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Privilégio, um substantivo bastante comum, apesar de abstrato e é justamente o fato de privilégio ser substantivo abstrato que nos chama a atenção. O que é privilégio? Quem ou o que define um privilégio? Os privilégios são variáveis? E dependeriam de quê? O que seria consciência de privilégios? Pois é, você já deve ter percebido que um tema como a conscientização de privilégios dá, como dizem ou diziam nossas avós, “pano para manga”, para não dizer para a peça inteira. Socialmente, existem sim parâmetros e critérios para que se defina o que é ou não um privilégio, mas, ao abordar um tema assim, tão complexo, tenha em mente que essa definição também passa por um contexto pessoal e, por isso, individual. Por se tratar de um treino para uma redação de grande porte na sociedade, como a redação do ENEM e dos vestibulares, adotaremos nas sugestões abaixo os princípios sociais do que é considerado privilégio. É importantíssimo ainda que você se lembre de que acesso à educação, moradia, lazer, saúde, cultura e segurança não são privilégios, mas sim direitos a todo cidadão brasileiro, independentemente de seu contexto, mesmo que esses direitos não sejam respeitados na grande parte das vezes, infelizmente. CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! 1- Artigo on-line sobre os conceitos de privilégio. Disponível em: sandra caselato – afinal o que é privilégio Acesso em: 16/07/2020. Já que começamos este roteiro falando um pouco sobre o conceito variável do termo “privilégio”, nada mais justo do que indicarmos primeiramente esta leitura. Neste artigo, a psicóloga Sandra Caselato faz um levantamento do uso do substantivo privilégio em segmentos diversos e traz várias sugestões de contextualização a respeito do assunto. Se você tem dúvidas sobre o que é ou deixa de ser um privilégio social, não deixe esta sugestão passar em branco e corra para fazer a leitura. Com certeza, você sairá dela muito mais esclarecido (a). 2- Artigo on-line sobre privilégio vinculado à questão racial. Disponível em: revista trip – stephanie ribeiro sobre ser uma negra com privilégios Acesso em: 16/07/2020. O artigo é de 2017, mas continua nos fazendo refletir sobre privilégios (que, pensando mais a fundo, são mais direitos do que privilégios) que nos são tão naturais que acabamos nem mesmo os considerando enquanto privilégios. O artigo traz um pouco da visão pessoal de Stephanie Ribeiro, uma jovem que soube analisar a situação de maneira positivamente crítica e que enriquece nossa forma de olhar para o assunto. 3- Artigo de jornal sobre consciência de privilégios vinculada à classe e raça. Disponível em: folha uol – combate a racismo exige reconhecimento de privilégios da branquitude Acesso em: 16/07/2020. Ainda na linha das discussões sobre privilégios ligados à questão racial, o artigo da Folha traz uma nova vertente: a análise dos privilégios à luz das classes sociais. Se você leu as referências até aqui, certamente deve ter notado que a consciência de privilégio anda de mãos dadas com a consciência das diferenças sociais existentes entre raças e classes. É impossível considerar-se privilegiado sem reconhecer que há outros grupos que não têm acesso às mesmas coisas que eu e que isso acontece muito por conta da cor de sua pele ou de sua condição socioeconômica. 4- Matéria de página on-line sobre a definição de consciência de classe. Disponível em: café com sociologia – consciência de classe Acesso em: 16/07/2020. Quando falamos de consciência de classe, na verdade estamos tratando de um termo especialmente complexo e que pertence aos ramos da Sociologia (principalmente), da Filosofia e da Psicologia. Nesta matéria, o autor Cristiano das Neves Bodart apresenta o conceito de consciência de classe à luz de Karl Marx, além de completar o texto com outras referências de leitura para quem quiser saber mais. As teorias de Karl Marx são extremamente relevantes e podem te auxiliar a construir redações sobre muitos temas, por isso, saber um pouco mais sobre ele é uma boa ideia. 5- Artigo on-line sobre o privilégio em tempos de pandemia. Disponível em: brasil elpais – jovens tem choque de consciência sobre privilégios e injustiças Acesso em: 16/07/2020. É assustador pensar, mas toda a situação imposta por conta da pandemia causada pela Covid-19 trouxe ainda mais à tona as desigualdades e discrepâncias que existem em nosso país. E se as dissonâncias foram ressaltadas, os privilégios de um grupo em detrimento de outros também. No artigo de El País, quatro jovens contam como tem sido suas experiências durante o período de isolamento social e quarentena estabelecidos no Brasil e como as situações vividas têm as ajudado a entender quanta injustiça e privilégio há em terras brasileiras. 6- Levantamento on-line sobre homicídios no país. Disponível em: ponte org – brasil mata cada vez mais negros mulheres e lgbts Acesso em: 16/07/2020. Sabemos que vocês precisam de dados para sustentar as argumentações das redações e por isso selecionamos este levantamento. Nele, temos em números aquilo que todo mundo já sabe: negros, mulheres e pessoas que pertencem ao grupo LGBTQIA+ sofrem muito mais violência e são mortas com mais frequência, mesmo nos dias atuais. 7- Indicações de documentários sobre privilégios. Disponível em: revista trip – 16 documentários para entender seus privilégios Acesso em: 16/07/2020. Documentários são outra forma incrível de adquirir conhecimento sobre os mais variados assuntos e a revista Trip selecionou “só” 16 documentários que tratam da temática dos privilégios em diversos contextos. 8- Série Cara Gente Branca. Disponível até a terceira temporada na Netflix. Ano da primeira temporada: 2017. Se você nunca ouviu falar desta série, está na hora de ficar por dentro de sua temática. Resumidamente, alunos negros de uma universidade norte-americana bastante tradicional passam por diversas situações delicadas por apenas um motivo: serem negros. Além disso, a série estampa os privilégios reservados à comunidade branca da universidade, que, mesmo sendo fictícia, assemelha-se, e muito, à realidade. 9- Série Elite Disponível até a terceira temporada na Netflix. Ano da primeira temporada: 2018. Ao contrário da série indicada acima, Elite é mais centrada na oposição entre classes sociais e religiões, que constitui todo
Leia os textos motivadores sobre consciência de privilégios abaixo para desenvolver a produção textual que se pede. Texto 1 sobre consciência de privilégios Não somos todos iguais Você não tem culpa pelos privilégios que tem. Mas uma forma de ajudar é se tornar responsável por eles por Carolina Nalon 22.06.2017 Por muito tempo, eu, que me considero uma pessoa cabeça aberta e livre de preconceitos, achei que a melhor forma de defender os direitos humanos era lembrar que somos todos iguais. Por isso, quando comecei a trabalhar com comunicação não violenta [um processo que guia a resolução de conflitos no mundo todo e foi criado pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg, que morreu em 2015], espalhei aos quatro ventos a importância de uma sociedade mais empática. Fiz isso porque meus próprios relacionamentos haviam melhorado com a prática. Até que saquei um porém. Ele reside, por exemplo, no encontro entre um homem branco hétero de classe alta e uma mulher negra gay e pobre que clama agressivamente pelos seus direitos. Nessa situação, é possível que o homem diga: “Ela não vai conseguir o que quer falando desse jeito! Precisa aprender sobre empatia”. O julgamento, ainda que bem intencionado, ignora a diferença histórica e social dos dois, que têm pontos de partida bem diferentes. Pensando nisso, percebi que falar em empatia esquecendo dos privilégios pode ser perigosíssimo. Na minha vida, demorei para entender que eu sou uma pessoa privilegiada. Afinal, minha família tem a típica história brasileira: meu pai saiu da fazenda onde morava em Minas Gerais com 13 anos e só foi calçar o primeiro par de sapato quando se tornou metalúrgico em São Paulo. Minha mãe trabalhou desde os 14 anos, muitas vezes em dois empregos, para conseguir conquistar o que tem hoje. Nossa história foi de muito esforço e, porque estou completamente enredada nela, é fácil para mim imaginar que não tivemos privilégio algum. Mas basta um exercício rápido de consciência para perceber que seria muito mais difícil para minha mãe conseguir aquele primeiro emprego caso ela fosse negra. Existe um exercício chamado “caminhada dos privilégios” que ajuda a entender os privilégios que temos ou não, e como estamos posicionados em relação a pessoas de diferentes grupos da sociedade. Um grupo de pessoas fica de mãos dadas e a partir de uma lista de frases anda para frente ou para trás. Coisas como “Se você não passa nenhuma parte do mês no cheque especial, dê um passo para frente” ou “Se você já teve um apelido baseado em sua cor de pele, dê uma passo para trás”. Em geral, no fim do exercício, as pessoas sentem vergonha: de ficar para trás ou, ao contrário, de ficar muito à frente. Os mais privilegiados chegam a sentir culpa. Mas a verdade é que isto não é sobre as pessoas individualmente. Já sei que você tem um bom coração, mas, agora, vamos mudar o disco. Está na hora de começar a tencionar suas próprias convicções para se posicionar também a favor de quem é menos privilegiado que você. Senão vamos continuar vendo o cenário doido do homem branco reclamando da falta de gentileza da mulher negra. Não me leve a mal, sou a favor de que todos saibam reivindicar seus direitos de forma não violenta, mas já explicava Rosenberg: “Por trás de toda agressão existe uma necessidade não atendida”. Portanto, se você é homem, sugiro que diga a uma mulher: “Só hoje fui sacar o quanto tenho privilégios pelo fato de ser um homem nesta sociedade machista”. Faça a experiência e veja a expressão do rosto dela mudar. O mesmo pode ocorrer entre uma mulher branca e outra negra. Dá um alívio enorme quando outras pessoas reconhecem as dificuldades por que passamos. Veja bem, você não tem culpa pelos privilégios que tem, eles lhe foram dados sem escolha. Mas uma forma de ajudar agora é se tornar responsável por eles. Como? Parando de cobrar que todos sejamos iguais. Enquanto não entendermos que passamos por processos históricos atrozes e desiguais e acharmos que o discurso da meritocracia funciona por si só, estamos condenados a uma sociedade cada vez mais violenta. Ainda temos séculos de injustiça social para consertar e você pode ajudar nisso. Reconhecer nossos privilégios em praça pública é o maior exercício de empatia que podemos fazer. Fonte: revistatrip / Acesso em 16/07/2020. Texto 2 Fonte: moises cartuns wordpress / Acesso em 16/07/2020. Com base nos textos motivadores, somados a seu conhecimento a respeito do assunto, redija uma dissertação argumentativa na norma culta da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema: A importância da consciência de privilégios. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: A importância das redes de relacionamento on-line para os movimentos sociais Tema de redação: Estereótipos na mídia e na literatura Tema de Redação: Os desafios dos atletas paraolímpicos no Brasil Tema de Redação: Os direitos e a condição das mulheres transgênero no Brasil Tema de redação: Os desafios para manter um sistema de saúde público no Brasil Tema de redação: A submissão feminina na sociedade

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica muito legal para vocês: como usar a série CONTROL Z nas suas redações! Já pegue o caderno para anotar os temas que estão presentes na série! SÉRIE: CONTROL Z 2020- • 1 temporada • 40min • 18+ Sinopse: “Depois que um hacker vaza segredos de estudantes para toda a escola, Sofia decide descobrir a identidade do hacker misterioso antes que mais segredos sejam revelados.” PROTEÇÃO DE DADOS “Control Z” gira em torno de uma escola em que a rede Wi-Fi não é devidamente segura e permite a um hacker acessar os dados privados de estudantes e posteriormente vazá-los, causando desconforto. BULLYING Luis, um menino tímido e artístico, é mais uma vítima da cultura do bullying nas escolas, rotineiramente agredido e zombado por Gerry e seus amigos. TRANSFOBIA A primeira vítima do hacker é Isabela, uma aluna transsexual que muda de cidade para recomeçar, mas agora vê seu passado de volta à tona e, com ele, o preconceito. HOMOFOBIA No caso de Gerry, é revelado que seu histórico de pesquisas incluía vídeos íntimos homossexuais, e vê-se a homofobia tanto em sua refutação quanto na humilhação por seus amigos. CORRUPÇÃO/VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Raúl vê o escândalo político de corrupção de seu pai, ex-governador, sendo exposto pelo hacker. Quando chega em casa, seu pai está furioso e abusa da força física contra o filho. AUTOMUTILAÇÃO A protagonista, Sofia, sofre de traumas com a morte de seu pai e antissociabilidade, desenvolvendo um comportamento grave: a frequente automutilação, tanto em casa quanto na própria escola. CUIDADO! SPOILERS DA 1ª TEMPORADA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA Após um caso com Pablo, Maria descobre que está grávida e entra em pânico. Ao contar para o amante, ele vira às costas e diz que o problema é dela, não dele. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “A questão da privacidade dos cidadãos na internet” Na série mexicana “Control Z”, um hacker consegue acessar os celulares dos alunos do Colégio Nacional e inicia uma série de vazamentos constrangedores. Para tanto, a falta de segurança na rede sem fio da instituição é apontada como uma das maiores causas. Fora da ficção, é clara a necessidade de maior proteção dos dados pessoais tanto pelos provedores quanto pelos usuários. Afinal, certas coisas não podem ser desfeitas pelo comando “control-Z”. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi LEIA MAIS: Como usar a série DARK em suas redações Como usar a série The Society em suas redações Como usar a série GAME OF THRONES em suas redações Como usar a série VIS A VIS na redação? Como usar a série COISA MAIS LINDA nas redações Como usar a série PRETTY LITTLE LIARS em suas redações

Falamos muito por aqui sobre as melhores formas de garantir uma belíssima nota 1000 em sua redação do ENEM, e, tão importante quanto ter ferramentas para escrever bem, é saber como sua redação será corrigida, saber como é a famosa correção da redação do Enem. A correção da redação do ENEM é estruturada em competências e a escolha do termo competências já nos conta bastante sobre o principal objetivo da produção textual deste teste. Espera-se que o aluno tenha sim conteúdo e repertório para dissertar a respeito do tema selecionado, mas, além de saber sobre o tema, é essencial que ele saiba como usar todos os recursos da língua a fim de expressar da melhor maneira possível seu ponto de vista, seus argumentos e sua proposta de intervenção. As competências para a correção da redação são divididas em cinco quesitos e cada uma dá conta de avaliar uma forma de aplicação da língua ou de desenvolvimento do tema. Sabendo que a nota máxima a se alcançar é a de 1000 pontos, fica fácil compreender que cada competência equivale à nota máxima de 200 pontos, sem nenhuma prevalência de uma competência em detrimento da outra. Todas têm exatamente o mesmo peso na composição da nota final. Os conceitos alcançados em cada uma das competências podem variar em pontuação entre 200, 160, 120, 80, 40 e 0 pontos (diferença de 40 pontos em cada uma das escalas). Ao contrário do que muita gente pensa, os padrões de correção são fixos e são seguidos por todos os corretores. Cada competência tem a descrição de quais critérios compõem cada nível de pontuação. Os corretores, que, necessariamente, são profissionais formados na área de Letras, passam por treinamento unificado para que possam dominar e obedecer aos padrões de correção. Para evitar qualquer injustiça, todas as redações são corrigidas por dois corretores diferentes, sem que um tenha acesso à correção do outro. Não pode haver discrepância entre as correções (diferença igual ou superior a 80 pontos por competência) e a nota final é a média entre as duas notas. Havendo discrepância entre as correções, a redação será corrigida por um terceiro corretor. Permanecendo a discrepância, é montada uma banca com três outros corretores e a nota é fechada com base na média entre as correções da banca. Redações com nota 1000 também passam pela avaliação da banca. Os candidatos, independentemente do conceito final, têm acesso ao espelho da correção da redação. Todas as informações estão disponíveis de forma bastante clara e detalhada no portal do Ministério da Educação, mas também trouxemos para vocês um resumo sobre os principais tópicos a respeito da correção da redação. Correção da redação do Enem: As cinco competências avaliativas da redação Você perceberá que as competências estão organizadas numa ordem gradativa, tanto com relação aos níveis de dificuldade e aprofundamento, quanto acerca das próprias partes de um texto dissertativo-argumentativo. Nesta competência, o candidato deverá demonstrar, por meio da forma como escolheu redigir seu texto, se domina ou não o padrão considerado culto da Língua Portuguesa. Mas o que isso quer dizer na prática? Essencialmente, o autor do texto precisa ter em mente que a norma culta leva em conta as regras gramaticais, ortográficas e de pontuação, não admite abreviações nem termos informais. É praticamente como andar com a gramática e o dicionário embaixo do braço. No caso das gírias ou expressões próprias da oralidade, o uso só será aceito se houver relação direta com o tema e mesmo assim enquanto exemplificação. As pontuações são aferidas da seguinte forma: – 200 pontos: Domínio excelente; – 160 pontos: Bom domínio, com poucos desvios;. – 120 pontos: Domínio regular, mediano, com alguns desvios; – 80 pontos: Domínio insuficiente, com muitos desvios; – 40 pontos: Domínio precário, com muitos desvios. Falta de domínio das convenções escritas da língua. – 0 ponto: Desconhecimento da modalidade culta escrita da língua. Note como a competência II está intimamente ligada ao que é escrito na introdução e no desenvolvimento. A introdução é o primeiro momento que o candidato tem para demonstrar sua compreensão a respeito da proposta de redação e o desenvolvimento, para atender à estrutura de um texto dissertativo-argumentativo, é o espaço destinado para fazer links com diversas áreas do conhecimento a fim de ampliar e aprofundar o que foi dito na introdução. Um erro bastante comum que faz muita gente perder pontos nesta competência é a repetição do tema na introdução, bem no estilo “hoje vamos falar sobre…”. Lembre-se: a competência avalia se você compreendeu a proposta e não como está sua habilidade de cópia. É também na competência II que a obediência à estrutura do texto dissertativo-argumentativo é avaliada. As pontuações da competência II são assim divididas: – 200 pontos: Desenvolvimento do tema por meio de argumentação consistente. Repertório sociocultural excelente e domínio excelente do texto dissertativo-argumentativo; – 160 pontos: Desenvolvimento do tema por meio de argumentação consistente. Bom repertório sociocultural. Bom domínio da estrutura do texto dissertativo-argumentativo; – 120 pontos: Desenvolvimento do tema por meio de argumentação previsível. Repertório sociocultural mediano. Domínio mediano da estrutura do texto dissertativo-argumentativo; – 80 pontos: Desenvolvimento do tema por meio de cópia de trechos dos textos motivadores e/ou domínio da estrutura do texto dissertativo-argumentativo e repertório sociocultural insuficientes; – 40 pontos: Tangenciamento do tema e/ou domínio da estrutura do texto dissertativo-argumentativo e repertório sociocultural precários. Apresenta trechos de outro gênero textual. – 0 pontos: Fuga ao tema ou não atendimento à estrutura do texto dissertativo-argumentativo. Caso isso ocorra, a redação é automaticamente zerada, sem análise das demais competências. Esta é propriamente uma competência que avalia a qualidade da sustentação de seus argumentos, quais fontes foram usadas, qual a relevância delas e como elas se relacionam com o tema geral e com o ponto de vista do candidato. Os conceitos são definidos conforme demonstramos a seguir: – 200 pontos: Apresentação de informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto de forma consistente e organizada, configurando autoria; – 160 pontos: Apresentação de informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto de

O tema desta semana tem uma carga emocional muito grande, afinal, quando falamos de famílias e suas relações, o famoso abandono paterno no Brasil, isso sempre nos causa um sentimento empático, mesmo que não tenhamos vivido a situação em questão. Pode ser que você nunca tenha pensado no abandono paterno enquanto um problema social em nosso país, principalmente se você não viveu ou não conheceu alguém que passou por isso, mas os altos índices (e cada vez mais crescentes) têm feito com que o tema se torne um assunto relevante a ser discutido. Tenha em mente que a proposta desta redação é abordar a temática num âmbito social, por isso, experiências pessoais ou de pessoas próximas devem ser analisadas com bastante critério para que você possa decidir se, de fato, elas devem ou não compor seu texto. Por ser um tema recorrente, antigo, mas sobre a qual temos ouvido falar pouco nos meios midiáticos, selecionamos para você várias referências com índices e pesquisas quantitativas sobre o assunto. Esperamos que as indicações te ajudem a construir um excelente texto. CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! 1- Matéria on-line sobre projeto social de procura aos pais. Disponível em: uol – vivemos uma epidemia social de abandono paterno, diz promotor Acesso em 08/07/2020. Como os índices de abandono paterno são frequentes e cada vez mais altos, o Poupatempo de Itaquera-SP criou um projeto em que as pessoas podem procurar por seus pais gratuitamente. O objetivo central do projeto é tentar diminuir os números alarmantes de filhos que não conhecem seus pais. 2- Matéria on-line sobre paternidade responsável. Disponível em: ibdfam – Paternidade responsável Acesso em 08/07/2020. Nesta matéria, o advogado Rodrigo da Cunha Pereira discute o conceito da paternidade responsável e quais são os impactos na sociedade diante do abandono paternal. Seria o exercício da paternidade lei em nosso país? Uma pessoa pode ser incriminada por abandonar seu filho? Todas essas respostas estão no texto indicado. 3- Resumo sobre documentário a respeito do abandono paterno. Disponível em: hypeness – todos nos 5 milhões documentário pretende abordar o abandono paterno no brasil Acesso em 08/07/2020. Como dissemos anteriormente, ainda que o abandono paterno seja um problema expressivo em nosso país, pouco se fala sobre ele na grande mídia. Tentando remediar esse problema e trazer luz à questão, um documentário foi planejado. No link acima, você poderá ter acesso a mais dados e índices sobre o tema e conhecer a respeito do projeto do documentário. 4- Documentário Todos Nós 5 Milhões. Disponível em: Youtube – Tudo nós 5 milhões Acesso em 08/07/2020. O link disponibilizado te levará para o documentário a que fizemos referência na indicação anterior. O vídeo está completo, com boa qualidade, em português e com legendas disponíveis. Se este é um tema que te desperta interesse, reserve 1h27min para acompanhar o documentário na íntegra. Com certeza, as informações vão te enriquecer. 5- Documentário Eu te esperei. Disponível em: Youtube – eu te esperei Acesso em 08/07/2020. Este pequeno documentário tem apenas 26 minutos, mas é absolutamente tocante, pois nele você tem o relato de filhos que foram abandonados por seus pais. É uma nova forma mais intimista de olhar um assunto que estamos tratando enquanto problema social, mas que pode ser fonte de tristeza para muita gente. 6- Artigo on-line sobre as causas do abandono paterno. Disponível em: a verdade – cultura abandono paterno Acesso em 08/07/2020. Analisando friamente a situação e sem deixar o emocional interferir, o que faria um pai abandonar seu filho? É a busca por essa resposta que motiva o artigo indicado. Além do levantamento, inclusive histórico, sobre as principais razões para o abandono paterno, você também poderá conhecer outros projetos e iniciativas que estão acontecendo em nosso país a fim de minimizar a situação. 7- Artigo acadêmico acerca das consequências causadas pelo abandono paterno. Disponível em: uniesp edu – 20180301124653 Acesso em 08/07/2020. Já era de se imaginar que o abandono paterno tem consequências para a sociedade como um todo, mas muito mais para o filho que é abandonado e são essas consequências que o artigo aborda. Se você é daqueles que adora colocar especialistas no assunto em sua redação, esta é a referência perfeita, pois o trabalho está recheado delas. 8- Links de causas judiciais a respeito de abandono paterno. Disponível em: jus brasil – abandono paterno Acesso em 08/07/2020. Legalmente, o que tem acontecido em nosso país a respeito do abandono paterno? Como tem sido o entendimento dessa situação perante as leis? Separamos para você este levantamento do site Jus Brasil que contém o resumo de muitas causas judiciais relacionadas à temática e também discussões de especialistas na área do Direito. 9- Matéria on-line sobre ação legal para retirada de sobrenome do pai. Disponível em: migalhas – filho conquista direito de retirar sobrenome paterno após abandono afetivo Acesso em 08/07/2020. A matéria aqui indicada é de 29 de abril deste ano, ou seja, com referências super atualizadas para você aproveitar em sua redação. O assunto central do texto é a conquista legal de um jovem (sem nome identificado) para a retirada do sobrenome do pai devido à situação de abandono paterno. 10- Matéria on-line com relatos de filhos que sofreram abandono paterno. Disponível em: emtempo – no am vítimas falam sobre as consequências do abandono paterno Acesso em 08/07/2020. Mais uma matéria do mês de abril deste ano repleta de relatos de pessoas abandonadas por seus pais quando crianças e que hoje, adultas, ainda sofrem emocional e psicologicamente com a situação. Não à toa, a matéria as coloca na situação de vítimas. 11- Poema sobre abandono paterno. Disponível em: geledes – stephanie ribeiro em poema colunista relembra o abandono do pai Acesso em 08/07/2020. Quando o sentimento é imenso e as palavras em sua ordem natural não expressam sua grandeza, o sentir vira poesia. E é isso que aconteceu no texto indicado. Stephanie Ribeiro escreveu um poema dolorido sobre o sofrimento advindo por conta do abandono de seu pai, e mais: o principal motivo da

Leia os textos motivadores sobre abandono paterno que se seguem para desenvolver a proposta de redação sugerida abaixo. Texto 1 O abandono afetivo paterno além das estatísticas Aproximadamente 5,5 milhões de brasileiros não possuem registro paterno na certidão de nascimento e quase 12 milhões de famílias são formadas por mães solo. De acordo com Belinda Mandelbaum, professora de Psicologia Social no Instituto de Psicologia da USP e coordenadora do Laboratório de Estudos da Família (LEFAM), “a ausência paterna decorre de um vínculo com a criança que, de alguma maneira, não tem força o suficiente para se sobrepor a outros interesses ou necessidades desse pai.” Assim, ele deixa de cumprir uma função paterna que pode ser tanto de natureza material, intelectual ou afetiva: três formas de abandono. Os dois primeiros estão previstos no Código Penal. O último, entretanto, só começou a ser tratado na Justiça nos últimos anos. O abandono material acontece quando se deixa de prover, sem justa causa, a subsistência do filho menor de 18 anos a partir da não garantia de recursos, de pensão alimentícia ou perante negligência em prestar socorro em caso de enfermidade grave. A pena para este crime é de um a quatro anos de detenção, além de multa fixada entre um e dez salários mínimos. O intelectual, por sua vez, ocorre quando o responsável deixa de garantir a educação primária do seu filho, dos 4 aos 17 anos, sem justa causa. A pena para a situação, além de multa, é de quinze dias a um mês de reclusão. A indiferença afetiva de um genitor em relação a seus filhos, ainda que não exista abandono material e intelectual, pode ser constatada como abandono afetivo. Atualmente, algumas decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ocorrem no sentido de conceder indenização a partir da premissa de que o abandono afetivo constitui descumprimento do dever legal de cuidado, criação, educação e companhia presente, previstos implicitamente na Constituição Federal de 1988. A abordagem de tal temática pode levantar outras questões, como a definição de família. Este é um campo de disputas ideológicas, que gera debate até mesmo no Congresso Nacional brasileiro. Para Belinda Mandelbaum “família é uma instituição social que existe em todas as sociedades e que apresenta algumas características comuns em todas.” Por exemplo, sempre são constituídas a partir de laços de natureza social e todas as sociedades têm alguma maneira de formalizar ou de identificar essa relação e união de natureza que não é biológica. A pesquisadora complementa que “a definição precisa ser muito ampla, para que possa de fato dar legitimidade aos diversos arranjos que as pessoas fazem e que consideram como sendo sua família.” Para Fabiana Mazzorana, de 31 anos, sua família é a mãe e a avó materna. “Tendo elas, eu não preciso de mais nada. E meu pai é tipo aqueles amigos distantes, sabe?” Ela conta que ambos se dão muito bem quando conversam, mas enfatiza que tal troca de palavras só acontece quando ela o procura. Esse distanciamento, por sempre ter existido, foi natural para ela durante sua infância. Mas quando cresceu e entendeu melhor a situação, começou a sentir um pouco de mágoa. Passou a saber que ele deveria ter feito a parte dele e não fez. “Tudo o que minha mãe fez, ele deveria ter feito junto.” Por exemplo, perguntar a sua mãe se ela precisava de ajuda e passar mais tempo com a filha para deixar a mãe ter um pouco de folga. “A verdade é que ninguém cuida de filhos sozinho em nossa sociedade”, diz a coordenadora do Laboratório de Estudos da Família (LEFAM), que explica: se a mulher ou o homem tem que trabalhar, é preciso uma rede de pessoas que contribuem para esses cuidados. Ninguém dá conta de trabalhar fora e cuidar de filhos pequenos sozinho. Mandelbaum também diz que “quando um pai se ausenta, isso deixa marcas na criança”, pois a questão de quem são nossos pais e de onde viemos é central na nossa constituição psicológica. Portanto, os outros adultos que fazem parte do cotidiano dessa criança apresentam papel fundamental para acolher as angústias, perguntas e fantasias que ela tem a respeito do pai biológico. “É claro que se o pai não está presente isso é uma questão que a criança vai ter que elaborar, né?”, enfatiza. Também é importante refletir sobre como nossa sociedade enxerga o abandono parental. Para a professora do IP, tal visão é permeada por valores patriarcais, e o pai ausente é acusado por não desempenhar papéis como o de provedor e autoridade moral. “A mãe é mais difícil de se ausentar, é mais raro. Nesse sentido é até visto como algo muito mais condenável pela nossa sociedade, justamente também como parte desses valores patriarcais, o lugar da mulher é o lugar de cuidado com os filhos”, continua Belinda. Tamanha diferença no que diz respeito à maior parte de abandono paterno pode ser visto no fato de que o IBGE apresenta a categoria Mulher sem cônjuge e com filhos, mas não apresenta a categoria Homens sem cônjuge e com filhos. Essas mães solo correspondem à 17,4% das famílias brasileiras no ano de 2009. Mandelbaum ressalta a importância, entretanto, de ter cuidado no tratamento dessa questão e relembrar que cada caso é um caso. “Podem haver situações de abandono em que o pai ou mãe abandonou, mas a gente precisa procurar entender os motivos. Analisar o que aconteceu, o que se deu na história dessa família, na dinâmica da família e do casal.” Adaptado de Fala Universidade – texto original por Caroline Aragaki – Jornalismo Jr. ECA USP. Fonte: ip usp Acesso em 08/07/2020. Texto 2 Fonte: anf org Acesso em 08/07/2020 Com base nos textos motivadores acima, redija uma dissertação argumentativa, com tamanho máximo de 30 linhas, na modalidade culta da Língua Portuguesa, sobre o tema O abandono paterno no Brasil. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de redação: As principais dúvidas do homem pós-moderno Tema de Redação: Alienação parental no Brasil Tema de redação: A autonomia da

Talvez o termo brainstorming não seja tão comum a você, mas com certeza você já viveu o que ele representa: uma tempestade de ideias passando ao mesmo tempo por sua mente. A palavra inglesa brainstorming significa, ao pé da letra, exatamente tempestade do cérebro e batiza a técnica criada pelo publicitário americano Alex Osborn (1888-1966). Inicialmente, a técnica criada por Osborn tinha objetivos bastante centrados no ambiente corporativo. Esperava-se que, por meio de uma sessão de brainstorming, sugestões criativas ou soluções de problemas surgissem. Idealmente, o brainstorming foi pensado para ser realizado em grupo, fortalecendo a clássica ideia de que duas cabeças (ou mais) pensam melhor do que uma. Mais tarde, percebeu-se que a técnica do brainstorming poderia ser útil tanto para outros segmentos que não apenas ao corporativo quanto individualmente. Você já sabe que, ao planejarmos uma redação, milhares de ideias surgem em nossa mente e o brainstorming pode te ajudar exatamente a ter ideias melhores, mais aprofundadas, bem como a selecioná-las e organizá-las. Como estamos tratando de uma técnica, existe um passo a passo considerado frequente e que é o que normalmente funciona melhor para grande parte das pessoas. Vamos te contar esse passo a passo na sequência, mas lembre-se de respeitar sempre aquilo que funciona para você. Como aplicar o brainstorming à redação? 1- Tenha um bom repertório Já te contamos que o objetivo central do brainstorming é trazer à mente boas ideias ou soluções eficientes a um problema, mas isso só pode acontecer se as ideias e soluções tiverem de onde sair, afinal, pensamentos brilhantes não caem do céu (pelo menos não na maioria das vezes). Quanto mais você se informar, ler, ouvir e aprender, mais fácil será ter ideias úteis para a construção de sua redação. Pense nas informações sempre como sementinhas que vão crescendo à medida que você se aprofunda nelas. 2- Acostume-se a opinar sobre tudo Se a prática leva à perfeição e se a redação de testes de grande porte, como a do ENEM e vestibulares, exigem a defesa de um ponto de vista e a solução de problemas, o ideal é que você se acostume a desenvolver uma opinião a respeito de assuntos variados. Viu uma nova medida política? Formule seu ponto de vista sobre ela. Leu que um projeto de lei foi aprovado? Pense nele e o avalie com cuidado. Assistiu a um documentário sobre pessoas refugiadas no Brasil? Crie soluções hipotéticas (mas executáveis) para essa questão. 3- Leia, leia, leia novamente, quantas vezes forem necessárias Agora é a hora de começar a colocar a mão na massa e o primeiro passo para um brainstorming eficiente é uma leitura, interpretação e compreensão de qualidade da proposta de redação. Ainda que você tenha certeza de que compreendeu na íntegra a proposta textual, releia-a mais de uma vez, grife pontos que te parecerem mais relevantes, busque novas informações e repare em detalhes mais aprofundados em cada nova releitura. Não se esqueça de checar também as fontes dos textos motivadores e as possíveis referências de agências, instituições e especialistas presentes nas produções selecionadas. Elas te acrescentam vários dados relevantes sobre o assunto. O ponto inicial para qualquer brainstorming de qualidade é ter plena certeza acerca dos objetivos e do assunto a respeito do qual precisamos ter novas ideias ou soluções, por isso a leitura, interpretação e compreensão aprofundadas são tão importantes. 4- Anote suas ideias. Após a compreensão do tema, muitas ideias e caminhos para a redação virão à sua mente. Anote aquelas que você achar mais relevantes. Sabemos que no dia da prova do ENEM ou dos vestibulares acontece uma espécie de corrida contra o tempo e fazer rascunhos pode parecer perda de tempo, mas, acredite, não é. Ter todas as melhores ideias anotadas é um excelente recurso para que você não se esqueça de nenhuma delas e ainda consiga “desocupar” espaço mental. Quando anotamos algo, o esforço de nosso cérebro em torno de recordar daquela informação é diminuído e conseguimos focar nossa atenção em outra atividade. 5- Critique suas próprias ideias Originalmente, numa sessão de brainstorming, todas os pensamentos que viessem à cabeça do participante deveria ser levada em consideração, sem nenhum critério ou filtro. Entretanto, mais recentemente, notou-se que um tempo precioso era perdido em torno de sugestões totalmente descabidas, que, muitas vezes, nem mesmo se relacionavam ao assunto ou eram inexecutáveis, fantasiosas. Por conta disso, a habilidade de criticar as próprias ideias tornou-se um passo fundamental para um brainstorming efetivo e, lógico, no caso de uma redação, para a elaboração de um texto bem articulado. Durante seu período de treino, após o momento de anotação das melhores ideias que você teve acerca do assunto, reflita mais aprofundadamente em cada uma delas e tenha uma postura bastante crítica. Justifique para você mesmo (a): Por que essa é uma de minhas melhores ideias? O que ela tem de bom, válido e consistente? Olhar para suas anotações dessa forma fará com que você tenha mais facilidade na hora da argumentação. Nunca se esqueça de que as ideias contidas no texto (todas elas) precisam fazer sentido e serem convincentes para você em primeiro lugar. O nível de certeza do autor da redação influencia até mesmo na escolha de palavras que ele faz. 6- Não tenha apego emocional às ideias descartadas Ao aplicar o passo acima, muitas pessoas acabam descartando ideias que pareciam excelentes à primeira vista, mas que simplesmente não passam pelo teste de uma análise aprofundada. Caso isso ocorra, não fique apegado àquela ideia “que parecia tão boa”. Não insista em algo que não é coerente nem para você e nem perca esse tempo precioso. 7- Aprofunde as ideias que passaram no teste Após todas as etapas acima, certamente as melhores das melhores ideias ficaram como resultado do seu momento de brainstorming e agora é o momento de deixá-las ainda mais eficazes. Procure outros dados, especialistas no assunto, fatos, citações, acontecimentos históricos que possam te ajudar a deixar esses melhores pensamentos mais aprofundados e embasados. 8- Organize as ideias numa ordem
CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! O tema desta semana com certeza te traz uma série de exemplos à mente, isso porque, nos últimos anos, as redes sociais, em especial o Facebook, o Twitter e o Instagram, têm se mostrado potentes enquanto mobilizadoras de movimentos na sociedade. Não é raro vermos situações sociais que, com o apoio das redes de relacionamento, ganham tanta relevância que acabam se tornando movimentos propriamente ditos, muitos deles com consequências, positivas ou não. Também é extremamente importante refletir, além da questão da potência das redes e das consequências dos movimentos, sobre o preparo social que os usuários têm enquanto pessoas ativas no mundo on-line. Será que todos e todas sabem se posicionar adequadamente diante de situações polêmicas nas redes? Centramos nosso roteiro de estudos nessas três frentes, mas lembre-se de que o assunto desta semana é muito rico e te permite um grande leque de opções de desenvolvimento da redação. 1- Artigo sobre o conceito de ciberativismo no Brasil. Disponível em: each usp jornal 1906 Acesso em: 23/06/2020 A ação de se criar movimentos sociais a partir de redes de relacionamento on-line tem um nome: ciberativismo. Neste artigo, você poderá saber um pouco mais sobre esse conceito e suas formas de funcionamento. Não se esqueça de que, para que sua redação tenha pleno desenvolvimento, apoderar-se dos conceitos que envolvem o tema é uma atitude essencial. 2- Trabalho acadêmico sobre as redes sociais enquanto espaço de articulação. Disponível em: egov ufsc – importância das redes sociais nos protestos urbanos Acesso em: 23/06/2020 É inegável que nos últimos anos as redes sociais ganharam mais uma função: a de espaço de articulação para diversos movimentos, inclusive os sociais. Neste trabalho acadêmico, publicado de forma resumida no link que disponibilizamos, mas com referências, para quem quiser saber mais, há um apanhado bastante bom sobre a relação entre as redes e os protestos urbanos. 3- Artigo de jornal sobre a relação entre a política e as redes sociais. Disponível em: opinião estadão – notas e informações a política e as redes sociais Acesso em: 23/06/2020 Temos visto que muitos movimentos sociais surgem ou se organizam a partir de diferenças e semelhanças de viés político e as redes sociais têm servido como ferramenta para unir ou opor os cidadãos. O Estadão faz, neste artigo, justamente essa articulação entre os temas e ainda analisa como as redes sociais podem ser benéficas para aproximar as pessoas daqueles que exercem cargos políticos. 4- Artigo on-line sobre a potencialidade das redes sociais no setor político. Disponível em: canal tech-redes sociais se tornaram o 5o poder da política no brasil diz pesquisador Acesso em: 23/06/2020 Se você tem dúvidas sobre a potencialidade das redes sociais no setor político do nosso país, este artigo vem para te esclarecer de uma vez por todas. Quem faz a análise apresentada no texto indicado é Marco Aurélio Ruediger, diretor de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ou seja, uma ótima referência para você incluir em sua redação. 5- Artigo on-line sobre a influência das redes sociais nas eleições. Disponível em: olhar digital – redes sociais impactam resultado de eleições e política Acesso em: 23/06/2020. Já sabemos que as redes sociais se constituíram num excelente espaço de criação e organização de movimentos sociais, bem como servem para aproximar os cidadãos de pessoas que exercem funções políticas. Mas não é só isso. Os movimentos sociais on-line têm ganhado tanto espaço que são capazes até de influenciar os resultados de eleições e é sobre essa temática que o material indicado se propõe tratar. 6- Artigo acadêmico com exemplos de movimentos sociais mobilizados nas redes. Disponível em: scielo – movimentos sociais nas redes Acesso em: 23/06/2020 Esta indicação é para aqueles que amam incluir dados e termos mais técnicos na redação, pois o artigo está recheado deles. A produção, além de discutir sobre esta nova formação social, também traz vários exemplos de movimentos que se originaram ou se organizaram inicialmente de forma on-line. E, claro, por se tratar de um artigo acadêmico, há muitas referências bibliográficas para você consultar e realmente se apoderar do assunto. 7- Artigo analítico sobre a política na era das redes sociais. Disponível em: ufrj – para onde-vai-politica-na-era-das-redes-sociais Acesso em: 23/06/2020 A cada ano, as redes sociais ganham mais e mais relevância quando tratamos de política e influência da população como um todo. Nesta indicação, há uma análise, mais uma projeção do futuro, a respeito de quais serão as tendências do segmento. Como o artigo está publicado numa página acadêmica, é possível utilizá-lo enquanto citação em sua redação, se assim você desejar. 8- Artigo acadêmico sobre os pontos positivos do uso das redes sociais na sociedade. Disponível em: ccsa ufpb – contribuição das redes sociais na disseminação da informação Acesso em: 23/06/2020 Vamos relembrar ou ampliar nosso repertório a respeito dos benefícios das redes sociais na comunicação e convivência em sociedade? Maria Inês Santos do Nascimento, a autora do artigo, faz um brilhante levantamento de diversas redes sociais e suas utilizações em diferentes áreas de nossa vida. 9- Análise sobre os pontos negativos das redes sociais na sociedade. Disponível em: jus – discurso de ódio nas redes sociais Acesso em: 23/06/2020 Se as mobilizações on-line e o uso das redes sociais têm pontos positivos, não podemos nos esquecer de que há malefícios também, dentre eles, o abuso da liberdade que o mundo virtual nos fornece. Nesta referência, também há muitas indicações de autores do segmento, além da contextualização do tema com as leis brasileiras, já que o texto está hospedado numa página que trata de assuntos de direito e justiça. 10- Notícia de jornal sobre a morte de uma mulher por conta de fake news. Disponível em: folha uol – veja o passo a passo da notícia falsa que acabou em tragédia em guarujá Acesso em: 23/06/2020 Para exemplificar o tópico de que tratamos acima, selecionamos esta triste notícia. Em maio de 2014, Fabiane Maria de Jesus, foi espancada (o que gerou, posteriormente, sua morte) por vários
Leia os textos motivadores abaixo para redigir a proposta de redação que se segue. Texto 1 O poder das redes sociais no cenário das manifestações brasileiras A importância desse meio de comunicação ficou clara durante os protestos no Brasil. Por Mercado E-Commerce 3 de julho de 2013 Nas últimas semanas, vimos acontecer um fato um tanto quanto incomum no Brasil: grandes manifestações populares em prol da melhoria da qualidade de vida dos brasileiros como um todo. Grandes, pois protestos são bastante frequentes no nosso país, mas, na dimensão dos que vimos acontecer nos últimos dias, não são nada comuns por aqui. Em um país que conta com quase 200 milhões de habitantes, como movimentar tanta gente por uma, ou várias, causas? Como desviar a atenção da Copa das Confederações em pleno país do futebol? Pois bem, a ferramenta central de toda essa mobilização, foram, sim, as redes sociais. Vistas erroneamente pelos governantes como apenas um canal de entretenimento, as redes sociais foram de extrema importância para a disseminação das ideias de descontentamento da população e colaboraram muito para a organização dos movimentos, causando mais impacto na opinião pública do que a mídia tradicional. O que se vê claramente é que além de todo o poder de divulgação e mobilização, as redes se tornaram um espaço aberto para o debate. São comentários, imagens, fóruns, grupos, hashtags, vídeos etc., que foram usados como instrumentos de troca de ideias e discussão, diferente da mídia tradicional, na qual o cidadão comum apenas recebe a informação sem poder interagir de alguma forma. Esta é a característica essencial das mídias sociais: qualquer pessoa que tiver acesso às redes pode dar sua opinião e ficar por dentro do que as outras pessoas estão comentando sobre determinado assunto. São meios bastante democráticos nesse sentido. De acordo com estudos, vemos que a mobilização foi maior no período entre 18h e 24h, horário em que as manifestações atingiam o máximo de adesão nas ruas. Munidos de aparatos digitais, os manifestantes divulgaram em tempo real tudo o que estava acontecendo durante os protestos, o que gerou intensa movimentação nas redes por parte de quem buscava informação além da transmitida pela TV e rádio. A rede mais utilizada foi o Twitter, com 49,3% de menções, seguida do Facebook com 47,1% e depois o Google+ (1,9%). As principais hashtags utilizadas pelos internautas foram #vemprarua (80 milhões de impactados) e o #ogiganteacordou (60 milhões). […] Fonte: www.mercadoecommerce.com.br Acesso em 23/06/2020 Texto 2 A “cultura de cancelamento” foi eleita como termo do ano em 2019 Por Felipe Demartini 02 de dezembro de 2019, às 10h53 A “cultura de cancelamento” foi eleita como o termo do ano pelo Dicionário Macquarie, um dos responsáveis por selecionar anualmente as palavras e expressões que mais moldaram o comportamento humano. Trata-se de uma eleição que leva em conta a língua inglesa, mas que, por meio das redes sociais e da comunicação, sempre acaba escorrendo para outros idiomas — como o próprio destaque de 2019 comprova. Movimento que tem força principalmente nas redes sociais, a cultura do cancelamento envolve uma iniciativa de conscientização e interrupção do apoio a um artista, político, empresa, produto ou personalidade pública devido à demonstração de algum tipo de postura considerada inaceitável. Normalmente, as atitudes que geram essa onda são do ponto de vista ideológico ou comportamental. Nas palavras do Dicionário Macquarie, a cultura do cancelamento é “um termo que captura um aspecto importante do estilo de vida deste ano. Uma atitude tão persuasiva que ganhou seu próprio nome e se tornou, para o bem ou para o mal, uma força poderosa”. O termo é selecionado por um comitê de linguistas, especialistas e teóricos selecionados pela instituição, encabeçando uma lista de quatro que também é submetida à votação do público. […] Fonte: www.canaltech.com.br Acesso em 23/06/2020 Texto 3 Fonte: www.amorimcartoons.com.br Acesso em 23/06/2020 Com base na leitura dos textos motivadores, somada a seus conhecimentos pessoais, redija uma redação no gênero dissertativo-argumentativo, com tamanho máximo de 30 linhas, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com o tema A importância das redes de relacionamento on-line para os movimentos sociais. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: Racismo velado Tema de redação: Estereótipos na mídia e na literatura Tema de Redação: Os desafios dos atletas paraolímpicos no Brasil Tema de redação: A submissão feminina na sociedade Tema de Redação: Sororidade e união entre as mulheres Tema de Redação: Os direitos e a condição das mulheres transgênero no Brasil
O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica maravilhosa para vocês: como usar a série THE POLITICIAN nas suas redações! Bora pegar o caderno e anotar tudo? SÉRIE: THE POLITICIAN 2019- • 2 temporadas • 45min • 16+ Sinopse: “Payton não tem dúvidas de que chegará à presidência dos EUA. Para isso, ele precisa passar pelo cenário mais traiçoeiro de todos: a politicagem da escola.” 1ª TEMPORADA (SEM SPOILERS) JOVENS NA POLÍTICA “The Politician” traz uma versão adolescente de um tema visto como adulto: a política. Protagonizada por Payton Hobart, um jovem ambicioso aspirante à Casa Branca, a série destaca a complexidade de personagens adolescentes e a importância de sua participação no debate político. AMBIÇÃO VERSUS ÉTICA Desde os 7 anos, Payton almeja ser presidente dos Estados Unidos. Dono de uma ambição irrefreável, ele fará de tudo para conseguir o que deseja. Sua ganância e narcisismo ultrapassam os limites da ética. “Quero fazer o bem às pessoas. Mas não que eu seja uma boa pessoa”, ele diz. 1ª TEMPORADA (COM SPOILERS) SUICÍDIO ADOLESCENTE Em meio às eleições para Grêmio Estudantil, o opositor de Payton, River Barkley, revela em público uma tentativa passada de suicídio e seu quadro de depressão. Em uma discussão acalorada com Payton, ele tira a própria vida. River se sentia sozinho, deprimido, e sem esperança. USO OPORTUNISTA DE MINORIAS Astrid Sloan toma a campanha de oposição e traz em sua chapa uma aluna negra e lésbica, a fim de ganhar mais votos. Payton, então, chama uma garota com câncer, Infinity, para ser sua vice, usando da imagem de minorias para autopromoção (assim como fazem tantas empresas). INDÚSTRIA DA MISÉRIA É descoberto que Infinity não tem câncer e, em verdade, foi intoxicada propositalmente por sua avó para ganhar dinheiro de caridade pela comoção pública. O fato reforça o conceito de indústria da miséria, em que vigaristas usam do discurso de solidariedade para lucrar em cima de tragédias. POLIAMOR Tanto em sua 1ª quanto em sua 2ª temporada, a série apresenta exemplos de configurações poliamorosas entre os personagens: Payton, Astrid, River; Dede, Marcus, William; e outros, enfatizando a representatividade e a inclusão da diversidade típicas de seriados de Ryan Murphy. 2ª TEMPORADA (COM SPOILERS) APROPRIAÇÃO CULTURAL Na corrida eleitoral ao Senado, a veterana Dede Standish descobre fotos de Payton fantasiado de um líder indígena norte-americano, fato malvisto socialmente como apropriação cultural. O debate é atual e se aplica também, por exemplo, às discussões sobre o uso de tranças e turbantes. O PROBLEMA DO LIXO Após ganhar independência da avó exploradora, Infinity escreve um livro e vira celebridade. Com seu poder de influência, ela promove o estilo de vida “lixo zero”, que consiste em minimizar ao máximo os resíduos descartáveis utilizados no dia a dia, e exige que Payton faça o mesmo. GRAVIDEZ/ABORTO Em um novo trisal, Payton engravida simultaneamente Alice e Astrid, causando uma disputa de prioridades e Astrid se vê abandonada, optando pelo caminho do aborto clínico. A jovem não se via pronta para educar um filho e, mais, sozinha. POLARIDADE POLÍTICA A 2ª temporada discute um tema bastante atual no Brasil: a polaridade política geracional. Conflitos de valores entre gerações geram debates políticos dentro da esfera familiar e causam atrito. O apelo de Payton ao ativismo jovem contra o status quo é a maior vantagem para sua eleição. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “Juventude e participação política em questão no mundo contemporâneo” No seriado de 2019 “The Politician”, Payton Hobart é um adolescente que sonha em ser presidente dos Estados Unidos. Determinado, ele se envolve em debates escolares, eleições de Grêmio Estudantil, e inspira outros ao seu redor. Para além das telas, a ampliação da participação juvenil na política encontra desafios em dois planos: se por um lado são necessárias alterações nas instituições para ouvir os jovens, por outro é fundamental despertar o interesse do tema nos mesmos. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi LEIA MAIS: Como usar a série DARK em suas redações Como usar a série The Society em suas redações Como usar a série GAME OF THRONES em suas redações Como usar a série VIS A VIS na redação? Como usar a série COISA MAIS LINDA nas redações Como usar a série PRETTY LITTLE LIARS em suas redações

Talvez você se lembre de ter ouvido falar sobre a resenha na escola (ou até de ter escrito alguma), mas, por diversos motivos, o ensino da resenha não tem sido estimulado nas escolas. Isso porque a resenha não é considerada, pelos mais desavisados, um gênero textual usual, como a receita ou a notícia, e então a escola simplesmente decidiu não dar tanto espaço a ela. É só verificar quantas páginas nos livros didáticos são dedicadas a esse tema e se surpreender com o resultado. A verdade é que a resenha está presente em nosso dia, afinal, quem já não leu em grupos de redes sociais uma resenha, ainda que informal, sobre o novo filme que entrou no catálogo de uma plataforma de streaming? Da mesma maneira, temos o costume de procurar saber melhor sobre as novas estreias do cinema ou sobre o livro lançado pelo autor de quem gostamos ou cujo tema nos interessa. Todas essas produções escritas que dão conta de resumir e apresentar as características essenciais de uma obra (livro, filme, peça de teatro, exposição etc.) são consideradas resenhas. Existem vários tipos de texto que são usados com a função de resumir, a esses, damos o nome de resumo (em suas mais variadas formas); mas, além de resumir, é possível ainda acrescentar uma avaliação e/ou discutir a validade e importância daquilo que se está resumindo e apresentando e essas são as resenhas. Há dois tipos de resenhas: A resenha comum é aquela que se caracteriza por resumir, apresentando as características essenciais, um livro, uma peça, um filme, entre outras produções artísticas. Já a resenha crítica, como o próprio nome nos faz imaginar, inclui, além da parte do resumo, parágrafos de análise e de apreciação da qualidade com base em argumentos. Por se tratar de um gênero argumentativo, você verá que a resenha crítica tem muitas características do texto dissertativo-argumentativo, nosso velho conhecido das redações do ENEM e vestibulares. Características e partes de uma resenha A resenha é um gênero discursivo, o que significa dizer que suas formas são estáveis e que o tipo de texto é facilmente reconhecido, afinal, é difícil encontrar alguém que confunda um conto com uma bula de remédio, não é mesmo? É plenamente possível utilizarmos a resenha como método de estudo dos livros que lemos, dos filmes a que assistimos e das exposições das quais participamos, aliás, esse é um excelente recurso para estudarmos, já que precisaremos desenvolver duas habilidades para que a resenha seja escrita: a de resumir e a de argumentar. Já te contamos que a resenha crítica (modelo mais usado e o que mais nos interessa aqui) faz parte da mesma “família” do texto dissertativo-argumentativo e isso se evidencia nas suas partes. Todas as resenhas críticas contêm um título e um olho (pequeno parágrafo abaixo do título e que funciona como uma síntese bastante objetiva do assunto do texto). Esses dois elementos iniciais situam o leitor a respeito do tema a ser tratado. Muitas vezes, o olho traz, de forma sutil, algum juízo de valor do autor do texto. O primeiro parágrafo, claro, você já sabe, é a introdução. Nela, é necessário apresentar a obra que está sendo resenhada trazendo suas características básicas (por exemplo, no caso de um livro, o título, o autor, o gênero, a data de publicação, o número de páginas, a editora, o valor médio etc.). Além disso, é na introdução que você conta a que universo, a que contexto o objeto resenhado pertence. É um filme de suspense? Uma animação infantil? Um livro de Filosofia para acadêmicos da área? É essa atividade de se vincular o objeto a um contexto que faz com que o leitor analise se a resenha é útil para ele ou não. Após a introdução, temos o desenvolvimento, que costuma ocupar entre dois e três parágrafos, apesar de que o tamanho de uma resenha não é fixo, mas não costuma ser muito extenso, variando comumente entre quatro e seis parágrafos. No desenvolvimento, a obra é resumida e apresentada ao leitor com mais profundidade, esse é o momento de marcar suas características específicas, de expressar o que o tema tem de especial e significativo. É também no desenvolvimento que o autor do texto argumenta. Existem muitas técnicas de argumentação, como já te contamos aqui na página, e uma das mais comuns em resenhas críticas é a comparação. O autor inclui nos parágrafos obras do mesmo tipo para demonstrar que o objeto resenhado é superior ou inferior aos outros exemplos, a depender de como o escritor quer conduzir o texto. Determinar se o objeto resenhado é superior ou inferior a outros do mesmo tipo depende do ponto de vista do autor do texto, mas essa determinação não pode ter apenas a opinião própria como elemento argumentativo. O escritor precisa acrescentar, ao lado de sua opinião pessoal sobre a obra, argumentos que deem validade ao que ele diz, assim como no texto dissertativo-argumentativo. A argumentação pode, inclusive, utilizar trechos ou extratos da própria obra em questão, além de se valer da técnica da comparação, como já te contamos acima. A conclusão é o parágrafo que mais se diferencia da clássica conclusão do texto dissertativo-argumentativo, pois aqui não serão apresentadas propostas de solução a nenhum problema, mas sim apenas um fechamento do texto, reafirmando o ponto de vista do escritor. Quando falamos em reafirmar, muitas pessoas acham que essa é uma tarefa de repetição. Não, querido leitor, mil vezes não! Reafirmar não consiste em repetir aquilo que já foi dito, mas sim fechar as ideias de modo que o leitor compreenda o valor da sua avaliação a respeito da obra, mesmo que não concorde com ela. Não são poucos os manuais que dizem que a resenha tem por objetivo convencer o leitor a ler, visitar ou assistir a algo e isso não poderia ser uma mentira maior. Aqui, vale a máxima: você não é obrigado (a) a nada, nem mesmo a convencer o leitor. O objetivo central de uma resenha crítica é que o leitor

Como usar o Meu pé de Laranja Lima nas redações? Escrito por José Mauro de Vasconcelos e lançado em 1968, O Meu Pé de Laranja Lima não é qualquer livro, já que ele é uma das obras brasileiras mais vendidas, editadas e traduzidas de nossa literatura. São mais de dois milhões de exemplares vendidos desde seu ano de lançamento, mais de 150 edições somente no Brasil. Só isso já seria suficiente para você perceber o quanto o livro é importante, mas temos outros números para te contar. Não bastasse o sucesso de vendas e edições no Brasil, a obra foi traduzida em 15 idiomas e publicado em 23 países, dentre eles Alemanha, Argentina, Estados Unidos, Holanda, Inglaterra, Itália e muitos outros. E a gente já sabe que livro que vende bem vira o quê? Filme, né, minha gente. Não é à toa que O Meu Pé de Laranja Lima foi adaptado para o cinema não uma, mas duas vezes: a primeira em 1970 e a segunda em 2012. Além disso, o enredo também foi adaptado para telenovelas três vezes, em 1970 (pela extinta Rede Tupi), 1980 e 1988 (pela Rede Bandeirantes). Já no teatro, o tão famoso Laranja Lima apareceu em 1986. E para fechar esse sucesso estrondoso, o enredo criado por José Mauro de Vasconcelos virou história em quadrinhos na Coreia do Sul, em 2003. Falando em enredo, vem com a gente conhecer um pouco mais sobre a história deste sucesso nacional. O enredo O protagonista da história é Zezé, um garotinho de seis anos que vive com sua família (pai, mãe e cinco irmãos) em um bairro extremamente modesto na zona norte do Rio de Janeiro. Você já deve ter notado que o nome do autor é José e o do protagonista é Zezé. Sim, estamos falando de uma autobiografia de José Mauro Vasconcelos, que resolveu registrar as memórias de sua infância em palavras. Muito bem, mas o que pode haver de tão interessante na vida de um garotinho de seis anos que justifique tamanho sucesso da obra? Vamos te explicar. Poucos autores foram tão fenomenais no equilíbrio entre a alegria e a tristeza, elementos que fazem parte da vida de todos nós, em maior ou menor proporção, do que José Mauro de Vasconcelos. A história está ambientada entre os anos 1928 e 1929, tempo esse em que a noção de infância praticamente não existia no Brasil e a criança era vista apenas como um adulto em formação. Para que esse adulto alcançasse a plenitude moral, todo tipo de correção era aceitável, inclusive surras violentas e são essas surras que marcam de forma intensa a vida de Zezé. Não são poucas as passagens em que Zezé leva surras homéricas de seu pai e de sua irmã mais velha. O próprio protagonista diz que merece apanhar porque “tem o diabo no corpo”, já que ele é uma criança bastante travessa e vive se metendo em confusões. Mas nem só de tristeza é feita a vida de Zezé. Em meio às grandes dificuldades que a família vive por conta do desemprego do pai e da ausência da mãe durante a maior parte do dia devido a seu emprego, o menino encontra num pé de laranja lima um amigo. O pé de laranja lima, batizado por Zezé de Xururuca e Minguinho, torna-se o grande amigo de Zezé durante boa parte da obra. É para ele que o menino conta sobre suas tristezas, sonhos e planos para o futuro. Também é com a árvore que Zezé se imagina vivendo as aventuras dos filmes de faroeste, tão comuns na época. Entretanto, Zezé também poderá experimentar como é ter um amigo de verdade, de carne e osso, e é aí que o Portuga entra em cena. É com ele que Zezé aprenderá o valor da amizade, do carinho e do respeito. Este não é um livro que fala de uma infância feliz, do tipo “comercial de margarina”. Muito pelo contrário, Zezé e sua família são sofredores, a violência contra a criança prepondera, mas o menino, mesmo diante do cenário mais adverso possível, continua sonhando e brincando, tal como qualquer menino de sua idade. Um pouquinho de contexto histórico e literário Entender o contexto histórico desta obra é essencial para entendê-la melhor. Muito do que o livro traz enquanto retrato social pode ilustrar sua redação. O Brasil vivia ainda os reflexos do pós-guerra (Primeira Guerra Mundial- 1914 a 1918). O colapso econômico gerado não só pela guerra, mas também pela Crise de 29, em Nova York, provoca desemprego, fechamento de estabelecimentos e empobrecimento da população em geral. É por conta dessa situação que o pai de Zezé está desempregado. O desemprego faz com que a família passe por privações e desestabiliza o pai mentalmente, que desconta em Zezé, o filho mais levado, todas as suas frustrações. O retrato dos maus-tratos infantil é quase algo vivo ao longo do enredo. Zezé apanha e apanha muito, por qualquer motivo e em qualquer momento, sem nem ao menos entender por que está sendo agredido. Essa transparência ao se tratar da violência de modo extremamente realista é um recurso que o próprio período literário vigente entre 1928 e 1929 – o Modernismo – permite. Outro traço tipicamente modernista na obra é a brasilidade, já que o enredo é recheado de símbolos e práticas brasileiras. Como usar o livro na redação? Por ser uma obra de grande sucesso nacional, utilizar O Meu Pé de Laranja Lima como parte de sua redação é uma aposta certeira. O livro se relaciona diretamente com assuntos como violência, trabalho infantil e concepção de infância, mas há muitas outras possibilidades. A desordem mental do pai de Zezé é responsável por desencadear a série de surras que o menino leva, por isso, a obra pode ser usada para se discutir a respeito da importância da saúde mental, tema muito cotado para as redações de grande porte de 2020. Conforme te contamos anteriormente, a mãe de Zezé deixa sua família grande parte do dia para trabalhar,