
A UFSC 2027 já divulgou a lista de livros obrigatórios do Vestibular Unificado UFSC/IFC 2027. Para quem vai prestar a prova, essa lista não deve ser tratada como leitura decorativa: as obras podem aparecer em questões de literatura, interpretação, contexto histórico, gêneros textuais e até como repertório para redação.
Segundo a Coperve, as provas do Vestibular Unificado UFSC/IFC 2027 serão aplicadas nos dias 5 e 6 de dezembro de 2026, e as inscrições vão de 12 de agosto a 17 de setembro de 2026. A mesma página informa a lista oficial de obras para o Vestibular 2027.
Neste guia, você confere quais são os livros obrigatórios da UFSC 2027, como estudar cada obra, que temas podem aparecer e como transformar leitura em repertório para a redação.
Os livros obrigatórios da UFSC 2027 são: Primeiro de abril: narrativas da cadeia, de Salim Miguel; Vésperas, de Adriana Lunardi; O irmão alemão, de Chico Buarque; Eu sou Macuxi e outras histórias, de Julie Dorrico; Clara dos Anjos, de Lima Barreto; A paixão segundo G. H., de Clarice Lispector; e o álbum Secos e Molhados, do grupo Secos e Molhados.
Datas do Vestibular UFSC/IFC 2027
Lista oficial de obras
Como estudar cada livro
Temas que podem aparecer
Como usar as obras na redação
Cronograma de leitura
Perguntas frequentes
As provas do Vestibular Unificado UFSC/IFC 2027 serão aplicadas em 5 e 6 de dezembro de 2026. As inscrições, conforme a Coperve, ficam abertas de 12 de agosto a 17 de setembro de 2026.
Essas datas importam para o planejamento de leitura. Como a lista reúne romances, contos, narrativas autobiográficas, ficção indígena e até álbum musical, deixar tudo para o fim é pedir para transformar literatura em sofrimento logístico. Dá para evitar.
A lista oficial da UFSC 2027 reúne sete obras de diferentes gêneros, períodos e estilos. Confira:
Salim Miguel - Primeiro de abril: narrativas da cadeia - memória autobiográfica, 1994 - Editora da UFSC.
Adriana Lunardi - Vésperas - contos, 2002 - Record.
Chico Buarque - O irmão alemão - romance, 2014 - Companhia das Letras.
Julie Dorrico - Eu sou Macuxi e outras histórias - ficção literária, 2019 - Caos & Letras.
Lima Barreto - Clara dos Anjos - romance, 1948 - Domínio Público.
Clarice Lispector - A paixão segundo G. H. - romance, 1964 - Rocco.
Secos e Molhados - Secos e Molhados - álbum, 1973 - Continental.
A Coperve também destaca que recomenda a leitura integral das obras e que o conhecimento exigido envolve análise, interpretação, reconhecimento de gêneros e compreensão do contexto histórico, social, cultural e estético.
O melhor estudo combina leitura integral, fichamento, contexto e aplicação em questões. Não basta decorar autor, título e ano. A UFSC pode cobrar interpretação de trechos, relação com o período histórico, linguagem, gênero e conflitos sociais.
A obra de Salim Miguel parte da experiência de prisão durante a ditadura militar. Para estudar, observe memória, testemunho, autoritarismo, censura, violência estatal e preservação da democracia.
Primeiro de abril pode ser usado como repertório para discutir memória histórica, defesa da democracia e importância de registrar violações de direitos para que elas não sejam naturalizadas.
Vésperas reúne contos que dialogam com figuras femininas da literatura e com temas como morte, memória, autoria, corpo e subjetividade. Estude a estrutura dos contos, as vozes narrativas e as referências intertextuais.
Em Vésperas, Adriana Lunardi valoriza experiências femininas e literárias, o que permite discutir memória, autoria de mulheres e apagamentos na cultura.
O romance de Chico Buarque mistura investigação familiar, memória, arquivos e contexto histórico. A obra permite discutir identidade, filiação, lacunas da história e marcas do século XX.
O irmão alemão ajuda a refletir sobre como histórias familiares são atravessadas por documentos, silêncios e disputas de memória.
A obra de Julie Dorrico é fundamental para discutir literatura indígena contemporânea, oralidade, identidade, ancestralidade, território e resistência cultural. Evite estudar a obra apenas como "tema indígena"; observe também forma, voz e autoria.
Eu sou Macuxi e outras histórias pode ser usado para defender a valorização de narrativas indígenas como produção literária, histórica e cultural do Brasil contemporâneo.
O romance de Lima Barreto aborda racismo, gênero, classe social, desigualdade suburbana e vulnerabilidade feminina. Clara é uma personagem atravessada por estruturas sociais que limitam sua autonomia.
Em Clara dos Anjos, Lima Barreto denuncia o racismo e a desigualdade de gênero que tornam mulheres negras e pobres mais vulneráveis à exploração e ao abandono social.
A obra de Clarice Lispector exige atenção à linguagem introspectiva, à crise existencial, ao fluxo de consciência e à desconstrução da identidade. É um texto menos voltado para enredo e mais para experiência interior.
A paixão segundo G. H. permite discutir identidade, crise subjetiva e limites da linguagem diante de experiências que desorganizam certezas sociais e pessoais.
O álbum de 1973 amplia a lista para a música popular brasileira. Estude estética, performance, poesia, contracultura, censura, corpo, androginia e experimentação artística no contexto da ditadura.
O álbum Secos e Molhados pode ser usado como repertório sobre arte, liberdade de expressão e resistência cultural em períodos de repressão política.
A lista da UFSC 2027 permite estudar memória, identidade, autoritarismo, gênero, raça, ancestralidade, subjetividade e resistência cultural. Esses eixos podem aparecer tanto em literatura quanto em redação.
Memória histórica: Primeiro de abril e O irmão alemão.
Ditadura e repressão: Primeiro de abril e Secos e Molhados.
Racismo e desigualdade: Clara dos Anjos e Eu sou Macuxi e outras histórias.
Autoria e vozes marginalizadas: Julie Dorrico, Adriana Lunardi e Lima Barreto.
Identidade e subjetividade: Clarice Lispector, Chico Buarque e Adriana Lunardi.
Arte e resistência: Secos e Molhados, Salim Miguel e Julie Dorrico.
As obras obrigatórias podem funcionar como repertórios socioculturais quando são conectadas a um problema social claro. Não basta citar o título. É preciso explicar o que a obra revela.
No romance Clara dos Anjos, Lima Barreto evidencia como racismo, gênero e desigualdade de classe atravessam a vida de uma jovem negra suburbana. Fora da ficção, esse mesmo cruzamento de opressões ainda limita o acesso de mulheres negras à proteção social, à autonomia e ao reconhecimento pleno de seus direitos.
Em Primeiro de abril: narrativas da cadeia, Salim Miguel transforma a experiência da prisão política em memória literária. De modo semelhante, a sociedade brasileira precisa preservar registros sobre períodos autoritários para fortalecer a democracia e combater a naturalização da violência estatal.
A obra Eu sou Macuxi e outras histórias, de Julie Dorrico, valoriza narrativas indígenas a partir de identidade, ancestralidade e território. Na realidade brasileira, reconhecer essas vozes é essencial para enfrentar o apagamento histórico dos povos originários e ampliar a diversidade cultural no espaço educacional.
Organize as leituras por blocos, alternando obras mais densas com textos mais curtos ou de linguagem diferente. Um cronograma possível:
Semana 1: panorama da lista, fichas dos autores e leitura de Clara dos Anjos.
Semana 2: finalização de Clara dos Anjos e análise de racismo, gênero e classe.
Semana 3: leitura de Primeiro de abril e contexto da ditadura militar.
Semana 4: leitura de Eu sou Macuxi e outras histórias e estudo de literatura indígena.
Semana 5: leitura de Vésperas e estudo de intertextualidade.
Semana 6: leitura de O irmão alemão e fichamento de memória familiar.
Semana 7: leitura de A paixão segundo G. H. com foco em linguagem e subjetividade.
Semana 8: escuta e análise do álbum Secos e Molhados, revisão geral e questões.
Depois do primeiro ciclo, volte aos trechos mais difíceis. Em literatura, releitura costuma valer mais do que maratona sem anotação.
Para cada obra, registre:
autor, gênero, ano e contexto de publicação;
narrador ou voz predominante;
personagens ou figuras centrais;
temas sociais principais;
características de linguagem;
trechos ou cenas importantes;
possíveis relações com outras obras da lista;
formas de usar como repertório na redação.
Esse tipo de fichamento evita o erro clássico: terminar a leitura lembrando "gostei" ou "não entendi nada", duas categorias intelectualmente honestas, mas pouco úteis para a prova.
TRANSFORME LEITURA EM REPERTÓRIO
A lista inclui Primeiro de abril, Vésperas, O irmão alemão, Eu sou Macuxi e outras histórias, Clara dos Anjos, A paixão segundo G. H. e o álbum Secos e Molhados.
Sim. A Coperve recomenda a leitura integral das obras. Resumos ajudam na revisão, mas não substituem contato direto com texto, linguagem, estrutura e contexto.
Sim. Segundo a Coperve, as provas serão em 5 e 6 de dezembro de 2026, com inscrições de 12 de agosto a 17 de setembro de 2026.
Sim. A lista da UFSC 2027 inclui o álbum Secos e Molhados, lançado em 1973. Ele deve ser estudado como produção artística, poética, musical e histórica.
Pode. Obras como Clara dos Anjos, Primeiro de abril e Eu sou Macuxi e outras histórias rendem repertórios fortes para temas sobre racismo, memória, democracia, povos originários, identidade e desigualdade.
A lista de livros obrigatórios da UFSC 2027 reúne obras muito diferentes entre si, mas conectadas por eixos fortes: memória, identidade, violência histórica, desigualdade, subjetividade, autoria e resistência cultural.
Para se preparar bem, leia as obras integralmente, faça fichamentos e treine relações entre literatura e realidade social. A prova não cobra apenas "quem escreveu o quê". Ela quer análise, contexto e interpretação. Resumo decora. Leitura crítica aprova.
Coperve/UFSC - Próximos Vestibulares: proximos vestibulares (coperve.ufsc.br)
Repositório Institucional da UFSC - Primeiro de abril: narrativas da cadeia: repositorio.ufsc.br
Domínio Público - Clara dos Anjos: dominiopublico.gov.br
Nota anti-canibalização: este post se diferencia do guia UFSC 2026 porque atualiza a pauta para o Vestibular UFSC/IFC 2027, com a nova lista oficial de obras, datas do processo e sugestões específicas de estudo e repertório.
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