
Se você ainda não sabe a diferença entre artigo de opinião e dissertação, então esse é lugar certo para aprender! Iremos falar sobre cada estrutura e quais são as principais diferenças entre esses dois gêneros do tipo argumentativo. Por isso, é importante se lembrar de que cada um tem características, objetivos, suporte, público-alvo e finalidades distintas, o que ajuda na hora de estudar.
Nós sabemos que conhecer bem os gêneros textuais e como fazê-los da maneira certa é fundamental para se dar bem em qualquer processo seletivo. E por conta disso, trouxemos as informações mais relevantes sobre o assunto com tudo que você precisa saber para arrasar na sua escrita.
Acompanhe o nosso conteúdo e aprenda de uma vez por todas a identificar e escrever muito bem esses dois textos tão presentes em vestibulares, ENEM e provas de concursos. Vem com a gente e tire suas dúvidas!
A primeira coisa que deve ser destacada sobre esse tópico é o que cada uma dessas propostas de redação realmente é. Por isso, no caso do artigo de opinião, estamos falando de um gênero muito comum e que circula muito em revistas, jornais e outros suportes que tratem sobre assuntos em que o posicionamento de quem escreve é necessário, além de levar em conta um interlocutor específico.
Já a dissertação, que também é produto do mesmo tipo textual, o argumentativo, possui um foco principal em apresentar conhecimentos sobre determinado assunto, levantando hipóteses sem buscar a persuasão do seu interlocutor. Sua principal função é disseminar informação com fontes confiáveis.
Bem, agora que você já sabe um pouco mais sobre essas duas possibilidades de escrita, vamos nos aprofundar um pouco mais sobre cada uma delas.
Esse gênero de texto é uma forma de falar sobre um determinado assunto, informar o leitor, levantar pontos positivos e negativos e ainda fazer um apanhado das opiniões dos principais especialistas no tema. Então, o objetivo final da dissertação é que o leitor, após a leitura, consiga realizar uma reflexão a respeito da temática.
Numa dissertação, o autor apenas organiza e discute os elementos essenciais sobre o tema em questão, sem incluir na redação seu ponto de vista, poisnão há qualquer intenção de direcionar o pensamento do leitor. O objetivo central da dissertação é fornecer informações, por isso, é um texto que frequentemente aparece em sites ou revistas especializados e em releases de novos produtos.
Já a famosa dissertação argumentativa, algumas coisas mudam, pois o foco aqui, é outro. Além de informar sobre tópicos diversos, ainda promove uma discussão sobre ele com base em argumentos bem fundamentados, o que significa dizer que o autor também precisará da contribuição de profissionais renomados no assunto ou de fatos que sustentem sua posição sobre a abordagem. Ah! E esse é um formato amplamente cobrado pelo ENEM.
Quando estamos falando de estrutura, tanto da dissertação quanto da dissertação argumentativa, as regras são muito parecidas, como o caso da organização em parágrafos que deve conter, obrigatoriamente, três elementos: introdução, desenvolvimento e conclusão. O tamanho clássico desse texto é cerca de 30 linhas ou uma página, podendo se estender a uma página e meia.
O que irá diferenciar uma da outra, além da linguagem, é como deve ser escrita a sua conclusão. Enquanto na dissertação é necessário fazer apenas um fechamento do assunto, sem maiores detalhes, na dissertação argumentativa é preciso incluir algum tipo de intervenção/solução para o que foi problematizado ao longo do texto.
Veja um bom exemplo dessa prática logo abaixo em que a candidata Natália Silva, no ENEM , utilizou muito bem as diretrizes da estrutura do gênero, cujo tema era “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”. No seu parágrafo final, finalizou o assunto nas primeiras linhas e ainda propôs várias medidas para solucionar o problema proposto.
“Evidencia-se, portanto, que a manipulação advinda do controle de dados na internet é um obstáculo para a consolidação de uma educação libertadora. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação investir em educação digital nas escolas, por meio da inclusão de disciplinas facultativas, as quais orientarão os alunos sobre as informações pessoais publicadas na internet, a fim de mitigar a influência exercida pelos algoritmos e, consequentemente, fomentar o uso mais consciente das plataformas digitais.
Além disso, é necessário que o Ministério da Justiça, em parceria com empresas de tecnologia, crie canais de denúncia de “fake news”, mediante a implementação de indicadores de confiabilidade nas notícias veiculadas – como o projeto “The Trust Project” nos Estados Unidos – com o intuito de minimizar o compartilhamento de informações falsas e o impacto desses na sociedade. Feito isso, a sociedade brasileira poderá se proteger contra a manipulação e a desinformação.”
(Fonte: Brasil Escola. Acesso em novembro de 2019)
Portanto, é importante ressaltar que a dissertação é neutra, impessoal e dá espaço para somente o leitor formular as suas próprias opiniões sobre o que foi abordado.
Enquanto a dissertação argumentativa, mesmo que não contenha elementos que marcam individualidade (eu penso, considero etc.), precisa, obrigatoriamente, trazer um posicionamento claro e objetivo, deixando evidente qual é o ponto de vista do autor do texto, quais são os motivos que o fazem pensar assim e quais soluções seriam possíveis.
Esse gênero tão comum e presente nos comandos de redação circula em jornais, sites e revistas e tem um objetivo bastante definido: expor uma opinião sobre um determinado assunto (de relevância social) trazendo as impressões e opiniões do autor acerca do que está sendo abordado.
Ao contrário das dissertações, que discutem e elaboram a defesa de ideias, há sim uma intenção de convencer o leitor sobre o posicionamento adotado na redação. Pois, esse leitor é definido e específico já que o artigo de opinião é feito para que a sua circulação ocorra em contextos mais fechados.
Esse tipo de artigo pode variar de tamanho, podendo ser escrito em 30 linhas ou até mesmo em várias páginas. O que irá determinar a sua extensão é a complexidade do assunto a ser tratado. Portanto, quanto maior a complexidade, maior será a sua extensão.
Outro elemento que pode aparecer nesse caso são as referências pessoais, além de verbos e pronomes em primeira pessoa do singular (eu). Algo que definitivamente não acontece na dissertação, sendo até mesmo considerado como erro. Aliás, quanto mais alto for seu nível de especialização no tema abordado, mais referências pessoais podem ser incluídas na sua redação.
É muito frequente que, em testes de grande alcance, como ENEM e vestibulares, os comandos de redação apareçam no início, delimitando o que você pode escolher na hora de redigir a proposta. É muito importante que você saiba diferenciar os vários gêneros de texto e consiga expressar suas ideias de acordo com o modelo exigido.
E para facilitar ainda mais a sua jornada de estudos, elaboramos uma tabela contendo todas as informações acima de forma resumida e fácil de anotar.
| Textos argumentativos | Tipo de leitor | Linguagem utilizada | Estrutura |
| Dissertação | Universal, sem público definido | Escrita impessoal; sujeito indefinido; padrão normal culta da língua | Deve conter: introdução, desenvolvimento e conclusão de, em média, 30 linhas |
| Artigo de opinião | Específico, foco em nichos de interesse | Subjetivo; narrador em 1ª pessoa; linguagem que se adapta ao público | Texto fluido que pode ser curto ou de várias páginas |
Agora que você já domina o assunto, que tal praticar um pouco com as nossos temas de redação? Aqui você irá encontrar diversos comandos prontos para praticar qualquer tipo de redação e se preparar para qualquer prova. Acompanhe o nosso blog e conte com conteúdos de alta qualidade para te ajudar na sua jornada de estudos.
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Ver Planos de CorreçãoToda dissertação-argumentativa tem que ter proposta de intervenção, citação, título? Role a tela para ver as respostas e entender por que quase todo vestibular e o Enem insistem em pedir dissertação! Sim, tem uma lógica nessa insistência deles. E como eles não vão mudar de ideia tão cedo, entenda as características do texto dissertativo-argumentativo e as diferenças entre vestibulares e Enem. Por que fazer redações dissertativas em provas? Pensa com a gente: qual o melhor tipo de texto para avaliar um aluno de forma justa? A narração depende de uma certa habilidade criativa. Afinal, todo mundo escreve uma história, mas narrativas interessantes, que prendem o leitor, não é pra qualquer um. E como a narrativa depende da criatividade, alguns candidatos seriam privilegiados – nosso sistema de ensino não treina criatividade muito bem… A descrição é, de certa forma limitada, quer dizer, o corretor não teria muitas chances de avaliar o candidato – basicamente analisaria gramática. Sem mencionar que textos que usam apenas descrição são poucos (relatórios científicos, por exemplo). Então sobrou para a dissertação. A dissertação é perfeita para o corretor avaliar o candidato. Além da gramática e da linguagem, é possível avaliar a habilidade de raciocínio dele, e seu nível de maturidade (sim, no ensino superior precisamos de gente com maturidade!). Na dissertação, não faz diferença se o candidato tem aptidão artística, e sim pensamento crítico. É uma forma justa de avaliar ou não é?! Além disso, há uma infinidade de assuntos para se usar em dissertações! Se você segue nosso blog, já viu dezenas deles – toda semana temos um novo, e semana que vem tem outro chegando. Entendeu agora? Por isso dissertação é a composição escrita preferida dos vestibulares e do Enem! Como é um texto dissertativo-argumentativo para vestibular e Enem? Temos um artigo que explica sobre a diferença entre dissertação argumentativa e a expositiva. De qualquer forma, vamos detalhar a argumentativa agora. Dissertação argumentativa é qualquer texto em que o autor dê seu parecer sobre um assunto. Qualquer texto mesmo – até em forma de poesia, crônica… Mas, em provas, a dissertação argumentativa tem que ter 3 partes: Esses elementos são obrigatórios em qualquer redação dissertativa de prova, ok? No entanto, a maior parte da pontuação recai sobre o desenvolvimento, pois ali está a argumentação. Então no desenvolvimento é que você precisa dar seu máximo! Como fazer uma argumentação perfeita no vestibular ou Enem? Há muita coisa (muita coisa mesmo!) que você precisa treinar na sua argumentação – temos muitos artigos ensinando tudo isso, é só procurar! Mas, só para agilizar sua vida, vamos resumi-los agora. Argumentos convincentes Explique da melhor forma que puder por que você tem aquela opinião que está na tese. É isso que é argumentar de forma convincente. O leitor não será convencido a seguir sua opinião – não, nada disso! Ele entenderá suas razões para sua opinião, só isso. E para conseguir esse efeito, siga estas dicas: 1. Seus argumentos precisam combinar com sua tese. Como é que é?! você não sabe o que é tese? Não seja por isso: aqui está tudo sobre tese. Redações que têm teses interessantes, argumentos cheios de citações e bem explicados, mas que não têm a ver com a tese… não têm chance. 2. Seus argumentos precisam ser baseados em verdades. Sobre as verdades nas quais sua argumentação precisa se basear, podem ser as seguintes: Em qualquer redação dissertativa de prova esses elementos vão muito bem, pode usar! Você percebeu que são garantias de autoridades? Valem como verdades. 3. Seus argumentos precisam ser claros. Podemos imaginar você dizendo “Isso é óbvio, se não for claro, o corretor não vai entender (e eu não vou receber a nota que preciso)!” A gente também achava óbvio, mas nossos corretores insistiram que a gente incluísse na lista. Eles dizem que muitas vezes precisam reler um trecho de uma redação para entender! E é tão comum continuarem sem entender… Então, por favor, escreva como você falaria com o professor-corretor. E releia a redação para ver se está tudo no lugar certo mesmo… sabe como é… 4. Com informações suficientes E sobre a suficiência das informações, você precisa ter certeza de que o leitor não ficou com dúvida em nada. Um erro comum é o candidato supor que o corretor vai entender a ideia, mas na prática falta alguma informação para que ele entenda. E o oposto também é verdadeiro: tem candidatos que repassam informações excessivas, informações que todos conhecem – é um erro. Precisa pôr título na redação do vestibular e do Enem? Observe que alguns vestibulares exigem título e outros não. Sua prova de vestibular ou do Enem pode pedir título (ou não) de uma hora para outra – tem isso também! É direito deles. Então leia direitinho as informações no caderno de provas, porque é lá que vai estar essa informação. O que temos visto é que a ausência do título, quando ele é pedido, não costuma desclassificar o candidato, mas sabemos de vestibulares que desclassificam. Entretanto, no Enem há um detalhe que faz toda a diferença: o título conta como linha da redação, então pode classificar uma redação que tenha só 7 linhas (ele é a 8ª linha!). Portanto aconselhamos que leve a sério a obrigatoriedade de usar um título (se for o caso). Temos umas dicas legais para títulos, caso você deseje (ou precise) incluir um. Embora títulos não recebam nota, por que não criar um título atraente, não é? Os títulos mais queridos pelos candidatos que nos enviam redações para corrigir são os seguintes: Aconselhamos que você não perca tempo tentando criar um título original, porque o tempo é crucial na redação (como já dissemos) – dedique o tempo ao que vale pontos! Pense num título que tenha a ver com seu texto e seja atraente – é o que basta. O que a redação do Enem tem de diferente? Já ouviu falar daquela história da proposta de intervenção no Enem, não é? Entenda o seguinte: dissertações podem incluir soluções possíveis, sempre que você
Vai encarar os dois vestibulares? Então é hora de saber as diferenças entre a redação do Enem e a da Fuvest (e as semelhanças também!). Aqui estão os dois maiores processos seletivos do Brasil: Fuvest e Enem. E adivinha? esses vestibulares têm as redações que causam mais calafrios nos candidatos! Vamos fazer assim: você verá uma comparação entre as duas redações com base em cada detalhe das provas. Comecemos! Diferença entre a redação do Enem e Fuvest nas propostas de intervenção Fuvest: Não costuma pedir propostas de intervenção, ou seja, soluções para os problemáticas da temática. É que os temas, geralmente, não são problemas a serem resolvidos, e… se não tem problema, não existe solução, não é mesmo? Veja se esta proposta de redação de 2022 espera alguma solução: Enem – Pede sempre proposta de intervenção porque seus temas são sempre ligados a problemas sociais. Observe nesta proposta de redação de 2020 como isso é pedido: Então, agora, vamos falar mais dos temas. Diferenças na redação do Enem da Fuvest nos temas Fuvest – Os temas da Fuvest envolvem comportamento humano e analisam a capacidade do candidato de observar o mundo ao redor e pensar sobre ele. Assim, a Fuvest leva os candidatos a um tipo de dissertação argumentativa parecida com um ensaio. Ensaio é um texto onde o autor expõe o que pensa, mas sem tentar convencer ninguém, nem de chegar a uma resposta definitiva, a uma solução. Esta proposta de redação de 2017 é um exemplo perfeito: Saiba como interpretar temas subjetivos como os da Fuvest: Enem – Sempre pede dissertações sobre problemas brasileiros. Embora seja uma dissertação-argumentativa, pode ter características expositivas também. Isso é normal, afinal os candidatos devem seguir o mesmo caminho: falarem do problema em si e dar soluções, então as redações ficam parecidas. E qual a marca registrada de cada prova? Diferença na redação do Enem e da Fuvest no padrão esperado Fuvest – Espera que o candidato “apareça” na redação, mostre sua personalidade, sem medo. Inclusive em várias propostas de redação a Fuvest fez perguntas diretas ao candidato, levando-o a escrever em primeira pessoa. Foi o caso da prova de 2007: Dar opinião sem medo, ter pensamento crítico é de muito valor para a Fuvest! Ela considera também o nível de maturidade do candidato. Enem – Não é tão importante que o candidato apareça com sua personalidade na redação; o mais importante é o básico: ser claro e ter coerência no que escreve. Mesmo que o candidato escreva de forma 100% impessoal, pode chegar à nota máxima. Falemos sobre os textos de apoio de cada prova! Textos motivadores Como usá-los? Fuvest – Deseja-se que o candidato dialogue com os textos de apoio – quer dizer, não faça de conta que eles não existem! A Fuvest não só testa sua habilidade em escrever e ser claro, mas sua capacidade de compreender os textos e as nuances deles. Escrever uma redação para a Fuvest ignorando os textos de apoio não significa estar “fora da disputa”, de jeito nenhum, mas, numa competição alta, quem mostrar a habilidade de dialogar com os textos já está na frente. Enem – No entanto, aqui não exige que os textos de apoio sejam comentados na redação, não há nota específica para isso. Tipos de textos Fuvest – Os textos motivadores (de apoio) costumam ter um nível de dificuldade um pouco maior que os do Enem. Quando mencionamos nível de dificuldade alto, isso pode significar vocabulário mais amplo ou erudito, ou um raciocínio mais intrincado. Logo, para sentir na pele o que é isso, veja a proposta de redação de 1998: Viu como a Fuvest exige ótima capacidade de interpretação? Inclusive poemas e músicas podem aparecer como apoio na Fuvest. Enem – Os textos motivadores costumam ser de fácil compreensão. E mesmo que sejam ignorados, o importante na prova é o recorte temático, que vem geralmente em destaque. A prova de 2013 tem textos bem fáceis de serem compreendidos, veja: Agora… o ponto central de uma prova de redação! Proposta de redação Existem diferenças na redação do Enem e da Fuvest quando se trata da proposta de redação, e é importantíssimo não se perder! Afinal, isso pode custar sua nota! Fuvest – A proposta pode conter alguma pergunta direcionadora (que é o foco do tema), mas também pode ter mais de uma pergunta (o candidato pode até escolher qual prefere focar). Ou até… uma série de perguntas, para dar uma ajudinha! Veja se não foi o caso da prova de 2002: E já houve momentos em que não havia pergunta nenhuma! Foi o que aconteceu na prova de 1995: Como você vê, é bom estar preparado quanto à interpretação de textos! Enem – O importante mesmo é seguir o recorte temático, que sempre vem destacado com aspas, como nesta prova de 2018: Repertório Fuvest – Não existe qualquer pontuação a mais para quem cita fontes confiáveis, como filósofos, obras ou coisas do tipo. Apenas que, naturalmente, qualquer argumento que traga mais garantia tem o poder de reforçar a argumentação, isso sim. Enem – Algum repertório que tenha garantia da fonte – algum estudioso, ou alguma área do conhecimento – tem pontuação à parte. É o jeito de o Enem valorizar quem tem mais hábito de leitura e interesse. Então, hora de entrar em alguns detalhes. Extensão Fuvest – mínimo de 20 linhas. Enem – mínimo de 8 linhas. Título Fuvest – Pede título (embora ela não tenha tirado pontos de quem não põe título). Enem – Não pede título (embora não tire pontos de quem ponha título).Número de linhas por parágrafo Fuvest – Não há exigência de número exato de linhas ou frases por parágrafo. Enem – Embora não haja informação sobre número mínimo de linhas na cartilha do Enem, sabe-se, pela cartilha dos corretores, que parágrafos sem desenvolvimento são considerados embrionários. E parágrafo embrionário pode significar perda de nota. Semelhanças entre a redação do Enem e da Fuvest Saiba mais sobre a redação da Fuvest: Leia alguns artigos relacionados que
Quando o assunto são tipos e gêneros textuais, é normal se confundir um pouco e até achar complicado demais. Porém, com as informações corretas fica muito mais fácil entender esse elemento tão importante durante toda a nossa formação educacional. Uma das razões que gera desentendimento entre os estudantes é a falta de clareza sobre a diferença entre gênero e tipo textual e quais são os seus detalhes e características. Podemos passar por anos na escola, e até mesmo na universidade, sem saber fazer a distinção correta entre as duas modalidades que se permeiam. Pois, por serem partes integrantes entre si, são comumente, e erroneamente, tratadas como a mesma coisa. E pensando nisso, nossa equipe do Redação Online preparou um pequeno guia que irá ajudar na compreensão desse tópico tão temido entre a maioria dos alunos, principalmente os que estão estudando para o ENEM e vestibulares. Continue lendo para se preparar para qualquer prova e ainda dominar o assunto de uma vez por todas. Tipos de redação e suas principais características Para entender bem sobre redação primeiro é necessário que se compreenda o que são tipos e gêneros textuais. Isso acontece, porque a tipologia textual trata especificamente sobre os constructos teóricos definidos por atributos linguísticos específicos, como os aspectos lexicais, o tempo verbal, a sintaxe e mais. Esses agentes constituintes da produção possuem e são formados, então, por características e sequências linguísticas presentes na grande maioria dos textos produzidos na sociedade. Portanto, para nos aprofundarmos nas exigências das provas de concursos públicos, vestibulares e ENEM, é necessário entender um pouco sobre o funcionamento de cada parte do desenvolvimento da sua escrita. Conheça, de forma resumida, cada tipo e sua função. descritivo: um processo estático, que dá detalhes, caracteriza e faz uma descrição sobre quaisquer situações e cenários, imaginárias ou não. A caracterização de algo ou alguém; narrativo: uma sequência temporal, um recorte geralmente fictício, que envolve acontecimentos de um personagem, narrados por uma figura de narrador. Que pode ser parte da história, ou não; expositivo: quando se fala sobre determinado assunto, explicando como esse fenômeno acontece ou “funciona”; argumentativo ou dissertativo-argumentativo: recurso que é utilizado quando queremos defender e fundamentar nossa ideia ou ponto de vista, com a intenção de persuadir o outro a concordar com um posicionamento específico; injuntivo: os textos dessa categoria, também conhecidos como instrucionais, são feitos com a intenção de instruir alguém a praticar uma ação. Agora que você já sabe um pouco mais sobre as tipologias apresentadas pelos estudiosos da língua e do discurso, fica mais perceptível e fácil de reconhecer e seguir os comandos presentes nas questões e temas de redação. Tipos e gêneros de redação mais comuns em provas e vestibulares Agora que estabelecemos a diferença entre os conceitos e como tratá-los da maneira correta, vamos conhecer um pouco mais sobre os gêneros textuais mais comuns quando o assunto é produção textual. Eles são simples de entender e possuem estruturas fáceis de aplicar, basta saber identificá-los com base nos seus elementos. Uma informação de enorme importância é que um gênero pode conter mais de um tipo textual. Por exemplo, manuais de montagem de móveis possuem uma lista contendo as peças (texto do tipo descritivo) e as instruções de como fazer a montagem (texto do tipo injuntivo). Por isso, sempre preste atenção nos elementos necessários na hora de produzir um texto específico. Veja quais são as produções mais requisitadas pelas bancas em ordem de prevalência. 1. Tipo Narrativo Dentro dessa categoria estão todas as produções que seguem o padrão: personagem – ação – tempo – espaço. A ação é performada pelos personagens que, por sua vez, estão inseridos em um tempo e espaço específicos. A narrativa conta uma história, geralmente fictícia, através do seu elemento principal, o narrador, que pode fazer parte dos acontecimentos ou não. Essa construção é a mais comum e recorrente entre as estruturas textuais, tanto na forma oral, quanto na forma. Por conta disso, muitos gêneros textuais possuem os elementos da tipologia narrativa, como: a crônica, contos, fábulas, romances, lendas. Em vestibulares, concursos e provas o mais esperado é que a crônica seja abordada como proposta de produção. Portanto, lembre-se de que a estrutura básica é marcada por: introdução, desenvolvimento, clímax e conclusão ou desfecho. Seus narradores podem em primeira pessoa (o narrador vive a história) ou em terceira pessoa (quando o narrador é apenas um espectador). 2. Texto dissertativo ou dissertativo-argumentativo Os textos dissertativos são caracterizados pela apresentação de temas ou assuntos, com o posicionamento e estruturação de argumentação, exemplos e dados consistentes. É muito importante ressaltar que toda argumentação, para que seja válida, deve conter dados, pesquisas e informações devidamente confirmadas. Nada de achismos e ideias sem comprovação. Sua estrutura deve se organizar em torno de uma estratégia de persuasão sobre o posicionamento proposto no texto. Portanto, os elementos presentes, devem ser: exposição inicial do tema; posicionamento da ideia que criará a base da argumentação; problematização e exposição dos argumentos relacionados ao tema; resolução da discussão; conclusão e pontuações finais. Os gêneros textuais dissertativos mais comuns são os artigos de opinião, teses e dissertações acadêmicas, editoriais jornalísticos, etc. 3. Texto injuntivo Com foco em fornecer instruções, o tipo injuntivo procura instruir e guiar o leitor na realização de determinadas ações. A linguagem, por conta disso, é mais voltada ao modo imperativo, indicando a pedido ou ordem de forma clara e objetiva, sem marcas de pessoalidade e com frases e tópicos menores, facilitando a compreensão. Em razão disso, é comum encontrar gêneros que mesclam o tipo expositivo ou dissertativo para apresentar ou defender um posicionamento para, depois, realizar uma solicitação ou instrução. Seus exemplos mais comuns são: instruções em geral, receitas médicas ou de cozinha, manuais, textos de orientação, etc. 4. Texto Expositivo Assim como o próprio nome sugere, a exposição de informações e saberes é o foco da exposição. Contudo, diferentemente da dissertação e argumentação, seu único objetivo é apresentar ideias, conceitos e conhecimentos sobre tópicos e temas, de forma organizada e que faça sentido. Para que a
Se existe uma parte da redação do ENEM que tira o sono dos candidatos, é o desenvolvimento argumentativo. É nele que você mostra se realmente sabe defender um ponto de vista com profundidade, coerência e repertório sociocultural. Não é exagero dizer que o desenvolvimento separa as redações medianas das redações nota 1000. Muitos alunos até conseguem fazer introduções criativas, mas travam na hora de argumentar. Isso porque, além de organizar ideias, é preciso estruturar causas, consequências e soluções de forma consistente. Como desenvolver uma boa argumentação? Uma boa argumentação não nasce do improviso: ela precisa seguir uma estrutura lógica. Pense no parágrafo como uma corrente de ideias: cada elo precisa estar bem conectado. 📌 Estrutura clássica do desenvolvimento: ⚠️ A falha mais comum dos estudantes é “jogar” repertórios sem explicá-los. No ENEM, o corretor espera explicação, análise e vínculo com a tese. Como fazer um desenvolvimento de argumentos? No desenvolvimento, cada parágrafo deve trabalhar um argumento distinto, sempre ligado à tese apresentada na introdução. 📌 Funções dos parágrafos: Esse equilíbrio mostra que o aluno sabe olhar para o tema de diferentes ângulos. 🔎 Exemplo prático:Tema → evasão escolar. O que falar no desenvolvimento 1? No Desenvolvimento 1, você deve: ✅ Exemplo:“Diante desse cenário, observa-se que a negligência governamental compromete o acesso da população a políticas públicas de segurança, o que intensifica a violência urbana.” O que falar no desenvolvimento 2? O Desenvolvimento 2 deve acrescentar uma nova camada de análise. Pode ser: ✅ Exemplo:“Além disso, a desinformação midiática reforça preconceitos sociais e dificulta a formação de uma consciência crítica.” Quais são 5 estratégias argumentativas? Para variar sua redação e evitar repetições, use diferentes estratégias: Essas estratégias dão densidade e credibilidade ao texto. Que palavras devo usar para iniciar uma argumentação? O início de cada parágrafo deve ter coesão. Não comece de forma brusca. Use conectivos que guiem o corretor pela sua linha de raciocínio. Passo a passo para fazer a argumentação perfeita Aqui está o roteiro definitivo: ✅ Exemplo de parágrafo completo “Diante desse cenário, observa-se que a negligência governamental compromete a permanência escolar de milhares de adolescentes brasileiros. Segundo o IBGE, mais de 1,5 milhão de jovens entre 15 e 17 anos estavam fora da escola em 2022, dado que comprova a falta de políticas públicas eficazes de inclusão. Com efeito, a ausência de programas de permanência e apoio socioeconômico gera um quadro alarmante, em que estudantes de famílias vulneráveis abandonam os estudos para ingressar precocemente no mercado de trabalho. Exemplo disso é que, segundo o Unicef, o Brasil registrou aumento de 24% no trabalho infantil durante a pandemia, o que reforça a relação entre desigualdade social e evasão escolar. Essa falha resulta na exclusão social de milhares de jovens, perpetuando o ciclo da pobreza e limitando suas oportunidades de ascensão. Em suma, a ausência de políticas educacionais eficazes aprofunda a desigualdade e reforça a urgência de medidas estatais para garantir o direito à educação.” Conclusão O desenvolvimento é o coração da sua redação. É nele que você mostra: 📌 Resumindo: um parágrafo perfeito tem tópico frasal + repertório + aprofundamento + consequência + fechamento. 👉 No Redação Online, você encontra mais de 1.200 temas de redação para treinar, com correção detalhada em cada competência.Faltam apenas 2 meses para o ENEM. Não deixe a sua argumentação ser o motivo de perder pontos.
Talvez você já tenha ouvido alguém dizer em tom de brincadeira: “Vou parar no CAPS”.Mas o que muita gente não sabe é que o CAPS – Centro de Atenção Psicossocial – é uma política pública essencial para o Brasil. Esses centros representam um avanço no cuidado com a saúde mental e podem ser utilizados como repertório sociocultural poderoso em diferentes temas de redação. O que é o CAPS e qual a sua função? O CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) é um serviço de saúde pública voltado para o tratamento de pessoas em sofrimento psíquico grave e persistente. Ele substitui em parte o modelo hospitalar psiquiátrico, priorizando o cuidado comunitário e a reintegração social. Sua principal função é oferecer atendimento humanizado a quem enfrenta transtornos mentais ou dependência de álcool e drogas, evitando o isolamento e promovendo inclusão social. Qual é a função do sistema CAPS? O sistema CAPS está organizado em modalidades (CAPS I, II, III, CAPS ad, CAPS i, etc.), que variam conforme o porte do município e a complexidade dos atendimentos. A função central é: Agora que entendemos a função, vamos responder outra dúvida comum. O que é o sistema CAPS? O sistema CAPS é parte da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), criada pelo SUS, e atua em conjunto com Unidades Básicas de Saúde, hospitais gerais e serviços de emergência. Ele busca romper com o antigo modelo de manicômios e garantir que a saúde mental seja tratada como um direito humano básico. O que é CAPS na gíria? Na linguagem popular, muitas vezes o termo “CAPS” é usado como piada ou gíria para falar de problemas de saúde mental. Mas essa banalização esconde a seriedade do tema. Na redação, esse uso não deve ser feito de forma irônica. Ao contrário, é uma oportunidade de mostrar conhecimento crítico sobre políticas públicas de saúde mental no Brasil. Como usar o CAPS na redação? Você pode utilizar o CAPS em temas que envolvam saúde mental, políticas públicas, dependência química e direitos humanos. Exemplo de frase argumentativa: “De acordo com os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), criados pelo SUS, o atendimento comunitário é fundamental para reduzir o estigma da saúde mental e promover inclusão social.” Exemplo de introdução (3 períodos, padrão ENEM): A negligência estatal em relação à saúde mental compromete diretamente a qualidade de vida da população. Nesse cenário, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), instituídos pelo SUS para oferecer acolhimento e tratamento comunitário, representam uma política pública essencial. Entretanto, a limitação de recursos e o estigma social ainda dificultam o acesso, o que perpetua tanto o sofrimento psíquico quanto a exclusão social. Quais temáticas de redação permitem usar o CAPS? Conclusão O CAPS é mais do que uma sigla usada em memes: é uma política pública estratégica e um repertório sociocultural legítimo para redações do ENEM e vestibulares. Ao incluí-lo nos seus textos, você mostra conhecimento crítico, capacidade de argumentação e domínio sobre a realidade brasileira. 📌 Resumindo: use o CAPS para discutir saúde mental, políticas públicas e inclusão social.
Nos últimos anos, o critério de uso produtivo do repertório sociocultural tornou-se fundamental para a correção da redação do ENEM. Isso aconteceu porque muitos alunos passaram a citar repertórios de maneira superficial, sem estabelecer uma relação clara com o tema ou sem usá-los para aprofundar a argumentação. Se você já ouviu falar sobre repertório sociocultural, mas ainda tem dúvidas sobre como usá-lo corretamente para garantir uma nota alta, este post vai esclarecer tudo! O que é repertório sociocultural na redação do ENEM? O repertório sociocultural é o conhecimento externo que pode ser utilizado na redação para sustentar os argumentos. Ele pode ser baseado em diferentes fontes, como: Mas atenção! Não basta apenas inserir um repertório na redação – ele precisa ser: 1️⃣ Legitimado → deve vir de uma fonte confiável, como livros acadêmicos, documentos oficiais, pesquisas científicas ou eventos históricos bem documentados. 2️⃣ Pertinente → o repertório deve estar diretamente relacionado ao tema da redação. Por exemplo, se o tema for “A importância da educação financeira no Brasil”, não adianta citar um filósofo da Idade Média que nunca abordou economia. Dessa forma, é essencial selecionar referências que tenham conexão com a proposta para fortalecer a argumentação. 3️⃣ Produtivo → precisa contribuir para a progressão do argumento, aprofundando a reflexão e ajudando a construir um raciocínio sólido. Se um repertório não cumprir esses critérios, ele pode ser considerado superficial e levar à perda de pontos na Competência II. O que é um repertório com uso produtivo? Agora que já sabemos o que é um repertório sociocultural, vamos entender o que faz com que ele seja considerado produtivo. Um repertório produtivo é aquele que não apenas complementa a argumentação, mas também ajuda a construir um raciocínio forte e aprofundado. Como tornar um repertório produtivo dentro da argumentação? Agora que você entendeu o que é um repertório produtivo, vamos à pergunta mais importante: como garantir que ele realmente agregue valor à sua redação? Para isso, a chave para tornar um repertório produtivo é integrá-lo ao argumento de maneira lógica, de modo que ele ajude a aprofundar a reflexão sobre o tema. Quais os critérios de avaliação da Competência II? A Competência II avalia se o candidato compreende o tema e utiliza repertórios de forma estratégica. Veja a tabela abaixo com os critérios de avaliação: 📊 Tabela de avaliação da Competência II COMPETÊNCIA II Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa 1 Tangência ao tema OU ➔ Texto composto por aglomerado caótico de PALAVRAS OU ➔ Traços constantes de outros tipos textuais 2 Abordagem completa do tema E ➔ 3 partes do texto (2 delas embrionárias) OU ➔ Conclusão finalizada por frase incompleta Redações que apresentam muitos trechos de cópia não devem ultrapassar este nível 3 Abordagem completa do tema E 3 partes do texto (1 delas pode ser embrionária) Redações com corpo do texto composto por até 8 linhas em que não é possível reconhecer as 3 partes não devem ultrapassar este nível E ➔ Repertório baseado nos textos motivadores E/OU ➔ Repertório não legitimado E/OU ➔ Repertório legitimado, MAS não pertinente ao tema 4 Abordagem completa do tema E 3 partes do texto (nenhuma delas embrionária) E Repertório legitimado E pertinente ao tema, SEM uso produtivo 5 Abordagem completa do tema E 3 partes do texto (nenhuma delas embrionária) E Repertório legitimado E pertinente ao tema, COM uso produtivo Como inserir repertórios na redação de forma natural? Uma das maiores dificuldades dos vestibulandos é saber como introduzir repertórios sem parecer forçado. Aqui estão algumas estratégias para incorporar referências de forma fluida na argumentação: 📚 Para livros e autores 📜 Para leis e documentos oficiais 📊 Para dados estatísticos e pesquisas ✔ Similarmente ao que é evidenciado nas estatísticas…✔ Embora as pesquisas indiquem [dado estatístico], na realidade… Usar essas frases ajuda a introduzir repertórios de maneira mais natural, evitando que eles pareçam soltos ou artificiais no texto. Como transformar um repertório comum em um repertório produtivo? Abaixo, trazemos exemplos reais de como um repertório pode ser mal utilizado e como transformá-lo em um repertório produtivo. 📌 Tema: “Os desafios da inclusão de pessoas com deficiência no Brasil” ❌ Exemplo de repertório NÃO produtivo: “A Constituição Federal garante que todos os cidadãos são iguais perante a lei. Portanto, a inclusão de pessoas com deficiência deve ser assegurada no Brasil.” ✅ Exemplo de repertório produtivo: “A Constituição Federal assegura que todos os cidadãos são iguais perante a lei, independentemente de qualquer condição. No entanto, apesar dessa garantia legal, a inclusão de pessoas com deficiência ainda enfrenta desafios estruturais no Brasil. Segundo o IBGE (2019), apenas 39% das escolas possuem infraestrutura acessível. Esse dado demonstra que, embora a legislação exista, a realidade ainda apresenta barreiras que dificultam a plena inclusão, evidenciando a necessidade de políticas públicas eficazes para garantir a acessibilidade e o direito à educação para todos.” 🔎 Por que o segundo exemplo é melhor? Conclusão Por fim, agora que entendemos o conceito de repertório produtivo, fica claro que não basta apenas citar referências socioculturais – o mais importante é integrá-las ao argumento e utilizá-las estrategicamente. O uso de um repertório legitimado, pertinente e produtivo é essencial para garantir uma argumentação sólida e alcançar a nota máxima na Competência II. Isso significa que você precisa contextualizar bem suas referências, conectá-las ao argumento central da redação e usá-las para aprofundar a discussão. Se você ainda tem dúvidas sobre como aplicar um repertório de forma produtiva, a melhor maneira de aprender é praticando. 👉 Quer testar sua redação e receber um feedback detalhado sobre o uso do repertório?
A redação do Enem é uma das partes mais temidas pelos estudantes, pois ela exige não apenas o domínio da escrita, mas também a habilidade de argumentar e defender um ponto de vista de maneira coesa e estruturada. Um erro comum é não entender os critérios que podem levar a uma nota zero, o que resulta na desclassificação automática da prova. Neste post, vamos explorar em detalhes os 12 motivos que podem levar nota zero na redação do Enem, e como você pode evitá-los. A seguir, você também encontrará respostas para as perguntas mais comuns sobre zerar a redação do Enem. 12 motivos para nota zero na redação do Enem 1. Fuga total ao tema Proposto Esse erro acontece quando o candidato escreve sobre um assunto completamente diferente do tema solicitado. No Enem, o tema da redação é claro e deve ser seguido rigorosamente. Se o tema é “Desafios da educação no Brasil”, por exemplo, falar sobre “Violência urbana” seria fugir totalmente do tema. 2. Texto com menos de 7 linhas Um texto com menos de sete linhas é considerado insuficiente para desenvolver uma argumentação sólida e, por isso, leva automaticamente a nota zero. Redações muito curtas não conseguem expor as ideias e argumentações de maneira completa. Por exemplo, um candidato que, devido ao nervosismo, escreve apenas seis linhas sem desenvolver nenhum argumento completo. 3. Desrespeito aos Direitos Humanos O Enem valoriza o respeito aos direitos humanos e qualquer discurso que incite violência, preconceito ou discriminação resultará em nota zero. Declarações que ofendem, discriminam ou incitam ódio contra qualquer grupo ou indivíduo. Por exemplo, propor soluções para o tema da redação que envolvam ações violentas ou que prejudiquem grupos específicos, como sugerir o uso de força policial desproporcional contra manifestantes. 4. Parte desconectada do Texto Inserir trechos que não se conectam com o restante do texto, como copiar trechos de outros textos ou introduzir assuntos irrelevantes, leva à desclassificação. 5. Texto Escrito em Língua Estrangeira A redação do Enem deve ser escrita em português. Qualquer parte do texto que seja escrita em outro idioma resultará em nota zero. 6. Folha em Branco leva à nota zero Entregar a folha de redação em branco, sem qualquer tentativa de escrita, leva automaticamente à nota zero. 7. Texto Considerado Proposta de Anulação Se o texto é interpretado como uma tentativa de anular a prova, ele receberá nota zero. 8. Impropérios, Desenhos e Outras Formas Propositalmente Desrespeitosas O uso de palavrões, impropérios, ou inserir desenhos e rabiscos na redação são atitudes que resultam em desclassificação. 9. Assinatura ou Identificação Fora do Local Adequado Identificar-se fora do local indicado para isso é considerado uma violação das regras do exame e leva à nota zero. 10. Letra Ilegível Se o corretor não consegue ler o que foi escrito, o texto não poderá ser avaliado e receberá nota zero. 11. Texto Fora do Gênero Dissertativo-Argumentativo O Enem exige um texto dissertativo-argumentativo. Qualquer outro gênero textual, como narrativas ou poesias, resultará em nota zero. 12. Cópia com trecho de mais de 7 linhas produzido pelo participante Os textos que, além da cópia, não apresentarem mais de 7 linhas de produção própria do participante devem ser anulados como “Cópia”, desde que a produção total ocupe mais de 7 linhas da folha de redação. Vale lembrar que consideramos linhas com cópia aquelas compostas, integral ou parcialmente, por trechos de cópia da Prova de Redação e/ou do Caderno de Questões. O que acontece se eu tirar nota zero na redação do Enem? Zerar a redação do Enem significa que você não poderá utilizar a sua nota para ingressar em universidades públicas ou privadas através do Sisu, Prouni ou Fies. Também pode comprometer sua chance de se classificar para programas de bolsas de estudo e intercâmbios. O que significa zerar a redação do Enem? Zerar a redação do Enem ocorre quando o candidato comete um dos 12 erros listados acima, como fuga ao tema ou desrespeito aos direitos humanos, resultando em uma pontuação de zero pontos na redação. Quantas pessoas zeraram a redação do Enem? O número de pessoas que zeram a redação do Enem varia a cada edição do exame. Em 2022, por exemplo, cerca de 1,19% dos candidatos zeraram a redação, o que corresponde a mais de 20 mil pessoas. Esse número reflete a importância de seguir as diretrizes e evitar os erros que podem levar à nota zero. Por fim, Zerar a redação do Enem é um risco real para qualquer candidato que não esteja atento aos critérios exigidos. Evitar os 12 motivos que levam à nota zero é crucial para garantir que seu esforço seja recompensado com uma boa pontuação. Além de seguir as orientações específicas para a redação do Enem, é importante praticar bastante e desenvolver uma escrita clara e objetiva. Mantenha o foco no tema, desenvolva seus argumentos de forma estruturada e não se esqueça de incluir uma proposta de intervenção sólida. Com essas estratégias, você estará no caminho certo para uma redação de sucesso no Enem.