<div class="group w-full text-token-text-primary border-b border-black/10 gizmo:border-0 dark:border-gray-900/50 gizmo:dark:border-0 bg-gray-50 gizmo:bg-transparent dark:bg-[#444654] gizmo:dark:bg-transparent" data-testid="conversation-turn-33"> <div class="p-4 gizmo:py-2 justify-center text-base md:gap-6 md:py-6 m-auto"> <div class="flex flex-1 gap-4 text-base mx-auto md:gap-6 gizmo:gap-3 gizmo:md:px-5 gizmo:lg:px-1 gizmo:xl:px-5 md:max-w-2xl lg:max-w-[38rem] gizmo:md:max-w-3xl gizmo:lg:max-w-[40rem] gizmo:xl:max-w-[48rem] xl:max-w-3xl }"> <div class="relative flex w-[calc(100%-50px)] flex-col gizmo:w-full lg:w-[calc(100%-115px)] agent-turn"> <div class="flex-col gap-1 md:gap-3"> <div class="flex flex-grow flex-col gap-3 max-w-full"> <div class="min-h-[20px] flex flex-col items-start gap-3 whitespace-pre-wrap break-words overflow-x-auto" data-message-author-role="assistant" data-message-id="6051f066-fa44-4691-8b85-47652be8084c"> <div class="markdown prose w-full break-words dark:prose-invert dark"> A redação do Enem é uma parte crucial da avaliação que os estudantes enfrentam ao se candidatarem a vagas em universidades brasileiras. Ele é uma das provas mais abrangentes do país e tem como objetivo medir o conhecimento e as habilidades dos estudantes de forma justa e abrangente. A redação do Enem, em particular, é uma das seções mais desafiadoras e também uma das mais importantes. No Enem, a redação é um exercício que exige dos candidatos a capacidade de argumentar, analisar criticamente e comunicar eficazmente suas ideias por meio da escrita. Além disso, a redação do Enem é avaliada de acordo com cinco competências específicas, que incluem o domínio da norma culta, a compreensão do tema e a construção de argumentos. Essas competências são essenciais para obter uma boa pontuação na redação do Enem. Portanto, os estudantes que desejam se destacar no Enem devem se preparar cuidadosamente para a redação. Isso envolve a prática regular da escrita, o estudo de temas atuais, a revisão gramatical e a análise crítica de exemplos de redações. Além disso, é fundamental que os candidatos gerenciem seu tempo de forma eficaz durante a prova, garantindo que tenham tempo suficiente. A redação do Enem é uma oportunidade importante para os estudantes demonstrarem suas habilidades de escrita e pensamento crítico. Portanto, preparar-se adequadamente para a prova é um passo fundamental para o sucesso. </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div>
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Vai fazer o ENEM 2021? Então você deveria aprender como estudar redação, pois ela representa 20% da nota total da prova! Diferentemente do que todo mundo imaginou, 2021 também será um ano de muitos desafios para quem fará o Enem. Certamente, todo mundo queria já estar com aquele ar de normalidade para se dedicar aos estudos. Porém, a realidade (até agora) é de mais um ano de ensino remoto ou híbrido, com muitas adaptações. Então, no meio de tudo isso, como estudar redação de forma eficiente e eficaz? Se você está um pouco perdido, respire fundo! Hoje, vamos dar algumas dicas para você dar um gás nesse estudo! Conhecer as competências avaliadas Se você não faz ideia ou não conhece bem a forma de avaliação das redações do Enem, é fundamental ir atrás disso. Pois é só sabendo “as regras do jogo” que você poderá se preparar e entender em que aspectos precisa melhorar. Assim, um bom caminho é ler a cartilha de redação mais recente, disponibilizada pelo MEC aos participantes.Nela, você encontrará a descrição do processo de avaliação dos textos. Além disso, ao final, há algumas redações nota 1000 comentadas. A partir da leitura desse material você saberá não só o que esperar dos avaliadores, mas também o que fazer para escrever um bom texto! Acesse esse conteúdo e leia-o na íntegra! Adquirir repertório sociocultural Dentro das 5 competências avaliadas na redação, saiba que a competência 2 exige demonstrar repertório sociocultural produtivo nos textos. Mas o que seria isso? Bem, para defender de forma consistente sua tese, é necessário relacionar conhecimentos de diversas áreas. Assim, é preciso que você saiba um pouco de tudo, em especial os temas da atualidade, que podem virar possíveis temas de redação. Uma boa maneira de fazer isso é estudar repertórios por eixos temáticos. Outra boa forma de adquirir repertório é nos seus momentos de lazer. Isso mesmo! Assista a filmes, séries, leia livros de gêneros variados. Sempre é possível relacionar histórias (fictícias ou reais) para exemplificar acontecimentos do nosso momento atual. Portanto. Ter uma cultura vasta e diversificada pode te salvar na redação. Portanto, apure o olhar para essas obras e estude mesmo quando você não está estudando! Duvida? Conheça a história de Lucas Felpi, que tirou 1000 na redação Enem citando Black Mirror em 2018. Estudar redação é treinar! Pois é, estudar redação é mais do que apenas conhecer o gênero textual solicitado no edital e adquirir um bom repertório. É fundamental saber mobilizar esses conhecimentos para construir um bom texto. Assim, é preciso colocar a mão na massa. Só se aprende a escrever bem…ESCREVENDO! Somente dessa maneira você vai: perder o medo de expor as suas ideias; ganhar confiança conforme seus textos evoluem; compreender o que é necessário para atingir o nível mais alto das cinco competências avaliadas; aprender com os erros e reescrever seus textos; aprimorar os conhecimentos gramaticais para se dar bem na competência 1; testar seu repertório sociocultural e fazer pesquisas caso não conheça muito bem determinado assunto. Isso vai ajudar muito a adquirir cada vez mais repertório! Por onde começar? O escritor Pablo Neruda tem uma frase que diz: “Escrever é fácil. Você começa com maiúscula e termina com ponto. No meio, você coloca as ideias”. Bom seria se fosse tão simples assim, não é mesmo? Infelizmente, para a grande maioria dos mortais, é um pouco mais complicado do que isso. Certamente, algumas pessoas têm mais facilidade com a escrita, porém, qualquer habilidade pode ser desenvolvida, e estudar redação vai ser o primeiro passo para você fazer isso. Então, o ponto de partida precisa ser entender o que você já sabe sobre redação do Enem. Escolha um tema, leia com atenção os textos motivadores e escreva a sua redação. Isso mesmo, não se preocupe tanto com a “perfeição” – ela só chega com muito treinamento! Peça para alguém de sua confiança ler (se possível, alguém que entenda dos critérios de correção). Você também pode usar a nossa plataforma para receber o feedback dos nossos corretores! Assim, a partir dos comentários recebidos sobre o texto, reescreva-o. Estudar redação envolve muita escrita e reescrita. Não adianta nada você escrever muitos textos se não souber onde está errando para consertar. O ideal é que você escreva duas redações por semana, pois, desta forma você poderá ter tempo para pegar um novo feedback e ajustar novamente se necessário. Portanto, inclua essa atividade no seu cronograma de estudos sem exagerar na quantidade. Partiu escrever? Com essas dicas você, certamente, terá um bom desempenho na redação Enem 2021. O que não pode é deixar para estudar na última hora. A redação equivale a 20% da nota total no Enem e pode aumentar sua média geral. Portanto, isso deve ser levado muito a sério! Conte com a gente nessa jornada!

O ProUni é um dos processos seletivos mais importantes ligados ao Enem! Confira a seguir como funciona! Criado em 2004 pelo governo federal, o Programa Universidade para Todos (ProUni) concede bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de graduação e de cursos sequenciais de formação específica em instituições privadas de educação superior. Mas você sabe como funciona para conseguir uma dessas bolsas? Se não, fique ligado(a) que vamos contar tudo aqui! Todo estudante que participou do Enem imediatamente anterior ao processo de seleção do ProUni pode concorrer às bolsas, desde que obtenha a nota mínima exigida pelo Ministério da Educação (MEC). Ou seja, é preciso ter atingido 450 pontos de média das notas e o candidato não pode ter zerado a redação. Além disso, precisa cumprir os seguintes critérios: ter renda familiar de até três salários mínimos por pessoa; e pelo menos uma das situações abaixo: ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em escola privada com bolsa integral da instituição; ter cursado o ensino médio parcialmente em escola pública e parcialmente em escola privada com bolsa integral da instituição; ser pessoa com deficiência; ser professor da rede pública de ensino básico, em efetivo exercício, integrando o quadro permanente da instituição, e estar concorrendo a vaga em curso de licenciatura, normal superior ou pedagogia. Nesse caso, a renda familiar por pessoa não é considerada. As bolsas de 100% são cedidas àqueles estudantes que têm renda bruta familiar de até 1,5 salários mínimos por pessoa; já quem apresenta até 3 salários por pessoa na renda bruta familiar pode conseguir bolsas de 50%. Quem deseja receber uma bolsa do ProUni não pode possuir diploma de curso superior. Em outras palavras: se você já é graduado, o ProUni não é para você. Um dos objetivos do programa é dar acesso à primeira graduação. Então, cumpriu os requisitos? Agora vamos saber como é feita a seleção! Na hora da inscrição Ao se inscrever ao ProUni, você pode escolher até duas opções de instituições, cursos e turnos, conforme sua preferência e seu perfil socioeconômico. Enquanto as inscrições estiverem abertas, é possível alterar essas opções. Mas, atenção: será considerada válida apena a última inscrição confirmada! A inscrição é totalmente gratuita e feita pela internet. Além dos critérios do MEC, na hora de escolher o curso, verifique se a instituição que você procura não possui requisitos específicos, pois, caso você não os atenda, poderá perder seu direito à bolsa. As seleções para as bolsas do Programa acontecem duas vezes por ano, uma no início do primeiro semestre e outra no começo do segundo. Por isso, confira sempre informações sobre a abertura do sistema de inscrição para que você não perca os prazos! Siga as páginas do MEC nas redes sociais e acesse a página oficial do ProUni para ficar sempre por dentro de tudo! Nota de corte Assim como no Sisu, no processo seletivo para as bolsas do ProUni você pode acompanhar, a partir do segundo dia, a nota de corte de cada curso, que é disponibilizada para informação e acompanhamento dos candidatos. Dessa forma, é possível, até que as inscrições se encerrem, alterar as opções e assim aumentar as chances de conseguir a sua bolsa de estudos. Por essa razão é importante que você se registre logo na abertura do período de inscrições. Dessa forma, consegue acompanhar essas oscilações e fazer escolhas mais assertivas no processo. Não deixe para a última hora! Sistema de cotas É possível disputar as bolsas do ProUni pelo sistema de cotas. A reserva de bolsas é feita a pessoas com deficiência e aos autodeclarados indígenas, pardos ou pretos. No entanto, esses candidatos também devem cumprir os requisitos gerais do Programa, que você leu lá em cima . Vale lembrar que, nesse caso, o candidato abre mão da ampla concorrência e disputará as bolsas só com quem também escolheu essa modalidade. Desse modo, o sistema selecionará aqueles que possuírem as melhores notas nesse grupo. Ou seja, nem sempre a opção pelas cotas significa que a sua aprovação para a bolsa será mais fácil. Isso porque as médias são muito semelhantes às da ampla concorrência e, em alguns casos, dependendo do curso, universidade/localidade e turno, podem ser até mais altas. Então, aqui também é importante ter atenção à nota de corte para que você amplie as suas chances e altere suas opções, se for o caso. ProUni e Fies: dá para ter os dois? Sim! Para isso, você deve ter sido selecionado para uma bolsa de 50% e não ter condições de arcar com a outra metade da mensalidade. Nesse caso, pode usar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para pagar esse valor. Para que isso seja possível, a instituição em que você se inscreveu precisa oferecer vagas de financiamento no seu curso e você precisa ser aprovado no processo seletivo do Fies. Chamadas e lista de espera O Programa Universidade para Todos realiza duas chamadas. Na primeira, os estudantes pré-selecionados devem comparecer às instituições de ensino superior para fazer a comprovação das informações inseridas na inscrição e garantir a sua bolsa. Assim, caso não sejam preenchidas todas as vagas, abre-se a segunda chamada, cujo prazo para a comprovação dos dados será disponibilizado no site do ProUni e também junto às universidades/faculdades. Se você não for pré-selecionado em alguma das duas chamadas, pode, ainda, manifestar interesse em ficar na lista de espera. Nesse caso, não é necessário ir até as instituições, devendo o candidato aguardar a publicação das datas no cronograma do Programa. Atenção: a lista de espera do ProUni é única para cada curso e turno de cada faculdade de oferta. Agora que você já sabe bastante sobre o Programa Universidade para Todos, que tal colocá-lo como uma das suas opções para ingressar em uma faculdade e realizar o seu sonho profissional? Na hora de escolher seu curso, opte por algo que você realmente goste, afinal, é seu futuro que estará sendo decidido ali. Aproveite todas as oportunidades disponíveis para conseguir a sua vaga. A sua chance pode estar

No dia 16 de abril saíram os resultados para quem se inscreveu no Sisu 2021. Por um lado temos muitas pessoas felizes porque enfim conseguiram a tão sonhada vaga na universidade. Se este é o seu caso, parabéns e muito sucesso com a sua escolha! “Mas não passei no SISU e agora? O que faço?” Se este é o seu caso, fique calmo! Elencamos a seguir alguns caminhos a serem seguidos por quem não passou no Sisu. Existem boas opções para você seguir em frente com tranquilidade e mostraremos todas elas neste artigo! Boa leitura! Lista de espera do SISU Antes de pesquisar no Google “Não passei no SISU e agora?” saiba que não há motivo para desespero caso não tenha se classificado nesta primeira etapa, pois ainda é possível participar da lista de espera. Para isso, você deve ir ao sistema de inscrições e clicar no botão correspondente, confirmando o seu interesse. ATENÇÃO: isso deve ser feito até o dia 23/04 (próxima sexta-feira). E fique ligado: você terá que escolher se quer ficar na lista de espera do curso que assinalou como primeira ou segunda opção. Lembre-se de confirmar a solicitação da lista de espera. Ao manifestar o interesse, o sistema mostra uma mensagem de confirmação. Depois, basta acompanhar nos canais da instituição escolhida a informação sobre os aprovados via Sisu. Os resultados, nesse caso, serão divulgados a partir do dia 27 de abril. Esteja atento e consulte sempre as informações da instituição escolhida por você. Sisu no segundo semestre O cronograma do Sisu prevê dois períodos de inscrições: um no começo do primeiro semestre e outro no segundo. Isso significa que, se agora você não conseguiu a sua vaga, pode tentar de novo. Acompanhe as datas quando o MEC divulgar o cronograma do segundo semestre e se inscreva novamente. O critério é ter participado do Enem 2020. E sem contar que agora você já tem experiência com o sistema e poderá acompanhar melhor as notas de corte, não é mesmo? Não deixe de aproveitar essa nova chance! Prouni O Programa Universidade para Todos (Prouni) concede bolsas parciais ou integrais em universidades privadas a pessoas que ainda não têm diploma de ensino superior. No início de 2021, o processo seletivo do Prouni aconteceu antes da realização do Enem 2020 e somente quem fez o Enem 2019 pôde se inscrever. Agora quem participou do ENEM 2020 poderá se inscrever para as vagas remanescentes. E de acordo com o MEC, a etapa de inscrição para ocupar essas vagas será a partir do dia 3 de maio e vai até as 23h59 do dia 4 do mesmo mês e o resultado sairá no dia 7 de maio, na página do Prouni. E não se preocupe! Se ainda assim você não conseguir garantir a sua vaga, tem Prouni de novo no segundo semestre. Então, fique atento e não perca as datas de inscrição! É necessário atender a alguns critérios para poder concorrer, como ter feito, no mínimo, 450 pontos na média das notas e não ter zerado na nota da redação. Além disso, para concorrer à bolsa integral, o candidato precisa comprovar renda familiar bruta mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa. Para a bolsa parcial (50%), a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa. O candidato ainda deve atender pelo menos uma dessas condições: Ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública. Ter feito o ensino médio completo em escola da rede particular, na condição de bolsista integral da própria escola. Realizado ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em escola da rede particular, na condição de bolsista integral da própria escola privada. Ser pessoa com deficiência. Ser professor da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica, integrante de quadro de pessoal permanente de instituição pública e concorrer a bolsas exclusivamente nos cursos de licenciatura. Nesses casos, não há requisitos de renda. Se você se enquadra nesses critérios, o Prouni pode ser uma boa opção para você! Novo Fies Se você conseguiu vaga em uma universidade privada sem bolsa, pode tentar o financiamento estudantil. Para isso, a instituição em que está matriculado deve estar cadastrada no programa e ter avaliação positiva no MEC. Ainda é necessário também que o candidato tenha feito o Enem. Saiba mais sobre o Novo Fies aqui. Não passei no sisu e agora? Apesar de ter outros vários caminhos (como o Prouni e o FIES), vale a pena você reavaliar o seu desempenho no Enem. Assim, poderá pensar em estratégias para se sair melhor da próxima vez. Pode ser que você tenha que passar pelas provas de novo, mas sempre pense pelo lado positivo: você vai começar este próximo ano com boa parte do conteúdo em sua mente. Seu trabalho será mais de revisão e reforço daquilo que você já aprendeu. Pois desse modo, é muito mais fácil conseguir se dar bem. Comece a planejar agora uma rotina de estudos. E já que você entendeu como uma boa nota na redação pode aumentar sua média e fazer toda a diferença na hora de conseguir uma aprovação, comece a treinar desde já. E nada melhor do que ter o acompanhamento de quem entende do assunto! Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Redação Online (@redacaonline) Conheça o Redação Online Conheça os planos do Redação Online e veja sua nota aumentar em até 400 pontos no próximo ENEM! Isso mesmo! Nosso método funciona e nossos alunos garantem. Invista em você!
Saiba como funciona o SISU e confira estratégias para aumentar suas chances de garantir uma vaga a universidade pública por meio do processo seletivo! Entre os dias 6 e 9 de abril estarão abertas as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada – Sisu. Ele é o sistema informatizado do Ministério da Educação em que instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os candidatos são selecionados de acordo com as suas notas no exame. Assim, aqueles com a melhor classificação entram na universidade. Veja as informações importantes sobre o Sisu e também conheça algumas estratégias para que você consiga a sua tão sonhada vaga. Boa leitura! Quem pode participar? Você está elegível a se inscrever no Sisu se: Se deu check nessas três situações, você já pode criar a sua conta gov.br para poder se inscrever no programa lá em abril. Como funciona? Antes de mais nada, saiba que não é cobrado qualquer valor para se inscrever no Sisu, portanto, cuidado com golpes! O site oficial para fazer a inscrição é sisu.mec.gov.br! Escolha até duas opções de curso. Enquanto o sistema de inscrições estiver aberto, você pode alterar essas escolhas. A distribuição das vagas vai obedecer a Lei de Cotas (Lei n. 12.711/2012). Além disso, atendendo à política de ações afirmativas, há instituições que oferecem vagas reservadas. Outras, por sua vez, adotam bônus na nota do candidato. Isso significa que é feito acréscimo de 10 a 20% na nota final do Enem para candidatos de escolas públicas da região em que a universidade está sediada. Outra situação a que você deve estar atento na hora de se inscrever é que algumas instituições podem determinar pesos diferentes nas notas de acordo com o curso escolhido. Por exemplo, enquanto o curso de Física pode dar um maior peso para as notas de Ciências da Natureza, um curso de Medicina pode requerer média mínima igual ou maior que 560 pontos e nota mínima em Ciências da Natureza igual ou maior a 400 pontos. Esses critérios serão especificados conforme o termo de adesão do local pretendido com o MEC. No site oficial do Sisu você já pode conferir a lista de vagas preliminar. Acesse e já vá planejando a sua inscrição! Nota de corte A nota de corte serve como uma referência para que o candidato monitore diariamente a sua inscrição. Isso porque, conforme as pessoas vão se inscrevendo, as suas chances de entrar na universidade podem aumentar ou diminuir em determinada instituição. Assim, a partir do segundo dia, o Sisu calcula e divulga a nota de corte para cada curso. Essa nota corresponde à menor nota para que você fique entre os selecionados na opção escolhida de um curso. Essa nota é resultado do número de vagas e do total de candidatos inscritos. Estratégias para aumentar as chances de conseguir vaga via Sisu O Sisu é uma grande oportunidade para quem não conseguiu ou não pretende tentar uma vaga fazendo vestibular. Com esse programa governamental, você não se limita a apenas uma instituição, mas sim consegue se inscrever em qualquer universidade pública do Brasil. Desse modo, suas chances de iniciar uma graduação aumentam bastante. Onde estudar? Em primeiro lugar, pense se existe a possibilidade de você se mudar de cidade. Isso mesmo, pode ser uma decisão difícil, mas nem tanto, já que é comum esse trânsito de estudantes entre cidades, especialmente quando a sua cidade natal não oferece o curso pretendido ou mesmo quando não existe universidade nela. Acontece que, em algumas situações, a nota do candidato não é suficiente para passar em uma universidade na sua localidade, mas com ela é possível entrar em uma que fique em outra cidade ou estado. Se você tem essa oportunidade, liste os locais para onde possa ir. Lembre-se de que deve considerar toda a situação financeira que essa decisão implica (aluguel, dinheiro para despesas básicas e a própria mudança, por exemplo). Faça simulações A partir da divulgação das notas do Enem 2020, e teste se a sua nota é suficiente para o curso pretendido em um simulador on-line, seja em primeira ou segunda opção. Evidentemente, as notas não serão exatamente as mesmas no site oficial, uma vez que essas simulações são feitas com notas de edições anteriores. De qualquer modo, é uma maneira de você aplacar a ansiedade e também não ser pego de surpresa na hora de fazer a inscrição para valer. Lembre-se: a simulação não é só uma forma de se prevenir sobre o que pode acontecer, mas o que vale MESMO são as informações oficiais do site do Sisu após abertura das inscrições. Acompanhe a nota de corte todos os dias Como já dissemos, diariamente o Sisu calcula (a partir do segundo dia) a nota de corte, que pode colocá-lo ou não entre os aprovados. Assim, você pode acompanhar se ainda tem chance de seguir com o mesmo curso em que se inscreveu ou se precisará fazer alterações – de curso ou de universidade – na sua inscrição. Desse modo, há mais chances de encontrar a vaga perfeita pra você. Portanto, olhe todos os dias o site de inscrições, e não se esqueça que qualquer alteração só pode ser feita até o término das inscrições. Para aproveitar ao máximo essa estratégia, não deixe para se inscrever no último dia. Quanto antes você estiver inscrito, melhor poderá acompanhar essa “flutuação” das notas de corte e assim tomar decisões mais assertivas. Então, coloque o despertador, anote na agenda e inscreva-se no primeiro dia! Atenção para a lista de espera e novas chamadas Por fim, faça bom uso da sua escolha em segunda opção. Atente-se ao fato de que não é mais possível ficar na lista de espera da primeira opção se você passar para a segunda. Então, coloque um curso que você realmente tenha interesse em cursar nas duas – afinal, trata-se do seu futuro profissional. Também é possível tentar o mesmo curso como primeira e segunda opção, mas em turnos diferentes,

Com mais de 20 edições, o Enem já passou por muitas transformações, mas uma coisa não muda: você vai ter que escrever uma boa redação. Ao longo dos anos, o estilo de temas e também a padronização da correção foi criando uma série de especialistas no assunto. Assim, receber uma redação nota 1000 passou a ser o sonho de consumo de muita gente. Frequentemente, alunos que alcançaram a nota máxima nessa prova depois viram infuencers e ensinam outras pessoas a chegarem lá. Mas o que pouca gente conta é que há muitos mitos sobre as redações nota 1000. Vamos desvendar alguns deles hoje? Siga a leitura! 1. Redações nota 1000 não podem ter erros Calma! A banca de avaliadores do Enem não é tão severa assim. Não vamos esquecer que estamos falando de candidatos que, em sua maioria, acabaram de concluir ou estão concluindo o ensino médio, então ninguém está esperando textos sem qualquer falha. Portanto não é preciso ser um Machado de Assis para conseguir ir muito bem! Na verdade, você pode cometer alguns desvios sem que isso prejudique a nota em algumas competências. Por exemplo, você pode manter seu nível 5 na competência I se houver, no máximo, dois erros gramaticais e um de estrutura sintática. Também é possível ter um texto excelente mesmo que haja alguns deslizes de projeto de texto ou de desenvolvimento. Então, esqueça a ideia de perfeição, se é isso que o preocupa: é mito! Mas, claro, treine bastante para que sua redação tenha cada vez menos problemas como esses. 2. Tem que escrever nas 30 linhas Embora um bom projeto de texto, geralmente, demande mais escrita do participante, você não precisa escrever nas 30 linhas para tirar a nota máxima. Pois é, esse é mais um mito sobre as redações nota 1000. Os avaliadores vão buscar no seu texto introdução bem feita, desenvolvimento com uma ótima argumentação e uma proposta de intervenção com os cinco elementos obrigatórios. Se você fará isso em 20 ou em 30 linhas, tanto faz! A contagem de linhas só vale, mesmo, para verificar se um texto será ou não corrigido. Isso porque, para ir para a avaliação, o texto precisa ter, no mínimo, 8 linhas escritas. Qualquer outra informação a respeito de linhas é mentira! Então, não caia nessa! 3. Redações nota 1000 são as criativas O que é ser criativo em um texto dissertativo-argumentativo? No caso do Enem, especificamente, há pouco espaço para a criatividade, concorda? O edital, a cartilha do participante e, provavelmente, seus professores têm uma lista de regras, quase um passo a passo para você não errar, não é mesmo? “Tem que ter as 3 partes do texto”; “tem que ter uma proposta de intervenção completa”; “todos os parágrafos precisam ter operadores argumentativos“; e por aí vai. Então, em termos estruturais pelo menos, não dá pra inovar muito não. Mas, claro, você precisa ter um bom projeto de texto, referências para usar e articular com o que você pensou, no entanto não precisa ser nada totalmente fora da caixa. Desde que seja coerente e pertinente ao tema, você pode até usar uma citação “batida” que pode funcionar. A única coisa que você deve evitar mesmo – fugir, correr pra longe – é usar estruturas/textos prontos. Se for só essa a carta na sua manga, sinto muito, procure outras já! 4. Os melhores textos usam palavras difíceis Esse é um mito sobre as redações nota 1000 que faz muita gente se dar mal por usar palavras “bonitas”. Você tem, sim, que usar um amplo vocabulário, mostrar que consegue se expressar bem, mas ter uma boa desenvoltura escrita não é sinônimo de usar palavras difíceis. Muitas vezes, a escolha vocabular não é condizente com o restante do texto. Assim, fica aquele termo arcaico ou em desuso fica perdido no “rolê”. Então, amplie sim suas possibilidades, mas não precisa “pirar” procurando palavra estranha no dicionário. O texto precisa ser objetivo, de fácil leitura. Não precisa inventar moda (e, cá entre nós, começar o texto com “atualmente” ou “hodiernamente” dá absolutamente na mesma!). 5. As redações nota 1000 não usam exemplos Nada a ver! Se bem usado, um exemplo pode enriquecer muito a argumentação e complementar alguma referência que você trouxe para o desenvolvimento da sua tese. Lembre-se de que você precisa articular seus conhecimentos das diversas áreas e também seu conhecimento de mundo para fazer um bom texto. Assim, se é um exemplo pertinente, que tenha relação com o tema ou que seja de conhecimento de muita gente (algo que aconteceu ou foi divulgado na mídia, por exemplo), fique tranquilo(a)! Use sem medo! E aí? Conhece mais algum mito sobre as redações nota 1000 e quer compartilhar com a gente? Tem alguma dúvida sobre redação? Escreva nos comentários! Quer alcançar a NOTA 1000 no ENEM 2021? Não deixe de praticar em nossa plataforma de correções, videoaulas e monitorias!
Agora que todas as etapas do Enem 2020 encerraram, confira a análise dos três temas de redação e fique de olho nas tendências da prova! Marcado por uma pandemia, adiamento, confusões nas salas de provas e recordes de abstenção. Assim foi o Enem 2020. Certamente, não foi fácil para os estudantes a preparação para as provas. Porém, com a reaplicação que aconteceu nesta semana, enfim essa etapa encerrou. Agora, é o momento de avaliar as lições aprendidas nesse período e aguardar os resultados. Para ajudar a refletir sobre o Exame Nacional, vamos fazer uma breve análise dos três temas de redação cobrados nas provas. Assim, quem está começando a se preparar pra o Enem 2021 já pode traçar algumas estratégias para se dar bem. Boa leitura! Temas que dialogaram com o Brasil sob uma pandemia Caso você tenha perdido alguma notícia sobre o Enem, relembre os três temas de redação: Enem impresso: “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira“ Enem digital: “O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil“ Reaplicação: “A falta de empatia nas relações sociais no Brasil“ Embora nem todos concordem, de alguma forma os três temas perpassam o momento atual da pandemia de coronavírus. O tema do Enem impresso trouxe as doenças mentais e o estigma associado a elas como um problema. Assim, em um dos textos motivadores mostrou que o Brasil é o país mais depressivo da América Latina. Em 2020, a saúde mental esteve no foco e a depressão apareceu como uma das doenças mentais mais recorrentes em um mundo sob distanciamento social. Já o Enem digital pediu uma discussão a respeito das desigualdades regionais, e novamente podemos fazer associações ao momento atual. A falta de recursos na área da saúde, em especial nas regiões Norte e Nordeste, visibilizou ainda mais essas desigualdades. Assim, o desafio – que é histórico – de reduzir esse problema pede reflexão urgente. Por sua vez, a reaplicação fechou o ciclo falando de empatia nas relações sociais. Aqui podemos ver um ciclo se fechando, pois essa temática complementa as duas anteriores, concorda? Quando um dos textos motivadores do tema do Enem impresso menciona que muitas pessoas acham que depressão e ansiedade são “frescura”, isso nada mais é que uma demonstração de falta de empatia. Da mesma forma, uma sociedade desigual reflete a dificuldade que muitos ainda têm se colocar no lugar do outro. Portanto, pode-se dizer que todos os três temas estiveram muito presentes na realidade de todos os brasileiros nos últimos meses e, desse modo, eram até certo ponto “fáceis” de se desenvolver, diferentemente de temas mais complicados, como o de 2018, sobre a manipulação de dados, por exemplo. Então, diante de um momento atípico, talvez a banca do Enem tenha optado por pegar mais leve nesse ano. Afinal, as dificuldades dos estudantes com o ensino remoto foram enormes. Predominância de temas abertos: uma tendência do Enem Com exceção do tema do Enem digital, que lembrou muito temas antigos, mais direcionados, os outros dois eram temas abertos, ou seja, davam mais liberdade para abordar o assunto. Assim, deve-se ter cuidado para não fugir do tema. Para isso, é importante entender quais as palavras-chave da frase temática. Os temas abertos requerem do candidato que ele faça uma boa interpretação dos textos motivadores e compreenda sobre o que precisa escrever. Assim, treine essa habilidade se você está se preparando para as próximas provas. Menos textos motivadores Tanto o Enem impresso quanto a reaplicação contaram com apenas três textos motivadores. Portanto, caso isso se torne um padrão da prova, é fundamental que o participante amplie ainda mais seu repertório sociocultural. Isso porque se basear nos textos motivadores, embora não seja proibido (desde que não haja cópia), dificilmente fará uma redação se destacar. Atente-se também à leitura de infográficos, pois pelo menos um aparece sempre na proposta de redação e pode ajudar bastante a compreender a temática. Cadê a polêmica que estava aqui? Geralmente, o tema de redação vira foco de debate durante dias, pois muitas pessoas se queixam de serem cobrados assuntos fora da realidade da maioria das pessoas. Nesta edição do exame, porém, isso não aconteceu. Pelo menos não tão intensamente. Em sua maioria, os participantes consideraram os temas acessíveis. Além disso, como já mencionamos, bem próximos de situações que estão sendo vivenciadas no agora. É cedo para afirmar que o Inep vai seguir essa linha, mas a análise dos três temas de redação aponta que pode haver uma mudança daqui para frente, tornando a redação mais tranquila para os participantes. E você, fez alguma dessas provas de redação? Qual a sua opinião sobre os temas? Será que o Enem vai ficar “mais fácil”? Bom, independentemente das nossas suposições sobre o Enem 2020, agora está dada a largada para a jornada 2021. Conheça nossos planos e comece a praticar em nossa plataforma de correção, videoaulas e monitorias de redação!

Agora que você já sabe o tema de redação da reaplicação Enem 2020, confira os repertórios pertinente para usar no texto! O tema de redação da reaplicação Enem 2020 foi “A falta de empatia nas relações sociais no Brasil“. Agora que já conversamos um pouco sobre como melhor abordar essa proposta, vamos mostrar alguns repertórios que poderiam ter sido usados na argumentação do texto. Assim, caso você não tenha feito a reaplicação, mas queira treinar a sua escrita, você já pode começar a sua preparação refletindo sobre isso. Vamos lá? 1. The Power of Outrospection Esta animação de 10 minutos explica como, no século XXI, é importante cultivar a extrospecção, em vez da introspecção. Desse modo, mostra como a forma de viver cultivada até bem recentemente, em que o indivíduo foca apenas em si mesmo, não trouxe bons resultados. A empatia, é a forma final da extrospecção, segundo o vídeo. Então, assista-o para saber mais sobre isso! https://youtu.be/bKzNSCkS0k4 2. Intocáveis Neste filme, vemos o encontro inusitado de dois homens, um rico, tetraplégico após um acidente, e outro problemático, que aceita trabalhar como cuidador mesmos em experiência. Na trajetória, eles aprendem a se respeitar a partir de um olhar empático sobre o outro, apesar das diferenças.https://youtu.be/-Fb8h4gChlU 3. O Pequeno Guia de Empatia da Floresta dos Mistérios Com patrocínio da Volkswagen e da Lei de incentivo à cultura, a peça teatral Floresta dos Mistérios aconteceu em 2019, mas ainda deixou no ar seu site, que tem um guia disponível para download explicando sobre a empatia. Embora seja para um público infantil, pode ajudá-lo(a) a compreender um pouco mais sobre o conceito que é uma palavra-chave importante da frase temática. Então, aproveite e baixe o arquivo! 4. A Importância da Empatia na Educação Uma das relações sociais mais importantes de nossa trajetória se dá, sem dúvida, na escola. Assim, é importante entender como a empatia pode ajudar a torná-la melhor. O Escolas Transformadoras organizou, em 2016, uma roda de conversa sobre empatia. O objetivo foi o de construir coletivamente um entendimento sobre a importância da empatia como um valor e como uma competência que deve ser aprendida e cultivada na escola e nos demais espaços de convivência. Portanto, trata-se de um conteúdo que pode ajudar bastante na construção do seu texto, pois traz 9 artigos escritos pelos que estavam presentes no evento. Baixe gratuitamente esta cartilha. 5. Razões para desenvolver empatia no ambiente de trabalho Depois da escola, outro local que nos exige cada vez mais o exercício da empatia são os ambientes corporativos. Com este artigo, entenda os motivos para desenvolver essa competência na relações de trabalho. 6. Patch Adams – O amor é contagioso Mais um filme que nos ajuda a pensar na empatia. De 1998, conta com a história real um estudante de medicina que descobre que o humor e o carinho podem fazer maravilhas e ajudar a curar pessoas hospitalizadas. Porém, ele acaba entrando em conflito com os defensores da medicina tradicional, mas fria com os pacientes. Enfim, assista! Vale muito a pena! Ah! Aproveite e conheça também o trabalho dos Doutores do Riso! Certamente, isso tratá algumas ideias para o seu texto!https://youtu.be/q9YsMfAqZa4 7. O poder transformador da empatia nas relações humanas Então, que tal mais um artigo para encerrar esta lista de sugestões? Publicado pela Você S/A em 2019, fala sobre a importância de expandir a capacidade de compreender o outro para melhores relações, em especial no trabalho. Gostou das dicas? Não se esqueça: a internet está cheia de conteúdos que podem ajudar na sua argumentação. Portanto, reserve algum tempo antes da escrita para fazer a sua própria pesquisa. Procure também lembrar de livros, séries e outros filmes que mostrem relações empáticas que podem aparecer como repertório produtivo no seu texto. Depois, mande para a nossa equipe corrigi-lo! Então, conheça nossos planos e comece a se preparar para o Enem 2021!

A prova de redação da reaplicação Enem 2020 pediu que os participantes refletissem sobre a falta de empatia nas relações sociais. Confira! Nos dias 23 e 24 de fevereiro, participantes que perderam a data do exame nacional por estarem com sintomas de Covid ou problemas na sala de prova puderam realizar a reaplicação do ENEM 2020. Além disso, estudantes do Amazonas e de duas cidades de Rondônia também puderam fazer as provas, adiadas em função da pandemia. Nesse cenário caótico, a reaplicação Enem 2020 solicitou uma reflexão sobre “A falta de empatia nas relações sociais no Brasil“, que foi o tema de redação. Então, acompanhe a nossa análise sobre esse tema. Boa leitura! Palavras-chave da frase temática A primeira coisa que o participante deve fazer é compreender bem o tema sobre o qual irá escrever. É isso que garantirá a abordagem completa e impedir que ele fuja do tema, o que leva à nota a zero. Nesse caso, é necessário se ligar nas palavras-chave: falta, empatia e relações sociais. Complementarmente, precisamos ter em mente que o enfoque é no Brasil. O primeiro texto motivador traz um “verbete poético” da palavra empatia. Saber o significado dessa palavra era fundamental para dar o encaminhamento correto da abordagem do tema. No dicionário Michaelis On-line, encontramos a seguinte definição: empatia em·pa·ti·a sf 1 PSICOL Habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa. 2 PSICOL Compreensão dos sentimentos, desejos, ideias e ações de outrem. 3 Qualquer ato de envolvimento emocional em relação a uma pessoa, a um grupo e a uma cultura. 4 Capacidade de interpretar padrões não verbais de comunicação. 5 Sentimento que objetos externos provocam em uma pessoa. ETIMOLOGIA gr empátheia. Com isso em mente, o tema já nos orienta que existe uma falta de empatia, e é sobre isso que o texto deve ser escrito. Mas e as relações sociais, o que são? Então, para as ciências sociais, trata-se do relacionamento entre dois ou mais indivíduos em um grupo e elas formam a base da estrutura social. Assim, elas acontecem, portanto, em vários “ambientes”, como na família, no trabalho, na escola e no ambiente macro, que seria a própria sociedade. Como sempre ocorre no Enem, devemos entender como essa falta de empatia aparece nas relações que se dão no nosso país. Agora, vamos ver quais encaminhamentos os textos motivadores nos dão. Textos motivadores da reaplicação Enem 2020 Bastante sucinta, a proposta de redação trouxe, além do verbete já mencionado, uma reflexão publicada na Revista Pazes que afirma que muitas pessoas ainda não compreenderam que os males que nos rodeiam se dão pela falta de empatia, e cita alguns exemplos: roubos, violências físicas, intolerâncias (como a religiosa, a de classe), escravidão, entre outros. Por fim, o texto III traz um infográfico com os crimes de ódio por estado no ano de 2018, no Brasil. Nele, vê-se que o feminicídio é o crime de ódio recorrente em todo o território nacional, seguido dos crimes ligados às questões raciais e depois de orientação sexual com maior predominância. Embora menos acentuados, percebemos ainda registros de crimes de ódio motivados pela religião ou pela origem das pessoas. Assim, na sequência vamos pensar em algumas possibilidades de abordagem. Possibilidades de argumentação e proposta de intervenção Certamente você percebeu que o leque de possibilidades para esse tema é amplo, pois qualquer um dos tipos de crimes de ódio, por exemplo, poderia ser o foco do seu texto. Até mesmo a situação atual com relação à Covid-19 poderia ser abordada, tendo em vista que há um número elevado de mortos, pessoas em isolamento há quase 1 ano e, no entanto, algumas pessoas não se colocam no lugar das outras. Ou seja, há muitas pessoas “aproveitando a vida” como se a pandemia tivesse acabado, e daí os exemplos são inúmeros e poderiam ser retirados das redes sociais, de notícias de portais diversos, entre outros. Ao mesmo tempo, ainda sobre essa questão, vimos exemplos de grande empatia acontecendo, como a mobilização de artistas para a compra de oxigênio para os hospitais do Amazonas, não é mesmo? Esse é um repertório legitimado (se bem descrito, com as devidas fontes), pertinente ao tema, e que poderia ter sido explorado. De fato, não é preciso ir muito longe para buscar referências sobre a questão da empatia. Desse modo, podemos considerar um tema até certo ponto “fácil”, visto que isso aparece como uma problemática basicamente em diversos núcleos e mídias sociais. Com relação à proposta de intervenção, embora em alguns temas a conscientização já tenha sido considerada elemento nulo, é provável que a banca de correção do Enem aceite essa ação como válida – e arriscamos dizer que deve ter sido frequente nas redações. Muitos agentes poderiam fazer parte, como a própria família, a escola e principalmente ONGs, as quais basicamente são compostas por pessoas empáticas e visam mudar alguma situação social importante. Na próxima postagem do blog traremos alguns repertórios pertinentes a este tema. Fez a reaplicação Enem 2020? Então, conte pra gente o que achou desse tema de redação! Quais repertórios você usou? Qual foi sua proposta de intervenção? Deixe seu comentário! Está ansioso(a) para saber a sua nota? Que tal enviar o seu texto para nossos corretores? Conheça nossos planos e receba um feedback dos nossos especialistas. Tá esperando o quê?

Confira o tema de redação cobrado na prova de reaplicação do ENEM 2020! Textos motivadores da prova de reaplicação do Enem 2020: TEXTO II Penso que a nossa geração esteja repleta de pessoas empáticas. Há muitos que sabem sentir a dor do mundo e que primam por preencher a nossa atmosfera psíquica com as flores da gentileza e o perfume da gratidão. Esses seres, embora raramente tenham holofotes sobre si, são os verdadeiramente ricos e poderosos, pois são os seus gestos anônimos, as suas preces silenciosas e seus pensamentos de Paz que espalham centelhas de esperança por toda a Terra. Mas é inegável que muitos ainda não tenham compreendido que as maiores mazelas do mundo se dão pela falta de empatia dos homens. Por não saber “ser o outro”, o homem furta, rouba, violenta. O homem achincalha a fé alheia, o sonho alheio. O homem escraviza o homem. O homem condena povos inteiros, comunidades inteiras à miséria, roubando-lhes as condições necessárias para que não possam sequer enxergar a própria indignidade. É a falta da empatia que contamina o mundo com a praga do imediatismo, do consumismo, do uso indiscriminado de recursos naturais. A falta de empatia faz com que desumanizemos o outro e, com isso, nos tornemos menos humanos, mais egoístas, mais individualistas, mais competitivos e mais insanos. Disponível em: https://www.revistapazes.com. Acesso em: 24 jul. 2020 (adaptado). PROPOSTA DE REDAÇÃO A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A falta de empatia nas relações sociais no Brasil“, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Envie sua redação em nossa plataforma e receba a correção em até 3 dias úteis! Confira nossos planos!

Conheça aspectos que diferenciam uma redação Enem da redação para concursos e prepare-se para se dar bem nas duas modalidades! Independentemente do objetivo, se entrar numa universidade ou conseguir aquela sonhada vaga como servidor público, conte que uma redação pode estar no seu caminho. Isso aí! Muitos processos seletivos do país exigem dos candidatos que eles demonstrem habilidade com a linguagem formal da língua. Além disso, verificam a capacidade linguística dos concorrentes para discorrer coerentemente sobre alguma temática relevante ao cargo que pretendem ocupar. Como já dissemos outras vezes aqui no blog, a oportunidade de escrever um texto serve para que o candidato coloque a sua individualidade em jogo. Não se trata, porém, de julgar suas opiniões pessoais, mas, sim, a sua capacidade de colocá-las de modo claro no papel. Portanto, saber se expressar bem é muito importante não só no Enem, mas também na redação para concursos. Em virtude de ser um dos poucos momentos em que o participante pode se expressar livremente, ele é bastante valorizado. Não é à toa que as provas de redação, seja no Enem ou em vestibulares e concursos, têm uma pontuação ou peso maiores. Trata-se de valorizar o candidato que se esforçou para aproveitar a oportunidade de mostrar seu ponto de vista à banca. Em contrapartida, candidatos que não se empenham tanto assim têm grandes chances de ter que repetir a prova diversas vezes. A concorrência é muito acirrada, em função das poucas vagas para a quantidade de pessoas que pretendem entrar na carreira federal, estadual ou municipal. Assim, é preciso foco, treino e prestar atenção em alguns detalhes. Então, se você está se preparando para o Enem e também de olho nas vagas em concursos, preste atenção nas dicas. Afinal, nem tudo que serve para uma prova serve também para a outra. Vamos lá? Gênero textual Para saber o gênero cobrado na prova que você vai fazer, é imprescindível ler o edital. Em concursos, o mais comum é a dissertação expositiva que, diferentemente do texto dissertativo-argumentativo do Enem, não exige que você elabore uma proposta de intervenção. Uma dissertação expositiva analisa, interpreta e explica ou avalia dados concretos da realidade. Mas, de forma diversa à dissertação-argumentativa, a construção do texto não visa ao “convencimento” do leitor sobre o ponto de vista. Trata-se mais, portanto, de expor um panorama mais geral sobre um algum assunto, evidentemente a partir do ponto de vista do autor. Embora existam essas diferenças, ambas as formas de escrita têm algumas características em comum: exigem que o autor/emissor reflita sobre alguma questão e posicione-se criticamente sobre ela; referem-se ao momento presente, mas escritas de modo que se entenda a qualquer tempo (atemporais); contêm uma introdução (apresentação do assunto foco da reflexão), argumentação (destacando o ponto de vista do autor) e conclusão; têm uma linguagem denotativa (mais objetiva); há impessoalidade. Ou seja, o foco não está no autor, mas no assunto. Por essa razão evita-se a 1ª pessoa do singular, predominando o texto em terceira pessoa. Necessidade de título O Enem não exige título nas redações, sendo uma opção do candidato usá-lo. Mesmo que exista título, ele não é avaliado em nenhuma das competências, apenas serve para a contagem de linhas utilizadas. Já nas provas para concurso, se o comando de prova ou o edital solicitarem, é necessário colocar título no texto – o que é, às vezes, uma grande dor de cabeça para algumas pessoas. Isso porque, se exigido, ele certamente será avaliado. Desse modo, precisa ser bem escrito. Veja o vídeo a seguir para você saber algumas dicas sobre como escrever um bom título, coerente com o tema e a tese desenvolvidos na dissertação. https://youtu.be/uSjhi1pHx4w Argumentação Em qualquer dissertação, uma boa argumentação é fundamental para que ela seja bem avaliada. No entanto, sabemos que o Enem faz algumas exigências que nem sempre precisam constar nas provas para concursos. Por exemplo, usar uma fundamentação com base nas áreas do conhecimento. Evidentemente, há necessidade de que você use exemplos e dados verídicos para sustentar seu ponto de vista, e quanto melhor usar isso, mais alta será a nota. No entanto, algumas construções mais “imprecisas”, que remetem ao senso comum, como “sabe-se”, por exemplo, não são, em geral, punidas nas redações expositivas de concursos. Portanto, caso você tenha conhecimento sobre o assunto, mas não lembre exatamente a fonte, ou é algo que de forma geral as pessoas pensam sobre, pode usar essas expressões mais genéricas no seu texto. Mas, cuidado! Elabore bem seus argumentos, busque o máximo de respaldo que puder e exemplos, pois isso sempre enriquece o desenvolvimento do texto e o torna mais interessante. Além disso, tome muito cuidado para não cair em contradição, pois em qualquer redação isso é um erro quase fatal. Evite cópias dos textos motivadores, mas inspire-se neles caso tenha sido pego de surpresa com o assunto da prova. IMPORTANTE: Fuja de modelos prontos encontrados na internet. Enquanto isso ainda funciona (mesmo que mal) no Enem, saiba que não é tolerado nos concursos nem nos vestibulares! Modalidade escrita formal É corrente entre os “concurseiros” que as as provas de Língua Portuguesa buscam pedir a exceção da exceção nas questões, ou seja, uma gramática normativa “severa”. Geralmente, isso é feito para “peneirar” os candidatos, cobrando-se, muitas vezes, questões difíceis demais e bastante específicas. Esse mesmo cuidado com as questões objetivas deve ser tomado com a redação para concursos. Devido ao grande volume de candidatos para poucas vagas, a aprovação pode acontecer por detalhes. Além disso, há uma diferença de público. Enquanto no Enem lidamos com estudantes recém-saídos do ensino médio – ou que ainda estão cursando -, nos concursos a maioria dos candidatos já é formada (dependendo do cargo), portanto, o nível de exigência aumenta. Assim, enquanto alguns desvios são tolerados nas redações Enem, nos concursos qualquer errinho conta, negativamente, para a nota. Desse modo, foque em estudar bem a gramática! Essas são algumas dicas para você ficar atento(a) na hora de fazer uma redação para concursos. Acima de tudo, leia sempre os editais para saber

Confira alguns repertórios socioculturais pertinentes ao tema da redação do Enem digital. Aproveite para treinar a escrita sobre esse assunto! A primeira edição do Enem digital trouxe como tema de redação “O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil“. Nós já fizemos uma análise do tema da redação do Enem digital, então agora traremos alguns conteúdos e referências que o participante poderia fazer uso em seu texto para melhorar a argumentação e garantir uma nota alta na competência 2. Acompanhe as nossas indicações! 1. Jogos Vorazes (filme, 2012) Nas nossas redes sociais, alguns participantes mencionaram o uso de Jogos Vorazes como repertório sociocultural. De fato, histórias distópicas costumam narrar eventos análogos a situações vividas na realidade ou demonstrar possibilidades de futuro de acordo com as nossas ações no agora. Certamente você já deve ter visto ou ouvido falar da saga escrita por Suzanne Collins que fez muito sucesso na adaptação para o cinema. No caso do tema de redação do Enem digital, cabe destacar as desigualdades entre os 12 distritos de Panem. Quanto mais afastados da capital, ou a depender dos recursos que cada distrito poderia oferecer, mais necessitadas eram as pessoas, que tinham dificuldades para viver dignamente. Quem usou esse repertório, portanto, teve uma boa sacada. Assim, se você não conhece ainda os livros ou os filmes sobre a heroína Katniss Everdeen, vale a pena conferir. É possível identificar na obra diversos aspectos sociais que podem vir a ser tema de redação algum dia. Assista ou leia, e fique atento! https://youtu.be/SUyLvbbm0pk 2. Expresso do amanhã (filme, 2013) Na mesma toada de Jogos Vorazes, “Expresso do amanhã” também mostra uma sociedade distópica em que a condição social das pessoas é determinada pela posição delas em um trem. Após uma fracassada tentativa de conter o aquecimento global, os habitantes do planeta foram obrigados a viver em um trem, e em cada vagão há diferenças, sendo o último aquele em que as pessoas mais passam dificuldades. Assim, novamente temos a metáfora de que quanto mais distante do “líder” ou “centro”, mais escassos são os recursos à população. Portanto, é mais ou menos como acontece se pensarmos na diferença entre Norte/Nordeste e Sul/Sudeste no Brasil. Outras reflexões podem surgir a partir dessa obra cinematográfica, portanto vale a pena assistir. A Netflix também lançou em 2020 uma série baseada na história. Então, confira! 3. Artigo: 5 causas da desigualdade econômica Confira esse artigo publicado no site politize! sobre as causas da desigualdade econômica no Brasil. Provavelmente, quem fez a prova deve ter usado como um dos argumentos o que leva o país a ser tão desigual entre as suas regiões. Certamente, saber isso pode nos dar caminhos para pensar em soluções para esse problema. Além de explicar o que é desigualdade econômica, cita como causas: a herança colonial, a desigualdade de gênero, a segregação racial, a localização geográfica e as relações de comércio exterior, e o acesso á educação. Então leia, anote, saber sobre esse assunto sempre pode ajudá-lo em alguma situação da vida mais à frente, não só para a redação (mas também pra ela, por que não?). 4. Ilha das flores (curta-metragem, 1989) Esse curta é quase um clássico brasileiro, do cineasta Jorge Furtado. A obra, realizada há mais de 30 anos, infelizmente, está mais atual do que nunca. Nela, é mostrada, com uma linguagem quase científica, mas sobretudo ácida, como as relações desiguais entre os seres humanos são determinadas pela economia. Assim, um narrador conta o ciclo de vida de um tomate e mostra a diferença entre ele, seres humanos e porcos. Vale muito a pena assistir! https://youtu.be/60zZ5RcugII 5. O Brasil (segundo Milton Santos) – entrevista completa O texto motivador número 4 da proposta de redação do Enem digital trouxe um trecho da entrevista com Milton Santos a respeito de sua obra “O Brasil: Território e Sociedade no Início do Século 21”. Que tal ler essa entrevista completa e aprender um pouco mais com um dos nossos grandes pensadores nacionais? 6. IBGE: Condições de vida, desigualdade e pobreza Outra importante fonte de informações sobre o nosso país é o IBGE. Por meio de suas pesquisas, sempre é possível fundamental muito bem e de forma pertinente muitos temas que falam sobre questões sociais nacionais. Desse modo, procure informar-se sobre os principais levantamentos feitos pelas pesquisas do instituto, que ajudam a entender melhor nossas desigualdades e vulnerabilidades. Aqui você vai encontrar o acesso a essas importantes contribuições do IBGE. 7. Ipea: Desenvolvimento Regional No Brasil Políticas, Estratégias e Perspectivas O Intituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) também é uma importante fonte de informações que, se você ainda não conhece, precisa conhecer. No site do Ipea é possível acessar diversas informações sobre o Brasil e a economia nacional, ou seja, tem muitas referências que podem ser úteis em diversas temáticas de redação e mesmo para outras provas, como geografia e atualidades. Assim, destacamos a obra Desenvolvimento Regional No Brasil Políticas, Estratégias e Perspectivas, disponível on-line no site, para que você se informe mais sobre o tema da redação do Enem digital. Essas são algumas da nossas sugestões, mas queremos saber quais repertórios você usou no seu texto! Escreva nos comentários! Se não fez a prova, pode começar a treinar para o Enem 2021 escrevendo sobre esse assunto, o que acha? Então comece a sua preparação e conte com a gente para ajudá-lo! Conheça nossos planos e venha para o Redação Online!

Veja qual foi o tema da redação do primeiro Enem digital e confira nossa análise sobre ele. Você estava esperando por esse assunto na prova? No último domingo (31 de janeiro), aplicou-se pela primeira vez o Enem digital em alguns municípios brasileiros. Novamente, em função da pandemia e de algumas situações de problemas técnicos em locais de prova, houve um elevado número de abstenção: 68,1%. Assim, o total de participantes foi de pouco menos de 30.000. Certamente havia muita expectativa com relação ao tema de redação. Para a versão digital do Exame, a escolha foi “O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”. Embora seja um assunto que se comente bastante no nosso dia a dia, é provável que a escolha da temática surpreendeu muita gente. Hoje, vamos analisar esse tema, os textos motivadores e o direcionamento dado pela frase temática. Acompanhe a leitura! Relevância e recorte do tema As desigualdades entre as regiões do país não são uma novidade. Historicamente, temos Sul e Sudeste mais valorizados economicamente e socialmente, enquanto Norte e Nordeste recebem, via de regra, menos investimento estatal. A situação atual da pandemia de coronavírus, recentemente, escancarou essas desigualdades. Desse modo, vemos estados como Amazonas e Pará sofrendo com a falta de estrutura na área da saúde para atender a sua população, por exemplo. Assim, era necessário que o participante conhecesse bem os aspectos macrossociais que poderiam fazer parte da sua argumentação. Isso porque o tema em si não determinou que tipo de desigualdade (se em termos educacionais, de infraestrutura, de educação, econômicos etc.), embora os textos motivadores dessem destaque para a pobreza e para a renda. Além disso, diferentemente do tema de redação do Enem impresso, que teve um recorte aberto, no Enem digital temos um direcionamento, sendo a palavra-chave DESAFIO muito importante para interpretar sobre o que o participante precisava escrever. Portanto, a existência dessa palavra na frase-temática define que o texto deveria, necessariamente, versar sobre formas de amenizar essas desigualdades e os entraves para a igualdade. Expôr, portanto, as causas das desigualdades e como solucioná-las. Textos motivadores da proposta de redação do Enem digital A prova do Enem digital apresentou quatro textos motivadores, sendo um deles composto por alguns dados estatísticos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) nacional e sobre o índice de desenvolvimento humano (IDH). Para compreendê-los melhor, é fundamental saber o que é PIB e o que indica o IDH. Veja: o PIB corresponde à soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente no período de um ano. o IDH é a medida usada para saber o grau de desenvolvimento de uma determinada sociedade em termos de educação, saúde e renda. Assim, quanto mais próximo de zero, menor é o indicador para esses quesitos. Uma informação interessante que podemos tirar dos gráficos apresentados é que enquanto houve uma queda no PIB nas regiões Sul e Sudeste, nas demais houve aumento, mesmo que ainda não seja muito significativo. Com relação ao IDH também se percebe que houve uma variação positiva em todas as localidades entre 2000-2010. Assim, isso corrobora algumas informações do primeiro texto, de que houve uma melhoria em anos mais recentes com relação à renda e alguns serviços, como infraestrutura, atendimento médico e escolaridade. No entanto, ainda assim é bastante acentuada a desigualdade entre as regiões brasileiras. O quarto texto motivador traz um trecho de entrevista com Milton Santos, um dos pensadores brasileiros que sugerimos que vocês conhecessem mais, lembram? Quem acatou nossa dica certamente tinha bastante referencial teórico para demonstrar repertório sociocultural produtivo na redação, não é mesmo? Para ele, a globalização acentuou as diferenças sociais e, assim, beneficia apenas pequenos grupos. Porém, ele afirma que é possível haver integração pelo uso das tecnologias. Por fim, o texto III mostra que em 2019 o IBGE ainda identificou as disparidades de renda per capita entre as regiões brasileiras. Assim, vemos a existência de pouco ou demorado avanço em regiões mais periféricas enquanto as mais centrais seguem sendo as mais ricas do país. Em especial, mostra que houve um aprofundamento dessas diferenças na contemporaneidade, em especial no Norte e no Nordeste. Possibilidades de tese e argumentação Embora não seja um tema difícil, ele requer do participante atenção para que não abordasse genericamente o assunto e, além disso, necessitava um olhar voltado aos meios de solucionar esse problema. Alguns dos seguintes argumentos poderiam ser abordados: desinteresse estatal em investir nas regiões desfavorecidas e resolver de modo permanente essas desigualdades; pouca visibilidade dessas regiões nas mídias (basta lembrar o caso do “apagão” recente no Amapá, por exemplo); falta de oportunidades de emprego e renda, com regiões muito dependentes ainda apenas do turismo; descaso com problemas recorrentes, como falta de acessos fáceis a esses locais (relembre a situação de caminhões com oxigênio que atolaram em uma BR que há 30 anos aguarda por melhorias no Norte do país). Na sua argumentação, seria importante citar alguns dados como o do PIB e do IDH, mesmo que contextualizados a partir dos textos motivadores (sem fazer cópia), para sustentar essa desigualdade entre as regiões. Os exemplos recentes, trazidos em especial pela pandemia, como os indicados acima, também poderiam fazer parte da argumentação para mostrar o quanto as regiões Norte e Nordeste ainda são pouco assistidas pelos governos. Finalmente, esse tema propicia elaborar uma boa proposta de intervenção pelo participante, uma vez que ele provavelmente apresentou causas e agora é a vez de propor soluções. De acordo com a abordagem, era a hora de mostrar como resolver ou diminuir essas desigualdades, indicando agentes, ações, modos/meios, efeitos e detalhando algum desses 5 elementos obrigatórios. Por exemplo, propor uma distribuição mais equitativa dos impostos para os locais que mais necessitam. Na nossa próxima postagem traremos alguns repertórios que poderiam constar na redação sobre “O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”. O que você achou desse tema? Responda nos comentários? Até a próxima! 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