
Por que a sociedade brasileira ainda insiste em invisibilizar os idosos? Essa pergunta tem ganhado espaço nos últimos anos, à medida que o etarismo — preconceito baseado na idade — se mostra cada vez mais presente nas relações sociais.
Embora o Brasil tenha uma população idosa em crescimento, ainda são comuns atitudes que marginalizam e desvalorizam essas pessoas. Do mercado de trabalho às redes sociais, o idoso é frequentemente excluído ou tratado como incapaz.
Diante desse cenário, o Projeto de Lei 2617/24, em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe ações importantes para combater esse tipo de preconceito. Entre as medidas estão a capacitação de profissionais da saúde, educação e assistência social, além do estímulo à inclusão digital e ao respeito nas empresas.
Mais que uma proposta jurídica, o PL traz à tona um debate urgente: como combater o etarismo em uma sociedade que valoriza excessivamente a juventude e ignora a experiência de quem envelhece?
Neste post, você vai entender os impactos do etarismo no Brasil e conferir repertórios, argumentos e possíveis caminhos de intervenção para usar esse tema em sua redação do ENEM ou vestibular.
Treine sua redação com o tema sobre etarismo nas relações sociais no BrasilA partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Caminhos para combater o etarismo nas relações sociais no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.
O etarismo, também chamado de idadismo, refere-se ao preconceito com base na idade, afetando especialmente a população idosa. Em outubro de 2024, foi apresentado o Projeto de Lei 2617/24, com propostas concretas para enfrentar essa forma de discriminação no Brasil. Entre as medidas, estão a criação de programas de capacitação sobre etarismo para profissionais da educação, saúde e assistência social, além do incentivo à inclusão digital e à valorização da pessoa idosa no mercado de trabalho.
O texto também sugere penalidades mais severas para casos de discriminação, apoio psicológico e jurídico às vítimas e a criação de um observatório permanente sobre o tema. A iniciativa reconhece que o preconceito contra a idade não se combate apenas com punição, mas também com informação, políticas públicas e educação cidadã.
Fonte adaptada: Agência Câmara de Notícias
Mesmo com o crescimento da longevidade no país, o etarismo ainda é um desafio invisibilizado. Essa forma de discriminação se manifesta em frases, atitudes e decisões que excluem pessoas idosas dos espaços de convivência, estudo e trabalho.
Um caso recente de grande repercussão aconteceu em Bauru (SP), onde estudantes universitárias debocharam de uma colega de 40 anos. No vídeo divulgado nas redes sociais, elas sugerem que ela “deveria estar aposentada”. O episódio reacendeu o debate sobre o preconceito etário.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o etarismo envolve estereótipos, preconceitos e práticas discriminatórias com base na idade. No Brasil, ele se revela nas barreiras enfrentadas para conseguir emprego, na ausência de espaços acessíveis e na exclusão digital.
Além disso, o etarismo afeta diretamente a saúde mental. O isolamento, a insegurança e a sensação de inutilidade são consequências graves e persistentes, como apontam especialistas em geriatria.
Contudo, é preciso ressaltar o potencial dessa população. A chamada economia prateada já movimenta bilhões de reais por ano. Pessoas idosas possuem ampla experiência e capacidade de contribuir, inclusive com mentorias e apoio emocional no ambiente de trabalho.
Portanto, o combate ao etarismo não é apenas uma questão de justiça social — é também uma oportunidade de construir uma sociedade mais produtiva, respeitosa e colaborativa entre as gerações.
Fonte adaptada:CNN Brasil
Não Deixe Sua Redação no Modo Automático – Corrija Agora!O preconceito etário não se limita a piadas ou estereótipos. Ele compromete diretamente o acesso de pessoas idosas a direitos básicos, como o trabalho formal e digno. Segundo levantamento do Observatório dos Direitos Humanos, com base na PNAD, em 2022 o Brasil registrou mais de 4 milhões de idosos na informalidade, número recorde e crescente desde o início da pandemia.
Esses dados mostram que a exclusão do mercado formal é real. A maioria dessas pessoas perdeu o emprego com carteira assinada, nunca teve um ou voltou a trabalhar após se aposentar para complementar a renda. Em comum, enfrentam o preconceito: são vistas como ultrapassadas, incapazes de se adaptar ou “desatualizadas”.
A realidade é outra. O professor Maurício, de 74 anos, segue dando aulas em cursinhos e aulas particulares. Sem acesso a empregos formais, ele relata o estigma que sofre: “A sociedade acha que velho é descartável”. Ainda assim, busca se atualizar com o uso de tecnologia e valoriza a educação contínua como forma de pertencimento e dignidade.
Para especialistas, o problema está na cultura empresarial e na lógica produtivista do sistema. Empresas resistem a contratar pessoas mais velhas por estereótipos infundados e ignoram o valor da diversidade etária. No entanto, a união entre juventude e experiência é vista como essencial por especialistas para ambientes inovadores, equilibrados e criativos.
Soluções como políticas de inclusão etária, requalificação profissional e programas de mentoria entre gerações já começam a surgir. Mas ainda há um longo caminho para que o trabalho digno seja uma realidade para quem ultrapassa os 60.
Fonte adaptada:Governo Federal

Fonte adaptada:Instagram da HSM Management
💡 Clique aqui para treinar esse tema com correção profissional em até 24h!1. “Etarismo: um novo nome para um velho preconceito” – Fran Winandy
Neste livro, a autora brasileira apresenta experiências de pessoas idosas discriminadas por sua idade em contextos sociais, profissionais e midiáticos. A obra denuncia o apagamento da maturidade e propõe caminhos de mudança.
Ideal para introduzir o conceito de etarismo com base em vivências nacionais.
2. “A invenção de uma bela velhice” – Mirian Goldenberg
A antropóloga discute como o envelhecimento pode ser ressignificado por mulheres maduras que rejeitam o rótulo de “velhas”. A obra propõe o conceito de “bela velhice” como resistência social.
Repertório valioso para tratar do papel das mulheres idosas e da autonomia na terceira idade.
1. Aquarius (2016)
Clara, uma mulher de 65 anos, resiste à pressão de construtoras para abandonar seu apartamento. O filme mostra como a maturidade é muitas vezes invisibilizada ou deslegitimada.
Relevante para pensar o apagamento simbólico de pessoas idosas na sociedade urbana.
2. O Exótico Hotel Marigold (2011)
Um grupo de idosos britânicos se muda para a Índia em busca de uma nova vida. A história mostra o valor da experiência e da reinvenção na velhice.
Ajuda a desconstruir estereótipos negativos sobre o envelhecer.
3. Um Senhor Estagiário (2015)
No filme, Ben (Robert De Niro), um viúvo de 70 anos, se torna estagiário de uma startup liderada por uma jovem CEO. A trama mostra como o etarismo pode ser enfrentado pela valorização da experiência e da escuta intergeracional.
Ótimo para discutir o preconceito etário no ambiente corporativo.
Série “Os Experientes” (TV Globo, 2015)
Minissérie brasileira com quatro episódios independentes, cada um retratando personagens idosos em situações de superação, amor, medo e autonomia.
Reforça a ideia de protagonismo na terceira idade e quebra de preconceitos.
1.Criação do Estatuto do Idoso (2003)
A promulgação da Lei nº 10.741/2003 representou um marco legal na proteção dos direitos da pessoa idosa no Brasil. A partir disso, surgiram políticas públicas específicas e mais visibilidade para o tema.
É possível utilizar como ponto de partida para discutir tanto avanços quanto lacunas na proteção dos idosos.
1. Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003)
Estabelece direitos básicos como atendimento preferencial, prioridade em programas habitacionais e saúde integral.
Usar como base para refletir sobre o que já foi garantido e o que ainda falta.
2. Projeto de Lei 2617/2024
Em tramitação, o PL propõe ações concretas para combater o etarismo: campanhas de conscientização, formação de profissionais e canais de denúncia.
Mostra que o tema está em pauta no cenário legislativo atual.
Caso Bauru (2023): universitárias debocham de colega de 40 anos
O vídeo de alunas zombando de uma colega de curso por sua idade gerou repercussão nacional. O caso escancarou o preconceito etário em ambientes educacionais, mostrando que o etarismo afeta não apenas idosos, mas também adultos fora do “padrão esperado” para certas etapas da vida.
Pode ser usado como gancho atual para iniciar a redação.
Causa:
A cultura ocidental moderna consolidou a ideia de que a juventude é sinônimo de força, beleza e produtividade, enquanto o envelhecimento passou a ser visto como decadência, inutilidade ou obsolescência.
Consequência:
Essa lógica afasta pessoas idosas da vida pública e da convivência social ativa, fazendo com que muitas sejam excluídas do mercado de trabalho, da educação e da produção cultural.
Repertório que comprova:
Simone de Beauvoir, em A velhice, analisa como a sociedade ocidental nega a velhice ao tratá-la como um “defeito social”. Ela afirma que a marginalização do idoso é resultado de construções históricas que retiram dele o papel de sujeito ativo na sociedade.
Solução possível:
Campanhas nacionais de conscientização sobre o etarismo, aliadas a políticas públicas intergeracionais nas escolas e no ambiente corporativo, podem reverter essa cultura de exclusão.
Causa:
Apesar do Estatuto do Idoso, muitas manifestações de etarismo ainda não são tratadas como crime. A demora na aprovação de projetos de lei, como o PL 2617/2024, contribui para a negligência do tema no debate público.
Consequência:
Sem uma legislação clara e específica, atitudes etaristas são naturalizadas, gerando impacto psicológico, social e econômico na vida de milhares de brasileiros com mais de 60 anos.
Repertório que comprova:
Zygmunt Bauman, ao tratar da “modernidade líquida”, aponta como a sociedade atual valoriza apenas o que é rápido, novo e descartável, o que se aplica ao desprezo pela experiência de pessoas mais velhas.
Solução possível:
Aprovação de leis que tipifiquem o etarismo como crime e implantação de canais de denúncia específicos, além da ampliação da proteção legal para vítimas de discriminação por idade.
O etarismo nas relações sociais brasileiras é alimentado tanto por heranças históricas quanto pela ausência de políticas públicas eficazes. A naturalização da exclusão de pessoas idosas e a impunidade diante da discriminação por idade reforçam a urgência de transformação cultural e institucional.
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A prova de redação da Unicamp 2026, aplicada neste último domingo (30), rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados entre estudantes e especialistas. Isso aconteceu porque, logo na abertura do enunciado, os candidatos se depararam com duas propostas extremamente atuais, socialmente relevantes e que exigiam, sem dúvida, um nível elevado de leitura crítica e domínio dos gêneros textuais. Ambos os temas tratavam de fenômenos que atravessam o cotidiano brasileiro: de um lado, a expansão da chamada “machosfera”, universo digital marcado por discursos de ódio e radicalização masculina; de outro, a importância histórica da CLT e dos direitos trabalhistas, que estruturam a cidadania social no país. Além de surpreender, as propostas reforçaram uma tendência que a Unicamp vem consolidando ao longo dos últimos anos: a de cobrar temas ancorados em debates contemporâneos, que permitem ao estudante demonstrar conhecimento de mundo, repertório sociocultural e capacidade de argumentar de maneira crítica. Por essa razão, compreender o que foi solicitado torna-se essencial para quem deseja não apenas revisar seus acertos, mas também se preparar com estratégia para a edição de 2027. O que caiu na redação da Unicamp 2026? Os candidatos encontraram duas propostas distintas e deveriam escolher apenas uma. Ambas tinham em comum a profundidade temática e a necessidade de observar rigorosamente o gênero textual solicitado. Tema 1 — A expansão da machosfera e o discurso de ódio contra mulheres A primeira proposta exigia um depoimento pessoal narrativo-argumentativo. O estudante precisava narrar um episódio testemunhado em ambientes digitais ligados à machosfera — incluindo grupos incel e redpill — e, a partir disso, refletir criticamente sobre os riscos e consequências dos discursos de ódio contra mulheres. Isso significa que o candidato não podia apenas narrar, mas articular uma experiência verossímil com uma análise consistente do fenômeno, demonstrando consciência social e conhecimento dos mecanismos de violência simbólica e digital. Tema 2 — A importância histórica da CLT A segunda proposta solicitava que o estudante escrevesse uma nota de esclarecimento destinada ao público interno de uma empresa. A tarefa consistia em explicar o significado de “ser CLT” e argumentar sobre a relevância histórica da legislação trabalhista no Brasil. Esse gênero, mais técnico e formal, exige objetividade, clareza terminológica e domínio da função social do texto, já que uma nota interna deve informar, orientar e esclarecer. Ambas as propostas, portanto, exigiram habilidades diferentes, mas igualmente sofisticadas: no primeiro tema, a combinação de narrativa e argumentação; no segundo, a precisão formal e a articulação histórica. O que diziam os textos motivadores da prova? Para além da escolha dos temas, a Unicamp reforçou sua tradição de oferecer coletâneas densas e multirreferenciadas, que ajudassem o candidato a compreender plenamente o contexto de cada proposta. Textos motivadores do tema da machosfera A coletânea incluía: – Trechos da série Adolescência, da Netflix, que aborda a vulnerabilidade de jovens expostos a discursos radicais em fóruns como incels;– Casos reais de ataques motivados por ideologias misóginas, como Elliot Rodger (EUA), Alek Minassian (Canadá) e Jake Davison (Reino Unido);– Leis brasileiras relacionadas ao enfrentamento da violência digital, como a Lei Maria da Penha em sua dimensão online, a Lei Lola Aronovich, a Lei do Sinal Vermelho e a Lei dos Deepfakes;– Reflexão do psicanalista Christian Dunker sobre a vergonha, a solidão e o sofrimento emocional que alimentam comportamentos violentos. Esses textos convidavam o estudante a analisar não apenas episódios isolados, mas um fenômeno complexo em que vulnerabilidade emocional, misoginia e algoritmos digitais se entrelaçam. Textos motivadores do tema da CLT A coletânea trazia: – Explicações sobre a função e o histórico da CLT;– O processo de consolidação de direitos como jornada de 8 horas, férias e FGTS;– O argumento econômico de que direitos trabalhistas não prejudicam o desenvolvimento, mas o fortalecem;– O impacto do 13º salário na economia brasileira e outros dados organizados pelo Dieese. Esses textos davam ao candidato um panorama histórico e estrutural sobre a evolução dos direitos trabalhistas no Brasil, mostrando como a CLT é fundamental para a cidadania social. Como o Redação Online antecipou exatamente esses dois temas Um dos pontos que chamou a atenção após a prova foi que o Redação Online já havia trabalhado exatamente os dois eixos temáticos cobrados pela Unicamp meses antes. Essa antecipação não foi coincidência: ela é resultado de um acompanhamento contínuo das tendências sociais, legislativas e culturais que influenciam os vestibulares. A discussão sobre a cultura incel, por exemplo, foi profundamente abordada no artigo: 🔗 Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea Nesse conteúdo, analisamos as origens da machosfera, explicamos como fóruns digitais amplificam a misoginia e discutimos políticas públicas e repertórios fundamentais — como Bauman, Bourdieu e ONU Mulheres — que dialogam diretamente com a proposta da Unicamp. Do mesmo modo, o eixo do trabalho e da proteção trabalhista já havia sido explorado em: 🔗 O fim da escala 6×1: medida válida para a saúde mental dos trabalhadores ou uma intervenção desnecessária? Esse tema discutiu a precarização do trabalho, a saúde mental dos empregados, a função social da legislação trabalhista e o papel da CLT como proteção histórica. Em ambos os casos, os conteúdos ofereceram aos estudantes exatamente o repertório necessário para compreender profundamente as propostas da Unicamp. Além disso, a série Adolescência, utilizada no motivador da prova, também foi analisada de forma detalhada no post: 🔗 Adolescência, da Netflix: como usar a série em redações e o que ela revela sobre a juventude brasileira Essa análise permitiu que os estudantes já tivessem contato prévio com conceitos fundamentais presentes no enunciado. Por que esses dois temas fazem sentido para a Unicamp? Ambos os temas escolhidos refletem movimentos sociais amplos. No caso da machosfera, observa-se um aumento global de discursos antifeministas, reforçados por algoritmos de recomendação e pela lógica de comunidade que valida frustrações e ódios. Por conseguinte, compreender esse fenômeno exige atenção às dinâmicas emocionais, tecnológicas e sociológicas. No tema da CLT, a universidade parece reafirmar a importância de revisitar a história do trabalho no Brasil para entender os avanços sociais e os desafios contemporâneos. Ademais, ao pedir
No dia 30 de novembro de 2025, a UERJ aplicou a redação do Vestibular Estadual 2026 trazendo um tema profundamente atual, embora ancorado em um dos maiores clássicos da literatura mundial. A banca apresentou um excerto de Hamlet, no qual Polônio aconselha Laertes a manter prudência, sensatez e, sobretudo, fidelidade a si mesmo. A partir desse texto, o candidato deveria responder: É possível, nos dias atuais, ser fiel a si mesmo, como aconselha Polônio?A proposta exigia um texto dissertativo-argumentativo, entre 20 e 30 linhas, com título obrigatório, desenvolvimento crítico e interpretação literária articulada ao mundo contemporâneo, marca registrada da UERJ. A leitura da coletânea: por que Hamlet foi o texto motivador? A escolha do trecho de Hamlet não foi aleatória. Polônio apresenta um conjunto de orientações sobre prudência, postura social, autocontrole e ética. Mas, ao final, dá o conselho fundamental: “Sê fiel a ti mesmo.” A UERJ transforma esse verso clássico em uma pergunta urgente da vida moderna: • Como manter autenticidade em uma sociedade hiperconectada?• É possível agir com coerência interna quando redes sociais moldam comportamentos?• Como conciliar identidade própria com expectativas externas (família, trabalho, cultura)?• O “ser fiel a si mesmo” ainda é um ideal possível, ou se tornou um mito social? A banca espera que o candidato mobilize interpretação literária + reflexão social, atualizando Hamlet para o contexto de:✔ pressões digitais✔ performatividade social✔ construção de identidade✔ sensação de vigilância constante✔ conflitos entre pertencimento e autenticidade Por que o tema não surpreendeu quem estudou com o Redação Online Ao longo de 2025, o Redação Online trabalhou sistematicamente: • Identidade, autenticidade e coerência interna • Pressões sociais na contemporaneidade • Performatividade digital e perda de autonomia • O eu dividido entre desejo pessoal e olhar do outro E, de forma direta, publicamos o tema: ➡️ “A fidelidade a si mesmo na sociedade contemporânea.” Esse eixo é idêntico ao solicitado pela UERJ 2026. Além disso, oferecemos aos alunos: ✔ Análises completas de obras obrigatórias no Clube do Livro Incluindo reflexões literárias sobre identidade, ética, escolhas e conflitos internos — elementos essenciais para interpretar Hamlet com profundidade. Confira o post completo das obras: ➡️ https://redacaonline.com.br/blog/obras-obrigatorias-uerj-2026-tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-arrasar-no-vestibular/ Quem estudou com o Clube do Livro já dominava: • o contexto de Shakespeare• técnicas de leitura literária para argumentação• como atualizar textos clássicos para temas sociais contemporâneos Ou seja: esse tema não foi surpresa para os nossos alunos. Entendendo o gênero: como escrever a redação no modelo UERJ A UERJ cobra a forma mais “pura” da dissertação argumentativa: A banca valoriza: Diferente do ENEM, não há proposta de intervenção. Argumentos possíveis para esse tema 1. A dificuldade de ser autêntico em meio à pressão social O candidato poderia defender que: • a sociedade define padrões rígidos de comportamento• a era digital cria expectativas irreais• o medo do julgamento inibe escolhas pessoais• algoritmos reforçam estereótipos e moldam comportamentos Repertório recomendado:Bauman e as identidades líquidas; Stuart Hall e a fragmentação identitária. 2. A autenticidade como resistência ética e filosófica O aluno pode argumentar que: • ser fiel a si mesmo é possível, mas exige coragem• autonomia moral é um exercício contínuo• autenticidade é uma forma de resistência ao controle social Repertório recomendado:Sartre (existencialismo e responsabilidade individual), Oscar Wilde, Hannah Arendt. Relação direta com o tema já trabalhado pelo Redação Online Nosso tema interno abordava: Tudo isso conversa diretamente com: “Sê fiel a ti mesmo.” Quem treinou com o Redação Online chegou à prova já preparado para: Como se preparar para a UERJ 2027 com o Redação Online Se o objetivo é conquistar alta pontuação, você precisa: O Redação Online oferece: Conclusão A prova de redação da UERJ 2026 reafirma o estilo da banca: um convite à reflexão filosófica, literária e social. Partindo dos conselhos de Polônio em Hamlet, a proposta desafia o candidato a discutir a autenticidade em um contexto marcado por pressões sociais e digitais. Quem estudou com o Redação Online encontrou familiaridade imediata com o eixo temático, pois trabalhamos exaustivamente conceitos de identidade, coerência interna, pertencimento e liberdade individual, além das obras literárias exigidas pela UERJ no nosso Clube do Livro exclusivo. Autenticidade não é apenas um tema literário: é um desafio contemporâneo. E, para escrever bem sobre ele, é preciso prática, repertório e direcionamento técnico. É isso que oferecemos todos os dias. Envie sua redação hoje mesmo e receba uma correção completa em até 24 horas:https://redacaonline.com.br