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75 artigos publicados por Marina Dias no Blog do Redação Online.

Você ouviu boatos de que houve mudanças na correção da redação do ENEM e bateu o desespero? Calma, o Redação Online explica tudo para você! Confira este post e entenda! O que mudou na correção de redação do Enem? Alguns meses antes do ENEM, todos/as os/as corretores/as – inclusive os/as de longa data – precisam fazer um curso de capacitação para corrigir as redações. Nesse curso, o Inep geralmente apresenta alguns ajustes no manual de correção de pontos específicos que podem causar confusão na hora da avaliação e, por isso, precisam ser alinhados para evitar dúvidas ou divergências. É exatamente isso que aconteceu neste ano. As mudanças na correção da redação do ENEM, que você ouviu falar, são apenas alguns ajustes para orientar os/as corretores/as. Isso quer dizer que as regras das competências não mudaram, elas continuam as mesmas. Então, se você está estudando para o ENEM, não se preocupe! Tudo o que você estudou até agora ainda está valendo. Apesar disso, como muitas pessoas nos perguntaram sobre essas “mudanças”, fizemos este post para você ficar por dentro de tudo e evitar cometer desvios na redação. Basicamente, foram atualizadas as competências 2, 3 e 5. Vamos conferir? Pega o caderno! Mudanças na correção da competência 2 Na competência 2 houve duas pequenas mudanças, mas antes vamos entender do que ela se trata? Segundo o manual do Inep, nessa competência você deve: “Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.” Nesse sentido, avalia-se o domínio dos elementos da produção textual: tema e tipologia textual em prosa. Será avaliado ainda se o/a participante selecionou argumentos e apresentou repertórios para fundamentar o seu ponto de vista sobre o tema. Agora, veja o que mudou nessa competência: Textos muito curtos serão corrigidos no nível 3 Textos muito curtos, ou seja, com até 8 linhas, serão avaliados até o nível 3. Isso indica que as redações que apresentarem essa característica alcançarão no máximo 120 pontos na competência 2. No entanto, se você já acompanha o Redação Online, você já deve saber que a recomendação para alcançar 900+ é escrever uma redação em torno de 30 linhas, certo? Afinal, é impossível em uma redação extremamente curta cumprir todos os requisitos da redação – introdução, desenvolvimento e conclusão. Especificar autoria/estudo para repertório legitimado Outra regra que já era válida, mas o Inep enfatizou no curso, está relacionada ao repertório sociocultural. É o seguinte: se o nome do/a autor/a, pesquisa ou filme não for especificado, não valerá como repertório legitimado. Por exemplo, frases como “Estudos demonstram que…” e “Segundo filósofos…” não contarão como repertório. Sendo assim, para valer como repertório legitimado você precisa especificar QUAL é o estudo e o NOME do filósofo. Nós sabemos que, na hora da prova, pode acontecer de você esquecer o nome. Caso isso aconteça, tente pensar em outro repertório que você lembre o nome. Combinado? Mudanças na correção da competência 3 A competência 3 da redação do ENEM se refere à construção de sentido da redação, ou seja, ao projeto de texto. De acordo com o Inep, para alcançar 200 pontos nesta competência, você deve: “Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.” Neste ano, o Inep alertou que a redação deve ter foco temático. Mas o que é isso? Confira a seguir! Foco temático O foco temático é quando uma redação apresenta o tema na introdução e continua abordando ao longo do texto, utilizando repertórios e argumentos relacionados à temática. Assim, uma redação sem foco temático é quando ela apresenta o tema somente na introdução e depois não menciona no resto do texto. O Inep alertou que as redações que não focam no tema proposto devem ser avaliadas até o nível 2 da competência, que vale apenas 80 pontos. Importante: foco temático não é a mesma coisa que fuga ao tema (situação que pode zerar a redação). Para configurar fuga ao tema, o/a participante não deve ter mencionado o tema em nenhum momento do texto. Mudanças na correção Enem na competência 5 A competência 5, em resumo, avalia a proposta de intervenção da redação que deve ser apresentada na conclusão. Para garantir 200 pontos nesta competência, você deve: “Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.” Portanto, você deve elaborar uma proposta de intervenção para o tema apresentando os elementos: agente, ação, modo, finalidade e detalhamento. Caso você apresente mais de uma intervenção, é importante enfatizar que os/as corretores/as irão considerar a proposta mais completa, isto é, que apresente esses cinco elementos exigidos. As mudanças que ocorreram estão relacionadas ao detalhamento, que se trata do elemento responsável por acrescentar informações à ação, ao agente, ao modo ou à finalidade. Algumas construções não serão consideradas detalhamento, como: Orações subordinadas adjetivas As orações subordinadas adjetivas restritivas e explicativas na ação não serão consideradas detalhamento. Por exemplo, “O governo deve criar novas leis que punem…”. Esse “que punem” não vai valer como detalhamento da ação, certo? Nesse caso, você pode exemplificar ou até mesmo justificar a ação para detalhá-la. Por exemplo: “O governo deve criar novas leis que punem os invasores. Afinal, a legislação poderá tornar a internet um espaço seguro para os usuários. (detalhamento)” Adjuntos adverbiais de lugar Além disso, os adjuntos adverbiais de lugar na ação e no modo não serão considerados detalhamento. Vejamos um exemplo: “As ONGs devem realizar palestras nas escolas…”. A especificação “nas escolas” não conta como um detalhamento. Isso não quer dizer que você não pode mais especificar o lugar, ok? Você pode sim! Quer dizer apenas que os adjuntos adverbiais de lugar não valerão os 40 pontos do detalhamento. Viu que as mudanças na correção da redação do ENEM não foram tão grandes assim? Então, sem motivos para desespero nessa reta final! Mantenha a cabeça tranquila, atente-se a esses tópicos que nós apresentamos neste post e continue os seus estudos. Se você percebeu que precisa
Não dá para negar que uma interpretação de texto assertiva é essencial para que você obtenha sucesso nas provas que vão ditar o seu futuro, não é? Para escrever bem na redação do ENEM, por exemplo, é fundamental que seu conhecimento prévio do conteúdo seja tão amplo quanto o do português e suas regrinhas. É notável que algumas pessoas possuem a habilidade intrínseca de compreender e interpretar textos de apoio da redação, mas não há por que se preocupar com isso se não for o seu caso. As situações cotidianas da vida já exigem de você interpretações verbais e não-verbais o tempo todo, então sentir-se seguro para confiar na sua interpretação textual é apenas um passo a frente. A boa notícia, aqui, é que a interpretação textual é uma habilidade que pode ser aprendida. Não sem muito estudo, é claro, mas com isso você já está acostumado, não é? Preparamos algumas dicas para que sua interpretação de texto, daqui para frente, seja mais rápida e eficaz. Vamos lá? Sobre a interpretação Interpretar é determinar o significado preciso de algo. Sendo assim, essa conceituação pode se referir tanto ao processo mental de entender e reagir a algo, como também ao resultado obtido pela sua análise pormenorizada. Para começar, existem diferentes formas de interpretação — verbal ou não-verbal —, e dentro de cada uma dessas possibilidades de compreensão podem existir mais diversas maneiras de interpretar uma situação ou texto dependendo dá área ou da temática. Você sabe que quando o semáforo está na cor vermelha significa que não é seguro atravessar a rua, certo? Parabéns, você acabou de concretizar uma interpretação não verbal absolutamente correta e cumpriu com o objetivo dela: saber quando pode atravessar a rua. Bom, imaginemos agora que você tenha certa afinidade com a internet. Então, sabe quando você lê um “clique aqui” e entende que o ato de clicar naquele link vai te levar a algum conteúdo ou site? Na contramão do exemplo anterior, esse corresponde a uma interpretação textual perfeita. Duas palavras que falam muito mais do que está de fato escrito. Interpretar é isso: descobrir o significado real de algo. Na interpretação de texto, você, como leitor, precisa ser capaz de entender — tanto quanto no “clique aqui” — o que o interlocutor quis expressar. 8 dicas para uma melhor interpretação textual Estudar sobre quais assuntos mais caem na redação do ENEM é muito eficiente, afinal você precisa estar antenado sobre o que acontece mundo afora. Da mesma forma, é preciso estabelecer um alicerce forte que irá te ajudar na compreensão de qualquer texto. Dicas para expandir seu vocabulário Antes de interpretar textos específicos, é preciso investir no seu vocabulário, pois ele é essencial para uma interpretação de textos correta. Mas como? 1. Adote o hábito de leitura diária Correndo o risco de soar como seu professor de redação do colégio ou do cursinho, queremos destacar o óbvio: quanto mais você ler, melhor ficará sua interpretação de textos. Tudo bem que esse papo de que o cérebro é um músculo já foi superado por ser uma crença equivocada do senso comum, mas realmente esse órgão humano precisa ser exercitado já que ele é extremamente moldável conforme as experiências de cada um — essa característica é conhecida como plasticidade. Deste modo, quando algo é incorporado à rotina, com o tempo ele fica bem mais fácil e natural. Até os textos mais complexos serão vistos e lidos com outros olhos, afinal, você agora entende. Sabemos que você lê sim muito, mas não o faça só como obrigação: encontre uma recreação nisso! Todo texto está ali para ser compreendido, e existe uma infinidade de temáticas que você pode se interessar. 2. Escreva textos Que tal expor suas ideias? Colocar-se no lugar daquele que quer ser entendido é tão importante quanto ser quem entende. O fato de você ter que criar argumentos textuais para justificar o que está escrevendo te fará ter uma compreensão mais acertada de qualquer conteúdo que vier a ler. E onde escrever? Em redes sociais, blogs ou até mesmo em um bloco de notas — e nesse caso, treine também sua caligrafia para evitar o pesadelo da não-correção por ilegibilidade, ok? 3. Tenha o dicionário como seu melhor amigo Não é permitido levar seu dicionário a tiracolo para o ENEM ou vestibulares, mas isso realmente não será preciso se você já está ampliando seu vocabulário com as duas dicas acima. Veja bem, também não estamos falando de livros físicos, hoje em dia é possível encontrar conteúdo confiável na internet como o Michaelis e o dicionário criativo. Leu uma palavra desconhecida? Pesquise seu significado e seus sinônimos. Quer usar uma expressão diferente para evitar repetição e deixar sua produção mais fluída? Faça o mesmo. Essas pequenas ações ensinam muito! Estudando para a prova e durante sua resolução Tudo bem, os passos anteriores estão sendo seguidos por você, mas ainda não se sente completamente seguro para fazer a interpretação de textos? É preciso treinar! Encontre as provas antigas do vestibular ou concurso que fará — sem olhar o gabarito — e faça, refaça e faça novamente. Estude a prova para a prova. Sim, o conteúdo diferirá, mas a estrutura, por sua vez, é a mesma ou ao menos é bem parecida. 180 questões no geral, 45 para cada matéria? Aprender esse padrão também te deixará menos ansioso para sua interpretação textual. 4. Identifique os conceitos apresentados Chegada a prova oficial ou os treineiros, é preciso decompor o texto analisado em suas ideias principais. É interessante citar que quando falamos “textos”, tanto os enunciados quanto os apoios para a redação estão sendo englobados. Dito isso, tenha algumas perguntas na ponta da língua: Desta maneira você já terá maior controle sobre o que busca entender. 5. Identifique os objetivos do autor e do texto Por mais que você não conheça anteriormente o autor do texto que interpretará, é possível desvendar um pouco de seus desejos e personalidade na leitura de sua produção. As informações ali dispostas têm essa funcionalidade de “ler a mente” do interlocutor. Para que seja possível entender os objetivos do texto, faça

Você já escreveu uma redação sobre “A importância da educação financeira em questão no Brasil”? Confira o tema da semana! A educação financeira no Brasil se tornou um assunto frequente nas mídias e, também, uma das principais apostas do tema de redação do ENEM 2021. Falar sobre dinheiro ainda é um tabu na sociedade brasileira e, por isso, muitas ações têm sido realizadas a fim de conscientizar a população para a importância da educação financeira. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “A importância da educação financeira em questão no Brasil”. TEXTO 1 A importância da educação financeira no cenário brasileiro A educação financeira vai muito além de aprender a economizar, cortar gastos desnecessários, poupar e acumular quantias em dinheiro. Ser educado financeiramente faz com que qualquer pessoa passe a buscar uma qualidade de vida melhor, além de proporcionar a segurança material necessária para aproveitar os prazeres da vida e obter uma garantia para eventuais imprevistos. Infelizmente, no Brasil, a educação financeira ainda está longe de alcançar um patamar necessário, especialmente quando comparamos o cenário local com o de países desenvolvidos. Segundo o Banco Mundial, apenas 3,64% da população economiza pensando no futuro. Os índices mais baixos do mundo são formados pela média na América Latina, de 10,6%; enquanto outros países emergentes, como México (20,85%), África do Sul (15,93%) e Rússia (14,56%), apresentam números melhores. Educação financeira no Brasil É injusto culpar o patamar da educação financeira no Brasil a apenas o contexto histórico atual e é preciso entender alguns aspectos primordiais da conjuntura econômica do país, como por exemplo, a constante troca de moedas. Nas últimas duas décadas, por exemplo, o Brasil teve uma moeda relativamente estável e inflação controlada, até abaixo dos dois dígitos. Contudo, quando olhamos para anos mais distantes, em torno da década de 1980, essa não era a situação do país, com a mudança de moeda e um período de inflação descontrolado. E essa incerteza sobre os preços assombra os brasileiros até hoje. A inflação e suas economias Nos momentos em que o governo não obtém êxito para controlar a inflação, o valor futuro da moeda entra em cheque, o que faz com que seja mais vantajoso gastar o dinheiro comprando bens do que poupar o valor, já que não se sabe quanto esse dinheiro irá valer no dia seguinte. De fato, pensar desta forma fazia muito sentido antes do Plano Real, mas, infelizmente, esse é o pensamento que parece nortear os hábitos de consumo dos brasileiros até hoje. Para se ter uma ideia, dados de pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capital (ANBIMA) em 2017, cerca de 75% da população nacional não fez nenhum tipo de aplicação financeira. Em outras palavras, todo esse percentual da população passa toda a vida sem desenvolver um patrimônio sólido ou uma alternativa à aposentadoria, ficando refém da previdência social. Como a falta de educação financeira impacta a vida das famílias brasileiras Dentre tantas outras desvantagens, a falta de educação financeira contribui para que o cenário do endividamento no Brasil cresça. De acordo com levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), o ano de 2020 começou com 61 milhões de negativados. Esses números refletem, também, a falta de hábito de poupar dos brasileiros: ainda de acordo com a entidade, apenas 28% dos brasileiros declaram ter poupado algum dinheiro nos últimos 12 meses, o 14.º pior índice do mundo. Pandemia causada pela COVID-19 agrava ainda mais o cenário do endividamento É evidente que as medidas necessárias tomadas para tentar conter a propagação do novo coronavírus impactaram a economia nacional (e mundial também). Dados de levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas demonstram que aproximadamente 83% dos entrevistados afirmaram ter sido prejudicados financeiramente durante a pandemia. Para especialistas do setor, é evidente que esses dados mostram mais um lado dos problemas causados pela crise, mas também deixam ainda mais clara a dificuldade que a população brasileira tem de construir e seguir um planejamento financeiro que seja capaz de equilibrar as receitas e gastos pessoais. Dados auxiliares da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que realizou pesquisa focada no comportamento dos endividados no Brasil durante a pandemia, aproximadamente 11 milhões de famílias possuem alguma dívida. O que mais assusta os especialistas é identificar que este movimento vem acontecendo de forma crescente: de 66,2% em março, o percentual passou para 67,4% em julho de 2020. Educação Financeira passa a integrar a base Nacional Comum Curricular Todos esses índices fizeram as autoridades olharem para o tema de maneira diferente e, em 2020, a educação financeira passa a integrar a base Nacional Comum Curricular. Para Rodrigo Pinheiro, CEO do Banco Bari, este é um passo muito importante, afinal, quanto mais cedo a noção do dinheiro é introduzida na vida da criança, maior será a capacidade de administração financeira. “Não é coincidência observar que os países com menores índices de endividamento entre as famílias são os mais desenvolvidos, que oferecem uma base curricular educacional mais robusta. No Brasil, o caminho precisa ser o mesmo”, afirma Pinheiro. A decisão de ensinar Educação Financeira foi do Ministério da Educação (MEC) e, de acordo com a entidade, as redes de ensino públicas e privadas de todo o país devem se adequar à nova norma para ajustar o currículo educacional e abordar o tema desde a educação infantil até o ensino médio. A medida tem o objetivo de dar a base para que os alunos consigam desenvolver o hábito de poupar e até mesmo oferecer conhecimento para que, quando adultos, sejam capazes de tomar decisões mais conscientes em relação aos seus hábitos de consumo. Fonte: jornal contábil TEXTO 2 “Natália Dirani afirma ainda que envolver a criança no planejamento e orçamento familiar é o primeiro passo para a educação financeira. ‘Quebrar o tabu de falar com

Quer saber mais sobre “A importância da educação financeira em questão no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Nos textos motivadores que selecionamos para o tema “A importância da educação financeira em questão no Brasil”, você viu que a educação financeira é importante para quebrar o tabu que existe em torno do tema, buscar qualidade de vida, saber se planejar financeiramente e evitar o endividamento. Porém, o tema envolve muitos desafios no país: enfrentar o analfabetismo e garantir uma educação financeira de qualidade para todas as pessoas. Confira os repertórios socioculturais que selecionamos para ajudar você a fundamentar a sua tese e garantir 900+ na redação. Boa leitura! TEDx | Finanças reais para pessoas reais Neste vídeo do TEDx, a administradora e orientadora financeira Nathalia Rodrigues – mais conhecida na internet como Nath Finanças – fala sobre a importância da educação financeira ser acessível e próxima do cotidiano da população brasileira que possui renda baixa. Ela ressalta que é necessário romper a ideia de que a educação financeira é apenas para “engravatados” e pessoas de classe alta. Segundo ela: “Educação financeira é mais do que anotar os gastos: é entender como a relação com o dinheiro afeta sua saúde mental e das pessoas com quem você convive. A educação financeira emancipa pessoas, liberta, transforma vidas e famílias.” Assista ao vídeo a seguir: https://youtu.be/w5OGH0MrGH0 SÉRIE | Round 6 Você assistiu “Round 6”? A série sul-coreana lançada na Netflix fez sucesso no mundo todo e é um ótimo repertório para o nosso tema da semana. Em “Round 6”, 456 pessoas endividadas e desesperadas por dinheiro são convidadas para participarem de uma competição inspirada em brincadeiras infantis cujo prêmio final é uma quantia de 45,6 bilhões de Wons (moeda coreana equivalente a 40 milhões de dólares). Porém, o jogo tem consequências mortais e apenas uma pessoa leva o prêmio milionário. O personagem principal da série, Seong Gi-Hu, é um homem extremamente endividado que para tentar aliviar a sua situação financeira recorre a empréstimos com agiotas, o que acaba agravando a sua situação, pois ele não consegue quitar as suas dívidas. É aí que ele topa participar do jogo. A série aborda o superendividamento e alerta para a importância de poupar dinheiro e ter cuidado com empréstimos. Além disso, a série aborda outras questões como meritocracia e privilégios. A profa. Chay, do Redação Online, contou um pouco sobre a série em nosso canal do Youtube. Veja a seguir: MÚSICA | “Chopis Centis”, Mamonas Assassinas Os versos do refrão da música “Chopis Centis” (variação linguística de shopping center), dos Mamonas Assassinas, são muito pertinentes para falar sobre a cultura de parcelar compras, que teve início nos anos 50 com o surgimento dos crediários e está presente até hoje no dia a dia dos brasileiros – só que agora por meio do cartão de crédito. Os versos dizem o seguinte: “A minha felicidade É um crediário nas Casas Bahia” Comprar por meio dos crediários era uma forma de fazer aquela compra que não cabia no bolso por meio de pequenas parcelas. No entanto, essa forma de pagamento muitas vezes acaba provocando o consumismo, pois as pessoas passam a comprar mais do que podem pagar e acumulam cada vez mais dívidas. Escute a música no Youtube! FILME | Até que a sorte nos separe (2012) O filme nacional “Até que a sorte nos separe”, dirigido por Roberto Santucci, é uma trilogia de comédia romântica baseada no best seller “Casais inteligentes enriquecem juntos”. O primeiro filme da trilogia conta a história de um casal, Tino e Jane, que realizou o sonho de muitos brasileiros: ganhar na loteria. Só que após dez anos eles gastam todo o dinheiro em ostentação e ficam falidos. O filme mostra de forma bem humorada que mesmo tendo muito dinheiro é necessário ter um planejamento financeiro, saber economizar, poupar, gastar, investir e contar com ajuda profissional para administrar grandes quantias. Caso contrário, não adianta ganhar na loteria. O filme está disponível na Netflix, assista ao trailer a seguir: FILME | O homem que copiava (2003) “O homem que copiava” (2003), dirigido pelo cineasta Jorge Furtado, é outra produção brasileira que poderá enriquecer muito a sua redação. O protagonista André tem apenas 20 anos e é um operador de fotocopiadora em uma papelaria. Um dia ele tem uma ideia inusitada: imprimir o seu próprio dinheiro. O seu objetivo é ficar rico e impressionar Sílvia, a mulher dos seus sonhos. O filme retrata o cotidiano de muitos brasileiros que trabalham diariamente e vivem frustrados por serem mal remunerados, mas ainda assim sonham em melhorar a sua situação financeira para alcançar seus objetivos. Que tal assistir? Pega a pipoca e o caderno! O filme completo está disponível no Youtube: LIVRO | Vidas secas, de Graciliano Ramos O clássico da literatura brasileira “Vidas Secas”, do escritor Graciliano Ramos, é a nossa outra indicação. Em resumo, a narrativa retrata uma família miserável que vive no sertão e que de tempos em tempos se deslocam para fugir das regiões muito secas. O personagem principal é Fabiano, um homem analfabeto, que perde dinheiro no jogo, não sabe fazer conta e muito menos sabe o que é imposto. Fabiano é um retrato da realidade de uma boa parcela da população que é afetada pela desigualdade social e não possui um direito básico: a alfabetização. A partir dele podemos pensar que falar sobre educação financeira no Brasil não é uma tarefa fácil, pois o país ainda precisa lidar com problemas estruturais graves, como o analfabetismo. Segundo o IBGE, o Brasil possui 11 milhões de analfabetos – acesse esse dado aqui. E aí, o que você achou das nossas dicas de repertórios socioculturais sobre educação financeira? Como você usaria eles na sua redação? Conseguiu pensar em outros que não apontamos aqui? No ano passado nós indicamos outros repertórios sobre esse tema neste post, que tal dar uma olhadinha? Agora, é hora de

Alguém já chamou a sua atenção por repetir muito uma palavra? Cuidado, isso pode ser um vício! Entre todos os erros gramaticais, os vícios de linguagem são os mais comuns em ambientes formais. Em geral, são palavras que não correspondem à norma-padrão da língua portuguesa e são muito usadas na fala e na escrita sem que a pessoa emissora perceba. Saber identificar esses desvios é fundamental para evitá-los em ambientes que exigem e avaliam a linguagem formal. Mas, afinal, o que são esses vícios de linguagem? Como se classificam? E como evitá-los? Continue a leitura do texto e descubra! O que são vícios de linguagem? Os vícios de linguagem são desvios da norma-padrão cometidos de maneira não intencional pela pessoa que emite a mensagem na fala ou na escrita, causando ruídos na comunicação e outros problemas relacionados à coesão e coerência. São considerados “vícios” por serem palavras e expressões usadas de maneira repetitiva, geralmente por falta de atenção ou falta de conhecimento da língua. Por serem contrários à norma-padrão, os vícios de linguagem devem ser evitados em contextos formais – como em uma reunião de trabalho, no ambiente acadêmico ou em redações de vestibulares, concursos e Enem –, pois eles podem afetar a sua imagem ou a sua nota nos exames que exigem o conhecimento da escrita formal da língua portuguesa. Quais são os tipos de vícios de linguagem? Existem vários tipos de vícios de linguagem que podem estar relacionados a problemas semânticos, morfológicos e sintáticos do texto. Veja a seguir os mais cometidos! Barbarismo O barbarismo é um vício de linguagem que se caracteriza por um erro na grafia ou pronúncia das palavras, por exemplo: “excessão” em vez de “exceção”; “cidadões” em vez de “cidadãos”. Arcaísmo Como o próprio termo já diz, o arcaísmo se refere às palavras que são consideradas arcaicas, ou seja, que deixaram de ser usadas pelos falantes da língua. Por exemplo: “vossa mercê” em vez de “você”; “quiçá” em vez de “talvez”; “outrossim” em vez de “também”. Ambiguidade A ambiguidade é considerada um vício quando as construções textuais, de maneira não intencional, geram um duplo sentido. Veja um exemplo: “Ana foi atrás do cachorro correndo”. Devido à posição do verbo “correndo”, a frase cria uma dúvida: quem estava correndo? Ana ou o cachorro? Para resolver a ambiguidade, poderíamos reestruturar a frase da seguinte forma: “Ana, correndo, foi atrás do cachorro” ou “Ana foi correndo atrás do cachorro” (no caso de Ana estar correndo); “Ana foi atrás do cachorro que estava correndo” (no caso do cachorro estar correndo). Pleonasmo vicioso O pleonasmo ocorre quando há expressões redundantes ou repetitivas, por exemplo: “encarar de frente”; “ver com os olhos”; “conclusão final”. Solecismo Já o solecismo se refere a erros de concordância, regência e colocação pronominal. Veja a seguir um exemplo de cada caso: concordância: “Nós vai fazer dois anos de namoro” (o correto seria: “Nós vamos fazer dois anos de namoro”); regência: “Os estudantes devem assistir o filme” (o correto seria: “os estudantes devem assistir ao filme”); colocação pronominal: “Eu não surpreendi-me com o resultado” (o correto seria: “Eu não me surpreendi com o resultado”). Cacofonia A cacofonia, ou cacófato, ocorre quando duas palavras próximas produzem um som desagradável, causando um fenômeno conhecido como dissonância. Em geral, essas expressões são formadas pelo final de uma palavra e o início de outra. Por exemplo: “Eu vi ela na rua” (viela) e “Colocaram a culpa nela” (panela). Há também outros vícios de linguagem relacionados à cacofonia, que também provocam sons dissonantes: a colisão, hiato e eco. Veja abaixo como se classificam: Colisão: ocorre quando há repetição de consoantes em uma mesma frase. Lembra daquele antigo trava-língua “o rato roeu a roupa do rei de Roma”? Sabemos que, neste caso, é proposital. No entanto, uma frase como essa em uma redação poderia ser considerada um vício de linguagem por causa da repetição da consoante “r”. Hiato: ocorre quando há repetição de vogais, por exemplo: “ou eu ou ela”. Eco: quando há repetição de palavras com terminações iguais ou semelhantes, gerando uma rima de forma não intencional. Por exemplo: “Na realidade, a sociedade precisa exigir mais responsabilidade com as medidas de sustentabilidade” (observe que a repetição da terminação “dade” gera um estranhamento no enunciado). Gerundismo O gerundismo é o uso inadequado e excessivo do gerúndio em situações que possuem conjugações adequadas para a utilização. Um exemplo é: “Vou estar enviando um e-mail para você” em vez de “Eu enviarei um e-mail para você”. Estrangeirismo O estrangeirismo é o uso exagerado de palavras estrangeiras – geralmente da língua inglesa – enquanto já possuem vocábulos equivalentes em português. Alguns exemplos são: start (“começar”), stress (“estresse”) e hot dog (“cachorro-quente”). Preciosismo Sabe aquela palavra difícil e pouco usada no dia a dia? Cuidado com o seu uso, pois ela pode ser considerada um preciosismo. Esse vício de linguagem se trata do uso excessivo de palavras rebuscadas, como “destarte” e “colóquio”. O uso de mesóclise também pode ser considerado vicioso, por exemplo, “falar-lhe-ei”. Prefira sempre as expressões mais simples, anotado? Plebeísmo Ao contrário do preciosismo, o plebeísmo é o uso de palavras coloquiais e gírias que são muito usadas em conversas informais, por exemplo: “rolê”, “tá ligado” e “correr atrás”. Neste último caso, prefira “persistir” ou “perseverar”. Como evitar os vícios de linguagem na redação? Alguns desses vícios de linguagem que acabamos de ver são muito encontrados nas redações do Enem e vestibulares pelos corretores – como o solecismo e o preciosismo. Esse descuido prejudica a nota de muitas pessoas sem que elas saibam, por isso é essencial identificar os vícios de linguagem e, então, corrigi-los. Mas, afinal, como evitar os vícios de linguagem? Confira as dicas que preparamos! Pratique a redação A primeira dica de todas é: pratique a sua redação! Quanto mais você escreve, mais você desenvolve a sua habilidade de comunicação. Pesquise sinônimos

Você já escreveu uma redação sobre “Consumismo e publicidade excessiva na internet”? Confira o tema da semana! Não é de hoje que o consumismo levanta uma série de problemáticas em nossa sociedade. Com a criação da internet, esse problema se intensificou devido à publicidade excessiva nas redes sociais e sites que acessamos. Afinal, a tentação agora é muito maior: com apenas um clique é possível comprar um produto que parece perfeito para nós. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Consumismo e publicidade excessiva na internet”. TEXTO 1 CONSUMIDOR E REDES SOCIAIS: A NOVA DIMENSÃO DO CONSUMISMO NO ESPAÇO VIRTUAL “Ao mesmo tempo em que as redes sociais instigam e aumentam o consumismo, influenciando mercados de consumo de maneira negativa, aparece, também, como um novo local de fala ao consumidor, como um novo ambiente onde ele possa ser ouvido e onde acaba por produzir um discurso de poder. O consumo é próprio do ser humano, necessário e intrínseco. Nada mais é do que a aquisição daquilo que lhe é essencial, para a manutenção de uma vida digna e confortável. Feito dia após dia, é parte indissociável do ser humano. Ocorre que o termo consumismo pode ser conceituado de diversas formas, dentre elas, como o ato de adquirir bens ou serviços desnecessários, supérfluos, não essenciais, ou por mero prazer ou vontade e satisfação pessoal. O desenvolvimento da Internet e, posteriormente, das redes sociais, alterou de maneira drástica a forma de consumir. O alto fluxo informacional que se apresenta nos dias atuais, por meio de aparelhos eletrônicos, possibilitou uma maior facilidade e rapidez no momento da escolha e da compra, fez com que o mercado de consumo global se transformasse.” Fonte: mpsp TEXTO 2 Uso acrítico das redes sociais pode levar a manipulação de consumo e massificação de gostos Não é uma novidade que as redes sociais afetam o comportamento de quem as consomem. Inclusive, diversos estudos já comprovam que o uso exagerado e alienado à realidade pode trazer inúmeros prejuízos não apenas emocionais como físicos. Um exemplo é a pesquisa realizada pela Royal Society for Public Health, no Reino Unido em parceria com o Movimento de Saúde Jovem que constatou que o Instagram é uma das redes sociais mais nocivas do mundo, afetando o sono, a autoimagem e a percepção de acontecimentos. Facebook e Snapchat vieram logo em seguida. O filósofo, escritor e estudioso do tema, Fabiano de Abreu aponta que a vida nas redes se assemelha a uma encenação, onde a ostentação e a venda de uma vida perfeita levam à manipulação dos usuários. “As redes sociais engoliram de vez a mídia televisiva, e a tendência é que engula as pessoas também, em especial pela característica de controle e influência onde modas temporárias de vestimenta, consumo e comportamento se tornam referência mundial rapidamente”, analisa. Um exemplo de consequência que migra das redes para a vida real é o consumismo exagerado, que tem como principal aliado a base de dados que dita o comportamento dos usuários. “Sofremos devido ao bombardeamento de propagandas de empresas que nos conhecem extremamente bem. Eles possuem todos os nossos dados e com os nossos desejos em mão, nos oferecem constantemente, mais e mais opções para que possamos comprar, comprar e comprar”, aponta Fabiano de Abreu. Além de provocar a impulsividade, esse consumismo pode levar ao endividamento, já que a vida financeira está baseada não no que se precisa, mas na ansiedade de consumir o que as redes dizem que você precisa. “Tem muita gente passando por uma crise horrível, mas não perde a oportunidade de ostentar vida boa nas redes sociais. Esses são exemplos de indivíduos que já estão imensamente embaraçados na trama toda e que se tornaram peças facilmente manipuláveis das redes”, aponta. Consumir por gosto ou por influência? A era das redes sociais também levanta a pauta dos gostos pessoais, já que estes podem ser apenas um reflexo do que se consome nos aplicativos e não um resultado da personalidade. “O que você veste condiz com quem você é? O fast-fashion é o melhor exemplo sobre padronização de gostos. A moda chega mais rápido ao consumidor final e nas redes sociais elas funcionam como uma espécie de cartel que monopoliza o que será tendência para os próximos meses e todo mundo usa a mesma coisa”, reflete o filósofo. E não é apenas o consumismo de bens que as redes podem influenciar. De acordo com Fabiano de Abreu músicas também podem seguir a mesma lógica. “Hoje em dia existem os hits comerciais que viram sucesso em questão de minutos, basta encaminhar em massa para aplicativos de mensagens ou redes sociais. Passamos a viver como se todos tivessem que cantar e escutar os mesmos estilos musicais para pertencer a um grupo”, aponta. Porém, mais que a massificação de gostos, a preocupação do escritor é quanto a apatia do indivíduo que não dá um tempo para refletir sobre seus consumos e preferências. “O mais preocupante é que desde que o mundo é mundo seguimos aceitando ser manipulados como uma máquina e de uns tempos para cá, essa manipulação ficou mais evidente. Mesmo que inconscientemente entramos em um sistema de influência, no qual os gestores das plataformas digitais e da mídia em geral são responsáveis por selecionar e filtrar o que será consumido pela grande massa. São eles quem determinam o padrão a ser seguido”, preocupa-se Fabiano. Segundo Fabiano, isso é um sinal de que a estratégia da indústria está sendo efetiva. A publicidade é construída para manipular o indivíduo a pensar que é ele quem escolhe o que está consumindo, sejam informações ou bens. “Já se deu conta que quando você pega o seu celular só aparecem as coisas que, ou você acabou de pesquisar no Google ou que se tornou viral e todos estão vendo? Ou seja, as informações são selecionadas e apresentadas a partir das pesquisas que fazemos

Quer saber mais sobre “Consumismo e publicidade excessiva na internet”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Você já foi bombardeado nas redes sociais por anúncios de um produto do seu interesse? Ou mesmo pensou em comprar algo na internet sem antes botar na balança se essa compra é realmente necessária? Certamente já, não é? Saiba que isso é mais comum do que se imagina! Ao mesmo tempo que a internet tem o seu lado positivo por facilitar a comunicação e agilizar processos de compras, por outro lado também intensificou outros problemas: o consumismo e publicidade excessiva. No ambiente digital, as pessoas estão mais vulneráveis por conta de tantos estímulos emocionais e o excesso de publicidade agrava um problema que já existe há anos – o consumo exagerado –, prejudicando a saúde emocional e financeira. Para ajudar você a escrever o tema “Consumismo e publicidade excessiva na internet”, selecionamos alguns repertórios socioculturais para você usar na redação. Confira neste post! Reportagem | Compulsão por compras afeta cerca de 600 milhões de pessoas no mundo Essa reportagem do Domingo Espetacular mostra como a internet impulsionou o consumismo e alerta sobre as consequências da compulsão pelo consumo: prejuízo na vida social, emocional e financeira. Além disso, a reportagem ressalta que o consumo compulsivo é considerado um transtorno de origem emocional – a oneomania –, que se caracteriza por três estágios: euforia (pela compra), culpa e negação. Segundo a OMS, 8% da população mundial sofre com essa doença, o que equivale a mais de 600 milhões de pessoas. Assista ao vídeo a seguir: https://youtu.be/zV7jJJzxcoo Livro | Vida para consumo, de Zygmunt Bauman O livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadorias (Editora Zahar, 2008), do sociólogo Zygmunt Bauman, também pode ser usado como repertório. Nesse livro, Bauman aponta que a estrutura da sociedade atual é baseada no consumo. Sua tese é de que o consumo contemporâneo transforma as pessoas – os consumidores – também em mercadorias, forma as suas identidades e as relações entre elas. Para Bauman, é por meio do consumo que as pessoas são aceitas na sociedade e conseguem conquistar “prêmios sociais”. A citação abaixo ilustra bem essa ideia: “Na sociedade de consumidores, ninguém pode se tornar sujeito sem primeiro virar mercadoria […]” (BAUMAN, 2008, p. 20). Nesse sentido, o autor analisa que as pessoas não apenas consomem, mas também estão expostas como “mercadorias” na sociedade. Por exemplo, um candidato para uma vaga de trabalho é visto como uma “mercadoria” para a empresa. Pareceu complicado? Para entender mais a análise de Bauman sobre a sociedade de consumo, indicamos o vídeo do canal Educa Periferia. Assista a seguir! Curta-metragem | Happiness, de Steve Cutts No curta Happiness (“Felicidade” em português), de 2017, o ilustrador e animador inglês Steve Cutts faz uma crítica à busca incessante pela felicidade por meio do consumismo. Essa ideia de “felicidade”, retratada no curta, depende da posse e do acúmulo de bens materiais para alcançar o “sucesso” – uma lógica constantemente estimulada pela publicidade. Cutts é muito conhecido pelas suas produções que fazem críticas duras à sociedade consumista e capitalista, como o curta-metragem Wake Up Call (2014). Neste curta, ele aborda a obsolescência programada, que é quando produtos são criados para se tornarem ultrapassados em pouco tempo – por exemplo, os smartphones. Para assistir esse curta, acesse aqui! Artigo | Consumir procurando uma felicidade que nunca chega Este artigo do jornal El País aborda a relação entre consumismo e publicidade, os impactos do consumo excessivo para o meio ambiente e outras problemáticas sobre o tema. Também aponta que a preferência por compras na internet está entre as principais mudanças de consumo ocorridas nos últimos anos. Leia o artigo completo aqui. Manchete | Por que as propagandas nos ‘perseguem’ na web? Esta manchete da Uol explica como os anúncios são direcionados às pessoas na internet, de acordo com o seus interesses, por meio dos cookies – arquivos de textos que os sites depositam nas máquinas dos usuários a fim de coletar seus dados e sites acessados anteriormente. Leia a manchete completa aqui e entenda! Documentário | O dilema das redes (2020) Já que o tema envolve o ambiente digital, você já assistiu o documentário O dilema das redes? Em resumo, é uma produção da Netflix (2020) que fala sobre os efeitos nocivos do uso excessivo das redes sociais e o controle do comportamento por meio dos algoritmos. Trata-se de um repertório interessante para falar sobre como as redes sociais afetam o psicológico dos usuários. Podemos pensar, por exemplo, que diante de tantos estímulos emocionais – provocados pela publicidade e influenciadores que promovem estilos de vida – as pessoas ficam mais vulneráveis no espaço virtual. Assim, a publicidade excessiva se torna um grande problema. O dilema das redes está disponível na Netflix. Documentário | Criança, a Alma do Negócio O documentário Criança, a alma do negócio, da cineasta Estela Renner, é de 2008, mas ainda assim continua recente. Isso porque o documentário analisa como as mídias de massa e a publicidade influenciam as crianças e, em consequência, a escolha dos produtos em casa. O documentário aborda os efeitos negativos da publicidade infantil e alerta para a importância de proteger esse público do excesso de anúncios, pois o estímulo do consumismo na infância pode afetar drasticamente a formação enquanto indivíduos. Esse é um dado importante, afinal, as crianças também são usuárias da internet. O documentário está disponível no Youtube. Assista! Filme | Amor por contrato O filme apresenta a família Jones, que demonstra ser perfeita. Steve e sua esposa Kate, além dos filhos, são populares e esbanjam produtos de última geração, que despertam o desejo de consumo da vizinhança. Contudo, eles não são uma família de verdade: são funcionários de um empresa de marketing que decidiu inserir famílias em mercados de luxo para aguçar o interesse das pessoas e aumentar a lucratividade. Mesmo sendo de 2009,

Você tem dificuldade de elaborar os meios na proposta de intervenção? Confira algumas dicas e exemplos que preparamos para você! A proposta de intervenção é uma das competências da redação do ENEM que mais gera dúvidas. Afinal, a banca exige alguns elementos específicos para que a proposta seja considerada completa, por exemplo, o meio/modo pelo qual a ação sugerida deverá ser realizada. Esse elemento, quando não é muito bem compreendido pelo(a) participante, gera muita confusão ou mesmo passa despercebido na hora de escrever a redação. Foi pensando nisso que preparamos este post para ajudar você a entender melhor o que são os meios na proposta de intervenção e alguns exemplos que podem ser utilizados. Boa leitura! O que é uma proposta de intervenção? Primeiro, precisamos entender o que é uma proposta de intervenção. Você já deve saber que o tema de redação do Enem sempre trata de uma problemática social, certo? Por isso, a banca avaliadora espera que você apresente medidas para solucionar o problema. Essa é uma exigência do Enem que, conforme a competência 5, deve estar na conclusão da redação. Nesse sentido, você deverá propor uma intervenção, ou seja, sugerir uma iniciativa para solucionar – ou, pelo menos, minimizar – o problema apresentado no tema. Segundo a Cartilha do Inep, a proposta deve estar muito bem articulada aos argumentos que você apresentou no desenvolvimento do texto e apresentar os seguintes elementos: Ação: O QUE deve ser feito para solucionar o problema? Agente: QUEM deve executar a ação? (lembre-se dos GOMIFES) Meio/modo: COMO deve ser feita a ação? Por meio do quê? Efeito/finalidade: PARA QUE essa ação deve ser feita? Detalhamento: que outra informação pode ser acrescentada para detalhar a proposta? (aqui você deve detalhar pelo menos um dos elementos anteriores para que a proposta seja considerada completa) É importante destacar que a banca do Enem exige que você apresente pelo menos uma proposta de intervenção, desde que seja muito bem detalhada e com todos os elementos citados acima. Ao cumprir isso, você garantirá os 200 pontos da competência 5! O que são os meios na proposta de intervenção? O meio/modo na proposta de intervenção se refere à forma que a ação deve ser executada ou ao recurso utilizado para que a ação se concretize. Sendo assim, não basta dizer o que deve ser feito, você precisa especificar o meio pelo qual será realizada a ação. Imagine que você está escrevendo uma redação cujo tema é sobre educação inclusiva no Brasil. Se você sugerir que “a escola (agente) deve promover a inclusão (ação)”, é necessário que você apresente COMO ela deve promover, ou seja, por meio de palestras e atividades culturais, avaliações adaptadas, espaços adequados, entre outras formas. Como elaborar os meios na proposta de intervenção? Um dos maiores erros na hora de elaborar a proposta de intervenção é não apontar, de forma objetiva, o meio/modo de realizar a ação, o que acaba deixando a proposta muito vaga. Para evitar esse deslize, siga as seguintes dicas: Planeje a sua redação: o planejamento prévio da redação conta muito na competência 3 e ajuda você a elaborar uma proposta articulada com os argumentos apresentados ao longo do texto. Pense como o agente escolhido pode se mobilizar: o meio apontado por você deve ser viável para o agente escolhido. Por exemplo, se o seu agente for uma ONG, ela poderá realizar campanhas de conscientização, porém não poderá criar leis. Entendido? Use a expressão “por meio de”: o uso dos elementos coesivos “por meio de” ou “por intermédio” é uma forma de enfatizar o meio na proposta de intervenção e ajudar o próprio corretor a identificá-lo. Então, ao pensar na medida para o problema, pergunte-se sempre: “por meio do quê?” Agora que você já sabe como elaborar o meio/modo na proposta de intervenção, vamos ver alguns exemplos a seguir? Siga a leitura! Exemplos de meios para utilizar na proposta de intervenção Existem várias maneiras de realizar uma ação na sociedade. Na redação do Enem, ela irá depender do agente envolvido e, claro, dos argumentos apresentados no desenvolvimento. Contudo, é possível pensarmos em alguns exemplos de meios/modos que podem ser utilizados em uma proposta. Por exemplo, várias medidas podem ser concretizadas por meio da: criação de uma lei; divulgação em veículos de comunicação; supervisão da legislação vigente; contratação de profissionais capacitados; elaboração de projetos pedagógicos acerca do tema em questão. Viu como é fácil? Para facilitar o entendimento, veja a seguir alguns exemplos de propostas de intervenção extraídas de redações que tiraram nota máxima nas edições anteriores do Enem. Tema: “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet” A proposta de intervenção abaixo é de uma redação nota mil sobre o tema do Enem 2018: “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”. Observe o elemento “por meio de” em destaque: Portanto, fica evidente a necessidade de combater o uso de informações pessoais por empresas de tecnologia. Para tanto, é dever do Poder Legislativo (agente) aplicar medidas de caráter punitivo às companhias que utilizarem dados privados para a filtragem de conteúdos em suas redes (ação). Isso seria efetivado por meio da criação de uma legislação específica e da formação de uma comissão parlamentar (meio), que avaliará as situações do uso indevido de informações pessoais. Essa proposta tem por finalidade evitar a manipulação comportamental de usuários e, caso aprovada, certamente contribuirá para otimizar a experiência dos brasileiros na internet (finalidade). (Luisa Sousa Lima Leite) Veja que os meios propostos foram “a criação de uma legislação específica” e a “formação de uma comissão parlamentar”. Esses meios estão devidamente relacionados com o agente escolhido para solucionar o problema – o Poder Legislativo. Vamos ver mais um exemplo? Tema: “Democratização do acesso ao cinema no Brasil” A proposta de intervenção abaixo foi retirada de uma redação nota mil sobre o tema “Democratização do acesso ao cinema no Brasil” do Enem 2019. Observe: Portanto, cabe ao Governo (agente) investir em

Quer saber mais sobre “Golpes financeiros na internet”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Os golpes financeiros na internet tomaram conta dos noticiários durante a pandemia, devido ao aumento alarmante de casos no Brasil. A crise econômica, o desemprego e o uso frequente de tecnologia são alguns fatores que contribuíram para um cenário mais vulnerável a essa prática criminosa. As modalidades de golpes são várias e afetam tanto investidores quanto pessoas que são enganadas por simples fraudes – como clicar em links falsos e fornecer seus dados pessoais a um suposto conhecido. Por ser um assunto em alta, selecionamos alguns repertórios socioculturais sobre o tema “Golpes financeiros na internet” para você treinar a sua redação. Vai que o tema caia nessa edição do Enem, não é mesmo? Confira a seguir! Leis para golpes financeiros na internet Praticar fraudes financeiras no ambiente digital é crime, mas poucas pessoas sabem disso e acabam não registrando um boletim de ocorrência. Veja a seguir o que diz a lei: Crime de estelionato (Art. 171) e Lei 14.155 Os golpes financeiros na internet configuram crime de estelionato, previsto no Código Penal, no Art. 171. Mas você sabe o que é estelionato? Em resumo, é quando uma pessoa engana outra com a intenção de obter vantagem para si. Veja abaixo a definição de estelionato conforme o Art. 171: “Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”. Em maio de 2021, o governo sancionou a Lei 14.155 que altera o crime de estelionato e torna mais grave as fraudes eletrônicas. Observe o que foi incluído no Código Penal: “§ 2º-A. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa, se a fraude é cometida com a utilização de informações fornecidas pela vítima ou por terceiro induzido a erro por meio de redes sociais, contatos telefônicos ou envio de correio eletrônico fraudulento, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo.“ Além disso, a pena aumentou para golpes cometidos contra idosos ou pessoas vulneráveis e, ainda, para casos em que for utilizado servidor fora do território nacional. Matéria sobre a nova lei contra golpes financeiros na internet A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que a lei 14.155, que vimos anteriormente, endurece a pena para práticas criminosas como falso funcionário, clonagem de WhatsApp e golpes de phishing – quando o golpista tenta obter dados pessoais da pessoa com o uso de links e mensagens falsas. Segundo a Febraban, “A tipificação do crime digital é um passo muito importante e necessário para coibir delitos cometidos no mundo digital e punir com rigor as práticas desses crimes, que levam muita dor de cabeça e causam grande prejuízo financeiro para o consumidor”. Leia a matéria completa aqui. Pesquisa | Homens são as principais vítimas de golpes financeiros As fraudes não estão relacionadas apenas a transações comuns, como fazer uma compra/pagamento. Esta pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Comportamentais e Pesquisas (Cecop), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), aponta que os homens são os principais alvos de golpes financeiros (91%) relacionados a investimentos. O perfil revelado foi homens, em sua maioria, na faixa etária de 30 a 39 anos (36,5%), ensino superior completo com pós-graduação (38%) e renda familiar mensal entre dois e cinco salários mínimos (23%). O WhatsApp foi a ferramenta de comunicação principal para atrair essas vítimas. A CVM salienta que é importante desconfiar de promessas muito elevadas de rentabilidade e “desconfiar especialmente da pressão para investir tipo é agora ou nunca”. Que tal ler a matéria completa? Acesse aqui. Veja também uma reportagem da CNN sobre a pesquisa: https://youtu.be/JaerRWZPE_s Artigo | Educação midiática para a terceira idade A educação midiática – além da alfabetização digital – possibilita que as pessoas criem senso crítico diante do uso de tecnologias. Assim, ela é fundamental para que as pessoas não caiam em armadilhas. Em 2020, um levantamento também realizado pela Febraban indicou que o número de golpes financeiros contra idosos aumentou 60%. Como esse público não está acostumado com o ambiente digital, é comum que ele seja mais vulnerável a golpes e até mesmo a notícias falsas. Em vista disso, ações que promovam a educação midiática para a terceira idade são extremamente importantes, como é o caso do projeto EducaMídia, do Instituto Palavra Aberta. Para saber mais sobre esse assunto, leia esta matéria. Matéria | Como o Pix está sendo usado para esquemas de pirâmide O golpe da pirâmide financeira é um dos principais tipos de fraudes realizadas em nosso país. Esta matéria do jornal Nexo apresenta como funcionam os esquemas de pirâmide, principalmente por meio dos “grupos de Pix” no WhatsApp, e alerta sobre os perigos de acreditar nas promessas de “dinheiro fácil”. Acesse a matéria completa aqui. Veja também uma reportagem do Jornal da Record sobre o assunto: Documentário| Explicando… Dinheiro (Netflix, 2021) A série documental “Explicando… Dinheiro”, produzida pela Netflix, possui cinco episódios curtos e super didáticos sobre temáticas relacionadas a dinheiro. O primeiro episódio da série, cujo título é “Enriqueça fácil”, mostra que os golpes financeiros existem desde muito antes da internet e apresenta vários casos famosos na história, como o esquema criado por Charles Ponzi. A série também explica como funciona o golpe da pirâmide e os golpes conhecidos como “pump and dump” aplicados no mercado de criptomoedas. Ademais, a série alerta que a tecnologia facilitou a disseminação desses golpes, porém as estratégias são basicamente as mesmas de anos atrás. O documentário está disponível com legendas e dublagem na Netflix. Vale a pena assistir! Agora que você conheceu vários repertórios sobre o tema “Golpes financeiros na internet”, que tal treinar a sua escrita? Escreva a sua redação e envie em nossa plataforma que a corrigimos em até 3 dias úteis!

Você já escreveu uma redação sobre “Golpes financeiros na internet”? Confira o tema da semana! Desde 2020, em meio à pandemia do coronavírus, o número de pessoas que foram vítimas de golpes financeiros na internet aumentou de forma alarmante no Brasil. O assunto é extremamente recente e relevante para o debate sobre segurança e privacidade digital e, por isso, merece a nossa atenção. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Golpes financeiros na internet”. TEXTO 1 No primeiro semestre, Brasil registrou uma tentativa de golpe financeiro a cada seis segundos Você já recebeu uma mensagem dizendo que seu cartão de crédito foi clonado? Ou ligações de supostos bancos para a confirmação de seus dados? A maioria destas investidas, na verdade, é golpe. É o que registrou o último levantamento da empresa de segurança PSafe, através de seu setor de inteligência de dados Dfndr Enterprise. No primeiro semestre deste ano, o Brasil contabilizou uma tentativa de golpe financeiro a cada seis segundos, totalizando 2,3 milhões ataques. Só no Paraná, o relatório identificou mais de 88,3 mil atuações criminosas. Os dados alarmantes corroboram também com o levantamento da Febraban – Federação Brasileira de Bancos – que mostra que os golpes da falsa central telefônica e falso funcionário de banco tiveram crescimento de 340% apenas no primeiro bimestre deste ano. Se contabilizadas todas as tentativas de fraudes, é possível que o volume seja de uma tentativa a cada três segundos, na visão de Emilio Simoni, diretor do Dfndr Lab e líder do levantamento. A fraude mais comum registrada pelo estudo da PSafe é a de golpes de SMS enviados em massa. Os golpistas enviam notificações via mensagem alertando que as credenciais bancárias foram clonadas, o cartão foi bloqueado ou foram realizadas compras indevidas. Ao receber a notificação, o usuário é direcionado para um site fraudulento do banco montado apenas para captar dados de login e senha de sistemas como internet banking. O criminoso de posse destes dados pode fazer movimentações bancárias se passando pela vítima. Infelizmente, as investidas não param por aí. Outra estratégia comum é a clonagem de WhatsApp. No primeiro semestre de 2021, foram mais de 1,1 milhão de clonagens no Brasil. No Paraná, o valor é de 51,6 mil detecções, apenas neste ano. Outro dado preocupante é o número de credenciais vazadas no mundo. Neste modelo, o hacker invade sistemas de empresas e capta credenciais para acessar e-mails ou portais pessoais das vítimas. Esta modalidade cresceu 726% de 2019 a 2020. Só nos primeiros meses de 2021, foram 4,6 bilhões de credenciais vazadas no mundo. A tendência é que o número atinja 10 bilhões de vazamentos até o fim do ano. Para Marco DeMello, CEO da PSafe, o uso da inteligência artificial por criminosos cibernéticos torna a internet mais perigosa a cada ano. “Os cibercriminosos conseguiram evoluir 10 anos em apenas seis meses, com o uso da inteligência artificial. No passado, para que uma invasão a um site ocorresse, era necessário que um hacker altamente especializado estudasse as infraestruturas digitais, procurando brechas de segurança. Hoje, costumamos dizer que os hackers já não invadem mais os sistemas, eles apenas fazem login. De posse das credenciais de acesso, normalmente informações de login e senha vazados, um cibercriminoso basicamente encontra portas escancaradas para suas ações”, alerta. Se a pandemia acelerou a velocidade da digitalização no Brasil e no mundo, o número de oportunidades para iniciativas criminosas cresceu na mesma proporção. Segundo Emílio, da PSafe, ao transferir o espaço do trabalho para casa, as redes de empresas e pessoais ficaram mais expostas, como o caso dos mega vazamentos registrados no início do ano, onde informações como nome e CPF de 200 milhões de brasileiros foram expostos na internet. “Quando o criminoso tem estes dados pode potencializar sua engenharia social. Eles ligam e tem seu nome completo, endereço, filiação e pedem senhas para cancelar compras, que, na verdade, não foram realizadas. Estes fatores combinados fazem com que o número de ataques esteja em crescimento”. Emílio completa também que orçamentos limitados para segurança cibernética, no caso de empresas, são uma das brechas encontradas por cibercriminosos. Fonte: gazeta do povo – como se proteger golpes financeiros crimes online TEXTO 2 Fonte: ndmais – infográfico entenda o que é o pix e evite cair em golpes online TEXTO 3 A pandemia de golpes digitais no Brasil “Depois de ter problemas para receber um celular que comprou em maio de 2020, a professora Silvana Martins, de 45 anos, entrou em contato por meio de uma rede social com o e-commerce onde havia realizado a compra para reclamar da demora na entrega do produto. Após alguns minutos, recebeu uma mensagem de um perfil com o nome da loja solicitando seu número de telefone e nome completo. Sem desconfiar, Martins informou os dados e, em instantes, chegou a seu celular um código, que havia sido solicitado pelo suposto atendente da loja com quem estava em contato. A professora informou a sequência de números e, então, notou que já não conseguia mais acessar seu WhatsApp. Os momentos seguintes foram desesperadores para Martins, que percebeu que havia pessoas se passando por ela no aplicativo de mensagens e pedindo dinheiro para seus contatos. ‘Minha cunhada me ligou, porque havia achado estranha a mensagem que eu tinha mandado para ela no WhatsApp. Na mesma hora, percebi que havia sido vítima de um golpe e comecei a avisar às pessoas que não era eu quem estava mandando as mensagens, mas duas amigas minhas chegaram a enviar o dinheiro. Mais de R$ 900 cada uma’, contou a professora, que ficou acordada durante a madrugada daquele dia tentando recuperar o controle do aplicativo. ‘Fiquei muito mal, chorei por dias por minhas amigas terem dado o dinheiro. Devolvi o valor para uma delas, mas a outra não quis aceitar’, disse.” Fonte: oglobo globo – a pandemia de golpes digitais no brasil

Quer saber mais sobre “A questão do aborto no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Escrever sobre esse tema não é uma tarefa fácil, uma vez que é um assunto polêmico que divide a opinião pública. De um lado, há um grupo que defende a descriminalização, a legalização e entende isso como uma questão de saúde pública. De outro lado, há um grupo que se opõe à prática do aborto voluntário e defende a criminalização por questões morais e religiosas. Para ajudar você a escrever a redação sobre o tema “A questão do aborto no Brasil”, separamos alguns repertórios para você utilizar ou mesmo se aprofundar no assunto. Confira! VÍDEO | O aborto permitido por lei no Brasil Neste vídeo, produzido pela UFRGS, profissionais da saúde explicam como funciona o atendimento do aborto permitido por lei no Brasil, em especial no caso de gravidez resultante de estupro. Eles enfatizam a importância de haver um preparo dos profissionais na rede de saúde pública para que o atendimento seja adequado. Assista a seguir: https://youtu.be/zuxAxCwD86o VÍDEO | Descriminalização do Aborto Rosângela Talib, psicóloga e integrante da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, fala sobre a questão da descriminalização e legalização disso, bem como as consequências da criminalização para as mulheres, principalmente as negras e pobres. Ela também cita o exemplo do Uruguai que legalizou o aborto e o índice de mortalidade de gestantes diminuiu. Recentemente, na América Latina, a Argentina também legalizou isso e o Chile descriminalizou. DOCUMENTÁRIO | Eu vou contar (2017) O documentário Eu vou contar, dirigido por Debora Diniz, retrata as histórias de nove mulheres que interromperam a gravidez. Elas contam as suas experiências e dores em clínicas clandestinas ou com abortivos caseiros. São mulheres de diferentes classes sociais e regiões brasileiras que decidiram recorrer a isso por motivos diversos. O documentário está disponível no Youtube, a seguir: DOCUMENTÁRIO | Uma História Severina (2005) Hoje, em nosso país, é permitido o aborto em caso de feto anencéfalo. No entanto, nem sempre foi assim. Em 2004, o STF derrubou a liminar que previa o aborto legal em caso de anencefalia, o que afetou a vida de milhares de mulheres. Este documentário, dirigido por Eliane Brum e Debora Diniz, mostra o caso de Severina, uma mulher pobre do interior de Pernambuco, que estava internada no hospital para retirar o feto com anencefalia justamente no dia em que o STF impediu o direito ao aborto. O documentário está disponível também no Youtube. Assista! SÉRIE | Sex Education (Netflix, 2019) Você já assistiu Sex Education? Se ainda não, prepara que lá vem spoiler! Na primeira temporada, a série retrata um episódio de aborto na adolescência por meio da personagem Maeve. Sem condições financeiras e emocionais para criar o filho, Maeve decide abortar assim que descobre que está grávida. Desde então a personagem passa por conflitos internos e ainda lida com ativistas antiaborto protestando em frente da clínica em que foi realizar o procedimento. Dados sobre o tema Selecionamos três dados, de âmbito nacional e internacional, sobre a questão disso para você enriquecer a sua tese. Veja a seguir! DataSUS Segundo o DataSUS, somente no 1º semestre de 2020, o SUS fez 1.024 interrupções de gravidez previstas em lei e 80,9 mil procedimentos pós-abortos, ou seja, curetagens e aspirações, que são necessários para a limpeza do útero após um aborto malsucedido. Esse dado indica que o sistema hospitalar tem realizado um número maior de atendimentos pós-abortos clandestinos do que abortos legais. Além disso, também aponta que as mulheres não têm acesso ao aborto seguro previsto por lei, uma vez que a taxa de abortos decorrentes de estupro é maior. Para entender mais, leia esta matéria do G1. Organização Mundial da Saúde (OMS) Neste documento Abortamento seguro: orientação técnica e de políticas para sistemas de saúde, publicado em 2013, a OMS recomenda que o aborto seguro deve ser realizado por meio de procedimentos cirúrgicos – aspiração a vácuo, dilatação e evacuação – entre o período de 6 a 16 semanas de gestação ou por meio do consumo de pílulas abortivas, como o misoprostol, que deve ser realizado até 12 semanas de gestação. A OMS entende o aborto como uma questão de saúde pública e afirma: “Apesar desses avanços, estima-se que a cada ano são feitos 22 milhões de abortamentos em condições inseguras, acarretando a morte de cerca de 47.000 mulheres e disfunções físicas e mentais em outras 5 milhões de mulheres. Na prática, cada uma destas mortes e disfunções físicas e mentais poderia ter sido evitada através da educação sexual, do planejamento familiar e do acesso ao abortamento induzido de forma legal e segura, juntamente com uma atenção às complicações decorrentes do abortamento.” Pesquisa Nacional do Aborto (PNA) A Pesquisa Nacional do Aborto (PNA), realizada em 2016, relata que uma a cada cinco mulheres de até 40 anos já realizou pelo menos um aborto no Brasil. O perfil da mulher que aborta é: 67% têm filhos e 88% declararam ter religião (56% são católicas e 25% evangélicas). Ademais, o estudo mostra que apesar do aborto estar presente em todas as classes sociais, as mulheres negras e indígenas, que possuem menos escolaridade e vivem nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, apresentam uma taxa mais alta de aborto. Acesse a pesquisa completa aqui. MÚSICA | “Carne de rã”, Mulamba & Ekena A banda brasileira Mulamba, em parceria com a cantora Ekena, compôs uma música que fala sobre o julgamento da sociedade e a culpabilização das mulheres que abortam. Além disso, denuncia o tabu em torno do tema que persiste há anos em nossa sociedade. Observe o trecho abaixo: “Mesmo que eu não morra fica o fardo Dum Matheus que eu não balanço É o peso da sociedade me punindo e me julgando E não se fala sobre o assunto Não se pensa sobre o assunto Pro Estado eu sou um

Você já escreveu uma redação sobre “A questão do aborto no Brasil”? Confira o tema da semana! O debate sobre o aborto no Brasil é polêmico e divide opiniões. No entanto, falar sobre o assunto é urgente, uma vez que faz parte da realidade de muitas mulheres. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre A questão do aborto no Brasil | Tema de Redação. Texto 1: A discórdia sobre o aborto A praça em frente ao Hospital Pérola Byington, no centro de São Paulo, se tornou um campo de batalha ideológica entre dois grupos antagônicos no debate da legislação sobre o aborto no Brasil. A disputa reproduz o que acontece em todo o País, onde o tema divide opiniões. Diante do hospital estão posicionados embaixo de uma barraca de praia azul, o pessoal do “Primavera e Solidariedade”, grupo formado por moradores da região, que conta com o apoio de várias organizações da sociedade civil e tem autorização da subprefeitura da Sé para se instalar no local durante 40 dias. O grupo respeita as medidas restritivas da pandemia e promove ações de apoio e exaltação ao trabalho realizado no Pérola Byington, principal referência na realização de abortos legais no País. “O hospital salva a vida de muitas mulheres”, diz a escritora Daniela Abade, organizadora do “Primavera e Solidariedade”. Mas do outro lado da praça, há outro grupo bem menor, com pessoas sem máscara, intitulado “40 dias Pela Vida”. Trata-se de um movimento religioso radical que questiona o trabalho feito no hospital e é contra a realização de qualquer tipo de procedimento para interromper a gravidez. Segundo o deputado estadual Douglas Garcia (PTB-SP), apoiador do “40 Dias pela Vida”, trata-se de um movimento do apostolado Santo Inácio de Loiola, que faz um tipo de vigília na praça. Na prática, o grupo é contrário a realização de qualquer tipo de procedimento de suspensão de gestação, independentemente da legislação vigente. “Mesmo o debate sobre aborto, deveria ser proibido”, sentencia Garcia. Já uma moradora de rua, Maria, que passa os dias junto ao “Primavera e Solidariedade” e leva um terço pendurado no pescoço, diz que não confia no grupo religioso extremista. “O trabalho do hospital é importante para as mulheres que são estupradas”, diz. Na terça, 28, o grupo de extremistas religiosos resumia-se a quatro pessoas, três mulheres e um homem, que não quiseram conversar com a reportagem. Daniela Abade conta que essa história de vigília começou em 2019. “Eles agrediam os profissionais de saúde e as mulheres na entrada do hospital”, conta. Ela lembra, que na ocasião, um dos seguranças do grupo, chegou a aplicar um golpe de estrangulamento, conhecido como mata-leão, em uma mulher que chegou ao hospital para passar pelo procedimento. “Como contraponto a essa violência decidimos nos organizar”, diz Daniela. No Brasil, o aborto só não é qualificado como crime quando ocorre naturalmente ou quando é praticado por um médico capacitado em três situações: em caso de risco de vida para a mulher, causado pela gravidez, quando a gestação é resultante de um estupro ou se o feto for anencefálico, que é a ausência de cérebro. O hospital Pérola Byington surgiu na década de 1960 e, no decorrer dos anos, se tornou um dos principais centros de referência em saúde da mulher da América Latina. Especializou-se no tratamento ginecológico e no atendimento a mulheres em situação de vulnerabilidade que necessitam de cuidados, geralmente após episódios de abuso sexual. Segundo André Malavasi, diretor técnico do hospital que gerencia o setor de ginecologia, quando a mulher chega à instituição e solicita a realização do procedimento abortivo, desde que tenha mais de 18 anos, apenas a sua palavra basta. “Agimos de forma técnica e dentro da legislação”, afirma. Fonte: Isto é – A discórdia sobre o aborto Texto 2: Brasil está entre países menos favoráveis ao aborto, mas apoio cresceu em 2021 Em uma pesquisa internacional, quando perguntados se “o aborto deve ser permitido sempre que uma mulher assim o desejar”, apenas 31% dos brasileiros responderam que sim — colocando o Brasil como o quinto menos favorável à legalização total do aborto em um conjunto de 27 países analisados pela edição de 2021 do estudo Global Views on Abortion, da Ipsos. A média de aceitação à descriminalização do aborto sempre que for o desejo da mulher foi de 46% nos países pesquisados. Atrás do Brasil no baixo apoio a esta afirmação ficaram apenas a Colômbia (26%), o México (24%), o Peru (15%) e a Malásia (14%). Na pesquisa, havia outras três opções de resposta: “o aborto deve ser permitido em determinadas circunstâncias, por exemplo, no caso de uma mulher ter sido estuprada”; “o aborto não deve ser permitido em hipótese alguma, exceto quando a vida da mãe estiver em risco”; e “o aborto nunca deve ser permitido, não importando sob quais circunstâncias”. No Brasil, o apoio a estas foi de respectivamente 33%, 16% e 8%, além de 13% que não souberam ou não quiseram opinar. Apesar de no quadro global o país aparecer entre os menos favoráveis à legalização total do aborto, em 2021 o Brasil chegou ao percentual mais alto de pessoas opinando que o procedimento deveria ser permitido total ou parcialmente (soma das respostas “o aborto deve ser permitido sempre que uma mulher assim o desejar” e “o aborto deve ser permitido em determinadas circunstâncias, por exemplo, no caso de uma mulher ter sido estuprada). Neste ano, esse percentual chegou a 64%, enquanto em 2014, o valor foi de 53%. Entretanto, o apoio à descriminalização do aborto no Brasil não cresceu constantemente ano-a-ano — pelo contrário, oscilou bastante. Entre 2015 e 2019, variou entre 50% e 61% e, em 2020, voltou a 53%. Agora, em 2021, saltou 11 pontos percentuais. “É um dado que oscila na opinião pública porque ainda é um tema considerado tabu na sociedade (brasileira). Ele sofre bastante influência de características culturais, de como historicamente a sociedade encara esse tema, que
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