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106 artigos publicados por Claudia Bechler no Blog do Redação Online.

Enfim, passou o primeiro dia de Enem 2020. O que você achou do tema de redação? Venha com a gente analisar a proposta do Inep! Em um momento tão atípico que estamos vivendo, muitos participantes fizeram as provas do primeiro dia de Enem 2020 no último domingo (17). Apesar dos relatos sobre as dificuldades em acessar as salas de prova, e a divulgação de um índice de abstenção recorde (51,5%), o tema de redação também foi assunto. Estávamos ansiosos, não é mesmo? Embora houvesse muitas apostas de que o tema não teria nada a ver com a pandemia, o fato é que, de alguma forma, ele resvala na situação que vivenciamos desde março do ano passado. Mais adiante vamos ver por quê. Assim, o tema de redação do Enem 2020 foi: “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira“. De fato, saúde mental esteve em evidência nos últimos meses, e também se fala mais sobre o assunto em anos mais recentes. Acontece que, como mostrado no texto motivador III, doenças como a depressão aumentaram de modo alarmante na atualidade, tornando-se uma questão que precisa fazer parte das discussões da sociedade, especialmente a brasileira, a qual é a mais depressiva da América Latina. Em virtude disso, inclusive, em 2014 iniciou a campanha brasileira conhecida como “Setembro amarelo”. Assim, ela visa à prevenção de suicídios. No domingo, em uma live em nosso perfil no Instagram, alguns participantes comentaram que usaram a campanha em seus textos. Além disso, muita gente achou o tema fácil. Mas você sabe quais caminhos poderiam ter sido tomados para tratá-lo completamente? Acompanhe a nossa análise. Palavras-chaves do tema de redação Enem 2020 A compreensão da proposta é um momento decisivo para você ir bem ou não na redação. Isso porque é fundamental que o tema seja abordado de forma completa. Portanto, você deve atentar-se às palavras-chaves presentes na frase temática para poder atender ao solicitado pela banca. Nesse caso, temos duas expressões que são essenciais: estigma e doenças mentais. Além delas, temos outra que é complementar: na sociedade brasileira. Mas o que é um estigma? Muita gente nas redes sociais achou que essa palavra – pouco usual no nosso dia a dia – pegaria muitas pessoas desprevenidas. O texto motivador II trazia o origem da palavra, portanto, quem é bom em interpretação não sentiu dificuldades. No entanto, lembre-se que embora indicado, não é obrigatório usar exatamente essa palavra na sua redação. Assim, se você usou sinônimos, provavelmente se deu bem também. Podemos citar alguns: desaprovação, marca, marginalização, preconceito, julgamento ao que foge do padrão entre outras. Outro cuidado a tomar é não falar apenas de saúde mental, sem abordar as doenças. Historicamente, pessoas diagnosticadas com algum tipo de transtorno mental são estigmatizadas e isoladas do convívio social. Esse seria um bom ponto de partida, aliás. Assim, se você falou de estigma e de doenças mentais, as chances de atingir as notas mais altas na competência 2 são grandes. Porém, como você sabe, ainda é preciso demonstrar repertório sociocultural pertinente e produtivo. Quais abordagens você poderia usar? Veremos no próximo tópico. Argumentos que poderiam estar no desenvolvimento Veja por quais caminhos o seu projeto de texto poderia passar: falta de informação sobre as doenças mentais; pouca discussão sobre o assunto nas mídias; medicalização das pessoas que apresentam algum transtorno para que se adéquem à “normalidade”; medicalização de crianças muito jovens para que desempenhem melhor na escola; valorização da “vida perfeita” divulgada nas redes sociais e a pressão que isso causa nas pessoas; ausência de políticas públicas que previnam danos à saúde mental da população; minimização de problemas como a depressão, muitas vezes vistos sem seriedade; causas dos estigmas (histórico relacionado aos manicômios no Brasil, por exemplo); preconceito a tudo que desvia do que é considerado “normal”; entre outros. A equipe do Redação Online produziu uma redação-modelo com base nesse tema. Leia e veja de que forma poderia ter argumentado sobre o assunto no seu texto. Tema com recorte aberto Há alguns anos o Enem não tem fechado tanto o recorte para tratamento do tema. Desse modo, as possibilidades de abordagem são mais amplas. Isso pode ser bom ou ruim, depende do seu nível de proficiência na escrita de textos dissertativos-argumentativos. Ao não pedir que se fale sobre desafios ou forma de combate ao estigma, o participante não se limita a apenas um olhar sobre a proposta. Desse modo , se você abordou completamente e usou referências pertinentes, provavelmente foi muito bem na redação Enem 2020. Repertórios pertinentes ao tema Assim como na nossa redação-modelo, alguns participantes relataram na live e nas redes sociais que usaram o filme “Coringa”. De fato, ele encaixa perfeitamente no tema, especialmente se a condução do texto levava às ausência de políticas públicas de saúde mental eficientes. Trabalhar com esse tipo de referência, atual e de amplo conhecimento, é sempre uma excelente aposta no texto. Além desse filme, você poderia ter usado séries, livros, novelas, entre outras formas de arte que demonstram seu conhecimento de mundo e a capacidade de relacioná-lo ao assunto. Confira algumas possibilidades: filme: Bicho de Sete Cabeças (2000); filme: Nise – O Coração da Loucura (2015); série: 13 Reasons Why; livro: O alienista; pensador: Michel Foucault, com a obra “História da loucura”; livro: Holocausto brasileiro (2013); etc. Em breve traremos aqui no blog mais detalhadamente alguns repertórios que poderiam ser usados nessa redação. É claro que fica muito fácil sugerir agora que já sabemos o tema, não é? Mas não se preocupe! Se não usou algum desses que citamos, temos certeza que escolheu algo interessante também. Coloque nos comentários as suas referências! Estamos curiosos para saber! Proposta de intervenção A conclusão da redação depende muito do projeto de texto, portanto há uma infinidade de maneiras de concluir. Se você falou de políticas públicas, provavelmente os governos (municipais, estaduais e federal) apareceram como agentes. Se tratou pelo viés da medicalização na infância, a escola pode figurar na sua intervenção. O que não poderia faltar mesmo eram os 5 elementos obrigatórios. Se

O Enem 2020 está chegando. Saiba como aproveitar melhor o seu tempo, mesmo no dia da prova. Acompanhe a leitura! O Enem 2020 está mexendo com a cabeça de muitos participantes. A situação de calamidade vivida no país em função do novo coronavírus adiou a prova para o dia 17 de janeiro. Faltando poucos dias para a aplicação, o Enem sofreu ameaça de cancelamento devido ao aumento de casos e mortes, assim trazendo mais incertezas a quem estudou e se preparou para o Exame. Nesse contexto, os nervos estão ainda mais à flor da pele. Nesta quarta-feira, a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª região negou o adiamento do Enem, porém há cidades que precisam acompanhar como será a aplicação. No Amazonas, por exemplo, a prova está suspensa por decisão Justiça Federal amazonense. Certamente é um momento muito complicado o que estamos vivendo, por isso precisamos ficar atentos às decisões até a véspera da prova. De qualquer forma, nada impede que você se prepare para ir bem no Enem 2020, independentemente de quando ele acontecer. Para quem está pronto para ir aos locais de provas domingo, será que já se programou sobre o que fazer no dia? Veja nossas sugestões para aproveitar melhor seu tempo perto da hora decisiva! Boa leitura! Chegue ao local de prova com antecedência O básico do básico: programe-se para chegar com antecedência ao local de prova. Assim, caso seja um lugar afastado ou desconhecido, procure ver no Maps referências próximas e qual o melhor trajeto. Aos domingos, em muitas cidades, o transporte público atua com uma frota menor, com horários em intervalos maiores. Portanto, atente-se para isso. Conte com a possibilidade de encontrar imprevistos no caminho, então saia ainda mais cedo, se puder. Os portões serão abertos às 11h30 (horário de Brasília), 30 minutos antes do previsto nos editais, em função da pandemia, de acordo com o Inep. Confira se está com o necessário para seguir os protocolos sanitários Garanta, no dia anterior, que você tem tudo o que precisa para fazer a prova. Neste ano, será obrigatório o uso de máscara. Portanto, vá com a sua (pela sua saúde e pela de todos) e é permitido levar máscara para troca durante a prova. Quem não utilizar máscara cobrindo totalmente nariz e boca, desde sua entrada até sua saída do local de provas, ou recusar-se a respeitar os protocolos de proteção contra a COVID-19, a qualquer momento, será eliminado do exame. De acordo com o Inep, você poderá tirar a máscara apenas para ingestão de líquidos e alimentação. Se no dia da prova você estiver com sintomas da doença (ou outras que sejam infectocontagiosas, previstas no edital), não compareça aos locais de prova. Nesses casos o Inep avaliará a possibilidade de reaplicação. Veja as informações detalhadas sobre isso no edital. Documento com foto e caneta preta de material transparente Veja quais documentos serão aceitos, de acordo com o Inep: Atenção! Não aceitarão cópias dos documentos, mesmo que autenticadas. Além disso, documentos digitais apresentados eletronicamente também não. A única caneta que você poderá usar é a esferográfica PRETA, fabricada em material transparente. Além dela e do documento com foto, o único outro item obrigatório é a máscara. Portanto, o cartão de confirmação de inscrição é opcional. Deixe em casa itens proibidos no Enem 2020 Evite transtornos que tirem a sua paz no dia do Exame. Então, não leve para o local de prova: Entretanto, caso algum deles seja MUITO necessário, não se esqueça de colocá-lo no porta-objetos. Além disso, todos os equipamentos eletrônicos precisam ser desligados antes de guardados. Confira seus dados e o número de questões Ao receber o caderno de questões, confira a quantidade de questões e se não há falhas gráficas que impeçam a sua leitura. Confirme se os seus dados estão corretos e informe qualquer divergência ao aplicador. Separe tempo suficiente para o preenchimento do cartão-resposta Sim, não basta apenas que você faça todas as questões, ainda é preciso transcrever a redação pra folha de prova e marcar as alternativas no cartão-resposta. Deixe, pelo menos, 45 minutos para essa última etapa. De fato, a pressa é inimiga da perfeição. E ninguém quer acabar errando uma questão por preenchimento errado. Assim, especialmente pelo cansaço da prova como um todo, é preciso calma e atenção nesse momento. Por isso, estipule uma estratégia que lhe dê uma “folga” para cumprir essa etapa. Tenha uma estratégia para a redação Não fique mais que 1h30 fazendo a redação. Leia a proposta, faça um projeto, escreva o rascunho. Depois, revise o texto e faça os ajustes. Passe a limpo com muita atenção! Você só tem direito a uma folha de redação oficial. Então, trate-a muito bem. Não deixe para o final, pois o nervosismo com o horário pode prejudicá-lo. Enfim, tenha um PLANO para esse momento. Se você treinou durante o ano terá mais facilidade nesse momento! Em suma, no dia da prova, preocupe-se com essas questões que destacamos aqui. É hora de mostrar tudo que você aprendeu e o quanto se preparou para esse momento. Nós, do Redação Online, estaremos junto com você na torcida. Assim, esperamos que sua dedicação seja recompensada com um bom tema. Se trouxer o rascunho da redação para casa, lembre-se de que nossos professores podem corrigir em até 3 dias úteis! O Enem 2020 ficará na história, e faremos parte dela COM TODOS OS CUIDADOS QUE O MOMENTO EXIGE! Cuide-se e faça uma boa prova!

Você já sabe tudo sobre a de redação do Enem? Veja as respostas para as dúvidas mais comum sobre essa prova que tira o sono de muita gente! Estamos a cada dia mais próximos do momento de fazer a redação do Enem e é normal que ainda existam questões a serem respondidas. Mesmo com toda a preparação durante o ano, há muitos mitos divulgados e desencontros de informação. Assim, muitas pessoas acabam inseguras sobre algumas situações que surgem durante a aplicação do Exame. Por isso, hoje vamos falar sobre as dúvidas mais comuns dos participantes sobre a redação do ENEM. Acompanhe a leitura! 1. Preciso colocar título na redação do Enem? Conforme consta na cartilha do participante 2020, divulgada pelo Inep, o título é um elemento opcional. Portanto, você pode ou não utilizá-lo. Ele conta como linha escrita, porém não se avalia a existência de título em nenhum aspecto relativo às competências da matriz de referência. Mas cuidado: ele pode levar à nota zero o seu texto se apresentar qualquer característica passível de anulação, como desenhos, sinais gráficos, impropérios etc. Assim, fique atento! Na dúvida, melhor não se prejudicar por causa de um título, não é mesmo? 2. A redação precisa ser escrita obrigatoriamente com letra cursiva? Não. Você pode escrever a redação com letra de forma, sem que haja qualquer prejuízo à sua nota. Porém, é preciso diferenciar claramente as letras maiúsculas e minúsculas, pois isso é um critério de avaliação da competência 1. Além disso, é extremamente importante que você escreva com uma letra bem legível. Isso consta, inclusive, na cartilha do participante 2020. Nela, há o seguinte destaque: Procure escrever sua redação com letra legível, para evitar dúvidas no momento da avaliação. Redação com letra ilegível poderá não ser avaliada. Então, capriche na sua letra! 3. Qual o número mínimo de linhas escritas na redação Enem? Para chegar aos corretores do Enem, uma redação precisa ter, no mínimo, 8 linhas escritas. Com sete linhas ou menos, o participante recebe a nota zero e o texto nem chega aos avaliadores. Mas se você estudou e treinou redação dificilmente estará diante de uma situação como essa, certo? Respeite também o número máximo de linhas. Você tem 30 linhas para desenvolver as suas ideias sobre o tema. Jamais passe disso, pois linhas a mais são desconsideradas. Respeite os limites da sua folha de prova. 4. Posso usar informações dos textos motivadores na argumentação? Já fizemos um post sobre o assunto, e a resposta é sim. Preferencialmente, você deve usar um repertório sociocultural que extrapole os textos da proposta de redação. Porém, caso você não saiba nada sobre o assunto ou tenha o famoso “branco” na hora da prova, pode utilizar dados da coletânea. O que você não pode fazer de jeito algum é copiar partes dos textos motivadores. Muitos trechos de cópia podem até mesmo levar a nota à zero. Assim, leia com atenção os textos e interprete-os, selecione aqueles mais pertinentes ao seu projeto de escrita e, na medida do possível, traga algum repertório próprio (citação, relação com alguma obra – livro, filme, série -, notícia) para complementar o seu desenvolvimento. 5. Quantos parágrafos minha redação precisa ter? O ideal é que seu texto esteja bem estruturado no gênero dissertativo-argumentativo e que ele apresente as três partes obrigatórias. São elas: introdução (1 parágrafo), desenvolvimento (2 parágrafos, geralmente) e conclusão (1 parágrafo). De preferência, deve haver harmonia entre o número de linhas de cada uma dessas partes. Portanto, não faça uma introdução de duas linhas (considerada pelos avaliadores como “embrionária”) e o desenvolvimento em um parágrafo de 15 linhas. Distribua as suas ideias em parágrafos de mais ou menos 5 a 7 linhas. E fique atento(a): é fundamental que exista claramente a divisão em parágrafos, pois textos em monobloco (quando não há parágrafos definidos) não ultrapassam o nível 2 na competência 4 mesmo que estejam muito bem escritos do ponto de vista do uso da língua e de desenvolvimento das ideias. 6. Qual o segredo para tirar 200 pontos na competência 5? Essa é mais uma das dúvidas comuns dos participantes do Enem. Saiba, então, que uma conclusão com proposta de intervenção completa ajuda a garantir os 200 pontos na competência 5. Mas o que define que uma proposta de intervenção está completa? Lembre-se de que existem 5 elementos obrigatórios que precisam estar na sua proposta de intervenção: ação, agente, modo/meio, efeito e detalhamento. Assim, ao elaborar sua proposta, responda às seguintes perguntas: 1) O que é possível apresentar como solução para o problema? 2) Quem deve executá-la? 3) Como viabilizar essa solução? 4) Qual efeito ela alcançará? 5) Que outra informação acrescento para detalhar a proposta? 7. Em quanto tempo preciso escrever a redação? Um dos grandes inimigos do participante do Enem, além do nervosismo e da ansiedade, é o tempo. Você precisa ter uma estratégia para que, além de escrever a redação muito bem, ainda consiga responder a todas as questões sem atropelos. Desse modo, uma sugestão é que você leia a proposta de redação assim que receber o caderno de prova. Depois, já faça o projeto do seu texto e escreva o rascunho. Faça algumas questões que tenha mais facilidade e depois retome o texto. Releia, revise, faça os ajustes necessários e passe a limpo. Não deixe essa tarefa para os minutos finais, pois você pode acabar cometendo erros bobos por causa da pressa. Não perca mais de 1 hora em todo esse processo (escrita + ajustes + passar a limpo). Respire fundo! Você consegue! E então? Sabia a resposta para essas questões? Essas são algumas das dúvidas mais comuns dos participantes sobre a redação do ENEM. Você ainda tem algum questionamento sobre essa prova? Escreva-o nos comentários que a gente responde!

Durante a pandemia, a questão da exclusão digital ganhou evidência. Você já refletiu sobre essa questão e os impactos disso na sociedade brasileira? Se não, aproveite para pensar sobre isso e escrever uma redação! Assim, fique preparado(a) para o Enem! Com base nos conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação e a partir da leitura dos textos motivadores a seguir, escreva uma redação de até 30 linhas sobre o tema “Exclusão digital”. Para tanto, use a modalidade padrão da língua portuguesa. Além disso, apresente uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Confira o tema sobre Exclusão Digital: Texto 1 Fonte: https://petletras.paginas.ufsc.br/files/2020/05/charge.jpg Texto 2 Exclusão digital em tempos de pandemia Desde 2005, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) — com a finalidade de mapear o acesso à infraestrutura das tecnologias de informação nos domicílios urbanos e rurais do país, e as formas de uso delas por indivíduos de 10 anos de idade ou mais — realiza, anualmente, a pesquisa TIC Domicílios. De acordo com o último desses estudos, publicado em 28 de outubro de 2019, percebeu-se que, entre 2008 e 2018, ocorreu significativo aumento no número de lares brasileiros com acesso à internet. O estudo aponta que, em 2008, apenas 18% dos domicílios brasileiros tinham acesso à rede. Dez anos depois, esse percentual saltou para 67% de residências conectadas. Sem dúvida, um notável avanço. […] Isso, no entanto, não quer dizer que esses direitos estejam igualmente distribuídos entre a população brasileira. Afinal, se o acesso à rede mundial de computadores já é realidade em mais de 90% dos lares mais abastados, menos da metade (48%) das residências dos indivíduos das classes D e E gozam do mesmo privilégio, conforme detalha a referida pesquisa. E, como aponta o TIC Domicílios 2018, o alto custo dos serviços em questão é, segundo os moradores desses domicílios, o principal motivo que os levou a não possuir internet em suas casas. Essa constatação – baixíssimo nível, quando se fala da camada menos favorecida da população, de acesso à rede mundial de computadores – é, para dizer o mínimo, preocupante. Isso porque, em consonância com o relatório elaborado em 2009 pelo Banco Mundial, cada aumento de 10 pontos percentuais nas conexões de internet de banda larga de um determinado país corresponde a um respectivo crescimento de 1,3% no Produto Interno Bruto (PIB). Nítido, sobretudo em um mundo cada vez mais globalizado e conectado, que não há como se falar em comunicação, liberdade de expressão ou desenvolvimento, sem considerar a internet como um meio fundamental para a geração de conhecimento e circulação de informações. Com a chegada da pandemia de Covid-19, a desigualdade ganhou contornos ainda mais claros, na medida em que a internet tem funcionado como ferramenta essencial para diversas atividades como o trabalho remoto, o acesso à informação e entretenimento e a utilização de serviços tecnológicos, tais como aplicativos de comida delivery e mobilidade urbana – que, igualmente, contribuem para que os usuários de tais serviços fiquem mais protegidos dos riscos causados pela pandemia. Portanto, enquanto alguns encontram-se amplamente conectados, ampliando suas ações online (teletrabalho, videoconferências, cursos e aulas virtuais), outros, em virtude de sua precária situação econômica, permanecem à margem de um processo evidenciado como nunca antes: o papel da tecnologia cada vez maior e a importância de uma agenda de inclusão digital. Fonte: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/exclusao-digital-em-tempos-de-pandemia/ Texto 3 Exclusão digital é barreira para mulheres rurais As mulheres rurais são o grupo menos conectado às Tecnologias da informação e Comunicação na maior parte dos países da América Latina e do Caribe. É isso que concluiu um estudo conduzido pela Universidade de Oxford, da Inglaterra. O levantamento foi coordenado pela cientista social italiana Valentina Rotondi. Ela se baseou em dados da Pesquisa Mundial Gallup, informações dos países e de rastreamento da rede social Facebook, em 17 dos 23 países da região analisada. Menos mulheres declararam possuir celulares em comparação com homens. Mulheres de baixa escolaridade que vivem em áreas rurais são as menos conectadas. Segundo autoridades a situação mostra o quadro de desigualdade e que a conectividade traz acesso a mercados, informação e serviços financeiros. “O estudo revela que o acesso reduzido a telefones celulares e a internet se soma a diversos problemas enfrentados pelas mulheres no campo, como as barreiras à obtenção de financiamento, à captação, ao emprego formal e à propriedade da terra”, disse o diretor-geral do IICA, Manuel Otero. A proporção de pessoas que possuem telefones celulares nos países analisados aumentou cerca de 80% em 2017 e 45% desde 2006 e a lacuna entre os gêneros na posse de celulares diminuiu na última década. No entanto, voltou a piorar nos últimos cinco anos. Enquanto no Brasil e na Argentina há uma situação de quase paridade entre homens e mulheres, Guatemala e o Peru são exemplos de nações onde a diferença é maior, enquanto no Chile e no Uruguai a proporção tende a favorecer as mulheres. O estudo concluiu que, de modo geral, quanto menor a diferença de gênero na posse de celulares, melhores são as perspectivas para a inserção de mulheres no mercado de trabalho e menores são as disparidades entre os gêneros em trabalhos vulneráveis e desemprego juvenil. O estudo “Desigualdade digital de gênero na América Latina e Caribe” teve apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/exclusao-digital-e-barreira-para-mulheres-rurais_440947.html Escreva a sua redação sobre o tema Exclusão digital após conferir uma lista de repertórios socioculturais que preparamos!

Faltando só 1 semana para o Enem, você sabe o que priorizar nos estudos de redação para tirar uma boa nota? Não perca este post! Está chegando a hora! 17 é primeiro dia de aplicação de provas do Enem 2020, adiado em função da pandemia. E você? Está preparado(a)? Antes de mais nada, se esta é a sua estreia no Exame Nacional, saiba que é totalmente normal se sentir ansioso e apreensivo nos próximos dias. Afinal, trata-se de uma oportunidade para depois tentar uma vaga na universidade. Caso você já tenha experiência com as provas, mesmo que já conheça como funciona o processo, pode também estar com os cabelos em pé neste momento. Calma! Nós hoje daremos algumas dicas para você revisar seus estudos de redação, faltando 1 semana para o Enem. Boa leitura! É provável que você esteja estudando para esses dois dias de provas que se aproximam desde o começo do ano passado. Certamente, se concluiu o Ensino Médio recentemente, você ainda tem bem frescos na memória os principais conteúdos que são cobrados no Enem. No entanto, para quem já encerrou a Educação Básica há mais tempo talvez não seja assim tão simples estudar para o exame. Além disso, o fechamento das escolas por causa da Covid-19 e a implantação do ensino remoto atrapalharam os planos de muita gente. O Enem 2020 será uma verdadeira prova de superação. Se você conseguiu manter uma rotina de estudos “normal”, está de parabéns. A recomendação sempre é de escrever uma redação por semana, mas, se você não fez isso até agora, ainda há chance de correr atrás! Abandone a ideia de aprender coisas novas agora É isso mesmo que você leu. Se você acredita que não conhece todas as regras de gramática (e saiba que isso é muito comum!), não tente usar esta última semana para fazer isso. Respire fundo! Vamos explicar o porquê. Faltando tão pouco para a prova, tentar aprender algo que você sempre sentiu dificuldades de compreender pode ser fatal para a autoestima e para a segurança que precisa ter para desenvolver a proposta de redação. Em vez disso, reforce pontos que você já domina. Conheça os critérios de correção do Enem Sempre que nos avaliam, é fundamental conhecer o que pode elevar a nossa nota e o que pode baixá-la. Sem isso, é como tatear no escuro. O Inep disponibilizou o material de capacitação dos avaliadores de 2019 e também divulgou há poucos dias a Cartilha de redação Enem 2020 (confira nosso post sobre ela!). Trata-se de materiais indispensáveis para todo participante. Se você perdeu esses conteúdos, acesse-os agora mesmo. A cartilha, além de diversas dicas sobre como a prova é corrigida, ainda traz algumas redações de 2019 comentadas. Assim, ao lê-las e ao ler as análises delas, você poderá entender um pouco melhor a estrutura do texto dissertativo-argumentativo. Desse modo, reforçará sua compreensão sobre o gênero textual e também aprenderá um pouco mais sobre repertório sociocultural e como usá-lo de maneira produtiva no seu texto. Faça mapas mentais por eixos temáticos Ter um repertório sociocultural previamente pensado (mesmo que se saiba qual o tema da prova) ajuda a tirar aquela sensação de “eu não sei nada”. Assim, você vai para o Enem mais confiante! Ao longo do ano, diversas sugestões de propostas foram lançadas, inclusive aqui no nosso blog, e a partir delas você pode pensar quais têm mais chance de cair. Se você não faz ideia de por onde começar, é bom se informar sobre algumas apostas que estão circulando por aí! Sobre elas, podemos citar alguns eixos: saúde (importância do SUS, saúde mental), educação (alfabetização infantil, literacia familiar, acesso aos livros), tecnologias (educação a distância/remota, exclusão digital), meio ambiente (queimadas, crise hídrica). Então, nos mapas, coloque dados, referências sobre o assunto, citações, livros, filmes que trabalhem a temática. O legal dos mapas mentais é que uma ideia puxa outra, e, como são bastante visuais, ajudam a memorizar melhor. Não se preocupe em fazer mapas muito elaborados: estamos na reta final! Nessas horas, vale contar um pouquinho com a intuição também! Enfim: confie em você! Confira o exemplo abaixo: Fonte: https://bit.ly/2LtJeuz Treine a proposta de intervenção A proposta de intervenção é avaliada na competência 5. Embora seja a que tem critérios mais objetivos, é a que recebe as notas mais baixas! Normalmente, o que acontece é que os participantes não incluem os cinco elementos obrigatórios que ela precisa ter. Caso você não lembre ou não saiba quais são eles, anote: AGENTE + AÇÃO + MODO/MEIO + EFEITO + DETALHAMENTO Eles não precisam estar necessariamente nessa ordem, mas precisam constar na mesma proposta. Ou seja, não adianta você sugerir três ações e nenhuma delas estar completa. Na avaliação da competência 5, os corretores verificarão se uma proposta contém todos esses elementos. A nota é para aquela que estiver mais completa. ou seja, a que tiver o maior número de elementos obrigatórios. Garanta seus 200 pontos usando os cinco! Como não temos mais tempo para que você escreva várias redações, treine ao menos a proposta. Para isso, você pode usar alguns textos que já escreveu ou mesmo pensar nos eixos temáticos e fazer uma proposta para cada um. Assim, chegará no dia da prova afiado(a)! Lembre-se de que a conclusão com a proposta ocupa mais ou menos 7 linhas da folha de redação. Então, treine com esse número em mente! Escreva pelo menos uma redação Sim, escolha um tema e escreva sobre ele. Faça o projeto de texto, recolha repertórios, pesquise, faça um rascunho, revise, passe a limpo. Se puder, peça para alguém ler e dizer o que achou. Quer uma ajuda profissional? Conte com a nossa plataforma. Ainda é possível receber dicas e saber como está o seu desempenho antes do grande dia. Se você já tem um plano do Redação Online, envie a sua redação até o dia 12 para que haja tempo de receber esse precioso retorno. Ter um feedback sobre nossos textos ajuda – e muito – a melhorar a escrita e

Saiba mais sobre a literacia familiar por meio de repertórios que selecionamos para ajudar a fundamentar a sua argumentação na redação! O tema de redação que preparamos para esta semana tem como foco a literacia familiar. Você já tinha ouvido falar sobre isso? Trata-se de um conceito trabalhado por pedagogos norte-americanos e que, em 2019, veio para o Brasil. Mais especificamente, o tema passou a ser evidenciado no país em função de um programa governamental, o “Conta pra mim”. No entanto, isso não significa que algumas das ideias sobre literacia familiar já não fizessem parte do nosso cotidiano. Assim, o envolvimento dos pais na educação dos filhos e no incentivo à leitura já é previsto tanto pela Constituição quanto pelas políticas educacionais. Caso você não esteja familiarizado com o assunto, separamos alguns conteúdos que poderão ajudar a fundamentar a sua argumentação na redação. Lembre-se de que o desenvolvimento de um bom projeto de texto é um passo fundamental para um bom texto ( e quem sabe até uma redação nota mil!). Portanto, a pesquisa sobre a temática deve ser aprofundada, então não fique restrito(a) às nossas sugestões. Selecionar, relacionar, interpretar e organizar as informações deve ser o seu objetivo em todo o texto que for produzir. Então, vamos às dicas? Acompanhe! 1. Notícia: MEC lança material para incentivar pais a lerem para os filhos Que tal começar vendo esta notícia de quando o “Conta pra mim” foi lançado pelo MEC? No vídeo e no texto, você saberá que se trata de um programa que faz parte da Política Nacional de Alfabetização (PNA). Além disso, conhecerá os objetivos do programa, materiais produzidos e os valores de verba destinados a ele. Também saberá um pouco mais sobre a PNA e sobre o que é a literacia familiar. Assim, não perca tempo: clique e confira! 2. Entrevista: Catherine Snow Lei a íntegra da entrevista com a professora de Harvard Catherine Snow para a Revista Nova Escola. Realizada em março de 2020, buscou mostrar o que a educadora – que é uma das referências do MEC na defesa da literacia familiar – sugere como forma de as famílias contribuírem para o desenvolvimento literário dos filhos. Então, por se tratar de um argumento de autoridade, vale a pena você conhecer mais sobre essas ideias. 3. Reportagem: Incentivo à leitura na Educação Infantil: como envolver a família Ainda na revista Nova Escola você pode encontrar esta matéria que explica de que forma a escola pode ajudar a envolver os pais na educação dos filhos. Além de mostrar algumas iniciativas de educadores para estimular essa aproximação entre família e escola, a matéria explica um pouco mais sobre a literacia familiar. Além disso, apresenta alguns pontos de normativas da educação nacional e aponta dicas para educadores estimularem as crianças a terem o gosto pela leitura. Então, quem sabe algumas delas não ajudam você a pensar em uma proposta de intervenção? Não deixe de ler! 4. Filme: O contador de histórias (2009) Este filme baseia-sena história real do educador e contador de histórias Roberto Carlos Ramos. Aos 6 anos ele foi deixado por sua mãe na Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor (Febem), pois ela acreditava que assim ele teria uma vida melhor. No entanto, a instituição não era nada do que se imaginava à época. Assim, o menor passou a se envolver em delitos e chegou até a ser usuário de drogas. A vida do garoto muda aos 13 anos quando uma pedagoga francesa, Margherit Duvas, aparece. Ela dá a ele um lar, alfabetiza e incentiva a estudar. Trata-se, portanto, de uma história de sucesso de uma responsável que transformou o destino de um jovem por meio da educação, do carinho e da literatura. Assista! https://www.youtube.com/watch?v=1Aqn_jO_HAM&pp=ygUhbyBjb250YWRvciBkZSBoaXN0w7NyaWFzIHRyYWlsZXIg 5. Filme: As Aventuras do Avião Vermelho (2014) Esta animação inspirou-se na obra de Érico Veríssimo de mesmo nome. Nela, narra-se a história de Fernandinho, menino de 8 anos que, após a morte da mãe, fica solitário. O pai, então, tenta animá-lo com presentes. Mas o que consegue tirá-lo da tristeza é receber do pai um livro que foi da sua infância. Tem bastante a ver com o nosso tema de redação, hein? Procure saber mais sobre o filme ou mesmo sobre o livro que deu origem a ele.https://www.youtube.com/watch?v=VSSdaFnekmY&pp=ygUlYXZlbnR1cmFzIGRvIGF2acOjbyB2ZXJtZWxobyB0cmFpbGVyIA%3D%3D 6. Caderno da Política Nacional de Alfabetização (PNA) Em agosto de 2019 o MEC divulgou o Caderno da Política Nacional de Alfabetização. Ele é um guia que explica detalhadamente a PNA. Além de trazer dados a respeito do cenário atual da alfabetização, marcos históricos e normativos brasileiros, aborda conceitos, como o da literacia familiar. De acordo com o Ministério da Educação, a política se inspira no que é realizado em países que tiveram aumento de seus indicadores educacionais. Assim, cita como exemplos: Austrália, Canadá, Chile, Estados Unidos, França e Portugal. Então, consulte o caderno e anote algumas informações para fundamentar a argumentação da sua redação. Certamente você encontrará muitos dados nele. Agora é com você! Depois de ler e acessar as nossas recomendações, procure outros conteúdos que tenham a ver com seu projeto de texto sobre a Literacia Familiar. Faça uma redação no estilo Enem e mande pra gente! Ainda não conhece nossos planos de correções de redação? Não perca mais tempo! Escolha o seu agora mesmo e receba a ajuda dos nossos corretores para se dar muito bem na prova! Até mais!
Você sabia que a reescrita da redação ajuda – e muito – a desenvolver melhor a estrutura de um texto? Saiba a importância dela e como fazer. Durante o processo de preparação para o Enem, muitos estudantes estabelecem metas de escritas de redação. Certamente, escrever muitos textos é uma excelente forma de treinar, mas não é a única. Você tem o hábito de reescrever os seus textos? Pois é, mesmo se você for um aluno nota 10 pode tirar proveito dessa atividade. Então, prepare-se que nós vamos falar tudo o que você precisa saber sobre a reescrita da redação. O processo de escrever é, para muitas pessoas, bastante difícil – e até mesmo doloroso. Isso acontece por diversos motivos, desde uma educação deficitária, falta de hábito, crença de que “não sabe”, entre outros. A verdade é que, como todo processo, pode ser aprendido e aprimorado ao longo de certo tempo. É comum que se escreva textos apressadamente, apenas para colocar um check numa lista de tarefas e se sentir aliviado com a entrega. No entanto, esse tipo de postura prejudica duas fases essenciais: a revisão e a reescrita da redação. Por que devo revisar meu textos? A revisão do texto, embora não seja o nosso foco deste artigo, é essencial para que possamos dizer com maior clareza o que queremos. Infelizmente, muitas pessoas não costumam realizá-la, sequer leem com calma o que escreveram antes de passar a limpo e entregar. Por isso, é importante reservar alguns minutos para realizar essa tarefa. Mas por onde começar? Por exemplo, com uma boa revisão, você pode assinalar erros banais, como a repetição de palavras ao longo do texto. Durante a leitura atenta, sublinhe as palavras repetidas e depois as substitua por sinônimos. Outro ponto importante da revisão é corrigir problemas de concordância, pois ao ler o texto conseguimos perceber quando ela está ausente por causa da quebra na fluidez da leitura. Também pode-se corrigir coesivos inadequadamente utilizados, verificar se há muitas repetições deles e ajustar esses pontos. Portanto, jamais dispense uma boa revisão textual das suas redações! Qual a importância da reescrita? Ao receber o retorno de um texto escrito, seja do seu professor ou da nossa plataforma de correções, é fundamental que seu foco não seja apenas a nota recebida ou os desvios marcados. Muita gente pensa que reescrever a redação é apenas corrigir erros de grafia ou gramaticais feitos ao longo do texto. Nada disso! A reescrita é um processo que o levará a um novo texto sobre o mesmo assunto. Diferentemente da revisão, em que corrigimos apenas detalhes, na reescrita da redação se refaz o texto. Trata-se, então, de reconhecer as falhas na abordagem e aprender com elas. O feedback recebido será o ponto de partida para novas reflexão e redação. Assim, você corrigirá não apenas as questões pontuais, mas refletirá sobre todo o desenvolvimento e estruturação textual realizado para melhorá-lo. Uma reescrita orientada na fase de treinamento para a redação Enem pode ser muito mais eficiente do que fazer um novo texto do zero ou escrever vários textos seguidos sem esperar a correção do avaliador. Isso porque é a partir daquilo que não está tão bom que podemos estabelecer parâmetros e realmente compreender o que falta, por exemplo, para chegar à redação nota mil. Como fazer uma boa reescrita da redação? Antes de mais nada, livre-se da ideia de que um texto que não obteve acima de 800 na avaliação de um corretor não pode melhorar. Afinal, quanto mais pontos a revisar e reescrever, provavelmente a chance de sua nota dar um salto de melhoria na segunda avaliação é grande. Isso por si só dá um up na autoestima e – melhor que isso – deixa você mais confiante na eficácia de reescrever suas redações. Fatores que podem levar seu texto a uma nota baixa incluem: Assim, ao receber o seu texto corrigido, leia-o novamente e se pergunte: o que faltou? Consegui abordar completamente o tema? Meu repertório estava, de fato, adequado ao meu projeto de texto? Há alguma incoerência na minha argumentação? E os desvios? O que posso fazer para evitá-los (dica: revisão!)? Se você usa a plataforma Redação Online sabe que os nossos corretores deixam, ao longo do texto ou ao final, comentários sinalizando aspectos que podem ser aprimorados, inclusive em alguns casos recomendando a reescrita. Não deixe essas informações preciosas para lá! Por mais que a gente muitas vezes se sinta frustrado por não ir tão bem quanto esperava numa redação, é essencial engolir o orgulho e aprender com os erros. Afinal, é assim que se evolui, não é mesmo? Ao receber a sua correção, faça o seguinte para uma boa reescrita: https://youtu.be/ByzOf1OBfks E você, costuma fazer a reescrita da redação? Se não, comece agora, ainda dá tempo de aprender bastante com essa técnica até o dia da prova. Precisa de alguém para corrigir seus textos? Conheça nossos planos e conte com uma equipe preparada para ajudá-lo a se dar muito bem!

A preparação Enem 2020 não deve ser apenas de estudos. Aprenda a relaxar a mente para se sair bem nos dias de prova! Faltando pouco tempo para o primeiro dia de provas é normal que a ansiedade aumente. Por isso a preparação Enem 2020 deve incluir alguns exercícios de relaxamento para que você consiga dar o máximo de si até o último dia. Os participantes da próxima edição do Exame Nacional, além da carga normal de estresse com as provas, teve ainda que lidar com os desafios da pandemia. Aulas remotas, distanciamento e preocupação constante com a saúde fizeram com que os estudos dividissem a atenção com muitas outras novidades. Portanto, torna-se ainda mais importante um olhar para o bem-estar e pra saúde mental. Não basta apenas estudar, o descanso também deve estar no seu cronograma. Certamente você sabe que a preparação Enem é um processo que não acontece apenas um ano antes da aplicação do exame. Trata-se do conhecimento adquirido ao longo de sua formação, portanto estudar em ritmo frenético até os dias das provas pode não ser a melhor estratégia. De acordo com especialistas, isso prejudica a memória e, consequentemente, a capacidade de fazer associações mentais, fundamentais para responder às questões. Então, se você está nesse nível de cansaço, estresse e ansiedade e não sabe bem como quebrar esse ciclo, acompanhe as dicas a seguir e, principalmente, coloque-as em prática! 1. Controle a sua respiração Respirar é algo sobre o qual nem pensamos, pois fazemos o tempo todo involuntariamente para permanecer vivos. No entanto, essa respiração pode trazer benefícios quando nos concentramos nela para relaxar. Respirar profundamente, prestando atenção na entrada e na saída do ar, devagar, ajuda a diminuir crises de ansiedade e a melhorar a qualidade do sono, se feito antes de dormir. Assim, antes de iniciar a sua rotina de estudos, quando ficar nervoso(a) durante uma questão mais difícil e perto da hora de ir pra cama, respire fundo algumas vezes. De fato isso trará uma boa sensação e mais qualidade tanto para os estudos quanto para o seu descanso. Experimente! 2. Meditação Os benefícios dessa prática milenar incluem bem-estar e equilíbrio, duas sensações importantes para quem está em uma maratona de estudos e provas. Em um mundo cada vez mais conectado virtualmente, a conexão com o próprio eu fica muitas vezes prejudicada. Assim, a busca pela meditação tem crescido exponencialmente, em especial durante a pandemia. Portanto, seja para descansar a mente do trabalho ou dos estudos, a prática auxilia a melhorar o foco para aquilo que é importante, trazendo os pensamentos para o momento presente. Você pode iniciar com 5 a 10 minutos diários, e há muitos aplicativos e vídeos disponíveis para você conhecer e dar os primeiros passos. O tema é tão relevante na atualidade que no dia primeiro de janeiro de 2021 a Netflix lançará uma série de animação sobre os benefícios da meditação, com técnicas e práticas guiadas. Chegou bem a tempo, não é mesmo? Não deixe de assistir!https://youtu.be/MxHzRVRkL_8 3. Yoga Calma! Não queremos que em menos de 25 dias você se torne um yogi ou uma yogini. Mas se você já tinha curiosidade sobre essa atividade, que tal aprendê-la agora? Sim! Esse pode ser o impulso que faltava para começar. Entre os benefícios, podemos destacar: mais relaxamento, maior consciência corporal e autoconhecimento. Além disso, melhora o condicionamento físico e controla a pressão arterial etc. Hoje, é possível contar com aplicativos e canais no Youtube que oferecem aulas desde o nível iniciante, alguns de forma gratuita. Assim, procure aquele que melhor se adapte a sua necessidade e comece! Quem sabe além de relaxar você não criará um importante hábito para sua vida? Não custa nada tentar! 4. Outros exercícios leves A prática de atividades físicas, sejam elas quais forem, são benéficas para muitas coisas, inclusive para relaxar. Durante o período de isolamento, muitas pessoas se viram privadas de frequentar academias, parques e praças. Com a flexibilização, porém, está mais fácil tirar alguns minutos por dia para praticar exercício físico. Se você já é “atleta”, ótimo! Já sabe, então, que consegue dormir melhor, relaxar as tensões depois de um dia de estudos , entre outras coisas. Se ainda não pratica alguma atividade, comece agora. Não é necessário muito investimento financeiro. E tempo? Ah, você consegue separar de 20 a 40 minutos diários para cuidar de você, não é? Veja algumas possibilidades: caminhada leve; andar de bicicleta; patinar; subir escadas; alongamento. Importante: procure instrutores ou consulte um médico, dependendo da atividade escolhida. Se seu prédio tiver muitos andares, suba as escadas sem forçar o ritmo e desça de elevador. Assim, não machucará as articulações. 5. Massagens nas mãos Quem não gosta de uma boa massagem? No entanto, você sabia que pode conseguir um bom relaxamento massageando apenas as suas mãos? Sim! Não requer prática nem muita habilidade, apenas um pouco de boa vontade. Desse modo, use algum creme de sua preferência e massageie as palmas das mãos e os dedos. Se demore um pouco mais nos pontos doloridos e aos poucos sinta o bem-estar surgir. Dica: faça antes de dormir, pois ajuda a chamar o sono! Além disso, as mãos ficarão bem macias pra escrever a redação. 🙂 6. Dedique-se a algum hobby Separar alguns minutos do seu dia para se dedicar a algum hobby não fará mal algum à sua rotina de estudos. Ao contrário: pode fazer muito bem! Não importa qual é a sua preferência, fazer uma tarefa interessante e que não necessariamente tenha a ver com o Enem deixará você mais relaxado(a). Assim, toque algum instrumento, pinte, borde, cuide de plantas, passeie com seu animal de estimação. Ou seja, faça algo que lhe dê prazer e proporcione sensação de paz. E nada de sentir culpa por não estar estudando! Estamos na reta final, você já fez um grande esforço até aqui. Além disso, muitas vezes é em momentos de pausa, em que estamos fazendo atividades aleatórias, que nossa mente acaba descobrindo saídas para problemas que pareciam sem solução. Isso

Você acredita que a internet está gerando uma legião de ignorantes? Reflita sobre o emburrecimento da sociedade provocado pela internet. Com base nos conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação e a partir da leitura dos textos motivadores a seguir, escreva uma redação de até 30 linhas sobre o tema “Internet e o emburrecimento da sociedade”. Para tanto, use a modalidade padrão da língua portuguesa. Além disso, apresente uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Confira o tema “Internet e o emburrecimento da sociedade”: Texto 1 ‘Geração digital’: por que, pela 1ª vez, filhos têm QI inferior ao dos pais A Fábrica de Cretinos Digitais. Este é o título do último livro do neurocientista francês Michel Desmurget, diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França, em que apresenta, com dados concretos e de forma conclusiva, como os dispositivos digitais estão afetando seriamente — e para o mal — o desenvolvimento neural de crianças e jovens. “Simplesmente não há desculpa para o que estamos fazendo com nossos filhos e como estamos colocando em risco seu futuro e desenvolvimento”, alerta o especialista em entrevista à BBC News Mundo […]. As evidências são palpáveis: já há um tempo que o testes de QI têm apontado que as novas gerações são menos inteligentes que anteriores. Desmurget acumula vasta publicação científica e já passou por centros de pesquisa renomados como o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Além disso, seu livro se tornou um best-seller gigantesco na França. Assim, veja abaixo trechos da entrevista com ele. […] BBC News Mundo: E o que está causando essa diminuição no QI? Desmurget: Infelizmente, ainda não é possível determinar o papel específico de cada fator, incluindo por exemplo a poluição (especialmente a exposição precoce a pesticidas) ou a exposição a telas. O que sabemos com certeza é que, mesmo que o tempo de tela de uma criança não seja o único culpado, isso tem um efeito significativo em seu QI. Portanto, vários estudos têm mostrado que quando o uso de televisão ou videogame aumenta, o QI e o desenvolvimento cognitivo diminuem. Desse modo, os principais alicerces da nossa inteligência são afetados: linguagem, concentração, memória, cultura (definida como um corpo de conhecimento que nos ajuda a organizar e compreender o mundo). Então, em última análise, esses impactos levam a uma queda significativa no desempenho acadêmico. BBC News Mundo: E por que o uso de dispositivos digitais causa tudo isso? Desmurget: As causas também são claramente identificadas: diminuição da qualidade e quantidade das interações intrafamiliares, essenciais para o desenvolvimento da linguagem e do emocional; diminuição do tempo dedicado a outras atividades mais enriquecedoras (lição de casa, música, arte, leitura, etc.); perturbação do sono, que é quantitativamente reduzida e qualitativamente degradada; superestimulação da atenção, assim levando a distúrbios de concentração, aprendizagem e impulsividade; subestimulação intelectual, que impede o cérebro de desenvolver todo o seu potencial; e o sedentarismo excessivo que, além do desenvolvimento corporal, influencia a maturação cerebral. Fonte: bbc Texto 2 A ciência alerta: Crianças da internet tem QI diminuído No ano de 2010 fomos impactados com o fascinante e perturbador livro de Nicholas Carr – cuja edição brasileira saiu em 2011, com o título “A Geração Superficial: o que a internet está fazendo com as nossas mentes.” O autor, com qualidade de pesquisa e valor literário, intensificou de maneira profunda constatações assombrosas acerca das influências negativas que a Internet exerce sobre os seus usuários. O livro, então, surgia como um grave sinal de alerta, justamente no momento em que a Internet estava no seu auge e aí despontavam, fogosas e cativantes, as diversas redes sociais, que passaram a dominar o tempo, e o entusiasmado interesse das pessoas, especialmente de crianças e adolescentes. Em meio a esse entusiasmo, no entanto, o livro surgia como uma ducha de água fria, chamando a atenção para os diversos perigos que o uso desenfreado dessas tecnologias já estava causando. Assim, sem negar o benefício que a Internet trouxe à humanidade sob vários aspectos, a obra de Carr servia como um pé no freio nessa corrida massiva, incontida, à sua utilização. Desse modo, lembro aqui que li, há alguns anos, um bom artigo do pesquisador Valdemar W. Setzer, da USP, em que dava ênfase especial ao impacto em crianças e jovens. Além disso, trazia recomendações práticas aos usuários da Internet para contrabalançar, na medida do possível, os efeitos negativos apontados por Carr em seu livro. O autor alertava: “parece que a Net está desbastando a minha capacidade de concentração e contemplação. Hoje, quer eu esteja on-line ou não, a minha mente espera receber informação do modo como a Net a distribui. Ou seja, um fluxo de partículas em movimento veloz. Antigamente eu era um mergulhador em um mar de palavras. Agora, no entanto, deslizo sobre a superfície como um sujeito com um jet-ski.” Fonte: meio norte blog Texto 4 89% das crianças e dos adolescentes brasileiros são usuários de Internet No Brasil, 89% das crianças e dos adolescentes são usuários de Internet. No entanto, 4,8 milhões das pessoas de 9 a 17 anos ainda moram em domicílios sem acesso à rede, o que representa 18% dessa população. Os dados são da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2019, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O estudo também apontou que 1,4 milhão de crianças e adolescentes nunca acessaram à Internet. Escreva uma redação sobre o tema Internet e o emburrecimento da sociedade após conferir uma lista de repertórios socioculturais que preparamos!

Conheça as orientações da cartilha de redação Enem disponibilizada pelo Inep aos participantes. Treine e consiga a sonhada redação nota mil! Estamos entrando na reta final para a aplicação das provas do Enem 2020, mas sempre é tempo de estudar. Mesmo tão perto, ainda dá para acessar materiais que ajudem a ter um bom desempenho. Todos os anos, o Inep disponibiliza diversos conteúdos que auxiliam os participantes a se prepararem para as provas. No dia 30 de dezembro foi finalmente publicado o documento “A redação do Enem 2020 – cartilha do Participante”. Com ele dá pra ter uma boa ideia de como dar o último fôlego nos estudos de redação antes do grande dia! Certamente, todos que prestarão as provas deveriam acessar todos os conteúdos disponíveis. Mas, na verdade, muitas pessoas sequer leem o edital na íntegra. Isso é um grande erro, pois nele há informações valiosas tanto com relação a questões práticas da prova (qual caneta, horários, documentos aceitos, entre outras) quanto a como se calculam as notas. Se você é um dos que ainda não leu, ainda dá tempo! Além disso, há outros materiais de estudo, como a cartilha de redação ENEM que iremos comentar aqui. Acompanhe os principais pontos dela que você precisa saber. Muitas informações constantes na cartilha de 2020 são semelhantes às que o Inep disponibilizou em maio, da capacitação dos avaliadores. A grande diferença – e que para o estudante é bem relevante – é a linguagem bem mais acessível. Como os materiais são para públicos diferentes, de fato fica mais interessante ler um mais focado no participante. O ponto alto da cartilha são as redações nota mil comentadas. Vale a pena você ler ao menos essa parte, pois entenderá ponto a ponto o que faz uma redação ser considerada excelente. Como a redação é avaliada? Você já sabe que produzirá uma redação sobre um tema específico, a partir de uma tese, com argumentação fundamentada e apresentando uma proposta de intervenção. Mas depois que seu texto é entregue, quem avaliará? Pelo menos dois professores capacitados para essa função corrigem cada uma das redações. Essas pessoas atribuem as notas conforme as 5 competências de forma independente. Um não sabe a nota do outro. O objetivo é garantir justiça na avaliação. Os critérios de avaliação são os da seguinte matriz de referência: Fonte: Inep (2020). Após as duas avaliações, a sua nota será a média das notas dadas pelos corretores nas 5 competências. Caso exista discrepância (uma grande diferença entre as notas dadas), algumas ações acontecem para resolver a questão. Mas, antes, saiba o que são as discrepâncias: quando as notas dos avaliadores diferirem, no total, em mais de 100 pontos; quando houver diferença maior que 80 pontos em qualquer uma das competências. Nesses casos, então, a redação passa por uma terceira avaliação independente e a nota será a média das duas avaliações que mais se aproximarem. E se ainda houver discrepância? Nesses casos, uma banca presencial, composta por três professores, atribuirá a nota para esse texto. Essas informações são importantes para que você entenda como se chegou à sua nota quando receber o resultado. Perceba que há um grande esforço em não prejudicar nenhum participante, portanto, fique tranquilo(a)! Situações que levam à nota zero Na sequência, a cartilha informa os motivos que levam à nota zero. Nós já temos no blog um post especial sobre isso, bem detalhado. Mas não custa relembrar aqui alguns dos itens que mais zeram provas de redação: fuga do tema ou texto escrito em outro tipo textual que não o dissertativo-argumentativo; cópia integral de textos motivadores ou do caderno de provas; texto menor que 8 linhas; impropérios, desenhos e formas de identificação; texto predominantemente em língua estrangeira; entre outros. Avaliação de provas de participantes surdos ou disléxicos Ainda visando a justiça na correção, os surdos têm assegurado direitos relativos ao Decreto n. 5.626, de 22 de dezembro de 2005, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais. Assim, contam com mecanismos de avaliação coerentes com o aprendizado da língua portuguesa como segunda língua. No caso dos participantes disléxicos, são adotados critérios de avaliação que levem em conta questões linguísticas específicas relacionadas à dislexia. Portanto, essas são formas de garantir que a singularidade de cada um seja considerada na hora de receber a nota. Avaliação de provas de participantes com transtorno do espectro autista Uma novidade da cartilha de redação Enem é que a partir de 2020 a avaliação das provas dos participantes que apresentam transtornos do espectro autista se realizará por meio de uma banca especializada. Assim, haverá critérios que considerarão questões linguísticas relacionadas ao autismo. Essa inovação na correção das redações está de acordo com a Lei n. 13.146, de 6 de julho de 2015, que instituiu a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Matriz de referência Para que você saiba como se avalia cada competência, consulte a cartilha na íntegra e veja as tabelas. Por elas, é possível compreender o que faz com que uma redação receba 40 pontos em uma competência e o que precisa fazer para conseguir tirar 200. Assim, com base nessas informações, você mesmo pode avaliar seus textos já escritos e tentar melhorá-los. Aqui no blog já contamos tudo o que você precisa saber sobre cada umas das 5 competências, portanto não deixe de acessar esse conteúdo. Mas de todo modo, vamos relembrar alguns aspectos importantes da avaliação aqui: Na competência 1 você precisa demonstrar domínio da linguagem formal da língua portuguesa, portanto haverá descontos relativos a desvios e problemas de estrutura sintática. Na competência 2 você precisa respeitar a estrutura do texto dissertativo-argumentativo e fazer uma abordagem completa do tema. Veja no esquema abaixo, constante na cartilha de 2019, como a redação deve ser apresentada nesse aspecto: Fonte: Inep (2019). Continuando… Na competência 3 se analisa a capacidade de selecionar e organizar os argumentos em defesa do ponto de vista. Aqui, é legal você entender o que é projeto de texto. Então, segundo a cartilha de redação Enem, trata-se do
Repertório sociocultural bem utilizado eleva o nível da redação. Conheça algumas referências para escrever sobre a alfabetização infantil. Confira o tema ”Desafios na alfabetização infantil”. Durante o ano de 2020, o Ministério da Educação focou sua comunicação, especialmente nas redes sociais, no tema da alfabetização. Por essa razão, chegamos mesmo a desconfiar que esse é um possível tema de redação Enem. Independentemente disso, é sempre importante refletirmos e treinarmos a redação com assuntos da atualidade. A alfabetização infantil e os desafios para concretizá-la são demandas sociais relevantes. Certamente escrever sobre isso será um excelente treino para o dia da prova. Veja na sequência algumas referências para que você saiba mais sobre alfabetização infantil e escreva um texto com uso produtivo de repertório sociocultural. Então, vamos lá? 1. Política Nacional de Alfabetização (PNA) Conhecer as políticas públicas e a legislação sobre o tema deve ser a sua primeira preocupação para desenvolver uma argumentação bem fundamentada. Assim, acesse o site exclusivo sobre a questão da alfabetização infantil do MEC. Nele, você encontrará informações sobre o Decreto n. 9.765, de 11 de abril de 2019, que instituiu a PNA, inclusive comentada artigo a artigo. Há também um espaço para professores e outro para pais e responsáveis, os quais explicitam dois programas governamentais que você deve conhecer: Tempo de aprender e Conta pra mim. Na aba “O que dizem as pesquisas”, há dois depoimentos a respeito do método fônico, que o governo brasileiro quer priorizar. Enfim, navegue pela página e encontre muitas referências que podem ajudar na hora da escrita. 2. Vídeo: Alfabetização pelo método fônico divide especialistas Neste vídeo, publicado no canal da TV UNESP, você conhecerá as opiniões de especialistas na área de educação e alfabetização a respeito do sistema que a PNA indica como mais eficiente para promover a alfabetização na idade certa. Acesse e saiba mais sobre isso. O vídeo é curtinho, em menos de 11 minutos você já ficará bem informado(a) sobre o assunto! https://youtu.be/0663kgsqoFM 3. Vídeo: Métodos de alfabetização – Magda Soares – Entrevista Magda Soares é professora titular emérita e pesquisadora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da UFMG. Certamente, é um dos grandes nomes brasileiros nessa área, o que pode ser um argumento de autoridade interessante para ter na manga. Nessa entrevista, a professora da UFMG comenta os métodos para alfabetizar. Assim, ela esclarece o debate entre aqueles que pensam a associação entre sons e letras como mais eficaz e os que condenam esse tipo de abordagem. De fato, o método fônico desconsidera o contexto social do aluno e o conhecimento que ele já possui sobre leitura. Portanto, em um país com tamanhas desigualdades como o Brasil, tal método funcionaria? Reflita. 4. Cealecast Sempre gostamos de dar uma dica de podcast para quem não tem muito tempo de ver vídeos ou ler nossas outras indicações. O CEALE – Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da UFMG, do qual Magda Soares é uma das pesquisadoras, lançou neste ano o seu canal. O primeiro episódio trata do desafio da educação durante a pandemia e o papel dos pais e da família nesse processo. Vale a pena dar uma “ouvida”, pois pode ser um caminho para abordar o tema. Confira também os demais episódios já lançados. 5. Filme: Como estrelas na Terra (2007) Outra visão que pode ser trazida como um desafio para a alfabetização infantil são os casos de crianças disléxicas que desconhecem a sua condição. De fato não é raro encontrar quem apresenta dificuldades de aprendizado devido a fatores que nada têm a ver com a qualidade do ensino, mas sim com algo externo à sala de aula. Nesse filme é narrada a história de Ishaan, de 9 anos de idade, cujo irmão é o exemplo da sala, enquanto Ishaan apresenta dificuldades no ensino-aprendizado e repetiu a terceira série pela segunda vez. Na escola onde estuda o ensino é tradicional e há uma professora autoritária e arrogante que trata as dificuldades de Ishaan como um caso de indisciplina. Então, certo dia, a diretora relatou à família que o aluno não acompanha as aulas e, ao fazer alguma leitura, ele relata que “as letras são dançarinas”. Com isso, é transferido a um colégio interno em que, depois de algum tempo, encontra um professor substituto de artes que percebe que há algo acontecendo com o estudante. É um filme emocionante e você certamente terá uma boa visão sobre essa questão e como ela afeta a alfabetização. Afinal, quanto brasileiros não devem passar por situações parecidas? Assista! 6. Série documental: Alfabetismo Brasil A série documental “Alfabetismo Brasil”, produzida pelo Canal Futura, trata-se de uma reflexão para a sociedade. Isso porque ela mostra como está o país em relação ao alfabetismo funcional entre os brasileiros de 15 a 64 anos. Sim, é importante conhecer um pouco mais sobre isso porque um dos efeitos de uma má alfabetização infantil ou mesmo a sua ausência é uma nação de pessoas que desconhecem o fantástico mundo da leitura e da escrita. Assim, a série conta com 8 episódios que comentam o assunto por diversos vieses. Confira! 7. IBGE Educa Sempre é bom conhecer alguns dados estatísticos a respeito do tema de redação para usar na argumentação. No site do IBGE você poderá encontrar alguns deles que tratam da questão da alfabetização e do analfabetismo. Dê uma olhada nos números e anote aqueles que julgar mais relevantes. Há muitos percentuais disponíveis. Por exemplo, as taxas por região, por idade, por raça, por gênero. Certamente algum deles poderá fazer parte do seu projeto de texto. Então, gostou dessas dicas? Também faça sempre a sua própria pesquisa sobre o tema relacionado à alfabetização infantil! Escreva um rascunho, releia, passe a limpo. Reescreva. Sim! Essa é a rotina de quem está se preparando para a redação Enem. Conhece algum repertório pertinente ao tema? Divida seus conhecimentos conosco nos comentários! E não esqueça: caso queira a correção de um profissional, conte com a nossa ajuda!

Escreva uma redação sobre o tema “Desafios na alfabetização infantil” e teste seus conhecimentos sobre o texto dissertativo-argumentativo. Com base nos conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação e a partir da leitura dos textos motivadores a seguir, escreva uma redação de até 30 linhas sobre o tema “Desafios na alfabetização infantil”. Para tanto, use a modalidade padrão da língua portuguesa. Além disso, apresente uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Confira o tema “Desafios na alfabetização infantil”: Texto 1 5 desafios da alfabetização no Brasil No dia 8 de setembro se comemora o Dia Mundial da Alfabetização. No entanto, no Brasil, ainda temos muito a percorrer para uma alfabetização eficiente para todos. Desse modo, listamos os cinco principais desafios desta que é uma etapa de extrema importância para o desenvolvimento educacional e pode refletir negativamente por toda a vida do estudante. 1- Falta de dados Os dados mais recentes sobre o assunto referem-se a 2016, já que a Avaliação Nacional da Alfabetização foi descontinuada. Porém, sem informações atualizadas, fica ainda mais difícil buscar soluções para equiparar a grande desigualdade na aprendizagem das crianças existente no Brasil. 2- Alfabetização adequada De acordo com a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), as dificuldades já se dão no início do processo de aprendizagem no Brasil. Assim, em 2016, menos da metade dos estudantes do 3° ano do Ensino Fundamental alcançaram os níveis de proficiência suficientes em Leitura (45,3%) e em Matemática (45,5%). 3- Impacto da desigualdade social As diferenças dos níveis de proficiência em Leitura, Escrita e Matemática de acordo com o Nível Socioeconômico (NSE) são gritantes. Isso é o que mostra a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA). Em 2016, o grupo com NSE muito baixo e baixo tiveram média de 23,4 em Leitura, enquanto o grupo alto e muito alto mais que dobrou a média, alcançando 68,2. 4- Disparidades regionais As diferenças da educação oferecida nos estados brasileiros também influenciam no nível de proficiência da alfabetização. Dados do MEC, Inep e Doeb de 2014 e 2016 mostram que a Região Norte e Nordeste ficaram abaixo da média brasileira nos níveis de proficiência em Leitura e Matemática em 2014 e 2016 e em escrita em 2016. Obs: Não há dados de Escrita em 2014. 5- Distorção entre Idade e Série O Relatório SAEB/ANA 2016 indica que cerca de 14,9% dos estudantes do Brasil têm dois anos ou mais acima da idade de referência para a sua etapa do ensino. No entanto, nas regiões Norte e Nordeste, a média é ainda maior que a nacional, com 20,2% e 21,4%, respectivamente. A Meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE) é alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3° ano do Ensino Fundamental. Para quem abandonou a escola ou não teve acesso na idade apropriada, há a possibilidade de alfabetização na Educação de Jovens e Adultos (EJA), que oferece os níveis da Educação Básica em todo o país. Fonte: futura org Texto 2 MEC prioriza método fônico e alfabetização aos 6 anos, mas aceita que ciclo só termine aos 8 Assinada pelo presidente Jair Bolsonaro na manhã desta quinta-feira (11.04.2019), a nova Política Nacional de Alfabetização (PNA) só foi divulgada publicamente pouco antes das 22h de quinta, com a publicação do texto em uma edição extra do “Diário Oficial da União”. No documento final, manteve-se a diretriz presente em um rascunho dela, pela qual a priorização da alfabetização deve acontecer no 1º ano do ensino fundamental, quando as crianças têm 6 anos. No entanto, o MEC incluiu um objetivo novo no texto que saiu no DOU, que é cumprir a meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE). Assim, a meta, que entrou em vigor em 2014 e tem vigência até 2024, quer todas as crianças alfabetizadas até no máximo o final do 3º ano do fundamental, ou seja, aos 8 anos de idade. Mas a política não é obrigatória às redes estaduais, municipais e privadas. Qual é a idade certa para alfabetizar? A questão está em debate no Brasil na última década. Assim, veja os principais pontos: A tendência de antecipar a alfabetização começou nas escolas particulares depois de 2010, quando o ensino fundamental passou de oito para nove anos de duração, e o antigo “pré” se tornou o 1º ano do fundamental; Em 2013, o MEC lançou o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic). Trata-se de uma iniciativa para estimular que crianças estejam plenamente alfabetizadas aos 8 anos, no 3º do fundamental; Mesmo assim, não é isso o que acontece na realidade: dados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) de 2014 mostram que um quinto dos alunos da rede pública chegou ao 4º ano do fundamental sem aprender a ler adequadamente; Além disso, estudos indicam que o processo de alfabetização é longo. Para ser concluído aos sete anos, precisa começar com as crianças mais novas, que ainda não estão preparadas para isso; Os defensores das ciências cognitivas de leitura afirmam que é possível o “ensino explícito e organizado das relações entre os grafemas da linguagem escrita e os fonemas da linguagem falada”, como diz nova política do MEC; Secretários estaduais e municipais de Educação já afirmaram que não são contra o método fônico. Porém, são contra a definição de um método em detrimento dos demais. Fonte: G1 – globo Texto 3 PERFIL DAS CRIANÇAS DO BRASIL A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2018 estimou que temos no Brasil 35,5 milhões de crianças (pessoas de até 12 anos de idade). Isso corresponde a 17,1% da população estimada no ano, de cerca de 207 milhões. […] Entre a população brasileira a partir dos 15 anos de idade, a taxa de alfabetização em 2018 foi estimada em 93,2%. Assim, como se vê no gráfico a seguir, quase ¼ das crianças brasileiras de 5 anos (23,6%) são alfabetizadas. Entre as crianças de 12 anos, quase todas (98,7%) sabem ler e escrever. Escreva uma redação sobre o tema Desafios na alfabetização infantil após conferir uma lista de repertórios socioculturais que preparamos!
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