O debate sobre a escala de trabalho 6×1 tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil, impulsionado pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). O modelo, que determina um dia de folga para cada seis trabalhados, impacta a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e estudos nacionais, o esgotamento e a síndrome de burnout são consequências diretas de longas jornadas de trabalho. Com isso, o fim da escala 6×1 pode ser uma importante medida para melhorar as condições de trabalho no país. Este tema é fundamental para os vestibulandos e pode ser trabalhado em redações de concursos e exames, como o ENEM. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O fim da escala 6×1: medida válida para a saúde mental dos trabalhadores ou uma intervenção desnecessária?”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre escala 6×1 Texto Motivador I: O Debate Sobre a Escala 6×1 e a Saúde Mental Nos últimos anos, o debate sobre a escala de trabalho 6×1 vem ganhando força no Brasil. Este modelo de jornada, que oferece ao trabalhador apenas um dia de descanso para cada seis dias trabalhados, está no centro de discussões sobre saúde mental e bem-estar laboral. Segundo uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma-BR), o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking global de trabalhadores afetados pela síndrome de burnout – uma condição caracterizada por exaustão física, mental e emocional causada pelo excesso de trabalho. Cerca de 30% dos profissionais brasileiros sofrem com esse problema, que se torna mais comum em setores que operam em escalas intensivas, como comércio e serviços de telemarketing. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o impacto das jornadas exaustivas e afirma que o excesso de trabalho pode levar a doenças graves e até à morte. A legislação trabalhista brasileira, estabelecida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permite jornadas de até 44 horas semanais, mas a CLT não define especificamente como deve funcionar a escala 6×1. Embora o trabalhador tenha direito a um dia de folga semanal, essa folga nem sempre coincide com o final de semana, o que compromete a vida social e familiar do trabalhador. Frente a esse cenário, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reduzir a carga horária, especialmente em setores de grande desgaste, como supermercados, farmácias e restaurantes. Fonte: Politize Texto Motivador II sobre escala 6×1 Influenciadores e a Voz dos Trabalhadores na Luta pelo Fim da Escala 6×1 A luta pelo fim da escala 6×1 encontrou voz nas redes sociais por meio de influenciadores que compartilham suas experiências e as dificuldades enfrentadas em suas rotinas de trabalho. Rick Azevedo, criador do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), foi um dos primeiros a expor o desgaste físico e mental causado por esse modelo de jornada. Em um vídeo publicado no TikTok, que rapidamente se tornou viral, Rick desabafou sobre o esgotamento acumulado após anos de trabalho em farmácias, supermercados e lanchonetes. Sua fala reflete a frustração de muitos trabalhadores que, como ele, passam a maior parte da semana trabalhando e sacrificam a convivência familiar e o descanso. A rotina na escala 6×1 é particularmente desafiadora, pois não apenas limita o tempo de descanso, mas também impede que os trabalhadores tenham folgas nos finais de semana, dificultando o convívio com familiares que trabalham em horários tradicionais. A pressão gerada pela escala 6×1 levou muitos trabalhadores a desenvolver problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. Segundo um levantamento da OMS, o Brasil é um dos países com maior incidência desses transtornos entre os trabalhadores. Influenciadores como Milena e Rick têm recebido relatos alarmantes de seguidores que chegam ao extremo de considerar medidas drásticas para evitar o trabalho. Esses relatos reforçam a urgência de uma revisão nas políticas trabalhistas do país e a importância do movimento Vida Além do Trabalho na defesa de condições mais humanas para os trabalhadores. Fonte: Exame Texto III: Saúde Mental nas Empresas e o Impacto das Jornadas Exaustivas A saúde mental nas empresas tornou-se um tema central no debate sobre o futuro do trabalho, especialmente em setores que exigem jornadas intensas e uso da escala 6×1. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 86% dos brasileiros têm algum tipo de transtorno mental, como ansiedade e depressão. A rotina exaustiva no trabalho é um dos fatores mais agravantes desses problemas, e uma pesquisa realizada durante o Congresso Nacional de Gestão de Pessoas (Conarh) apontou que a ansiedade é a principal causa de afastamento dos trabalhadores. Esse cenário alarmante indica que o excesso de trabalho e a falta de políticas de apoio à saúde mental têm um impacto direto no bem-estar dos colaboradores. Os dados da pesquisa revelam que a competição excessiva e as altas exigências nas empresas são fatores que contribuem para a deterioração da saúde mental dos trabalhadores. Em um ambiente onde a pressão por produtividade e a rigidez nas metas são intensas, o esgotamento físico e mental torna-se inevitável. Em setores como o comércio e os serviços, as longas jornadas de trabalho são uma realidade diária. A pressão para cumprir metas, o assédio moral e a falta de suporte emocional criam um ambiente de trabalho tóxico e prejudicial. A OMS recomenda a criação de políticas empresariais que priorizem a saúde mental dos funcionários, incluindo a possibilidade de redução de jornadas extenuantes. Fonte: Educa Mais Brasil Texto IV: Fonte: Sinprefor Repertórios para Embasar o Tema sobre escala 6×1 Filmes/Séries/Documentários Working to Death – Documentário que examina as consequências do excesso de trabalho, enfatizando a importância de políticas de proteção à saúde mental. O Gerente
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