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Cansado de fazer sempre as mesmas introduções em todas as redações do Enem? Prepare-se para o artigo de hoje! Vamos ensinar 6 tipos de introdução, e o corretor vai se sentir seduzido por suas redações! Antes de começar a lista com dicas de como fazer a introdução perfeita para a redação do Enem, precisamos lembrar duas coisas: 1. Contexto histórico-social Esse é o tipo mais usado, é verdade, mas não há nada contra ele. Dar um contexto do que vai se falar é bem útil e didático. Mas não se prenda a citar momentos históricos estudados na escola. Revolução Industrial, Iluminismo, são sempre os preferidos… mas se não tiverem relação com o assunto, você pode perder pontos! Veja como esta introdução de uma redação 1000 contextualiza o assunto: A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumentou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o balanço de 2014 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a psicológica. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas. Veja agora uma possível introdução com uma contextualização para outro tema: O trânsito brasileiro mata milhares de pessoas por ano, o que também significa um imenso prejuízo econômico. Boa parte dos acidentes vêm do consumo de bebidas alcoólicas, embora haja a Lei Seca, como tentativa de solução. Atenção para o seguinte: muitos acreditam que citar uma época histórica ou números no começo da redação funciona com repertório. Funciona como repertório, mas não necessariamente o repertório perfeito, ok? Se você quer que aquela citação inicial valha como repertório perfeito, é preciso usá-lo no texto de alguma forma – ele não pode virar enfeite! Repertório que pode ter a nota máxima é repertório de argumentação. 2. Exemplo Este tipo de introdução é muito usado no jornalismo. Uma reportagem, por exemplo, pode começar a partir de um caso específico para só depois debater o assunto em geral. Vamos deixar claro com o exemplo abaixo: 25 de abril de 2023: uma jovem de 16 anos é agredida em uma escola municipal de Joinville, em Santa Catarina, após dizer que era praticante de umbanda, religião de matriz africana. A problemática do preconceito religioso que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social. Percebeu o impacto que cria? Envolve muito o leitor… Mas esse tipo de exemplo usado no começo de uma introdução não tem conectivo nenhum de exemplo, notou? Não é pra ter mesmo. Para ele ter o efeito impactante que você quer, é preciso iniciar diretamente, com o relato e nenhum comentário. Neste caso acima, fizemos como os jornalistas fazem: relatamos brevemente o fato e usamos um verbo no presente, para tornar o fato ainda mais tocante. E outro detalhe: esse exemplo só serve para fisgar o leitor, portanto, se você não quiser, não precisa mais usá-lo no texto. Vamos ver outra introdução escrita dessa forma: Recentemente 90 crianças carentes de Maceió foram ao cinema pela primeira vez. Embora o cinema tenha se popularizado, nota-se a sua limitação social, em virtude do discurso elitizado que o compõe e da falta de acesso por parte da população. Essa visão negativa pode ser significativamente minimizada, desde que acompanhada da desconstrução coletiva, junto à redução do custo do ingresso para a maior acessibilidade. Bem atraente, não é mesmo? 3. Crítica Não vai ser difícil fazer uma introdução para o Enem com uma crítica. A crítica leva automaticamente a algo que precisa ser modificado – e esse é o centro da redação do Enem. Por isso, sugerimos que sua crítica leve, automaticamente, à proposta de intervenção, assim fica mais natural. Veja um exemplo: Não se pode falar de cidadania no Brasil, já que não há acesso pleno ao lazer e à cultura por parte dos menos favorecidos. Ir ao cinema e ao teatro precisam ser atividades costumeiras e estendidas a todos os brasileiros. Como permitir que isso se realize numa situação de limitação econômica de tantos? Curto e grosso, né? Mais um exemplo: Está mais do que na hora de tratarmos as pessoas com transtornos mentais como cidadãos que merecem respeito. Até hoje, eles são estigmatizados, simplesmente por falta de informações corretas sobre o assunto e, também, existe uma carência de representatividade desse grupo nas mídias. Foi uma crítica contundente, bem direta. Críticas são assim mesmo… 4. Interrogação Nada como uma pergunta para levar o leitor a querer ler seu texto e descobrir a resposta. Afinal, todo mundo é curioso. E é um tipo de introdução também fácil de fazer. Fácil e atraente, portanto! Veja como usar: A importância dos indígenas no Brasil configura um fator indispensável à compreensão da diversidade étnica do nosso país. Contudo, ainda persistem desafios à valorização dessas comunidades, o que interfere na preservação de seus saberes. Quais medidas o Estado poderia tomar para melhorar esse cenário? (Mas, por favor, lembre-se de responder a pergunta no seu texto!) Olha só outro exemplo: Como seria o Brasil se não tivéssemos recebido imigrantes em nossa História? Eles marcaram todas as áreas possíveis da sociedade, e não poderíamos ser o que somos sem seu trabalho. E mesmo assim, o que se vê é uma ausência de políticas públicas eficientes para receber e integrar essas pessoas à sociedade. Observe que desta vez a pergunta teve mais um efeito de fazer o leitor pensar na importância dos imigrantes, de forma inversa – com a falta deles. Quer dizer, não haveria nenhuma resposta para a pergunta na argumentação. 5. Frase de alguém conhecido ou ditado popular Se você lembrar de uma frase de alguém, ou do povo, que tem tudo a ver com o que você pretende dizer em sua redação, ponha na introdução. Ao contrário do que se diz por aí, você pode usar ditado popular ou provérbios na redação, sim, desde que

De início, nossa equipe tem um tema (violência nas escolas) bem sério para sua redação desta semana. Sério e triste. Mas é um problema social urgente e pode cair no Enem. Afinal, estamos falando do tema a violência nas nossas escolas, a temática envolve professores, alunos, ex-alunos, pais de alunos e gente de fora. Então, podemos observar que é um tema complexo, não é? Felizmente, soluções despontam aqui e acolá e queremos que você as conheça para usar na redação! Por isso, abaixo, você vai encontrar o melhor conteúdo sobre o assunto, tanto no Brasil quanto em outros países. Desse modo, Leia-os com atenção e escreva uma redação dissertativa-argumentativa para o Enem, sobre o tema “A violência nas escolas brasileiras: desafios e soluções”. Assim, pense com carinho no que você acha melhor escrever – uma vez que isso indica autoria. Bom trabalho! Texto 1 sobre o tema violência nas escolas MANIFESTO Nota de Alerta da SBP contra os crimes cibernéticos A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) – preocupada com a saúde, a segurança e o bem-estar das crianças e adolescentes, bem como ciosa da importância que tem a Escola no desenvolvimento deste grupo etário – alerta os pediatras, pais, educadores e responsáveis sobre a divulgação de mensagens e vídeos nas redes sociais e grupos de WhatsApp com discurso de ódio, provocando insegurança nas famílias e na população. Nesse momento em que o Brasil passou por recentes episódios de violência nas escolas, a SBP recomenda aos pais e responsáveis para agirem evitando a viralização desses vídeos, caso os recebam em seus celulares ou pelas diferentes redes sociais. Além disso, é importante ressaltar que o não compartilhamento desse material ajuda a enfraquecer o mercado de desinformação e de fake News, além de ajudar a cessar ataques desse perfil. Sempre atenta a conteúdos desta natureza, a SBP sugere ainda que: Por fim, a SBP reforça que está engajada e compartilhando das ações estratégicas com órgãos governamentais e instituições afins visando o enfrentamento à violência e aos crimes cibernéticos. Rio de Janeiro (RJ), 13 de abril de 2023. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP)fonte: Canguru News(texto adaptado) Texto 2 sobre o tema violência nas escolas fonte: Oabes – violência no âmbito escolar Texto 3 sobre o tema violência nas escolas Psicóloga explica como lidar com traumas após ataque em creche de SC Para Catarina Gewehr [psicóloga], experiências de ataques como a de hoje geram sentimentos de desolação nas pessoas. — Blumenau está um silêncio. Não é normal nem para o horário, nem para o dia da semana. É um peso, uma sensação de que algo muito irregular aconteceu — conta. Nas crianças, conforme ela, o fato causa impasses primeiro na linguagem, sendo que a percepção delas é alterada conforme o adulto repassa a informação, mesmo entre as que presenciaram o crime. — Geralmente, o adulto chora e dá resposta sem nexo para criança. É necessário entender que é legítimo estar triste, necessário manifestar, não fingir que está tudo bem. Assim, as crianças tendem a superar de maneira melhor casos devastadores como o ataque à creche — explica. Conforme a profissional, é normal que a população sinta desolação nos próximos períodos, sentindo tristeza, raiva, depois querer justiça, em seguida pensar o que poderia ter feito para evitar e, em seguida, novamente tristeza. — Serão muitos ciclos de perda de força. Todos os envolvidos vão precisar de ajuda profissional até que a situação perca a força de tirar a força das vítimas. Esses acontecimentos impactam por muito tempo — lamenta. Catarina reforça ser necessário que o país pense em ferramentas e políticas públicas com objetivo de promover uma cultura de paz, de diferenças e de valorização da vida, em vez de promoção de ideias a favor de armas, por exemplo. Adaptado de NscTotal Texto 4 sobre o tema violência nas escolas Mochilas vazias em frente ao Congresso, em Brasília, lembram vítimas de violência em escolas Diante desse cenário, dezenas de mochilas vazias, colocadas em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, lembram as vítimas da violência em escolas de todo o país, na manhã desta terça-feira (2). De acordo com o movimento cívico Avaaz, 35 jovens morreram em ataques desde 2012. É válido mencionar que o ato ocorre no dia programado para ocorrer a votação do Projeto de Lei 2630, conhecido como o PL das Fake News (veja detalhes abaixo). Portanto, a proposta torna crime a divulgação de notícias falsas pela internet. Conforme os organizadores, uma pesquisa encomendada pela Avaaz aponta que 93,7% dos entrevistados acreditam que as redes sociais não são seguras para crianças e adolescentes. fonte: Portal G1 – Globo(texto adaptado) Texto 5 sobre o tema violência nas escolas O Manifesto Juvenil #ENDviolence Nós nos comprometemos Com a gentileza Comprometemo-nos a ser respeitosos e cuidadosos na forma como tratamos nossa comunidade e a nos manifestar quando for seguro fazê-lo. Além disso, a bondade é uma responsabilidade que começa com cada um de nós. Com a denúncia de violência Comprometemo-nos a quebrar tabus e a vitimização em torno da denúncia de violência. Mas também procuraremos autoridades de confiança, como professores, conselheiros, representantes da comunidade e outros alunos, quando testemunharmos ou soubermos de violência dentro e ao redor da escola. Também nos comprometemos a criar canais liderados por jovens para denunciar a violência. Com a ação Por fim, comprometemo-nos a iniciar e apoiar iniciativas que promovam unidade, curiosidade e respeito mútuo em casa, na escola e em nossas comunidades – inclusive online. Por isso, é importante a ideia de que vamos proteger uns aos outros e proteger uns aos outros. [#Eu te dou cobertura] traduzido livremente de Unicef (texto adaptado) Repertórios socioculturais relacionados ao tema “A violência nas escolas brasileiras: desafios e soluções” notícia – agora, veja alguns relatos de como os professores mineiros se sentem com a constante ameaça de violência nas escolas. vídeo – outrossim, a psicanalista Maria Homem explica por que as escolas são tão importantes na construção da personalidade dos jovens – isso pode ajudar você a entender causas da violência nas escolas.

A ideia de Eixos Cognitivos vem da Psicologia, não do Enem. Mas o Enem organiza sua prova usando como base alguns deles que vamos mostrar agora. Pense na palavra “eixo”. Uma linha reta ao redor da qual alguns elementos giram juntos, de maneira uniforme. Agora imagine que esses elementos são as várias habilidades que todo candidato ao Enem precisa ter para fazer a prova. O cérebro faz o serviço de agrupar naturalmente essas habilidades, porque têm algo semelhante ou porque uma colabora com a outra. A Psicologia chama esses agrupamentos de “eixos cognitivos”, só para facilitar. E, se o próprio cérebro agrupa habilidades, fica mais fácil seguir o que ele faz e aprender as várias matérias obedecendo essa tendência, não é mesmo? Como o cérebro cria os “eixos cognitivos” Vale a pena entender o que se passa no seu cérebro quando você está estudando e aprendendo uma matéria! É bem complexo – na verdade é admirável! O cérebro cria processos que envolvem várias habilidades: Você tem todas essas habilidades, apenas que precisa treiná-las cada vez mais. Podemos ajudá-lo nessa tarefa, explicando como cada habilidade funciona. Percepção É tudo que entra em seu cérebro pelos sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato). O cérebro interpreta tudo e assim é que você formula sua ideia de tudo que está na realidade. Por exemplo, se você vir uma tesoura, na hora vai reconhecer que serve para cortar, já que, anteriormente, teve alguma experiência que demonstrou isso. Outro exemplo: digamos que você costumava cantar uma música na pré-escola, mas depois daquela época nunca mais voltou a ouvi-la – você será perfeitamente capaz de cantá-la novamente, de cor, caso a ouça hoje!E mais um exemplo: muitos dos repertórios que nós oferecemos a você toda semana vem em forma de vídeos – sua visão e sua audição captam o conteúdo e – PLIM! – já fica reservado para quando você precisar! Atenção A sua atenção é um processo em que seu cérebro é capaz de escolher o que realmente importa para ele do ambiente em que você está. Já se pegou distraído durante a aula? Já aconteceu de ler uma página inteira de um livro de leitura obrigatória e… não lembrar do que estava escrito lá? Todo aluno sabe bem o que é isso: falta de atenção. É preciso treinar seu foco, pois o cérebro tem um limite de informações nas quais ele consegue ter atenção de uma só vez. Sabe aquela ideia de ir fazendo as várias questões da prova enquanto pensa no tema da redação? Pois é… não funciona, e agora você já sabe por quê. Memória A memória você também sabe bem como é importante: só com ela você recupera as informações de que precisa para suas provas. Para sua prova de redação do Enem, por exemplo, você vai usar muito sua memória executiva, quer dizer, de curto prazo. Esse tipo de memória tem uma capacidade pequena de armazenagem, ou seja, elimina em pouco tempo o que tiver armazenado (Agora você entende por que não lembra mais nem o tema da redação na prova minutos depois de terminar a prova). Mas essa é a memória perfeita para planejar tudo na hora da redação, porque ela reúne várias atividades ao mesmo tempo – cerca de 7 no total. Com ela você pode usar informações que leu nos textos de apoio da proposta de redação, organizá-los, incluir repertório seu… tudo praticamente ao mesmo tempo! Já a memória de longo prazo você usará para armazenar todo tipo de informação que um dia (no futuro) venha a precisar – inclusive o repertório para a redação do Enem! Linguagem A forma como você fala, escreve e entende uma língua afeta a forma como você entende tudo ao seu redor. Tudo tem um nome, uma descrição… Sem a linguagem não existiria nem prova do Enem. Raciocínio Raciocinar é organizar um pensamento dentro da lógica, de forma que se tenha uma conclusão ou uma solução para um problema. Claro, tem tudo a ver com a dissertação: a argumentação de uma dissertação é puro raciocínio lógico. Emoção Tudo que você aprende está envolvido em emoção! E quanto mais fortes as emoções, mais atenção e memória são ativadas. E quanto mais atenção e memória ativadas… mais eficiente o aprendizado. Pode observar: sempre que uma emoção forte vem junto com a aprendizagem, mais profundamente você aprende a matéria e mais tempo ela fica na memória. Quem já passou pela escola sabe bem como alguns professores facilitam o aprendizado provocando emoções fortes nos alunos! Esse é o segredo para eles aumentarem (ou diminuírem) sua capacidade de memorização. Imagine alguém aprendendo a tocar violino, ou estudando poesia: como ele poderia dominar o aprendizado sem sentir emoção por aquilo?! Na sua vida acadêmica, profissional e no Enem (que é o que interessa agora) você vai precisar usar… Esses são os eixos cognitivos! Saber quais os eixos cognitivos que o Enem usa serve muito para ajudar você a organizar melhor as informações e escrever mais rápido – são úteis ou não são?! Como o Enem usou os eixos cognitivos na edição de 2022 O Enem exige que você domine 5 eixos cognitivos. Vamos explicar cada um com exemplos. 1. Dominar linguagens (DL) Você precisa dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica, e das línguas espanhola e inglesa. Veja que linguagem, aqui, não é só português, inglês e espanhol. Linguagem é o código usado por cada uma das disciplinas estudadas na escola. Linguagem é a forma como um tipo de pensamento é compreendido. Em outras palavras, na prova de redação do Enem, é claro que você precisa dominar a língua portuguesa, mas também precisa dominá-la para todas as outras provas do Enem! Acontece muitas vezes de um aluno errar uma questão de química, física ou matemática simplesmente porque tem pouca habilidade em compreender a língua escrita! Mas o que seria a linguagem científica? É aquela que os cientistas usam em seus textos. Por exemplo, esta questão do Enem

Se o Enem pedir o tema “inteligência artificial”, o que você pretende escrever? Quais repertórios você poderia citar? Nesse sentido, este artigo tem toda a base que você precisa para o caso de esse ser o tema – e tem repertórios também, é claro! Aproveite porque é o assunto do momento! Então, sua redação desta semana é sobre “a inteligência artificial e os impactos sociais no Brasil e no mundo”. Primeiramente, leia os textos abaixo, para entender o que é IA (Inteligência Artificial). Em seguida, escolha qual repertório você prefere usar, da nossa lista (aprenda a usar repertórios!). Por fim, escreva sua redação dissertativa argumentativa simulando o Enem. Agora, se você é novato no Enem, veja aqui como funciona esse tipo de redação. Vamos ao material de redação de hoje. Texto 1 sobre o tema inteligência artificial fonte: Cingo Texto 2 sobre o tema inteligência artificial Impactos Positivos da Inteligência Artificial na Sociedade (…) Com melhores recursos de monitoramento e diagnóstico, a inteligência artificial pode influenciar drasticamente a saúde. Ao melhorar as operações de instalações de saúde e organizações médicas, a IA pode reduzir os custos operacionais e economizar dinheiro. Uma estimativa da McKinsey prevê que o big data pode economizar até US$ 100 bilhões em medicamentos e produtos farmacêuticos anualmente. O verdadeiro impacto será no cuidado dos pacientes. O potencial para planos de tratamento personalizados e protocolos de medicamentos, além de fornecer aos provedores melhor acesso às informações nas instalações médicas para ajudar a informar o atendimento ao paciente, mudará a vida. Nossa sociedade ganhará incontáveis horas de produtividade apenas com a introdução do transporte autônomo e da IA influenciando nossos problemas de congestionamento de tráfego, sem mencionar as outras maneiras de melhorar a produtividade no trabalho. Livres de deslocamentos estressantes, os humanos poderão gastar seu tempo de várias outras maneiras. A maneira como descobrimos atividades criminosas e resolvemos crimes será aprimorada com inteligência artificial. A tecnologia de reconhecimento facial está se tornando tão comum quanto as impressões digitais. O uso da IA no sistema de justiça também apresenta muitas oportunidades para descobrir como usar efetivamente a tecnologia sem prejudicar a privacidade de um indivíduo. Fonte: traduzido livremente de: Bernardmarr Texto 3 sobre o tema inteligência artificial Golpistas estão se passando por entes queridos usando vozes falsas geradas por IA Países como os Estados Unidos e o Canadá já contabilizaram inúmeros casos de golpes usando deepfake, com idosos sendo os principais alvos. Recentemente, uma canadense de 73 anos, de nome Ruth Card, foi vítima de um golpe em que o criminoso usou uma voz gerada por inteligência artificial para se passar por seu neto. Ele ligou para a senhora e afirmou estar na cadeia, pedindo dinheiro para pagar a fiança. A idosa rapidamente sacou 3 mil dólares canadenses, sem ter ideia de que estava sendo enganada. Felizmente, o gerente do banco percebeu o golpe antes que ela perdesse ainda mais dinheiro. (…) Outro caso envolveu um americano chamado Benjamin Perkin, que viu seus pais perderem milhares de dólares ao caírem em um esquema similar. Na ocasião, um falso advogado utilizou a voz criada por inteligência artificial do filho para convencê-los a depositar dinheiro em um terminal de bitcoin. Assim, o argumento usado foi que Benjamin havia atropelado e matado um diplomata e, por isso, estava preso. Para dar veracidade à sua história, o criminoso então colocou Benjamin Perkin ao telefone para falar com sua mãe. A senhora, obviamente, acreditou estar falando com seu filho. Mas na verdade ela tinha ouvido apenas um arquivo de áudio com a voz de Benjamin gerada por computador. Infelizmente, quando descobriram a farsa, já era tarde demais para recuperar o dinheiro perdido. fonte: Hardware – Vozes falsas geradas por IA Texto 4 Artista alemão causa polêmica ao ganhar concurso com foto criada com inteligência artificial Primeiramente, o artista alemão Boris Eldagsen causou polêmica ao ganhar o prestigioso prêmio de fotografia Sony World Photography Awards em março, com uma imagem gerada inteiramente com a ajuda de Inteligência Artificial (IA). Nesse sentido, acusado pelo júri de ter “mentido deliberadamente”, Eldagsen disse ter sido transparente sobre a natureza de sua obra, mas decidiu recusar o prêmio. Dessa forma, aA obra “Pseudoamnésia: O Eletricista” é uma imagem em tom sépia, que mostra duas mulheres de frente para a câmera, como se fosse uma fotografia do início do século XX. A fotografia é um dos campos artísticos mais afetados pelo advento da IA, que permite a qualquer pessoa criar imagens ultrarrealistas simplesmente conversando com um “chatbot”. fonte: Portal G1 Globo Texto 5 Stanford: 10 coisas que aprendemos sobre inteligência artificial em 2022 3- A inteligência artificial está ajudando e destruindo o meio ambiente Dessa maneira, novos estudos sugerem que a construção de modelos eficazes de IA tem um impacto enorme no meio ambiente. Segundo alguns acadêmicos, para “treinar” Bloom, um grande modelo linguístico, foram emitidas quantidades de dióxido de carbono 25 vezes maiores do que as provenientes de um voo Nova York – São Francisco. Além disso, ao longo do tempo vão surgindo soluções baseadas em inteligência artificial capazes de salvaguardar e proteger o ambiente através da otimização do consumo de energia. (…) 5- O número de acidentes causados pelo uso incorreto da inteligência artificial está crescendo rapidamente Conforme um banco de dados AIAAIC (AI, Algorithmic, and Automation Incidents and Controversies), que rastreia incidentes éticos causados por inteligência artificial, eles cresceram 26 vezes desde 2012. Esse crescimento se deve em grande parte ao aumento do número de soluções de inteligência artificial. traduzido livremente de: Money Repertórios socioculturais relacionados ao tema “A inteligência artificial e os impactos sociais no Brasil e no mundo” reportagem- nesse sentido, aqui você vai ter repertório com números e palavras de estudiosos sobre a possibilidade de se detectar depressão em usuários de redes sociais usando a IA! reportagem – todavia, não pense que IA é só para criar textos, responder perguntas… já que a Adobe lançou um programa que cria imagens também, que vai revolucionar a vida dos designers e artistas em geral –

Já comprou algum produto só porque estava no Instagram? Se sim, você é mais um que caiu na influência das redes sociais sobre seus hábitos de consumo… Dizemos “mais um”, e você vai entender por quê no artigo de hoje, com um tema “quente” para a redação do Enem. E o tema desta semana é exatamente este: “Redes sociais e como elas influenciam nosso consumo”. Tudo que você tem a fazer é escrever uma redação para o Enem, com os argumentos e as propostas de intervenção necessárias (temos dicas para detalhar agente e meio). Texto 1 Como a mídia social nos influencia a comprar Conveniência de fazer compras a partir do seu dispositivo. A publicidade nas redes sociais também é mais eficaz porque a oportunidade de compra é imediata. Antigamente, se você visse um anúncio na televisão, precisaria se lembrar dele na próxima vez que fosse até a loja. para comprá-lo. Esse inconveniente diminuiu a eficácia desses anúncios. Mas hoje em dia, o atrito foi removido. Vemos um anúncio nas mídias sociais e imediatamente temos a oportunidade de comprar o item em questão de segundos com apenas alguns cliques. Perseguindo “curtidas”. Não apenas o que vemos sobre os outros nas mídias sociais nos influencia a comprar, mas muitas vezes compramos por causa do que queremos que os outros vejam sobre nós. É muito fácil cair na armadilha de perseguir curtidas e seguidores nas redes sociais – os criadores nos recompensam por isso. Coisas legais, produtos da moda, destinos sofisticados e boa comida e bebida funcionam bem nas mídias sociais. A maioria de nós sabe disso e gasta mais do que deveria apenas para impressionar as pessoas nas redes sociais. Mas há maneiras melhores de impressionar os outros. fonte: be coming minimalist – social media consumerism Texto 2 fonte: money times – brasil é o 1º colocado no ranking mundial em que os influencers são mais relevantes para decisão de compra Texto 3 Como a mídia social promove uma cultura de consumo negativa Personalidades do YouTube, modelos do Instagram e estrelas do TikTok alcançam sua imensa fama ou continuam a aumentar sua riqueza com negócios de marca. Sendo um Embaixador da Marca. Influenciando seus seguidores a comprar tudo o que eles promovem. Eles não são chamados de influenciadores sem motivo. E eles tornam mais fácil para as marcas anunciarem para seu público-alvo porque esses influenciadores já criaram sua base de fãs e as empresas demográficas desejam vender. Esses influenciadores são gratos pelos produtos que recebem por meio de patrocínios ou pacotes de relações públicas porque isso os ajuda a ganhar mais dinheiro e, claro, quem não gosta de brindes grátis? A mídia social costumava ser divertida. Era para criar conexão. Mas agora é usada como uma plataforma de negócios para enfiar marcas e produtos goela abaixo dos espectadores. Quanto mais exposição alguém tiver a produtos ou a noção de comprar mais coisas, mais essa pessoa adotará a mentalidade de que precisa de mais coisas ou que deseja comprar mais coisas. traduzido livremente de medium – how social media promotes a negative consumer culture Texto 4 Virginia Fonseca chamar base de dermomake pode configurar propaganda enganosa Após o lançamento da base ao preço de R$ 199,90, valor considerado alto demais para um item nacional, a empresária e influenciadora Virginia Fonseca, mulher do cantor Zé Felipe, passou a receber críticas nas redes sociais e foi acusada por internautas de fazer “propaganda enganosa”, além de usar a expressão dermomake de forma incorreta. (…) “Dermomake” ou “dermocosmético” é a definição para produtos com a fórmula que alia maquiagem ao tratamento da pele. Foi disseminado pela rede Boticário. Alguns especialistas dizem que não é técnico nem médico e foi criado mais como apelo de marketing. A utilização indevida do termo para produtos sem eficácia comprovada para o tratamento da pele pode, sim, se enquadrar como propaganda enganosa, previsto no artigo 37 do CDC (Código de Defesa do Consumidor), segundo advogadas ouvidas pelo R7. “Se o produto colocado à venda descrever características que não possui, ele está levando o consumidor a erro e deve ser retirado de circulação ou ter a sua etiqueta reajustada. A Anvisa faz a liberação, muitas vezes, pelas substâncias que estão no produto e não efetivamente se ele tem um resultado ou não”, diz a advogada Mariane Teodoro Salles, especialista em empresas de beleza e estética. fonte: lifestyle r7 – virginia fonseca chamar base de dermomake pode configurar propaganda enganosa Texto 5 73% dos brasileiros já compraram influenciados pelas redes sociais A agência de comunicação MARCO realizou o estudo ‘O Comportamento do Consumidor Pós-Covid 2022’ que demonstra como o marketing de influência impacta o comportamento de compra dos brasileiros. Para o estudo, foram entrevistadas mais de 14 mil pessoas para analisar as preferências e o comportamento dos consumidores de 14 países diferentes. De acordo com o estudo, os brasileiros são os mais influenciados por publicidade digital: 77% artigos online 72% recomendações de influencers digitais Além disso, 73% dos brasileiros declararam já ter comprado algum produto ou serviço baseado na indicação de alguma personalidade digital. O recorte do estudo para faixa etárias também demonstra que os entrevistados entre 41 e 65 anos são os menos impactos por recomendações de influencers com 43%, de maneira que para o grupo entre 18 e 25 anos, a porcentagem sobe para 57%. fonte: sebrae – 73% dos brasileiros já compraram influenciados pelas redes sociais Repertórios socioculturais relacionados ao tema “Redes sociais e como elas influenciam nosso consumo” reportagem – neste artigo você vai ter ideias ótimas para suas propostas de intervenção sobre a influência de redes sociais no consumo, não perca! estudo – ótimos dados de repertório esperam por você neste estudo de Ísis Macêdo, da UFPE, sobre os hábitos de compra de roupas das adolescentes, sob influência das redes sociais! estudo – quais os produtos mais vendidos nas redes sociais? por que as pessoas compram tão facilmente de redes sociais? as respostas estão neste trabalho de Ana Carolina Rangel, do Centro Paula Souza. artigo – conheça

Chegou ao blog certo: só aqui você tem as informações todas (todas mesmo!) sobre como será o Enem 2023. Veja as datas e tudo sobre a redação! Antes de ver tudo o que você precisar saber sobre o Enem 2023, anote aí as datas pra quem vai fazer a prova – foram alteradas recentemente (não sabemos por quê): Inscrições: 5 a 16 de junho Provas: 5 e 12 de novembro (no dia 5 de novembro você fará sua prova de redação) Divulgação do gabarito: 24 de novembro Resultados: 16 de janeiro de 2024 Documentos para fazer a prova do Enem 2023 Nos dias da prova você pode levar seu documento de identificação no bolso ou de forma digital, se preferir. Então pode usar o e-Título, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou o RG digital. Só não leve em forma de print ou em PDF – eles têm que estar nos aplicativos oficiais. Enem digital em 2023 Não vai ter mais Enem digital. Foi uma decisão do Inep, porque não havia muito interesse dos alunos nessa versão, e, ainda tinha o fator custo: era mais caro que a versão impressa. Número de questões na prova do Enem 2023 No primeiro dia de prova do Enem, você encontrará as seguintes questões: Tudo isso precisa ser feito em 5,5 horas. Como no segundo dia de prova do Enem não há mais a redação, você terá 5 horas somente para resolver as questões, que são as seguintes: Tanto no primeiro quanto no segundo dias de prova, as questões são sempre objetivas, e nosso cálculo é também de 3 minutos para cada uma, no máximo! A ideia de incluir questões dissertativas está suspensa momentaneamente, até que o Novo Ensino Médio seja readequado e voltar a valer. Siga nosso blog que vamos avisar imediatamente quando as questões dissertativas forem implantadas. Os alunos comentam que 3 minutos para cada questão é o ideal – nada mais que isso. Na redação, 1 hora e 50 minutos tem sido o tempo máximo ideal. Claro que isso vai depender de você: se você leva mais de 3 minutos em cada questão, seu tempo de redação será reduzido. Ainda falando do tempo, os alunos comentam com a gente que levam muito tempo para responder as questões do Enem, porque os enunciados são bem longos. Então treine cronometrando seu tempo! E, por favor, não chegue atrasado para a prova: os portões fecham às 13h, e a prova começa às 13:30 (horário de Brasília). Redação Enem 2023 Vamos agora mostrar como vai ser a redação do Enem 2023, que é a nossa especialidade. Se você vai prestar Enem pela primeira vez, este é o básico que precisa saber sobre a redação: A imagem abaixo faz parte da cartilha do enem, e mostra o que você precisa fazer na sua redação, mas não indica necessariamente a ordem dos itens. Logicamente você vai primeiro entender o tema, mas você pode dar soluções para o caso em qualquer ponto do seu texto. Estamos alertando para isso, porque muitos alunos acham que a proposta de intervenção deve vir na conclusão, Isso não é verdade – ela pode vir até na introdução, como diz o Inep na cartilha dos corretores. A imagem mostra apenas a sequência do seu pensamento – afinal você só pode imaginar proposta de intervenção depois de analisar o problema, não é mesmo? Critérios de nota da redação Enem 2023 Os corretores do Enem vão analisar sua redação e dar a nota seguindo vários critérios, e são tantos que eles agrupam os critérios em 5 competências. Se você é competente numa habilidade, é porque você a domina. Por exemplo, se você é competente em escrever com a gramática correta, é porque você domina a gramática Então as 5 competências são todas as habilidades que os alunos precisam ter para tirar a nota máxima – 1000 – no Enem. Esta tabela abaixo (da cartilha de corretores do Enem) mostra todas as competências e o que é analisado dentro de cada uma – você tem todas essas competências? E a nota funciona assim: os 1000 pontos máximos são divididos em 200 por 5 competências. Assim, cada competência vai te garantir no máximo 200 pontos. A gente já tinha explicado antes como as redações são corrigidas no Enem – e os corretores são sempre professores. Aliás, são 2 professores que vão corrigir sua redação. Se por acaso as notas que cada um der tiverem uma diferença de mais de 100 pontos, ou se alguma das competências tiver uma diferença de mais de 80 pontos, entra em cena o terceiro corretor. E se a diferença de notas continuar, a redação vai ser avaliada por uma banca inteira de especialistas. Então, se você é o tipo do aluno dedicado, fique tranquilo porque a correção é séria. O título na redação Enem 2023 Não precisa pôr título na sua redação. O título não é obrigatório e não receberá nota, nem pode fazer você perder nota. Só tem um detalhe: se você decidir colocar título, não use nada que possa zerar sua redação como explicamos abaixo. O que pode zerar a redação Enem 2023 Nossos corretores nos contaram que sempre recebem redações com algum problema que poderia levar à nota zero. Então temos a obrigação de lembrar você do que leva um corretor do Enem a zerar uma redação. Primeiro, as razões ligadas principalmente a falta de atenção (ou quando o aluno “dá bobeira”): E agora as razões ligadas a falta de treino (e a candidatos iniciantes), portanto, que podem prejudicar até quem é atento. São essas que nossos corretores dizem que mais aparecem nas redações que eles recebem: Estamos tranquilos depois deste artigo: ele tem tudo que você precisa saber sobre o Enem 2023. Mas tudo mesmo! Podemos combinar uma coisa? Deixe que a gente te ajuda com a redação – nós temos professores treinados para corrigir o modelo Enem de um jeito que só aqui!

Sabe aquele seu medo de ficar sem celular? Você não está sozinho – o nome disso é nomofobia, e não é brincadeira não: cria problemas psicológicos e físicos. Como esse tema ainda não caiu na redação do Enem, saímos na frente para preparar você. Vai que… Pegue lápis e caderno e escreva uma redação no formato Enem: argumente sobre “o problema da nomofobia (vício em redes sociais) no cotidiano”. Aproveite o material escolhido a dedo pela nossa equipe para dar suas propostas de intervenção. Texto 1 Nomofobia: o medo de ficar sem o telefone Se você acha que tem nomofobia ou sente que está gastando muito tempo no telefone, há coisas que você pode fazer para gerenciar melhor o uso do dispositivo. Definir limites. Estabeleça regras para o uso do seu dispositivo pessoal. Isso pode significar evitar seu dispositivo móvel em determinados momentos do dia, como durante as refeições ou na hora de dormir. Encontrar um equilíbrio. Pode ser muito fácil usar o telefone para evitar o contato cara a cara com outras pessoas. Concentre-se em obter alguma interação pessoal com outras pessoas todos os dias. Fazer pausas curtas. Pode ser difícil quebrar o hábito do telefone celular, mas começar pequeno pode tornar a transição mais fácil. Comece fazendo pequenas coisas, como deixar o telefone em outro cômodo durante as refeições ou quando estiver envolvido em outra atividade. Encontrar outras maneiras de ocupar seu tempo. Se você achar que está usando o telefone excessivamente por tédio, tente procurar outras atividades para distraí-lo do dispositivo. Tente ler um livro, dar um passeio, praticar um esporte ou praticar um hobby de que goste. traduzido livremente de very well mind – nomophobia the fear of being without your phone. Texto 2 Principais sintomas da nomofobia fonte: seleções – nomofobia principais sintomas e tratamentos para o vício em celular Texto 3 Apaixonados por tecnologia ficam 48h sem celulares em ‘praia detox’ A viagem para a praia do detox digital, do início dessa reportagem, teve o mesmo objetivo: estimular o uso mais consciente e equilibrado da tecnologia. Depois dos celulares confiscados, cada um reagiu de um jeito. “Para te falar a verdade, eu não lembro de ter ficado tanto tempo sem celular”, assume José Gustavo Cal, publicitário “Eu estou com crise de riso nervoso, olha minha unha como é que tá, sem nada para fazer, eu estou estragando minha unha”, conta a supervisora comercial Sandra Resende. Todos da viagem achavam que faziam uso normal da tecnologia. Depois de um tempo sem o celular, começaram a refletir. “E fica ali (imitando estar no telefone), quando você vê, olha pra hora e diz: ‘Meu Deus! Já se passaram três horas, eu poderia ter andado de bicicleta, ter feito yoga, muitas coisas’”, conta Adriana Carvalho, atriz. “Toda hora você pega ele no bolso, olha para ver se alguém te mandou mensagem, passa 20 minutos, você olha ele outra vez. Aí ninguém te mandou mensagem e você já fica encucado: ‘Será que eu estou sem sinal? Por que ninguém me mandou mensagem tem 40 minutos já’”, diz Carlos Alberto, assistente financeiro. fonte: g1 globo – apaixonados por tecnologia ficam 48h sem celulares em praia detox Texto 4 Por que você não deve confundir ‘nomofobia’ com um vício real em smartphones O que torna a nomofobia um conceito tão atraente é que às vezes parece que a maioria de nós sofre disso. Os EUA estão tão conectados a dispositivos móveis que navegar na sociedade sem um pode ser um sério desafio. Quando foi a última vez que você pegou um mapa físico? Sabemos que a exposição constante aos nossos dispositivos pode atrapalhar nosso sono e influenciar a forma como dirigimos. Talvez isso signifique que toda a pesquisa sobre nomofobia está ligada a alguma coisa. Para muitas pessoas, isso pode ser assustador (a sociedade tem um problema real!) ou comprovado (se eu tiver, pelo menos é um fenômeno reconhecido!). Mas talvez o maior risco de todos esteja em decidir que a nomofobia representa uma condição médica real. Na verdade, dizem os críticos, toda a pesquisa sobre nomofobia obscurece o que é, em última análise, um processo natural e recorrente: a antiga luta que todas as sociedades tiveram para se adaptar às novas tecnologias.fonte: washington post – why you shouldnt confuse nomophobia with an actual addiction to smartphones Repertórios socioculturais relacionados ao tema “O problema da nomofobia (vício em redes sociais) no cotidiano” vídeo – Ana Beatriz Barbosa é uma conhecida psiquiatra e nada melhor que uma médica dessa área para explicar o mal que a nomofobia pode fazer na nossa saúde. novela – “Travessia”, da Rede Globo, tem alguns temas centrais, e a nomofobia é um deles – a novela está no ar em 2023! estatística – nada como números para você incluir na sua redação do Enem, e aqui você encontra vários de uma pesquisa com quem tem nomofobia. caso real – bem interessante este relato de um jovem que ficou sem celular por 7 dias! sim, ele sobreviveu e conta aqui como se sentiu. artigo – “efeito google”, “invisibilidade social”, “síndrome do toque fantasma”… você precisa conhecer esses termos ligados à nomofobia (e descobrir se já passa por algum desses sintomas) – leia aqui. vídeo – neste debate da TV Câmara, você tem muitos repertórios para sua redação, e vai ver como até o governo está preocupado com a nomofobia. filme – boa parte dos que sofrem de nomofobia se sentem dependentes de ver as postagens em redes sociais; o filme “O dilema das redes sociais”, de 2020, é sobre esse problema, e é um ótimo repertório para sua redação. artigo – se você está pensando que é só desconectar-se da internet para acabar com sua dependência do celular, pode estar totalmente enganado; veja o que diz a professora de psicologia da USP, Henriette Morato. casos reais – conheça alguns casos impressionantes de quem não está conseguindo viver sem o celular na mão! artigo – se você não tem ideia para sua proposta de intervenção, inspire-se no

Será que dá para reduzir o estresse pré-vestibular? Opa, claro que dá! E tem várias formas de se fazer isso – segue a gente! Primeiro, lembre-se de que um pouco de nervosismo antes de uma prova – ainda mais um vestibular! – é normal e pode significar que você está com foco total nela. Sentir pressão pré-vestibular pode afetar qualquer pessoa, mesmo quem já tem formação superior e vai tentar novo vestibular, e o que os alunos nos relatam é o seguinte: O que não pode é deixar que a ansiedade pré-vestibular vire insegurança e preocupação e você vá mal na prova! As melhores estratégias para reduzir a ansiedade antes da prova (e ainda aumentar seu desempenho na hora H) são aplicadas exatamente na etapa de revisão. 1. Comece cedo sua revisão Sugerimos começar a revisão 6 semanas antes dos exames. Lembre-se de que a revisão é só revisão mesmo – repasse rapidamente o que aprendeu, e não tente aprender nada novo neste momento. Se por acaso houver menos de 6 semanas até a prova de vestibular, seja realista e revise só o que der. Seus professores podem te dar dicas do que cai mais, e assim você não se tornará ansioso. 2. Revise com foco Todo mundo parece saber, mas nós vemos que na prática os alunos revisam da forma errada e quando percebem que estão perdendo tempo… lá vem a ansiedade! Faça assim para não errar: Por falar em cansaço, quanto mais descansado você estiver, menos chances de ficar ansioso para o vestibular. Então fazer revisão para pré-vestibular tem que ser uma etapa tranquila (o que não deu para estudar, paciência, foque no que você aprendeu). 3. Use corretamente seu tempo na revisão Não exagere no número de horas diárias de estudo. Siga a sequência: 4. Mantenha-se saudável durante a revisão Conforme os alunos focam na reta final dos vestibulares, eles se esquecem de se alimentarem bem e de cuidarem da saúde em geral. Não podíamos deixar dicas de saúde nessa hora – vemos muitos alunos simplesmente “desabando” dias antes do vestibular e até perdendo o ano! Você pode evitar viver esse drama da ansiedade antes das provas fazendo isto: Você se alimenta de pacotinhos de bolacha recheada com refrigerante (para “não perder tempo de estudo”)? Compare com a alimentação de quem tem a ansiedade antes da prova sob controle: 5. Saiba quando parar de revisar a matéria Você estuda melhor de manhã, à tarde ou à noite? Não faz diferença: escolha o melhor horário para você, apenas dê um tempo depois de estudar para ir dormir, se preferir estudar à noite. A noite da véspera de sua prova é um momento em que a ansiedade pode atacar severamente… Parece que todo aluno sonha que chegou atrasado e encontrou o portão fechado… ou esqueceu o RG em casa no dia da prova de vestibular! Então mesmo que tenha se mantido calmo durante a revisão, é preciso cuidar para não entrar em pânico na noite anterior: Conclusão Essas são as 5 dicas para lidar com a pressão pré-vestibular que funcionam melhor – vão te ajudar certamente. Nós somos especializados em corrigir redações e temos as melhores dicas da web, mas também queremos ver seu nome na lista de aprovados!

Está na mídia, você viu? Abuso contra a mulher no BBB, e de novo a discussão do que é ou não abuso. Então, vamos aproveitar o ensejo para preparar você no caso de este tema cair na redação do Enem. Logo abaixo você encontra informação sobre o tema “o abuso e violência contra a mulher”, e gostaríamos que escrevesse uma dissertação argumentativa usando esse material. Como você já sabe, a inclusão da proposta de intervenção é importante para a produção textual. Vamos em frente. Texto 1 fonte: g1 globo – casos de importunação sexual contra a mulher aumentam 36 % em um ano em mato grosso Texto 2 MC Guimê e Cara de Sapato investigados por importunação sexual: entenda o que diz a lei e qual a pena para o crime Em 2018, sanciona-se a Lei de 2018 após forte repercussão de casos de homens que se masturbaram e ejacularam em mulheres no transporte público. Tipificação penal inclui desde o famoso ‘beijo roubado’ até toques inapropriados. Os participantes do “BBB 23” MC Guimê e Antônio Cara de Sapato foram eliminados do programa por violarem as regras do reality show e são investigados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por importunação sexual. Além disso, esse tipo de crime pode incluir desde o famoso “beijo roubado” até toques inapropriados, sem a permissão da pessoa envolvida (entenda mais abaixo). Dentro da casa do BBB, durante uma festa, MC Guimê passou a mão no corpo da mexicana Dania Mendez sem o consentimento dela. Cara de Sapato deu um beijo e fez contatos físicos forçados na participante, que é uma convidada recém-chegada de um reality show no México. A polícia ainda deverá ouvir os envolvidos e analisar imagens para saber se houve crime. Dania Mendez afirmou no Confessionário não ter se sentido incomodada com as atitudes de Guimê e Sapato. “Não vi nada, [foi] normal”, disse. Mas a produção do programa considerou que eles passaram dos limites. fonte: g1 globo – mc guime e cara de sapato investigados por importunação sexual entenda o que diz a lei e qual a pena para o crime (adaptado) Texto 3 Não é não: saiba o que é importunação sexual e assédio sexual, e o que fazer se você for vítima As cenas do lutador Cara de Sapato e MC Guimê cercando, imobilizando e tocando a modelo mexicana Dania Mendez sem aviso e sem consentimento pautou não só a expulsão dos dois participantes do Big Brother Brasil 23 na noite dessa quinta-feira (16/3). Trouxe à tona o ainda necessário debate sobre o quão vulnerável é o corpo da mulher diante da estrutura do machismo. O que aconteceu tem nome: é reconhecido no ordenamento jurídico brasileiro como importunação sexual, ou seja, “praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou de terceiro”. Portanto, trata-se de uma prática criminosa incluída há cerca de cinco anos no Código Penal pela Lei nº 13.718, se condenado, o agressor pode pegar de um a cinco anos de prisão. Trocando em miúdos: não é não Se a vítima disser que não quer, nada pode acontecer. Mesmo que não se objetive ao ato sexual. “Na importunação, não há violência nem grave ameaça. É aquele apalpar, é aquele beijo forçado, é passar a mão, como aconteceu no BBB. Não houve violência física, mas houve o cometimento de atos sem o consentimento da mulher”, afirma a titular do Núcleo de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher (Nudem) da DPCE, defensora Noêmia Landim. Então… O ter ou não violência é, inclusive, a principal diferença entre importunação sexual e estupro. “No estupro, tem violência. O ato é forçado. O agente criminoso vai, através da força, impor o ato. Ou força isso através de ameaça grave: “ou você faz ou você morre”. O assédio também envolve relações de trabalho, onde existe uma hierarquia. Mas mesmo que não haja hierarquia pode haver assédio”, detalha a defensora.fonte: defensoria ce – não é não saiba o que é importunação sexual e assédio (adaptado) Texto 4 fonte: tjdft jus – violência psicológica contra a mulher Texto 5 Tanto a proteção das vítimas quanto a punição dos agressores são importantes no combate à violência. Mas isso não é suficiente, principalmente porque a violência doméstica e familiar contra as mulheres é um problema estrutural, ou seja, ocorre com frequência em todos os estratos sociais, obedecendo a uma lógica de agressões que já são mapeadas pelo ciclo da violência. Então, daí surge a necessidade também de ações sequenciadas para o enfrentamento da violência de gênero, tais como inserir essa discussão nos currículos escolares de maneira multidisciplinar; criar políticas públicas com medidas integradas de prevenção; promover pesquisas para gerar estatísticas e possibilitar uma sistematização de dados em âmbito nacional; realizar campanhas educativas para a sociedade em geral (empresas, instituições públicas, órgãos governamentais, ONGs etc.); e difundir a Lei Maria da Penha e outros instrumentos de proteção dos direitos humanos das mulheres. (…) A violência sofrida pela mulher é um problema social e público na medida em que impacta a economia do País e absorve recursos e esforços substanciais tanto do Estado quanto do setor privado: aposentadorias precoces, pensões por morte, auxílios-doença, afastamentos do trabalho, consultas médicas, internações etc. De acordo com o § 2º do art. 3º da Lei Maria da Penha, é de responsabilidade da família, da sociedade e do poder público assegurar às mulheres o exercício dos “direitos à vida, à segurança, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária”. Além disso, desde 2012, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a Lei Maria da Penha é passível de ser aplicada mesmo sem queixa da vítima, o que significa que qualquer pessoa pode fazer a denúncia contra o agressor, inclusive de forma anônima. Achar que o companheiro da vítima “sabe o que está fazendo” é ser condescendente e legitimar a violência num contexto cultural machista e

Notícias sobre desastres causados pela falta de cuidado com o meio ambiente não são novidade. Então, apostamos que o Enem poderia pedir uma redação sobre o tema. Mas como é tema muito extenso, decidimos discutir só as consequências (que já são problema suficiente) – continue lendo. Imagine-se no dia da prova de redação do Enem: você bate o olho na prova e lê o tema: “Consequências dos desastres ambientais na sociedade”. Pois é esse o tema para esta semana: fale sobre os impactos desses desastres e dê soluções possíveis. Os textos que deixamos abaixo têm muita coisa boa para usar! Texto 1 Vazamento radioativo pelo ar Ocorrido em Goiânia, no Brasil, em 1987. Na ocasião, o dono de um ferro-velho encontrou 19 gramas de um pó branco com uma luz azulada dentro de um aparelho antigo de radioterapia. Então, por sua beleza, e acreditando ser algo precioso, ele mostrou para sua família e amigos. O problema é que a substância em questão era cloreto de césio, causando efeitos colaterais nos envolvidos como vômitos e tontura e, consequentemente, quatro mortes. Até hoje, cerca de 120 pessoas foram contaminadas e outras mil continuam a serem monitoradas. Incêndio em Cubatão Em 1984, um erro humano causou 700 mil litros de gasolina vazados de um oleoduto da Petrobras e iniciou um dos maiores incêndios no Brasil, ocorridos na favela Vila Socó, em Cubatão, município de São Paulo. Com o acidente, portanto, estima-se que na época 500 pessoas perderam a vida, a maioria delas crianças. Apenas 86 corpos foram encontrados, tendo sido os outros completamente eliminados pelas chamas, que chegaram a atingir a temperatura de 1.000 °C. fonte: ecoresponse (adaptado). Texto 2 Quais as consequências do óleo nas praias do Nordeste? Resultados científicos recentemente publicados, mostraram que os hidrocarbonetos leves que normalmente se volatizam rapidamente ainda estavam presentes no óleo, porque ele permaneceu submerso até encostar no litoral, o que aumenta seus efeitos negativos para os organismos e ecossistemas costeiros. Por isso isso significa que as manchas de óleo que chegaram na nossa praia além da difícil remoção, devido ao seu aspecto de piche, tinham uma maior capacidade de contaminação para os organismos marinhos e para pessoas que tiveram contato direto com o petróleo. Os levantamentos realizados até agora mostraram que estuários, manguezais e campos de gramas marinhas sofreram o maior impacto. Um total de 27 espécies costeiras ameaçadas ocorrem dentro da área atingida. Aproximadamente 870.000 pessoas, trabalhadores na pesca artesanal e no turismo local, foram afetados pelo derramamento de óleo. fonte: oceanoparaleigos (adaptado) Texto 3 fonte: Câmara Legislativa Texto 4 “O rompimento da barragem do Fundão liberou o equivalente a 25 mil piscinas olímpicas de resíduos. A mistura, que era composta, segundo a Samarco, por óxido de ferro, água e muita lama, não era tóxica, mas capaz de provocar muitos danos. (…) A liberação da lama provocou a pavimentação de uma grande área. Isso acontece porque a lama seca e forma uma espécie de cimento, onde nada cresce. Vale destacar, no entanto, que, em razão da grande quantidade de resíduos, a secagem completa do material poderá demorar anos. Enquanto isso, nada também poderá ser construído no local. Além disso, o material não contém matéria orgânica, sendo, portanto, infértil. (…) Impactos do acidente de Mariana em números De acordo com o Governo Federal, o acidente afetou: Texto 5 5 impactos sociais causados pelo desmatamento 1. Conflitos sociais Quantas vezes vemos notícias de enfrentamento entre madeireiros e agricultores ou indígenas? Não são somente líderes indígenas e pequenos agricultores que sofrem os efeitos desses conflitos, pois se estendem, muitas vezes, a pessoas ligadas à defesa do meio ambiente. 2. Genocídio de povos indígenas A violência decorrente dos conflitos sociais por causa do avanço do desmatamento impacta fortemente a questão da demarcação de terras indígenas. Portanto, aqui, podemos identificar dois problemas sociais: o genocídio (extermínio deliberado de uma comunidade) de indígenas e o fator cultural, considerando a ligação ritualística e social que esses povos têm com o local onde vivem. fonte:blog mackenzie (adaptado) Repertórios socioculturais relacionados ao tema “Consequências dos desastres ambientais na sociedade” música – Xote Ecológico, de Luiz Gonzaga, é uma música animada que fala sobre a destruição dos recursos naturais do planeta e seu impacto. informativo do Governo – você precisa conhecer todos os tipos de desastres ambientais (tem mais do que você pensa!), e estão nesta matéria do Governo Federal vídeo – Este é o primeiro de 3 videos produzidos pelo Instituto de Biologia da USP sobre as consequências das queimadas na Amazônia e no Pantanal; muito repertório de gente que entende do assunto. livro – se você se interessa em ir mais a fundo no caso do rompimento da barragem de Mariana, este e-book gratuito tem tudo – foi organizado pela UFMG. documentário – Uma Verdade Inconveniente é um documentário muito conhecido, para educar os cidadãos do mundo acerca do aquecimento global estatística – descobrimos este estudo cheio de números sobre as inundações no Brasil para o Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos. música – Terra, de Caetano Veloso, é canção muito bela, que fala do nosso planeta. notícia – cite em sua redação esta notícia recente sobre uma forma de punir empresas que destroem o ambiente. vídeo – falta conteúdo para sua redação? não falta mais! aqui estão muitas consequências das queimadas, obtidas num debate da Câmara dos Deputados. vídeo – falando de consequências de desastres ambientais, precisamos saber como a lei aplica punições aos infratores – repertório fundamental neste vídeo do CIEE. artigo – repertório sobre os impactos da mineração sobre o meio ambiente, no Jornal da USP. Material fantástico o que a gente reuniu sobre as consequências dos desastres ambientais na sociedade, não acha? Com ele vai ser mais fácil fazer uma redação 1000 – mas deixa nossa equipe corrigir sua redação enquanto é tempo!

Conversando com nossos corretores, resolvemos fazer uma lista com coisas que geralmente os alunos esquecem de fazer na redação. Eles até sabem que têm que fazer, mas é tanta coisa para lembrar… Antes de passar à lista, queremos lembrar que reler a redação com atenção total depois de finalizar o rascunho é fun-da-men-tal. Bem, vamos à lista. 1. Relacionar tese com argumentos na hora de fazer a redação Sim, claro, você já deve ter aprendido que tese e argumentos andam juntos mas… muitas vezes vemos redações com argumentos que não combinam com a tese. Isso acontece quando o aluno quer de todo jeito usar um argumento específico – algum argumento decorado previamente, por exemplo. Ao reler, pense assim “meus argumentos estão justificando minha tese? Ou tem algum argumento aqui que não tem a ver com ela?”. 2. Avisar mudança na linha de raciocínio Acontece de o aluno começar a falar de algo contrastante com o que foi dito antes, algo que muda o raciocínio, sem avisar o leitor. Por exemplo, veja este trecho entre dois parágrafos de uma redação de aluno: “… Os meios de comunicação enfrentam o drama da censura do politicamente correto. Palavrões, piadas com minorias e a discussão de temas polêmicos são evitados, pois, quando abordados, são alvo de rejeição e vaia do grande público. A reação negativa geral do brasileiro à relação homoafetiva entre duas idosas em uma novela global ilustra bem tal realidade, por exemplo. O brasileiro apresenta inúmeras atitudes condenáveis e contrastantes ao seu discurso polido. Basta ver as piadinhas sobre minorias ou pessoas com deficiência que fazem sucesso e arrastam multidões aos shows de stand up.Observe que o segundo parágrafo é um contraste, uma ideia oposta àquela que estava no parágrafo anterior! Era preciso “avisar” o leitor dessa mudança na linha de raciocínio! E usar conectivo é uma forma de avisar o leitor: se o parágrafo 2 começasse com um “Entretanto” ficaria perfeito! 3. Conferir a sequência dos parágrafos Pois é, os parágrafos têm uma sequência correta. E só uma! Uma coisa tem que levar à outra naturalmente. Pense assim: você cortou os parágrafos de sua redação e entregou para outra pessoa remontá-la. Será que ele vai conseguir remontar na ordem que você queria? Se sua sequência estiver perfeita, ele vai conseguir sim! Se você acha que ele não vai conseguir, é porque alguma coisa na ligação entre os parágrafos não vai bem: os conectivos e as ideias em si, principalmente. 4. Diferenciar sua tese de um fato Na hora que você escreve sua tese, pode passar despercebido que ela não é bem uma tese, e sim um fato! Observe bem isso, porque teses são fundamentais numa dissertação argumentativa. Se você tiver escrito um fato apenas, sua redação ficará com jeito de dissertação expositiva. 5. Citar repertórios só se tiverem tudo a ver com seu argumento (Enem) Lembre-se disso: não vale a pena citar frases que tenham a ver com o assunto da redação, se elas não tiverem relação com seu argumento. Além de não ajudar na argumentação, pode afetar irremediavelmente essa argumentação. Se você decora frases e outros repertórios, vá com calma na hora de usá-los. 6. Seguir o direcionamento que a proposta pede para o tema Pois é, o tema é uma coisa central, mas sempre existe um direcionamento dentro dele, quer dizer, algum aspecto do tema que será o centro do tema. O que nossos corretores têm notado é que muitos alunos apenas focam no tema em si, e ignoram outros detalhes pedidos – ignoram até os textos fornecidos! O risco nessa hora é de tangenciar o tema. 7. Explicitar um conceito da proposta Em algumas propostas o assunto gira em torno de um conceito. Por exemplo, numa das propostas que já caíram na Fuvest, havia o conceito de “estar fora de ordem”. O que significa “estar fora de ordem”? Ora, para responder era preciso pensar no conceito de “ordem” – o que é ordem? Ir direto para o rascunho sem definir o conceito pode levar a uma redação obscura, fora de foco. 8. Dar exemplos, fazer comparações, enumerar Este item fala de “ser claro”, “ser didático”. Você até pode escrever sua redação baseada em teorias, mas nós não aconselhamos… Como a redação de vestibular tem que ser objetiva e direta, o melhor é fazer como seus professores: dar exemplos, algo concreto, quase visual. 9. Detectar repetições desnecessárias Os alunos morrem de medo de repetir palavras na redação, mas acabam deixando passar várias repetições desnecessárias e se preocupando em eliminar as que são necessárias… Veja: repetição é parte da coesão, é preciso repetir palavras, senão o leitor se perde. Mas existem palavras que não precisam ser repetidas – é a repetição desnecessária. Uma das palavras mais repetidas pelos alunos e que eles não percebem é “pessoas”. Veja só este trecho de um aluno: “Todas as pessoas dão opinião na vida das outras. É difícil viver assim, já que muitas pessoas não conseguem expressar sua verdadeira individualidade. As pessoas estão acostumadas a julgar outras pessoas…” Olha como seria fácil acabar com essa repetição tão ruim: “Todas as pessoas dão opinião na vida das outras. É difícil viver assim, já que muitos não conseguem expressar sua verdadeira individualidade. Eles estão acostumados a julgar os outros…” 10. Recuar a primeira linha de cada parágrafo Parece mesmo uma coisa que não tem importância, mas sua nota pode cair muito sem recuos de parágrafo. O parágrafo começa sempre com um recuo. Mas é recuo mesmo, ok? Cerca de 1,5 cm. Recuos muito pequenos deixam os corretores em dúvida se aquilo é apenas uma irregularidade da escrita à mão, ou se é mesmo um parágrafo novo que está começando (nossos corretores que o digam!). E pode ter certeza: falta de recuo afeta seriamente sua nota de redação. Foi uma ótima lista, e quando tivermos mais dicas de coisas que você não pode esquecer de fazer na redação, postamos novo artigo, tudo bem? Nada melhor que professores para ajudarem você a melhorarem sua redação mais rápido

Sua redação desta semana para o Enem será sobre um problema de saúde com implicações seríssimas para toda a sociedade: a depressão. Desde famosos, como Jim Carrey e Adele, até alguém do seu lado, a “doença do século” atinge a todos democraticamente… Então, como escrever sobre esse assunto na prova de redação? Vamos mostrar! Primeiro, você vai ler os melhores textos sobre o tema e analisar os repertórios que vão ajudar a entender as causas, os sintomas e possíveis soluções para a depressão. Está tudo aqui abaixo. Depois, escreva uma dissertação argumentativa sobre o tema “O combate à depressão na sociedade”. Lembre-se de caprichar na proposta de intervenção. Texto 1 Precisamos falar sobre a depressão [entrevista do Hospital Einstein com o Dr. Alfredo Maluf Neto] As pessoas confundem tristeza e depressão. Qual a diferença? A tristeza faz parte dos nossos sentimentos e emoções. É “normal” passarmos por momentos ou algum período de tristeza, por exemplo, quando sofremos perdas ou frustrações. Quando o grau de sofrimento é grande e começa haver prejuízo na nossa capacidade funcional, aí, então, começamos a pensar em um quadro patológico. A depressão é uma doença psiquiátrica cuja alteração principal é o humor ou afeto deprimido e, geralmente, acompanhada por alterações das atividades e com outros sintomas secundários, facilmente compreendidos no contexto das alterações. Como identificar o comportamento de um deprimido? Quais são os principais sintomas? O humor (tristeza) está presente na maior parte do tempo, acompanhado de redução da energia e diminuição da atividade. Além disso, ocorre também redução da capacidade de experimentar o prazer, perda de interesse, diminuição da capacidade de concentração, associadas em geral à fadiga importante. Por isso, observa-se em geral problemas do sono e diminuição do apetite, diminuição da autoestima e da autoconfiança e frequentemente ideias de culpabilidade. fonte: einstein – dr alfredo maluf neto(adaptado) Texto 2 fonte: ama fresp – depressão como entender e vencer um dos principais problemas de saúde da atualidade Texto 3 DEPRESSÃO CAUSAS Genética: estudos com famílias, gêmeos e adotados indicam a existência de um componente genético. Portanto, estima-se que esse componente represente 40% da suscetibilidade para desenvolver a depressão; Bioquímica cerebral: há evidências de deficiência de substâncias cerebrais, chamadas neurotransmissores, por exemplo a Noradrenalina, Serotonina e Dopamina que estão envolvidos na regulação da atividade motora, do apetite, do sono e do humor; Eventos vitais: eventos estressantes podem desencadear episódios depressivos, principalmente, naqueles que têm uma predisposição genética a desenvolver a doença. FATORES DE RISCO fonte: gov saúde de a a z – depressão (adaptado) Texto 4 Como impedir que as redes sociais impactam negativamente sua saúde mental Use a rede social só para se conectar A mídia social permite que você se conecte em qualquer lugar e a qualquer hora. Então, esta é uma grande vantagem, especialmente, se você estiver longe de pessoas de quem gosta ou tiver dificuldades em sair de casa. No entanto, a pesquisa mostra que as pessoas que navegam ou navegam nas redes sociais passivamente experimentam mais sintomas de depressão do que as que postam ativamente ou interagem com outras pessoas. Portanto, se você estiver usando a rede social para se sentir conectado, role menos a tela! Em vez disso, poste mais, marque pessoas, converse com pessoas que você conhece no mundo offline ou conheça novas pessoas online. Além disso, muitas pessoas encontram colegas que compartilham problemas de saúde mental nas redes sociais. São pessoas que têm experiências semelhantes com esses problemas, o maior anonimato da mídia social pode ajudar alguns a falar mais livremente, permitindo, assim, que compartilhem e se conectem com amigos e comunidades online que entendem. traduzido livremente de sane – stop social media negatively impacting your mental health (adaptado) Repertórios socioculturais relacionados ao tema “O combate à depressão na sociedade” notícia – veja o que a USP está estudando para tratar depressão sem usar remédios. informativo – sabia que crianças também têm depressão? entenda quais os sintomas no blog do Instituto de Psiquiatria do Paraná – você pode precisar ajudar alguém! filme – “As Vantagens de Ser Invisível”, é um drama de 2012, em que um garoto de 15 anos vai para o colégio enquanto se recupera de uma depressão, que lhe levou a tentar suicídio e perder seu único amigo; no colégio ele começa a recuperar. vídeo – o Dr. Drauzio Varella mostra a diferença entre depressão e tristeza e dá dicas para superar a depressão. livro – Depressão não é fraqueza: Como reconhecer prevenir e enfrentar a doença mais incapacitante do cérebro – esse é o livro do Dr. Leandro Teles, que mostra como enfrentar o preconceito e pedir ajuda. informativo – já ouviu falar da depressão sorridente? pois é, ela existe! saiba aqui quais os sintomas. livro – O demônio do meio-dia: Uma anatomia da depressão, é escrito por Solomon, Andrew, e quem lê gosta: ele conta relatos de depressão com superação! filme – “Gente como a Gente” é um drama de 1980, em que um dos filhos da família Jarrett morre num acidente; o irmão se sente responsável pelo ocorrido, tentando, assim, o suicídio e vai para tratamento psiquiátrico. música – “AmarElo”, música de Emicida, fala de depressão – a letra é boa para usar como repertório. entrevista – imperdível esta matéria com o professor Christian Dunker, psicólogo e professor da USP: ele mostra com muitos detalhes como foi que nossa era se tornou a mais depressiva. reportagem – veja neste vídeo como exercícios podem ser até mais eficientes contra a depressão que medicamentos! relato – Tina conta como foi a vida dela quando entrou em depressão aos 15 anos, e veja como se sente alguém assim. Apostamos que você gostou do tema e ficou mais alerta para o combate à depressão na sociedade. Sem falar que, se o tema cair no Enem, você já tem todos os repertórios necessários, certo? Já estamos recebendo redações de outros alunos para corrigirmos – quando você vai enviar a sua?