida para a saúde mental dos trabalhadores ou uma intervenção desnecessária? Desafios dos catadores de materiais recicláveis na sociedade brasileira Possíveis temas de redação para o ENEM 2025: O apagão de professores e suas consequências para o desenvolvimento social e econômico no Brasil Obstáculos para a implementação de políticas públicas que diminuam a adição de açúcares em alimentos infantis no Brasil Os possíveis temas de redação para o ENEM 2025 refletem os principais debates sociais e políticos da atualidade. Questões como meio ambiente, segurança digital, desigualdade de gênero e regulamentação de novas tecnologias estão no centro das discussões e podem ser exploradas na prova. 📌 Quer garantir uma redação nota 1000? 🚀 Treine todos esses temas na nossa plataforma e envie sua redação para correção detalhada!
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