1084 artigos encontrados com a tag “Para vestibulandos”

Leia os textos motivadores que se seguem para produzir a redação abaixo os desafios dos atletas paraolímpicos – tema. Texto 1 Atletas falam sobre as dificuldades que enfrentam no esporte e na vida Falta de patrocínio e espaço para os treinos estão entre as reclamações. Jovens treinam firme para tentar um bom resultado nas Olimpíadas do Rio. Atletas de vôlei de praia reclamam da falta de dinheiro para competições e treinos. Carlos Luciano tem 23 anos e joga há seis. Ele busca ajuda financeira pela internet para custear passagem, alimentação e hospedagem em torneios. Muitas vezes, a ajuda virtual não vem e Carlos conta com o apoio de amigos e familiares para participar das competições. Gabriel de Souza perdeu o braço em um acidente, ainda na infância, e hoje tem o sonho de se tornar um atleta paralímpico. Ele treina forte para baixar o próprio tempo e conseguir uma classificação para os próximos jogos. Como atleta, ganha uma bolsa de R$ 300 da prefeitura do Guarujá. Metade do valor vai para as despesas da casa. Comerciantes da região ajudam oferecendo refeições e dinheiro para que o jovem viaje para as competições. Teresina está crescendo no badminton. O esporte tem regas parecidas com o tênis, mas usa uma raquete menor e uma espécie de peteca. Lorena e Monalisa, duas atletas da região, são reconhecidas no esporte, mas ainda não têm apoio. A prefeitura ajuda com as despesas de passagem, mas alimentação e hospedagem ficam por conta das famílias. Para participar de um torneio em São Paulo, as duas contaram com a ajuda de outros atletas, que receberam as meninas. O jovem Francielton é o atleta do Piauí com melhor desempenho no campeonato de badminton. Ele conseguiu se classificar para a final, mas perdeu a partida. O garoto recebe uma bolsa de R$ 925 do Ministério do Esporte. Para continuar recebendo o auxílio, ele precisa estar entre os três primeiros colocados nas competições. O atleta lamenta o resultado da partida e diz que precisa melhorar seu estado psicológico, prejudicado pela pressão do resultado e pelo medo de perder a bolsa do governo. Fonte: g1 globo Acesso em 21/04/2020. Texto 2 O crescimento do Brasil como potência paralímpica é gigantesco, pois saltou de um magro 37º lugar em Barcelona em 1992 para o 8º lugar na Rio 2016. Está programada para 25 de agosto de 2020 a abertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Estaremos representados por incansáveis heróis do esporte, que alcançaram um recorde de medalhas nos Jogos Rio 2016, quando nossas 72 medalhas nos alçaram ao honroso 8º lugar no quadro geral de medalhas. Mas o Brasil pode e deve lutar por mais. O crescimento do Brasil como potência paralímpica é gigantesco, pois saltou de um magro 37º lugar em Barcelona em 1992 para o 8º lugar na Rio — 2016. Desde Pequim — 2008, estamos entre as 10 nações que mais subiram ao pódio. No entanto, insisto, sabemos que podemos mais. Apesar das 14 medalhas de ouro, 29 medalhas de prata e 29 medalhas de bronze da Rio — 2016, número histórico dos nossos atletas paralímpicos, o Brasil ficou abaixo da meta traçada pelo próprio Comitê Paralímpico Brasileiro, que vislumbrava um lugar entre as cinco primeiras posições no quadro geral de medalhas. Daniel Dias, André Brasil, Clodoaldo Silva (nadadores), Ádria Rocha dos Santos (atletismo), Luiz Cláudio Pereira (lançamento de dardos) são heróis nacionais dos esportes paralímpicos, os maiores medalhistas de nossa história. A eles se somam centenas de outros atletas em atividade que com garra, força, superação e muita luta têm enchido nosso país de orgulho nas últimas edições dos jogos. Por outro lado, a luta individual de nossos atletas não pode ser o único combustível para tornar o Brasil uma potência mundial dos esportes paralímpicos. Para alcançar os objetivos e metas do nosso Comitê Paralímpico é preciso aumentar ainda mais os investimentos nos esportes para os brasileiros que têm algum tipo de deficiência. Desde 2001, existe uma arrecadação estatal via loterias federais e, a partir de 2005, começaram os primeiros investimentos e incentivos de patrocinadores privados. Mas é possível e necessário ir muito mais além. Para isso precisamos dar maior reconhecimento público e social em torno dos esportes paralímpicos. Temos que pensar meios para aumentar o investimento estatal e ainda em novas formas de angariar investimentos e patrocínios privados para que possamos crescer e multiplicar nossa experiência paralímpica. Só com planejamento focado em metas ousadas e mais investimentos é que poderemos construir centros de treinamentos de excelência por todo o país, que deem suporte e incentivem a prática dos esportes entre as pessoas com deficiências. Muitos países têm esses centros de treinamento e, por isso, são potências mundiais nos esportes. Isso tem uma importância transcendental para o país. Começando pelo orgulho nacional, mas não só. Para além disso, como médico especialista em cirurgias de alta complexidade, lido rotineiramente há décadas com pessoas com deficiências entre meus pacientes. Posso atestar que há uma importância pública, social e de saúde para o país no incentivo ao esporte paralímpico. Os ganhos para a saúde e a vida dessas pessoas que o esporte pode trazer são incalculáveis. O esporte é saúde para todo e qualquer ser humano. Eu mesmo pratico esportes desde sempre. E tudo isso só ocorrerá se a experiência dos Jogos Paralímpicos for melhor assimilada por toda a sociedade. O intercâmbio das práticas, pesquisas e tecnologias, além do conhecimento amplo das histórias, dos heroísmos e do grande desempenho de nossos atletas paralímpicos precisam ser reconhecidos, reverenciados e apropriados pela vida de toda pessoa com deficiência. É com esse intuito, com essa convicção que no próximo dia 22, Dia Nacional do Atleta Paralímpico, faremos na Câmara dos Deputados, por minha iniciativa, uma homenagem aos nossos atletas guerreiros. Com essa homenagem, espero angariar apoio, força, investimento e começar a implantar nova visão que ajude o Brasil a se consolidar como potência mundial nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Fonte: correio braziliense Acesso em 21/04/2020. Texto 3 Fonte: globo esporte globo Acesso em 21/04/2020.

Leia os textos motivadores a seguir para redigir o que se pede. Texto 1 Cultura de submissão da mulher: principal determinante da violência doméstica Nesta entrevista, Dayse de Paula, coordenadora da Pesquisa Novas Hierarquias Profissionais: Conhecimento, Gênero e Etnia, do Programa de Estudos de Gênero, Geração e Etnia da SR3/Faculdade de Serviço Social (FSS), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), fala dos determinantes da violência social e das formas de coibir este tipo de violência. Mobilizadores COEP – Em que consiste a chamada violência doméstica contra a mulher? Que condutas a caracterizam? R.: É toda violência praticada por pessoa do círculo das relações da intimidade e confiança da mulher (companheiro, marido, irmão, padrasto, sogra etc). As condutas mais comuns são agressão verbal, coação, desqualificação das ações da mulher no dia a dia, agressão física e subtração de bens materiais de que a mulher precisa para sobreviver. Mobilizadores COEP – Quais os principais determinantes deste tipo de violência? Quem são as principais vítimas? R.: O principal determinante é a cultura de submissão da mulher, ainda existente em nossa sociedade, e o estímulo a comportamentos agressivos na educação do homem. As principais vítimas são mulheres e crianças do sexo feminino. Muitos casos envolvem a dependência de álcool e drogas por parte dos agressores. Mobilizadores COEP – A que tipos de danos estão sujeitas estas mulheres? E os filhos? R.: Risco de morte, sequelas neurológicas (perdas de desempenho da inteligência; perda da fala por traumas de crânio que afetam o funcionamento do cérebro); mutilações; prejuízos psicomotores (limitações de movimento devido a lesões permanentes em membros superiores, inferiores), depressão, ansiedade, hipertensão, agressividade transmitida aos filhos, desequilíbrio psíquico etc. Mobilizadores COEP – Quais as principais formas, hoje, no país de coibir este tipo de violência? R.: Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs); Centros de Referência da Mulher; Juizado de Violência contra a Mulher e Conselhos Tutelares. Mobilizadores COEP – Em linhas gerais, o que diz a Lei Maria da Penha a respeito? Houve alguma mudança nestes quatro anos em que a lei está em vigor? R.: Ela tipifica e define a violência doméstica e familiar contra a mulher e estabelece as suas formas: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Com a lei, cresceu significativamente o número de denúncias e de equipes profissionais especializadas no atendimento à mulher em situação de violência doméstica. Mobilizadores COEP – A que tipo de penalidade estão sujeitos os agressores? R.: Prisão em flagrante e prisão preventiva do agressor. A pena mínima é reduzida para 3 meses e a máxima aumentada para 3 anos, acrescentando-se mais 1/3 no caso de pessoas com deficiência. Os agressores podem ser obrigados pelo juiz ao comparecimento obrigatório a programas de recuperação e reeducação. Mobilizadores COEP – Quais as principais dificuldades de se lidar com a violência doméstica, em especial em comunidades de baixa renda? R.: A principal dificuldade é reconhecer, de imediato, os atos que são considerados violentos. Infelizmente, pelos costumes, muitas mulheres tendem a se submeter a humilhações diárias, sem reagir, tolerando situações que levam a casos mais graves e resistem a denunciá-las. Outra dificuldade é a garantia do fácil acesso à rede de apoio à mulher, que inclui postos de saúde, centros de capacitação de trabalho e abrigos. Embora bem ampliado, ainda precisa de muitas iniciativas nesta direção. Mobilizadores COEP – É possível realizar um trabalho de conscientização e prevenção à violência doméstica? De que forma? R.: O importante é tentar criar uma rede de apoio entre moradores solidários, vizinhos, em um primeiro momento para, posteriormente, chegar às instituições referenciadas no atendimento destas mulheres, jovens e crianças. Garantir parcerias com a área da saúde, na perspectiva preventiva, incentivando as notificações médicas, após atendimento. Mobilizadores COEP – Como redes sociais, como o COEP, podem mobilizar para diminuir a violência doméstica nas comunidades onde atua? R.: Desenvolvendo ações preventivas e estimulando as mulheres a buscarem a sua autonomia por meio da escolaridade, desenvolvendo projetos de empreendedorismo, em parceria com escolas, destacando a importância da participação de mulheres; desenvolvendo campanhas educativas que fortaleçam o respeito entre homens e mulheres, a começar com as crianças, por meio de uma sensibilização das escolas. Entrevista do Grupo Gênero, Combate à Discriminação e Grupos Populacionais. Entrevista concedida à: Renata Olivieri. Edição de: Eliane Araujo. Fonte: www.mobilizadores.org.br. Acesso em 12/04/2020. Texto 2 Por Lia Bock “Dentro da doutrina cristã, lá dentro da igreja, nós entendemos que em um casamento entre homem e mulher, o homem é o líder”. Essa foi a frase que Damares, ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos disse numa audiência pública na Câmara. Fiquei pensando o que seria essa tal liderança no matrimônio. Porque liderança de mercado eu sei o que significa, liderança no Campeonato Brasileiro e liderança política também, mas liderança marital eu realmente desconheço. É quem decide o que o casal vai comer? Em quem vão votar? Pra onde vão nas férias? Que carro vão comprar? […] Ao afirmar publicamente que a mulher deve ser submissa ao homem, Damares mistura a pessoa física – religiosa e submissa no casamento que seja – com a ministra, que deveria pensar no bem de todos independente de credo, raça, orientação sexual ou posição política. E nesse todo o que temos são mulheres morrendo vítimas de seus companheiros – seus líderes, segundo ela. Frases como as da ministra rapidamente empoderam maridos abusadores, que não terão o menor pudor de dizer “tá vendo, você tem que me obedecer, até a ministra está dizendo”, antes de dar uns tapas na esposa. Damares, entenda: sua crença pregada em público funciona como munição para a arma que mata mulheres. Sei que você jamais colocaria essas balas na pistola, mas suas afirmações protegem homens que, escondidos atrás da máscara de líderes da família, abusam, batem e matam suas companheiras. E veja, eles não precisam de mais estímulo: no mundo morrem hoje 6 mulheres por hora vítimas de pessoas próximas, a maioria companheiros ou ex-maridos. E não adianta dizer no fim da frase que ser submissa não tem nada a

Repertório – a submissão feminina na sociedade CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI Meninas e meninos, o tema desta semana é de colocar fogo no parquinho. Falar de submissão feminina numa era de empoderamento não poderia dar em outra mesmo. Nossa proposta com este assunto é fazer com que você pense na condição da mulher sob outras perspectivas, que podem ser religiosas, culturais, sociais, temporais etc. Não se esqueça de que a forma como analisamos algo é muito influenciada pela nossa própria realidade, por isso, muitas vezes, certos comportamentos nos parecem estranhos e até mesmo inaceitáveis, mas considere que, naquele contexto, a situação pode fazer todo o sentido. Tratar da submissão da mulher é algo bastante importante, pois ela é um ponto chave para a violência doméstica e desigualdade de gênero, temas sempre relevantes quando falamos de redações de grandes testes. Não é, sobre nenhum aspecto, nossa intenção criticar essa ou aquela cultura ou religião, mas sim fazer com que você tenha contato com realidades diversas que podem fazer com que uma mulher se decida (ou seja obrigada) a ser subjugada por um homem. Então, mãos à obra? Repertório – a submissão feminina na sociedade Artigo científico sobre as origens da subjugação feminina. Disponível em: dbd puc rio – tesesabertas Acesso em 13/04/2020. Precisamos entender quando, como e por que a subjugação feminina começou e, para isso, temos de voltar às raízes do termo. Recomendamos a leitura deste extrato de artigo científico disponibilizado pela PUC Rio, pois ele faz um recorte bastante interessante a respeito da condição da mulher em cada uma das eras. Note como os aspectos sociais são extremamente relevantes quando tratamos da maneira como a mulher é vista nos diferentes tempos. Artigo científico sobre a violência doméstica enquanto efeito da subjugação feminina. Disponível em: marilia unesp Acesso em 13/04/2020. Desde a proposta de redação, você já deve ter percebido que um dos principais efeitos negativos da subjugação feminina é a violência doméstica e o artigo se propõe a discutir mais a fundo essa questão. O link te levará para um breve resumo do trabalho, a partir do qual você poderá fazer o download do artigo na íntegra. Artigo científico sobre a formação da identidade feminina em casos de violência doméstica. Disponível em: repositorio unifesp – 10152 Acesso em 13/04/2020. Por que algumas mulheres aceitam ser subjugadas e até mesmo agredidas enquanto outras dão um basta na situação logo no início? Muito disso está relacionado a aspectos psicológicos. O artigo da Unifesp analisa de forma mais aprofundada a história de vida de mulheres que foram agredidas dentro de suas casas e propõe conclusões psicológicas para o caso. Leitura muito recomendada para quem quer saber mais sobre comportamento humano. Matéria on-line sobre o movimento #tradwife Disponível em: bbc – sala social Acesso em 13/04/2020. Há cerca de dois meses, uma matéria da BBC deu o que falar nas redes sociais, tudo por conta de seu assunto: o movimento #tradwife. A hashtag em inglês faz referência às esposas tradicionais dos anos 50, aquelas que tinham como meta principal a casa em perfeita ordem, com a mesa repleta de belos pratos, cozidos maravilhosamente bem. Além disso, esse grupo extremamente conservador propõe que as esposas devem estar sempre lindas e “mimar” seus maridos ao máximo. Já entendeu por que a matéria deu todo esse babado? Se você está achando a situação surreal demais, corra para a matéria indicada no link, pois a reportagem conta com depoimentos reais e fotos para que você se convença de que isso acontece de verdade, hoje. Vídeo de canal no YouTube sobre histórias de mulheres no Oriente Médio. Disponível em: “MULHERES DEVEM SER ‘CORRIGIDAS’ 5 VEZES AO DIA” – EU PAGUEI PRA VER Acesso em 13/04/2020. O vídeo sugerido narra a história (verídica) de uma mulher que se relaciona com um afegão, mas, na verdade, grande parte dos vídeos do canal SobreVivendo na Turquia é extremamente útil para olharmos a condição da mulher com olhos bem diferentes dos nossos. Não se esqueça de que essas culturas têm costumes totalmente diferentes dos nossos e que a tolerância cultural e religiosa é critério avaliativo bastante relevante nas redações de grande porte. Busca no YouTube sobre indiferença e humilhação. Disponível em: Pesquisa: meu+marido+me+trata+com+indiferença Pesquisa: meu+marido+me+humilha Acesso em 13/04/2020. Alguma vez em sua vida você já foi tratado (a) com indiferença? É dolorido demais, não é mesmo? E quando isso acontece muitas e muitas vezes, passando a ser uma situação de humilhação? Para você ter uma ideia melhor sobre o assunto, digite na barra de pesquisa do YouTube “meu marido me trata com indiferença” e “meu marido me humilha” (resultados nos links acima) e veja como esse assunto não é nada incomum. Matéria sobre a subjugação da mulher na linguagem. Disponível em: take net – androcentrismo na linguagem Acesso em 13/04/2020. Não, não, você não leu o título errado. Até mesmo a linguagem pode ser usada para subjugar a mulher. Afinal, por que numa sala de aula com 20 alunas e 1 aluno chamamos todos de “alunos”? A matéria traz esse e muitos outros exemplos de como a linguagem pode estar a serviço da subjugação da mulher. Desenho A Bela e a Fera. Disponível por aluguel ou para compra no YouTube. Como assim A Bela e a Fera como sugestão de conteúdo para uma redação? Sim, meus queridos, é isso mesmo. Ficamos apaixonados pelo mundo incrível que a Disney representa em suas cenas e torcemos para que a Bela termine a história com a Fera e possa dançar lindamente com seu vestido amarelo no baile. Mas você já observou como é a sociedade em que a Bela está inserida? E mais um “detalhe”: a forma como a Bela e a Fera se encontram te parece natural? Livro Senhora, de José de Alencar. Disponível nas principais livrarias do país. O romance é de 1875, escrito durante o período literário do Romantismo, mas digamos que Aurélia Camargo, a protagonista, não é exatamente uma típica mulher do movimento romântico. Nesta obra incrível, Alencar

Querido leitor e leitora, o título do nosso artigo de hoje te causou algum estranhamento? Se sim, não se preocupe, pois muitas pessoas acham que interpretar e compreender um texto são exatamente a mesma tarefa, mas hoje veremos que não, essas habilidades não são irmãs gêmeas. Interpretar e compreender os textos motivadores são dois passos fundamentais para que você possa redigir sua redação com excelência, percorrendo um caminho que está, de fato, alinhado ao tema proposto. Primeiramente, vamos diferenciar as habilidades de interpretar e compreender. Quando lemos um texto, nossa primeira tarefa é a de compreender. Na fase da compreensão, compreendemos as informações que estão no texto, sem nenhum juízo ou interpretação sobre a situação. É um reconhecimento da informação. Analise a seguinte frase: A garota olhava o céu. Ao compreendermos a oração, entendemos que há uma pessoa do sexo feminino que estava olhando o céu por um determinado período. Isso é o que a frase nos diz, não estamos tentando descobrir quem é a garota, por que ela estava olhando para o céu e por quanto tempo a ação ocorreu. Já a habilidade de interpretar envolve olhar além do texto ou da frase, atribuindo a ele ou ela um contexto que nos permite deduzir, subtender ou concluir algo, porém, essas informações não estão no texto, mas são fruto do entendimento do leitor. Vamos voltar à mesma frase (A garota olhava o céu), mas agora iremos interpretá-la. Podemos deduzir que a menina que é sujeito da oração é jovem ou que o autor da frase é carioca (no Rio de Janeiro, é muito mais comum utilizar o termo “garota”), pois ela foi chamada de “garota”. Também, com base em outras pistas textuais, podemos imaginar que ela olhava o céu porque estava pensativa ou porque queria averiguar se iria ou não chover. Veja que as possibilidades de interpretação são várias e todas têm base no texto. O que confirmará ou não a validade de nossa forma de interpretar são as outras informações que o texto traz. Mesmo sabendo que a interpretação é feita pelo leitor, com base em seu conhecimento de mundo e repertório (além do suporte textual, claro), existem limites para a interpretação. Ela nunca pode ir contra algo que o texto diz explicitamente. Toda interpretação precisa ser coerente com o texto. Níveis de leitura Para que você consiga fazer uma compreensão e uma interpretação adequadas, é muito importante ler os textos motivadores em mais de um nível, já que a cada leitura novas informações são assimiladas. Ao término da primeira leitura (primeiro nível), você precisa ser capaz de responder às seguintes perguntas: – O tema do texto é? (lembrando que tema e título são coisas diferentes, hein…); – A ideia central do texto é? – As palavras-chave do texto são? Como você pode perceber, o primeiro nível da leitura está relacionado à compreensão do tema central. Já ao fim da segunda leitura, é necessário reconhecer alguns marcadores textuais, que podem, inclusive, serem sublinhados. Os principais marcadores textuais são: – Modos verbais: O texto usa o indicativo- para atribuir firmeza às ideias/ subjuntivo- para criar hipóteses e possibilidades/ imperativo- para enfatizar ordens ou sugestões que não podem ser desprezadas? – Adjetivos: As orações são marcadas por muitos adjetivos ou não? Há frases com mais adjetivos do que outras? Qual seria a razão disso? O autor do texto faz questão de detalhar características? Com que finalidade? – Advérbios de negação ou afirmação: Em que momento eles aparecem? Por que a necessidade de negar ou afirmar com tanta ênfase determinada ideia? Há gradação nos advérbios (por exemplo: não, de jeito nenhum, jamais)? – Conjunções adversativas: Quando há conjunções adversativas numa oração, precisamos prestar bastante atenção, pois a informação que vem após o “mas, porém, todavia, entretanto” é mais relevante do que o que veio anteriormente. É só observar a frase: “Eu gosto de você, mas só como amigo.” – Sinais de pontuação: O autor usa muitas vírgulas? Por que há essa necessidade de separar tanto as ideias? Usa pontos de exclamação? Qual efeito a escolha dá ao período? Apenas com o levantamento desses pontos (que estão todos dados no texto, é só você observá-los), você já terá uma boa gama de informações para entender melhor o que o texto diz. Tipos de texto Os textos motivadores do ENEM ou de um vestibular podem ser de vários tipos, mas há aqueles mais comuns e são sobre esses que vamos dar dicas de interpretação e compreensão. – Matérias jornalísticas/ Reportagens Um dos tipos mais comuns de textos motivadores são as matérias jornalísticas. Para que haja maior entendimento sobre elas, analise: – O que acontece? – Com quem acontece? – Onde acontece? – Como a situação acontece? – Como a situação acaba? Note que todas as questões acima estão na esfera da compreensão, pois as respostas estarão explicitamente no texto. Em caso de matérias jornalísticas, você precisa tomar um cuidado especial com duas perguntas: – Por que acontece a situação (motivo)? – Para que acontece a situação (finalidade)? Podemos encontrar essas respostas tanto dentro do texto, sendo assim do âmbito da compreensão, como também podemos interpretar outras informações a fim de chegarmos à resposta, usando assim a esfera da interpretação. – Gráficos Os gráficos também são muito usados como textos motivadores, uma vez que eles possibilitam uma leitura mais ágil das informações. Viu um gráfico como texto motivador de sua redação? Então é hora de observar: – O título; – As informações na horizontal; – As informações na vertical; – A forma como os índices foram representados (colunas, fatias etc.); – O uso de cores diferentes (caso haja); – A fonte da qual as informações foram coletadas. Após compreender os dados iniciais, reflita em mais duas questões: – Por que usar um gráfico para falar sobre esse assunto? – Por que essa fonte foi a escolhida? – Charges/Tirinhas De forma curta e muitas vezes divertidas, as charges ou as tirinhas aparecem frequentemente para fechar a coleção de textos motivadores e são igualmente relevantes a um

Filmes, séries e livros para usar na redação do ENEM Sempre estamos te dando dicas de filmes e séries cujos assuntos podem ser utilizados em redações com diversos temas e hoje resolvemos reunir as sugestões em um único artigo para que tudo fique acessível quando você precisar. As ideias que vamos te dar estão disponibilizadas em plataformas diferenciadas, algumas gratuitas e outras pagas. A data de referência é abril de 2020. Que tal aproveitar aquele tempo livre para um entretenimento de qualidade e que ainda pode ser super útil para a redação do ENEM? Nada mal, não é? Vamos às dicas de Filmes séries e livros para usar na redação do ENEM! Filmes Ano: 2020 Plataforma: Netflix Gênero: Suspense Esta nova produção da Netflix é mais uma boa aposta de suspense espanhol criada pela marca. O enredo conta a história de Javier, um publicitário de bastante renome, mas que perdeu seu emprego numa grande agência e está procurando por uma recolocação profissional. Javier é reprovado em muitos processos seletivos e, quando aprovado, as ofertas de trabalho são vergonhosas. A busca por um novo emprego já dura um ano. Como é de se imaginar, o desemprego faz com que o padrão de vida da família caia e Javier (junto de sua esposa e filho) são obrigados a deixar a belíssima casa alugada onde viviam. As reprovações constantes, a queda no padrão de vida e, principalmente, a mudança de casa afetam profundamente a saúde mental de Javier e faz com que ele cometa atos inimagináveis. O enredo permite analisar a importância da saúde mental e do cuidado com ela. Já há alguns anos, especialistas em redação do ENEM têm apostado em temas relacionados à saúde mental, muito por conta do aumento expressivo de casos de ansiedade e depressão no Brasil. Este filme é aquela alternativa certeira quando você quer uma produção que prenda sua atenção e te surpreenda. Pode ser usado em temas relacionados a transtornos mentais, obsessão, violência, desrespeito à mulher, condição de trabalho e uso de drogas. Ano: 2018 Plataforma: Netflix Gênero: Comédia romântica/ Drama O filme, inspirado no livro de mesmo nome, fala sobre Violet, uma mulher obcecada por beleza, perfeição e, principalmente, por seu cabelo. Parece uma trama um pouco “bobinha” à primeira vista, mas, pode ter certeza, não é. Violet sofre uma imensa pressão social e familiar (por parte da mãe em especial) para se enquadrar no estereótipo do que é considerado ideal, mas isso terá grandes reflexos em sua vida. Não vá assistir ao filme esperando por uma comédia romântica daquelas bem clichês, não é esse o foco de Felicidade por um fio. Aqui, temos uma mulher num processo de descoberta de si e questionando o quanto os padrões sociais devem ou não determinar sua vida. Pode ser usado em temas relacionados a autoconhecimento, pressão social e machismo. Ano: 2018 Plataforma: Netflix Gênero: Comédia Imagine a seguinte situação: mãe ex-miss e organizadora do concurso de misses da cidade, corpo perfeito, vaidade a mil, dietas, dietas e mais dietas (a mãe é representada por ninguém menos do que Jennifer Aniston, a Rachel, de Friends). Do outro lado, filha acima do peso, sem vocação aparente para ser miss e com baixíssima autoestima. O que pode gerar a junção dessas duas? Momentos de tristeza, frustração, risos e muita reflexão sobre padrões. Willowdean, a filha, vai fazer de tudo para provar que padrões não determinam o valor de uma pessoa. No enredo, também podemos ter contato com relações familiares conturbadas e seus efeitos, gordofobia e a importância da amizade. Pode ser usado em temas relacionados a preconceito, pressão social, padrões sociais, gordofobia e baixa autoestima. Séries Ano: 2015 Plataforma: Netflix Gênero: Comédia Grace e Frankie começam a primeira temporada (atualmente, a série está na sexta temporada) como esposas de Robert e Sol, mas, depois de muitos anos de casamento, surpresa! Seus maridos são homossexuais e formam um casal há décadas. As duas, apesar de não se gostarem nem um pouco, dividem a casa de praia durante o processo de separação e aí vemos nascer uma bela amizade com muito, muito humor mesmo. Grace and Frankie é uma série interessante, pois mostra outro lado da terceira idade que não estamos acostumados a ver, além de discutir sobre as necessidades específicas dessa faixa etária. Pode ser usada em temas relacionados a relações familiares, homossexualidade, uso de drogas, terceira idade e envelhecimento saudável. Ano: 2020 Plataforma: Netflix Gênero: Drama Uma mulher negra que decide ser empreendedora num contexto de extremo preconceito, em que mulheres, ainda mais negras, eram relegadas a um patamar social mais baixo. O tema por si só já bastante curioso. Mas tem mais, muito mais, Madame C.J. Walker sofreu muito em sua vida e seus sofrimentos a impulsionaram tanto a seguir em frente que ela se tornou a primeira mulher negra a ser milionária devido a seu próprio trabalho. Mais um pouquinho sobre esta série maravilhosa? Ela á baseada em fatos! Pode ser usada em temas relacionados a feminismo, empoderamento feminino, racismo, trabalho, preconceito social e condição de vida das mulheres. Está gostando de nosso conteúdo sobre Filmes séries e livros para usar na redação do ENEM? Livros Um enredo simplesmente apaixonante com um casal que atravessa gerações: Marilia e Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga). Você já deve ter ouvido falar em Marilia de Dirceu, a musa que inspirava o poeta Tomás Antônio Gonzaga a fazer belos versos à sua amada durante o período literário do Arcadismo. A Ladeira da Saudade é inspirado nesse contexto. Marilia, chamada frequentemente de Lília no enredo, é de uma família rica em São Paulo e sua mãe, Flávia, faz questão de que ela mantenha o namoro com um jovem de grande influência social, mas o sentimento de Lília simplesmente acabou. Por conta das férias escolares, Marilia vai passar algumas semanas com sua tia em Ouro Preto, Minas Gerais, e lá conhece Dirceu, um artista do teatro local. Os dois rapidamente engatam um romance de encher os olhos. Mas o tempo passa e Marilia precisa

Como usar o filme O Poço em sua redação? Oi, pessoal! Tudo bem? Nosso parceiro Lucas Felpi, que tirou NOTA 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica muito legal: Como usar o filme O Poço em sua redação! Bora pegar o caderno e anotar tudo! Ficha Técnica: O Poço (Original Netflix) Título Original: The Platform Duração: 94 minutos Ano produção: 2019 Estreia: 20 de março de 2020 Distribuidora: Netflix Dirigido por: Galder Gaztelu-Urrutia Classificação: 18 anos Gênero: Suspense Países de Origem: Espanha DESIGUALDADE SOCIAL “O Poço” explora, literalmente, a verticalidade social vivenciada hoje na representação de uma prisão vertical, na qual cada nível é uma classe social. Como diz o companheiro de cela do protagonista, Trimagasi, “há três tipos de pessoas: as de cima, as de baixo, e as que caem”, sendo descartada a remota possibilidade de espontânea ascensão social. INDIVIDUALISMO Dentro do chamado Centro Vertical de Autogestão, uma plataforma com comida desce do primeiro andar em diante. Em teoria, o banquete seria suficiente para todos, mas a ostentação e luxo dos residentes dos níveis superiores impossibilitam a distruibuição justa dos recursos. A cada mês, prisioneiros trocam de níveis e, mesmo assim, o egocentrismo típico do capitalismo permanece: como diz Paulo Freire, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. INSEGURANÇA ALIMENTAR A realidade distópica do filme revela a gravidade do problema da insegurança alimentar e da fome, muito presente no Brasil. Enquanto poucos recebem muito em seus pratos, muitos ficam de estômagos vazios. No filme, as opções são claras: em níveis (ou classes) inferiores, a escolha é comer ou ser comido. O PODER DO ESTÔMAGO Uma análise feita pelo filme é o efeito da privação da necessidade humana pela alimentação. Por um lado, a instintividade da fome causa atos horrendos de violência no filme, mas também a movimentação por uma mudança no status quo, sendo a fome causa comum de diversas revoltas históricas, como a Revolução Francesa e a Primavera Árabe. CONSCIÊNCIA DE CLASSE Mesmo com o revezamento de níveis, é visto como os prisioneiros não desenvolvem uma consciência de classe para ajudar uns aos outros. Afinal, todos passam pelas mesmas privações um mês ou outro, mas preferem focar em seus privilégios quando os possuíam. Faz-se uma reflexão ao mundo de hoje, onde falta união de classe para o combate às mazelas sociais. PROTEÇÃO DA CRIANÇA Ao longo do filme, vemos uma mãe que busca proteger sua filha incessantemente. A proteção de crianças em ambientes de vulnerabilidade como tal cenário é de suma importância, e, pela mesma lógica, Goreng sacrifica a panna cotta para alimentar a garota. É assim que fica claro que ela é a mensagem: a proteção de uma criança ainda em um contexto hostil revela a humanidade dos prisioneiros, ao salvar a concretização da inocência e da esperança, a criança. SIMBOLOGIA “ÓBVIO” Trimagasi repete múltiplas vezes a palavra “óbvio” ao explicar o poço ao protagonista em uma contradição do realismo de um antigo prisioneiro, sobrevivente do sistema que se rende a este, e do idealismo de um novo integrante, Goreng. O LIVRO E A FACA O filme discute a importância da educação, representada pela leitura literária, para a solução de mazelas sociais. Ao contrário de Trimagasi, que traz uma faca para se proteger e se alimentar, Goreng é o único que decide trazer um livro, uma escolha que define seu caráter messiânico. DOM QUIXOTE A menção ao livro como objeto escolhido de Goreng traça uma estreita relação entre as tramas das duas obras e seus personagens. Goreng, assim como Dom Quixote, se perde na loucura e nas ilusões, mas é a figura heróica destinada a salvar todos. 333 E O INFERNO O Centro Vertical de Autogestão é uma clara analogia ao inferno, com 333 andares e 666 pessoas (números bem conhecidos). Ao descer pela plataforma, Goreng observa exemplos típicos de cada um dos 7 pecados capitais, um em cada andar. As referências bíblicas são diversas, inclusive com a referência de Goreng a Messias, Jesus e Mensageiro em diversos momentos. NOMES DOS PERSONAGENSTudo nessa narrativa gira em torno de comida, até os nomes do personagens: Nasi Goreng é um prato da Indonésia semelhante a arroz frito; Baharat é uma mistura de condimentos típica do Oriente Médio; Imoguiri lembra muito o prato japonês oniguiri, bolinho de arroz. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO TEMA: “Desafios para a segurança alimentar no Brasil” No filme espanhol “O Poço”, prisioneiros são confinados em uma torre vertical e apenas podem se alimentar dos restos da comida do nível de cima. Na narrativa, fica clara a disparidade do luxo dos primeiros andares comparada à miséria dos últimos, analogamente à realidade. Fora do mundo distópico, o problema da insegurança alimentar no Brasil se vê, de fato, atrelado ao fato da enraizada desigualdade social do país e da má distribuição dos recursos em uma sociedade verticalmente hierarquizada. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi Leia também: Como utilizar o filme PARASITA na redação Como usar o filme CORINGA nas redações? Como usar a série OLHOS QUE CONDENAM em suas redações? Como usar VINGADORES: ULTIMATO em suas redações Como usar a série YOU em suas redações? Como usar a série THE SOCIETY em suas redações?
Falamos no último post sobre o tópico frasal, está lembrado? CLIQUE AQUI PARA CONFERIR! Só para garantir, assim como quem não quer nada, vamos retomar que o tópico frasal é uma oração que apresenta a ideia central do parágrafo. Resumidamente, podemos dizer que, por meio do tópico frasal, é possível afirmar algo com intensidade, conceituar, questionar ou comparar fatias do tema. E por que “fatias do tema”? Porque, quando construímos um texto, cada parágrafo funciona como uma fatia, um pedaço de uma unidade maior. É como se o texto fosse uma pizza e cada parágrafo fosse uma fatia dela. Os tópicos frasais também têm tipos diferentes e já tratamos disso no artigo anterior, mas, para te ajudar, vamos trazer um resuminho sobre o assunto aqui também. Temos certeza de que agora a seguinte pergunta surge na sua cabecinha: Muito bem, tudo lindo, tudo maravilhoso, mas como é que eu crio um tópico frasal? Ora, meus queridos, vocês acharam que a gente não ia contar as técnicas para vocês? Como criar tópicos frasais? O primeiro ponto em que você deve prestar atenção é a respeito do tamanho do tópico frasal. Na maioria das vezes, ele contém uma oração, mas duas orações ainda são aceitáveis. Após, defina o tipo de tópico frasal a ser usado. Lembre-se de que temos as seguintes opções: Declaração inicial Definição Contraste ou Comparação Divisão Alusão histórica Interrogação Afirmação ou negação forte.Clareza e objetividade no ponto de vista. Conceituação de uma palavra extremamente relevante para o contexto do parágrafo e do texto como um todo. Apresentação de ideias opostas (contraste).Aproximação de ideias semelhantes (comparação). Separação das ideias centrais do parágrafo.Separação de elementos ou de características desses elementos. Relação do assunto do parágrafo com fatos históricos. Questão que tem por objetivo captar o interesse do leitor. A escolha do tópico frasal depende muito do tema a ser desenvolvido e do caminho que você pretende percorrer em seu texto. Por conta disso, batemos novamente na mesma tecla: planeje seu texto antes, mesmo que seja apenas mentalmente. Bons tópicos frasais só podem ser desenvolvidos se houver planejamento anterior. Tome muito cuidado com os “enfeites” ou, como dizemos em bom português, com a “encheção de linguiça”. Avalie a necessidade e a utilidade de cada palavra que vai compor seu tópico frasal. Existem conectivos de abertura comuns para cada uma das ideias de um texto dissertativo-argumentativo. Sugerimos os seguintes: – Conectivos para somar ideias: E, mais, nem, também, ademais, além de, além disso, em adição, adicionalmente a. – Conectivos para opor ideias: Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, no entanto, não obstante, apesar de que. – Conectivos para comparação: Como, mais que, menos que, tão quanto, tanto como, tal qual, da mesma forma/maneira, igualmente, semelhantemente, bem como. – Conectivos de sequenciação: Depois, após, logo depois/após, na sequência, imediatamente, assim que, então, em seguida. – Conectivos de conclusão: Por isso, assim, assim sendo, portanto, desse modo/forma/maneira. – Conectivos para afirmação: Certamente, com certeza, de certo, efetivamente, evidentemente, realmente, verdadeiramente. – Conectivos para negação: Jamais, de modo algum, de jeito nenhum, de forma alguma, tampouco. – Conectivos para causa: Por causa de, por isso, por conta de, em virtude de, como resultado, já que, uma vez que. – Conectivos para tempo e frequência: Enquanto, sempre que, normalmente, frequentemente, geralmente, constantemente, às vezes, todas as vezes, ao mesmo tempo, simultaneamente. Existem ainda os conectivos para indicar dúvida, porém não se recomenda o uso deles em dissertações argumentativas, pois eles expressam imprecisão e podem dar a ideia de insegurança quanto aos fatos. Os conectivos de introdução e conclusão também não são bem-vindos nesse gênero. Após a etapa da escolha dos conectivos (que não são obrigatórios, mas facilitam bastante o processo de introduzir uma ideia na abertura do parágrafo) é hora de pensar propriamente na oração que vai compor o tópico frasal. Para cada parágrafo, pense no seguinte: se você pudesse usar apenas uma oração para definir o assunto do parágrafo, qual seria ela? Isso já te ajuda a ter uma ideia do caminho que você quer seguir na construção do tópico frasal. Use elementos fortes, que não deixem margem para dúvidas. Ponha todas as suas habilidades de construção de texto com clareza à mostra. E, claro, o melhor modo de fazer muito bem algo é treinando. Avalie diferentes temas e veja qual tópico frasal mais se encaixa à temática. Treine sempre que puder o desenvolvimento do tópico frasal. Como exercício, você pode também pegar textos prontos e reconhecer os tópicos frasais e os tipos deles. De novo, tópico frasal não é enrolação, não é enfeite de texto, muito pelo contrário. Ele situa o leitor e o ajuda a compreender de forma mais rápida o assunto do parágrafo. O que você não deve fazer na construção dos tópicos frasais? Há alguns pecadinhos que não podem ser cometidos quando desenvolvemos tópicos frasais e é claro que vamos te revelar quais são eles: Construir tópicos frasais muito longos: Usar três ou mais orações como tópico frasal é a receita certa para fazer com que ele perca a função dentro de seu texto. Para as orações ficarem menores, você pode contar alguns termos acessórios da oração, como os adjuntos adverbiais, por exemplo. Abrir o parágrafo com obviedade sem introduzir o assunto: Novamente estamos falando da famosa “encheção de linguiça”. Tópico frasal tem uma função dentro do texto e ela é bem importante, aliás. Usar conectivos óbvios: Em nenhuma hipótese, devemos usar conectivos que indicam início na introdução (inicialmente) ou finalização na conclusão (por fim, em conclusão), afinal essas ideias já são óbvias, certo? Pule diretamente para o assunto central. Criar tópicos frasais que não façam sentido: Por ser uma versão resumida do assunto central do parágrafo, precisamos ter muito cuidado para não enxugarmos tanto a oração a ponto de ela não fazer sentido. Olhe para seu tópico frasal do lado de fora, com olhos de leitor, pensando assim: Se eu lesse esse tópico frasal no texto de outra pessoa, conseguiria entender qual é o assunto do parágrafo? Quando nós mesmos criticamos

CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI! Em tempos de pandemia, quem não gostaria de ter uma receita mágica em mãos que fosse capaz de resolver toda esta difícil situação que temos vivido atualmente? Todo mundo, não é mesmo? Pensamos que, diante de um cenário tão delicado, as pessoas terão bom senso, mas tem muita gente utilizando o medo da contaminação por Coronavírus como estratégia para se aproveitar das pessoas e praticar o que a lei chama de Charlatanismo. Frequentemente, ouvimos o termo Charlatanismo aplicado a várias situações, mas, como você pôde notar na proposta de redação desta semana, nossa lei qualifica enquanto Charlatanismo apenas assuntos ligados à cura. Quando tratamos de uma situação que tem amparo legal, é muito importante nos atentarmos àquilo que a lei diz, pois não podemos classificar qualquer ato de enganação às pessoas como Charlatanismo. Observar o que a lei diz e fazer classificações corretas com base na lei em questão é ainda critério de correção para muitos testes de grande porte. Você verá que as sugestões que separamos para este roteiro estão bastante centradas no campo da saúde e nos casos de Charlatanismo que se enquadram no artigo 283 do Código Penal. Matéria de revista on-line com detalhamento sobre um dos casos enquadrado enquanto Charlatanismo. Disponível em: Isto é Acesso em 28/03/2020. Para que você entenda um pouco mais a história envolvendo atos de Charlatanismo, a revista Istoé publicou em 19/03/2020 uma matéria contendo mais detalhes sobre a situação. Por meio dela, vamos conhecer a formação acadêmica da pessoa envolvida e, temos certeza, você vai se impressionar. Matéria sobre as denúncias de Charlatanismo recebidas pelo Conselho Regional de Medicina. Disponível em: Conselho Regional de Medicina Acesso em 28/03/2020. Talvez você esteja pensando que esses casos envolvendo a fabricação de fórmulas milagrosas contra o contágio por Coronavírus são uma exceção, mas infelizmente essa não é a realidade. A matéria que você lerá no link acima é de junho de 2010 e de lá para cá parece que as coisas não mudaram muito… Matéria sobre os mitos disseminados nas redes sociais a respeito do Coronavírus. Disponível em: Portal Hospitais Brasil Acesso em 28/03/2020. A matéria que te indicamos aqui é extremamente rica em informações e ilustra quais são os principais mitos (e as principais verdades) envolvendo as formas de contágio e cuidado diante do Covid-19. Além do mais, há discussões a respeito de como as redes sociais facilitam a propagação de informações incorretas. Matéria on-line sobre a influência das redes sociais na disseminação de mentiras. Disponível em: Veja – Abril Acesso em 28/03/2020. As redes sociais são recursos maravilhosos, não temos dúvida, mas elas também facilitam o ato de enganar as pessoas, principalmente aquelas com menor nível de escolaridade ou mais idade, segundo as últimas pesquisas. Querendo saber mais sobre o assunto? A matéria da Veja traz bons argumentos a esse respeito. Matéria on-line sobre as diferenças entre Propaganda Enganosa e Charlatanismo. Disponível em: Promobit Acesso em 28/03/2020. Um erro bastante comum acontece quando confundimos Charlatanismo com Propaganda Enganosa, já que eles parecem ser a mesma coisa dependendo da forma como analisamos a situação. Charlatanismo e Propaganda Enganosa não são a mesma coisa e você pode entender melhor essas diferenças na matéria acima sugerida. Matéria on-line com soluções para o Charlatanismo na área médica. Disponível em: Blog IMedicina Acesso em 28/03/2020. Muito bem, já sabemos que o Charlatanismo é um problema sério e que alguns profissionais da área da saúde, inclusive médicos, têm ajudado a fazer os índices crescerem. Na matéria sugerida aqui, o autor analisa a construção de um charlatão nos meios digitais e apresenta algumas soluções para barrar o problema. Precisando de ideias para sua proposta de intervenção? Este é um dos materiais que certamente vão te ajudar. Reserve alguns minutos para a leitura e análise do texto, pois ele está repleto de boas informações. Matéria on-line sobre como suspeitar de Charlatanismo. Disponível em: Diabetes.org / Acesso em 28/03/2020. Como podemos nos proteger de casos de Charlatanismo? O médico Mateus Dornelles Severo nos ensina 12 dicas para não cairmos nesse golpe. O mais interessante da matéria é que temos o olhar de alguém que está por dentro da Medicina, praticando-a diariamente, e que, por isso, preenche o texto de detalhes aos quais não teríamos acesso se o autor não fosse médico. Matéria on-line sobre como enganar as pessoas na internet. Disponível em: kaspersky Acesso em 28/03/2020. Partimos do princípio de que a grande maioria das pessoas sabe que não podemos confiar em tudo que vemos on-line, pois esta é uma realidade paralela, um mundo construído à parte. Mas então por que tantas pessoas ainda são enganadas por charlatões? Existem mecanismos bastante elaborados e pensados exclusivamente enquanto truques para levar as pessoas ao erro e a matéria te conta quais são eles. Música Que país é este? Disponível em: letras.mus Acesso em 28/03/2020. Legião Urbana já cantava em 1987 sobre as imensas contradições que existem em nosso país e Que país é este? continua igualmente atual. Que tal a analisar a letra da música pensando nas atuais situações de Charlatanismo que temos presenciado? Ela pode, inclusive, integrar a argumentação de sua redação. Livro O Físico. A epopeia de um médico medieval, de Noah Gordon. Disponível nas principais livrarias do país. A leitura de O Físico já vale por si só, mas, quando podemos usar um bom livro enquanto exemplo ou argumento em nossa redação, gostamos mais ainda. Em O Físico (que também tem a versão em filme), vemos um médico charlatão em prática e suas ações não só prejudicam as personagens do enredo como modificam o desenrolar da história. Essas são nossas sugestões de hoje. Esperamos que todas elas sejam úteis e que você consiga construir uma excelente redação sobre Charlatanismo. Leia também: Repertório para o tema ”Sororidade e união entre as mulheres” Repertório para o tema “Alienação parental no Brasil” Repertório para o tema “Coronavírus e emergência na saúde global” Repertório para o tema ”Gordofobia e o culto ao corpo padrão’‘ Repertório para o

Leia os textos abaixo para compreender melhor o tema da produção textual sobre o tema “Charlatanismo nas redes sociais” e, após, faça a redação sugerida. Texto 1 sobre charlatanismo nas redes sociais: O que é charlatanismo Saiba quando algumas práticas alternativas podem ser consideradas crimes contra os pacientes. Práticas religiosas, terapêuticas ou simplesmente alternativas à medicina tradicional podem ser enquadradas pela legislação brasileira como crimes, caso seja feita denúncia. O assunto é polêmico. Por não haver comprovação científica sobre a eficácia de alguns métodos alternativos para o tratamento de enfermidades, os profissionais que aplicam essas técnicas correm riscos de serem indiciados como charlatões ou curandeiros. A constituição é vaga e não especifica quais atividades podem ser indiciadas pela lei. “Os tipos penais de curandeirismo e charlatanismo, de fato, não indicam as atividades com precisão. É dever da doutrina jurídica e dos tribunais dar a correta interpretação aos dispositivos”, explica o juiz de direito Thiago Teraoka. Em sua tese de doutorado pela Universidade de São Paulo, A liberdade religiosa no direito constitucional brasileiro, ele se debruça sobre os temas do charlatanismo e do curandeirismo. “Desloca-se a discussão da eficácia do tratamento sob o ponto de vista da medicina como ciência para o subjetivismo do agente”, diz. O que diz a lei De acordo com o artigo 283 do Código Penal, charlatanismo é o ato de inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível e a pena para essa ação pode ser de 3 meses a 1 ano de prisão. “É charlatão quem anuncia ou ministra uma ‘substância ou mistura’ para um doente de Aids ou câncer, sabendo que a ‘substância ou mistura’ não tem qualquer eficácia”, exemplifica Teraoka. Já o artigo 284 define que se pode exercer o curandeirismo de três maneiras: prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância; usando gestos, palavras ou qualquer outro meio; ou fazendo diagnósticos. A pena de prisão pode chegar de 6 meses a 2 anos. Além de passar um tempo na cadeia, o acusado pode levar multa, caso o crime tenha sido praticado mediante remuneração. “Para a condenação, deve haver prova contundente, no sentido de que não há sinceridade no agente criminoso; deve-se exigir que o agente que esteja efetuando o tratamento, poções, orações, ‘passes’, ‘imposições de mão’, etc. saiba que esses expedientes não têm qualquer eficácia. Apenas pode-se condenar quando há a vontade de enganar”, sentencia Teraoka. (…) Fonte: www.namu.com.br / Acesso em 28/03/2020. Texto 2 sobre charlatanismo nas redes sociais: Conselho de Medicina chama médico tocantinense de charlatão 23/03/20 09:30:04 | Atualizado em: 23/03/20 09:30:04 O Tocantins mais uma vez foi destaque nacional negativamente. Joaquim Rocha, médico e ex-vereador de Palmas, ao publicar um vídeo na internet dando dicas “milagrosas de saúde” contra o Coronavirus, foi denunciado pelo programa Fantástico, da Rede Globo, exibido neste domingo, 22. Inadvertidamente Rocha dá dicas de uso de alimentos e antibióticos naturais que supostamente trariam a cura para a doença, sem qualquer comprovação cientifica. A reportagem do programa, ouviu o Ministério Público sobre o caso e disse que considera conduta criminosa oferecer cura ou prevenção ao Coronavírus sem nenhuma comprovação científica. “O responsável por publicações desse tipo pode parar na cadeia”, disse um promotor na reportagem do Fantástico. Fonte: www.portalstylo.com.br / Acesso em 28/03/2020. Com base nos textos motivadores, redija uma dissertação argumentativa, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema Charlatanismo nas redes sociais. CONFIRA REPERTÓRIO PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Coronavírus e emergência na saúde global | Tema de redação Os direitos e a condição das mulheres transgênero no Brasil | Tema de redação Saúde mental no século XXI | Tema de redação Redes sociais e a nova era da comunicação | Tema de redação Excesso de trabalho e saúde mental | Tema de redação O comportamento jovem nas mídias sociais e suas consequências | Tema de redação

Oi, pessoal! Tudo bem? Nosso parceiro Lucas Felpi, que tirou NOTA 1000 na redação do ENEM 2018, separou uma super dica para vocês: como usar a série ANNE WITH AN E na redação! Pegue o caderno e anote tudo! SÉRIE: ANNE WITH AN E ADOÇÃO A série se inicia com Sr. e Sra. Cuthbert adotando Anne Shirley, embora estivessem à espera de um menino para ajudar na lavoura. A revelação do gênero não é bem recebida pela idealização prévia de um perfil pelos pais adotivos, problema muito comum e grave no sistema adotivo brasileiro. PAPÉIS DE GÊNERO Passando-se em 1908, a trajetória de Anne destaca os diversos rótulos ditos femininos e que infelizmente perduram até hoje. Quando, por exemplo, a Sra. Cuthbert quer devolver Anne ao orfanato por esta ser uma menina e “incapaz de trabalhar na fazenda”, são vistos os comportamentos de subserviência erroneamente esperados das mulheres. BULLYING Na nova escola de Anne, a protagonista é mal tratada e ridicularizada por seus colegas por ser orfã, adotada e por ter cabelo ruivo. Ela é excluída por possuir um pensamento diferente do da época, o que causa um constante e duradouro sentimento de rejeição e não-pertencimento na menina. INOVAÇÃO NO ENSINO O professor da cidade era um homem que seguia um método tradicional de ensino: deixava alunos de castigo de costas, os humilhava, usava régua e instigava o bullying. Após sua transferência, entra uma professora nova, causando um grande alvoroço na cidade por ser uma mulher solteira. Ela muda o molde de ensino para aulas ao ar livre, debates e desenvolvimento de senso crítico. Os pais e a aristocracia conservadora da cidade se opõem à presença dela. HOMOSSEXUALIDADE Cole, um dos melhores amigos de Anne, compartilha do sentimento de não pertencimento da protagonista. Fugindo do papel masculino na lavoura e na caça, ele preferia o mundo sensível da literatura e das artes, onde encontrava seu refúgio. Em um dos episódios, eles conhecem Josephine, uma mulher lésbica, e descobrem uma comunidade inclusiva daquela época. Assim, Cole explora sua verdadeira sexualidade, até então inexistente e impossível no seu imaginário. ABUSO SEXUAL No início do século XX, contatos físicos como abraços e beijos são proibidos antes do matrimônio. Nesse contexto, Josie Pye, prometida a Billy Andrews por interesse de seus pais, sofre um assédio em que, por mais que gostasse de Billy, é beijada à força. Josie foge e conta o ocorrido a suas amigas, porém Billy, insatisfeito, espalha que os dois teriam ido além, difamando a menina. Em outro episódio, as meninas tem suas saias levantadas na hora do almoço, o que leva Anne a dizer uma das maiores frases da história: “Uma saia nunca é um convite”. LIBERDADE DE EXPRESSÃO Com a difamação de Josie, Anne escreve um artigo inflamado para defendê-la, em um exemplo de sororidade. Com um texto que pregava o empoderamento feminino e repreendia o machismo, ela sofre rejeição por todos os lados. Os comandantes da cidade buscam tirar a imprensa da escola, sob a justificativa de que representaria uma ameaça, mas os jovens organizam um protesto a favor de sua liberdade de expressão. O PAPEL DA LEITURA Durante sua vida no orfanato ou em casas provisórias, Anne foi vítima de condições precárias, abusivas e difíceis e encontrou a leitura como um refúgio mental. A menina, que escondia livros nos porões para que pudesse ler nos raros momentos de paz durante a madrugada, assim desenvolveu sua grande imaginação, vocabulário e ideias, revelando a importância da leitura. RACISMO Quando Gilbert Blythe, amigo de Anne, decide se aventurar pelos mares, ele conhece Sebastian (ou Bash), um homem negro com quem estabelece uma forte amizade. Bash se surpreende que Blythe não se importa com sua cor, visto que não estava acostumado com solidariedade de brancos. O retorno dos dois a Avonlea leva a inúmeras situações de racismo, discussão muito presente nas 2a e 3a temporadas. CONVIVÊNCIA COM A DIVERSIDADE No fim, a série traz a mensagem de que é preciso aprender a respeitar e conviver com as diferenças, já que a multiplicidade é inerente aos seres humanos e não é de hoje. Como alguns exemplos, temos Anne fugindo dos rótulos femininos, os Cuthbert que nunca se casaram, Cole com posturas diferentes das rotuladas para meninos, e a professora Stacy que veste calças e gosta de motocicletas. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO TEMA: “Os desafios da adoção de crianças no Brasil” Na série canadense “Anne With An E” situada em 1908, os irmãos Sr. e Sra. Cuthbert procuram adotar um garoto para ajudar em sua lavoura, mas, para sua surpresa, recebem uma menina, Anne. Logo de início, a mãe adotiva considera devolvê-la para o orfanato por garotas não serem consideradas aptas para realizar trabalhos físicos. Embora Anne conquiste o carinho de seus novos pais, a série demonstra como o problema da idealização de um perfil para adoção persiste até hoje. De fato, o principal desafio para a adoção no Brasil está na demanda por perfis estereotipados e a discrepância da realidade nos orfanatos. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi Leia também: Como usar a série Sex Education na redação? Como usar a série EUPHORIA nas redações? Como usar a série GREY’S ANATOMY nas redações? Como usar a série ELITE em suas redações? Como usar a série 13 REASONS WHY em suas redações?

Como escolher o melhor método de estudos? Você já parou para pensar por que algumas pessoas aprendem muito utilizando mapas mentais, por exemplo, e outras não entendem nada com coisa nenhuma? Já aconteceu de você ficar horas e horas estudando um conteúdo de uma matéria e assim que fechou os livros e os cadernos só conseguiu ouvir os grilos cantando dentro de sua cabeça? Já pensou em como escolher o melhor método de estudos? Achamos sempre que sabemos estudar, até mesmo porque as nossas professoras na escola nos dizem “Você tem que estudar!”, mas quantas vezes você foi ensinado (a) a estudar? Quando você teve a chance de testar vários métodos de estudos para escolher qual deles era o ideal para você? Com certeza, a ferramenta de sucesso de qualquer estudante é o estudo e estudar é algo que simplesmente se aprende a fazer, assim como os outros conteúdos com os quais lidamos na escola. Se aprender técnicas é útil para um cirurgião, um músico ou um cozinheiro, por que não seria para um estudante? Quando estudamos do modo errado, acabamos não aprendendo e vemos que todos os esforços empregados no processo foram, de certa forma, inúteis. Quando não alcançamos nossos objetivos, a frustração bate com força e não temos mais vontade de continuar a fazer algo que não nos traz resultados, o que dificulta ainda mais a situação. Resultado: técnica errada-frustração-desânimo-aumento de dificuldade. Existem muitas técnicas diferenciadas de estudo e nenhuma delas é melhor ou pior, funciona mais ou menos, há aquela que é melhor e funciona mais para você e só há uma forma de descobrir qual é ela: tentando! Vamos apresentar a você alguns pontos que precisam ser analisados quando você for procurar o melhor método de estudos para seu processo de aprendizado. Observando esses passos, a probabilidade de fazer uma escolha acertada é bem maior. Passo 1: Observe o que já funciona Obviamente, você já estudou várias vezes uma cacetada de assuntos. Analise com um pouco mais de atenção aqueles conteúdos que você estudou, aprendeu de verdade e consegue lembrar com clareza até hoje. Coloque no papel quais foram esses conteúdos. Depois, tente puxar pela memória como você estudou esses conteúdos, que método você usou? Quanto tempo você os estudou? Fez anotações? De que tipo? Tente encontrar um padrão entre eles, pois isso já vai te contar bastante sobre o que funciona ou não para você. Por exemplo, se em todas as vezes em que você aprendeu esses conteúdos, você os leu três vezes e depois fez um resumo em formato de lista, significa que esse processo de leitura repetida e de resumo objetivo (lista) traz bons resultados para seu cérebro. Lembre-se: aqui você está buscando respostas para a questão “o que foi feito?”. Passo 2: Determine o que é aprender Aprender pode ter muitos sentidos diferentes. O que é aprender? Será que todas as coisas são ou precisam ser aprendidas da mesma forma? Uma prova de química em que eu terei simplesmente de demonstrar que decorei os elementos de uma tabela periódica exige o mesmo tipo de aprendizado de uma redação para o ENEM? É claro que não. Há conteúdos que serão usados de forma totalmente isolada e que, por isso, podem ser aprendidos simplesmente com a memorização. Já outros requerem criatividade, organização e desenvolvimento de ideias e exigirão um aprendizado um pouco mais aprofundado. Há ainda aqueles conteúdos que são os mais importantes de todos, os que serão usados para a vida. Faça uma lista de quais conteúdos terão uso bastante específico e quais serão usados ao longo de sua vida pessoal ou profissional. Após fazer a lista, defina o que significa aprender em cada um desses blocos (por exemplo, no caso da tabela periódica, se você não seguir a área da química ou afins, aprender os elementos da tabela será o mesmo de decorá-los). Para que você consiga definir o que é aprender em cada um dos blocos, também será necessário refletir sobre a finalidade dos conteúdos, por isso, a resposta que você busca aqui é “para que estou aprendendo este conteúdo?”. Passo 3: Reserve um local adequado para o momento dos estudos Onde você vai estudar? Pode até parecer que não faz diferença estudar deitado na cama ou numa escrivaninha, em casa ou na biblioteca pública da cidade (sim, elas ainda existem e têm espaços específicos para estudos), mas não são poucas as pesquisas que comprovam que, sim, o local faz muita diferença no nível de rendimento. Se você tem um espaço em sua casa que pode ser usado para os estudos, isso é muito bom, porém será preciso organizá-lo adequadamente. Em primeiro lugar, você precisa liberar lugar para que os cadernos, livros e demais materiais tenham espaço suficiente, então, antes de tudo, é necessário organizar a mesa. Após a primeira etapa de liberação de espaço, pense em tudo o que você precisará para aquele momento de estudos: cadernos, livros, folhas de anotação, computador, canetas etc. Reúna tudo na mesa de uma só vez. Ter todos os materiais necessários à mão faz com que você interrompa o processo de estudo menos vezes. Cada interrupção é um momento de corte da linha de pensamento e isso deve ser evitado ao máximo. Você também precisa considerar a questão do conforto da cadeira em que você está sentado. Se a cada dois minutos você sentir uma nova dor nas costas, dificilmente conseguirá suportar essa situação por uma hora inteira. Nem sempre temos a melhor cadeira do mercado à nossa disposição, mas é possível adaptar com almofadas, travesseiros e encostos portáteis. Não se esqueça de avaliar a iluminação, que não deve ser nem fraca demais e nem forte demais (já pensou que coisa insuportável ficar exposto a uma iluminação branca extremamente forte por horas?), mas sim o suficiente para que você não precise forçar a vista para fazer as leituras e nem tenha dores de cabeça por conta da intensidade. O espaço em que você vai estudar não tem uma iluminação legal? Sem problemas! Você

Pandemias históricas para usar na redação É, minha gente, não teve jeito, o tão temido Coronavírus chegou aqui e colocou muitas pessoas diretamente dentro de casa por tempo indeterminado. Trouxemos Pandemias históricas para usar na redação. Mas nada de nos desesperar, pois, por mais apreensivos que estejamos a respeito do que vai acontecer no futuro, sempre podemos usar o momento de “pausa” para algo útil. Pensando em toda a situação que temos vivido, separamos para vocês um pequeno passeio pela história, apontando quais pandemias, além do Coronavírus, também podem ser usadas na sua redação. Venha ver Pandemias históricas para usar na redação. De modo geral, as pandemias podem ser incluídas em produções de texto que tenham relação com os temas: – Saúde pública; – Higiene pessoal e impacto na saúde geral; – Sistema de saúde do Brasil; – Desigualdade social; – Avanços tecnológicos; – Importância da vacinação; – Saneamento básico; – Retrocesso na economia; – Desemprego; – Pesquisa científica no Brasil; – Relações familiares; – Conscientização popular; – Desabastecimento alimentar; – Manipulação das informações pelas mídias de massa; – Fake news; – A condição do idoso no Brasil. Ufa! Viu só como as pandemias podem ser exploradas a partir de variadas perspectivas? Além disso, um argumento de fundo histórico atribui sempre muita força ao texto, pois ele é inquestionável. Coração preparado para conhecer as maiores pandemias históricas? Data: Segunda metade do século XIV. Local de origem: China. Locais atingidos: Ásia e Europa. Número de mortos: Estimado entre 75 a 200 milhões. Você já deve ter ouvido falar na Peste Negra ou Peste Bubônica, já que é quase impossível passar pelas aulas de História e não conhecer um pouco mais sobre essa doença que assolou o mundo. Segundo especialistas, a doença espalhou-se para outro continente por conta do comércio marítimo, mais precisamente por causa dos ratos e das pulgas que viviam nas embarcações e que carregavam o bacilo infectado neles. Os tripulantes, durante a viagem e devido às péssimas condições de saneamento básico e de saúde e higiene gerais, quando mordidos pela pulga, acabavam contaminados pela Peste Negra. A população, ao ter contato com as pulgas que estavam impregnadas nas próprias mercadorias trazidas pelas embarcações, também contraía a doença facilmente. Mais tarde, com a disseminação da doença, ela se tornou viral, ou seja, transmitida por meio de espirros e gotículas de saliva, algo semelhante ao que vemos com o Coronavírus atualmente. Os sintomas comuns da Peste Negra eram inflamação das glândulas linfáticas, inchaço (também conhecidos como “bubões”, por isso o nome “bubônica”) e manchas negras na pele (o que também originou o nome). Com a evolução da doença, a infecção atingia o sangue, que causava a morte do portador. A morte, extremamente dolorosa, acontecia no período entre dois a cinco dias após a infecção. De acordo com os percentuais, um terço da população europeia foi morto pela Peste Negra. Data: 1918-1919. Local de origem: Estados Unidos (possivelmente). Locais atingidos: Ásia, Europa, América Central, América do Sul, América do Norte. Número de mortos: Cerca de 50 milhões (30 mil apenas no Brasil). Já sei, já sei. Neste momento você deve estar se perguntando: Mas se a gripe teve origem nos Estados Unidos, por que se chama Gripe Espanhola? Mesmo após alguns meses de contágio, o governo espanhol foi o primeiro a notar que a gripe em questão não era simples, mas sim uma doença grave, daí o nome. Não se sabe exatamente até hoje o que originou a doença. O que se concluiu é que ela é uma mutação da Influenza, o mesmo vírus da gripe comum. A Gripe Espanhola espalhou-se continentes afora via contato humano (espirros, tosse e gotículas de saliva), principalmente porque neste momento muitos soldados estavam retornando a seus países após a Primeira Guerra Mundial. Seus principais sintomas eram dor de cabeça, febre, cansaço e mal-estar na fase inicial. Com a evolução da doença, surgiam manchas no rosto, tosse com sangue e hemorragias. Até mesmo o presidente do Brasil, Rodrigues Alves, faleceu em decorrência da doença. De acordo com os números, a Gripe Espanhola matou mais homens do que a Primeira Guerra Mundial, muito pela falta de tratamentos adequados à doença. Data: 1957-1958. Local de origem: China. Locais atingidos: Ásia, Europa, África, Oceania, América do Norte (Estados Unidos). Número de mortos: Estimado em 2 milhões. A Gripe Asiática espalhou-se rapidamente (cerca de dez meses) para diversos continentes e a principal causa foram as movimentações humanas por terra e pelo mar. Mesmo com tecnologia mais avançada com relação à detecção de doenças, a ciência não foi rápida o bastante para combater ou tratar o vírus eficazmente. Os principais sintomas da Gripe Asiática são os mesmos da gripe comum, porém potencializados a tal nível que levavam à morte. Data: 1968-1969. Local de origem: Hong Kong. Locais atingidos: Ásia, Europa e Oriente Médio. Número de mortos: Cerca de 3 milhões Mais uma variação do vírus Influenza foi capaz de arrasar vidas em outra pandemia. Com transmissão por meio das aves, principalmente aquelas que eram criadas sem nenhuma higiene em seu local de habitação, a Gripe de Hong Kong também tem sintomas semelhantes à gripe. Num contexto de globalização, os voos internacionais foram inicialmente bastante responsáveis na transmissão da doença. Já as transmissões locais, aconteciam por meio de contato humano. Data: Registrada pela primeira vez em 1976. Local de origem: Sudão e República Democrática do Congo (casos simultâneos). Locais atingidos: África e América do Norte (Estados Unidos). Número de mortos: Estimado em cerca de 30.000. Com taxa de mortalidade entre 25 e 90%, o Ebola tem sua maior concentração nos países do continente africano. Sua origem está no contato com chimpanzés, gorilas, macacos, morcegos, antílopes e porcos-espinhos contaminados. Já na fase de evolução, o Ebola pode ser transmitido por meio do contato com sangue, secreções e demais fluídos corporais. Como os sintomas não são específicos, o diagnóstico da doença é mais complicado, porém, as manifestações costumam ocorrer entre 2 e 21 dias após o contágio. Registram-se como sintomas comuns: – Febre; –