1089 artigos publicados sobre “Para vestibulandos” no Blog do Redação Online.
Navegue pelos conteúdos abaixo para aprofundar seus conhecimentos sobre este tema. Cada artigo traz análises, exemplos práticos e repertórios que podem ser utilizados na sua redação do ENEM, vestibulares e concursos públicos.

Você já escreveu uma redação sobre “O mito da meritocracia e as desigualdades sociais”? Confira o tema da semana! Você já ouviu falar em meritocracia? Em poucas palavras, esse conceito afirma que o mérito depende exclusivamente do esforço pessoal do indivíduo, ou seja, que para alcançar o tão almejado sucesso, basta se dedicar bastante e não desistir nunca. Mas será que esse conceito na realidade funciona em um país – e um mundo – com tanta desigualdade social? Essa é a questão principal levantada por críticos e especialistas para justificar o mito da meritocracia e afirmar que essa ideia, na verdade, só reforça injustiças sociais. Foi pensando nesse debate que escolhemos esse tema de redação para você praticar! Vamos lá? Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “O mito da meritocracia e as desigualdades sociais”. TEXTO 1 O mito da meritocracia: entenda como acreditar nele prejudica sua carreira Duzentos e vinte e cinco anos. Esse é o tempo que um brasileiro nascido entre os 10% mais pobres levaria para alcançar a renda média do país — hoje de 1 370 reais. A conclusão é da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo o estudo da instituição, O Elevador Social Está Quebrado? Como Promover a Mobilidade Social, a desigualdade por aqui é tamanha que são necessárias nove gerações para que o membro de uma família desafortunada conquiste uma condição melhor. Crianças cujos pais não completaram o ensino médio, por exemplo, têm apenas 15% de chance de chegar à universidade, probabilidade que sobe para 60% quando pelo menos um deles é diplomado. De acordo com a Oxfam, que luta pelo combate à desigualdade no mundo, o Brasil é o nono país mais desigual do planeta. Quem recebe um salário mínimo hoje, por exemplo, precisa trabalhar 19 anos para ganhar o equivalente a um mês de rendimento do 0,1% mais rico. Fato é que desvantagens no início da jornada podem perseguir uma pessoa ao longo da vida, traduzindo-se não só em salários mais baixos, mas em mortalidade precoce. “A situação socioeconômica influencia o aprendizado, as perspectivas de emprego e até a saúde. Um homem de 25 anos que frequentou faculdade pode esperar viver quase oito anos mais do que seu par de pouca escolaridade. Entre as mulheres, a diferença é de 4,6 anos”, diz o relatório da OCDE, divulgado no ano passado. É dessa perspectiva que a meritocracia vem sendo questionada. O conceito — mistura da palavra latina meritum, “mérito”, com o sufixo grego cracía, “poder” — sugere que o sucesso é determinado única e exclusivamente pelo esforço pessoal. Isso, em tese, coloca o presidente da empresa e o operário da fábrica em pé de igualdade. Mas como comparar o desempenho de um profissional de classe alta com o de um suburbano? Um tem comida farta, o outro pula refeições por falta de dinheiro; um corre para hospitais de ponta quando está doente, o outro enfrenta filas do SUS; um realiza cursos fora do país; o outro faz bicos para complementar a renda. “A meritocracia é um mito. Ela só faria sentido se a sociedade promovesse igualdade de oportunidades educacionais, econômicas e sociais. Não sendo esse o caso, é um jogo de cartas marcadas. Ganha quem larga na frente: os que estudaram em boas escolas e tiveram recursos para acessar livros e bens culturais”, diz Sidney Chalhoub, pesquisador brasileiro e professor de história na Universidade Harvard. Para ele, nivelar a competição no mercado de trabalho, desconsiderando a história, a raça e o gênero, é um equívoco. A questão é que, mesmo controversa, a meritocracia caiu nas graças dos líderes. Está no discurso dos políticos para evidenciar que não há nepotismo nem fisiologismo na gestão pública e na fala dos empresários para mostrar que os sistemas de recompensa são justos. Ganhou a simpatia dos RHs, o vocabulário das startups e os corredores do mundo corporativo. Fonte: abril – entenda como a meritocracia pode prejudicar sua carreira TEXTO 2 Brasileiro defende meritocracia, mas faltam políticas públicas de inclusão Seis em cada dez brasileiros apoiam a ideia de meritocracia e acreditam que os profissionais sejam valorizados exclusivamente por sua capacidade – e não por questões relacionadas a gênero, cor ou sexualidade. Os dados fazem parte de um estudo do IDEIA, instituto de pesquisa de opinião pública, feito com exclusividade para a sexta edição do Brazil Forum UK 2021, evento que é promovido pela comunidade de estudantes brasileiros no Reino Unido. A pesquisa, que ouviu 1.242 pessoas em todo o país, mostra também que para 57% dos entrevistados o governo e as empresas devem promover políticas e programas de incentivo para os grupos menos favorecidos na sociedade, como vagas reservadas para minorias e treinamentos específicos. Apenas 9% são contrárias a essa ideia, enquanto que 34% não sabem ou não concordam nem discordam. “A pesquisa traz um importante elemento de percepção: a dissonância cognitiva entre a expectativa de meritocracia e a falta de políticas de inclusão. Esse tem sido um constante atrito no imaginário da opinião pública”, diz Maurício Moura, fundador do IDEIA e professor da Universidade George Washington, nos Estados Unidos. Essa contradição aparece em dados como o que mostra que, para 51% da população, as políticas de inclusão e representatividade não apenas foquem em incluir pessoas desfavorecidas no mercado de trabalho, mas também as ajudem a alcançar cargos mais altos, como gerências e diretorias. Assim como, 52% acham que é preciso ampliar as atuais políticas de inclusão de negros, mulheres, LGBTQ+ e deficientes físicos nas empresas e instituições de governo. Por outro lado, 35% acham que não deve haver interferência na aplicação de políticas públicas de inclusão tanto no setor público como no privado. O estudo mostra também que os brasileiros também são sensíveis aos fatores que podem reduzir a desigualdade entre as pessoas. Investimento em educação de base é o item mais citado pelos entrevistados, seguido de acesso dos mais pobres a

Quer saber mais sobre o mito da meritocracia e as desigualdades sociais? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! A discussão sobre meritocracia no Brasil tem aumentado nos últimos anos. Quem defende essa ideia acredita que basta você se esforçar para alcançar – e merecer – sucesso. Já quem critica afirma que a meritocracia é um mito, uma vez que ela não condiz com a realidade e só aprofunda as desigualdades sociais entre classe, raça e gênero. Nesse sentido, a questão levantada é: para alcançar o tão desejado sucesso, não basta apenas esforço individual, é necessário ter oportunidades. Foi pensando nesse debate que selecionamos alguns repertórios socioculturais para você utilizar na redação e se aprofundar no tema da semana: “O mito da meritocracia e as desigualdades sociais”. Vamos lá? VÍDEO | Meritocracia e privilégios Você já parou para refletir sobre privilégios? Neste vídeo, o Rafael Takanashi apresenta o que é privilégio e a sua relação com o sistema meritocrático. Para ilustrar, ele explica como a população negra foi desfavorecida historicamente desde o regime de escravatura no Brasil. Hoje, como reflexo do passado, as pessoas negras possuem menos acesso à educação, moradia e saúde em relação a pessoas brancas. A partir disso, o vídeo mostra que a ideia de igualdade de oportunidades que a meritocracia tanto defende na verdade não existe e, para além disso, ainda mascara a desigualdade social que vivemos. https://youtu.be/5ojdeMLXeqE VÍDEO | Desigualdade social e meritocracia Neste vídeo, do Politize!, você pode entender um pouco mais sobre o conceito de meritocracia, as duas visões opostas sobre ela e o problema da ideologia meritocrática: o não reconhecimento das desigualdades sociais. Para explicar esse problema, o vídeo apresenta o conceito de justiça do filósofo John Rawls. Para o autor, as diferenças entre as pessoas resultam de uma “loteria natural”, em que alguns já nascem com vantagens sociais em relação a outros. Diante disso, o autor afirma que para todas as pessoas serem tratadas como iguais – assim como defende a meritocracia –, é necessário que elas tenham as mesmas oportunidades em uma sociedade. Artigo | O que é equidade? Já que estamos falando de oportunidades, você sabe o que é equidade? Este artigo, do Politize! e do Instituto Mattos Filho, explica a diferença entre igualdade e equidade e o motivo desta última ser uma prática fundamental para a promoção da justiça social. Sobre isso, ele diz o seguinte: “A adoção de políticas baseadas na equidade carrega valores humanitários que buscam melhorar a sociedade em seus diversos campos. As desigualdades ainda estão muito presentes em nossa realidade e o princípio da igualdade mostrou-se insuficiente para as reduzir, por não reconhecer as necessidades próprias que muitos indivíduos e grupos têm.” Basicamente, a diferença é que a equidade (ao contrário da igualdade) reconhece as diferenças sociais e oferece as condições necessárias para que as populações vulneráveis possam alcançar as demais. Um conceito interessante para você utilizar na redação, né? O artigo está disponível aqui. ENTREVISTA | A meritocracia é um mito que alimenta as desigualdades, diz Sidney Chalhoub Nesta entrevista, o professor de história Sidney Chalhoub fala sobre a importância das cotas étnico-raciais nas universidades. Na ocasião, ele aponta que as pessoas que são contra às cotas e programas sociais geralmente utilizam argumentos meritocráticos para deslegitimar a importância delas. Em vista disso, ele afirma que as ações afirmativas são importantes para a reparação e promoção da justiça social, pois é uma forma de diminuir as desigualdades e dar oportunidades para pessoas negras, indígenas e pobres ingressarem na universidade. Nas palavras dele: “A meritocracia como valor universal, fora das condições sociais e históricas que marcam a sociedade brasileira, é um mito que serve à reprodução eterna das desigualdades sociais e raciais que caracterizam a nossa sociedade. Portanto, a meritocracia é um mito que precisa ser combatido tanto na teoria quanto na prática.” Leia a entrevista completa aqui. TED | A tirania do mérito Nesta TED, o filósofo estadunidense Michael J. Sandel fala sobre como o discurso da meritocracia reforça a polarização entre a sociedade e escancara a desigualdade social. Ele também nos convida a refletir sobre a dignidade do trabalho e o significado de sucesso. Nas palavras dele, “o trabalho não é só sobre ganhar a vida”. É sobre contribuir para a sociedade e ser reconhecido por isso. Uma enfermeira, um entregador de delivery ou um gari deveria ter o mesmo reconhecimento que um médico, por exemplo, pois eles também contribuem para a sociedade. Porém a gente sabe que a desigualdade social também se manifesta nos trabalhos, não é? A solução que ele propõe para acabar com isso é a garantia de empregos dignos e salários justos. Assista ao vídeo com tradução aqui. SÉRIE | 3% Agora vamos de entretenimento? Você já viu a série 3%? É uma série brasileira de ficção científica distópica, lançada pela Netflix, que aborda justamente o nosso tema da semana: meritocracia e desigualdades sociais. A história se passa em um futuro distante e apresenta a sociedade dividida em duas regiões: de um lado, o Continente (onde há miséria); do outro lado, o Maralto (onde há abundância). Na série, os jovens que fazem 20 anos e vivem no Continente passam por uma prova rigorosa chamada Processo, cujo slogan é “Você é o criador do seu próprio mérito”. Nesta prova, apenas 3% da população tem direito de chegar no Maralto, ou seja, de ascender socialmente. O restante, 97%, continua vivendo em um mundo de extrema pobreza. Já viu que é um bom repertório, né? Então prepara a pipoca! 🙂 A série está disponível na Netflix. Agora que você tem vários repertórios para o tema “O mito da meritocracia e as desigualdades sociais”, bora praticar? Escreva a sua redação e envie em nossa plataforma. Nós corrigimos ela em até 3 dias úteis!

Já pensou perder pontos na redação do ENEM porque você não se expressou direito, usou uma palavra ou expressão inadequada? Pois é, isso acontece muito. Mas calma! Estamos aqui para te ajudar! Na redação do ENEM, além da banca avaliar se você possui um bom repertório e argumentos consistentes, ela também analisa o seu vocabulário e se você domina a modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. Por isso, é importante que você cuide com as palavras. Foi pensando nisso que selecionamos as principais palavras para evitar na redação do ENEM. Confira a seguir! Palavras difíceis Quando falamos que você deve dominar a escrita formal, não significa que você deve escrever difícil, ok? Muitos candidatos usam palavras rebuscadas para impressionar a banca avaliadora, como “hodiernamente” ou “idiossincrasia”. Mas vai por mim, não caia nessa! Na maioria das vezes, o candidato usa uma palavra rebuscada sem saber o seu real significado e ela acaba não fazendo sentido no contexto da redação. Um erro assim, segundo a competência 1, caracteriza-se como um desvio de escolha vocabular. Um caso comum relacionado a esse desvio, segundo o Inep, é quando o candidato escreve uma palavra inexistente derivada de outra que já existe, por exemplo, “registramento” (criada a partir do verbo “registrar”). Evite também o uso de mesóclise, como “vê-lo-ei”. Afinal, cá entre nós, quem utiliza essa colocação pronominal hoje? Opte por palavras que fazem parte do seu dia a dia. Sem floreios! Quanto mais simplicidade e clareza melhor. Combinado? Gírias, interjeições e internetês A segunda dica é: evite gírias, interjeições e “internetês”. Na competência 1, os desvios de informalidade/marca de oralidade também são avaliados. Isso quer dizer que você deve evitar expressões coloquiais e vícios de linguagem, por exemplo: Da mesma forma que você deve evitar interjeições (como “ah”, “poxa”, “hein” e “putz”) e o “internetês”, que se refere à linguagem utilizada na internet, por exemplo, “vc”, “tbm” e “pq”. Então, já entendeu né? Nada de exagerar no formalismo e, muito menos, escrever como se fala! Reduções e abreviaturas Além das expressões informais citadas anteriormente, evite também o uso de reduções e abreviaturas. Esse uso é muito presente na nossa fala e caracteriza uma marca de oralidade. O Inep cita como exemplo algumas reduções comuns, como “tá” e “tão” (que derivam do verbo “estar”). Neste caso, o correto seria utilizar as formas “está” e “estão”, respectivamente. Outros exemplos de reduções são “pra” (para) e “pros” (para os). No caso de abreviaturas, evite o uso de “p/” (no lugar de “para”) ou “c/” (no lugar de “com”). Diminutivos e aumentativos O uso de diminutivos e aumentativos, segundo a competência 1, também entra na lista das palavras que você deve evitar na redação. Por exemplo, “pouquinho” e “muitão”. Estrangeirismos Por conta da globalização, alguns termos estrangeiros – principalmente da língua inglesa – passaram a ser usados com mais frequência entre os falantes brasileiros. Porém, não esqueça que a redação do ENEM avalia o domínio da Língua Portuguesa. Por isso, é necessário que você utilize palavras que são próprias da nossa língua. Muitas vezes, fazemos uso da língua inglesa para uma palavra que até mesmo já existe em português. Como é o caso de e-commerce ou hot dog, por exemplo. Para estes casos, prefira “comércio eletrônico” e “cachorro quente”. Claro, se uma palavra estrangeira for realmente necessária para o contexto do tema proposto você pode utilizá-la. Digamos que você esteja escrevendo uma redação cujo tema se relacione com o home office. Embora você possa utilizar o termo “trabalho remoto”, ou “trabalho em casa” em português, sabemos que o termo home office nos últimos anos tem se tornado mais comum. Enfim, avalie sempre o alcance da palavra. Na dúvida, opte por palavras da nossa língua que não vai ter erro! Palavrões Nunca escreva palavrões ou palavras de baixo calão na redação do ENEM. Isso pode zerar a sua redação! As palavras de “baixo calão” – ou impropérios – são aquelas consideradas ofensivas e grosseiras em qualquer situação. De acordo com o manual do Inep sobre situações que levam à nota zero, por mais que a sua intenção não seja ofender alguém, o uso dessas palavras pode caracterizar “parte desconectada” do texto e zerar a redação. Então, evite-as sempre. Expressões e frases prontas Por fim, evite os clichês! Certamente, você já viu na internet um conteúdo, ou mesmo um especialista em redação, indicando frases prontas e expressões que servem para “qualquer tema”. São frases como estas: Essas frases citadas acima são muito batidas e podem ser vistas como um vício de linguagem. Afinal, quem nunca iniciou uma redação com essas frases? Quanto às expressões prontas costumam reforçar um senso comum ou generalizar uma determinada ideia. Veja alguns exemplos: Essas formas de construção na maioria das vezes expressam uma ideia vazia e podem tirar seus pontos na competência que avalia o repertório. Veja, já sabemos que “a sociedade precisa se conscientizar”. A questão é: mas COMO? Além dessas expressões, como já comentamos neste post, algumas citações de filósofos também já viraram clichês. Sabe aquela citação famosa do Durkheim ou do Bauman? Avalie se ela realmente faz sentido para o contexto do tema. Ao elaborar uma redação do ENEM, você precisa apresentar argumentos e soluções para o problema. Neste momento, é muito importante que os repertórios façam sentido. Então, não se prenda às receitas prontas. Leia bastante, fique por dentro das atualidades e pratique a escrita. Assim, você evita escrever o mais do mesmo e ainda garante aquele notão! E aí, gostou do post de hoje? Agora que você conhece as palavras para evitar na redação do ENEM, que tal conferir outras dicas sobre o que não fazer na redação? Confira agora!
Você já parou para refletir sobre “Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil?” Confira o tema da semana e escreva a sua redação sobre ele! O tráfico de drogas é um problema cada vez mais urgente no mundo e, principalmente, no atual cenário brasileiro. Basta olharmos para as manchetes de jornais e o número crescente de encarceramentos relacionados a ele. Diante dessa problemática, é importante refletirmos sobre as medidas eficazes para o fim do tráfico de drogas em nosso país. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo da sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil”. Selecione, organize e relacione argumentos e fatos, de forma coerente e coesa, para a defesa do seu ponto de vista. Por fim, elabore uma proposta de intervenção que respeite os Direitos Humanos. TEXTO 1 Legislação brasileira de prevenção ao abuso de drogas A Lei nº 11.343/2006, que rege a política pública sobre drogas, estabelece como um dos princípios da prevenção “o fortalecimento da autonomia e da responsabilidade individual” e preconiza também o “não-uso” ou o “retardamento do uso” e a redução de riscos como os objetivos almejados para ações preventivas. Com as recentes alterações trazidas pela Lei nº 13.840/2019, no entanto, o sistema deixou de assumir a perspectiva da redução de danos, adotando a abstinência como única abordagem ao uso de drogas. É estipulado que haja a implantação de programas de prevenção em instituições de ensino público e privado e, para tanto, os profissionais dos três níveis de ensino devem receber formação por meio de políticas de educação continuada. As pesquisas, no entanto, mostram o despreparo dos professores para o desempenho dessa função por medo, falta de informação ou de habilidade para abordar o tema. Fonte: scielo TEXTO 2 RACISMO, PROIBICIONISMO E A GUERRA ÀS DROGAS NO BRASIL É sempre importante lembrar que o racismo é um elemento que constrói desigualdade no Brasil, só para ilustrar o problema: segundo os dados do IBGE de 2018, entre o grupo das pessoas mais pobres 75% eram pessoas negras. O sistema educacional brasileiro não passou ileso por essa condição, a eugenia e o racismo foram motores dos marcos inaugurais dessa política pública no início do século XX. A promulgação das Leis nº 10.639/03 e a nº11.745/ e as Diretrizes Curriculares para a Educação Étnico e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana que orientam que tornam obrigatório o trabalhos dessa natureza das escolas é o grande marco de reação civilizacional de enfrentamento ao racismo através da educação. Podemos compreender o paradigma proibicionista como aquele que se fundamenta na crença da abstinência total do uso de qualquer droga, parte da premissa de que o consumo de drogas é uma prática prescindível e danosa tanto a quem usa como a toda sociedade, logo a repressão à produção, à circulação, ao comércio de drogas deveriam ser reprimidas pelo Estado. Em suma, para o paradigma proibicionista, a nocividade intrínseca de determinadas substâncias confere legitimidade ao Estado proibir o seu consumo; e a criminalização da circulação, do comércio e da produção dessas substâncias acabam por se concretizar como uma alternativa para o Estado no sentido de coibir, em tese, a presença dessas substâncias na sociedade. Assim, para compreender o que chamamos por “guerra às drogas” no Brasil é importante ter no horizonte que somos um país racista. O paradigma do proibicionismo sempre orientou as formulações das leis de drogas no país, inclusive, a legislação que está em vigor é proibicionista e articulado com o racismo, fortalece expedientes estatais promotores de violações e, sobretudo, da distribuição desigual das mortes promovidas por forças estatais que se concentram sobremaneira entre o contingente populacional de jovens negros. A guerra às drogas sob a égide moral de defender a sociedade, elege os chamados “traficantes” como inimigos a serem combatidos, constrói uma matriz discursiva que associa intencionalmente adolescentes e jovens moradores de periferia ou de favelas, via de regra, negros, à promotores de toda sorte de violência e ao tráfico de drogas. Esse tipo de representação é difundida como verdade pelos meios de comunicação de massa, em particular, por meio de programas de TV sensacionalistas que ocupam grandes faixas na tv aberta nacional. Os bairros empobrecidos, periferizados e/ favelizados, na lógica de operação das “Guerra às Drogas” são entendidos como territórios inimigos, logo, operações militares de guerra se justificam para atuação nesses lugares, o que do fim ao cabo, apenas servem para fazer pequenas apreensões de drogas, produzir muitas prisões de jovens e fortalecer a construção de imagem negativa a respeito desses território. O encarceramento em massa é, desta maneira, mais um subproduto da estratégia das “guerra às drogas”. Fonte: drogas quanto custa proibir Confira agora uma lista de repertórios socioculturais para o tema “Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil”. Após escrever a sua redação, envie em nossa plataforma e receba a correção em até 3 dias úteis!

Quer saber mais sobre o tema “Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil?”? Confira alguns repertórios que listamos! O tema “Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil” é mais um daqueles temas do ENEM que deixam o seu cabelo em pé, não é? Afinal, o tráfico de drogas é uma situação cada vez mais urgente e complexa, ainda mais quando olhamos para o cenário brasileiro. No âmbito global, a temática gira em torno de duas vertentes: de um lado, a adoção de políticas de legalização das drogas; de outro, políticas de criminalização e proibição, como é o caso no Brasil. Em nosso país, o tráfico de drogas é considerado um crime previsto na Lei 11.343/2006, sendo esta uma medida proposta pelo governo para combatê-lo. Porém, atualmente, há muitas controvérsias sobre se essa medida é realmente eficaz. O tema também envolve questões muito mais profundas em nossa sociedade, como a desigualdade social e o racismo estrutural. É um tema delicado, né? Mas calma, a gente ajuda! Ao escrever uma redação sobre o fim do tráfico de drogas é importante ter bastante conhecimento e uma visão ampla sobre a realidade brasileira. Assim, você vai poder caprichar na argumentação, apresentando boas referências que deem suporte à sua tese. Por isso, separamos alguns repertórios socioculturais para você se aprofundar no assunto e até mesmo utilizar na redação. Bora lá? CURTA-METRAGEM | Crack, repensar O curta-metragem Crack, repensar (2015), dirigido por Felipe Crepker Vieira e Rubens Passaro, reúne depoimentos de vários especialistas, usuários, ex-usuários de crack e profissionais que atuam na área de saúde pública para debater sobre a política de drogas no Brasil. Em apenas 25 minutos, o curta aborda algumas problemáticas sobre redução de danos, dependência, encarceramento e internação compulsória. Além disso, faz uma denúncia à política proibicionista ao apontar que ela é ineficaz e, ao mesmo tempo, direcionada apenas a pessoas em situação de vulnerabilidade, negras e periféricas. Sobre a criminalização do tráfico de drogas, o cientista social Orlando Zaccone levanta uma crítica pertinente: “A construção no ambiente social é cruel, porque quem tem condições de provar que tem condições de comprar a droga é usuário e quem não tem é considerado traficante”. O documentário é curtinho, tem apenas 25 minutos e está disponível no Youtube. Corre lá pra ver! DOCUMENTÁRIO | Quebrando tabu Outro documentário que merece ser visto e que vai ajudar você na elaboração dos seus argumentos é o Quebrando Tabu (2011), produzido pelo cineasta Fernando Andrade. Como o próprio nome sugere, o documentário foi produzido com o objetivo de quebrar o tabu que existe em torno do debate público sobre as drogas ilícitas. Ele discute sobre as políticas contra às drogas implantadas em outros países, como a descriminalização, e levanta uma reflexão para a realidade brasileira: “se não conseguimos acabar com as drogas dentro de uma prisão de segurança máxima, como podemos acabar com elas em uma sociedade livre?”. O documentário também está disponível no Youtube! FILME | Cidade de Deus Um dos clássicos do cinema brasileiro, o filme Cidade de Deus (2002), dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, retrata de forma realista uma das maiores favelas do Rio de Janeiro: a Cidade de Deus. A história tem como protagonista o Buscapé, um jovem negro e pobre, que mora na favela e vive em meio à violência. A narrativa retrata as dificuldades de quem vive na favela e aborda questões que, infelizmente, são urgentes em nosso país até os dias de hoje, como desigualdade social, racismo estrutural, abuso de poder, violência e corrupção policial. O filme completo está disponível no Youtube. Prepara a pipoca! VÍDEO | Guerra às drogas Neste vídeo, a intelectual Rita Von Hunty, do canal Tempero Drag, faz uma crítica sobre o termo “guerra às drogas” como uma prática ineficaz de criminalização realizada no Brasil. Ela aponta que a atual política de drogas no país é uma forma de mascarar a institucionalização do encarceramento da população negra e periférica. Em contraponto, Rita entende que uma das medidas para o fim do tráfico de drogas é a política de integração e socialização do usuário, ou seja, é a oferta de melhores condições e perspectivas de vida. Para esse argumento, ela apresenta um estudo importante sobre a relação entre a dependência química e o isolamento social, realizado no final dos anos 70, pelo psicólogo canadense Bruce Alexander. O estudo denominado “Ratolândia” explorou, por meio de experimentos com ratos presos em gaiolas, o quanto os animais têm mais predisposição à dependência de drogas quando vivem em condições insalubres. Por outro lado, os roedores que possuíam socialização e melhores condições de vida, a probabilidade de recorrer às drogas era praticamente nula. Interessante, né? O vídeo tem 17 minutos, mas juro que vale a pena assistir! Dá um play aí: Ah, o estudo “Ratolândia”, do psicólogo Bruce Alexander, fez tanto sucesso que também está disponível em quadrinhos aqui! REPORTAGEM | A íntima relação entre narcotráfico e política no Brasil Na reportagem A íntima relação entre narcotráfico e política no Brasil, publicada na Agência Pública, o jornalista Vasconcelo Quadros apresenta detalhes de uma investigação da Polícia Federal sobre o tráfico de cocaína realizado por aqueles que possuem poder financeiro e social: políticos e empresários do agronegócio. Para ler a reportagem completa e saber mais, clique aqui. PESQUISA | Um tiro no pé A pesquisa intitulada Um Tiro no Pé: Impactos da proibição das drogas no orçamento do sistema de justiça criminal do Rio de Janeiro e São Paulo calculou os gastos governamentais com as instituições do Estado, que são responsáveis pela repressão armada e a aplicação da Lei de Drogas no Brasil. O resultado é alarmante: o Rio de Janeiro e o estado de São Paulo gastaram mais de R$ 5,2 bilhões com a política de proibição das drogas. Tá passada? A partir desse resultado, a pesquisa levanta as seguintes perguntas:

Quer saber mais sobre mobilidade urbana e acessibilidade? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! A discussão sobre a acessibilidade urbana vem ficando em segundo plano no Brasil, afinal, quando se fala em mobilidade nas cidades, muitos associam a questão apenas ao transporte público e privado. Visando promover essa importante discussão, nosso tema de redação desta semana é “Mobilidade urbana: uma questão de acessibilidade”. Neste texto, indicaremos alguns repertórios para você utilizar na sua redação. Mobilidade Cega | Documentário O documentário “Mobilidade cega”, disponível no Youtube, acompanha um pouco da rotina de Edgar Jaques, ator e deficiente visual. O diretor Erick Monstavicius criou essa obra como continuação de JOGO CEGO, documentário lançado em 2016. A principal abordagem de Mobilidade Cega, muito diferente do filme JOGO CEGO, é a mobilidade e acessibilidade urbana para pessoas com deficiência. “Na maior parte das vezes, quando o tema “acessibilidade” é abordado, encontramos justificativas e soluções para cadeirantes: guias rebaixadas, elevadores em prédios, ônibus com plataformas elevatórias, etc. Se a acessibilidade ainda assim é deficiente para um cadeirante, para uma pessoa com deficiência visual é ainda maior, com cidades e trechos urbanos com total ausência de equipamentos de acessibilidade para pessoas portadoras desta deficiência.” Acessibilidade ou Inclusão | Vídeo Neste vídeo do Quebrando o Tabu, é possível ver que, em tese, houve um avanço no que diz respeito à acessibilidade, mas infelizmente a realidade é bastante diferente na prática. “A luta das pessoas com deficiência por mais acessibilidade e inclusão é um desafio constante, mesmo com a existência de diversas leis que servem como base para essa batalha”. TEDxFortaleza com Flávio Arruda | Palestra Flávio Arruda, publicitário e especialista em gestão de trânsito e transporte urbano, aos 21 anos, sofreu um acidente de carro que o deixou tetraplégico. Em sua palestra no TEDxFortaleza, ele afirma que “se a cidade e a sociedade não tomam atitudes que visam à inclusão, são elas que são deficientes, e não as pessoas que vivem nelas.” O que é ACESSIBILIDADE? | Vídeo O vídeo abaixo, que trata sobre acessibilidade, foi produzido pelo Conade. Ele é essencial para entendermos como a falta de acessibilidade interfere na vida de diversas pessoas. Como você pode ver, já citamos diversos materiais e trouxemos conteúdos que podem te ajudar a refletir sobre o tema. Lembrou de algum filme, livro ou vídeo que trate sobre o assunto, e que não citamos aqui? Conta pra gente! Talvez o seu repertório sociocultural possa ajudar outras pessoas a pensarem sobre o tema! Agora, é hora de botar a mão na massa e escrever o seu texto! Não se esqueça de enviá-lo em nossa plataforma após finalizá-lo: nossos professores corrigem redações em até 3 dias úteis!

Você já escreveu alguma redação sobre ”Mobilidade Urbana e acessibilidade”? Confira o tema da semana e escreva o seu texto! Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Mobilidade urbana: uma questão de acessibilidade”. TEXTO 1 O Brasil sempre apresentou graves problemas de infra-estrutura para melhorar a segurança e atender às necessidades das pessoas, principalmente as que possuem algum tipo de deficiência física, seja em espaços públicos abertos ou clínicas, escolas e prédios residenciais. A falta de visibilidade às PCD’s é preocupante e é um desafio para a sociedade. De acordo com o IBGE, 24% da população brasileira é composta por pessoas com deficiência física, ou seja, 45 milhões de brasileiros precisam lutar diariamente para ter o mínimo de mobilidade que deveria lhes ser de direito. A maior parte dessas pessoas precisa da cadeira de rodas para se locomover. Fonte: pax bahia – 55 acessibilidade para deficientes físicos TEXTO 2 Para uma pessoa com deficiência, são diversas as barreiras encontradas nos espaços urbanos. Faltam rampas de acesso, edifícios com elevadores, banheiros adaptados e lojas e calçadas niveladas. Além disso, o ambiente caótico e barulhento da metrópole é um campo minado sensorial. É fato que quem possui algum tipo de deficiência é menos propenso a se socializar ou trabalhar por não contar com meios de transporte acessíveis. Além disso, uma cidade que não oferece acessibilidade em sua área urbana perde grandes somas de dinheiro provenientes do turismo e do comércio. Hoje em dia, alguns aplicativos de mapeamento tornam mais fáceis à tarefa de se deslocar por uma grande cidade, medindo o nível de inclinação de ruas importantes e oferecendo rotas alternativas. Isso favorece também idosos e outras pessoas com problemas de deslocamento. A tecnologia também colabora oferecendo um tempo maior na abertura de portas automáticas, corrimãos que flanqueiam ambos os lados de escadas e cadeiras inteligentes. Sistemas sonoros ajudam quem possui problemas auditivos e placas em Braille, sinalizações táteis e outros itens favorecem os deficientes visuais. Muitos locais de uso público, como as estações de transporte por trilhos, também já estão livres de barreiras. Em Washington, capital dos Estados Unidos da América, por exemplo, todas as 91 estações de metrô e ônibus são completamente acessíveis. No Brasil, todas essas necessidades esbarram nas péssimas condições de preservação das nossas vias. Existem normas técnicas em vigor desde 2009 que orientam o cumprimento da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo. Nelas constam alguns pontos importantes para a acessibilidade urbana. Confira: Rampas – a largura das rampas é determinada de acordo com seu uso. A mínima em novas rotas acessíveis é de 1,5 m. Em construções já existentes, ela pode ser de apenas 90 cm, dependendo do projeto; Pisos – os pisos devem possuir superfície regular, firme, estável e antiderrapante. A inclinação transversal máxima da superfície pode ser de 2% para pisos internos e 3% para pisos externos. Inclinações maiores que 5% são rampas. É necessário evitar que as cores e estampas dos pisos causem qualquer sensação tridimensional nos usuários; Rotas – nas edificações e aparelhos públicos, todas as rotas devem ser acessíveis, inclusive as que interligam departamentos diferentes alocados em um mesmo prédio. A separação entre as diversas rotas acessíveis não pode ser maior que 50 m. A sinalização das entradas acessíveis é imprescindível. Fonte: watplast – acessibilidade urbana veja os principais desafios no desenvolvimento – adaptado TEXTO 3 O conceito de “acessibilidade para toda a população” abrange tipos diversos de pessoas, com capacidades e necessidades distintas – há os com deficiência visual ou auditiva, e também aqueles em cadeira de rodas. Portadores de alguma deficiência física representam de 10 a 12% da população mundial (cerca de 700 a 800 milhões). Destes, 80 a 90% vivem em países em desenvolvimento; dos que têm idade para trabalhar, 80 a 90% permanecem desempregados. Na cidade de São Paulo, estima-se que existam 4,5 milhões de deficientes físicos (o número correto sairá no final de dezembro, com o resultado do Censo-Inclusão, lançado em março pela prefeitura). Dada sua condição, a grande maioria destas pessoas depende do transporte público para chegar aos locais de trabalho e lazer. Tudo isso numa cidade repleta de barreiras físicas – sistêmicas (da infraestrutura) e atitudinais (geradas pelas pessoas). Nossa compreensão do que seja deficiência também vem evoluindo. Cada vez mais, entende-se a deficiência física não somente como uma condição estática: a deficiência – e o seu grau de gravidade – depende do ambiente em que se vive. Ou seja, se a cidade der condições a alguém em cadeira de rodas de sair de casa e retornar, em tempo razoável, de um trabalho digno, e após essa jornada ir ao cinema e achar um bom lugar para assistir ao filme, é possível dizer que essa deficiência já não é tão grave. Da mesma forma, quando a cidade não é acessível, qualquer deficiência se torna mais séria, e multiplicam-se os danos econômicos e morais que afligem o deficiente: a pessoa com idade para trabalhar não consegue chegar no trabalho, e a criança deixa os estudos porque não há escola acessível. Fonte: watplast – acessibilidade urbana veja os principais desafios no desenvolvimento Confira agora uma lista de repertórios para o tema “Mobilidade urbana: uma questão de acessibilidade”. Após escrever a sua redação, envie em nossa plataforma e receba a correção em até 3 dias úteis!
Quer saber o que é a sintaxe e por que você deve estudá-la para Enem, vestibulares ou concursos? Confira este artigo! Muitos alunos ficam desesperados quando, mesmo não cometendo erros de acentuação, ortografia, pontuação, etc., não recebem o desejado nível 5 na competência 1. Isso porque, além dos desvios, esse critério avalia também a sintaxe da sua redação, que, por muitos, é considerada um bicho de sete cabeças. Afinal, o que é sintaxe? Sintaxe é o estudo da oração. Por meio dela, classificamos a função sintática que uma determinada palavra tem em um contexto específico. Por conta disso, a decoreba não vai lhe ajudar quando se trata do estudo da sintaxe, pois uma mesma palavra pode, em uma oração, ser classificada como sujeito e, em outra, como objeto, por exemplo. Vamos a um exemplo bem simples: Na oração A, a palavra “café” ocupa a função sintática de sujeito. Já na oração B, ela é um objeto direito. Outro ponto importante, então, é não confundir morfologia e sintaxe. A morfologia estuda a formação, a estrutura e a classificação das palavras. É ela quem separa os termos em classe: substantivo, verbo, adjetivo, pronome, artigo, numeral, preposição, conjunção, interjeição e advérbio. Quando você compreende que gramática não é tudo uma coisa só, afinal, existem subáreas nela, o estudo fica mais fácil. Do contrário, a chance de ficar confuso porque uma questão de prova chama a palavra “café” de sujeito (sintaxe) e outra chama de substantivo (morfologia) é bem grande. Por que estudar sintaxe? Você tem problemas ao usar a vírgula e passou a vida inteira ouvindo que ela serve para fazermos uma pausa? Lamentamos informar, mas você foi enganado. Ok, fazemos, sim, uma pausa quando nos deparamos com o sinal gráfico “,”, mas a razão de ele existir em determinados contextos e ser proibido ou facultativo em outros é a sintaxe, e não a nossa necessidade de pausar a leitura. Quem nunca ouviu a frase “não se separa sujeito e predicado com vírgula”? Para quem não tem conhecimento sobre esses dois elementos sintáticos, trata-se de uma informação vazia, não é mesmo? Então, dominar a sintaxe é essencial para fazer bom uso da vírgula. Além disso, estudar o período composto – tanto por subordinação quanto por coordenação – permite que você escreva períodos mais bem elaborados e complexos, o que é uma exigência do ENEM. Como dito anteriormente, ainda que não tenha desvios, uma redação não alcança a nota máxima na competência 1 se não apresentar fluência sintática. Um exemplo claro disso é o fato de um texto em que a maior parte dos parágrafos tem um só período não passar do nível 3 na competência 1. Por fim, não podemos nos esquecer das questões objetivas cobradas em concursos e vestibulares. Ao longo dos anos, muitas provas mudaram a forma com que cobram o conteúdo de gramática, que passou a ser aplicado aos textos e muito mais focado na interpretação deles. No entanto, especialmente nos concursos, algumas bancas ainda prezam pelo modelo mais tradicional de prova, o qual costuma ser muito mais “gramatiqueiro”. Nesses casos, ter conhecimento sobre sintaxe é muito importante. Mas, afinal, como estudar essa área de gramática? Nossa dica é que você comece pela revisão do período simples. Reveja os termos essenciais da oração (sujeito e predicado), os termos integrantes (agente da passiva, complemento nominal e complemento verbal de verbos transitivos – objeto direto e indireto) e os termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto verbal, aposto e vocativo). Não se esqueça, é claro, de fazer exercícios de classificação sintática e já aproveita para também resolver questões sobre o uso da vírgula. É preciso lembrar que a Língua Portuguesa tem uma ordem direta, também chamada de ordem natural: sujeito + verbo + complemento + adjunto adverbial. Se tal sequência for “bagunçada”, é preciso sinalizar a mudança com uma vírgula. Estar ciente disso é um passo muito importante para a compreensão desse conteúdo. Agora, você já pode ir mais além: chegou a hora de estudar o período composto. Comece pelas orações coordenadas, que são sintaticamente independentes, e depois estude as orações subordinadas, as quais mantêm uma dependência sintática entre si. Ao compreender isso tudo, será possível esbanjar uma fluência sintática de dar inveja e evitar as justaposições, os períodos longos e os truncamentos. Assim, o nível máximo na competência 1 estará cada vez mais perto. Quer receber as suas redações corrigidas por nossos professores? Acesse nosso site e adquira AGORA o seu plano!

Quer saber mais sobre energias renováveis como mecanismo de sustentabilidade? Confira a lista de repertório que preparamos para o tema! A adoção de fontes renováveis de energia vem sendo discutida desde a década de 1970. Em 1997, com a elaboração do Protocolo de Quioto, foram tomadas medidas para a redução de mudanças climáticas e de gases de Efeito Estufa. Uma das medidas para isto é a adoção das fontes renováveis de energia, para diminuir impactos ambientais e promover desenvolvimento sustentável. Como este é um tema de muita importância, decidimos abordá-lo aqui! Para ajudar a desenvolver a sua tese e preparar os seus argumentos sobre o TEMA DE REDAÇÃO DA SEMANA, trouxemos conteúdos que tratam sobre o assunto. Assim, estude-os e selecione aqueles que vão te auxiliar na defesa do seu ponto de vista na redação. Boa leitura! FILME | O Menino que Descobriu o Vento O filme da Netflix mostra a história de William KamKwamba, um garoto cujo maior sonho é poder estudar. Mas, por conta de várias dificuldades que sua família vem passando, ele precisa abandonar a escola que tanto ama. Além disso, nos deparamos com o problema da seca na região onde William vivia. Através da sua força de vontade e resiliência, o garoto conseguiu um grande feito: um moinho de vento capaz de bombear água que, por sua vez, ia direto para as plantações, garantindo assim o sustento da família. Pegue sua pipoca e seu caderno e curta o filme! ARTIGO | Etanol, biodiesel e eólica como fonte renovável de energia para diminuir impactos ambientais e a sustentabilidade no Brasil Este artigo, como o próprio nome sugere, aborda a importância do uso de etanol, biodiesel e energia eólica no Brasil. É interessante destacar, acerca da energia eólica, que a conversão da energia cinética dos ventos em mecânica vem sendo utilizada há mais de 3000 anos! Pegue seu caderno e leia o artigo com calma, destacando os dados que forem relevantes. MATÉRIA | Legislação e papel das energias renováveis no Brasil Sugerimos a leitura desta matéria para que você conheça a legislação brasileira que envolve as energias renováveis. É importante realizar a leitura com calma e construir uma linha do tempo contendo as principais leis e diretrizes sobre o assunto. DOCUMENTÁRIO | Futuro Energético (2010) Existe uma urgência sobre a definição de novos caminhos e a busca por novas alternativas quando se trata de matriz energética, e esse cenário é amplamente explorado pelo documentário “Futuro Energético” (Powering the Future – The Energy Planet, 2010), produzido pelo Discovery HD Showcase. No documentário, são descritas as principais alternativas de fontes para geração de energia: eólica, solar, hidrelétricas e energia geotérmica. Apresentado pelo cientista cinegalês M. Sanjayan, da organização The Nature Conservancy e com participação do físico Michio Katu, da City College of New York, o documentário traz um cenário de desequilíbrio e inconsistência entre o consumo e a geração de energia e busca promover uma reflexão sobre o estilo de vida extrativista do planeta e a importância da diversificação das fontes de energia. DOCUMENTÁRIO | Power – O Poder por trás da Energia (2015) Este documentário foi produzido pelo History Channel e trata sobre a história de importantes nomes que dedicaram suas vidas para encontrar novas formas de se obter energia. Nikola Tesla, Alexander Graham Bell, Eugene Mallove e Rudolf Diesel são alguns desses nomes que usaram sua criatividade e conhecimento para desenvolver novas técnicas de geração de energia. Através de entrevistas, materiais de arquivos e recriações, o documentário não apenas explica a trajetória desses grandes nomes, como também retrata os interesses obscuros que estavam por trás da descoberta de novas formas de geração de energia. Como você pode ver, já citamos diversos materiais e trouxemos conteúdos que podem te ajudar a refletir sobre o tema. Lembrou de algum filme, livro ou vídeo que trate sobre o assunto, e que não citamos aqui? Conta pra gente! Talvez o seu repertório sociocultural possa ajudar outras pessoas a pensarem sobre o tema! Agora, é hora de botar a mão na massa e escrever o seu texto! Não se esqueça de enviá-lo em nossa plataforma após finalizá-lo: nossos professores corrigem redações em até 3 dias úteis!

Você já escreveu alguma redação sobre ”Energias renováveis como mecanismo de sustentabilidade”? Confira o tema da semana e escreva o seu texto! Os conceitos “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” vêm sendo debatidos desde a década de 1970. De lá para cá, muitas áreas da sociedade foram se adaptando a estes conceitos. A legislação, por exemplo, é uma delas. Devido à importância deste assunto, decidimos trazer um tema que fale a respeito das energias renováveis. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Energias renováveis como mecanismo de sustentabilidade”. TEXTO 1 Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis O desenvolvimento sustentável é caracterizado por ações que não comprometem as gerações futuras, como um sistema de desenvolvimento global, que se preocupa com a quantidade de extração de matéria-prima, impactos ambientais, entre outros. Sendo assim, o exercício da sustentabilidade defende que as necessidades de satisfazer suas vontades atualmente não podem prejudicar seus filhos, netos e bisnetos, por exemplo. Enquanto isso, as energias renováveis, basicamente, possuem origem a partir de recursos naturais que são constantemente reabastecidos, como o sol, vento, água, marés e ondas. No entanto, um tipo de energia renovável não é, necessariamente, uma energia sustentável, visto que ela precisa ser inesgotável. Portanto, a sustentabilidade trata-se apenas de uma forma de manter o desenvolvimento energético atual, podendo esgotar a qualquer momento. Desta forma, o desenvolvimento sustentável só é estabelecido a partir da harmonia entre três eixos essenciais: ambiental, social e econômico. Para sua evolução, tanto as energias renováveis quanto as sustentáveis são responsáveis por medir o uso de recursos naturais, bem como preservar o meio ambiente, a fim de alcançar um nível de desenvolvimento ambiental, social e econômico favorável. Energia e Sustentabilidade: Entenda a importância Quando pensamos em energia e sustentabilidade, devemos considerar a importância da união desses dois fatores nos dias atuais. Desta forma, a utilização de fontes de energia renováveis é fundamental para que as gerações futuras não sejam afetadas, uma vez que os recursos não se esgotam e estão disponíveis gratuitamente. A sustentabilidade possui um papel muito importante não só como fator principal na geração de energia limpa como também em questões sociais, econômicas e ambientais. Sendo assim, além de contribuírem para a diminuição dos impactos ao meio ambiente, as fontes renováveis auxiliam na economia das contas de luz em até 95%, o que permite que localidades de baixa renda tenham acesso à energia elétrica. Além disso, tanto o espaço urbano quanto rural têm crescido amplamente, o que implica na maior utilização de energia convencional, auxiliando cada vez mais em questões como a emissão de gases poluentes, desmatamento e aquecimento global. Portanto, o aproveitamento de recursos renováveis é essencial para a manutenção do nosso planeta de modo sustentável, garantindo um futuro com segurança energética para nossos familiares. Neste sentido, utilizar tipos de energia limpa, como a solar, significa pensar adiante e contribuir para que, a longo prazo, os índices de poluição e espalhamento dos gases de efeito estufa diminuam e não afetem a nossa atmosfera. Isso fará com que as paisagens naturais não sejam alteradas, além de manter a constância de fatores climáticos, que são muito importantes para a geração de energia fotovoltaica, por exemplo. Exemplos de sustentabilidade no dia a dia: Economizar energia e água. Reciclar lixo. Fazer compostagem. Reutilizar água. Escolher materiais reutilizáveis. Separar óleo de cozinha para doação. Reduzir utilização de carros e motos. Utilizar casas ecológicas. Implementar políticas sustentáveis em empresas. A energia sustentável no mundo Você sabia que: Em 2012 a Organização das Nações Unidas – ONU elegeu 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos, no mesmo ano que aconteceu a Rio+20. De acordo com um estudo americano do ‘Brookings Institute’, a energia sustentável cria até 3 vezes mais empregos do que os combustíveis fósseis. De acordo com o mesmo estudo, o salário das pessoas que trabalham com energia sustentável é, em média, 13% maior em relação a média nacional. O setor de energia sustentável no Brasil está crescendo, em média, 20% ao ano. O de energia solar deve crescer por volta de 300% em 2016 e continuar um crescimento acelerado nas próximas décadas. Fonte: portal solar TEXTO 2 Você já parou para pensar em quanta energia gasta todos os dias? E não só na forma de eletricidade, mas também de combustível fóssil, como a gasolina e o álcool. Bilhões de pessoas provavelmente também não fazem essa reflexão, o que aumenta consideravelmente o consumo energético ao redor do mundo. Como a maioria desses recursos não é infinito, aumenta também a necessidade de pensarmos em energias renováveis. Esse é um tema bastante recorrente, mas que ainda é surpreendentemente pouco esclarecido. Basta andar pela sua cidade e ver quantas pessoas realmente utilizam esses tipos de fonte de energia no dia a dia. Dependendo de onde você mora, inclusive, pode ser algo completamente fora da realidade. Porém, com as smart cities se tornando uma tendência para diversos negócios, esse tipo de solução tende a deixar de ser um luxo para se tornar uma obrigatoriedade. Se você ainda não está informado sobre esse tema, é melhor se atualizar! Continue lendo e veja tudo que precisa saber sobre formas alternativas de energia e como elas são aplicadas. Entendendo o que são as energias renováveis Como o nome já deixa a entender, estas são fontes de energia que, para todos os efeitos, não se esgotam. Isso faz algumas pessoas acharem que elas estão disponíveis 100% do tempo, mas não é bem assim que funciona. A verdade é que essas fontes de energia passam por uma renovação constante, indo do fim ao começo da cadeia ao longo do tempo. Pense em como os recursos naturais funcionam em ciclos. A água do mar gera chuva, que nutre nascentes, rios e outras fontes que usamos para beber. Os animais se alimentam e os restos voltam à terra, fertilizando o solo e as plantas, garantindo que tudo seja aproveitado. O mesmo princípio se aplica à energia renovável. Desde que o consumo não exceda o limite do

Quer saber mais sobre pressão escolar e saúde mental? Confira a lista de repertório que preparamos para o tema! Se você é estudante, já deve ter se deparado com este assunto em algum momento. Os casos de depressão, por exemplo, têm aumentado quando falamos de estudantes que estão se preparando para vestibulares. A cobrança por resultados, a pressão para se sair bem e até mesmo a competição com os colegas são desencadeadores de doenças mentais. Por isso decidimos abordar este tema aqui! Para ajudar a desenvolver a sua tese e preparar os seus argumentos sobre o tema desta semana, trouxemos conteúdos que tratam sobre o assunto. Assim, estude-os e selecione aqueles que vão te auxiliar na defesa do seu ponto de vista na redação. Boa leitura! MATÉRIA | Dinheiro e pressão na escola são as maiores causas de ansiedade para jovens no Brasil Esta matéria cita um estudo que concluí que apenas 16% dos adolescentes brasileiros se sentem “emocionalmente bem”. A conclusão da Fundação Varkey, que realizou a pesquisa, é a de que problemas com dinheiro e a pressão escolar são as maiores fontes de ansiedade para os adolescentes brasileiros. Vale a pena ler a matéria e anotar os dados citados, para ajudar a desenvolver a argumentação. LIVRO | Saúde Mental na Escola: O que os Educadores Devem Saber Este livro é interessante pois aborda o papel da escola e, mais especificamente, dos professores, no que diz respeito à saúde mental dos estudantes. A obra traz dicas e exemplos que auxiliam os educadores a lidarem com questões de saúde mental na escola. SÉRIE | Os 13 porquês Baseada na obra literária de mesmo nome, do autor Jay Asher, a série aborda muitos assuntos polêmicos que envolvem problemas na adolescência, como depressão, bullying, abuso sexual e suicídio. Os episódios contam a vida de Hanna Baker, adolescente que se suicida e deixa 7 fitas com gravações onde enumera 13 razões que a levaram ao suicídio. Dentre os motivos estão alguns relacionados especificamente à escola, como o bullying sofrido pela aluna quando os colegas colocam seu nome na lista sobre as garotas mais atraentes da escola. Por fim, descobrimos que, após passar por diversos momentos difíceis na escola, Hanna conta sua história para o conselheiro escolar Kevin Potter, que duvida das narrativas contadas pela jovem. Ao assistir a série, é importante notar como a postura do conselheiro impacta a decisão de Hanna de tirar sua vida, e como o final poderia ter sido diferente. VÍDEO | Saúde mental na escola e na universidade Neste vídeo, a Youtuber Louie ponto fala sobre a ansiedade que o mestrado desencadeou em sua vida. Além disso, Louie narra histórias vivias enquanto estava no ensino médio, como a convivência com professores homofóbicos. Vale a pena assistir ao vídeo para entender quais vivências escolares podem ser gatilhos para os transtornos mentais dos adolescentes. SÉRIE | Merlí Esta série narra o cotidiano de Merlí Bergeron, um professor de filosofia que tem métodos nada tradicionais de ensino. No decorrer dos episódios o público vai conhecendo as histórias dos alunos de Merlí. O professor, então, ajuda os alunos a solucionarem seus problemas pessoais, que envolvem desde questões com os pais até a pressão sofrida no ambiente escolar. FILME | The Breakfast Club (Clube dos Cinco) Estreado em 1985, o filme conta a história de 5 estudantes totalmente diferentes que são forçados a passar um sábado na escola, na detenção. No decorrer do longa os telespectadores conhecem as perspectivas dos jovens, que relatam seus problemas familiares e que não sabem lidar com a pressão constante sobre eles (ou com a falta desta). Vale a pena assistir a este clássico e fazer as suas anotações! FILME | Sociedade dos Poetas Mortos John Keating, o novo professor de Inglês, começa a lecionar em escola preparatória de meninos conhecida pelo alto padrão e tradicionalismo. Utilizando métodos não muito ortodoxos para atingir seus alunos, que enfrentam enormes pressões de seus pais e da escola, ele os ajuda a se livrarem da timidez, seguirem seus sonhos e aproveitarem cada dia. Como você pode ver, já citamos diversos materiais e trouxemos conteúdos que podem te ajudar a refletir sobre o tema. Lembrou de algum filme, livro ou vídeo que trate sobre o assunto, e que não citamos aqui? Conta pra gente! Talvez o seu repertório sociocultural possa ajudar outras pessoas a pensarem sobre o tema! Organize os repertórios e escreva seu texto!

Você já parou para refletir sobre ”Pressão escolar e saúde mental”? Confira o tema da semana e escreva a sua redação sobre ele! A pressão para se sair bem na escola afeta diversos alunos. Em temos de pandemia, alunos e professores se viram em uma situação inusitada, pois agora o foco é o ensino a distância. Sendo assim, é importante a reflexão acerca da pressão escolar e saúde mental nos dias de hoje. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Pressão escolar e saúde mental”. TEXTO 1 No contexto da pandemia de Covid-19, muitos foram os desafios impostos pela necessidade de cumprir os protocolos de controle da doença. Na rotina dos estudantes, a pressão escolar é grande, afeta a estabilidade psicológica e causa impactos negativos preocupantes. Por essa razão, é necessário buscar medidas que preservem a saúde mental de crianças e adolescentes. Tendo isso em vista, o psicólogo Antônio Chaves Filho, irá explicar como a pressão escolar impacta a saúde dos jovens, principalmente, nos períodos de provas finais e na chegada do Enem e de outros vestibulares. Entenda o que deve ser feito para que essa pressão não resulte em comprometimentos emocionais e em sensações potencialmente negativas. Relação entre pressão escolar e saúde mental A necessidade de isolamento social criou um cenário propício para situações de estresse e ansiedade, o que compromete tanto a saúde mental dos educadores quanto a dos estudantes que sofrem com a pressão escolar na pandemia. As mudanças no processo de ensino e aprendizagem comprometem não apenas a qualidade do ensino, como aumentam os riscos de desajustes mentais. Todo esse processo gera um sofrimento psíquico e contribui para o desenvolvimento de sintomas que colocam em xeque a estabilidade emocional do estudante. Os mais evidentes são irritabilidade, apatia, insônia, mau humor, desinteresse pela escola e problemas de concentração. Além disso, as aulas remotas causam maior pressão escolar porque responsabilizam a criança e o adolescente pelo próprio aprendizado. Por ser muito diferente dos meios convencionais, essa prática gera muita preocupação entre os profissionais da saúde. Tanto que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) elaborou uma cartilha com orientações sobre a saúde da criança e do adolescente na pandemia. Nessas circunstâncias, os estudantes sofrem uma sobrecarga enorme, tornam-se mais vulneráveis à depressão, aos sentimentos de frustração e ao esgotamento mental. Por isso, crianças e adolescentes necessitam de mais apoio dos pais e de avaliação profissional para reequilibrar as sensações. Ensino remoto e os reflexos na qualidade de vida O ensino remoto também tem seus desafios no quesito qualidade de vida, já que o fato de o aluno ter que dar conta de suas tarefas escolares praticamente sozinho gera muita insegurança. Devido à pandemia de coronavírus, todos tiveram que se adaptar, de forma abrupta, a esse novo modelo de ensino. O setor da Educação foi um dos mais afetados pela atual pandemia, o que resultou em grandes impactos do ensino remoto sobre o bem-estar e a qualidade de vida de alunos e professores. De repente, berçários, escolas e faculdades foram fechadas e todos precisaram se adaptar a essa metodologia. Na verdade, ninguém estava preparado para lidar com os desafios impostos pela pandemia. Consequentemente, novas sensações negativas afloraram e influenciaram a estabilidade psicológica de pais, educadores e alunos. Quanto mais nova a criança, mais variável é o seu comportamento e menor a capacidade para lidar com o estresse e os desafios diários, segundo o Jornal da USP. Além de todas as correlações mentais associadas ao período de quarentena, o medo de tirar nota baixa e de ser reprovado no final do ano também influencia bastante e gera muitos conflitos. Nesse contexto, pais e professores precisam apoiar os estudantes e, se necessário, encaminhá-los para avaliação com um profissional especializado no cuidado com as emoções. Necessidade de atenção à pressão pré-vestibular Época de vestibular é, geralmente, um período de tensão familiar. O jovem vestibulando precisa se adaptar a uma jornada diferente e dedicar grande parte do dia e da noite a horas de estudo. Por essa razão, muitos estudantes abrem mão de várias coisas durante essa etapa e entram em uma rotina que exige muita dedicação e esforço. Nessa perspectiva, percebe-se que a maioria dos jovens está batalhando cada vez mais por bons resultados no Enem e nos vestibulares mais concorridos de faculdades públicas. Nessas circunstâncias, ainda há uma sobrecarga enorme de desafios gerados pela pressão escolar, sobretudo, para estudantes concluintes do Ensino Médio. Essa rotina exige muitas horas de estudo e, com isso, pode prejudicar a saúde física e gerar desequilíbrios na saúde mental. São incontáveis listas de exercícios e aulas em demasia que levam ao cansaço mental extremo, noites mal dormidas, irritabilidade e crise de pânico. Muitos jovens recorrem a medicamentos para aperfeiçoar o desempenho, pois além da pressão escolar, ainda existe a incerteza de qual carreira seguir. Cobranças familiares e a pressão dos pais sobre a escolha do curso geram medo e angústia. Porém, adultos devem ter a sensatez de deixar que o filho faça essa escolha, de acordo com a vocação dele e vontade própria. Fonte: hospital santa monica TEXTO 2 A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta: 1 em cada 5 adolescentes enfrentará problemas de saúde mental, cujos casos cresceram exponencialmente nos últimos 25 anos. A maior parte, porém, não é diagnosticada ou tratada. Na escola, problemas de saúde mental podem piorar o desempenho e ampliar a evasão escolar. Embora a capacitação de professores seja uma medida importante, a saúde mental ainda está fora da formação. “Na classe de 30 alunos, estima-se que entre 3 e 5 terão algum problema de saúde mental, incluindo transtornos de ansiedade, depressão e déficit de atenção e hiperatividade”, explica Rodrigo Bressan, autor de Saúde Mental na Escola e fundador do Y-Mind – Centro de Prevenção em Transtornos Mentais, que defende uma maior conscientização sobre o tema para os educadores. 75% dos transtornos mentais começam antes dos 24 anos50% dos transtornos mentais começam antes dos 14 anos18% foi
Os artigos sobre “Para vestibulandos” são um ótimo ponto de partida para desenvolver suas habilidades de escrita. Para ir além, conte com a correção detalhada de professores especializados que vão analisar sua redação em até 24 horas, com feedback personalizado nas 5 competências do ENEM.
Conhecer planos de correção