180 artigos nesta categoria
O Lucas Felpi tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018 e preparou uma dica incrível: como usar o filme O Ódio Que Você Semeia nas suas redações! Que tal pegar o caderno e anotar tudo? FILME: O ÓDIO QUE VOCÊ SEMEIA 2018 • 2h13min • 14+ Sinopse: Starr Carter é uma adolescente negra de 16 anos que presencia o assassinato de Khalil, seu melhor amigo, por um policial branco, e está disposta a dizer a verdade pela honra de seu amigo, custe o que custar. BRUTALIDADE POLICIAL “O Ódio que Você Semeia” acompanha a adolescente Starr Carter após testemunhar o assassinato de seu amigo negro desarmado, Khalil Harris, por um policial branco. Sem motivo, o guarda para o carro dos dois e, ao ver o garoto alcançando algo, atira e o mata: era uma escova. DISTORÇÃO DE DISCURSO Após o evento, Khalil passa a ser retratado na mídia como traficante de drogas e é enfatizada sua suposta agressividade como justificativa à ação do policial. O pai do oficial vai à televisão para fazer um discurso emocionado sobre o risco de vida a que seu filho estava submetido na hora. IMPUNIDADE E JUSTIÇA Mesmo com o testemunho anônimo de Starr, o policial não é condenado e é dito que agiu em legítima defesa. A injustiça faz com que Starr e integrantes do movimento negro vão às ruas e comecem uma revolta com saques, fogo e gritos. ESTEREÓTIPOS NEGROS O tratamento de policiais e a visão hostil da sociedade frente à população negra revela a perpetuação de estereótipos negros de bandidagem, violência e envolvimento com drogas. Starr estuda em uma escola privilegiada, e esconde suas gírias e modos de falar para não a olharem assim. RACISMO VELADO Amiga de Starr, Hailey representa o racismo enraizado que parece invisível aos olhos de quem o pratica. Com a morte de Khalil, ela quer protestar para perder aula e sente pena do policial pelos ataques a sua pessoa. CASAIS INTER-RACIAIS Starr namora um menino branco de sua escola, Chris. Como um casal inter-racial, os dois sofrem resistência por julgamento de seus amigos e famílias. Starr, por exemplo, esconde seu relacionamento de seu pai por medo do que ele dirá. RECONHECIMENTO DOS PRIVILÉGIOS Chris defende que não vê Starr por sua cor, então ela afirma que não ver sua negritude é não a enxergar. Assim, ele reconhece que o discurso de que todos são iguais é um privilégio daqueles que nunca sofreram em razão de sua cor. O CICLO DA POBREZA RACIAL Maverick, pai de Starr, explica que o racismo nega aos negros os recursos necessários à prosperidade financeira. Sem opção, muitos se rendem ao tráfico e fomenta-se o estereótipo social racista e a violência policial. Assim, cria-se um ciclo vicioso da pobreza segregadora. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “Caminhos para combater o racismo no Brasil” (Enem 2016) No filme de 2018 “O Ódio que Você Semeia”, Starr Carter é uma adolescente negra que presencia o brutal assassinato de seu amigo, Khalil, por um policial branco. O filme se torna mais que nunca importante quando episódios de violência policial direcionada à população negra persistem na realidade brasileira: a morte de João Pedro, de 14 anos, no Rio de Janeiro, foi estopim de motins e protestos em 2020. Logo, fica claro que, para o combate ao racismo no Brasil, são necessários o fim da impunidade aos agressores e a conscientização social pelo respeito igualitário. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi LEIA MAIS: Como usar o filme O POÇO nas redações? Como utilizar o filme PARASITA na redação Como usar o filme CORINGA nas redações? Como usar a série VIS A VIS na redação? Como usar VINGADORES: ULTIMATO em suas redações? Como usar a série ANNE WITH AN E nas redações? Como usar a série GREY’S ANATOMY nas redações?

O tema proposto desta vez pode ter muito a ver com com sua própria experiência pessoal, afinal, se você está aqui estudando redação com a gente, uma das possibilidades é que você tenha um importante vestibular ou concurso pela frente. É claro que estudar nos agrega uma série de coisas muito, muito boas, como conhecimento de mundo, ampliação de horizontes, novas perspectivas, mas saber o que será feito com todo esse estudo também é igualmente importante. E é neste momento que as pesquisas – e a realidade – apontam-nos um problema sério e bastante preocupante: a empregabilidade dos universitários ou recém-formados. Procuramos selecionar para vocês estudos diversos que revelam dois lados: a situação da empregabilidade deste grupo e a percepção dos próprios universitários ou recém-formados a respeito do tema. Esperamos que nossas indicações te ajudem a montar um cenário mental bastante atualizado sobre a questão da empregabilidade dessa parcela da sociedade. Vamos ver o que nos aguarda? Mãos à obra! 1- Texto motivador 1 na sua versão completa. Disponível em: correio braziliense – após sair da faculdade recém-formados enfrentam desemprego Acesso em: 23/07/2020. O primeiro texto motivador da proposta de redação foi editado para que a leitura fosse mais ágil, porém, há muitas outras informações relevantes nas partes que não constam na proposta, por isso, sugerimos a leitura na íntegra. 2- Artigo científico sobre a visão do jovem quanto à transição da vida universitária para o mercado de trabalho. Disponível em: scielo – A transição da universidade ao mercado de trabalho na ótica do jovem Acesso em: 23/07/2020. Conforme dissemos anteriormente, é fundamental compreender como as pessoas envolvidas nesta situação, ou seja, os universitários e recém-formados, enxergam a questão. No artigo selecionado acima, além de contexto histórico, há também uma pesquisa científica que foi realizada com 20 jovens (nove graduandos e onze recém-graduados) para se descobrir como eles enxergam o processo de transição da universidade para o mundo do trabalho. Todas as pesquisas são seguidas de análise de dados e conclusões, o que significa que você conseguirá absorver várias informações relevantes para sua redação. 3- Matéria on-line sobre a dificuldade das mulheres em encontrar emprego após a universidade. Disponível em: bbc – Mulheres são maioria nas universidades brasileiras, mas têm mais dificuldades em encontrar emprego Acesso em: 23/07/2020. Já conseguimos compreender com certa clareza que encontrar um bom emprego na área de formação universitária não é tarefa nada fácil e, de acordo com relatos e pesquisas, as mulheres sofrem mais no processo de procura por um trabalho. A pesquisa contida nesta matéria foi realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico- OCDE, um órgão extremamente respeitado no segmento. 4- Artigo científico sobre alunos concluintes que não pretendem atuar na área de estudo. Disponível em: Portal de Periódicos Científico Acesso em: 23/07/2020. Após todo o sufoco para passar no vestibular, enfrentar os anos de graduação, todas as provas, trabalhos, pesquisas, estágios e sabe-se lá Deus o que mais, há alunos (e não tão poucos assim) que decidem que não querem atuar na área em que estão se formando. Seria essa decisão mais um impedimento no que diz respeito à empregabilidade? Além de revelar todo o percurso pelo qual os alunos consultados passaram, o artigo ainda faz ligações entre a decisão de não seguir na área estudada e o sucesso profissional. 5- Artigo sobre a relação entre nível de estudo e empregabilidade. Disponível em: una – Educação e empregabilidade: entenda a relação entre ambos Acesso em: 23/07/2020. Passamos a vida ouvindo que quem estuda mais tem maiores e melhores oportunidades de emprego, mas será que isso é mesmo verdade? E, sendo, em que pesquisas essa informação está baseada? O artigo, recheado de dados estatísticos excelentes que vão te ajudar na sustentação dos argumentos da redação, busca exatamente essas respostas. 6- Reportagem sobre crise nas faculdades particulares. Disponível em: correiobraziliense – Os reflexos da crise nas faculdades particulares Acesso em: 23/07/2020. Se, como vimos na referência anterior, estudar mais garante, ou ao menos facilita, mais chances de emprego e considerando que grande parte das vagas em cursos superiores estão em universidades particulares, é bastante coerente imaginar que a crise econômica que temos vivido nos últimos anos piora o aspecto da empregabilidade. O jornal Correio Braziliense se propôs a analisar mais a fundo qual é o tamanho do impacto da crise quando falamos de ensino superior e empregabilidade. 7- Reportagem sobre as razões do desemprego na área estudada no nível superior. Disponível em: g1 globo – Diploma inútil? Por que tantos brasileiros não conseguem trabalho em suas áreas Acesso em: 23/07/2020. Realmente, o número de pessoas formadas no ensino superior que não trabalham em sua área de formação é alarmante, mas por que isso está acontecendo? Seria só mesmo a crise ou há outras razões? Sim, há outras razões e o G1 traz para você quais são elas. Claro, sempre com muitas pesquisas e opiniões de especialistas. 8- Reportagem sobre o ponto de vista dos universitários ou recém-formados a respeito de seu preparo para o mercado de trabalho. Disponível em: olivre – Universitários não se sentem prontos para o mercado de trabalho Acesso em: 23/07/2020. Que tal ler a opinião de quem mais importa na situação: os próprios universitários ou recém-formados? Será que eles se sentem preparados a atuar em sua área de formação “apenas” com o que aprenderam na universidade? Nossos cursos universitários realmente preparam o aluno para a realidade do mundo do trabalho? 9- Reportagem em vídeo sobre os motivos para o abandono do curso universitário. Disponível em:youtube – Universitários abandonam curso por indecisão ou dificuldade de fazer estágio Acesso em: 23/07/2020. Partindo do princípio de que os cursos universitários muitas vezes falham em sua missão de preparar o aluno para o mercado de trabalho (não que essa seja a única ou a principal função da universidade), podemos considerar que esse é um fator de abandono do curso. Mas há outros fatores que fazem com que jovens deixem para trás seu curso universitário e a reportagem faz um levantamento breve,

Em 13 de julho de 2020, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), completou 30 anos, sua primeira publicação foi em 1990. Por muitos anos, os conceitos de infância e adolescência não eram definidos. Acreditava-se que a criança era, na verdade, uma espécie de adulto em versão reduzida. Por isso, não se considerava que suas necessidades e formas de desenvolvimento fossem diferentes. Com os estudos da Psicologia e da Sociologia, notou-se que as crianças e os adolescentes tinham características próprias, diferentes daquelas dos adultos. Por isso, criar leis que os protegessem e permitissem seu pleno desenvolvimento tornou-se fundamental. Na verdade, no Brasil, outras leis precederam o Estatuto da Criança e do Adolescente. Uma delas foi o Código de Menores, da década de 70. O Código de Menores foi constituído com a intenção de promover proteção, assistência e vigilância a pessoas até 18 anos, daí o nome “menores”. Porém, o Código de Menores surgiu num contexto de ditadura militar, em que a liberdade era altamente cerceada. Por essa razão, os artigos do Código foram utilizados muito mais no âmbito criminal. No caso de menores infratores, do que no sentido de atender a todas às crianças e aos adolescentes. Em 1988, com a Constituição Cidadã, as leis a respeito das crianças e dos adolescentes foram repensadas e reorganizadas. A fim de realmente assegurar proteção e condições básicas de desenvolvimento a todos. Após revoluções, passeatas e muitas discussões, a lei de número 8.069/90, que conhecemos como Estatuto da Criança e do Adolescente, foi aprovada, com seus 267 artigos, pelo então presidente Fernando Collor. O que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente? De forma resumida, o ECA concentra-se em garantir e proteger os direitos das crianças e dos adolescentes à: A garantia e proteção a esses direitos são deveres do Estado e da sociedade como um todo. É muito importante ressaltar que o ECA “nasceu” após muitas reivindicações de diversos setores sociais. Principalmente voltadas à demanda de proibições do trabalho infantil, que, na década de 90, estava na casa dos milhões. Uma das conquistas do ECA foi a elevação da idade mínima legal para o emprego de 14 para 16 anos e, mesmo assim, com proteção específica até o empregado completar 18 anos. Menores de 16 anos, em conformidade com a lei, só podem exercer atividade trabalhista na condição de aprendizes (e somente a partir de 14 anos). Trabalhos insalubres, perigosos ou no período noturno, de acordo com o ECA, estão liberados apenas a partir dos 18 anos. Sobre a educação, na década de 90, tínhamos 22% da população total do país (cerca de 149 milhões) sofrendo com o analfabetismo. E outros 38% com apenas o atual Ensino Fundamental I (antigamente classificado como 1ª a 4ª série) completo. Isso significa dizer que 58% da população total, ou mais da metade, como preferir, não tinha acesso a nenhum ou pouquíssimo nível de ensino formal. Apesar de existirem outras leis que procuravam garantir o acesso à educação básica (hoje composta pela Educação Infantil e pelos Ensinos Fundamentais) a todos os cidadãos brasileiros em idade escolar ou por meio da Educação de Jovens e Adultos (institucionalizada apenas em 2007), a verdade é que não havia escola para todos e nem recursos suficientes disponibilizados para mantê-los na escola. Outro problema bastante acentuado era a própria condição de vida dos brasileiros, que fazia com que as crianças e os adolescentes deixassem de estudar para trabalhar e ajudar financeiramente em casa. O Estatuto da Criança e do Adolescente hoje São 30 anos de existência, mas, infelizmente, o ECA ainda não é aplicado em sua totalidade e precisa, de acordo com alguns especialistas no segmento, ser rediscutido para que se alinhe às novas condições atuais. As três principais frentes que mais sofrem com o não cumprimento do Estatuto são a educação, a saúde e o trabalho. Na educação, as últimas pesquisas têm revelado que cerca de 11,8% dos jovens entre 15 e 17 anos estão fora das escolas. O oferecimento do Ensino Médio gratuito também é dever do Estado, mas, ao contrário do Ensino Fundamental, que conta com taxa de frequência de 99,3% das crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos, a matrícula não é obrigatória no nosso país, ou seja, a família e o próprio jovem podem escolher se cursarão ou não o Ensino Médio. Com relação ao trabalho, mesmo com todas as medidas protetivas e punitivas, ainda há cerca de 1 milhão de crianças e adolescentes que exercem função trabalhista em formas não autorizadas pela lei. Apesar de ter havido uma queda absolutamente expressiva no que diz respeito aos índices de mão de obra infantil no país, os motivos que levam crianças e adolescentes a trabalhar de maneira informal e ilegal continuam os mesmos: compor a renda familiar. Já na saúde, é até desnecessário apontarmos o quanto nosso sistema é falho e insuficiente para atender à população, independentemente da idade. O ECA e os temas de redação Conforme você pôde perceber, o Estatuto da Criança e do Adolescente, apesar de não ser cumprido na íntegra e carecer de modernizações e adaptações, é um documento fundamental em nossa sociedade e que confere máxima autoridade quando usado enquanto argumento ou exemplificação numa redação. Qualquer tema que envolva proteção à infância, educação, saúde, condições de trabalho, acesso à cultura (como o tema de 2019, por exemplo), letramento da população, violência, marginalidade, dentre muitas outras opções pode conter o ECA enquanto elemento constitutivo. De forma geral, citar leis que amparem seu ponto de vista ou sua argumentação a respeito do assunto é sempre uma ótima ideia, pois as leis são pensadas para que conquistemos um país e uma sociedade “ideais” e todos os esforços sociais devem ser voltados para que cheguemos o mais próximo possível desse modelo “perfeito”. Por isso, sempre que houver a oportunidade de conhecer mais leis do nosso sistema legal, não perca a oportunidade, pois essa é uma escolha que pode fazer toda a diferença no momento da redação. Leia também: Quais são os critérios

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica de repertório sociocultural para vocês: como usar a icônica série de filmes e livros HARRY POTTER na redação! Pegue o seu caderno e anote tudo! HARRY POTTER 2001-2011 • 7 livros • 8 filmes • 10+ Sinopse: “Harry Potter é uma série de sete romances e oito filmes de fantasia. A série narra as aventuras de um jovem chamado Harry James Potter, que descobre aos 11 anos de idade que é um bruxo ao ser convidado para estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.” Adoção Harry Potter é um garoto órfão que vive infeliz junto a seus tios, os Dursley. Em sua nova casa, ele é tratado como desprezível, ínfimo em relação a seu primo e como súdito da casa. As dificuldades da inclusão de Harry se relacionam com a de muitas crianças no processo pós-adoção. Identidades comunitárias No mundo mágico, as escolas de bruxaria possuem casas de estudantes: em Hogwarts, é o caso de Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina. O senso de comunidade criado dentro de cada uma e dentro do mundo bruxo em si refletem a importância de coletivos identitários em uma sociedade. Segurança nas escolas Em Hogwarts, eventos turbulentos colocam os alunos em risco: invasão de dementadores, infiltração de criminosos, violência em torneio escolar, entre outros. O tema torna-se ainda mais relevante quando comparado à atual preocupação de pais quanto à segurança de seus filhos nas escolas, com o índice crescente de tiroteios e violência. Ensino da tolerância Um estudo publicado na Revista de Psicologia Social Aplicada em 2017 concluiu que a leitura de Harry Potter estimula a tolerância. Ao verem a relação do protagonista com trouxas, mestiços e elfos domésticos, grupos estigmatizados no mundo bruxo, crianças desenvolveram maior empatia a grupos marginalizados na vida real, como LGBTs, imigrantes e refugiados. O mito da pureza racial Voldemort e seus seguidores defendem arduamente o conceito de pureza e superioridade bruxa, perseguindo e matando trouxas e os chamados “sangue-ruins”, mestiços bruxos filhos de trouxas. O mesmo argumento fora dito da raça ariana em 1940 para justificar o Holocausto. Liberdade de imprensa Em meio à ascensão de Voldemort, o Ministro da Magia Cornélio Fudge nega a existência de qualquer perigo, por meio do Profeta Diário, para manter seu poder. Com a narrativa oficial manipulada pelo governo, censura-se veículos de comunicação alternativos, como O Pasquim. Esporte como inclusão social Ao ingressar em Hogwarts, Harry faz poucos amigos e é julgado por ser “o menino que sobreviveu”. É quando ele descobre seu talento no quadribol (principal esporte bruxo) que sua popularidade emerge, exemplo do esporte desempenhando um papel fundamental na inclusão social. Tortura institucional Sirius Black, tio de Harry, é condenado pelo assassinato de Tiago e Lily Potter e passa 12 anos na Prisão de Azkaban por um crime que não cometeu. Lá, os prisioneiros são submetidos à guarda dos dementadores, que torturam os prisioneiros sugando suas emoções. Bullying Um dos professores mais conhecidos da série, Severo Snape, é frio e cruel com seus alunos, atormentando e humilhando-os sem motivo. A origem de seu comportamento zombador se dá no próprio bullying que sofria quando criança por Tiago Potter e Sirius Black, formando um ciclo. Falsidade ideológica Outro conhecido professor é Gilderoy Lockhart, docente de Defesa Contra as Artes das Trevas em Hogwarts, com diversos títulos e livros renomados. É descoberto, porém, que era uma fraude: ele empregava feitiços de memória naqueles que haviam realizado os feitos ditos serem dele. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi LEIA MAIS: Como usar a série DARK em suas redações Como usar a série GAME OF THRONES em suas redações Como usar o filme CORINGA nas redações? Como usar a série LA CASA DE PAPEL nas redações? Como utilizar o filme PARASITA na redação Como usar o filme O POÇO nas redações? Como usar a série VIS A VIS na redação?
O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica de repertório sociocultural para vocês: como usar a série The Handmaid’s Tale na redação! Bora conferir? SÉRIE: THE HANDMAID´S TALE (O CONTO DE AIA) 2017- • 3 temporadas • 60min • 18+ Sinopse: “Gilead tem um regime que trata mulheres como propriedade. Offred é uma das poucas mulheres férteis e serva do Comandante, buscando sobreviver e encontrar a filha que foi tirada dela.” 1ª TEMPORADA (SEM SPOILERS) DESASTRES AMBIENTAIS No futuro distópico de The Handmaid’s Tale, a poluição do ar causada pelos humanos levou à infertilidade de grande parte da população. Com chance de 1 em 4 de ter um filho saudável, fundamentalistas recorrem a um golpe político nos Estados Unidos para isolar as mulheres férteis restantes em uma casta reprodutiva: as Aias. O mais assustador é que há estudos que realmente comprovam o efeito da poluição na taxa de fertilidade (Fonte: “Exposição a partículas finas ambientais e qualidade do sêmen no Taiwan”, 2017). DIREITOS DAS MULHERES No novo regime, chamado de Gilead, as mulheres servem papéis sociais divididas em castas: Esposas, Marthas, Aias, ou Não Mulheres. Todas as mulheres são submissas aos seus maridos, Comandantes e ao Estado e privadas de ler, escrever, ou ter acesso a qualquer produto cultural. ESTUPRO E ESCRAVIDÃO SEXUAL As Aias são as únicas mulheres férteis na sociedade gileadiana, vistas como objetos reprodutivos que assistem Esposas e seus maridos a terem filhos. Nas chamadas Cerimônias, ocorridas mensalmente em seus períodos férteis, as Aias são estupradas por seus Comandantes enquanto deitadas nas pernadas da Esposa. Depois da gravidez, elas devem entregar o bebê ao casal e dirigir-se à próxima casa. RELIGIÃO E TEOCRACIA Gilead é uma teocracia, um regime no qual Estado e Igreja são fundidos. A Cerimônia, por exemplo, é baseada na interpretação distorcida da passagem bíblica de Lia e Raquel, pela qual servos férteis podem cometer adultério para dar filhos a casais inférteis, mas ignora princípios-base do livro sagrado. Além disso, vê-se a intolerância religiosa em vigor, quando judeus são levados ao Muro e enforcados por sua fé. MANIPULAÇÃO DA HISTÓRIA Uma casta menor de mulheres, as Tias, são as responsáveis pela educação e controle das Aias, sendo o símbolo de manipulação de Gilead. As Tias reproduzem vídeos do passado com teor violento e assustam as Aias a fim de convencê-las de que aquilo é uma benção. Uma delas, Tia Lydia, conta como antes os homens violentavam as mulheres na rua e hoje elas não precisam mais ter medo. Afinal, o estupro foi institucionalizado. A IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM A linguagem do universo de The Handmaid’s Tale tem papel essencial: Gilead cria um vocabulário oficial que serve à elite patriarcal. Ela priva as mulheres de seus nomes pessoais: Offred, por exemplo, que é “Of” + “Fred” = “de Fred”, nome de seu Comandante. Há cumprimentos oficiais, como “Abençoado seja o fruto”, e nomes de eventos, como a “Cerimônia” e os “Salvamentos”, que facilitam a manipulação, assim como a Nova Língua em “1984” de George Orwell. 2ª TEMPORADA (COM SPOILERS) HOMOFOBIA Além de crença em outras religiões, Gilead condena a homossexualidade sob pena de enforcamento dos chamados “Traidores de Gênero”. Vemos o passado de Emily, uma das atuais Aias, que, antes do golpe, vê seu colega de trabalho gay sendo assassinado e depois é proibida de viajar com sua esposa por seu casamento não ser mais reconhecido. CASAMENTO INFANTIL Na 2ª temporada, o motorista dos Waterford, Nick, é concebido uma Esposa, mas se surpreende que esta seja uma garota de 15 anos, Eden. A jovem prometida ao homem de 30 anos é completamente mergulhada nos valores do regime e sonha mais do que tudo em servir seu marido e concebê-lo filhos. A normalização do casamento infantil em diversas culturas é pauta de direitos das crianças. RELAÇÃO MÃE-FILHO Durante toda a série e livro, a protagonista June vive em busca de sua filha, tirada de sua guarda ao tornar-se uma Aia. Agora novamente grávida para seu Comandante, ela não quer entregar seu bebê e faz de tudo para tirá-lo do país. Vemos a força da maternidade e do laço mãe-filho, pelo qual ela arrisca sua vida em diversos momentos em um regime totalitário. TORTURA E MUTILAÇÃO Após episódios de rebelião das mulheres, oficiais torturam as mesmas com castigos desumanos. Em caso de leitura ou escrita por mulheres, a pena é a perda de um dedo (o que ocorre com Serena). Em casos mais graves, como o de Emily, a pena pode chegar a ser a mutilação genital feminina, violência ainda cometida hoje em alguns países. 3ª TEMPORADA (COM SPOILERS) DOENÇAS MENTAIS E SUICÍDIO Eleanor, a esposa do novo Comandante de June, sofre de distúrbios mentais principalmente pela culpa que carrega de seu marido ser um dos criadores de Gilead. Um dos maiores problemas vistos é a falta de medicamentos para auxilia-lá e a negligência à saúde mental da população, chegando a levar Eleanor ao suicídio. Em outro episódio, June é forçada a passar meses na mesma posição em um quarto de hospital, levando-a à loucura. REBELIÃO Um dos maiores ensinamentos que The Handmaid’s Tale traz é o da importância da unIão contra regimes opressores. Ao longo das 3 temporadas, todos os grupos de mulheres (Aias, Marthas e Esposas) têm momentos de desobediência coletiva, o que gradualmente enfraquece Gilead. O engajamento social das mulheres é a força transformadora dessa realidade. Como diz June: “Eles não deveriam ter nos dado uniformes, se não queriam que nos tornássemos um exército.” EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira” (Enem 2015) Na distopia canadense “O Conto da Aia”, as mulheres férteis restantes no mundo são estupradas por Comandantes para cumprir a função reprodutiva das Aias. Embora muitos homens também tenham se tornado infertéis pelo processo da poluição atmosférica, a solução patriarcalista foi um sistema em que as mulheres são submissas e violentadas. Afinal, o universo criado por Margaret Atwood não difere muito da realidade brasileira: a persistência da violência contra

Privilégio, um substantivo bastante comum, apesar de abstrato e é justamente o fato de privilégio ser substantivo abstrato que nos chama a atenção. O que é privilégio? Quem ou o que define um privilégio? Os privilégios são variáveis? E dependeriam de quê? O que seria consciência de privilégios? Pois é, você já deve ter percebido que um tema como a conscientização de privilégios dá, como dizem ou diziam nossas avós, “pano para manga”, para não dizer para a peça inteira. Socialmente, existem sim parâmetros e critérios para que se defina o que é ou não um privilégio, mas, ao abordar um tema assim, tão complexo, tenha em mente que essa definição também passa por um contexto pessoal e, por isso, individual. Por se tratar de um treino para uma redação de grande porte na sociedade, como a redação do ENEM e dos vestibulares, adotaremos nas sugestões abaixo os princípios sociais do que é considerado privilégio. É importantíssimo ainda que você se lembre de que acesso à educação, moradia, lazer, saúde, cultura e segurança não são privilégios, mas sim direitos a todo cidadão brasileiro, independentemente de seu contexto, mesmo que esses direitos não sejam respeitados na grande parte das vezes, infelizmente. CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! 1- Artigo on-line sobre os conceitos de privilégio. Disponível em: sandra caselato – afinal o que é privilégio Acesso em: 16/07/2020. Já que começamos este roteiro falando um pouco sobre o conceito variável do termo “privilégio”, nada mais justo do que indicarmos primeiramente esta leitura. Neste artigo, a psicóloga Sandra Caselato faz um levantamento do uso do substantivo privilégio em segmentos diversos e traz várias sugestões de contextualização a respeito do assunto. Se você tem dúvidas sobre o que é ou deixa de ser um privilégio social, não deixe esta sugestão passar em branco e corra para fazer a leitura. Com certeza, você sairá dela muito mais esclarecido (a). 2- Artigo on-line sobre privilégio vinculado à questão racial. Disponível em: revista trip – stephanie ribeiro sobre ser uma negra com privilégios Acesso em: 16/07/2020. O artigo é de 2017, mas continua nos fazendo refletir sobre privilégios (que, pensando mais a fundo, são mais direitos do que privilégios) que nos são tão naturais que acabamos nem mesmo os considerando enquanto privilégios. O artigo traz um pouco da visão pessoal de Stephanie Ribeiro, uma jovem que soube analisar a situação de maneira positivamente crítica e que enriquece nossa forma de olhar para o assunto. 3- Artigo de jornal sobre consciência de privilégios vinculada à classe e raça. Disponível em: folha uol – combate a racismo exige reconhecimento de privilégios da branquitude Acesso em: 16/07/2020. Ainda na linha das discussões sobre privilégios ligados à questão racial, o artigo da Folha traz uma nova vertente: a análise dos privilégios à luz das classes sociais. Se você leu as referências até aqui, certamente deve ter notado que a consciência de privilégio anda de mãos dadas com a consciência das diferenças sociais existentes entre raças e classes. É impossível considerar-se privilegiado sem reconhecer que há outros grupos que não têm acesso às mesmas coisas que eu e que isso acontece muito por conta da cor de sua pele ou de sua condição socioeconômica. 4- Matéria de página on-line sobre a definição de consciência de classe. Disponível em: café com sociologia – consciência de classe Acesso em: 16/07/2020. Quando falamos de consciência de classe, na verdade estamos tratando de um termo especialmente complexo e que pertence aos ramos da Sociologia (principalmente), da Filosofia e da Psicologia. Nesta matéria, o autor Cristiano das Neves Bodart apresenta o conceito de consciência de classe à luz de Karl Marx, além de completar o texto com outras referências de leitura para quem quiser saber mais. As teorias de Karl Marx são extremamente relevantes e podem te auxiliar a construir redações sobre muitos temas, por isso, saber um pouco mais sobre ele é uma boa ideia. 5- Artigo on-line sobre o privilégio em tempos de pandemia. Disponível em: brasil elpais – jovens tem choque de consciência sobre privilégios e injustiças Acesso em: 16/07/2020. É assustador pensar, mas toda a situação imposta por conta da pandemia causada pela Covid-19 trouxe ainda mais à tona as desigualdades e discrepâncias que existem em nosso país. E se as dissonâncias foram ressaltadas, os privilégios de um grupo em detrimento de outros também. No artigo de El País, quatro jovens contam como tem sido suas experiências durante o período de isolamento social e quarentena estabelecidos no Brasil e como as situações vividas têm as ajudado a entender quanta injustiça e privilégio há em terras brasileiras. 6- Levantamento on-line sobre homicídios no país. Disponível em: ponte org – brasil mata cada vez mais negros mulheres e lgbts Acesso em: 16/07/2020. Sabemos que vocês precisam de dados para sustentar as argumentações das redações e por isso selecionamos este levantamento. Nele, temos em números aquilo que todo mundo já sabe: negros, mulheres e pessoas que pertencem ao grupo LGBTQIA+ sofrem muito mais violência e são mortas com mais frequência, mesmo nos dias atuais. 7- Indicações de documentários sobre privilégios. Disponível em: revista trip – 16 documentários para entender seus privilégios Acesso em: 16/07/2020. Documentários são outra forma incrível de adquirir conhecimento sobre os mais variados assuntos e a revista Trip selecionou “só” 16 documentários que tratam da temática dos privilégios em diversos contextos. 8- Série Cara Gente Branca. Disponível até a terceira temporada na Netflix. Ano da primeira temporada: 2017. Se você nunca ouviu falar desta série, está na hora de ficar por dentro de sua temática. Resumidamente, alunos negros de uma universidade norte-americana bastante tradicional passam por diversas situações delicadas por apenas um motivo: serem negros. Além disso, a série estampa os privilégios reservados à comunidade branca da universidade, que, mesmo sendo fictícia, assemelha-se, e muito, à realidade. 9- Série Elite Disponível até a terceira temporada na Netflix. Ano da primeira temporada: 2018. Ao contrário da série indicada acima, Elite é mais centrada na oposição entre classes sociais e religiões, que constitui todo

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica muito legal para vocês: como usar a série CONTROL Z nas suas redações! Já pegue o caderno para anotar os temas que estão presentes na série! SÉRIE: CONTROL Z 2020- • 1 temporada • 40min • 18+ Sinopse: “Depois que um hacker vaza segredos de estudantes para toda a escola, Sofia decide descobrir a identidade do hacker misterioso antes que mais segredos sejam revelados.” PROTEÇÃO DE DADOS “Control Z” gira em torno de uma escola em que a rede Wi-Fi não é devidamente segura e permite a um hacker acessar os dados privados de estudantes e posteriormente vazá-los, causando desconforto. BULLYING Luis, um menino tímido e artístico, é mais uma vítima da cultura do bullying nas escolas, rotineiramente agredido e zombado por Gerry e seus amigos. TRANSFOBIA A primeira vítima do hacker é Isabela, uma aluna transsexual que muda de cidade para recomeçar, mas agora vê seu passado de volta à tona e, com ele, o preconceito. HOMOFOBIA No caso de Gerry, é revelado que seu histórico de pesquisas incluía vídeos íntimos homossexuais, e vê-se a homofobia tanto em sua refutação quanto na humilhação por seus amigos. CORRUPÇÃO/VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Raúl vê o escândalo político de corrupção de seu pai, ex-governador, sendo exposto pelo hacker. Quando chega em casa, seu pai está furioso e abusa da força física contra o filho. AUTOMUTILAÇÃO A protagonista, Sofia, sofre de traumas com a morte de seu pai e antissociabilidade, desenvolvendo um comportamento grave: a frequente automutilação, tanto em casa quanto na própria escola. CUIDADO! SPOILERS DA 1ª TEMPORADA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA Após um caso com Pablo, Maria descobre que está grávida e entra em pânico. Ao contar para o amante, ele vira às costas e diz que o problema é dela, não dele. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “A questão da privacidade dos cidadãos na internet” Na série mexicana “Control Z”, um hacker consegue acessar os celulares dos alunos do Colégio Nacional e inicia uma série de vazamentos constrangedores. Para tanto, a falta de segurança na rede sem fio da instituição é apontada como uma das maiores causas. Fora da ficção, é clara a necessidade de maior proteção dos dados pessoais tanto pelos provedores quanto pelos usuários. Afinal, certas coisas não podem ser desfeitas pelo comando “control-Z”. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi LEIA MAIS: Como usar a série DARK em suas redações Como usar a série The Society em suas redações Como usar a série GAME OF THRONES em suas redações Como usar a série VIS A VIS na redação? Como usar a série COISA MAIS LINDA nas redações Como usar a série PRETTY LITTLE LIARS em suas redações

O tema desta semana tem uma carga emocional muito grande, afinal, quando falamos de famílias e suas relações, o famoso abandono paterno no Brasil, isso sempre nos causa um sentimento empático, mesmo que não tenhamos vivido a situação em questão. Pode ser que você nunca tenha pensado no abandono paterno enquanto um problema social em nosso país, principalmente se você não viveu ou não conheceu alguém que passou por isso, mas os altos índices (e cada vez mais crescentes) têm feito com que o tema se torne um assunto relevante a ser discutido. Tenha em mente que a proposta desta redação é abordar a temática num âmbito social, por isso, experiências pessoais ou de pessoas próximas devem ser analisadas com bastante critério para que você possa decidir se, de fato, elas devem ou não compor seu texto. Por ser um tema recorrente, antigo, mas sobre a qual temos ouvido falar pouco nos meios midiáticos, selecionamos para você várias referências com índices e pesquisas quantitativas sobre o assunto. Esperamos que as indicações te ajudem a construir um excelente texto. CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! 1- Matéria on-line sobre projeto social de procura aos pais. Disponível em: uol – vivemos uma epidemia social de abandono paterno, diz promotor Acesso em 08/07/2020. Como os índices de abandono paterno são frequentes e cada vez mais altos, o Poupatempo de Itaquera-SP criou um projeto em que as pessoas podem procurar por seus pais gratuitamente. O objetivo central do projeto é tentar diminuir os números alarmantes de filhos que não conhecem seus pais. 2- Matéria on-line sobre paternidade responsável. Disponível em: ibdfam – Paternidade responsável Acesso em 08/07/2020. Nesta matéria, o advogado Rodrigo da Cunha Pereira discute o conceito da paternidade responsável e quais são os impactos na sociedade diante do abandono paternal. Seria o exercício da paternidade lei em nosso país? Uma pessoa pode ser incriminada por abandonar seu filho? Todas essas respostas estão no texto indicado. 3- Resumo sobre documentário a respeito do abandono paterno. Disponível em: hypeness – todos nos 5 milhões documentário pretende abordar o abandono paterno no brasil Acesso em 08/07/2020. Como dissemos anteriormente, ainda que o abandono paterno seja um problema expressivo em nosso país, pouco se fala sobre ele na grande mídia. Tentando remediar esse problema e trazer luz à questão, um documentário foi planejado. No link acima, você poderá ter acesso a mais dados e índices sobre o tema e conhecer a respeito do projeto do documentário. 4- Documentário Todos Nós 5 Milhões. Disponível em: Youtube – Tudo nós 5 milhões Acesso em 08/07/2020. O link disponibilizado te levará para o documentário a que fizemos referência na indicação anterior. O vídeo está completo, com boa qualidade, em português e com legendas disponíveis. Se este é um tema que te desperta interesse, reserve 1h27min para acompanhar o documentário na íntegra. Com certeza, as informações vão te enriquecer. 5- Documentário Eu te esperei. Disponível em: Youtube – eu te esperei Acesso em 08/07/2020. Este pequeno documentário tem apenas 26 minutos, mas é absolutamente tocante, pois nele você tem o relato de filhos que foram abandonados por seus pais. É uma nova forma mais intimista de olhar um assunto que estamos tratando enquanto problema social, mas que pode ser fonte de tristeza para muita gente. 6- Artigo on-line sobre as causas do abandono paterno. Disponível em: a verdade – cultura abandono paterno Acesso em 08/07/2020. Analisando friamente a situação e sem deixar o emocional interferir, o que faria um pai abandonar seu filho? É a busca por essa resposta que motiva o artigo indicado. Além do levantamento, inclusive histórico, sobre as principais razões para o abandono paterno, você também poderá conhecer outros projetos e iniciativas que estão acontecendo em nosso país a fim de minimizar a situação. 7- Artigo acadêmico acerca das consequências causadas pelo abandono paterno. Disponível em: uniesp edu – 20180301124653 Acesso em 08/07/2020. Já era de se imaginar que o abandono paterno tem consequências para a sociedade como um todo, mas muito mais para o filho que é abandonado e são essas consequências que o artigo aborda. Se você é daqueles que adora colocar especialistas no assunto em sua redação, esta é a referência perfeita, pois o trabalho está recheado delas. 8- Links de causas judiciais a respeito de abandono paterno. Disponível em: jus brasil – abandono paterno Acesso em 08/07/2020. Legalmente, o que tem acontecido em nosso país a respeito do abandono paterno? Como tem sido o entendimento dessa situação perante as leis? Separamos para você este levantamento do site Jus Brasil que contém o resumo de muitas causas judiciais relacionadas à temática e também discussões de especialistas na área do Direito. 9- Matéria on-line sobre ação legal para retirada de sobrenome do pai. Disponível em: migalhas – filho conquista direito de retirar sobrenome paterno após abandono afetivo Acesso em 08/07/2020. A matéria aqui indicada é de 29 de abril deste ano, ou seja, com referências super atualizadas para você aproveitar em sua redação. O assunto central do texto é a conquista legal de um jovem (sem nome identificado) para a retirada do sobrenome do pai devido à situação de abandono paterno. 10- Matéria on-line com relatos de filhos que sofreram abandono paterno. Disponível em: emtempo – no am vítimas falam sobre as consequências do abandono paterno Acesso em 08/07/2020. Mais uma matéria do mês de abril deste ano repleta de relatos de pessoas abandonadas por seus pais quando crianças e que hoje, adultas, ainda sofrem emocional e psicologicamente com a situação. Não à toa, a matéria as coloca na situação de vítimas. 11- Poema sobre abandono paterno. Disponível em: geledes – stephanie ribeiro em poema colunista relembra o abandono do pai Acesso em 08/07/2020. Quando o sentimento é imenso e as palavras em sua ordem natural não expressam sua grandeza, o sentir vira poesia. E é isso que aconteceu no texto indicado. Stephanie Ribeiro escreveu um poema dolorido sobre o sofrimento advindo por conta do abandono de seu pai, e mais: o principal motivo da
CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! O tema desta semana com certeza te traz uma série de exemplos à mente, isso porque, nos últimos anos, as redes sociais, em especial o Facebook, o Twitter e o Instagram, têm se mostrado potentes enquanto mobilizadoras de movimentos na sociedade. Não é raro vermos situações sociais que, com o apoio das redes de relacionamento, ganham tanta relevância que acabam se tornando movimentos propriamente ditos, muitos deles com consequências, positivas ou não. Também é extremamente importante refletir, além da questão da potência das redes e das consequências dos movimentos, sobre o preparo social que os usuários têm enquanto pessoas ativas no mundo on-line. Será que todos e todas sabem se posicionar adequadamente diante de situações polêmicas nas redes? Centramos nosso roteiro de estudos nessas três frentes, mas lembre-se de que o assunto desta semana é muito rico e te permite um grande leque de opções de desenvolvimento da redação. 1- Artigo sobre o conceito de ciberativismo no Brasil. Disponível em: each usp jornal 1906 Acesso em: 23/06/2020 A ação de se criar movimentos sociais a partir de redes de relacionamento on-line tem um nome: ciberativismo. Neste artigo, você poderá saber um pouco mais sobre esse conceito e suas formas de funcionamento. Não se esqueça de que, para que sua redação tenha pleno desenvolvimento, apoderar-se dos conceitos que envolvem o tema é uma atitude essencial. 2- Trabalho acadêmico sobre as redes sociais enquanto espaço de articulação. Disponível em: egov ufsc – importância das redes sociais nos protestos urbanos Acesso em: 23/06/2020 É inegável que nos últimos anos as redes sociais ganharam mais uma função: a de espaço de articulação para diversos movimentos, inclusive os sociais. Neste trabalho acadêmico, publicado de forma resumida no link que disponibilizamos, mas com referências, para quem quiser saber mais, há um apanhado bastante bom sobre a relação entre as redes e os protestos urbanos. 3- Artigo de jornal sobre a relação entre a política e as redes sociais. Disponível em: opinião estadão – notas e informações a política e as redes sociais Acesso em: 23/06/2020 Temos visto que muitos movimentos sociais surgem ou se organizam a partir de diferenças e semelhanças de viés político e as redes sociais têm servido como ferramenta para unir ou opor os cidadãos. O Estadão faz, neste artigo, justamente essa articulação entre os temas e ainda analisa como as redes sociais podem ser benéficas para aproximar as pessoas daqueles que exercem cargos políticos. 4- Artigo on-line sobre a potencialidade das redes sociais no setor político. Disponível em: canal tech-redes sociais se tornaram o 5o poder da política no brasil diz pesquisador Acesso em: 23/06/2020 Se você tem dúvidas sobre a potencialidade das redes sociais no setor político do nosso país, este artigo vem para te esclarecer de uma vez por todas. Quem faz a análise apresentada no texto indicado é Marco Aurélio Ruediger, diretor de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ou seja, uma ótima referência para você incluir em sua redação. 5- Artigo on-line sobre a influência das redes sociais nas eleições. Disponível em: olhar digital – redes sociais impactam resultado de eleições e política Acesso em: 23/06/2020. Já sabemos que as redes sociais se constituíram num excelente espaço de criação e organização de movimentos sociais, bem como servem para aproximar os cidadãos de pessoas que exercem funções políticas. Mas não é só isso. Os movimentos sociais on-line têm ganhado tanto espaço que são capazes até de influenciar os resultados de eleições e é sobre essa temática que o material indicado se propõe tratar. 6- Artigo acadêmico com exemplos de movimentos sociais mobilizados nas redes. Disponível em: scielo – movimentos sociais nas redes Acesso em: 23/06/2020 Esta indicação é para aqueles que amam incluir dados e termos mais técnicos na redação, pois o artigo está recheado deles. A produção, além de discutir sobre esta nova formação social, também traz vários exemplos de movimentos que se originaram ou se organizaram inicialmente de forma on-line. E, claro, por se tratar de um artigo acadêmico, há muitas referências bibliográficas para você consultar e realmente se apoderar do assunto. 7- Artigo analítico sobre a política na era das redes sociais. Disponível em: ufrj – para onde-vai-politica-na-era-das-redes-sociais Acesso em: 23/06/2020 A cada ano, as redes sociais ganham mais e mais relevância quando tratamos de política e influência da população como um todo. Nesta indicação, há uma análise, mais uma projeção do futuro, a respeito de quais serão as tendências do segmento. Como o artigo está publicado numa página acadêmica, é possível utilizá-lo enquanto citação em sua redação, se assim você desejar. 8- Artigo acadêmico sobre os pontos positivos do uso das redes sociais na sociedade. Disponível em: ccsa ufpb – contribuição das redes sociais na disseminação da informação Acesso em: 23/06/2020 Vamos relembrar ou ampliar nosso repertório a respeito dos benefícios das redes sociais na comunicação e convivência em sociedade? Maria Inês Santos do Nascimento, a autora do artigo, faz um brilhante levantamento de diversas redes sociais e suas utilizações em diferentes áreas de nossa vida. 9- Análise sobre os pontos negativos das redes sociais na sociedade. Disponível em: jus – discurso de ódio nas redes sociais Acesso em: 23/06/2020 Se as mobilizações on-line e o uso das redes sociais têm pontos positivos, não podemos nos esquecer de que há malefícios também, dentre eles, o abuso da liberdade que o mundo virtual nos fornece. Nesta referência, também há muitas indicações de autores do segmento, além da contextualização do tema com as leis brasileiras, já que o texto está hospedado numa página que trata de assuntos de direito e justiça. 10- Notícia de jornal sobre a morte de uma mulher por conta de fake news. Disponível em: folha uol – veja o passo a passo da notícia falsa que acabou em tragédia em guarujá Acesso em: 23/06/2020 Para exemplificar o tópico de que tratamos acima, selecionamos esta triste notícia. Em maio de 2014, Fabiane Maria de Jesus, foi espancada (o que gerou, posteriormente, sua morte) por vários
O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica maravilhosa para vocês: como usar a série THE POLITICIAN nas suas redações! Bora pegar o caderno e anotar tudo? SÉRIE: THE POLITICIAN 2019- • 2 temporadas • 45min • 16+ Sinopse: “Payton não tem dúvidas de que chegará à presidência dos EUA. Para isso, ele precisa passar pelo cenário mais traiçoeiro de todos: a politicagem da escola.” 1ª TEMPORADA (SEM SPOILERS) JOVENS NA POLÍTICA “The Politician” traz uma versão adolescente de um tema visto como adulto: a política. Protagonizada por Payton Hobart, um jovem ambicioso aspirante à Casa Branca, a série destaca a complexidade de personagens adolescentes e a importância de sua participação no debate político. AMBIÇÃO VERSUS ÉTICA Desde os 7 anos, Payton almeja ser presidente dos Estados Unidos. Dono de uma ambição irrefreável, ele fará de tudo para conseguir o que deseja. Sua ganância e narcisismo ultrapassam os limites da ética. “Quero fazer o bem às pessoas. Mas não que eu seja uma boa pessoa”, ele diz. 1ª TEMPORADA (COM SPOILERS) SUICÍDIO ADOLESCENTE Em meio às eleições para Grêmio Estudantil, o opositor de Payton, River Barkley, revela em público uma tentativa passada de suicídio e seu quadro de depressão. Em uma discussão acalorada com Payton, ele tira a própria vida. River se sentia sozinho, deprimido, e sem esperança. USO OPORTUNISTA DE MINORIAS Astrid Sloan toma a campanha de oposição e traz em sua chapa uma aluna negra e lésbica, a fim de ganhar mais votos. Payton, então, chama uma garota com câncer, Infinity, para ser sua vice, usando da imagem de minorias para autopromoção (assim como fazem tantas empresas). INDÚSTRIA DA MISÉRIA É descoberto que Infinity não tem câncer e, em verdade, foi intoxicada propositalmente por sua avó para ganhar dinheiro de caridade pela comoção pública. O fato reforça o conceito de indústria da miséria, em que vigaristas usam do discurso de solidariedade para lucrar em cima de tragédias. POLIAMOR Tanto em sua 1ª quanto em sua 2ª temporada, a série apresenta exemplos de configurações poliamorosas entre os personagens: Payton, Astrid, River; Dede, Marcus, William; e outros, enfatizando a representatividade e a inclusão da diversidade típicas de seriados de Ryan Murphy. 2ª TEMPORADA (COM SPOILERS) APROPRIAÇÃO CULTURAL Na corrida eleitoral ao Senado, a veterana Dede Standish descobre fotos de Payton fantasiado de um líder indígena norte-americano, fato malvisto socialmente como apropriação cultural. O debate é atual e se aplica também, por exemplo, às discussões sobre o uso de tranças e turbantes. O PROBLEMA DO LIXO Após ganhar independência da avó exploradora, Infinity escreve um livro e vira celebridade. Com seu poder de influência, ela promove o estilo de vida “lixo zero”, que consiste em minimizar ao máximo os resíduos descartáveis utilizados no dia a dia, e exige que Payton faça o mesmo. GRAVIDEZ/ABORTO Em um novo trisal, Payton engravida simultaneamente Alice e Astrid, causando uma disputa de prioridades e Astrid se vê abandonada, optando pelo caminho do aborto clínico. A jovem não se via pronta para educar um filho e, mais, sozinha. POLARIDADE POLÍTICA A 2ª temporada discute um tema bastante atual no Brasil: a polaridade política geracional. Conflitos de valores entre gerações geram debates políticos dentro da esfera familiar e causam atrito. O apelo de Payton ao ativismo jovem contra o status quo é a maior vantagem para sua eleição. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “Juventude e participação política em questão no mundo contemporâneo” No seriado de 2019 “The Politician”, Payton Hobart é um adolescente que sonha em ser presidente dos Estados Unidos. Determinado, ele se envolve em debates escolares, eleições de Grêmio Estudantil, e inspira outros ao seu redor. Para além das telas, a ampliação da participação juvenil na política encontra desafios em dois planos: se por um lado são necessárias alterações nas instituições para ouvir os jovens, por outro é fundamental despertar o interesse do tema nos mesmos. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi LEIA MAIS: Como usar a série DARK em suas redações Como usar a série The Society em suas redações Como usar a série GAME OF THRONES em suas redações Como usar a série VIS A VIS na redação? Como usar a série COISA MAIS LINDA nas redações Como usar a série PRETTY LITTLE LIARS em suas redações

Como usar o Meu pé de Laranja Lima nas redações? Escrito por José Mauro de Vasconcelos e lançado em 1968, O Meu Pé de Laranja Lima não é qualquer livro, já que ele é uma das obras brasileiras mais vendidas, editadas e traduzidas de nossa literatura. São mais de dois milhões de exemplares vendidos desde seu ano de lançamento, mais de 150 edições somente no Brasil. Só isso já seria suficiente para você perceber o quanto o livro é importante, mas temos outros números para te contar. Não bastasse o sucesso de vendas e edições no Brasil, a obra foi traduzida em 15 idiomas e publicado em 23 países, dentre eles Alemanha, Argentina, Estados Unidos, Holanda, Inglaterra, Itália e muitos outros. E a gente já sabe que livro que vende bem vira o quê? Filme, né, minha gente. Não é à toa que O Meu Pé de Laranja Lima foi adaptado para o cinema não uma, mas duas vezes: a primeira em 1970 e a segunda em 2012. Além disso, o enredo também foi adaptado para telenovelas três vezes, em 1970 (pela extinta Rede Tupi), 1980 e 1988 (pela Rede Bandeirantes). Já no teatro, o tão famoso Laranja Lima apareceu em 1986. E para fechar esse sucesso estrondoso, o enredo criado por José Mauro de Vasconcelos virou história em quadrinhos na Coreia do Sul, em 2003. Falando em enredo, vem com a gente conhecer um pouco mais sobre a história deste sucesso nacional. O enredo O protagonista da história é Zezé, um garotinho de seis anos que vive com sua família (pai, mãe e cinco irmãos) em um bairro extremamente modesto na zona norte do Rio de Janeiro. Você já deve ter notado que o nome do autor é José e o do protagonista é Zezé. Sim, estamos falando de uma autobiografia de José Mauro Vasconcelos, que resolveu registrar as memórias de sua infância em palavras. Muito bem, mas o que pode haver de tão interessante na vida de um garotinho de seis anos que justifique tamanho sucesso da obra? Vamos te explicar. Poucos autores foram tão fenomenais no equilíbrio entre a alegria e a tristeza, elementos que fazem parte da vida de todos nós, em maior ou menor proporção, do que José Mauro de Vasconcelos. A história está ambientada entre os anos 1928 e 1929, tempo esse em que a noção de infância praticamente não existia no Brasil e a criança era vista apenas como um adulto em formação. Para que esse adulto alcançasse a plenitude moral, todo tipo de correção era aceitável, inclusive surras violentas e são essas surras que marcam de forma intensa a vida de Zezé. Não são poucas as passagens em que Zezé leva surras homéricas de seu pai e de sua irmã mais velha. O próprio protagonista diz que merece apanhar porque “tem o diabo no corpo”, já que ele é uma criança bastante travessa e vive se metendo em confusões. Mas nem só de tristeza é feita a vida de Zezé. Em meio às grandes dificuldades que a família vive por conta do desemprego do pai e da ausência da mãe durante a maior parte do dia devido a seu emprego, o menino encontra num pé de laranja lima um amigo. O pé de laranja lima, batizado por Zezé de Xururuca e Minguinho, torna-se o grande amigo de Zezé durante boa parte da obra. É para ele que o menino conta sobre suas tristezas, sonhos e planos para o futuro. Também é com a árvore que Zezé se imagina vivendo as aventuras dos filmes de faroeste, tão comuns na época. Entretanto, Zezé também poderá experimentar como é ter um amigo de verdade, de carne e osso, e é aí que o Portuga entra em cena. É com ele que Zezé aprenderá o valor da amizade, do carinho e do respeito. Este não é um livro que fala de uma infância feliz, do tipo “comercial de margarina”. Muito pelo contrário, Zezé e sua família são sofredores, a violência contra a criança prepondera, mas o menino, mesmo diante do cenário mais adverso possível, continua sonhando e brincando, tal como qualquer menino de sua idade. Um pouquinho de contexto histórico e literário Entender o contexto histórico desta obra é essencial para entendê-la melhor. Muito do que o livro traz enquanto retrato social pode ilustrar sua redação. O Brasil vivia ainda os reflexos do pós-guerra (Primeira Guerra Mundial- 1914 a 1918). O colapso econômico gerado não só pela guerra, mas também pela Crise de 29, em Nova York, provoca desemprego, fechamento de estabelecimentos e empobrecimento da população em geral. É por conta dessa situação que o pai de Zezé está desempregado. O desemprego faz com que a família passe por privações e desestabiliza o pai mentalmente, que desconta em Zezé, o filho mais levado, todas as suas frustrações. O retrato dos maus-tratos infantil é quase algo vivo ao longo do enredo. Zezé apanha e apanha muito, por qualquer motivo e em qualquer momento, sem nem ao menos entender por que está sendo agredido. Essa transparência ao se tratar da violência de modo extremamente realista é um recurso que o próprio período literário vigente entre 1928 e 1929 – o Modernismo – permite. Outro traço tipicamente modernista na obra é a brasilidade, já que o enredo é recheado de símbolos e práticas brasileiras. Como usar o livro na redação? Por ser uma obra de grande sucesso nacional, utilizar O Meu Pé de Laranja Lima como parte de sua redação é uma aposta certeira. O livro se relaciona diretamente com assuntos como violência, trabalho infantil e concepção de infância, mas há muitas outras possibilidades. A desordem mental do pai de Zezé é responsável por desencadear a série de surras que o menino leva, por isso, a obra pode ser usada para se discutir a respeito da importância da saúde mental, tema muito cotado para as redações de grande porte de 2020. Conforme te contamos anteriormente, a mãe de Zezé deixa sua família grande parte do dia para trabalhar,

CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI! Estereótipos na mídia e na literatura Você já pensou com um pouco mais de atenção por que grande parte das vilãs de novela tem cabelos escuros ou por que personagens da terceira idade sempre aparentam fragilidade? Muitas vezes, achamos que aquilo que vemos e lemos nos influencia somente com relação aos padrões de beleza, mas não é bem assim. Na verdade, não é nada assim. Os padrões que vemos representados repetidamente nas diferentes formas de mídias, os famosos estereótipos, moldam nosso modo de ver e interpretar as pessoas, ou seja, reproduzimos um modelo de um contexto irreal no nosso contexto real. Mas qual é o problema disso? O problema está quando o estereótipo se torna uma maneira de preconceito ou de perpetuar formas diversas de racismo e xenofobia, fortalecendo a cultura da divisão entre as pessoas por conta de suas diferenças. E o que acontece quando a divisão entre as pessoas é incentivada? Você já deve estar cansado (a) de saber: intolerância, a mesma intolerância que inicia guerras e separa famílias. As indicações abaixo serão bastante úteis para que você aprofunde seus conhecimentos a respeito do tema da semana, mas também é bastante interessante que você comece a analisar filmes, séries, propagandas e personagens de livros com um olhar um pouco mais atento no que diz respeito à construção dos estereótipos. 1-Matéria on-line sobre o estigma com relação à terceira idade. Disponível em: portal do envelhecimento Acesso em: 20/05/2020. De forma curta e objetiva, mas muito rica, os autores da matéria, Rodrigo Saraiva de Souza e Ruth Gelehrter da Costa Lopes, conseguem, com base na teoria de Freud, demonstrar o quanto a mídia colabora para a formação do pensamento de que todo idoso é chato e reclamão. Para fundamentar seu argumento, os autores utilizam o exemplo de uma propaganda que foi repetidamente veiculada no Brasil e da qual você certamente se lembrará. 2- Artigo científico sobre os estereótipos nos Jogos Paraolímpicos. Disponível em: congressos cbce Acesso em: 20/05/2020. Há algumas semanas, nosso tema para a proposta de redação foi justamente a condição dos atletas paraolímpicos no Brasil, por isso, achamos interessante que vocês tenham acesso a este texto. O artigo, que contou com pesquisa quantitativa e qualitativa para sua fundamentação, trata do quanto a mídia molda a visão dos telespectadores com relação aos atletas que participaram dos Jogos Paraolímpicos. Além disso, ainda há gráficos que demonstram a reação dos telespectadores diante de alguns vídeos e quais sentimentos foram despertados após o momento de visualização. 3- Matéria de revista universitária sobre o poder das piadas no reforço dos estereótipos. Disponível em: unicamp Acesso em: 20/05/2020. Alguém conta aquela típica piada envolvendo um português ou uma mulher loira. Todos riem, afinal, esse é o objetivo das piadas, não é mesmo? Entretanto, o estereótipo de certas pessoas criado pelas piadas é uma forma de gerar ou fortalecer a discriminação, e o pior: de forma velada, pois, por se tratar de algo que tem por objetivo principal alcançar o humor, as pessoas acabam considerando como “uma brincadeira”. A matéria, postada em uma das revistas universitárias mais respeitadas do país, a da Unicamp, resume parte da pesquisa dissertativa de Alan Lobo de Souza, com orientação de ninguém menos do que Sírio Possenti, uma das maiores autoridades do campo da Linguística atualmente. 4- Vídeo do YouTube sobre modelos e cores de vestimentas femininas e masculinas. Disponível em: Moda infantil: rosa e azul? Acesso em: 20/05/2020. Meninos usam calça, meninas usam saia. Meninos usam azul, meninas usam rosa. Mas será que sempre foi assim? E de onde surgiram esses conceitos? A historiadora Eneida Queiroz explica de forma brilhante a evolução histórica nas formas de se vestir de meninos e meninas e a origem do rosa para meninas e azul para meninos. Aliás, o canal da historiadora é muito útil para todos que têm interesse ou precisam saber mais sobre a área. Com poucos minutos, ela te enriquece com bastante cultura. 5- Clipe Superwoman, de Alicia Keys. Disponível em: Superwoman Acesso em: 20/05/2020. Quando falamos em “Mulher Maravilha” ou “Supermulher”, em que ou quem você pensa? Provavelmente, naquela mulher de corpo perfeito, usando roupas vermelhas e azuis, ou até mesmo na atriz Gal Gadot, a última intérprete da personagem Mulher Maravilha no cinema. No clipe selecionado, Alicia Keys descontrói a visão da Superwoman, mostrando quem são as mulheres maravilha ou as supermulheres da vida real. 6- Desenhos animados da Disney (Coleção “Princesas”). Disponível por locação no YouTube. Gostaríamos que você olhasse com um pouco mais de atenção as princesas mais antigas da Disney: Cinderella e Branca de Neve. Já notou que todas elas são belíssimas e estão insatisfeitas com alguma situação em sua vida? Essa insatisfação, inclusive, é o que dá o tom dos contos de fadas, fazendo com que as belas princesas passem por uma série de percalços, até serem salvas por um maravilhoso e valente príncipe. Mas por que essas princesas não poderiam se proteger ou se salvar sozinhas? Por que há a necessidade do corajoso príncipe no conto? E, principalmente, o quanto isso ajuda na desvalorização da mulher e na exaltação do homem como salvador? Os desenhos da Disney, inspirados nos clássicos contos de fadas (mas adaptados ao público infantil, claro), trazem outro ponto que podemos salientar: as vilãs. Como elas são? Quais são as características semelhantes entre elas? Como a imagem das vilãs contribui com a ideia de que mulheres de cabelos escuros, curtos e com sobrancelhas arqueadas têm “cara de má”? 7- Filme Legalmente Loira (de 2001). Disponível por locação no YouTube. Em Legalmente Loira, Elle Woods, formada em Moda, de família rica, presidente de uma irmandade e, claro, loira, decide estudar Direito (os motivos você descobrirá no próprio filme). A produção cinematográfica tem um tom leve, com cenas bastante engraçadas, mas que revelam quanta discriminação e julgamento há numa situação como essa e como tal situação ainda ocorre, mesmo hoje. Seja bem sincero (a): qual imagem mental você tem de uma mulher que decide fazer
180 artigos encontrados
Envie suas redações e receba correção profissional em até 24h com feedback detalhado de especialistas aprovados nas melhores universidades
Ver Planos de Correção