170 artigos nesta categoria

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, trouxe uma dica de um repertório sociocultural para vocês: como usar a série O GAMBITO DA RAINHA na redação! Primeiramente, confira a ficha técnica e sinopse da série antes de conferir como usar O GAMBITO DA RAINHA na redação: O GAMBITO DA RAINHA: 2020 • Minissérie • 60min • 16+ SINOPSE: Em um orfanato no estado de Kentucky, EUA, nos anos 1950, uma garota descobre um talento impressionante para o xadrez enquanto luta contra o vício e os problemas que acompanham sua genialidade. ABANDONO PATERNO Em 1950, Beth Harmon, de 9 anos, sobrevive a um acidente de carro trágico que mata sua mãe. Mais tarde, é revelado que o ato tivera sido proposital, motivado pelo abandono à familia por parte do pai. No Brasil, o abandono paterno continua sendo uma das grandes pautas sociais a serem combatidas, com consequências graves à mãe e à criança. ADOÇÃO Dirigida ao orfanato Lar Methuen, Beth conhece Jolene, uma garota negra que espera pela chance de ser adotada há algum tempo. Jolene aponta um dos maiores problemas da seletividade injusta no processo adotivo em sua fala: “Ninguém vai vir atrás de nós agora. Estamos velhas demais. Ou pretas demais”. ABUSO DE DROGAS Na instituição, enquanto pílulas tranquilizantes eram distribuídas às crianças, Beth manipula o seu uso para alcançar prazer e torna-se dependente química. As pílulas Xanzolam, embora não sejam um medicamento real, se assemelham muito a um remédio popular nos anos 60, receitado como cura para a ansiedade, chamado Librium. ALCOOLISMO A longo prazo, todos esses elementos entram em jogo desenvolvendo o alcoolismo que Beth vivencia em sua vida adulta. O trauma na infância, o contato com tranquilizantes, a rejeição pelo pai adotivo, todos foram fatores que levaram o álcool a se tornar válvula de escape para a vida de Beth. SOCIEDADE PATRIARCAL “O Gambito da Rainha” retrata a realidade patriarcal dos anos 50 a 70, destacando os estereótipos impostos à protagonista. Ao demonstrar interesse pelo xadrez, seus pais adotivos sugerem algo “mais para meninas”. Campeã brasileira de xadrez, Juliana Terao diz que a série até pegou leve: “Os jogadores não aceitariam tão facilmente serem dominados por uma mulher”. INCLUSÃO NO ESPORTE A pauta feminina no xadrez implica um tema ainda maior: a inclusão no esporte e sua importância como mecanismo de reparação social. Como um grande polo de atenção global, o esporte se vê no dever de incluir grupos minoritários/reprimidos a fim de estabelecer um espaço igualitário e representativo. ESPORTE COMO POLÍTICA Além disso, o esporte também pode atuar como meio de comunicação de ideologias políticas. No contexto da série inserida na Guerra Fria, a disputa de Beth Harmon contra os russos se vê estendida além do tabuleiro: ela se torna peça política para a vitória simbólica dos americanos contra os soviéticos. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: ”O abandono paterno no Brasil” Na minissérie norte-americana “O Gambito da Rainha”, Elizabeth Harmon perde sua mãe em um acidente de carro na infância e não conhece seu pai, que as abandonou cedo. Ao longo da narrativa, é revelado que o acidente fora proposital, provocado por uma discussão com o pai da garota, e o trauma gerado na criança é perpetuado na forma de dependência química, alcoolismo, e tabagismo. Fora da ficção, faz-se necessário discutir o abandono paterno no Brasil, como forma de injustiça social a mães-solteiras e como fator desencadeador de traumas afetivos a crianças. Agora que você já sabe como usar O GAMBITO DA RAINHA na redação, não deixe de enviar sua redação para que um de nossos professores a corrija em até 3 dias úteis!

Conheça pensadores brasileiros e suas obras para ampliar seu repertório sociocultural. Demonstrar um repertório sociocultural produtivo é uma exigência da redação do Enem. Mesmo em vestibulares, quando a avaliação não é feita por competências, a argumentação precisa ser eficiente. De fato, isso só é possível se você mobilizar uma série de conhecimentos que adquiriu ao longo de sua formação de modo produtivo. Porém, embora muitas pessoas saibam usar ideias estrangeiras em seus textos, poucas surpreendem e destacam pensadores brasileiros nas redações. Muitos estudantes recorrem a citações consagradas, portanto pouco originais, para o desenvolvimento do texto. Já conversamos por aqui sobre isso e sobre como pode ser um tiro no pé usar sempre as mesmas estruturas prontas. Além de não demonstrar autoria, fica aquele forte sentimento no avaliador de estar lendo sempre mais do mesmo. Assim, para atingir as notas mais altas nas 5 competências e se dar bem nas provas, você precisa fazer algo que todos não estejam fazendo. Por isso, selecionamos alguns pensadores brasileiros para que você amplie suas possibilidades ao debater questões relevantes para a nossa sociedade em seus textos. E por que é importante conhecer pensadores brasileiros? As provas de redação, incluindo e principalmente a do Enem, solicitam a reflexão sobre temas contemporâneos e que impactam a população nacional. Então, quem melhor para ajudar a falar sobre nós do que estudiosos que conhecem as nossas dificuldades e qualidades? A seguir, acompanhe os nomes que destacamos e não se esqueça de fazer a sua própria pesquisa e ampliar ainda mais as possibilidades! Boa leitura! 1. Lélia Gonzalez Historiadora e filósofa, a mineira Lélia Gonzalez foi professora universitária. Dedicou-se a pesquisas sobre as temáticas de gênero e etnias. Além disso, Lélia se destacou pela participação no Movimento Negro Unificado (MNU), do qual foi uma das fundadoras. Em julho de 1978 oficializou a entidade nacionalmente, em ato público. Para ela, o advento do MNU “consistiu no mais importante salto qualitativo nas lutas da comunidade brasileira na década de 70”. A intelectual faleceu em 1994, mas sua obra segue relevante até hoje. Conheça algumas de suas frases memoráveis: Para falar sobre racismo no Brasil: Enquanto a questão negra não for assumida pela sociedade brasileira como um todo: negros, brancos e nós todos juntos refletirmos, avaliarmos, desenvolvermos uma práxis de conscientização da questão da discriminação racial neste país, vai ser muito difícil no Brasil, chegar ao ponto de efetivamente ser uma democracia racial. Para falar sobre desvalorização das classes populares: Estamos cansados de saber que nem na escola, nem nos livros onde mandam a gente estudar, não se fala da efetiva contribuição das classes populares, da mulher, do negro do índio na nossa formação histórica e cultural. Na verdade, o que se faz é folclorizar todos eles. Para falar sobre a influência europeia na sociedade brasileira: A questão do etnocentrismo está presente em qualquer cultura. Na medida em que você é socializado, você recebeu uma carga cultural muito grande, e você vai olhar o mundo através dessa perspectiva crítica. 2. Sueli Carneiro Doutora em Educação pela USP, é autora da obra “Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil”. Nele, fala dos comportamentos humanos e apresenta os avanços na superação das desigualdades criadas pela prática da discriminação racial. Além disso, é considerada uma das principais autoras do feminismo negro no Brasil. Assim, veja alguns pensamentos dela a seguir. E, para saber mais sobre suas ideias, você pode segui-la no Twitter: @SueliCarneiro Para discutir a questão racial: O racismo é um sistema de dominação, exploração e exclusão que exige a resistência sistemática dos grupos por ele oprimidos, e a organização política é essencial para esse enfrentamento. Para tratar de desigualdades e multiculturalismo: Indignação sempre foi a palavra que mais me impulsionou. Odeio injustiça. Luto pela construção de uma sociedade multirracial e pluricultural, onde a diferença seja vivida como equivalência e não mais como inferioridade. 3. Milton Santos Geógrafo, escritor, cientista, jornalista, advogado e professor universitário brasileiro. É considerado como o maior pensador da história da Geografia no Brasil e um dos maiores do mundo. De fato, entre os pensadores brasileiros, é um que frequentemente aparece nos textos. No entanto, caso você não o conheça, procure saber mais. Além disso, conheça algumas de suas principais ideias abaixo: O mundo é formado não apenas pelo que já existe, mas pelo que pode efetivamente existir. A força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos que apenas conseguem enxergar o que os separa e não o que os une. Existem apenas duas classes sociais, as do que não comem e as dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem. 4. Florestan Fernandes Por meio da Lei n. 11.325. de 2006, foi declarado patrono da Sociologia brasileira. Além de sociólogo, Florestan Fernandes também era político. Primeiramente, dedicou-se ao estudo etnológico dos índios tupinambá. Posteriormente, a partir da década de 1950, estudava os resquícios da escravidão, o racismo e a dificuldade de inserir a população negra na sociedade, dominada por pessoas brancas. Sobre as falhas no sistema educacional: Um povo educado não aceitaria as condições de miséria e desemprego como as que temos. Sobre a opressão e a possibilidade de superá-la: Contra as ideias da força, a força das ideias! 5. Rosely Sayão Psicóloga especializada em educação. Assim, escreve sobre as principais dificuldades da família e da escola no ato de educa. Seus pensamentos podem ser lidos na coluna que ela possui no Estadão. Aqui, destacaremos algumas de suas frases. Mas faça sua parte também! Para isso, leia alguns de seus textos e pesquise mais sobre ela. Educar é apresentar a vida e não dizer como viver. Os ensinamentos que precisamos manter são aqueles gerais, relacionados aos princípios e valores. Independentemente das mudanças que ocorreram no mundo, do estilo de vida que as crianças e jovens levam hoje, é preciso ensiná-los a ser honesto, ético, justo, respeitar o outro. O individualismo e a competição estão no seu auge em paralelo com o poder de consumo. Há uma geração educada dessa maneira e percebe-se que isso não está ajudando

Se você leu a proposta de redação sobre “Democratização do acesso aos livros” e ainda não sabe qual repertório utilizar, seus problemas acabaram! Acesse os conteúdos que selecionamos para ajudá-lo a pensar sobre o assunto. Confira a proposta de redação sobre o tema “Democratização do acesso aos livros“. Separamos alguns vídeos, filme e artigos que podem fazer parte de sua argumentação na defesa de um ponto de vista na redação. Como você sabe, organizar e relacionar as informações socioculturais em seu texto é fundamental. Além de demonstrar autoria, apropriar-se de conceitos pertinentes ao tema tornará mais fácil desenvolver o assunto. Portanto, mais do que acessar os conteúdos disponibilizados aqui, lembre-se de fazer a sua própria pesquisa. De fato, a discussão sobre a democratização do acesso aos livros esteve em evidência em 2020. Assim, há bastante material on-line que você poderá encontrar! Então, boa leitura! 1. Vídeo: Especial Leitura | Quais as propostas para ampliar o acesso aos livros? – 3º episódio Nesta reportagem especial disponibilizada pelo canal da Câmara dos Deputados você conhecerá propostas para ampliar o acesso aos livros. Além disso, conhecerá o que pode ser feito para “aquecer” o mercado livreiro no país. https://youtu.be/lfit7fSDgY0 2. Vídeo: Aula Pública: Democratização do Livro Na América Latina – 1/2 Nos últimos anos, a América Latina experimentou um amplo processo de integração. Dessa forma, tratando de educação e cultura, os países passaram a discutir como democratizar o conhecimento. Nesse viés, garantir a circulação e o acesso aos livros é fundamental. No entanto, ainda existem barreiras que impedem um plano latino-americano para a produção e edição de publicações. Assim, nesta aula pública, o convidado José Castilho Neto, Doutor em filosofia pela USP e ex-secretário do plano nacional do livro e leitura, propõe algumas reflexões. Entre elas, questiona de que forma implementar políticas públicas capazes de incentivar a circulação de livros na sociedade. Como democratizar a leitura na América Latina? Assista também a parte 2/2 para saber tudo sobre essa discussão.https://youtu.be/COJLu_Xxzp8 3. Podcast: A nova crise do mercado de livros Se você gosta de estudar ouvindo podcasts, aproveite esse episódio do “Café da Manhã“, da Folha de São Paulo. Nele, o repórter Walter Porto e Marcos Pereira, um dos donos da editora Sextante e presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, discutem o panorama do mercado editorial brasileiro. Assim, colocam em pauta a reforma tributária do governo sobre a volta da cobrança de PIS e Cofins a empresas do setor. Crise e pandemia, junto à temática dos livros, também entram na discussão. Então, coloque os fones de ouvido e ganhe repertório enquanto arruma seu quarto! 4. Podcast: Taxação de livros e elite literária Já que está no embalo do uso do streaming, ouça mais este episódio do “LiteraPOP”, podcast mensal sobre literatura, cotidiano de leitores e cultura pop. Aqui, a proposta é discutir sobre como a taxação proposta pelo Ministro da Economia afetaria a indústria dos livros no Brasil. Assim, provoca algumas questões. Como cada agente dessa indústria fica em meio a essa situação? Haverá exclusão de autores e obras não brancos? Causaria um retrocesso social? Sucateamento da educação e da produção cultura? Ouça, anote e tire duas próprias conclusões. 5. Filme: A menina que roubava livros Se você gosta de fazer analogias e/ou não perde uma oportunidade de citar a Segunda Guerra Mundial nas suas redações, esse filme pode fazer parte da sua argumentação. Baseado na obra “The Book Thief”, de Markus Zusak, foi lançado em 2014, contando a história de Liesel Meminger, Embora não trate especificamente da temática do livro com está na proposta, pode ser um ponto de partida para mostrar como a leitura e o acesso aos livros pode mudar a vida das pessoas. Por isso, então, é tão importante a sua democratização.https://youtu.be/J24AlOYHpVU 6. Reportagem: A saga de Dorival Santos, catador de lixo que virou doutor em Linguística Trata-se de um relato autobiográfico sobre como, apesar das dificuldades, Dorival conseguiu estudar, chegando até ao doutorado em uma Universidade Pública. Entre os itens recolhidos no lixão, ele afirma ter chegado a 3 mil livros. Certamente isso pode ajudar a pensar na desigualdade de acesso às obras e mesmo na (des)valorização dessa cultura. Enquanto uns têm muito pouco acesso, outros colocam obras literárias no lixo. 7. Vídeo: Qual o papel das bibliotecas comunitárias nas periferias do país A maioria das bibliotecas comunitárias são criadas e mantida pela sociedade civil. Elas objetivam ampliar o acesso ao livro e à leitura em determinada comunidade. Portanto, seus frequentadores são atuantes e participam ativamente nos processos de gestão e planejamento das ações, de acordo com uma pesquisa realizada entre janeiro de 2017 e junho de 2018 em 15 estados e no Distrito Federal. Neste vídeo, a Biblioo conversou com Celina Borges Santos, mediadora de Leitura e voluntária do Rede Baixada Literária, e com Maria “Chocolate”, cogestora do Tecendo Uma Rede de Leitura e integrante da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC).https://youtu.be/1ewvzNlCNo0 Aprofunde os conhecimentos sobre essa forma de acesso aos livros. Para isso, leia também esta notícia sobre a pesquisa “Bibliotecas Comunitárias no Brasil: Impacto na formação de leitores”, publicada na Exame. Agora você já sabe um pouco mais sobre a questão do livro no Brasil. Assim, mãos à obra! Comece já seu rascunho sobre a “democratização do acesso aos livros“. Conhece algum repertório sobre o tema? Compartilhe com a gente nos comentários. Certamente, quanto mais referências na hora de escrever, melhor!

Trouxemos uma dica de um repertório sociocultural incrível para você estudante: como usar o filme ENOLA HOLMES na redação! Pegue seu caderno e anote todos os temas relacionados ao longa-metragem da Netflix! Primeiramente, confira a ficha técnica e sinopse do filme antes de conferir como usar ENOLA HOLMES na redação: ENOLA HOLMES: 2020 ‧ 2h1min ‧ 12+ Na manhã do seu aniversário de 16 anos, Enola Holmes descobre que a mãe desapareceu, deixando para trás alguns presentes enigmáticos e um grande mistério sobre seu paradeiro. Agora passa a viver sob os cuidados dos irmãos Sherlock e Mycroft, que decidem mandá-la para uma escola de etiqueta para aprender boas maneiras. Indignada, ela foge para Londres em busca da mãe. PATRIARCADO O filme se passa em meados de 1880, auge de grandes movimentos e reivindicações, momento em que as mulheres eram lidas e vistas como propriedades, que ficavam sob a tutela dos seus pais, maridos ou irmãos, homens detentores das decisões e o domínio dos locais de fala e voto. Ao voltarem para casa, os irmãos de Enola encontram uma garota livre e consciente do seu lugar no mundo, que logo se posiciona contra as ideias que queriam impor a ela, como ir a um colégio interno para que aprendesse a ser uma boa mãe e esposa. EDUCAÇÃO DOMICILIAR Após a morte do marido e a saída dos seus filhos de casa, Eudoria, mãe de Enola, decide educar a filha sozinha. Ela incentiva a menina a ler de tudo, a praticar experiências científicas, a realizar esportes e todos os tipos de exercícios físicos – inclusive luta – e mentais, fugindo da educação comum oferecida a garotas na época, ensinando a importância da liberdade e da independência das mulheres. PROTAGONISMO E EMPODERAMENTO FEMININO Enola é irmã do famoso investigador ficcional Sherlock Holmes. No entanto, ainda que seu irmão apareça durante o filme, é ela quem toma suas próprias decisões e soluciona o misterioso desaparecimento da mãe, seguindo um conselho que a matriarca havia lhe dado: “Você pode seguir por dois caminhos: o seu ou o que escolhem para você”. PADRÃO DE BELEZA E DE CONDUTA FEMININO Mycroft acredita que Enola não se veste e nem se porta como uma verdadeira dama. Para não ser encontrada pelo irmão, a adolescente decide se encaixar nos padrões de vestimenta feminina, fazendo algo ”inesperado”. Ela escolhe se vestir de tal modo e levanta a ideia de que o padrão é somente uma repressão quando imposto pela sociedade: ”Espartilhos: símbolo de repressão para aquelas forçadas a usá-los”. DESAPARECIMENTO DE PESSOAS No dia de seu aniversário de 16 anos, Enola Holmes descobre que a mãe está desaparecida e, em vez de aceitar a ajuda dos irmãos, decide investigar o caso por conta própria em Londres. No meio do caminho ela conhece um lorde fugitivo que, para a família, também encontra-se desaparecido. ATENÇÃO: HÁ ALGUNS SPOILERS ADIANTE MULHERES E A LUTA PELO DIREITO AO VOTO Eudoria faz parte da luta feminina pelo direito ao voto na Inglaterra dos anos 1880, reunindo em sua casa um grupo de sufragistas. Para liderar a luta, ela fica menos presente para a filha, deixando para trás o seu passado e tudo que amava com o objetivo de buscar um futuro melhor para Enola e outras meninas. EXEMPLO: TEMA DE REDAÇÃO: A IMPOSIÇÃO DE UM PADRÃO FEMININO DE BELEZA E DE CONDUTA No filme ”Enola Holmes”, que se passa em meados de 1880, a protagonista é uma adolescente educada em casa pela mãe, que a ensinou a importância da liberdade e da independência das mulheres. Enola é uma garota livre, que tem consciência de seu lugar no mundo e que se posiciona contra as ideias machistas e contra os padrões femininos impostos por seus irmãos. O longa-metragem apresenta o problema da imposição de um padrão de beleza e de conduta às mulheres que persiste até hoje. Agora que você já sabe como usar ENOLA HOLMES na redação, não deixe de enviar sua redação pra gente conferir como ficou, hein?

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, trouxe uma dica de um repertório sociocultural icônico dos anos 2000 para vocês: como usar o filme MENINAS MALVADAS na redação! Bora fazer o barro acontecer? Primeiramente, confira a ficha técnica e sinopse do filme antes de conferir como usar MENINAS MALVADAS na redação: MENINAS MALVADAS (filme): 2018 • 2h13min • 14+ Sinopse: “Cady Heron cresceu na África e sempre estudou em casa, nunca tendo ido à escola. Após retornar aos Estados Unidos com seus pais, ela se prepara para iniciar sua vida em uma escola pública. Logo Cady percebe como a língua venenosa de suas novas colegas pode prejudicar sua vida e, para piorar ainda mais sua situação, Cady se apaixona pelo garoto errado.” ENSINO DOMICILIAR Pelos últimos 12 anos, Cady Heron foi educada pelos pais em casa enquanto vivia na África. Ao se mudar para Evanston, EUA, ela passa a frequentar uma escola pública, sendo obrigada a se adequar a protocolos de socialização estranhos a ela. O filme originalmente seria intitulado “Homeschooled”. ESTEREÓTIPO DO CONTINENTE AFRICANO A personagem principal não revela o seu país de origem, sendo referido apenas como “África”. Tal fato, somado às cenas de alusões com animais selvagens na escola, reafirma a generalização do continente africano a uma massa homogênea de território dominado pelo mundo animal e visto como “terceiro mundo”. BULLYING NAS ESCOLAS Ao entrar no Colégio North Shore, Cady é apresentada ao grupo mais importante da escola: Regina George, Gretchen Wieners e Karen Smith. Elas são a elite do mundo feminino no colégio, admiradas porém temidas por serem cruéis com os comportamentos e aparências das demais. Afinal, elas são as Meninas Malvadas. RIVALIDADE FEMININA As três garotas guardam um Burn Book: um livro de anotações com defeitos e xingamentos sobre as outras mulheres da escola, exemplo de rivalidade feminina na adolescência. A comparação exacerbada e a competição entre as meninas é prejudicial a todas: são inseguranças internas projetadas umas nas outras. CULTO AO CORPO “Meninas Malvadas” retrata bem a obsessão de jovens com sua imagem corporal: até mesmo a abelha-rainha Regina George e suas amigas sofrem com a imagem de seus corpos no espelho. Um episódio marcante é quando Cady, para atacar Regina, entrega barras de proteína à colega para que ela ganhe peso. HOMOFOBIA Janis e Damien são melhores amigos do grupo de artistas da escola, constantemente alvos de homofobia pelos demais. Durante uma apresentação musical, Damien leva um tênis atirado no rosto pelos garotos do colégio; Janis é alvo de rumores sobre sua sexualidade criados por Regina George. FEMINISMO Ao final do longa, a mensagem é de sororidade e união feminina. As garotas deixam de brigar por garotos e de rebaixarem umas às outras, para abrir espaço às suas verdadeiras identidades. A autora do livro que originou o filme, Rosalind Wiseman, viaja o mundo ensinando adolescentes a serem gentis nas escolas. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “A prática de bullying nas escolas brasileiras” No filme “Meninas Malvadas”, Regina George e suas colegas são consideradas as abelhas-rainhas que aterrorizam as demais garotas do Colégio North Shore. Ao longo da trama, Cady, a garota nova, percebe que o bullying praticado tem como origem a insegurança das próprias meninas malvadas. Fora das telas, é fato que grande parte das escolas brasileiras apresentam práticas semelhantes de bullying, que são responsáveis por gerarem efeitos a longo prazo em suas vítimas e são muitas vezes causadas por inseguranças internas dos opressores. Agora que você já sabe como usar MENINAS MALVADAS na redação, não deixe de enviar sua redação pra gente conferir como ficou, hein?

Tratar a questão do tráfico de animais na redação exige que você tenha bons repertórios socioculturais. Veja algumas referências para elaborar seu projeto de texto e propor uma intervenção alinhada à sua discussão. Já conferiu o tema de redação sobre o Tráfico de animais no Brasil? Separamos alguns conteúdos para você saber mais sobre a discussão acerca do Tráfico de animais no Brasil. Lembre-se de que é essencial que você se posicione acerca do assunto em sua redação, fazendo uso de repertórios socioculturais para argumentar de forma consistente. 1. Filme: Rio Em 2011, Rio e sua turma ganharam o coração do mundo com as aventuras da arara-azul que não sabia voar. Por trás da fofura dos personagens, das músicas e de todo o encantamento de uma boa animação estava o sério problema do tráfico de animais. Rio fora levado do Brasil clandestinamente e, ao retornar, ajuda a desvendar um esquema de tráfico de aves e outros animais silvestres na cidade do Rio de Janeiro. Além disso, ele mostra como as dificuldades socioeconômicas acabam empurrando algumas pessoas para o crime. Certamente, além de diversão, o filme do brasileiro Carlos Saldanha poderá ajudar a estabelecer um paralelo entre realidade e ficção. 2. Podcast Isso é fantástico – #51 A crueldade do tráfico de animais no Brasil Neste episódio, o jornalista Murilo Salviano conversa com o editor Rafael Carregal e o ambientalista Dener Giovanini, que investigou e acompanhou por meses um dos maiores traficantes de animais do país. Dener comenta os detalhes do esquema que alimenta o comércio ilegal e cruel de animais exóticos no Brasil. De fato, mais de 35 milhões de animais são traficados por ano por aqui. Além acessar ao site, você pode ouvir pelo Spotify e pelo iTunes. 3. Reportagem: Saiba como funciona o tráfico de cobras pela internet “Reportagem da semana” mostrada em agosto deste ano no Domingo Espetacular. Nela, a equipe se infiltrou em grupos de tráfico de animais pela internet. Assim, de acordo com a matéria, foi possível ver que a certeza da impunidade impera. Os vendedores ilegais anunciam nas redes até as cobras mais peçonhentas do mundo sem constrangimento algum. Vale assistir! 4. Projetos de Lei Após o caso do estudante picado por uma naja ter jogado luz sobre o tema, o senado manifestou-se com projetos de lei (PLs) para tratar a questão do tráfico de animais. Assim, de acordo com matéria do Senado notícias, duas propostas estão em tramitação no Senado. Elas alteram a legislação ambiental para tornar mais dura a punição a quem introduzir espécime animal no país sem parecer técnico favorável e licença expedida por autoridade competente. Além de conhecer as duas propostas – o que pode ajudar a pensar a sua proposta de intervenção na redação – um dos senadores comenta outros aspectos desse tipo de crime. Entre eles, as consequências sanitárias negativas ao país importador na comercialização ilegal de animais. Certamente, sem qualquer controle aduaneiro, o risco da transmissão de zoonoses nessas situações é alto. Então, ele lembra que uma das possíveis causas da pandemia foi o comércio de animais silvestres na China. 5. Documentário: E agora? Tráfico de animais no Brasil Dirigido por Humberto Bassanelli, o filme, além de mostrar como o tráfico de animais silvestres ocorre no Brasil, lança a questão: o que fazer com os resgatados? Segundo o documentário, a lei dos crimes contra a fauna ainda não é severa, garantindo a melhor relação custo-benefício para o criminoso. Anualmente, mais de 25 mil animais silvestres provenientes do tráfico de diversas regiões do Brasil são apreendidos apenas no estado de São Paulo. Então, altos custos tornam recolocar esses animais na natureza praticamente impossível. Ainda, a dificuldade deve-se também a questões técnicas envolvidas. Então, o que fazer com esses animais? Assista ao vídeo e tente encontrar essa resposta. 6. Reportagem: A máfia dos bichos Nesta matéria especial do Ecoa (UOL) é traçado um panorama do tráfico de animais no Brasil e as diferenças entre animais silvestres nativos, exóticos, invasores e animais domésticos. Além disso, propõe uma discussão sobre o quanto parte da atração por possuir animais silvestres advém da megalomania humana. Assim, relembra celebridades que tiveram esse tipo de “mascotes” e o quanto isso acaba despertando ainda mais interesse pelo crime. Importante também notar como essa vaidade humana acabou também gerando desequilíbrios e introdução de espécies não nativas em alguns locais. As implicações disso podem causar diversos prejuízos, em especial aos próprios animais, que sofrem com a crueldade a que são submetidos. A reportagem não esquece de mencionar a pandemia atual. Ela pode ter sido originada em um mercado onde se comercializa bichos vivos ou mortos em Wuhan, na China. Ainda, a matéria pontua historicamente como essa vontade de possuir animais silvestres surgiu. Belas imagens compõem o conteúdo e, ao final, são elencadas algumas entidades que atuam nessa questão. Assim, você pode conhecê-las melhor e quem sabe colocá-las como agentes em sua redação. 7. Lei de crimes ambientais Por fim, busque conhecer a Lei n. 9.605/2018 que dispõe sobre as sanções penais e administrativas para condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. No capítulo V, seção I, trata-se dos crimes contra a fauna. Em seu artigo 29, a lei estabelece: Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida: Pena – detenção de seis meses a um ano, e multa. § 1º Incorre nas mesmas penas: I – quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida; II – quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural; III – quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. Complemente seu repertório conhecendo as regras para

Enriqueça seus textos com mais algumas músicas brasileiras para redação. Aumente seu repertório sociocultural e elabore argumentos consistentes com base na nossa cultura popular! No início deste mês, publicamos um artigo com sete canções para você usar como repertório sociocultural nas suas redações. Hoje, retomamos esse assunto para trazer mais algumas músicas brasileiras para redação. Assim, você ampliará seus conhecimentos sobre essa forma de arte tão valorizada mundialmente, além de ter insights sobre outras possibilidades de abordar temáticas diversas em seus textos. Então, coloque os fones de ouvido e aproveite para ouvir todas essas músicas brasileiras na íntegra. Pode confessar: estudar assim é unir o útil ao agradável, não é? 1 – Que país é este? https://youtu.be/CqttYsSYA3kA pergunta-título desta música, gravada pela banda Legião Urbana em 1987, é sempre lembrada e facilmente reconhecida por pessoas de qualquer geração. Diante de fatos absurdos ou inusitados que acontecem no Brasil, diversas vezes nos perguntamos: Que país é este? Embora tenha sido lançada quase no final da década de 1980, a canção, composta por Renato Russo, foi escrita em 1978. Naquela época, o autor ainda pertencia à banda Aborto Elétrico, que posteriormente se separou, gerando duas outras bandas reconhecidas na cena rock nacional (Legião e Capital Inicial). Em uma enquete no IG, em 2013, foi eleita a música de protesto mais marcante do país. Certamente, e infelizmente, seus versos ainda soam muito atuais. Nas favelas, no Senado Sujeira pra todo lado Ninguém respeita a Constituição Mas todos acreditam no futuro da nação Que país é esse? Quando foi escrita, o Brasil estava sob a ditadura militar, com Ernesto Geisel na presidência. Naquele ano, a Justiça responsabilizou a União pela morte de Vladimir Herzog. O General João Batista Figueiredo fora eleito pelo colégio eleitoral como novo presidente e seguiu dando andamento a uma série de ações cujo objetivo era realizar transição lenta, gradual e segura para a democracia. Que país é este? foi lançada no mesmo ano em que a Assembleia Constituinte estava sendo discutida no Congresso, dando origem à nossa Constituição de 1988. De fato, essa canção pode embasar discussões de cunho político, bem como falar da questão de desrespeito aos biomas e aos povos originários, situação que vivemos hoje em dia com as queimadas e a ganância advinda do agronegócio. Assim, afirma-se que “o sangue anda solto, manchando os papéis”. Sequencialmente, menciona que o Brasil vai ficar rico “quando vendermos todas as almas dos nossos índios num leilão”. 2 – Aluga-se https://youtu.be/d3iI-ktX2WI A solução pro nosso povo eu vou dá Negócio bom assim ninguém nunca viu ‘Tá tudo pronto aqui é só vim pegar A solução é alugar o Brasil Nós não vamo paga nada Nós não vamo paga nada É tudo free Tá na hora agora é free Vamo embora Dá lugar pros gringo entrar Esse imóvel tá pra alugar ah ah ah ah Composta por Raul Seixas e Cláudio Roberto Andrade de Azevedo, esta música brasileira foi sucesso e regravada por outros artistas, como os Titãs. Assim como a anterior, mesmo sendo de 1980, ainda reflete a realidade do Brasil. Dessa forma, serve como referência para demonstrar as características de uma política econômica voltada à valorização do que é “de fora” – uma fator propulsor para o chamado “complexo de vira-lata” que os brasileiros são acusados de possuir. Além disso, os trechos mostram o olhar predatório que investidores estrangeiros lançam sobre nossos abundantes recursos naturais. Versos sobre o fato de ter vista pro mar (o Atlântico como ponto estratégico para comércio) e a Amazônia mostrada como “jardim do quintal” reforçam essa ideia. 3 – Quanto Vale? https://youtu.be/U2kwUnA7tpYNo próximo dia 5 de novembro se completarão 5 anos do rompimento da barragem da mineradora Samarco no município de Mariana-MG. A enxurrada de lama deixou um rastro de destruição, muitas famílias desabrigadas e pessoas perderam a vida na tragédia. Além disso, os impactos ambientais foram incalculáveis. Em março de 2016, alguns meses depois, o grupo Djambê lançou o clipe da música Quanto vale? , composta logo após o “acidente”. Na época, houve mais de 1 milhão de acessos à canção na internet. Segundo o grupo, são destacados alguns dos principais personagens dessa história: empresários, políticos, imprensa e as vítimas. Monstro desceu corredeira (dizimando tudo a sua frente) Não tem medo de ninguém (de investigação nem de autoridade) Quase toda realeza (através do financiamento de campanha) Foi comprada com vintém Sai da frente camarada, que lixo tóxico não dá pra beber Querosene nem gelada, olha o nível dessa gente procê vê! A TV não fala nada, mas deles a gente devia esperar o quê? Tragédia desenfreada! E morre bicho, e morre gente e gente tentando esconder Assim, novamente temos uma música brasileira que retrata interesses políticos em detrimento de valores humanos e sociais, bem como a questão da impunidade e o papel da mídia diante disso tudo. Vale a pena ver e ouvir! 4 – Haiti https://youtu.be/4-t73SGpozwEm 1993, Caetano Veloso e Gilberto Gil lançaram Haiti, uma espécie de rap que denuncia a miséria e as desigualdades sociais e raciais no país. Assim, muitos temas perpassam a letra da música, entre eles podemos destacar: a escravidão e o seu legado na nossa sociedade, com a marginalização do cidadão preto, a violência policial sobre esse segmento, privação do ensino básico, incoerência nos discursos “pró-vida”, entre outros. Além disso, é uma letra que chama a atenção por sua estrutura gramatical, sintática e semântica, sendo algo de estudos da área de Letras e Literatura. É a música brasileira mais uma vez mostrando seu papel fundamental na nossa cultura! E na TV se você vir um deputado em pânico Mal dissimulado Diante de qualquer, mas qualquer mesmo Qualquer, qualquer Plano de educação que pareça fácil Que pareça fácil e rápido E vá representar uma ameaça de democratização Do ensino do primeiro grau E se esse mesmo deputado defender a adoção Da pena capital E o venerável cardeal disser que vê Tanto espírito no feto E nenhum no marginal E se, ao furar o sinal O velho sinal vermelho habitual Notar um homem
Saiba o que é um repertório sociocultural e como ele é avaliado nas redações. Aprenda a ampliá-lo para produzir textos fundamentados e se destacar na hora das provas! Ao ler uma proposta de redação, quem está treinando ou prestando alguma prova precisa estar atento para compreender o tema sobre o qual precisa escrever. Nessa hora, deve ser mobilizado o repertório sociocultural a fim de fundamentar os argumentos, especialmente em um texto dissertativo-argumentativo. Mas, afinal, o que é um repertório sociocultural e como ele pode ser importante para a redação? É sobre isso que vamos refletir neste artigo. Para que um texto seja bem avaliado, ele deve estar organizado, respeitando as estruturas do gênero e fazendo uso de uma linguagem objetiva. Porém, ele também precisa demonstrar que o autor possui segurança em relação ao assunto. Redações que são escritas sem embasamento sobre as ideias, normalmente, são genéricas, não conseguem desenvolver as informações. Assim, acabam apresentando muitas falhas no projeto de texto, o que significa que não houve eficiência na escolha da abordagem. Dessa forma, fica evidente que falta repertório sociocultural aos participantes que as produziram. Esse repertório tem a ver com o conhecimento de mundo de cada pessoa. Na vida escolar, ao menos de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), todos devem ter acesso a conteúdos determinados. Eles estão distribuídos em diversas áreas de conhecimento (Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Matemática). Além dessa vivência, mais acadêmica, há outros conhecimentos não curriculares que também moldam a nossa forma de ver o mundo. Isso acontece por meio dos filmes que assistimos, das músicas que ouvimos, dos livros que lemos. Certamente, há muitas outras experiências que acabam servindo como “bagagem”, enriquecendo nosso repertório sociocultural. Portanto, com base no que se afirmou anteriormente, podemos definir que esse repertório se refere a todos os conhecimentos adquiridos ao longo da vida. Uma pessoa bem informada sobre diversos assuntos (saúde, economia, história mundial etc.), muito provavelmente, terá menos dificuldades para elaborar uma boa argumentação. Quanto mais interesses tivermos, melhor será nossa capacidade de “dialogar” com os fatos da realidade. Qual a importância do repertório sociocultural na redação? No Enem, o repertório é importante para pontuar na competência 2, mas também é avaliado na competência 3. A partir do nível 3 da competência 2, os participantes sabem que não basta afirmar algo sem relacionar com dados e informações. O que diferencia um texto mediano de um texto excelente é a diversificação do repertório utilizado. Além disso, há propriedade ao selecionar, relacionar, organizar e interpretar as informações, os fatos, as opiniões e os argumentos em defesa do ponto de vista. Essa capacidade de convencer o leitor por meio de uma escrita estratégica é alvo de análise da competência 3. Assim, para se dar bem na prova de redação, sempre que for afirmar alguma coisa, é necessário informar uma fonte, apresentar um dado, uma referência. Trace analogias com fatos da história, com obras de literatura, com teorias filosóficas. Utilize reflexões a partir de filmes ou séries. Sempre há nas artes e culturas algo que pode servir para refletir sobre a realidade que nos cerca. No entanto, essas relações precisam extrapolar o conteúdo apresentado nos textos motivadores ou coletâneas das provas dos vestibulares. É a partir dessa novidade, desse “extra” que o participante imprime sua marca no texto, configurando a autoria. Ou seja, é a partir disso que o candidato se destaca e mostra por que seu texto merece ser lido (e receber uma boa nota). Lembre-se: Para ser considerado produtivo, o repertório sociocultural precisa ter relação estrita com o tema. Citações e conceitos “soltos”, não articulados à discussão proposta, são avaliados em níveis mais baixos. Caso não seja baseado apenas nos textos motivadores, um texto pode apresentar repertório não legitimado ou legitimado. O primeiro é aquele em que o participante utiliza informações, fatos, situações e experiências vividas SEM respaldo nas Áreas do Conhecimento (científicas ou culturais). Isso acontece, por exemplo, quando se afirma que há um crescimento no número de analfabetos e não se apresenta nenhum dado que confirme isso. É comum também o uso de expressões vagas, como “sabe-se”, “comenta-se”, “percebe-se”. Não se esqueça: tenha certeza do que está falando e apresente fundamentação! Já uma redação com repertório legitimado é aquela que utiliza informações, fatos, situações e experiências vividas COM respaldo nas Áreas do Conhecimento. De acordo com o Inep, estes são exemplos de repertórios legitimados: – conceitos e suas definições; – informações, citações ou fatos e/ou referências a Áreas do Conhecimento, tais como: • fatos ou períodos históricos reconhecidos; • referência a nomes de autores, filósofos, poetas, livros, obras, peças, filmes, esculturas, músicas etc.; • referência a Áreas do Conhecimento e/ou seus profissionais, como Sociologia/sociólogos, Filosofia/filósofos, Literatura/escritores/poetas/autores, Educação/educadores, Medicina/médicos, Linguística/linguistas etc.; • referência a estudos e/ou pesquisas; • referência a personalidades, celebridades, figuras, personagens etc., desde que conhecidos; • referência aos meios de comunicação conhecidos, como redes sociais, mídia, jornais (O Globo, Revista Veja, Rede Globo, Folha de S. Paulo etc.) Agora que você já sabe o que é e como ele pode ser importante para atingir o seu 1000 (por que não?), anote algumas dicas para ampliar o seu repertório sociocultural: Assista a documentários sobre assuntos da atualidade e também os históricos, para conhecer o passado. Conheça as manifestações da cultura popular na sua região. Leia obras literárias e não literárias. Pense de que forma elas se relacionam com fatos do momento. Cultive o hábito de ler as principais notícias do dia, preferencialmente em mais de uma fonte. Analise como a mesma informação pode ser contada de diferentes formas. Faça fichamentos por eixos temáticos com as principais teorias, conceitos e autores que você conhece. Estude e treine muito a redação, especialmente sobre temas que você não domina. Ao fazer a pesquisa para produzir um texto, você já estará ampliando o seu repertório sociocultural. Agora é com você! Estamos na torcida para que este conteúdo auxilie a melhorar o uso dos seus conhecimentos nas suas próximas redações! Até a próxima!

Os impactos do movimento antivacina são o tema da redação desta semana. Preparamos uma lista para você aprofundar os conhecimentos sobre o assunto e demonstrar repertório sociocultural pertinente no seu texto. Clique aqui para conferir o tema ”Impactos do movimento antivacina à saúde”! Para desenvolver o tema desta semana, você precisa conhecer bem o assunto e ler as notícias recentes que apontam o movimento antivacina como um risco à saúde pública. No entanto, busque entender também porque algumas pessoas não acreditam na importância da vacinação. A partir disso, selecione os argumentos que irão defender o seu ponto de vista. Assim, para ajudar nessa tarefa, acesse algumas das nossas sugestões a seguir. Lembre-se de fazer a sua própria pesquisa sobre o assunto e treine bastante! Boa leitura! 1. Documentário: Pandemia (Netflix, 2020) Embora todos estejamos exaustos de falar sobre pandemia, em um momento em que o mundo está ansioso pela descoberta de uma vacina para o novo coronavírus é inevitável saber mais sobre isso. A Netflix lançou neste ano a série documental PandemInclusão de autistas no Brasil |ia, em 6 episódios. Nela, é mostrada a rotina de especialistas no combate à gripe e cientistas preveem que uma pandemia devastadora estava prestes a acontecer. E não é que estavam certos? No episódio dois, é mostrado como o debate sobre vacinação se intensifica. No quatro, o discurso antivacina provoca ataques a médicos e profissionais de saúde no Congo. Vale a pena conferir! 2. Explicando: A próxima pandemia (Netflix, 2019) Em 2019, quase profeticamente, um episódio da segunda temporada da série “Explicando” abordou a iminência de uma nova pandemia. Assim, de forma didática, direta e simples, você compreenderá como pandemias de gripe nascem e se tornaram cada vez mais constantes no planeta. A partir disso, reflita a respeito da importância da ciência e da imunização em massa para a prevenção de doenças contagiosas. 3. Vídeo: Vacinas fazem mal? Nostalgia Ciência (2018) https://youtu.be/UM_mnIhHOXsNeste vídeo do Canal Nostalgia, de Felipe Castanhari, é mostrado como surgiu a vacina da varíola e também é comentado sobre o funcionamento das vacinas no organismo. Ele menciona o crescimento do movimento antivacina que associa a vacina tríplice viral ao autismo. Tal movimento teve início com a publicação, em 1998, do estudo do médico britânico Andrew Wakefield. No entanto, anos mais tarde, descobriu-se que o médico havia forjado os resultados da pesquisa. Contudo, o estrago já havia sido feito. Até hoje, os reflexos dessa publicação estão presentes nas ideias de quem não acredita nos avanços da ciência e dissemina fake news. O vídeo tem cerca de 12 minutos e é bastante didático! 4. Vídeo: Movimento antivacina começou com um médico: Andrew Wakefield | Meteoro por trás da ciência Se você tiver curiosidade em saber mais sobre o médico que deu munição ao movimento antivacina, assista a esse vídeo disponível no Youtube. Nele, comenta-se como foi feito o estudo de Wakefield e como ele conseguiu publicá-lo em uma das maiores revistas médicas do mundo, a Lancet. Ademais, mostra como a pesquisa gerou constrangimento à revista e fez com que o médico perdesse a sua licença. Porém, ele ganhou uma legião de “seguidores”, gerando polêmicas nas mídias e fortalecendo ideias deturpadas sobre a vacinação. 5. Artigo: União Pró-Vacina produz material sobre como lidar com o negacionismo científico Por meio de postagens em redes sociais, um grupo de divulgação científica da USP propõe estabelecer um diálogo saudável com quem prefere se pautar em ideologias pessoais e conspiracionistas. Assim, mesmo que o foco do material seja o movimento antivacina, as dicas servem para tópicos como a pandemia de covid-19 até o aquecimento global. Além disso, o material oferece links com evidências científicas contra as ideias falsas defendidas pelos negacionistas. A fim de melhorar sua argumentação na redação, acesse também as artes produzias pelo grupo, disponíveis ao final do artigo. 6. Reportagem: Universo antivacina se expande em plena pandemia e aumenta desinformação A partir desta matéria, publicada no portal UOL, é mostrado como, mesmo sem ainda existir uma vacina contra a covid-19, o movimento antivacina já atua distribuindo desinformação. Conforme a notícia, houve o reaparecimento de antigas teorias conspiratórias sobre o tema. Além disso, com a covid-19, houve uma confluência entre antivacinas, antimáscaras e anticonfinamento. Todos esses grupos agem em nome nome da liberdade individual contra as autoridades, uma ideologia muito presente nos Estados Unidos. Certamente, essa forma de pensar tem reverberado em outros países, incluindo o Brasil. Leia o conteúdo na íntegra e pesquise mais sobre isso na internet. 7. Artigo: O que foi a Revolta da Vacina, e quais suas semelhanças com o mundo de 2020 Para quem gosta de citar referências históricas na redação, esse conteúdo pode ajudar bastante, especialmente quando falamos de uso produtivo do repertório. De fato, não basta apenas mencionar o acontecimento, é preciso estabelecer uma relação clara entre ele o tema proposto. Neste artigo, você vai entender como a Revolta da Vacina pode apresentar semelhanças com o mundo em que vivemos hoje, o qual vê na vacina para covid-19 a única chance de um retorno à normalidade. Porém, nem todas as pessoas estão de acordo com isso e negam a ciência. Por certo, além de ficar mais preparado(a) pra escrever o seu texto, você relembrará assunto visto nas aulas de História. Não só acesse essas nossas sugestões, como também aprofunde sua pesquisa a partir do que destacamos aqui. Lembre-se de que a escolha de repertório pertinente ao tema garantirá sua boa nota da redação. Parafraseando Vinícius de Moraes: as redações baseadas nos textos motivadores que nos desculpem, mas ter uma argumentação consistente é fundamental!

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica de repertório sociocultural para vocês: como usar a série THE BOYS, disponível no Prime Video, na redação! Ficha técnica da série THE BOYS: 2019- • 2 temporadas • 60min • 18+ Sinopse: “Os Sete são os heróis mais poderosos da Terra. Porém, esses protetores têm um lado oculto que a maioria das pessoas desconhece. Se eles usam seus poderes para o mal, Hughie, Billy e o resto do time têm a missão de detê-los.” Confira o trailer da série: ABUSO DE PODER “The Boys” é uma paródia dos universos de super-heróis altruístas e idealizados, retratando-os como seriam na realidade: corruptos, violentos e imparáveis. Se, no mundo real, políticos já abusam de seus poderes para favorecer interesses próprios, imagine se existissem os super-poderes. GRANDES CORPORAÇÕES No mundo real, super-heróis seriam altamente capitalizados. Na série, Vought é a multinacional encarregada da equipe super-herói Os Sete, visando maximizar os seus lucros. Distorcendo ética, ciência e a opinião pública, grandes corporações visam resultados financeiros a todo custo, sem lei que as parem. ATENÇÃO: spoilers da 1ª temporada ASSÉDIO SEXUAL A nova integrante dos Sete, Luz-Estrela, é recebida na equipe por ameaças pelo colega e antigo ídolo de infância, o herói aquático Profundo, que a força a fazer sexo oral nele para permanecer no grupo. Ao longo da série, é demonstrado como a insegurança do herói com suas guelras fazia-o abusar sexualmente de mulheres. CULTURA DO CANCELAMENTO Por serem máquinas de lucro, os heróis buscam completa aprovação popular. Os analistas da Vought observam os memes, índices de popularidade, mídias digitais, e tudo é meticulosamente articulado para gerar a impressão certa e crescer as ações. No mundo atual, a mobilização de ódio nas redes sociais faz com que um deslize seja suficiente para levar um ídolo a seu fim. ATENÇÃO: spoilers da 2ª temporada PINK MONEY Após Capitão Pátria forçar Maeve fora do armário, Vought se aproveita da situação para aumentar suas vendas ao público LGBTQI+. A discussão do Pink Money torna-se relevante quando empresas utilizam de símbolos LGBTQI+ a fim de gerar lucro. Enquanto Vought rentabilizava sua sexualidade, Maeve era forçada a viver uma vida estereotipada e em um rótulo indesejado. IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA Líder dos Sete, Capitão Pátria é o mais corrupto e sem escrúpulos dos super-heróis. É demonstrado como sua criação na ausência de pais, com a única presença de um cientista, deu origem a seu comportamento sociopático. Quando ele tem um filho, a preocupação de todos é garantir-lhe uma boa criação familiar para que a história não se repita. XENOFOBIA O que seriam super-heróis sem super-vilões? Capitão Pátria envia a substância que concede poderes super-humanos a células terroristas para criar seus próprios inimigos. Esses super-terroristas tornam-se a justificativa para seus discursos de xenofobia contra imigrantes e que resultam na morte de um homem árabe por preconceito da população. NEONAZISMO E SUPREMACIA BRANCA É revelado que a novata da 2a temporada, Tempesta, era em verdade neonazista e crente do Genocídio Branco, uma teoria da conspiração de supremacistas brancos que incita o racismo, a xenofobia, e a perseguição a minorias. Infelizmente, manifestações dessa ideia ainda são assustadoramente presentes. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “O abuso de poder e de autoridade no Brasil” Na série norte-americana “The Boys”, super-heróis, reais e amados pela população, escondem uma indústria repleta de corrupção e violência, em que ninguém consegue mantê-los dentro da lei. Embora super-poderes não sejam realidade, vê-se que micro-poderes políticos no Brasil são estendidos para além de suas legitimidades para favorecer interesses pessoais. Logo, fica claro que a concessão de poder sem suficiente coerção popular e governamental acarreta o abuso de autoridade e a sensação de superioridade à lei. Agora que você já sabe como usar a série THE BOYS na redação, não deixe de escolher um dos temas mencionados e colocar as mãos na massa!

A prevenção do câncer de mama está em evidência no mês de outubro. Assim, discutir esse tema ajuda a disseminar a importância do diagnóstico precoce. Outubro Rosa é um movimento popular mundialmente conhecido. A cor rosa do laço que estampa as campanhas midiáticas simboliza a a luta pela prevenção câncer de mama e, mais recentemente, também sobre do câncer de colo do útero. O câncer de mama raramente acomete homens, sendo encontrado 1 caso a cada 100 diagnósticos. Portanto, é uma doença que está entre as mais temidas entre as mulheres no mundo todo. No Brasil, representa a primeira causa de morte por câncer na população feminina, segundo informações do INCA (Instituto Nacional do Câncer). Confira o tema de redação da semana CLICANDO AQUI! Para ajudar você a argumentar bem em sua redação sobre os desafios da prevenção do câncer de mama no Brasil, selecionamos alguns materiais (vídeos, artigos, filmes) para ampliar o seu repertório sociocultural sobre essa questão. Boa leitura! 1 – Vídeo: Percepções sobre o câncer de mama | Lírio Cipriani Nesta entrevista, realizada pelo Dr. Dráuzio Varella, Lírio Cipriani, diretor executivo do Instituto Avon, relata os resultados de uma pesquisa que demonstrou as percepções sobre o câncer de mama pelas brasileiras. O entrevistado conta que grande parte das mulheres não faz mamografia por medo do diagnóstico. Além disso, ele também descreve os impactos emocionais e psicológicos da doença nas mulheres. Assim, comenta resultados que mostram que as mudanças físicas causadas pela doença interrompem, inclusive, relacionamentos. Vale assistir ao vídeo na íntegra! 2 – Artigo: Mulheres são mais abandonadas por parceiros quando adoecem A partir deste artigo publicado no canal Universa, do Uol, você pode complementar algumas ideias trazidas por Lirio Cipriani na entrevista anterior. Por meio de histórias reais, as autoras repercutem uma pesquisa realizada pelas universidades de Stanford e Utah e pelo Centro de Pesquisa Seatle Cancer Care Alliance, todos dos Estados Unidos, que indicou que mulheres têm seis vezes mais chances de serem abandonadas pelo marido após a descoberta de uma doença grave. Também é comentado na matéria que esse tipo de acontecimento pode interferir no tratamento. Isso porque, além das limitações físicas impostas pela quimioterapia e cirurgias, a mulher também fica debilitada emocionalmente. Ainda, na mesma página há links para outras matérias relativas ao assunto que você poderá pesquisar. 3 – Documentário: Amanhã Hoje é Ontem (2016) Daniela Zuppo, jornalista, mostra a sua própria jornada desde a descoberta do câncer de mama até a fase de tratamento. O documentário pode ser visto AQUI e está dividido em 8 episódios. Assim, o objetivo dessa produção é passar informações e conscientizar sobre a doença a partir de uma visão mais sensível e humanizada. A autora também escreveu um livro, de mesmo título, pela editora Ramalhete. Nele, ela descreve de forma poética sua relação com a doença e com o enfrentamento da perspectiva da morte. 4 – Filme: Unidas pela Vida (Decoding Annie Parker, 2013) Essa obra cinematográfica, dirigida por Steven Bernstein, tem como base a história real de Annie Parker e da geneticista Mary-Claire King, que descobriu o gene causador do câncer de mama. Annie já havia perdido a mãe e a irmã para a doença e, ao receber o mesmo diagnóstico, perde o controle de sua vida. Porém, é auxiliada pela médica, que estava determinada a provar que o câncer poderia ser genético. 5 – Site: Femama A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) é uma associação civil, criada em 2006, com a missão de ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento de câncer de mama a fim de reduzir os índices de óbitos pela doença. Está presente em 17 estados e no Distrito Federal, por meio de ONGs associadas. Desse modo, atua pela proposição de uma agenda nacional de políticas públicas de atenção à saúde da mulher por meio da prevenção do câncer de mama. No site da FEMAMA é possível encontrar informações sobre o câncer, sobre as Organizações não governamentais de apoio, bem como notícias sobre essa temática. Navegue pelas abas dessa página e leia alguns artigos para aprimorar seu conhecimento!! 6 – Vídeo: Animação sobre prevenção do câncer de mama https://youtu.be/L_jdN_a4N74Na animação, é dado destaque ao cuidado que cada mulher deve ter com a pessoa mais importante: ela mesma. De forma lúdica, são mostrados os principais sintomas da doença. Tem apenas 2 minutos, portanto não custa nada dar play! 7 – Artigo: Campanha incrível alerta sobre câncer de mama usando seios masculinos para evitar censura Em 2016, a agência David lançou uma campanha inusitada para mostrar como fazer o autoexame. Nas redes sociais, há censura com relação aos seios femininos (imagens com esse conteúdo são banidas). Assim, a proposta foi usar os seios de um homem para mostrar como se prevenir. Certamente, mais que abordar o câncer de mama, a propaganda também ironizou os padrões de nudez impostos sobre os gêneros. Portanto, sugerimos que você leia a matéria e também assista ao vídeo, que deu o que falar na época:https://youtu.be/fz4c9zrVZZkOutra reflexão: impedir seios de mulheres na TV e nas mídias sociais é mais importante que informar sobre prevenção? Em 1989, a atriz Cássia Kiss protagonizou uma campanha para explicar sobre o autoexame com os seios expostos. Mais de 30 anos depois, para fazer algo semelhante, o corpo feminino teve de ser tirado de cena. Será que estamos ficando cada vez mais “caretas”? Essas são algumas dicas para você se munir de conhecimentos sobre o tema da proposta de redação desta semana. Mas não se limite: busque ainda mais informações na internet, livros, revistas, jornais. Assim, explore ao máximo todas as possíveis abordagens e discorra a respeitos dos desafios da prevenção!

Você já usou músicas brasileiras na redação como repertório sociocultural? Selecionamos 7 canções para você surpreender na hora da argumentação. Acompanhe! Quem não gosta de ouvir boas músicas brasileiras? Para muitas pessoas, elas fazem parte da rotina: são ouvidas a qualquer hora, em qualquer lugar, com qualquer humor. Às vezes estamos tristes e escolhemos algum “som” para nos animar; outras, escolhemos algo bem melancólico – para ficarmos ainda mais tristes. Independentemente do motivo de ouvi-las, o fato é que, para além de uma boa melodia, canções também servem para a reflexão. Aliás, por meio das letras, somos conduzidos a diversos sentimentos e pensamentos, servindo como pontes para a interpretação do mundo. Como forma de arte extremamente valorizada, nacional e internacionalmente, as músicas brasileiras podem e devem estar presentes nas redações. Sem dúvida, nelas encontramos material sociocultural que possibilita abordar diversas temáticas. Assim, não importa qual estilo musical, sempre encontraremos bons exemplos de canções discutindo desigualdades, racismo, corrupção, estereótipos, entre outras questões. Por isso, separamos 7 músicas brasileiras que você pode usar para se inspirar e acrescentar como repertório na sua redação. Ademais, esperamos que elas despertem sua memória para outras que você já conhece, mas que nunca pensou em explorar dessa forma. Boa leitura! 1 – Ser diferente é normal Todo mundo tem seu jeito singular De ser feliz, de viver e enxergar Se os olhos são maiores ou são orientais E daí, que diferença faz? Todo mundo tem que ser especial Em oportunidades, em direitos, coisa e tal Seja branco, preto, verde, azul ou lilás E daí, que diferença faz? https://youtu.be/qAj-yafayfsNesta canção, interpretada por Lenine, a mensagem é simples e clara: que diferença faz sermos diferentes? A referência à diversidade racial se manifesta na menção aos olhos (maiores ou orientais) e às cores. Além disso, podemos usá-la para tratar sobre ações afirmativas. “Todo mundo tem que ser especial/em oportunidades, em direitos”. Isso nos lembra do conceito de equidade, tão em evidência atualmente. Trata-se de fazer justiça e dar oportunidades iguais a indivíduos em suas diferenças. Assim, “todo mundo é especial” (em sua singularidade) e deve ter acesso aos mesmos direitos. Eventualmente, você pode encontrar outras formas de discutir essa letra, dependendo do assunto sobre o qual a sua dissertação tratar. Na sequência desses versos destacados, ainda temos menção à gordofobia, à liberdade religiosa e à liberdade de expressão. Por enquanto, ouça com atenção e se inspire. 2 – Triste, louca ou má https://youtu.be/lKmYTHgBNoEEm 2016, foi lançado o álbum de estreia da banda Francisco, el Hombre. A música Triste, louca ou má provavelmente é uma das mais conhecidas dele, pois fez parte da trilha da novela O outro lado do paraíso, da Rede Globo. De acordo com a percussionista da banda e uma das compositoras da canção, Juliana Strassacapa, faz parte da função social da música discutir machismo e violência doméstica no nosso dia a dia. Só para ilustrar, em uma das cenas da novela, a canção tocou após o estupro da protagonista, pelo marido, em sua noite de núpcias. Triste, louca ou má / será qualificada/ ela quem recusar/ seguir receita tal/ a receita cultural/ do marido, da família/ cuida, cuida da rotina/ só mesmo rejeita/ bem conhecida receita/ quem não sem dores/aceita que tudo deve mudar/ que um homem não te define/ sua casa não te define/ sua carne não te define/ você é seu próprio lar (…) A violência contra a mulher já foi tema da redação do ENEM em 2015, mas a persistência do problema segue até nossos dias. Com efeito, pesquisas alertam que a pandemia de coronavírus fez crescer essa mazela que coloca diversas mulheres em situação de perigo. Portanto, infelizmente podemos nos deparar com esse assunto – reformulado – em situações de prova semelhantes. Ao longo de toda a composição – que tem uma melodia e um clipe oficial tão sensíveis quanto a letra – são percebidos os traços da cultura patriarcal e da mulher que “desperta” para o fato de que não pode ser definida pelo seu sexo. Assim, é uma música brasileira que pode auxiliar bastante a tratar as questões de gênero na redação, e em como elas influenciam na vida em sociedade. Então, coloque o fone de ouvido para ouvir e ver essa obra no Youtube. Aproveite para conferir outras músicas brasileiras para redação compostas por bandas “alternativas” do nosso país. 3 – Fórmula mágica da paz https://youtu.be/qAj-yafayfsO álbum “Sobrevivendo no inferno”, dos Racionais Mc’s , virou notícia em 2018 ao ser incluído na lista de obras de leitura obrigatória para o vestibular da Unicamp. Publicado em livro pela editora Companhia das Letras, as poesias ajudam – e muito – a debatermos sobre política, racismo, história, exclusão social e lutas por direitos. Certamente muitas músicas desse grupo podem ser relevantes argumentos em qualquer texto, por isso vale a pena ler/ouvir o álbum na íntegra. Aqui, destacamos “Fórmula mágica da paz”, que narra – pela visão de um morador – a realidade dura da comunidade pobre, a luta para arrumar uma forma de não viver no/do crime. As imagens construídas são fortes e tocantes, e a narrativa nos dá a sensação de estarmos vendo um filme: 2 de Novembro era Finados, eu parei em frente ao São Luís do outro lado E durante uma meia hora olhei um por um e o que todas as senhoras tinham em comum A roupa humilde, a pele escura, o rosto abatido pela vida dura Colocando flores sobre a sepultura Podia ser a minha mãe, que loucura! Cada lugar uma lei, eu tô ligado No extremo sul da Zona Sul tá tudo errado Sim, aqui vale muito pouco a sua vida, nossa lei é falha, violenta e suicida Se diz, que me diz que, não se revela Parágrafo primeiro na lei da favela Legal, assustador é quando se descobre que tudo deu em nada e que só morre o pobre No trecho destacado, é possível perceber várias possibilidades de uso dessa música em uma redação. Aqui é mostrada uma situação que está na mídia frequentemente,
170 artigos encontrados
Envie suas redações e receba correção profissional em até 24h com feedback detalhado de especialistas aprovados nas melhores universidades
Ver Planos de Correção