A gramática desempenha um papel essencial na comunicação, servindo como uma estrutura que permite a expressão clara e precisa de ideias. Muitas vezes, subestimamos sua importância, mas compreender a relevância da gramática na linguagem é crucial, tanto na comunicação escrita quanto na oral. Ela fornece um conjunto de regras que orientam a utilização adequada de palavras, a ordenação de frases e a concordância verbal. Essas regras garantem a coerência e a compreensão da mensagem. Sem uma base sólida dela, a comunicação pode se tornar ambígua e confusa. Além disso, a gramática é fundamental na construção de textos persuasivos e eficazes. A precisão gramatical eleva a credibilidade do escritor, tornando suas mensagens mais convincentes. A utilização correta da gramática também ajuda a evitar mal-entendidos, tornando a comunicação mais eficiente. Ela também desempenha um papel crucial na expressão de nuances e emoções. Ela permite que ajustemos o tom e o estilo de nossas mensagens de acordo com o contexto. Podemos usar a gramática para criar discursos formais em contextos acadêmicos ou adotar um tom mais descontraído em conversas informais. Portanto, é inegável que a gramática é essencial para a clareza e eficácia da comunicação. Dominar as regras gramaticais não apenas aprimora a escrita e a fala, mas também enriquece a expressão pessoal. Em resumo, a gramática é uma ferramenta poderosa que molda a linguagem e o pensamento, capacitando-nos a comunicar de maneira mais eficiente e impactante.
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Bora lá, galera! Aqui iremos mostrar algumas dicas importantes sobre significação de palavras e expressões! Falaremos, portanto, um pouquinho sobre a semântica (parte da gramática que estuda o sentido das palavras e da interpretação das sentenças e dos enunciados) I) Sabemos que as palavras podem associar-se de várias maneiras, ou seja, quando as palavras se relacionam pelo sentido, temos um campo semântico. Não se trata de sinônimos ou antônimos, mas de aproximação de sentido num dado contexto. Ex.: perna, braço, cabeça, olhos, cabelos, nariz -> partes do corpo humanoazul, verde, amarelo, cinza, marrom, lilás – coresmartelo, serrote, alicate, torno, enxada -> ferramentas II) As palavras têm de assumir significados variados de acordo com o contexto – POLISSEMIA. Ex.: Ele anda muito.Mário anda doente.Aquele executivo só anda de avião.Meu relógio não anda mais. ATENTEM-SE! O verbo andar tem origem no latim ambulare.Possui inúmeros significados em português, portanto polissêmico. III) Há sinonímia quando duas ou mais palavras têm o mesmo significado em determinado contexto. Diz-se, então, que são sinônimos. Ex.: O comprimento da sala é de oito metros.A extensão da sala é de oito metros. ATENTEM-SE! Em verdade, as palavras e expressões são sinônimas em certas situações, mas podem não ser em outras. Por exemplo, pode-se dizer, em princípio, que face e rosto são dois sinônimos: ela tem um belo rosto, ela tem uma bela face. Mas não se consegue fazer a troca de face por rosto numa frase do tipo: em face do exposto, aceitarei. IV) A ideia antonímia, o emprego de palavras de sentido contrário, requer os mesmos cuidados da sinonímia. Na realidade, tudo é uma questão de bom vocabulário. Ex.: É um menino corajoso.É um menino medroso. V) Relações de homonímia e/ou paronímia * Palavras homônimas ou homônimos são palavras que são pronunciadas da mesma forma, mas têm significados diferentes. Existem três tipos de homônimos: homônimos perfeitos, homófonos e homógrafos. acender – pôr fogo aascender – elevar-se acento – inflexão da vozassento – objeto onde se senta asado – com asasazado – oportuno caçar – perseguircassar – anular cegar – tirar a visãosegar – ceifar, cortar cela – cômodo pequenosela – arreio censo – recenseamentosenso – juízo cerração – nevoeiroserração – ato de serrar cheque – ordem de pagamentoxeque – lance do jogo de xadrez cidra – certa frutasidra – um tipo de bebida conserto – reparoconcerto – harmonia estático – firme, paradoextático – em êxtase espiar – olharexpiar – sofrer estrato – camada; tipo de nuvemextrato – que se extraiu passo – passadapaço – palácio imperial incerto – duvidosoinserto – inserido incipiente – que está no inícioinsipiente – que não sabe lasso – cansadolaço – tipo de nó remissão – perdãoremição – resgate seda – tipo de tecidoceda – flexão do verbo ceder taxa – impostotacha – tipo de prego viagem – jornadaviajem – flexão do verbo viajar * Palavras parônimas ou parônimos são palavras que são escritas de forma parecida e são pronunciadas de forma parecida, mas que apresentam significados diferentes. Ex.: O tráfego era intenso naquela estrada. O tráfico de escravos é uma nódoa em nossa história. As palavras tráfego e tráfico são parecidas, mas não se trata de homônimos, pois a pronúncia e a grafia são diferentes. Tráfego é movimento de veículo; tráfico, comércio. amoral – sem o senso da moralimoral – contrário à moral apóstrofe – chamamentoapóstrofo – tipo de sinal gráfico cavaleiro – que anda a cavalocavalheiro – gentil comprimento – extensãocumprimento – saudação conjetura – hipóteseconjuntura – situação delatar – denunciardilatar – alargar descrição – ato de descreverdiscrição – qualidade de discreto descriminar – inocentardiscriminar – separar despercebido – sem ser notadodesapercebido – desprevenido destratar – insultardistratar – desfazer docente – professordiscente – estudante emergir – vir à tona, sairimergir – mergulhar emigrar – sair de um paísimigrar – entrar em um país eminente – importanteiminente – que está para ocorrer estada – permanência de alguémestadia – permanência de veículo flagrante – evidentefragrante – aromático fluir – correr; manarfruir -desfrutar inflação – desvalorizaçãoinfração – transgressão infligir – aplicar penainfringir – transgredir mandado – ordem judicialmandato – procuração prescrever – receitar; expirar (prazo)proscrever – afastar, desterrar ratificar – confirmarretificar – corrigir sortir – abastecersurtir – resultar tráfego – movimento de veículotráfico – comércio vultoso – grandevultuoso – vermelho e inchado Valeu, galera! Espero que essas dicas sobre a significação de palavras e expressões possam ajudar muito em seus estudos! Prof. Mali

PROPOSTA DE REDAÇÃO: Geração canguru e jovens “Nem nem” A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o Tema de redação: Geração canguru e jovens “Nem nem”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa e seu ponto de vista. Texto 1 Com o aumento da escolaridade, o custo mais alto da moradia em grandes cidades, o casamento tardio e a maternidade em idade mais avançada, os jovens demoram a sair da casa dos pais. São tantos os casos no país que já há um nome para o fenômeno: geração canguru. Os que fazem parte dela são os jovens de 25 a 34 anos de idade que moram com a família na qual nasceram. De 2002 a 2012, a proporção desse grupo passou de 20% para 24% no Brasil. Cerca de 60% dos jovens nessa condição eram homens e 40% mulheres, segundo o estudo Síntese de Indicadores Sociais, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelos dados do IBGE, os jovens que ficam mais tempo convivendo com a família de origem estavam menos ocupados, mas tinham uma escolaridade maior. A taxa de ocupação desse grupo era de 91,4%, abaixo da média de 93,7%. Já os jovens que postergaram a saída de casa ganhavam quase um ano de estudo (10,8 anos na escola, contra 9,9 anos da média). Fonte: gazeta do povo.com.br – jovens saem da casa dos pais cada vez mais tarde Texto 2 Dizer que “os 30 são os novos 20” já virou lugar-comum. A frase ajuda a definir a Geração Canguru, formada por jovens na faixa etária de 25 a 34 anos que moram com os pais, um fenômeno que cresce em todo o mundo. Uma das características desses jovens é que continuam na casa dos pais por opção, mesmo tendo condições econômicas de se sustentar. O grupo é numeroso e se multiplica. O total de pessoas entre 25 e 34 anos na população brasileira era de 30,8 milhões, ou 16% da população brasileira, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2008. Desse total, 8,4 milhões, ou aproximadamente 27% dos jovens entre 25 e 34 anos, eram considerados cangurus, sendo 4,7 milhões de homens e 3,6 milhões de mulheres. Onze milhões, ou 34%, eram a pessoa de referência, e por volta de 10 milhões, ou 31%, eram cônjuges. Os dados são de um estudo de 2010 feito pelas pesquisadoras do IBGE Ana Lúcia Sabóia e Barbara Cobo. O fenômeno possui características comuns em diferentes lugares, como a idade cada vez mais elevada de saída da casa paterna desde os anos 1960-1970 e a permanência maior dos filhos associada à maior expectativa de vida dos pais. No entanto, o fenômeno ainda é recente, e não é possível saber com precisão quais são os motivos que levam os jovens brasileiros a retardar sua independência. O Pnad, por exemplo, não tem perguntas específicas que ajudem a decifrar as razões que levam a isso. Mas, mesmo sem estatísticas oficiais, o aspecto econômico parece ser o mais importante, já que a esticada na casa dos pais permite formar uma maior poupança em função das despesas reduzidas com moradia. A pesquisadora cita ainda o alto custo habitacional nas grandes cidades como fator fundamental no momento da decisão. “Nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo, está praticamente impossível morar sozinho”, exemplifica a pesquisadora do IBGE Cristiane Soares. Fonte: jcrs uol – noticia Texto 3 – Tema de redação: Geração canguru e jovens “Nem nem” Fonte: Nani Texto 4 De acordo com os últimos dados da IBGE que fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais, 6,8 milhões de jovens compunham o contingente de “nem, nem, nem” no país em 2014, o que representava 13,9% das pessoas de 15 a 29 anos. Jovens que não encontram espaço no mercado de trabalho, não demonstram interesse em procurar emprego e também não querem saber de continuar a estudar. Um dado alarmante, que revela o tamanho da bomba-relógio que ameaça o futuro do Brasil. São milhões de jovens desinteressados, os chamados “nem, nem, nem”, que nem estudam, nem trabalham e nem procuram emprego. Num cenário de baixo desemprego e de economia em expansão, esta é uma parcela importante de brasileiros que não está participando do desenvolvimento experimentado nos últimos anos. Além disso, a escolaridade foi vista como fator primordial para a participação nas atividades econômicas do país, ou seja, quanto maior a escolaridade dos pais, maior a frequência do jovem à escola. Isso explica a falta de interesse, pois o grupo que nem trabalha e nem estuda mora com os pais e acaba tendo como referência alguém que não deu continuidade nos estudos. O fato é: os jovens precisam ser estimulados e orientados. Como não encontram estímulo em casa, a escola passa a ter o papel crucial de ajudá-los nesta busca por um caminho a seguir. Acontece que ainda não somos exemplos no quesito educação e o grande referencial da sala de aula é o professor. O professor tem um papel fundamental. É preciso qualificá-lo, dar-lhe condições pedagógicas e melhorar substancialmente sua remuneração. Um professor bem preparado e motivado é meio caminho andado para despertar no aluno o desejo por aprender, participar da sociedade e exercer seu papel de cidadão. Além disso, são necessários investimentos maciços em educação pública como um todo, desde a primeira infância, passando pelo ensino fundamental e médio. Temos uma juventude sedenta por mudança, com enorme potencial para transformar o país, fazer avançar a democracia e reduzir a desigualdade social. Não podemos permitir que ela se imobilize, se sinta desmotivada por não conseguir visualizar o caminho que deve seguir. Caso contrário, os milhões de jovens “nem, nem” de hoje, serão certamente os profissionais desmotivados e despreparados – “des, des” – de amanhã. Fonte: cursinho da poli – geracao nem-nem
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