A gramática desempenha um papel essencial na comunicação, servindo como uma estrutura que permite a expressão clara e precisa de ideias. Muitas vezes, subestimamos sua importância, mas compreender a relevância da gramática na linguagem é crucial, tanto na comunicação escrita quanto na oral. Ela fornece um conjunto de regras que orientam a utilização adequada de palavras, a ordenação de frases e a concordância verbal. Essas regras garantem a coerência e a compreensão da mensagem. Sem uma base sólida dela, a comunicação pode se tornar ambígua e confusa. Além disso, a gramática é fundamental na construção de textos persuasivos e eficazes. A precisão gramatical eleva a credibilidade do escritor, tornando suas mensagens mais convincentes. A utilização correta da gramática também ajuda a evitar mal-entendidos, tornando a comunicação mais eficiente. Ela também desempenha um papel crucial na expressão de nuances e emoções. Ela permite que ajustemos o tom e o estilo de nossas mensagens de acordo com o contexto. Podemos usar a gramática para criar discursos formais em contextos acadêmicos ou adotar um tom mais descontraído em conversas informais. Portanto, é inegável que a gramática é essencial para a clareza e eficácia da comunicação. Dominar as regras gramaticais não apenas aprimora a escrita e a fala, mas também enriquece a expressão pessoal. Em resumo, a gramática é uma ferramenta poderosa que molda a linguagem e o pensamento, capacitando-nos a comunicar de maneira mais eficiente e impactante.
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Você já deve ter reparado que muitos estudantes não sabem como usar ponto e vírgula. Ele é um sinal de pontuação que indica uma pausa menor que o ponto e maior que a vírgula, é utilizado, normalmente, como forma de separar orações. E o que isso significa? Significa que ele faz um papel intermediário entre os outros dois sinais citados. Em alguns casos, seu uso é obrigatório. Por isso, é importante entender sua função e quando empregá-lo corretamente! O ponto e vírgula pode ser usado em frases que já contenham um alto volume de vírgulas empregadas, mas não só! Onde mais se percebe o uso desse sinal gráfico é em textos jurídicos, como a constituição, artigos, projetos de lei, petições, etc. Engana-se quem acredita que este é um recurso ultrapassado. Muito diferentemente disso, o ponto e vírgula ainda é utilizado e, caso você o empregue adequadamente na redação, há chances de elevar a nota por demonstrar conhecimento dos recursos linguísticos. Além disso, como já mostramos aqui no blog, a pontuação é uma grande aliada para a construção de sentido nos textos! Aprenda com a Redação Online algumas regras básicas sobre como usar ponto e vírgula: Como usar ponto e vírgula: 6 dicas 1 – Separação de itens de uma lista como forma de enumeração Essa regra é aplicada em listas gerais, mas pode ser facilmente verificada na Constituição do Brasil. Exemplo: “Art. 1° A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:I – a soberania;II – a cidadania;III – a dignidade da pessoa humana;IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;V – o pluralismo político.“ Agora que já aprendeu essa primeira regra básica, não se esqueça: ao citar uma lei, é preciso manter o ponto e vírgula que separa os itens. Assim também deve ser em produções do gênero instrucional, como um texto de instruções. Para praticar, você pode começar aplicando em seu dia a dia, em suas listas de compras: Lista de comprasAmaciante;Sabão em pó;Detergente;Água sanitária;Esponja de aço;Peito de frango;Linguiça calabresa;Muçarela. 2 – Separação de orações com excesso de vírgulas O ponto e vírgula pode separar orações coordenadas em que a vírgula já foi excessivamente utilizada, ou, ainda, quando o texto é muito extenso. Veja os exemplos: Ex.: Todos meus amigos que irão ao cinema vão acompanhados: o Matheus namora a Júlia; a Isabela conheceu, recentemente, o Luiz; a Ana está com o Rafael há anos; o João está sempre acompanhado da Maria; a Isabela, sem dúvidas, convidará o Heitor. Apenas eu irei sozinho? Ex.: Nossos caminhos sempre se cruzaram, mas nunca compreendi o motivo ao certo. Em Londres, ele apareceu no mesmo pub, sozinho e sem nem sabermos que estávamos na mesma cidade; em duas viagens, estávamos no mesmo voo, mesmo destino, assentos lado a lado; de volta ao Brasil, antes de eu me reestabelecer, mudei para o mesmo prédio que ele. Perceba que o uso dessa ferramenta é interessantíssima para ocasiões nas quais você precisa desenvolver uma ideia extensa no parágrafo e sabe que irá utilizar vírgulas e pontos demais. Preste atenção: os pontos e vírgulas separam orações que estabelecem relação direta umas com as outras, então, ao mudar de assunto, usa-se ponto. 3 – Separação ou enumeração de elementos na frase Nesses exemplos, preste atenção no fato de os itens separados dizerem respeito aos mesmo temas e de estarem indicados de forma direta, não em listagem. Ex.: No capítulo a seguir estudaremos os seguintes temas: comparação; metáforas; metonímias; antítese; paradoxo; gradação. Ex.: Os pedreiros solicitaram novos produtos para a obra: cal; cimento; argamassa; pedras. Essa é uma regra próxima da primeira, mas se difere no fato de não ter frases construídas em listas. 4 – Omissão de verbos Neste caso, o ponto e vírgula evita a repetição do verbo. Esse é um recurso muito utilizado em textos teóricos e pode ser uma ferramenta importante para a redação, pois demonstra conhecimento dos recursos linguísticos. Observe: Ex.: Quando a torre desabou, os funcionários da ala central estavam no saguão; Matheus no elevador. Ex.: Depois de horas esperando Lucas chegar, Maria foi embora com Pedro; Lia com seus pais. Além de conhecimento linguístico, esse meio evita que o texto seja penalizado em coesão textual e vocabulário por repetições da mesma palavra. Importante, não é? Um atributo só pode evitar uma penalização em duas categorias. 5 – Como usar ponto e virgula na separação de orações com conjunções adversativas Para separar orações adversativas, o ponto e vírgula é utilizado com o objetivo de marcar pausas maiores entre orações que empregam as conjunções ou conectivos. Atente-se às demonstrações: Ex.: Amanhã irei trabalhar; no entanto, estarei em home-office. Ex.: Luan se machucou no parquinho ontem e chorou muito; porém, nenhum machucado foi grave. Ex.: Jurei que ficaríamos unidos na saúde e na doença; todavia, não imaginava que a saúde iria embora tão rapidamente. Aqui, o uso está mais ligado à entonação almejada na leitura, como em textos do gênero narrativo nos quais há inscrição de diálogos, por exemplo. Nada impede, contudo, que seja aplicado qualquer outro gênero textual. 6 – Como usar ponto e vírgula para separar orações sindéticas Toda oração coordenada sindética possui uma conjunção para integrar uma à outra, pois são independentes, isto é, funcionariam sozinhas. Para estabelecer relação de sentido, as conjunções são acrescentadas. Nelas, deve-se usar a vírgula antes do conectivo, no entanto, quando o verbo é colocado antes da conjunção, pode-se utilizar o ponto e vírgula. Ex.: As meninas são felizes; sentem, porém, a falta do pai. Ex.: Nossas amizades de infância são as mais importantes de nossas vidas; não conseguimos, no entanto, manter contato frequentemente. As conjunções são fundamentais na construção de um texto coerente e coeso. Antes de aprender a usar o ponto e vírgula, é importante saber usar conjunções adequadas! É importante lembrar-se de que o ponto e vírgula não é um ponto final na frase. Dessa forma, a letra, após esse

Fugir ou tangenciar o tema pode prejudicar a nota da sua redação. Mas você sabe o que esses termos significam e como se diferenciam? Descubra neste post!

A colocação pronominal é uma regra que possui diversas particularidades. Veja aqui tudo que você precisa saber a respeito dela!

Você sabe quais são as diferenças entre “onde” e “aonde”? Sabe quando cada um deles deve ser utilizado? Aprenda tudo isso aqui!

As expressões a priori e a posteriori têm sido muito usadas como conectivos. Mas será que esse uso está correto? Acompanhe este post e entenda! Uma das maiores dúvidas em relação à redação do ENEM 2021 é se a banca avaliadora permite utilizar os termos a priori e a posteriori como conectivos. Se você chegou até aqui, acredito que também tem essa dúvida, certo? É verdade que esses termos têm sido muito utilizados pelos vestibulandos e até mesmo por veículos de comunicação como marcadores de tempo. No entanto, basta resgatarmos os significados dessas expressões para entendermos que elas não são sinônimos de “antes” e “depois”, ou “em primeiro lugar” e “em segundo lugar” como costumam ser usadas. Foi pensando nisso que preparamos este post para você aprender como usar adequadamente as expressões a priori e a posteriori e não cometer mais erros na redação. Boa leitura! O que significa a priori e a posteriori? Para usarmos qualquer palavra de forma correta é necessário primeiro entendermos o seu significado. Ambas as expressões são de origem latina e costumam ser usadas no campo da filosofia. Vejamos, a seguir, o significado de a priori de acordo com o dicionário Michaelis: Locução adjetiva: 1 Diz-se de conhecimento, raciocínio, método etc. que tem origem na estrutura inata do indivíduo; que independe da experiência. 2 Diz-se de saber, demonstração, conclusão etc. que explica um fenômeno, indicando sua causa. 3 Que se pressupõe, sem análise ou observação. Locução adverbial: 1 Por dedução, partindo de elementos previamente estabelecidos. 2 De maneira intuitiva; intuitivamente. Em outras palavras, a priori se refere a um conhecimento provisório e intuitivo, ou seja, que ainda não possui uma certeza. Sendo assim, o seu uso correto seria: “As conclusões, a priori, foram tiradas antes de analisar a fundo a realidade brasileira.” Vejamos agora o significado de a posteriori, ainda segundo o dicionário Michaelis: Locução adjetiva: 1 Diz-se de argumento, conhecimento, raciocínio etc. que deriva da experiência ou que dela depende. 2 Diz-se de demonstração que procede dos efeitos às causas, que nos leva a conhecer as causas pelas quais o efeito tem existência. Locução adverbial: Que ocorre posteriormente à observação de dados empíricos; por indução. Em síntese, a posteriori se refere a um conhecimento que é obtido depois da experiência e observação. Um exemplo de uso correto seria: “A pesquisa, a posteriori, afirma os efeitos negativos da evasão escolar no Brasil. No exemplo acima, você pode ver que a palavra a posteriori não foi usada no sentido de “depois” e sim para se referir a um saber adquirido pela experiência. Mas, afinal, esses termos podem ser usados como conectivos? É o que veremos a seguir. Pode usar a priori e a posteriori como conectivos? Se você é uma pessoa atenta aos critérios de avaliação do ENEM, já deve saber que os elementos conectivos são essenciais para manter a coesão textual, certo? Os conectivos nada mais são do que elementos coesivos que dão um sentido à sua redação e, como já falamos aqui, existem conectivos para diferentes funções: introdução, conclusão, explicação, comparação, oposição etc. As expressões a priori e a posteriori, por exemplo, passaram a ser muito utilizadas como conectivos de introdução/relevância. Contudo, como vimos no tópico anterior, essas expressões latinas não possuem função de conectivos e, por isso, você não deve utilizá-las na redação para essa finalidade. Além disso, o ENEM espera que você priorize as palavras e expressões próprias da língua portuguesa. Nesse sentido, como a posteriori e a priori são expressões latinas, não é indicado usá-las. Prefira os seguintes conectivos de introdução/relevância: Agora, vamos ver um exemplo que caracteriza o uso incorreto da expressão a priori como conectivo? Observe a frase a seguir extraída de uma redação: “A priori, o Brasil está em uma posição tardia em relação às políticas públicas […]”. Observe que a priori foi utilizada como um conectivo de introdução/relevância, no sentido de “em primeiro lugar” ou “primeiramente”. O correto, então, seria: “Em primeiro lugar, o Brasil está em uma posição tardia em relação às políticas públicas […]”. Agora, a frase faz mais sentido, não é mesmo? Apesar da expressão “em primeiro lugar” ser considerada um conectivo, é importante que você não confunda com um conectivo interparágrafo – ou operador argumentativo – avaliado na competência 4. Lembre-se de que um conectivo interparágrafo deve se referir a uma ideia exposta anteriormente e “em primeiro lugar” não retoma algo que foi dito. O mesmo vale para o conectivo “primeiramente”, cuja função é iniciar uma ideia e não argumentar o que foi exposto antes. Anotado? Para finalizar, na Cartilha do Participante do ENEM 2020, o Inep ressalta a importância de utilizar os elementos coesivos de forma que façam sentido e não apenas para rebuscar o texto. De acordo com o Inep, “Uma boa coesão não depende da mera presença de conectivos no texto – é preciso que esses recursos estabeleçam relações lógicas adequadas entre as ideias apresentadas.” Então, o nosso recado é: estude os significados dos conectivos e palavras e use com sabedoria. Tenha em mente que você até pode utilizar a priori e a posteriori, desde que seja no sentido correto e com moderação. Se você quer ampliar os seus estudos sobre conectivos, a professora Chay, aqui da Redação Online, preparou um vídeo muito legal sobre conectivos interparágrafos. Assista: Quer conhecer a nossa plataforma de correção de redações? Acesse agora nosso site e conheça os planos disponíveis!
Quer saber o que é a sintaxe e por que você deve estudá-la para Enem, vestibulares ou concursos? Confira este artigo! Muitos alunos ficam desesperados quando, mesmo não cometendo erros de acentuação, ortografia, pontuação, etc., não recebem o desejado nível 5 na competência 1. Isso porque, além dos desvios, esse critério avalia também a sintaxe da sua redação, que, por muitos, é considerada um bicho de sete cabeças. Afinal, o que é sintaxe? Sintaxe é o estudo da oração. Por meio dela, classificamos a função sintática que uma determinada palavra tem em um contexto específico. Por conta disso, a decoreba não vai lhe ajudar quando se trata do estudo da sintaxe, pois uma mesma palavra pode, em uma oração, ser classificada como sujeito e, em outra, como objeto, por exemplo. Vamos a um exemplo bem simples: Na oração A, a palavra “café” ocupa a função sintática de sujeito. Já na oração B, ela é um objeto direito. Outro ponto importante, então, é não confundir morfologia e sintaxe. A morfologia estuda a formação, a estrutura e a classificação das palavras. É ela quem separa os termos em classe: substantivo, verbo, adjetivo, pronome, artigo, numeral, preposição, conjunção, interjeição e advérbio. Quando você compreende que gramática não é tudo uma coisa só, afinal, existem subáreas nela, o estudo fica mais fácil. Do contrário, a chance de ficar confuso porque uma questão de prova chama a palavra “café” de sujeito (sintaxe) e outra chama de substantivo (morfologia) é bem grande. Por que estudar sintaxe? Você tem problemas ao usar a vírgula e passou a vida inteira ouvindo que ela serve para fazermos uma pausa? Lamentamos informar, mas você foi enganado. Ok, fazemos, sim, uma pausa quando nos deparamos com o sinal gráfico “,”, mas a razão de ele existir em determinados contextos e ser proibido ou facultativo em outros é a sintaxe, e não a nossa necessidade de pausar a leitura. Quem nunca ouviu a frase “não se separa sujeito e predicado com vírgula”? Para quem não tem conhecimento sobre esses dois elementos sintáticos, trata-se de uma informação vazia, não é mesmo? Então, dominar a sintaxe é essencial para fazer bom uso da vírgula. Além disso, estudar o período composto – tanto por subordinação quanto por coordenação – permite que você escreva períodos mais bem elaborados e complexos, o que é uma exigência do ENEM. Como dito anteriormente, ainda que não tenha desvios, uma redação não alcança a nota máxima na competência 1 se não apresentar fluência sintática. Um exemplo claro disso é o fato de um texto em que a maior parte dos parágrafos tem um só período não passar do nível 3 na competência 1. Por fim, não podemos nos esquecer das questões objetivas cobradas em concursos e vestibulares. Ao longo dos anos, muitas provas mudaram a forma com que cobram o conteúdo de gramática, que passou a ser aplicado aos textos e muito mais focado na interpretação deles. No entanto, especialmente nos concursos, algumas bancas ainda prezam pelo modelo mais tradicional de prova, o qual costuma ser muito mais “gramatiqueiro”. Nesses casos, ter conhecimento sobre sintaxe é muito importante. Mas, afinal, como estudar essa área de gramática? Nossa dica é que você comece pela revisão do período simples. Reveja os termos essenciais da oração (sujeito e predicado), os termos integrantes (agente da passiva, complemento nominal e complemento verbal de verbos transitivos – objeto direto e indireto) e os termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto verbal, aposto e vocativo). Não se esqueça, é claro, de fazer exercícios de classificação sintática e já aproveita para também resolver questões sobre o uso da vírgula. É preciso lembrar que a Língua Portuguesa tem uma ordem direta, também chamada de ordem natural: sujeito + verbo + complemento + adjunto adverbial. Se tal sequência for “bagunçada”, é preciso sinalizar a mudança com uma vírgula. Estar ciente disso é um passo muito importante para a compreensão desse conteúdo. Agora, você já pode ir mais além: chegou a hora de estudar o período composto. Comece pelas orações coordenadas, que são sintaticamente independentes, e depois estude as orações subordinadas, as quais mantêm uma dependência sintática entre si. Ao compreender isso tudo, será possível esbanjar uma fluência sintática de dar inveja e evitar as justaposições, os períodos longos e os truncamentos. Assim, o nível máximo na competência 1 estará cada vez mais perto. Quer receber as suas redações corrigidas por nossos professores? Acesse nosso site e adquira AGORA o seu plano!

Quer saber quando você deve usar o hífen? Então, este artigo é para você! A dúvida sobre quando usar hífen é uma “pedra no sapato” de muitos estudantes e, depois no Novo Acordo Ortográfico, parece ter ganhado força. Por isso, neste texto, vamos lhe ensinar em quais situações você deve ou não utilizar o sinal gráfico HÍFEN. Vamos começar lhe dizendo quando NÃO usá-lo. Então, pega papel e caneta aí e bora estudar! Quando NÃO usar hífen Exceções: Fique atento às exceções dessa regra: pé-de-meia, cor-de-rosa e palavras que designam espécies animais e botânicas são hifenizadas mesmo tendo elemento de ligação. Atenção: com as palavras iniciadas com R e S, a regra é diferente, como veremos abaixo. Em quais situações devemos, então, usar o hífen? Veja a seguir! Quando usar hífen? Cuidado! Há, na internet, várias ocorrências dessa palavra grafada incorretamente da seguinte forma: interracial. Sempre que você tiver dúvida, use o VOLP – Vocabulário Ortográfico na Língua Portuguesa –, o qual faz parte do site da Academia Brasileira de Letras. O hífen e os advérbios BEM e MAL Depois do Novo Acordo Ortográfico, pouca coisa mudou no que se refere ao uso do hífen com os advérbios BEM e MAL, mas eles continuam gerando dúvidas na hora da escrever. Veja como funciona: BEM: usa-se hífen quando esse advérbio se agrega a outra palavra para formar uma unidade semântica (substantivo ou adjetivo composto). Exemplos: bem-humorado, bem-aventurado, bem-vindo, bem-educado. Depois do Novo Acordo, benfeito“, “benquerer” e “benquerido” passaram a dispensar o uso do hífen. MAL: no caso do advérbio MAL, usa-se hífen quando ele se agrega a outra palavra, iniciada por H ou L, para formar uma unidade semântica (substantivo ou adjetivo composto). Exemplo: mal-educado, mal-estar. Ao formar unidades semânticas com palavras que iniciam com outras letras, o MAL se une sem uso do hífen: maltratado, malgrado, malvisto. O grande desafio é identificar quando BEM e MAL formam, de fato, uma unidade semântica com outra palavra. Veja os exemplos abaixo: Pedro foi bem educado pelos pais. – Aqui, não temos uma unidade semântica. O advérbio BEM atua de forma de separada e cumpre seu papel original de intensificar outro termo. Pedro é um garoto mal-educado. – Juntos, os termos MAL e EDUCADO compõem um adjetivo, logo constituem uma unidade semântica, o que justifica o uso do hífen. https://youtu.be/AB0_YzuMH3c Não é tão difícil, viu? Atente-se à competência 1 da redação ENEM e evite cometer erros ortográficos no seu texto! Agora que você já sabe as regras de uso do hífen, comece a colocá-las em prática nas suas redações. Não se esqueça de nos enviar o seu texto para a gente conferir se você aprendeu tudo direitinho.

Conheça os 10 erros gramaticais mais frequentes e pare agora mesmo de cometê-los. Saiba tudo sobre eles neste post! Embora no dia a dia desvios gramaticais sejam muito comuns e até mesmo aceitáveis, em provas de redação, sejam de concurso ou vestibular, é necessário evitá-las. Isso porque conhecer a norma padrão culta da língua portuguesa é, invariavelmente, pré-requisito desse tipo de processo de seleção. Assim, saber algumas regras gramaticais é fundamental. Porém, há alguns desvios que são mais comuns do que se imagina e acabam quase virando regras (mas daquilo que NÃO se deve fazer). Então, neste post separamos os 10 erros gramaticais que quase todo mundo comete para você ficar atento(a) a eles. 10 erros gramaticais: Afins Se você não está a fim de perder pontos na competência 1 do Enem, por exemplo, precisa saber disto aqui. Muita gente confunde a fim (separado) e afim (junto). Os significados são bem distintos, então o uso de um ou outro muda completamento o sentido da frase – ou mesmo deixa ela sem sentido. Não se esqueça mais: A fim (separado) usa-se sempre quando se fala de finalidade ou desejo (Ela está a fim de tirar 1000 na redação). Afim (junto) usa-se para indicar afinidade, semelhança (Os alunos tiveram ideias afins). 10 erros gramaticais: Onde ou Aonde? Apesar de ambos se referirem a lugar, fique atento(a) para quando é correto usar um ou outro. Aonde será usado sempre que os verbos da oração solicitarem preposição ou quando as orações indicarem movimento (Você quer me levar aonde?). Já “onde” se usa quando nos referimos a um lugar específico; um local onde algo ou alguém está. Hoje em dia, é muito comum as pessoas – inclusive nos meios de comunicação – utilizarem ONDE para qualquer situação, em qualquer contexto, mesmo não se referindo a local específico. Longe de ser algo que faz o texto ficar “bonito” ou “correto”, esse uso tira diversos pontos de estudantes todos os anos em provas. Então, sempre que sua mãozinha coçar para escrever ONDE em uma frase, pare e pense: nesse caso, estou indicando o local em que alguém ou algo está? Se eu trocar esse onde por “lugar em que” a oração permanece com sentido inalterado? Está fazendo sentido, vá em frente. Se não, provavelmente você deveria estar usando no(a) qual, em que etc. Portanto, muito cuidado! Ao invés de ou em vez de? Ao contrário do que muita gente pensa, aqui não temos uma definição de “tanto faz”. Pois é, não se trata da mesma coisa, e esse é um dos erros gramaticais mais comuns. Aliás, não só entre candidatos a provas. No mundo corporativo, esse tipo de engano também é frequente. Por isso, a maioria das pessoas acredita que são expressões equivalentes. Mas saiba que você só irá utilizar “ao invés de” quando a ideia que quer transmitir é de oposição, algo que é o contrário. Por exemplo, quando dizemos que o motociclista virou à direta ao invés de à esquerda. Quando usamos “em vez de” queremos dizer que algo foi feito em lugar de outra coisa. Assim, podemos dizer que preferimos comer pipoca doce em vez de salgada. A boa notícia é que EM VEZ DE pode ser usado no lugar de AO INVÉS DE, ou seja, que tal adotar somente a primeira forma se você ainda não domina as diferenças entre elas? Já ajuda bastante, né? 10 erros gramaticais: Há ou a Esse também é um dos erros gramaticais que pode mudar todo o sentido do que você queria dizer. O “há” será usado sempre quando queremos indicar tempo decorrido/passado. Pode ser substituído por faz e é importante você não esquecer que, com esse sentido, ele é invariável quanto ao número, é impessoal. Ou seja, ele sempre ficar no singular. Isso também acontece quando se usa esse verbo com o sentido de existir. O “a” indica um momento futuro ou distância (As inscrições para o Enem inicial daqui a alguns dias; A casa da minha mãe é a 10 quilômetros do centro). Porquês Clássicos, os usos dos porquês sempre causam dúvidas. Preste atenção para não errar mais. Por que: tem função interrogativa, usa-se separado. Porque: tem função explicativa, pode ser substituído por “pois”, usa-se junto. Por quê: tem função interrogativa também, mas aparece no final de frase ou frase isolada. O acento se deve à posição na oração, e não ao seu sentido – que é exatamente o mesmo do primeiro desta lista. Porquê: tem função de substantivo na frase. Pode ser substituído por “motivo” (Ninguém soube explicar o porquê/motivo daquela briga.). É regido por um artigo. https://youtu.be/w5VIMy0ropg A princípio ou em princípio? As duas formas existem, o problema está no uso equivocado com relação ao sentido. Portanto, lembre-se de que o “a princípio” será utilizado quando queremos algo equivalente a “no início”. Já “em princípio” tem o mesmo sentido de “em tese”, como nesta frase: Em princípio, todos têm chance de tirar boas notas. Tem/têm Por incrível que pareça, muita gente não sabe por que existe uma forma do verbo ter com acento e outra sem. Esse é um dos erros gramaticais que podem ser facilmente evitados nas suas redações. Ambas as formas são conjugações do verbo ter no presente do indicativo: sem acento, quando falamos da terceira pessoa singular; com acento, quando se trata da terceira pessoa plural. Assim, “ele tem/eles têm”. Há acento diferencial também em outros verbos, como conter (contém/contêm). Na medida em que ou à medida que Aqui mais um caso em que as expressões existem, mas, por vezes, são usadas de forma equivocada. “À medida que” usa-se quando se quer o sentido de proporção. Por exemplo: À medida que eu mais treino, os erros diminuem. Já “na medida em que” sugere a ideia de causa e tem o mesmo sentido de uma vez que, visto que, tendo em vista. Traz e trás Aquim temos a conjugação do verbo trazer (traz) e trás, que indica a parte posterior (olhou para trás). É bastante comum as pessoas trocarem uma palavra

As conjunções são palavras utilizadas para interligar orações e parágrafos, de forma que o texto seja escrito de maneira coesa. Além das conjunções, os advérbios e os pronomes também podem servir como conectivos. Mas você provavelmente já sabe disso, certo? O que talvez você não saiba é a melhor maneira de inserir estes conectivos em sua redação. Se você der um “google” na internet, buscando por “conectivos para usar na redação”, com certeza encontrará diversas listas que trazem esta informação. Mas nem sempre é fácil aliar esta teoria à prática na hora da escrita, não é mesmo? O que você deve ter em mente, no momento de escrever o seu texto, é o motivo de os conectivos serem elementos tão importantes, para que assim você consiga empregá-los em seu texto de maneira natural, sem precisar decorar listar imensas. Assim, é essencial que você entenda que os conectivos auxiliam você a exprimir as ideias de forma correta. Existem conectivos de soma, de conclusão, de contraposição e de alternância, por exemplo. Desta forma, você precisa saber quais são os conectivos de conclusão, para não acabar inserindo um de contraposição, por exemplo, e prejudicar a articulação das ideias em sua redação. Vamos, então, abordar alguns conectivos abaixo e ver como eles podem ser inseridos em seu texto. 1. Coesão intraparágrafo e interparágrafos Estes termos se referem à coesão dentro de um parágrafo, ou seja, entre as frases de um mesmo parágrafo, e à coesão entre parágrafos distintos, de modo a garantir a fluidez e encadeamento das ideias. É importante que em seu texto haja as duas coisas – elementos coesivos específicos interparágrafos, além de formas de coesão intraparagrafal. 2. Inadequações e repetições devem ser evitadas Quando falamos de inadequações, estamos nos referindo a usos equivocados de elementos coesivos. Veja o exemplo abaixo: A maior parte das pessoas não sabe a quem recorrer quando tem problemas mentais, porém continua desamparada quando está em sofrimento psíquico. Neste exemplo, percebe-se que há o conectivo “porém”, mas ele foi inserido de forma inadequada. A segunda oração é consequência ou efeito da primeira (as pessoas ficam desamparadas quando estão em sofrimento psíquico porque não sabem a quem recorrer). Desta forma, entre as duas orações há uma relação de conclusão, então deveria ser empregado um conectivo conclusivo nesta posição, como “portanto” ou “por este motivo”. Além disso, outro problema coesivo no texto são as repetições (recorrência de mesmo elemento coesivo em uma redação). Estas repetições sempre devem ser evitadas ao máximo. Nossa língua nos permite utilizar uma lista enorme de conectivos na escrita, então não é preciso repetir os termos, não é mesmo? 3. Principais conectivos para usar na redação Agora que você já sabe o que não fazer em seu texto, quando falamos de conectivos, e também já sabe o motivo de tais elementos serem tão importantes para o encadeamento das ideias em sua redação, está na hora de mostrarmos alguns elementos coesivos que podem te ajudar na hora de escrever o seu texto. Aqui não nos propomos a trazer uma grande lista, pois nos preocupamos mais em fazer você entender que estes elementos não são “inúteis” e devem ser empregados em seu texto. Vejamos, então, alguns termos que podem ser úteis para você: Conectivos de conclusão Para concluir as ideias, o campeão de utilização é “portanto”. Há outros que podem ser utilizados, como: logo, enfim, por conseguinte, em resumo, em síntese, assim sendo. Você pode utilizar conectivos de conclusão tanto no parágrafo final de seu texto quanto dentro dos parágrafos, para concluir informações. Conectivos de oposição Para contrapor informações em seu texto, ou seja, inserir uma ideia em oposição à outra, utilize os seguintes conectivos: mas, porém, entretanto, no entanto. Quer ver um exemplo de como utilizar estes conectivos? “Morri, mas passo bem”. Conectivos de adição (soma) Esses aqui muita gente utiliza sem nem perceber: e; além disso; não só… mas também; adicionalmente; também. Vamos aproveitar o exemplo anterior e reformular a ideia aqui: “Não morri e passo bem”. Além destes, há muitos outros conectivos que exprimem ideias variadas: concessão, dúvida, certeza, causa, exemplificação, comparação. Após inserir estas palavras e expressões em seu texto, é importante que você o revise, para entender se as palavras estão bem inseridas e se elas passam, para o leitor, as ideias que você imaginou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Redação Online (@redacaonline) Uma outra dica, para evitar inadequações e repetições, é circular todos os elementos coesivos em seu rascunho. Feito isso, você perceberá se há repetições e poderá pensar em como solucionar isto. Por fim, para que seu texto fique coeso e atenda aos critérios da sua prova, é importante, primeiramente, saber como a sua banca costuma cobrar a “coesão” no edital. Veja os editais anteriores e perceba se este é um critério específico e qual peso a banca dá à coesão na prova de redação. Conhecer o seu inimigo (a prova) é o primeiro passo para ter um resultado satisfatório. Agora que você conferiu como usar conectivos, comece a praticar redação! Lembre-se de que receber a correção de um profissional é essencial para que você saiba se está articulando suas ideias de forma correta! Conte com a nossa plataforma de correção de redações para isso!

O uso do pronome neutro na língua portuguesa é um debate recente e que tem tomado conta das redes sociais. Conheça algumas referências sobre o assunto para poder argumentar bem na sua redação. Já conferiu o tema de redação sobre o uso de Pronome neutro na língua portuguesa? Separamos alguns conteúdos para você saber mais sobre a discussão acerca do uso do pronome neutro. Lembre-se de que é fundamental para o desenvolvimento do seu texto que você se posicione acerca do assunto, elencando repertório sociocultural produtivo para argumentar de forma consistente e estratégica. Além disso, procure pensar em propostas de intervenção à questão tratada. Vamos lá? 1 – Linguagem Neutra @ELLE Brasil https://youtu.be/WAzsxxMMlIMNeste vídeo, disponibilizado no canal Tempero Drag, Rita Von Hunty conversa sobre a importância e aspectos para se adotar uma linguagem neutra. Ela traz referências da área da Linguística para embasar a sua fala, que foi feita a pedido da revista Elle. Rita Von Hunty é o nome drag de Guilherme Terreri Lima Pereira, professor formado em Artes Cênicas e Letras. Profere palestras e cursos em todo o país sobre política, filosofia e sociologia, além de manter o canal no Youtube, que hoje está com 667 mil inscritos. 2 – VAMOS TODES JUNTES! Neste artigo, publicado no site da revista on-line do @ezamtamentchy, página de humor e empoderamento LGBTI+ (sigla usada no perfil) há informações sobre o que é a linguagem neutra. Assim, mostra as discussões no Brasil e como ela já está avançada em países como Portugal, Espanha e França. Esses locais, por meio de políticas públicas de inclusão e diversidade, já incluíram a linguagem não binária em suas gramáticas. Além disso, disponibiliza a cartilha “Linguagem Neutra de Gênero: o que é e como aplicar”. Nesse material você poderá se informar sobre como substituir alguns usos binários para ser inclusivo, não necessariamente fazendo uso de pronomes neutros. Também, nem sempre em todos os contextos. Vale a pena dar uma lida nesse conteúdo! 3 – Escrever ‘todxs’ ou ‘amig@s’ atrapalha softwares de leitura, dizem cegos Uma questão que frequentemente é levantada quando se fala do uso de linguagem neutra se refere à acessibilidade de pessoas cegas. Como ainda há muitas vozes sobre o assunto, muitos ainda não definiram de que maneira irão utilizar esse formato no dia a dia. No entanto, já se sabe que usar “x” ou @ para não marcação de gênero nas palavras dificulta a vida de cegos. Assim, cabe refletir sobre a tentativa de inclusão que , por fim, acaba excluindo uma parcela da comunidade que também consome conteúdos on-line. Acessando essa reportagem do G1, você saberá falar melhor sobre essa questão. 4 – Brasileirxs e brasileires: um ponto de vista da linguística sobre gênero neutro Neste material, um pouco mais acadêmico, mas mesmo assim acessível, a questão da linguagem neutra e inclusiva é tratada por pesquisadoras dentro da Universidade. Há referências para quem quiser aprofundar um pouco mais a leitura sobre esse assunto. O ponto de partida da discussão é a notícia divulgada na mídia em 2015 de diversos países sobre a inclusão do pronome de gênero neutro “hen” ao Dicionário da Academia Sueca. É importante notar que, contrariamente do que muitos pensam, essa discussão está efervescente em vários lugares do mundo. 5 – Série: Todxs Nós (HBO Brasil) https://youtu.be/JcghPPm0Ix8Trata-se de uma série em que a protagonista, Rafa, identifica-se como não binária. Os seus pais não entendem sua forma de ser. Por isso, ela vai para São Paulo em busca de mudar sua vida. Como você deve ter percebido no trailer, a linguagem neutra é utilizada na série e pode ser um bom exemplo para usar na redação. 6 – Dicionário adota pronome para pessoas Não-Binárias Neste vídeo, noticia-se que o dicionário mais antigo dos Estados Unidos reconheceu, oficialmente, o uso de palavra neutra para se referir aos “não-binários”. Além disso, mostra o sistema que se propõe adotar no Brasil. Posteriormente, a bancada comenta essas propostas, contrários à mudança ou levantando alguns questionamentos. Como a questão é bastante polêmica para alguns setores sociais, cabe conhecermos também como pensa quem acha que o uso de pronome neutro é uma “bobagem”, mesmo que não se concorde com isso.https://youtu.be/imQoEM0Y9wE 7 – 8 polêmicas sobre gênero neutro Neste vídeo, Jana Viscardi, que é linguista, rebate e explica algumas afirmações acerca do uso do pronome neutro. Assim, ela fala sobre as questões de gênero que estão no centro de disputas e tensões sobre a linguagem. No entanto, segundo ela, muitos não querem discutir de forma aberta, limitando a língua portuguesa à norma culta. Por exemplo, ela menciona a ideia de masculino genérico, deixando referências para que seja aprofundada a pesquisa sobre isso.https://youtu.be/TMNBbsV8LKcSugerimos que você pesquise no canal outros vídeos que tratam do mesmo tema para ampliar seu repertório . 8 – Meninx (Porta dos Fundos) O humor, frequentemente, apropria-se de discussões da sociedade para produzir obras que reflitam essa mesma sociedade. O intuito é sempre provocar, fazer com que nos enxerguemos de algum modo. Dessa forma, é produzido o riso. O Porta dos Fundos falou de linguagem neutra em um de seus vídeos. Claro, leva ao extremo a questão, utilizando também outras questões sociais da atualidade em seu esquete. O vídeo pode servir para exemplificar o uso do pronome neutro com pessoas que desconhecem esse modo de se expressar. Além disso, mostra como estamos acostumados com o modelo binário de construção dos gêneros.https://youtu.be/u_NneiwgresAgora você já possui algumas fontes para discutir melhor sobre o uso do pronome neutro em seu texto. Não esqueça de fazer a sua própria pesquisa, que corrobore o ponto de vista que você defenderá sobre o tema. Treine bastante! Até a próxima!

O uso de pronomes neutros tem provocado polêmicas, especialmente nas redes sociais. Mostre o que você pensa sobre isso, treinando a escrita da redação. Leia os textos motivadores. Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “O uso de pronomes neutros na língua portuguesa”. Use a modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Além disso, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. TEXTO 1 Linguagem neutra: proposta de inclusão esbarra em questões linguísticas (…) A linguagem neutra, ou linguagem não binária, não é obrigação imposta por nenhum movimento da causa LGBTQI+. No entanto, trata-se de uma discussão que propõe uma modificação na língua portuguesa para incluir pessoas trans não binárias, intersexo e as que não se identificam com os gêneros feminino e masculino. Assim, a ideia é criar um gênero neutro para ser usado ao se referir a coletivos ou a alguém que não se encaixa no binarismo. Para além do universo preto-no-branco das redes sociais, essa discussão vem crescendo nos últimos anos entre acadêmicos de linguística e estudos de gênero. Certamente, uma crítica comum é a dificuldade em implementar esse sistema na língua portuguesa e seus efeitos na aprendizagem e alfabetização. (…) Não é capricho A proposta de criação de um gênero neutro na língua portuguesa e de mudanças na forma com que nos comunicamos nem sempre é aceita, e costuma ser vista como “capricho”. Para Monique Amaral de Freitas, doutoranda em Linguística pela USP (Universidade de São Paulo), apresentadora do podcast “Linguística Vulgar” e colunista no blog “Cientistas Feministas”, o debate está longe de ser irrelevante. “Há dois problemas com esse tipo de afirmação. O primeiro é que ela pressupõe que a língua seria apenas um reflexo da sociedade, o que, a esse altura, no campo das ciências da linguagem, já sabemos que não é verdade. A relação entre língua e sociedade não é de mão única. As coisas que dizemos são, por elas mesmas, ações no mundo, elas têm consequências. O segundo problema é que refletir sobre a linguagem não nos impede de agir a respeito de outras questões”, explica. A implementação da linguagem neutra, portanto, seria uma forma de inclusão de grupos marginalizados. Isso é o que acredita Jonas Maria, de São Paulo, criador de conteúdo LGBTQI+ e graduado em Letras. “Não é uma simples mudança gramatical, mas uma mudança de perspectiva”, afirma. “Quando falamos em linguagem neutra, estamos falando sobre gênero, relações de poder. Sobre tornar visível uma parcela da sociedade que é sempre posta à margem: pessoas transgêneras”, disse Maria ao TAB. O masculino genérico A discussão sobre um gênero neutro na linguagem deriva do uso do gênero gramatical masculino para denotar homens e mulheres (“‘todos’ nessa sala de aula precisam entregar o trabalho”) e do feminino específico (“[Clarice Lispector] é incluída pela crítica especializada entre os principais autores brasileiros do século 20”). Na gramática, o uso do masculino genérico é visto como “gênero não marcado”. Ou seja, usá-lo não dá a entender que todos os sujeitos sejam homens ou mulheres — ele é inespecífico. Por ser algo cotidiano, é difícil pensar nas implicações políticas de empregar o masculino genérico. Porém, o tema foi amplamente discutido por especialistas como uma forma de marcar a hierarquização de gêneros na sociedade, priorizando o homem e invisibilizando mulheres. Então, o masculino genérico é chamado, inclusive, de “falso neutro”. Entretanto, essa abordagem não é unânime no campo da Linguística. Para muitos estudiosos, a atribuição sexista ao masculino genérico ignora as origens latinas da língua portuguesa. Fonte: https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/10/07/linguagem-neutra-proposta-de-inclusao-esbarra-em-questoes-linguisticas.htm TEXTO 2 Aula sobre “pronomes neutros” em escola do Recife gera críticas Imagens de uma aula ocorrida em um escola particular do Recife (PE) deixaram usuários de redes sociais atônitos. Isso porque a aula inovou com um slide sobre “pronomes neutros” e trouxe como exemplos os termos “obrigade”, “elu” e “chamade”. (…) O caso ocorreu durante uma aula da turma do 8º ano do Colégio Apoio. Ao veículo, uma funcionária informou que a atividade ocorreu em sala de aula. No entanto, o tema foi proposto pelos alunos. O slide afirma que o uso de pronomes neutros “são uma forma de nos referirmos a alguém de forma com que essa pessoa se sinta confortável. Precisamos respeitar o próximo. Isso inclui respeitar seus pronomes e a forma como elu se sente mais confortável em ser chamade”. Fonte: https://pleno.news/brasil/cidades/aula-sobre-pronomes-neutros-em-escola-do-recife-gera-criticas.html TEXTO 3 Pronomes neutros ganham espaço nas ruas, redes sociais e até em empresas BRASÍLIA – “Bom dia a todos, a todas e a todes.” Foi assim que a escritora Conceição Evaristo se dirigiu no último dia 7 ao público que lotou a Bienal do Rio. A saudação inclusiva, que acolhe não apenas homens e mulheres, mas também pessoas não binárias (que não se identificam nem com o gênero masculino nem o feminino), levou ao delírio o público do evento (…). Além disso, a referência a “todes” também lançou luz sobre a vida cada vez mais visível dos pronomes neutros no vocabulário utilizado no dia a dia – seja nas redes sociais, nas ruas ou na rotina empresarial. No dia 13, a questão voltou a ganhar o debate internacional. O cantor Sam Smith pediu em suas redes sociais para que as pessoas passem a usar os pronomes de gênero neutro da língua inglesa “they” e “them” para se referirem a ele. Certamente, o uso de uma linguagem neutra é uma das principais batalhas de Pri Bertucci, um dos poucos CEOs trans do País, que comanda a Diversity BBox, consultoria voltada para questões de gênero e sexualidade. “Você gostaria que alguém te chamasse de um gênero que não te representa? Você, homem, gostaria de ser chamado de ‘ela’? É isso que eu experimento todos os dias. As pessoas podem achar que (a questão da linguagem) é um capricho, mas não é”, diz Pri. “Vivemos em uma sociedade que não pensa em gênero para além de genital e que vê

Identifique quais os erros ortográficos e gramaticais mais comuns encontrados na redação ENEM. Aprenda quais aspectos da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa aprimorar para se dar bem nas avaliações. Em maio deste ano, o Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, responsável pelas provas do ENEM, disponibilizou as apostilas usadas para capacitação dos corretores de redação. Assim, pela primeira vez, estão acessíveis a qualquer interessado os critérios utilizados pelos avaliadores para atribuir as notas nas cinco competências do exame. No Módulo 3, são descritos os critérios de correção da Competência 1. Aqui, é possível conhecer os erros ortográficos e gramaticais mais comuns nas redações, com alguns exemplos. O objetivo da divulgação desse material – até então sigiloso – foi auxiliar os estudos dos candidatos para a redação ENEM e o aprofundamento de professores e comunidade em geral sobre a prova. Na primeira competência, avalia-se o domínio quanto à modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. Portanto, tanto o aluno ao escrever quanto o corretor ao corrigir deve pautar-se pelo que dispõe a norma-padrão. Considerando isso, é necessário ter em mente dois aspectos: estrutura gramatical e desvios. Como o material do Inep é bastante extenso, vamos sinalizar apenas os principais desvios cometidos com base nesse conteúdo e em nossa experiência com as correções na plataforma Redação Online. Portanto, para ver todos os tópicos elencados pelo Instituto, sugerimos a consulta do módulo completo. Você já conhecia esses critérios? Fique atento(a) à leitura e aplique os conhecimentos em seus textos para tirar uma boa nota! Estrutura sintática Juntamente com os desvios, a estrutura sintática também faz parte das regras da Língua Portuguesa, especificamente aquelas que dizem respeito à sintaxe. Em poucas palavras, pressupõe a existência de certos elementos oracionais que se organizam na frase e garantem a fluidez da leitura e a clareza das ideias do autor de um texto. Textos falhos quanto à estrutura sintática podem apresentar: Mas o que seria uma leitura truncada? Uma das características de textos que apresentam deficiência na estrutura sintática é a necessidade de interromper várias vezes a leitura e retomá-la de certo ponto anterior porque as ideias começam a não fazer sentido. Geralmente, isso ocorre pela ausência ou uso inadequado da pontuação nas orações. A seguir vemos um exemplo que consta na apostila do Inep. Perceba que o candidato isolou as orações iniciadas por gerúndio quando deveriam ser subordinadas à oração principal. Esse tipo de erro gramatical é um dos mais comuns encontrados na redação ENEM. Acesse o arquivo completo para verificar outros exemplos. A justaposição de palavras, que também é recorrente, acontece quando orações que deveriam ser independentes formam um único período. Abaixo temos mais um exemplo destacado pelo Inep. Nela, inclusive fica difícil compreender corretamente o trecho inicial, que pode ter duas interpretações. Esse é um tipo de erro que, usando a técnica de leitura atenta do rascunho, pode ser evitado. Nem de mais, nem de menos Ainda no campo dos erros de estrutura sintática, pode acontecer excesso, duplicação ou ausência de palavras. O excesso é quando palavras “sobram” nas orações, como colocar duas preposições (por exemplo: para com) quando deveria ser uma. Já a duplicação é quando o candidato escreve a mesma palavra duas vezes em sequência (geralmente por desatenção). Assim, mais uma vez percebe-se a importância de reler algumas vezes o texto para conseguir sanar esse tipo de problema. Há ausência de palavras quando falta elemento sintático unindo outros dois para que a oração ou período faça sentido. Vamos ver mais um exemplo que o Inep disponibilizou: Neste trecho, faltou a preposição “a” entre as palavras atento e tudo, que é um desvio de regência. Mais adiante, um erro por ausência de palavra entre “fazem” e “iludi”. Esses problemas de estrutura dificultam a leitura, deixando-a sem fluidez. Por isso é preciso atentar-se à leitura crítica do próprio texto. Afinal, se você não estiver conseguindo entender, o corretor também terá muita dificuldade. Coloque-se no lugar do leitor! Desvios Agora que você já sabe um pouco mais sobre os problemas de estrutura sintática, vamos olhar melhor para os erros ortográficos mais comuns nas redações. Os desvios (como nós, professores, preferimos chamar os “erros”) podem ser de quatro tipos: Desses, o tipo mais aparente e fácil de identificar se refere às convenções da escrita. Atualmente, por digitarmos mais que escrevermos, contando com corretores ortográficos ou predominantemente usando uma linguagem mais informal, muitas vezes a acentuação das palavras é esquecida. Aqui já tocamos em outro aspecto que deve ser considerado: a escolha de registro. A linguagem, como pede a proposta e o gênero textual escolhido, deve ser formal. Informalmente, é aceitável uma linguagem menos monitorada e o uso de traços de oralidade (tá em vez de está, por exemplo), mas na dissertação isso não pode acontecer! Cabe rever as regras de acentuação em alguma gramática ou, sempre que tiver dúvida, consultar um dicionário para verificar a grafia correta das palavras. Também é possível usar o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa –VOLP para conferir acentuação, uso de hífen, ortografia. Portanto, quando mais você treinar a escrita, consultando as palavras que geram dúvida, mais bem preparado estará na hora de escrever a redação ENEM. Infelizmente não há mágica: é preciso estudar e ler bastante, e, principalmente, praticar. Escolha vocabular: saiba o significado das palavras Os desvios gramaticais impactam na estrutura sintática e, como já comentado anteriormente, podem ser resolvidos com uma boa leitura atenta do texto. É nesse momento que os truncamentos ficam evidentes pela ausência de fluidez e dificuldade de entender as ideias principais, tendo que retornar à leitura frequentemente para compreender o que se quis dizer. Aqui os erros mais comuns são de uso da crase, pontuação e concordância – nominal ou verbal. Mas, para finalizar, vamos conversar um pouco sobre os desvios de escolha vocabular. É frequente vermos redações em que os estudantes utilizam palavras pouco comuns, que não usariam no dia a dia, e muitas vezes nem conhecem exatamente o significado. É valorizado, sim, na correção, que o estudante
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