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Texto 1: Conversar com os amigos em um grupo do Whatsapp, fazer uma chamada de vídeo com aquele parente que mora longe e pagar contas pelo aplicativo do banco no celular: se você acha que tudo isso é coisa de gente jovem, está na hora de rever os seus conceitos. De acordo com Maisa Kairalla, médica geriatra e presidente da SBGG-SP (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia do Estado de São Paulo), a inclusão digital na terceira idade, mais que necessária, é positiva para a saúde da população com mais de 60 anos. — O acesso aos dispositivos digitais estimula o cérebro e, nesse sentido, os ganhos cognitivos são vários. Há pesquisas que mostram benefícios para aspectos como memória e até depressão, que nós observamos muito no consultório. Na internet, o idoso interage e socializa mais. Isso faz bem para o comportamento dele, já que ele fica mais ativo e se integra à realidade de hoje, em que boa parte da rotina envolve tecnologia. No Brasil, cada vez aumenta o número de pessoas acima de 50 anos envolvidas com as novas tecnologias. Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2016, 14,9% da população idosa brasileira utiliza a internet — dez anos atrás, os usuários eram apenas 7,3%. O número de idosos dessa faixa etária que utiliza o celular também aumentou bastante: pulou de 16,8% em 2005 para 55,6% nos dias de hoje. Camilla Vilela, gerontóloga da Cora Residencial Senior — instituição de longa permanência para idosos da capital paulista —, concorda que os dispositivos trouxeram autonomia para os idosos que, muitas vezes, não gostam de ter que pedir ajuda para realizar tarefas do dia a dia. Os benefícios, segundo a profissional, se estendem para as capacidades motoras e visuais de quem tem mais de 60 anos. — Só o fato de aprender algo novo, independentemente de ser no computador ou celular, já é um estímulo cognitivo para eles. Fora isso, a interação com os dispositivos tecnológicos acaba trabalhando estimulação motora, percepção visual, memória, atenção e processamento de informações. Fonte Texto 2: Mesmo com a inserção da terceira idade aos aplicativos, dispositivos e redes sociais, discute-se como os idosos realizam o contato com estes softwares. As dificuldades são muitas, e, entre elas, está o difícil entendimento das letras pequenas e a utilização das funções dos dispositivos móveis e smartphones. O aposentado Valdir Pedro (73), expõe a sua dificuldade: “Eu sempre tenho que pedir ajuda para meus netos, filhos, sobrinhos ou alguém que esteja perto e possa me ajudar. Eu até tento entender e usar sozinho, mas acabo esquecendo e não tenho facilidade em encontrar o que quero no meu celular, muitas vezes não consigo nem mesmo encontrar os contatos que procuro”. Sobre esse aspecto, Camila Maciel, professora de Filosofia e Ciências Humanas, no Departamento de Comunicação Social, da UFMG, relata: “a acessibilidade não é pensada nem mesmo para as pessoas que não possuem deficiências graves. É um assunto amplo, mas tratado com descaso. Exige um conhecimento maior do diagramador, e o mercado, em grande parte, não se preocupa com tal problema”. A profissional explica que, para o desenvolvimento de interfaces, é necessária uma pesquisa aprofundada sobre o perfil do usuário. Mas, essas análises possuem custo elevado e nem todas as empresas estão dispostas a arcar com esse investimento. Portanto, o acesso para a terceira idade encontra-se em um nível muito precário, devido às limitações que estes possuem. “Até mesmo os programas feitos para esses indivíduos precisam ser pensados em questões específicas. Por exemplo, criar um programa altamente sensível à tela é um erro, pois essas pessoas já possuem resistência em utilizar esses novos aparatos tecnológicos. A acessibilidade já não é pensada para nenhum usuário, muito menos para pessoas idosas”, destaca a professora. Ainda de acordo com o Médico Geriatra Daniel Azevedo, o uso de smartphones é menor devido a limitações físicas. “Nessa faixa etária, também por problemas visuais maiores, ferramentas como Whatsapp, são bem menos utilizadas. A maior parte dos pacientes que entram em contato comigo preferem utilizar o e-mail porque a tela do computador é maior, o teclado é simples de digitar. Então é mais fácil para se corresponder do que pelo pela ferramenta whatsapp”, explica. Já existem alguns programas que são pensados para maiores de 60 anos com o objetivo de estimular a memória e outros parâmetros. A pesquisa para esses projetos exige um engajamento multidisciplinar entre a comunicação, computação e a neurociência. A neurociência é fundamental para identificar os sintomas da velhice como perda da memória, enfraquecimento, prostração, etc. Desta forma, aplicativos que avaliam esses fatores cooperam como um auxílio e forma de tratamento para esse grupo através da tecnologia. Porém, esses programas estão apenas em fase de desenvolvimento. E, além disso, é necessário um investimento para que estes cheguem ao mercado. “Não se vê no mercado uma empresa realmente interessada em desenvolver essas técnicas”, conclui a Maciel. Fonte Texto 3: Fonte: Abril A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios da alfabetização tecnológica para os idosos”. Leia também: Tema de redação: Criptomoedas e impactos na economia Tema de redação: Tecnologia une ou separa as diferentes classes sociais? Tema de redação: Desafios para a inclusão de refugiados na sociedade brasileira Tema de redação: A inclusão de transgêneros no meio acadêmico Tema de Redação: Iniciativas para que o esporte seja uma ferramenta de inclusão social Dados confiáveis para usar nas redações
Oi, galerinha! Tudo certo com vocês? O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica maravilhosa para vocês: como usar a série LA CASA DE PAPEL nas suas redações! Bora pegar o caderno e começar o BELLA CIAO? SÉRIE: LA CASA DE PAPEL 2017- • 3 temporadas • 45min • 16+ Sinopse: Oito ladrões se trancam com reféns na Casa da Moeda da Espanha. Seu líder manipula a polícia para realizar um plano. Será o maior roubo da história, ou uma missão em vão? CRISE ECONÔMICA A trama do grande roubo discute uma possível consequência das crises econômicas: a propensão ao crime. Em resposta à crise do euro e à situação da economia espanhola, o grupo do Professor decide invadir a Casa da Moeda e produzir notas de dinheiro, fazendo sua própria “injeção de liquidez” para os mais pobres. DESIGUALDADE SOCIAL Outro desencadeador do plano da gangue é a tamanha desigualdade social existente. Vindos de origens miseráveis e raízes pobres, os integrantes do grupo procuram por justiça em um mundo capitalista. É fato que La Casa de Papel retrata o sentimento dos desfavorecidos do sistema que se vêem sem saída. ROBIN HOOD E A LINHA TÊNUE DO MANIQUEÍSMO Assim como na lenda de Robin Hood, o Professor articula um plano com o objetivo de equilibrar a balança financeira espanhola: roubar dos mais ricos para dar aos mais pobres. Isso, é claro, constitui crime, mas ganha a afeição e a compaixão do público em geral. A inversão de valores da simpatia pela vilania se vê também em casos como o de Jack Sparrow em “Piratas do Caribe”, Frank Underwood em “House of Cards”, e Nazaré Tedesco em “Senhora do Destino”, e revela que é possível confundir mocinhos com bandidos, bem com o mal. MACHISMO Na série, as integrantes femininas são constantemente rebaixadas e colocadas sob comando masculino, com comentários negativos e opressão. Além disso, a inspetora Raquel é enclausurada pelo seu chefe extremamente machista, coronel Prieto. A frase que simboliza a quebra dessa tradição é a tomada de liderança de Nairóbi sobre Berlim, com a famosa fala “Que comece o matriarcado“. Interessado em temas relacionados à igualdade de gênero? Leia: Tema de redação: ações para alcançar a igualdade gênero no Brasil CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE Falando em Nairóbi, ela diz nos primeiros episódios que possui um filho pequeno de 7 anos, do qual perdeu a guarda. É explicado que ela perdeu a guarda do menor por ele se encontrar em um ambiente de extrema vulnerabilidade e envolvendo-se no tráfico de drogas e nas atividades criminais da mãe. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê direitos básicos para crianças e adolescentes, mas, mesmo assim, apenas na cidade de São Paulo 77 mil jovens estão em situação de abuso, negligência e exploração. Você pode entender um pouco mais a pobreza no Brasil aqui. SÍNDROME DE ESTOCOLMO Cada personagem na trama ganha nome de uma cidade, e não é a toa que Mônica Gaztambide é nomeada “Estocolmo”. A funcionária do banco mantida como refém se apaixona por um dos assaltantes, Denver, e cria uma relação com ele, um claro exemplo do fenômeno psíquico chamado de Síndrome de Estocolmo. A síndrome é um estado em que uma vítima passa a ter simpatia e até mesmo amor ou amizade pelo seu agressor, considerada uma doença psicológica aleatória e vista pela primeira vez no famoso assalto de 6 dias de Norrmalmstorg, em Estocolmo, na Suécia. TORTURA NO SÉCULO XXI A parte 3 de “La Casa de Papel” foca em fazer justiça a um dos ladrões que é capturado pela polícia. Rio é preso e levado para local desconhecido sem que houvesse nenhuma notícia ou relato de sua captura, causando suspeitas da equipe de que houvesse acontecendo atividade policial ilegal. De fato, o que estava acontecendo era uma tortura com o prisioneiro em busca de informações sigilosas, um crime retrógrado mas ainda recorrente em pleno século XXI. EXEMPLO: Tema: “Efeitos da crise econômica contemporânea no Brasil” Madrid, Espanha. Oito ladrões entram na Casa da Moeda com macacões vermelhos e máscaras de Dali, com o plano de imprimir dinheiro para sustentar suas miseráveis vidas. Essa é a trama da célebre série “La Casa de Papel”, de 2017, que retrata ficcionalmente uma das consequências da crise especulativa no país europeu: o sentimento de subversão do sistema e a tendência à criminalidade. De fato, no caso brasileiro, presencia-se o aumento nas taxas de violência pela crise econômica recente, necessitando-se, portanto, analisar os impactos não somente financeiros, mas também sociais dessa. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi LEIA MAIS: Como usar a série DARK em suas redações Como usar a série The Society em suas redações Como usar a série GAME OF THRONES em suas redações Como usar a série COISA MAIS LINDA nas redações Como usar a série PRETTY LITTLE LIARS em suas redações Documentários disponíveis na Netflix para escrever melhores redações Dicas do Redação: temas através de filmes e séries 11 alusões históricas para usar em suas redações 10 alusões literárias para você usar nas suas redações Conjunto de citações por tema
TEXTO 1: Depois do boom das moedas virtuais em 2017, provavelmente você acabou ouvindo falar em Bitcoin. Pioneira no segmento, o Bitcoin é, atualmente, a criptomoeda mais famosa do mundo. Utilizada anteriormente por apaixonados por tecnologia, o crescimento da moeda despertou a atenção de investidores em todo o mundo. Mas afinal, o que é Bitcoin? Assim como o Dólar ou o Real, o Bitcoin é uma moeda. Sua principal diferença, no entanto, é que a sua emissão não é feita por nenhum Banco Central. Na verdade, o Bitcoin não existe no mundo material, então não é possível ver notas de Bitcoin circulando por aí. Criada em 2008, a moeda virtual é gerada por sistemas computacionais de forma descentralizada e criptografada, o que garante a segurança dos dados. Sobre dados na internet, leia também: Tema de redação: os cuidados com a exposição na internet O processo de criação de um Bitcoin é chamado de “mineração”. Em 2009, qualquer pessoa que tivesse o software poderia “minerar”, mas a partir do crescimento da moeda, o número de mineiros de Bitcoin foi reduzido, ficando a tarefa de criar Bitcoins restrita apenas para quem tem computadores com hardware robusto. O sistema foi desenvolvido para que sejam produzidas apenas 21 milhões de unidades em todo o mundo. Fonte TEXTO 2: No ano passado, uma das criptomoedas mais conhecidas dos últimos tempos sofreu uma supervalorização, chegando a ser cotada a quase US$ 20 mil. O boom foi tamanho que “bitcoin” se tornou palavra comum nas conversas, presente nas mesas de bares em happy hours, e até mesmo como potencial problema político, atrelado à lavagem de dinheiro, por exemplo. Todo mundo queria ter um pedaço de bitcoin para chamar de seu. Segundo Rodrigo Batista, presidente-executivo do Mercado Bitcoin, o número de investidores chegou a 750 mil em 2017, 275% a mais que no ano anterior. Entretanto, apesar da febre recente, essa criptomoeda existe desde 2009, mas era tão pouco conhecida que gerou uma história curiosa envolvendo a cantora britânica Lily Allen. Quando a artista se deu conta dessa supervalorização, ela própria contou em um tweet que havia mais ou menos cinco anos recebera uma oferta de 200 mil bitcoins para fazer um show online… e ela recusara. Naquela época, a moeda não valia quase nada e era usada principalmente em jogos online, porém, se a cantora tivesse aceitado a oferta, em 2017 ela teria uma fortuna de US$ 1.470.800.000. Ah, se arrependimento matasse! Como toda nova tecnologia traz certo receio, com bitcoin não é diferente. Ainda há muitas pessoas que não investem na criptomoeda por não a acharem um investimento seguro. O que pouca gente sabe é que a tecnologia por trás dela, blockchain, é uma das mais seguras do mundo. Graças a ela, é possível realizar transações pela internet sem que haja um intermediador, como um banco, por exemplo. Além disso, cada vez que uma transação acontece — de dados ou de valores —, ela passa por um processo de validação, não sendo mais permitida qualquer alteração. Bitcoin é a primeira criptomoeda totalmente segura da história, mas não é a única. Hoje existem várias outras com o mesmo suporte e diferentes valores para investir. Fonte TEXTO 3: Fonte: Lute A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Criptomoedas e impactos na economia”. Leia também: Tema de redação: Inclusão de autistas no Brasil Tema de redação: Desafios para a inclusão de refugiados na sociedade brasileira Tema de redação: A inclusão de transgêneros no meio acadêmico Tema de Redação: Iniciativas para que o esporte seja uma ferramenta de inclusão social Dados confiáveis para usar nas redações Tema de Redação: Racismo Velado
Olá, pessoal! Belezinha? O nosso aluno Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica maravilhosa para vocês! Bora pegar o caderno e anotar os tema relacionados à série DARK? SÉRIE: DARK 2017- • 3 temporadas • 60min • 16+ Sinopse: Quatro famílias iniciam uma desesperada busca por respostas quando uma criança desaparece e um complexo mistério envolvendo três gerações começa a se revelar. 1ª TEMPORADA (SEM SPOILERS) ENERGIA NUCLEAR A série discute a opção por energia nuclear em Winden, tanto benefícios quanto malefícios. Por um lado, a usina sustenta a demanda energética da cidade e emprega ampla mão de obra. Por outro, ela produz enorme contingente de lixo atômico e, em 1986, ocorre um acidente radioativo que causa a viagem no tempo. PROTEÇÃO DAS CRIANÇAS O tema da garantia dos direitos das crianças é abordado no desaparecimento de menores, incluindo sequestro e infanticídio. Erik Obendorf, Yasin, Mads e Mikkel Nielsen misteriosamente desaparecem em Winden, ao mesmo tempo em que corpos de crianças são encontrados. 1ª TEMPORADA (COM SPOILERS) DROGAS NA ESCOLA Erik Obendorf é um menino que traficava drogas dentro da escola, com contatos secretos e estoques escondidos. Quando ele desaparece, seus amigos vão atrás de seu estoque na floresta e é então que Mikkel Nielsen some também. Leia também: Tema de redação: Drogas ilícitas na sociedade contemporânea SUÍCIDIO Outra temática importante é o suicídio, exemplificado no cometido por Michael Kanhwald, pai de Jonas. Pode-se pensar nas causas para o ato, como a de não pertencimento à realidade circundante, mas também nas consequências: Jonas cresce traumatizado e sem a figura paterna. Sobre suicídio, leia: Tema de redação: O suicídio entre jovens no Brasil e no mundo RELIGIÃO A religião está muito presente no personagem de Noah, que serve como padre de uma Igreja secreta, sugerindo aos jovens que Deus traçara um caminho para cada um. Através da mensagem religiosa, ele convence as crianças e adolescentes a seus experimentos e ao controle do tempo. TRAIÇÃO E INCESTO Dilemas de relacionamentos aparecem nas figuras de traição e do incesto. Ao longo da série, é revelado que Martha e Jonas, que mantinham uma relação amorosa, em verdade são tia e sobrinho. Além disso, vê-se que Ulrich Nielsen trai repetitivamente sua esposa com Hannah Kanhwald. 2ª TEMPORADA (COM SPOILERS) CONFLITO DE GERAÇÕES A viagem no tempo possibilita o contato de personagens de diferentes épocas e desses com suas versões passadas e futuras. É perceptível como a humanidade passou por profundas mudanças socioculturais e tecnológicas extraordinárias em questões de décadas. NEGLIGÊNCIA AO IDOSO Antes ignorado e abandonado por sua ocupada filha, Egon Tiedemann de 1986 descobre que tem câncer de próstata e isso altera a relação até então negligenciadora de Claudia com ele, agora movida a aproveitar cada momento junto a seu pai. ADOÇÃO As origens genealógicas de Charlotte Doppler são exploradas nesse temporada, chocando muitos por sua descendência sinistra. O evento se relaciona à temática da adoção, em que as crianças são criadas por terceiros e crescem com a curiosidade incessante de quem seriam seus verdadeiros progenitores, de quem foram separados. Se liga em adoção, leia: Tema de redação: Adoção no Brasil IMUTABILIDADE DO TEMPO A abordagem do tempo como imutável e cíclico impressiona. Embora haja viagem no tempo, os personagens não conseguem alterar os eventos que prevêem. Em verdade, tudo está fadado a acontecer, até mesmo suas tentativas de alterações. O passado e o futuro são imutáveis, e tecnologia nenhuma mudaria isso. 3ª TEMPORADA (COM SPOILERS) VIOLÊNCIA DOMÉSTICA O passado de Katharina Nielsen foi marcado por violência física dentro de casa pela mãe, que resulta em marcas no seu rosto quando ia para a escola. Em 1950, Hannah vê a mãe de Katharina criança em uma clínica de aborto, provavelmente fruto de abuso e causa de sua futura violência. PEDOFILIA No futuro pós-apocalipse, Elizabeth Doppler vive em um trailer com seu pai, quando um invasor entra para roubar comida e a nocauteia. Desacordada, o intruso começa a abrir suas calças e molestá-la, numa tentativa repugnante de violação de uma criança. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO: Tema: “Os direitos das crianças e dos adolescentes no Brasil” No seriado alemão “Dark”, os meninos Erik e Yasin desaparecem misteriosamente na cidade de Winden. Ao longo da trama, é descoberto que os menores eram usados em experimentos científicos em cárcere privado que, ao falharem, os matavam. Fora das telas, é fato que são necessárias medidas por parte do Estado para prevenir violações como essas ao direito à infância, já que, quando não resultam em morte, reverberam para o resto da vida adulta. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi LEIA MAIS: Como usar a série The Society em suas redações Como usar a série GAME OF THRONES em suas redações Como usar a série COISA MAIS LINDA nas redações Como usar a série PRETTY LITTLE LIARS em suas redações Documentários disponíveis na Netflix para escrever melhores redações Dicas do Redação: temas através de filmes e séries 11 alusões históricas para usar em suas redações 10 alusões literárias para você usar nas suas redações Conjunto de citações por tema
Texto 1 sobre inclusão de autistas: A mobilização em torno do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, em 2 de abril de 2018, serviu também para desenterrar, na internet, um episódio de triste lembrança bombado em setembro de 2018. O fato ocorreu na escola argentina San Antonio de Padua, em Merlo, arredores de Buenos Aires, mas poderia ter sido registrado no Brasil ou em centenas de outros pontos do mundo. Pressionada por pais de alunos de uma das classes — que teriam até organizado uma “greve” impedindo que 24 das 35 crianças do grupo fossem à aula por um dia —, a direção trocou de sala um aluno com Síndrome de Asperger, uma das condições do Transtorno de Espectro do Autismo, o TEA. O garoto incluído chegou a comentar em casa a ausência dos coleguinhas, mas a mãe, inocente, atribuiu as faltas a uma chuva forte no período. A atitude dos líderes do San Antonio nem foi o que deixou indignados os familiares do menino e, no embalo, milhões de pessoas. O espanto veio do conteúdo da conversa dos “responsáveis” pelo “movimento” no WhatsApp, jogado na rede por uma tia do garoto transferido. Coisas do porte de “finalmente uma ótima notícia!”; “já era hora de fazerem valer os direitos da criança para 35 e não para uma só!”; “que ótimo para os meninos! Espero que possam estudar e estar tranquilos!” ou “um alívio para os nossos. Agora é esperar que isso seja oficializado”. O caso argentino revela as barreiras erguidas diante da missão de abrigar pessoas com TEA em redes de ensino: falta de formação de educadores e líderes de escolas e desconhecimento das famílias, que geram preconceito diante do convívio de incluídos com outras crianças. Inclusive, este assunto abre brecha para outra possibilidade de tema: Os desafios para inclusão de pessoas com deficiência na sociedade. “O argumento do despreparo tem sido usado como guarda-chuva de argumentos para justificar a recusa e até retirada de estudantes com autismo na escola regular. Muitos educadores entendem que esses alunos são ‘especiais’ e, para educá-los, é necessária uma preparação totalmente ‘especial’”, lembra Raquel Paganelli, mestre em educação inclusiva pela University College, de Londres, e integrante das equipes do Instituto Rodrigo Mendes e do portal Diversa. “Mas afinal: o que significa exatamente estar preparado?”, questiona. A educadora identifica os pontos centrais da contradição. “Durante muito tempo acreditava-se ser possível generalizar pessoas com TEA a partir de um mesmo diagnóstico e, assim, padronizar estratégias. Atualmente sabemos que essa noção é simplista”, explica. “Ainda que apresentem diagnósticos iguais, duas pessoas podem reagir às mesmas intervenções de maneira distinta. A ideia de que a escola precisa antes estar pronta para só depois receber os alunos com deficiência é baseada na expectativa ilusória de um saber pronto, capaz de prescrever como trabalhar com cada criança.” Fonte: https://revistaeducacao.com.br/2018/05/04/como-esta-inclusao-pessoas-com-autismo/ Quando assuntos como este entram em pauta, surge uma dúvida: Como fazer uma boa proposta de intervenção na redação do ENEM? TEXTO 2: Fonte: Cristiano Silvestre de Paula TEXTO 3: Fonte: Sindrome de Asperger Autismo Infantil A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Inclusão de autistas no Brasil”. Leia também: Tema de redação: Desafios para a inclusão de refugiados na sociedade brasileira Tema de redação: A inclusão de transgêneros no meio acadêmico Tema de Redação: Iniciativas para que o esporte seja uma ferramenta de inclusão social Dados confiáveis para usar nas redações Tema de Redação: Racismo Velado Tema de Redação: Desafios para superar a homofobia no Brasil
Os conteúdos gramaticais requeridos, atualmente, nos grandes testes apresentam diferenças significativas. Isso porque, antigamente, cobrava-se com intensidade o conhecimento das regras e de suas exceções. Já hoje em dia, as questões de gramática aparecem num contexto muito mais interpretativo, vinculando a função dos termos dentro de um texto. Basicamente, é a ideia da gramática a serviço do texto e da comunicação. Não se apegar somente às regras, mas entendê-las a partir de um cenário comunicativo é sempre uma boa alternativa. Especificamente no caso da redação, você será avaliado em grandes eixos, como clareza, objetividade, coesão, coerência, nível vocabular, grau de formalidade, entre outros aspectos. Abaixo, temos um compilado dos principais pontos gramaticais requeridos na redação do ENEM e nos principais vestibulares do país. Regência verbal e nominal Saber quais verbos são transitivos diretos e quais são indiretos já é um excelente ponto de partida, porém, apenas isso não é suficiente. É necessário saber também quais as diferenças de sentido ao se utilizar uma preposição ou outra e quais são os vários significados que um mesmo verbo pode assumir dependendo de seu complemento. No caso de substantivos, adjetivos e advérbios, que são as classes gramaticais que compõem a regência nominal, procure entender quais palavras obrigatoriamente requerem preposição para construção de significado. Concordância verbal e nominal Atente-se sempre para a combinação entre singular e plural, principalmente em frases mais longas, se necessário, releia a sentença a fim de encontrar qual é o sujeito dela. Lembre-se: quem determina o formato das demais classes de palavras (adjetivos, artigos, verbos) é sempre o substantivo, por isso, faça a concordância de número (singular e plural) e gênero (masculino e feminino) com base nas características do substantivo. Uso de conectivos Conectivos são palavras (frequentemente da classe das conjunções) que ligam dois termos ou duas orações dentro de um mesmo período e é aqui que muita gente tem dúvida. Procure compreender em que situações os utilizamos e qual a ideia central contida nos principais conectores, que são: que, se, quando, onde, qual, quem, cujo, como, quanto. Processo de subordinação e coordenação Um dos problemas mais recorrentes em redações de testes de relevância é o uso excessivo de pontos, constituindo períodos sem grande desenvolvimento. Ao estudar os processos de subordinação e coordenação, você terá repertório para construir parágrafos mais elaborados, com ideias concatenadas e maior completude. Ordem direta e indireta Em Língua Portuguesa, temos duas formas de ordenarmos as orações: na ordem direta- sujeito, verbo, complementos, termos acessórios- ou na ordem indireta. Reflita sobre as variadas possibilidades que uma ordem ou outra pode conferir à sua redação e escolha com base no nível de formalidade que você quer aplicar ao texto. Processo de formação das palavras Para esse conteúdo, não é exatamente importante saber o nome dos processos, mas sim entender sobre o uso de prefixos e sufixos para aplicá-los corretamente em sua redação. Morfologia Relembre quais são as dez classes gramaticais e quais são as características peculiares de cada uma delas. Isso te ajudará a escolher a palavra mais adequada para sua oração, evitando erros e trocas indevidas na frase. Pronomes pessoais e possessivos Muitos candidatos acabam se esquecendo de que a redação é um texto formal e que, por conta disso, várias frases que são utilizadas no campo da oralidade não devem ser incluídas na produção textual. O uso dos pronomes pessoais e possessivos é um conteúdo que oferece desafios com certa frequência. Para evitar essa dificuldade, estude quais pronomes “combinam” com quais sujeitos. Colocação pronominal Quem já não se viu diante da situação de não saber se o correto é colocar o pronome antes, no meio ou depois do verbo? Por isso, revise as regras da colocação pronominal e não se esqueça de que a mesóclise, pronome no meio do verbo, é um recurso cada vez menos utilizado em nossa língua. Verbos transitivos diretos e indiretos e pronomes pessoais oblíquos Os pronomes pessoais oblíquos são aqueles que atuam como complementos diretos ou indiretos de um verbo, mas como saber quais exercem função de objeto direto e quais exercem função de objeto indireto? Qual verbo aceita qual pronome? Solucionar essas dúvidas só é possível por meio do estudo do processo de transitividade verbal e do uso específico dos pronomes pessoais oblíquos enquanto complementos verbais. Polissemia e ambiguidade Já sabemos que uma mesma palavra pode ter vários significados e que a compreensão do significado depende do contexto em que o vocábulo está inserido, mas há um problema com relação a essa característica polissêmica: a possibilidade criarmos orações ambíguas, de duplo sentido. Procure saber sobre os principais casos de ambiguidade para evitá-los em sua redação. Pessoas e conjugações verbais Tradicionalmente, as produções textuais de testes oficiais são escritas em terceira pessoa do singular, de forma indeterminada ou não. Revisite o conceito de pessoas verbais e relembre como aplicar a terceira pessoa do singular em suas conjugações. Voz passiva A depender do formato do texto, orações na voz passiva podem ser úteis, portanto inclua no processo de revisão o conceito de vozes verbais, as possibilidades de construção da voz passiva e o significado específico dela numa frase. Tipos de sujeito Seus sujeitos serão determinados ou indeterminados? Qual será o formato da determinação ou da indeterminação? O que justifica tal escolha? Temos várias possibilidades para a escolha do sujeito, basta só você selecionar qual o mais adequado para cada situação de uso. Uso da crase É praticamente impossível escrevermos um texto completo (com introdução, desenvolvimento e conclusão) e não termos a presença da crase ao menos uma vez. Por ser uma temática que traz incertezas em sua aplicação, leia a teoria e faça exercícios sobre os fundamentos da crase e os casos especiais. Verbo haver e fazer Os verbos haver e fazer possuem regras distintas a depender do tipo da oração e do significado que se quer dar. Como são verbos bastante comuns, é interessante trazer à memória quais são essas normas e como usá-las apropriadamente. Pontuação Elemento absolutamente fundamental para a construção de sentido, a pontuação precisa integrar seu
TEXTO 1: O projeto de lei preparado pelo governo para regular a educação domiciliar prevê que alunos com baixo desempenho não poderão prosseguir nessa forma de ensino. O texto da proposta prevê que alunos que forem reprovados por dois anos seguidos não terão registro renovado para continuar com as aulas em casa. A punição também se aplica para alunos que tiverem de fazer, por três anos consecutivos, provas de recuperação. O ensino domiciliar, atualmente, é considerado ilegal no país. Embora a prática não seja reconhecida, estimativas indicam que atualmente cerca de 5 mil crianças tenham aulas em casa. Preparado pelo Ministério da Mulher, da Família e Direitos Humanos em conjunto com o Ministério da Educação, o texto prevê que famílias interessadas nessa forma de ensino tenham de fazer um registro. Para que a autorização seja concedida, serão exigidos documentos como certidão de antecedentes dos pais e uma declaração formal, optando pela educação domiciliar. A proposta prevê ainda avaliações periódicas. Uma vez aprovados, o aluno receberá o certificado. Quando o aproveitamento não for satisfatório, será realizada uma prova de recuperação. Pelo plano do governo, todos os prazos para avaliação serão definidos pelo MEC. O texto preparado prevê ainda que o estudante matriculado na educação domiciliar tenha direito de participar das avaliações do MEC. Para o governo, cabe à família decidir qual a melhor forma de ensino para seus filhos. A educação domiciliar é uma reivindicação, entre outros grupos, de famílias evangélicas e católicas. A ministra da Mulher, da Família e Direitos Humanos, Damares Alves, é uma das principais vozes em defesa do homeschooling no País. Ela também frequentemente pede que as famílias assumam mais a educação dos filhos e que a escola não discuta temas como gênero e sexualidade. A avaliação dos alunos em homeschooling acontece em alguns Estados nos Estados Unidos, país com o maior número de estudantes em casa. São 2 milhões de crianças e jovens. Especialistas internacionais dizem que a avaliação é importante para garantir a qualidade da educação. Fonte: exame abril – educação domiciliar no brasil será condicionada a desempenho do aluno TEXTO 2: Depois de entrevistar dezenas de pais que adotaram o ensino doméstico, a educadora Maria Celi Vasconcelos, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), constatou que o principal deles são os conflitos vividos no ambiente escolar, como violência ou bullying. Em seguida, é citada a divergência entre crenças e valores morais e religiosos da família e o conteúdo dado em sala de aula – para pais que acreditam no criacionismo (que o Universo foi criado por Deus), por exemplo, o evolucionismo de Darwin não deveria ser ensinado como verdade absoluta. “Alguns discordam do conteúdo de livros que falam de igualdade de gênero e sexualidade”, cita ela. Há também os que fazem a opção porque essa alternativa é mais econômica e ainda os que veem no ensino em casa o melhor caminho para filhos que têm alguma deficiência – para poder dar a eles um tratamento mais individualizado ou mesmo mais confortável, de acordo com suas limitações. A forma como esse ensino doméstico se dá não é única. A maioria pratica o chamado homeschooling, em que os pais, com ou sem a ajuda de professores, dão aulas seguindo métodos e programas curriculares. Ou seja, trazem a escola para dentro de casa. Também há os entusiastas da chamada desescolarização, que não seguem método algum. “Nesse caso, cada família cria o próprio formato. Algumas desenvolvem projetos, outras primeiro observam o que os pequenos apresentam. O ensino deixa de estar separado da vida”, explica Ana Thomaz, educadora que adotou a prática com os três filhos e se tornou referência no tema. Na desescolarização, não há necessariamente divisão entre disciplinas como geografia e matemática. A ideia é deixar que o aprendizado flua, aprofundando-se em áreas pelas quais a criança demonstre mais interesse. Os adeptos veem essa opção como um caminho para fugir da comparação, das ameaças e dos demais padrões típicos do ambiente escolar, que, acreditam, podem prejudicar o desenvolvimento da criança e de suas potencialidades. Para auxiliá-los, existe uma série de fóruns e comunidades online. Neles, é intensa a troca de experiências e a discussão de alternativas para educar de forma personalizada e mais livre. Mesmo com perfis diferentes, aqueles que adotam a desescolarização têm em comum a vontade de participar da educação dos filhos e melhorar sua qualidade. Trazer para perto essa responsabilidade, porém, é uma tarefa complexa e ainda bastante criticada por especialistas. Uma das maiores críticas: a falta da socialização proporcionada pelo ambiente escolar. “A educação passa pela aquisição de conteúdo e também ensina valores como diversidade, frustração (o ganhar e perder), compartilhamento, defesa. Isso é impossível em casa”, afirma Silvia Colello, educadora e professora de psicologia da educação na Universidade de São Paulo (USP). Carlos Roberto Jamil Cury, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), concorda: “Por mais que as crianças possam socializar em outros espaços, nenhum convívio é igual ao escolar. É o único lugar na sociedade contemporânea onde as crianças convivem durante pelo menos quatro horas por dia, cinco vezes na semana, o que é muito importante para aprender a aceitar o outro”. Colello também alerta que a casa pode ser um ambiente superprotegido e prejudicial à formação. “Questões como a diversidade sexual e a homossexualidade estão no mundo. Não adianta achar que, só porque você não fala do assunto, a criança não vai saber. Ao mesmo tempo, o bullying, tão ligado à escola, também pode acontecer no clube e em outros ambientes. Depois, a pessoa cresce, vai para o mercado de trabalho e se depara com desafios (como trabalhar em grupo e aceitar a orientação de um supervisor) sem estar preparada”, afirma. Apesar de todos os problemas da educação no Brasil, a especialista acredita que criar o próprio sistema doméstico, além de ser uma solução individualista, é até antidemocrática. “A escola está uma droga e você vai resolver apenas a questão do seu filho. E os outros? Que tipo de formação política está dando? Acho que temos todos de
O momento da redação em avaliações como ENEM, vestibulares e concursos é sempre um elemento que provoca tensão, não é mesmo? Da estrutura ao tema, há diversos aspectos que devemos considerar para alcançarmos aquela nota desejada. Mas o que acontece se, ao lermos o tema proposto, percebemos que não sabemos nada sobre o assunto? Para tentar te ajudar, vão aí algumas dicas práticas. Esteja atento às atualidades As redações de grandes testes, frequentemente, trazem assuntos que estão em voga. Por isso, assistir a telejornais, ler revistas e consultar sites de notícias são atitudes que te ajudam a estar por dentro dos assuntos mais comentados do momento. Inclusive, sites de notícias trazem em sua página inicial um bom apanhado de tudo de mais importante que está acontecendo no mundo, só cuide da veracidade e da integridade de tais sites. Tome cuidado com as fake news! Os temas são pensados para você Ao formular a prova, as organizadoras têm em mente qual é o público que realizará a avaliação, por isso, dificilmente é selecionado um conteúdo extremamente específico. Sendo assim, procure pesquisar quais temáticas estão vinculadas ao universo da faixa etária da maioria dos candidatos daquele teste. Em caso de concursos públicos, analise quais são os assuntos relevantes para aquela função de trabalho. Procure estudar temas mais amplos Tenha em mente que as produções textuais desses tipos de provas são pensadas para que o candidato consiga expor seu ponto de vista sobre algo a partir de um processo de argumentação coerente. Por isso, não há apenas uma “resposta certa”, o que permite ao redator escolher qual caminho seguirá em seu texto. Portanto, é essencial que você se preocupe em ter uma visão geral sobre o assunto, uma vez que ela te servirá como base para desenvolver seus argumentos específicos. Por exemplo, ao invés de estudar sobre a falta de qualidade das merendas oferecidas no Brasil, pesquise sobre a condição atual da educação brasileira, pois se o tema for a qualidade das merendas ou a queda do nível de leitura dos alunos, você terá um ponto de partida para construir sua argumentação. Desmembre o tema proposto A frase que traz o tema da redação costuma ser mais longa, com várias informações fundamentais dentro dela. Quebre a frase em partes para compreender o assunto em profundidade e conseguir separar o essencial do acessório. Sua redação deve ser sempre centrada no tema essencial, primário, e não nas observações secundárias. Selecione o campo geral do assunto Os temas de redação são uma espécie de fatia de um assunto geral, mais amplo, por isso, leia a temática proposta com atenção e tente vincular a que campo de estudo ela pertence: Ao campo da saúde? Da educação? Da violência? Da mobilidade urbana? Da publicidade? Da tecnologia? Da acessibilidade? Da religião? Observe os textos motivadores Ainda que você realmente não saiba nada sobre o tema, os textos motivadores estão lá para te fornecer algumas informações básicas sobre o assunto. Ao lê-los, identifique as seguintes referências: Qual o assunto principal de cada um deles? Eles tratam de uma situação global ou específica de algum país, estado ou cidade? Qual a data do texto? Qual a posição do autor frente ao assunto? Há dados estatísticos no texto? Se sim, o que se pode concluir a partir de tais dados estatísticos? De qual fonte os textos foram retirados? Todas essas respostas serão fundamentais para que você compreenda o assunto, mesmo sem conhecê-lo previamente. Analise o gênero textual dos textos motivadores Qual gênero (ou quais gêneros) foi (foram) escolhido (s) enquanto textos motivadores? Notícias? Infográficos? Narração? HQs? Após identificar o tipo de texto, pense: Por que esse (s) gênero (s) foi (foram) o (s) selecionado (s)? Como esse tipo de texto ajuda na compreensão do assunto? Note as citações dos textos motivadores Algum teórico ou pensador foi citado ao longo dos textos motivadores? Se sim, algo que acontece com extrema frequência, reconheça qual a opinião principal do teórico frente ao assunto e como a pessoa está relacionada ao tema. Caso você conheça algo sobre o teórico ou pensador, tente questionar: por que essa pessoa foi a escolhida como referência desse assunto? Reconheça pontos a favor e contra Os textos de base normalmente trazem visões opostas: uma a favor e outra contra o problema central contido no tema da redação. Ao fazer a leitura, reconheça qual é o principal ponto a favor e qual é o principal ponto contra. Após, analise quais deles mais te convenceu e por quê. Usando essa técnica, você consegue ter mais clareza sobre sua visão pessoal a respeito da temática. Perceba o nível vocabular dos textos Há algum traço de extrema formalidade ou informalidade nos textos de apoio? Por que você acha que foi feita essa opção? O que a formalidade ou a informalidade tem a ver com o tema? Identifique o problema central contido no tema e nos textos Após realizar uma leitura atenta do tema e dos textos motivadores e ter levantado todas as informações fundamentais, considere: Qual é o problema central relacionado a esse assunto? A identificação do problema principal pode te auxiliar a construir sua introdução. Questione o problema central Depois de encontrar qual é o problema central, reflita: Por que isso é um problema? Quais são as origens do problema? Por que esse problema ainda não foi resolvido? Quais malefícios o problema traz para a sociedade? As respostas encontradas no processo de reflexão podem compor seu desenvolvimento. Encontre soluções Pense: Como esse problema poderia ser resolvido? Como a escola, a população e o Estado podem ajudar na solução da questão (uma vez que boas conclusões sempre trazem ações nessas três esferas)? Acrescente as soluções encontradas na conclusão. Consulte sua memória Isso mesmo! Questione-se: o que esse tema me traz à memória? No que ele me faz pensar? É muito possível que você se lembre de um referencial histórico sobre o assunto, de um acontecimento de grande importância, de um livro, de uma música. Caso esteja plenamente certo sobre sua lembrança, incluí-la no texto

TEXTO 1 Com o avanço da tecnologia e o advento da Internet, novas formas de consumir cultura estão disponíveis aos usuários. O primeiro exemplo disso foi o e-book, versão virtual do livro físico, que ganhou força nos anos 90. No entanto, nos últimos anos, a ferramenta que ganhou mais destaque foi o streaming. Traduzido de forma literal como “transmissão”, essa novidade basicamente distribui diversos tipos de conteúdo digital ao consumidor. Porém, ao invés de realizar algum tipo de download para disponibilizar o conteúdo (assim fazendo o usuário perder tempo e espaço de memória na plataforma utilizada), o streaming o executa de forma mais imediata, através de uma conexão estável de banda larga. Esse mecanismo só se tornou possível graças, logicamente, ao crescimento do acesso à rede, que começou a ser comercializada com uma qualidade nunca antes vista. Uma das características mais marcantes do serviço de streaming é a sua flexibilidade: encontra-se na plataforma a possibilidade de construir uma programação única para cada assinante. Um dos principais atrativos do streaming é a quantidade de conteúdo disponibilizada ao usuário. Ter acesso, nesse caso, é muito mais valioso que “possuir”. O serviço virtual oferece um catálogo extremamente variado por um valor fixo, diferente de uma mídia física. O Spotify, por exemplo, possui em sua biblioteca mais de trinta milhões de músicas. Fica claro que, perante esse grande número de possibilidades, o consumidor valoriza cada vez mais seu poder de escolha, especialmente tratando-se de cultura. O streaming ganha espaço também como alternativa à pirataria. É um desafio, principalmente no contexto brasileiro, competir com downloads ilegais, como os torrents. Com esse serviço, as gravadoras e artistas são remunerados por seus trabalhos. O internauta, que praticava a pirataria quase que religiosamente dentro do consumo digital, agora pode vislumbrar outro caminho com o streaming, mesmo que a passos lentos. O streaming já é o futuro, mas qual será o futuro do streaming? O serviço e a televisão já competem na questão do entretenimento, mas é pouco provável que um substitua o outro. Como já vem ocorrendo, ambos podem se complementar. Ainda assim, o streaming de séries e filmes vem crescendo continuamente no mundo todo e tende a crescer ainda mais. No caso do streaming de músicas, o crescimento deve ser um pouco mais devagar, principalmente porque a internet móvel no Brasil ainda é muito lenta e esse tipo de serviço é relativamente recente. É difícil dizer como será o amanhã. A única garantia é de que a indústria do entretenimento continuará se renovando na direção de personalizar cada vez mais a experiência do usuário. Fonte: medium – o streaming e a revolução no consumo de moradia TEXTO 2 Nos Estados Unidos, há anos se discute um fenômeno chamado “cord cutter” (cortar o cabo, em tradução literal), que dá nome a um tipo de usuário que deixa de pagar pela TV por assinatura para assistir a vídeos apenas pela internet, seja em sites gratuitos, como o YouTube, ou serviços de streaming, como Netflix. Controverso, o conceito pode ganhar força com um novo tipo de serviço, oferecido por grupos como a operadora AT&T (DirecTV Now) e o próprio YouTube (YouTube TV). Por uma assinatura mensal em torno de US$ 40, usuários podem assistir a um pacote de canais, como acontece hoje na TV paga, em transmissões em tempo real ou escolhendo vídeos sob demanda. A diferença? Tudo acontece pela internet, sem necessidade de cabos, antenas, satélites ou de visitas de instalação. “O YouTube TV é a TV reimaginada para a geração YouTube”, disse Christian Oestlien, diretor de produto do YouTube, ao anunciar a plataforma, em fevereiro. Os dois serviços estão disponíveis só nos EUA. Por enquanto, porém, parece precipitado afirmar que todos estão “cortando” a TV paga. Hoje, a TV ainda é importante no entretenimento do País: segundo dados da Kantar Ibope Media, o brasileiro assistiu no ano passado, em média, 6 horas e 17 minutos de televisão por dia, entre TV aberta e fechada. Recentemente, a TV paga tem perdido assinantes no País, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Porém, a queda acontece em tecnologias mais simples, como parabólicas e cabo, que sofrem cortes na crise econômica. Para Oscar Simões, presidente da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), o momento é de renovação, mas há espaço para a TV paga. “Haverá uma coexistência: hoje, já temos 35 canais pagos no Brasil que também oferecem streaming, vinculados à assinatura de TV”, diz Simões. Há quem discorde. “O modelo dos pacotes com inúmeros canais não fica mais de pé”, diz Mauro Garcia, presidente da Bravi, entidade que representa produtores brasileiros de audiovisual. Fonte: correio braziliense A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O streaming e a revolução no consumo de mídias ”. Leia também: Tema de redação: Tecnologia une ou separa as diferentes classes sociais? Tema de redação: O reflexo da tecnologia no mercado de trabalho e as novas profissões Tema de Redação ENEM 2018: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet Tema de Redação: A importância da representatividade no Cinema e na TV Tema de Redação: A importância da música na vida das pessoas Tema de Redação: A importância da música na educação infantil 9 filmes para usar na redação
TEXTO 1 Inúmeros estudos demonstram uma inquietante verdade: a esmagadora maioria de diretores, atores, colaboradores, ou seja, trabalhadores da área cinematográfica – e pasme – até mesmo críticos, são homens. Tal pesquisa revela que “apenas 10,7% dos filmes analisados possuíam um elenco equilibrado de homens e mulheres – a proporção média encontrada foi de 2,25 atores para cada atriz”. O mesmo estudo apontou que um terço das atrizes trajam roupas provocantes ou estão parcialmente nuas nas filmagens. A desproporção atinge inclusive os bastidores: há uma média de 5 homens para cada mulher trabalhando na indústria cinematográfica. São apenas 9% de diretoras mulheres, contra 91% de diretores homens na atualidade. Na história do Oscar, apenas quatro mulheres já foram indicadas ao prêmio de Melhor Direção, enquanto somente Kathryn Bigelow saiu vencedora nesta categoria pelo filme “Guerra ao Terror”, de 2009. Não são apenas as mulheres que são deixadas de lado. Uma polêmica envolveu a cerimônia do Oscar do ano de 2016, que, pelo segundo ano consecutivo, não indicou nenhum negro para as categorias principais. O que dizer, então, acerca da participação de outras minorias, a exemplo dos transgêneros, que são massivamente ignorados: “Nenhum personagem transgênero apareceu nos 100 filmes de maior bilheteria de 2014”. Embora tais dados assustem, a indústria independente tem fornecido mais espaço a esses sujeitos. Um exemplo disso é Sense8, série da Netflix. Entre os protagonistas logo de cara se percebe a mencionada diversidade: uma mulher sul-coreana, que é de dia empresária e à noite lutadora; um ator de cinema mexicano e homossexual; uma indiana que se vê obrigada a seguir a tradição do casamento forçado; um negro humilde buscando sustento para a família em um país com alta criminalidade; a jovem hacker transexual que busca respeito e liberdade, entre outros. Fonte: cinematologia – representatividade minorias no cinema TEXTO 2 Nos anos 80, filmes de blaxploitation eram praticamente as únicas oportunidades para atores negros em Hollywood. Super-heróis eram brancos, altos e, de preferência, homens. Representatividade era uma palavra que definitivamente ainda não tinha entrado no vocabulário dos cinemas. Nunca foi preciso ser um gênio para perceber essa falta de diversidade nas telas. Para quem não vê facilmente a discrepância, um estudo realizado pela Universidade de Southern, na Califórnia, comprova a falta de espaço enfrentada pelos negros na mídia: nos cem títulos de maior bilheteria nos cinemas em 2016, os brancos representavam 70,8% dos papéis com falas, enquanto atores negros eram apenas 13,6% destes. O que vemos nas telas se reflete também na autoimagem do público, como mostra uma pesquisa de 2011 sobre a influência da televisão na autoestima de crianças. O estudo entrevistou 396 jovens americanos e chegou a uma conclusão impactante. Enquanto os meninos brancos viam sua autoestima aumentar após serem expostos a programas televisivos, crianças negras de ambos os sexos e meninas brancas passavam a ter uma imagem mais negativa sobre si após horas em frente à tela. Fonte: hypeness – o maior superpoder no cinema e levar a representatividade as telas A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A importância da representatividade no Cinema e na TV”. Leia também: Tema de Redação: Desafios do empreendedorismo feminino Tema de Redação: Racismo velado Tema de Redação: Desafios para superar a homofobia no Brasil Tema de Redação: A seletividade penal no Brasil Tema de Redação FUVEST 2018: Devem existir limites para a arte? Tema de redação: As altas taxas de feminicídio no Brasil Tema de Redação: Os relacionamentos abusivos em questão no Brasil
Uma boa redação dissertativa argumentativa requer, necessariamente, a sustentação de seus argumentos por meio de dados confiáveis e relacionadas diretamente ao tema desenvolvido. Em produções textuais como a do ENEM e de vestibulares diversos, a inclusão dos dados é quase um imperativo. Antes de colocar qualquer citação ou dado em sua redação, tenha certeza de que ela é 100% verídica e extraída de fonte confiável, imparcial e, sobretudo, verdadeira. Não se esqueça também de citar a origem de sua informação. Para exemplificar quais fontes podem ser usadas, apresentaremos alguns temas em cotação para a redação do ENEM 2019. Devido ao prejuízo de milhões de reais gerados pela pirataria aos artistas e empresas, esse é um tema em ampla cotação. Aqui, é essencial que o autor da redação cite porcentagens de aumento na aquisição de produtos falsificados e valores de prejuízo. Apresentar o que a legislação brasileira traz com relação à pirataria também pode ser uma boa alternativa. Fontes relacionadas e dados confiáveis: – Código Penal, artigo 184, que trata sobre a violação de direitos do autor. – FNCP- Fórum Nacional Contra a Pirataria, que traz a informação de que, entre dezembro de 2015 e maio de 2016, sites piratas de filmes e séries tiveram 1,7 bilhão de acessos. – ABTA- Associação Brasileira das TVs por Assinatura aponta que 100 mil pessoas podem perder seus postos de trabalho por conta do crescimento da pirataria. A fim de discutir a aplicabilidade da gramática no contexto da oralidade, a temática pode surgir com o propósito de tratar sobre os limites das regras gramaticais. Não se esqueça de abordar aspectos como vocabulário e prestígio social, compreensão da mensagem e xenofobia ligada a regionalismos e sotaques. Fontes relacionadas e dados confiáveis: – Marcos Bagno, filósofo e linguista brasileiro. Um dos principais nomes relacionados ao assunto. Em sua obra O Preconceito Linguístico: O que é, como se faz, das Edições Loyola, publicada em 2002, faz um apanhado bastante rico sobre a temática, apontando as diversidades existentes na língua portuguesa e sugerindo que o aspecto principal quanto à gramática seja a compreensão da mensagem e não exatamente o nível de atenção às regras gramaticais. – Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que, nos últimos anos, tem incorporado em sua lista livros que apresentam erros de concordância, sustentando sua escolha por meio do conceito da língua viva, ou a língua em constante evolução e acompanhando o modo de comunicação dos falantes, desde que haja compreensão da mensagem. As discussões sobre direitos dos casais homoafetivos têm feito com que especialistas em produção textual para testes lancem sua atenção sobre o assunto. Essencial incluir na redação sobre o tema o que a lei prevê sobre o conceito de família, quais são as principais discussões sobre o tema e quais são as propostas de intervenção a respeito dos problemas relacionados. Fontes e dados confiáveis: – Estatuto da Família, que, mesmo hoje, só prevê enquanto legítima a união entre homem e mulher. – Novo Código Civil, de 2003, que aponta que a família é constituída por relações de afeto, independentemente da organização em que ocorra ou das relações de sangue. – IBGE, que, nos últimos anos, por meio de censo, tem tentado quantificar o percentual de mudanças nas famílias brasileiras. Por meio do censo realizado em 2010, percebeu-se que 28.647 lares possuem formação moderna, diferente da constituição tradicional de marido, mulher e filhos consanguíneos. Com o aumento de 75,8 para 76 com relação à expectativa de vida dos brasileiros, o tema passou a ser cogitado. Aborde questões como qualidade de vida, relação entre sistema de saúde, alimentação e expectativa de vida. Fontes e dados confiáveis: – IBGE. Órgão que pesquisou e constatou entre 2016 e 2017 o aumento na expectativa de vida já citado acima. – Site da Revista Exame, que trouxe em uma de suas matérias de 29 de novembro de 2018 o detalhamento do aumento de expectativa de vida por estado e sexo. Manifestações constantes e de variados movimentos, demandas sociais específicas e visibilidade por meio de redes sociais abrem espaço para a escolha do assunto nas próximas redações. Trate sobre os principais movimentos, seus objetivos e reivindicações, cite, por exemplo, acontecimentos de amplo conhecimento da população geral, como greves. Fontes e dados confiáveis: – GEO-PR. Um grandíssimo banco de dados, ainda sem amplo conhecimento geral, porém riquíssimo sobre movimentos sociais, inclusive no sentido de monitoramento das manifestações e reivindicações de diversos grupos. – Estatuto da Igualdade Racial. É essencial saber o que a lei prevê e quais são os direitos assegurados para que você possa construir uma boa redação. No Estatuto, temos a definição dos direitos relacionados à liberdade de crença religiosa, saúde, educação, moradia, ao lazer e esporte, bem como as ações de combate à discriminação. Historicamente, eventos culturais, no pensamento coletivo, acabam destinados às classes sociais de maior poder aquisitivo, isso se deve até mesmo ao alto valor cobrado em ingressos para peças, filmes, exposições, livros etc. Tratar da importância da cultura, levantar os principais problemas que fazem com que eventos culturais não sejam acessíveis a todas as camadas sociais e sugerir soluções plausíveis para sanar a questão são três frentes básicas para a construção do texto. Fontes confiáveis: – Theodor Adorno. O filósofo, sociólogo, musicólogo e compositor alemão, vivido entre 1903 e 1969, afirma que a arte tornou-se um instrumento da indústria com a finalidade de adquirir lucro a partir das manifestações culturais. Com tal ideia, Theodor Adorno criou a teoria da indústria cultural. – Declaração Universal de Direitos Humanos (1948), que versa sobre os Direitos Culturais a todas as pessoas, afirmando que a cultura é direito básico. – Constituição Federal de 1988. Em seu artigo 215, há a garantia legal de acesso à cultura, proteção às manifestações culturais e apoio às atividades culturais. Com as redes sociais, a prática do culto ao corpo ideal tem se intensificado. Ademais, músicas que colocam a mulher na posição única de parceira sexual, propagandas que apresentam o corpo da mulher como isca publicitária e os crescentes casos de

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Obsolescência programada”. Texto 1 O consumismo dirigido para o mercado tem uma receita para enfrentar esse tipo de inconveniência: a troca de uma mercadoria defeituosa, ou apenas imperfeita e não plenamente satisfatória, por uma nova e aperfeiçoada. A receita tende a ser reapresentada como um estratagema a que os consumidores experientes recorrem automaticamente de modo quase irrefletido, a partir de um hábito aprendido e interiorizado. Afinal de contas, nos mercados de consumidores-mercadorias, a necessidade de substituir objetos de consumo “defasados”, menos que plenamente satisfatórios e/ou não mais desejados está inscrita no design dos produtos e nas campanhas publicitárias calculadas para o crescimento constante das vendas. A curta expectativa de vida de um produto na prática e na utilidade proclamada está incluída na estratégia de marketing e no cálculo de lucros: tende a ser preconcebida, prescrita e instilada nas práticas dos consumidores mediante a apoteose das novas ofertas (de hoje) e a difamação das antigas (de ontem). Entre as maneiras com que o consumidor enfrenta a insatisfação, a principal é descartar os objetos que a causam. A sociedade de consumidores desvaloriza a durabilidade, igualando “velho” a “defasado”, impróprio para continuar sendo utilizado e destinado à lata de lixo. É pela alta taxa de desperdício, e pela decrescente distância temporal entre o brotar e o murchar do desejo, que o fetichismo da subjetividade se mantém vivo e digno de crédito, apesar da interminável série de desapontamentos que ele causa. A sociedade de consumidores é impensável sem uma florescente indústria de remoção do lixo. Não se espera dos consumidores que jurem lealdade aos objetos que obtêm com a intenção de consumir. (BAUMAN, Zygmunt. A vida para o consumo: a transformação das pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008. P.31). Texto 2 Mais de 130 mil chilenos participam de uma ação coletiva que acusa a Apple de praticar obsolescência programada com o iPhone. Um processo similar está em vias de ser aberto no Brasil: o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) está colhendo denúncias de usuários no Brasil que acreditam que seus iPhones sofrem do mesmo problema. De acordo com a organização que move o processo coletivo no Chile, a ação acusa a Apple de fazer a eficiência dos iPhones cair após algum tempo de uso de modo a forçar o usuário a trocar o aparelho por um mais novo. Ainda segundo a acusação, essa é uma tática que diminui deliberadamente a vida útil dos iPhones. O Idec cita o caso chileno como referência e explica que a Apple vem sendo investigada em países como Estados Unidos e França por omitir informações sobre desempenho e durabilidade de seus produtos. A entidade também explica que, no Brasil, o Código de Defesa do Consumidor proíbe esse tipo de omissão. De modo geral, as ações têm como base o programa de troca de baterias que a Apple promoveu em 2018. Depois de numerosos relatos de usuários cujos iPhones ficaram mais lentos com o passar do tempo, a companhia admitiu que a perda de desempenho é planejada — a troca da bateria faz o desempenho do smartphone voltar ao normal. Quando o assunto ganhou o noticiário, a Apple explicou que a velocidade do processador é diminuída para aumentar a vida útil dos dispositivos, mas o argumento não convenceu. Fonte: tecnoblog idec Texto 3 Fonte: anarquista obsolescencia Leia também: Tema de Redação: O consumismo e seus impactos ambientais Tema de Redação: Responsabilidade Ambiental Tema de Redação: desenvolvimento sustentável Tema de Redação: O agronegócio como ameaça ao meio ambiente Tema de Redação: Dessalinização da Água Tema de Redação: Desastres ambientais