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Você sabe o que é Whitewashing? Confira nosso tema de redação, pesquise sobre o assunto e comece a treinar a sua escrita! Com base nos conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação e a partir da leitura dos textos motivadores a seguir, escreva uma redação de até 30 linhas sobre o tema “Whitewashing e o racismo no cinema e na TV. Para tanto, use a modalidade padrão da língua portuguesa. Além disso, apresente uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Confira o tema Whitewashing e o racismo no cinema e na TV: Texto 1 Whitewashing: entenda o que significa o termo e a polêmica por trás dele […] a atriz israelense Gal Gadot – conhecida por seu papel como Mulher-Maravilha – publicou em suas redes sociais que viverá nos cinemas Cleópatra, a poderosa rainha do Egito. O anúncio, no entanto, gerou polêmica e reacendeu o debate sobre a prática de whitewashing. A palavra inglesa significa algo como “lavagem branca” ou ” embranquecimento”. De fato, o termo se refere ao hábito de produções culturais contratarem atores brancos para interpretar personagens que pertencem a outras etnias, como negros, asiáticos e latinos, por exemplo. A crítica, então, se deve à escalação de uma atriz de pele clara para interpretar uma importante figura da história do continente africano. Ainda assim, há quem defenda a escolha alegando que Cleópatra tinha descendência grega. Outros acreditam que o discurso sobre o whitewashing seria, na verdade, apenas uma forma de disfarçar pensamentos antissemitas (aversão a judeus). Isso porque Gadot é israelense. Fonte: dci Texto 2 Remakes de filmes e séries: há limite para troca de etnias? Alta Fidelidade, a série, traz a atriz Zoë Kravitz, uma mulher negra, reprisando o papel que no cinema foi do ator John Cusack, um homem branco. […] A troca de gênero e etnia dividiu opiniões entre os fãs da obra original, o que leva ao questionamento sobre os limites para trocas étnicas em adaptações audiovisuais. Assim, para Raul Perez, roteirista e cofundador do Instituto Nicho 54, […] , existem duas discussões acontecendo e deve-se diferenciá-las para não criar uma falsa simetria e a ideia de que são lados opostos do mesmo debate. “De um lado, você tem personagens e figuras históricas originalmente negras, interpretados nas telas por atores caucasianos. Nesse caso, a discussão é sobre o apagamento de personalidades racializadas para atender ao que a indústria do cinema estabelece como o padrão, notadamente branco, cisgênero, heterossexual, masculino. É o chamado whitewashing, tornar personagens brancos para atender as demandas da indústria”. Quando Raul cita o whitewashing no cinema, é possível lembrar imediatamente da adaptação cinematográfica de Othello feita em 1965, baseada na obra Otelo, O Mouro de Veneza de William Shakespeare, lançada em 1603. Na história, o personagem principal é um general mouro cristão do exército veneziano de pele escura. No filme, dirigido por Stuart Burge, Othello é interpretado pelo ator britânico Laurence Olivier, que pratica o chamada blackface, ou seja, se pintou de preto por completo. […] A falta ou a ausência de pessoas negras e latinas no audiovisual gera discussão e se apresenta em números até hoje. “O que vemos nas telas é também um reflexo da ausência de profissionais negros envolvidos nessas produções atrás das câmeras. Ademais, a UCLA fez uma pesquisa que aponta que só 5,5% dos filmes nos EUA tiveram direção de pessoas negras em 2019”. Texto 3 Representatividade em Hollywood: onde estão os latinos? Pensar em Hollywood para muitos remete a um imaginário de glamour, fama e dinheiro. Esse mundo aparentemente ideal, no entanto, enfrenta desafios na tentativa de se inserir em uma nova era nas quais discussões e movimentos sociais acerca de racismo e representatividade ganham cada vez mais força. Então, é fato que Hollywood ainda não é e nunca foi sinônimo de diversidade e representação de minorias. Nos primórdios, suas produções eram ostensivamente brancas. Usavam e abusavam de táticas como o blackface e o yellowface (práticas nas quais atores e atrizes brancos são maquiados para interpretarem personagens negros e asiáticos respectivamente). Ou até o whitewashing, a substituição (ou melhor, apagamento) de personagens de outras etnias pela utilização de artistas caucasianos, muito utilizado após a condenação dessas outras práticas. Essas táticas, aliadas do uso constante de estereótipos que reduzem etnias a meras representações depreciativas, se encontram presentes em inúmeros filmes de sucesso. Fonte: jornalismojunior Texto 4 A importância da representatividade asiática no cinema e na televisão Para Todos os Garotos que Já Amei […] pode parecer só mais uma comédia adolescente clichê, mas ganhou ainda mais fãs por ter a atriz vietnamita em papel importante e comum, sem reproduzir clichês e estereótipos asiáticos. Então, esse foi um grande passo para a discussão sobre a representatividade asiática na indústria do cinema e entretenimento. Em geral, escalam-se asiáticos para filmes e novelas para interpretar papéis rasos sempre com as mesmas características. São nerds, bons em matemática, entusiastas da tecnologia, ingênuos e tímidos. Isso sem contar o fato de todos os povos e etnias do continente se resumirem a japoneses e chineses. Além de não se sentirem representados, a reprodução desses tipos de estereótipos pode afetar a autoestima e a confiança. Assim, especialmente crianças podem se sentir inferiores por não cumprirem os papéis que esperam delas. Isso acontece mesmo no Brasil, a maior comunidade com origem japonesa fora do Japão. De fato, são mais de 2 milhões de japoneses e descendentes e mais de 50 mil descendentes chineses. Além disso, há um crescimento muito grande de outras etnias asiáticas no país. Fonte: claudia abril Escreva uma redação sobre o tema Whitewashing e o racismo no cinema e na TV após conferir uma lista de repertórios socioculturais que preparamos!

Saiba como funciona o FIES, Fundo de Investimento Estudantil que abriu inscrições ontem. Uma oportunidade para você entrar na faculdade! Começaram ontem as inscrições para o FIES 2021. São 93 mil vagas, conforme informações do Ministério da Educação (MEC). Mas você sabe como se inscrever e como funciona o FIES? Não se preocupe! Daremos todas as informações que você precisa saber sobre o programa neste post. Assim quem sabe você consegue ainda neste ano cursar a tão sonhada faculdade, não é mesmo? Acompanhe a leitura e confira como funciona o FIES! Novo Fies: o que é? O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) foi instituído pela Lei n. 10.260, de 12 de julho de 2001. Ele objetiva conceder financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, mas com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC e ofertados por instituições de educação superior privadas aderentes ao programa. O chamado novo FIES é um modelo que divide o programa em diferentes modalidades. Assim, possibilita juros zero para aqueles que mais precisam. Além disso, há uma escala variável de financiamentos, de acordo com a renda familiar do candidato. O estudante que for financiado pelo programa começará a pagar as prestações conforme o seu limite de renda. Desse modo, os encargos pagos diminuem consideravelmente. Quem pode se inscrever? O candidato que participou do Enem, a partir da edição de 2010, obtendo média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 (quatrocentos e cinquenta) pontos e nota superior a 0 (zero) na redação podem se inscrever. O programa é vedado a quem possui renda familiar mensal bruta de até 3 (três) salários mínimos por pessoa. É importante que todo mundo que pretende se inscrever acesse o Edital do processo seletivo vigente. Como fazer a inscrição? As inscrições para o FIES iniciaram hoje e vão até o dia 29 de janeiro, ou seja, até a próxima sexta-feira. No dia 2 de fevereiro sai a lista dos pré-selecionados, os quais têm de 3 a 5 de fevereiro para complementar as informações de sua inscrição. Então, quem não for pré-selecionado fica automaticamente em uma lista de espera. Assim, de 3 de fevereiro a 18 de março, portanto, o pessoal da lista de espera tem chances de participar do programa. Mas antes de mais nada, veja o passo a passo para se inscrever: acesse o portal do Novo FIES; clique em “Minha inscrição”; para acessar, é necessário ter uma conta gov.br. Caso não tenha ainda, você poderá criá-la; clique em “Fazer cadastro”; após concluir o cadastro, o site o direcionará para a página do FIES; clique sobre a opção “Entrar com GOV.BR”, e informe o CPF e a senha cadastrada; preencha as informações solicitadas pelo sistema; na página inicial, você pode conferir se há vagas para o curso que você deseja. Os candidatos podem alterar o grupo de preferência e sua(s) opção(ões) de curso quantas vezes quiser. No entanto, isso só pode ser feito durante o período de inscrições. A última inscrição realizada e confirmada pelo candidato no FiesSeleção é a que vale. Tome cuidado com instabilidades que podem ocorrer com a página devido ao grande volume de acessos. Portanto, não deixe para se inscrever nas últimas horas! Como funciona a classificação dos inscritos ao FIES? Os candidatos se classificam no grupo de preferência em que se inscreveu, atendendo a prioridade indicada entre até 3 (três) opções de curso/turno/local de oferta escolhidas, em ordem decrescente e de acordo com as notas obtidas no Enem. Assim, observa-se a seguinte sequência: I – Candidatos que não concluíram o ensino superior e não foram beneficiados pelo financiamento estudantil; II – Candidatos que não concluíram o ensino superior, mas já receberam financiamento estudantil, que está quitado; III – Candidatos que já concluíram o ensino superior e não receberam financiamento estudantil; e IV – Candidatos que já concluíram o ensino superior e receberam financiamento estudantil, que está quitado. Será pré–selecionado na chamada única quem se classificou com base no número de vagas disponíveis no grupo de preferência. Critérios de desempate Bom, mais uma vez a importância de uma boa nota na redação pode ser vista nos critérios de desempate do FIES. Então, a maior nota na redação é o primeiro deles. Além desse, os demais critérios são os seguintes: nota mais alta na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias; maior nota obtida na prova de matemática e suas tecnologias; nota mais alta na prova de ciências da natureza e suas tecnologias; maior nota obtida na prova de ciências humanas e suas tecnologias. Resultado O resultado deve ser conferido no seguinte endereço: fies selecao aluno Atente-se aos prazos, pois é de sua inteira responsabilidade acompanhar o processo. Assim, leia os documentos que explicam o programa e anote todas as datas importantes. Ainda ficou com dúvidas sobre o FIES? Acesse a aba “Tire suas dúvidas“, disponível no portal. Nela, você pode saber mais sobre o programa e o processo seletivo. Além disso, você consegue verificar informações mais técnicas sobre os financiamentos novos. E se você já possui contrato, também pode tirar suas dúvidas sobre ele por ali. Esperamos que com essas informações você já saiba um pouco mais sobre como funciona o FIES. Então, não espere mais: se você fez o Enem em 2019 ou anos anteriores, a partir de 2010, corra para se inscrever. Assim, seu sonho pode começar por lá! Estamos na torcida!

Confira alguns repertórios socioculturais que você poderia usar no Enem 2020. Não fez a prova? Use esses repertórios para treinar! Passada a prova de redação do Enem 2020, muitas ideias sobre repertório surgem em nossa mente. Certamente, sem a pressão do momento, fica mais fácil pensar com calma sobre quais argumentos usar no texto. Além disso, conseguimos compartilhar com outros participantes nossos projetos de texto e assim fazer associações interessantes sobre a temática. Na internet, muitas pessoas disseram gostar do tema “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira” e que ele não era tão difícil de trabalhar. De fato, doenças mentais sempre estigmatizaram pessoas, mas recentemente preocupam mais a sociedade e precisam ser alvo de políticas públicas. E você, o que achou do tema deste ano? Neste post vamos mostrar alguns repertórios socioculturais que você poderia ter usado na sua redação para chegar mais perto da nota máxima na competência 2. Se você não fez a prova deste ano, conheça esse conteúdo para treinar a redação na nossa plataforma! Boa leitura! 1. Filme: Bicho de sete cabeças (2000) – Enem 2020 marcou 2 décadas dessa obra! https://youtu.be/lBbSQU7mmGAEste drama brasileiro baseia-se o no livro autobiográfico de Austregésilo Carrano Bueno, Canto dos Malditos. Trata-se de uma história que mostra como qualquer atitude desviante, na visão de alguns, torna-se um problema mental, e as consequências disso são desastrosas. No longa, Neto (Rodrigo Santoro), é internado em um hospital psiquiátrico após seu pai descobrir um cigarro de maconha em seu casaco. Lá, o submetem a situações abusivas. O filme, assim, funciona também como um alerta sobre a necessidade da luta antimanicomial. Mas não só isso. Além de abordar a questão dos abusos feitos pelos hospitais psiquiátricos, também aborda a questão das drogas, a relação entre pais e filho e as consequências na estrutura da família gerada pela falta de diálogo e entendimento. 2. Filme – Nise: o coração da loucura (2015) Nise da Silveira foi uma psiquiatra brasileira que recebeu reconhecimento mundial na área. Ela mudou a forma de tratamento que os doentes mentais recebiam nos hospitais psiquiátricos, tornando-o mais humano e abolindo a violência. Assim, podemos relacionar a forma como tratavam as pessoas com doenças mentais com o estigma sobre sua condição. Ao não saber como lidar com as diferenças, a medicina usava de abusos e tratamentos experimentais e cruéis. Desse modo, além de não gerar melhorias, ainda prejudicavam mais a situação desses doentes. Assista!https://youtu.be/UeAUNvcM_xk 3. Filme: Coringa (2019) – usamos em nossa redação-modelo Enem 2020 A história de origem de um dos maiores inimigos do Batman recebeu reconhecimento até pelo Oscar. Nela, Joaquin Phoenix dá vida à personagem e mostra como a ausência de políticas públicas eficientes pode agravar ainda mais a situação de quem sofre com doenças mentais. Então, se ainda não viu, essa é a hora! Se você quiser ver como usá-la, leia a redação feita pela nossa equipe!https://youtu.be/jfVTJm9NilA 4. Documentário: O holocausto brasileiro (2016) https://youtu.be/5eAjshaa-do Com produção da HBO, o documentário de 1h30 mostra o horror do Hospital Colônia, em Barbacena (MG). Nele, cerca de 60 mil brasileiros morreram vítimas da negligência e do descaso. Na tragédia brasileira de Barbacena, os pacientes internados à força foram submetidos ao frio, à fome e a doenças. Foram torturados, violentados e mortos. Seus cadáveres foram vendidos para faculdades de medicina, e as ossadas comercializadas. Fonte: exame Trata-se, portanto, de uma história densa e perturbadora, especialmente por ser real. Então, assista e saiba mais! 5. Michel Foucault: História da loucura Nesta obra de 1961, Foucault analisa a possibilidade de existência de área psicologia a partir da construção do sujeito louco. Assim, mostra como todos aqueles que desviassem de uma dada “normalidade” aceita pela sociedade eram passíveis de se tornarem pessoas que precisassem de tratamento. Para se aprofundar um pouco mais sobre esse estudo, leia este artigo. 6. Conto: O alienista, de Machado de Assis Então, falando na construção do sujeito louco, você já leu este conto de Machado de Assis? Certamente já deve ter ouvido falar dele. Na sua redação Enem 2020, ele poderia ser usado como repertório sociocultural. Nele, o Dr. Simão Bacamarte constrói em sua cidade natal, Itaguaí, um manicômio chamado “Casa Verde”. Assim, o objetivo era deixar lá todos os loucos da cidade e região. Desse modo, em pouco tempo o local ficou lotado. Primeiramente, tratava-se realmente de pessoas “loucas”. No entanto, Bacamarte passou a enxergar loucura em todos. Dessa maneira, a obra ajuda a mostrar como é fácil estigmatizar pessoas pelas suas supostas excentricidades. Portanto, poderia tranquilamente constar argumentação do seu texto dissertativo-argumentativo. Pronto para consumir esses conteúdos? Nós esperamos que você tenha se saído bem na prova de redação do Enem 2020. Mas queremos ler o seu texto! Já enviou seu rascunho para a nossa plataforma? Não? Então tá esperando o quê? Conheça nossos planos e conte com a ajuda da nossa equipe de corretores de redação. Assim, você pode acalmar seu coração até vir o resultado oficial! Venha pro Redação Online agora mesmo!

Enfim, passou o primeiro dia de Enem 2020. O que você achou do tema de redação? Venha com a gente analisar a proposta do Inep! Em um momento tão atípico que estamos vivendo, muitos participantes fizeram as provas do primeiro dia de Enem 2020 no último domingo (17). Apesar dos relatos sobre as dificuldades em acessar as salas de prova, e a divulgação de um índice de abstenção recorde (51,5%), o tema de redação também foi assunto. Estávamos ansiosos, não é mesmo? Embora houvesse muitas apostas de que o tema não teria nada a ver com a pandemia, o fato é que, de alguma forma, ele resvala na situação que vivenciamos desde março do ano passado. Mais adiante vamos ver por quê. Assim, o tema de redação do Enem 2020 foi: “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira“. De fato, saúde mental esteve em evidência nos últimos meses, e também se fala mais sobre o assunto em anos mais recentes. Acontece que, como mostrado no texto motivador III, doenças como a depressão aumentaram de modo alarmante na atualidade, tornando-se uma questão que precisa fazer parte das discussões da sociedade, especialmente a brasileira, a qual é a mais depressiva da América Latina. Em virtude disso, inclusive, em 2014 iniciou a campanha brasileira conhecida como “Setembro amarelo”. Assim, ela visa à prevenção de suicídios. No domingo, em uma live em nosso perfil no Instagram, alguns participantes comentaram que usaram a campanha em seus textos. Além disso, muita gente achou o tema fácil. Mas você sabe quais caminhos poderiam ter sido tomados para tratá-lo completamente? Acompanhe a nossa análise. Palavras-chaves do tema de redação Enem 2020 A compreensão da proposta é um momento decisivo para você ir bem ou não na redação. Isso porque é fundamental que o tema seja abordado de forma completa. Portanto, você deve atentar-se às palavras-chaves presentes na frase temática para poder atender ao solicitado pela banca. Nesse caso, temos duas expressões que são essenciais: estigma e doenças mentais. Além delas, temos outra que é complementar: na sociedade brasileira. Mas o que é um estigma? Muita gente nas redes sociais achou que essa palavra – pouco usual no nosso dia a dia – pegaria muitas pessoas desprevenidas. O texto motivador II trazia o origem da palavra, portanto, quem é bom em interpretação não sentiu dificuldades. No entanto, lembre-se que embora indicado, não é obrigatório usar exatamente essa palavra na sua redação. Assim, se você usou sinônimos, provavelmente se deu bem também. Podemos citar alguns: desaprovação, marca, marginalização, preconceito, julgamento ao que foge do padrão entre outras. Outro cuidado a tomar é não falar apenas de saúde mental, sem abordar as doenças. Historicamente, pessoas diagnosticadas com algum tipo de transtorno mental são estigmatizadas e isoladas do convívio social. Esse seria um bom ponto de partida, aliás. Assim, se você falou de estigma e de doenças mentais, as chances de atingir as notas mais altas na competência 2 são grandes. Porém, como você sabe, ainda é preciso demonstrar repertório sociocultural pertinente e produtivo. Quais abordagens você poderia usar? Veremos no próximo tópico. Argumentos que poderiam estar no desenvolvimento Veja por quais caminhos o seu projeto de texto poderia passar: falta de informação sobre as doenças mentais; pouca discussão sobre o assunto nas mídias; medicalização das pessoas que apresentam algum transtorno para que se adéquem à “normalidade”; medicalização de crianças muito jovens para que desempenhem melhor na escola; valorização da “vida perfeita” divulgada nas redes sociais e a pressão que isso causa nas pessoas; ausência de políticas públicas que previnam danos à saúde mental da população; minimização de problemas como a depressão, muitas vezes vistos sem seriedade; causas dos estigmas (histórico relacionado aos manicômios no Brasil, por exemplo); preconceito a tudo que desvia do que é considerado “normal”; entre outros. A equipe do Redação Online produziu uma redação-modelo com base nesse tema. Leia e veja de que forma poderia ter argumentado sobre o assunto no seu texto. Tema com recorte aberto Há alguns anos o Enem não tem fechado tanto o recorte para tratamento do tema. Desse modo, as possibilidades de abordagem são mais amplas. Isso pode ser bom ou ruim, depende do seu nível de proficiência na escrita de textos dissertativos-argumentativos. Ao não pedir que se fale sobre desafios ou forma de combate ao estigma, o participante não se limita a apenas um olhar sobre a proposta. Desse modo , se você abordou completamente e usou referências pertinentes, provavelmente foi muito bem na redação Enem 2020. Repertórios pertinentes ao tema Assim como na nossa redação-modelo, alguns participantes relataram na live e nas redes sociais que usaram o filme “Coringa”. De fato, ele encaixa perfeitamente no tema, especialmente se a condução do texto levava às ausência de políticas públicas de saúde mental eficientes. Trabalhar com esse tipo de referência, atual e de amplo conhecimento, é sempre uma excelente aposta no texto. Além desse filme, você poderia ter usado séries, livros, novelas, entre outras formas de arte que demonstram seu conhecimento de mundo e a capacidade de relacioná-lo ao assunto. Confira algumas possibilidades: filme: Bicho de Sete Cabeças (2000); filme: Nise – O Coração da Loucura (2015); série: 13 Reasons Why; livro: O alienista; pensador: Michel Foucault, com a obra “História da loucura”; livro: Holocausto brasileiro (2013); etc. Em breve traremos aqui no blog mais detalhadamente alguns repertórios que poderiam ser usados nessa redação. É claro que fica muito fácil sugerir agora que já sabemos o tema, não é? Mas não se preocupe! Se não usou algum desses que citamos, temos certeza que escolheu algo interessante também. Coloque nos comentários as suas referências! Estamos curiosos para saber! Proposta de intervenção A conclusão da redação depende muito do projeto de texto, portanto há uma infinidade de maneiras de concluir. Se você falou de políticas públicas, provavelmente os governos (municipais, estaduais e federal) apareceram como agentes. Se tratou pelo viés da medicalização na infância, a escola pode figurar na sua intervenção. O que não poderia faltar mesmo eram os 5 elementos obrigatórios. Se

O Enem 2020 está chegando. Saiba como aproveitar melhor o seu tempo, mesmo no dia da prova. Acompanhe a leitura! O Enem 2020 está mexendo com a cabeça de muitos participantes. A situação de calamidade vivida no país em função do novo coronavírus adiou a prova para o dia 17 de janeiro. Faltando poucos dias para a aplicação, o Enem sofreu ameaça de cancelamento devido ao aumento de casos e mortes, assim trazendo mais incertezas a quem estudou e se preparou para o Exame. Nesse contexto, os nervos estão ainda mais à flor da pele. Nesta quarta-feira, a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª região negou o adiamento do Enem, porém há cidades que precisam acompanhar como será a aplicação. No Amazonas, por exemplo, a prova está suspensa por decisão Justiça Federal amazonense. Certamente é um momento muito complicado o que estamos vivendo, por isso precisamos ficar atentos às decisões até a véspera da prova. De qualquer forma, nada impede que você se prepare para ir bem no Enem 2020, independentemente de quando ele acontecer. Para quem está pronto para ir aos locais de provas domingo, será que já se programou sobre o que fazer no dia? Veja nossas sugestões para aproveitar melhor seu tempo perto da hora decisiva! Boa leitura! Chegue ao local de prova com antecedência O básico do básico: programe-se para chegar com antecedência ao local de prova. Assim, caso seja um lugar afastado ou desconhecido, procure ver no Maps referências próximas e qual o melhor trajeto. Aos domingos, em muitas cidades, o transporte público atua com uma frota menor, com horários em intervalos maiores. Portanto, atente-se para isso. Conte com a possibilidade de encontrar imprevistos no caminho, então saia ainda mais cedo, se puder. Os portões serão abertos às 11h30 (horário de Brasília), 30 minutos antes do previsto nos editais, em função da pandemia, de acordo com o Inep. Confira se está com o necessário para seguir os protocolos sanitários Garanta, no dia anterior, que você tem tudo o que precisa para fazer a prova. Neste ano, será obrigatório o uso de máscara. Portanto, vá com a sua (pela sua saúde e pela de todos) e é permitido levar máscara para troca durante a prova. Quem não utilizar máscara cobrindo totalmente nariz e boca, desde sua entrada até sua saída do local de provas, ou recusar-se a respeitar os protocolos de proteção contra a COVID-19, a qualquer momento, será eliminado do exame. De acordo com o Inep, você poderá tirar a máscara apenas para ingestão de líquidos e alimentação. Se no dia da prova você estiver com sintomas da doença (ou outras que sejam infectocontagiosas, previstas no edital), não compareça aos locais de prova. Nesses casos o Inep avaliará a possibilidade de reaplicação. Veja as informações detalhadas sobre isso no edital. Documento com foto e caneta preta de material transparente Veja quais documentos serão aceitos, de acordo com o Inep: Atenção! Não aceitarão cópias dos documentos, mesmo que autenticadas. Além disso, documentos digitais apresentados eletronicamente também não. A única caneta que você poderá usar é a esferográfica PRETA, fabricada em material transparente. Além dela e do documento com foto, o único outro item obrigatório é a máscara. Portanto, o cartão de confirmação de inscrição é opcional. Deixe em casa itens proibidos no Enem 2020 Evite transtornos que tirem a sua paz no dia do Exame. Então, não leve para o local de prova: Entretanto, caso algum deles seja MUITO necessário, não se esqueça de colocá-lo no porta-objetos. Além disso, todos os equipamentos eletrônicos precisam ser desligados antes de guardados. Confira seus dados e o número de questões Ao receber o caderno de questões, confira a quantidade de questões e se não há falhas gráficas que impeçam a sua leitura. Confirme se os seus dados estão corretos e informe qualquer divergência ao aplicador. Separe tempo suficiente para o preenchimento do cartão-resposta Sim, não basta apenas que você faça todas as questões, ainda é preciso transcrever a redação pra folha de prova e marcar as alternativas no cartão-resposta. Deixe, pelo menos, 45 minutos para essa última etapa. De fato, a pressa é inimiga da perfeição. E ninguém quer acabar errando uma questão por preenchimento errado. Assim, especialmente pelo cansaço da prova como um todo, é preciso calma e atenção nesse momento. Por isso, estipule uma estratégia que lhe dê uma “folga” para cumprir essa etapa. Tenha uma estratégia para a redação Não fique mais que 1h30 fazendo a redação. Leia a proposta, faça um projeto, escreva o rascunho. Depois, revise o texto e faça os ajustes. Passe a limpo com muita atenção! Você só tem direito a uma folha de redação oficial. Então, trate-a muito bem. Não deixe para o final, pois o nervosismo com o horário pode prejudicá-lo. Enfim, tenha um PLANO para esse momento. Se você treinou durante o ano terá mais facilidade nesse momento! Em suma, no dia da prova, preocupe-se com essas questões que destacamos aqui. É hora de mostrar tudo que você aprendeu e o quanto se preparou para esse momento. Nós, do Redação Online, estaremos junto com você na torcida. Assim, esperamos que sua dedicação seja recompensada com um bom tema. Se trouxer o rascunho da redação para casa, lembre-se de que nossos professores podem corrigir em até 3 dias úteis! O Enem 2020 ficará na história, e faremos parte dela COM TODOS OS CUIDADOS QUE O MOMENTO EXIGE! Cuide-se e faça uma boa prova!

Você já sabe tudo sobre a de redação do Enem? Veja as respostas para as dúvidas mais comum sobre essa prova que tira o sono de muita gente! Estamos a cada dia mais próximos do momento de fazer a redação do Enem e é normal que ainda existam questões a serem respondidas. Mesmo com toda a preparação durante o ano, há muitos mitos divulgados e desencontros de informação. Assim, muitas pessoas acabam inseguras sobre algumas situações que surgem durante a aplicação do Exame. Por isso, hoje vamos falar sobre as dúvidas mais comuns dos participantes sobre a redação do ENEM. Acompanhe a leitura! 1. Preciso colocar título na redação do Enem? Conforme consta na cartilha do participante 2020, divulgada pelo Inep, o título é um elemento opcional. Portanto, você pode ou não utilizá-lo. Ele conta como linha escrita, porém não se avalia a existência de título em nenhum aspecto relativo às competências da matriz de referência. Mas cuidado: ele pode levar à nota zero o seu texto se apresentar qualquer característica passível de anulação, como desenhos, sinais gráficos, impropérios etc. Assim, fique atento! Na dúvida, melhor não se prejudicar por causa de um título, não é mesmo? 2. A redação precisa ser escrita obrigatoriamente com letra cursiva? Não. Você pode escrever a redação com letra de forma, sem que haja qualquer prejuízo à sua nota. Porém, é preciso diferenciar claramente as letras maiúsculas e minúsculas, pois isso é um critério de avaliação da competência 1. Além disso, é extremamente importante que você escreva com uma letra bem legível. Isso consta, inclusive, na cartilha do participante 2020. Nela, há o seguinte destaque: Procure escrever sua redação com letra legível, para evitar dúvidas no momento da avaliação. Redação com letra ilegível poderá não ser avaliada. Então, capriche na sua letra! 3. Qual o número mínimo de linhas escritas na redação Enem? Para chegar aos corretores do Enem, uma redação precisa ter, no mínimo, 8 linhas escritas. Com sete linhas ou menos, o participante recebe a nota zero e o texto nem chega aos avaliadores. Mas se você estudou e treinou redação dificilmente estará diante de uma situação como essa, certo? Respeite também o número máximo de linhas. Você tem 30 linhas para desenvolver as suas ideias sobre o tema. Jamais passe disso, pois linhas a mais são desconsideradas. Respeite os limites da sua folha de prova. 4. Posso usar informações dos textos motivadores na argumentação? Já fizemos um post sobre o assunto, e a resposta é sim. Preferencialmente, você deve usar um repertório sociocultural que extrapole os textos da proposta de redação. Porém, caso você não saiba nada sobre o assunto ou tenha o famoso “branco” na hora da prova, pode utilizar dados da coletânea. O que você não pode fazer de jeito algum é copiar partes dos textos motivadores. Muitos trechos de cópia podem até mesmo levar a nota à zero. Assim, leia com atenção os textos e interprete-os, selecione aqueles mais pertinentes ao seu projeto de escrita e, na medida do possível, traga algum repertório próprio (citação, relação com alguma obra – livro, filme, série -, notícia) para complementar o seu desenvolvimento. 5. Quantos parágrafos minha redação precisa ter? O ideal é que seu texto esteja bem estruturado no gênero dissertativo-argumentativo e que ele apresente as três partes obrigatórias. São elas: introdução (1 parágrafo), desenvolvimento (2 parágrafos, geralmente) e conclusão (1 parágrafo). De preferência, deve haver harmonia entre o número de linhas de cada uma dessas partes. Portanto, não faça uma introdução de duas linhas (considerada pelos avaliadores como “embrionária”) e o desenvolvimento em um parágrafo de 15 linhas. Distribua as suas ideias em parágrafos de mais ou menos 5 a 7 linhas. E fique atento(a): é fundamental que exista claramente a divisão em parágrafos, pois textos em monobloco (quando não há parágrafos definidos) não ultrapassam o nível 2 na competência 4 mesmo que estejam muito bem escritos do ponto de vista do uso da língua e de desenvolvimento das ideias. 6. Qual o segredo para tirar 200 pontos na competência 5? Essa é mais uma das dúvidas comuns dos participantes do Enem. Saiba, então, que uma conclusão com proposta de intervenção completa ajuda a garantir os 200 pontos na competência 5. Mas o que define que uma proposta de intervenção está completa? Lembre-se de que existem 5 elementos obrigatórios que precisam estar na sua proposta de intervenção: ação, agente, modo/meio, efeito e detalhamento. Assim, ao elaborar sua proposta, responda às seguintes perguntas: 1) O que é possível apresentar como solução para o problema? 2) Quem deve executá-la? 3) Como viabilizar essa solução? 4) Qual efeito ela alcançará? 5) Que outra informação acrescento para detalhar a proposta? 7. Em quanto tempo preciso escrever a redação? Um dos grandes inimigos do participante do Enem, além do nervosismo e da ansiedade, é o tempo. Você precisa ter uma estratégia para que, além de escrever a redação muito bem, ainda consiga responder a todas as questões sem atropelos. Desse modo, uma sugestão é que você leia a proposta de redação assim que receber o caderno de prova. Depois, já faça o projeto do seu texto e escreva o rascunho. Faça algumas questões que tenha mais facilidade e depois retome o texto. Releia, revise, faça os ajustes necessários e passe a limpo. Não deixe essa tarefa para os minutos finais, pois você pode acabar cometendo erros bobos por causa da pressa. Não perca mais de 1 hora em todo esse processo (escrita + ajustes + passar a limpo). Respire fundo! Você consegue! E então? Sabia a resposta para essas questões? Essas são algumas das dúvidas mais comuns dos participantes sobre a redação do ENEM. Você ainda tem algum questionamento sobre essa prova? Escreva-o nos comentários que a gente responde!

Você precisa escrever uma redação sobre exclusão digital, mas não possui repertórios para o tema? Leia este artigo e fique preparado(a)! Aqui, você encontrará informações relevantes e dicas úteis que enriquecerão seu texto. De fato, se antes da pandemia de coronavírus já estávamos cientes dos malefícios da exclusão digital para a sociedade, com a chegada dela isso se tornou ainda mais evidente. Certamente, você ou alguém que você conhece já esteve sem acesso à internet. No mundo atual, isso é quase como estar em isolamento duplo. Assim, para muitas pessoas, a falta de acesso ao mundo digital significa estar excluído de oportunidades essenciais. Além disso, com o advento do ensino remoto em 2020, diversos estudantes viram seu direito à educação ser comprometido, sem dúvida, destacando a urgência de abordar a exclusão digital. Desse modo, incluir mulheres, idosos e pessoas com deficiência no mundo digital segue sendo um desafio. Então, para que você consiga fazer um bom projeto de texto na sua redação, separamos alguns repertórios para o tema. Repertórios para o tema sobre exclusão digital! 1. Vídeo: Exclusão Digital – Conexão – Canal Futura Primeiramente, no programa, Luiza Mesquita e Bernardo Sorj discutem “o que o país perde com os excluídos digitais?”. Além disso, eles exploram como a exclusão digital afeta diferentes camadas da sociedade. https://youtu.be/3l1_DZ4mpbk 2. Artigo: Direito à Internet e às Novas Tecnologias Digitais Em seguida, Victor Hugo Pereira Gonçalves argumenta que a inclusão digital é um direito fundamental. Igualmente, ele analisa as causas da exclusão digital, como a falta de políticas públicas e exclusões sociais históricas. 3. Filme: Eu, Daniel Blake (2016) Ademais, este filme ilustra os desafios da exclusão digital. Daniel Blake, um carpinteiro que não domina a tecnologia, enfrenta barreiras burocráticas para acessar benefícios governamentais. Isto é, o filme aborda a interação de gerações e questões sociais relevantes. 4. Pesquisa: PNAD Contínua TIC 2018 A pesquisa do IBGE revela que 79,1% dos domicílios brasileiros têm acesso à internet. Porém, ainda há uma porcentagem significativa excluída digitalmente. Portanto, é essencial explorar esses dados. 5. Livros clássicos da literátura: “1984” de George Orwell Este clássico distópico reflete sobre o controle da informação, já que a exclusão digital pode ser comparada ao acesso restrito em 1984, destacando a importância do acesso à informação. 6. Livro “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley Da mesma forma, Huxley explora um mundo dominado pela tecnologia. A obra reflete sobre as consequências da exclusão digital em uma sociedade hiperconectada. 7. Documentário: “The Social Dilemma” (2020) Por outro lado, este documentário recente da Netflix realça o papel das redes sociais no mundo moderno, destacando a relevância da inclusão digital. Dessa maneira, é relevante para o tema da exclusão digital, já que mostra como a falta de acesso às redes sociais pode significar estar fora de importantes conversas sociais. https://youtu.be/uaaC57tcci0?si=yWe8xi3ByoSoeXCD 8. Podcast: Café da Manhã É válido mencionar que o episódio “A Pandemia Expõe a Desigualdade da Internet Brasileira” discute como a crise sanitária ampliou a exclusão digital. Ademais, aborda a dependência de uma boa conexão para educação e trabalho durante a pandemia. 9. Artigo: Plataformas Digitais Acessíveis para Pessoas com Deficiência Em contra partida, este artigo mostra a exclusão digital enfrentada por pessoas com deficiência. Apenas um dos 50 sites de empresas brasileiras analisados era acessível. Portanto, a questão vai além do acesso à internet, incluindo a acessibilidade. 10. Artigo: LIVE | Acesso à Internet: Desigualdades, Qualidade e Direitos do Consumidor Outrossim, uma live do Idec discute a importância do acesso à internet durante a pandemia, já que a discussão é fundamental para entender como a exclusão digital afeta os direitos do consumidor e a igualdade social. https://youtu.be/fD5rRSc2NaI Por fim, essas são nossas dicas de repertórios para “Exclusão digital” e lembre-se: seu repertório deve ser relevante e bem aplicado. Faça sua pesquisa e organize os dados para um texto coerente. Confira , também, uma videoaula completa da professora Chaiany Farias para saber tudo sobre esse eixo temático! https://youtu.be/lpWaveoBmWQ?si=XkePspVRXrAPgJiI Quer melhorar na redação? Conheça nossos planos de correção no Redação Online e receba feedback detalhado de nossa equipe. Venha melhorar suas habilidades conosco!

Durante a pandemia, a questão da exclusão digital ganhou evidência. Você já refletiu sobre essa questão e os impactos disso na sociedade brasileira? Se não, aproveite para pensar sobre isso e escrever uma redação! Assim, fique preparado(a) para o Enem! Com base nos conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação e a partir da leitura dos textos motivadores a seguir, escreva uma redação de até 30 linhas sobre o tema “Exclusão digital”. Para tanto, use a modalidade padrão da língua portuguesa. Além disso, apresente uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Confira o tema sobre Exclusão Digital: Texto 1 Fonte: https://petletras.paginas.ufsc.br/files/2020/05/charge.jpg Texto 2 Exclusão digital em tempos de pandemia Desde 2005, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) — com a finalidade de mapear o acesso à infraestrutura das tecnologias de informação nos domicílios urbanos e rurais do país, e as formas de uso delas por indivíduos de 10 anos de idade ou mais — realiza, anualmente, a pesquisa TIC Domicílios. De acordo com o último desses estudos, publicado em 28 de outubro de 2019, percebeu-se que, entre 2008 e 2018, ocorreu significativo aumento no número de lares brasileiros com acesso à internet. O estudo aponta que, em 2008, apenas 18% dos domicílios brasileiros tinham acesso à rede. Dez anos depois, esse percentual saltou para 67% de residências conectadas. Sem dúvida, um notável avanço. […] Isso, no entanto, não quer dizer que esses direitos estejam igualmente distribuídos entre a população brasileira. Afinal, se o acesso à rede mundial de computadores já é realidade em mais de 90% dos lares mais abastados, menos da metade (48%) das residências dos indivíduos das classes D e E gozam do mesmo privilégio, conforme detalha a referida pesquisa. E, como aponta o TIC Domicílios 2018, o alto custo dos serviços em questão é, segundo os moradores desses domicílios, o principal motivo que os levou a não possuir internet em suas casas. Essa constatação – baixíssimo nível, quando se fala da camada menos favorecida da população, de acesso à rede mundial de computadores – é, para dizer o mínimo, preocupante. Isso porque, em consonância com o relatório elaborado em 2009 pelo Banco Mundial, cada aumento de 10 pontos percentuais nas conexões de internet de banda larga de um determinado país corresponde a um respectivo crescimento de 1,3% no Produto Interno Bruto (PIB). Nítido, sobretudo em um mundo cada vez mais globalizado e conectado, que não há como se falar em comunicação, liberdade de expressão ou desenvolvimento, sem considerar a internet como um meio fundamental para a geração de conhecimento e circulação de informações. Com a chegada da pandemia de Covid-19, a desigualdade ganhou contornos ainda mais claros, na medida em que a internet tem funcionado como ferramenta essencial para diversas atividades como o trabalho remoto, o acesso à informação e entretenimento e a utilização de serviços tecnológicos, tais como aplicativos de comida delivery e mobilidade urbana – que, igualmente, contribuem para que os usuários de tais serviços fiquem mais protegidos dos riscos causados pela pandemia. Portanto, enquanto alguns encontram-se amplamente conectados, ampliando suas ações online (teletrabalho, videoconferências, cursos e aulas virtuais), outros, em virtude de sua precária situação econômica, permanecem à margem de um processo evidenciado como nunca antes: o papel da tecnologia cada vez maior e a importância de uma agenda de inclusão digital. Fonte: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/exclusao-digital-em-tempos-de-pandemia/ Texto 3 Exclusão digital é barreira para mulheres rurais As mulheres rurais são o grupo menos conectado às Tecnologias da informação e Comunicação na maior parte dos países da América Latina e do Caribe. É isso que concluiu um estudo conduzido pela Universidade de Oxford, da Inglaterra. O levantamento foi coordenado pela cientista social italiana Valentina Rotondi. Ela se baseou em dados da Pesquisa Mundial Gallup, informações dos países e de rastreamento da rede social Facebook, em 17 dos 23 países da região analisada. Menos mulheres declararam possuir celulares em comparação com homens. Mulheres de baixa escolaridade que vivem em áreas rurais são as menos conectadas. Segundo autoridades a situação mostra o quadro de desigualdade e que a conectividade traz acesso a mercados, informação e serviços financeiros. “O estudo revela que o acesso reduzido a telefones celulares e a internet se soma a diversos problemas enfrentados pelas mulheres no campo, como as barreiras à obtenção de financiamento, à captação, ao emprego formal e à propriedade da terra”, disse o diretor-geral do IICA, Manuel Otero. A proporção de pessoas que possuem telefones celulares nos países analisados aumentou cerca de 80% em 2017 e 45% desde 2006 e a lacuna entre os gêneros na posse de celulares diminuiu na última década. No entanto, voltou a piorar nos últimos cinco anos. Enquanto no Brasil e na Argentina há uma situação de quase paridade entre homens e mulheres, Guatemala e o Peru são exemplos de nações onde a diferença é maior, enquanto no Chile e no Uruguai a proporção tende a favorecer as mulheres. O estudo concluiu que, de modo geral, quanto menor a diferença de gênero na posse de celulares, melhores são as perspectivas para a inserção de mulheres no mercado de trabalho e menores são as disparidades entre os gêneros em trabalhos vulneráveis e desemprego juvenil. O estudo “Desigualdade digital de gênero na América Latina e Caribe” teve apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/exclusao-digital-e-barreira-para-mulheres-rurais_440947.html Escreva a sua redação sobre o tema Exclusão digital após conferir uma lista de repertórios socioculturais que preparamos!

Faltando só 1 semana para o Enem, você sabe o que priorizar nos estudos de redação para tirar uma boa nota? Não perca este post! Está chegando a hora! 17 é primeiro dia de aplicação de provas do Enem 2020, adiado em função da pandemia. E você? Está preparado(a)? Antes de mais nada, se esta é a sua estreia no Exame Nacional, saiba que é totalmente normal se sentir ansioso e apreensivo nos próximos dias. Afinal, trata-se de uma oportunidade para depois tentar uma vaga na universidade. Caso você já tenha experiência com as provas, mesmo que já conheça como funciona o processo, pode também estar com os cabelos em pé neste momento. Calma! Nós hoje daremos algumas dicas para você revisar seus estudos de redação, faltando 1 semana para o Enem. Boa leitura! É provável que você esteja estudando para esses dois dias de provas que se aproximam desde o começo do ano passado. Certamente, se concluiu o Ensino Médio recentemente, você ainda tem bem frescos na memória os principais conteúdos que são cobrados no Enem. No entanto, para quem já encerrou a Educação Básica há mais tempo talvez não seja assim tão simples estudar para o exame. Além disso, o fechamento das escolas por causa da Covid-19 e a implantação do ensino remoto atrapalharam os planos de muita gente. O Enem 2020 será uma verdadeira prova de superação. Se você conseguiu manter uma rotina de estudos “normal”, está de parabéns. A recomendação sempre é de escrever uma redação por semana, mas, se você não fez isso até agora, ainda há chance de correr atrás! Abandone a ideia de aprender coisas novas agora É isso mesmo que você leu. Se você acredita que não conhece todas as regras de gramática (e saiba que isso é muito comum!), não tente usar esta última semana para fazer isso. Respire fundo! Vamos explicar o porquê. Faltando tão pouco para a prova, tentar aprender algo que você sempre sentiu dificuldades de compreender pode ser fatal para a autoestima e para a segurança que precisa ter para desenvolver a proposta de redação. Em vez disso, reforce pontos que você já domina. Conheça os critérios de correção do Enem Sempre que nos avaliam, é fundamental conhecer o que pode elevar a nossa nota e o que pode baixá-la. Sem isso, é como tatear no escuro. O Inep disponibilizou o material de capacitação dos avaliadores de 2019 e também divulgou há poucos dias a Cartilha de redação Enem 2020 (confira nosso post sobre ela!). Trata-se de materiais indispensáveis para todo participante. Se você perdeu esses conteúdos, acesse-os agora mesmo. A cartilha, além de diversas dicas sobre como a prova é corrigida, ainda traz algumas redações de 2019 comentadas. Assim, ao lê-las e ao ler as análises delas, você poderá entender um pouco melhor a estrutura do texto dissertativo-argumentativo. Desse modo, reforçará sua compreensão sobre o gênero textual e também aprenderá um pouco mais sobre repertório sociocultural e como usá-lo de maneira produtiva no seu texto. Faça mapas mentais por eixos temáticos Ter um repertório sociocultural previamente pensado (mesmo que se saiba qual o tema da prova) ajuda a tirar aquela sensação de “eu não sei nada”. Assim, você vai para o Enem mais confiante! Ao longo do ano, diversas sugestões de propostas foram lançadas, inclusive aqui no nosso blog, e a partir delas você pode pensar quais têm mais chance de cair. Se você não faz ideia de por onde começar, é bom se informar sobre algumas apostas que estão circulando por aí! Sobre elas, podemos citar alguns eixos: saúde (importância do SUS, saúde mental), educação (alfabetização infantil, literacia familiar, acesso aos livros), tecnologias (educação a distância/remota, exclusão digital), meio ambiente (queimadas, crise hídrica). Então, nos mapas, coloque dados, referências sobre o assunto, citações, livros, filmes que trabalhem a temática. O legal dos mapas mentais é que uma ideia puxa outra, e, como são bastante visuais, ajudam a memorizar melhor. Não se preocupe em fazer mapas muito elaborados: estamos na reta final! Nessas horas, vale contar um pouquinho com a intuição também! Enfim: confie em você! Confira o exemplo abaixo: Fonte: https://bit.ly/2LtJeuz Treine a proposta de intervenção A proposta de intervenção é avaliada na competência 5. Embora seja a que tem critérios mais objetivos, é a que recebe as notas mais baixas! Normalmente, o que acontece é que os participantes não incluem os cinco elementos obrigatórios que ela precisa ter. Caso você não lembre ou não saiba quais são eles, anote: AGENTE + AÇÃO + MODO/MEIO + EFEITO + DETALHAMENTO Eles não precisam estar necessariamente nessa ordem, mas precisam constar na mesma proposta. Ou seja, não adianta você sugerir três ações e nenhuma delas estar completa. Na avaliação da competência 5, os corretores verificarão se uma proposta contém todos esses elementos. A nota é para aquela que estiver mais completa. ou seja, a que tiver o maior número de elementos obrigatórios. Garanta seus 200 pontos usando os cinco! Como não temos mais tempo para que você escreva várias redações, treine ao menos a proposta. Para isso, você pode usar alguns textos que já escreveu ou mesmo pensar nos eixos temáticos e fazer uma proposta para cada um. Assim, chegará no dia da prova afiado(a)! Lembre-se de que a conclusão com a proposta ocupa mais ou menos 7 linhas da folha de redação. Então, treine com esse número em mente! Escreva pelo menos uma redação Sim, escolha um tema e escreva sobre ele. Faça o projeto de texto, recolha repertórios, pesquise, faça um rascunho, revise, passe a limpo. Se puder, peça para alguém ler e dizer o que achou. Quer uma ajuda profissional? Conte com a nossa plataforma. Ainda é possível receber dicas e saber como está o seu desempenho antes do grande dia. Se você já tem um plano do Redação Online, envie a sua redação até o dia 12 para que haja tempo de receber esse precioso retorno. Ter um feedback sobre nossos textos ajuda – e muito – a melhorar a escrita e

Saiba mais sobre a literacia familiar por meio de repertórios que selecionamos para ajudar a fundamentar a sua argumentação na redação! O tema de redação que preparamos para esta semana tem como foco a literacia familiar. Você já tinha ouvido falar sobre isso? Trata-se de um conceito trabalhado por pedagogos norte-americanos e que, em 2019, veio para o Brasil. Mais especificamente, o tema passou a ser evidenciado no país em função de um programa governamental, o “Conta pra mim”. No entanto, isso não significa que algumas das ideias sobre literacia familiar já não fizessem parte do nosso cotidiano. Assim, o envolvimento dos pais na educação dos filhos e no incentivo à leitura já é previsto tanto pela Constituição quanto pelas políticas educacionais. Caso você não esteja familiarizado com o assunto, separamos alguns conteúdos que poderão ajudar a fundamentar a sua argumentação na redação. Lembre-se de que o desenvolvimento de um bom projeto de texto é um passo fundamental para um bom texto ( e quem sabe até uma redação nota mil!). Portanto, a pesquisa sobre a temática deve ser aprofundada, então não fique restrito(a) às nossas sugestões. Selecionar, relacionar, interpretar e organizar as informações deve ser o seu objetivo em todo o texto que for produzir. Então, vamos às dicas? Acompanhe! 1. Notícia: MEC lança material para incentivar pais a lerem para os filhos Que tal começar vendo esta notícia de quando o “Conta pra mim” foi lançado pelo MEC? No vídeo e no texto, você saberá que se trata de um programa que faz parte da Política Nacional de Alfabetização (PNA). Além disso, conhecerá os objetivos do programa, materiais produzidos e os valores de verba destinados a ele. Também saberá um pouco mais sobre a PNA e sobre o que é a literacia familiar. Assim, não perca tempo: clique e confira! 2. Entrevista: Catherine Snow Lei a íntegra da entrevista com a professora de Harvard Catherine Snow para a Revista Nova Escola. Realizada em março de 2020, buscou mostrar o que a educadora – que é uma das referências do MEC na defesa da literacia familiar – sugere como forma de as famílias contribuírem para o desenvolvimento literário dos filhos. Então, por se tratar de um argumento de autoridade, vale a pena você conhecer mais sobre essas ideias. 3. Reportagem: Incentivo à leitura na Educação Infantil: como envolver a família Ainda na revista Nova Escola você pode encontrar esta matéria que explica de que forma a escola pode ajudar a envolver os pais na educação dos filhos. Além de mostrar algumas iniciativas de educadores para estimular essa aproximação entre família e escola, a matéria explica um pouco mais sobre a literacia familiar. Além disso, apresenta alguns pontos de normativas da educação nacional e aponta dicas para educadores estimularem as crianças a terem o gosto pela leitura. Então, quem sabe algumas delas não ajudam você a pensar em uma proposta de intervenção? Não deixe de ler! 4. Filme: O contador de histórias (2009) Este filme baseia-sena história real do educador e contador de histórias Roberto Carlos Ramos. Aos 6 anos ele foi deixado por sua mãe na Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor (Febem), pois ela acreditava que assim ele teria uma vida melhor. No entanto, a instituição não era nada do que se imaginava à época. Assim, o menor passou a se envolver em delitos e chegou até a ser usuário de drogas. A vida do garoto muda aos 13 anos quando uma pedagoga francesa, Margherit Duvas, aparece. Ela dá a ele um lar, alfabetiza e incentiva a estudar. Trata-se, portanto, de uma história de sucesso de uma responsável que transformou o destino de um jovem por meio da educação, do carinho e da literatura. Assista! https://www.youtube.com/watch?v=1Aqn_jO_HAM&pp=ygUhbyBjb250YWRvciBkZSBoaXN0w7NyaWFzIHRyYWlsZXIg 5. Filme: As Aventuras do Avião Vermelho (2014) Esta animação inspirou-se na obra de Érico Veríssimo de mesmo nome. Nela, narra-se a história de Fernandinho, menino de 8 anos que, após a morte da mãe, fica solitário. O pai, então, tenta animá-lo com presentes. Mas o que consegue tirá-lo da tristeza é receber do pai um livro que foi da sua infância. Tem bastante a ver com o nosso tema de redação, hein? Procure saber mais sobre o filme ou mesmo sobre o livro que deu origem a ele.https://www.youtube.com/watch?v=VSSdaFnekmY&pp=ygUlYXZlbnR1cmFzIGRvIGF2acOjbyB2ZXJtZWxobyB0cmFpbGVyIA%3D%3D 6. Caderno da Política Nacional de Alfabetização (PNA) Em agosto de 2019 o MEC divulgou o Caderno da Política Nacional de Alfabetização. Ele é um guia que explica detalhadamente a PNA. Além de trazer dados a respeito do cenário atual da alfabetização, marcos históricos e normativos brasileiros, aborda conceitos, como o da literacia familiar. De acordo com o Ministério da Educação, a política se inspira no que é realizado em países que tiveram aumento de seus indicadores educacionais. Assim, cita como exemplos: Austrália, Canadá, Chile, Estados Unidos, França e Portugal. Então, consulte o caderno e anote algumas informações para fundamentar a argumentação da sua redação. Certamente você encontrará muitos dados nele. Agora é com você! Depois de ler e acessar as nossas recomendações, procure outros conteúdos que tenham a ver com seu projeto de texto sobre a Literacia Familiar. Faça uma redação no estilo Enem e mande pra gente! Ainda não conhece nossos planos de correções de redação? Não perca mais tempo! Escolha o seu agora mesmo e receba a ajuda dos nossos corretores para se dar muito bem na prova! Até mais!

Você sabe o que é literacia familiar? Venha saber mais a partir desta proposta de redação e aproveite para treinar a sua escrita para o Enem! Com base nos conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação e a partir da leitura dos textos motivadores a seguir, escreva uma redação de até 30 linhas sobre o tema “A importância da literacia familiar”. Para tanto, use a modalidade padrão da língua portuguesa. Além disso, apresente uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Confira o tema “A importância da literacia familiar”: Texto 1 “Literacia familiar não significa ensinar crianças a ler em casa” O Conta Pra Mim, programa do Ministério da Educação (MEC) que integra a Política Nacional de Alfabetização (PNA), propõe maior engajamento dos pais e responsáveis no incentivo à leitura de bebês e crianças. Assim, uma das principais referências teóricas do MEC para defender a chamada “literacia familiar” é Catherine Snow. Ela é professora da Escola de Graduação em Educação de Harvard, nos Estados Unidos. Catherine entende que a própria expressão “literacia familiar” em inglês (“literacy at home”) é ambígua. Isso porque a prática não necessariamente envolve o uso de livros ou de outras referências da língua escrita. Portanto, sob essa perspectiva, mesmo pais e responsáveis com baixa escolaridade ou mesmo analfabetos conseguem contribuir para a formação das crianças. Desse modo, a ideia, diz a pesquisadora, não é que a família assuma a responsabilidade pela alfabetização. Então, diante desse cenário, portanto, Catherine sugere diversas atividades que não levem os responsáveis a se tornarem “professores de leitura”. Conversar e responder às perguntas dos filhos, estimulá-los a planejar uma rota de ônibus ou ajudar a família a preparar uma receita são algumas possibilidades. […] a professora de Harvard defende que todas as famílias podem contribuir para o desenvolvimento literário de seus filhos. “Famílias muito pobres podem fazer muito para promover a curiosidade de suas crianças, suas habilidades linguísticas e atitudes positivas relacionadas ao aprendizado”, diz Catherine. “Assim como famílias muito mais ricas podem não estar engajadas nessas interações importantes.” […] Fonte: nova escola – literacia familiar Texto 2 O que a BNCC fala sobre leitura na Educação Infantil? Os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento da BNCC preveem o incentivo à leitura para bebês na creche. Confira um trecho do documento sobre a prática: “Desde cedo, a criança manifesta curiosidade com relação à cultura escrita: ao ouvir e acompanhar a leitura de textos, ao observar os muitos textos que circulam no contexto familiar, comunitário e escolar, ela vai construindo sua concepção de língua escrita, reconhecendo diferentes usos sociais da escrita, dos gêneros, suportes e portadores. Na Educação Infantil, a imersão na cultura escrita deve partir do que as crianças conhecem e das curiosidades que deixam transparecer. As experiências com a literatura infantil, propostas pelo educador, mediador entre os textos e as crianças, contribuem para o desenvolvimento do gosto pela leitura, do estímulo à imaginação e da ampliação do conhecimento de mundo. Além disso, o contato com histórias, contos, fábulas, poemas, cordéis etc. propicia a familiaridade com livros, com diferentes gêneros literários, a diferenciação entre ilustrações e escrita, a aprendizagem da direção da escrita e as formas corretas de manipulação de livros. Nesse convívio com textos escritos, as crianças vão construindo hipóteses sobre a escrita que se revelam, inicialmente, em rabiscos e garatujas e, à medida que vão conhecendo letras, em escritas espontâneas, não convencionais, mas já indicativas da compreensão da escrita como sistema de representação da língua.” (BNNC, p. 42) Fonte: Nova escola – incentivo a leitura na educação infantil Texto 3 Literacia é um conceito pouco utilizado entre pesquisadores brasileiros e mais comum à pedagogia norte-americana. Então, segundo a definição do MEC, literacia familiar é “o conjunto de práticas e experiências relacionadas com a linguagem oral, a leitura e a escrita, que as crianças vivenciam com seus pais ou responsáveis”. Fonte: Nova escola – incentivo a leitura Texto 4 Em manifesto, educadores questionam programa ‘Conta pra Mim’ No fim de 2019, o Ministério da Educação (MEC) lançou a campanha Conta pra Mim, cujo objetivo é incentivar o hábito da leitura entre pais e filhos. Um grupo de educadores, no entanto, acredita que o modelo representa um retrocesso nas políticas públicas do livro e da leitura no país. Juntos – e eles são mais de três mil – lançaram um manifesto. Nele, defendem que o Conta pra Mim é “sustentado por concepções ultrapassadas, preconceituosas e excludentes de educação e de família, oferece à primeira infância (crianças de zero a cinco anos) e às suas famílias produtos (cartilhas, vídeos, “livros”) e muita propaganda sobre o que alguns desconhecidos elegeram, a partir de valores morais e religiosos, como o certo e o errado, o bom e o mau, o bonito e o feio”. Desse modo, o grupo ressalta que os livros são “feitos de ideias”, mais do que de “histórias bonitas e divertidas para passar o tempo com os pequenos”. “Nos livros de literatura, a criança encontra aberturas diversas para compreender o mundo, que é grande e complexo. No entanto, esse programa do atual governo decide privilegiar narrativas que estabelecem verdades prontas e fechadas ao invés de proporcionar um repertório que contemple os conflitos, os desejos, os medos, as alegrias e os sonhos humanos, com convites para caminhos plurais”, diz o documento. Além disso, os educadores apontam ainda que o programa desconsidera “o vasto e qualificado conhecimento acumulado de pesquisas sobre a literatura infantil e formação de leitores, experiências sobre leitura e infâncias e a intensa criação e produção editorial brasileiras”. Fonte: Publish news Escreva uma redação sobre o tema A importância da literacia familiar após conferir uma lista de repertórios socioculturais que preparamos!

Conheça as leis aprovadas em 2020 que podem virar tema ou fazer parte do seu repertório para a redação Enem. Leia agora! Embora seja muito difícil acertar o tema que será cobrado no Enem, fato é que a prova há muito tempo se debruça sobre questões sociais. Muitas delas, inclusive, foram temas de debates na Câmara de Deputados e no Senado. A proposição de uma nova lei, a depender da temática, gera muita polêmica. Desse modo, os palcos virtuais de debate, como o Twitter, e os canais de comunicação dão muita atenção às propostas dos nossos parlamentares. Por essa razão, é importante que você se atualize a respeito desses assuntos sempre que possível. Assim, para ajudá-lo, montamos uma lista das principais leis aprovadas em 2020 para você ficar de olho! Acompanhe! 1. (Novo) Código de Trânsito Brasileiro (Lei n. 14.071, de 13 de outubro de 2020) A lei aprovada em 2020 altera a Lei n. 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro). Assim, modifica a composição do Conselho Nacional de Trânsito e amplia o prazo de validade das habilitações. Além disso, dá outras providências, como o aumento considerável do limite de pontuação por infrações. Nesta matéria do UOL você lerá as principais mudanças e as que geraram maiores polêmicas. 2. Lei n. 14.026, de 15 de julho de 2020 Com a aprovação desta lei, segundo o sociólogo Edson Aparecido da Silva, “o Brasil dá um passo atrás na perspectiva da universalização do acesso aos serviços de saneamento básico“. Para ele, os agentes privados ganharão espaço com a nova lei. Assim, áreas mais carentes e que demandam maiores investimentos não serão contempladas com os benefícios do saneamento. Desse modo, não se alcançará a universalização visto que o lucro é o que importa a esses agentes que, certamente, visarão às áreas já urbanizadas. Confira o texto da lei e também o artigo de opinião do sociólogo para saber mais. 3. Lei n. 14.038, de 17 de agosto de 2020 Entre as leis aprovadas em 2020 temos esta que dispõe sobre a regulamentação da profissão de Historiador e dá outras providências. Mas por que essa lei gerou certo debate na sociedade? Bom, você sabe que muito do que constrói a Nação vem do nosso passado. A História é responsável não só pela manutenção da memória como também auxilia a entendermos o presente. Na atualidade, porém, há quem conteste dados e acontecimentos históricos, e uma interpretação equivocada da proposta, feita por alguns grupos, deu a entender que se trataria de uma questão ideológica tal aprovação. Contudo, a regulamentação visa apenas garantir que se considere historiador aquele que de fato possui formação na área ou em situações correlatas. No Brasil, muitos professores de história estão fora das salas de aula por desmotivação e, assim, professores de outras áreas ministram a disciplina. Isso, além de evidenciar a desvalorização da profissão, demonstra descaso com a Educação. Uma das possibilidades abertas com a nova lei é permitir a regulamentação a professores com outras graduações que ministram História há pelo menos cinco anos. Saiba mais neste artigo da ANPUH. 4. Lei n. 14.069, de 1º de outubro de 2020 O objetivo dessa lei foi criar o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro. Ela determina que o cadastro conterá as características físicas e as impressões digitais dos estupradores, além de informação do DNA e fotos. Para o preso em liberdade condicional, também deverá constar informação do local de moradia e de trabalho nos últimos três anos. A proposta, do deputado Hildo Rocha (MDB-MA), então, pretende barrar o crescimento de uma assustadora estatística. De fato, no país, são registrados 181 estupros por dia de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020. Além disso, os dados mostram que 57,9% das vítimas de estupro no Brasil, em 2019, tinham no máximo 13 anos; 18,7% tinham entre 5 e 9 anos de idade; e 11,2% eram bebês de zero a 4 anos. Certamente esse tipo de violência é algo sobre o qual precisamos ficar bem atentos! 5. Lei n. 14.113, de 25 de dezembro de 2020 Esta lei regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), de que trata o art. 212-A da Constituição Federal, revoga dispositivos da Lei n. 11.494, de 20 de junho de 2007 e dá outras providências. O Fundeb é uma das principais formas de financiamento da Educação Básica. Assim, uma emenda à Constituição prevê repasses maiores da União, de forma progressiva, até 2026. Portanto, a complementação que hoje é de 10% chegará a 23%. Uma das polêmicas envolvendo a tramitação dessa lei no Congresso dizia respeito ao desejo de o atual governo permitir que escolas privadas sem fins lucrativos, entre elas as ligadas a igrejas (confessionais) recebessem recursos do Fundeb, dentro de um limite de 10% das vagas ofertadas. Porém, devido a ações de entidades organizadas, alguns políticos e até o Ministério Público Federal, essa proposta não foi adiante. Saiba mais lendo a matéria da Folha. 6. Decreto n. 10.502, de 30 de setembro de 2020 (Política Nacional de Educação Especial) Quando lançamos os temas de redação sobre capacitismo e educação inclusiva já comentamos sobre esse decreto. Ele prevê implementação de programas e ações voltados para o atendimento especializado das pessoas com deficiência ou necessidades especiais. Além disso, pretendia incentivar a criação de escolas e classes especializadas ou bilíngues de surdos. No dia 18 de dezembro de 2020, no entanto, o STF assinou uma liminar suspendendo este decreto. Essa legislação gerou muito debate e foi considerada um retrocesso ao trabalho de inclusão nas escolas regulares. Informe-se mais sobre esse assunto e escreva uma redação para treinar! 7. Lei Geral de Proteção de Dados Embora aprovada em 2018, entrou em vigor em agosto de 2020 a Lei n. 13.709/2018. A LGPD funcionará como ferramenta governamental que regulamentará o modo como os dados dos brasileiros são tratados, armazenados e protegidos. Assim, prevê multas altas às empresas que vazarem informações. Embora a