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Como usar o Meu pé de Laranja Lima nas redações? Escrito por José Mauro de Vasconcelos e lançado em 1968, O Meu Pé de Laranja Lima não é qualquer livro, já que ele é uma das obras brasileiras mais vendidas, editadas e traduzidas de nossa literatura. São mais de dois milhões de exemplares vendidos desde seu ano de lançamento, mais de 150 edições somente no Brasil. Só isso já seria suficiente para você perceber o quanto o livro é importante, mas temos outros números para te contar. Não bastasse o sucesso de vendas e edições no Brasil, a obra foi traduzida em 15 idiomas e publicado em 23 países, dentre eles Alemanha, Argentina, Estados Unidos, Holanda, Inglaterra, Itália e muitos outros. E a gente já sabe que livro que vende bem vira o quê? Filme, né, minha gente. Não é à toa que O Meu Pé de Laranja Lima foi adaptado para o cinema não uma, mas duas vezes: a primeira em 1970 e a segunda em 2012. Além disso, o enredo também foi adaptado para telenovelas três vezes, em 1970 (pela extinta Rede Tupi), 1980 e 1988 (pela Rede Bandeirantes). Já no teatro, o tão famoso Laranja Lima apareceu em 1986. E para fechar esse sucesso estrondoso, o enredo criado por José Mauro de Vasconcelos virou história em quadrinhos na Coreia do Sul, em 2003. Falando em enredo, vem com a gente conhecer um pouco mais sobre a história deste sucesso nacional. O enredo O protagonista da história é Zezé, um garotinho de seis anos que vive com sua família (pai, mãe e cinco irmãos) em um bairro extremamente modesto na zona norte do Rio de Janeiro. Você já deve ter notado que o nome do autor é José e o do protagonista é Zezé. Sim, estamos falando de uma autobiografia de José Mauro Vasconcelos, que resolveu registrar as memórias de sua infância em palavras. Muito bem, mas o que pode haver de tão interessante na vida de um garotinho de seis anos que justifique tamanho sucesso da obra? Vamos te explicar. Poucos autores foram tão fenomenais no equilíbrio entre a alegria e a tristeza, elementos que fazem parte da vida de todos nós, em maior ou menor proporção, do que José Mauro de Vasconcelos. A história está ambientada entre os anos 1928 e 1929, tempo esse em que a noção de infância praticamente não existia no Brasil e a criança era vista apenas como um adulto em formação. Para que esse adulto alcançasse a plenitude moral, todo tipo de correção era aceitável, inclusive surras violentas e são essas surras que marcam de forma intensa a vida de Zezé. Não são poucas as passagens em que Zezé leva surras homéricas de seu pai e de sua irmã mais velha. O próprio protagonista diz que merece apanhar porque “tem o diabo no corpo”, já que ele é uma criança bastante travessa e vive se metendo em confusões. Mas nem só de tristeza é feita a vida de Zezé. Em meio às grandes dificuldades que a família vive por conta do desemprego do pai e da ausência da mãe durante a maior parte do dia devido a seu emprego, o menino encontra num pé de laranja lima um amigo. O pé de laranja lima, batizado por Zezé de Xururuca e Minguinho, torna-se o grande amigo de Zezé durante boa parte da obra. É para ele que o menino conta sobre suas tristezas, sonhos e planos para o futuro. Também é com a árvore que Zezé se imagina vivendo as aventuras dos filmes de faroeste, tão comuns na época. Entretanto, Zezé também poderá experimentar como é ter um amigo de verdade, de carne e osso, e é aí que o Portuga entra em cena. É com ele que Zezé aprenderá o valor da amizade, do carinho e do respeito. Este não é um livro que fala de uma infância feliz, do tipo “comercial de margarina”. Muito pelo contrário, Zezé e sua família são sofredores, a violência contra a criança prepondera, mas o menino, mesmo diante do cenário mais adverso possível, continua sonhando e brincando, tal como qualquer menino de sua idade. Um pouquinho de contexto histórico e literário Entender o contexto histórico desta obra é essencial para entendê-la melhor. Muito do que o livro traz enquanto retrato social pode ilustrar sua redação. O Brasil vivia ainda os reflexos do pós-guerra (Primeira Guerra Mundial- 1914 a 1918). O colapso econômico gerado não só pela guerra, mas também pela Crise de 29, em Nova York, provoca desemprego, fechamento de estabelecimentos e empobrecimento da população em geral. É por conta dessa situação que o pai de Zezé está desempregado. O desemprego faz com que a família passe por privações e desestabiliza o pai mentalmente, que desconta em Zezé, o filho mais levado, todas as suas frustrações. O retrato dos maus-tratos infantil é quase algo vivo ao longo do enredo. Zezé apanha e apanha muito, por qualquer motivo e em qualquer momento, sem nem ao menos entender por que está sendo agredido. Essa transparência ao se tratar da violência de modo extremamente realista é um recurso que o próprio período literário vigente entre 1928 e 1929 – o Modernismo – permite. Outro traço tipicamente modernista na obra é a brasilidade, já que o enredo é recheado de símbolos e práticas brasileiras. Como usar o livro na redação? Por ser uma obra de grande sucesso nacional, utilizar O Meu Pé de Laranja Lima como parte de sua redação é uma aposta certeira. O livro se relaciona diretamente com assuntos como violência, trabalho infantil e concepção de infância, mas há muitas outras possibilidades. A desordem mental do pai de Zezé é responsável por desencadear a série de surras que o menino leva, por isso, a obra pode ser usada para se discutir a respeito da importância da saúde mental, tema muito cotado para as redações de grande porte de 2020. Conforme te contamos anteriormente, a mãe de Zezé deixa sua família grande parte do dia para trabalhar,

CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI! Estereótipos na mídia e na literatura Você já pensou com um pouco mais de atenção por que grande parte das vilãs de novela tem cabelos escuros ou por que personagens da terceira idade sempre aparentam fragilidade? Muitas vezes, achamos que aquilo que vemos e lemos nos influencia somente com relação aos padrões de beleza, mas não é bem assim. Na verdade, não é nada assim. Os padrões que vemos representados repetidamente nas diferentes formas de mídias, os famosos estereótipos, moldam nosso modo de ver e interpretar as pessoas, ou seja, reproduzimos um modelo de um contexto irreal no nosso contexto real. Mas qual é o problema disso? O problema está quando o estereótipo se torna uma maneira de preconceito ou de perpetuar formas diversas de racismo e xenofobia, fortalecendo a cultura da divisão entre as pessoas por conta de suas diferenças. E o que acontece quando a divisão entre as pessoas é incentivada? Você já deve estar cansado (a) de saber: intolerância, a mesma intolerância que inicia guerras e separa famílias. As indicações abaixo serão bastante úteis para que você aprofunde seus conhecimentos a respeito do tema da semana, mas também é bastante interessante que você comece a analisar filmes, séries, propagandas e personagens de livros com um olhar um pouco mais atento no que diz respeito à construção dos estereótipos. 1-Matéria on-line sobre o estigma com relação à terceira idade. Disponível em: portal do envelhecimento Acesso em: 20/05/2020. De forma curta e objetiva, mas muito rica, os autores da matéria, Rodrigo Saraiva de Souza e Ruth Gelehrter da Costa Lopes, conseguem, com base na teoria de Freud, demonstrar o quanto a mídia colabora para a formação do pensamento de que todo idoso é chato e reclamão. Para fundamentar seu argumento, os autores utilizam o exemplo de uma propaganda que foi repetidamente veiculada no Brasil e da qual você certamente se lembrará. 2- Artigo científico sobre os estereótipos nos Jogos Paraolímpicos. Disponível em: congressos cbce Acesso em: 20/05/2020. Há algumas semanas, nosso tema para a proposta de redação foi justamente a condição dos atletas paraolímpicos no Brasil, por isso, achamos interessante que vocês tenham acesso a este texto. O artigo, que contou com pesquisa quantitativa e qualitativa para sua fundamentação, trata do quanto a mídia molda a visão dos telespectadores com relação aos atletas que participaram dos Jogos Paraolímpicos. Além disso, ainda há gráficos que demonstram a reação dos telespectadores diante de alguns vídeos e quais sentimentos foram despertados após o momento de visualização. 3- Matéria de revista universitária sobre o poder das piadas no reforço dos estereótipos. Disponível em: unicamp Acesso em: 20/05/2020. Alguém conta aquela típica piada envolvendo um português ou uma mulher loira. Todos riem, afinal, esse é o objetivo das piadas, não é mesmo? Entretanto, o estereótipo de certas pessoas criado pelas piadas é uma forma de gerar ou fortalecer a discriminação, e o pior: de forma velada, pois, por se tratar de algo que tem por objetivo principal alcançar o humor, as pessoas acabam considerando como “uma brincadeira”. A matéria, postada em uma das revistas universitárias mais respeitadas do país, a da Unicamp, resume parte da pesquisa dissertativa de Alan Lobo de Souza, com orientação de ninguém menos do que Sírio Possenti, uma das maiores autoridades do campo da Linguística atualmente. 4- Vídeo do YouTube sobre modelos e cores de vestimentas femininas e masculinas. Disponível em: Moda infantil: rosa e azul? Acesso em: 20/05/2020. Meninos usam calça, meninas usam saia. Meninos usam azul, meninas usam rosa. Mas será que sempre foi assim? E de onde surgiram esses conceitos? A historiadora Eneida Queiroz explica de forma brilhante a evolução histórica nas formas de se vestir de meninos e meninas e a origem do rosa para meninas e azul para meninos. Aliás, o canal da historiadora é muito útil para todos que têm interesse ou precisam saber mais sobre a área. Com poucos minutos, ela te enriquece com bastante cultura. 5- Clipe Superwoman, de Alicia Keys. Disponível em: Superwoman Acesso em: 20/05/2020. Quando falamos em “Mulher Maravilha” ou “Supermulher”, em que ou quem você pensa? Provavelmente, naquela mulher de corpo perfeito, usando roupas vermelhas e azuis, ou até mesmo na atriz Gal Gadot, a última intérprete da personagem Mulher Maravilha no cinema. No clipe selecionado, Alicia Keys descontrói a visão da Superwoman, mostrando quem são as mulheres maravilha ou as supermulheres da vida real. 6- Desenhos animados da Disney (Coleção “Princesas”). Disponível por locação no YouTube. Gostaríamos que você olhasse com um pouco mais de atenção as princesas mais antigas da Disney: Cinderella e Branca de Neve. Já notou que todas elas são belíssimas e estão insatisfeitas com alguma situação em sua vida? Essa insatisfação, inclusive, é o que dá o tom dos contos de fadas, fazendo com que as belas princesas passem por uma série de percalços, até serem salvas por um maravilhoso e valente príncipe. Mas por que essas princesas não poderiam se proteger ou se salvar sozinhas? Por que há a necessidade do corajoso príncipe no conto? E, principalmente, o quanto isso ajuda na desvalorização da mulher e na exaltação do homem como salvador? Os desenhos da Disney, inspirados nos clássicos contos de fadas (mas adaptados ao público infantil, claro), trazem outro ponto que podemos salientar: as vilãs. Como elas são? Quais são as características semelhantes entre elas? Como a imagem das vilãs contribui com a ideia de que mulheres de cabelos escuros, curtos e com sobrancelhas arqueadas têm “cara de má”? 7- Filme Legalmente Loira (de 2001). Disponível por locação no YouTube. Em Legalmente Loira, Elle Woods, formada em Moda, de família rica, presidente de uma irmandade e, claro, loira, decide estudar Direito (os motivos você descobrirá no próprio filme). A produção cinematográfica tem um tom leve, com cenas bastante engraçadas, mas que revelam quanta discriminação e julgamento há numa situação como essa e como tal situação ainda ocorre, mesmo hoje. Seja bem sincero (a): qual imagem mental você tem de uma mulher que decide fazer

Leia e interprete os textos motivadores que se seguem para desenvolver a proposta de redação desta semana com estereótipos na mídia e na literatura – tema. Texto 1 Preconceito: pesquisa comprova que a mídia reforça estereótipos de gênero para crianças Sim, os papéis dos personagens na TV, no cinema e na televisão ensinam o que a cultura espera do seu filho de acordo com o gênero. NAÍMA SALEH 14 JUL 2017 – 11H19 Existe um movimento grande no sentido de libertar as crianças dos estereótipos de gênero. Ficou fora de moda achar que rosa é para menina e azul para menino. Famílias têm se esforçado para desconstruir a ideia de que eles não podem brincar de boneca, enquanto elas não podem preferir carrinhos. Uma porção de livros infantis que tratam do assunto foram lançados recentemente e muitas escolas têm trabalhado com carinho essa questão. Mas será que todas essas iniciativas bastam, uma vez que filmes, programas de TV e até desenhos animados continuam reforçando os estereótipos de gênero? Parece que não. A pesquisa Watching Gender: How Stereotypes in Movies and on TV Impact Kids’ Development analisou 150 artigos, entrevistas, livros e outras pesquisas científico-sociais e concluiu que os estereótipos de gêneros estão mais persistentes nos programas de TV e filmes, a mídia é capaz de ensinar as crianças culturalmente o que se espera dos meninos e das meninas. De acordo com a psicóloga e psicopedagoga educacional Marisa Irene Siqueira Castanho, conselheira da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), o modelo de família e de gênero que conhecemos teve origem no século 19, quando a sociedade passou a dar valor à criança e à sua educação associada a uma nova ordem social com a família nuclear, instituída pelo casamento e com papéis masculinos e femininos determinados. “O modelo heterossexual assumido nessa nova ordem social levou ao desenvolvimento de relações sociais dicotômicas que associam ao homem papeis masculinos de força, atividade, agressividade, trabalho, controle de emoções, e ao papel feminino, fragilidade, docilidade, passividade, aceitação.”, explica. Ou seja: o gênero é uma construção social, algo que pode variar de acordo com a cultura. “Os procedimentos dessa pesquisa, se replicados no Brasil, trariam resultados semelhantes e provavelmente inesperados, uma vez que pela mídia não estamos sujeitos apenas a propagandas de roupas e brinquedos infantis, mas a programas que incitam violência e sexo explícito”, explica Marisa. E o problema é que as crianças entram em contato com essas ideias muito cedo, em um período em que estão construindo suas referências, solidificando paradigmas. Mais tarde, fica muito difícil de desconstruir esses padrões. Infelizmente, não há como blindar as crianças dessas influências. Mas é possível, sim, oferecer, em casa outras possibilidades, que fogem dos modelos reproduzidos por personagens na ficção. “A escolha da brincadeira e dos brinquedos pelas crianças funciona como uma espécie de tubo de ensaio daquilo que os homens e mulheres fazem no mundo adulto do trabalho e que pode ser experimentado por elas, ampliando suas experiências e vivências, treinando suas competências, apontando caminhos e escolhas”, explica a psicopedagoga. Deixe que seu filho experimente, explore, brinque e questione. E aproveite as oportunidades em que seu filho tiver contato com algum tipo de mídia – seja um filme, um desenho ou até uma propaganda – para ensiná-lo a questionar as informações que ele recebe. Comente as atitudes dos personagens, os enredos, estimule-o a pensar e a refletir. No mundo em que vivemos, o encontro com o outro, com o diferente, é inevitável. Inclusive com as ideias que são opostas aos nossos ideais. A grande questão é: como ensinaremos nossos filhos a lideram com elas? “As diferenças existem e não são elas o problema. O problema se instala quando, frente às diferenças, as relações de identidade ordenam-se em torno de oposições binárias: masculino/feminino, branco/negro, heterossexual/homossexual, usando-se um dos pares para identificar o que é normal e esperado, em detrimento do outro que é discriminado e tratado com preconceito”, completa Marisa. Tenha isso em mente e o coração aberto para que seu filho aprenda a aceitar o diferente e tenha confiança de ser ele mesmo, independente do que se espera dele por seu gênero. Fonte: www.revistacrescer.com.br Acesso em 20/05/2020. Texto 2 Nos últimos anos, Hollywood foi alvo de críticas por racismo e sexismo. Ambos são profundamente enraizados e podem ser percebidos nos atores diante das câmeras, nas pessoas que comandam o setor e também na representação de grupos sociais em filmes. Para mostrar como os estereótipos evoluíram em Hollywood, a DW examinou clichês recorrentes em mais de 6 mil filmes que concorreram ao Oscar desde 1928. Há muitos exemplos de caricaturas racistas ao longo da história de Hollywood. Negros e asiáticos são os alvos mais comuns. Um exemplo é Breakfast at Tiffany’s, com Audrey Hepburn, no qual o vizinho Mr. Yunioshi, com seus dentes tortos e sotaque típico, parodia um japonês. “Racismo, na forma de exclusão do mercado de trabalho e de papéis estereotipados, marca a indústria cinematográfica de Hollywood já desde os seus primórdios, no início dos anos 1900”, escreve a socióloga Nancy Wang Yuen no livro Reel Inequality: Hollywood Actors and Racism. De fato, nos primeiros anos, personagens asiáticos, quando existiam, apareciam sempre como clichês ofensivos: ou eram vilões misteriosos e ameaçadores ou caricaturas, como Mr. Yunioshi. Para completar, Mr. Yunioshi ainda é interpretado pelo americano Mickey Rooney, ou seja, é um exemplo de yellowface, um não asiático que é maquiado de forma caricata para se parecer com um asiático. Essa prática era comum em Hollywood. Produtores relutavam em contratar atores de minorias. Em vez disso, eles colocavam brancos para interpretarem os papéis. O processo acabou se retroalimentando: preconceitos perdem força à medida em que pessoas de diferentes grupos étnicos passam a ter mais contato entre si. “Só que os asiáticos eram historicamente segregados nos Estados Unidos. Ainda hoje, a maioria dos papéis de asiáticos e americanos de origem asiática não é interpretada por eles mesmo, mas por pessoas que não sabem muito sobre eles”, comenta o pesquisador Kent Ono, da Universidade de Utah e que estuda a representação de etnias na mídia. “Entre as pessoas que não conhecem

Quem disse que dá pra usar só séries, filmes e livros como repertórios socioculturais nas redações? Na-na-ni-na-não! Os reality shows também podem ser repertórios riquíssimos se usados nos temas certos, afinal são, na maioria das vezes, experimentos sociais! Sendo assim, preparamos uma super dica com o reality do momento: como usar THE CIRCLE nas redações! Ele já foi gravado em alguns países, inclusive no Brasil, e pode ser assistido na Netflix! REALITY: THE CIRCLE 2018 – 2020 • Reino Unido (2 temporadas), Estados Unidos (1 temporada), França (1 temporada), Brasil (1 temporada) Os participantes, que não se conhecem, ficam confinados em apartamentos separados e só podem se comunicar via chat. Eles precisam usar as melhores táticas e criar laços para se tornarem populares no jogo. Tudo isso para ganhar o prêmio final em dinheiro. Perfis fakes e os perigos do mundo digital Os participantes devem entrar no chat criando um perfil. Contudo, eles podem mudar algumas informações sobre suas próprias vidas ou até criar um perfil fake para se passar por outra pessoa. No reality não há perigos além da perda do prêmio final, mas na vida real os fakes podem ser criados com más intenções, principalmente quando se envolvem com crianças e adolescentes, que são enganados pela apresentação de um perfil e de um discurso que, na verdade, não existem. Confinamento e a falta de encontro físico entre pessoas Este é um tema que temos vivido durante a pandemia do COVID-19 e que pode ser cobrado em alguma prova. Os participantes de The Circle ficam confinados, assim como em diversos realities, mas em The Circle o confinamento é individual. Isso torna os jogadores muito mais sensíveis, já que não podem ver ninguém pessoalmente durante o jogo. Só há uma possibilidade disso acontecer: quando algum eliminado decide visitar outro jogador. Redes sociais e as novas possibilidades de comunicação O reality mostra uma grande possibilidade que surgiu com as redes sociais: conhecer pessoas digitalmente. No jogo, os participantes estão no mesmo prédio, mas na vida real podemos nos conectar com pessoas que vivem a milhares de quilômetros da gente, de lugares de todo o mundo. Com a apresentação de cada jogador em seus perfis, outros participantes que se identificam podem começar a conversar e até criar vínculos emocionais. Assistentes virtuais e seus impactos na rotina Os assistentes virtuais são softwares criados para ajudarem as pessoas a realizarem determinadas tarefas. No jogo, o Circle é o assistente que atende aos comandos de voz dos participantes na hora de utilizarem o chat. Ele é apenas visual, ou seja, não responde por voz como alguns assistentes muito conhecidos, como a Siri (Apple), Alexa (Amazon), Cortana (Microsoft) e Google Assistente (Google). Alguns destes assistentes têm mudado a rotina de muita gente, sendo mais um exemplo de que a tecnologia pode trazer impactos às nossas vidas. O desejo de se tornar popular nas mídias sociais O objetivo dos jogadores em The Circle é buscar popularidade e aliados que o tornem um influenciador, para que ele possa eliminar oponentes. Com as redes sociais, é possível notarmos que esta busca pela popularidade é ativa. Muitas pessoas vêem estes espaços sociais digitais como uma forma de obterem reconhecimento e até se tornarem famosas. Diante desta busca, surgiu a profissão de Influenciador Digital, que tem dado voz a pessoas antes desconhecidas e que, inclusive, alterou a lógica do marketing e da publicidade. Preconceitos nas redes sociais A primeira informação que os jogadores recebem de seus oponentes são seus perfis com foto, nome, idade e uma breve descrição de sua vida e de seus gostos. Alguns participantes já desgostam de outros assim que analisam seus perfis. Isso mostra que o “julgamento pela capa” nas redes sociais, por exemplo, acontece com muita frequência, às vezes sem percebermos. A busca por aprovação através dos likes Após as eliminações, os participantes que restam no reality devem atualizar seus status com o que estão sentindo. Este status é lido pelos oponentes e pode ou não ser curtido por eles. Por meio destes likes os jogadores medem o quanto são aprovados e queridos pelos outros participantes. É notável a frustração dos jogadores quando não recebem muitos corações e alguns até acreditam estarem fazendo algo errado por não receberem. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir a gente no Instagram: @redacaonline Leia também: Como usar a série VIS A VIS na redação? Como usar a série LA CASA DE PAPEL nas redações? Como usar a série ELITE em suas redações? Como usar a série YOU em suas redações? Como usar a série DARK em suas redações? Como usar a série THE SOCIETY em suas redações?

Citando a série Vis a Vis na redação Olá, leitor(a)! Tudo bem com você? Vocês sabem que a gente ama filmes e séries, né? Por isso, trouxemos uma dica de como usar a série VIS A VIS (disponível na NETFLIX) em suas redações, relacionando-a a temas sociais super relevantes! Bora conferir e ir Citando a série Vis a Vis na redação? SÉRIE: VIS A VIS 2015-2019 • 4 temporadas • 18+ • drama • Espanha Macarena Ferreiro se apaixona pelo chefe e acaba sendo acusada de quatro crimes fiscais por culpa dele. Assim que é presa, Maca precisa enfrentar o choque emocional que é estar em uma cadeia feminina, enquanto sua família procura um jeito de pagar a fiança e libertá-la. ATENÇÃO: CUIDADO COM OS SPOILERS! Tráfico de drogas na prisão Durante toda a série o tráfico de drogas e toda a hierarquização decorrente dele ficam escancarados para os espectadores. A personagem Anabel é a chefe do tráfico no início da série, mas tudo muda quando algumas detentas são transferidas para outra prisão, onde já existem outras chefes. Vício em drogas O outro lado da moeda também fica visível durante todas as temporadas. O tráfico existe porque há presas consumindo as drogas. É o caso de Tere, uma detenta que foi encarcerada justamente por causa das drogas. Teresa tenta lutar contra o vício e tem vários momentos de recaída. Infecções sexualmente transmissíveis Na primeira temporada, Macarena conhece Cachinhos e as duas começam a se relacionar emocional e sexualmente. Macarena descobre posteriormente que contraiu da companheira HPV e tricomoníase. Reinserção de ex-presidiários na sociedade Um tema muito importante abordado em alguns momentos é a reintergração das presas na sociedade após conseguirem a liberdade. A dificuldade em conseguir um trabalho digno sem sofrer preconceitos é discutida. A personagem Cachinhos, por exemplo, precisa garantir um emprego para conseguir o semiaberto, mas nada encontra. Doação de órgãos A detenta Soledad, muito querida pelas colegas, precisa aguardar a doação de um coração para poder ser transplantada. Uma questão interessante abordada na série é que Sole reflete sobre ser ou não merecedora do órgão, afinal é uma detenta que cometeu um crime grave. No fim da 1ª temporada Sole consegue um novo coração. Homossexualidade Na 1ª temporada Macarena se apaixona pela colega Cachinhos. Ela tenta fugir do relacionamento, por se considerar heterossexual. Mas acaba se rendendo a esta relação e assume, mais tarde, o namoro para a família. Gravidez dentro da prisão Logo na 1ª temporada Macarena descobre estar grávida de seu chefe. A personagem fica muito indecisa sobre abortar ou não, mas decide manter o bebê e cuidar de sua gravidez ao máximo. Em um momento, ela expõe à diretora da prisão sua vontade de ir para a ala de mães, para que possa ficar mais segura e confortável. No entanto, Maca perde o bebê após ser sequestrada por Zulema e forçada a tomar uma pílula abortiva. Abuso de poder Em diversos momentos alguns funcionários da prisão feminina se aproveitam da posição em que se encontram e são abusivos com as detentas, destratando-as e cortando seus direitos. O policial Valbuena, por exemplo, torna-se chefe de segurança da prisão Cruz Del Sur na 2ª temporada e faz com que a vida das detentas se torne ainda mais hostil. Adoção Na 2ª temporada a detenta Saray descobre estar grávida de seu marido, com quem se casou graças a um casamento arranjado por seus pais. Tudo o que a família mais queria era que ela engravidasse, e o conseguiu. Contudo, ela descobre que seu marido éestéril e percebe que a filha é, na verdade, fruto do abuso sexual cometido por Sandoval. Após ser rejeitada pela família, Saray decide doar sua filha para um casal, para que ela possa ter uma vida justa longe da prisão. Abuso sexual e estupro O personagem Sandoval, médico das detentas e membro do conselho da prisão, aproveita-se de sua condição para chantagear as detentas e abusar sexualmente delas. Um dos momentos mais angustiantes da série, na 2ª temporada, é a cena em que ele estupra a detenta Saray, que está sedada na solitária. Valbuena, na mesma temporada, também abusa sexualmente da personagem Cachinhos. Desaparecimento de pessoas Na 2ª temporada o desaparecimento de Amaia, uma adolescente, faz agitar a prisão Cruz del Sur. A suspeita pelo sequestro da menina vai presa e acaba contando para Zulema, sua colega de cela, onde a garota está e após isso comete suicídio. Zulema usa a informação para negociar sua liberdade com o inspetor Castillo, mas Macarena descobre e revela para a polícia onde a desaparecida se encontra. Gordofobia e culto ao corpo padrão Na 3ª temporada surge na história a personagem Goya, que em uma das reuniões de terapia desabafa com as colegas sobre os preconceitos sofridos durante a infância por causa de seu corpo, principalmente por parte de sua mãe, que a destratava pela seu corpo. O mal de Alzheimer Na 4ª temporada, Soledad descobre estar com Alzheimer, doença progressiva que destrói a memória e outras funções mentais importantes. Pede, então, às amigas que a matem, caso algum dia não lembre mais quem são. Também pede a elas que não a deixem ser levada para uma instituição de detentas com problemas mentais. Sandoval, novo diretor da prisão, decide levar Sole e suas colegas iniciam uma rebelião que culmina na morte da colega doente. Privatização de instituições estatais A série também aborda a questão das instituições privadas que são responsáveis por questões estatais, como é o caso das prisões Cruz del Sur. Magdalena Cruz, dona das prisões, deixa sempre claro que seu objetivo é chamar atenção dos investidores e ganhar mais dinheiro, nem que para isso precise cortar direitos das detentas. Transexualidade representada no audiovisual Na 3ª temporada surge Luna, uma personagem transexual e viciada em drogas. Sua sexualidade não é discutida na série, contudo é um papel muito representativo, já que é uma personagem interpretada por uma atriz transgênero, a artista Abril Zamora. Visitas e contato de detentos com o mundo externo O nome da

CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI É inegável, nunca se comprou pela internet tanto quanto agora. E não vá achando que o crescimento dos e-commerces no Brasil aconteceu só por conta da pandemia de Covid-19. Se você acompanhou os textos motivadores da proposta desta semana, notou que as vendas on-line já vinham crescendo expressivamente anos antes da chegada do vírus a nosso país. Praticidade, economia de tempo, variedade, acessibilidade e, não poucas vezes, melhores condições de pagamento têm feito com que muita gente mude seus hábitos de consumo, preferindo ficar em frente ao computador ou celular na hora de suas tão queridas comprinhas. Não é para menos que cada vez mais setores têm optado por marcar presença também com suas opções de compras virtuais. Muitos especialistas no assunto dizem que essa será a forma de consumo da maior parte da sociedade dentro de pouquíssimo tempo. Que tal conhecer um pouco mais sobre o assunto? Separamos várias sugestões que vão te ajudar a entender melhor sobre a importância do e-commerce no Brasil e como a disponibilidade de lojas virtuais altera os hábitos de consumo de nossa sociedade. Artigo sobre a história do e-commerce no Brasil. Disponível em: News – Comschool Acesso em 07/05/2020. Vamos dar aquela passeada básica pela história para entendermos onde, como, por que e para que o e-commerce surgiu e de que forma ele veio parar aqui, na nossa terrinha, já que ele é uma invenção americana. Talvez pareça estranho para você que começou a fazer suas comprinhas virtuais há pouco tempo, mas comércios on-line já contam com mais de 20 anos de existência. Artigo sobre a evolução do e-commerce no Brasil. Disponível em: E commerce Brasil Acesso em 07/05/2020. O artigo traz muitos índices, porcentagens e argumentos de quem realmente entende do assunto de comércio on-line, ou seja, o texto está repleto de informações valiosas para sua redação. Há também os apontamentos sobre faturamento divididos por estado, o que torna a pesquisa muito mais rica. Observe bem a data do artigo, pois ele foi publicado em agosto de 2019, bem antes de sequer começarmos a pensar em Covid, o que nos comprova que as vendas pela internet já eram bastante relevantes. O site E-commerce Brasil é o maior produtor de conteúdo no segmento de análise de mercado virtual no Brasil, e, por isso mesmo, extremamente respeitado no nicho. Artigo sobre a evolução do e-commerce no mundo. Disponível em: Tranformação Digital Acesso em: 07/05/2020. Talvez você tenha interesse em saber sobre a evolução do e-commerce não só no Brasil, mas no mundo como um todo e é claro que não poderíamos deixar essa informação tão relevante de fora de nossa lista. Além de ver os números (que também revelam um crescimento expressivo), você poderá saber quais setores mais crescem no mundo on-line e em que nível. Artigo de revista sobre a reinvenção dos shoppings mediante o crescimento dos e-commerces. Disponível em: Exame – Abril Acesso em: 07/05/2020. Mas se você acha que todo mundo está lindo e feliz com o avanço dos e-commerces, saiba que a história não é bem assim. Por conta da potência que as lojas virtuais possuem hoje, várias lojas físicas precisaram se reinventar, inclusive as dos shoppings. Artigo sobre grandes empresas e suas versões on-line. Disponível em: Exame Abril Acesso em: 07/05/2020. O artigo é de 2011 e quase dez anos depois ele continua igualmente relevante. Nele, você poderá ver que grandes nomes tradicionais de lojas físicas apresentam suas justificativas para também marcarem presença no e-commerce, inclusive com números e mais números para você adicionar em sua argumentação. Artigo com o paralelo de crescimento do comércio eletrônico antes e durante a pandemia de Coronavírus. Disponível em: E commerce Brasil Acesso em 07/05/2020. Mas eis que o Coronavírus infelizmente chegou e fez com que o e-commerce fosse a única alternativa de funcionamento para muitas empresas. Novamente, o site E-commerce Brasil faz um excelente levantamento sobre a situação do comércio eletrônico antes da pandemia e durante o surto, além de projetar o futuro dos e-commerces, inclusive apontando as áreas mais promissoras. Artigos sobre as mudanças nos hábitos de consumo dos brasileiros antes e durante a pandemia. Disponíveis em: E commerce Brasil Portal Terra Acesso em: 07/05/2020. E é claro que as facilidades trazidas pelo comércio eletrônico provocariam mudanças bruscas nos hábitos de compra dos brasileiros. Evidentemente, ainda há muita gente que não usufrui do e-commerce por medo de sofrer algum tipo de golpe, medo esse bastante legítimo, mas também precisamos nos lembrar de que existem cada vez mais sistemas de segurança em compras on-line, a fim de minimizar riscos. Selecionamos dois artigos para vocês: o primeiro faz a análise da mudança de hábitos do comprador antes da pandemia e o segundo lança seu olhar para as diferenças durante a pandemia. Não se esqueça de que o e-commerce tem estado em franca expansão há mais de uma década e que o Coronavírus apenas acentuou e acelerou uma tendência já prevista por vários especialistas, como você pode conferir neste texto Amcham Série Girlboss. Disponível na Netflix A série, inspirada no livro de mesmo nome, conta a história de uma garota (Sophia) em conflito com si, falida e sem ter a menor ideia de que rumo dar à sua vida. Até que ela tem uma brilhante ideia que envolve um e-commerce e que realmente faz dela uma Girlboss. Infelizmente, a série de 2017 tem apenas uma temporada, mas que vale a pena ser assistida em todos os seus 13 episódios. Artigo sobre o e-commerce após o Coronavírus. Disponível em: E commerce na Prática Acesso em: 07/05/2020. Para fechar nossas indicações de hoje, escolhemos para você mais um artigo do respeitadíssimo E-commerce Brasil em que o assunto principal é o e-commerce depois do Coronavírus. Neste momento de isolamento social, o comércio virtual é mais do que necessário tanto para que a sociedade tenha acesso aos produtos quanto para que a economia continue a girar, mas e quando este momento passar? Quais são suas apostas sobre os segmentos que ficarão

CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI Você sabia que a primeira edição dos Jogos Olímpicos aconteceu em 1896, mas que a primeira Olimpíada Paraolímpica teve lugar apenas em 1960? Esse abismo de décadas entre uma modalidade e outra já nos diz muitíssimo sobre o tema da semana. Primeiramente, você precisa compreender qual é o processo para que um atleta se torne atleta paraolímpico, por isso, sugerimos a leitura do texto do link a seguir folha uol Outro detalhe bastante relevante para nosso tema é saber sobre a avaliação que o comitê olímpico faz do atleta paraolímpico em cada uma das modalidades esportivas. A avaliação existe para que as competições sejam as mais justas e igualitárias possível. Leia mais no link globo esporte Além disso, separamos várias outras sugestões de materiais para ampliar seu repertório a respeito do assunto. 1- Artigo com a definição sobre os Jogos Paraolímpicos. Disponível em: sindrome de usher brasil Acesso em: 21/04/2020. O artigo sugerido faz um pequeno apanhado sobre a história das Olimpíadas Paraolímpicas e ainda conta quais são as modalidades em disputa e que tipo de atleta pode disputá-las. Você também vai saber que o nome oficial das Olimpíadas Paraolímpicas é Paraolimpíadas e que o termo é oficialmente aceito em redações oficiais. 2- Artigo sobre o processo de avaliação do atleta paraolímpico. Disponível em: memoria ebc Acesso em: 21/04/2020. Ao contrário dos atletas “padrão”, os atletas paraolímpicos precisam ser avaliados antes das Paraolimpíadas e há critérios bastante definidos para essa avaliação e classificação. Neste artigo, o coordenador da Classificação Funcional do Comitê Paraolímpico Brasileiro, órgão que regula as avaliações e classificações, explica por que a avaliação é essencial para os jogos. 3- Artigo sobre os atletas paralímpicos da atualidade. Disponível em: diario gaucho Acesso em: 21/04/2020. Você conhece algum atleta paraolímpico brasileiro? Se sua resposta for não, saiba que você se junta à maioria das pessoas, pois a maior parte de nossa população não sabe citar nem mesmo um nome de atleta das Paraolimpíadas. Mas claro que há formas de resolver esse problema e o artigo indicado serve exatamente para isso, pois faz um levantamento de 21 atletas paraolímpicos brasileiros que você precisa conhecer. Pense que saber quem são os atletas e conhecer um pouco de sua história pode ser uma estratégia para que você crie argumentos em sua redação com base nos casos reais contados no texto. 4- Artigo sobre o apoio da sociedade nos Jogos Paraolímpicos. Disponível em: esportes estadao Acesso em: 21/04/2020. As Paraolimpíadas de 2016 aconteceram no Rio de Janeiro e, por conta disso, a população brasileira pôde torcer pelos atletas durante as competições. Segundo alguns especialistas, o fato de o público poder acompanhar os Jogos Paraolímpicos é extremamente benéfico, pois gera diminuição de preconceito e conscientização sobre a situação do deficiente. 5- Artigo sobre o preconceito sofrido por atletas paraolímpicos. Disponível em: bbc Acesso em: 21/04/2020. Mas enquanto o Estadão viu os Jogos Paraolímpicos como forma de redução de preconceito, a BBC Brasil já teve uma visão totalmente diferente. Olhar para pontos de vista diferentes nos ajuda a formar e fortalecer o nosso ponto de vista, por isso, selecionamos duas perspectivas bastante diferentes para você ler, analisar e concluir quais delas está mais de acordo com sua forma de pensar o tema. 6- Artigos sobre patrocínios aos atletas paraolímpicos. Disponíveis em: ebc. exame abril Acesso em: 21/04/2020. De modo geral, a questão do patrocínio no esporte brasileiro já é bastante delicada. Quando falamos de atletas com algum tipo de deficiência então… Os textos nos contam que até mesmo os Jogos Paraolímpicos de 2016 foram prejudicados pela falta de patrocínio adequado. Fica aí mais um problema para você propor soluções: Como atrair mais patrocínios para os atletas paraolímpicos brasileiros? 7- Vídeo sobre os atletas paraolímpicos. Disponível em: Programa Especial – atletas paralímpicos Acesso em: 21/04/2020 Mais do que ler sobre eles, queremos ver os atletas paraolímpicos em ação e o vídeo, bastante completo, por sinal, vai te proporcionar essa experiência. Inclusive, você pode conferir neste link The Noite (05/10/16) – Entrevista com Atletas Paraolímpicos a entrevista feita com alguns dos atletas paraolímpicos medalhistas e saber mais sobre eles. 8- Vídeo sobre a visão dos treinadores de atletas paraolímpicos. Disponível em: Técnicos de atletas paralímpicos falam sobre experiência com alunos Acesso em: 21/04/2020. Vamos dar uma olhadinha no que os treinadores de atletas paraolímpicos dizem? Quais são as necessidades de adaptação dos treinos? Como eles lidam com a questão? 9- Vídeo sobre a rotina de um atleta paraolímpico. Disponível em: Conheça a rotina de Luciano Dantas, do halterofilismo paralímpico Acesso em: 21/04/2020. Os atletas paraolímpicos vivem uma rotina intensa de treinos, afinal, eles são, em primeiro lugar, atletas. Nesta sugestão, você conhecerá a rotina de Luciano Dantas que, com certeza, vai te deixar com vergonha pelos dias de preguiça em ir ao treino da academia. 10- Vídeo de competição entre atletas paraolímpicos. Disponível em: Swimming Men’s 100m Backstroke – S6 Final – London 2012 Paralympic Games Acesso em: 21/04/2020. Que tal ver um pequeno exemplo de uma competição entre atletas paraolímpicos? O vídeo é de uma competição de natação nos Jogos Paraolímpicos de 2012, em Londres. Prepare-se para ver um verdadeiro show na piscina. 11- Vídeo sobre o projeto governamental “Bolsa Atleta”. Disponível em: Bolsa Atleta beneficia esportistas nas modalidades olímpicas e paraolímpicas Acesso em: 21/04/2020. Se você está acompanhando as sugestões que demos até aqui, viu que a grande maioria dos atletas paraolímpicos são patrocinados pelo governo. O vídeo nos explicará como funciona o projeto “Bolsa Atleta”, que tem como objetivo central subsidiar atletas de alto rendimento para que eles possam se dedicar inteiramente ao esporte. 12- Livro A Saga de um Campeão, de Lars Grael. Disponível nas principais livrarias virtuais e físicas do Brasil. Lars Grael é um velejador brasileiro que foi atingido por uma lancha em uma competição e perdeu uma perna. No livro, o atleta conta como foi essa experiência e como ele se reconstruiu em sua carreira, mesmo com a perda da perna. Leitura inspiradora!

Repertório – a submissão feminina na sociedade CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI Meninas e meninos, o tema desta semana é de colocar fogo no parquinho. Falar de submissão feminina numa era de empoderamento não poderia dar em outra mesmo. Nossa proposta com este assunto é fazer com que você pense na condição da mulher sob outras perspectivas, que podem ser religiosas, culturais, sociais, temporais etc. Não se esqueça de que a forma como analisamos algo é muito influenciada pela nossa própria realidade, por isso, muitas vezes, certos comportamentos nos parecem estranhos e até mesmo inaceitáveis, mas considere que, naquele contexto, a situação pode fazer todo o sentido. Tratar da submissão da mulher é algo bastante importante, pois ela é um ponto chave para a violência doméstica e desigualdade de gênero, temas sempre relevantes quando falamos de redações de grandes testes. Não é, sobre nenhum aspecto, nossa intenção criticar essa ou aquela cultura ou religião, mas sim fazer com que você tenha contato com realidades diversas que podem fazer com que uma mulher se decida (ou seja obrigada) a ser subjugada por um homem. Então, mãos à obra? Repertório – a submissão feminina na sociedade Artigo científico sobre as origens da subjugação feminina. Disponível em: dbd puc rio – tesesabertas Acesso em 13/04/2020. Precisamos entender quando, como e por que a subjugação feminina começou e, para isso, temos de voltar às raízes do termo. Recomendamos a leitura deste extrato de artigo científico disponibilizado pela PUC Rio, pois ele faz um recorte bastante interessante a respeito da condição da mulher em cada uma das eras. Note como os aspectos sociais são extremamente relevantes quando tratamos da maneira como a mulher é vista nos diferentes tempos. Artigo científico sobre a violência doméstica enquanto efeito da subjugação feminina. Disponível em: marilia unesp Acesso em 13/04/2020. Desde a proposta de redação, você já deve ter percebido que um dos principais efeitos negativos da subjugação feminina é a violência doméstica e o artigo se propõe a discutir mais a fundo essa questão. O link te levará para um breve resumo do trabalho, a partir do qual você poderá fazer o download do artigo na íntegra. Artigo científico sobre a formação da identidade feminina em casos de violência doméstica. Disponível em: repositorio unifesp – 10152 Acesso em 13/04/2020. Por que algumas mulheres aceitam ser subjugadas e até mesmo agredidas enquanto outras dão um basta na situação logo no início? Muito disso está relacionado a aspectos psicológicos. O artigo da Unifesp analisa de forma mais aprofundada a história de vida de mulheres que foram agredidas dentro de suas casas e propõe conclusões psicológicas para o caso. Leitura muito recomendada para quem quer saber mais sobre comportamento humano. Matéria on-line sobre o movimento #tradwife Disponível em: bbc – sala social Acesso em 13/04/2020. Há cerca de dois meses, uma matéria da BBC deu o que falar nas redes sociais, tudo por conta de seu assunto: o movimento #tradwife. A hashtag em inglês faz referência às esposas tradicionais dos anos 50, aquelas que tinham como meta principal a casa em perfeita ordem, com a mesa repleta de belos pratos, cozidos maravilhosamente bem. Além disso, esse grupo extremamente conservador propõe que as esposas devem estar sempre lindas e “mimar” seus maridos ao máximo. Já entendeu por que a matéria deu todo esse babado? Se você está achando a situação surreal demais, corra para a matéria indicada no link, pois a reportagem conta com depoimentos reais e fotos para que você se convença de que isso acontece de verdade, hoje. Vídeo de canal no YouTube sobre histórias de mulheres no Oriente Médio. Disponível em: “MULHERES DEVEM SER ‘CORRIGIDAS’ 5 VEZES AO DIA” – EU PAGUEI PRA VER Acesso em 13/04/2020. O vídeo sugerido narra a história (verídica) de uma mulher que se relaciona com um afegão, mas, na verdade, grande parte dos vídeos do canal SobreVivendo na Turquia é extremamente útil para olharmos a condição da mulher com olhos bem diferentes dos nossos. Não se esqueça de que essas culturas têm costumes totalmente diferentes dos nossos e que a tolerância cultural e religiosa é critério avaliativo bastante relevante nas redações de grande porte. Busca no YouTube sobre indiferença e humilhação. Disponível em: Pesquisa: meu+marido+me+trata+com+indiferença Pesquisa: meu+marido+me+humilha Acesso em 13/04/2020. Alguma vez em sua vida você já foi tratado (a) com indiferença? É dolorido demais, não é mesmo? E quando isso acontece muitas e muitas vezes, passando a ser uma situação de humilhação? Para você ter uma ideia melhor sobre o assunto, digite na barra de pesquisa do YouTube “meu marido me trata com indiferença” e “meu marido me humilha” (resultados nos links acima) e veja como esse assunto não é nada incomum. Matéria sobre a subjugação da mulher na linguagem. Disponível em: take net – androcentrismo na linguagem Acesso em 13/04/2020. Não, não, você não leu o título errado. Até mesmo a linguagem pode ser usada para subjugar a mulher. Afinal, por que numa sala de aula com 20 alunas e 1 aluno chamamos todos de “alunos”? A matéria traz esse e muitos outros exemplos de como a linguagem pode estar a serviço da subjugação da mulher. Desenho A Bela e a Fera. Disponível por aluguel ou para compra no YouTube. Como assim A Bela e a Fera como sugestão de conteúdo para uma redação? Sim, meus queridos, é isso mesmo. Ficamos apaixonados pelo mundo incrível que a Disney representa em suas cenas e torcemos para que a Bela termine a história com a Fera e possa dançar lindamente com seu vestido amarelo no baile. Mas você já observou como é a sociedade em que a Bela está inserida? E mais um “detalhe”: a forma como a Bela e a Fera se encontram te parece natural? Livro Senhora, de José de Alencar. Disponível nas principais livrarias do país. O romance é de 1875, escrito durante o período literário do Romantismo, mas digamos que Aurélia Camargo, a protagonista, não é exatamente uma típica mulher do movimento romântico. Nesta obra incrível, Alencar

Filmes, séries e livros para usar na redação do ENEM Sempre estamos te dando dicas de filmes e séries cujos assuntos podem ser utilizados em redações com diversos temas e hoje resolvemos reunir as sugestões em um único artigo para que tudo fique acessível quando você precisar. As ideias que vamos te dar estão disponibilizadas em plataformas diferenciadas, algumas gratuitas e outras pagas. A data de referência é abril de 2020. Que tal aproveitar aquele tempo livre para um entretenimento de qualidade e que ainda pode ser super útil para a redação do ENEM? Nada mal, não é? Vamos às dicas de Filmes séries e livros para usar na redação do ENEM! Filmes Ano: 2020 Plataforma: Netflix Gênero: Suspense Esta nova produção da Netflix é mais uma boa aposta de suspense espanhol criada pela marca. O enredo conta a história de Javier, um publicitário de bastante renome, mas que perdeu seu emprego numa grande agência e está procurando por uma recolocação profissional. Javier é reprovado em muitos processos seletivos e, quando aprovado, as ofertas de trabalho são vergonhosas. A busca por um novo emprego já dura um ano. Como é de se imaginar, o desemprego faz com que o padrão de vida da família caia e Javier (junto de sua esposa e filho) são obrigados a deixar a belíssima casa alugada onde viviam. As reprovações constantes, a queda no padrão de vida e, principalmente, a mudança de casa afetam profundamente a saúde mental de Javier e faz com que ele cometa atos inimagináveis. O enredo permite analisar a importância da saúde mental e do cuidado com ela. Já há alguns anos, especialistas em redação do ENEM têm apostado em temas relacionados à saúde mental, muito por conta do aumento expressivo de casos de ansiedade e depressão no Brasil. Este filme é aquela alternativa certeira quando você quer uma produção que prenda sua atenção e te surpreenda. Pode ser usado em temas relacionados a transtornos mentais, obsessão, violência, desrespeito à mulher, condição de trabalho e uso de drogas. Ano: 2018 Plataforma: Netflix Gênero: Comédia romântica/ Drama O filme, inspirado no livro de mesmo nome, fala sobre Violet, uma mulher obcecada por beleza, perfeição e, principalmente, por seu cabelo. Parece uma trama um pouco “bobinha” à primeira vista, mas, pode ter certeza, não é. Violet sofre uma imensa pressão social e familiar (por parte da mãe em especial) para se enquadrar no estereótipo do que é considerado ideal, mas isso terá grandes reflexos em sua vida. Não vá assistir ao filme esperando por uma comédia romântica daquelas bem clichês, não é esse o foco de Felicidade por um fio. Aqui, temos uma mulher num processo de descoberta de si e questionando o quanto os padrões sociais devem ou não determinar sua vida. Pode ser usado em temas relacionados a autoconhecimento, pressão social e machismo. Ano: 2018 Plataforma: Netflix Gênero: Comédia Imagine a seguinte situação: mãe ex-miss e organizadora do concurso de misses da cidade, corpo perfeito, vaidade a mil, dietas, dietas e mais dietas (a mãe é representada por ninguém menos do que Jennifer Aniston, a Rachel, de Friends). Do outro lado, filha acima do peso, sem vocação aparente para ser miss e com baixíssima autoestima. O que pode gerar a junção dessas duas? Momentos de tristeza, frustração, risos e muita reflexão sobre padrões. Willowdean, a filha, vai fazer de tudo para provar que padrões não determinam o valor de uma pessoa. No enredo, também podemos ter contato com relações familiares conturbadas e seus efeitos, gordofobia e a importância da amizade. Pode ser usado em temas relacionados a preconceito, pressão social, padrões sociais, gordofobia e baixa autoestima. Séries Ano: 2015 Plataforma: Netflix Gênero: Comédia Grace e Frankie começam a primeira temporada (atualmente, a série está na sexta temporada) como esposas de Robert e Sol, mas, depois de muitos anos de casamento, surpresa! Seus maridos são homossexuais e formam um casal há décadas. As duas, apesar de não se gostarem nem um pouco, dividem a casa de praia durante o processo de separação e aí vemos nascer uma bela amizade com muito, muito humor mesmo. Grace and Frankie é uma série interessante, pois mostra outro lado da terceira idade que não estamos acostumados a ver, além de discutir sobre as necessidades específicas dessa faixa etária. Pode ser usada em temas relacionados a relações familiares, homossexualidade, uso de drogas, terceira idade e envelhecimento saudável. Ano: 2020 Plataforma: Netflix Gênero: Drama Uma mulher negra que decide ser empreendedora num contexto de extremo preconceito, em que mulheres, ainda mais negras, eram relegadas a um patamar social mais baixo. O tema por si só já bastante curioso. Mas tem mais, muito mais, Madame C.J. Walker sofreu muito em sua vida e seus sofrimentos a impulsionaram tanto a seguir em frente que ela se tornou a primeira mulher negra a ser milionária devido a seu próprio trabalho. Mais um pouquinho sobre esta série maravilhosa? Ela á baseada em fatos! Pode ser usada em temas relacionados a feminismo, empoderamento feminino, racismo, trabalho, preconceito social e condição de vida das mulheres. Está gostando de nosso conteúdo sobre Filmes séries e livros para usar na redação do ENEM? Livros Um enredo simplesmente apaixonante com um casal que atravessa gerações: Marilia e Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga). Você já deve ter ouvido falar em Marilia de Dirceu, a musa que inspirava o poeta Tomás Antônio Gonzaga a fazer belos versos à sua amada durante o período literário do Arcadismo. A Ladeira da Saudade é inspirado nesse contexto. Marilia, chamada frequentemente de Lília no enredo, é de uma família rica em São Paulo e sua mãe, Flávia, faz questão de que ela mantenha o namoro com um jovem de grande influência social, mas o sentimento de Lília simplesmente acabou. Por conta das férias escolares, Marilia vai passar algumas semanas com sua tia em Ouro Preto, Minas Gerais, e lá conhece Dirceu, um artista do teatro local. Os dois rapidamente engatam um romance de encher os olhos. Mas o tempo passa e Marilia precisa

Como usar o filme O Poço em sua redação? Oi, pessoal! Tudo bem? Nosso parceiro Lucas Felpi, que tirou NOTA 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica muito legal: Como usar o filme O Poço em sua redação! Bora pegar o caderno e anotar tudo! Ficha Técnica: O Poço (Original Netflix) Título Original: The Platform Duração: 94 minutos Ano produção: 2019 Estreia: 20 de março de 2020 Distribuidora: Netflix Dirigido por: Galder Gaztelu-Urrutia Classificação: 18 anos Gênero: Suspense Países de Origem: Espanha DESIGUALDADE SOCIAL “O Poço” explora, literalmente, a verticalidade social vivenciada hoje na representação de uma prisão vertical, na qual cada nível é uma classe social. Como diz o companheiro de cela do protagonista, Trimagasi, “há três tipos de pessoas: as de cima, as de baixo, e as que caem”, sendo descartada a remota possibilidade de espontânea ascensão social. INDIVIDUALISMO Dentro do chamado Centro Vertical de Autogestão, uma plataforma com comida desce do primeiro andar em diante. Em teoria, o banquete seria suficiente para todos, mas a ostentação e luxo dos residentes dos níveis superiores impossibilitam a distruibuição justa dos recursos. A cada mês, prisioneiros trocam de níveis e, mesmo assim, o egocentrismo típico do capitalismo permanece: como diz Paulo Freire, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. INSEGURANÇA ALIMENTAR A realidade distópica do filme revela a gravidade do problema da insegurança alimentar e da fome, muito presente no Brasil. Enquanto poucos recebem muito em seus pratos, muitos ficam de estômagos vazios. No filme, as opções são claras: em níveis (ou classes) inferiores, a escolha é comer ou ser comido. O PODER DO ESTÔMAGO Uma análise feita pelo filme é o efeito da privação da necessidade humana pela alimentação. Por um lado, a instintividade da fome causa atos horrendos de violência no filme, mas também a movimentação por uma mudança no status quo, sendo a fome causa comum de diversas revoltas históricas, como a Revolução Francesa e a Primavera Árabe. CONSCIÊNCIA DE CLASSE Mesmo com o revezamento de níveis, é visto como os prisioneiros não desenvolvem uma consciência de classe para ajudar uns aos outros. Afinal, todos passam pelas mesmas privações um mês ou outro, mas preferem focar em seus privilégios quando os possuíam. Faz-se uma reflexão ao mundo de hoje, onde falta união de classe para o combate às mazelas sociais. PROTEÇÃO DA CRIANÇA Ao longo do filme, vemos uma mãe que busca proteger sua filha incessantemente. A proteção de crianças em ambientes de vulnerabilidade como tal cenário é de suma importância, e, pela mesma lógica, Goreng sacrifica a panna cotta para alimentar a garota. É assim que fica claro que ela é a mensagem: a proteção de uma criança ainda em um contexto hostil revela a humanidade dos prisioneiros, ao salvar a concretização da inocência e da esperança, a criança. SIMBOLOGIA “ÓBVIO” Trimagasi repete múltiplas vezes a palavra “óbvio” ao explicar o poço ao protagonista em uma contradição do realismo de um antigo prisioneiro, sobrevivente do sistema que se rende a este, e do idealismo de um novo integrante, Goreng. O LIVRO E A FACA O filme discute a importância da educação, representada pela leitura literária, para a solução de mazelas sociais. Ao contrário de Trimagasi, que traz uma faca para se proteger e se alimentar, Goreng é o único que decide trazer um livro, uma escolha que define seu caráter messiânico. DOM QUIXOTE A menção ao livro como objeto escolhido de Goreng traça uma estreita relação entre as tramas das duas obras e seus personagens. Goreng, assim como Dom Quixote, se perde na loucura e nas ilusões, mas é a figura heróica destinada a salvar todos. 333 E O INFERNO O Centro Vertical de Autogestão é uma clara analogia ao inferno, com 333 andares e 666 pessoas (números bem conhecidos). Ao descer pela plataforma, Goreng observa exemplos típicos de cada um dos 7 pecados capitais, um em cada andar. As referências bíblicas são diversas, inclusive com a referência de Goreng a Messias, Jesus e Mensageiro em diversos momentos. NOMES DOS PERSONAGENSTudo nessa narrativa gira em torno de comida, até os nomes do personagens: Nasi Goreng é um prato da Indonésia semelhante a arroz frito; Baharat é uma mistura de condimentos típica do Oriente Médio; Imoguiri lembra muito o prato japonês oniguiri, bolinho de arroz. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO TEMA: “Desafios para a segurança alimentar no Brasil” No filme espanhol “O Poço”, prisioneiros são confinados em uma torre vertical e apenas podem se alimentar dos restos da comida do nível de cima. Na narrativa, fica clara a disparidade do luxo dos primeiros andares comparada à miséria dos últimos, analogamente à realidade. Fora do mundo distópico, o problema da insegurança alimentar no Brasil se vê, de fato, atrelado ao fato da enraizada desigualdade social do país e da má distribuição dos recursos em uma sociedade verticalmente hierarquizada. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi Leia também: Como utilizar o filme PARASITA na redação Como usar o filme CORINGA nas redações? Como usar a série OLHOS QUE CONDENAM em suas redações? Como usar VINGADORES: ULTIMATO em suas redações Como usar a série YOU em suas redações? Como usar a série THE SOCIETY em suas redações?

CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI! Em tempos de pandemia, quem não gostaria de ter uma receita mágica em mãos que fosse capaz de resolver toda esta difícil situação que temos vivido atualmente? Todo mundo, não é mesmo? Pensamos que, diante de um cenário tão delicado, as pessoas terão bom senso, mas tem muita gente utilizando o medo da contaminação por Coronavírus como estratégia para se aproveitar das pessoas e praticar o que a lei chama de Charlatanismo. Frequentemente, ouvimos o termo Charlatanismo aplicado a várias situações, mas, como você pôde notar na proposta de redação desta semana, nossa lei qualifica enquanto Charlatanismo apenas assuntos ligados à cura. Quando tratamos de uma situação que tem amparo legal, é muito importante nos atentarmos àquilo que a lei diz, pois não podemos classificar qualquer ato de enganação às pessoas como Charlatanismo. Observar o que a lei diz e fazer classificações corretas com base na lei em questão é ainda critério de correção para muitos testes de grande porte. Você verá que as sugestões que separamos para este roteiro estão bastante centradas no campo da saúde e nos casos de Charlatanismo que se enquadram no artigo 283 do Código Penal. Matéria de revista on-line com detalhamento sobre um dos casos enquadrado enquanto Charlatanismo. Disponível em: Isto é Acesso em 28/03/2020. Para que você entenda um pouco mais a história envolvendo atos de Charlatanismo, a revista Istoé publicou em 19/03/2020 uma matéria contendo mais detalhes sobre a situação. Por meio dela, vamos conhecer a formação acadêmica da pessoa envolvida e, temos certeza, você vai se impressionar. Matéria sobre as denúncias de Charlatanismo recebidas pelo Conselho Regional de Medicina. Disponível em: Conselho Regional de Medicina Acesso em 28/03/2020. Talvez você esteja pensando que esses casos envolvendo a fabricação de fórmulas milagrosas contra o contágio por Coronavírus são uma exceção, mas infelizmente essa não é a realidade. A matéria que você lerá no link acima é de junho de 2010 e de lá para cá parece que as coisas não mudaram muito… Matéria sobre os mitos disseminados nas redes sociais a respeito do Coronavírus. Disponível em: Portal Hospitais Brasil Acesso em 28/03/2020. A matéria que te indicamos aqui é extremamente rica em informações e ilustra quais são os principais mitos (e as principais verdades) envolvendo as formas de contágio e cuidado diante do Covid-19. Além do mais, há discussões a respeito de como as redes sociais facilitam a propagação de informações incorretas. Matéria on-line sobre a influência das redes sociais na disseminação de mentiras. Disponível em: Veja – Abril Acesso em 28/03/2020. As redes sociais são recursos maravilhosos, não temos dúvida, mas elas também facilitam o ato de enganar as pessoas, principalmente aquelas com menor nível de escolaridade ou mais idade, segundo as últimas pesquisas. Querendo saber mais sobre o assunto? A matéria da Veja traz bons argumentos a esse respeito. Matéria on-line sobre as diferenças entre Propaganda Enganosa e Charlatanismo. Disponível em: Promobit Acesso em 28/03/2020. Um erro bastante comum acontece quando confundimos Charlatanismo com Propaganda Enganosa, já que eles parecem ser a mesma coisa dependendo da forma como analisamos a situação. Charlatanismo e Propaganda Enganosa não são a mesma coisa e você pode entender melhor essas diferenças na matéria acima sugerida. Matéria on-line com soluções para o Charlatanismo na área médica. Disponível em: Blog IMedicina Acesso em 28/03/2020. Muito bem, já sabemos que o Charlatanismo é um problema sério e que alguns profissionais da área da saúde, inclusive médicos, têm ajudado a fazer os índices crescerem. Na matéria sugerida aqui, o autor analisa a construção de um charlatão nos meios digitais e apresenta algumas soluções para barrar o problema. Precisando de ideias para sua proposta de intervenção? Este é um dos materiais que certamente vão te ajudar. Reserve alguns minutos para a leitura e análise do texto, pois ele está repleto de boas informações. Matéria on-line sobre como suspeitar de Charlatanismo. Disponível em: Diabetes.org / Acesso em 28/03/2020. Como podemos nos proteger de casos de Charlatanismo? O médico Mateus Dornelles Severo nos ensina 12 dicas para não cairmos nesse golpe. O mais interessante da matéria é que temos o olhar de alguém que está por dentro da Medicina, praticando-a diariamente, e que, por isso, preenche o texto de detalhes aos quais não teríamos acesso se o autor não fosse médico. Matéria on-line sobre como enganar as pessoas na internet. Disponível em: kaspersky Acesso em 28/03/2020. Partimos do princípio de que a grande maioria das pessoas sabe que não podemos confiar em tudo que vemos on-line, pois esta é uma realidade paralela, um mundo construído à parte. Mas então por que tantas pessoas ainda são enganadas por charlatões? Existem mecanismos bastante elaborados e pensados exclusivamente enquanto truques para levar as pessoas ao erro e a matéria te conta quais são eles. Música Que país é este? Disponível em: letras.mus Acesso em 28/03/2020. Legião Urbana já cantava em 1987 sobre as imensas contradições que existem em nosso país e Que país é este? continua igualmente atual. Que tal a analisar a letra da música pensando nas atuais situações de Charlatanismo que temos presenciado? Ela pode, inclusive, integrar a argumentação de sua redação. Livro O Físico. A epopeia de um médico medieval, de Noah Gordon. Disponível nas principais livrarias do país. A leitura de O Físico já vale por si só, mas, quando podemos usar um bom livro enquanto exemplo ou argumento em nossa redação, gostamos mais ainda. Em O Físico (que também tem a versão em filme), vemos um médico charlatão em prática e suas ações não só prejudicam as personagens do enredo como modificam o desenrolar da história. Essas são nossas sugestões de hoje. Esperamos que todas elas sejam úteis e que você consiga construir uma excelente redação sobre Charlatanismo. Leia também: Repertório para o tema ”Sororidade e união entre as mulheres” Repertório para o tema “Alienação parental no Brasil” Repertório para o tema “Coronavírus e emergência na saúde global” Repertório para o tema ”Gordofobia e o culto ao corpo padrão’‘ Repertório para o

Oi, pessoal! Tudo bem? Nosso parceiro Lucas Felpi, que tirou NOTA 1000 na redação do ENEM 2018, separou uma super dica para vocês: como usar a série ANNE WITH AN E na redação! Pegue o caderno e anote tudo! SÉRIE: ANNE WITH AN E ADOÇÃO A série se inicia com Sr. e Sra. Cuthbert adotando Anne Shirley, embora estivessem à espera de um menino para ajudar na lavoura. A revelação do gênero não é bem recebida pela idealização prévia de um perfil pelos pais adotivos, problema muito comum e grave no sistema adotivo brasileiro. PAPÉIS DE GÊNERO Passando-se em 1908, a trajetória de Anne destaca os diversos rótulos ditos femininos e que infelizmente perduram até hoje. Quando, por exemplo, a Sra. Cuthbert quer devolver Anne ao orfanato por esta ser uma menina e “incapaz de trabalhar na fazenda”, são vistos os comportamentos de subserviência erroneamente esperados das mulheres. BULLYING Na nova escola de Anne, a protagonista é mal tratada e ridicularizada por seus colegas por ser orfã, adotada e por ter cabelo ruivo. Ela é excluída por possuir um pensamento diferente do da época, o que causa um constante e duradouro sentimento de rejeição e não-pertencimento na menina. INOVAÇÃO NO ENSINO O professor da cidade era um homem que seguia um método tradicional de ensino: deixava alunos de castigo de costas, os humilhava, usava régua e instigava o bullying. Após sua transferência, entra uma professora nova, causando um grande alvoroço na cidade por ser uma mulher solteira. Ela muda o molde de ensino para aulas ao ar livre, debates e desenvolvimento de senso crítico. Os pais e a aristocracia conservadora da cidade se opõem à presença dela. HOMOSSEXUALIDADE Cole, um dos melhores amigos de Anne, compartilha do sentimento de não pertencimento da protagonista. Fugindo do papel masculino na lavoura e na caça, ele preferia o mundo sensível da literatura e das artes, onde encontrava seu refúgio. Em um dos episódios, eles conhecem Josephine, uma mulher lésbica, e descobrem uma comunidade inclusiva daquela época. Assim, Cole explora sua verdadeira sexualidade, até então inexistente e impossível no seu imaginário. ABUSO SEXUAL No início do século XX, contatos físicos como abraços e beijos são proibidos antes do matrimônio. Nesse contexto, Josie Pye, prometida a Billy Andrews por interesse de seus pais, sofre um assédio em que, por mais que gostasse de Billy, é beijada à força. Josie foge e conta o ocorrido a suas amigas, porém Billy, insatisfeito, espalha que os dois teriam ido além, difamando a menina. Em outro episódio, as meninas tem suas saias levantadas na hora do almoço, o que leva Anne a dizer uma das maiores frases da história: “Uma saia nunca é um convite”. LIBERDADE DE EXPRESSÃO Com a difamação de Josie, Anne escreve um artigo inflamado para defendê-la, em um exemplo de sororidade. Com um texto que pregava o empoderamento feminino e repreendia o machismo, ela sofre rejeição por todos os lados. Os comandantes da cidade buscam tirar a imprensa da escola, sob a justificativa de que representaria uma ameaça, mas os jovens organizam um protesto a favor de sua liberdade de expressão. O PAPEL DA LEITURA Durante sua vida no orfanato ou em casas provisórias, Anne foi vítima de condições precárias, abusivas e difíceis e encontrou a leitura como um refúgio mental. A menina, que escondia livros nos porões para que pudesse ler nos raros momentos de paz durante a madrugada, assim desenvolveu sua grande imaginação, vocabulário e ideias, revelando a importância da leitura. RACISMO Quando Gilbert Blythe, amigo de Anne, decide se aventurar pelos mares, ele conhece Sebastian (ou Bash), um homem negro com quem estabelece uma forte amizade. Bash se surpreende que Blythe não se importa com sua cor, visto que não estava acostumado com solidariedade de brancos. O retorno dos dois a Avonlea leva a inúmeras situações de racismo, discussão muito presente nas 2a e 3a temporadas. CONVIVÊNCIA COM A DIVERSIDADE No fim, a série traz a mensagem de que é preciso aprender a respeitar e conviver com as diferenças, já que a multiplicidade é inerente aos seres humanos e não é de hoje. Como alguns exemplos, temos Anne fugindo dos rótulos femininos, os Cuthbert que nunca se casaram, Cole com posturas diferentes das rotuladas para meninos, e a professora Stacy que veste calças e gosta de motocicletas. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO TEMA: “Os desafios da adoção de crianças no Brasil” Na série canadense “Anne With An E” situada em 1908, os irmãos Sr. e Sra. Cuthbert procuram adotar um garoto para ajudar em sua lavoura, mas, para sua surpresa, recebem uma menina, Anne. Logo de início, a mãe adotiva considera devolvê-la para o orfanato por garotas não serem consideradas aptas para realizar trabalhos físicos. Embora Anne conquiste o carinho de seus novos pais, a série demonstra como o problema da idealização de um perfil para adoção persiste até hoje. De fato, o principal desafio para a adoção no Brasil está na demanda por perfis estereotipados e a discrepância da realidade nos orfanatos. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi Leia também: Como usar a série Sex Education na redação? Como usar a série EUPHORIA nas redações? Como usar a série GREY’S ANATOMY nas redações? Como usar a série ELITE em suas redações? Como usar a série 13 REASONS WHY em suas redações?
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