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Ter um bom cronograma de estudos pode ser o seu diferencial na conquista da tão sonhada aprovação. Venha saber como fazê-lo!

Descubra como estudar redação por eixos temáticos e fique preparado para qualquer assunto que surgir na prova! Mais um ano começando e para muitas pessoas isso significa dedicar-se por alguns meses aos estudos para o próximo Enem. Quanto antes iniciar a preparação, a probabilidade de se dar bem nas provas aumentam muito. Assim, para ajudar você a estudar desde já, hoje vamos falar um pouco sobre como estudar redação por eixos temáticos. Pois é, você precisa adquirir repertórios socioculturais a partir deste momento para que esteja tranquilo lá na frente para discorrer sobre qualquer assunto. Vamos ver como fazer isso e quais eixos priorizar? Então, o primeiro passo dessa preparação é ter um caderno no qual você irá anotar todos os eixos temáticos e possíveis repertórios para cada assunto. Os eixos nada mais são que temas mais amplos que podem ter um recorte mais específico no Enem ou nos vestibulares e concursos. Por exemplo, no Enem impresso 2020 a proposta de redação tinha como eixo temático a saúde e o recorte foi o estigma relacionado às doenças mentais. Portanto, quem se informou sobre aspectos relativos a esse assunto, viu filmes, séries, leu livros e tinha repertório pôde se sair melhor na redação. Sempre que você ler ou assistir algo que possa ser um exemplo em uma argumentação, anote nesse caderno, faça um breve resumo e busque reler de vez em quando para relembrar. Na sequência, listamos alguns eixos temáticos aos quais você deve dar atenção. 1. Educação Muita gente apostava que no último exame o Enem cobraria algo relacionado à educação, mais especificamente um recorte sobre alfabetização Espero tua (RE)volta – documentário de 2019 sobre movimento estudantil e ocupações em 2015; Escritores da liberdade – a história desse filme mostra a relação de uma jovem professora com um grupo de alunos marginalizados; Como estrelas na Terra – filme que mostra as dificuldades de um garoto disléxico que é visto como mau aluno até que recebe o olhar atento de um professor de Artes. https://youtu.be/DIA5N72zi4Q 2. Meio ambiente e sustentabilidade Os efeitos do aquecimento global todos nós já sentimos. Além disso, o (mau) uso dos nossos bem naturais e uma necessidade de conscientização têm feito surgir na sociedade diversas discussões relevantes acerca do meio ambiente e da sustentabilidade como forma de preservá-lo. É importante que você fique atento às notícias, como as recentes ligadas a alagamentos em diversos locais do país devido às chuvas, bem como aquelas sobre queimadas, desmatamentos, garimpo ilegal, proteção das áreas indígenas, agronegócio, entre outros recortes possíveis. Veja alguns conteúdos que podem ajudá-lo a pensar sobre essas questões: Cowspiracy – o segredo da sustentabilidade: documentário de 2014 que mostra como a agricultura e a pecuária têm responsabilidade pela degradação do meio ambiente. Uma verdade inconveniente: trata-se outro documentário em que Al Gore, ex-candidato á presidência dos EUA, faz palestras para tentar conscientizar sobre os perigos do aquecimento global. 3. Lazer, cultura e comportamento Em um país com tantas desigualdades sociais e regionais – que foi tema do Enem digital 2020 -, pense sobre o acesso à cultura e ao lazer. Em 2019, o Enem inclusive tratou disso, em relação ao cinema. Para saber como estudar redação para esse eixo temático, é importante partir do conhecimento das diversas realidades do Brasil. Pense tanto em termos culturais, bem como da nossa história e folclore, cidades turísticas e como esse setor tem importância econômica para a nossa nação. Além disso, é atente-se aos comportamentos das pessoas na nossa sociedade, às mudanças que elas causam e como isso se reflete no nosso dia a dia. Para tratar disso, você pode recorrer à Constituição, que, aliás, é um repertório que pode ser atrelado à maioria dos eixos temáticos que você vê neste post. 4. Segurança A segurança nacional é um tema que está sempre em pauta, principalmente nos noticiários. Mas também vemos essa temática sendo pano de fundo de diversos filmes e séries. Entre eles, podemos citar Arcanjo Renegado, Tropa de Elite, até mesmo a novela A Força do Querer, reprisada neste momento, mostra a realidade da violência e do tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Repertórios sobre esse eixo são inúmeros, além de audiovisual há muitos livros e artigos na internet sobre o assunto. Aqui também se pode pensar em tipos de crimes específicos e na atuação da justiça nos casos de pedofilia, tráfico de pessoas, feminicídio, tráfico de animais, tráfico de drogas, entre tantas outras possibilidades. O Brasil, infelizmente, amarga altos índices de violência. Um site importante que você pode usar para se informar sobre isso é o do Ipea. Nele, há o Atlas da violência e estatísticas que podem enriquecer a sua argumentação. 5. Direitos e cidadania Quando você pensar em como estudar redação pelo eixo temático dos direitos e da cidadania, procure, primeiramente, conhecer os estatutos da criança e do adolescente (ECA) e dos idosos. A expectativa de vida no Brasil têm aumentado, mas ainda se vê muito descaso com os mais velhos. Do mesmo modo, percebe-se um desrespeito dos direitos das crianças e do jovens. Atente-se também às garantias das minorias étnico-raciais, bem como das mulheres e da população LGBTQIA+. Não se esqueça das pessoas com deficiência, que também têm suas garantias legais no país. A Constituição é um repertório importante para esse eixo, e também há muitas séries e filmes que podem fazer parte da sua argumentação. 6. Linguagem, comunicação e tecnologias Esse é outro importante eixo para finalizarmos esta lista não exaustiva para você começar a sua preparação. Hoje, é quase impossível pensar em comunicação sem as tecnologias, especialmente as mídias sociais, que moldam nossos comportamentos e interferem até mesmo na nossa linguagem. Pense em fazer algumas anotações sobre variação linguística, importância da liberdade de imprensa e de expressão, uso das tecnologias para disseminação das informações e os riscos ligados à exposição ao ambiente virtual, entre outras possibilidades. Um repertório que pode ser útil nesse eixo é o documentário dramático Dilema das redes. Então, a partir de agora você já tem um Norte

Achou que a gente ia começar do começo? Achou errado, aluno! Vamos começar de antes do começo: do planejamento. Vamos ler sobre Redação por Partes: Planejamento! Lembra que a gente já te disse que gente organizada não se desespera? Se ainda não internalizou esse mantra, tá na hora de internalizar, pois, acreditem, ele vale também para a produção da sua redação. Tá chocado? Não fique, vamos explicar isso aí direitinho. É bem comum a gente ouvir os alunos dizerem que não sabem por onde começar o processo de escrita de uma redação. Aí, bate aquela angústia e a pessoa sua frio diante daquela folha em branco. Para que você não passe por isso, a gente vai fazer agora um passo a passo lindinho de tudo que envolve a produção de um texto, pois, ao contrário do que muita gente pensa, não se deve simplesmente ler a proposta de redação, baixar a cabeça, no melhor estilo Chico Xavier, e começar a escrever. Então, de início, vamos combinar uma coisa: não subestime o planejamento de um texto, pois ele é mais importante do que você imagina, ok? Eu que to dizendo. Se liga aí: Leia a proposta com muita calma. Muita. Muita. Muita. Sublinhe ou circule palavras-chaves nela, pois isso vai te ajudar a não dar aquela viajada básica no tema. Quer um exemplo? No último ENEM, teve uma galera que, na redação, falou apenas sobre a surdez ou sobre deficientes de um modo geral. Se os amiguinhos tivessem destacado palavras como “desafios” e “surdos” (o tema era “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”), por exemplo, a chance de tangenciar o tema teria sido bem menor. E, ó, para você que vai fazer o Exame Nacional do ensino Médio: SEMPRE tem uma palavrinha norteadora na proposta que o INEP faz. Não foi só no ano passado, não. Dá uma pesquisada nos temas anteriores e repara. 2. Você se preparou o ano inteiro, fez a lição de casa direitinho e, como a gente indicou , estudou bastante coisa para ampliar seu repertório sociocultural. Então, ao ler a proposta, sua cabeça vai ferver com tantas ideias e, acredita, tá tudo bem. Sabe o você faz? Deixa fluir e anota, com palavras-chaves, tudo o que vier em mente. Tudinho. Todos os argumentos maravilhosos que sua cabecinha conseguir construir. 3. Depois de respeitar o seu fluxo de ideias, chegou a hora de construir o que carinhosamente chamamos de “esqueleto” da sua redação. Tá, vamos dar uma nome mais técnico e chamar de “planejamento”. Sabe o que é isso? Nada mais é do que, em tópicos, anotar palavras-chaves do que você vai escrever em cada parte do seu texto – introdução, desenvolvimento 1, desenvolvimento 2, desenvolvimento 3 (se houver) e conclusão. (E se você ainda tem dúvida sobre a função de cada uma delas, fica ligadão aqui no nosso blog porque, nas cenas dos próximos capítulos, falaremos sobre isso). Pra te ajudar ainda, vamos te dar um roteiro com perguntinhas básicas. Segue ele que é só sucesso: Qual é o tema e o que eu penso sobre ele? (Introdução: contextualização do tema + tese) Por que eu penso dessa forma? (Desenvolvimento: dois ou três bons argumentos que sustentem a tese) Diante da minha tese, o que fazer para solucionar o problema? (Conclusão: retomada da tese + soluções (mais aprofundadas, caso seja ENEM). Lindo, né? Pra ficar ainda mais legal, vamos a um exemplo prático: Suponha que o tema é “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”, do ENEM de 2016. Aí, bem espertinho que é, você começa a montar seu planejamento: Introdução: você sabe que é bacaninha usar diversas áreas de conhecimento na sua redação, então, optou por introdução histórica e vai dizer que a intolerância religiosa no Brasil começou logo no descobrimento, quando portugueses impuseram o catolicismo aos índios. No seu esqueletinho, vai anotar “descobrimento” e “catolicismo”, por exemplo. Você acredita que o combate à intolerância religiosa ainda persiste por dois motivos: o racismo e laicidade de um Estado que não é tão laico assim. Anota, então: tese “racismo + Estado laico”. Desenvolvimento 1: as religiões de matriz africana são as mais atingidas pelo preconceito (os textos motivadores, inclusive, diziam isso!), então, para não deixar a ideia escapar, anota “racismo” e “religiões de matriz africana” no seu planejamento. Desenvolvimento 2: você leu muito sobre atualidades e sabe que a discussão sobre a laicidade do Estado é importantíssima, então, por isso, escolheu esse lindo argumento. Anota “laicidade” e, de quebra”, já anota algo que vai te ajudar a se aprofundar na discussão, como “ensino religiosa voltado pro catolicismo”, por exemplo. Conclusão: pra fechar com chave de ouro, você vai pensar em soluções para o combate à inteligência religiosa. Como você falou sobre o racismo e contestou a laicidade do Estado, anota: “endurecer o combate ao racismo” e “ensino religioso diverso”. Deu, seu texto tá planejado e, agora sim, você vai começar a desenvolvê-lo, retomando aquelas anotações que você fez quando deixou o seu fluxo de ideias livre, leve e solto. “Aaain, mas isso toma muito tempo”. Não, baby, não se despere. Não vamos negar que, nas primeiras vezes que você fizer isso, pode sim demorar um pouquinho mais. Então, por isso existe esta coisinha linda e importante chamada “treino”. A partir de agora, crie o hábito de planejar todos os textos que você nos enviar e, quando chegar na hora H, isso já será uma prática simples e não tomará muito do seu tempo. Além disso, pra finalizar, a gente não pode deixar de te falar uma coisa: texto com planejamento fica, consequentemente, MUITO mais organizado! Exemplo: não é legal desenvolver mais um argumento por parágrafo, e isso acontece muito quando você baixa a cabeça e, sem planejar, começar a argumentar. Sabem que isso, no caso do ENEM, faz com a nota da competência 3 não seja tão boa, né? Pois é, é nela que se avalia o que chamamos de “projeto de texto”. Se não sabia, tá sabendo agora. E agora

As provas da banca da FGV são difíceis, meu filho. Eles gostam de cobrar tudo que está no edital, os enunciados não são objetivos, mas sim cheios de figuras de linguagem, obrigando você, meu amiguinho, ser bom em interpretação de texto. Mas tenho uma boa notícia: diferente de outros concursos, a banca da FGV tem uma redação mais fácil do que as questões objetivas. Aqui, nesse texto querido, te ensinamos a como não ter medo do bicho papão chamado concurso com redação. Então, agora que você é uma criança grandinha, vamos te apresentar a prova de redação da FGV e te dar umas dicas que são de estourar a boca do balão. Já começo com impacto: a FGV não chama a redação de redação. sso mesmo. Eles chamam de prova escrita discursiva. Geralmente, a produção cobrada pela banca deve ter de 20 a 30 linhas e traz um ou dois textos como tema motivador (lembrando que imagem também é considerada texto motivador) e vale 20 pontos ao total. E pode, ainda, ser cobrada mais de uma produção: na Prova para Policial Legislativo Federal de 2012, por exemplo, havia uma proposta de redação de texto dissertativo-argumentativo e também uma questão discursiva. Em grande parte das provas, os critérios de correção são divididos assim (esses critérios foram retirados do edital do Concurso Público para o Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, que você pode acessar aqui): PARTE 1- ESTRUTURA TEXTUAL GLOBAL (A) ABORDAGEM DO TEMA 8 pontos Considera a capacidade de o candidato selecionar argumentos convenientes, dentro do perfil esperado, assim como a boa seleção desses argumentos. (B) PROGRESSÃO TEXTUAL 7 pontos Considera a capacidade de o candidato mostrar coesão e coerência entre os parágrafos componentes do texto por ele redigido, assim como a distribuição do tema por uma evolução adequada de suas partes. PONTUAÇÃO MÁXIMA – PARTE 1 = 15 pontos PARTE 2 – CORREÇÃO GRAMATICAL A correção gramatical será considerada sob o aspecto da melhor expressão escrita do ponto de vista comunicativo, ou seja, de sua adequação à situação comunicativa. PONTUAÇÃO DEDUÇÃO POR CADA ERRO (A) SELEÇÃO VOCABULAR 2 pontos 0,2 ponto Considera problemas de inadequação vocabular, troca entre parônimos, emprego de palavras gerais por específicas, emprego de vocábulos de variação linguística inadequada, marcas de oralidade. (B) NORMA CULTA 3 pontos 0,3 ponto Considera problemas gerais de construção frasal do ponto de vista comunicativo. PONTUAÇÃO MÁXIMA – PARTE 2 = 5 pontos A redação será zerada se: Você fugir ao tema; Você não escrever o texto; Você preencher a identificação em lugar indevido; Se sua letra for ilegível; Ainda, será descontado 0,4 ponto para cada linha completa não escrita, considerando o mínimo de linhas exigido de 20 linhas e, também, reduzido 0,2 ponto para cada linha completa excedente ao máximo permitido no subitem, de 30 linhas. Apesar de os corretores considerarem os quesitos de correção um tanto benevolentes, ainda sim, são descontados 0,2 pontos por desvio à norma culta. É bom estudar questões gramaticais das quais você sempre tem dúvida, portanto. Por isso que se faz mais do que necessário você conferir o edital da sua prova, e, claro, incluir redação na sua rotina de estudos, além de interpretação de texto, que será útil não só na redação, mas em toda a prova. Além disso, é mais do que essencial estar bem informado e ter um bom nível de leitura, já que nem todos os comandos ou os temas das redações são objetivos e diretos como são em outras provas. Ah, antes que eu esqueça: os temas, geralmente, são sobre temas atuais. Chamamos atenção aqui pra‘quilo que é necessário para escrever aquela redação linda: uso correto da linguagem, coerência e coesão, domínio lexical e gramatical e argumentação profunda. Leia sempre o comando e a coletânea de textos motivadores com calma, sublinhe as palavras chave, para ter certeza que sua redação aborda tudo que o comando fala sobre. Por exemplo: se o comando pede para que você discuta dificuldades e medidas sobre um certo assunto no Brasil, você tem que falar sobre as dificuldades e as medidas, nessa ordem, e ambas. Respeite a progressão textual. Agora: por que dissemos, ali em cima, em grande parte das provas? Para você, concurseiro avisado, não preciso nem dizer que o estilo de proposta muda de prova para prova (de instituição para instituição), de cargo para cargo e de nível para nível. Ainda, para você entender melhor o modelo de redação, deixamos aqui duas propostas recentes da banca 1.Prova Técnico TRT 12 – 2017 São bastante conhecidos os sete pecados capitais tradicionais, mas, em função das mudanças ocorridas na sociedade atual, o Vaticano criou, em março de 2008, um conjunto de novos pecados adaptados à era da globalização. – Experimentos “moralmente dúbios” com células-tronco: a Igreja Católica defende a ideia de que a vida começa no momento da formação do embrião. Portanto, condena qualquer tipo de pesquisa científica com embriões humanos e células-tronco embrionárias. – Uso de drogas: as drogas causam dependência física e psicológica nos usuários e prejudicam o funcionamento harmonioso da família. É uma atitude contra a vida humana. – Poluição do meio ambiente: a poluição do ar, água e solo trazem prejuízos sérios ao meio ambiente e à saúde das pessoas. – Agravamento da injustiça social: o capitalismo criou, em muitos países, uma má distribuição de renda, deixando à margem da sociedade grande parcela da população (os excluídos sociais). – Riqueza excessiva: o capitalismo favoreceu a concentração de renda, muitas vezes, de forma excessiva. Algumas pessoas concentram bilhões de dólares, enquanto outros, não têm sequer o que comer. – Geração de pobreza: a pobreza e a miséria estão espalhadas pelo mundo. Cometem esse pecado aqueles que contribuem para a geração dessas condições sociais. – Violações bioéticas. Por exemplo, controle de natalidade: é considerada violação bioética toda atitude que pretende evitar a geração de vida de forma natural (uso de contraceptivos, cirurgias, aborto, inseminação artificial). Qual desses “novos pecados capitais” lhe parece mais danoso ao ser humano? Faça um texto dissertativo-argumentativo com