
Wandinha Addams e Barbie influenciaram suas escolhas de consumo? Se não influenciaram, podem bem ser que outras influências digitais estejam por trás das suas compras, e isso se chama a influência da mídia digital…
É o tipo de tema de redação que tem tudo a ver com todos nós!
Use suas ideias, suas experiências sobre o tema “A influência da mídia digital na construção da cultura do consumismo na sociedade contemporânea” para escrever uma dissertação.
Faça pensando no Enem: use os repertórios variados que estão no final deste artigo, e dê propostas de intervenção.
(Não deixe para depois porque a prova está quase aí!)
Big data: mídia e consumo digital
A publicidade existe, ela só mudou de forma e espaço. Para falar com o público certo, foi preciso entender quais os espaços de mídia o conteúdo será melhor recebido pelo espectador. As marcas aparecem em séries, são faladas por influencers e até nas lives de artistas em diferentes redes sociais.
Além disso, outra forma bem eficaz utilizada por grandes empresas é o remarketing, que são anúncios que aparecem em diferentes sites ou redes sociais após um indivíduo visitar uma loja online, por exemplo. Basta alguém entrar em um site e ver uma blusa, por exemplo, que ela seguirá o usuário por toda internet.
Por outro lado, um ponto de destaque para a mudança na mídia, com ênfase no digital, está na redução dos custos em publicidade, ao observar que a propaganda em massa é muito mais cara quando comparada com uma ação no meio online.
fonte: Diplomatique – big data
Cultura do Consumo antecede a produção industrial
Conforme defende Slater (2002), a ideia de cultura do consumo nasce antes mesmo da produção industrial e da participação em massa no consumo. Nas palavras do sociólogo, a cultura do consumo não é um efeito da modernização industrial e da modernidade cultural. A cultura do consumo é parte da própria edificação do mundo moderno.
Ele confere à cronologia a conclusão errônea de que a Cultura do Consumo sucedeu a industrialização. Essa “tendência produtivista” em relação ao consumo foi contestada por meio de uma revisão histórica, que afirma que uma “Revolução do Consumo” precedeu a “Revolução Industrial”, ou, no mínimo, destacou-se como ingrediente fundamental do início da era moderna ocidental.
Afinal, para justificar seu raciocínio, o sociólogo chama atenção para a seguinte questão: como a industrialização conseguiria progredir numa base capitalista, sem a existência preliminar de uma demanda efetiva para produção?
Desse modo, sua conclusão é que a Cultura do Consumo é obra de uma revolução nas relações de consumo e não consequência direta da Revolução Industrial, como justifico a seguir.
fonte: Administradores – O que é cultura de consumo
Como quarta-feira Addams nos ensina sobre consumismo de design
Embora os consumidores tenham uma influência significativa na cultura do design, é importante observar que a indústria do design desempenha um papel crucial na criação de um ambiente atraente que inspira os consumidores a se envolverem em reinterpretações criativas.
Portanto, isso pode ser visto nos exemplos do estilo gótico de Wandinha Addams e do estilo Y2K da NewJeans, que não são conceitos totalmente novos, mas recebem vida renovada por meio da adição de mais espaço para reinterpretação e envolvimento do público.
traduzido livremente de UxDesign

fonte: Midia Market – Consumo de Podcasts
Barbie e o consumismo: A importância do conteúdo oferecido às crianças
Há inúmeros pontos que me incomodam nesse episódio [Bonecas Empoderadas] e no seriado [Barbie e a Casa dos Sonhos] como um todo,
Porém, irei me deter ao ponto que mais me estarreceu nisto tudo, qual seja o fato de Barbie não conseguir enxergar o exagero no qual vive, e, mais, fomentar nas meninas o consumismo, o egoísmo e o culto a bens materiais extremamente desnecessários.
O episódio poderia ter sido uma bela oportunidade de expor às crianças a importância de preservar e cuidar da natureza, por exemplo.
de enfrentar os problemas e saber lidar com eles (e não correr para o shopping center, como se isso fosse resolver alguma coisa).
fonte: Jus Brasil – Barbie e o consumismo
estudo – quer saber mais desse interessante caso da Barbie e do que ela tem a ver com a cultura do consumismo? veja este estudo feito por Bruna Formichella para a UFRJ.
livro – ademais, Detox das compras, de Carol Sandler, ensina a pensar em como gastar o dinheiro, mesmo sob o impacto irresistível das mídias sociais no nosso consumo.
música – além disso, o grupo nacional Dead fish tem uma letra voltada à crítica ao consumismo: “Sonho médio”;
filme – por fim, Clube da Luta é de 1999, mas é um clássico do consumismo que mostra como as coisas que você compra acabam dominando você!
Esta é sua tarefa desta semana. A influência da mídia digital na construção da cultura do consumismo na sociedade contemporânea é o tema desta semana para sua redação Enem. Só recomendamos que você mostre sua redação a um professor de português de verdade, como os nossos.
Envie suas redações e receba correção profissional em até 24h. Nossos especialistas aprovados nas melhores universidades vão te ajudar a alcançar a nota máxima.
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A prova de redação da Unicamp 2026, aplicada neste último domingo (30), rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados entre estudantes e especialistas. Isso aconteceu porque, logo na abertura do enunciado, os candidatos se depararam com duas propostas extremamente atuais, socialmente relevantes e que exigiam, sem dúvida, um nível elevado de leitura crítica e domínio dos gêneros textuais. Ambos os temas tratavam de fenômenos que atravessam o cotidiano brasileiro: de um lado, a expansão da chamada “machosfera”, universo digital marcado por discursos de ódio e radicalização masculina; de outro, a importância histórica da CLT e dos direitos trabalhistas, que estruturam a cidadania social no país. Além de surpreender, as propostas reforçaram uma tendência que a Unicamp vem consolidando ao longo dos últimos anos: a de cobrar temas ancorados em debates contemporâneos, que permitem ao estudante demonstrar conhecimento de mundo, repertório sociocultural e capacidade de argumentar de maneira crítica. Por essa razão, compreender o que foi solicitado torna-se essencial para quem deseja não apenas revisar seus acertos, mas também se preparar com estratégia para a edição de 2027. O que caiu na redação da Unicamp 2026? Os candidatos encontraram duas propostas distintas e deveriam escolher apenas uma. Ambas tinham em comum a profundidade temática e a necessidade de observar rigorosamente o gênero textual solicitado. Tema 1 — A expansão da machosfera e o discurso de ódio contra mulheres A primeira proposta exigia um depoimento pessoal narrativo-argumentativo. O estudante precisava narrar um episódio testemunhado em ambientes digitais ligados à machosfera — incluindo grupos incel e redpill — e, a partir disso, refletir criticamente sobre os riscos e consequências dos discursos de ódio contra mulheres. Isso significa que o candidato não podia apenas narrar, mas articular uma experiência verossímil com uma análise consistente do fenômeno, demonstrando consciência social e conhecimento dos mecanismos de violência simbólica e digital. Tema 2 — A importância histórica da CLT A segunda proposta solicitava que o estudante escrevesse uma nota de esclarecimento destinada ao público interno de uma empresa. A tarefa consistia em explicar o significado de “ser CLT” e argumentar sobre a relevância histórica da legislação trabalhista no Brasil. Esse gênero, mais técnico e formal, exige objetividade, clareza terminológica e domínio da função social do texto, já que uma nota interna deve informar, orientar e esclarecer. Ambas as propostas, portanto, exigiram habilidades diferentes, mas igualmente sofisticadas: no primeiro tema, a combinação de narrativa e argumentação; no segundo, a precisão formal e a articulação histórica. O que diziam os textos motivadores da prova? Para além da escolha dos temas, a Unicamp reforçou sua tradição de oferecer coletâneas densas e multirreferenciadas, que ajudassem o candidato a compreender plenamente o contexto de cada proposta. Textos motivadores do tema da machosfera A coletânea incluía: – Trechos da série Adolescência, da Netflix, que aborda a vulnerabilidade de jovens expostos a discursos radicais em fóruns como incels;– Casos reais de ataques motivados por ideologias misóginas, como Elliot Rodger (EUA), Alek Minassian (Canadá) e Jake Davison (Reino Unido);– Leis brasileiras relacionadas ao enfrentamento da violência digital, como a Lei Maria da Penha em sua dimensão online, a Lei Lola Aronovich, a Lei do Sinal Vermelho e a Lei dos Deepfakes;– Reflexão do psicanalista Christian Dunker sobre a vergonha, a solidão e o sofrimento emocional que alimentam comportamentos violentos. Esses textos convidavam o estudante a analisar não apenas episódios isolados, mas um fenômeno complexo em que vulnerabilidade emocional, misoginia e algoritmos digitais se entrelaçam. Textos motivadores do tema da CLT A coletânea trazia: – Explicações sobre a função e o histórico da CLT;– O processo de consolidação de direitos como jornada de 8 horas, férias e FGTS;– O argumento econômico de que direitos trabalhistas não prejudicam o desenvolvimento, mas o fortalecem;– O impacto do 13º salário na economia brasileira e outros dados organizados pelo Dieese. Esses textos davam ao candidato um panorama histórico e estrutural sobre a evolução dos direitos trabalhistas no Brasil, mostrando como a CLT é fundamental para a cidadania social. Como o Redação Online antecipou exatamente esses dois temas Um dos pontos que chamou a atenção após a prova foi que o Redação Online já havia trabalhado exatamente os dois eixos temáticos cobrados pela Unicamp meses antes. Essa antecipação não foi coincidência: ela é resultado de um acompanhamento contínuo das tendências sociais, legislativas e culturais que influenciam os vestibulares. A discussão sobre a cultura incel, por exemplo, foi profundamente abordada no artigo: 🔗 Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea Nesse conteúdo, analisamos as origens da machosfera, explicamos como fóruns digitais amplificam a misoginia e discutimos políticas públicas e repertórios fundamentais — como Bauman, Bourdieu e ONU Mulheres — que dialogam diretamente com a proposta da Unicamp. Do mesmo modo, o eixo do trabalho e da proteção trabalhista já havia sido explorado em: 🔗 O fim da escala 6×1: medida válida para a saúde mental dos trabalhadores ou uma intervenção desnecessária? Esse tema discutiu a precarização do trabalho, a saúde mental dos empregados, a função social da legislação trabalhista e o papel da CLT como proteção histórica. Em ambos os casos, os conteúdos ofereceram aos estudantes exatamente o repertório necessário para compreender profundamente as propostas da Unicamp. Além disso, a série Adolescência, utilizada no motivador da prova, também foi analisada de forma detalhada no post: 🔗 Adolescência, da Netflix: como usar a série em redações e o que ela revela sobre a juventude brasileira Essa análise permitiu que os estudantes já tivessem contato prévio com conceitos fundamentais presentes no enunciado. Por que esses dois temas fazem sentido para a Unicamp? Ambos os temas escolhidos refletem movimentos sociais amplos. No caso da machosfera, observa-se um aumento global de discursos antifeministas, reforçados por algoritmos de recomendação e pela lógica de comunidade que valida frustrações e ódios. Por conseguinte, compreender esse fenômeno exige atenção às dinâmicas emocionais, tecnológicas e sociológicas. No tema da CLT, a universidade parece reafirmar a importância de revisitar a história do trabalho no Brasil para entender os avanços sociais e os desafios contemporâneos. Ademais, ao pedir