1089 artigos publicados sobre “Para vestibulandos” no Blog do Redação Online.
Navegue pelos conteúdos abaixo para aprofundar seus conhecimentos sobre este tema. Cada artigo traz análises, exemplos práticos e repertórios que podem ser utilizados na sua redação do ENEM, vestibulares e concursos públicos.
CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! O tema desta semana com certeza te traz uma série de exemplos à mente, isso porque, nos últimos anos, as redes sociais, em especial o Facebook, o Twitter e o Instagram, têm se mostrado potentes enquanto mobilizadoras de movimentos na sociedade. Não é raro vermos situações sociais que, com o apoio das redes de relacionamento, ganham tanta relevância que acabam se tornando movimentos propriamente ditos, muitos deles com consequências, positivas ou não. Também é extremamente importante refletir, além da questão da potência das redes e das consequências dos movimentos, sobre o preparo social que os usuários têm enquanto pessoas ativas no mundo on-line. Será que todos e todas sabem se posicionar adequadamente diante de situações polêmicas nas redes? Centramos nosso roteiro de estudos nessas três frentes, mas lembre-se de que o assunto desta semana é muito rico e te permite um grande leque de opções de desenvolvimento da redação. 1- Artigo sobre o conceito de ciberativismo no Brasil. Disponível em: each usp jornal 1906 Acesso em: 23/06/2020 A ação de se criar movimentos sociais a partir de redes de relacionamento on-line tem um nome: ciberativismo. Neste artigo, você poderá saber um pouco mais sobre esse conceito e suas formas de funcionamento. Não se esqueça de que, para que sua redação tenha pleno desenvolvimento, apoderar-se dos conceitos que envolvem o tema é uma atitude essencial. 2- Trabalho acadêmico sobre as redes sociais enquanto espaço de articulação. Disponível em: egov ufsc – importância das redes sociais nos protestos urbanos Acesso em: 23/06/2020 É inegável que nos últimos anos as redes sociais ganharam mais uma função: a de espaço de articulação para diversos movimentos, inclusive os sociais. Neste trabalho acadêmico, publicado de forma resumida no link que disponibilizamos, mas com referências, para quem quiser saber mais, há um apanhado bastante bom sobre a relação entre as redes e os protestos urbanos. 3- Artigo de jornal sobre a relação entre a política e as redes sociais. Disponível em: opinião estadão – notas e informações a política e as redes sociais Acesso em: 23/06/2020 Temos visto que muitos movimentos sociais surgem ou se organizam a partir de diferenças e semelhanças de viés político e as redes sociais têm servido como ferramenta para unir ou opor os cidadãos. O Estadão faz, neste artigo, justamente essa articulação entre os temas e ainda analisa como as redes sociais podem ser benéficas para aproximar as pessoas daqueles que exercem cargos políticos. 4- Artigo on-line sobre a potencialidade das redes sociais no setor político. Disponível em: canal tech-redes sociais se tornaram o 5o poder da política no brasil diz pesquisador Acesso em: 23/06/2020 Se você tem dúvidas sobre a potencialidade das redes sociais no setor político do nosso país, este artigo vem para te esclarecer de uma vez por todas. Quem faz a análise apresentada no texto indicado é Marco Aurélio Ruediger, diretor de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ou seja, uma ótima referência para você incluir em sua redação. 5- Artigo on-line sobre a influência das redes sociais nas eleições. Disponível em: olhar digital – redes sociais impactam resultado de eleições e política Acesso em: 23/06/2020. Já sabemos que as redes sociais se constituíram num excelente espaço de criação e organização de movimentos sociais, bem como servem para aproximar os cidadãos de pessoas que exercem funções políticas. Mas não é só isso. Os movimentos sociais on-line têm ganhado tanto espaço que são capazes até de influenciar os resultados de eleições e é sobre essa temática que o material indicado se propõe tratar. 6- Artigo acadêmico com exemplos de movimentos sociais mobilizados nas redes. Disponível em: scielo – movimentos sociais nas redes Acesso em: 23/06/2020 Esta indicação é para aqueles que amam incluir dados e termos mais técnicos na redação, pois o artigo está recheado deles. A produção, além de discutir sobre esta nova formação social, também traz vários exemplos de movimentos que se originaram ou se organizaram inicialmente de forma on-line. E, claro, por se tratar de um artigo acadêmico, há muitas referências bibliográficas para você consultar e realmente se apoderar do assunto. 7- Artigo analítico sobre a política na era das redes sociais. Disponível em: ufrj – para onde-vai-politica-na-era-das-redes-sociais Acesso em: 23/06/2020 A cada ano, as redes sociais ganham mais e mais relevância quando tratamos de política e influência da população como um todo. Nesta indicação, há uma análise, mais uma projeção do futuro, a respeito de quais serão as tendências do segmento. Como o artigo está publicado numa página acadêmica, é possível utilizá-lo enquanto citação em sua redação, se assim você desejar. 8- Artigo acadêmico sobre os pontos positivos do uso das redes sociais na sociedade. Disponível em: ccsa ufpb – contribuição das redes sociais na disseminação da informação Acesso em: 23/06/2020 Vamos relembrar ou ampliar nosso repertório a respeito dos benefícios das redes sociais na comunicação e convivência em sociedade? Maria Inês Santos do Nascimento, a autora do artigo, faz um brilhante levantamento de diversas redes sociais e suas utilizações em diferentes áreas de nossa vida. 9- Análise sobre os pontos negativos das redes sociais na sociedade. Disponível em: jus – discurso de ódio nas redes sociais Acesso em: 23/06/2020 Se as mobilizações on-line e o uso das redes sociais têm pontos positivos, não podemos nos esquecer de que há malefícios também, dentre eles, o abuso da liberdade que o mundo virtual nos fornece. Nesta referência, também há muitas indicações de autores do segmento, além da contextualização do tema com as leis brasileiras, já que o texto está hospedado numa página que trata de assuntos de direito e justiça. 10- Notícia de jornal sobre a morte de uma mulher por conta de fake news. Disponível em: folha uol – veja o passo a passo da notícia falsa que acabou em tragédia em guarujá Acesso em: 23/06/2020 Para exemplificar o tópico de que tratamos acima, selecionamos esta triste notícia. Em maio de 2014, Fabiane Maria de Jesus, foi espancada (o que gerou, posteriormente, sua morte) por vários
Leia os textos motivadores abaixo para redigir a proposta de redação que se segue. Texto 1 O poder das redes sociais no cenário das manifestações brasileiras A importância desse meio de comunicação ficou clara durante os protestos no Brasil. Por Mercado E-Commerce 3 de julho de 2013 Nas últimas semanas, vimos acontecer um fato um tanto quanto incomum no Brasil: grandes manifestações populares em prol da melhoria da qualidade de vida dos brasileiros como um todo. Grandes, pois protestos são bastante frequentes no nosso país, mas, na dimensão dos que vimos acontecer nos últimos dias, não são nada comuns por aqui. Em um país que conta com quase 200 milhões de habitantes, como movimentar tanta gente por uma, ou várias, causas? Como desviar a atenção da Copa das Confederações em pleno país do futebol? Pois bem, a ferramenta central de toda essa mobilização, foram, sim, as redes sociais. Vistas erroneamente pelos governantes como apenas um canal de entretenimento, as redes sociais foram de extrema importância para a disseminação das ideias de descontentamento da população e colaboraram muito para a organização dos movimentos, causando mais impacto na opinião pública do que a mídia tradicional. O que se vê claramente é que além de todo o poder de divulgação e mobilização, as redes se tornaram um espaço aberto para o debate. São comentários, imagens, fóruns, grupos, hashtags, vídeos etc., que foram usados como instrumentos de troca de ideias e discussão, diferente da mídia tradicional, na qual o cidadão comum apenas recebe a informação sem poder interagir de alguma forma. Esta é a característica essencial das mídias sociais: qualquer pessoa que tiver acesso às redes pode dar sua opinião e ficar por dentro do que as outras pessoas estão comentando sobre determinado assunto. São meios bastante democráticos nesse sentido. De acordo com estudos, vemos que a mobilização foi maior no período entre 18h e 24h, horário em que as manifestações atingiam o máximo de adesão nas ruas. Munidos de aparatos digitais, os manifestantes divulgaram em tempo real tudo o que estava acontecendo durante os protestos, o que gerou intensa movimentação nas redes por parte de quem buscava informação além da transmitida pela TV e rádio. A rede mais utilizada foi o Twitter, com 49,3% de menções, seguida do Facebook com 47,1% e depois o Google+ (1,9%). As principais hashtags utilizadas pelos internautas foram #vemprarua (80 milhões de impactados) e o #ogiganteacordou (60 milhões). […] Fonte: www.mercadoecommerce.com.br Acesso em 23/06/2020 Texto 2 A “cultura de cancelamento” foi eleita como termo do ano em 2019 Por Felipe Demartini 02 de dezembro de 2019, às 10h53 A “cultura de cancelamento” foi eleita como o termo do ano pelo Dicionário Macquarie, um dos responsáveis por selecionar anualmente as palavras e expressões que mais moldaram o comportamento humano. Trata-se de uma eleição que leva em conta a língua inglesa, mas que, por meio das redes sociais e da comunicação, sempre acaba escorrendo para outros idiomas — como o próprio destaque de 2019 comprova. Movimento que tem força principalmente nas redes sociais, a cultura do cancelamento envolve uma iniciativa de conscientização e interrupção do apoio a um artista, político, empresa, produto ou personalidade pública devido à demonstração de algum tipo de postura considerada inaceitável. Normalmente, as atitudes que geram essa onda são do ponto de vista ideológico ou comportamental. Nas palavras do Dicionário Macquarie, a cultura do cancelamento é “um termo que captura um aspecto importante do estilo de vida deste ano. Uma atitude tão persuasiva que ganhou seu próprio nome e se tornou, para o bem ou para o mal, uma força poderosa”. O termo é selecionado por um comitê de linguistas, especialistas e teóricos selecionados pela instituição, encabeçando uma lista de quatro que também é submetida à votação do público. […] Fonte: www.canaltech.com.br Acesso em 23/06/2020 Texto 3 Fonte: www.amorimcartoons.com.br Acesso em 23/06/2020 Com base na leitura dos textos motivadores, somada a seus conhecimentos pessoais, redija uma redação no gênero dissertativo-argumentativo, com tamanho máximo de 30 linhas, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com o tema A importância das redes de relacionamento on-line para os movimentos sociais. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: Racismo velado Tema de redação: Estereótipos na mídia e na literatura Tema de Redação: Os desafios dos atletas paraolímpicos no Brasil Tema de redação: A submissão feminina na sociedade Tema de Redação: Sororidade e união entre as mulheres Tema de Redação: Os direitos e a condição das mulheres transgênero no Brasil
O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica maravilhosa para vocês: como usar a série THE POLITICIAN nas suas redações! Bora pegar o caderno e anotar tudo? SÉRIE: THE POLITICIAN 2019- • 2 temporadas • 45min • 16+ Sinopse: “Payton não tem dúvidas de que chegará à presidência dos EUA. Para isso, ele precisa passar pelo cenário mais traiçoeiro de todos: a politicagem da escola.” 1ª TEMPORADA (SEM SPOILERS) JOVENS NA POLÍTICA “The Politician” traz uma versão adolescente de um tema visto como adulto: a política. Protagonizada por Payton Hobart, um jovem ambicioso aspirante à Casa Branca, a série destaca a complexidade de personagens adolescentes e a importância de sua participação no debate político. AMBIÇÃO VERSUS ÉTICA Desde os 7 anos, Payton almeja ser presidente dos Estados Unidos. Dono de uma ambição irrefreável, ele fará de tudo para conseguir o que deseja. Sua ganância e narcisismo ultrapassam os limites da ética. “Quero fazer o bem às pessoas. Mas não que eu seja uma boa pessoa”, ele diz. 1ª TEMPORADA (COM SPOILERS) SUICÍDIO ADOLESCENTE Em meio às eleições para Grêmio Estudantil, o opositor de Payton, River Barkley, revela em público uma tentativa passada de suicídio e seu quadro de depressão. Em uma discussão acalorada com Payton, ele tira a própria vida. River se sentia sozinho, deprimido, e sem esperança. USO OPORTUNISTA DE MINORIAS Astrid Sloan toma a campanha de oposição e traz em sua chapa uma aluna negra e lésbica, a fim de ganhar mais votos. Payton, então, chama uma garota com câncer, Infinity, para ser sua vice, usando da imagem de minorias para autopromoção (assim como fazem tantas empresas). INDÚSTRIA DA MISÉRIA É descoberto que Infinity não tem câncer e, em verdade, foi intoxicada propositalmente por sua avó para ganhar dinheiro de caridade pela comoção pública. O fato reforça o conceito de indústria da miséria, em que vigaristas usam do discurso de solidariedade para lucrar em cima de tragédias. POLIAMOR Tanto em sua 1ª quanto em sua 2ª temporada, a série apresenta exemplos de configurações poliamorosas entre os personagens: Payton, Astrid, River; Dede, Marcus, William; e outros, enfatizando a representatividade e a inclusão da diversidade típicas de seriados de Ryan Murphy. 2ª TEMPORADA (COM SPOILERS) APROPRIAÇÃO CULTURAL Na corrida eleitoral ao Senado, a veterana Dede Standish descobre fotos de Payton fantasiado de um líder indígena norte-americano, fato malvisto socialmente como apropriação cultural. O debate é atual e se aplica também, por exemplo, às discussões sobre o uso de tranças e turbantes. O PROBLEMA DO LIXO Após ganhar independência da avó exploradora, Infinity escreve um livro e vira celebridade. Com seu poder de influência, ela promove o estilo de vida “lixo zero”, que consiste em minimizar ao máximo os resíduos descartáveis utilizados no dia a dia, e exige que Payton faça o mesmo. GRAVIDEZ/ABORTO Em um novo trisal, Payton engravida simultaneamente Alice e Astrid, causando uma disputa de prioridades e Astrid se vê abandonada, optando pelo caminho do aborto clínico. A jovem não se via pronta para educar um filho e, mais, sozinha. POLARIDADE POLÍTICA A 2ª temporada discute um tema bastante atual no Brasil: a polaridade política geracional. Conflitos de valores entre gerações geram debates políticos dentro da esfera familiar e causam atrito. O apelo de Payton ao ativismo jovem contra o status quo é a maior vantagem para sua eleição. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “Juventude e participação política em questão no mundo contemporâneo” No seriado de 2019 “The Politician”, Payton Hobart é um adolescente que sonha em ser presidente dos Estados Unidos. Determinado, ele se envolve em debates escolares, eleições de Grêmio Estudantil, e inspira outros ao seu redor. Para além das telas, a ampliação da participação juvenil na política encontra desafios em dois planos: se por um lado são necessárias alterações nas instituições para ouvir os jovens, por outro é fundamental despertar o interesse do tema nos mesmos. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi LEIA MAIS: Como usar a série DARK em suas redações Como usar a série The Society em suas redações Como usar a série GAME OF THRONES em suas redações Como usar a série VIS A VIS na redação? Como usar a série COISA MAIS LINDA nas redações Como usar a série PRETTY LITTLE LIARS em suas redações

Talvez você se lembre de ter ouvido falar sobre a resenha na escola (ou até de ter escrito alguma), mas, por diversos motivos, o ensino da resenha não tem sido estimulado nas escolas. Isso porque a resenha não é considerada, pelos mais desavisados, um gênero textual usual, como a receita ou a notícia, e então a escola simplesmente decidiu não dar tanto espaço a ela. É só verificar quantas páginas nos livros didáticos são dedicadas a esse tema e se surpreender com o resultado. A verdade é que a resenha está presente em nosso dia, afinal, quem já não leu em grupos de redes sociais uma resenha, ainda que informal, sobre o novo filme que entrou no catálogo de uma plataforma de streaming? Da mesma maneira, temos o costume de procurar saber melhor sobre as novas estreias do cinema ou sobre o livro lançado pelo autor de quem gostamos ou cujo tema nos interessa. Todas essas produções escritas que dão conta de resumir e apresentar as características essenciais de uma obra (livro, filme, peça de teatro, exposição etc.) são consideradas resenhas. Existem vários tipos de texto que são usados com a função de resumir, a esses, damos o nome de resumo (em suas mais variadas formas); mas, além de resumir, é possível ainda acrescentar uma avaliação e/ou discutir a validade e importância daquilo que se está resumindo e apresentando e essas são as resenhas. Há dois tipos de resenhas: A resenha comum é aquela que se caracteriza por resumir, apresentando as características essenciais, um livro, uma peça, um filme, entre outras produções artísticas. Já a resenha crítica, como o próprio nome nos faz imaginar, inclui, além da parte do resumo, parágrafos de análise e de apreciação da qualidade com base em argumentos. Por se tratar de um gênero argumentativo, você verá que a resenha crítica tem muitas características do texto dissertativo-argumentativo, nosso velho conhecido das redações do ENEM e vestibulares. Características e partes de uma resenha A resenha é um gênero discursivo, o que significa dizer que suas formas são estáveis e que o tipo de texto é facilmente reconhecido, afinal, é difícil encontrar alguém que confunda um conto com uma bula de remédio, não é mesmo? É plenamente possível utilizarmos a resenha como método de estudo dos livros que lemos, dos filmes a que assistimos e das exposições das quais participamos, aliás, esse é um excelente recurso para estudarmos, já que precisaremos desenvolver duas habilidades para que a resenha seja escrita: a de resumir e a de argumentar. Já te contamos que a resenha crítica (modelo mais usado e o que mais nos interessa aqui) faz parte da mesma “família” do texto dissertativo-argumentativo e isso se evidencia nas suas partes. Todas as resenhas críticas contêm um título e um olho (pequeno parágrafo abaixo do título e que funciona como uma síntese bastante objetiva do assunto do texto). Esses dois elementos iniciais situam o leitor a respeito do tema a ser tratado. Muitas vezes, o olho traz, de forma sutil, algum juízo de valor do autor do texto. O primeiro parágrafo, claro, você já sabe, é a introdução. Nela, é necessário apresentar a obra que está sendo resenhada trazendo suas características básicas (por exemplo, no caso de um livro, o título, o autor, o gênero, a data de publicação, o número de páginas, a editora, o valor médio etc.). Além disso, é na introdução que você conta a que universo, a que contexto o objeto resenhado pertence. É um filme de suspense? Uma animação infantil? Um livro de Filosofia para acadêmicos da área? É essa atividade de se vincular o objeto a um contexto que faz com que o leitor analise se a resenha é útil para ele ou não. Após a introdução, temos o desenvolvimento, que costuma ocupar entre dois e três parágrafos, apesar de que o tamanho de uma resenha não é fixo, mas não costuma ser muito extenso, variando comumente entre quatro e seis parágrafos. No desenvolvimento, a obra é resumida e apresentada ao leitor com mais profundidade, esse é o momento de marcar suas características específicas, de expressar o que o tema tem de especial e significativo. É também no desenvolvimento que o autor do texto argumenta. Existem muitas técnicas de argumentação, como já te contamos aqui na página, e uma das mais comuns em resenhas críticas é a comparação. O autor inclui nos parágrafos obras do mesmo tipo para demonstrar que o objeto resenhado é superior ou inferior aos outros exemplos, a depender de como o escritor quer conduzir o texto. Determinar se o objeto resenhado é superior ou inferior a outros do mesmo tipo depende do ponto de vista do autor do texto, mas essa determinação não pode ter apenas a opinião própria como elemento argumentativo. O escritor precisa acrescentar, ao lado de sua opinião pessoal sobre a obra, argumentos que deem validade ao que ele diz, assim como no texto dissertativo-argumentativo. A argumentação pode, inclusive, utilizar trechos ou extratos da própria obra em questão, além de se valer da técnica da comparação, como já te contamos acima. A conclusão é o parágrafo que mais se diferencia da clássica conclusão do texto dissertativo-argumentativo, pois aqui não serão apresentadas propostas de solução a nenhum problema, mas sim apenas um fechamento do texto, reafirmando o ponto de vista do escritor. Quando falamos em reafirmar, muitas pessoas acham que essa é uma tarefa de repetição. Não, querido leitor, mil vezes não! Reafirmar não consiste em repetir aquilo que já foi dito, mas sim fechar as ideias de modo que o leitor compreenda o valor da sua avaliação a respeito da obra, mesmo que não concorde com ela. Não são poucos os manuais que dizem que a resenha tem por objetivo convencer o leitor a ler, visitar ou assistir a algo e isso não poderia ser uma mentira maior. Aqui, vale a máxima: você não é obrigado (a) a nada, nem mesmo a convencer o leitor. O objetivo central de uma resenha crítica é que o leitor

Como usar o Meu pé de Laranja Lima nas redações? Escrito por José Mauro de Vasconcelos e lançado em 1968, O Meu Pé de Laranja Lima não é qualquer livro, já que ele é uma das obras brasileiras mais vendidas, editadas e traduzidas de nossa literatura. São mais de dois milhões de exemplares vendidos desde seu ano de lançamento, mais de 150 edições somente no Brasil. Só isso já seria suficiente para você perceber o quanto o livro é importante, mas temos outros números para te contar. Não bastasse o sucesso de vendas e edições no Brasil, a obra foi traduzida em 15 idiomas e publicado em 23 países, dentre eles Alemanha, Argentina, Estados Unidos, Holanda, Inglaterra, Itália e muitos outros. E a gente já sabe que livro que vende bem vira o quê? Filme, né, minha gente. Não é à toa que O Meu Pé de Laranja Lima foi adaptado para o cinema não uma, mas duas vezes: a primeira em 1970 e a segunda em 2012. Além disso, o enredo também foi adaptado para telenovelas três vezes, em 1970 (pela extinta Rede Tupi), 1980 e 1988 (pela Rede Bandeirantes). Já no teatro, o tão famoso Laranja Lima apareceu em 1986. E para fechar esse sucesso estrondoso, o enredo criado por José Mauro de Vasconcelos virou história em quadrinhos na Coreia do Sul, em 2003. Falando em enredo, vem com a gente conhecer um pouco mais sobre a história deste sucesso nacional. O enredo O protagonista da história é Zezé, um garotinho de seis anos que vive com sua família (pai, mãe e cinco irmãos) em um bairro extremamente modesto na zona norte do Rio de Janeiro. Você já deve ter notado que o nome do autor é José e o do protagonista é Zezé. Sim, estamos falando de uma autobiografia de José Mauro Vasconcelos, que resolveu registrar as memórias de sua infância em palavras. Muito bem, mas o que pode haver de tão interessante na vida de um garotinho de seis anos que justifique tamanho sucesso da obra? Vamos te explicar. Poucos autores foram tão fenomenais no equilíbrio entre a alegria e a tristeza, elementos que fazem parte da vida de todos nós, em maior ou menor proporção, do que José Mauro de Vasconcelos. A história está ambientada entre os anos 1928 e 1929, tempo esse em que a noção de infância praticamente não existia no Brasil e a criança era vista apenas como um adulto em formação. Para que esse adulto alcançasse a plenitude moral, todo tipo de correção era aceitável, inclusive surras violentas e são essas surras que marcam de forma intensa a vida de Zezé. Não são poucas as passagens em que Zezé leva surras homéricas de seu pai e de sua irmã mais velha. O próprio protagonista diz que merece apanhar porque “tem o diabo no corpo”, já que ele é uma criança bastante travessa e vive se metendo em confusões. Mas nem só de tristeza é feita a vida de Zezé. Em meio às grandes dificuldades que a família vive por conta do desemprego do pai e da ausência da mãe durante a maior parte do dia devido a seu emprego, o menino encontra num pé de laranja lima um amigo. O pé de laranja lima, batizado por Zezé de Xururuca e Minguinho, torna-se o grande amigo de Zezé durante boa parte da obra. É para ele que o menino conta sobre suas tristezas, sonhos e planos para o futuro. Também é com a árvore que Zezé se imagina vivendo as aventuras dos filmes de faroeste, tão comuns na época. Entretanto, Zezé também poderá experimentar como é ter um amigo de verdade, de carne e osso, e é aí que o Portuga entra em cena. É com ele que Zezé aprenderá o valor da amizade, do carinho e do respeito. Este não é um livro que fala de uma infância feliz, do tipo “comercial de margarina”. Muito pelo contrário, Zezé e sua família são sofredores, a violência contra a criança prepondera, mas o menino, mesmo diante do cenário mais adverso possível, continua sonhando e brincando, tal como qualquer menino de sua idade. Um pouquinho de contexto histórico e literário Entender o contexto histórico desta obra é essencial para entendê-la melhor. Muito do que o livro traz enquanto retrato social pode ilustrar sua redação. O Brasil vivia ainda os reflexos do pós-guerra (Primeira Guerra Mundial- 1914 a 1918). O colapso econômico gerado não só pela guerra, mas também pela Crise de 29, em Nova York, provoca desemprego, fechamento de estabelecimentos e empobrecimento da população em geral. É por conta dessa situação que o pai de Zezé está desempregado. O desemprego faz com que a família passe por privações e desestabiliza o pai mentalmente, que desconta em Zezé, o filho mais levado, todas as suas frustrações. O retrato dos maus-tratos infantil é quase algo vivo ao longo do enredo. Zezé apanha e apanha muito, por qualquer motivo e em qualquer momento, sem nem ao menos entender por que está sendo agredido. Essa transparência ao se tratar da violência de modo extremamente realista é um recurso que o próprio período literário vigente entre 1928 e 1929 – o Modernismo – permite. Outro traço tipicamente modernista na obra é a brasilidade, já que o enredo é recheado de símbolos e práticas brasileiras. Como usar o livro na redação? Por ser uma obra de grande sucesso nacional, utilizar O Meu Pé de Laranja Lima como parte de sua redação é uma aposta certeira. O livro se relaciona diretamente com assuntos como violência, trabalho infantil e concepção de infância, mas há muitas outras possibilidades. A desordem mental do pai de Zezé é responsável por desencadear a série de surras que o menino leva, por isso, a obra pode ser usada para se discutir a respeito da importância da saúde mental, tema muito cotado para as redações de grande porte de 2020. Conforme te contamos anteriormente, a mãe de Zezé deixa sua família grande parte do dia para trabalhar,

CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI! Quando falamos de ansiedade, uma série de conceitos vem à nossa mente: ansiedade seria só se sentir nervoso por algo? Ou talvez, quem sabe, ansiedade seria esperar, com muita vontade, para que alguma coisa aconteça? Na verdade, o transtorno de ansiedade generalizada é uma doença mental, reconhecida e com a devida classificação internacional de doenças e problemas relacionados à saúde (CID). O desconhecimento geral do que é ou não uma manifestação do transtorno de ansiedade dá-se por pura falta de informação ou preconceito da população geral. Antes de redigir sua redação, é essencial que você saiba ao certo quais sintomas caracterizam um portador de transtorno de ansiedade generalizada e como essa doença diferencia-se de um “nervosismo passageiro” ou “frio na barriga”. Pensando em ampliar seus conhecimentos, selecionamos algumas sugestões de materiais que vão te ajudar a compreender mais eficazmente o transtorno de ansiedade. 1- Matéria de revista sobre o índice dos portadores de transtorno de ansiedade no Brasil. Disponível em: exame – Brasil é o país mais ansioso do mundo, segundo a OMS Acesso em: 14/06/2020. Quando falamos de transtorno de ansiedade generalizada (também conhecido por sua sigla- TAG) no Brasil, as notícias não são animadoras, pois, antes mesmo da pandemia, já éramos considerados o país mais ansioso do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Neste artigo, você encontrará dados de pesquisas na área, a evolução dos tratamentos para controle da ansiedade e opiniões de especialistas no segmento e estudiosos sobre a sociedade como um todo. 2- Artigo sobre as causas de ansiedade no Brasil. Disponível em: gauchazh clicrbs – Saiba por que os brasileiros são os mais ansiosos do mundo Acesso em: 14/06/2020. Ok, já sabemos que somos o povo mais ansioso do mundo (não que isso nos represente algum tipo de vitória, é claro), mas qual seria a causa disso? O que faz com que o Brasil seja um terreno tão fértil para o desenvolvimento dos processos ansiosos? O artigo recomendado aqui aponta as principais causas, além de outras informações bastante relevantes sobre o assunto. 3- Artigo especializado sobre a possibilidade de cura do transtorno de ansiedade generalizada. Disponível em: vittude – como lidar com a ansiedade Acesso em: 14/06/2020. Uma vez que o transtorno de ansiedade generalizada é considerado uma doença mental, existe cura para ele? O artigo propõe a discussão exatamente sobre essa possibilidade. Aliás, o blog do site Vittude tem artigos muito bons e úteis quando tratamos de temáticas que falam sobre saúde mental. É uma ótima dica de consulta para as redações futuras de vocês. 4- Artigo sobre os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada. Disponível em: vittude – ansiedade generalizada Acesso em: 14/06/2020. Você sabe diferenciar a sensação de ansiedade natural da sensação causada pelo transtorno? Para que não restem mais dúvidas, entender os sintomas próprios do transtorno é mais do que importante. A indicação é novamente do site Vittude, que, como já dissemos, é uma rica fonte de materiais sobre o segmento. 5- Livro Coragem, de Raina Telgemeier. Editora Intrínseca. Disponível nas principais livrarias físicas e on-line do país. Em Coragem, a narradora conta sua própria experiência com o transtorno da ansiedade generalizada utilizando os quadrinhos como forma. O livro é capaz de simplificar (tanto quanto é possível simplificar a ansiedade) as crises de ansiedade de forma que qualquer leitor consiga entendê-las. Além disso, o uso de cores e os fundos dos quadros ajudam a expressar os sentimentos de Raina, a protagonista. Um livro simples, de fácil leitura, com o qual você não gastará nem uma hora, mas que te faz viver um pouco mais de perto a sensação do coração acelerado, do suor frio e da falta de ar causados pela ansiedade. 6- Artigo de revista sobre a saúde mental em tempos de coronavírus. Disponível em: saude abril – a epidemia oculta saúde mental na era da covid 19 Acesso em: 14/06/2020. Se lidar com os sintomas do transtorno de ansiedade já é uma luta diária normalmente, numa ocasião de estresse e tensão extremos, como a que temos vivido por conta da pandemia do coronavírus, a dificuldade da situação é elevada ao cubo. Atentos a isso, especialistas apontam que, após a pandemia da Covid-19, teremos uma nova preocupação: o crescimento ainda mais exponencial dos casos de ansiedade. 7- Artigo sobre a pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde a respeito da saúde mental da população. Disponível em: noticias r7 – covid 19 saúde faz levantamento sobre saúde mental Acesso em: 14/06/2020. Para tentar medir e chegar a conclusões realistas, o Ministério da Saúde disponibilizou on-line um questionário para a população sobre a situação de sua saúde mental. O teste era aberto a todos que desejassem respondê-lo. Com foco direcionado às condições da saúde mental durante o período de isolamento social e surto do coronavírus, o questionário tem por objetivo subsidiar dados suficientes para que novos projetos de atendimento à saúde mental da população sejam elaborados. Por ser uma pesquisa recente, os dados conclusivos ainda não estão disponíveis, mas você pode conferir mais sobre a iniciativa do Ministério da Saúde no link acima. 8- Pesquisa no YouTube sobre como lidar com a ansiedade na quarentena. Disponível em: youtube – Pesquisa: como lidar com a ansiedade na quarentena Acesso em: 14/06/2020. É só dar aquela jogadinha básica do tema na barra de pesquisa do YouTube que você verá quantos resultados a página te retornará sobre o assunto. Os vídeos, dos mais variados autores, dão até mesmo dicas de como fazer para driblar a ansiedade em excesso durante a quarentena. 9- Vídeos do YouTube sobre os sintomas das crises de ansiedade. Disponíveis em: youtube – Como é uma CRISE DE ANSIEDADE? youtube – Como agir em caso de crise de ansiedade (pânico) Acesso em: 14/06/2020. Se você tem a sorte de nunca ter passado ou presenciado alguém passando por uma crise de ansiedade, talvez as sensações físicas dela não te façam muito sentido. Nos dois vídeos da psiquiatra Maria Fernanda, a doutora explica de forma
Leia os textos motivadores que se seguem para desenvolver a proposta de redação sugerida abaixo. Texto 1 Como lidar com estresse e ansiedade em tempos de Covid-19 Levantamento preliminar junto à Central 160 revela quadros de estresse agudo e ansiedade relacionados à pandemia O contexto de incertezas da pandemia pelo novo coronavírus tem provocado reações de estresse agudo e ansiedade na população fluminense, segundo levantamento preliminar da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) junto à Central 160, serviço gratuito do estado do Rio de Janeiro para tirar dúvidas por telefone. A psiquiatra Sandra Fortes, professora associada de Saúde Mental e Psicologia Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), atualmente consultora da Superintendência de Atenção Psicossocial e Populações Vulneráveis (SAPV) da SES-RJ, alerta que a falta de ar e a dificuldade para respirar que caracterizam esses quadros podem ser confundidas com sintomas de Covid-19. “É importante observar essas sensações para saber se o que está ocorrendo é um quadro de estresse agudo, uma crise de ansiedade ou uma síndrome gripal, que pode indicar suspeita de infecção pelo novo coronavírus”, orienta. As reações ao estresse agudo e os quadros de ansiedade se manifestam por sentimentos de angústia, sensação de tensão e de “nervoso” e por muitos sintomas físicos, como coração disparado (taquicardia), contração muscular (que pode levar a dor de cabeça), falta de ar (geralmente uma sensação de “prender o ar” ou não conseguir respirar direito), tremedeiras (tremores, sensação de estar com a “carne tremendo”) e fadiga. A ansiedade também pode levar a alterações de sono e apetite, a pensamentos repetitivos e à sensação de haver mais problemas além dos já existentes, além de provocar impaciência, irritação e mudanças repentinas de humor, com presença de rompantes de agressividade, em alguns casos. “Crises de ansiedade estão ligadas ao medo, à sensação de impotência e perda de controle sobre a vida. Também pode ser provocada pela ausência de informação ou por dados incorretos e alarmistas; pela forma como encaramos os problemas e as fantasias em nossa mente”, complementa Sandra. A evolução do quadro de ansiedade pode levar à ocorrência de crise de pânico, uma manifestação psíquica mais grave, que provoca sensações angustiantes associadas ao risco de morte iminente, com sinais físicos como taquicardia, falta de ar, aperto no peito e até um pequeno grau de hipertensão. “A crise de pânico costuma acontecer em pessoas que já têm quadros ansiosos e depressivos anteriores. Nesses casos, é recomendado atendimento médico, pois o tratamento envolve a prescrição de medicação psicotrópica. Em casos mais graves, é necessário atendimento especializado, com acompanhamento psicoterapêutico, que pode ser on-line”, esclarece a psiquiatra. Como parte integrante da Rede de Atenção Psicossocial, a Atenção Primária à Saúde pode realizar o cuidado ao estresse agudo e às crises de ansiedade, recorrendo ao processo de apoio de saúde mental e matriciamento das equipes. “É necessário haver escuta diferenciada, empática, atenta e sem julgamentos, a fim de compreender o paciente. Deve-se agir não só para excluir o diagnóstico de Covid-19, mas também para confirmar o quadro de ansiedade, que pode demandar intervenções terapêuticas”, destaca Sandra. […] Fonte: www.saude.rj.gov.br Acesso em 14/06/2020. Texto 2 Pandemia de Covid-19 faz dobrar casos de ansiedade, diz pesquisa De acordo com estudo da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), as mulheres são mais propensas a sofrer com a doença durante a crise. Os problemas de saúde mental estão aumentando durante a pandemia de Covid-19 e o isolamento social forçado, segundo estudo da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Publicado online pela The Lancet, embora ainda sem revisão, o levantamento revelou que casos de ansiedade e estresse mais do que dobraram, enquanto os de depressão tiveram aumento de 90%. A pesquisa revela que as mulheres são mais propensas a sofrer com ansiedade e depressão durante a epidemia, em especial as que continuam trabalhando, porque se sentem ainda mais sobrecarregadas acumulando tarefas domésticas e cuidados com os filhos em casa. Outros fatores de risco são a alimentação desregrada, doenças preexistentes e a necessidade de sair de casa para trabalhar. “Fatores sociais também aumentam os níveis de adoecimento mental”, explica Alberto Filgueiras, do Instituto de Psicologia da Uerj e coordenador do trabalho. “Trabalhadores que precisam sair de casa durante a quarentena, entregadores, pessoas que trabalham no transporte público ou em supermercados, profissionais de saúde, todos apresentam indicadores mais elevados quando comparados aos que estão em casa. Eles se veem mais vulneráveis à contaminação e, por isso, mais ansiosos e estressados.” No caso da depressão, as principais causas são a idade avançada, o baixo nível de escolaridade e o medo de passar a infecção para pessoas mais vulneráveis. “A presença de um idoso em casa, que são as pessoas mais vulneráveis e que têm maior porcentual de letalidade, cria um nível de estresse aumentado, pelo temor de passar o vírus”, exemplificou. […] Fonte: www.noticias.r7.com Acesso em 14/06/2020. Texto 3 Fonte: www.agazeta.com.br Acesso em 19/06/2020. Com base na leitura dos textos motivadores, somada aos seus conhecimentos particulares, construa uma redação argumentativa, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema Ansiedade e depressão em tempos de pandemia. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: Ansiedade: a doença dos millennials Tema de redação: Depressão e seus impactos na sociedade brasileira Tema de redação: Depressão no meio acadêmico Tema de Redação: Excesso de trabalho e saúde mental Tema de Redação: Saúde mental no século XXI Tema de Redação: Coronavírus e emergência na saúde global

CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI! Estereótipos na mídia e na literatura Você já pensou com um pouco mais de atenção por que grande parte das vilãs de novela tem cabelos escuros ou por que personagens da terceira idade sempre aparentam fragilidade? Muitas vezes, achamos que aquilo que vemos e lemos nos influencia somente com relação aos padrões de beleza, mas não é bem assim. Na verdade, não é nada assim. Os padrões que vemos representados repetidamente nas diferentes formas de mídias, os famosos estereótipos, moldam nosso modo de ver e interpretar as pessoas, ou seja, reproduzimos um modelo de um contexto irreal no nosso contexto real. Mas qual é o problema disso? O problema está quando o estereótipo se torna uma maneira de preconceito ou de perpetuar formas diversas de racismo e xenofobia, fortalecendo a cultura da divisão entre as pessoas por conta de suas diferenças. E o que acontece quando a divisão entre as pessoas é incentivada? Você já deve estar cansado (a) de saber: intolerância, a mesma intolerância que inicia guerras e separa famílias. As indicações abaixo serão bastante úteis para que você aprofunde seus conhecimentos a respeito do tema da semana, mas também é bastante interessante que você comece a analisar filmes, séries, propagandas e personagens de livros com um olhar um pouco mais atento no que diz respeito à construção dos estereótipos. 1-Matéria on-line sobre o estigma com relação à terceira idade. Disponível em: portal do envelhecimento Acesso em: 20/05/2020. De forma curta e objetiva, mas muito rica, os autores da matéria, Rodrigo Saraiva de Souza e Ruth Gelehrter da Costa Lopes, conseguem, com base na teoria de Freud, demonstrar o quanto a mídia colabora para a formação do pensamento de que todo idoso é chato e reclamão. Para fundamentar seu argumento, os autores utilizam o exemplo de uma propaganda que foi repetidamente veiculada no Brasil e da qual você certamente se lembrará. 2- Artigo científico sobre os estereótipos nos Jogos Paraolímpicos. Disponível em: congressos cbce Acesso em: 20/05/2020. Há algumas semanas, nosso tema para a proposta de redação foi justamente a condição dos atletas paraolímpicos no Brasil, por isso, achamos interessante que vocês tenham acesso a este texto. O artigo, que contou com pesquisa quantitativa e qualitativa para sua fundamentação, trata do quanto a mídia molda a visão dos telespectadores com relação aos atletas que participaram dos Jogos Paraolímpicos. Além disso, ainda há gráficos que demonstram a reação dos telespectadores diante de alguns vídeos e quais sentimentos foram despertados após o momento de visualização. 3- Matéria de revista universitária sobre o poder das piadas no reforço dos estereótipos. Disponível em: unicamp Acesso em: 20/05/2020. Alguém conta aquela típica piada envolvendo um português ou uma mulher loira. Todos riem, afinal, esse é o objetivo das piadas, não é mesmo? Entretanto, o estereótipo de certas pessoas criado pelas piadas é uma forma de gerar ou fortalecer a discriminação, e o pior: de forma velada, pois, por se tratar de algo que tem por objetivo principal alcançar o humor, as pessoas acabam considerando como “uma brincadeira”. A matéria, postada em uma das revistas universitárias mais respeitadas do país, a da Unicamp, resume parte da pesquisa dissertativa de Alan Lobo de Souza, com orientação de ninguém menos do que Sírio Possenti, uma das maiores autoridades do campo da Linguística atualmente. 4- Vídeo do YouTube sobre modelos e cores de vestimentas femininas e masculinas. Disponível em: Moda infantil: rosa e azul? Acesso em: 20/05/2020. Meninos usam calça, meninas usam saia. Meninos usam azul, meninas usam rosa. Mas será que sempre foi assim? E de onde surgiram esses conceitos? A historiadora Eneida Queiroz explica de forma brilhante a evolução histórica nas formas de se vestir de meninos e meninas e a origem do rosa para meninas e azul para meninos. Aliás, o canal da historiadora é muito útil para todos que têm interesse ou precisam saber mais sobre a área. Com poucos minutos, ela te enriquece com bastante cultura. 5- Clipe Superwoman, de Alicia Keys. Disponível em: Superwoman Acesso em: 20/05/2020. Quando falamos em “Mulher Maravilha” ou “Supermulher”, em que ou quem você pensa? Provavelmente, naquela mulher de corpo perfeito, usando roupas vermelhas e azuis, ou até mesmo na atriz Gal Gadot, a última intérprete da personagem Mulher Maravilha no cinema. No clipe selecionado, Alicia Keys descontrói a visão da Superwoman, mostrando quem são as mulheres maravilha ou as supermulheres da vida real. 6- Desenhos animados da Disney (Coleção “Princesas”). Disponível por locação no YouTube. Gostaríamos que você olhasse com um pouco mais de atenção as princesas mais antigas da Disney: Cinderella e Branca de Neve. Já notou que todas elas são belíssimas e estão insatisfeitas com alguma situação em sua vida? Essa insatisfação, inclusive, é o que dá o tom dos contos de fadas, fazendo com que as belas princesas passem por uma série de percalços, até serem salvas por um maravilhoso e valente príncipe. Mas por que essas princesas não poderiam se proteger ou se salvar sozinhas? Por que há a necessidade do corajoso príncipe no conto? E, principalmente, o quanto isso ajuda na desvalorização da mulher e na exaltação do homem como salvador? Os desenhos da Disney, inspirados nos clássicos contos de fadas (mas adaptados ao público infantil, claro), trazem outro ponto que podemos salientar: as vilãs. Como elas são? Quais são as características semelhantes entre elas? Como a imagem das vilãs contribui com a ideia de que mulheres de cabelos escuros, curtos e com sobrancelhas arqueadas têm “cara de má”? 7- Filme Legalmente Loira (de 2001). Disponível por locação no YouTube. Em Legalmente Loira, Elle Woods, formada em Moda, de família rica, presidente de uma irmandade e, claro, loira, decide estudar Direito (os motivos você descobrirá no próprio filme). A produção cinematográfica tem um tom leve, com cenas bastante engraçadas, mas que revelam quanta discriminação e julgamento há numa situação como essa e como tal situação ainda ocorre, mesmo hoje. Seja bem sincero (a): qual imagem mental você tem de uma mulher que decide fazer

Leia e interprete os textos motivadores que se seguem para desenvolver a proposta de redação desta semana com estereótipos na mídia e na literatura – tema. Texto 1 Preconceito: pesquisa comprova que a mídia reforça estereótipos de gênero para crianças Sim, os papéis dos personagens na TV, no cinema e na televisão ensinam o que a cultura espera do seu filho de acordo com o gênero. NAÍMA SALEH 14 JUL 2017 – 11H19 Existe um movimento grande no sentido de libertar as crianças dos estereótipos de gênero. Ficou fora de moda achar que rosa é para menina e azul para menino. Famílias têm se esforçado para desconstruir a ideia de que eles não podem brincar de boneca, enquanto elas não podem preferir carrinhos. Uma porção de livros infantis que tratam do assunto foram lançados recentemente e muitas escolas têm trabalhado com carinho essa questão. Mas será que todas essas iniciativas bastam, uma vez que filmes, programas de TV e até desenhos animados continuam reforçando os estereótipos de gênero? Parece que não. A pesquisa Watching Gender: How Stereotypes in Movies and on TV Impact Kids’ Development analisou 150 artigos, entrevistas, livros e outras pesquisas científico-sociais e concluiu que os estereótipos de gêneros estão mais persistentes nos programas de TV e filmes, a mídia é capaz de ensinar as crianças culturalmente o que se espera dos meninos e das meninas. De acordo com a psicóloga e psicopedagoga educacional Marisa Irene Siqueira Castanho, conselheira da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), o modelo de família e de gênero que conhecemos teve origem no século 19, quando a sociedade passou a dar valor à criança e à sua educação associada a uma nova ordem social com a família nuclear, instituída pelo casamento e com papéis masculinos e femininos determinados. “O modelo heterossexual assumido nessa nova ordem social levou ao desenvolvimento de relações sociais dicotômicas que associam ao homem papeis masculinos de força, atividade, agressividade, trabalho, controle de emoções, e ao papel feminino, fragilidade, docilidade, passividade, aceitação.”, explica. Ou seja: o gênero é uma construção social, algo que pode variar de acordo com a cultura. “Os procedimentos dessa pesquisa, se replicados no Brasil, trariam resultados semelhantes e provavelmente inesperados, uma vez que pela mídia não estamos sujeitos apenas a propagandas de roupas e brinquedos infantis, mas a programas que incitam violência e sexo explícito”, explica Marisa. E o problema é que as crianças entram em contato com essas ideias muito cedo, em um período em que estão construindo suas referências, solidificando paradigmas. Mais tarde, fica muito difícil de desconstruir esses padrões. Infelizmente, não há como blindar as crianças dessas influências. Mas é possível, sim, oferecer, em casa outras possibilidades, que fogem dos modelos reproduzidos por personagens na ficção. “A escolha da brincadeira e dos brinquedos pelas crianças funciona como uma espécie de tubo de ensaio daquilo que os homens e mulheres fazem no mundo adulto do trabalho e que pode ser experimentado por elas, ampliando suas experiências e vivências, treinando suas competências, apontando caminhos e escolhas”, explica a psicopedagoga. Deixe que seu filho experimente, explore, brinque e questione. E aproveite as oportunidades em que seu filho tiver contato com algum tipo de mídia – seja um filme, um desenho ou até uma propaganda – para ensiná-lo a questionar as informações que ele recebe. Comente as atitudes dos personagens, os enredos, estimule-o a pensar e a refletir. No mundo em que vivemos, o encontro com o outro, com o diferente, é inevitável. Inclusive com as ideias que são opostas aos nossos ideais. A grande questão é: como ensinaremos nossos filhos a lideram com elas? “As diferenças existem e não são elas o problema. O problema se instala quando, frente às diferenças, as relações de identidade ordenam-se em torno de oposições binárias: masculino/feminino, branco/negro, heterossexual/homossexual, usando-se um dos pares para identificar o que é normal e esperado, em detrimento do outro que é discriminado e tratado com preconceito”, completa Marisa. Tenha isso em mente e o coração aberto para que seu filho aprenda a aceitar o diferente e tenha confiança de ser ele mesmo, independente do que se espera dele por seu gênero. Fonte: www.revistacrescer.com.br Acesso em 20/05/2020. Texto 2 Nos últimos anos, Hollywood foi alvo de críticas por racismo e sexismo. Ambos são profundamente enraizados e podem ser percebidos nos atores diante das câmeras, nas pessoas que comandam o setor e também na representação de grupos sociais em filmes. Para mostrar como os estereótipos evoluíram em Hollywood, a DW examinou clichês recorrentes em mais de 6 mil filmes que concorreram ao Oscar desde 1928. Há muitos exemplos de caricaturas racistas ao longo da história de Hollywood. Negros e asiáticos são os alvos mais comuns. Um exemplo é Breakfast at Tiffany’s, com Audrey Hepburn, no qual o vizinho Mr. Yunioshi, com seus dentes tortos e sotaque típico, parodia um japonês. “Racismo, na forma de exclusão do mercado de trabalho e de papéis estereotipados, marca a indústria cinematográfica de Hollywood já desde os seus primórdios, no início dos anos 1900”, escreve a socióloga Nancy Wang Yuen no livro Reel Inequality: Hollywood Actors and Racism. De fato, nos primeiros anos, personagens asiáticos, quando existiam, apareciam sempre como clichês ofensivos: ou eram vilões misteriosos e ameaçadores ou caricaturas, como Mr. Yunioshi. Para completar, Mr. Yunioshi ainda é interpretado pelo americano Mickey Rooney, ou seja, é um exemplo de yellowface, um não asiático que é maquiado de forma caricata para se parecer com um asiático. Essa prática era comum em Hollywood. Produtores relutavam em contratar atores de minorias. Em vez disso, eles colocavam brancos para interpretarem os papéis. O processo acabou se retroalimentando: preconceitos perdem força à medida em que pessoas de diferentes grupos étnicos passam a ter mais contato entre si. “Só que os asiáticos eram historicamente segregados nos Estados Unidos. Ainda hoje, a maioria dos papéis de asiáticos e americanos de origem asiática não é interpretada por eles mesmo, mas por pessoas que não sabem muito sobre eles”, comenta o pesquisador Kent Ono, da Universidade de Utah e que estuda a representação de etnias na mídia. “Entre as pessoas que não conhecem

Quem disse que dá pra usar só séries, filmes e livros como repertórios socioculturais nas redações? Na-na-ni-na-não! Os reality shows também podem ser repertórios riquíssimos se usados nos temas certos, afinal são, na maioria das vezes, experimentos sociais! Sendo assim, preparamos uma super dica com o reality do momento: como usar THE CIRCLE nas redações! Ele já foi gravado em alguns países, inclusive no Brasil, e pode ser assistido na Netflix! REALITY: THE CIRCLE 2018 – 2020 • Reino Unido (2 temporadas), Estados Unidos (1 temporada), França (1 temporada), Brasil (1 temporada) Os participantes, que não se conhecem, ficam confinados em apartamentos separados e só podem se comunicar via chat. Eles precisam usar as melhores táticas e criar laços para se tornarem populares no jogo. Tudo isso para ganhar o prêmio final em dinheiro. Perfis fakes e os perigos do mundo digital Os participantes devem entrar no chat criando um perfil. Contudo, eles podem mudar algumas informações sobre suas próprias vidas ou até criar um perfil fake para se passar por outra pessoa. No reality não há perigos além da perda do prêmio final, mas na vida real os fakes podem ser criados com más intenções, principalmente quando se envolvem com crianças e adolescentes, que são enganados pela apresentação de um perfil e de um discurso que, na verdade, não existem. Confinamento e a falta de encontro físico entre pessoas Este é um tema que temos vivido durante a pandemia do COVID-19 e que pode ser cobrado em alguma prova. Os participantes de The Circle ficam confinados, assim como em diversos realities, mas em The Circle o confinamento é individual. Isso torna os jogadores muito mais sensíveis, já que não podem ver ninguém pessoalmente durante o jogo. Só há uma possibilidade disso acontecer: quando algum eliminado decide visitar outro jogador. Redes sociais e as novas possibilidades de comunicação O reality mostra uma grande possibilidade que surgiu com as redes sociais: conhecer pessoas digitalmente. No jogo, os participantes estão no mesmo prédio, mas na vida real podemos nos conectar com pessoas que vivem a milhares de quilômetros da gente, de lugares de todo o mundo. Com a apresentação de cada jogador em seus perfis, outros participantes que se identificam podem começar a conversar e até criar vínculos emocionais. Assistentes virtuais e seus impactos na rotina Os assistentes virtuais são softwares criados para ajudarem as pessoas a realizarem determinadas tarefas. No jogo, o Circle é o assistente que atende aos comandos de voz dos participantes na hora de utilizarem o chat. Ele é apenas visual, ou seja, não responde por voz como alguns assistentes muito conhecidos, como a Siri (Apple), Alexa (Amazon), Cortana (Microsoft) e Google Assistente (Google). Alguns destes assistentes têm mudado a rotina de muita gente, sendo mais um exemplo de que a tecnologia pode trazer impactos às nossas vidas. O desejo de se tornar popular nas mídias sociais O objetivo dos jogadores em The Circle é buscar popularidade e aliados que o tornem um influenciador, para que ele possa eliminar oponentes. Com as redes sociais, é possível notarmos que esta busca pela popularidade é ativa. Muitas pessoas vêem estes espaços sociais digitais como uma forma de obterem reconhecimento e até se tornarem famosas. Diante desta busca, surgiu a profissão de Influenciador Digital, que tem dado voz a pessoas antes desconhecidas e que, inclusive, alterou a lógica do marketing e da publicidade. Preconceitos nas redes sociais A primeira informação que os jogadores recebem de seus oponentes são seus perfis com foto, nome, idade e uma breve descrição de sua vida e de seus gostos. Alguns participantes já desgostam de outros assim que analisam seus perfis. Isso mostra que o “julgamento pela capa” nas redes sociais, por exemplo, acontece com muita frequência, às vezes sem percebermos. A busca por aprovação através dos likes Após as eliminações, os participantes que restam no reality devem atualizar seus status com o que estão sentindo. Este status é lido pelos oponentes e pode ou não ser curtido por eles. Por meio destes likes os jogadores medem o quanto são aprovados e queridos pelos outros participantes. É notável a frustração dos jogadores quando não recebem muitos corações e alguns até acreditam estarem fazendo algo errado por não receberem. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir a gente no Instagram: @redacaonline Leia também: Como usar a série VIS A VIS na redação? Como usar a série LA CASA DE PAPEL nas redações? Como usar a série ELITE em suas redações? Como usar a série YOU em suas redações? Como usar a série DARK em suas redações? Como usar a série THE SOCIETY em suas redações?

Citando a série Vis a Vis na redação Olá, leitor(a)! Tudo bem com você? Vocês sabem que a gente ama filmes e séries, né? Por isso, trouxemos uma dica de como usar a série VIS A VIS (disponível na NETFLIX) em suas redações, relacionando-a a temas sociais super relevantes! Bora conferir e ir Citando a série Vis a Vis na redação? SÉRIE: VIS A VIS 2015-2019 • 4 temporadas • 18+ • drama • Espanha Macarena Ferreiro se apaixona pelo chefe e acaba sendo acusada de quatro crimes fiscais por culpa dele. Assim que é presa, Maca precisa enfrentar o choque emocional que é estar em uma cadeia feminina, enquanto sua família procura um jeito de pagar a fiança e libertá-la. ATENÇÃO: CUIDADO COM OS SPOILERS! Tráfico de drogas na prisão Durante toda a série o tráfico de drogas e toda a hierarquização decorrente dele ficam escancarados para os espectadores. A personagem Anabel é a chefe do tráfico no início da série, mas tudo muda quando algumas detentas são transferidas para outra prisão, onde já existem outras chefes. Vício em drogas O outro lado da moeda também fica visível durante todas as temporadas. O tráfico existe porque há presas consumindo as drogas. É o caso de Tere, uma detenta que foi encarcerada justamente por causa das drogas. Teresa tenta lutar contra o vício e tem vários momentos de recaída. Infecções sexualmente transmissíveis Na primeira temporada, Macarena conhece Cachinhos e as duas começam a se relacionar emocional e sexualmente. Macarena descobre posteriormente que contraiu da companheira HPV e tricomoníase. Reinserção de ex-presidiários na sociedade Um tema muito importante abordado em alguns momentos é a reintergração das presas na sociedade após conseguirem a liberdade. A dificuldade em conseguir um trabalho digno sem sofrer preconceitos é discutida. A personagem Cachinhos, por exemplo, precisa garantir um emprego para conseguir o semiaberto, mas nada encontra. Doação de órgãos A detenta Soledad, muito querida pelas colegas, precisa aguardar a doação de um coração para poder ser transplantada. Uma questão interessante abordada na série é que Sole reflete sobre ser ou não merecedora do órgão, afinal é uma detenta que cometeu um crime grave. No fim da 1ª temporada Sole consegue um novo coração. Homossexualidade Na 1ª temporada Macarena se apaixona pela colega Cachinhos. Ela tenta fugir do relacionamento, por se considerar heterossexual. Mas acaba se rendendo a esta relação e assume, mais tarde, o namoro para a família. Gravidez dentro da prisão Logo na 1ª temporada Macarena descobre estar grávida de seu chefe. A personagem fica muito indecisa sobre abortar ou não, mas decide manter o bebê e cuidar de sua gravidez ao máximo. Em um momento, ela expõe à diretora da prisão sua vontade de ir para a ala de mães, para que possa ficar mais segura e confortável. No entanto, Maca perde o bebê após ser sequestrada por Zulema e forçada a tomar uma pílula abortiva. Abuso de poder Em diversos momentos alguns funcionários da prisão feminina se aproveitam da posição em que se encontram e são abusivos com as detentas, destratando-as e cortando seus direitos. O policial Valbuena, por exemplo, torna-se chefe de segurança da prisão Cruz Del Sur na 2ª temporada e faz com que a vida das detentas se torne ainda mais hostil. Adoção Na 2ª temporada a detenta Saray descobre estar grávida de seu marido, com quem se casou graças a um casamento arranjado por seus pais. Tudo o que a família mais queria era que ela engravidasse, e o conseguiu. Contudo, ela descobre que seu marido éestéril e percebe que a filha é, na verdade, fruto do abuso sexual cometido por Sandoval. Após ser rejeitada pela família, Saray decide doar sua filha para um casal, para que ela possa ter uma vida justa longe da prisão. Abuso sexual e estupro O personagem Sandoval, médico das detentas e membro do conselho da prisão, aproveita-se de sua condição para chantagear as detentas e abusar sexualmente delas. Um dos momentos mais angustiantes da série, na 2ª temporada, é a cena em que ele estupra a detenta Saray, que está sedada na solitária. Valbuena, na mesma temporada, também abusa sexualmente da personagem Cachinhos. Desaparecimento de pessoas Na 2ª temporada o desaparecimento de Amaia, uma adolescente, faz agitar a prisão Cruz del Sur. A suspeita pelo sequestro da menina vai presa e acaba contando para Zulema, sua colega de cela, onde a garota está e após isso comete suicídio. Zulema usa a informação para negociar sua liberdade com o inspetor Castillo, mas Macarena descobre e revela para a polícia onde a desaparecida se encontra. Gordofobia e culto ao corpo padrão Na 3ª temporada surge na história a personagem Goya, que em uma das reuniões de terapia desabafa com as colegas sobre os preconceitos sofridos durante a infância por causa de seu corpo, principalmente por parte de sua mãe, que a destratava pela seu corpo. O mal de Alzheimer Na 4ª temporada, Soledad descobre estar com Alzheimer, doença progressiva que destrói a memória e outras funções mentais importantes. Pede, então, às amigas que a matem, caso algum dia não lembre mais quem são. Também pede a elas que não a deixem ser levada para uma instituição de detentas com problemas mentais. Sandoval, novo diretor da prisão, decide levar Sole e suas colegas iniciam uma rebelião que culmina na morte da colega doente. Privatização de instituições estatais A série também aborda a questão das instituições privadas que são responsáveis por questões estatais, como é o caso das prisões Cruz del Sur. Magdalena Cruz, dona das prisões, deixa sempre claro que seu objetivo é chamar atenção dos investidores e ganhar mais dinheiro, nem que para isso precise cortar direitos das detentas. Transexualidade representada no audiovisual Na 3ª temporada surge Luna, uma personagem transexual e viciada em drogas. Sua sexualidade não é discutida na série, contudo é um papel muito representativo, já que é uma personagem interpretada por uma atriz transgênero, a artista Abril Zamora. Visitas e contato de detentos com o mundo externo O nome da

O avanço do e-commerce no Brasil – Tema Leia os textos a seguir para produzir a redação abaixo O avanço do e-commerce no Brasil – Tema. Não deixe de observar as datas de publicação dos textos motivadores. Texto 1 Pesquisa mostra que e-commerce cresceu quase 40% no Brasil em um ano 15 de julho de 2019 O e-commerce é uma tendência promissora no Brasil! As plataformas que funcionam como um shopping virtual oferecem diversos produtos e serviços. Desse modo, os usuários encontram com conforto e facilidade qualquer item desejado. Conforme as lojas virtuais recebem visitas, sua visibilidade na internet aumenta, e, consequentemente, as vendas on-line são impulsionadas. Segundo o estudo Perfil do E-commerce Brasileiro feito por uma parceria entre PayPal e BigData Corp, a expansão do e-commerce brasileiro cresceu, aproximadamente, 40% após dois anos de crescimento moderado. Os registros de 2016 são de 9,23% e de 12,5% em 2017. No último ano, o e-commerce brasileiro apontou o seu maior crescimento desde o ano de 2014. De acordo com o estudo recém-publicado, foi registrado o aumento de 37,59% no número de lojas on-line, atingindo a marca de 930 mil sites dedicados ao comércio eletrônico no país. Aumento de participação e lucros A pesquisa Perfil do E-commerce Brasileiro também mostra que, desde 2015, o e-commerce triplicou sua participação no total de sites do Brasil. Ao longo desse período, o e-commerce saiu de 2,65% para 7,04%, números que demonstram o importante crescimento que vem acontecendo nos últimos anos. De acordo com os dados da Webshoppers Ebit/Nielsen, empresa que pesquisa a reputação das lojas on-line, no primeiro semestre de 2018, os e-commerces faturaram cerca de 23,6 bilhões. Isso mostra que o mercado on-line brasileiro está estável e investir nesse segmento gera bons lucros. Neste ano, o e-commerce pode ter um aumento de R$79,9 bilhões nas vendas, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Estimativa para os próximos anos Estudos mostram que, até o ano de 2020, cerca de 50% das compras serão feitas on-line, por meio de smartphones, tablets e outros eletrônicos, ou seja, as lojas físicas não serão a primeira opção dos brasileiros. O mercado está cada vez mais moderno, buscando se adaptar da melhor maneira à rotina agitada dos consumidores, que, muitas vezes, não têm tempo de se deslocar até uma loja física. O e-commerce oferece conforto e facilidade para os consumidores e também para os donos desse tipo de empresa. Uma pesquisa do Google mostrou que as vendas por e-commerce irão dobrar em cinco anos, chegando a R$85 bilhões. Até 2021, o crescimento do setor será, em média, 12,4% ao ano. Atualmente, existem 58 milhões de consumidores on-line, ou seja, cerca de 27% da população brasileira. Em 2018, foram registrados 123 milhões de pedidos on-line. (…) Fonte: www.terra.com.br Acesso em 07/05/2020. Texto 2 Compras pela internet disparam com crise do Coronavírus 23 DE MARÇO DE 2020 O avanço do Coronavírus no Brasil fez com que a compra pela internet disparasse nas últimas semanas no Brasil. Segundo dados do Compre e Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, a alta das vendas totais foi de 40% nos primeiros 15 dias de março. Um relatório produzido pela empresa, em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), mostra que houve um aumento significativo no consumo das categorias de “saúde” (111%), “supermercados” (80%) e “beleza e perfumaria” (83%) no primeiro bimestre de 2020, se comparado ao mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, segmentos como “câmeras e filmadoras” e “games” tiveram quedas drásticas, de -62% e -37%, respectivamente. “A tendência é que o cenário continue dessa forma, com consumidores mais engajados nas compras à distância e movimentando o consumo de categorias relacionadas às necessidades básicas do dia a dia e de prevenção da Covid-19”, afirmou André Dias, diretor executivo do Compre e Confie e coordenador do Comitê de Métricas da camara-e.net, principal entidade multissetorial da América Latina. Para Mauricio Salvador, presidente da ABComm, as empresas precisam buscar presença digital. “É possível começar a vender on-line de forma rápida e simples, sem a necessidade de investimentos massivos. As empresas que não levaram seu modelo de negócios para a internet estão em desvantagem, correndo riscos de sobrevivência”, declarou. Segundo ranking do E-commerce Brasil, produzido em parceria com a consultoria Métrica, os maiores sites de compras pela internet no Brasil são Mercado Livre, Americanas, Amazon, Magazine Luiza e Casas Bahia. Fonte: www.uol.com.br Acesso em 07/05/2020. Texto 3 A partir dos textos lidos e de sua análise do cenário atual e evolutivo, redija uma dissertação argumentativa na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema O avanço do e-commerce no Brasil. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: Desafios da alfabetização tecnológica para os idosos Tema de redação: Tecnologia une ou separa as diferentes classes sociais? Tema de redação: O reflexo da tecnologia no mercado de trabalho e as novas profissões Tema de Redação: Desafios do jornalismo contemporâneo Tema de Redação: Criptomoedas e impactos na economia
Os artigos sobre “Para vestibulandos” são um ótimo ponto de partida para desenvolver suas habilidades de escrita. Para ir além, conte com a correção detalhada de professores especializados que vão analisar sua redação em até 24 horas, com feedback personalizado nas 5 competências do ENEM.
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