A gramática desempenha um papel essencial na comunicação, servindo como uma estrutura que permite a expressão clara e precisa de ideias. Muitas vezes, subestimamos sua importância, mas compreender a relevância da gramática na linguagem é crucial, tanto na comunicação escrita quanto na oral. Ela fornece um conjunto de regras que orientam a utilização adequada de palavras, a ordenação de frases e a concordância verbal. Essas regras garantem a coerência e a compreensão da mensagem. Sem uma base sólida dela, a comunicação pode se tornar ambígua e confusa. Além disso, a gramática é fundamental na construção de textos persuasivos e eficazes. A precisão gramatical eleva a credibilidade do escritor, tornando suas mensagens mais convincentes. A utilização correta da gramática também ajuda a evitar mal-entendidos, tornando a comunicação mais eficiente. Ela também desempenha um papel crucial na expressão de nuances e emoções. Ela permite que ajustemos o tom e o estilo de nossas mensagens de acordo com o contexto. Podemos usar a gramática para criar discursos formais em contextos acadêmicos ou adotar um tom mais descontraído em conversas informais. Portanto, é inegável que a gramática é essencial para a clareza e eficácia da comunicação. Dominar as regras gramaticais não apenas aprimora a escrita e a fala, mas também enriquece a expressão pessoal. Em resumo, a gramática é uma ferramenta poderosa que molda a linguagem e o pensamento, capacitando-nos a comunicar de maneira mais eficiente e impactante.
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O gênero textual da crônica é sempre bastante estudado durante nosso período de escolarização, mas, por algum motivo, acabamos deixando-o de lado quando falamos dos vestibulares, entretanto, a crônica é um dos gêneros textuais mais pedidos nos exames de admissão das universidades, ao lado da dissertação argumentativa. Não estamos querendo dar uma de Capitão Nascimento em sua famosíssima aula sobre o conceito de estratégia, mas não íamos perder a oportunidade de conceituar a palavra crônica para vocês, já que esse conceito tem tudo a ver com as características deste tipo de texto. O termo crônica está relacionado a duas raízes: uma grega e uma latina. No grego, a palavra crônica tem suas raízes em khrónos (tempo); já em latim, a raiz é chronica, palavra que faz referência ao registro dos acontecimentos numa sequência cronológica. E a crônica é exatamente isto: um recorte de uma situação num determinado tempo. Mas não é qualquer situação, é uma situação comum, rotineira, que o autor, por meio dos efeitos da língua e da literatura, consegue representar de um modo mais subjetivo, revelando algo que não é exatamente percebido pelo senso comum. Ou seja, podemos dizer que ela é uma forma especial, poética e até mesmo crítica de se olhar um fato cotidiano, fazendo com que esse fato torne-se arte. Por isso dizemos que ela está no meio do caminho entre um texto literário e um texto não literário, uma vez que ele se ocupa do retrato de uma cena/fato do cotidiano, mas com elementos linguísticos e estilísticos que são fornecidos pela literatura. Por terem como tema central um fato corriqueiro ou bastante atual, é comum que as crônicas sejam de menor extensão, mais curtas e objetivas. Não à toa, este gênero tem sido escolhido para vários vestibulares. Tendo se consolidado no século XIX, com a implantação da imprensa, ela era o modo usado pelos escritores para relatarem os grandes acontecimentos históricos e sociais de seu tempo, usando ora técnicas mais jornalísticas, para garantir a informação, ora técnicas mais literárias, para divertir, emocionar ou fazer o leitor refletir sobre um assunto. Os anos passaram e a crônica continua carregando a função de registrar fatos e comportamentos de um povo em um determinado período, mesclando informação e arte. Quais são os tipos de crônica? As crônicas podem abordar inúmeros temas e isso faz com que existam vários tipos de crônica, porém, dentre os mais comuns estão: É claro que numa crônica podem haver parágrafos de um estilo ou de outro, fazendo com que os temas se mesclem, por isso é importante analisar o que há em comum em todas as crônicas: seu ponto de partida é um fato cotidiano. Qual é o objetivo de uma crônica e a quem ela se dirige? Como você viu anteriormente, existem vários tipos de crônica e cada tipo tem seu objetivo específico, que pode ser divertir, criticar, contar um fato, emocionar etc. As crônicas circulam em diversos locais, como jornais, revistas e sites especializados. O público a quem as crônicas se dirigem depende muitíssimo do local de publicação do material, pois autores de crônicas costumam adaptar seus textos às preferências dos leitores desse jornal, revista etc. Que forma de linguagem é utilizada numa crônica? A linguagem é simples, informal, de compreensão mais ágil, até mesmo porque, como já te contamos, o texto é mais curto e circula em meios em que a leitura normalmente é feita de forma ágil, como os jornais e as revistas semanais. Da mesma maneira que a linguagem é simplificada, os personagens (quando existem, pois uma crônica pode ser escrita em primeira pessoa, sem outros personagens) são menos densos e suas características são apresentadas de forma mais superficial. Ao contrário do texto dissertativo-argumentativo, ela aceita verbos e pronomes em primeira pessoa do singular. Qual é a estrutura de uma crônica? A estrutura da crônica também depende muito do tipo e do objetivo do texto. Se a intenção é contar uma história, ela pode se dividir entre situação inicial, complicação, clímax e desfecho. Já se a intenção é criticar, faremos a divisão clássica entre introdução, desenvolvimento e conclusão. Em qualquer tipo de crônica, é essencial termos título e é possível incluirmos citações, caso haja coerência com o assunto abordado. Há muitas pessoas que confundem a crônica narrativa com o conto, uma vez que a estrutura de ambas é igual, mas há alguns fatores que distinguem esses dois gêneros: Quais são os principais cronistas em Língua Portuguesa? Se você quer ter excelentes referências de como escrever uma crônica em Língua Portuguesa, procure pelos trabalhos de Luis Fernando Veríssimo, Fernando Sabino, Carlos Drummond de Andrade, Moacyr Scliar, Rachel de Queiroz, Cecília Meireles, Rubem Braga, Afonso Romano de Sant’Anna, dentre tantos outros exemplos que poderíamos citar aqui, uma vez que nossa literatura é muito rica. Quais vestibulares utilizam a crônica na redação? O vestibular mais conhecido que utiliza ela como gênero textual avaliativo da redação é a Unicamp, em São Paulo, mas outras universidades estaduais e federais, como a Universidade Federal do Ceará e de Londrina, também selecionam a crônica para a redação. Aliás, variar os gêneros da prova de redação, fugindo um pouco do tradicional texto dissertativo-argumentativo, tem sido tendência nos vestibulares dos últimos anos. Tal variação permite que o aluno demonstre suas habilidades para escrita e mobilização dos recursos da língua com uma finalidade e não somente sua facilidade em “decorar” a estrutura de um determinado tipo de texto. A melhor forma de saber qual gênero será cobrado em sua prova é ler o edital do ano (pois isso pode variar de um ano para o outro) atentamente. Caso a universidade trabalhe com um gênero específico, sem espaço para escolha do candidato, essa informação constará no edital. LEIA MAIS: Gêneros textuais: Narração Gêneros textuais: Carta BRAINSTORMING: Como usar este método antes de escrever a redação? Podcasts brasileiros que irão te ajudar a escrever redações Como escrever uma redação sem saber nada sobre o tema?

Há algumas semanas, fizemos aqui no blog um apanhado geral sobre o uso dos sinais de pontuação como elemento essencial para conferir sentido à mensagem e à redação como um todo. Hoje, de maneira mais específica, trataremos sobre o uso das aspas, já que elas são aplicadas em situações bastante determinadas, que não podem passar em branco. Afinal, sua falta pode levar a descontos de conceitos. E aí, quer aprender quando usar aspas na redação? Então vamos lá! Quando usar aspas na redação: casos de uso Existem três usos de maior amplitude no caso das aspas na redação e na modalidade escrita como um todo. São eles: 1- Para marcar citações: As citações são elementos frequentes nas redações, mas é preciso usá-las com bastante cuidado, pois, de acordo com as normas de correção do ENEM, por exemplo, é preciso haver ao menos sete linhas de autoria do candidato, sem nenhuma repetição dos textos motivadores ou outros textos. Ainda que o candidato altere uma palavra ou outra ou mude os sinais de pontuação originais, manter exatamente a mesma ideia, sem evidências de interpretação e compreensão, considera-se cópia da mesma maneira. Ao se incluir no texto uma citação de uma frase célebre, de amplo conhecimento e sem a atribuição de autoria no início do parágrafo, é obrigatório que o trecho citado seja marcado por aspas no início e no fim. Cabe ao candidato escolher se a citação será feita na íntegra, utilizando, assim, o recurso das aspas, ou se a atribuição da autoria será realizada na abertura do parágrafo e somente a ideia central será citada, mas com a versão do candidato. É possível também recorrer aos dois recursos. Não há maior valorização de uma forma em detrimento da outra, mas é importante que haja padronização nas formas de se fazer citações ao longo da redação. Veja como o candidato Gabriel Lopes, nota 1.000 na redação do ENEM 2019, fez sua citação: “Tal cenário reforça a ideia da teórica Vera Maria Candau, que afirma que o sistema educacional atual está preso nos moldes do século XIX e não oferece propostas significativas para as inquietudes hodiernas.” Fonte: www.g1.globo.com A opção de Gabriel foi a de atribuir autoria antes da citação e é possível observar que a citação de Vera Maria Candau não foi feita na íntegra, com cada palavrinha exatamente no mesmo lugar, mas sim com a ideia central mantida e com a organização da frase na versão do autor da redação. E como sabemos disso? Simples, Gabriel não se utiliza de aspas. Caso a ideia fosse integrada ao texto na forma totalmente original, as aspas seriam completamente obrigatórias e a não presença delas configuraria erro de pontuação. Mas o corretor vai saber que a ideia presente ali no texto não é minha? Sim, o corretor vai saber, pois existe algo chamado nível e estilo vocabular. Falamos mais sobre isso em outro post, CLIQUE AQUI PARA CONFERIR! Todos nós temos uma forma muito particular de escrever, selecionar palavras, sinais de pontuação e organizar as frases. O corretor é alguém muitíssimo acostumado a analisar esse fator em redações e conseguirá perceber seu nível e estilo vocabular de forma bastante fácil e rápida. Quando há uma ou mais frases que fogem totalmente do seu estilo, o corretor é capaz de notar essa discrepância já na primeira leitura. Por isso, nunca se utilize de ideias que não são suas sem dar o devido crédito. Não esqueça que o foco principal de qualquer redação é analisar como o candidato se expressa por meio da modalidade escrita numa produção original. 2- Para marcar palavras estrangeiras: Simplesmente amamos um termo em outra língua, é uma tendência nossa, brasileiros. Mas a inclusão de palavras que não pertencem à Língua Portuguesa frequentemente não é uma boa ideia. A menos que haja uma relação direta e íntima com o tema do texto, evite mesmo, de verdade, colocar termos que não são da nossa língua. Porém, caso haja a necessidade de se usar uma palavra estrangeira, ela deve ser marcada com aspas. A marcação com aspas em termos estrangeiros serve justamente para indicar ao leitor que aquela palavra não pertence ao nosso vocabulário e está “emprestada” de outro idioma. O uso do estrangeirismo, tão comum em redes sociais e na comunicação oral do dia a dia, não tem espaço nas redações de grande porte e não é visto com bons olhos. 3- Para destacar títulos/nomes: Por fim, uma última indicação de quando usar aspas na redação. Muitas vezes, em nossas redações do ENEM, vestibulares e concursos, utilizamos a passagem de um livro ou filme como apoio para nossa argumentação. Essa é uma estratégia excelente, mas os títulos de filmes e livros devem sempre vir entre aspas. A inclusão das aspas nesta situação serve para indicar que o que está entre elas, além de não ser de autoria do candidato, é um título e não a continuação natural do parágrafo. Novamente, vamos analisar o que Gabriel Lopes, já citado anteriormente, fez em sua redação: “O longa-metragem nacional “Na Quebrada” revela histórias reais de jovens da periferia de São Paulo, os quais, inseridos em um cenário de violência e pobreza, encontram no cinema uma nova perspectiva de vida.” Fonte: www.g1.globo.com O nome do filme citado (Na Quebrada) veio corretamente entre aspas. Veja que, sem o uso das aspas, a frase poderia até mesmo ser interpretada de outra forma: “O longa-metragem nacional Na Quebrada revela histórias reais de jovens da periferia de São Paulo, os quais, inseridos em um cenário de violência e pobreza, encontram no cinema uma nova perspectiva de vida.” Da maneira como o trecho ficou redigido agora, uma possível interpretação é que o longa-metragem foi feito “na quebrada” ou que a revelação das histórias reais de jovens da periferia só acontece “na quebrada”, algo totalmente incoerente com o que o candidato quis expressar. Não fossem as letras maiúsculas, poderíamos até nos enganar. O que nos leva a outro detalhe essencial que, com certeza, você já está cansado de saber: títulos devem ser

Pontuação: uma aliada na construção de sentido Pontuação: uma aliada na construção de sentido.Quando vamos escrever uma redação, sempre pensamos em quanto é importante adequarmos o texto à estrutura pedida, desenvolver bem os argumentos, propor soluções de intervenção cabíveis e todos esses pontos são sim fundamentais para sua produção. Porém, não podemos nos esquecer de que a forma como escrevemos também é igualmente relevante e é aqui que os elementos da pontuação entram, pois eles podem nos auxiliar a construir o sentido de nosso texto. Hoje, vamos olhar com um pouco mais de atenção aquilo que os sinais de pontuação podem nos oferecer. A vírgula (,) Com certeza, quando tratamos de pontuação, o uso da vírgula é o ponto que mais traz dificuldades e uma das razões para isso é justamente a forma como aprendemos na escola. Frequentemente, ouvimos dizer que devemos colocar vírgula como um sinal de pausa para leitura, a famosa “pausa para respirar” e essa ideia nos faz errar bastante quando precisamos escrever um texto gramaticalmente correto. Isso porque o uso da vírgula não está relacionado à leitura, mas sim à gramática. Existem regras para usarmos ou não a vírgula num determinado período, mas, de forma geral, podemos afirmar que a vírgula desempenha duas funções majoritárias, independentemente da estrutura gramatical. São elas: Separar termos: O uso mais frequente da vírgula é aquele que você já sabe: separar termos. Como exemplo, trouxemos um trecho da redação de Ana Clara, avaliada com nota 1.000 no Enem 2019 (fonte: www.uol.com.br). “Embora a Constituição Federal de 1988 assegure o acesso à cultura como direito de todos os cidadãos, percebe-se que, na atual realidade brasileira, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito ao cinema.” Note como o uso das vírgulas bem posicionadas facilita a leitura e ainda faz com que a ideia proposta pela autora fique mais clara e perceptível. Não há excesso de vírgulas. O excesso de vírgulas pode fazer com que a leitura seja prejudicada e a compreensão dificultada. Tenha bastante atenção nesse ponto também, pois usar vírgulas demais não significa que seu texto está bem pontuado. O mais importante é colocar a vírgula nos lugares certos. Jamais se esqueça daquelas regrinhas básicas que aprendemos ano após ano na escola: a vírgula não pode separar o sujeito de seu verbo e nem o verbo de seus complementos. Lembrando-se disso, você já evitará um grande percentual de erro. Isolar termos, dando destaque: Essa função da vírgula é a que mais nos interessa quando falamos de construção de sentido por meio da pontuação. Desde que as regras gramaticais permitam a inclusão de vírgulas, podemos usá-las para isolar uma parte de nossa frase, porém, quando fazemos esse isolamento, estamos também dando destaque àquele trecho. Vamos analisar mais um exemplo do texto de Ana Clara: “É relevante abordar, primeiramente, que as cidades brasileiras foram construídas sobre um viés elitista e segregacionista, de modo que os centros culturais estão, em sua maioria, restritos ao espaço ocupado pelos detentores do poder econômico.” A autora optou por isolar entre duas vírgulas os termos “primeiramente” e “em sua maioria”. Veja como automaticamente prestamos mais atenção a essas palavras no parágrafo. É isso o que a vírgula faz quando é usada como recurso para destacar elementos na frase, ela é capaz de captar nosso olhar. Por se tratar de um recurso bastante útil para captação da atenção, você deve escolher muito bem quais elementos ficarão entre duas vírgulas. Caso queira dar um destaque ainda maior às partes, é possível usar traços, porém as informações que estão contidas entre os traços costumam ser mais longas. Dê uma olhadinha no que a Ana fez: “Nesse sentido, observa-se que a segregação social – evidenciada como uma característica da sociedade brasileira, por Sérgio Buarque de Holanda, no livro “Raízes do Brasil” – se faz presente até os dias atuais, por privar a população das periferias do acesso à cultura e ao lazer que são proporcionados pelo cinema.” Ponto e vírgula (;) Vem aí mais uma daquelas explicações que ouvimos no sexto ano e que não dizem absolutamente nada: O ponto e vírgula é uma separação maior do que a vírgula e menor do que o ponto. Legal, beleza, mas como vou saber se a separação em questão é maior ou menor? Existe métrica na pontuação? O uso do ponto e vírgula também tem algumas regras gramaticais básicas, como separar itens numa lista ou ser usado antes de conjunções adversativas (mas, porém, todavia, entretanto etc.), mas mesmo essa última ainda não é obrigatória. Usar o ponto e vírgula ou não é uma decisão que depende do quanto o autor do texto quer separar as ideias. Quer separar um pouquinho? Use a vírgula. Quer separar com um pouco mais de ênfase? Ponto e vírgula. Para separações ainda maiores, usamos o ponto. Podemos, assim, afirmar que colocar só a vírgula ou o ponto e vírgula é uma questão de estilo, mas tenha em mente que, ao usar o ponto e vírgula, você dá mais destaque à ideia que vem após ele. Já te contamos que, numa frase que contenha conjunções adversativas, aquilo que vem após o mas ou o porém é mais importante para o autor do que o que foi dito anteriormente. Quando, além de usar mas ou porém, você ainda utiliza um ponto e vírgula antes da conjunção, é dada mais importância à ideia da sequência. Existem muitas redações com notas máximas que não contêm um único ponto e vírgula ao longo do texto inteiro. Esse é o caso da redação da Ana Clara. E tudo bem! Usar vírgula e ponto não é opcional, mas usar ponto e vírgula é sim opcional e depende da intensidade da separação que você quer dar entre as ideias. Ponto (.) Seja ele na mesma linha ou para finalizar o parágrafo, o ponto marca o fechamento de um assunto (ponto final) ou de parte dele (ponto na mesma linha). Vamos ver agora o terceiro parágrafo da redação da Ana e observarmos como ela
Falamos no último post sobre o tópico frasal, está lembrado? CLIQUE AQUI PARA CONFERIR! Só para garantir, assim como quem não quer nada, vamos retomar que o tópico frasal é uma oração que apresenta a ideia central do parágrafo. Resumidamente, podemos dizer que, por meio do tópico frasal, é possível afirmar algo com intensidade, conceituar, questionar ou comparar fatias do tema. E por que “fatias do tema”? Porque, quando construímos um texto, cada parágrafo funciona como uma fatia, um pedaço de uma unidade maior. É como se o texto fosse uma pizza e cada parágrafo fosse uma fatia dela. Os tópicos frasais também têm tipos diferentes e já tratamos disso no artigo anterior, mas, para te ajudar, vamos trazer um resuminho sobre o assunto aqui também. Temos certeza de que agora a seguinte pergunta surge na sua cabecinha: Muito bem, tudo lindo, tudo maravilhoso, mas como é que eu crio um tópico frasal? Ora, meus queridos, vocês acharam que a gente não ia contar as técnicas para vocês? Como criar tópicos frasais? O primeiro ponto em que você deve prestar atenção é a respeito do tamanho do tópico frasal. Na maioria das vezes, ele contém uma oração, mas duas orações ainda são aceitáveis. Após, defina o tipo de tópico frasal a ser usado. Lembre-se de que temos as seguintes opções: Declaração inicial Definição Contraste ou Comparação Divisão Alusão histórica Interrogação Afirmação ou negação forte.Clareza e objetividade no ponto de vista. Conceituação de uma palavra extremamente relevante para o contexto do parágrafo e do texto como um todo. Apresentação de ideias opostas (contraste).Aproximação de ideias semelhantes (comparação). Separação das ideias centrais do parágrafo.Separação de elementos ou de características desses elementos. Relação do assunto do parágrafo com fatos históricos. Questão que tem por objetivo captar o interesse do leitor. A escolha do tópico frasal depende muito do tema a ser desenvolvido e do caminho que você pretende percorrer em seu texto. Por conta disso, batemos novamente na mesma tecla: planeje seu texto antes, mesmo que seja apenas mentalmente. Bons tópicos frasais só podem ser desenvolvidos se houver planejamento anterior. Tome muito cuidado com os “enfeites” ou, como dizemos em bom português, com a “encheção de linguiça”. Avalie a necessidade e a utilidade de cada palavra que vai compor seu tópico frasal. Existem conectivos de abertura comuns para cada uma das ideias de um texto dissertativo-argumentativo. Sugerimos os seguintes: – Conectivos para somar ideias: E, mais, nem, também, ademais, além de, além disso, em adição, adicionalmente a. – Conectivos para opor ideias: Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, no entanto, não obstante, apesar de que. – Conectivos para comparação: Como, mais que, menos que, tão quanto, tanto como, tal qual, da mesma forma/maneira, igualmente, semelhantemente, bem como. – Conectivos de sequenciação: Depois, após, logo depois/após, na sequência, imediatamente, assim que, então, em seguida. – Conectivos de conclusão: Por isso, assim, assim sendo, portanto, desse modo/forma/maneira. – Conectivos para afirmação: Certamente, com certeza, de certo, efetivamente, evidentemente, realmente, verdadeiramente. – Conectivos para negação: Jamais, de modo algum, de jeito nenhum, de forma alguma, tampouco. – Conectivos para causa: Por causa de, por isso, por conta de, em virtude de, como resultado, já que, uma vez que. – Conectivos para tempo e frequência: Enquanto, sempre que, normalmente, frequentemente, geralmente, constantemente, às vezes, todas as vezes, ao mesmo tempo, simultaneamente. Existem ainda os conectivos para indicar dúvida, porém não se recomenda o uso deles em dissertações argumentativas, pois eles expressam imprecisão e podem dar a ideia de insegurança quanto aos fatos. Os conectivos de introdução e conclusão também não são bem-vindos nesse gênero. Após a etapa da escolha dos conectivos (que não são obrigatórios, mas facilitam bastante o processo de introduzir uma ideia na abertura do parágrafo) é hora de pensar propriamente na oração que vai compor o tópico frasal. Para cada parágrafo, pense no seguinte: se você pudesse usar apenas uma oração para definir o assunto do parágrafo, qual seria ela? Isso já te ajuda a ter uma ideia do caminho que você quer seguir na construção do tópico frasal. Use elementos fortes, que não deixem margem para dúvidas. Ponha todas as suas habilidades de construção de texto com clareza à mostra. E, claro, o melhor modo de fazer muito bem algo é treinando. Avalie diferentes temas e veja qual tópico frasal mais se encaixa à temática. Treine sempre que puder o desenvolvimento do tópico frasal. Como exercício, você pode também pegar textos prontos e reconhecer os tópicos frasais e os tipos deles. De novo, tópico frasal não é enrolação, não é enfeite de texto, muito pelo contrário. Ele situa o leitor e o ajuda a compreender de forma mais rápida o assunto do parágrafo. O que você não deve fazer na construção dos tópicos frasais? Há alguns pecadinhos que não podem ser cometidos quando desenvolvemos tópicos frasais e é claro que vamos te revelar quais são eles: Construir tópicos frasais muito longos: Usar três ou mais orações como tópico frasal é a receita certa para fazer com que ele perca a função dentro de seu texto. Para as orações ficarem menores, você pode contar alguns termos acessórios da oração, como os adjuntos adverbiais, por exemplo. Abrir o parágrafo com obviedade sem introduzir o assunto: Novamente estamos falando da famosa “encheção de linguiça”. Tópico frasal tem uma função dentro do texto e ela é bem importante, aliás. Usar conectivos óbvios: Em nenhuma hipótese, devemos usar conectivos que indicam início na introdução (inicialmente) ou finalização na conclusão (por fim, em conclusão), afinal essas ideias já são óbvias, certo? Pule diretamente para o assunto central. Criar tópicos frasais que não façam sentido: Por ser uma versão resumida do assunto central do parágrafo, precisamos ter muito cuidado para não enxugarmos tanto a oração a ponto de ela não fazer sentido. Olhe para seu tópico frasal do lado de fora, com olhos de leitor, pensando assim: Se eu lesse esse tópico frasal no texto de outra pessoa, conseguiria entender qual é o assunto do parágrafo? Quando nós mesmos criticamos
Os conteúdos gramaticais requeridos, atualmente, nos grandes testes apresentam diferenças significativas. Isso porque, antigamente, cobrava-se com intensidade o conhecimento das regras e de suas exceções. Já hoje em dia, as questões de gramática aparecem num contexto muito mais interpretativo, vinculando a função dos termos dentro de um texto. Basicamente, é a ideia da gramática a serviço do texto e da comunicação. Não se apegar somente às regras, mas entendê-las a partir de um cenário comunicativo é sempre uma boa alternativa. Especificamente no caso da redação, você será avaliado em grandes eixos, como clareza, objetividade, coesão, coerência, nível vocabular, grau de formalidade, entre outros aspectos. Abaixo, temos um compilado dos principais pontos gramaticais requeridos na redação do ENEM e nos principais vestibulares do país. Regência verbal e nominal Saber quais verbos são transitivos diretos e quais são indiretos já é um excelente ponto de partida, porém, apenas isso não é suficiente. É necessário saber também quais as diferenças de sentido ao se utilizar uma preposição ou outra e quais são os vários significados que um mesmo verbo pode assumir dependendo de seu complemento. No caso de substantivos, adjetivos e advérbios, que são as classes gramaticais que compõem a regência nominal, procure entender quais palavras obrigatoriamente requerem preposição para construção de significado. Concordância verbal e nominal Atente-se sempre para a combinação entre singular e plural, principalmente em frases mais longas, se necessário, releia a sentença a fim de encontrar qual é o sujeito dela. Lembre-se: quem determina o formato das demais classes de palavras (adjetivos, artigos, verbos) é sempre o substantivo, por isso, faça a concordância de número (singular e plural) e gênero (masculino e feminino) com base nas características do substantivo. Uso de conectivos Conectivos são palavras (frequentemente da classe das conjunções) que ligam dois termos ou duas orações dentro de um mesmo período e é aqui que muita gente tem dúvida. Procure compreender em que situações os utilizamos e qual a ideia central contida nos principais conectores, que são: que, se, quando, onde, qual, quem, cujo, como, quanto. Processo de subordinação e coordenação Um dos problemas mais recorrentes em redações de testes de relevância é o uso excessivo de pontos, constituindo períodos sem grande desenvolvimento. Ao estudar os processos de subordinação e coordenação, você terá repertório para construir parágrafos mais elaborados, com ideias concatenadas e maior completude. Ordem direta e indireta Em Língua Portuguesa, temos duas formas de ordenarmos as orações: na ordem direta- sujeito, verbo, complementos, termos acessórios- ou na ordem indireta. Reflita sobre as variadas possibilidades que uma ordem ou outra pode conferir à sua redação e escolha com base no nível de formalidade que você quer aplicar ao texto. Processo de formação das palavras Para esse conteúdo, não é exatamente importante saber o nome dos processos, mas sim entender sobre o uso de prefixos e sufixos para aplicá-los corretamente em sua redação. Morfologia Relembre quais são as dez classes gramaticais e quais são as características peculiares de cada uma delas. Isso te ajudará a escolher a palavra mais adequada para sua oração, evitando erros e trocas indevidas na frase. Pronomes pessoais e possessivos Muitos candidatos acabam se esquecendo de que a redação é um texto formal e que, por conta disso, várias frases que são utilizadas no campo da oralidade não devem ser incluídas na produção textual. O uso dos pronomes pessoais e possessivos é um conteúdo que oferece desafios com certa frequência. Para evitar essa dificuldade, estude quais pronomes “combinam” com quais sujeitos. Colocação pronominal Quem já não se viu diante da situação de não saber se o correto é colocar o pronome antes, no meio ou depois do verbo? Por isso, revise as regras da colocação pronominal e não se esqueça de que a mesóclise, pronome no meio do verbo, é um recurso cada vez menos utilizado em nossa língua. Verbos transitivos diretos e indiretos e pronomes pessoais oblíquos Os pronomes pessoais oblíquos são aqueles que atuam como complementos diretos ou indiretos de um verbo, mas como saber quais exercem função de objeto direto e quais exercem função de objeto indireto? Qual verbo aceita qual pronome? Solucionar essas dúvidas só é possível por meio do estudo do processo de transitividade verbal e do uso específico dos pronomes pessoais oblíquos enquanto complementos verbais. Polissemia e ambiguidade Já sabemos que uma mesma palavra pode ter vários significados e que a compreensão do significado depende do contexto em que o vocábulo está inserido, mas há um problema com relação a essa característica polissêmica: a possibilidade criarmos orações ambíguas, de duplo sentido. Procure saber sobre os principais casos de ambiguidade para evitá-los em sua redação. Pessoas e conjugações verbais Tradicionalmente, as produções textuais de testes oficiais são escritas em terceira pessoa do singular, de forma indeterminada ou não. Revisite o conceito de pessoas verbais e relembre como aplicar a terceira pessoa do singular em suas conjugações. Voz passiva A depender do formato do texto, orações na voz passiva podem ser úteis, portanto inclua no processo de revisão o conceito de vozes verbais, as possibilidades de construção da voz passiva e o significado específico dela numa frase. Tipos de sujeito Seus sujeitos serão determinados ou indeterminados? Qual será o formato da determinação ou da indeterminação? O que justifica tal escolha? Temos várias possibilidades para a escolha do sujeito, basta só você selecionar qual o mais adequado para cada situação de uso. Uso da crase É praticamente impossível escrevermos um texto completo (com introdução, desenvolvimento e conclusão) e não termos a presença da crase ao menos uma vez. Por ser uma temática que traz incertezas em sua aplicação, leia a teoria e faça exercícios sobre os fundamentos da crase e os casos especiais. Verbo haver e fazer Os verbos haver e fazer possuem regras distintas a depender do tipo da oração e do significado que se quer dar. Como são verbos bastante comuns, é interessante trazer à memória quais são essas normas e como usá-las apropriadamente. Pontuação Elemento absolutamente fundamental para a construção de sentido, a pontuação precisa integrar seu

A regência verbal é um aspecto que sempre nos deixa em dúvida e acaba nos prejudicando em nossas redações. Um dos principais motivos por termos essa dificuldade na hora da escrita acontece porque na linguagem oral não costumamos empregar corretamente as regências dos verbos transitivos. Então, para não marcar bobeira na redação do Enem ou do vestibular, chegou a hora de retomar esse conteúdo. A maioria dos verbos da língua portuguesa apresenta apenas uma transitividade, ou seja, uma única regência verbal. Há, porém, os que apresentam múltipla regência. Por isso, fique ligado nessas particularidades da nossa língua e os seus diferentes usos. Em primeiro lugar, vale lembrar que, quanto à regência verbal, os verbos transitivos podem ser: Comemos uma lasanha deliciosa. Comer é um verbo transitivo direto pois não exige que seu objeto seja preposicionado. Telefonei para João. Telefonar é um verbo transitivo indireto pois exige a preposição. No exemplo dado, quem telefona, telefona “para” alguém. Comprei um presente para Mariana. O verbo “comprar” pede dois complementos. Quem compra, compra algo para alguém ou para alguma coisa. Eu corro. O verbo correr não pede objeto. Você até pode falar “Corro todos os dias”, ou outros complementos, mas esses elementos não interferem na transitividade do verbo, pois ele já faz sentido por si só. Agora, vamos relembrar aqueles verbos que sempre aparecem nos exemplos de gramáticas e apostilas. Eles também costumam cair em questões de múltipla escolha de vestibulares e concursos. Vale dar uma conferida: Aspirar O verbo aspirar pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. 1. Transitivo direto: quando significa “sorver”, “tragar”, “inspirar” e exige complemento sem preposição. Como nesses exemplos:Ela aspirou o aroma das flores.Todos nós gostamos de aspirar o ar do campo. 2. Transitivo indireto: quando significa “pretender”, “desejar”, “almejar” e exige complemento com a preposição “a”. Confira:O candidato aspirava a uma posição de destaque.Ela sempre aspirou a esse emprego. Assistir O verbo assistir pode ser transitivo indireto, transitivo direto e intransitivo. 1. Transitivo indireto: quando significa “ver”, “presenciar”, “caber”, “pertencer” e exige complemento com a preposição “a”. Veja exemplos: Assisti a um filme. (ver)Ele assistiu ao jogo.Este direito assiste aos alunos. (caber) 2. Transitivo direto: quando significa “socorrer”, “ajudar” e exige complemento sem preposição. Confira um exemplo:O médico assiste o ferido. (cuida) 3. Intransitivo: quando significa “morar”, ele exige a preposição “em”. Como nos seguintes exemplos:O papa assiste no Vaticano. (no: em + o)Eu assisto no Rio de Janeiro.“No Vaticano” e “no Rio de Janeiro” são adjuntos adverbiais de lugar. Chamar O verbo chamar pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. 1. Transitivo direto: quando significa “convocar”, “fazer vir” e exige complemento sem preposição. Confira:O professor chamou o aluno. 2. Transitivo indireto: quando significa “invocar” e é usado com a preposição “por”. Veja um exemplo:Ela chamava por Jesus. Visar Pode ser transitivo direto (sem preposição) ou transitivo indireto (com preposição). 1. Transitivo direto: Quando significa “dar visto” e “mirar” é transitivo direto. Confira dois exemplos:O funcionário já visou todos os cheques. (dar visto)O arqueiro visou o alvo e atirou. (mirar) 2. Transitivo indireto: Quando significa “desejar”, “almejar”, “pretender”, “ter em vista” é transitivo indireto e exige a preposição “a”. Veja exemplos:Muitos visavam ao cargo.Ele visa ao poder. Esquecer – Lembrar – Lembrar algo – esquecer algo– Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronominal) No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja, exigem complemento sem preposição. Como nesse exemplo:Ele esqueceu o livro. No 2º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e exigem complemento com a preposição “de”. São, portanto, transitivos indiretos. Confira:Ele se esqueceu do caderno.Eu me esqueci da chave.Eles se esqueceram da prova.Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu. Há uma construção em que a coisa esquecida ou lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve alteração de sentido. É uma construção muito rara na língua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos clássicos tanto brasileiros como portugueses. Machado de Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes. Confira dois exemplos: Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)Lembrou-me a festa. (vir à lembrança) Preferir É transitivo direto e indireto, ou seja, possui um objeto direto (complemento sem preposição) e um objeto indireto (complemento com preposição). Confira dois exemplos:Prefiro cinema a teatro.Prefiro passear a ver TV. Simpatizar É transitivo indireto e exige a preposição “com”. Como nesse exemplo:Não simpatizei com os jurados. Querer Pode ser transitivo direto (no sentido de “desejar”) ou transitivo indireto (no sentido de “ter afeto”, “estimar”). Confira:A criança quer sorveteQuero a meus pais. Namorar É transitivo direto, ou seja, não admite preposição. Veja um exemplo:Maria namora João. Obedecer É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com a preposição “a” (obedecer a). Confira:Devemos obedecer aos pais. Ver É transitivo direto, ou seja, não exige preposição. Como nesse exemplo:Ele viu o filme. Bastante coisa para dar conta, né? Mas você não deve se preocupar. Quando você for revisar seus textos ou corrigir seus exercícios de gramática, consulte nossas dicas sobre regência verbal e sobre verbos transitivos. Assim, aos poucos você vai internalizando todas essas informações. E conte com o Redação Online para te dar todo o suporte na hora de se preparar para o Enem e para o vestibular! Veja as principais dúvidas sobre verbo transitivo: Confira alguns artigos relacionados que temos no nosso blog:
Você é uma daquelas pessoas que costuma ter um mini ataque de pânico sempre que precisa usar a vírgula? via GIPHY Chega mais porque vamos tentar lhe ajudar! Separamos 18 dicas para tornar essa tarefa mais fácil e melhorar o seu desempenho na redação. 1. Ordem direta Para começo de conversa, é importante que você saiba que a língua portuguesa tem uma ordem natural – sujeito + verbo + complemento – e que as palavras, quando usadas na ordem direta, não precisam de vírgula. Se você tem dúvidas quanto a isso, é importante revisar o conteúdo de análise sintática. Combinado? 2. Separação de frases e orações intercaladas na hora de usar a vírgula Sem intercalação: Meu pai vive me corrigindo. Com intercalação: Meu pai, que é professor de português, vive me corrigindo. (Não é preciso analisar a intercalação, ou seja, saber se ela é um aposto, adjunto adverbial, conjunção, etc., para pontuar corretamente. Basta analisar se há ou não uma quebra na estrutura lógica da frase.) 3. Elementos explicativos Use a vírgula para separar qualquer elemento que serve apenas para fazer uma explicação, como “isto é”, “com efeito”, “a propósito”, “além disso”, “ou seja”, etc. Exemplos: O que sinto, isto sim, é um grande alívio na alma. Não aceitamos documentos originais, ou seja, você precisa nos enviar uma cópia. 4. Pequenas intercalações Quando se tratam de intercalações de frases curtas, advérbios, pequenas explicações, a vírgula é opcional, como nos seguintes exemplos: Ele não se comporta assim por maldade, mas, sim, por inexperiência. Ele não se comporta assim por maldade mas sim por inexperiência. 5. Vocativo Deve-se sempre usar a vírgula para separar o vocativo. Confira: Senta lá, Cláudia. Percebe, Ivair, a petulância do cavalo? 6. Verbos de elocução São verbos que caracterizam a fala ou a forma como alguém se expressa. Veja exemplos: Não aceito, respondi eu, e desliguei o telefone. Que chatice, resmungou o menino. 7. Coordenação A vírgula é usada para indicar a coordenação de elementos, sejam eles símbolos, palavras, expressões ou orações com mesmas funções sintáticas mas independentes entre si. Como nos seguintes exemplos: Discutem de noite, de dia, de madrugada.(Vários adjuntos) O amor, a saúde e o sucesso são fundamentais.(vários substantivos formando o sujeito) 10, 25, 47, 52, 69 e 78 foram os números do último sorteio da Mega-Sena. 8. Conjunção “e” Agora vamos lhe surpreender! Aposto que você passou a vida inteira achando que a conjunção “e” não pode ser precedida por vírgula, mas não é bem assim! via GIPHY Caso 1: usa-se vírgula depois da conjunção “e” quando ela separa orações coordenadas com sujeitos distintos, como neste exemplo: A guerra (sujeito 1) mata os filhos, e as mães (sujeito 2) choram desesperadas. Caso 2: há vírgula antes do “e” quando há intercalação entre dois termos que ele coordena. Veja: Acabei de ouvir o álbum Lemonade, da Beyoncé, e outras músicas pop. 9. A conjunção “mas” Não há razão para usar vírgula quando a conjunção “mas” liga dois termos de mesma função sintática na frase. Como neste exemplo: Esperava que confessasse não um pecado mas uma infâmia. No entanto, quando inicia uma nova oração no mesmo período (se não lembra o que é “oração” e o que é “período”, corre para pesquisar!), mas vem precedido por vírgula, como nesse exemplo: Não sei o motivo, mas acho que Katy ficou aborrecida com Taylor. Para tudo e segura essa dica na hora de usar a vírgula: via GIPHY Nunca teremos vírgula à direita da conjunção, pois, dessa forma, estaríamos separando o conectivo mas daquilo que une, ou seja, da oração que encabeça. Exemplo: Não gosto de você, mas, quero que tenha sucesso.Correto: Não gosto de você, mas quero que tenha sucesso. 10. Outras conjunções coordenativas Adversativas: As conjunções adversativas “porém”, “contudo”, “todavia”, “entretanto” e “no entanto” podem aparecer no início ou no fim de uma oração, ou até mesmo intercaladas. Como nesses exemplos: Gosto de chá, porém gosto ainda mais de café. Não gosto, porém, de chimarrão. Conclusivas: Exemplos: logo, por isso, assim, portanto. Veja uma frase com este tipo de conjunção: Estou escrevendo. Logo, quero silêncio. Se a oração anterior for separada por vírgula, evite usar outra vírgula depois da conjunção para não caracterizar uma intercalação. Confira: Ele está meditando, logo não quer barulho. No entanto, há conjunções conclusivas que também se usam intercaladas. Como no exemplo a seguir: A princípio, portanto, não tenho planos para hoje. 11. Pois e porque usando a vírgula As orações que são introduzidas pelas conjunções pois e porque, independente de sua classificação, não precisam ser precedidas de vírgula quando aparecem depois da oração principal. Ou seja, ela é facultativa, como nos seguintes exemplos: Chega de açúcar pois a massa já está bem doce. Não foi ao jogo(,) pois estava doente. Há muitos novos casos de HIV no Brasil (,) porque as pessoas não se previnem. 12. Orações subordinadas adverbiais que usam a vírgula Lembra que a língua tem uma ordem natural? Usamos a vírgula quando uma oração subordinada adverbial quebra tal ordem. Olha só: Quando a palestra acabou, todos se levantaram.(Ordem natural: Todos se levantaram quando a palestra acabou.) Relembrando: oração adverbial expressa circunstância, complementando a oração principal. Oração principal: Todos se levantaramCircunstância: quando a palestra acabou. 13. Reduzidas de gerúndio, particípio e infinitivo Às vezes as orações reduzidas de gerúndio, de particípio ou de infinitivo se comportam como orações adverbiais e vêm antes da oração principal. Nesses casos, usamos a vírgula para separá-las. Confira alguns exemplos: Sabendo disso, ele se afastou. = quando soube disso(Reduzida de gerúndio: sabendo disso/ Oração principal: ele se afastou) Passada a chuva, um novo sol surgiu. = quando ou depois que passou a chuva(Reduzida de particípio: Passada a chuva/ Oração principal: um novo sol irá surgir) Ao receber a notícia, passou mal. = quando recebeu a notíciaReduzida de infinitivo: Ao receber a notícia/ Oração principal: passou mal) 14. Oração adjetiva explicativa Nesse caso, a regra é clara, Galvão: toda oração adjetiva explicativa deve ser precedida por vírgula. Como nos seguintes exemplo: Comprei o último livro

As palavras homônimas nos permitem brincar com a troca de sentidos no uso de uma mesma palavra. Uma das formas de ser fazer isso é com o meme das “Coisas com Sentimento”, confira O que esses 9 memes tem a ver com a gramática?! Uma das características da Língua Portuguesa é a grande presença de palavras homônimas, que são aquelas que tem a mesma forma de escrever, porém com significados diferentes. Como, por exemplo, a palavra “manga”, que pode ser uma fruta ou uma parte de uma camiseta ou casaco: “Colhi uma manga bem madura” ou “A manga daquele casaco fica curta em mim”. Outro exemplo é a palavra “gato”. Se formos ao dicionário, vamos ver a descrição de um animal felino. No entanto, utilizamos essa palavra, também, para referenciarmos a beleza de alguém como, por exemplo, “Aquele menino é um gato! ”, ou ainda, para denominar instalações clandestinas, “Ele fez um gato para ter TV a cabo em casa”. Viu só? É a mesma grafia, mas dependendo do contexto tem significados completamente diferentes. Isso possibilita, também, a brincarmos com os sentidos das palavras. Por isso, se fizermos um jogo entre palavras e imagem, conseguimos trocar o sentindo primordial que damos a determinada palavra, como acontece em muitos memes que nos cercam nas redes sociais, como o Facebook e o Instagram. Certamente, você já viu muitos deles por aí e, também, já deu muita risada. Confira várias coisas com sentimento e entenda o que queremos falar! O furão: 2. O Pé Chato 3. O Açúcar Refinado 4. O Enroladinho 5. O Pente fino 6. A Laranja Mecânica 8. O Lápis Desapontado 9. A placa Mãe O que achou de nossos O que esses 9 memes tem a ver com a gramática?
Diferença entre mal e mau, mais e mas. Veja nossas dicas para não ter mais dúvidas com essas palavrinhas da Língua Portuguesa. E agora? Escrevo mal com “L” ou mau com “U”? E como vou saber se é mas ou mais? Essas dúvidas são recorrentes porque essas são palavras homôfonas, ou seja, palavras que têm o mesmo som ou sons muito próximos. Por isso, vamos te ajudar a entender como usar corretamente cada um dos casos. O melhor macete para não errar no uso de mau ou mal é substituir mal por bem (se a frase fizer sentido, usa-se “mal”), e mau por bom (se a troca for coerente, então é “mau”). Dessa forma, você pode verificar qual das duas palavras mantém o sentido da frase e ter certeza do uso correto. Vamos detalhar cada caso para que não reste dúvidas. Confira algumas diferenças de mau e mal: Mau: É sempre um adjetivo (Regra: é usado como contrário de bom.) Exemplos: João é um mau jogador de vôlei, mas um bom jogador de basquete. O mau humor de Raquel me deixa chateada. Mal: Pode ser um advérbio, um substantivo ou uma conjunção temporal: Agora que você entendeu a diferença entre mau ou mal, vamos ver como distinguir mas e mais. Quando o assunto é “mais” e “mas”, esses errinhos são mais comuns do que se pode imaginar. As pessoas acabam trocando o adverbio de intensidade MAIS, com a conjunção adversativa MAS. Então, para não errar mais, presta atenção: Confira algumas diferenças de mas e mais: Mais: Advérbio de intensidade: expressa ideia de intensidade; quantidade.Exemplos: – Gosto mais de banana.– Mais uma vez, Marina chegou atrasada.– Comprou mais pães do que o necessário. Mas: Conjunção adversativa: tem ideia de oposição. Pode ser substituído por outras conjunções adversativas, como: contudo, todavia, entretanto, não obstante, e no entanto. Exemplos: – Era feliz, mas não sabia.– Adorava churrasco, mas não tinha dinheiro para comprar carne.– Dormiu muito, mas continuava cansado. Agora, com esses exemplos e dicas de como usar mais e mas, mal e mau, não dá mais pra errar no seu texto, hein!? Não esqueça de colocar tudo em prática com a gente e garantir a nota máxima na redação! Veja quais são as principais dúvidas sobre mais e mas, mau e mal: Leia esses artigos relacionados:

Você sabe quando usar aspas? As Aspas [“ ”] são um sinal de pontuação cuja principal função é destacar alguma parte de um texto, distinguindo-o do restante. Esse destaque pode existir por diversas razões, como nos seguintes casos: Para abrir e fechar citações: Como disse Confúcio: “O que destrói a criatividade é o senso do ridículo”. Ferreira Gullar explica: “A arte existe porque a vida não basta”. Na transcrição de outros textos: “Agora eu quero contar as histórias da beira do cais da Bahia.” (Jorge Amado, Mar Morto, 1936.) “Amor é fogo que ardem sem se ver / É ferida que dói, e não se sente” (Luís de Camões, Rimas, 1953) Em palavras e expressões que não se enquadram na norma padrão e culta da língua portuguesa, como estrangeirismos, neologismos, arcaísmos, gírias ou expressões populares: Quero muito aquela “brusinha”. “Mano do céu”, a Cidinha “tá” muito “gata”. Não achou esse filme bem “overacting”? Em de palavras e expressões que se pretende destacar, conferindo-lhes ironia ou ênfase: Que “belo” trabalho! Você conseguiu estragar tudo que eu tinha feito! (ironia) O filho levou um “não” redondo do pai. (ênfase) O Brasil foi “descoberto” pelos portugueses no dia 21 de abril (ironia). Em títulos de obras literárias e/ou artísticas, como títulos de livros, obras de arte, filmes, músicas, etc. Acaso não se deseje usar aspas, pode-se substituir por uma escrita em estilo itálico. Estamos lendo e analisando “O auto da compadecida” na oficina de literatura. Ter visto “Monalisa” foi indescritível. Uso de aspas simples Além das aspas duplas, explicadas acima, existem também as aspas simples [ʽ ʼ]. Essas são usadas quando a parte do texto que se tem necessidade de usar aspas já se encontra dentro de um trecho destacado com as mesmas. A frase fica dessa forma: O aluno explicou à professora o que aconteceu: “Ela foi chamada de ʽquatro-olhosʼ e ficou muito triste”. O garçom avisou: “Já estamos prontos para a realização do ʽcoffee breakʼ da conferência”. Agora que vocês já sabem quando usar as aspas, não façam como o Neymar! Use-as somente quando seu uso faz falta na frase!

Desvendando os segredos da escrita impecável! Nesta postagem, abordamos os principais erros de linguagem que podem comprometer sua redação. Aprenda a evitá-los e conquiste uma comunicação eficaz. Não perca essas dicas preciosas! Mais uma dica da professora Josi! Hoje é dia de ‘não’, o que você NÃO deve fazer. Quando o papo é linguagem, os principais erros estão aí, em uma listinha especial. Ah, e claro, tem também algumas dicas para te ajudar a não cair nessas ciladas. Não se separam por vírgula termos que se relacionam diretamente na frase, como o sujeito e o predicado. Errado: Não previram que o problema, pudesse se agravar. Certo: Não previram que o problema pudesse se agravar. Crase: A crase não deve ser usada antes de palavras no masculino, verbos no infinitivo ou pronomes. Lembrando: A crase é a fusão de dois sons idênticos (a – artigo + a – preposição), e é representada na escrita por uma vogal ‘a’ com acento grave ‘à’, é importante tomar cuidado para não cometer esse erro na linguagem. Alguns critérios para a utilização do acento indicativo da crase: A palavra seguinte deve ser feminina. Dica de linguagem: substitua a palavra feminina após o “a” por uma palavra de gênero masculino. Se antes da palavra masculina utilizar-se “ao”, significa que houve a junção da preposição “a” com o artigo masculino “o”. Nesse caso da linguagem, a preposição é solicitada, então há crase. Verbo Haver “Há muitos anos a situação vem piorando.” “Se o quadro mão mudar, daqui a uns anos não haverá mais água potável.” “Deve haver uma forma de solucionarmos este problema.” Certo: “Haverá mudanças no governo.” Errado: “Haverão mudanças no governo.” Onde X Aonde Isto X Isso Pronomes demonstrativos que funcionam como elementos de coesão. Na situação discursiva: Não esqueçam isto: vocês serão universitários no próximo ano. Vocês serão universitários no próximo ano, não esqueçam isso. Certo: São necessárias mudanças urgentes. Errado: É necessário mudanças urgentes. “Faça a sua parte.” Beijo no coração e até a próxima com mais dicas de linguagem e português! Não esqueça de praticar mais linguagem e garantir o seu 900+ com professores especialistas!

Dicas quentíssimas de nossa especialista, Prof. Josi! Oi oi, pessoas! Tudo bem? Como vocês já sabem, um texto não é um amontoado de frases soltas. Essas se conectam por meio de mecanismos que garantem fluxo de informação e continuidade ao texto. Adivinhem quem é a responsável por tudo isso? Sim, ela mesma, a “dona coesão”! A coesão textual está relacionada à ligação das ideias dentro do texto [coesão sequencial] e às referências [coesão referencial] que fazemos. É ideal que se siga um fluxo, facilitando a leitura. O papo de hoje é sobre a coesão sequencial, que age como uma “cola” textual, criando os pontos de união que garantem justamente que o texto não seja uma sucessão de frases descontínuas. Uma boa opção de “colas” ou “pecinhas de ligação” são os conectores. Esses carregam um sentido, e precisam ser empregados adequadamente de acordo com a relação desejada. Além disso, é importante lembrarmos que a competência IV (ENEM) se relaciona à coesão, logo, para ganharmos os 200 pontos, temos que saber usar recursos coesivos, entre eles os conectores, mostrar que conhecemos uma variedade deles. Conhecemos, certo? Não? Então se liga na listinha especial para vocês! Vale imprimir e deixar por perto, principalmente quando estiver escrevendo uma redação para mandar para os nossos corretores! Beijo no <3 e até a próxima! Conectivo Relação de sentido Exemplo: Porque, pois, como, por isso, já que, visto que, uma vez que Causa Os bancários fizeram greve porque desejavam aumento de salário. Mas, porém, todavia, contudo, entretanto, embora, ainda que, mesmo que, apesar de Contradição / Oposição Apesar de o aluno estar com febre alta, foi à aula. Se, caso, contanto que, dado que, desde que, a menos que, a não ser que Condição Os bancários só receberão aumento se fizerem greve. E, também, além de, não só,nem Adição Além de encontrar uma estrada movimentada, o motorista pegou chuva no caminho. Ontem, hoje, amanhã, antes, depois, cedo, tarde, primeiramente, em seguida, a seguir, finalmente, quando, sempre, nunca Tempo Quando alcançarmos as metas da empresa, seremos premiados com viagens para o exterior. Logo, dessa forma, portanto, assim, então Conclusão Sempre estudei muito durante o curso e fiz vários estágios; por isso, consegui uma vaga de estágio. Principalmente, sobretudo Prioridade/relevância Dedicar-se a um curso de graduação é essencial para quem almeja ascensão e, principalmente, para quem quer ingressar em programas de mestrado. Por exemplo, ou seja, isto é Esclarecimento A geração canguru, isto é, a geração de filhos que retardam a saída da casa materna, tem se mostrado cada vez mais resistente ao casamento. Segundo, conforme, assim como, do que, tanto (ou tão) quanto Comparação/semelhança O curso de direito está tão concorrido quanto os cursos de áreas da saúde.
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