
E aí, RedAluno? para criar um modelo de introdução de impacto, você deve considerar três aspectos principais: contextualização, problematização do tema e a apresentação de argumentos. Vamos explorar cada um desses aspectos com exemplos práticos. A introdução é uma parte crucial na redação, seja para o ENEM, concursos ou vestibulares. É nela que você deve capturar a atenção do corretor, mostrando clareza, coesão, coerência e repertório.
Neste post, apresentamos estratégias essenciais para elaborar um modelo pronto de introdução eficiente e garantir uma alta pontuação nas competências avaliadas.
Apresenta de forma direta o tema e a tese do texto, sem rodeios.
Exemplo:
“A sustentabilidade é crucial para garantir o futuro do planeta, implicando em práticas que não comprometam os recursos para as próximas gerações. Entretanto, no Brasil, a aplicação efetiva de políticas sustentáveis enfrenta obstáculos, como o desmatamento e a poluição. Assim, para combater esses problemas, é essencial a adoção de medidas rigorosas de proteção ambiental e o incentivo a energias renováveis.”
Apresenta um argumento comum para então contrapô-lo com a tese do autor.
Exemplo:
“Embora o acesso à internet seja considerado um direito básico moderno, no Brasil, a realidade de muitas comunidades é a exclusão digital. Dessa maneira, esse cenário agrava a desigualdade social e impede o desenvolvimento pleno da educação e do mercado de trabalho. Logo, enfrentar esse desafio requer investimentos em infraestrutura e programas educacionais focados na inclusão digital.”
Inicia com uma citação relevante para embasar a exposição do tema.
Exemplo:
“Como disse Paulo Freire, pedagogo brasileiro, ‘”Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo.” No contexto brasileiro, essa transformação é limitada pelo analfabetismo funcional e pela infraestrutura precária das escolas públicas. Nesse sentido, os desafios incluem tanto a melhoria das condições físicas das escolas quanto a capacitação dos educadores.”
Enumera os argumentos ou tópicos que serão abordados no desenvolvimento do texto.
Exemplo:
“A crescente violência urbana reflete uma teia complexa de causas, destacando-se entre elas a desigualdade social, lacunas no sistema educacional e a ineficácia das políticas de segurança. Diante disso, é fundamental abordar esses fatores de maneira integrada, buscando não apenas entender suas interações, mas também identificar soluções efetivas para mitigar esse cenário preocupante.”
Reescreve ou interpreta a situação-problema de forma diferente, mantendo a essência da mensagem. Exemplo:
“A questão da segurança pública é uma das mais complexas e desafiadoras para o Brasil atualmente. Contudo, o país enfrenta enormes barreiras para estabelecer um sistema de segurança eficaz, principalmente devido à corrupção e à falta de investimentos. Nesse sentido, a solução para essa crise passa não apenas pelo aumento do efetivo policial, mas também pela implementação de políticas sociais que ataquem as raízes da violência.”
Define um conceito-chave que será central no texto.
Exemplo:
“Sustentabilidade refere-se ao uso equilibrado dos recursos naturais, visando a preservação do meio ambiente para as futuras gerações. Entretanto, no Brasil, essa prática enfrenta desafios, devido à exploração excessiva e ao desmatamento indiscriminado. Dessa forma, a degradação ambiental ocorre tanto pela falta de políticas públicas efetivas quanto pela conscientização insuficiente da população sobre a importância da conservação ambiental.”
Levanta uma questão que instiga a reflexão e guia o desenvolvimento do texto.
Exemplo:
“Será que o Brasil está caminhando na direção certa no que se refere à conservação ambiental? A realidade mostra que o aumento do desmatamento e a poluição dos rios contradizem os esforços de sustentabilidade. Assim, os principais problemas ambientais do país são resultantes não apenas da falta de fiscalização, mas também da ausência de uma cultura de respeito ao meio ambiente.”
É um tipo de abertura textual onde o autor inicia seu texto com uma citação oficial, como uma lei, decisão judicial ou opinião especializada, para fundamentar a discussão que será desenvolvida, estabelecendo assim autoridade e contextualização ao tema abordado.
Exemplo:
“Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos têm direito à liberdade de expressão. No entanto, no Brasil, observa-se uma crescente ameaça a esse direito fundamental, especialmente para jornalistas e ativistas. Assim, garantir a liberdade de expressão implica não apenas em proteger os indivíduos de perseguições, mas também em fortalecer as instituições que asseguram esse direito.”
Para iniciar uma introdução, utilize uma estratégia de contextualização com um repertório sociocultural diversificado. Vejamos alguns exemplos:
Exemplo: “Na obra ‘1984’ de George Orwell, o autor retrata uma sociedade distópica onde a vigilância constante e a manipulação da verdade são instrumentos de controle. Fora do universo literário, percebe-se um cenário semelhante na atualidade, com a crescente invasão de privacidade e disseminação de fake news.”
Para fazer uma introdução modelo, siga uma estrutura que inclua a contextualização do tema, a problematização e a apresentação dos argumentos que serão abordados no texto.
Exemplo:
“Na obra ‘O Ateneu’, Raul Pompeia expõe a rigidez e os problemas de um sistema educacional elitista. Analogamente, na hodiernidade, a evasão escolar e a má qualidade do ensino público brasileiro aproximam-se desse cenário literário. Desse modo, é necessário analisar a desvalorização dos professores e a falta de investimentos como fatores críticos desse entrave.”
Uma introdução pronta deve ser clara, objetiva e bem estruturada, garantindo que o tema seja apresentado e problematizado de forma coesa.
Exemplo:
“Na Grécia Antiga, a cidadania era entendida como a participação ativa dos indivíduos nos assuntos da cidade. Contudo, no Brasil, essa concepção ampla de cidadania nem sempre se concretiza devido ao desinteresse político. Este cenário é resultante tanto da falta de educação política como também da corrupção generalizada.”
“Na Grécia Antiga, a cidadania era entendida como a participação ativa dos indivíduos nos assuntos da cidade. Contudo, no Brasil, essa concepção ampla de cidadania nem sempre se concretiza devido ao desinteresse político. Este cenário é resultante tanto da falta de educação política como também da corrupção generalizada.”
“De acordo com a Constituição de 1988, todo cidadão tem direito à educação. Entretanto, na sociedade brasileira, essa garantia é deturpada, uma vez que a evasão escolar ainda persiste, contribuindo para a desarmonia do corpo social. Nesse sentido, isso ocorre tanto por causa da negligência governamental, como também pela lacuna educacional. Desse modo, é preciso que medidas sejam feitas para mitigar esse problema.”
“Na popular série de televisão ‘Grey’s Anatomy’, os desafios enfrentados pelos profissionais de saúde e pacientes refletem a complexa realidade do sistema de saúde no Brasil. Diante de tal panorama, é crucial abordar a problemática da falta de recursos e considerar os impactos da má gestão e da desigualdade no acesso aos serviços de saúde.”
“Na obra ‘O Ateneu’, Raul Pompeia expõe a rigidez e os problemas de um sistema educacional elitista. Analogamente, na hodiernidade, a evasão escolar e a má qualidade do ensino público brasileiro aproximam-se desse cenário literário. Desse modo, é necessário analisar a desvalorização dos professores e a falta de investimentos como fatores críticos desse entrave.”
“Em ‘O Príncipe’, Maquiavel discorre sobre a natureza do poder e a importância da estabilidade política. No Brasil atual, a corrupção e o clientelismo são obstáculos que comprometem a eficiência da gestão pública. Portanto, é essencial discutir a necessidade de reformas políticas e a promoção da transparência governamental.”
Agenda 2030 da ONU
“A Agenda de 2030, plano global das Nações Unidas para um desenvolvimento sustentável, prevê a promoção da saúde e bem-estar para todos. No entanto, no Brasil, este plano não está sendo efetivado adequadamente em relação ao sistema de saúde. Desse modo, estratégias devem ser encontradas com o intuito de mitigar esse problema.”
Exemplo:
“Na obra ‘1984’ de George Orwell, o autor retrata uma sociedade distópica onde a vigilância constante e a manipulação da verdade são instrumentos de controle. Fora do universo literário, percebe-se um cenário semelhante na atualidade, com a crescente invasão de privacidade e disseminação de fake news. Desse modo, é lícito afirmar que a falta de regulamentação e a manipulação de informações contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.”

Por fim, a elaboração de uma introdução eficiente é fundamental para garantir uma redação bem estruturada e convincente. Utilizando os modelos apresentados, você poderá contextualizar e problematizar diversos temas, destacando sua capacidade argumentativa. Não esqueça de acessar a nossa plataforma de ensino e correção de redação para colocar essas dicas em prática e alcançar a alta performance. Comente abaixo se gostou das dicas e deixe seu coração se encontrou inspiração para suas redações!
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Se existe uma parte da redação do ENEM que tira o sono dos candidatos, é o desenvolvimento argumentativo. É nele que você mostra se realmente sabe defender um ponto de vista com profundidade, coerência e repertório sociocultural. Não é exagero dizer que o desenvolvimento separa as redações medianas das redações nota 1000. Muitos alunos até conseguem fazer introduções criativas, mas travam na hora de argumentar. Isso porque, além de organizar ideias, é preciso estruturar causas, consequências e soluções de forma consistente. Como desenvolver uma boa argumentação? Uma boa argumentação não nasce do improviso: ela precisa seguir uma estrutura lógica. Pense no parágrafo como uma corrente de ideias: cada elo precisa estar bem conectado. 📌 Estrutura clássica do desenvolvimento: ⚠️ A falha mais comum dos estudantes é “jogar” repertórios sem explicá-los. No ENEM, o corretor espera explicação, análise e vínculo com a tese. Como fazer um desenvolvimento de argumentos? No desenvolvimento, cada parágrafo deve trabalhar um argumento distinto, sempre ligado à tese apresentada na introdução. 📌 Funções dos parágrafos: Esse equilíbrio mostra que o aluno sabe olhar para o tema de diferentes ângulos. 🔎 Exemplo prático:Tema → evasão escolar. O que falar no desenvolvimento 1? No Desenvolvimento 1, você deve: ✅ Exemplo:“Diante desse cenário, observa-se que a negligência governamental compromete o acesso da população a políticas públicas de segurança, o que intensifica a violência urbana.” O que falar no desenvolvimento 2? O Desenvolvimento 2 deve acrescentar uma nova camada de análise. Pode ser: ✅ Exemplo:“Além disso, a desinformação midiática reforça preconceitos sociais e dificulta a formação de uma consciência crítica.” Quais são 5 estratégias argumentativas? Para variar sua redação e evitar repetições, use diferentes estratégias: Essas estratégias dão densidade e credibilidade ao texto. Que palavras devo usar para iniciar uma argumentação? O início de cada parágrafo deve ter coesão. Não comece de forma brusca. Use conectivos que guiem o corretor pela sua linha de raciocínio. Passo a passo para fazer a argumentação perfeita Aqui está o roteiro definitivo: ✅ Exemplo de parágrafo completo “Diante desse cenário, observa-se que a negligência governamental compromete a permanência escolar de milhares de adolescentes brasileiros. Segundo o IBGE, mais de 1,5 milhão de jovens entre 15 e 17 anos estavam fora da escola em 2022, dado que comprova a falta de políticas públicas eficazes de inclusão. Com efeito, a ausência de programas de permanência e apoio socioeconômico gera um quadro alarmante, em que estudantes de famílias vulneráveis abandonam os estudos para ingressar precocemente no mercado de trabalho. Exemplo disso é que, segundo o Unicef, o Brasil registrou aumento de 24% no trabalho infantil durante a pandemia, o que reforça a relação entre desigualdade social e evasão escolar. Essa falha resulta na exclusão social de milhares de jovens, perpetuando o ciclo da pobreza e limitando suas oportunidades de ascensão. Em suma, a ausência de políticas educacionais eficazes aprofunda a desigualdade e reforça a urgência de medidas estatais para garantir o direito à educação.” Conclusão O desenvolvimento é o coração da sua redação. É nele que você mostra: 📌 Resumindo: um parágrafo perfeito tem tópico frasal + repertório + aprofundamento + consequência + fechamento. 👉 No Redação Online, você encontra mais de 1.200 temas de redação para treinar, com correção detalhada em cada competência.Faltam apenas 2 meses para o ENEM. Não deixe a sua argumentação ser o motivo de perder pontos.
Talvez você já tenha ouvido alguém dizer em tom de brincadeira: “Vou parar no CAPS”.Mas o que muita gente não sabe é que o CAPS – Centro de Atenção Psicossocial – é uma política pública essencial para o Brasil. Esses centros representam um avanço no cuidado com a saúde mental e podem ser utilizados como repertório sociocultural poderoso em diferentes temas de redação. O que é o CAPS e qual a sua função? O CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) é um serviço de saúde pública voltado para o tratamento de pessoas em sofrimento psíquico grave e persistente. Ele substitui em parte o modelo hospitalar psiquiátrico, priorizando o cuidado comunitário e a reintegração social. Sua principal função é oferecer atendimento humanizado a quem enfrenta transtornos mentais ou dependência de álcool e drogas, evitando o isolamento e promovendo inclusão social. Qual é a função do sistema CAPS? O sistema CAPS está organizado em modalidades (CAPS I, II, III, CAPS ad, CAPS i, etc.), que variam conforme o porte do município e a complexidade dos atendimentos. A função central é: Agora que entendemos a função, vamos responder outra dúvida comum. O que é o sistema CAPS? O sistema CAPS é parte da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), criada pelo SUS, e atua em conjunto com Unidades Básicas de Saúde, hospitais gerais e serviços de emergência. Ele busca romper com o antigo modelo de manicômios e garantir que a saúde mental seja tratada como um direito humano básico. O que é CAPS na gíria? Na linguagem popular, muitas vezes o termo “CAPS” é usado como piada ou gíria para falar de problemas de saúde mental. Mas essa banalização esconde a seriedade do tema. Na redação, esse uso não deve ser feito de forma irônica. Ao contrário, é uma oportunidade de mostrar conhecimento crítico sobre políticas públicas de saúde mental no Brasil. Como usar o CAPS na redação? Você pode utilizar o CAPS em temas que envolvam saúde mental, políticas públicas, dependência química e direitos humanos. Exemplo de frase argumentativa: “De acordo com os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), criados pelo SUS, o atendimento comunitário é fundamental para reduzir o estigma da saúde mental e promover inclusão social.” Exemplo de introdução (3 períodos, padrão ENEM): A negligência estatal em relação à saúde mental compromete diretamente a qualidade de vida da população. Nesse cenário, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), instituídos pelo SUS para oferecer acolhimento e tratamento comunitário, representam uma política pública essencial. Entretanto, a limitação de recursos e o estigma social ainda dificultam o acesso, o que perpetua tanto o sofrimento psíquico quanto a exclusão social. Quais temáticas de redação permitem usar o CAPS? Conclusão O CAPS é mais do que uma sigla usada em memes: é uma política pública estratégica e um repertório sociocultural legítimo para redações do ENEM e vestibulares. Ao incluí-lo nos seus textos, você mostra conhecimento crítico, capacidade de argumentação e domínio sobre a realidade brasileira. 📌 Resumindo: use o CAPS para discutir saúde mental, políticas públicas e inclusão social.
Nos últimos anos, o critério de uso produtivo do repertório sociocultural tornou-se fundamental para a correção da redação do ENEM. Isso aconteceu porque muitos alunos passaram a citar repertórios de maneira superficial, sem estabelecer uma relação clara com o tema ou sem usá-los para aprofundar a argumentação. Se você já ouviu falar sobre repertório sociocultural, mas ainda tem dúvidas sobre como usá-lo corretamente para garantir uma nota alta, este post vai esclarecer tudo! O que é repertório sociocultural na redação do ENEM? O repertório sociocultural é o conhecimento externo que pode ser utilizado na redação para sustentar os argumentos. Ele pode ser baseado em diferentes fontes, como: Mas atenção! Não basta apenas inserir um repertório na redação – ele precisa ser: 1️⃣ Legitimado → deve vir de uma fonte confiável, como livros acadêmicos, documentos oficiais, pesquisas científicas ou eventos históricos bem documentados. 2️⃣ Pertinente → o repertório deve estar diretamente relacionado ao tema da redação. Por exemplo, se o tema for “A importância da educação financeira no Brasil”, não adianta citar um filósofo da Idade Média que nunca abordou economia. Dessa forma, é essencial selecionar referências que tenham conexão com a proposta para fortalecer a argumentação. 3️⃣ Produtivo → precisa contribuir para a progressão do argumento, aprofundando a reflexão e ajudando a construir um raciocínio sólido. Se um repertório não cumprir esses critérios, ele pode ser considerado superficial e levar à perda de pontos na Competência II. O que é um repertório com uso produtivo? Agora que já sabemos o que é um repertório sociocultural, vamos entender o que faz com que ele seja considerado produtivo. Um repertório produtivo é aquele que não apenas complementa a argumentação, mas também ajuda a construir um raciocínio forte e aprofundado. Como tornar um repertório produtivo dentro da argumentação? Agora que você entendeu o que é um repertório produtivo, vamos à pergunta mais importante: como garantir que ele realmente agregue valor à sua redação? Para isso, a chave para tornar um repertório produtivo é integrá-lo ao argumento de maneira lógica, de modo que ele ajude a aprofundar a reflexão sobre o tema. Quais os critérios de avaliação da Competência II? A Competência II avalia se o candidato compreende o tema e utiliza repertórios de forma estratégica. Veja a tabela abaixo com os critérios de avaliação: 📊 Tabela de avaliação da Competência II COMPETÊNCIA II Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa 1 Tangência ao tema OU ➔ Texto composto por aglomerado caótico de PALAVRAS OU ➔ Traços constantes de outros tipos textuais 2 Abordagem completa do tema E ➔ 3 partes do texto (2 delas embrionárias) OU ➔ Conclusão finalizada por frase incompleta Redações que apresentam muitos trechos de cópia não devem ultrapassar este nível 3 Abordagem completa do tema E 3 partes do texto (1 delas pode ser embrionária) Redações com corpo do texto composto por até 8 linhas em que não é possível reconhecer as 3 partes não devem ultrapassar este nível E ➔ Repertório baseado nos textos motivadores E/OU ➔ Repertório não legitimado E/OU ➔ Repertório legitimado, MAS não pertinente ao tema 4 Abordagem completa do tema E 3 partes do texto (nenhuma delas embrionária) E Repertório legitimado E pertinente ao tema, SEM uso produtivo 5 Abordagem completa do tema E 3 partes do texto (nenhuma delas embrionária) E Repertório legitimado E pertinente ao tema, COM uso produtivo Como inserir repertórios na redação de forma natural? Uma das maiores dificuldades dos vestibulandos é saber como introduzir repertórios sem parecer forçado. Aqui estão algumas estratégias para incorporar referências de forma fluida na argumentação: 📚 Para livros e autores 📜 Para leis e documentos oficiais 📊 Para dados estatísticos e pesquisas ✔ Similarmente ao que é evidenciado nas estatísticas…✔ Embora as pesquisas indiquem [dado estatístico], na realidade… Usar essas frases ajuda a introduzir repertórios de maneira mais natural, evitando que eles pareçam soltos ou artificiais no texto. Como transformar um repertório comum em um repertório produtivo? Abaixo, trazemos exemplos reais de como um repertório pode ser mal utilizado e como transformá-lo em um repertório produtivo. 📌 Tema: “Os desafios da inclusão de pessoas com deficiência no Brasil” ❌ Exemplo de repertório NÃO produtivo: “A Constituição Federal garante que todos os cidadãos são iguais perante a lei. Portanto, a inclusão de pessoas com deficiência deve ser assegurada no Brasil.” ✅ Exemplo de repertório produtivo: “A Constituição Federal assegura que todos os cidadãos são iguais perante a lei, independentemente de qualquer condição. No entanto, apesar dessa garantia legal, a inclusão de pessoas com deficiência ainda enfrenta desafios estruturais no Brasil. Segundo o IBGE (2019), apenas 39% das escolas possuem infraestrutura acessível. Esse dado demonstra que, embora a legislação exista, a realidade ainda apresenta barreiras que dificultam a plena inclusão, evidenciando a necessidade de políticas públicas eficazes para garantir a acessibilidade e o direito à educação para todos.” 🔎 Por que o segundo exemplo é melhor? Conclusão Por fim, agora que entendemos o conceito de repertório produtivo, fica claro que não basta apenas citar referências socioculturais – o mais importante é integrá-las ao argumento e utilizá-las estrategicamente. O uso de um repertório legitimado, pertinente e produtivo é essencial para garantir uma argumentação sólida e alcançar a nota máxima na Competência II. Isso significa que você precisa contextualizar bem suas referências, conectá-las ao argumento central da redação e usá-las para aprofundar a discussão. Se você ainda tem dúvidas sobre como aplicar um repertório de forma produtiva, a melhor maneira de aprender é praticando. 👉 Quer testar sua redação e receber um feedback detalhado sobre o uso do repertório?
A redação do Enem é uma das partes mais temidas pelos estudantes, pois ela exige não apenas o domínio da escrita, mas também a habilidade de argumentar e defender um ponto de vista de maneira coesa e estruturada. Um erro comum é não entender os critérios que podem levar a uma nota zero, o que resulta na desclassificação automática da prova. Neste post, vamos explorar em detalhes os 12 motivos que podem levar nota zero na redação do Enem, e como você pode evitá-los. A seguir, você também encontrará respostas para as perguntas mais comuns sobre zerar a redação do Enem. 12 motivos para nota zero na redação do Enem 1. Fuga total ao tema Proposto Esse erro acontece quando o candidato escreve sobre um assunto completamente diferente do tema solicitado. No Enem, o tema da redação é claro e deve ser seguido rigorosamente. Se o tema é “Desafios da educação no Brasil”, por exemplo, falar sobre “Violência urbana” seria fugir totalmente do tema. 2. Texto com menos de 7 linhas Um texto com menos de sete linhas é considerado insuficiente para desenvolver uma argumentação sólida e, por isso, leva automaticamente a nota zero. Redações muito curtas não conseguem expor as ideias e argumentações de maneira completa. Por exemplo, um candidato que, devido ao nervosismo, escreve apenas seis linhas sem desenvolver nenhum argumento completo. 3. Desrespeito aos Direitos Humanos O Enem valoriza o respeito aos direitos humanos e qualquer discurso que incite violência, preconceito ou discriminação resultará em nota zero. Declarações que ofendem, discriminam ou incitam ódio contra qualquer grupo ou indivíduo. Por exemplo, propor soluções para o tema da redação que envolvam ações violentas ou que prejudiquem grupos específicos, como sugerir o uso de força policial desproporcional contra manifestantes. 4. Parte desconectada do Texto Inserir trechos que não se conectam com o restante do texto, como copiar trechos de outros textos ou introduzir assuntos irrelevantes, leva à desclassificação. 5. Texto Escrito em Língua Estrangeira A redação do Enem deve ser escrita em português. Qualquer parte do texto que seja escrita em outro idioma resultará em nota zero. 6. Folha em Branco leva à nota zero Entregar a folha de redação em branco, sem qualquer tentativa de escrita, leva automaticamente à nota zero. 7. Texto Considerado Proposta de Anulação Se o texto é interpretado como uma tentativa de anular a prova, ele receberá nota zero. 8. Impropérios, Desenhos e Outras Formas Propositalmente Desrespeitosas O uso de palavrões, impropérios, ou inserir desenhos e rabiscos na redação são atitudes que resultam em desclassificação. 9. Assinatura ou Identificação Fora do Local Adequado Identificar-se fora do local indicado para isso é considerado uma violação das regras do exame e leva à nota zero. 10. Letra Ilegível Se o corretor não consegue ler o que foi escrito, o texto não poderá ser avaliado e receberá nota zero. 11. Texto Fora do Gênero Dissertativo-Argumentativo O Enem exige um texto dissertativo-argumentativo. Qualquer outro gênero textual, como narrativas ou poesias, resultará em nota zero. 12. Cópia com trecho de mais de 7 linhas produzido pelo participante Os textos que, além da cópia, não apresentarem mais de 7 linhas de produção própria do participante devem ser anulados como “Cópia”, desde que a produção total ocupe mais de 7 linhas da folha de redação. Vale lembrar que consideramos linhas com cópia aquelas compostas, integral ou parcialmente, por trechos de cópia da Prova de Redação e/ou do Caderno de Questões. O que acontece se eu tirar nota zero na redação do Enem? Zerar a redação do Enem significa que você não poderá utilizar a sua nota para ingressar em universidades públicas ou privadas através do Sisu, Prouni ou Fies. Também pode comprometer sua chance de se classificar para programas de bolsas de estudo e intercâmbios. O que significa zerar a redação do Enem? Zerar a redação do Enem ocorre quando o candidato comete um dos 12 erros listados acima, como fuga ao tema ou desrespeito aos direitos humanos, resultando em uma pontuação de zero pontos na redação. Quantas pessoas zeraram a redação do Enem? O número de pessoas que zeram a redação do Enem varia a cada edição do exame. Em 2022, por exemplo, cerca de 1,19% dos candidatos zeraram a redação, o que corresponde a mais de 20 mil pessoas. Esse número reflete a importância de seguir as diretrizes e evitar os erros que podem levar à nota zero. Por fim, Zerar a redação do Enem é um risco real para qualquer candidato que não esteja atento aos critérios exigidos. Evitar os 12 motivos que levam à nota zero é crucial para garantir que seu esforço seja recompensado com uma boa pontuação. Além de seguir as orientações específicas para a redação do Enem, é importante praticar bastante e desenvolver uma escrita clara e objetiva. Mantenha o foco no tema, desenvolva seus argumentos de forma estruturada e não se esqueça de incluir uma proposta de intervenção sólida. Com essas estratégias, você estará no caminho certo para uma redação de sucesso no Enem.