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Se você leu a proposta de redação sobre “Democratização do acesso aos livros” e ainda não sabe qual repertório utilizar, seus problemas acabaram! Acesse os conteúdos que selecionamos para ajudá-lo a pensar sobre o assunto. Confira a proposta de redação sobre o tema “Democratização do acesso aos livros“. Separamos alguns vídeos, filme e artigos que podem fazer parte de sua argumentação na defesa de um ponto de vista na redação. Como você sabe, organizar e relacionar as informações socioculturais em seu texto é fundamental. Além de demonstrar autoria, apropriar-se de conceitos pertinentes ao tema tornará mais fácil desenvolver o assunto. Portanto, mais do que acessar os conteúdos disponibilizados aqui, lembre-se de fazer a sua própria pesquisa. De fato, a discussão sobre a democratização do acesso aos livros esteve em evidência em 2020. Assim, há bastante material on-line que você poderá encontrar! Então, boa leitura! 1. Vídeo: Especial Leitura | Quais as propostas para ampliar o acesso aos livros? – 3º episódio Nesta reportagem especial disponibilizada pelo canal da Câmara dos Deputados você conhecerá propostas para ampliar o acesso aos livros. Além disso, conhecerá o que pode ser feito para “aquecer” o mercado livreiro no país. https://youtu.be/lfit7fSDgY0 2. Vídeo: Aula Pública: Democratização do Livro Na América Latina – 1/2 Nos últimos anos, a América Latina experimentou um amplo processo de integração. Dessa forma, tratando de educação e cultura, os países passaram a discutir como democratizar o conhecimento. Nesse viés, garantir a circulação e o acesso aos livros é fundamental. No entanto, ainda existem barreiras que impedem um plano latino-americano para a produção e edição de publicações. Assim, nesta aula pública, o convidado José Castilho Neto, Doutor em filosofia pela USP e ex-secretário do plano nacional do livro e leitura, propõe algumas reflexões. Entre elas, questiona de que forma implementar políticas públicas capazes de incentivar a circulação de livros na sociedade. Como democratizar a leitura na América Latina? Assista também a parte 2/2 para saber tudo sobre essa discussão.https://youtu.be/COJLu_Xxzp8 3. Podcast: A nova crise do mercado de livros Se você gosta de estudar ouvindo podcasts, aproveite esse episódio do “Café da Manhã“, da Folha de São Paulo. Nele, o repórter Walter Porto e Marcos Pereira, um dos donos da editora Sextante e presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, discutem o panorama do mercado editorial brasileiro. Assim, colocam em pauta a reforma tributária do governo sobre a volta da cobrança de PIS e Cofins a empresas do setor. Crise e pandemia, junto à temática dos livros, também entram na discussão. Então, coloque os fones de ouvido e ganhe repertório enquanto arruma seu quarto! 4. Podcast: Taxação de livros e elite literária Já que está no embalo do uso do streaming, ouça mais este episódio do “LiteraPOP”, podcast mensal sobre literatura, cotidiano de leitores e cultura pop. Aqui, a proposta é discutir sobre como a taxação proposta pelo Ministro da Economia afetaria a indústria dos livros no Brasil. Assim, provoca algumas questões. Como cada agente dessa indústria fica em meio a essa situação? Haverá exclusão de autores e obras não brancos? Causaria um retrocesso social? Sucateamento da educação e da produção cultura? Ouça, anote e tire duas próprias conclusões. 5. Filme: A menina que roubava livros Se você gosta de fazer analogias e/ou não perde uma oportunidade de citar a Segunda Guerra Mundial nas suas redações, esse filme pode fazer parte da sua argumentação. Baseado na obra “The Book Thief”, de Markus Zusak, foi lançado em 2014, contando a história de Liesel Meminger, Embora não trate especificamente da temática do livro com está na proposta, pode ser um ponto de partida para mostrar como a leitura e o acesso aos livros pode mudar a vida das pessoas. Por isso, então, é tão importante a sua democratização.https://youtu.be/J24AlOYHpVU 6. Reportagem: A saga de Dorival Santos, catador de lixo que virou doutor em Linguística Trata-se de um relato autobiográfico sobre como, apesar das dificuldades, Dorival conseguiu estudar, chegando até ao doutorado em uma Universidade Pública. Entre os itens recolhidos no lixão, ele afirma ter chegado a 3 mil livros. Certamente isso pode ajudar a pensar na desigualdade de acesso às obras e mesmo na (des)valorização dessa cultura. Enquanto uns têm muito pouco acesso, outros colocam obras literárias no lixo. 7. Vídeo: Qual o papel das bibliotecas comunitárias nas periferias do país A maioria das bibliotecas comunitárias são criadas e mantida pela sociedade civil. Elas objetivam ampliar o acesso ao livro e à leitura em determinada comunidade. Portanto, seus frequentadores são atuantes e participam ativamente nos processos de gestão e planejamento das ações, de acordo com uma pesquisa realizada entre janeiro de 2017 e junho de 2018 em 15 estados e no Distrito Federal. Neste vídeo, a Biblioo conversou com Celina Borges Santos, mediadora de Leitura e voluntária do Rede Baixada Literária, e com Maria “Chocolate”, cogestora do Tecendo Uma Rede de Leitura e integrante da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC).https://youtu.be/1ewvzNlCNo0 Aprofunde os conhecimentos sobre essa forma de acesso aos livros. Para isso, leia também esta notícia sobre a pesquisa “Bibliotecas Comunitárias no Brasil: Impacto na formação de leitores”, publicada na Exame. Agora você já sabe um pouco mais sobre a questão do livro no Brasil. Assim, mãos à obra! Comece já seu rascunho sobre a “democratização do acesso aos livros“. Conhece algum repertório sobre o tema? Compartilhe com a gente nos comentários. Certamente, quanto mais referências na hora de escrever, melhor!

Trouxemos uma dica de um repertório sociocultural incrível para você estudante: como usar o filme ENOLA HOLMES na redação! Pegue seu caderno e anote todos os temas relacionados ao longa-metragem da Netflix! Primeiramente, confira a ficha técnica e sinopse do filme antes de conferir como usar ENOLA HOLMES na redação: ENOLA HOLMES: 2020 ‧ 2h1min ‧ 12+ Na manhã do seu aniversário de 16 anos, Enola Holmes descobre que a mãe desapareceu, deixando para trás alguns presentes enigmáticos e um grande mistério sobre seu paradeiro. Agora passa a viver sob os cuidados dos irmãos Sherlock e Mycroft, que decidem mandá-la para uma escola de etiqueta para aprender boas maneiras. Indignada, ela foge para Londres em busca da mãe. PATRIARCADO O filme se passa em meados de 1880, auge de grandes movimentos e reivindicações, momento em que as mulheres eram lidas e vistas como propriedades, que ficavam sob a tutela dos seus pais, maridos ou irmãos, homens detentores das decisões e o domínio dos locais de fala e voto. Ao voltarem para casa, os irmãos de Enola encontram uma garota livre e consciente do seu lugar no mundo, que logo se posiciona contra as ideias que queriam impor a ela, como ir a um colégio interno para que aprendesse a ser uma boa mãe e esposa. EDUCAÇÃO DOMICILIAR Após a morte do marido e a saída dos seus filhos de casa, Eudoria, mãe de Enola, decide educar a filha sozinha. Ela incentiva a menina a ler de tudo, a praticar experiências científicas, a realizar esportes e todos os tipos de exercícios físicos – inclusive luta – e mentais, fugindo da educação comum oferecida a garotas na época, ensinando a importância da liberdade e da independência das mulheres. PROTAGONISMO E EMPODERAMENTO FEMININO Enola é irmã do famoso investigador ficcional Sherlock Holmes. No entanto, ainda que seu irmão apareça durante o filme, é ela quem toma suas próprias decisões e soluciona o misterioso desaparecimento da mãe, seguindo um conselho que a matriarca havia lhe dado: “Você pode seguir por dois caminhos: o seu ou o que escolhem para você”. PADRÃO DE BELEZA E DE CONDUTA FEMININO Mycroft acredita que Enola não se veste e nem se porta como uma verdadeira dama. Para não ser encontrada pelo irmão, a adolescente decide se encaixar nos padrões de vestimenta feminina, fazendo algo ”inesperado”. Ela escolhe se vestir de tal modo e levanta a ideia de que o padrão é somente uma repressão quando imposto pela sociedade: ”Espartilhos: símbolo de repressão para aquelas forçadas a usá-los”. DESAPARECIMENTO DE PESSOAS No dia de seu aniversário de 16 anos, Enola Holmes descobre que a mãe está desaparecida e, em vez de aceitar a ajuda dos irmãos, decide investigar o caso por conta própria em Londres. No meio do caminho ela conhece um lorde fugitivo que, para a família, também encontra-se desaparecido. ATENÇÃO: HÁ ALGUNS SPOILERS ADIANTE MULHERES E A LUTA PELO DIREITO AO VOTO Eudoria faz parte da luta feminina pelo direito ao voto na Inglaterra dos anos 1880, reunindo em sua casa um grupo de sufragistas. Para liderar a luta, ela fica menos presente para a filha, deixando para trás o seu passado e tudo que amava com o objetivo de buscar um futuro melhor para Enola e outras meninas. EXEMPLO: TEMA DE REDAÇÃO: A IMPOSIÇÃO DE UM PADRÃO FEMININO DE BELEZA E DE CONDUTA No filme ”Enola Holmes”, que se passa em meados de 1880, a protagonista é uma adolescente educada em casa pela mãe, que a ensinou a importância da liberdade e da independência das mulheres. Enola é uma garota livre, que tem consciência de seu lugar no mundo e que se posiciona contra as ideias machistas e contra os padrões femininos impostos por seus irmãos. O longa-metragem apresenta o problema da imposição de um padrão de beleza e de conduta às mulheres que persiste até hoje. Agora que você já sabe como usar ENOLA HOLMES na redação, não deixe de enviar sua redação pra gente conferir como ficou, hein?

Sabia que a competência 5 da redação Enem é a que mais recebe nota zero nas avaliações? Descubra aqui tudo sobre ela e aprenda a fazer uma proposta de intervenção completa. Garanta seus 200 pontos! Você, que está se preparando para as provas do Enem, já sabe que uma boa nota na redação pode ajudar a elevar sua média geral. As redações são avaliadas por competências, e a competência 5 da redação Enem corresponde à conclusão do texto. No caso específico do Exame Nacional, essa conclusão precisa, necessariamente, apresentar uma proposta de intervenção. Embora uma grande parcela de participantes saiba disso, muitos não conseguem desenvolvê-la de forma completa. Por isso, hoje vamos apresentar como essa competência é avaliada e dar algumas dicas de como conseguir tirar 200 pontos nela. De fato, dados do da prova de 2018, divulgados pelo Inep, mostraram que 10, 4% dos participantes tiraram nota zero na competência 5 da redação Enem. Assim, isso representa mais de 420 mil candidatos que não souberam apresentar a proposta de intervenção em seu texto. No entanto, fazer o fechamento do texto não é uma tarefa difícil. Especialmente para quem conhece a importância de treinar bastante a escrita, é plenamente possível elaborar uma conclusão completa. Vamos conhecer como essa competência é avaliada? Acompanhe! Por que preciso apresentar uma proposta de intervenção? Além de ser uma prova que pode carimbar seu passaporte para uma universidade, o Enem é um exame que avalia o desempenho dos estudantes brasileiros que concluem o Ensino Médio. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) apresenta como um de seus objetivos de formação estudantil “o pleno desenvolvimento do educando e seu preparo para o exercício da cidadania”. Dessa forma, solicitar uma proposta de intervenção na redação visa verificar se o participante (…) demonstra se ele construiu, ao longo de sua formação, conhecimentos para a produção de um texto em que, além de se posicionar de maneira crítica e argumentar a favor de um ponto de vista, propõe uma intervenção com o objetivo de solucionar o problema abordado por um tema de ordem social, científica, cultural ou política. (INEP, 2019) Cabe reforçar também que essa é uma especificidade do Enem. Portanto, não é obrigatório em outras provas que pedem texto dissertativo-argumentativo apresentar intervenção. Então, leia atentamente o comando das propostas. Assim conseguirá verificar se é ou não necessário apresentar essa solução em suas redações. O que um corretor avalia na competência 5 da redação Enem? Ao corrigir uma redação, o avaliador segue determinações específicas da banca para atribuir as notas. Assim, com relação à competência 5, o participante deve: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos. Aqui, é necessário salientar: desde 2017 a redação não é mais zerada por desrespeito aos direitos humanos. Porém, como é uma exigência da proposta que a intervenção não atente a esses direitos, ainda é um critério que pode, sim, zerar a competência 5! Desse modo, tome cuidado! Ainda, como um exercício de cidadania, pense quanto uma proposta que desrespeita os direitos de outras pessoas é danosa à sociedade… Elementos obrigatórios na proposta de intervenção De fato, para ser considerada completa, uma proposta de intervenção precisa apresentar cinco elementos básicos: ação: prática apontada como necessária para a solução do problema apresentado pelo tema. Atenção: não importa a quantidade de ações que o participante apresente na proposta. Saiba que, entre todas as ações, o que o avaliador busca é A MAIS COMPLETA entre o que foi apresentado. Então, pergunte-se: “O que deve ser feito?”. agente: identifica o ator social apontado para executar a ação que se propõe. É necessário considerar o problema abordado pelo tema e a ação apresentada. A pergunta a ser respondida para identificar o agente da ação proposta é “Quem executa?”. Importante: o agente equivale a 1 elemento válido, independentemente de quantos ou quais deles sejam identificados em uma mesma proposta. Ou seja, mesmo que você coloque 3 agentes para executar uma ação, isso tudo equivale a 1 elemento válido. Certamente, não se trata da quantidade de agentes, mas sim da pertinência da escolha com relação ao projeto de texto e à ação. modo/meio: diz respeito à maneira e/ou aos recursos pelos quais a ação é realizada. Assim, a pergunta que você deve se fazer para pensar esse elemento é: “Como se executa/Por meio do quê?”. É fundamental que o meio/modo apresentado seja executável, concreto e demonstre a capacidade interventiva da ação. Assim, em outras palavras, é preciso que seja possível de realizar. Portanto, não elabore algo que seja inviável em relação à realidade. efeito: corresponde aos resultados pretendidos ou alcançados pela ação proposta. A pergunta a ser respondida para identificar esse elemento é “Para quê?”. O efeito pode ser expressado por uma estrutura indicativa de finalidade, consequência ou conclusão. detalhamento: acrescenta informações à ação, ao agente, ao modo/meio ou ao efeito. Portanto, ao elaborar a proposta, você deve se questionar o seguinte: “Que outra informação sobre esses elementos posso acrescentar ?”. Exemplo de proposta de intervenção completa Agora, veja uma proposta que foi elaborada de forma completa em 2019. O tema era “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Gabriel Lopes compartilhou conosco o seu rascunho. Então, será que você consegue identificar os cinco elementos obrigatórios avaliados na competência 5 da redação? (…) Paralelamente, o Ministério da Educação deve levar o tema às escolas públicas e privadas. Isso deve ocorrer por meio da substituição de parte da carga teórica da Base Nacional Comum Curricular por projetos interdisciplinares que envolvam exibição de filmes condizentes com a prática pedagógica e visitas aos cinemas da região da escola, para que se desperte o interesse do aluno pelo tema ao mesmo tempo em que se desenvolve sua consciência cultural e cidadã. Nesse contexto, poder-se-á expandir a ação transformadora da sétima arte retratada em “Na Quebrada”, criando um legado duradouro de acesso à cultura e de desenvolvimento social em território nacional. E então, conseguiu achar todos os elementos? Colocamos em cores diferentes cada um deles para facilitar para você.

O “complexo de vira-lata” corresponde ao sentimento de inferioridade do povo brasileiro em relação ao que é estrangeiro. Que tal pensar sobre esse tema e escrever uma redação? Leia os textos motivadores. Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “O complexo de vira-lata do povo brasileiro”. Use a modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Além disso, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Confira o tema O complexo de vira-lata do povo brasileiro a seguir: Texto 1 O complexo de vira-lata Criado pelo escritor Nelson Rodrigues, o termo “complexo de vira-lata” definiu a falta de autoestima dos brasileiros. Tudo teria começado com a derrota da seleção brasileira na Copa de 1950. A expressão ganhou o mundo, perdura no tempo e, hoje, os brasileiros são vistos como seres menores em qualquer lugar do planeta. A manifestação do “complexo de vira-lata” é diariamente reforçada pelos próprios brasileiros, até mesmo em comentários de altas autoridades, através das expressões: “esse país”; “neste país”, as quais criam a ideia subjetiva de que o autor do comentário aqui está de passagem, não pertence ao país, conhece e vive em outro. Se alguém diz: “Este lugar não é bom”, concluímos que este alguém conhece outros lugares, viveu ou vive em outros lugares, pois não é possível se fazer comparações sem possuir um parâmetro. O complexo de inferioridade dos brasileiros, dimensionado por Nelson Rodrigues com a expressão “complexo de vira-lata”, sempre foi objeto de estudos e discussão desde os primórdios do século 19. Aqui e ali encontraram um culpado: a miscigenação, a falta de cultura, educação precária e o clima tropical levariam à preguiça, à busca intensa pelo prazer, sem nenhuma outra preocupação com o desenvolvimento. Por que resolvi escrever sobre o “complexo de vira-lata”? Confesso que minha paciência chegou ao limite com o deslumbramento dos brasileiros com outros países, em ouvir diariamente “só mesmo nesse país”, “vou embora desse país”. Ir a uma palestra e ouvir do apresentador palavras, como “case”, “CEO”, “business”, “briefing”, “ coach”. Ao ler comentários de brasileiros em páginas de notícias dos nossos jornais, afirmando: “ainda bem que fui embora desse país”, explodindo em orgulho, mais escondendo o fato que lá faz trabalhos que os naturais se recusam, como limpar fossas. Muitos estudiosos e intelectuais estudaram e pensaram em como resolver o maldito “complexo de vira-lata” dos brasileiros. Entretanto, apenas um chegou próximo. O historiador cearense Capistrano de Abreu, ao propor a substituição de todos os artigos da Constituição Federal por apenas um: “todo brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara”. Fonte: https://extra.globo.com/casos-de-policia/comissario-de-policia/o-complexo-de-vira-lata-18416074.html Texto 2 A dependência da aprovação exterior Tanto como consequência quanto como paralelismo ao vira-latismo está a nossa famigerada dependência da aprovação exterior para qualquer coisa que façamos e que consideremos de boa qualidade. Como um colonial envergonhado, nossa primordial atitude diante de um estrangeiro em nosso país é tentar agradá-lo para ver se ele nos aprecia de algum modo, mesmo que tal apreciação seja demonstrada de um modo frio. Um dos motes, pensamos, para agradá-lo, é falar mal de nós mesmos. Isto é consequência direta do vira-latismo. Tudo bem, mas como não depender da aprovação exterior? Afinal, temos de exportar nosso açúcar, nosso café, nossa carne, nossos minerais e até nossas quinquilharias industriais maquiladas. Para tanto, os estrangeiros têm de nos aprovar em tudo. Aliás, a exigência dos gringos até faz nosso produto melhorar e assim entramos mais facilmente nas esteiras da produção econômica eficiente. Para comprar nosso frango, os árabes exigem um determinado modo de abatê-lo, cortá-lo e prepará-lo para venda. Ótimo, nossos abatedouros ficaram mais asseados, e o nosso modo de abater diminuiu o sofrimento dos animais. O problema maior dessa ansiedade pela aceitação exterior é com a nossa inteligência, isto é, com o nosso modo de produzir conhecimento, disseminá-lo e instruir nossos jovens. Se já era ruim no passado, ultimamente, piorou ainda mais. Como um jovem cientista faz para produzir e ganhar respeito no seu mundo? Como se apresenta um filósofo nacional genuíno, e não tão somente um propagador de ideias vindas de fora? Fonte: https://monitormercantil.com.br/o-complexo-do-vira-lata-e-a-vontade-de-ser-aceito-por-estrangeiros Texto 3 Estudante britânico comenta o complexo de vira-lata dos brasileiros Pouco depois de chegar a São Paulo, fui a uma loja na Vila Madalena comprar um violão. O atendente, notando meu sotaque, perguntou de onde eu era. Quando respondi “de Londres”, veio um grande sorriso de aprovação. Devolvi a pergunta e ele respondeu: ‘sou deste país sofrido aqui’. Fiquei surpreso. Eu – como vários gringos que conheço que ficaram um tempo no Brasil – adoro o país pela cultura e pelo povo, apesar dos problemas. E que país não tem problemas? O Brasil tem uma reputação invejável no exterior, mas os brasileiros, às vezes, parecem ser cegos para tudo exceto o lado negativo. Frustração e ódio da própria cultura foram coisas que senti bastante e me surpreenderam durante meus 6 meses no Brasil. Sei que há problemas, mas será que não há também exagero (no sentido apartidário da discussão)? (…) E, por todo lado, percebi o que gradualmente comecei a enxergar como o aspecto mais ‘sofrido’ deste país: a combinação do abandono de tudo brasileiro, e veneração, principalmente, de tudo americano. É um processo que parece estrangular a identidade brasileira. (…) O Brasil está passando por um período difícil e, para muitos brasileiros com quem falei sobre os problemas, a solução ideal seria ir embora, abandonar este país para viver um idealizado sonho americano. Acho esta solução deprimente. Não tenho remédio para os problemas do Brasil, mas não consigo me desfazer da impressão de que se os brasileiros tivessem um pouco mais orgulho da própria identidade, este país ficaria ainda mais incrível. Se há insatisfação, não faz mais sentido tentar melhorar o sistema? Fonte: https://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/05/blogueiro-de-londres-comenta-o-complexo-de-vira-latas-dos-brasileiros.html Escreva a uma redação sobre o tema O complexo de vira-lata do povo brasileiro após conferir a lista de repertórios que preparamos!

Argumente sobre o “complexo de vira-lata” a partir de algumas referências que selecionamos pra você. Afinal, escrever sobre o sentimento de inferioridade que muitos brasileiros manifestam pode não ser uma tarefa tão fácil. Você já conferiu a proposta de redação sobre o tema “O complexo de vira-lata do povo brasileiro“? Se sim, agora é hora de selecionar e organizar os argumentos para defender o seu ponto de vista sobre o assunto. Lembre-se de que você pode concordar ou discordar sobre a existência desse sentimento de inferioridade conhecido como o complexo de vira-lata. Assim, o mais importante é você saber defender sua tese a partir de repertório sociocultural pertinente. Além disso, é importante fazer uso produtivo desse referencial que você colocará no seu projeto de texto. Vamos conhecer algumas fontes sobre o assunto? 1. Crônica: Complexo de vira-latas, de Nelson Rodrigues Antes de mais nada, leia a crônica escrita por Nelson Rodrigues que cunhou o termo no nosso imaginário. Como pôde ser visto nos textos motivadores, é a partir da ideia colocada nesse trabalho do escritor e dramaturgo que, até hoje, demonstramos subserviência ao que vem de fora. A expressão originalmente referia-se ao trauma sofrido pelos brasileiros em 1950, quando a Seleção de futebol nacional foi derrotada pela uruguaia na final da Copa do Mundo, em pleno Maracanã. Porém, o autor afirma que não só nessa área esse complexo se apresenta: Por “complexo de vira-lata” entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a autoestima. 2. Entrevista com o economista Eduardo Gianetti https://youtu.be/WPqbekzIy10Neste vídeo, disponibilizado pelo Canal Futura, o sociólogo Sérgio Abranches conversa com Eduardo Gianetti a respeito das possibilidades de o Brasil pensar suas questões sem “olhar tanto pros outros”. Gianetti comenta também seu ensaio “O elogio do vira-lata“, no qual explica um pouco como surgiu essa ideia de subalternidade do brasileiro. 3. Documentário: O complexo de vira-latas https://youtu.be/2_WD7dqGbzkO sentimento que a expressão encerra é marcado por derrotismo, pessimismo e má informação. Certamente, está ligado a uma negação do que é ser brasileiro. O documentário explica esse sentimento, trazendo breve panorama social e político da realidade nacional. A obra, dirigida por Leandro Caproni, tem cerca de 23 minutos e está disponível no canal da Sem corte filmes, no Youtube. 4. Ariano Suassuna e o anticomplexo de vira-lata Para não dizer que não falamos de orgulho, veja esse trecho de uma palestra de Ariano Suassuna, na qual ele reafirma as coisas boas que são brasileiras, como a nossa língua. Além disso, ele mostra de forma divertida situações em que viu o estrangeiro ser mais valorizado que o local. São 3 minutinhos com o saudoso mestre, e vale muito assistir!https://youtu.be/S1Le-njNJKQ 5. Artigo: O complexo de vira-latas: uma leitura anticolonial Escrito por José Dário dos Santos, mestre em História pela UFPE. O artigo comenta como tal complexo, que foi imortalizado pela crônica de Nelson Rodrigues, ajuda a compreender o fenômeno da colonialidade no Brasil. Dessa forma, apresenta alguns contextos históricos mostrando que, antes de sermos o país do futebol, éramos reconhecidos por outras características. No entanto, parte desse reconhecimento deveu-se a estereótipos e exotismo em torno do Brasil. Para o historiador, A percepção rodrigueana de que, na verdade, o que pesava sobre nossos jogadores, não era a falta de técnica, mas sim o deslumbramento e a divinização do europeu, remete-nos ao imperativo colonial. Leia o texto na íntegra! 6. Reportagem: Desalma e o complexo de vira-lata Se você faz parte dos fãs de Dark e ouviu comparações dessa série com Desalma, recém-lançada pela Globoplay, precisa ler esta reportagem. Mas o que isso tem a ver com o complexo de vira-latas? Então, nas redes sociais, muita gente acusou os críticos do produto nacional de “viralatismo” por preferirem obras internacionais. A socióloga Telma Nascimento, assim, foi consultada para discorrer sobre o assunto. Segundo ela, O brasileiro foi criado para admirar o que vem de fora porque sempre acreditamos que aqui nada presta. Faz parte da formação moral do brasileiro muito antes da TV, mas a televisão certamente ajudou com esse raciocínio. Você costuma comparar obras audiovisuais brasileiras com as estrangeiras? Concorda com a discussão provocada pela crítica às séries? Esse pode ser um bom “gancho” para tratar do tema na sua redação. 7. Livro: Subcidadania brasileira: para entender o país além do jeitinho brasileiro, de Jessé Souza Jessé Souza é crítico da corrente acadêmica que busca na herança colonial portuguesa e no patrimonialismo – pais do famoso “jeitinho” – as chaves para desvendar todos os males da sociedade brasileira. Assim, afirma que a soma de privilégios acumulados pelas elites, aliada a um racismo estrutural, são os verdadeiros responsáveis por nossas desigualdades. Esse racismo cria, portanto, cidadãos de segunda classe. Isso acaba por reforçar um complexo de vira-lata no brasileiro, segundo o autor. Partindo de referências do porte dos sociólogos Pierre Bourdieu e Charles Taylor, o livro busca explicar esse conceito, quais são os pilares que o sustentam e como ele é utilizado politicamente para perpetuar o abismo social permanente no país. É um livro para pensar e debater o Brasil do passado e da atualidade. Certamente é uma leitura mais densa. Todavia, se você tiver oportunidade de acessar essa obra, é provável que ela seja pertinente para outras discussões e temas que podem surgir em prova. Gostou das nossas dicas? Como sempre, lembramos que é importante você fazer sua própria pesquisa. Afinal só você sabe quais argumentos serão mais pertinentes e produtivos no seu projeto de texto. Precisa de ajuda para saber se está mandando bem na redação? Conheça nossa plataforma e conte com a orientação dos nossos corretores!

As informações dos textos motivadores no Enem ajudam a compreender o tema da proposta. Saiba como utilizá-los na sua produção textual sem prejudicar a sua nota. Todos os anos, por uma ou outra razão, o tema de redação é motivo de polêmica. Quase sempre a queixa é a mesma: afirma-se que a temática não é próxima da realidade de algum grupo social. Além disso, muitos são pegos de surpresa pela escolha da banca da prova por temas inusitados. Mesmo que façamos 200 propostas de redação novas por ano para você treinar, não há como garantir o que realmente vai ser cobrado. Por isso, é fundamental saber extrair, no Enem, as informações disponibilizadas nos textos motivadores. Quando explicamos tudo o que você precisa saber sobre a competência 2, mostramos que redações com cópia dos textos motivadores são penalizadas na pontuação. Assim, embora você possa, sim, fazer uso das informações desses textos em sua redação, jamais você deve copiar trechos deles. Portanto, é preciso ler atentamente e ver como eles contribuem na formação da proposta. Desse modo, você conseguirá selecionar as partes que enriquecerão a sua argumentação. Normalmente, você terá contato com 3 ou 4 textos na prova que estão lá para ajudá-lo(a) a entender sobre o que discorrer. Nesse momento, é fundamental que você saiba interpretá-los. De acordo o Pisa (sigla do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes) de 2016, muitos brasileiros não conseguem interpretar tudo que leem. Em decorrência disso, algumas pessoas acabam fugindo do tema. Outras, por não conseguirem desenvolver conteúdo próprio a partir de ideias norteadoras, copiam muitas frases dos textos motivadores do Enem. Então, antes mesmo de ser excelente em escrever textos, é essencial que você leia muito e consiga entender o que você está lendo. Portanto, não tenha pressa na hora de ler e compreender os textos da proposta. Essa é uma etapa crucial e dela dependerá o seu bom desempenho no desenvolvimento da sua tese. Usando os textos motivadores na sua redação Primeiramente, reconheça as funções que esses textos em prova. Além de estabelecerem o recorte temático, apresentam a linha pela qual o tema deve ser abordado. Em 2019, o tema foi “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Com base nos textos motivadores dessa proposta, vamos comentar como poderiam ser usadas as informações deles na redação. Certamente isso trará insights para trabalhar qualquer tema. Acompanhe! O texto I começa com uma anedota sobre o encontro de Georges Mélies com Lumière em 1895. Naquela ocasião, fora realizada a primeira exibição pública de cinema. Assim, esse texto traz uma informação histórica que serve para mostrar como, no começo, o cinema era visto como um entretenimento passageiro. Porém, com o passar do tempo, ele se consolidou na sociedade. Esse tipo de curiosidade e reflexão (o texto termina com uma pergunta) procuram deixar claro o foco do tema. A partir daí, é possível buscar na memória conhecimentos sobre o início do cinema, quando era preto e branco, por exemplo. Quais foram as principais figuras dos filmes dessa fase, que importância tiveram, como era o acesso das pessoas às salas de cinema? Tudo isso poderia ser dito ainda na introdução. O texto II traz uma definição sobre o que é o cinema, de acordo com Edgar Morin, antropólogo, sociólogo e filósofo francês. Se você leu o texto sobre a competência 2 publicado aqui, sabe que definições e conceitos são elementos considerados repertório sociocultural legitimado. Então, ele está ali para indicar que você precisa mostrar conceitos acerca do tema que está tratando. Além de conceituar o cinema, poderia optar-se por conceituar a democratização. Já o terceiro texto trouxe dados percentuais sobre os hábitos dos brasileiros em relação à frequência ao cinema. Além disso, mostrou números sobre o acesso a filmes pela televisão. Assim, é importante que você tenha atenção à maneira como essas porcentagens podem ser usadas na sua redação. Certamente estatísticas agregam muito ao texto dissertativo-argumentativo, acompanhadas da fonte. Caso você não conheça informações atuais sobre o tema, ajuda muito saber parafrasear o que você encontra nos textos motivadores. Especialmente, é bom saber interpretar gráficos, infográficos e outras imagens. Abaixo você vê o texto III da prova de redação do ano passado: Paráfrases A paráfrase é um modo de afirmar o sentido de um texto ou passagem usando outras palavras. No caso dos dados estatísticos, você pode, a partir dos apresentados, criar novos dados. Não, você não vai “inventar” nada – não faça isso na prova! Use fontes confiáveis! Mas, veja: se o dado mostra que 17% da população frequenta o cinema, podemos inferir que 83% não frequenta, certo? Isso ajuda a demonstrar que o acesso não é democratizado no Brasil. Então, em vez de você copiar exatamente como aparece ali, você se apropria da informação e faz uso produtivo dela. No texto IV encontramos mais algumas informações sobre o número de salas de cinema e onde estão distribuídas. Novamente nos deparamos com uma espécie de histórico do cinema no Brasil, o que nos leva a pensar sobre a dificuldade do acesso a ele por muitas pessoas. Lembre-se de que o Enem é feito por milhões de pessoas todos os anos e que muitas vivem em lugares afastados dos grandes centros. Quem vive nas áreas mais urbanizadas pode nem imaginar que há pessoas que nunca foram ao cinema. Além disso, há a questão financeira. Vivemos em um país de muitas desigualdades, e fatores econômicos também influenciam na dificuldade de acesso ao lazer. Portanto, o último texto motivador dessa proposta fecha dizendo ao participante que ele não pode perder de vista que precisa tratar de dois aspectos: cinema e democratização do acesso a ele. Traga ao texto seu próprio repertório Redações que têm a argumentação baseada nos textos motivadores não ultrapassam o nível 3 na avaliação da competência 2. Por isso, procure sempre se informar e treinar a redação por meio de propostas variadas. Além das informações dos textos de apoio, quando estiver treinando, você deve pesquisar a respeito dos temas para ampliar seus conhecimentos. Como não há como prever

Você sabe as consequências de zerar a redação Enem? Venha com a gente e fique por dentro. Garanta oportunidades nos processos seletivos pelo país! Se você está se preparando para o Enem, com certeza sabe quão essencial é garantir uma boa nota na redação. Além de valer mil pontos, ela representa 20% da sua nota geral no exame nacional. Por isso, ela é tão temida e muitas vezes uma pedra no sapato do participante que se dedicou apenas a outras disciplinas. Mesmo que você vá muito bem em todas as provas, se for muito mal ou zerar a redação Enem, sua média pode despencar! Portanto, é imprescindível reservar um espaço na rotina de estudos para treiná-la. Assim, busque saber tudo que é avaliado nela, ler as nossas dicas e, principalmente, treinar muito a sua escrita! No entanto, mesmo quem se prepara muito não está livre de ter imprevistos no dia da prova. Imagine se dá um “branco”, se você calcula mal o tempo, ou qualquer eventualidade ocorra em uma situação dessa. E se você simplesmente decidir que não irá escrever um texto? O que acontece se você zerar a redação Enem? A seguir vamos mostrar algumas oportunidades que você poderá perder caso zere a sua redação e também relembrar algumas situações que podem levar à nota zero. Assim você estará prevenido(a) sobre as consequências e saberá tomar a melhor decisão a respeito dessa questão. Vamos lá? Não feche portas! A sua nota no Enem pode ser a chave de acesso a diversas instituições de ensino superior públicas e privadas no país. É por meio dela que você também consegue pleitear vagas via programas do Ministério da Educação, que visam tanto o ingresso (Sisu, Prouni) quanto a permanência (Fies). Mas não é só isso! A sua nota também pode ser usada para compor percentual por uma vaga na universidade (junto com o vestibular) e estudar fora do Brasil. Isso mesmo! Os resultados individuais do Enem podem ser usados nos processos seletivos de mais de 40 instituições portuguesas. E como zerar a redação Enem pode atrapalhar o meu futuro? Além da queda brusca em seu score, os processos seletivos elencados acima prescindem que você não tire zero na redação. Acompanhe os critérios para poder participar de cada um deles: Sisu é o Sistema de Seleção Unificada. Por meio dele, instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Enem. Os candidatos com melhor classificação são selecionados conforme suas notas no exame. Para se inscrever, o candidato deve ter participado do Enem mais recente (as vagas são disponibilizadas semestralmente), obtendo nota na redação maior que zero. “Treineiros” também não podem se candidatar via Sisu. Prouni é o Programa Universidade para Todos, que concede bolsas de estudo integrais e parciais (50%) em instituições privadas de educação superior, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica. Estudantes brasileiros sem diploma de nível superior podem se inscrever. Os demais critérios são os seguintes: ter participado do último Enem; ter obtido no mínimo 450 pontos na média das notas do exame; nota superior a zero na redação. Fies: é um modelo de financiamento estudantil que se divide em diferentes modalidades, possibilitando juro zero e escala de financiamentos que varia conforme a renda familiar do candidato. Para poder concorrer, o você precisa: ter participado do ENEM, a partir da edição de 2010; ter obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos; ter tirado nota superior a zero na redação; possuir renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até 3 (três) salários mínimos. Enem Portugal Mais de 40 universidades, institutos politécnicos e escolas superiores têm acordo interinstitucional com o Inep, garantindo acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursos de graduação em Portugal. Cada instituição define as regras e os pesos para uso das notas. Para concorrer a uma vaga, é necessário: não ser nativo de um Estado-membro da União Europeia; não residir legalmente há mais de dois anos, de forma ininterrupta, em Portugal; comprovar que conclui o Ensino Médio; nota do Enem. Ano de realização, notas mínimas exigidas no exame e pesos específicos para cada área de conhecimento e curso variam de acordo com a instituição. A escala de classificação portuguesa 0-200 é adotada na maior parte dos casos. Isso significa que a pontuação do Enem, cuja escala é de 0-1000, será dividida por cinco. Portanto, uma boa nota será essencial e, sem pontuação na redação, você muito provavelmente não atingirá um bom score para se habilitar. Além da vaga, estudantes com melhores médias na classificação portuguesa podem concorrer a bolsas de estudo. Como cada universidade estabelece seus critérios de seleção, em algumas a redação zerada pode deixá-lo de fora logo de cara. A Universidade do Algarve (UAlg), por exemplo, localizada na região sul de Portugal, só aceita o candidato que apresentar no mínimo 500 pontos na prova de redação e pelo menos 475 pontos em cada uma das provas restantes. Ou seja: além de não zerar, você ainda precisa garantir, pelo menos, 500 pontos com o seu texto! Como não zerar a redação? Então, como vimos, zerar a redação não é uma opção! Recentemente fizemos uma postagem aqui no blog sobre as situações que levam à nota a zero. Caso não tenha lido, vale conferir! Mas vamos relembrar algumas coisas que você não deve fazer na prova: escrever até 7 linhas de texto apenas, o que configura texto insuficiente; fugir do tema ou não atender ao tipo textual; fazer uso de muitos trechos de cópia dos textos motivadores ou do caderno de provas; introduzir partes desconectadas, como identificação no corpo do texto, impropérios, zombarias, recados, mensagens políticas etc. Esperamos que você tenha se convencido que a produção textual é importantíssima e que é preciso se dedicar a ela para não zerar a redação Enem. Ela pode ser a diferença entre conseguir seus objetivos logo ou ter de adiá-los por algum tempo. Precisa de ajuda para ir bem nessa prova? Conheça a nossa plataforma de correção on-line

A grande dúvida dos jovens em determinadas épocas do ano é: o que zera a redação do ENEM? Existem diversos motivos que podem zerar a nota da redação do ENEM. Garantir uma boa na prova escrita é importante porque ela pode elevar a média geral dos candidatos a vagas nas universidades, servindo também como critério de desempate em processos seletivos que usam a pontuação do exame nacional, como Sisu, ProUni e FIES. Neste texto, vamos conhecer as situações que podem anular sua nota da redação. Existe uma cartilha de redação para o Enem que aborda os critérios usados pelos corretores do Inep, acesse o material para ficar por dentro de tudo. Na sequência, vamos contar o que não fazer no dia da prova. Boa leitura! Critérios que zeram a redação do Enem: veja a lista! Em 2019, 4% dos inscritos no ENEM tiraram zero na prova de redação, o que corresponde a quase 144 mil participantes. Dessas redações, 42% entregaram a prova em branco, 28% fugiram ao tema e 16% fizeram cópia dos textos motivadores. Esses são apenas alguns exemplos das situações que podem anular sua nota, serve também para entender que é algo mais comum do que pensamos. Evite entrar para esses números, confira uma lista completa do que não fazer! 1. Redações em branco e textos insuficientes Você precisa saber que, nos casos em que o participante deixa a prova em branco ou o texto é insuficiente (até 7 linhas escritas), não são os avaliadores que vão zerar a redação, mas ela mesma: a folha em branco já é identificada e separada durante o processo de digitalização. Igualmente, esse procedimento prévio é realizado com textos que apresentam até 7 linhas escritas, incluindo o título que sempre é considerado na contagem de linhas, embora ele não seja obrigatório. 2. Formas elementares de anulação Essas situações ocorrem porque o participante descumpre (deliberadamente ou não) as orientações básicas para a produção textual que a proposta do ENEM prevê. Na dúvida, não enfeite seu texto! Já pensou escrever 30 linhas e zerar a redação por uma bobeira dessas? prova assinada ou com qualquer tipo de identificação: apelido, rubrica, iniciais, nome simples ou nome completo isolados do corpo do texto, rasurados ou não; desenhos na folha de prova: qualquer representação de seres, objetos etc. Também podem ser quaisquer ícones que traduzam ou resumam emoções (emoticons/emojis), sensações, entre outros; gráficos, tabelas e esquemas na versão final; número(s) isolado(s) no corpo do texto e que não possuem relação com dados relevantes apresentados; sinal gráfico que não faz parte do texto escrito: são considerados os símbolos de interrogação (?) e exclamação (!) – quando isolados do texto -, o asterisco (*), a arroba (@), a hashtag (#), entre outros. casos de anulação proposital: quando o participante anula todo o texto que escreveu, rasurando-o; recusa explícita em escrever a redação: uma frase de recusa ou de zombaria com relação ao exame. Por exemplo: o participante escreve um texto para dizer que não quer escrever a redação; texto ilegível: quando, no texto, (i) não se identifica sequer configuração de letras; (ii) identificam-se letras, mas não formação de palavras; ou (iii) se identifica apenas uma ou outra palavra legível, mas não o suficiente para que o texto seja avaliado normalmente; texto em língua estrangeira: com trecho de 7 linhas ou menos em Língua Portuguesa. Atenção: a regra sobre numerais não se refere a percentuais de dados apresentados ou outras situações em que a presença de números está fazendo parte do texto de forma coerente. A proibição é para algoritmos aleatórios que podem permitir a identificação de quem o escreveu. 3. Cópia dos textos motivadores Copiar, integral ou parcialmente, trechos da prova de redação ou do caderno de questões, sem que sejam apresentadas mais de 7 linhas de texto autoral, vai zerar a redação. Lembre-se de que você pode, sim, se inspirar nos textos motivadores e usar alguns dos dados apresentados neles para compor o seu texto. Porém, caso seja necessário fazer isso, prefira parafrasear os trechos. Para um melhor desempenho, utilize outras ferramentas para argumentar. Assim, não será necessário correr esse tipo de risco no dia da prova! Temos um post completo sobre 5 formas de ampliar seu repertório sociocultural, uma excelente opção para adicionar em sua redação! 4. Fuga ao tema Para zerar a redação por fuga ao tema, o avaliador analisará se o participante não só compreendeu a proposta de redação como também a importância de desenvolver o tema. Assim, serão verificadas as habilidades de leitura e escrita, de forma integrada. Quem for prestar a prova, precisa ter atenção à frase temática (aquela que informa sobre o que você precisa escrever). Um exemplo fácil de entender é com a prova de 2019: a frase temática era “Democratização do acesso ao cinema no Brasil“. Portanto, para abordar o tema de forma completa, era necessário não só falar de “acesso ao cinema no Brasil”, mas explicar de que forma se dá/deu/dará a sua democratização. Assim, caso o participante tenha falado apenas de democratização (sem atrelar à questão do acesso ao cinema no Brasil) ou apenas do acesso (sem mostrar de que forma ele pode ser democratizado), houve tangenciamento. Por isso, é fundamental ler e reler a proposta, grifar a frase temática, identificar o tema (mais específico) e o assunto (mais amplo). 5. Não atendimento ao tipo textual Outro item da lista do que zera a redação do Enem é o não atendimento do formato. A proposta de redação é bastante específica quanto ao tipo de texto solicitado: dissertativo-argumentativo. Esse tipo é aquele em que: “as ideias são organizadas no sentido de persuadir o leitor, de convencê-lo. Os enunciados (argumentos) atribuem qualidades e informações em relação ao objeto ou fenômeno de que se fala para reforçar uma posição, um ponto de vista. Os argumentos podem ser exemplos, qualidades, depoimentos, citações, fatos, evidências, pequenas narrativas, dados estatísticos, entre outros recursos de convencimento.” (GARCEZ, 2016, p. 46 apud INEP, 2019, p. 83). Portanto, um corretor irá zerar a redação que for predominantemente narrativa. Nesse caso, o uso da primeira ou terceira pessoa e os relatos pessoais são mais comuns. Assim,

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, trouxe uma dica de um repertório sociocultural icônico dos anos 2000 para vocês: como usar o filme MENINAS MALVADAS na redação! Bora fazer o barro acontecer? Primeiramente, confira a ficha técnica e sinopse do filme antes de conferir como usar MENINAS MALVADAS na redação: MENINAS MALVADAS (filme): 2018 • 2h13min • 14+ Sinopse: “Cady Heron cresceu na África e sempre estudou em casa, nunca tendo ido à escola. Após retornar aos Estados Unidos com seus pais, ela se prepara para iniciar sua vida em uma escola pública. Logo Cady percebe como a língua venenosa de suas novas colegas pode prejudicar sua vida e, para piorar ainda mais sua situação, Cady se apaixona pelo garoto errado.” ENSINO DOMICILIAR Pelos últimos 12 anos, Cady Heron foi educada pelos pais em casa enquanto vivia na África. Ao se mudar para Evanston, EUA, ela passa a frequentar uma escola pública, sendo obrigada a se adequar a protocolos de socialização estranhos a ela. O filme originalmente seria intitulado “Homeschooled”. ESTEREÓTIPO DO CONTINENTE AFRICANO A personagem principal não revela o seu país de origem, sendo referido apenas como “África”. Tal fato, somado às cenas de alusões com animais selvagens na escola, reafirma a generalização do continente africano a uma massa homogênea de território dominado pelo mundo animal e visto como “terceiro mundo”. BULLYING NAS ESCOLAS Ao entrar no Colégio North Shore, Cady é apresentada ao grupo mais importante da escola: Regina George, Gretchen Wieners e Karen Smith. Elas são a elite do mundo feminino no colégio, admiradas porém temidas por serem cruéis com os comportamentos e aparências das demais. Afinal, elas são as Meninas Malvadas. RIVALIDADE FEMININA As três garotas guardam um Burn Book: um livro de anotações com defeitos e xingamentos sobre as outras mulheres da escola, exemplo de rivalidade feminina na adolescência. A comparação exacerbada e a competição entre as meninas é prejudicial a todas: são inseguranças internas projetadas umas nas outras. CULTO AO CORPO “Meninas Malvadas” retrata bem a obsessão de jovens com sua imagem corporal: até mesmo a abelha-rainha Regina George e suas amigas sofrem com a imagem de seus corpos no espelho. Um episódio marcante é quando Cady, para atacar Regina, entrega barras de proteína à colega para que ela ganhe peso. HOMOFOBIA Janis e Damien são melhores amigos do grupo de artistas da escola, constantemente alvos de homofobia pelos demais. Durante uma apresentação musical, Damien leva um tênis atirado no rosto pelos garotos do colégio; Janis é alvo de rumores sobre sua sexualidade criados por Regina George. FEMINISMO Ao final do longa, a mensagem é de sororidade e união feminina. As garotas deixam de brigar por garotos e de rebaixarem umas às outras, para abrir espaço às suas verdadeiras identidades. A autora do livro que originou o filme, Rosalind Wiseman, viaja o mundo ensinando adolescentes a serem gentis nas escolas. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “A prática de bullying nas escolas brasileiras” No filme “Meninas Malvadas”, Regina George e suas colegas são consideradas as abelhas-rainhas que aterrorizam as demais garotas do Colégio North Shore. Ao longo da trama, Cady, a garota nova, percebe que o bullying praticado tem como origem a insegurança das próprias meninas malvadas. Fora das telas, é fato que grande parte das escolas brasileiras apresentam práticas semelhantes de bullying, que são responsáveis por gerarem efeitos a longo prazo em suas vítimas e são muitas vezes causadas por inseguranças internas dos opressores. Agora que você já sabe como usar MENINAS MALVADAS na redação, não deixe de enviar sua redação pra gente conferir como ficou, hein?

Conheça os critérios de avaliação da competência 4 da redação Enem e prepare-se para atingir o nível 5 nela. Saiba o que os avaliadores esperam encontrar no texto na hora de atribuir a sua nota. Continuando nossa sequência de postagens sobre as competências avaliadas na redação Enem, hoje vamos conversar um pouco sobre a competência 4. Certamente você já ouviu falar em elementos coesivos, mas sabe como utilizá-los adequadamente? Caso ainda sinta dificuldades de entender sobre isso, calma! Vamos explicar! Então, prepare-se para agregar mais conhecimento sobre a prova e assim poder atingir o nível 5 nesse critério, melhorando muito a construção da sua argumentação! Vamos lá! Antes de mais nada, vamos ver o que diz a matriz de referência sobre a avaliação da competência 4 da redação Enem, de acordo com o Inep. Segundo ela, o participante precisa: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. Isso significa dizer que a avaliação dessa competência aborda a coesão textual. Então, será analisado como o participante faz uso dos recursos coesivos para articular os enunciados de seu texto. Mas quais são recursos e como saber usá-los? A coesão apresenta-se na superfície textual e é responsável por unir ideias. Dessa forma, permite que visualizemos um texto articulado, claro, coeso. No entanto, não basta apenas a presença, na redação, de palavras que funcionam como elementos coesivos. Para que o texto dissertativo-argumentativo seja bem avaliado nessa competência, é preciso haver uso adequado e diversificado desses elementos linguísticos. Em especial, é necessário saber da importância dos operadores argumentativos. ATENÇÃO! Saber variar os elementos coesivos e estabelecer corretamente os elos semânticos na construção dos textos não significa escrever “difícil”. Ao contrário do que muitos pensam, o autor que “exagera” nesses usos desorienta seu leitor. No caso do texto dissertativo-argumentativo, a objetividade é o mais importante. Lembre-se de que é isso que se pede na prova, e não uma peça judicial cheia de termos complicados e em desuso. No gênero textual dissertativo-argumentativo, são dois os principais tipos de coesão encontrados: referencial: retomando elementos já mencionados ou introduzindo aqueles ainda a serem mencionados (por meio de pronomes, por exemplo); sequencial: procedimentos linguísticos por meio dos quais são estabelecidos diversos tipos de interdependência semântica e/ou pragmática entre enunciados. Garantem, assim, a progressão do texto. Certamente, esses elementos precisam ser muitos e diversificados, mas, como o próprio Inep menciona (grifos nossos), (…) não basta que estejam abundantemente distribuídos em quase todas as linhas, denunciando uma tentativa forçada de usar o máximo possível de coesivos. Longe disso: trata-se de avaliar em que medida os operadores estão, de fato, contribuindo para a articulação dos argumentos ao longo de todo o texto. Portanto, assim como visto na competência 2 em relação aos uso pertinente de repertório, na competência 4 temos a mesma lógica. Ou seja, não adianta apenas ter várias referências ou, no caso da 4, saber vários elementos coesivos se eles não são eficazes na construção do texto. Afinal, é por meio da coesão que são estabelecidos os sentidos (e o uso equivocado pode provocar, até mesmo, uma contradição). Operadores argumentativos Esses elementos do repertório linguísticos encadeiam os enunciados. Assim, determinam a orientação argumentativa, dando estrutura ao texto. Em um texto dissertativo-argumentativo, eles são, portanto, componentes essenciais, e justamente por isso as notas mais altas exigem que eles estejam presentes. Para que uma redação seja considerado de nível 5, é necessário que ela tenha: presença expressiva de elementos coesivo inter e intraparágrafos e raras ou ausentes repetições. Além disso, não devem haver inadequações. Coesivos do tipo operador argumentativo devem constar em pelo menos dois momentos do texto entre parágrafos. Também deve ser identificado ao menos um elemento coesivo de qualquer tipo dentro de todos os parágrafos. Confira alguns operadores argumentativos que você pode utilizar em seus textos (INEP, 2019): Operadores que somam argumentos a favor da mesma conclusão: também, ainda, nem, não só… mas também, tanto… como, além de, além disso (…) Operadores que indicam o argumento mais forte em uma escala a favor da mesma conclusão: inclusive, até mesmo, nem, nem mesmo (…) Operadores que deixam subentendida a existência de uma escala com outros argumentos mais fortes: ao menos, pelo menos, no mínimo (…) Operadores que contrapõem argumentos orientados para conclusões contrárias: mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto, embora, ainda que, posto que, apesar de (…) Operadores que introduzem uma conclusão com relação a argumentos apresentados em enunciados anteriores: logo, portanto, pois, por isso, por conseguinte, em decorrência, resumindo, concluindo (…) Operadores que introduzem uma justificativa ou explicação relativa ao enunciado anterior: porque, porquanto, pois, visto que, já que, para que, para, a fim de (…) Operadores que estabelecem relações de comparação entre elementos, visando a uma determinada conclusão: mais… (do) que, menos… (do) que, tão… quanto (…) Operadores que introduzem argumentos alternativos que levam a conclusões diferentes ou opostas: ou… ou, quer… quer, seja… seja, (…) Operadores que introduzem no enunciado conteúdos pressupostos: já, ainda, agora (…) Operadores que funcionam numa escala orientada para a afirmação da totalidade ou para a negação da totalidade: Afirmação: um pouco, quase (…) Negação: pouco, apenas (…) Dica para se dar bem na competência 4 da redação Enem: Após escrever o rascunho, releia seu texto atentamente. Além dos ajustes sintáticos e gramaticais, verifique se entre todos os parágrafos existe um elemento coesivo. Normalmente, esse operador argumentativo aparece no início, mas ele também pode aparecer no meio ou final do primeiro período. Caso não exista esse elemento, insira-0, de acordo com seus argumentos e a intencionalidade do texto. Em seguida, veja se no interior dos parágrafos você também fez uso de elementos coesivos e complete as orações caso não tenha usado. Lembre-se de que é preciso variá-los. Portanto, se houver repetições, troque alguns deles por elementos de mesma intenção (sinônimos, semelhantes). Pois é, quando dizemos que para ir bem na redação é preciso TREINO, não estamos brincando! Conhecer a competência 4 e os critérios avaliativos é um passo para conseguir desenvolver um bons textos, mas, sem treinar, você não conseguirá

Tratar a questão do tráfico de animais na redação exige que você tenha bons repertórios socioculturais. Veja algumas referências para elaborar seu projeto de texto e propor uma intervenção alinhada à sua discussão. Já conferiu o tema de redação sobre o Tráfico de animais no Brasil? Separamos alguns conteúdos para você saber mais sobre a discussão acerca do Tráfico de animais no Brasil. Lembre-se de que é essencial que você se posicione acerca do assunto em sua redação, fazendo uso de repertórios socioculturais para argumentar de forma consistente. 1. Filme: Rio Em 2011, Rio e sua turma ganharam o coração do mundo com as aventuras da arara-azul que não sabia voar. Por trás da fofura dos personagens, das músicas e de todo o encantamento de uma boa animação estava o sério problema do tráfico de animais. Rio fora levado do Brasil clandestinamente e, ao retornar, ajuda a desvendar um esquema de tráfico de aves e outros animais silvestres na cidade do Rio de Janeiro. Além disso, ele mostra como as dificuldades socioeconômicas acabam empurrando algumas pessoas para o crime. Certamente, além de diversão, o filme do brasileiro Carlos Saldanha poderá ajudar a estabelecer um paralelo entre realidade e ficção. 2. Podcast Isso é fantástico – #51 A crueldade do tráfico de animais no Brasil Neste episódio, o jornalista Murilo Salviano conversa com o editor Rafael Carregal e o ambientalista Dener Giovanini, que investigou e acompanhou por meses um dos maiores traficantes de animais do país. Dener comenta os detalhes do esquema que alimenta o comércio ilegal e cruel de animais exóticos no Brasil. De fato, mais de 35 milhões de animais são traficados por ano por aqui. Além acessar ao site, você pode ouvir pelo Spotify e pelo iTunes. 3. Reportagem: Saiba como funciona o tráfico de cobras pela internet “Reportagem da semana” mostrada em agosto deste ano no Domingo Espetacular. Nela, a equipe se infiltrou em grupos de tráfico de animais pela internet. Assim, de acordo com a matéria, foi possível ver que a certeza da impunidade impera. Os vendedores ilegais anunciam nas redes até as cobras mais peçonhentas do mundo sem constrangimento algum. Vale assistir! 4. Projetos de Lei Após o caso do estudante picado por uma naja ter jogado luz sobre o tema, o senado manifestou-se com projetos de lei (PLs) para tratar a questão do tráfico de animais. Assim, de acordo com matéria do Senado notícias, duas propostas estão em tramitação no Senado. Elas alteram a legislação ambiental para tornar mais dura a punição a quem introduzir espécime animal no país sem parecer técnico favorável e licença expedida por autoridade competente. Além de conhecer as duas propostas – o que pode ajudar a pensar a sua proposta de intervenção na redação – um dos senadores comenta outros aspectos desse tipo de crime. Entre eles, as consequências sanitárias negativas ao país importador na comercialização ilegal de animais. Certamente, sem qualquer controle aduaneiro, o risco da transmissão de zoonoses nessas situações é alto. Então, ele lembra que uma das possíveis causas da pandemia foi o comércio de animais silvestres na China. 5. Documentário: E agora? Tráfico de animais no Brasil Dirigido por Humberto Bassanelli, o filme, além de mostrar como o tráfico de animais silvestres ocorre no Brasil, lança a questão: o que fazer com os resgatados? Segundo o documentário, a lei dos crimes contra a fauna ainda não é severa, garantindo a melhor relação custo-benefício para o criminoso. Anualmente, mais de 25 mil animais silvestres provenientes do tráfico de diversas regiões do Brasil são apreendidos apenas no estado de São Paulo. Então, altos custos tornam recolocar esses animais na natureza praticamente impossível. Ainda, a dificuldade deve-se também a questões técnicas envolvidas. Então, o que fazer com esses animais? Assista ao vídeo e tente encontrar essa resposta. 6. Reportagem: A máfia dos bichos Nesta matéria especial do Ecoa (UOL) é traçado um panorama do tráfico de animais no Brasil e as diferenças entre animais silvestres nativos, exóticos, invasores e animais domésticos. Além disso, propõe uma discussão sobre o quanto parte da atração por possuir animais silvestres advém da megalomania humana. Assim, relembra celebridades que tiveram esse tipo de “mascotes” e o quanto isso acaba despertando ainda mais interesse pelo crime. Importante também notar como essa vaidade humana acabou também gerando desequilíbrios e introdução de espécies não nativas em alguns locais. As implicações disso podem causar diversos prejuízos, em especial aos próprios animais, que sofrem com a crueldade a que são submetidos. A reportagem não esquece de mencionar a pandemia atual. Ela pode ter sido originada em um mercado onde se comercializa bichos vivos ou mortos em Wuhan, na China. Ainda, a matéria pontua historicamente como essa vontade de possuir animais silvestres surgiu. Belas imagens compõem o conteúdo e, ao final, são elencadas algumas entidades que atuam nessa questão. Assim, você pode conhecê-las melhor e quem sabe colocá-las como agentes em sua redação. 7. Lei de crimes ambientais Por fim, busque conhecer a Lei n. 9.605/2018 que dispõe sobre as sanções penais e administrativas para condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. No capítulo V, seção I, trata-se dos crimes contra a fauna. Em seu artigo 29, a lei estabelece: Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida: Pena – detenção de seis meses a um ano, e multa. § 1º Incorre nas mesmas penas: I – quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida; II – quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural; III – quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. Complemente seu repertório conhecendo as regras para

O tráfico de animais no Brasil retornou à mídia recentemente e escancarou um problema pouco discutido na sociedade. Por isso, criamos uma proposta de redação para que você exercite a reflexão sobre essa questão agora mesmo! Leia os textos motivadores. Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Tráfico de animais no Brasil”. Use a modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Além disso, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Confira o tema “Tráfico de animais no Brasil”: Texto 1 Tráfico de animais no Brasil abastece mercado interno e aproveita falhas na lei, diz ambientalista O tráfico de animais voltou aos noticiários no Brasil nas últimas semanas. A polícia encontrou indícios de um grupo organizado atuando no Distrito Federal, após um estudante ter sido picado por uma naja, que criava dentro do apartamento em que mora com os pais. O incidente desencadeou uma ampla investigação, ainda em andamento. As informações da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) indicam que a atividade no Brasil tira 38 milhões de animais das matas anualmente e alimenta um mercado estimado em R$ 3 bilhões. O editor-chefe do site Fauna News e membro da coordenação do coletivo Grupo de Ação Política de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (GAP Trafi), Dimas Marques, disse à agência de notícias Sputnik Brasil que o tráfico de animais no Brasil, em grande parte, é voltado para o mercado interno. “O tráfico de animais no Brasil é estruturado para abastecer o mercado interno. Tem casos de envio de animais para o mercado externo, mas também recebemos animais de fauna exótica não nativa no Brasil. A grosso modo, o tráfico de animais no Brasil é voltado para o mercado Pet. As pessoas têm ‘necessidade’ de ter bichos de estimação. Existem estimativas de que cerca de 60% a 70% de todos os animais silvestres comercializados no Brasil pelo tráfico sejam para abastecer o próprio mercado interno. Assim, de 30% a 40%, no máximo, iriam para fora do Brasil”, explicou Dimas Marques. (…) Legislação ineficiente A Lei de Crimes Ambientais, no seu artigo 29, prevê uma pena de seis meses a um ano por tráfico de animais silvestres. Por outro lado, a legislação não determina prisão preventiva para crimes com menos de quatro anos de pena. O tráfico de fauna é considerado crime de baixo potencial ofensivo, ou seja, como as penas previstas são menores de quatro anos, o infrator não responde por seu crime em regime fechado durante a parte processual, se esse for o entendimento da autoridade. (…) Animal silvestre não é Pet Uma das raízes do problema, segundo Dimas Marques, seria a própria noção cultural e histórica de que animais silvestres podem ser bichos de estimação. Em uma das raras iniciativas de controlar a fauna nativa, o governo aprovou, ainda em 1967, a Lei de Proteção à Fauna 5.197, que prevê a comercialização de animais silvestres legalizados, autorizando criadouros registrados, onde se criam animais requisitados como cobras, jiboias e araras. “No meu entendimento e de muitos ambientalistas que atuam nessa área, isso é um grande equívoco por parte do Estado brasileiro. Culturalmente, se o Estado permite que você possa comprar animal silvestre como bicho de estimação […] ele está reforçando na cultura, no hábito e no senso comum da sociedade que animal silvestre pode ser bicho de estimação. E é esse conceito que faz com que as pessoas busquem o tráfico de animais, busquem nas feiras nos fins de semana de cidades de interior ou na internet animais silvestres para serem comprados”, afirmou o jornalista. Segundo ele, um papagaio-verdadeiro comercializado legalmente, com nota fiscal, custa R$ 3.500 ou mais. Em uma feira, por outro lado, a mesma ave pode ser comprada por menos de R$ 150. Sem uma fiscalização eficiente e uma legislação rígida, o mercado legalizado somente incentiva o tráfico. Fonte: https://www.jb.com.br/pais/ecologia/2020/07/1024799-trafico-de-animais-no-brasil-abastece-mercado-interno-e-aproveita-falhas-na-lei–diz-ambientalista.html Texto 2 Facebook vira feira ilegal de animais silvestres e ignora alerta do Ibama BRASÍLIA – O Facebook virou a maior feira de venda ilegal de animais no país, segundo fiscalização do Ibama, mas o instituto diz não conseguir apoio efetivo da rede social para prevenir a prática. No entanto, em novembro de 2015, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, remeteu um ofício à direção do Facebook no Brasil, em São Paulo. Intitulado “Crimes e infrações contra o meio ambiente na rede social Facebook”, o documento informava que o sistema de recebimento de denúncias do órgão ambiental, a Linha Verde da Ouvidoria, havia registrado um aumento de ocorrências: de 60, em 2014, para 170 no ano de 2015. Assim, segundo o Ibama, o Facebook era o principal veículo relacionado nas ocorrências registradas, representando cerca de 95% das denúncias dos crimes ambientais na internet. O Ibama pediu que a empresa enviasse um representante para uma reunião em Brasília a fim de tratar de estratégias para o combate de ilícitos ambientais ocorridos na rede social. Mas, apesar da solicitação, o Facebook não indiciou um funcionário para dar início ao diálogo, segundo o Ibama. Nos dois anos seguintes, 2016 e 2017, o órgão ambiental detectou uma explosão dos anúncios de compra e venda de animais. Então, durante nove meses, entre 2017 e 2018, o Ibama pesquisou, separou e copiou inúmeras páginas no Facebook e outras redes sociais, nas quais era oferecido um total de 1.277 animais — 85% estavam em cativeiro e em 30% dos casos a venda foi comprovada. O Facebook, portanto, novamente foi o líder, com 85% dos casos detectados pela fiscalização na rede social. Em apenas uma das páginas, o Ibama contou 274 animais oferecidos para venda, principalmente iguanas. Certamente, se todos fossem vendidos, teriam rendido cerca de R$ 53 mil. No perfil havia a promessa de entrega em qualquer cidade do Brasil. Um jabuti era vendido a R$ 200 e um iguana, a