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Toda dissertação-argumentativa tem que ter proposta de intervenção, citação, título? Role a tela para ver as respostas e entender por que quase todo vestibular e o Enem insistem em pedir dissertação! Sim, tem uma lógica nessa insistência deles. E como eles não vão mudar de ideia tão cedo, entenda as características do texto dissertativo-argumentativo e as diferenças entre vestibulares e Enem. Por que fazer redações dissertativas em provas? Pensa com a gente: qual o melhor tipo de texto para avaliar um aluno de forma justa? A narração depende de uma certa habilidade criativa. Afinal, todo mundo escreve uma história, mas narrativas interessantes, que prendem o leitor, não é pra qualquer um. E como a narrativa depende da criatividade, alguns candidatos seriam privilegiados – nosso sistema de ensino não treina criatividade muito bem… A descrição é, de certa forma limitada, quer dizer, o corretor não teria muitas chances de avaliar o candidato – basicamente analisaria gramática. Sem mencionar que textos que usam apenas descrição são poucos (relatórios científicos, por exemplo). Então sobrou para a dissertação. A dissertação é perfeita para o corretor avaliar o candidato. Além da gramática e da linguagem, é possível avaliar a habilidade de raciocínio dele, e seu nível de maturidade (sim, no ensino superior precisamos de gente com maturidade!). Na dissertação, não faz diferença se o candidato tem aptidão artística, e sim pensamento crítico. É uma forma justa de avaliar ou não é?! Além disso, há uma infinidade de assuntos para se usar em dissertações! Se você segue nosso blog, já viu dezenas deles – toda semana temos um novo, e semana que vem tem outro chegando. Entendeu agora? Por isso dissertação é a composição escrita preferida dos vestibulares e do Enem! Como é um texto dissertativo-argumentativo para vestibular e Enem? Temos um artigo que explica sobre a diferença entre dissertação argumentativa e a expositiva. De qualquer forma, vamos detalhar a argumentativa agora. Dissertação argumentativa é qualquer texto em que o autor dê seu parecer sobre um assunto. Qualquer texto mesmo – até em forma de poesia, crônica… Mas, em provas, a dissertação argumentativa tem que ter 3 partes: Esses elementos são obrigatórios em qualquer redação dissertativa de prova, ok? No entanto, a maior parte da pontuação recai sobre o desenvolvimento, pois ali está a argumentação. Então no desenvolvimento é que você precisa dar seu máximo! Como fazer uma argumentação perfeita no vestibular ou Enem? Há muita coisa (muita coisa mesmo!) que você precisa treinar na sua argumentação – temos muitos artigos ensinando tudo isso, é só procurar! Mas, só para agilizar sua vida, vamos resumi-los agora. Argumentos convincentes Explique da melhor forma que puder por que você tem aquela opinião que está na tese. É isso que é argumentar de forma convincente. O leitor não será convencido a seguir sua opinião – não, nada disso! Ele entenderá suas razões para sua opinião, só isso. E para conseguir esse efeito, siga estas dicas: 1. Seus argumentos precisam combinar com sua tese. Como é que é?! você não sabe o que é tese? Não seja por isso: aqui está tudo sobre tese. Redações que têm teses interessantes, argumentos cheios de citações e bem explicados, mas que não têm a ver com a tese… não têm chance. 2. Seus argumentos precisam ser baseados em verdades. Sobre as verdades nas quais sua argumentação precisa se basear, podem ser as seguintes: Em qualquer redação dissertativa de prova esses elementos vão muito bem, pode usar! Você percebeu que são garantias de autoridades? Valem como verdades. 3. Seus argumentos precisam ser claros. Podemos imaginar você dizendo “Isso é óbvio, se não for claro, o corretor não vai entender (e eu não vou receber a nota que preciso)!” A gente também achava óbvio, mas nossos corretores insistiram que a gente incluísse na lista. Eles dizem que muitas vezes precisam reler um trecho de uma redação para entender! E é tão comum continuarem sem entender… Então, por favor, escreva como você falaria com o professor-corretor. E releia a redação para ver se está tudo no lugar certo mesmo… sabe como é… 4. Com informações suficientes E sobre a suficiência das informações, você precisa ter certeza de que o leitor não ficou com dúvida em nada. Um erro comum é o candidato supor que o corretor vai entender a ideia, mas na prática falta alguma informação para que ele entenda. E o oposto também é verdadeiro: tem candidatos que repassam informações excessivas, informações que todos conhecem – é um erro. Precisa pôr título na redação do vestibular e do Enem? Observe que alguns vestibulares exigem título e outros não. Sua prova de vestibular ou do Enem pode pedir título (ou não) de uma hora para outra – tem isso também! É direito deles. Então leia direitinho as informações no caderno de provas, porque é lá que vai estar essa informação. O que temos visto é que a ausência do título, quando ele é pedido, não costuma desclassificar o candidato, mas sabemos de vestibulares que desclassificam. Entretanto, no Enem há um detalhe que faz toda a diferença: o título conta como linha da redação, então pode classificar uma redação que tenha só 7 linhas (ele é a 8ª linha!). Portanto aconselhamos que leve a sério a obrigatoriedade de usar um título (se for o caso). Temos umas dicas legais para títulos, caso você deseje (ou precise) incluir um. Embora títulos não recebam nota, por que não criar um título atraente, não é? Os títulos mais queridos pelos candidatos que nos enviam redações para corrigir são os seguintes: Aconselhamos que você não perca tempo tentando criar um título original, porque o tempo é crucial na redação (como já dissemos) – dedique o tempo ao que vale pontos! Pense num título que tenha a ver com seu texto e seja atraente – é o que basta. O que a redação do Enem tem de diferente? Já ouviu falar daquela história da proposta de intervenção no Enem, não é? Entenda o seguinte: dissertações podem incluir soluções possíveis, sempre que você

Vai encarar os dois vestibulares? Então é hora de saber as diferenças entre a redação do Enem e a da Fuvest (e as semelhanças também!). Aqui estão os dois maiores processos seletivos do Brasil: Fuvest e Enem. E adivinha? esses vestibulares têm as redações que causam mais calafrios nos candidatos! Vamos fazer assim: você verá uma comparação entre as duas redações com base em cada detalhe das provas. Comecemos! Diferença entre a redação do Enem e Fuvest nas propostas de intervenção Fuvest: Não costuma pedir propostas de intervenção, ou seja, soluções para os problemáticas da temática. É que os temas, geralmente, não são problemas a serem resolvidos, e… se não tem problema, não existe solução, não é mesmo? Veja se esta proposta de redação de 2022 espera alguma solução: Enem – Pede sempre proposta de intervenção porque seus temas são sempre ligados a problemas sociais. Observe nesta proposta de redação de 2020 como isso é pedido: Então, agora, vamos falar mais dos temas. Diferenças na redação do Enem da Fuvest nos temas Fuvest – Os temas da Fuvest envolvem comportamento humano e analisam a capacidade do candidato de observar o mundo ao redor e pensar sobre ele. Assim, a Fuvest leva os candidatos a um tipo de dissertação argumentativa parecida com um ensaio. Ensaio é um texto onde o autor expõe o que pensa, mas sem tentar convencer ninguém, nem de chegar a uma resposta definitiva, a uma solução. Esta proposta de redação de 2017 é um exemplo perfeito: Saiba como interpretar temas subjetivos como os da Fuvest: Enem – Sempre pede dissertações sobre problemas brasileiros. Embora seja uma dissertação-argumentativa, pode ter características expositivas também. Isso é normal, afinal os candidatos devem seguir o mesmo caminho: falarem do problema em si e dar soluções, então as redações ficam parecidas. E qual a marca registrada de cada prova? Diferença na redação do Enem e da Fuvest no padrão esperado Fuvest – Espera que o candidato “apareça” na redação, mostre sua personalidade, sem medo. Inclusive em várias propostas de redação a Fuvest fez perguntas diretas ao candidato, levando-o a escrever em primeira pessoa. Foi o caso da prova de 2007: Dar opinião sem medo, ter pensamento crítico é de muito valor para a Fuvest! Ela considera também o nível de maturidade do candidato. Enem – Não é tão importante que o candidato apareça com sua personalidade na redação; o mais importante é o básico: ser claro e ter coerência no que escreve. Mesmo que o candidato escreva de forma 100% impessoal, pode chegar à nota máxima. Falemos sobre os textos de apoio de cada prova! Textos motivadores Como usá-los? Fuvest – Deseja-se que o candidato dialogue com os textos de apoio – quer dizer, não faça de conta que eles não existem! A Fuvest não só testa sua habilidade em escrever e ser claro, mas sua capacidade de compreender os textos e as nuances deles. Escrever uma redação para a Fuvest ignorando os textos de apoio não significa estar “fora da disputa”, de jeito nenhum, mas, numa competição alta, quem mostrar a habilidade de dialogar com os textos já está na frente. Enem – No entanto, aqui não exige que os textos de apoio sejam comentados na redação, não há nota específica para isso. Tipos de textos Fuvest – Os textos motivadores (de apoio) costumam ter um nível de dificuldade um pouco maior que os do Enem. Quando mencionamos nível de dificuldade alto, isso pode significar vocabulário mais amplo ou erudito, ou um raciocínio mais intrincado. Logo, para sentir na pele o que é isso, veja a proposta de redação de 1998: Viu como a Fuvest exige ótima capacidade de interpretação? Inclusive poemas e músicas podem aparecer como apoio na Fuvest. Enem – Os textos motivadores costumam ser de fácil compreensão. E mesmo que sejam ignorados, o importante na prova é o recorte temático, que vem geralmente em destaque. A prova de 2013 tem textos bem fáceis de serem compreendidos, veja: Agora… o ponto central de uma prova de redação! Proposta de redação Existem diferenças na redação do Enem e da Fuvest quando se trata da proposta de redação, e é importantíssimo não se perder! Afinal, isso pode custar sua nota! Fuvest – A proposta pode conter alguma pergunta direcionadora (que é o foco do tema), mas também pode ter mais de uma pergunta (o candidato pode até escolher qual prefere focar). Ou até… uma série de perguntas, para dar uma ajudinha! Veja se não foi o caso da prova de 2002: E já houve momentos em que não havia pergunta nenhuma! Foi o que aconteceu na prova de 1995: Como você vê, é bom estar preparado quanto à interpretação de textos! Enem – O importante mesmo é seguir o recorte temático, que sempre vem destacado com aspas, como nesta prova de 2018: Repertório Fuvest – Não existe qualquer pontuação a mais para quem cita fontes confiáveis, como filósofos, obras ou coisas do tipo. Apenas que, naturalmente, qualquer argumento que traga mais garantia tem o poder de reforçar a argumentação, isso sim. Enem – Algum repertório que tenha garantia da fonte – algum estudioso, ou alguma área do conhecimento – tem pontuação à parte. É o jeito de o Enem valorizar quem tem mais hábito de leitura e interesse. Então, hora de entrar em alguns detalhes. Extensão Fuvest – mínimo de 20 linhas. Enem – mínimo de 8 linhas. Título Fuvest – Pede título (embora ela não tenha tirado pontos de quem não põe título). Enem – Não pede título (embora não tire pontos de quem ponha título).Número de linhas por parágrafo Fuvest – Não há exigência de número exato de linhas ou frases por parágrafo. Enem – Embora não haja informação sobre número mínimo de linhas na cartilha do Enem, sabe-se, pela cartilha dos corretores, que parágrafos sem desenvolvimento são considerados embrionários. E parágrafo embrionário pode significar perda de nota. Semelhanças entre a redação do Enem e da Fuvest Saiba mais sobre a redação da Fuvest: Leia alguns artigos relacionados que

Quando o assunto são tipos e gêneros textuais, é normal se confundir um pouco e até achar complicado demais. Porém, com as informações corretas fica muito mais fácil entender esse elemento tão importante durante toda a nossa formação educacional. Uma das razões que gera desentendimento entre os estudantes é a falta de clareza sobre a diferença entre gênero e tipo textual e quais são os seus detalhes e características. Podemos passar por anos na escola, e até mesmo na universidade, sem saber fazer a distinção correta entre as duas modalidades que se permeiam. Pois, por serem partes integrantes entre si, são comumente, e erroneamente, tratadas como a mesma coisa. E pensando nisso, nossa equipe do Redação Online preparou um pequeno guia que irá ajudar na compreensão desse tópico tão temido entre a maioria dos alunos, principalmente os que estão estudando para o ENEM e vestibulares. Continue lendo para se preparar para qualquer prova e ainda dominar o assunto de uma vez por todas. Tipos de redação e suas principais características Para entender bem sobre redação primeiro é necessário que se compreenda o que são tipos e gêneros textuais. Isso acontece, porque a tipologia textual trata especificamente sobre os constructos teóricos definidos por atributos linguísticos específicos, como os aspectos lexicais, o tempo verbal, a sintaxe e mais. Esses agentes constituintes da produção possuem e são formados, então, por características e sequências linguísticas presentes na grande maioria dos textos produzidos na sociedade. Portanto, para nos aprofundarmos nas exigências das provas de concursos públicos, vestibulares e ENEM, é necessário entender um pouco sobre o funcionamento de cada parte do desenvolvimento da sua escrita. Conheça, de forma resumida, cada tipo e sua função. descritivo: um processo estático, que dá detalhes, caracteriza e faz uma descrição sobre quaisquer situações e cenários, imaginárias ou não. A caracterização de algo ou alguém; narrativo: uma sequência temporal, um recorte geralmente fictício, que envolve acontecimentos de um personagem, narrados por uma figura de narrador. Que pode ser parte da história, ou não; expositivo: quando se fala sobre determinado assunto, explicando como esse fenômeno acontece ou “funciona”; argumentativo ou dissertativo-argumentativo: recurso que é utilizado quando queremos defender e fundamentar nossa ideia ou ponto de vista, com a intenção de persuadir o outro a concordar com um posicionamento específico; injuntivo: os textos dessa categoria, também conhecidos como instrucionais, são feitos com a intenção de instruir alguém a praticar uma ação. Agora que você já sabe um pouco mais sobre as tipologias apresentadas pelos estudiosos da língua e do discurso, fica mais perceptível e fácil de reconhecer e seguir os comandos presentes nas questões e temas de redação. Tipos e gêneros de redação mais comuns em provas e vestibulares Agora que estabelecemos a diferença entre os conceitos e como tratá-los da maneira correta, vamos conhecer um pouco mais sobre os gêneros textuais mais comuns quando o assunto é produção textual. Eles são simples de entender e possuem estruturas fáceis de aplicar, basta saber identificá-los com base nos seus elementos. Uma informação de enorme importância é que um gênero pode conter mais de um tipo textual. Por exemplo, manuais de montagem de móveis possuem uma lista contendo as peças (texto do tipo descritivo) e as instruções de como fazer a montagem (texto do tipo injuntivo). Por isso, sempre preste atenção nos elementos necessários na hora de produzir um texto específico. Veja quais são as produções mais requisitadas pelas bancas em ordem de prevalência. 1. Tipo Narrativo Dentro dessa categoria estão todas as produções que seguem o padrão: personagem – ação – tempo – espaço. A ação é performada pelos personagens que, por sua vez, estão inseridos em um tempo e espaço específicos. A narrativa conta uma história, geralmente fictícia, através do seu elemento principal, o narrador, que pode fazer parte dos acontecimentos ou não. Essa construção é a mais comum e recorrente entre as estruturas textuais, tanto na forma oral, quanto na forma. Por conta disso, muitos gêneros textuais possuem os elementos da tipologia narrativa, como: a crônica, contos, fábulas, romances, lendas. Em vestibulares, concursos e provas o mais esperado é que a crônica seja abordada como proposta de produção. Portanto, lembre-se de que a estrutura básica é marcada por: introdução, desenvolvimento, clímax e conclusão ou desfecho. Seus narradores podem em primeira pessoa (o narrador vive a história) ou em terceira pessoa (quando o narrador é apenas um espectador). 2. Texto dissertativo ou dissertativo-argumentativo Os textos dissertativos são caracterizados pela apresentação de temas ou assuntos, com o posicionamento e estruturação de argumentação, exemplos e dados consistentes. É muito importante ressaltar que toda argumentação, para que seja válida, deve conter dados, pesquisas e informações devidamente confirmadas. Nada de achismos e ideias sem comprovação. Sua estrutura deve se organizar em torno de uma estratégia de persuasão sobre o posicionamento proposto no texto. Portanto, os elementos presentes, devem ser: exposição inicial do tema; posicionamento da ideia que criará a base da argumentação; problematização e exposição dos argumentos relacionados ao tema; resolução da discussão; conclusão e pontuações finais. Os gêneros textuais dissertativos mais comuns são os artigos de opinião, teses e dissertações acadêmicas, editoriais jornalísticos, etc. 3. Texto injuntivo Com foco em fornecer instruções, o tipo injuntivo procura instruir e guiar o leitor na realização de determinadas ações. A linguagem, por conta disso, é mais voltada ao modo imperativo, indicando a pedido ou ordem de forma clara e objetiva, sem marcas de pessoalidade e com frases e tópicos menores, facilitando a compreensão. Em razão disso, é comum encontrar gêneros que mesclam o tipo expositivo ou dissertativo para apresentar ou defender um posicionamento para, depois, realizar uma solicitação ou instrução. Seus exemplos mais comuns são: instruções em geral, receitas médicas ou de cozinha, manuais, textos de orientação, etc. 4. Texto Expositivo Assim como o próprio nome sugere, a exposição de informações e saberes é o foco da exposição. Contudo, diferentemente da dissertação e argumentação, seu único objetivo é apresentar ideias, conceitos e conhecimentos sobre tópicos e temas, de forma organizada e que faça sentido. Para que a

Se você ainda não sabe a diferença entre artigo de opinião e dissertação, então esse é lugar certo para aprender! Iremos falar sobre cada estrutura e quais são as principais diferenças entre esses dois gêneros do tipo argumentativo. Por isso, é importante se lembrar de que cada um tem características, objetivos, suporte, público-alvo e finalidades distintas, o que ajuda na hora de estudar. Nós sabemos que conhecer bem os gêneros textuais e como fazê-los da maneira certa é fundamental para se dar bem em qualquer processo seletivo. E por conta disso, trouxemos as informações mais relevantes sobre o assunto com tudo que você precisa saber para arrasar na sua escrita. Acompanhe o nosso conteúdo e aprenda de uma vez por todas a identificar e escrever muito bem esses dois textos tão presentes em vestibulares, ENEM e provas de concursos. Vem com a gente e tire suas dúvidas! Diferença entre artigo de opinião e dissertação: por onde começar? A primeira coisa que deve ser destacada sobre esse tópico é o que cada uma dessas propostas de redação realmente é. Por isso, no caso do artigo de opinião, estamos falando de um gênero muito comum e que circula muito em revistas, jornais e outros suportes que tratem sobre assuntos em que o posicionamento de quem escreve é necessário, além de levar em conta um interlocutor específico. Já a dissertação, que também é produto do mesmo tipo textual, o argumentativo, possui um foco principal em apresentar conhecimentos sobre determinado assunto, levantando hipóteses sem buscar a persuasão do seu interlocutor. Sua principal função é disseminar informação com fontes confiáveis. Bem, agora que você já sabe um pouco mais sobre essas duas possibilidades de escrita, vamos nos aprofundar um pouco mais sobre cada uma delas. O que é uma dissertação e quais as suas características Esse gênero de texto é uma forma de falar sobre um determinado assunto, informar o leitor, levantar pontos positivos e negativos e ainda fazer um apanhado das opiniões dos principais especialistas no tema. Então, o objetivo final da dissertação é que o leitor, após a leitura, consiga realizar uma reflexão a respeito da temática. Numa dissertação, o autor apenas organiza e discute os elementos essenciais sobre o tema em questão, sem incluir na redação seu ponto de vista, poisnão há qualquer intenção de direcionar o pensamento do leitor. O objetivo central da dissertação é fornecer informações, por isso, é um texto que frequentemente aparece em sites ou revistas especializados e em releases de novos produtos. Já a famosa dissertação argumentativa, algumas coisas mudam, pois o foco aqui, é outro. Além de informar sobre tópicos diversos, ainda promove uma discussão sobre ele com base em argumentos bem fundamentados, o que significa dizer que o autor também precisará da contribuição de profissionais renomados no assunto ou de fatos que sustentem sua posição sobre a abordagem. Ah! E esse é um formato amplamente cobrado pelo ENEM. Sobre a estrutura das dissertações Quando estamos falando de estrutura, tanto da dissertação quanto da dissertação argumentativa, as regras são muito parecidas, como o caso da organização em parágrafos que deve conter, obrigatoriamente, três elementos: introdução, desenvolvimento e conclusão. O tamanho clássico desse texto é cerca de 30 linhas ou uma página, podendo se estender a uma página e meia. O que irá diferenciar uma da outra, além da linguagem, é como deve ser escrita a sua conclusão. Enquanto na dissertação é necessário fazer apenas um fechamento do assunto, sem maiores detalhes, na dissertação argumentativa é preciso incluir algum tipo de intervenção/solução para o que foi problematizado ao longo do texto. Exemplo Veja um bom exemplo dessa prática logo abaixo em que a candidata Natália Silva, no ENEM , utilizou muito bem as diretrizes da estrutura do gênero, cujo tema era “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”. No seu parágrafo final, finalizou o assunto nas primeiras linhas e ainda propôs várias medidas para solucionar o problema proposto. “Evidencia-se, portanto, que a manipulação advinda do controle de dados na internet é um obstáculo para a consolidação de uma educação libertadora. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação investir em educação digital nas escolas, por meio da inclusão de disciplinas facultativas, as quais orientarão os alunos sobre as informações pessoais publicadas na internet, a fim de mitigar a influência exercida pelos algoritmos e, consequentemente, fomentar o uso mais consciente das plataformas digitais. Além disso, é necessário que o Ministério da Justiça, em parceria com empresas de tecnologia, crie canais de denúncia de “fake news”, mediante a implementação de indicadores de confiabilidade nas notícias veiculadas – como o projeto “The Trust Project” nos Estados Unidos – com o intuito de minimizar o compartilhamento de informações falsas e o impacto desses na sociedade. Feito isso, a sociedade brasileira poderá se proteger contra a manipulação e a desinformação.” (Fonte: Brasil Escola. Acesso em novembro de 2019) Portanto, é importante ressaltar que a dissertação é neutra, impessoal e dá espaço para somente o leitor formular as suas próprias opiniões sobre o que foi abordado. Enquanto a dissertação argumentativa, mesmo que não contenha elementos que marcam individualidade (eu penso, considero etc.), precisa, obrigatoriamente, trazer um posicionamento claro e objetivo, deixando evidente qual é o ponto de vista do autor do texto, quais são os motivos que o fazem pensar assim e quais soluções seriam possíveis. O artigo de opinião e suas especificidades Esse gênero tão comum e presente nos comandos de redação circula em jornais, sites e revistas e tem um objetivo bastante definido: expor uma opinião sobre um determinado assunto (de relevância social) trazendo as impressões e opiniões do autor acerca do que está sendo abordado. Ao contrário das dissertações, que discutem e elaboram a defesa de ideias, há sim uma intenção de convencer o leitor sobre o posicionamento adotado na redação. Pois, esse leitor é definido e específico já que o artigo de opinião é feito para que a sua circulação ocorra em contextos mais fechados. Conheça a estrutura de um artigo de opinião Esse tipo de artigo pode variar de tamanho, podendo ser escrito em
O texto narrativo é uma modalidade comum no cotidiano de quem está prestando vestibulares ou concursos e busca pela aprovação. Trata-se de um gênero textual com foco em personagens, que é requerido por diversas instituições do país afora. Apesar de ser comum e amplamente solicitado, ainda há muitas dúvidas sobre a estrutura correta e como elaborar uma redação de texto narrativo. Os alunos que se preocupam em conhecer e aperfeiçoar suas técnicas conseguem usufruir dos melhores resultados e conseguir a tão sonhada aprovação. Pensando nisso, nós, da Redação Online, elaboramos um conteúdo completo com as principais informações sobre o assunto para você ficar por dentro e não perder nada! Continue lendo e entenda o que é, quais os elementos presentes, a estrutura correta e dicas para você fazer um texto narrativo nota mil! Ah! Aproveite e confira também nossa publicação com dicas para se concentrar nos estudos e se dar bem! Afinal, o que é um texto narrativo? Em poucas palavras, podemos dizer que um texto narrativo é um gênero textual que utiliza de personagens e ações dos personagens, em um determinado espaço e tempo. Dentro de um texto narrativo, como o próprio nome sugere, são narrados acontecimentos diversos que podem, muitas vezes, ser escrito em formato de prosa — a apresentação de pensamentos objetiva. Dentre os principais exemplos de textos narrativos, não podemos deixar de mencionar a crônica, fábula, romance, conto e novela. Apesar dessa definição específica, um texto narrativo possui liberdade e diversidade para se suceder. Dessa maneira, o candidato pode escolher entre o tipo de narrador e discurso narrativo. Há três formas de apresentar o narrador: como narrador personagem, onisciente e observador. personagem: a redação deve ser feita em primeira pessoa, já que o narrador faz parte do enredo; onisciente: narrado na terceira ou primeira pessoa, o narrador tem conhecimento sobre todos os acontecimentos e personagens; observador: também em terceira pessoa, o narrador não participa do enredo e conhece todos os fatos. O discurso narrativo também pode ser selecionado em três diferentes formas: indireto: quando não há fala do personagem diretamente, ou seja, o discurso é exibido por meio das palavras do próprio narrador; direto: quando há fala direta dos personagens que deve ser exposta por meio do travessão (—); indireto livre: quando une falas diretas e indiretas no decorrer da redação. Quais elementos presentes em um texto narrativo? Os elementos presentes em um texto narrativo podem ser resumidos em 5 pontos principais: narrador, enredo, personagens, espaço e tempo, que podem ser descritos da seguinte forma: narrador: elemento do texto para narrar a história e os acontecimentos, pode ser realizado em primeira ou terceira pessoa; enredo: refere-se a organização da narrativa e como ela será contada ao leitor. Nesse caso, o candidato pode optar por um enredo linear ou não linear; personagens: responsáveis por compor a narrativa, devem ser construídos no decorrer da narrativa e desenrolar o enredo; espaço: trata-se do local ou dos locais onde os acontecimentos fluem, neste caso, o espaço pode acontecer de forma tangível ou no mundo das ideias; tempo: marca o tempo corrente dentro da narrativa e, novamente, pode acontecer tanto de forma cronológica ou psicológica. Estrutura correta de um texto narrativo Assim como a maioria dos gêneros textuais, a estrutura correta de um texto narrativo deve ser introdução, desenvolvimento e conclusão. Lembrando que, na introdução, acontece a apresentação e o contexto de todo o enredo, para que, no desenvolvimento, os fatos se desenrolem. Ainda na introdução, apresentam-se o tempo e espaço que a história se passará, assim como os personagens. No desenvolvimento, por sua vez, é o momento em que o enredo progride e os conflitos começam a aparecer. É neste momento que o leitor entende a problemática e começa a imaginar as possíveis conclusões para a narrativa. É no desenvolvimento, também, em que é apresentado o clímax – o ponto mais alto da história. Já na conclusão, a narrativa deve se desenrolar para que as problemáticas e os conflitos sejam resolvidos, também conhecido como desfecho da história. Dicas – Saiba como fazer um texto narrativo corretamente Agora que você sabe os elementos presentes e a estrutura de um texto narrativo, é hora de entender como colocar em prática de forma assertiva e conseguir os melhores resultados possíveis. preste atenção no limite de linhas de forma que toda a história tenha uma boa introdução, desenvolvimento e conclusão. Para tanto, é importante se organizar e estruturar seu texto antes de fazer a versão definitiva; leia bem o enunciado e preste atenção nos requisitos para desenvolver seu texto; leia, com frequência, textos narrativos e entenda como o enredo e outros elementos devem ser desenvolvidos na prática; treine seu texto narrativo várias e várias vezes: é treinando que aperfeiçoamos nossas redações; lembre-se de desenvolver bem seus personagens, de modo que o leitor não tenha dúvidas quando ele for mencionado no seu texto; lembre-se de mencionar o espaço e tempo em que sua história se passa, ainda na introdução; dê atenção a conclusão do seu texto: não se esqueça de dar desfecho para as problemáticas apresentadas na sua narrativa e para o conflito principal. Não se esqueça, também, de conferir se não haverá “furos” no seu texto. Exemplo de texto narrativo (pequeno) – Crônica Selecionamos, a seguir, um exemplo de texto narrativo pequeno, em forma de crônica, para você visualizar como funciona os elementos dos textos narrativos na prática: “Morreu lá um tal de 56 Nicolino, numa indigência que eu vou te contar; Segundo telegrama vindo de Ubá, alguns amigos de 58 Nicolino compraram um caixão e algumas garrafas de cangibrina, levando tudo para o velório. Passaram a noite velando o morto e entornando a cachaça. De manhã, na hora do enterro, fecharam o caixão e foram para o cemitério, num cortejo meio ziguezagueando e num compasso mais de rancho que de féretro. Mas — bem ou mal — lá chegaram, lá abri rata a cova e lá enterraram o caixão.” (Trecho da crônica Choro, veia e cachaça, do escritor Stanislaw Ponte Preta). Um

Por ser o gênero textual mais cobrado em vestibulares, saber como escrever um bom texto dissertativo argumentativo é o trunfo dos estudantes que muito provavelmente os conduzirá à tão sonhada aprovação. É para isso que você estuda tanto, não é? A habilidade de escrever bem é um diferencial, e acredite: pode ser aprendida! Que tal, então, entender as particularidades desse gênero discursivo, sua estrutura ideal e ainda de quebra ter um checklist pré-produção? Que bom que você chegou a tempo nessa página, porque o Redação Online te conta hoje tudo que você precisa saber para garantir nota máxima nessa parte tão importante de vestibulares e, principalmente, do ENEM. O que é um texto dissertativo argumentativo? Como já citamos, a redação dissertativa argumentativa é um gênero textual que defende um determinado ponto de vista por meio do uso e da aplicação de argumentos e, em alguns casos, inclusive oferece uma proposta de solução de problemas. Basicamente você terá que escrever um texto em que explica detalhadamente os porquês de você pensar dessa forma. Embasar os argumentos com bons fundamentos — que sejam reais! — é seu ticket de entrada no ensino superior. Mas você se pergunta “de onde tiro ideias para deixar meu texto rico?”, nós prontamente te respondemos que é necessário, sobretudo, saber fazer uma boa interpretação de textos. Estar antenado com conhecimentos gramaticais, bem como conhecimentos de mundo irão te ajudar muito! Aliás, você sabe porque esse gênero textual é o mais comum de ser encontrado em vestibulares e é o oficialmente definido para o Enem? Porque ele é considerado como o formato de texto ideal para identificar o nível de conhecimento dos estudantes sobre assuntos gerais e para medir a capacidade interpretativa, relacional e de organização dos candidatos. E não para por aí: ao longo de sua vida acadêmica, é provável que você ainda cruze várias vezes com esse formato textual. Ele é tão importante que, no mestrado (quando você vira um mestre em alguma temática), a dissertação final é a forma de avaliação para conseguir o título. Já viu que não dá para não aprender, não é? Ah, mas como estamos falando repetidamente sobre fundamentos e argumentação, é importante que você saiba que existem diferenças entre dissertação e artigo de opinião, ok? Características-chave dos textos dissertativos argumentativos A redação dissertativa argumentativa ou a dissertação argumentativa possui algumas características bem singulares e de fácil identificação: Como é a estrutura de uma texto dissertativo argumentativo? O texto dissertativo argumentativo tem uma estrutura tripartida, ou seja, existem três bases específicas que você deve seguir no momento da produção desse gênero discursivo: 1. Introdução O primeiro parágrafo do texto dissertativo argumentativo é o que chamamos de introdução, e nele deverá conter duas partes da sua produção: a apresentação do tema e a explicitação da tese adotada. Ou seja, neste momento inicial da redação, você apresentará ao seu leitor o assunto principal de seu texto e qual a opinião do autor (você) acerca do tema proposto. Sempre haverá uma indicação de tema, entende? Quando você receber sua prova, no local da redação, haverá um tema pré-definido e textos de apoio acerca dele. Mais do que a opinião, é preciso também explicitar qual tese será adotada no texto dissertativo. Um exemplo fácil seria observar as provas passadas do Enem, como por exemplo no ano de 2020, em que o tema definido foi “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”. Essa temática é muito pertinente neste momento justamente por conta da pandemia e a crescente em casos de transtornos psicológicos dela advindos. Assistindo ao jornal, você já conseguiria ter informações sobre esse tema. Uma boa tese a ser defendida seria, por exemplo, formas de combater os estigmas contra doenças mentais ou a desinformação acerca da saúde mental. Em nosso blog, temos alguns modelos de introdução para redação dissertativa argumentativa, dê uma conferida! Não se esqueça: essa introdução deve ser feita de maneira genérica. As ideias deverão aparecer na próxima fase. 2. Argumentação Vencida a apresentação do tema que será abordado, é chegada a hora de usar seus argumentos e defender suas ideias no seu texto dissertativo argumentativo. Tenha em mente que, aqui, você precisa trazer fatos que justifiquem o ponto de vista escolhido. A argumentação no texto dissertativo é feita nos parágrafos intermediários das dissertações e buscam, então, comprovar a tese apresentada. Existem, portanto, três formas de argumentação válidas (reguladas pela ABNT): 3. Conclusão Já adiantamos que a conclusão pode ser feita de duas formas no texto dissertativo argumentativo, mas vamos frisar: ela pode ser um síntese ou uma proposta de solução. Caso opte pela síntese, será necessário que o autor resuma os argumentos adotados, repita a tese trabalhada e conclua o raciocínio construído durante a introdução. Simples, não é? Sendo o caso de uma proposta de solução, o redator deverá apresentar soluções práticas e detalhadas sobre os problemas traduzidos na dissertação. Neste caso, é importante determinar: Projeto de produção: checklist de um texto argumentativo Agora que você já entendeu o que cada parte que forma esse gênero discursivo significa, que tal ter um checklist para otimizar sua produção? É claro que você não poderá o levar para a prova, mas de tanto treinar, facilmente decorará essa estrutura. Pode confiar! Deste modo, para fazer uma boa redação dissertativa argumentativa, é preciso que o escritor escreva esses tópicos em uma folha à parte — que lhe guiará na produção textual para criar um texto dissertativo: E aí, já se sente preparado para fazer uma redação dissertativa argumentativa incrível? É preciso treinar! Nossa dica é encontrar as provas passadas do vestibular que você prestará (e do Enem) e colocar a mão na massa sem preguiça. Aí sim você terá sucesso! Veja o que as pessoas perguntam sobre texto dissertativo argumentativo e a sua estrutura: Confira os principais artigos sobre texto dissertativo:

Há uma diversidade de gêneros textuais, e cada um deles possui características e estruturas diferentes entre si. Conhecer todos eles e a maneira correta de fazê-los pode não ser uma tarefa muito fácil, especialmente quando temos que estudar outras matérias para prestar aquele vestibular ou concurso dos sonhos. Entender os gêneros textuais que mais caem nos vestibulares é imprescindível para conseguir uma boa nota e ingressar no curso que deseja. Foi pensando nisso que elaboramos um conteúdo completo com os gêneros textuais que mais caem nos vestibulares de todo o país. Nesta publicação, você vai conferir os conceitos, as características, os elementos e a estrutura de cada um deles para você fazer da maneira certa. Vamos lá! O que são gêneros textuais? Os gêneros textuais são categorias de textos pré-estabelecidas sob determinados estilos. Cada tipo de gênero textual é utilizado para diversos fins: quando um exame solicita que você realize uma dissertação, sua redação precisa contemplar alguns pontos para que esteja de acordo com os requisitos e conseguir, assim, uma nota suficiente. Os gêneros textuais são importantes para que as instituições entendam a capacidade dos candidatos de interpretar, de entender o que foi solicitado e de conseguir colocar seus conhecimentos em prática. Para além da estrutura, o estudante precisa ter conteúdo suficiente para contemplar o tema solicitado. Saber interpretar os temas e os gêneros solicitados é essencial para conseguir construir uma boa redação. Confira nossa publicação com dicas para interpretar os temas de redação. É certo dizer, ainda, que cada tipo textual possui uma finalidade e um cargo social. Isso quer dizer que eles carregam intenções e propósitos para diferentes situações sociais. Gênero textual: os mais solicitados por vestibulares Agora que você sabe o que são gêneros textuais e sua função, é o momento de conhecer os mais solicitados pelo país afora. Dissertação argumentativa Em poucas palavras, a dissertação argumentativa se refere à capacidade do candidato em interpretar o tema e conseguir argumentar sobre uma posição específica. Por exemplo, se o assunto em questão é “desigualdade social no Brasil”, seu texto deverá ser conduzido sobre uma determinada posição acerca dessa temática. Mas que posição é essa, afinal? A posição é decidida pelo próprio candidato. O texto de dissertação argumentativa compete à habilidade do concorrente de defender seu ponto de vista sobre aquele assunto e convencer o leitor. De maneira geral, os temas referentes a esse gênero textual possuem cunho social e com relevância contemporânea. Dessa forma, a melhor maneira para conseguir uma boa nota em redações de dissertação argumentativa é estar atento aos assuntos de relevância na atualidade. Dissertação expositiva A dissertação expositiva, por sua vez, não necessita de argumentos para defender um ponto de vista, mas sim de uma exposição sobre os pontos existentes sobre aquele assunto. Nessa medida, se o tema for “desigualdade social no Brasil”, o concorrente deverá expor os aspectos relacionados à temática, tais quais: motivos, desafios, consequências, dados reais e assim por diante. Artigo de opinião O artigo de opinião, assim como a dissertação argumentativa, também é um tipo textual de caráter argumentativo. A estrutura necessária para este gênero textual é: introdução com tese e apresentação do tema; desenvolvimento com argumentos; e conclusão, com síntese do desenvolvimento e reiteração sobre a tese inicialmente apresentada. Carta argumentativa Assim como o próprio nome sugere, o gênero textual de carta argumentativa compete à habilidade do candidato de defender seu ponto de vista em uma estrutura de carta: data: logo na primeira linha do texto; destinatário: a pessoa, organização ou comunidade a qual a carta será encaminhada; corpo do texto: deve conter as argumentações necessárias para convencer seu destinatário; saudação: despedida com respeito devido à figura destinatária; assinatura do remetente: deve estar presente na última linha da redação. Atenção: alguns vestibulares proíbem a assinatura do remetente, portanto, você deve estar atento aos requisitos da instituição em que você está realizando o exame. Por isso, sempre leia o edital e as instruções da prova com muita atenção. Carta do leitor A carta do leitor é outro gênero textual com estrutura semelhante à exposta no tópico acima, com a diferença de que não é necessário nenhum tipo de argumentação para convencimento do leitor. Neste caso, o candidato deve apresentar sua opinião, seja ela qual for, sobre o tema exposto. Carta aberta Já na carta aberta, é necessário que o leitor exponha alguma informação, pedido ou inquérito para uma autoridade ou organização. De maneira geral, os assuntos contemplados nesse tipo de redação possuem cunho social em prol do bem comum. Este gênero textual possui caráter público, isso significa que sua carta deve levar em consideração que será exposta à sociedade. Veja mais sobre as características do gênero carta neste post “O que você precisa saber sobre o gênero textual carta“. Narração A narração não é um gênero textual, mas sim um tipo textual. Ainda assim, é importante entendê-lo e dominá-lo. Nele, o candidato deve ter as competências de narrar um acontecimento. A narração pode ser dividida em algumas subcategorias, tais quais: relato; conto – micro e nano conto; romance; novela; fábula; narrativa. Neste caso, o estudante deverá abranger os seguintes pontos: enredo, personagens/sujeitos, narrador, espaço e tema. Quer saber mais sobre a narração? Aqui em nosso blog também abordamos o assunto! Resposta argumentativa Seguindo o mesmo propósito de outros gêneros argumentativos, a resposta argumentativa deve ter o poder de convencimento do leitor, em formato de resposta. A princípio, o concorrente deve responder a pergunta do enunciado, desenvolver sua resposta de forma argumentativa, defendendo sua tese, e concluindo com retomada à tese. Crônica O gênero crônica tem como características principais a narração curta sobre os fatos e linguagem acessível. Podemos dizer que as crônicas seguem um padrão narrativo e, ainda, são divididas em três tipos: crônica jornalística; crônica humorística; crônica histórica. Veja mais sobre crônica na nossa publicação “Características e particularidades sobre o gênero textual crônica” Conheça todas as possibilidades de gêneros textuais Para além dos expostos acima, há outros gêneros textuais menos comuns, como: notícia: objetivo de informar ao leitor algum

O gênero textual da crônica é sempre bastante estudado durante nosso período de escolarização, mas, por algum motivo, acabamos deixando-o de lado quando falamos dos vestibulares, entretanto, a crônica é um dos gêneros textuais mais pedidos nos exames de admissão das universidades, ao lado da dissertação argumentativa. Não estamos querendo dar uma de Capitão Nascimento em sua famosíssima aula sobre o conceito de estratégia, mas não íamos perder a oportunidade de conceituar a palavra crônica para vocês, já que esse conceito tem tudo a ver com as características deste tipo de texto. O termo crônica está relacionado a duas raízes: uma grega e uma latina. No grego, a palavra crônica tem suas raízes em khrónos (tempo); já em latim, a raiz é chronica, palavra que faz referência ao registro dos acontecimentos numa sequência cronológica. E a crônica é exatamente isto: um recorte de uma situação num determinado tempo. Mas não é qualquer situação, é uma situação comum, rotineira, que o autor, por meio dos efeitos da língua e da literatura, consegue representar de um modo mais subjetivo, revelando algo que não é exatamente percebido pelo senso comum. Ou seja, podemos dizer que ela é uma forma especial, poética e até mesmo crítica de se olhar um fato cotidiano, fazendo com que esse fato torne-se arte. Por isso dizemos que ela está no meio do caminho entre um texto literário e um texto não literário, uma vez que ele se ocupa do retrato de uma cena/fato do cotidiano, mas com elementos linguísticos e estilísticos que são fornecidos pela literatura. Por terem como tema central um fato corriqueiro ou bastante atual, é comum que as crônicas sejam de menor extensão, mais curtas e objetivas. Não à toa, este gênero tem sido escolhido para vários vestibulares. Tendo se consolidado no século XIX, com a implantação da imprensa, ela era o modo usado pelos escritores para relatarem os grandes acontecimentos históricos e sociais de seu tempo, usando ora técnicas mais jornalísticas, para garantir a informação, ora técnicas mais literárias, para divertir, emocionar ou fazer o leitor refletir sobre um assunto. Os anos passaram e a crônica continua carregando a função de registrar fatos e comportamentos de um povo em um determinado período, mesclando informação e arte. Quais são os tipos de crônica? As crônicas podem abordar inúmeros temas e isso faz com que existam vários tipos de crônica, porém, dentre os mais comuns estão: É claro que numa crônica podem haver parágrafos de um estilo ou de outro, fazendo com que os temas se mesclem, por isso é importante analisar o que há em comum em todas as crônicas: seu ponto de partida é um fato cotidiano. Qual é o objetivo de uma crônica e a quem ela se dirige? Como você viu anteriormente, existem vários tipos de crônica e cada tipo tem seu objetivo específico, que pode ser divertir, criticar, contar um fato, emocionar etc. As crônicas circulam em diversos locais, como jornais, revistas e sites especializados. O público a quem as crônicas se dirigem depende muitíssimo do local de publicação do material, pois autores de crônicas costumam adaptar seus textos às preferências dos leitores desse jornal, revista etc. Que forma de linguagem é utilizada numa crônica? A linguagem é simples, informal, de compreensão mais ágil, até mesmo porque, como já te contamos, o texto é mais curto e circula em meios em que a leitura normalmente é feita de forma ágil, como os jornais e as revistas semanais. Da mesma maneira que a linguagem é simplificada, os personagens (quando existem, pois uma crônica pode ser escrita em primeira pessoa, sem outros personagens) são menos densos e suas características são apresentadas de forma mais superficial. Ao contrário do texto dissertativo-argumentativo, ela aceita verbos e pronomes em primeira pessoa do singular. Qual é a estrutura de uma crônica? A estrutura da crônica também depende muito do tipo e do objetivo do texto. Se a intenção é contar uma história, ela pode se dividir entre situação inicial, complicação, clímax e desfecho. Já se a intenção é criticar, faremos a divisão clássica entre introdução, desenvolvimento e conclusão. Em qualquer tipo de crônica, é essencial termos título e é possível incluirmos citações, caso haja coerência com o assunto abordado. Há muitas pessoas que confundem a crônica narrativa com o conto, uma vez que a estrutura de ambas é igual, mas há alguns fatores que distinguem esses dois gêneros: Quais são os principais cronistas em Língua Portuguesa? Se você quer ter excelentes referências de como escrever uma crônica em Língua Portuguesa, procure pelos trabalhos de Luis Fernando Veríssimo, Fernando Sabino, Carlos Drummond de Andrade, Moacyr Scliar, Rachel de Queiroz, Cecília Meireles, Rubem Braga, Afonso Romano de Sant’Anna, dentre tantos outros exemplos que poderíamos citar aqui, uma vez que nossa literatura é muito rica. Quais vestibulares utilizam a crônica na redação? O vestibular mais conhecido que utiliza ela como gênero textual avaliativo da redação é a Unicamp, em São Paulo, mas outras universidades estaduais e federais, como a Universidade Federal do Ceará e de Londrina, também selecionam a crônica para a redação. Aliás, variar os gêneros da prova de redação, fugindo um pouco do tradicional texto dissertativo-argumentativo, tem sido tendência nos vestibulares dos últimos anos. Tal variação permite que o aluno demonstre suas habilidades para escrita e mobilização dos recursos da língua com uma finalidade e não somente sua facilidade em “decorar” a estrutura de um determinado tipo de texto. A melhor forma de saber qual gênero será cobrado em sua prova é ler o edital do ano (pois isso pode variar de um ano para o outro) atentamente. Caso a universidade trabalhe com um gênero específico, sem espaço para escolha do candidato, essa informação constará no edital. LEIA MAIS: Gêneros textuais: Narração Gêneros textuais: Carta BRAINSTORMING: Como usar este método antes de escrever a redação? Podcasts brasileiros que irão te ajudar a escrever redações Como escrever uma redação sem saber nada sobre o tema?

A narração é um dos gêneros textuais com que temos maior intimidade, pois todo mundo, com certeza, já escreveu a redação sobre “Minhas férias” em algum momento lá no Ensino Fundamental I. Escrever histórias (reais ou fictícias) é uma atividade que faz parte de nossas vidas e por isso não sentimos tanta dificuldade quando tratamos da narração. Mas quando falamos da redação de vestibulares ou concursos, além de usarmos nossa habilidade quase natural de escrever histórias, precisamos prestar atenção na estrutura e nas características próprias desse gênero, já que algumas provas têm optado pelo texto narrativo enquanto tipo textual de sua redação, como a UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), a UFPR (Universidade Federal do Paraná), a UEL (Universidade Estadual de Londrina), a UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) e a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Hoje, vamos ver um pouco mais a fundo como funciona tecnicamente a narração. Vamos lá. Basicamente, a principal função de um texto narrativo é a de contar uma história. Mas não é simplesmente só contar, você precisa contar a história de forma que o leitor se sinta dentro dela, consiga produzir imagens mentais a respeito do cenário, das personagens, das situações vividas etc. Existem vários tipos de texto narrativo, como o conto, a crônica, a fábula, a lenda, o romance, entre outros. Cada um possui características peculiares que fazem com que uma narração seja diferente da outra, mas, independentemente desse fator, todo texto que pertence ao gênero narrativo tem elementos essenciais e comuns. Vamos vê-los? Partes do enredo O enredo é a história em si e ele também é dividido em parágrafos (a quantidade de parágrafos fica a critério do escritor ou já é preestabelecida pela banca corretora, no caso de vestibulares e concursos), cada parágrafo corresponde a uma parte da história. O primeiro parágrafo ganha o nome de situação inicial (ou apresentação/introdução) e é aqui que vamos apresentar as personagens (ao menos o/a protagonista), o cenário (onde a história se passa), o tempo (mesmo que não haja uma data definida, precisamos dar uma referência se o enredo irá se passar no passado, presente ou futuro) e principiar os fatos da história em si. Às vezes, podemos utilizar mais de um parágrafo para desenvolvermos essas informações fundamentais. Como exemplo, vamos observar os dois primeiros parágrafos do texto O Homem Nu, de Fernando Sabino. “Ao acordar, disse para a mulher: — Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.” Fonte: www.releituras.com/ Acesso em 14/01/2020. Note que em quatro linhas conseguimos perceber quando a história acontece (pela manhã, tempo: presente), quem são as personagens principais (marido e mulher) e qual é o fato principal da história (o homem precisa pagar a prestação da televisão, mas não tem dinheiro em casa para isso). Após a situação inicial, temos a complicação (ou conflito) e na complicação é justamente isto que ocorre: a situação fica complicada, ou seja, tudo estava na mais santa paz, até que algo ocorre e perturba esse estado de paz, gerando um problema. O problema precisa estar intimamente relacionado ao assunto do enredo, caso contrário, a história será incoerente. Vamos continuar aprendendo com o texto de Fernando Sabino, vendo em que parte se dá a complicação de O Homem Nu. “Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento. Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos: — Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa. Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.” O problema da narrativa acima começa no momento em que o homem, estando nu por conta do banho que ia tomar, fica preso para o lado de fora de seu apartamento. Depois da complicação, temos o momento de maior tensão do enredo, aquele que prende nossa atenção (e a parte em que os capítulos das novelas costumam acabar, gerando mistério). A essa parte damos o nome de clímax. Em textos narrativos mais longos, como romances, podemos ter mais de um clímax, já no caso das crônicas, nem sempre há a presença do clímax. Vamos dar uma olhadinha no clímax de Um Homem Nu. “— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si. Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho: — Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu… A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito: — Valha-me Deus! O padeiro está nu! E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha: — Tem um homem pelado aqui na porta! Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava: — É um tarado! — Olha, que horror! — Não olha não! Já pra dentro, minha filha!” O protagonista passa a andar pelo prédio totalmente despido, estando protegido apenas por um pão para cobrir suas partes íntimas. Os vizinhos começam a vê-lo caminhando nu pelos corredores e uma das senhoras resolve chamar a polícia. A conclusão de um texto narrativo leva

Você pode até achar estranho que o tipo de texto abordado hoje seja a carta, afinal, essa forma de comunicação não é mais tão usual quanto em séculos e décadas passadas, mas saiba que a carta ainda é uma ferramenta utilizada em diversos propósitos (já recebeu uma intimação ou fez um pedido de demissão sem ser no formato de uma carta?) e, por isso mesmo, alguns vestibulares e concursos acabam selecionando-a. Existem diversos tipos de cartas, entretanto, independentemente do tipo, qualquer carta conta com elementos básicos que marcam essa estrutura textual e a fazem ser diferente de outros modos de construção. São eles: – Destinatário (ou interlocutor): A carta é escrita para que seja lida por alguém e esse destinatário é absolutamente definido, ou seja, você sabe para quem está escrevendo. As características do destinatário definem também o tipo de linguagem a ser empregado e o pronome de tratamento que abrirá o texto. – Remetente (ou locutor): Da mesma forma que o destinatário é definido, a pessoa que escreve a carta, também conhecida como remetente, também é definida. Ainda que a carta seja anônima (o que não acontece na redação de provas de vestibulares e concursos), é sabido que alguém a redigiu. – Local e data: Toda carta precisa conter as informações do local em que foi escrita e da data da redação. O posicionamento desses dados varia conforme o tipo de carta a ser escrito. – Vocativo: O vocativo nada mais é do que o pronome de tratamento (no caso de autoridades) empregado no início do texto. Os pronomes de tratamento são selecionados de acordo com a posição e importância do destinatário, quando redigimos cartas formais. O vocativo, no caso das cartas, também é conhecido como saudação. Em cartas pessoais e informais, o vocativo pode conter simplesmente o nome do destinatário ou algum apelido/termo carinhoso. – Corpo do texto: O corpo do texto contém a mensagem que o remetente deseja dividir com o destinatário. Obedece à clássica divisão de introdução, desenvolvimento e conclusão, mas as regras não são tão inflexíveis quanto num texto dissertativo-argumentativo, por exemplo. – Despedida: Mais um elemento que está fortemente ligado ao tipo e nível de formalidade da carta e à importância/posição do destinatário. A despedida contém sempre uma saudação, que pode ser desde um simples e comum “atenciosamente” até “beijos”, sempre observando a adequação necessária, é claro. – Assinatura: A carta é finalizada com a assinatura do autor, a menos que se trate de uma carta anônima. As possibilidades dentro do gênero carta são várias, mas destacaremos a seguir os três tipos básicos em que se dividem todas as cartas: correspondência oficial, correspondência comercial e correspondência pessoal. – Correspondência oficial: A correspondência oficial engloba variados formatos de texto que servem como ferramenta de comunicação entre órgãos públicos ou entre órgãos públicos e cidadãos, a fim de que compartilhem informações relevantes para as pessoas envolvidas. São exemplos de correspondência oficial a ata, a convocação, o decreto, o edital, o memorando, entre outras possibilidades. Independentemente do tipo de correspondência oficial, nota-se que a impessoalidade, a formalidade, a clareza e a concisão (afinal, cartas oficiais precisam ser pensadas para que sejam compreendidas com facilidade e certa agilidade) são características essenciais nesse tipo de correspondência. Erros de ortografia, pontuação e gramaticais são extremamente malvistos. Importante também que haja padronização no formato das cartas oficiais, uma vez que elas serão redigidas por diferentes remetentes (mas sem interferência pessoal) e têm valor documental. Note no exemplo abaixo de memorando como o padrão, a formalidade, a concisão e a impessoalidade são elementos marcantes do texto: Campinas, SP. 27 de agosto de 2018 De: Departamento de Recursos Humanos Para: Pedro Carvalho – Gerente Comercial Assunto: contratação de vendedores Informamos que, em resposta à solicitação quanto à contratação de 3 vendedores, enviada no memorando encaminhado em 20/08/2018, neste mês, o departamento de recursos humanos não pôde aprovar novos custos na folha de pagamento. Dessa forma, é necessário aguardarmos um período de 15 dias para iniciarmos o processo seletivo e contratações para suprir as necessidades do departamento comercial. Atenciosamente, Marcos Lima Gerente de recursos humanos Fonte do memorando: www.negociodozero.com.br/ Acesso em 29/12/2019. Concursos que têm por objetivo classificar candidatos para cargos públicos que envolvam comunicação e registro oficiais não raramente selecionam um dos tipos de correspondência oficial como gênero textual da redação, por isso, se esse for o seu caso, é importante saber quais são as produções textuais mais comuns no dia a dia da função pretendida e estudar suas estruturas e características particulares. – Correspondência comercial: A correspondência comercial é um meio de comunicação entre empresas ou entre as empresas e seus clientes, a fim de informar algo ou promover transações. Podemos citar como exemplos mais conhecidos de correspondência comercial a ordem de serviço, o orçamento e a circular. Da mesma forma dos exemplos acima, a impessoalidade, concisão e formalidade são mantidas. Por se tratar de uma produção textual muitíssimo específica, raramente vemos a presença da correspondência comercial em testes de vestibulares e concursos. – Correspondência pessoal: Não há um padrão para a correspondência pessoal, já que ela pode se apresentar de diversas formas, não obedecendo necessariamente a nenhuma regra. O que determinará o formato da carta e o nível de linguagem será a relação (mais ou menos íntima) entre o destinatário e o remetente e o objetivo da mensagem, portanto, no caso de a carta pessoal ser o tipo de texto selecionado para a redação da sua prova, pense nas respostas às seguintes questões: Para quem estou escrevendo? Qual é meu nível de intimidade com essa pessoa? Qual é minha mensagem/informação principal? Leia o exemplo de carta pessoal de Sara, que escreve para sua avó a fim de contar sobre as férias. Salvador, 30 de abril de 2009 Querida avó, Então tudo bem? As férias estão correndo bem e nós estamos encantadas com este lugar: a praia é ótima, o tempo está muito bom, por isso passamos o tempo todo na água. Eu e Cristina estamos esperando a senhora, lembre-se que
Galera, presta atenção nas Dicas de Redação: a estrutura de um texto dissertativo! Não dá para se fazer uma dissertação apenas olhando o tema e começando a escrever sem nenhuma reflexão sobre o assunto. A dissertação é um tipo de texto que possui uma forma fixa: * Introdução, * Desenvolvimento * Conclusão. Todas essas partes devem estar devidamente separadas e articuladas através dos conectivos (conjunções, locuções conjuntivas, preposição, pronomes). FAÇA UM PLANEJAMENTO! 1. Leia e compreenda a proposta apresentada. 2. Agora além de compreender, é preciso refletir sobre o tema. 3. Questione-se: esse assunto tem relação com algum fato atual? Qual problema ético a ser debatido? Aqui esquematize a redação. Questione-se sobre o tema. Elabore questões relativas ao tema. TEMA: A Poluição Ambiental O que é poluição? (Introdução) Quais são os tipos de poluição? Quem é responsável por esse problema? O que as autoridades estão fazendo para solucionar esse problema? O que poderias ser feito? (conclusão) OU TEMA: A diminuição da maioridade penal de 18 para 16 anos resolveria o problema do menor infrator no Brasil? Quem são os menores infratores? (4 a 6 linhas) – Introdução O que a diminuição da maioridade penal para 16 anos traria de positivo? (5 a 8 linhas) O que a diminuição da maioridade penal para 16 anos traria de negativo? (5 a 8 linhas) Então, o que precisa ser feito para resolver esse problema? (5 a 6 linhas) – Conclusão Tenha como meta a produção de um texto de 25 linhas/30 linhas. Agora é treinar! Escreva a redação e a envie CORRENDO para o REDAÇÃO ONLINE. CORRE!!! O ENEM TÁ CHEGANDO! Bons estudos! o que achou de Dicas de Redação: a estrutura de um texto dissertativo?