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Você sabe usar conjunções para redação da maneira correta? As conjunções estão constantemente presentes no nosso vocabulário e nas produções textuais; são elas que deixam nosso texto assertivo, organizado e mais atraente ao leitor. Por outro lado, muitas pessoas ainda não sabem como e onde utilizá-las.
Quem conhece todas as categorias de conjunções consegue aproveitar o campo semântico a favor de uma redação mais assertiva e agradável. Pensando nisso, elaboramos uma publicação com todas as informações importantes sobre conjunção para você aprimorar seu conhecimento no assunto.
Antes de discorrer sobre o tema, precisamos entender quais são as categorias e subcategorias das conjunções, junto aos seus significados. Começando com uma breve explicação do que é conjunção.
Conjunção é o nome dado às palavras de ligação entre uma oração e outra, com o mesmo valor gramatical. As conjunções não variam de gênero ou número e possuem valores diferentes; algumas significam adição (e, bem como, como também), outras conclusão (logo, portanto, assim), e por aí vai.
Quer um exemplo? Então vamos lá:
“Eu gosto de cachoeira e de acampar ao ar livre”.
Neste caso, o “e” possui sentido de adição, ligando duas orações com dois termos comuns: “cachoeira” e “acampar ao ar livre”. Essa e outras conjunções são essenciais para construir uma boa redação e, por isso, devemos estar atentos aos seus significados e aplicações.
Confira nossa publicação com dicas para fazer uma boa redação para o ENEM“
Aprenda a usar as conjunções e tirar nota máxima!As conjunções são divididas entre coordenativas e subordinativas ecada uma possui suas próprias subcategorias de conjunções:
Em poucas palavras, as conjunções coordenativas são aquelas que ligam duas orações independentes. Além disso, as conjunções coordenativas são subdivididas em outras 5 diferentes:
São aquelas que expressam soma e adição à frase, como em: “Ele não só é lindo como também engraçado”.
Expressam oposição e adversidade à frase, como em: “Não foram hexa, todavia, deixaram o Brasil todo orgulhoso com seu desempenho”; “Não era ator, contudo,caía com a destreza de um gato.”
Simbolizam a escolha de pensamentos; por exemplo: “Ou você vai ou você fica”; “Ele faz um drama gigante, seja por dinheiro, seja por amor”.
Exprimem razão e motivo, geralmente antecedidas por uma vírgula: “Coma vegetais, porque é importante!”; “Leve um casaco, pois vai chover”
Exprimem conclusão de pensamento: “Chorei bastante, portanto consegui um bom desconto”; “Estou passando mal, por isso não vou à escola”
As conjunções subordinativas, por sua vez, são aquelas que ligam duas orações dependentes entre si, como o próprio nome sugere. Dentre as conjunções subordinativas, há 10 subdivisões:
Servem como a introdução de uma oração que vai completar o sentido da outra: “Quero que você compre um x-bacon agora para mim”; “A verdade é que estou com fome.”; “Não sei se vou hoje.”
Introduzem orações que dão ideia de causa: “Como fingi que estava doente, não pude ir à aula.”; “A grama está molhada porque choveu.”
Introduzem orações que dão ideia de comparação: “Eu sempre fui melhor que você!”; “Ele étão bonitoquantovocê!”
Iniciam orações que indicam contradição: “Vou à praia, embora esteja chovendo.”; “Estou com frio, mas vou assim mesmo.”
Dão início a orações que denotam hipóteses ou condições: “A menos que eu não queira, estarei lá amanhã.”; “Eu te amarei, contanto que você se comporte.”
Iniciam orações que expressam acordo, resolução: “Cada um enriquece conforme trabalha.”; “Fiz a atividade conforme a professora orientou.”
Dica: As conjunções subordinadas conformativas são interessantes para fazer citações.
Dão o início de orações que indicam uma consequência ou um ato que é consequência de outro: “Ela esperneou tanto que conseguiu o que queria.”; “O bolo estava tão gostosoque comi tudo!”
Iniciam orações que dão sensação de tempo: “Fomos assimque deu vontade.”; “Melhor irmos antes que chova.”
Iniciam orações que exprimem finalidade: “Pelo amor de deus, sentem logo para que eu possa ver a Beyoncé!”
Iniciam orações que exprimem concomitância, sequência, sincronia: “À medida que eu cresço, eu vejo a besteira que fiz.”
Agora que você conheceu todas as conjunções subordinativas e coordenativas, é o momento de saber como utilizá-las da maneira certa em sua redação. Para não ter erro, você deverá entender o sentido da sua frase, entender se as orações dependem uma da outra e de que forma dependem. Calma, vou explicar:
“A verdade é…” é uma oração subordinada a outra, ou seja, depende de outra para ter sentido. Sua dependência é de complemento, integração, portanto, trata-se de uma oração subordinada integrante. Com isso, você só precisa encontrar a conjunção correta para que sua frase faça sentido.
As conjunções integrantes são que e se, neste caso ficaria: “A verdade é que estou faminta!”.
Muitas palavras podem ter sentidos diferentes, é o caso da conjunção “que”, que possui diferentes significados. Só nessa publicação descobrimos que o “que” pode ter o sentido de complemento, finalidade, consequência, comparação, causa e por aí vai.
É necessário ter total controle do que está sendo dito na sua produção para que os sentidos sejam completos, sem que haja abertura para mais de uma interpretação.
E aí, gostou das nossas dicas? Essas são as conjunções presentes na língua portuguesa. Apesar de serem muitas, com um bom entendimento sobre elas você ficará craque! Uma dica extra é experimentar e praticar sempre que possível: esse é o segredo para uma boa produção textual.
Aproveite e confira também nosso post sobre “As palavras que você deve evitar (ao máximo!) na sua redação“.
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