Atualizado em

O Último Nascer do Sol, filme do Prime Video lançado em 2026, pode ser usado na redação como repertório sobre juventude, doença crônica, autonomia, cuidado familiar, saúde mental e projetos de vida. Mas o ponto central é este: a obra deve virar argumento, não resumo de romance.
Baseado no livro de Anna Todd, o filme acompanha Ry, uma universitária com doença crônica que viaja para Maiorca com a mãe e conhece Julián. A partir daí, a narrativa discute amor, medo, finitude, superproteção e desejo de viver experiências próprias.
Neste guia, você vai entender onde usar o filme, quais temas combinam com ele e como transformar a história em introdução, desenvolvimento e proposta de intervenção.
TRANSFORME ESSE FILME EM ARGUMENTO
O Último Nascer do Sol está disponível no Prime Video. A página oficial da plataforma informa que o filme é de 2026, tem duração de 1h46 e é estrelado por Maia Reficco, Fernando Lindez e Eva Longoria. A direção é de Carlson Young, com produção da Amazon MGM Studios.
Um cuidado importante: não confunda essa obra com outros filmes chamados The Last Sunrise. Aqui, o recorte é o romance dramático de 2026 baseado no livro de Anna Todd, não a ficção científica chinesa de 2019.
O filme acompanha Ry, uma jovem universitária cuja vida é atravessada por uma doença crônica e pela proteção intensa da mãe. Durante uma viagem de verão a Maiorca, ela se apaixona por Julián e começa a viver experiências que desafiam seus medos e expectativas.
A piora de sua saúde e segredos familiares tornam a narrativa mais dramática, mas a leitura para redação não deve focar só no romance. O repertório fica mais forte quando você observa como a obra discute autonomia, cuidado, vulnerabilidade e direito de viver para além do diagnóstico.
O Último Nascer do Sol é um bom repertório porque permite discutir a invisibilidade de doenças crônicas na juventude e os limites entre proteção e controle. A protagonista não pode ser reduzida à condição de saúde; ela também deseja amar, escolher, errar, viajar e construir memórias.
Essa leitura ajuda em temas que cobram uma visão mais humana sobre saúde. A redação pode defender que o cuidado não deve anular a autonomia da pessoa, especialmente quando jovens com doenças crônicas são tratados apenas como frágeis ou incapazes.
A sociedade costuma associar juventude a energia, produtividade e futuro aberto. O filme rompe essa expectativa ao apresentar uma jovem que precisa lidar com limitações físicas e emocionais sem deixar de desejar uma vida plena.
Em O Último Nascer do Sol, Ry enfrenta uma doença crônica em uma fase da vida socialmente associada à liberdade e aos projetos futuros. A obra permite discutir como jovens adoecidos muitas vezes são invisibilizados por uma cultura que não reconhece a complexidade de suas experiências.
A relação entre Ry e sua mãe permite discutir quando o cuidado se aproxima do controle. Em redações, esse recorte ajuda a defender que redes familiares devem proteger sem impedir o desenvolvimento da autonomia.
A superproteção retratada no filme mostra que o cuidado, quando não considera a escuta e a autonomia, pode limitar a construção da identidade juvenil.
Capacitismo é a discriminação baseada na ideia de que há um padrão único de corpo, saúde e capacidade. O filme pode ser usado para criticar a tendência de enxergar pessoas com doenças ou deficiências apenas pela fragilidade.
Ao apresentar Ry como uma personagem com desejos, conflitos e escolhas, o filme ajuda a combater visões capacitistas que reduzem pessoas adoecidas à condição clínica.
Doenças crônicas podem impactar autoestima, vínculos sociais e expectativa de futuro. Na redação, a obra ajuda a discutir a importância de apoio psicológico, acolhimento e políticas de cuidado integral.
No filme O Último Nascer do Sol, a jovem Ry convive com uma doença crônica e, ao viajar com a mãe para Maiorca, passa a confrontar os limites entre proteção familiar e autonomia pessoal. Fora da ficção, muitos jovens com condições crônicas também enfrentam invisibilidade social, estigmas e restrições impostas por uma visão que os reduz ao diagnóstico. Nesse sentido, garantir cuidado integral a essa população exige combater o capacitismo e ampliar redes de apoio físico, emocional e familiar.
No desenvolvimento, apresente primeiro o argumento e depois use o filme como exemplo. A obra deve comprovar uma ideia, não ocupar o parágrafo inteiro.
Em primeiro lugar, o capacitismo contribui para a invisibilidade de jovens com doenças crônicas. Isso ocorre porque parte da sociedade associa saúde plena à produtividade e à independência, ignorando experiências marcadas por limitações físicas, acompanhamento médico e sofrimento emocional. Nesse contexto, O Último Nascer do Sol é um repertório produtivo, pois mostra Ry tentando viver seus desejos sem ser reduzida à doença. Assim, a ausência de uma cultura inclusiva dificulta o reconhecimento da autonomia desses jovens.
Constituição Federal de 1988: sustenta o direito à saúde, à dignidade e à igualdade.
SUS: permite discutir acesso a cuidado integral e multiprofissional.
Erving Goffman: o conceito de estigma ajuda a analisar como marcas sociais podem limitar a identidade de uma pessoa.
Byung-Chul Han: a sociedade do desempenho ajuda a criticar a pressão por produtividade mesmo em contextos de adoecimento.
Evite transformar o filme em resumo sentimental. Frases como “Ry se apaixona e vive um romance bonito” não sustentam argumento. Prefira uma leitura social: doença crônica, autonomia, cuidado, capacitismo, saúde mental e direito à experiência.
Também evite romantizar sofrimento. A força do repertório está em mostrar a necessidade de cuidado digno, não em tratar adoecimento como lição poética obrigatória.
Portanto, para combater a invisibilidade de jovens com doenças crônicas no Brasil, o Ministério da Saúde, em parceria com secretarias estaduais e escolas, deve ampliar políticas de cuidado integral, por meio de acompanhamento multiprofissional, atendimento psicológico e campanhas educativas sobre capacitismo. Essa ação deve incluir formação de professores e orientação familiar, a fim de garantir que a proteção não elimine a autonomia e que esses jovens sejam reconhecidos para além do diagnóstico.
O Último Nascer do Sol pode ser um repertório forte para redação porque mostra que saúde, juventude e autonomia não podem ser discutidas de forma separada. A história de Ry permite defender que pessoas com doenças crônicas precisam de cuidado, mas também de escuta, liberdade e reconhecimento.
Na redação, use o filme para interpretar problemas sociais reais. Quando a obra deixa de ser só enredo e vira análise, o repertório começa a trabalhar a seu favor.
ENVIE SUA REDAÇÃO COM ESSE REPERTÓRIO
Aprenda a usar A Captura na redação como repertório sobre crime organizado, corrupção, segurança pública e ética institucional.
Aprenda a transformar Devoradores de Estrelas em repertório sociocultural para redações sobre ciência, crise climática e cooperação.
Aprenda a transformar Boulevard em repertório para redações sobre juventude, saúde mental, relações afetivas, cultura digital e vulnerabilidade emocional.
Aprenda a usar A Captura na redação como repertório sobre crime organizado, corrupção, segurança pública e ética institucional.
Aprenda a transformar Homem-Aranha: Um Novo Dia em repertório para temas sobre identidade, solidão, juventude e responsabilidade.
Veja como transformar A Odisseia, filme de Christopher Nolan inspirado em Homero, em repertório para ENEM, vestibulares e concursos.
Aprenda a transformar Boulevard em repertório para redações sobre juventude, saúde mental, relações afetivas, cultura digital e vulnerabilidade emocional.