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Cada artigo é elaborado para ajudar estudantes a desenvolver habilidades de escrita dissertativo-argumentativa, com exemplos práticos, modelos de introdução e conclusão, e repertórios que podem ser utilizados em qualquer tema de redação. Nossos conteúdos são atualizados regularmente para acompanhar as tendências dos vestibulares e as mudanças na matriz de referência do ENEM.
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Conheça repertórios socioculturais para usar na sua redação a respeito da banalização de cirurgias plásticas nas redes sociais. Confira a proposta de redação sobre o tema “A banalização de cirurgias plásticas nas redes sociais”. Confira alguns filmes, vídeos e reportagens especiais que poderão ajudar na hora de desenvolver seus argumentos no texto sobre a banalização de cirurgias plásticas. Além disso, não se esqueça de que é fundamental saber selecionar e organizar fatos e opiniões de modo que seu ponto de vista seja defendido. Ah! E lembre-se de fazer também a sua própria pesquisa, visando demonstrar autoria ao seu texto. Boa leitura! 1. Filme: Linda de morrer Quem nunca quis tomar apenas um comprimido e ver as celulites desaparecerem? Médica famosa, Paula (Gloria Pires) descobre como resolver esse “drama” das mulheres modernas: o recém-criado Milagra. Porém, a protagonista toma o remédio e morre de um inesperado efeito colateral. Agora, seu espírito preso à Terra precisa denunciar o próprio remédio e salvar as futuras vítimas de seu inescrupuloso sócio. Nessa comédia de 2015, é possível ver em alguns momentos como a exposição midiática pode influenciar na procura do mesmo “remédio” por diversas pessoas. Especialmente quando famosos mostram que é um jeito “fácil” de resolver uma insatisfação com o corpo. O filme tem duração de 1h55 pode ser encontrado no Youtube e no Google Play. 2. Vídeo: Vida de modelo – Cirurgias plásticas banalizadas e autoestima das influencers – De quem é a culpa? No cana Chá das 8, da modelo Isis Sampaio, ela comenta sobre a banalização das cirurgias plásticas no Brasil. Segundo ela, jovens de 18 anos estão fazendo a famosa LIPO LED, prótese de silicone, rinoplastia. Para Isis, é revoltante ver os internautas julgando essas meninas como se elas não fossem tão vítimas da mídia e da indústria da beleza quanto todas as outras mulheres. A partir de sua vivência no mundo da moda, a modelo conta como isso mudou a sua percepção sobre si mesma. O vídeo tem pouco mais de 21 minutos. 3. Artigo: Lipo LAD e o polêmico debate sobre a romantização das cirurgias plásticas Ainda dentro do tema do momento na área de procedimentos estéticos, vamos saber mais sobre a Lipo LAD. Assim, no artigo da Revista Cláudia, discute-se como o sucesso entre as celebridades que fizeram a Lipo HD reacendeu o debate sobre pressão estética. Certamente você deve ter ouvido falar da atriz Fernanda Concon, que usou recentemente as redes sociais para se posicionar sobre o assunto. Ela criticou a romantização e a naturalização da lipo LAD, entre outras cirurgias plásticas, em seu Instagram. Além disso, ela levantou a questão: por que influenciadores digitais não costumam falar dos riscos de tais procedimentos e os motivos por que fizeram? Você pode acessar o perfil da atriz e, desse modo, além do texto, ver na fonte o que ela falou sobre o tema. 4. Artigo: Da estética ao financeiro: como os filtros do Instagram estão nos influenciando Então, quem não curte colocar um filtro antes de publicar uma foto no story? Pois é, as possibilidades de mudar o rosto virtualmente são muitas, desde ficar mais bonita, mudar a cor do cabelo (ou ficar sem) até ficar mais jovem ou mais velho. No entanto, os filtros que aumentam a boca ou causam efeito “harmonizado” são alguns dos preferidos, especialmente na quarentena. Assim, nesta matéria é mostrado como criar filtros para melhorar a autoestima das pessoas pode virar um negócio. Ao mesmo tempo, essa faz crescer em muitas pessoas uma insatisfação com sua imagem real. Por isso, vale a pena ler tudo para entender como esse fenômeno tem mudado nossa forma de pensar sobre nós mesmos. 5. Artigo: Como as redes sociais reforçam padrões de beleza irreais e incansáveis Chega mais! Aqui, mais um artigo para você pensar sobre como as redes sociais acabam nos influenciando de alguma forma com relação à estética. Nesta matéria, menciona-se um estudo de 2017 que mostrou que o Instagram é a rede social mais prejudicial para a saúde mental dos jovens. Além disso, fala da normalização das cirurgias e procedimentos estéticos, que nem mesmo o movimento “body positive”, também em alta nas redes, tem conseguido frear. 6. Podcast: #17 Cirurgias plásticas e os seus exageros Para não perdermos o hábito de dar uma opção para aqueles que preferem aprender ouvindo um podcast, separamos essa dica. Nesse episódio, discute-se o aumento de procedimentos estéticos em todo mundo, como se não houvessem riscos. Assim, comenta-se que existe muita falta de clareza dos pacientes. Mas, ainda, há muitos profissionais que, por meio de atitudes antiéticas, realizam procedimentos desnecessários ou não recomendados, especialmente em pessoas muito jovens. Já sabe, né? Coloque os fones de ouvido e ganhe mais um repertório sociocultural! 7. Notícia: Arrependido, Lucas Lucco reverte harmonização facial: “Perdi a identidade” E o que acontece quando o procedimento, em vez de aumentar, acaba diminuindo a autoestima? Foi o que aconteceu com o cantor Lucas Lucco. De fato, em setembro ele contou no Instagram a saga para reverter o procedimento de harmonização que realizou há cerca de um ano. Antes de fazer o procedimento, ele já era considerado por muitos fãs como um homem bonito. Assim, o que faz com que pessoas dentro do “padrão”, como muitos famosos e influencers, acabem fazendo essas intervenções no corpo e no rosto? Até que ponto vale a pena mexer na sua marca pessoal para seguir uma moda? Pense sobre isso! Então, curtiu?! Esperamos que essas dicas ajudem a escrever uma redação nota mil! Conhece algum filme, vídeo ou reportagem interessante sobre este tema? Compartilhe conosco nos comentários! Ah! E se precisar de ajuda com o seu texto, cadastre-se na nossa plataforma e aproveite a promoção da black friday!

Você sente que as redes sociais influenciam no desejo de fazer procedimentos estéticos? Acredita que há uma banalização de cirurgias plásticas? Reflita e treine sua redação sobre este tema. Leia atentamente os textos a seguir. Então, considerando seu repertório sociocultural, escreva um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas acerca do tema “Banalização de cirurgias plásticas nas redes sociais”. Para isso, utilize a modalidade formal da Língua Portuguesa. Apresente uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Confira o tema Banalização de cirurgias plásticas nas redes sociais abaixo: Texto 1 Tempo em casa e nas redes sociais aumenta busca por procedimentos estéticos na boca Além do aumento em casos de bruxismo e fraturas dentárias após os meses de quarentena, alguns profissionais de odontologia e saúde bucal começam a relatar também uma alta nas buscas por procedimento estéticos como harmonização facial, bichectomia e aplicação de botox. “As pessoas fizeram muitas lives e, se vendo depois no vídeo, queriam mudar o sorriso, melhorar a cor dos dentes, alguns também quiseram retocar a face”, aponta Mario Cappellette, presidente do núcleo paulista da Associação Brasileira de Odontologia (ABO-SP). Desse modo, o movimento foi sentido também por Kamila Godoy. Pesquisadora da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP) e ortodontista, ela diz que primeiro começou a receber pacientes com dentes quebrados, fissuras e dor na articulação temporomandibular (ATM). No entanto, em meados de julho, a demanda mudou. “Houve aumento absurdo de procura por procedimentos estéticos. Assim, as pessoas queriam aproveitar o momento para fazer algum procedimento que precisasse de repouso e, por ter que ficar em casa, houve, portanto, uma procura bem alta de cirurgias para retirar o siso, bichectomia (procedimento para reduzir as bochechas) etc.”, conta. “A questão de ficar em casa levou a um tempo ocioso muito grande. Desse modo, como aumentou também o uso de redes sociais, a pessoa passou a vislumbrar a imagem dela com mais frequência e visualizar pessoas ‘perfeitas’ o tempo todo”, explica a psicóloga Katree Zuanazzi, diretora do Instituto Brilhar Saúde Mental, de Curitiba. Assim, ela aponta que há uma diferença entre buscar o aperfeiçoamento e a mudança completa do rosto, provocado pelo mar de filtros e falsas perfeições que as redes sociais oferecem. “Todo mundo tem algo que gostaria de melhorar ou que não é perfeito. É importante ver quais desejos são amadurecidos e vêm de anos. No entanto, toda ideia que vem de repente foi, provavelmente, implantada por redes sociais ou ideais de perfeição.” Fonte: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,tempo-em-casa-e-nas-redes-sociais-aumenta-busca-por-procedimentos-esteticos,70003491712 Texto 2 Efeito filtro: as redes sociais e nossa relação com a beleza Em momento de isolamento social, passamos boa parte do tempo vendo uns aos outros exclusivamente pelas telas dos telefones e computadores. Dessa forma, a preocupação com a aparência real x virtual é cada vez mais frequente. Assim, os padrões de beleza que até outro dia eram apenas inalcançáveis, hoje são ficção virtual. Assim, basta um filtro rápido para disfarçar a cara lavada e você fica “naturalmente” mais bela. Do desejo de uma pele lisa, com textura e coloração uniforme à vontade de fazer preenchimento labial… Como fica a nossa relação com o espelho no meio disso tudo? (…) Procedimentos não cirúrgicos Além da busca pela pele livre de imperfeições, alguns filtros – e imagens das redes sociais – podem inspirar o desejo por procedimentos como preenchimento labial, harmonização facial etc. Assim, segundo dados da Associação Americana de Cirurgia Plástica e Estética, a ISAPS, os procedimentos não cirúrgicos são os que mais aumentaram nos últimos tempos. “O impacto das redes sociais no psicológico das pessoas é um fenômeno que já vem sendo estudado há bastante tempo. Cada um, certamente, está querendo mostrar o seu melhor, ninguém quer mostrar momentos não favoráveis”, diz André Maranhão, cirurgião plástico carioca e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Portanto, de acordo com ele, as maiores buscas são por mudanças em relação à posição das sobrancelhas, espessura do nariz, volume dos lábios e formato das maçãs do rosto e queixo. “Já passei por situações em que pacientes vieram ao consultório buscar o resultado produzido por um filtro na hora de fazer um stories com a própria foto em mãos. Entretanto, cabe ao profissional orientar o paciente e observar as limitações técnicas de cada caso, porque nem sempre é possível reproduzir no mundo real o que filtro produz tecnologicamente”, conta. Fonte: Revista Marie Claire Texto 3 Fonte: Twitter Texto 4 Modinha no Instagram, desejo de vida: por que há tantas adolescentes obcecadas com cirurgia plástica? Por conta das redes sociais e da naturalização desse tipo de operação por influenciadores, jovens vêem procedimento como alternativa “simples”. Se você está um tantinho por dentro das últimas tretas das redes sociais sabe bem. Toda semana, uma nova famosa se submete à cirurgia plástica da vez, a chamada Lipo LAD. No entanto, nos últimos dias, chamou atenção o caso de uma influencer de 18 anos que entrou na faca. Nas redes, a guria contava sobre o processo de pós-operatório “com muita dor” aos seus milhões de seguidores – crianças e adolescentes, na maioria. Longe de mim querer crucificar a mocinha em questão, que é só mais um caso dentre tantos. Mas é impossível ver uma história dessas ganhar repercussão sem se perguntar: afinal, por que tantos adolescentes se submetem a plásticas? Fonte: gauchazh Escreva a uma redação sobre o tema Banalização de cirurgias plásticas nas redes sociais após conferir a lista de repertórios que preparamos!

Se você leu a proposta de redação sobre “Democratização do acesso aos livros” e ainda não sabe qual repertório utilizar, seus problemas acabaram! Acesse os conteúdos que selecionamos para ajudá-lo a pensar sobre o assunto. Confira a proposta de redação sobre o tema “Democratização do acesso aos livros“. Separamos alguns vídeos, filme e artigos que podem fazer parte de sua argumentação na defesa de um ponto de vista na redação. Como você sabe, organizar e relacionar as informações socioculturais em seu texto é fundamental. Além de demonstrar autoria, apropriar-se de conceitos pertinentes ao tema tornará mais fácil desenvolver o assunto. Portanto, mais do que acessar os conteúdos disponibilizados aqui, lembre-se de fazer a sua própria pesquisa. De fato, a discussão sobre a democratização do acesso aos livros esteve em evidência em 2020. Assim, há bastante material on-line que você poderá encontrar! Então, boa leitura! 1. Vídeo: Especial Leitura | Quais as propostas para ampliar o acesso aos livros? – 3º episódio Nesta reportagem especial disponibilizada pelo canal da Câmara dos Deputados você conhecerá propostas para ampliar o acesso aos livros. Além disso, conhecerá o que pode ser feito para “aquecer” o mercado livreiro no país. https://youtu.be/lfit7fSDgY0 2. Vídeo: Aula Pública: Democratização do Livro Na América Latina – 1/2 Nos últimos anos, a América Latina experimentou um amplo processo de integração. Dessa forma, tratando de educação e cultura, os países passaram a discutir como democratizar o conhecimento. Nesse viés, garantir a circulação e o acesso aos livros é fundamental. No entanto, ainda existem barreiras que impedem um plano latino-americano para a produção e edição de publicações. Assim, nesta aula pública, o convidado José Castilho Neto, Doutor em filosofia pela USP e ex-secretário do plano nacional do livro e leitura, propõe algumas reflexões. Entre elas, questiona de que forma implementar políticas públicas capazes de incentivar a circulação de livros na sociedade. Como democratizar a leitura na América Latina? Assista também a parte 2/2 para saber tudo sobre essa discussão.https://youtu.be/COJLu_Xxzp8 3. Podcast: A nova crise do mercado de livros Se você gosta de estudar ouvindo podcasts, aproveite esse episódio do “Café da Manhã“, da Folha de São Paulo. Nele, o repórter Walter Porto e Marcos Pereira, um dos donos da editora Sextante e presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, discutem o panorama do mercado editorial brasileiro. Assim, colocam em pauta a reforma tributária do governo sobre a volta da cobrança de PIS e Cofins a empresas do setor. Crise e pandemia, junto à temática dos livros, também entram na discussão. Então, coloque os fones de ouvido e ganhe repertório enquanto arruma seu quarto! 4. Podcast: Taxação de livros e elite literária Já que está no embalo do uso do streaming, ouça mais este episódio do “LiteraPOP”, podcast mensal sobre literatura, cotidiano de leitores e cultura pop. Aqui, a proposta é discutir sobre como a taxação proposta pelo Ministro da Economia afetaria a indústria dos livros no Brasil. Assim, provoca algumas questões. Como cada agente dessa indústria fica em meio a essa situação? Haverá exclusão de autores e obras não brancos? Causaria um retrocesso social? Sucateamento da educação e da produção cultura? Ouça, anote e tire duas próprias conclusões. 5. Filme: A menina que roubava livros Se você gosta de fazer analogias e/ou não perde uma oportunidade de citar a Segunda Guerra Mundial nas suas redações, esse filme pode fazer parte da sua argumentação. Baseado na obra “The Book Thief”, de Markus Zusak, foi lançado em 2014, contando a história de Liesel Meminger, Embora não trate especificamente da temática do livro com está na proposta, pode ser um ponto de partida para mostrar como a leitura e o acesso aos livros pode mudar a vida das pessoas. Por isso, então, é tão importante a sua democratização.https://youtu.be/J24AlOYHpVU 6. Reportagem: A saga de Dorival Santos, catador de lixo que virou doutor em Linguística Trata-se de um relato autobiográfico sobre como, apesar das dificuldades, Dorival conseguiu estudar, chegando até ao doutorado em uma Universidade Pública. Entre os itens recolhidos no lixão, ele afirma ter chegado a 3 mil livros. Certamente isso pode ajudar a pensar na desigualdade de acesso às obras e mesmo na (des)valorização dessa cultura. Enquanto uns têm muito pouco acesso, outros colocam obras literárias no lixo. 7. Vídeo: Qual o papel das bibliotecas comunitárias nas periferias do país A maioria das bibliotecas comunitárias são criadas e mantida pela sociedade civil. Elas objetivam ampliar o acesso ao livro e à leitura em determinada comunidade. Portanto, seus frequentadores são atuantes e participam ativamente nos processos de gestão e planejamento das ações, de acordo com uma pesquisa realizada entre janeiro de 2017 e junho de 2018 em 15 estados e no Distrito Federal. Neste vídeo, a Biblioo conversou com Celina Borges Santos, mediadora de Leitura e voluntária do Rede Baixada Literária, e com Maria “Chocolate”, cogestora do Tecendo Uma Rede de Leitura e integrante da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC).https://youtu.be/1ewvzNlCNo0 Aprofunde os conhecimentos sobre essa forma de acesso aos livros. Para isso, leia também esta notícia sobre a pesquisa “Bibliotecas Comunitárias no Brasil: Impacto na formação de leitores”, publicada na Exame. Agora você já sabe um pouco mais sobre a questão do livro no Brasil. Assim, mãos à obra! Comece já seu rascunho sobre a “democratização do acesso aos livros“. Conhece algum repertório sobre o tema? Compartilhe com a gente nos comentários. Certamente, quanto mais referências na hora de escrever, melhor!

O “complexo de vira-lata” corresponde ao sentimento de inferioridade do povo brasileiro em relação ao que é estrangeiro. Que tal pensar sobre esse tema e escrever uma redação? Leia os textos motivadores. Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “O complexo de vira-lata do povo brasileiro”. Use a modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Além disso, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Confira o tema O complexo de vira-lata do povo brasileiro a seguir: Texto 1 O complexo de vira-lata Criado pelo escritor Nelson Rodrigues, o termo “complexo de vira-lata” definiu a falta de autoestima dos brasileiros. Tudo teria começado com a derrota da seleção brasileira na Copa de 1950. A expressão ganhou o mundo, perdura no tempo e, hoje, os brasileiros são vistos como seres menores em qualquer lugar do planeta. A manifestação do “complexo de vira-lata” é diariamente reforçada pelos próprios brasileiros, até mesmo em comentários de altas autoridades, através das expressões: “esse país”; “neste país”, as quais criam a ideia subjetiva de que o autor do comentário aqui está de passagem, não pertence ao país, conhece e vive em outro. Se alguém diz: “Este lugar não é bom”, concluímos que este alguém conhece outros lugares, viveu ou vive em outros lugares, pois não é possível se fazer comparações sem possuir um parâmetro. O complexo de inferioridade dos brasileiros, dimensionado por Nelson Rodrigues com a expressão “complexo de vira-lata”, sempre foi objeto de estudos e discussão desde os primórdios do século 19. Aqui e ali encontraram um culpado: a miscigenação, a falta de cultura, educação precária e o clima tropical levariam à preguiça, à busca intensa pelo prazer, sem nenhuma outra preocupação com o desenvolvimento. Por que resolvi escrever sobre o “complexo de vira-lata”? Confesso que minha paciência chegou ao limite com o deslumbramento dos brasileiros com outros países, em ouvir diariamente “só mesmo nesse país”, “vou embora desse país”. Ir a uma palestra e ouvir do apresentador palavras, como “case”, “CEO”, “business”, “briefing”, “ coach”. Ao ler comentários de brasileiros em páginas de notícias dos nossos jornais, afirmando: “ainda bem que fui embora desse país”, explodindo em orgulho, mais escondendo o fato que lá faz trabalhos que os naturais se recusam, como limpar fossas. Muitos estudiosos e intelectuais estudaram e pensaram em como resolver o maldito “complexo de vira-lata” dos brasileiros. Entretanto, apenas um chegou próximo. O historiador cearense Capistrano de Abreu, ao propor a substituição de todos os artigos da Constituição Federal por apenas um: “todo brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara”. Fonte: https://extra.globo.com/casos-de-policia/comissario-de-policia/o-complexo-de-vira-lata-18416074.html Texto 2 A dependência da aprovação exterior Tanto como consequência quanto como paralelismo ao vira-latismo está a nossa famigerada dependência da aprovação exterior para qualquer coisa que façamos e que consideremos de boa qualidade. Como um colonial envergonhado, nossa primordial atitude diante de um estrangeiro em nosso país é tentar agradá-lo para ver se ele nos aprecia de algum modo, mesmo que tal apreciação seja demonstrada de um modo frio. Um dos motes, pensamos, para agradá-lo, é falar mal de nós mesmos. Isto é consequência direta do vira-latismo. Tudo bem, mas como não depender da aprovação exterior? Afinal, temos de exportar nosso açúcar, nosso café, nossa carne, nossos minerais e até nossas quinquilharias industriais maquiladas. Para tanto, os estrangeiros têm de nos aprovar em tudo. Aliás, a exigência dos gringos até faz nosso produto melhorar e assim entramos mais facilmente nas esteiras da produção econômica eficiente. Para comprar nosso frango, os árabes exigem um determinado modo de abatê-lo, cortá-lo e prepará-lo para venda. Ótimo, nossos abatedouros ficaram mais asseados, e o nosso modo de abater diminuiu o sofrimento dos animais. O problema maior dessa ansiedade pela aceitação exterior é com a nossa inteligência, isto é, com o nosso modo de produzir conhecimento, disseminá-lo e instruir nossos jovens. Se já era ruim no passado, ultimamente, piorou ainda mais. Como um jovem cientista faz para produzir e ganhar respeito no seu mundo? Como se apresenta um filósofo nacional genuíno, e não tão somente um propagador de ideias vindas de fora? Fonte: https://monitormercantil.com.br/o-complexo-do-vira-lata-e-a-vontade-de-ser-aceito-por-estrangeiros Texto 3 Estudante britânico comenta o complexo de vira-lata dos brasileiros Pouco depois de chegar a São Paulo, fui a uma loja na Vila Madalena comprar um violão. O atendente, notando meu sotaque, perguntou de onde eu era. Quando respondi “de Londres”, veio um grande sorriso de aprovação. Devolvi a pergunta e ele respondeu: ‘sou deste país sofrido aqui’. Fiquei surpreso. Eu – como vários gringos que conheço que ficaram um tempo no Brasil – adoro o país pela cultura e pelo povo, apesar dos problemas. E que país não tem problemas? O Brasil tem uma reputação invejável no exterior, mas os brasileiros, às vezes, parecem ser cegos para tudo exceto o lado negativo. Frustração e ódio da própria cultura foram coisas que senti bastante e me surpreenderam durante meus 6 meses no Brasil. Sei que há problemas, mas será que não há também exagero (no sentido apartidário da discussão)? (…) E, por todo lado, percebi o que gradualmente comecei a enxergar como o aspecto mais ‘sofrido’ deste país: a combinação do abandono de tudo brasileiro, e veneração, principalmente, de tudo americano. É um processo que parece estrangular a identidade brasileira. (…) O Brasil está passando por um período difícil e, para muitos brasileiros com quem falei sobre os problemas, a solução ideal seria ir embora, abandonar este país para viver um idealizado sonho americano. Acho esta solução deprimente. Não tenho remédio para os problemas do Brasil, mas não consigo me desfazer da impressão de que se os brasileiros tivessem um pouco mais orgulho da própria identidade, este país ficaria ainda mais incrível. Se há insatisfação, não faz mais sentido tentar melhorar o sistema? Fonte: https://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/05/blogueiro-de-londres-comenta-o-complexo-de-vira-latas-dos-brasileiros.html Escreva a uma redação sobre o tema O complexo de vira-lata do povo brasileiro após conferir a lista de repertórios que preparamos!

Argumente sobre o “complexo de vira-lata” a partir de algumas referências que selecionamos pra você. Afinal, escrever sobre o sentimento de inferioridade que muitos brasileiros manifestam pode não ser uma tarefa tão fácil. Você já conferiu a proposta de redação sobre o tema “O complexo de vira-lata do povo brasileiro“? Se sim, agora é hora de selecionar e organizar os argumentos para defender o seu ponto de vista sobre o assunto. Lembre-se de que você pode concordar ou discordar sobre a existência desse sentimento de inferioridade conhecido como o complexo de vira-lata. Assim, o mais importante é você saber defender sua tese a partir de repertório sociocultural pertinente. Além disso, é importante fazer uso produtivo desse referencial que você colocará no seu projeto de texto. Vamos conhecer algumas fontes sobre o assunto? 1. Crônica: Complexo de vira-latas, de Nelson Rodrigues Antes de mais nada, leia a crônica escrita por Nelson Rodrigues que cunhou o termo no nosso imaginário. Como pôde ser visto nos textos motivadores, é a partir da ideia colocada nesse trabalho do escritor e dramaturgo que, até hoje, demonstramos subserviência ao que vem de fora. A expressão originalmente referia-se ao trauma sofrido pelos brasileiros em 1950, quando a Seleção de futebol nacional foi derrotada pela uruguaia na final da Copa do Mundo, em pleno Maracanã. Porém, o autor afirma que não só nessa área esse complexo se apresenta: Por “complexo de vira-lata” entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a autoestima. 2. Entrevista com o economista Eduardo Gianetti https://youtu.be/WPqbekzIy10Neste vídeo, disponibilizado pelo Canal Futura, o sociólogo Sérgio Abranches conversa com Eduardo Gianetti a respeito das possibilidades de o Brasil pensar suas questões sem “olhar tanto pros outros”. Gianetti comenta também seu ensaio “O elogio do vira-lata“, no qual explica um pouco como surgiu essa ideia de subalternidade do brasileiro. 3. Documentário: O complexo de vira-latas https://youtu.be/2_WD7dqGbzkO sentimento que a expressão encerra é marcado por derrotismo, pessimismo e má informação. Certamente, está ligado a uma negação do que é ser brasileiro. O documentário explica esse sentimento, trazendo breve panorama social e político da realidade nacional. A obra, dirigida por Leandro Caproni, tem cerca de 23 minutos e está disponível no canal da Sem corte filmes, no Youtube. 4. Ariano Suassuna e o anticomplexo de vira-lata Para não dizer que não falamos de orgulho, veja esse trecho de uma palestra de Ariano Suassuna, na qual ele reafirma as coisas boas que são brasileiras, como a nossa língua. Além disso, ele mostra de forma divertida situações em que viu o estrangeiro ser mais valorizado que o local. São 3 minutinhos com o saudoso mestre, e vale muito assistir!https://youtu.be/S1Le-njNJKQ 5. Artigo: O complexo de vira-latas: uma leitura anticolonial Escrito por José Dário dos Santos, mestre em História pela UFPE. O artigo comenta como tal complexo, que foi imortalizado pela crônica de Nelson Rodrigues, ajuda a compreender o fenômeno da colonialidade no Brasil. Dessa forma, apresenta alguns contextos históricos mostrando que, antes de sermos o país do futebol, éramos reconhecidos por outras características. No entanto, parte desse reconhecimento deveu-se a estereótipos e exotismo em torno do Brasil. Para o historiador, A percepção rodrigueana de que, na verdade, o que pesava sobre nossos jogadores, não era a falta de técnica, mas sim o deslumbramento e a divinização do europeu, remete-nos ao imperativo colonial. Leia o texto na íntegra! 6. Reportagem: Desalma e o complexo de vira-lata Se você faz parte dos fãs de Dark e ouviu comparações dessa série com Desalma, recém-lançada pela Globoplay, precisa ler esta reportagem. Mas o que isso tem a ver com o complexo de vira-latas? Então, nas redes sociais, muita gente acusou os críticos do produto nacional de “viralatismo” por preferirem obras internacionais. A socióloga Telma Nascimento, assim, foi consultada para discorrer sobre o assunto. Segundo ela, O brasileiro foi criado para admirar o que vem de fora porque sempre acreditamos que aqui nada presta. Faz parte da formação moral do brasileiro muito antes da TV, mas a televisão certamente ajudou com esse raciocínio. Você costuma comparar obras audiovisuais brasileiras com as estrangeiras? Concorda com a discussão provocada pela crítica às séries? Esse pode ser um bom “gancho” para tratar do tema na sua redação. 7. Livro: Subcidadania brasileira: para entender o país além do jeitinho brasileiro, de Jessé Souza Jessé Souza é crítico da corrente acadêmica que busca na herança colonial portuguesa e no patrimonialismo – pais do famoso “jeitinho” – as chaves para desvendar todos os males da sociedade brasileira. Assim, afirma que a soma de privilégios acumulados pelas elites, aliada a um racismo estrutural, são os verdadeiros responsáveis por nossas desigualdades. Esse racismo cria, portanto, cidadãos de segunda classe. Isso acaba por reforçar um complexo de vira-lata no brasileiro, segundo o autor. Partindo de referências do porte dos sociólogos Pierre Bourdieu e Charles Taylor, o livro busca explicar esse conceito, quais são os pilares que o sustentam e como ele é utilizado politicamente para perpetuar o abismo social permanente no país. É um livro para pensar e debater o Brasil do passado e da atualidade. Certamente é uma leitura mais densa. Todavia, se você tiver oportunidade de acessar essa obra, é provável que ela seja pertinente para outras discussões e temas que podem surgir em prova. Gostou das nossas dicas? Como sempre, lembramos que é importante você fazer sua própria pesquisa. Afinal só você sabe quais argumentos serão mais pertinentes e produtivos no seu projeto de texto. Precisa de ajuda para saber se está mandando bem na redação? Conheça nossa plataforma e conte com a orientação dos nossos corretores!

Tratar a questão do tráfico de animais na redação exige que você tenha bons repertórios socioculturais. Veja algumas referências para elaborar seu projeto de texto e propor uma intervenção alinhada à sua discussão. Já conferiu o tema de redação sobre o Tráfico de animais no Brasil? Separamos alguns conteúdos para você saber mais sobre a discussão acerca do Tráfico de animais no Brasil. Lembre-se de que é essencial que você se posicione acerca do assunto em sua redação, fazendo uso de repertórios socioculturais para argumentar de forma consistente. 1. Filme: Rio Em 2011, Rio e sua turma ganharam o coração do mundo com as aventuras da arara-azul que não sabia voar. Por trás da fofura dos personagens, das músicas e de todo o encantamento de uma boa animação estava o sério problema do tráfico de animais. Rio fora levado do Brasil clandestinamente e, ao retornar, ajuda a desvendar um esquema de tráfico de aves e outros animais silvestres na cidade do Rio de Janeiro. Além disso, ele mostra como as dificuldades socioeconômicas acabam empurrando algumas pessoas para o crime. Certamente, além de diversão, o filme do brasileiro Carlos Saldanha poderá ajudar a estabelecer um paralelo entre realidade e ficção. 2. Podcast Isso é fantástico – #51 A crueldade do tráfico de animais no Brasil Neste episódio, o jornalista Murilo Salviano conversa com o editor Rafael Carregal e o ambientalista Dener Giovanini, que investigou e acompanhou por meses um dos maiores traficantes de animais do país. Dener comenta os detalhes do esquema que alimenta o comércio ilegal e cruel de animais exóticos no Brasil. De fato, mais de 35 milhões de animais são traficados por ano por aqui. Além acessar ao site, você pode ouvir pelo Spotify e pelo iTunes. 3. Reportagem: Saiba como funciona o tráfico de cobras pela internet “Reportagem da semana” mostrada em agosto deste ano no Domingo Espetacular. Nela, a equipe se infiltrou em grupos de tráfico de animais pela internet. Assim, de acordo com a matéria, foi possível ver que a certeza da impunidade impera. Os vendedores ilegais anunciam nas redes até as cobras mais peçonhentas do mundo sem constrangimento algum. Vale assistir! 4. Projetos de Lei Após o caso do estudante picado por uma naja ter jogado luz sobre o tema, o senado manifestou-se com projetos de lei (PLs) para tratar a questão do tráfico de animais. Assim, de acordo com matéria do Senado notícias, duas propostas estão em tramitação no Senado. Elas alteram a legislação ambiental para tornar mais dura a punição a quem introduzir espécime animal no país sem parecer técnico favorável e licença expedida por autoridade competente. Além de conhecer as duas propostas – o que pode ajudar a pensar a sua proposta de intervenção na redação – um dos senadores comenta outros aspectos desse tipo de crime. Entre eles, as consequências sanitárias negativas ao país importador na comercialização ilegal de animais. Certamente, sem qualquer controle aduaneiro, o risco da transmissão de zoonoses nessas situações é alto. Então, ele lembra que uma das possíveis causas da pandemia foi o comércio de animais silvestres na China. 5. Documentário: E agora? Tráfico de animais no Brasil Dirigido por Humberto Bassanelli, o filme, além de mostrar como o tráfico de animais silvestres ocorre no Brasil, lança a questão: o que fazer com os resgatados? Segundo o documentário, a lei dos crimes contra a fauna ainda não é severa, garantindo a melhor relação custo-benefício para o criminoso. Anualmente, mais de 25 mil animais silvestres provenientes do tráfico de diversas regiões do Brasil são apreendidos apenas no estado de São Paulo. Então, altos custos tornam recolocar esses animais na natureza praticamente impossível. Ainda, a dificuldade deve-se também a questões técnicas envolvidas. Então, o que fazer com esses animais? Assista ao vídeo e tente encontrar essa resposta. 6. Reportagem: A máfia dos bichos Nesta matéria especial do Ecoa (UOL) é traçado um panorama do tráfico de animais no Brasil e as diferenças entre animais silvestres nativos, exóticos, invasores e animais domésticos. Além disso, propõe uma discussão sobre o quanto parte da atração por possuir animais silvestres advém da megalomania humana. Assim, relembra celebridades que tiveram esse tipo de “mascotes” e o quanto isso acaba despertando ainda mais interesse pelo crime. Importante também notar como essa vaidade humana acabou também gerando desequilíbrios e introdução de espécies não nativas em alguns locais. As implicações disso podem causar diversos prejuízos, em especial aos próprios animais, que sofrem com a crueldade a que são submetidos. A reportagem não esquece de mencionar a pandemia atual. Ela pode ter sido originada em um mercado onde se comercializa bichos vivos ou mortos em Wuhan, na China. Ainda, a matéria pontua historicamente como essa vontade de possuir animais silvestres surgiu. Belas imagens compõem o conteúdo e, ao final, são elencadas algumas entidades que atuam nessa questão. Assim, você pode conhecê-las melhor e quem sabe colocá-las como agentes em sua redação. 7. Lei de crimes ambientais Por fim, busque conhecer a Lei n. 9.605/2018 que dispõe sobre as sanções penais e administrativas para condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. No capítulo V, seção I, trata-se dos crimes contra a fauna. Em seu artigo 29, a lei estabelece: Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida: Pena – detenção de seis meses a um ano, e multa. § 1º Incorre nas mesmas penas: I – quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida; II – quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural; III – quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. Complemente seu repertório conhecendo as regras para

O tráfico de animais no Brasil retornou à mídia recentemente e escancarou um problema pouco discutido na sociedade. Por isso, criamos uma proposta de redação para que você exercite a reflexão sobre essa questão agora mesmo! Leia os textos motivadores. Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Tráfico de animais no Brasil”. Use a modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Além disso, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Confira o tema “Tráfico de animais no Brasil”: Texto 1 Tráfico de animais no Brasil abastece mercado interno e aproveita falhas na lei, diz ambientalista O tráfico de animais voltou aos noticiários no Brasil nas últimas semanas. A polícia encontrou indícios de um grupo organizado atuando no Distrito Federal, após um estudante ter sido picado por uma naja, que criava dentro do apartamento em que mora com os pais. O incidente desencadeou uma ampla investigação, ainda em andamento. As informações da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) indicam que a atividade no Brasil tira 38 milhões de animais das matas anualmente e alimenta um mercado estimado em R$ 3 bilhões. O editor-chefe do site Fauna News e membro da coordenação do coletivo Grupo de Ação Política de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (GAP Trafi), Dimas Marques, disse à agência de notícias Sputnik Brasil que o tráfico de animais no Brasil, em grande parte, é voltado para o mercado interno. “O tráfico de animais no Brasil é estruturado para abastecer o mercado interno. Tem casos de envio de animais para o mercado externo, mas também recebemos animais de fauna exótica não nativa no Brasil. A grosso modo, o tráfico de animais no Brasil é voltado para o mercado Pet. As pessoas têm ‘necessidade’ de ter bichos de estimação. Existem estimativas de que cerca de 60% a 70% de todos os animais silvestres comercializados no Brasil pelo tráfico sejam para abastecer o próprio mercado interno. Assim, de 30% a 40%, no máximo, iriam para fora do Brasil”, explicou Dimas Marques. (…) Legislação ineficiente A Lei de Crimes Ambientais, no seu artigo 29, prevê uma pena de seis meses a um ano por tráfico de animais silvestres. Por outro lado, a legislação não determina prisão preventiva para crimes com menos de quatro anos de pena. O tráfico de fauna é considerado crime de baixo potencial ofensivo, ou seja, como as penas previstas são menores de quatro anos, o infrator não responde por seu crime em regime fechado durante a parte processual, se esse for o entendimento da autoridade. (…) Animal silvestre não é Pet Uma das raízes do problema, segundo Dimas Marques, seria a própria noção cultural e histórica de que animais silvestres podem ser bichos de estimação. Em uma das raras iniciativas de controlar a fauna nativa, o governo aprovou, ainda em 1967, a Lei de Proteção à Fauna 5.197, que prevê a comercialização de animais silvestres legalizados, autorizando criadouros registrados, onde se criam animais requisitados como cobras, jiboias e araras. “No meu entendimento e de muitos ambientalistas que atuam nessa área, isso é um grande equívoco por parte do Estado brasileiro. Culturalmente, se o Estado permite que você possa comprar animal silvestre como bicho de estimação […] ele está reforçando na cultura, no hábito e no senso comum da sociedade que animal silvestre pode ser bicho de estimação. E é esse conceito que faz com que as pessoas busquem o tráfico de animais, busquem nas feiras nos fins de semana de cidades de interior ou na internet animais silvestres para serem comprados”, afirmou o jornalista. Segundo ele, um papagaio-verdadeiro comercializado legalmente, com nota fiscal, custa R$ 3.500 ou mais. Em uma feira, por outro lado, a mesma ave pode ser comprada por menos de R$ 150. Sem uma fiscalização eficiente e uma legislação rígida, o mercado legalizado somente incentiva o tráfico. Fonte: https://www.jb.com.br/pais/ecologia/2020/07/1024799-trafico-de-animais-no-brasil-abastece-mercado-interno-e-aproveita-falhas-na-lei–diz-ambientalista.html Texto 2 Facebook vira feira ilegal de animais silvestres e ignora alerta do Ibama BRASÍLIA – O Facebook virou a maior feira de venda ilegal de animais no país, segundo fiscalização do Ibama, mas o instituto diz não conseguir apoio efetivo da rede social para prevenir a prática. No entanto, em novembro de 2015, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, remeteu um ofício à direção do Facebook no Brasil, em São Paulo. Intitulado “Crimes e infrações contra o meio ambiente na rede social Facebook”, o documento informava que o sistema de recebimento de denúncias do órgão ambiental, a Linha Verde da Ouvidoria, havia registrado um aumento de ocorrências: de 60, em 2014, para 170 no ano de 2015. Assim, segundo o Ibama, o Facebook era o principal veículo relacionado nas ocorrências registradas, representando cerca de 95% das denúncias dos crimes ambientais na internet. O Ibama pediu que a empresa enviasse um representante para uma reunião em Brasília a fim de tratar de estratégias para o combate de ilícitos ambientais ocorridos na rede social. Mas, apesar da solicitação, o Facebook não indiciou um funcionário para dar início ao diálogo, segundo o Ibama. Nos dois anos seguintes, 2016 e 2017, o órgão ambiental detectou uma explosão dos anúncios de compra e venda de animais. Então, durante nove meses, entre 2017 e 2018, o Ibama pesquisou, separou e copiou inúmeras páginas no Facebook e outras redes sociais, nas quais era oferecido um total de 1.277 animais — 85% estavam em cativeiro e em 30% dos casos a venda foi comprovada. O Facebook, portanto, novamente foi o líder, com 85% dos casos detectados pela fiscalização na rede social. Em apenas uma das páginas, o Ibama contou 274 animais oferecidos para venda, principalmente iguanas. Certamente, se todos fossem vendidos, teriam rendido cerca de R$ 53 mil. No perfil havia a promessa de entrega em qualquer cidade do Brasil. Um jabuti era vendido a R$ 200 e um iguana, a

O uso do pronome neutro na língua portuguesa é um debate recente e que tem tomado conta das redes sociais. Conheça algumas referências sobre o assunto para poder argumentar bem na sua redação. Já conferiu o tema de redação sobre o uso de Pronome neutro na língua portuguesa? Separamos alguns conteúdos para você saber mais sobre a discussão acerca do uso do pronome neutro. Lembre-se de que é fundamental para o desenvolvimento do seu texto que você se posicione acerca do assunto, elencando repertório sociocultural produtivo para argumentar de forma consistente e estratégica. Além disso, procure pensar em propostas de intervenção à questão tratada. Vamos lá? 1 – Linguagem Neutra @ELLE Brasil https://youtu.be/WAzsxxMMlIMNeste vídeo, disponibilizado no canal Tempero Drag, Rita Von Hunty conversa sobre a importância e aspectos para se adotar uma linguagem neutra. Ela traz referências da área da Linguística para embasar a sua fala, que foi feita a pedido da revista Elle. Rita Von Hunty é o nome drag de Guilherme Terreri Lima Pereira, professor formado em Artes Cênicas e Letras. Profere palestras e cursos em todo o país sobre política, filosofia e sociologia, além de manter o canal no Youtube, que hoje está com 667 mil inscritos. 2 – VAMOS TODES JUNTES! Neste artigo, publicado no site da revista on-line do @ezamtamentchy, página de humor e empoderamento LGBTI+ (sigla usada no perfil) há informações sobre o que é a linguagem neutra. Assim, mostra as discussões no Brasil e como ela já está avançada em países como Portugal, Espanha e França. Esses locais, por meio de políticas públicas de inclusão e diversidade, já incluíram a linguagem não binária em suas gramáticas. Além disso, disponibiliza a cartilha “Linguagem Neutra de Gênero: o que é e como aplicar”. Nesse material você poderá se informar sobre como substituir alguns usos binários para ser inclusivo, não necessariamente fazendo uso de pronomes neutros. Também, nem sempre em todos os contextos. Vale a pena dar uma lida nesse conteúdo! 3 – Escrever ‘todxs’ ou ‘amig@s’ atrapalha softwares de leitura, dizem cegos Uma questão que frequentemente é levantada quando se fala do uso de linguagem neutra se refere à acessibilidade de pessoas cegas. Como ainda há muitas vozes sobre o assunto, muitos ainda não definiram de que maneira irão utilizar esse formato no dia a dia. No entanto, já se sabe que usar “x” ou @ para não marcação de gênero nas palavras dificulta a vida de cegos. Assim, cabe refletir sobre a tentativa de inclusão que , por fim, acaba excluindo uma parcela da comunidade que também consome conteúdos on-line. Acessando essa reportagem do G1, você saberá falar melhor sobre essa questão. 4 – Brasileirxs e brasileires: um ponto de vista da linguística sobre gênero neutro Neste material, um pouco mais acadêmico, mas mesmo assim acessível, a questão da linguagem neutra e inclusiva é tratada por pesquisadoras dentro da Universidade. Há referências para quem quiser aprofundar um pouco mais a leitura sobre esse assunto. O ponto de partida da discussão é a notícia divulgada na mídia em 2015 de diversos países sobre a inclusão do pronome de gênero neutro “hen” ao Dicionário da Academia Sueca. É importante notar que, contrariamente do que muitos pensam, essa discussão está efervescente em vários lugares do mundo. 5 – Série: Todxs Nós (HBO Brasil) https://youtu.be/JcghPPm0Ix8Trata-se de uma série em que a protagonista, Rafa, identifica-se como não binária. Os seus pais não entendem sua forma de ser. Por isso, ela vai para São Paulo em busca de mudar sua vida. Como você deve ter percebido no trailer, a linguagem neutra é utilizada na série e pode ser um bom exemplo para usar na redação. 6 – Dicionário adota pronome para pessoas Não-Binárias Neste vídeo, noticia-se que o dicionário mais antigo dos Estados Unidos reconheceu, oficialmente, o uso de palavra neutra para se referir aos “não-binários”. Além disso, mostra o sistema que se propõe adotar no Brasil. Posteriormente, a bancada comenta essas propostas, contrários à mudança ou levantando alguns questionamentos. Como a questão é bastante polêmica para alguns setores sociais, cabe conhecermos também como pensa quem acha que o uso de pronome neutro é uma “bobagem”, mesmo que não se concorde com isso.https://youtu.be/imQoEM0Y9wE 7 – 8 polêmicas sobre gênero neutro Neste vídeo, Jana Viscardi, que é linguista, rebate e explica algumas afirmações acerca do uso do pronome neutro. Assim, ela fala sobre as questões de gênero que estão no centro de disputas e tensões sobre a linguagem. No entanto, segundo ela, muitos não querem discutir de forma aberta, limitando a língua portuguesa à norma culta. Por exemplo, ela menciona a ideia de masculino genérico, deixando referências para que seja aprofundada a pesquisa sobre isso.https://youtu.be/TMNBbsV8LKcSugerimos que você pesquise no canal outros vídeos que tratam do mesmo tema para ampliar seu repertório . 8 – Meninx (Porta dos Fundos) O humor, frequentemente, apropria-se de discussões da sociedade para produzir obras que reflitam essa mesma sociedade. O intuito é sempre provocar, fazer com que nos enxerguemos de algum modo. Dessa forma, é produzido o riso. O Porta dos Fundos falou de linguagem neutra em um de seus vídeos. Claro, leva ao extremo a questão, utilizando também outras questões sociais da atualidade em seu esquete. O vídeo pode servir para exemplificar o uso do pronome neutro com pessoas que desconhecem esse modo de se expressar. Além disso, mostra como estamos acostumados com o modelo binário de construção dos gêneros.https://youtu.be/u_NneiwgresAgora você já possui algumas fontes para discutir melhor sobre o uso do pronome neutro em seu texto. Não esqueça de fazer a sua própria pesquisa, que corrobore o ponto de vista que você defenderá sobre o tema. Treine bastante! Até a próxima!

O uso de pronomes neutros tem provocado polêmicas, especialmente nas redes sociais. Mostre o que você pensa sobre isso, treinando a escrita da redação. Leia os textos motivadores. Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “O uso de pronomes neutros na língua portuguesa”. Use a modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Além disso, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. TEXTO 1 Linguagem neutra: proposta de inclusão esbarra em questões linguísticas (…) A linguagem neutra, ou linguagem não binária, não é obrigação imposta por nenhum movimento da causa LGBTQI+. No entanto, trata-se de uma discussão que propõe uma modificação na língua portuguesa para incluir pessoas trans não binárias, intersexo e as que não se identificam com os gêneros feminino e masculino. Assim, a ideia é criar um gênero neutro para ser usado ao se referir a coletivos ou a alguém que não se encaixa no binarismo. Para além do universo preto-no-branco das redes sociais, essa discussão vem crescendo nos últimos anos entre acadêmicos de linguística e estudos de gênero. Certamente, uma crítica comum é a dificuldade em implementar esse sistema na língua portuguesa e seus efeitos na aprendizagem e alfabetização. (…) Não é capricho A proposta de criação de um gênero neutro na língua portuguesa e de mudanças na forma com que nos comunicamos nem sempre é aceita, e costuma ser vista como “capricho”. Para Monique Amaral de Freitas, doutoranda em Linguística pela USP (Universidade de São Paulo), apresentadora do podcast “Linguística Vulgar” e colunista no blog “Cientistas Feministas”, o debate está longe de ser irrelevante. “Há dois problemas com esse tipo de afirmação. O primeiro é que ela pressupõe que a língua seria apenas um reflexo da sociedade, o que, a esse altura, no campo das ciências da linguagem, já sabemos que não é verdade. A relação entre língua e sociedade não é de mão única. As coisas que dizemos são, por elas mesmas, ações no mundo, elas têm consequências. O segundo problema é que refletir sobre a linguagem não nos impede de agir a respeito de outras questões”, explica. A implementação da linguagem neutra, portanto, seria uma forma de inclusão de grupos marginalizados. Isso é o que acredita Jonas Maria, de São Paulo, criador de conteúdo LGBTQI+ e graduado em Letras. “Não é uma simples mudança gramatical, mas uma mudança de perspectiva”, afirma. “Quando falamos em linguagem neutra, estamos falando sobre gênero, relações de poder. Sobre tornar visível uma parcela da sociedade que é sempre posta à margem: pessoas transgêneras”, disse Maria ao TAB. O masculino genérico A discussão sobre um gênero neutro na linguagem deriva do uso do gênero gramatical masculino para denotar homens e mulheres (“‘todos’ nessa sala de aula precisam entregar o trabalho”) e do feminino específico (“[Clarice Lispector] é incluída pela crítica especializada entre os principais autores brasileiros do século 20”). Na gramática, o uso do masculino genérico é visto como “gênero não marcado”. Ou seja, usá-lo não dá a entender que todos os sujeitos sejam homens ou mulheres — ele é inespecífico. Por ser algo cotidiano, é difícil pensar nas implicações políticas de empregar o masculino genérico. Porém, o tema foi amplamente discutido por especialistas como uma forma de marcar a hierarquização de gêneros na sociedade, priorizando o homem e invisibilizando mulheres. Então, o masculino genérico é chamado, inclusive, de “falso neutro”. Entretanto, essa abordagem não é unânime no campo da Linguística. Para muitos estudiosos, a atribuição sexista ao masculino genérico ignora as origens latinas da língua portuguesa. Fonte: https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/10/07/linguagem-neutra-proposta-de-inclusao-esbarra-em-questoes-linguisticas.htm TEXTO 2 Aula sobre “pronomes neutros” em escola do Recife gera críticas Imagens de uma aula ocorrida em um escola particular do Recife (PE) deixaram usuários de redes sociais atônitos. Isso porque a aula inovou com um slide sobre “pronomes neutros” e trouxe como exemplos os termos “obrigade”, “elu” e “chamade”. (…) O caso ocorreu durante uma aula da turma do 8º ano do Colégio Apoio. Ao veículo, uma funcionária informou que a atividade ocorreu em sala de aula. No entanto, o tema foi proposto pelos alunos. O slide afirma que o uso de pronomes neutros “são uma forma de nos referirmos a alguém de forma com que essa pessoa se sinta confortável. Precisamos respeitar o próximo. Isso inclui respeitar seus pronomes e a forma como elu se sente mais confortável em ser chamade”. Fonte: https://pleno.news/brasil/cidades/aula-sobre-pronomes-neutros-em-escola-do-recife-gera-criticas.html TEXTO 3 Pronomes neutros ganham espaço nas ruas, redes sociais e até em empresas BRASÍLIA – “Bom dia a todos, a todas e a todes.” Foi assim que a escritora Conceição Evaristo se dirigiu no último dia 7 ao público que lotou a Bienal do Rio. A saudação inclusiva, que acolhe não apenas homens e mulheres, mas também pessoas não binárias (que não se identificam nem com o gênero masculino nem o feminino), levou ao delírio o público do evento (…). Além disso, a referência a “todes” também lançou luz sobre a vida cada vez mais visível dos pronomes neutros no vocabulário utilizado no dia a dia – seja nas redes sociais, nas ruas ou na rotina empresarial. No dia 13, a questão voltou a ganhar o debate internacional. O cantor Sam Smith pediu em suas redes sociais para que as pessoas passem a usar os pronomes de gênero neutro da língua inglesa “they” e “them” para se referirem a ele. Certamente, o uso de uma linguagem neutra é uma das principais batalhas de Pri Bertucci, um dos poucos CEOs trans do País, que comanda a Diversity BBox, consultoria voltada para questões de gênero e sexualidade. “Você gostaria que alguém te chamasse de um gênero que não te representa? Você, homem, gostaria de ser chamado de ‘ela’? É isso que eu experimento todos os dias. As pessoas podem achar que (a questão da linguagem) é um capricho, mas não é”, diz Pri. “Vivemos em uma sociedade que não pensa em gênero para além de genital e que vê

Os impactos do movimento antivacina são o tema da redação desta semana. Preparamos uma lista para você aprofundar os conhecimentos sobre o assunto e demonstrar repertório sociocultural pertinente no seu texto. Clique aqui para conferir o tema ”Impactos do movimento antivacina à saúde”! Para desenvolver o tema desta semana, você precisa conhecer bem o assunto e ler as notícias recentes que apontam o movimento antivacina como um risco à saúde pública. No entanto, busque entender também porque algumas pessoas não acreditam na importância da vacinação. A partir disso, selecione os argumentos que irão defender o seu ponto de vista. Assim, para ajudar nessa tarefa, acesse algumas das nossas sugestões a seguir. Lembre-se de fazer a sua própria pesquisa sobre o assunto e treine bastante! Boa leitura! 1. Documentário: Pandemia (Netflix, 2020) Embora todos estejamos exaustos de falar sobre pandemia, em um momento em que o mundo está ansioso pela descoberta de uma vacina para o novo coronavírus é inevitável saber mais sobre isso. A Netflix lançou neste ano a série documental PandemInclusão de autistas no Brasil |ia, em 6 episódios. Nela, é mostrada a rotina de especialistas no combate à gripe e cientistas preveem que uma pandemia devastadora estava prestes a acontecer. E não é que estavam certos? No episódio dois, é mostrado como o debate sobre vacinação se intensifica. No quatro, o discurso antivacina provoca ataques a médicos e profissionais de saúde no Congo. Vale a pena conferir! 2. Explicando: A próxima pandemia (Netflix, 2019) Em 2019, quase profeticamente, um episódio da segunda temporada da série “Explicando” abordou a iminência de uma nova pandemia. Assim, de forma didática, direta e simples, você compreenderá como pandemias de gripe nascem e se tornaram cada vez mais constantes no planeta. A partir disso, reflita a respeito da importância da ciência e da imunização em massa para a prevenção de doenças contagiosas. 3. Vídeo: Vacinas fazem mal? Nostalgia Ciência (2018) https://youtu.be/UM_mnIhHOXsNeste vídeo do Canal Nostalgia, de Felipe Castanhari, é mostrado como surgiu a vacina da varíola e também é comentado sobre o funcionamento das vacinas no organismo. Ele menciona o crescimento do movimento antivacina que associa a vacina tríplice viral ao autismo. Tal movimento teve início com a publicação, em 1998, do estudo do médico britânico Andrew Wakefield. No entanto, anos mais tarde, descobriu-se que o médico havia forjado os resultados da pesquisa. Contudo, o estrago já havia sido feito. Até hoje, os reflexos dessa publicação estão presentes nas ideias de quem não acredita nos avanços da ciência e dissemina fake news. O vídeo tem cerca de 12 minutos e é bastante didático! 4. Vídeo: Movimento antivacina começou com um médico: Andrew Wakefield | Meteoro por trás da ciência Se você tiver curiosidade em saber mais sobre o médico que deu munição ao movimento antivacina, assista a esse vídeo disponível no Youtube. Nele, comenta-se como foi feito o estudo de Wakefield e como ele conseguiu publicá-lo em uma das maiores revistas médicas do mundo, a Lancet. Ademais, mostra como a pesquisa gerou constrangimento à revista e fez com que o médico perdesse a sua licença. Porém, ele ganhou uma legião de “seguidores”, gerando polêmicas nas mídias e fortalecendo ideias deturpadas sobre a vacinação. 5. Artigo: União Pró-Vacina produz material sobre como lidar com o negacionismo científico Por meio de postagens em redes sociais, um grupo de divulgação científica da USP propõe estabelecer um diálogo saudável com quem prefere se pautar em ideologias pessoais e conspiracionistas. Assim, mesmo que o foco do material seja o movimento antivacina, as dicas servem para tópicos como a pandemia de covid-19 até o aquecimento global. Além disso, o material oferece links com evidências científicas contra as ideias falsas defendidas pelos negacionistas. A fim de melhorar sua argumentação na redação, acesse também as artes produzias pelo grupo, disponíveis ao final do artigo. 6. Reportagem: Universo antivacina se expande em plena pandemia e aumenta desinformação A partir desta matéria, publicada no portal UOL, é mostrado como, mesmo sem ainda existir uma vacina contra a covid-19, o movimento antivacina já atua distribuindo desinformação. Conforme a notícia, houve o reaparecimento de antigas teorias conspiratórias sobre o tema. Além disso, com a covid-19, houve uma confluência entre antivacinas, antimáscaras e anticonfinamento. Todos esses grupos agem em nome nome da liberdade individual contra as autoridades, uma ideologia muito presente nos Estados Unidos. Certamente, essa forma de pensar tem reverberado em outros países, incluindo o Brasil. Leia o conteúdo na íntegra e pesquise mais sobre isso na internet. 7. Artigo: O que foi a Revolta da Vacina, e quais suas semelhanças com o mundo de 2020 Para quem gosta de citar referências históricas na redação, esse conteúdo pode ajudar bastante, especialmente quando falamos de uso produtivo do repertório. De fato, não basta apenas mencionar o acontecimento, é preciso estabelecer uma relação clara entre ele o tema proposto. Neste artigo, você vai entender como a Revolta da Vacina pode apresentar semelhanças com o mundo em que vivemos hoje, o qual vê na vacina para covid-19 a única chance de um retorno à normalidade. Porém, nem todas as pessoas estão de acordo com isso e negam a ciência. Por certo, além de ficar mais preparado(a) pra escrever o seu texto, você relembrará assunto visto nas aulas de História. Não só acesse essas nossas sugestões, como também aprofunde sua pesquisa a partir do que destacamos aqui. Lembre-se de que a escolha de repertório pertinente ao tema garantirá sua boa nota da redação. Parafraseando Vinícius de Moraes: as redações baseadas nos textos motivadores que nos desculpem, mas ter uma argumentação consistente é fundamental!

Reflita sobre o movimento antivacina e sobre como ele tem afetado a saúde da população em diversas sociedades. Desse modo, defenda seu ponto de vista a respeito desse assunto, treinando a escrita da redação. Leia os textos motivadores. Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Impactos do movimento antivacina à saúde”. Use a em modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Além disso, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. TEXTO 1 Primeiros movimentos antivacina da história tinham medo de virar gado Movimento antivacina é algo tão antigo quanto a própria vacina. E seus primeiros adeptos morriam de medo de virar gado. Amplificada hoje pela grita virtual, a resistência à imunização começou tão logo o naturalista britânico Edward Jenner usou uma lâmina para inocular, por um pequeno arranhão, o vírus da varíola bovina numa criança saudável. Assim, nascia a blindagem pioneira contra a varíola humana, que matava quase meio milhão de pessoas por ano naquele fim do século 18. Na época, muitos grupos foram contra a primeira vacina da humanidade, afirma Nathalia Pereira, da União Pró-Vacina, ligada à USP Ribeirão Preto. “Diziam que havia transferência para o homem de doenças que acometiam os animais, além de ‘bestializar’ os vacinados, dando fisionomia de vaca.” Portanto, fake news acompanham esta história desde seu início. Porém, a desinformação não é catapultada apenas por quem, por má-fé ou ignorância, arma cruzadas contra um método que protegeu bilhões de vidas desde sua criação. Certamente, motins provocados por mutirões de saúde truculentos, sensacionalismo midiático, fraudes científicas e até um desastroso plano da CIA para caçar um dos maiores terroristas contemporâneos ajudam a entender por que há entre nós tantos “antivaxxers”, outro nome para quem repele a ideia da vacinação. Contudo, essa rejeição explica em parte o Brasil não ter atingido, pela primeira vez no século, a meta para nenhuma das principais vacinas recomendadas a crianças de até um ano, segundo dados de 2019 do Programa Nacional de Imunizações. Mas, se hoje o país tem um presidente que, no meio da pandemia, diz que ninguém é obrigado a se vacinar contra a Covid-19, a relutância nacional vem lá dos anos 1800. Cisma importada, é verdade. Em 1808, uma publicação lusitana que levantava a hipótese de vacinas transmitirem doenças bovinas assustou o império brasileiro. “E o clero português afirmava que os vacinados recebiam o próprio demônio no corpo, e suas almas eram roubadas”, diz Pereira. Parcelas religiosas dão até hoje sua contribuição para os “antivaxxers”, afirma Dayane Machado, doutoranda da Unicamp que pesquisa o tema. “Os dois principais boatos ligados à religião: a) as vacinas – todas ou algumas – contêm fetos abortados; b) associar a vacina contra o HPV à promiscuidade, como se incentivasse a iniciação precoce da vida sexual.” A vacinação compulsória, com uso de força física ou de mecanismos como impedir a matrícula de uma criança não imunizada na escola, colaborou para uma má fama histórica da técnica. “Aí entraram em jogo as liberdades individuais”, diz Machado. “A partir da obrigatoriedade é que surgiram as ligas antivacinação, pessoas que se organizavam pra protestar contra as medidas do governo.” De fato, o problema é que, para doenças contagiosas, a pessoa que decide não se vacinar não põe em risco apenas a si própria. Há grupos cujo perfil não permite fazê-lo, como imunodeprimidos ou grávidas, em alguns casos, e eles ficam vulneráveis. Além disso, há a sobrecarga nos sistemas de saúde. Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/saude/primeiros-movimentos-antivacina-da-historia-tinham-medo-de-virar-gado/138216/ Texto 2 “Vacinação é uma questão de responsabilidade social”, afirma cientista da Unicamp A queda na cobertura vacinal do Brasil, que ganhou destaque na atualidade, pode fazer o país reviver surtos de doenças antes tidas como controladas, assim como ocorre nos últimos tempos com os casos de sarampo e febre amarela. O alerta é do pesquisador e professor Luiz Carlos Dias, do Instituto de Química da Universidade de Campinas (Unicamp). Desse modo, ele, que também é membro da Academia Brasileira de Ciências e integrante da força-tarefa criada pela Unicamp para o combate à covid-19, ressalta ainda que é necessário mobilizar e sensibilizar toda a sociedade para a compreensão do que significam as vacinas e os seus benefícios. “Respeitar a vacinação é uma questão de responsabilidade social. Ela é coletiva, é uma questão de empatia, de respeito à vida”, lembra o professor, que conversou ainda sobre outros pontos relacionados ao tema, como o grau de segurança dos imunizantes, as etapas pelas quais passam uma candidata à vacina e a percepção pública que se tem da ciência no Brasil. Em entrevista ao programa Bem Viver, da Rádio Brasil de Fato, Dias chamou a atenção para os riscos do movimento antivacina. Apontada como um dos fatores que levaram à redução da cobertura de imunizações no país, a mobilização ganha fôlego em meio ao avanço da extrema direita, que, no Brasil e no mundo, tenta desacreditar a ciência e os pesquisadores. “Precisamos realmente de todos neste momento pra que a gente possa combater esse movimento antivacina, que não é forte no Brasil, mas já vem crescendo, infelizmente”, afirma o especialista, ao realçar a importância de se ter a informação como arma contra o problema. Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2020/10/14/vacinacao-e-uma-questao-de-responsabilidade-social-afirma-cientista-da-unicamp Texto 3 Dia Nacional da Vacinação: por que imunização é importante? (…) A invenção das vacinas significou uma revolução na saúde pública e até mesmo na história da humanidade ao proteger a população de uma série de doenças. Assim, estima-se que cerca de 3 milhões de vidas sejam salvas anualmente por conta da imunização, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). No Brasil, o SUS (Sistema Único de Saúde), por meio do PNI (Programa Nacional de Imunizações), garante o acesso gratuito a 19 vacinas, que protegem, assim, contra mais de 40 doenças. Portanto, graças a essa estratégia de saúde pública, doenças infecciosas como a poliomielite e a varíola foram erradicadas de todo território nacional. Além destas, meningite, difteria, tétano, coqueluche, sarampo, caxumba, rubéola, hepatites virais, gripe, pneumonia,

Capacitismo no Brasil é o tema de redação desta semana. Conheça referências para enriquecer seu repertório sociocultural e escrever uma excelente redação! Quer conferir o tema CAPACITISMO NO BRASIL completo?! Agora que você já sabe o que é e como se apresenta o capacitismo no Brasil, pode escrever sobre esse assunto. Provavelmente, você já deve ter lembrado de algumas situações capacitistas nas mídias que poderá usar na sua argumentação. Porém, caso ainda não tenha presente nenhuma referência sobre esse tema, consulte algumas das nossas sugestões. Assim, lembre-se de relacioná-las ao tema capacitismo no Brasil. Boa leitura! 1. VAI UMA MÃOZINHA AÍ? Criado por Mariana Torquato, “Vai uma mãozinha aí?” é o maior canal sobre deficiência do YouTube Brasil. Nele, você poderá encontrar diversos vídeos que abordam capacitismo e suas manifestações na sociedade. Assim, selecionamos o vídeo em que a Youtuber comenta a nova política nacional de educação especial para você assistir. Em 30 de setembro deste ano, o governo publicou o Decreto n. 10.502 que prevê a instituição de três tipos de escolas: regular, especial e bilíngue. Além de assistir ao vídeo, leia o decreto para saber melhor do que a Mari está falando. https://youtu.be/Mm2gmFxpZOc 2. Filme: A teoria de tudo (The Theory of Everything, 2015) Nesta cinebiografia, disponível on-line em algumas plataformas, acompanhamos a trajetória do astrofísico Stephen Hawking. Ademais, nela é retratada a importância de seu trabalho e a luta contra a doença do neurônio motor, esclerose lateral amiotrófica (ELA). Aliás, o filme inspirou-se na obra Travelling to Infinity: My Life with Stephen, de Jane Hawking, esposa do astrofísico. O filme conta com Eddie Redmayne no papel principal, pelo qual foi agraciado com um Oscar de melhor ator em 2015.https://youtu.be/SbUVNHdPE4w 3. TEDx: O futuro anticapacitista: curar preconceitos e celebrar diversidades Palestra de Lau Patron, produtora audiovisual, escritora, ativista e profissional da inclusão. Ela é mãe do João Vicente, um menino sorridente e portador de uma síndrome raríssima autoimune. Assim, no vídeo ela conta a sua experiência como uma “mãe atípica” – como se autodenomina. Também fala sobre o mundo em que vivemos, que não agrega o diferente e, sim, o exclui. Segundo Patron, “temos que mudar o ponto de vista, entender que o mundo é deficiente e descapacita corpos humanos que não se encaixam nos seus limites, pequenos, apertados e prepotentes demais”. Enfim: o vídeo tem 15 minutos e você deve conferi-lo!https://youtu.be/0XEZmh86EhE 4. Artigo: Onde está a representatividade das pessoas com deficiência no meio LGBT+? Como você viu nos textos motivadores, algumas pessoas, além de lidarem com o capacitismo, ainda encontram outras formas de preconceito na sociedade. No artigo, é destacada uma das causas do Setembro Verde, composto por campanhas pela acessibilidade e inclusão da Pessoa com Deficiência, doação de órgãos e prevenção do câncer de intestino. A ênfase do texto é dada às pessoas com deficiência (PcD) que convivem no meio LGBTQIA+. O articulista Vinicius Lacerda consultou Priscila Siqueira, uma das administradoras da página do Instagram @pcdvale, e Victor di Marco (@victordimarco), influenciador digital e também militante da causa PcD LGBTQIA+, para conversarem sobre essa temática superimportante e que pode ser um ponto de vista a elaborar na sua redação. Uma das questões tratadas é sobre relacionamentos, pois as PcDs “muitas vezes não são vistas como corpos sexuais ou corpos que possuem desejos e vontades como qualquer outra pessoa, sendo simplesmente taxadas como deficientes.” 5. Série: Special (Netflix, 2019) Lançada em 2019, Special é uma série que retrata a vida de um jovem gay com paralisia cerebral. Foi criada por Ryan O’Connell, que também faz o papel do protagonista. Dessa forma, mostra a rotina do personagem, que resolve pegar as rédeas de sua própria vida profissional e amorosa. Certamente, a série não evita questões importantes sobre deficiências e minorias no contexto da comunidade LGBTQ+. https://youtu.be/b8S9Gxrp-uI 6. Entrevista: Capacitismo se aprofunda durante a pandemia do novo coronavírus O Sindicato Nacional dos docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES) entrevistou, em abril, a Marinalva coordenadora do Laboratório de Inclusão, Mediação simbólica, desenvolvimento e aprendizagem (LIMDA) da UFRJ. Além de comentar as formas de manifestação do capacitismo na sociedade, a docente afirma haver um aprodundamento dessa problemática na pandemia. Para ela, “por falta de políticas públicas que propiciem a autonomia, muitas pessoas com deficiência não são independentes e precisam de apoio de cuidadores, geralmente as mães. O autoisolamento e o distanciamento social podem ser impossíveis para aquelas que requerem apoio para comer, vestir-se ou banhar-se.” Leia a entrevista na íntegra! 7. Filme: Extraordinário (Wonder, 2017) Essa obra cinematográfica baseou-se no livro homônimo de R. J. Palacio, escritora norte-americana. Auggie Pullman, o protagonista, tem uma uma deformidade facial conhecida como síndrome de Treacher Collins. Assim, ao ingressar na escola, o garoto precisa aprender a conviver no novo ambiente, que não está preparado para lidar com o diferente. Auggie é vítima de bullying e tem sua autoestima abalada. No entanto, ele persiste na escola, apoiado por sua família e pelos novos amigos que conheceu. Sugerimos que os mais sensíveis já preparem o lencinho…https://youtu.be/GtdzuOle5kc 8. Curta-metragem: Eu não quero voltar sozinho (2010) Leonardo é um garoto com deficiência visual que vê sua vida mudar com a chegada do novo colega, Gabriel. O curta-metragem depois foi transformado em longa, em 2014, abordando uma narrativa diferente para a mesma história. O longa foi indicado pelo extinto Ministério da Cultura para representar o Brasil no Oscar de melhor filme estrangeiro. O grande diferencial dessa obra é que o foco não está na deficiência do personagem principal, mas na descoberta dele do amor pelo colega. Portanto, trata-se de uma narrativa sensível e anticapacitista, embora discuta (em especial no longa) a dificuldade que a mãe do personagem sente em lhe dar mais autonomia em função de sua deficiência.https://youtu.be/1Wav5KjBHbI 9. Vídeo: No dia do Surdo, Regina Casé e filha dão aula contra o capacitismo Em 26 de setembro celebra-se, no Brasil, o Dia Nacional do Surdo. Assim, a atriz Regina Casé e sua filha Benedita postaram um vídeo mostrando atitudes capacitistas com as quais as pessoas com deficiência auditiva precisam lidar.
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