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Navegue pelos conteúdos abaixo para aprofundar seus conhecimentos sobre este tema. Cada artigo traz análises, exemplos práticos e repertórios que podem ser utilizados na sua redação do ENEM, vestibulares e concursos públicos.

A grande dúvida dos jovens em determinadas épocas do ano é: o que zera a redação do ENEM? Existem diversos motivos que podem zerar a nota da redação do ENEM. Garantir uma boa na prova escrita é importante porque ela pode elevar a média geral dos candidatos a vagas nas universidades, servindo também como critério de desempate em processos seletivos que usam a pontuação do exame nacional, como Sisu, ProUni e FIES. Neste texto, vamos conhecer as situações que podem anular sua nota da redação. Existe uma cartilha de redação para o Enem que aborda os critérios usados pelos corretores do Inep, acesse o material para ficar por dentro de tudo. Na sequência, vamos contar o que não fazer no dia da prova. Boa leitura! Critérios que zeram a redação do Enem: veja a lista! Em 2019, 4% dos inscritos no ENEM tiraram zero na prova de redação, o que corresponde a quase 144 mil participantes. Dessas redações, 42% entregaram a prova em branco, 28% fugiram ao tema e 16% fizeram cópia dos textos motivadores. Esses são apenas alguns exemplos das situações que podem anular sua nota, serve também para entender que é algo mais comum do que pensamos. Evite entrar para esses números, confira uma lista completa do que não fazer! 1. Redações em branco e textos insuficientes Você precisa saber que, nos casos em que o participante deixa a prova em branco ou o texto é insuficiente (até 7 linhas escritas), não são os avaliadores que vão zerar a redação, mas ela mesma: a folha em branco já é identificada e separada durante o processo de digitalização. Igualmente, esse procedimento prévio é realizado com textos que apresentam até 7 linhas escritas, incluindo o título que sempre é considerado na contagem de linhas, embora ele não seja obrigatório. 2. Formas elementares de anulação Essas situações ocorrem porque o participante descumpre (deliberadamente ou não) as orientações básicas para a produção textual que a proposta do ENEM prevê. Na dúvida, não enfeite seu texto! Já pensou escrever 30 linhas e zerar a redação por uma bobeira dessas? prova assinada ou com qualquer tipo de identificação: apelido, rubrica, iniciais, nome simples ou nome completo isolados do corpo do texto, rasurados ou não; desenhos na folha de prova: qualquer representação de seres, objetos etc. Também podem ser quaisquer ícones que traduzam ou resumam emoções (emoticons/emojis), sensações, entre outros; gráficos, tabelas e esquemas na versão final; número(s) isolado(s) no corpo do texto e que não possuem relação com dados relevantes apresentados; sinal gráfico que não faz parte do texto escrito: são considerados os símbolos de interrogação (?) e exclamação (!) – quando isolados do texto -, o asterisco (*), a arroba (@), a hashtag (#), entre outros. casos de anulação proposital: quando o participante anula todo o texto que escreveu, rasurando-o; recusa explícita em escrever a redação: uma frase de recusa ou de zombaria com relação ao exame. Por exemplo: o participante escreve um texto para dizer que não quer escrever a redação; texto ilegível: quando, no texto, (i) não se identifica sequer configuração de letras; (ii) identificam-se letras, mas não formação de palavras; ou (iii) se identifica apenas uma ou outra palavra legível, mas não o suficiente para que o texto seja avaliado normalmente; texto em língua estrangeira: com trecho de 7 linhas ou menos em Língua Portuguesa. Atenção: a regra sobre numerais não se refere a percentuais de dados apresentados ou outras situações em que a presença de números está fazendo parte do texto de forma coerente. A proibição é para algoritmos aleatórios que podem permitir a identificação de quem o escreveu. 3. Cópia dos textos motivadores Copiar, integral ou parcialmente, trechos da prova de redação ou do caderno de questões, sem que sejam apresentadas mais de 7 linhas de texto autoral, vai zerar a redação. Lembre-se de que você pode, sim, se inspirar nos textos motivadores e usar alguns dos dados apresentados neles para compor o seu texto. Porém, caso seja necessário fazer isso, prefira parafrasear os trechos. Para um melhor desempenho, utilize outras ferramentas para argumentar. Assim, não será necessário correr esse tipo de risco no dia da prova! Temos um post completo sobre 5 formas de ampliar seu repertório sociocultural, uma excelente opção para adicionar em sua redação! 4. Fuga ao tema Para zerar a redação por fuga ao tema, o avaliador analisará se o participante não só compreendeu a proposta de redação como também a importância de desenvolver o tema. Assim, serão verificadas as habilidades de leitura e escrita, de forma integrada. Quem for prestar a prova, precisa ter atenção à frase temática (aquela que informa sobre o que você precisa escrever). Um exemplo fácil de entender é com a prova de 2019: a frase temática era “Democratização do acesso ao cinema no Brasil“. Portanto, para abordar o tema de forma completa, era necessário não só falar de “acesso ao cinema no Brasil”, mas explicar de que forma se dá/deu/dará a sua democratização. Assim, caso o participante tenha falado apenas de democratização (sem atrelar à questão do acesso ao cinema no Brasil) ou apenas do acesso (sem mostrar de que forma ele pode ser democratizado), houve tangenciamento. Por isso, é fundamental ler e reler a proposta, grifar a frase temática, identificar o tema (mais específico) e o assunto (mais amplo). 5. Não atendimento ao tipo textual Outro item da lista do que zera a redação do Enem é o não atendimento do formato. A proposta de redação é bastante específica quanto ao tipo de texto solicitado: dissertativo-argumentativo. Esse tipo é aquele em que: “as ideias são organizadas no sentido de persuadir o leitor, de convencê-lo. Os enunciados (argumentos) atribuem qualidades e informações em relação ao objeto ou fenômeno de que se fala para reforçar uma posição, um ponto de vista. Os argumentos podem ser exemplos, qualidades, depoimentos, citações, fatos, evidências, pequenas narrativas, dados estatísticos, entre outros recursos de convencimento.” (GARCEZ, 2016, p. 46 apud INEP, 2019, p. 83). Portanto, um corretor irá zerar a redação que for predominantemente narrativa. Nesse caso, o uso da primeira ou terceira pessoa e os relatos pessoais são mais comuns. Assim,

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, trouxe uma dica de um repertório sociocultural icônico dos anos 2000 para vocês: como usar o filme MENINAS MALVADAS na redação! Bora fazer o barro acontecer? Primeiramente, confira a ficha técnica e sinopse do filme antes de conferir como usar MENINAS MALVADAS na redação: MENINAS MALVADAS (filme): 2018 • 2h13min • 14+ Sinopse: “Cady Heron cresceu na África e sempre estudou em casa, nunca tendo ido à escola. Após retornar aos Estados Unidos com seus pais, ela se prepara para iniciar sua vida em uma escola pública. Logo Cady percebe como a língua venenosa de suas novas colegas pode prejudicar sua vida e, para piorar ainda mais sua situação, Cady se apaixona pelo garoto errado.” ENSINO DOMICILIAR Pelos últimos 12 anos, Cady Heron foi educada pelos pais em casa enquanto vivia na África. Ao se mudar para Evanston, EUA, ela passa a frequentar uma escola pública, sendo obrigada a se adequar a protocolos de socialização estranhos a ela. O filme originalmente seria intitulado “Homeschooled”. ESTEREÓTIPO DO CONTINENTE AFRICANO A personagem principal não revela o seu país de origem, sendo referido apenas como “África”. Tal fato, somado às cenas de alusões com animais selvagens na escola, reafirma a generalização do continente africano a uma massa homogênea de território dominado pelo mundo animal e visto como “terceiro mundo”. BULLYING NAS ESCOLAS Ao entrar no Colégio North Shore, Cady é apresentada ao grupo mais importante da escola: Regina George, Gretchen Wieners e Karen Smith. Elas são a elite do mundo feminino no colégio, admiradas porém temidas por serem cruéis com os comportamentos e aparências das demais. Afinal, elas são as Meninas Malvadas. RIVALIDADE FEMININA As três garotas guardam um Burn Book: um livro de anotações com defeitos e xingamentos sobre as outras mulheres da escola, exemplo de rivalidade feminina na adolescência. A comparação exacerbada e a competição entre as meninas é prejudicial a todas: são inseguranças internas projetadas umas nas outras. CULTO AO CORPO “Meninas Malvadas” retrata bem a obsessão de jovens com sua imagem corporal: até mesmo a abelha-rainha Regina George e suas amigas sofrem com a imagem de seus corpos no espelho. Um episódio marcante é quando Cady, para atacar Regina, entrega barras de proteína à colega para que ela ganhe peso. HOMOFOBIA Janis e Damien são melhores amigos do grupo de artistas da escola, constantemente alvos de homofobia pelos demais. Durante uma apresentação musical, Damien leva um tênis atirado no rosto pelos garotos do colégio; Janis é alvo de rumores sobre sua sexualidade criados por Regina George. FEMINISMO Ao final do longa, a mensagem é de sororidade e união feminina. As garotas deixam de brigar por garotos e de rebaixarem umas às outras, para abrir espaço às suas verdadeiras identidades. A autora do livro que originou o filme, Rosalind Wiseman, viaja o mundo ensinando adolescentes a serem gentis nas escolas. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “A prática de bullying nas escolas brasileiras” No filme “Meninas Malvadas”, Regina George e suas colegas são consideradas as abelhas-rainhas que aterrorizam as demais garotas do Colégio North Shore. Ao longo da trama, Cady, a garota nova, percebe que o bullying praticado tem como origem a insegurança das próprias meninas malvadas. Fora das telas, é fato que grande parte das escolas brasileiras apresentam práticas semelhantes de bullying, que são responsáveis por gerarem efeitos a longo prazo em suas vítimas e são muitas vezes causadas por inseguranças internas dos opressores. Agora que você já sabe como usar MENINAS MALVADAS na redação, não deixe de enviar sua redação pra gente conferir como ficou, hein?

Conheça os critérios de avaliação da competência 4 da redação Enem e prepare-se para atingir o nível 5 nela. Saiba o que os avaliadores esperam encontrar no texto na hora de atribuir a sua nota. Continuando nossa sequência de postagens sobre as competências avaliadas na redação Enem, hoje vamos conversar um pouco sobre a competência 4. Certamente você já ouviu falar em elementos coesivos, mas sabe como utilizá-los adequadamente? Caso ainda sinta dificuldades de entender sobre isso, calma! Vamos explicar! Então, prepare-se para agregar mais conhecimento sobre a prova e assim poder atingir o nível 5 nesse critério, melhorando muito a construção da sua argumentação! Vamos lá! Antes de mais nada, vamos ver o que diz a matriz de referência sobre a avaliação da competência 4 da redação Enem, de acordo com o Inep. Segundo ela, o participante precisa: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. Isso significa dizer que a avaliação dessa competência aborda a coesão textual. Então, será analisado como o participante faz uso dos recursos coesivos para articular os enunciados de seu texto. Mas quais são recursos e como saber usá-los? A coesão apresenta-se na superfície textual e é responsável por unir ideias. Dessa forma, permite que visualizemos um texto articulado, claro, coeso. No entanto, não basta apenas a presença, na redação, de palavras que funcionam como elementos coesivos. Para que o texto dissertativo-argumentativo seja bem avaliado nessa competência, é preciso haver uso adequado e diversificado desses elementos linguísticos. Em especial, é necessário saber da importância dos operadores argumentativos. ATENÇÃO! Saber variar os elementos coesivos e estabelecer corretamente os elos semânticos na construção dos textos não significa escrever “difícil”. Ao contrário do que muitos pensam, o autor que “exagera” nesses usos desorienta seu leitor. No caso do texto dissertativo-argumentativo, a objetividade é o mais importante. Lembre-se de que é isso que se pede na prova, e não uma peça judicial cheia de termos complicados e em desuso. No gênero textual dissertativo-argumentativo, são dois os principais tipos de coesão encontrados: referencial: retomando elementos já mencionados ou introduzindo aqueles ainda a serem mencionados (por meio de pronomes, por exemplo); sequencial: procedimentos linguísticos por meio dos quais são estabelecidos diversos tipos de interdependência semântica e/ou pragmática entre enunciados. Garantem, assim, a progressão do texto. Certamente, esses elementos precisam ser muitos e diversificados, mas, como o próprio Inep menciona (grifos nossos), (…) não basta que estejam abundantemente distribuídos em quase todas as linhas, denunciando uma tentativa forçada de usar o máximo possível de coesivos. Longe disso: trata-se de avaliar em que medida os operadores estão, de fato, contribuindo para a articulação dos argumentos ao longo de todo o texto. Portanto, assim como visto na competência 2 em relação aos uso pertinente de repertório, na competência 4 temos a mesma lógica. Ou seja, não adianta apenas ter várias referências ou, no caso da 4, saber vários elementos coesivos se eles não são eficazes na construção do texto. Afinal, é por meio da coesão que são estabelecidos os sentidos (e o uso equivocado pode provocar, até mesmo, uma contradição). Operadores argumentativos Esses elementos do repertório linguísticos encadeiam os enunciados. Assim, determinam a orientação argumentativa, dando estrutura ao texto. Em um texto dissertativo-argumentativo, eles são, portanto, componentes essenciais, e justamente por isso as notas mais altas exigem que eles estejam presentes. Para que uma redação seja considerado de nível 5, é necessário que ela tenha: presença expressiva de elementos coesivo inter e intraparágrafos e raras ou ausentes repetições. Além disso, não devem haver inadequações. Coesivos do tipo operador argumentativo devem constar em pelo menos dois momentos do texto entre parágrafos. Também deve ser identificado ao menos um elemento coesivo de qualquer tipo dentro de todos os parágrafos. Confira alguns operadores argumentativos que você pode utilizar em seus textos (INEP, 2019): Operadores que somam argumentos a favor da mesma conclusão: também, ainda, nem, não só… mas também, tanto… como, além de, além disso (…) Operadores que indicam o argumento mais forte em uma escala a favor da mesma conclusão: inclusive, até mesmo, nem, nem mesmo (…) Operadores que deixam subentendida a existência de uma escala com outros argumentos mais fortes: ao menos, pelo menos, no mínimo (…) Operadores que contrapõem argumentos orientados para conclusões contrárias: mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto, embora, ainda que, posto que, apesar de (…) Operadores que introduzem uma conclusão com relação a argumentos apresentados em enunciados anteriores: logo, portanto, pois, por isso, por conseguinte, em decorrência, resumindo, concluindo (…) Operadores que introduzem uma justificativa ou explicação relativa ao enunciado anterior: porque, porquanto, pois, visto que, já que, para que, para, a fim de (…) Operadores que estabelecem relações de comparação entre elementos, visando a uma determinada conclusão: mais… (do) que, menos… (do) que, tão… quanto (…) Operadores que introduzem argumentos alternativos que levam a conclusões diferentes ou opostas: ou… ou, quer… quer, seja… seja, (…) Operadores que introduzem no enunciado conteúdos pressupostos: já, ainda, agora (…) Operadores que funcionam numa escala orientada para a afirmação da totalidade ou para a negação da totalidade: Afirmação: um pouco, quase (…) Negação: pouco, apenas (…) Dica para se dar bem na competência 4 da redação Enem: Após escrever o rascunho, releia seu texto atentamente. Além dos ajustes sintáticos e gramaticais, verifique se entre todos os parágrafos existe um elemento coesivo. Normalmente, esse operador argumentativo aparece no início, mas ele também pode aparecer no meio ou final do primeiro período. Caso não exista esse elemento, insira-0, de acordo com seus argumentos e a intencionalidade do texto. Em seguida, veja se no interior dos parágrafos você também fez uso de elementos coesivos e complete as orações caso não tenha usado. Lembre-se de que é preciso variá-los. Portanto, se houver repetições, troque alguns deles por elementos de mesma intenção (sinônimos, semelhantes). Pois é, quando dizemos que para ir bem na redação é preciso TREINO, não estamos brincando! Conhecer a competência 4 e os critérios avaliativos é um passo para conseguir desenvolver um bons textos, mas, sem treinar, você não conseguirá

Tratar a questão do tráfico de animais na redação exige que você tenha bons repertórios socioculturais. Veja algumas referências para elaborar seu projeto de texto e propor uma intervenção alinhada à sua discussão. Já conferiu o tema de redação sobre o Tráfico de animais no Brasil? Separamos alguns conteúdos para você saber mais sobre a discussão acerca do Tráfico de animais no Brasil. Lembre-se de que é essencial que você se posicione acerca do assunto em sua redação, fazendo uso de repertórios socioculturais para argumentar de forma consistente. 1. Filme: Rio Em 2011, Rio e sua turma ganharam o coração do mundo com as aventuras da arara-azul que não sabia voar. Por trás da fofura dos personagens, das músicas e de todo o encantamento de uma boa animação estava o sério problema do tráfico de animais. Rio fora levado do Brasil clandestinamente e, ao retornar, ajuda a desvendar um esquema de tráfico de aves e outros animais silvestres na cidade do Rio de Janeiro. Além disso, ele mostra como as dificuldades socioeconômicas acabam empurrando algumas pessoas para o crime. Certamente, além de diversão, o filme do brasileiro Carlos Saldanha poderá ajudar a estabelecer um paralelo entre realidade e ficção. 2. Podcast Isso é fantástico – #51 A crueldade do tráfico de animais no Brasil Neste episódio, o jornalista Murilo Salviano conversa com o editor Rafael Carregal e o ambientalista Dener Giovanini, que investigou e acompanhou por meses um dos maiores traficantes de animais do país. Dener comenta os detalhes do esquema que alimenta o comércio ilegal e cruel de animais exóticos no Brasil. De fato, mais de 35 milhões de animais são traficados por ano por aqui. Além acessar ao site, você pode ouvir pelo Spotify e pelo iTunes. 3. Reportagem: Saiba como funciona o tráfico de cobras pela internet “Reportagem da semana” mostrada em agosto deste ano no Domingo Espetacular. Nela, a equipe se infiltrou em grupos de tráfico de animais pela internet. Assim, de acordo com a matéria, foi possível ver que a certeza da impunidade impera. Os vendedores ilegais anunciam nas redes até as cobras mais peçonhentas do mundo sem constrangimento algum. Vale assistir! 4. Projetos de Lei Após o caso do estudante picado por uma naja ter jogado luz sobre o tema, o senado manifestou-se com projetos de lei (PLs) para tratar a questão do tráfico de animais. Assim, de acordo com matéria do Senado notícias, duas propostas estão em tramitação no Senado. Elas alteram a legislação ambiental para tornar mais dura a punição a quem introduzir espécime animal no país sem parecer técnico favorável e licença expedida por autoridade competente. Além de conhecer as duas propostas – o que pode ajudar a pensar a sua proposta de intervenção na redação – um dos senadores comenta outros aspectos desse tipo de crime. Entre eles, as consequências sanitárias negativas ao país importador na comercialização ilegal de animais. Certamente, sem qualquer controle aduaneiro, o risco da transmissão de zoonoses nessas situações é alto. Então, ele lembra que uma das possíveis causas da pandemia foi o comércio de animais silvestres na China. 5. Documentário: E agora? Tráfico de animais no Brasil Dirigido por Humberto Bassanelli, o filme, além de mostrar como o tráfico de animais silvestres ocorre no Brasil, lança a questão: o que fazer com os resgatados? Segundo o documentário, a lei dos crimes contra a fauna ainda não é severa, garantindo a melhor relação custo-benefício para o criminoso. Anualmente, mais de 25 mil animais silvestres provenientes do tráfico de diversas regiões do Brasil são apreendidos apenas no estado de São Paulo. Então, altos custos tornam recolocar esses animais na natureza praticamente impossível. Ainda, a dificuldade deve-se também a questões técnicas envolvidas. Então, o que fazer com esses animais? Assista ao vídeo e tente encontrar essa resposta. 6. Reportagem: A máfia dos bichos Nesta matéria especial do Ecoa (UOL) é traçado um panorama do tráfico de animais no Brasil e as diferenças entre animais silvestres nativos, exóticos, invasores e animais domésticos. Além disso, propõe uma discussão sobre o quanto parte da atração por possuir animais silvestres advém da megalomania humana. Assim, relembra celebridades que tiveram esse tipo de “mascotes” e o quanto isso acaba despertando ainda mais interesse pelo crime. Importante também notar como essa vaidade humana acabou também gerando desequilíbrios e introdução de espécies não nativas em alguns locais. As implicações disso podem causar diversos prejuízos, em especial aos próprios animais, que sofrem com a crueldade a que são submetidos. A reportagem não esquece de mencionar a pandemia atual. Ela pode ter sido originada em um mercado onde se comercializa bichos vivos ou mortos em Wuhan, na China. Ainda, a matéria pontua historicamente como essa vontade de possuir animais silvestres surgiu. Belas imagens compõem o conteúdo e, ao final, são elencadas algumas entidades que atuam nessa questão. Assim, você pode conhecê-las melhor e quem sabe colocá-las como agentes em sua redação. 7. Lei de crimes ambientais Por fim, busque conhecer a Lei n. 9.605/2018 que dispõe sobre as sanções penais e administrativas para condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. No capítulo V, seção I, trata-se dos crimes contra a fauna. Em seu artigo 29, a lei estabelece: Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida: Pena – detenção de seis meses a um ano, e multa. § 1º Incorre nas mesmas penas: I – quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida; II – quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural; III – quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. Complemente seu repertório conhecendo as regras para

O tráfico de animais no Brasil retornou à mídia recentemente e escancarou um problema pouco discutido na sociedade. Por isso, criamos uma proposta de redação para que você exercite a reflexão sobre essa questão agora mesmo! Leia os textos motivadores. Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Tráfico de animais no Brasil”. Use a modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Além disso, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Confira o tema “Tráfico de animais no Brasil”: Texto 1 Tráfico de animais no Brasil abastece mercado interno e aproveita falhas na lei, diz ambientalista O tráfico de animais voltou aos noticiários no Brasil nas últimas semanas. A polícia encontrou indícios de um grupo organizado atuando no Distrito Federal, após um estudante ter sido picado por uma naja, que criava dentro do apartamento em que mora com os pais. O incidente desencadeou uma ampla investigação, ainda em andamento. As informações da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) indicam que a atividade no Brasil tira 38 milhões de animais das matas anualmente e alimenta um mercado estimado em R$ 3 bilhões. O editor-chefe do site Fauna News e membro da coordenação do coletivo Grupo de Ação Política de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (GAP Trafi), Dimas Marques, disse à agência de notícias Sputnik Brasil que o tráfico de animais no Brasil, em grande parte, é voltado para o mercado interno. “O tráfico de animais no Brasil é estruturado para abastecer o mercado interno. Tem casos de envio de animais para o mercado externo, mas também recebemos animais de fauna exótica não nativa no Brasil. A grosso modo, o tráfico de animais no Brasil é voltado para o mercado Pet. As pessoas têm ‘necessidade’ de ter bichos de estimação. Existem estimativas de que cerca de 60% a 70% de todos os animais silvestres comercializados no Brasil pelo tráfico sejam para abastecer o próprio mercado interno. Assim, de 30% a 40%, no máximo, iriam para fora do Brasil”, explicou Dimas Marques. (…) Legislação ineficiente A Lei de Crimes Ambientais, no seu artigo 29, prevê uma pena de seis meses a um ano por tráfico de animais silvestres. Por outro lado, a legislação não determina prisão preventiva para crimes com menos de quatro anos de pena. O tráfico de fauna é considerado crime de baixo potencial ofensivo, ou seja, como as penas previstas são menores de quatro anos, o infrator não responde por seu crime em regime fechado durante a parte processual, se esse for o entendimento da autoridade. (…) Animal silvestre não é Pet Uma das raízes do problema, segundo Dimas Marques, seria a própria noção cultural e histórica de que animais silvestres podem ser bichos de estimação. Em uma das raras iniciativas de controlar a fauna nativa, o governo aprovou, ainda em 1967, a Lei de Proteção à Fauna 5.197, que prevê a comercialização de animais silvestres legalizados, autorizando criadouros registrados, onde se criam animais requisitados como cobras, jiboias e araras. “No meu entendimento e de muitos ambientalistas que atuam nessa área, isso é um grande equívoco por parte do Estado brasileiro. Culturalmente, se o Estado permite que você possa comprar animal silvestre como bicho de estimação […] ele está reforçando na cultura, no hábito e no senso comum da sociedade que animal silvestre pode ser bicho de estimação. E é esse conceito que faz com que as pessoas busquem o tráfico de animais, busquem nas feiras nos fins de semana de cidades de interior ou na internet animais silvestres para serem comprados”, afirmou o jornalista. Segundo ele, um papagaio-verdadeiro comercializado legalmente, com nota fiscal, custa R$ 3.500 ou mais. Em uma feira, por outro lado, a mesma ave pode ser comprada por menos de R$ 150. Sem uma fiscalização eficiente e uma legislação rígida, o mercado legalizado somente incentiva o tráfico. Fonte: https://www.jb.com.br/pais/ecologia/2020/07/1024799-trafico-de-animais-no-brasil-abastece-mercado-interno-e-aproveita-falhas-na-lei–diz-ambientalista.html Texto 2 Facebook vira feira ilegal de animais silvestres e ignora alerta do Ibama BRASÍLIA – O Facebook virou a maior feira de venda ilegal de animais no país, segundo fiscalização do Ibama, mas o instituto diz não conseguir apoio efetivo da rede social para prevenir a prática. No entanto, em novembro de 2015, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, remeteu um ofício à direção do Facebook no Brasil, em São Paulo. Intitulado “Crimes e infrações contra o meio ambiente na rede social Facebook”, o documento informava que o sistema de recebimento de denúncias do órgão ambiental, a Linha Verde da Ouvidoria, havia registrado um aumento de ocorrências: de 60, em 2014, para 170 no ano de 2015. Assim, segundo o Ibama, o Facebook era o principal veículo relacionado nas ocorrências registradas, representando cerca de 95% das denúncias dos crimes ambientais na internet. O Ibama pediu que a empresa enviasse um representante para uma reunião em Brasília a fim de tratar de estratégias para o combate de ilícitos ambientais ocorridos na rede social. Mas, apesar da solicitação, o Facebook não indiciou um funcionário para dar início ao diálogo, segundo o Ibama. Nos dois anos seguintes, 2016 e 2017, o órgão ambiental detectou uma explosão dos anúncios de compra e venda de animais. Então, durante nove meses, entre 2017 e 2018, o Ibama pesquisou, separou e copiou inúmeras páginas no Facebook e outras redes sociais, nas quais era oferecido um total de 1.277 animais — 85% estavam em cativeiro e em 30% dos casos a venda foi comprovada. O Facebook, portanto, novamente foi o líder, com 85% dos casos detectados pela fiscalização na rede social. Em apenas uma das páginas, o Ibama contou 274 animais oferecidos para venda, principalmente iguanas. Certamente, se todos fossem vendidos, teriam rendido cerca de R$ 53 mil. No perfil havia a promessa de entrega em qualquer cidade do Brasil. Um jabuti era vendido a R$ 200 e um iguana, a
Saiba como tirar 200 pontos na competência 3 da redação do Enem. Conheça os critérios de avaliação e como melhorar seu desempenho na produção escrita. Agora que você já viu tudo o que precisa saber para se dar bem nas competência 1 e 2, vamos conversar um pouco sobre a competência 3 da redação Enem. Você sabe o que é esperado do participante em relação a esse critério? Não se preocupe! Neste artigo você vai ficar por dentro de tudo e poderá colocar em prática nos seus textos. Assim, ficará bem preparado(a) para a prova! Primeiramente, vamos ver o que nos diz a matriz de referência do Inep. De acordo com ela, na competência 3, os avaliadores precisam identificar se o participante conseguiu: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. Portanto, essa competência está intimamente ligada à competência 2. Assim, vamos tentar compreender como são vistas as ações de selecionar, relacionar, organizar e interpretar de acordo com essa matriz. selecionar: habilidade referente ao processo de escolha das opiniões, fatos, informações e argumentos que se relacionem à proposta e à tese. Trata-se, portanto, de verificar se foi colocado à disposição todo o material possível de ser trabalhado no texto. Assim, essa seleção pode partir do repertório disponibilizado pelos textos motivadores e/ou de repertório particular (construído ao longo da vida escolar do participante). relacionar: verifica-se se o participante é capaz de encadear as ideias estrategicamente, de forma progressiva. Portanto, ele deve deixar claro o caminho percorrido – e pelo qual o leitor também deve seguir –, a fim de alcançar seu ponto de vista sobre o tema. Isso significa que ele deve desenvolver os argumentos selecionados para que efetivamente contribuam com o texto. Lembre-se de que é obrigação de quem está defendendo as ideias explicar seus argumentos ao leitor, pois não cabe a ele “preencher as lacunas” de argumentos não concluídos. organizar: depois de selecionadas e relacionadas as informações, fatos e opiniões, é preciso que elas sejam organizadas em uma espécie de hierarquia. Ou seja, é necessário verificar, nessa seleção, quais argumentos são mais importantes e quais são complementares. Assim, evidencia-se ao leitor o projeto de texto que, quando estratégico, eleva a nota do participante. interpretar: habilidade de ir além da reprodução de informações dos textos motivadores ou de seu repertório pessoal. Isso garante a pertinência das ideias que o participante selecionou para defender seu ponto de vista. Então, o que está em jogo aqui na competência 3 é o projeto de texto. Ele é o responsável pela construção do sentido da redação. Participantes que não conseguem estabelecer essa hierarquia, não desenvolvem os argumentos selecionados, apenas citando-os, sem interpretá-los de acordo com o tema e a tese ficam bastante prejudicados na avaliação. Relação entre a competência 3 e as competências 2, 4 e 5 A abordagem do tema é critério da competência 2. Porém, é importante que você saiba que, em caso de tangenciamento, a nota na competência 3 não ultrapassará o nível 1. Sobre a relação entre as Competências 3 e 4, saiba que, enquanto a primeira avalia o projeto de texto e o desenvolvimento das ideias, a segunda ocupa-se da superfície textual. Ou seja, trata das marcas linguísticas necessárias para a construção do texto. Já a competência 5 avaliará se foi realizada proposta de intervenção relacionada ao tema. Desse modo, na competência 3 será vista a articulação entre informações, fatos e opiniões. Essa articulação considera o texto como um todo, o que inclui, necessariamente, a proposta de intervenção. Portanto, a relação entre a proposta de intervenção e a discussão apresentada ao longo do texto é avaliada na Competência 3. Na Competência 5, então, é verificado se a proposta de intervenção está em texto que aborda o tema de forma completa, bem como quais são os elementos que a compõem. Então, para tirar uma boa nota na redação, você deve abordar o tema de forma completa, fazendo uma boa articulação do repertório selecionado. Certamente, também deve se atentar à construção do texto, fazendo uma proposta de intervenção alinhada ao ponto de vista desenvolvido. Não se esqueça de usar muito bem a norma culta da língua portuguesa. Desse modo, você conseguirá elaborar uma redação coerente, coesa, objetiva e clara. Isso é tudo que o avaliador mais espera encontrar na hora de fazer a correção! Dicas para fazer 200 pontos na Competência 3 da redação Enem faça a leitura atenta da proposta de redação. Garanta que você compreendeu como abordar o tema de forma completa e tem um ponto de vista claro a ser defendido. Como vimos, embora seja avaliado na competência 2, isso impacta diretamente na sua nota da competência 3, caso você tangencie; anote sua tese e elenque argumentos, fatos, opiniões e informações que poderão ser desenvolvidos no texto. Você pode fazer como em um mapa mental. Organize esse conteúdo de forma que os mais importantes (ou fortes) tenham destaque no texto. Vejas qual argumentação complementar poderá ajudar na interpretação das informações; pense em uma proposta de intervenção que se relacione com os aspectos desenvolvidos na argumentação; releia o rascunho do seu texto algumas vezes, colocando-se no lugar do leitor. Tente perceber se: você apenas citou dados, sem interpretá-los?; ao apresentar um argumento, ele foi desenvolvido ou apenas pontuado?; se não tivesse lido nada sobre o assunto, você conseguiria compreender a tese defendida?; a proposta de intervenção se relaciona com o ponto de vista elaborado? faça os ajustes necessários e leia ainda uma vez o seu texto antes de passar a limpo. Gerencie o tempo, mas não se esqueça de prestar atenção aos detalhes. Ler atentamente a própria redação evita muita dor de cabeça depois! É isso! Agora você já conhece os critérios da competência 3 da redação ENEM. Em breve traremos mais informações sobre as competências 4 e 5 para você saber tudo para chegar à nota 1000! Enquanto isso, que tal escolher alguns temas e treinar a sua escrita? Coloque a mão na massa! Até a próxima!

O uso do pronome neutro na língua portuguesa é um debate recente e que tem tomado conta das redes sociais. Conheça algumas referências sobre o assunto para poder argumentar bem na sua redação. Já conferiu o tema de redação sobre o uso de Pronome neutro na língua portuguesa? Separamos alguns conteúdos para você saber mais sobre a discussão acerca do uso do pronome neutro. Lembre-se de que é fundamental para o desenvolvimento do seu texto que você se posicione acerca do assunto, elencando repertório sociocultural produtivo para argumentar de forma consistente e estratégica. Além disso, procure pensar em propostas de intervenção à questão tratada. Vamos lá? 1 – Linguagem Neutra @ELLE Brasil https://youtu.be/WAzsxxMMlIMNeste vídeo, disponibilizado no canal Tempero Drag, Rita Von Hunty conversa sobre a importância e aspectos para se adotar uma linguagem neutra. Ela traz referências da área da Linguística para embasar a sua fala, que foi feita a pedido da revista Elle. Rita Von Hunty é o nome drag de Guilherme Terreri Lima Pereira, professor formado em Artes Cênicas e Letras. Profere palestras e cursos em todo o país sobre política, filosofia e sociologia, além de manter o canal no Youtube, que hoje está com 667 mil inscritos. 2 – VAMOS TODES JUNTES! Neste artigo, publicado no site da revista on-line do @ezamtamentchy, página de humor e empoderamento LGBTI+ (sigla usada no perfil) há informações sobre o que é a linguagem neutra. Assim, mostra as discussões no Brasil e como ela já está avançada em países como Portugal, Espanha e França. Esses locais, por meio de políticas públicas de inclusão e diversidade, já incluíram a linguagem não binária em suas gramáticas. Além disso, disponibiliza a cartilha “Linguagem Neutra de Gênero: o que é e como aplicar”. Nesse material você poderá se informar sobre como substituir alguns usos binários para ser inclusivo, não necessariamente fazendo uso de pronomes neutros. Também, nem sempre em todos os contextos. Vale a pena dar uma lida nesse conteúdo! 3 – Escrever ‘todxs’ ou ‘amig@s’ atrapalha softwares de leitura, dizem cegos Uma questão que frequentemente é levantada quando se fala do uso de linguagem neutra se refere à acessibilidade de pessoas cegas. Como ainda há muitas vozes sobre o assunto, muitos ainda não definiram de que maneira irão utilizar esse formato no dia a dia. No entanto, já se sabe que usar “x” ou @ para não marcação de gênero nas palavras dificulta a vida de cegos. Assim, cabe refletir sobre a tentativa de inclusão que , por fim, acaba excluindo uma parcela da comunidade que também consome conteúdos on-line. Acessando essa reportagem do G1, você saberá falar melhor sobre essa questão. 4 – Brasileirxs e brasileires: um ponto de vista da linguística sobre gênero neutro Neste material, um pouco mais acadêmico, mas mesmo assim acessível, a questão da linguagem neutra e inclusiva é tratada por pesquisadoras dentro da Universidade. Há referências para quem quiser aprofundar um pouco mais a leitura sobre esse assunto. O ponto de partida da discussão é a notícia divulgada na mídia em 2015 de diversos países sobre a inclusão do pronome de gênero neutro “hen” ao Dicionário da Academia Sueca. É importante notar que, contrariamente do que muitos pensam, essa discussão está efervescente em vários lugares do mundo. 5 – Série: Todxs Nós (HBO Brasil) https://youtu.be/JcghPPm0Ix8Trata-se de uma série em que a protagonista, Rafa, identifica-se como não binária. Os seus pais não entendem sua forma de ser. Por isso, ela vai para São Paulo em busca de mudar sua vida. Como você deve ter percebido no trailer, a linguagem neutra é utilizada na série e pode ser um bom exemplo para usar na redação. 6 – Dicionário adota pronome para pessoas Não-Binárias Neste vídeo, noticia-se que o dicionário mais antigo dos Estados Unidos reconheceu, oficialmente, o uso de palavra neutra para se referir aos “não-binários”. Além disso, mostra o sistema que se propõe adotar no Brasil. Posteriormente, a bancada comenta essas propostas, contrários à mudança ou levantando alguns questionamentos. Como a questão é bastante polêmica para alguns setores sociais, cabe conhecermos também como pensa quem acha que o uso de pronome neutro é uma “bobagem”, mesmo que não se concorde com isso.https://youtu.be/imQoEM0Y9wE 7 – 8 polêmicas sobre gênero neutro Neste vídeo, Jana Viscardi, que é linguista, rebate e explica algumas afirmações acerca do uso do pronome neutro. Assim, ela fala sobre as questões de gênero que estão no centro de disputas e tensões sobre a linguagem. No entanto, segundo ela, muitos não querem discutir de forma aberta, limitando a língua portuguesa à norma culta. Por exemplo, ela menciona a ideia de masculino genérico, deixando referências para que seja aprofundada a pesquisa sobre isso.https://youtu.be/TMNBbsV8LKcSugerimos que você pesquise no canal outros vídeos que tratam do mesmo tema para ampliar seu repertório . 8 – Meninx (Porta dos Fundos) O humor, frequentemente, apropria-se de discussões da sociedade para produzir obras que reflitam essa mesma sociedade. O intuito é sempre provocar, fazer com que nos enxerguemos de algum modo. Dessa forma, é produzido o riso. O Porta dos Fundos falou de linguagem neutra em um de seus vídeos. Claro, leva ao extremo a questão, utilizando também outras questões sociais da atualidade em seu esquete. O vídeo pode servir para exemplificar o uso do pronome neutro com pessoas que desconhecem esse modo de se expressar. Além disso, mostra como estamos acostumados com o modelo binário de construção dos gêneros.https://youtu.be/u_NneiwgresAgora você já possui algumas fontes para discutir melhor sobre o uso do pronome neutro em seu texto. Não esqueça de fazer a sua própria pesquisa, que corrobore o ponto de vista que você defenderá sobre o tema. Treine bastante! Até a próxima!

O uso de pronomes neutros tem provocado polêmicas, especialmente nas redes sociais. Mostre o que você pensa sobre isso, treinando a escrita da redação. Leia os textos motivadores. Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “O uso de pronomes neutros na língua portuguesa”. Use a modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Além disso, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. TEXTO 1 Linguagem neutra: proposta de inclusão esbarra em questões linguísticas (…) A linguagem neutra, ou linguagem não binária, não é obrigação imposta por nenhum movimento da causa LGBTQI+. No entanto, trata-se de uma discussão que propõe uma modificação na língua portuguesa para incluir pessoas trans não binárias, intersexo e as que não se identificam com os gêneros feminino e masculino. Assim, a ideia é criar um gênero neutro para ser usado ao se referir a coletivos ou a alguém que não se encaixa no binarismo. Para além do universo preto-no-branco das redes sociais, essa discussão vem crescendo nos últimos anos entre acadêmicos de linguística e estudos de gênero. Certamente, uma crítica comum é a dificuldade em implementar esse sistema na língua portuguesa e seus efeitos na aprendizagem e alfabetização. (…) Não é capricho A proposta de criação de um gênero neutro na língua portuguesa e de mudanças na forma com que nos comunicamos nem sempre é aceita, e costuma ser vista como “capricho”. Para Monique Amaral de Freitas, doutoranda em Linguística pela USP (Universidade de São Paulo), apresentadora do podcast “Linguística Vulgar” e colunista no blog “Cientistas Feministas”, o debate está longe de ser irrelevante. “Há dois problemas com esse tipo de afirmação. O primeiro é que ela pressupõe que a língua seria apenas um reflexo da sociedade, o que, a esse altura, no campo das ciências da linguagem, já sabemos que não é verdade. A relação entre língua e sociedade não é de mão única. As coisas que dizemos são, por elas mesmas, ações no mundo, elas têm consequências. O segundo problema é que refletir sobre a linguagem não nos impede de agir a respeito de outras questões”, explica. A implementação da linguagem neutra, portanto, seria uma forma de inclusão de grupos marginalizados. Isso é o que acredita Jonas Maria, de São Paulo, criador de conteúdo LGBTQI+ e graduado em Letras. “Não é uma simples mudança gramatical, mas uma mudança de perspectiva”, afirma. “Quando falamos em linguagem neutra, estamos falando sobre gênero, relações de poder. Sobre tornar visível uma parcela da sociedade que é sempre posta à margem: pessoas transgêneras”, disse Maria ao TAB. O masculino genérico A discussão sobre um gênero neutro na linguagem deriva do uso do gênero gramatical masculino para denotar homens e mulheres (“‘todos’ nessa sala de aula precisam entregar o trabalho”) e do feminino específico (“[Clarice Lispector] é incluída pela crítica especializada entre os principais autores brasileiros do século 20”). Na gramática, o uso do masculino genérico é visto como “gênero não marcado”. Ou seja, usá-lo não dá a entender que todos os sujeitos sejam homens ou mulheres — ele é inespecífico. Por ser algo cotidiano, é difícil pensar nas implicações políticas de empregar o masculino genérico. Porém, o tema foi amplamente discutido por especialistas como uma forma de marcar a hierarquização de gêneros na sociedade, priorizando o homem e invisibilizando mulheres. Então, o masculino genérico é chamado, inclusive, de “falso neutro”. Entretanto, essa abordagem não é unânime no campo da Linguística. Para muitos estudiosos, a atribuição sexista ao masculino genérico ignora as origens latinas da língua portuguesa. Fonte: https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/10/07/linguagem-neutra-proposta-de-inclusao-esbarra-em-questoes-linguisticas.htm TEXTO 2 Aula sobre “pronomes neutros” em escola do Recife gera críticas Imagens de uma aula ocorrida em um escola particular do Recife (PE) deixaram usuários de redes sociais atônitos. Isso porque a aula inovou com um slide sobre “pronomes neutros” e trouxe como exemplos os termos “obrigade”, “elu” e “chamade”. (…) O caso ocorreu durante uma aula da turma do 8º ano do Colégio Apoio. Ao veículo, uma funcionária informou que a atividade ocorreu em sala de aula. No entanto, o tema foi proposto pelos alunos. O slide afirma que o uso de pronomes neutros “são uma forma de nos referirmos a alguém de forma com que essa pessoa se sinta confortável. Precisamos respeitar o próximo. Isso inclui respeitar seus pronomes e a forma como elu se sente mais confortável em ser chamade”. Fonte: https://pleno.news/brasil/cidades/aula-sobre-pronomes-neutros-em-escola-do-recife-gera-criticas.html TEXTO 3 Pronomes neutros ganham espaço nas ruas, redes sociais e até em empresas BRASÍLIA – “Bom dia a todos, a todas e a todes.” Foi assim que a escritora Conceição Evaristo se dirigiu no último dia 7 ao público que lotou a Bienal do Rio. A saudação inclusiva, que acolhe não apenas homens e mulheres, mas também pessoas não binárias (que não se identificam nem com o gênero masculino nem o feminino), levou ao delírio o público do evento (…). Além disso, a referência a “todes” também lançou luz sobre a vida cada vez mais visível dos pronomes neutros no vocabulário utilizado no dia a dia – seja nas redes sociais, nas ruas ou na rotina empresarial. No dia 13, a questão voltou a ganhar o debate internacional. O cantor Sam Smith pediu em suas redes sociais para que as pessoas passem a usar os pronomes de gênero neutro da língua inglesa “they” e “them” para se referirem a ele. Certamente, o uso de uma linguagem neutra é uma das principais batalhas de Pri Bertucci, um dos poucos CEOs trans do País, que comanda a Diversity BBox, consultoria voltada para questões de gênero e sexualidade. “Você gostaria que alguém te chamasse de um gênero que não te representa? Você, homem, gostaria de ser chamado de ‘ela’? É isso que eu experimento todos os dias. As pessoas podem achar que (a questão da linguagem) é um capricho, mas não é”, diz Pri. “Vivemos em uma sociedade que não pensa em gênero para além de genital e que vê

Enriqueça seus textos com mais algumas músicas brasileiras para redação. Aumente seu repertório sociocultural e elabore argumentos consistentes com base na nossa cultura popular! No início deste mês, publicamos um artigo com sete canções para você usar como repertório sociocultural nas suas redações. Hoje, retomamos esse assunto para trazer mais algumas músicas brasileiras para redação. Assim, você ampliará seus conhecimentos sobre essa forma de arte tão valorizada mundialmente, além de ter insights sobre outras possibilidades de abordar temáticas diversas em seus textos. Então, coloque os fones de ouvido e aproveite para ouvir todas essas músicas brasileiras na íntegra. Pode confessar: estudar assim é unir o útil ao agradável, não é? 1 – Que país é este? https://youtu.be/CqttYsSYA3kA pergunta-título desta música, gravada pela banda Legião Urbana em 1987, é sempre lembrada e facilmente reconhecida por pessoas de qualquer geração. Diante de fatos absurdos ou inusitados que acontecem no Brasil, diversas vezes nos perguntamos: Que país é este? Embora tenha sido lançada quase no final da década de 1980, a canção, composta por Renato Russo, foi escrita em 1978. Naquela época, o autor ainda pertencia à banda Aborto Elétrico, que posteriormente se separou, gerando duas outras bandas reconhecidas na cena rock nacional (Legião e Capital Inicial). Em uma enquete no IG, em 2013, foi eleita a música de protesto mais marcante do país. Certamente, e infelizmente, seus versos ainda soam muito atuais. Nas favelas, no Senado Sujeira pra todo lado Ninguém respeita a Constituição Mas todos acreditam no futuro da nação Que país é esse? Quando foi escrita, o Brasil estava sob a ditadura militar, com Ernesto Geisel na presidência. Naquele ano, a Justiça responsabilizou a União pela morte de Vladimir Herzog. O General João Batista Figueiredo fora eleito pelo colégio eleitoral como novo presidente e seguiu dando andamento a uma série de ações cujo objetivo era realizar transição lenta, gradual e segura para a democracia. Que país é este? foi lançada no mesmo ano em que a Assembleia Constituinte estava sendo discutida no Congresso, dando origem à nossa Constituição de 1988. De fato, essa canção pode embasar discussões de cunho político, bem como falar da questão de desrespeito aos biomas e aos povos originários, situação que vivemos hoje em dia com as queimadas e a ganância advinda do agronegócio. Assim, afirma-se que “o sangue anda solto, manchando os papéis”. Sequencialmente, menciona que o Brasil vai ficar rico “quando vendermos todas as almas dos nossos índios num leilão”. 2 – Aluga-se https://youtu.be/d3iI-ktX2WI A solução pro nosso povo eu vou dá Negócio bom assim ninguém nunca viu ‘Tá tudo pronto aqui é só vim pegar A solução é alugar o Brasil Nós não vamo paga nada Nós não vamo paga nada É tudo free Tá na hora agora é free Vamo embora Dá lugar pros gringo entrar Esse imóvel tá pra alugar ah ah ah ah Composta por Raul Seixas e Cláudio Roberto Andrade de Azevedo, esta música brasileira foi sucesso e regravada por outros artistas, como os Titãs. Assim como a anterior, mesmo sendo de 1980, ainda reflete a realidade do Brasil. Dessa forma, serve como referência para demonstrar as características de uma política econômica voltada à valorização do que é “de fora” – uma fator propulsor para o chamado “complexo de vira-lata” que os brasileiros são acusados de possuir. Além disso, os trechos mostram o olhar predatório que investidores estrangeiros lançam sobre nossos abundantes recursos naturais. Versos sobre o fato de ter vista pro mar (o Atlântico como ponto estratégico para comércio) e a Amazônia mostrada como “jardim do quintal” reforçam essa ideia. 3 – Quanto Vale? https://youtu.be/U2kwUnA7tpYNo próximo dia 5 de novembro se completarão 5 anos do rompimento da barragem da mineradora Samarco no município de Mariana-MG. A enxurrada de lama deixou um rastro de destruição, muitas famílias desabrigadas e pessoas perderam a vida na tragédia. Além disso, os impactos ambientais foram incalculáveis. Em março de 2016, alguns meses depois, o grupo Djambê lançou o clipe da música Quanto vale? , composta logo após o “acidente”. Na época, houve mais de 1 milhão de acessos à canção na internet. Segundo o grupo, são destacados alguns dos principais personagens dessa história: empresários, políticos, imprensa e as vítimas. Monstro desceu corredeira (dizimando tudo a sua frente) Não tem medo de ninguém (de investigação nem de autoridade) Quase toda realeza (através do financiamento de campanha) Foi comprada com vintém Sai da frente camarada, que lixo tóxico não dá pra beber Querosene nem gelada, olha o nível dessa gente procê vê! A TV não fala nada, mas deles a gente devia esperar o quê? Tragédia desenfreada! E morre bicho, e morre gente e gente tentando esconder Assim, novamente temos uma música brasileira que retrata interesses políticos em detrimento de valores humanos e sociais, bem como a questão da impunidade e o papel da mídia diante disso tudo. Vale a pena ver e ouvir! 4 – Haiti https://youtu.be/4-t73SGpozwEm 1993, Caetano Veloso e Gilberto Gil lançaram Haiti, uma espécie de rap que denuncia a miséria e as desigualdades sociais e raciais no país. Assim, muitos temas perpassam a letra da música, entre eles podemos destacar: a escravidão e o seu legado na nossa sociedade, com a marginalização do cidadão preto, a violência policial sobre esse segmento, privação do ensino básico, incoerência nos discursos “pró-vida”, entre outros. Além disso, é uma letra que chama a atenção por sua estrutura gramatical, sintática e semântica, sendo algo de estudos da área de Letras e Literatura. É a música brasileira mais uma vez mostrando seu papel fundamental na nossa cultura! E na TV se você vir um deputado em pânico Mal dissimulado Diante de qualquer, mas qualquer mesmo Qualquer, qualquer Plano de educação que pareça fácil Que pareça fácil e rápido E vá representar uma ameaça de democratização Do ensino do primeiro grau E se esse mesmo deputado defender a adoção Da pena capital E o venerável cardeal disser que vê Tanto espírito no feto E nenhum no marginal E se, ao furar o sinal O velho sinal vermelho habitual Notar um homem
Saiba o que é um repertório sociocultural e como ele é avaliado nas redações. Aprenda a ampliá-lo para produzir textos fundamentados e se destacar na hora das provas! Ao ler uma proposta de redação, quem está treinando ou prestando alguma prova precisa estar atento para compreender o tema sobre o qual precisa escrever. Nessa hora, deve ser mobilizado o repertório sociocultural a fim de fundamentar os argumentos, especialmente em um texto dissertativo-argumentativo. Mas, afinal, o que é um repertório sociocultural e como ele pode ser importante para a redação? É sobre isso que vamos refletir neste artigo. Para que um texto seja bem avaliado, ele deve estar organizado, respeitando as estruturas do gênero e fazendo uso de uma linguagem objetiva. Porém, ele também precisa demonstrar que o autor possui segurança em relação ao assunto. Redações que são escritas sem embasamento sobre as ideias, normalmente, são genéricas, não conseguem desenvolver as informações. Assim, acabam apresentando muitas falhas no projeto de texto, o que significa que não houve eficiência na escolha da abordagem. Dessa forma, fica evidente que falta repertório sociocultural aos participantes que as produziram. Esse repertório tem a ver com o conhecimento de mundo de cada pessoa. Na vida escolar, ao menos de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), todos devem ter acesso a conteúdos determinados. Eles estão distribuídos em diversas áreas de conhecimento (Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Matemática). Além dessa vivência, mais acadêmica, há outros conhecimentos não curriculares que também moldam a nossa forma de ver o mundo. Isso acontece por meio dos filmes que assistimos, das músicas que ouvimos, dos livros que lemos. Certamente, há muitas outras experiências que acabam servindo como “bagagem”, enriquecendo nosso repertório sociocultural. Portanto, com base no que se afirmou anteriormente, podemos definir que esse repertório se refere a todos os conhecimentos adquiridos ao longo da vida. Uma pessoa bem informada sobre diversos assuntos (saúde, economia, história mundial etc.), muito provavelmente, terá menos dificuldades para elaborar uma boa argumentação. Quanto mais interesses tivermos, melhor será nossa capacidade de “dialogar” com os fatos da realidade. Qual a importância do repertório sociocultural na redação? No Enem, o repertório é importante para pontuar na competência 2, mas também é avaliado na competência 3. A partir do nível 3 da competência 2, os participantes sabem que não basta afirmar algo sem relacionar com dados e informações. O que diferencia um texto mediano de um texto excelente é a diversificação do repertório utilizado. Além disso, há propriedade ao selecionar, relacionar, organizar e interpretar as informações, os fatos, as opiniões e os argumentos em defesa do ponto de vista. Essa capacidade de convencer o leitor por meio de uma escrita estratégica é alvo de análise da competência 3. Assim, para se dar bem na prova de redação, sempre que for afirmar alguma coisa, é necessário informar uma fonte, apresentar um dado, uma referência. Trace analogias com fatos da história, com obras de literatura, com teorias filosóficas. Utilize reflexões a partir de filmes ou séries. Sempre há nas artes e culturas algo que pode servir para refletir sobre a realidade que nos cerca. No entanto, essas relações precisam extrapolar o conteúdo apresentado nos textos motivadores ou coletâneas das provas dos vestibulares. É a partir dessa novidade, desse “extra” que o participante imprime sua marca no texto, configurando a autoria. Ou seja, é a partir disso que o candidato se destaca e mostra por que seu texto merece ser lido (e receber uma boa nota). Lembre-se: Para ser considerado produtivo, o repertório sociocultural precisa ter relação estrita com o tema. Citações e conceitos “soltos”, não articulados à discussão proposta, são avaliados em níveis mais baixos. Caso não seja baseado apenas nos textos motivadores, um texto pode apresentar repertório não legitimado ou legitimado. O primeiro é aquele em que o participante utiliza informações, fatos, situações e experiências vividas SEM respaldo nas Áreas do Conhecimento (científicas ou culturais). Isso acontece, por exemplo, quando se afirma que há um crescimento no número de analfabetos e não se apresenta nenhum dado que confirme isso. É comum também o uso de expressões vagas, como “sabe-se”, “comenta-se”, “percebe-se”. Não se esqueça: tenha certeza do que está falando e apresente fundamentação! Já uma redação com repertório legitimado é aquela que utiliza informações, fatos, situações e experiências vividas COM respaldo nas Áreas do Conhecimento. De acordo com o Inep, estes são exemplos de repertórios legitimados: – conceitos e suas definições; – informações, citações ou fatos e/ou referências a Áreas do Conhecimento, tais como: • fatos ou períodos históricos reconhecidos; • referência a nomes de autores, filósofos, poetas, livros, obras, peças, filmes, esculturas, músicas etc.; • referência a Áreas do Conhecimento e/ou seus profissionais, como Sociologia/sociólogos, Filosofia/filósofos, Literatura/escritores/poetas/autores, Educação/educadores, Medicina/médicos, Linguística/linguistas etc.; • referência a estudos e/ou pesquisas; • referência a personalidades, celebridades, figuras, personagens etc., desde que conhecidos; • referência aos meios de comunicação conhecidos, como redes sociais, mídia, jornais (O Globo, Revista Veja, Rede Globo, Folha de S. Paulo etc.) Agora que você já sabe o que é e como ele pode ser importante para atingir o seu 1000 (por que não?), anote algumas dicas para ampliar o seu repertório sociocultural: Assista a documentários sobre assuntos da atualidade e também os históricos, para conhecer o passado. Conheça as manifestações da cultura popular na sua região. Leia obras literárias e não literárias. Pense de que forma elas se relacionam com fatos do momento. Cultive o hábito de ler as principais notícias do dia, preferencialmente em mais de uma fonte. Analise como a mesma informação pode ser contada de diferentes formas. Faça fichamentos por eixos temáticos com as principais teorias, conceitos e autores que você conhece. Estude e treine muito a redação, especialmente sobre temas que você não domina. Ao fazer a pesquisa para produzir um texto, você já estará ampliando o seu repertório sociocultural. Agora é com você! Estamos na torcida para que este conteúdo auxilie a melhorar o uso dos seus conhecimentos nas suas próximas redações! Até a próxima!

Os impactos do movimento antivacina são o tema da redação desta semana. Preparamos uma lista para você aprofundar os conhecimentos sobre o assunto e demonstrar repertório sociocultural pertinente no seu texto. Clique aqui para conferir o tema ”Impactos do movimento antivacina à saúde”! Para desenvolver o tema desta semana, você precisa conhecer bem o assunto e ler as notícias recentes que apontam o movimento antivacina como um risco à saúde pública. No entanto, busque entender também porque algumas pessoas não acreditam na importância da vacinação. A partir disso, selecione os argumentos que irão defender o seu ponto de vista. Assim, para ajudar nessa tarefa, acesse algumas das nossas sugestões a seguir. Lembre-se de fazer a sua própria pesquisa sobre o assunto e treine bastante! Boa leitura! 1. Documentário: Pandemia (Netflix, 2020) Embora todos estejamos exaustos de falar sobre pandemia, em um momento em que o mundo está ansioso pela descoberta de uma vacina para o novo coronavírus é inevitável saber mais sobre isso. A Netflix lançou neste ano a série documental PandemInclusão de autistas no Brasil |ia, em 6 episódios. Nela, é mostrada a rotina de especialistas no combate à gripe e cientistas preveem que uma pandemia devastadora estava prestes a acontecer. E não é que estavam certos? No episódio dois, é mostrado como o debate sobre vacinação se intensifica. No quatro, o discurso antivacina provoca ataques a médicos e profissionais de saúde no Congo. Vale a pena conferir! 2. Explicando: A próxima pandemia (Netflix, 2019) Em 2019, quase profeticamente, um episódio da segunda temporada da série “Explicando” abordou a iminência de uma nova pandemia. Assim, de forma didática, direta e simples, você compreenderá como pandemias de gripe nascem e se tornaram cada vez mais constantes no planeta. A partir disso, reflita a respeito da importância da ciência e da imunização em massa para a prevenção de doenças contagiosas. 3. Vídeo: Vacinas fazem mal? Nostalgia Ciência (2018) https://youtu.be/UM_mnIhHOXsNeste vídeo do Canal Nostalgia, de Felipe Castanhari, é mostrado como surgiu a vacina da varíola e também é comentado sobre o funcionamento das vacinas no organismo. Ele menciona o crescimento do movimento antivacina que associa a vacina tríplice viral ao autismo. Tal movimento teve início com a publicação, em 1998, do estudo do médico britânico Andrew Wakefield. No entanto, anos mais tarde, descobriu-se que o médico havia forjado os resultados da pesquisa. Contudo, o estrago já havia sido feito. Até hoje, os reflexos dessa publicação estão presentes nas ideias de quem não acredita nos avanços da ciência e dissemina fake news. O vídeo tem cerca de 12 minutos e é bastante didático! 4. Vídeo: Movimento antivacina começou com um médico: Andrew Wakefield | Meteoro por trás da ciência Se você tiver curiosidade em saber mais sobre o médico que deu munição ao movimento antivacina, assista a esse vídeo disponível no Youtube. Nele, comenta-se como foi feito o estudo de Wakefield e como ele conseguiu publicá-lo em uma das maiores revistas médicas do mundo, a Lancet. Ademais, mostra como a pesquisa gerou constrangimento à revista e fez com que o médico perdesse a sua licença. Porém, ele ganhou uma legião de “seguidores”, gerando polêmicas nas mídias e fortalecendo ideias deturpadas sobre a vacinação. 5. Artigo: União Pró-Vacina produz material sobre como lidar com o negacionismo científico Por meio de postagens em redes sociais, um grupo de divulgação científica da USP propõe estabelecer um diálogo saudável com quem prefere se pautar em ideologias pessoais e conspiracionistas. Assim, mesmo que o foco do material seja o movimento antivacina, as dicas servem para tópicos como a pandemia de covid-19 até o aquecimento global. Além disso, o material oferece links com evidências científicas contra as ideias falsas defendidas pelos negacionistas. A fim de melhorar sua argumentação na redação, acesse também as artes produzias pelo grupo, disponíveis ao final do artigo. 6. Reportagem: Universo antivacina se expande em plena pandemia e aumenta desinformação A partir desta matéria, publicada no portal UOL, é mostrado como, mesmo sem ainda existir uma vacina contra a covid-19, o movimento antivacina já atua distribuindo desinformação. Conforme a notícia, houve o reaparecimento de antigas teorias conspiratórias sobre o tema. Além disso, com a covid-19, houve uma confluência entre antivacinas, antimáscaras e anticonfinamento. Todos esses grupos agem em nome nome da liberdade individual contra as autoridades, uma ideologia muito presente nos Estados Unidos. Certamente, essa forma de pensar tem reverberado em outros países, incluindo o Brasil. Leia o conteúdo na íntegra e pesquise mais sobre isso na internet. 7. Artigo: O que foi a Revolta da Vacina, e quais suas semelhanças com o mundo de 2020 Para quem gosta de citar referências históricas na redação, esse conteúdo pode ajudar bastante, especialmente quando falamos de uso produtivo do repertório. De fato, não basta apenas mencionar o acontecimento, é preciso estabelecer uma relação clara entre ele o tema proposto. Neste artigo, você vai entender como a Revolta da Vacina pode apresentar semelhanças com o mundo em que vivemos hoje, o qual vê na vacina para covid-19 a única chance de um retorno à normalidade. Porém, nem todas as pessoas estão de acordo com isso e negam a ciência. Por certo, além de ficar mais preparado(a) pra escrever o seu texto, você relembrará assunto visto nas aulas de História. Não só acesse essas nossas sugestões, como também aprofunde sua pesquisa a partir do que destacamos aqui. Lembre-se de que a escolha de repertório pertinente ao tema garantirá sua boa nota da redação. Parafraseando Vinícius de Moraes: as redações baseadas nos textos motivadores que nos desculpem, mas ter uma argumentação consistente é fundamental!

Reflita sobre o movimento antivacina e sobre como ele tem afetado a saúde da população em diversas sociedades. Desse modo, defenda seu ponto de vista a respeito desse assunto, treinando a escrita da redação. Leia os textos motivadores. Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Impactos do movimento antivacina à saúde”. Use a em modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Além disso, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. TEXTO 1 Primeiros movimentos antivacina da história tinham medo de virar gado Movimento antivacina é algo tão antigo quanto a própria vacina. E seus primeiros adeptos morriam de medo de virar gado. Amplificada hoje pela grita virtual, a resistência à imunização começou tão logo o naturalista britânico Edward Jenner usou uma lâmina para inocular, por um pequeno arranhão, o vírus da varíola bovina numa criança saudável. Assim, nascia a blindagem pioneira contra a varíola humana, que matava quase meio milhão de pessoas por ano naquele fim do século 18. Na época, muitos grupos foram contra a primeira vacina da humanidade, afirma Nathalia Pereira, da União Pró-Vacina, ligada à USP Ribeirão Preto. “Diziam que havia transferência para o homem de doenças que acometiam os animais, além de ‘bestializar’ os vacinados, dando fisionomia de vaca.” Portanto, fake news acompanham esta história desde seu início. Porém, a desinformação não é catapultada apenas por quem, por má-fé ou ignorância, arma cruzadas contra um método que protegeu bilhões de vidas desde sua criação. Certamente, motins provocados por mutirões de saúde truculentos, sensacionalismo midiático, fraudes científicas e até um desastroso plano da CIA para caçar um dos maiores terroristas contemporâneos ajudam a entender por que há entre nós tantos “antivaxxers”, outro nome para quem repele a ideia da vacinação. Contudo, essa rejeição explica em parte o Brasil não ter atingido, pela primeira vez no século, a meta para nenhuma das principais vacinas recomendadas a crianças de até um ano, segundo dados de 2019 do Programa Nacional de Imunizações. Mas, se hoje o país tem um presidente que, no meio da pandemia, diz que ninguém é obrigado a se vacinar contra a Covid-19, a relutância nacional vem lá dos anos 1800. Cisma importada, é verdade. Em 1808, uma publicação lusitana que levantava a hipótese de vacinas transmitirem doenças bovinas assustou o império brasileiro. “E o clero português afirmava que os vacinados recebiam o próprio demônio no corpo, e suas almas eram roubadas”, diz Pereira. Parcelas religiosas dão até hoje sua contribuição para os “antivaxxers”, afirma Dayane Machado, doutoranda da Unicamp que pesquisa o tema. “Os dois principais boatos ligados à religião: a) as vacinas – todas ou algumas – contêm fetos abortados; b) associar a vacina contra o HPV à promiscuidade, como se incentivasse a iniciação precoce da vida sexual.” A vacinação compulsória, com uso de força física ou de mecanismos como impedir a matrícula de uma criança não imunizada na escola, colaborou para uma má fama histórica da técnica. “Aí entraram em jogo as liberdades individuais”, diz Machado. “A partir da obrigatoriedade é que surgiram as ligas antivacinação, pessoas que se organizavam pra protestar contra as medidas do governo.” De fato, o problema é que, para doenças contagiosas, a pessoa que decide não se vacinar não põe em risco apenas a si própria. Há grupos cujo perfil não permite fazê-lo, como imunodeprimidos ou grávidas, em alguns casos, e eles ficam vulneráveis. Além disso, há a sobrecarga nos sistemas de saúde. Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/saude/primeiros-movimentos-antivacina-da-historia-tinham-medo-de-virar-gado/138216/ Texto 2 “Vacinação é uma questão de responsabilidade social”, afirma cientista da Unicamp A queda na cobertura vacinal do Brasil, que ganhou destaque na atualidade, pode fazer o país reviver surtos de doenças antes tidas como controladas, assim como ocorre nos últimos tempos com os casos de sarampo e febre amarela. O alerta é do pesquisador e professor Luiz Carlos Dias, do Instituto de Química da Universidade de Campinas (Unicamp). Desse modo, ele, que também é membro da Academia Brasileira de Ciências e integrante da força-tarefa criada pela Unicamp para o combate à covid-19, ressalta ainda que é necessário mobilizar e sensibilizar toda a sociedade para a compreensão do que significam as vacinas e os seus benefícios. “Respeitar a vacinação é uma questão de responsabilidade social. Ela é coletiva, é uma questão de empatia, de respeito à vida”, lembra o professor, que conversou ainda sobre outros pontos relacionados ao tema, como o grau de segurança dos imunizantes, as etapas pelas quais passam uma candidata à vacina e a percepção pública que se tem da ciência no Brasil. Em entrevista ao programa Bem Viver, da Rádio Brasil de Fato, Dias chamou a atenção para os riscos do movimento antivacina. Apontada como um dos fatores que levaram à redução da cobertura de imunizações no país, a mobilização ganha fôlego em meio ao avanço da extrema direita, que, no Brasil e no mundo, tenta desacreditar a ciência e os pesquisadores. “Precisamos realmente de todos neste momento pra que a gente possa combater esse movimento antivacina, que não é forte no Brasil, mas já vem crescendo, infelizmente”, afirma o especialista, ao realçar a importância de se ter a informação como arma contra o problema. Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2020/10/14/vacinacao-e-uma-questao-de-responsabilidade-social-afirma-cientista-da-unicamp Texto 3 Dia Nacional da Vacinação: por que imunização é importante? (…) A invenção das vacinas significou uma revolução na saúde pública e até mesmo na história da humanidade ao proteger a população de uma série de doenças. Assim, estima-se que cerca de 3 milhões de vidas sejam salvas anualmente por conta da imunização, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). No Brasil, o SUS (Sistema Único de Saúde), por meio do PNI (Programa Nacional de Imunizações), garante o acesso gratuito a 19 vacinas, que protegem, assim, contra mais de 40 doenças. Portanto, graças a essa estratégia de saúde pública, doenças infecciosas como a poliomielite e a varíola foram erradicadas de todo território nacional. Além destas, meningite, difteria, tétano, coqueluche, sarampo, caxumba, rubéola, hepatites virais, gripe, pneumonia,
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