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649 artigos publicados por Otavio Pinheiro no Blog do Redação Online.

Confira a proposta completa de redação cobrada no ENEM DIGITAL 2020! TEXTO I Na década de 1970, o Brasil não era apenas um país pobre. A maior parte dos seus municípios era habitada por elevada concentração de pobres, e a carência de serviços essenciais era generalizada. Nos últimos quarenta anos, ocorreu sensível melhora nas condições de vida das cidades brasileiras. A renda per capita aumentou, a concentração de pobres diminuiu e a cobertura de serviços de infraestrutura física, bem como a oferta de médicos e os níveis de escolaridade melhoraram sensivelmente. Entretanto, a desigualdade de riqueza entre os municípios brasileiros permaneceu rigorosamente estável, a desigualdade territorial da concentração da pobreza aumentou e diminuíram as desigualdades no acesso a serviços básicos de energia elétrica, água e esgoto, coleta de lixo e níveis de escolaridade. A trajetória da melhora teve, contudo, marcada expressão regional. Nos últimos quarenta anos, ela se iniciou nos municípios mais ricos, nos quais a universalização dos serviços antecede – em muito – a expansão da cobertura aos demais. A melhora das coberturas nas Regiões Sul e Sudeste constitui o primeiro ciclo de expansão para todas as políticas, ainda que com ritmos diferentes para cada política setorial. A melhora da cobertura para as Regiões Sul e Centro-Oeste constitui o segundo ciclo de expansão para todas as políticas. Por fim, as Regiões Norte e Nordeste são a última área de expansão da oferta de serviços. ARRETCHE, M. Trazendo o conceito de cidadania de volta: a propósito das desigualdades territoriais. In: ARRETCHE, M. (Org.). Trajetórias das desigualdades: como o Brasil mudou nos últimos cinquenta anos. São Paulo: Ed. Unesp/CEM, 2015 (adaptado). TEXTO II O IBGE divulgou dados sobre a renda em cada estado em 2019. A pesquisa mostrou uma disparidade grande entre as diferentes unidades da federação. Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro aparecem como os locais com maior rendimento domiciliar per capita. Além de mostrar as distâncias entre cada estado, os números do IBGE revelam disparidades expressivas entre as regiões brasileiras no ano de 2019. Em especial, fica evidente o menor rendimento por pessoa em estados das Regiões Norte e Nordeste. Todos os estados das Regiões Norte e Nordeste tiveram rendimentos per capita menores que os estados das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste em 2019. Isso significa que os 16 estados do Brasil com menor renda domiciliar per capita foram os 16 estados pertencentes às Regiões Norte e Nordeste. Da mesma forma, as 11 unidades com maior rendimento em 2019 são as que compõem Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Disponível em: nexo jornal. Acesso em: 30 set. 2020 (adaptado). TEXTO III Qual momento específico da ocupação do território brasileiro acentuou de modo mais relevante as desigualdades sociais? Santos – A globalização. Ela representa mudanças brutais de valores. Os processos de valorização e desvalorização eram relativamente lentos. Agora há um processo de mudança de valores que não permite que os atores da vida social se reorganizem. Até a classe média, que parecia incólume, está aí ferida de morte. Em “O Brasil” o sr. diz que a globalização agrava as diferenças regionais brasileiras. Até que ponto ela também integra? Santos – Ela unifica, não integra. Há uma vontade de homogeneização muito forte. Unifica em benefício de um pequeno número de atores. A integração é mais possível do que era antes. As novas tecnologias são uma formidável promessa. A globalização é uma promessa realizável e a integração será realizada. Entrevista de Milton Santos em 2001. Disponível em: folha uol. Acesso em: 18 jul. 2020. Proposta de redação do Enem Digital 2020 A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Após escrever sua redação, envie em nossa plataforma e receba a correção em até 3 dias úteis de nossos professores especialistas!

Você precisa escrever uma redação sobre exclusão digital, mas não possui repertórios para o tema? Leia este artigo e fique preparado(a)! Aqui, você encontrará informações relevantes e dicas úteis que enriquecerão seu texto. De fato, se antes da pandemia de coronavírus já estávamos cientes dos malefícios da exclusão digital para a sociedade, com a chegada dela isso se tornou ainda mais evidente. Certamente, você ou alguém que você conhece já esteve sem acesso à internet. No mundo atual, isso é quase como estar em isolamento duplo. Assim, para muitas pessoas, a falta de acesso ao mundo digital significa estar excluído de oportunidades essenciais. Além disso, com o advento do ensino remoto em 2020, diversos estudantes viram seu direito à educação ser comprometido, sem dúvida, destacando a urgência de abordar a exclusão digital. Desse modo, incluir mulheres, idosos e pessoas com deficiência no mundo digital segue sendo um desafio. Então, para que você consiga fazer um bom projeto de texto na sua redação, separamos alguns repertórios para o tema. Repertórios para o tema sobre exclusão digital! 1. Vídeo: Exclusão Digital – Conexão – Canal Futura Primeiramente, no programa, Luiza Mesquita e Bernardo Sorj discutem “o que o país perde com os excluídos digitais?”. Além disso, eles exploram como a exclusão digital afeta diferentes camadas da sociedade. https://youtu.be/3l1_DZ4mpbk 2. Artigo: Direito à Internet e às Novas Tecnologias Digitais Em seguida, Victor Hugo Pereira Gonçalves argumenta que a inclusão digital é um direito fundamental. Igualmente, ele analisa as causas da exclusão digital, como a falta de políticas públicas e exclusões sociais históricas. 3. Filme: Eu, Daniel Blake (2016) Ademais, este filme ilustra os desafios da exclusão digital. Daniel Blake, um carpinteiro que não domina a tecnologia, enfrenta barreiras burocráticas para acessar benefícios governamentais. Isto é, o filme aborda a interação de gerações e questões sociais relevantes. 4. Pesquisa: PNAD Contínua TIC 2018 A pesquisa do IBGE revela que 79,1% dos domicílios brasileiros têm acesso à internet. Porém, ainda há uma porcentagem significativa excluída digitalmente. Portanto, é essencial explorar esses dados. 5. Livros clássicos da literátura: “1984” de George Orwell Este clássico distópico reflete sobre o controle da informação, já que a exclusão digital pode ser comparada ao acesso restrito em 1984, destacando a importância do acesso à informação. 6. Livro “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley Da mesma forma, Huxley explora um mundo dominado pela tecnologia. A obra reflete sobre as consequências da exclusão digital em uma sociedade hiperconectada. 7. Documentário: “The Social Dilemma” (2020) Por outro lado, este documentário recente da Netflix realça o papel das redes sociais no mundo moderno, destacando a relevância da inclusão digital. Dessa maneira, é relevante para o tema da exclusão digital, já que mostra como a falta de acesso às redes sociais pode significar estar fora de importantes conversas sociais. https://youtu.be/uaaC57tcci0?si=yWe8xi3ByoSoeXCD 8. Podcast: Café da Manhã É válido mencionar que o episódio “A Pandemia Expõe a Desigualdade da Internet Brasileira” discute como a crise sanitária ampliou a exclusão digital. Ademais, aborda a dependência de uma boa conexão para educação e trabalho durante a pandemia. 9. Artigo: Plataformas Digitais Acessíveis para Pessoas com Deficiência Em contra partida, este artigo mostra a exclusão digital enfrentada por pessoas com deficiência. Apenas um dos 50 sites de empresas brasileiras analisados era acessível. Portanto, a questão vai além do acesso à internet, incluindo a acessibilidade. 10. Artigo: LIVE | Acesso à Internet: Desigualdades, Qualidade e Direitos do Consumidor Outrossim, uma live do Idec discute a importância do acesso à internet durante a pandemia, já que a discussão é fundamental para entender como a exclusão digital afeta os direitos do consumidor e a igualdade social. https://youtu.be/fD5rRSc2NaI Por fim, essas são nossas dicas de repertórios para “Exclusão digital” e lembre-se: seu repertório deve ser relevante e bem aplicado. Faça sua pesquisa e organize os dados para um texto coerente. Confira , também, uma videoaula completa da professora Chaiany Farias para saber tudo sobre esse eixo temático! https://youtu.be/lpWaveoBmWQ?si=XkePspVRXrAPgJiI Quer melhorar na redação? Conheça nossos planos de correção no Redação Online e receba feedback detalhado de nossa equipe. Venha melhorar suas habilidades conosco!

Você sabe o que é literacia familiar? Venha saber mais a partir desta proposta de redação e aproveite para treinar a sua escrita para o Enem! Com base nos conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação e a partir da leitura dos textos motivadores a seguir, escreva uma redação de até 30 linhas sobre o tema “A importância da literacia familiar”. Para tanto, use a modalidade padrão da língua portuguesa. Além disso, apresente uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Confira o tema “A importância da literacia familiar”: Texto 1 “Literacia familiar não significa ensinar crianças a ler em casa” O Conta Pra Mim, programa do Ministério da Educação (MEC) que integra a Política Nacional de Alfabetização (PNA), propõe maior engajamento dos pais e responsáveis no incentivo à leitura de bebês e crianças. Assim, uma das principais referências teóricas do MEC para defender a chamada “literacia familiar” é Catherine Snow. Ela é professora da Escola de Graduação em Educação de Harvard, nos Estados Unidos. Catherine entende que a própria expressão “literacia familiar” em inglês (“literacy at home”) é ambígua. Isso porque a prática não necessariamente envolve o uso de livros ou de outras referências da língua escrita. Portanto, sob essa perspectiva, mesmo pais e responsáveis com baixa escolaridade ou mesmo analfabetos conseguem contribuir para a formação das crianças. Desse modo, a ideia, diz a pesquisadora, não é que a família assuma a responsabilidade pela alfabetização. Então, diante desse cenário, portanto, Catherine sugere diversas atividades que não levem os responsáveis a se tornarem “professores de leitura”. Conversar e responder às perguntas dos filhos, estimulá-los a planejar uma rota de ônibus ou ajudar a família a preparar uma receita são algumas possibilidades. […] a professora de Harvard defende que todas as famílias podem contribuir para o desenvolvimento literário de seus filhos. “Famílias muito pobres podem fazer muito para promover a curiosidade de suas crianças, suas habilidades linguísticas e atitudes positivas relacionadas ao aprendizado”, diz Catherine. “Assim como famílias muito mais ricas podem não estar engajadas nessas interações importantes.” […] Fonte: nova escola – literacia familiar Texto 2 O que a BNCC fala sobre leitura na Educação Infantil? Os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento da BNCC preveem o incentivo à leitura para bebês na creche. Confira um trecho do documento sobre a prática: “Desde cedo, a criança manifesta curiosidade com relação à cultura escrita: ao ouvir e acompanhar a leitura de textos, ao observar os muitos textos que circulam no contexto familiar, comunitário e escolar, ela vai construindo sua concepção de língua escrita, reconhecendo diferentes usos sociais da escrita, dos gêneros, suportes e portadores. Na Educação Infantil, a imersão na cultura escrita deve partir do que as crianças conhecem e das curiosidades que deixam transparecer. As experiências com a literatura infantil, propostas pelo educador, mediador entre os textos e as crianças, contribuem para o desenvolvimento do gosto pela leitura, do estímulo à imaginação e da ampliação do conhecimento de mundo. Além disso, o contato com histórias, contos, fábulas, poemas, cordéis etc. propicia a familiaridade com livros, com diferentes gêneros literários, a diferenciação entre ilustrações e escrita, a aprendizagem da direção da escrita e as formas corretas de manipulação de livros. Nesse convívio com textos escritos, as crianças vão construindo hipóteses sobre a escrita que se revelam, inicialmente, em rabiscos e garatujas e, à medida que vão conhecendo letras, em escritas espontâneas, não convencionais, mas já indicativas da compreensão da escrita como sistema de representação da língua.” (BNNC, p. 42) Fonte: Nova escola – incentivo a leitura na educação infantil Texto 3 Literacia é um conceito pouco utilizado entre pesquisadores brasileiros e mais comum à pedagogia norte-americana. Então, segundo a definição do MEC, literacia familiar é “o conjunto de práticas e experiências relacionadas com a linguagem oral, a leitura e a escrita, que as crianças vivenciam com seus pais ou responsáveis”. Fonte: Nova escola – incentivo a leitura Texto 4 Em manifesto, educadores questionam programa ‘Conta pra Mim’ No fim de 2019, o Ministério da Educação (MEC) lançou a campanha Conta pra Mim, cujo objetivo é incentivar o hábito da leitura entre pais e filhos. Um grupo de educadores, no entanto, acredita que o modelo representa um retrocesso nas políticas públicas do livro e da leitura no país. Juntos – e eles são mais de três mil – lançaram um manifesto. Nele, defendem que o Conta pra Mim é “sustentado por concepções ultrapassadas, preconceituosas e excludentes de educação e de família, oferece à primeira infância (crianças de zero a cinco anos) e às suas famílias produtos (cartilhas, vídeos, “livros”) e muita propaganda sobre o que alguns desconhecidos elegeram, a partir de valores morais e religiosos, como o certo e o errado, o bom e o mau, o bonito e o feio”. Desse modo, o grupo ressalta que os livros são “feitos de ideias”, mais do que de “histórias bonitas e divertidas para passar o tempo com os pequenos”. “Nos livros de literatura, a criança encontra aberturas diversas para compreender o mundo, que é grande e complexo. No entanto, esse programa do atual governo decide privilegiar narrativas que estabelecem verdades prontas e fechadas ao invés de proporcionar um repertório que contemple os conflitos, os desejos, os medos, as alegrias e os sonhos humanos, com convites para caminhos plurais”, diz o documento. Além disso, os educadores apontam ainda que o programa desconsidera “o vasto e qualificado conhecimento acumulado de pesquisas sobre a literatura infantil e formação de leitores, experiências sobre leitura e infâncias e a intensa criação e produção editorial brasileiras”. Fonte: Publish news Escreva uma redação sobre o tema A importância da literacia familiar após conferir uma lista de repertórios socioculturais que preparamos!

Conheça as leis aprovadas em 2020 que podem virar tema ou fazer parte do seu repertório para a redação Enem. Leia agora! Embora seja muito difícil acertar o tema que será cobrado no Enem, fato é que a prova há muito tempo se debruça sobre questões sociais. Muitas delas, inclusive, foram temas de debates na Câmara de Deputados e no Senado. A proposição de uma nova lei, a depender da temática, gera muita polêmica. Desse modo, os palcos virtuais de debate, como o Twitter, e os canais de comunicação dão muita atenção às propostas dos nossos parlamentares. Por essa razão, é importante que você se atualize a respeito desses assuntos sempre que possível. Assim, para ajudá-lo, montamos uma lista das principais leis aprovadas em 2020 para você ficar de olho! Acompanhe! 1. (Novo) Código de Trânsito Brasileiro (Lei n. 14.071, de 13 de outubro de 2020) A lei aprovada em 2020 altera a Lei n. 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro). Assim, modifica a composição do Conselho Nacional de Trânsito e amplia o prazo de validade das habilitações. Além disso, dá outras providências, como o aumento considerável do limite de pontuação por infrações. Nesta matéria do UOL você lerá as principais mudanças e as que geraram maiores polêmicas. 2. Lei n. 14.026, de 15 de julho de 2020 Com a aprovação desta lei, segundo o sociólogo Edson Aparecido da Silva, “o Brasil dá um passo atrás na perspectiva da universalização do acesso aos serviços de saneamento básico“. Para ele, os agentes privados ganharão espaço com a nova lei. Assim, áreas mais carentes e que demandam maiores investimentos não serão contempladas com os benefícios do saneamento. Desse modo, não se alcançará a universalização visto que o lucro é o que importa a esses agentes que, certamente, visarão às áreas já urbanizadas. Confira o texto da lei e também o artigo de opinião do sociólogo para saber mais. 3. Lei n. 14.038, de 17 de agosto de 2020 Entre as leis aprovadas em 2020 temos esta que dispõe sobre a regulamentação da profissão de Historiador e dá outras providências. Mas por que essa lei gerou certo debate na sociedade? Bom, você sabe que muito do que constrói a Nação vem do nosso passado. A História é responsável não só pela manutenção da memória como também auxilia a entendermos o presente. Na atualidade, porém, há quem conteste dados e acontecimentos históricos, e uma interpretação equivocada da proposta, feita por alguns grupos, deu a entender que se trataria de uma questão ideológica tal aprovação. Contudo, a regulamentação visa apenas garantir que se considere historiador aquele que de fato possui formação na área ou em situações correlatas. No Brasil, muitos professores de história estão fora das salas de aula por desmotivação e, assim, professores de outras áreas ministram a disciplina. Isso, além de evidenciar a desvalorização da profissão, demonstra descaso com a Educação. Uma das possibilidades abertas com a nova lei é permitir a regulamentação a professores com outras graduações que ministram História há pelo menos cinco anos. Saiba mais neste artigo da ANPUH. 4. Lei n. 14.069, de 1º de outubro de 2020 O objetivo dessa lei foi criar o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro. Ela determina que o cadastro conterá as características físicas e as impressões digitais dos estupradores, além de informação do DNA e fotos. Para o preso em liberdade condicional, também deverá constar informação do local de moradia e de trabalho nos últimos três anos. A proposta, do deputado Hildo Rocha (MDB-MA), então, pretende barrar o crescimento de uma assustadora estatística. De fato, no país, são registrados 181 estupros por dia de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020. Além disso, os dados mostram que 57,9% das vítimas de estupro no Brasil, em 2019, tinham no máximo 13 anos; 18,7% tinham entre 5 e 9 anos de idade; e 11,2% eram bebês de zero a 4 anos. Certamente esse tipo de violência é algo sobre o qual precisamos ficar bem atentos! 5. Lei n. 14.113, de 25 de dezembro de 2020 Esta lei regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), de que trata o art. 212-A da Constituição Federal, revoga dispositivos da Lei n. 11.494, de 20 de junho de 2007 e dá outras providências. O Fundeb é uma das principais formas de financiamento da Educação Básica. Assim, uma emenda à Constituição prevê repasses maiores da União, de forma progressiva, até 2026. Portanto, a complementação que hoje é de 10% chegará a 23%. Uma das polêmicas envolvendo a tramitação dessa lei no Congresso dizia respeito ao desejo de o atual governo permitir que escolas privadas sem fins lucrativos, entre elas as ligadas a igrejas (confessionais) recebessem recursos do Fundeb, dentro de um limite de 10% das vagas ofertadas. Porém, devido a ações de entidades organizadas, alguns políticos e até o Ministério Público Federal, essa proposta não foi adiante. Saiba mais lendo a matéria da Folha. 6. Decreto n. 10.502, de 30 de setembro de 2020 (Política Nacional de Educação Especial) Quando lançamos os temas de redação sobre capacitismo e educação inclusiva já comentamos sobre esse decreto. Ele prevê implementação de programas e ações voltados para o atendimento especializado das pessoas com deficiência ou necessidades especiais. Além disso, pretendia incentivar a criação de escolas e classes especializadas ou bilíngues de surdos. No dia 18 de dezembro de 2020, no entanto, o STF assinou uma liminar suspendendo este decreto. Essa legislação gerou muito debate e foi considerada um retrocesso ao trabalho de inclusão nas escolas regulares. Informe-se mais sobre esse assunto e escreva uma redação para treinar! 7. Lei Geral de Proteção de Dados Embora aprovada em 2018, entrou em vigor em agosto de 2020 a Lei n. 13.709/2018. A LGPD funcionará como ferramenta governamental que regulamentará o modo como os dados dos brasileiros são tratados, armazenados e protegidos. Assim, prevê multas altas às empresas que vazarem informações. Embora a

Conheça alguns conteúdos que podem ajudar a pensar sobre a internet e o emburrecimento da sociedade. Treine seus argumentos para a redação! No nosso cotidiano, são inegáveis as diversas facilidades trazidas pelo avanço tecnológico, especialmente pela internet. No entanto, há quem acredite que o uso massivo dessa ferramenta tem prejudicado a capacidade de aprendizado de crianças e adolescentes. Certamente, a questão é polêmica, por isso escrever uma redação sobre o tema da semana, Internet e o emburrecimento da sociedade, pode ser um desafio. Em primeiro lugar, você precisa definir a sua tese: concorda ou não que há uma geração que está menos inteligente que a anterior? Se você está de acordo, busque referências que ajudem a defender esse ponto de vista. Mas, caso pense que isso não faz sentido, escolha repertórios pertinentes para argumentar bem por esse caminho. A seguir você encontra uma lista de materiais para ler, ver e ouvir e, assim, ajudar a ter mais fundamentação no desenvolvimento do seu texto. Confira nossas sugestões de repertório sociocultural para o tema Internet e o emburrecimento da sociedade e comece a treinar! 1. Entrevista com o neurocientista francês Michel Desmurget Nossa primeira dica é que você leia na íntegra a entrevista publicada pela BBC News com o neurocientista Michel Desmurget. Um trecho dela está nos textos motivadores do tema. Com vastos trabalhos na área, o entrevistado dá outras respostas interessantes que explicam a interferência da internet no desenvolvimento cognitivo das novas gerações. Assim, você vai compreender por que para ele viver conectado tem criado jovens menos inteligentes que seus pais. 2. Entrevista com a neurocientista britânica Susan Greenfield Sempre é bom ter uma segunda opinião sobre um tema complexo. Nesta entrevista, Susan Greenfield, pesquisadora sênior da Universidade de Oxford, afirma que “as tecnologias digitais afetaram nosso cérebro da mesma forma que qualquer elemento de interação que faça parte do nosso cotidiano”. Para ela, no entanto, o ponto mais crítico do uso da internet e suas ferramentas é a mudança que causaram na formação da nossa identidade. Assim, nos tornamos mais dependentes da visão de outras pessoas, alterando o modo de nos relacionarmos e de distribuirmos o uso do nosso tempo. Greenfield, ao contrário de Desmurget, afirma que é possível que a nova geração tenha QI mais alto e boa memória. #polêmica Leia toda a entrevista e saiba de que maneiras a internet afeta o nosso cérebro. Na mesma página você ainda conseguirá acessar a três vídeos de palestras da pesquisadora. Vale a pena conferir todo esse material! 3. Música: Televisão – Titãs A televisão me deixou burro, muito burro demais Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais […]https://www.youtube.com/watch?v=7psItZeHmqUCertamente você já ouviu os versos acima em algum momento da sua vida. Antes mesmo da internet, outras telas já foram responsabilizadas por “emburrecerem” a população. A televisão até hoje não é bem-vista por muita gente, mas também é usada para entreter crianças desde muito pequenas. De fato, muitas vezes a chamam de “babá eletrônica”. Pense sobre os efeitos da programação televisiva nas pessoas, especialmente da nova geração. Assim, um caminho é traçar essa relação com a chegada da internet e de seus recursos na argumentação do seu texto. 4. Estamos ficando mais burros? | Nerdologia Neste episódio, roteirizado e apresentado pelo ícone da pandemia, Átila Iamarino, procura-se responder à pergunta: “será que estamos mais burros?”. A questão levantada tem muito a ver com o nosso tema de redação. Aqui, pretende-se compreender se a internet e a facilidade de encontrar informações com os smartphones estão afetando a nossa capacidade de apreender. Além disso, o vídeo sugere outras fontes que podem ampliar o seu repertório ainda mais. O vídeo tem menos de 7 minutos e bastante informação! Acesse!https://youtu.be/nW-Mqe9Tgjc 5. Matéria de Capa – A internet e o cérebro De 2012, esse programa da TV Cultura mostra que os efeitos da internet no cérebro não são uma preocupação só de agora. Portanto, pense em todos os avanços que ocorreram nas tecnologias de lá para cá, e mesmo assim estamos ainda debatendo a questão. A reportagem é bem completa e tem menos de 30 minutos. Um dos pontos levantados refere-se à queda de capacidade de memorizar informações, por exemplo. Assista!https://youtu.be/7OV1W7aXTl8 6. Entrevista com Nicholas Carr Em 2010, o escritor norte-americano Nicholas Carr esteve no Brasil e falou sobre “Os superficiais, o que a internet tem feito com nossos cérebros”. Então, na obra ele defende a tese de que a internet pode emburrecer e dificultar o aprendizado, embora seja considerada a revolução na área educacional. Acesse o conteúdo e, assim, conheça as suas ideias. 7. Vídeo: Uso abusivo da tecnologia pode causar problemas em crianças Nesta reportagem veiculada pela TV Brasil em 2016 já se discutia de que formas o uso exagerado da tecnologia afeta as crianças. Portanto, assista e saiba um pouco mais sobre esse assunto.https://youtu.be/LSB17LbYLJ4Conhece outra referência que pode ser usada na redação sobre “Internet e o emburrecimento da sociedade“? Compartilhe conosco nos comentários! Não sabe nada sobre o assunto? Então, além das nossas dicas, faça sua própria pesquisa na internet. Precisa de ajuda para saber se sua redação está no caminho certo? Conheça nossos planos e use a nossa plataforma de correção! Saiba todos os benefícios de receber orientações dos nossos corretores! Venha para o Redação Online! Ainda dá tempo de fazer aquela redação nota mil para o Enem!

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, trouxe uma dica de um repertório sociocultural para vocês: como usar a série O GAMBITO DA RAINHA na redação! Primeiramente, confira a ficha técnica e sinopse da série antes de conferir como usar O GAMBITO DA RAINHA na redação: O GAMBITO DA RAINHA: 2020 • Minissérie • 60min • 16+ SINOPSE: Em um orfanato no estado de Kentucky, EUA, nos anos 1950, uma garota descobre um talento impressionante para o xadrez enquanto luta contra o vício e os problemas que acompanham sua genialidade. ABANDONO PATERNO Em 1950, Beth Harmon, de 9 anos, sobrevive a um acidente de carro trágico que mata sua mãe. Mais tarde, é revelado que o ato tivera sido proposital, motivado pelo abandono à familia por parte do pai. No Brasil, o abandono paterno continua sendo uma das grandes pautas sociais a serem combatidas, com consequências graves à mãe e à criança. ADOÇÃO Dirigida ao orfanato Lar Methuen, Beth conhece Jolene, uma garota negra que espera pela chance de ser adotada há algum tempo. Jolene aponta um dos maiores problemas da seletividade injusta no processo adotivo em sua fala: “Ninguém vai vir atrás de nós agora. Estamos velhas demais. Ou pretas demais”. ABUSO DE DROGAS Na instituição, enquanto pílulas tranquilizantes eram distribuídas às crianças, Beth manipula o seu uso para alcançar prazer e torna-se dependente química. As pílulas Xanzolam, embora não sejam um medicamento real, se assemelham muito a um remédio popular nos anos 60, receitado como cura para a ansiedade, chamado Librium. ALCOOLISMO A longo prazo, todos esses elementos entram em jogo desenvolvendo o alcoolismo que Beth vivencia em sua vida adulta. O trauma na infância, o contato com tranquilizantes, a rejeição pelo pai adotivo, todos foram fatores que levaram o álcool a se tornar válvula de escape para a vida de Beth. SOCIEDADE PATRIARCAL “O Gambito da Rainha” retrata a realidade patriarcal dos anos 50 a 70, destacando os estereótipos impostos à protagonista. Ao demonstrar interesse pelo xadrez, seus pais adotivos sugerem algo “mais para meninas”. Campeã brasileira de xadrez, Juliana Terao diz que a série até pegou leve: “Os jogadores não aceitariam tão facilmente serem dominados por uma mulher”. INCLUSÃO NO ESPORTE A pauta feminina no xadrez implica um tema ainda maior: a inclusão no esporte e sua importância como mecanismo de reparação social. Como um grande polo de atenção global, o esporte se vê no dever de incluir grupos minoritários/reprimidos a fim de estabelecer um espaço igualitário e representativo. ESPORTE COMO POLÍTICA Além disso, o esporte também pode atuar como meio de comunicação de ideologias políticas. No contexto da série inserida na Guerra Fria, a disputa de Beth Harmon contra os russos se vê estendida além do tabuleiro: ela se torna peça política para a vitória simbólica dos americanos contra os soviéticos. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: ”O abandono paterno no Brasil” Na minissérie norte-americana “O Gambito da Rainha”, Elizabeth Harmon perde sua mãe em um acidente de carro na infância e não conhece seu pai, que as abandonou cedo. Ao longo da narrativa, é revelado que o acidente fora proposital, provocado por uma discussão com o pai da garota, e o trauma gerado na criança é perpetuado na forma de dependência química, alcoolismo, e tabagismo. Fora da ficção, faz-se necessário discutir o abandono paterno no Brasil, como forma de injustiça social a mães-solteiras e como fator desencadeador de traumas afetivos a crianças. Agora que você já sabe como usar O GAMBITO DA RAINHA na redação, não deixe de enviar sua redação para que um de nossos professores a corrija em até 3 dias úteis!

Reflita sobre a importância da educação financeira e produza uma redação. Leia os textos motivadores a seguir atentamente. Em seguida, escreva um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas sobre o tema “A importância da educação financeira“. Para tanto, use a linguagem formal da língua portuguesa. Além disso, não se esqueça de escrever uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Texto 1 Fonte: https://ddrh.propessoas.ufg.br/n/43941-educacao-financeira-inscricoes-abertas?locale=en Texto 2 Brasileiros ligam finanças pessoais a sentimentos ruins e perpetuam tabu sobre dinheiro Nunca se falou tanto sobre dinheiro, finanças pessoais e investimentos como atualmente. Com a ajuda da internet, conectando qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo a outras, diversos conteúdos são disseminados rapidamente e a educação financeira é um deles. Nos últimos anos, houve uma explosão de youtubers, sites jornalísticos (Valor Investe “nasceu” em maio de 2019) e cursos sobre o tema. Mas o brasileiro segue distante de quebrar o tabu – construído ao longo de décadas – com o assunto dinheiro. A raiz do problema está muito mais nas questões psicológicas que os brasileiros têm com suas finanças do que com as informações disponíveis sobre o assunto. A constatação é de um amplo estudo do Itaú Unibanco, em parceria com o Datafolha e a consultoria Box1824, sobre a relação emocional do brasileiro com dinheiro, e publicado pela primeira vez pelo Valor Investe. Foram ouvidos 2.071 brasileiros, sendo 49% homens e 51% mulheres das classes A, B, C, D e E, com idades entre 16 e 65 anos em todo o Brasil pelo Datafolha. Desses, metade (49%) evita até mesmo pensar em dinheiro para não ficar triste. Como o que os olhos não veem, o coração não sente, diz o ditado popular, 46% dos brasileiros preferem nem olhar para o próprio dinheiro porque acreditam estar fazendo algo errado em termos financeiros. (…) O tabu dos brasileiros em geral com o dinheiro é tão grande que a discussão vai além de posses, do tamanho da conta do cartão de crédito ou do que tem no carrinho do supermercado. Para boa parte dos pesquisados, o dinheiro (sua escassez ou abundância) pode moldar/mudar o caráter, como sugere um homem de 27 anos, em São Paulo, ao afirmar que “o dinheiro corrompe a família, as pessoas, é um divisor de águas”. Diante disso, o estudo buscou em quatro pilares – individual, familiar, social e cultural – entender como se deu a construção de todo esse tabu com o dinheiro e as formas de romper essa barreira para ampliar o entendimento do brasileiro sobre o tema e melhorar sua vida financeira. Fonte: https://valorinveste.globo.com/educacao-financeira/noticia/2020/11/10/brasileiros-ligam-financas-pessoais-a-sentimentos-ruins-e-perpetuam-tabu-sobre-dinheiro.ghtml Texto 3 Medo de dinheiro? Quase 50% dos brasileiros têm pavor de encarar suas finanças “Fobia financeira”. À primeira vista, a expressão parece estranha, mas a verdade é que o medo de lidar com o próprio dinheiro (ou com a falta dele) é bem mais comum do que se imagina. Assim, no Brasil, duas em cada três pessoas sentem algum tipo de cansaço causado por preocupações relacionadas às finanças. E as queixas não param por aí. De acordo com a pesquisa “O bolso do brasileiro”, realizada pelo Instituto Locomotiva com 1.501 entrevistados, a pedido da Xpeed (escola de educação financeira e negócios da XP Inc), 46% dos brasileiros afirmam ter frequentemente ansiedade em relação à sua situação financeira, enquanto 47% dizem se sentir inseguros em lidar com informações recebidas de serviços financeiros. Além disso, o mais preocupante é que esse receio leva 21% a evitarem abrir boletos e extratos. 39% adiam decisões financeiras pelo medo de encarar o orçamento. Também para 39%, o assunto dinheiro gera culpa e ansiedade. Outros 31% se sentem irritados de alguma forma com a atual situação financeira. Assim, isso significa que o brasileiro não tem o hábito de falar sobre finanças e atribui aspectos negativos ao assunto. É um tabu. Segundo Thiago Godoy, head de educação financeira da Xpeed, o objetivo do levantamento foi identificar como está o aprendizado do brasileiro em relação às finanças. Então, uma das frentes analisadas foi a questão da ansiedade perante o dinheiro. “Talvez o maior problema para começar a educar as pessoas financeiramente é destravar esses medos e ansiedades”, diz. O especialista explica que, apesar de observarmos esse tipo de fobia em países do mundo inteiro, o Brasil tem níveis um pouco acima da média. “Ao olharmos do ponto de vista cultural e histórico, levando em conta a nossa herança de colonização, tivemos o maior número de escravizados das Américas, sem nunca haver uma reparação disso”, afirma Godoy. “Isso significa que o dinheiro não foi dividido de maneira proporcional, são questões intergeracionais, passam de pai para filho há séculos”, diz o executivo da XP. Na opinião de Andreia Fernanda da Silva Castro, economista e fundadora da Rico Foco, consultoria de planejamento financeiro, falta quebrar o tabu de falar sobre dinheiro. “Há um desconhecimento mesmo, nós não falamos sobre dinheiro no sentido de desmistificar”, diz ela, lembrando, assim, de traumas históricos relacionados ao assunto. “Tivemos a questão da hiperinflação vivida no Brasil. Então, nos treinaram para gastar na hora, tudo, com medo de não conseguir comprar o básico no dia seguinte. Dessa forma, a geração hoje na faixa dos 40 anos cresceu vendo seus pais correrem para gastar o dinheiro por conta do aumento rápido de preços”, afirma. Esses “traumas” deixaram sequelas na forma com que os brasileiros tratam seus gastos. Com isso, as pessoas tendem a ser muito ‘curtoprazistas’ em relação às finanças, sem o hábito de poupar pensando no futuro. Portanto, é a hiperinflação calcada na memória. Assim, o resultado de todo esse histórico é uma relação muito emocional com o dinheiro, com a consequente dificuldade de encarar as próprias finanças de uma maneira fria e racional. Com isso, a pessoa acaba perdendo o controle sobre as próprias dívidas – o que só retroalimenta o medo. Existem várias tentativas para quebrar esse tabu entre os brasileiros. O Banco Central (BC) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), por exemplo, devem lançar até outubro de 2021 uma plataforma de educação financeira. Para isso, então, está sendo realizada uma pesquisa qualitativa

Conheça repertórios socioculturais para usar na sua redação a respeito da banalização de cirurgias plásticas nas redes sociais. Confira a proposta de redação sobre o tema “A banalização de cirurgias plásticas nas redes sociais”. Confira alguns filmes, vídeos e reportagens especiais que poderão ajudar na hora de desenvolver seus argumentos no texto sobre a banalização de cirurgias plásticas. Além disso, não se esqueça de que é fundamental saber selecionar e organizar fatos e opiniões de modo que seu ponto de vista seja defendido. Ah! E lembre-se de fazer também a sua própria pesquisa, visando demonstrar autoria ao seu texto. Boa leitura! 1. Filme: Linda de morrer Quem nunca quis tomar apenas um comprimido e ver as celulites desaparecerem? Médica famosa, Paula (Gloria Pires) descobre como resolver esse “drama” das mulheres modernas: o recém-criado Milagra. Porém, a protagonista toma o remédio e morre de um inesperado efeito colateral. Agora, seu espírito preso à Terra precisa denunciar o próprio remédio e salvar as futuras vítimas de seu inescrupuloso sócio. Nessa comédia de 2015, é possível ver em alguns momentos como a exposição midiática pode influenciar na procura do mesmo “remédio” por diversas pessoas. Especialmente quando famosos mostram que é um jeito “fácil” de resolver uma insatisfação com o corpo. O filme tem duração de 1h55 pode ser encontrado no Youtube e no Google Play. 2. Vídeo: Vida de modelo – Cirurgias plásticas banalizadas e autoestima das influencers – De quem é a culpa? No cana Chá das 8, da modelo Isis Sampaio, ela comenta sobre a banalização das cirurgias plásticas no Brasil. Segundo ela, jovens de 18 anos estão fazendo a famosa LIPO LED, prótese de silicone, rinoplastia. Para Isis, é revoltante ver os internautas julgando essas meninas como se elas não fossem tão vítimas da mídia e da indústria da beleza quanto todas as outras mulheres. A partir de sua vivência no mundo da moda, a modelo conta como isso mudou a sua percepção sobre si mesma. O vídeo tem pouco mais de 21 minutos. 3. Artigo: Lipo LAD e o polêmico debate sobre a romantização das cirurgias plásticas Ainda dentro do tema do momento na área de procedimentos estéticos, vamos saber mais sobre a Lipo LAD. Assim, no artigo da Revista Cláudia, discute-se como o sucesso entre as celebridades que fizeram a Lipo HD reacendeu o debate sobre pressão estética. Certamente você deve ter ouvido falar da atriz Fernanda Concon, que usou recentemente as redes sociais para se posicionar sobre o assunto. Ela criticou a romantização e a naturalização da lipo LAD, entre outras cirurgias plásticas, em seu Instagram. Além disso, ela levantou a questão: por que influenciadores digitais não costumam falar dos riscos de tais procedimentos e os motivos por que fizeram? Você pode acessar o perfil da atriz e, desse modo, além do texto, ver na fonte o que ela falou sobre o tema. 4. Artigo: Da estética ao financeiro: como os filtros do Instagram estão nos influenciando Então, quem não curte colocar um filtro antes de publicar uma foto no story? Pois é, as possibilidades de mudar o rosto virtualmente são muitas, desde ficar mais bonita, mudar a cor do cabelo (ou ficar sem) até ficar mais jovem ou mais velho. No entanto, os filtros que aumentam a boca ou causam efeito “harmonizado” são alguns dos preferidos, especialmente na quarentena. Assim, nesta matéria é mostrado como criar filtros para melhorar a autoestima das pessoas pode virar um negócio. Ao mesmo tempo, essa faz crescer em muitas pessoas uma insatisfação com sua imagem real. Por isso, vale a pena ler tudo para entender como esse fenômeno tem mudado nossa forma de pensar sobre nós mesmos. 5. Artigo: Como as redes sociais reforçam padrões de beleza irreais e incansáveis Chega mais! Aqui, mais um artigo para você pensar sobre como as redes sociais acabam nos influenciando de alguma forma com relação à estética. Nesta matéria, menciona-se um estudo de 2017 que mostrou que o Instagram é a rede social mais prejudicial para a saúde mental dos jovens. Além disso, fala da normalização das cirurgias e procedimentos estéticos, que nem mesmo o movimento “body positive”, também em alta nas redes, tem conseguido frear. 6. Podcast: #17 Cirurgias plásticas e os seus exageros Para não perdermos o hábito de dar uma opção para aqueles que preferem aprender ouvindo um podcast, separamos essa dica. Nesse episódio, discute-se o aumento de procedimentos estéticos em todo mundo, como se não houvessem riscos. Assim, comenta-se que existe muita falta de clareza dos pacientes. Mas, ainda, há muitos profissionais que, por meio de atitudes antiéticas, realizam procedimentos desnecessários ou não recomendados, especialmente em pessoas muito jovens. Já sabe, né? Coloque os fones de ouvido e ganhe mais um repertório sociocultural! 7. Notícia: Arrependido, Lucas Lucco reverte harmonização facial: “Perdi a identidade” E o que acontece quando o procedimento, em vez de aumentar, acaba diminuindo a autoestima? Foi o que aconteceu com o cantor Lucas Lucco. De fato, em setembro ele contou no Instagram a saga para reverter o procedimento de harmonização que realizou há cerca de um ano. Antes de fazer o procedimento, ele já era considerado por muitos fãs como um homem bonito. Assim, o que faz com que pessoas dentro do “padrão”, como muitos famosos e influencers, acabem fazendo essas intervenções no corpo e no rosto? Até que ponto vale a pena mexer na sua marca pessoal para seguir uma moda? Pense sobre isso! Então, curtiu?! Esperamos que essas dicas ajudem a escrever uma redação nota mil! Conhece algum filme, vídeo ou reportagem interessante sobre este tema? Compartilhe conosco nos comentários! Ah! E se precisar de ajuda com o seu texto, cadastre-se na nossa plataforma e aproveite a promoção da black friday!

Trouxemos uma dica de um repertório sociocultural incrível para você estudante: como usar o filme ENOLA HOLMES na redação! Pegue seu caderno e anote todos os temas relacionados ao longa-metragem da Netflix! Primeiramente, confira a ficha técnica e sinopse do filme antes de conferir como usar ENOLA HOLMES na redação: ENOLA HOLMES: 2020 ‧ 2h1min ‧ 12+ Na manhã do seu aniversário de 16 anos, Enola Holmes descobre que a mãe desapareceu, deixando para trás alguns presentes enigmáticos e um grande mistério sobre seu paradeiro. Agora passa a viver sob os cuidados dos irmãos Sherlock e Mycroft, que decidem mandá-la para uma escola de etiqueta para aprender boas maneiras. Indignada, ela foge para Londres em busca da mãe. PATRIARCADO O filme se passa em meados de 1880, auge de grandes movimentos e reivindicações, momento em que as mulheres eram lidas e vistas como propriedades, que ficavam sob a tutela dos seus pais, maridos ou irmãos, homens detentores das decisões e o domínio dos locais de fala e voto. Ao voltarem para casa, os irmãos de Enola encontram uma garota livre e consciente do seu lugar no mundo, que logo se posiciona contra as ideias que queriam impor a ela, como ir a um colégio interno para que aprendesse a ser uma boa mãe e esposa. EDUCAÇÃO DOMICILIAR Após a morte do marido e a saída dos seus filhos de casa, Eudoria, mãe de Enola, decide educar a filha sozinha. Ela incentiva a menina a ler de tudo, a praticar experiências científicas, a realizar esportes e todos os tipos de exercícios físicos – inclusive luta – e mentais, fugindo da educação comum oferecida a garotas na época, ensinando a importância da liberdade e da independência das mulheres. PROTAGONISMO E EMPODERAMENTO FEMININO Enola é irmã do famoso investigador ficcional Sherlock Holmes. No entanto, ainda que seu irmão apareça durante o filme, é ela quem toma suas próprias decisões e soluciona o misterioso desaparecimento da mãe, seguindo um conselho que a matriarca havia lhe dado: “Você pode seguir por dois caminhos: o seu ou o que escolhem para você”. PADRÃO DE BELEZA E DE CONDUTA FEMININO Mycroft acredita que Enola não se veste e nem se porta como uma verdadeira dama. Para não ser encontrada pelo irmão, a adolescente decide se encaixar nos padrões de vestimenta feminina, fazendo algo ”inesperado”. Ela escolhe se vestir de tal modo e levanta a ideia de que o padrão é somente uma repressão quando imposto pela sociedade: ”Espartilhos: símbolo de repressão para aquelas forçadas a usá-los”. DESAPARECIMENTO DE PESSOAS No dia de seu aniversário de 16 anos, Enola Holmes descobre que a mãe está desaparecida e, em vez de aceitar a ajuda dos irmãos, decide investigar o caso por conta própria em Londres. No meio do caminho ela conhece um lorde fugitivo que, para a família, também encontra-se desaparecido. ATENÇÃO: HÁ ALGUNS SPOILERS ADIANTE MULHERES E A LUTA PELO DIREITO AO VOTO Eudoria faz parte da luta feminina pelo direito ao voto na Inglaterra dos anos 1880, reunindo em sua casa um grupo de sufragistas. Para liderar a luta, ela fica menos presente para a filha, deixando para trás o seu passado e tudo que amava com o objetivo de buscar um futuro melhor para Enola e outras meninas. EXEMPLO: TEMA DE REDAÇÃO: A IMPOSIÇÃO DE UM PADRÃO FEMININO DE BELEZA E DE CONDUTA No filme ”Enola Holmes”, que se passa em meados de 1880, a protagonista é uma adolescente educada em casa pela mãe, que a ensinou a importância da liberdade e da independência das mulheres. Enola é uma garota livre, que tem consciência de seu lugar no mundo e que se posiciona contra as ideias machistas e contra os padrões femininos impostos por seus irmãos. O longa-metragem apresenta o problema da imposição de um padrão de beleza e de conduta às mulheres que persiste até hoje. Agora que você já sabe como usar ENOLA HOLMES na redação, não deixe de enviar sua redação pra gente conferir como ficou, hein?

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, trouxe uma dica de um repertório sociocultural icônico dos anos 2000 para vocês: como usar o filme MENINAS MALVADAS na redação! Bora fazer o barro acontecer? Primeiramente, confira a ficha técnica e sinopse do filme antes de conferir como usar MENINAS MALVADAS na redação: MENINAS MALVADAS (filme): 2018 • 2h13min • 14+ Sinopse: “Cady Heron cresceu na África e sempre estudou em casa, nunca tendo ido à escola. Após retornar aos Estados Unidos com seus pais, ela se prepara para iniciar sua vida em uma escola pública. Logo Cady percebe como a língua venenosa de suas novas colegas pode prejudicar sua vida e, para piorar ainda mais sua situação, Cady se apaixona pelo garoto errado.” ENSINO DOMICILIAR Pelos últimos 12 anos, Cady Heron foi educada pelos pais em casa enquanto vivia na África. Ao se mudar para Evanston, EUA, ela passa a frequentar uma escola pública, sendo obrigada a se adequar a protocolos de socialização estranhos a ela. O filme originalmente seria intitulado “Homeschooled”. ESTEREÓTIPO DO CONTINENTE AFRICANO A personagem principal não revela o seu país de origem, sendo referido apenas como “África”. Tal fato, somado às cenas de alusões com animais selvagens na escola, reafirma a generalização do continente africano a uma massa homogênea de território dominado pelo mundo animal e visto como “terceiro mundo”. BULLYING NAS ESCOLAS Ao entrar no Colégio North Shore, Cady é apresentada ao grupo mais importante da escola: Regina George, Gretchen Wieners e Karen Smith. Elas são a elite do mundo feminino no colégio, admiradas porém temidas por serem cruéis com os comportamentos e aparências das demais. Afinal, elas são as Meninas Malvadas. RIVALIDADE FEMININA As três garotas guardam um Burn Book: um livro de anotações com defeitos e xingamentos sobre as outras mulheres da escola, exemplo de rivalidade feminina na adolescência. A comparação exacerbada e a competição entre as meninas é prejudicial a todas: são inseguranças internas projetadas umas nas outras. CULTO AO CORPO “Meninas Malvadas” retrata bem a obsessão de jovens com sua imagem corporal: até mesmo a abelha-rainha Regina George e suas amigas sofrem com a imagem de seus corpos no espelho. Um episódio marcante é quando Cady, para atacar Regina, entrega barras de proteína à colega para que ela ganhe peso. HOMOFOBIA Janis e Damien são melhores amigos do grupo de artistas da escola, constantemente alvos de homofobia pelos demais. Durante uma apresentação musical, Damien leva um tênis atirado no rosto pelos garotos do colégio; Janis é alvo de rumores sobre sua sexualidade criados por Regina George. FEMINISMO Ao final do longa, a mensagem é de sororidade e união feminina. As garotas deixam de brigar por garotos e de rebaixarem umas às outras, para abrir espaço às suas verdadeiras identidades. A autora do livro que originou o filme, Rosalind Wiseman, viaja o mundo ensinando adolescentes a serem gentis nas escolas. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “A prática de bullying nas escolas brasileiras” No filme “Meninas Malvadas”, Regina George e suas colegas são consideradas as abelhas-rainhas que aterrorizam as demais garotas do Colégio North Shore. Ao longo da trama, Cady, a garota nova, percebe que o bullying praticado tem como origem a insegurança das próprias meninas malvadas. Fora das telas, é fato que grande parte das escolas brasileiras apresentam práticas semelhantes de bullying, que são responsáveis por gerarem efeitos a longo prazo em suas vítimas e são muitas vezes causadas por inseguranças internas dos opressores. Agora que você já sabe como usar MENINAS MALVADAS na redação, não deixe de enviar sua redação pra gente conferir como ficou, hein?

Conheça a forma de avaliação da competência 2 da redação ENEM. Compreenda a proposta de redação e saiba a estrutura do gênero dissertativo-argumentativo para ganhar muitos pontos na prova! Recentemente, mostramos quais as situações que levam à nota zero na redação. Entre elas, estava a fuga do tema e o não atendimento ao tipo textual. A compreensão do tema proposto é fundamental para que sua redação seja bem avaliada. Além disso, a redação deve apresentar as características do gênero textual em prosa solicitado. Assim, você precisa interpretar os textos motivadores e a própria frase-temática, selecionando argumentos para um bom texto dissertativo-argumentativo. Hoje, mostraremos de que forma os corretores avaliam a competência 2 na redação. Também daremos algumas dicas de como ganhar mais pontos nesse critério. Primeiramente, vamos ver o que consta na matriz de referência dos avaliadores – que o Inep divulgou em maio deste ano – com relação à competência 2 da redação. De acordo com ela, o participante precisa: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa. Portanto, você deve ter atenção aos elementos essenciais da produção textual, isto é, o tema e o tipo de texto. Assim, será verificado se o participante selecionou argumentos e aplicou tudo que apreendeu ao longo da formação de forma consistente na defesa de seu ponto de vista. Além disso, é necessário saber os limites estruturais da tipologia textual em prosa. Relação com as demais competências Certamente, entender a proposta e desenvolvê-la adequadamente não é fundamental apenas na competência 2 da redação. De acordo com o desempenho do participante nesse quesito serão avaliadas as outras competências, como a 3 e a 5. Por exemplo, um participante que apenas tangencia o tema, mesmo que elabore uma proposta de intervenção completa, não conseguirá tirar mais que 40 pontos na competência 5. Isso porque a avaliação como “tangenciamento” na competência 2 barra a atribuição de notas maiores nesse critério. A mesma situação acontece no caso da avaliação da competência 3. Por isso, leia e releia a proposta e os textos motivadores algumas vezes para ter certeza que compreendeu sobre o que precisa dissertar. Grade específica da competência 2 Embora componha metade da avaliação dessa competência, com relação à tipologia textual será verificada apenas a proporcionalidade das partes da estrutura do tipo dissertativo-argumentativo. Ou seja, os avaliadores identificarão se há introdução, argumentação e conclusão. Assim, recomendamos que você distribua seu texto da seguinte forma: introdução: apresente o tema que será tratado, já manifestando o ponto de vista que será defendido. Utilize seu repertório sociocultural para fazer a ligação entre o tema e algo que você conhece e que tenha relação estrita com ele. Distribua essas ideias em 4 a 5 linhas, mais ou menos. argumentação: utilize 2 parágrafos de 4 a 5 linhas cada para desenvolver os argumentos, de acordo com o ponto de vista manifestado na introdução. Assim, traga dados, referências, fontes relacionadas ao assunto para deixar seu desenvolvimento bem fundamentado. Pense também em mostrar as ideias de forma original: busque referências atuais e pouco usuais, fuja de fórmulas prontas e demonstre autoria. conclusão: retome o ponto de vista que você defendeu sobre o tema e apresente uma proposta de intervenção. Esse não é o momento de trazer novidades para o texto, apenas finalize com base no que escreveu. Se necessário, retome algum elemento que você mencionou ao longo do texto para dar encerramento ao assunto. Embora seja critério de avaliação da competência 4, lembre-se de usar elementos coesivos adequados para que seu texto fique fluido e todas as partes se conectem harmoniosamente. Tenha objetividade na apresentação dos argumentos, pois isso é uma das características do gênero textual da redação ENEM. Abordagem do tema O participante precisa dedicar esforços ao entendimento da proposta de redação a fim de garantir a abordagem completa do tema. Caso isso não aconteça, o texto será avaliado no nível 1 e tirará pontos também nas competências 3 e 5. Portanto, o nível 1 da competência 2 da redação refere-se ao tangencimento. Em 2019, o tema da prova foi “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Assim, era necessário não só falar de acesso ao cinema no Brasil, como também mostrar como democratizar esse acesso. Apenas falar de acesso e não mencionar a sua democratização no Brasil configura um tangenciamento do tema. Escolha do repertório A nota 1000 depende – e muito – da escolha de repertório que o participante apresenta na competência 2 da redação ENEM. Portanto, emprenhe-se em adquirir muito conhecimento e, mais que isso, compreender quais ideias têm maior relação com temática da prova para que seu projeto de texto fique coerente e original. Dependendo da forma como você desenvolve essa argumentação fundamentada seu texto será de nível 3, 4 ou 5. Veja como garantir 200 pontos nessa competência: nível 3: textos que apresentam repertório baseado apenas nos textos motivadores não passam dessa pontuação. Também são de nível 3 os textos em que se faz uso de repertório não legitimado (quando não é mencionada a fonte das informações) ou existe repertório legitimado, mas que não é pertinente ao tema. Assim, não basta colocar uma citação apenas por usar, ela precisa fazer sentido com o que você está defendendo e com o tema proposto. nível 4: textos que apresentam repertório pertinente e que também é legitimado, porém sem uso produtivo. Assim, se utilizam informações, fatos, situações e experiências vividas com respaldo nas áreas do conhecimento, como conceitos e suas definições; fatos ou períodos históricos reconhecidos; referência a nomes de autores, filósofos, poetas, livros, obras, peças, filmes, esculturas, músicas etc.; fatos ou períodos históricos reconhecidos; referência a nomes de autores, filósofos, poetas, livros, obras, peças, filmes, esculturas, músicas etc. No entanto, os participantes não vinculam esse repertório à discussão proposta, nem mesmo de forma pontual. nível 5: enquadram-se no nível de pontuação máxima da competência 2 da redação os textos que, além fazerem uso do repertório sociocultural pertinente ao tema, também fazem uso

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica de repertório sociocultural para vocês: como usar a série THE BOYS, disponível no Prime Video, na redação! Ficha técnica da série THE BOYS: 2019- • 2 temporadas • 60min • 18+ Sinopse: “Os Sete são os heróis mais poderosos da Terra. Porém, esses protetores têm um lado oculto que a maioria das pessoas desconhece. Se eles usam seus poderes para o mal, Hughie, Billy e o resto do time têm a missão de detê-los.” Confira o trailer da série: ABUSO DE PODER “The Boys” é uma paródia dos universos de super-heróis altruístas e idealizados, retratando-os como seriam na realidade: corruptos, violentos e imparáveis. Se, no mundo real, políticos já abusam de seus poderes para favorecer interesses próprios, imagine se existissem os super-poderes. GRANDES CORPORAÇÕES No mundo real, super-heróis seriam altamente capitalizados. Na série, Vought é a multinacional encarregada da equipe super-herói Os Sete, visando maximizar os seus lucros. Distorcendo ética, ciência e a opinião pública, grandes corporações visam resultados financeiros a todo custo, sem lei que as parem. ATENÇÃO: spoilers da 1ª temporada ASSÉDIO SEXUAL A nova integrante dos Sete, Luz-Estrela, é recebida na equipe por ameaças pelo colega e antigo ídolo de infância, o herói aquático Profundo, que a força a fazer sexo oral nele para permanecer no grupo. Ao longo da série, é demonstrado como a insegurança do herói com suas guelras fazia-o abusar sexualmente de mulheres. CULTURA DO CANCELAMENTO Por serem máquinas de lucro, os heróis buscam completa aprovação popular. Os analistas da Vought observam os memes, índices de popularidade, mídias digitais, e tudo é meticulosamente articulado para gerar a impressão certa e crescer as ações. No mundo atual, a mobilização de ódio nas redes sociais faz com que um deslize seja suficiente para levar um ídolo a seu fim. ATENÇÃO: spoilers da 2ª temporada PINK MONEY Após Capitão Pátria forçar Maeve fora do armário, Vought se aproveita da situação para aumentar suas vendas ao público LGBTQI+. A discussão do Pink Money torna-se relevante quando empresas utilizam de símbolos LGBTQI+ a fim de gerar lucro. Enquanto Vought rentabilizava sua sexualidade, Maeve era forçada a viver uma vida estereotipada e em um rótulo indesejado. IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA Líder dos Sete, Capitão Pátria é o mais corrupto e sem escrúpulos dos super-heróis. É demonstrado como sua criação na ausência de pais, com a única presença de um cientista, deu origem a seu comportamento sociopático. Quando ele tem um filho, a preocupação de todos é garantir-lhe uma boa criação familiar para que a história não se repita. XENOFOBIA O que seriam super-heróis sem super-vilões? Capitão Pátria envia a substância que concede poderes super-humanos a células terroristas para criar seus próprios inimigos. Esses super-terroristas tornam-se a justificativa para seus discursos de xenofobia contra imigrantes e que resultam na morte de um homem árabe por preconceito da população. NEONAZISMO E SUPREMACIA BRANCA É revelado que a novata da 2a temporada, Tempesta, era em verdade neonazista e crente do Genocídio Branco, uma teoria da conspiração de supremacistas brancos que incita o racismo, a xenofobia, e a perseguição a minorias. Infelizmente, manifestações dessa ideia ainda são assustadoramente presentes. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “O abuso de poder e de autoridade no Brasil” Na série norte-americana “The Boys”, super-heróis, reais e amados pela população, escondem uma indústria repleta de corrupção e violência, em que ninguém consegue mantê-los dentro da lei. Embora super-poderes não sejam realidade, vê-se que micro-poderes políticos no Brasil são estendidos para além de suas legitimidades para favorecer interesses pessoais. Logo, fica claro que a concessão de poder sem suficiente coerção popular e governamental acarreta o abuso de autoridade e a sensação de superioridade à lei. Agora que você já sabe como usar a série THE BOYS na redação, não deixe de escolher um dos temas mencionados e colocar as mãos na massa!
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