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Com base nos seus conhecimentos e nos textos motivadores, elabore uma redação sobre o seguinte Tema de Redação: O que você faria se não existisse o “politicamente correto”? Texto 1 A onda politicamente correta cresceu a ponto de tolher a liberdade de pensamento. O maior problema, porém, é outro: a reação torna tudo o que é incorreto “bacana”. E abre espaço para a intolerância. “Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra c… Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus.” A fala é de um show de comédia stand-up de Rafinha Bastos. O Twitter foi inundado de mensagens com variações do tema proposto por Mayara Petruso – a estagiária de direito que recomendou o afogamento de nordestinos. Claro que nem Rafinha está defendendo o estupro nem os afogadores de imigrantes são necessariamente homicidas em potencial. Boa parte dessa truculência é uma reação à onda politicamente correta das últimas décadas. A incorreção, nesse sentido, virou uma arma para defender a liberdade de expressão, que só existe quando você também é livre até para pensar o impensável e dizer o impronunciável. Mas o que acontece quando o impensável agride o próximo gratuitamente? Para entender como chegamos a esse nó, vamos para a origem do termo “politicamente correto”. Ele apareceu pela primeira vez com um significado bem diferente do que usamos hoje: na China dos anos 30, para denotar a estrita conformidade com a linha ortodoxa do Partido Comunista, tal como enunciado por Mao Tsé-tung. Mas o significado com que a expressão chegou até nós é uma criação dos Estados Unidos dos anos 60. Na época, universitários americanos abraçaram a defesa dos direitos civis, seja das mulheres, seja dos negros. Era uma época de transformações na sociedade: as empresas e universidades, antes habitadas exclusivamente por homens brancos, agora viam chegar mulheres, negros, gays, imigrantes. Era preciso ensinar as pessoas a conviver com a diferença. Nisso, negro virou african-american, (“afro-americano”), fag (“bicha”) virou gay (“alegre”). O paradoxal aí é que, pela primeira vez na história americana, quem buscava estender os direitos civis também advogava por uma limitação na liberdade de expressão. O passo seguintes viria com os anos 90. Mais especificamente com a derrocada do mundo comunista. O fim do socialismo mudou a agenda dos grupos de esquerda. Se antes a busca pela igualdade era a busca pela diminuição das diferenças entre as classes sociais, agora era pela eliminação das “classes pessoais”. Tratava-se de não estigmatizar as pessoas por aquilo que elas eram – afinal, não faz sentido aumentar o peso do fardo que cada um tem de carregar na vida. Dessa maneira, não bastava combater só o sexismo e o racismo. E “obesidade” virou “sobrepeso”; “deficiência física” virou “necessidade especial”… Só que o método, por mais bem-intencionado que seja, é inócuo. Quem explica por que é o francês Ferdinand Saussure, o pai da linguística, num texto de 1916: “De todas as instituições sociais, a linguagem é a que oferece menor margem a iniciativas”. Ela é utilizada por todos os membros de uma comunidade, que, por esta ser naturalmente inerte, acaba por conservar a linguagem. Qualquer interferência tende a ser rechaçada. É aí que o debate começa. Politicamente corretos ficam do lado do conselho que a sua mãe dava: seu direito termina onde começa o do outro. Se o próximo se sente ofendido, você não pode falar. Ponto. Parece um argumento inatacável. Mas tem um problema aí: quem é o juiz para decidir o que é certo e o que é errado, o que ofende e o que não ofende? Onde fica a liberdade de pensamento, de expressão? A ideia de que o direito de um termina onde começa o do outro vale aqui também: pode alguém retirar o direito do outro de dizer o que pensa? Talvez por isso a transformação ideológica de palavras seja tão utilizada por governos: é uma ótima forma de revogar o direito de pensar. Tanto regimes autoritários – como o apartheid sul-africano, em que a palavra “miscigenação” virou “imoralidade” – quanto democráticos – como o dos EUA, que usou o termo “guerra preventiva” para o ataque unilateral ao Iraque – usaram do expediente. No mundo do politicamente correto isso é o equivalente a chamar de “melhor idade” a época da vida em que vemos multiplicar o valor do plano de saúde. De boa intenção, o politicamente correto passa a ser visto como hipocrisia. E de hipócrita a algo fundamentalmente errado. Como lidar com o excesso de correção política, então? Não temos a pretensão de dar uma resposta definitiva. Mas sair xingando os outros de gordo, aleijado, retardado e baranga estuprada é que não vai ser. Se fosse engraçado, talvez até funcionasse. Mas não. Não é. Fonte: super abril – o que voce pode falar afinal Texto 2 Faça uma redação sobre Tema de Redação: O que você faria se não existisse o “politicamente correto”? e nos envie para corrigirmos!

Com base nos seus conhecimentos e nos textos motivadores, elabore uma redação sobre o seguinte Tema: Qual é a natureza humana: boa ou ruim? Texto 1 Uma discussão bem antiga, mas que sempre “vem à tona” é aquela que discute se “o homem nasce bom e a sociedade que o corrompe” ou se “o homem nasce mau e a sociedade que o torna bom”. Dentre os estudiosos que levantaram tal questão estão Rousseau e Hobbes; ambos defendem uma perspectiva distinta. Grosso modo, Rousseau defendia que os homens nascem bons, mas em contato com a sociedade que é má, tornam-se igualmente maus. Essa perspectiva dialoga bem com a visão cristã, onde as crianças seriam tidas como puras e tornam-se pecadoras à medida que começam aperceber os males do mundo, os quais as envolvem. Por outro lado, Hobbes defendeu que o homem nasce mau, com instintos de sobrevivência, e que devido a tais instintos é capaz de fazer qualquer coisa. Para Hobbes, a sociedade tem o papel de educá-lo, de humanizá-lo, de torná-lo sociável. Fonte: https://cafecomsociologia.com/2013/11/o-homem-nasce-bom-e-sociedade-o.html Texto 2 Jean-Jacques Rousseau: O homem é bom por natureza Recentemente, a Funai (Fundação Nacional do Índio) mapeou 39 grupos indígenas que vivem isolados na Amazônia e que, em tese, nunca tiveram qualquer contato com o “homem branco”. Neste estado “primitivo”, o homem viveria em harmonia com seus semelhantes, livre da violência que aflige as grandes cidades? E, no caso do “homem civilizado”, a ciência que o tornou dependente de tecnologias como luz elétrica e aparelhos celulares também contribuiu, de alguma forma, para sua evolução moral? Para o filósofo Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), que viveu numa época em que não existia luz elétrica e, muito menos, aparelhos celulares, as respostas a estas perguntas podem ser respondidas da seguinte forma: “O homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se a ferros”. Com isso, ele quer dizer que o homem possui uma natureza boa que é corrompida pelo processo civilizador. Neste caso, bastaria irmos para a floresta e viver como nossos antepassados para sermos felizes? Não é essa a proposta de Rousseau. Em sua obra “Do Contrato Social” (1757/ 1762) ele reflete sobre como deveriam ser as instituições para que possamos ter uma organização social mais justa, que preserve a liberdade, bem supremo do homem. Sentimento Rousseau não construiu um sistema filosófico, como Aristóteles ou Kant, por exemplo, mas apresentou contribuições originais não somente à filosofia, mas também à pedagogia e à teoria política, influenciando movimentos políticos e intelectuais europeus como a Revolução Francesa e o Romantismo alemão. Sua teoria da bondade natural do homem pode parecer estranha e, mesmo no século 18, foi objeto de escárnio por parte de filósofos como Voltaire Contudo, a crítica de Rousseau é direcionada aos poderes exacerbados da razão e da ciência, que ele foi o primeiro pensador a questionar em plena vigência do Iluminismo. É muito comum agirmos de maneira polida e educada mesmo quando, na verdade, queremos prejudicar, manipular ou levar vantagem sobre os outros. Para Rousseau, certas normas sociais estabelecidas nos grandes centros urbanos afastaram, desta forma, o homem de sua verdadeira natureza. O caminho para este conhecimento primordial, segundo ele, é o sentimento, não a razão e o progresso científico. Razão põe ordem no mundo, talvez em demasia, segundo o filósofo francês. Era preciso então sentir o mundo. E qual a forma de fazer isso, senão buscando uma comunhão com a natureza, que em suas formas é pura expressão de sentimento e liberdade, que experienciamos ao contemplar um pôr-do-sol ou quando caminhamos descalços na praia? Ao dizer isso, Rousseau rompeu também com toda uma tradição do determinismo, proveniente de uma linha de começa com Bacon e Galileu até Newton e Einsteine que concebia o universo como um relógio preciso. Seria necessário então, voltando à questão inicial, abrir mão de toda comodidade da vida moderna, como fez a personagem Danielle Rousseau do seriado “Lost” (inspirada no próprio filósofo)? O contrato social A metáfora do “bom selvagem” é somente uma forma que Rousseau encontrou para questionar a filosofia iluminista e a política moderna. O problema do “Contrato” é como resguardar a justiça e a liberdade do estado de natureza no meio social. Para responder às suas necessidades de conservação, o homem precisa desenvolver habilidades e alterar a natureza, produzindo cultura. Sozinho, ele não teria como garantir sua sobrevivência. Busca, então, socializar-se. Os homens primeiro se reuniram em pequenas comunidades, formadas por grupos familiares, o que Rousseau caracteriza como a “idade de ouro” da humanidade. Em seguida, nas primeiras formas de ordenação social e política, foi preciso exigir a obediência dos mais fracos aos mais fortes (regimes de escravidão), afastando o homem, assim, de sua condição igualitária. Em Rousseau, portanto, é fundamental substituir a liberdade natural, irrestrita mas subordinada ao poder do mais forte (e sempre haverá alguém mais forte para assumir a liderança), pela liberdade convencional, sustentada pela criação de um pacto social, de forma a equilibrar ordem e justiça. A principal cláusula deste contrato social afirma que “cada um, dando-se a todos, não se dá a ninguém”. Quer dizer, somente garantindo a liberdade de todos é que as liberdades individuais serão também preservadas. Um fumante, por exemplo, tem o direito de fumar. No entanto, essa liberdade não pode ferir a de um não fumante, que em um recinto fechado vai inalar a mesma fumaça de cigarro involuntariamente. Como resolver isso? Criam-se regras, ao acordo de todos e que todos devem seguir, restringindo o fumo em locais adequados, de modo a conservar a liberdade tanto de fumantes quanto de não fumantes. Vontade geral Desse modo, para que o pacto funcione, diz Rousseau, os cidadãos devem se submeter à vontade geral, que é soberana. Uma vez firmado o contrato, todos devem obedecer o que ficou deliberado por todos, não somente por uma maioria. Ou seja, o filósofo não reconhece a representatividade, como vereadores, prefeitos, etc. Para ele, a soberania se exerce pela vontade popular, logo, pela participação direta do povo. Participação que não se resumiria a comparecer às urnas, por

Organize seus estudos e garanta as melhores notas no ENEM. Se você tem dificuldades para organizar sua rotina de estudos para o ENEM, confira nossas dicas para ganhar tempo, estar com o conteúdo em dia e garantir a nota máxima em todas as partes nas provas. Cada estudante tem sua própria vida, e, para alguns, conciliar sua rotina com os estudos pode ser um desafio. Trabalhar, estudar, comer, dormir e ainda ter vida social são cobranças constantes, difíceis de manejar. Não tem segredo ou solução mágica, pó de guaraná ou pilimpimpim. O importante é que você balanceie suas necessidades e cobranças e não esqueça que você é humano: cansaço, sono e fome são normais e não devem ser reprimidas. via GIPHY Vários alunos desenvolvem comportamentos alimentares nada saudáveis durante o ano de estudos. Além do próprio estresse colaborar para um corpo mais suscetível à vírus e bactérias, uma alimentação que não colabora com sua saúde é um receita perfeita para ficar doente. Não abuse de açúcar, tome muita água e cuidado com o café! Ah, e sobre conviver com sua família e amigos e também sobre dormir: nada de culpa! Sono e necessidade de afeto são NOR-MA-IS e saudáveis, além de um ótimo sinal de que você não é um robô. Durma suas 8 horas, saia pra dançar e tomar um sorvete, estude, e seja feliz, criança! Não perder a medida do que é uma vida feliz e saudável é essencial para se sentir confiante durante as provas. via GIPHY Agora sobre os estudos: O ENEM é dividido em 4 áreas de conhecimento, mais a redação. Uma sugestão de organização é você dedicar um dia da semana para uma das áreas e outro para a redação e/ou leituras de atualidades. Como estratégia, vale para todas as áreas, usar provas antigas do ENEM. O modelo de prova é bem específico, então aproveite o que está disponível. Ciências da Natureza e suas Tecnologias: química, física, biologia, energia e preservação ambiental; Ciências Humanas e suas Tecnologias: história, sociologia, geografia e filosofia; Linguagens e Códigos: português, literatura, artes, educação física e idiomas (inglês e espanhol); Matemática: inclui comparações numéricas, sistemas de medidas, álgebra, interpretação de gráficos e tabelas, entre outros. Fazer provas anteriores de Matemática do ENEM é o melhor jeito de estudar. Redação: neste item, além da prática da escrita você pode incluir as leituras de revistas e sites de notícias. Estar atualizado é fundamental para realizar o ENEM. Foque-se no texto dissertativo-argumentativo, além das 5 competências da Redação. Saber como você será avaliado é essencial para garantir uma boa nota. Assim, você dedica um tempo a cada conteúdo e ainda pode aproveitar os finais de semana para revisar os mais importantes e, claro descansar. Mantenha uma boa rotina de sono, alimentação e exercícios, por favorzinho. Vale lembrar que cada área de conhecimento e a redação é avaliada individualmente, e pode chegar até 1000 pontos cada um. Ou seja, é importante estar afiado em todos os conteúdos para garantir as melhores notas!
Com base nos seus conhecimentos e nos textos motivadores, elabore uma redação sobre o seguinte tema: FORO PRIVILEGIADO É PORTA ABERTA PARA A IMPUNIDADE? Texto 1 “Todos são iguais perante a lei”. A Constituição Brasileira estabelece que todos os brasileiros e estrangeiros residentes no país são iguais perante a lei, mas o foro por prerrogativa de função, mais conhecido como foro privilegiado, pode ser considerado uma exceção a essa regra. O foro privilegiado se refere a como as autoridades são julgadas. Ele garante tratamentos diferentes aos réus de processos, a depender da importância do cargo da pessoa. Esse direito determina que algumas autoridades são julgadas apenas em cortes superiores (especiais), ao contrário do cidadão comum, que é julgado pelo Poder Judiciário comum. Foro privilegiado não é um privilégio de uma pessoa, mas do cargo público que ela ocupa. Ou seja, assim que as pessoas deixam o cargo, elas perdem esse direito. Esse mecanismo jurídico foi criado com a ideia de proteger o exercício de determinada função ou mandato. Foi na Constituição de 1988 que o sistema de atribuição de foros privilegiados incluiu uma ampla gama de autoridades. No contexto da época, ele foi reforçado sob o argumento de preservar a democracia e impedir a volta de práticas da ditadura militar, como eventuais perseguições políticas. A premissa fundamental desse direito é a garantia da estabilidade necessária ao exercício das funções públicas ao assegurar o máximo de imparcialidade nos julgamentos. Caso não existisse o foro privilegiado, um acusado de cometer um crime deveria ser julgado pelo juiz do local onde o fato ocorreu, independentemente do cargo que ele exerça. Com o foro privilegiado, evita-se que o alvo da investigação não seja pressionado por quem queira prejudicá-lo ou, ainda, evita que a decisão de um juiz seja fruto de uma pressão de um determinado político local. Desta forma, no entendimento da lei, pode-se manter a estabilidade do país, garantindo um julgamento justo e imparcial. Possuem esse direito o Presidente da República, os ministros (civis e militares), todos os parlamentares do Congresso Nacional, prefeitos, governadores dos Estados e do Distrito Federal, chefes de missão diplomática (embaixadores), integrantes do Poder Judiciário, do Tribunal de Contas da União (TCU) e todos os membros do Ministério Público. A análise de processos envolvendo pessoas que gozam de foro privilegiado é designada a órgãos superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF), o Senado ou as Câmaras Legislativas. O STF é responsável por julgar presidentes, ministros e parlamentares. Ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), cabem os casos que envolvem governadores, membros de tribunais de contas e desembargadores dos Tribunais de Justiça. Os prefeitos são julgados pelos Tribunais de Justiça estaduais. Já os tribunais regionais federais julgam os membros do Ministério Público Federal e os juízes federais de primeira instância. Foro privilegiado e impunidade O Brasil é considerado por especialistas como o país com mais autoridades resguardadas pelo foro especial no mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, nem o presidente tem direito a esse benefício. O levantamento mais recente feito pela Associação dos Juízes Federais (Ajufe) mostrou que mais 45 mil pessoas são beneficiadas pelo foro especial nas diversas instâncias do Poder Judiciário. A estimativa feita pela força-tarefa da Operação Lava-Jato em 2015 chegou ao número de 22 mil pessoas. O foro especial é alvo de crítica de muitos juristas. A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) defende o fim total do foro privilegiado. Para Roberto Veloso, presidente da Ajufe, “todos devem ter foro na primeira instância a partir da competência dos crimes cometidos”. Outros juristas defendem um “enxugamento” dos beneficiados, de forma que o mecanismo seja concebido apenas a poucas autoridades. Um dos argumentos contra o mecanismo é que ele seria um privilégio que fere o princípio de igualdade da Carta Magna, que garante que todos os cidadãos brasileiros são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza ou regalias. Os defensores do foro privilegiado entendem que a regra não é concedida à pessoa, mas ao cargo que ela exerce. Outra questão é que o foro privilegiado estimularia a impunidade e a condenação de políticos pela Justiça. Isso porque os tribunais de instâncias superiores não teriam estrutura para julgar o imenso número de processos relacionados a agentes públicos com foro privilegiado. O prazo médio para recebimento de uma denúncia no STF é de 617 dias. Ao contar com a morosidade do sistema, o julgado poderia “fugir da justiça” até o crime prescrever e ser arquivado por excesso de tempo. Ou seja, o Estado perde o prazo para julgá-lo e com isso provocaria a impunidade. A taxa de processos que o Supremo não consegue julgar é muito alta. Uma recente pesquisa da FGV mostra que 68% das ações penais concluídas no STF entre 2011 e 2016 prescreveram ou foram repassadas para instâncias inferiores porque a autoridade em questão deixou o cargo. No entanto, o julgamento em instâncias inferiores não significa a garantia de um julgamento rápido. Quando ele começa na primeira instância, há uma maior possibilidade de recursos. Já a pessoa condenada pelo STF não tem mais a quem recorrer, uma vez que ele é a última instância da Justiça Federal. No caso do escândalo de corrupção do “mensalão”, por exemplo, 25 autoridades foram punidas pelo Supremo em 2012, enquanto alguns casos do mesmo escândalo que ficaram em instâncias inferiores até hoje não foram adiante. Projetos de lei Ao todo, 11 propostas de emendas à Constituição (PECs) estão tramitando na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ). O debate sobre o foro foi reaberto no Senado em fevereiro deste ano, depois da apresentação, pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), de uma proposta de PEC que visava dar imunidade aos ocupantes de cargos na linha sucessória presidencial, mesmo para atos cometidos antes da vigência do mandato. Pela Constituição, apenas o presidente da República tem esse benefício atualmente. Para Jucá, seria legítimo dar o mesmo tratamento aos presidentes dos três poderes para garantir maior equilíbrio às instituições. “Os presidentes não podem ficar suscetíveis a sair do cargo por conta de
Trazer referências e citações podem deixar a sua redação Enem mais interessante. No entanto, não basta sair colocando qualquer frase que “ouviu falar” entre aspas. É muito importante que os elementos que você traz para o texto casem perfeitamente com os argumentos escolhidos. Separamos uma lista de documentários que vão te ajudar ampliar o seu repertório cultural, além de dar aquela dose de inspiração na hora de escrever. A primeira dica do post são os filmes da Maria Farinha Filmes: – Muito Além do Peso é um filme que aborda o tema da obesidade infantil, discutindo por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria, a publicidade, o governo e a sociedade de modo geral. Um tema muito atual e de grande impacto para o nosso país, vale conferir. https://www.youtube.com/watch?v=8UGe5GiHCT4 – Quem? Entre Muros e Pontes, o documentário traz um retrato de um povo exilado, que sobrevive por conta do auxílio de ONGs da região do Saara Ocidental. Um registro que marca os 40 anos de um povo que vive à margem da sociedade, esperando a pacificação do território sob intensa opressão e violência. Essa é uma boa dica de filme para se pensar sobre exílio, migração, guerra, disputa de poder e marginalização social. Ficou curioso sobre esses filmes? Clique no link e saiba mais: https://mff.com.br/ https://www.youtube.com/watch?v=yhG-1ageQLw – Cowspiracy: O Segredo da Sustentabilidade, esse documentário aborda um alarmante problema ambiental: os impactos da pecuária e da pesca na natureza, e investiga como as organizações ambientais lidam com a questão. Foi lançado em 2014 e foi produzido por Kip Andersen e Keegan Kuhn. https://www.youtube.com/watch?v=BIMsVUkU1qw – The true cost, esse documentário trata de uma questão que, muitas vezes, acaba por não ser percebida por nós: a ligação entre a pressão dos consumidores por alta-costura de baixo custo e a exploração de trabalhadores nas fábricas. Excelente para discutir sobre o verdadeiro custo de se pagar barato por algo. Está disponível na Netflix. Esses são alguns dos documentários com temas em voga no momento. Além disso, é uma boa opção para as horas que você pretender dar uma descansada, e ainda aproveitar para ampliar seu repertório cultural. Quem sabe não era o que faltava para dar aquele toque especial na Redação Enem, hein?
Com base nos seus conhecimentos e nos textos motivadores, elabore uma redação sobre o seguinte tema: É POSSÍVEL TER EMPATIA NOS DIAS ATUAIS? Texto 1 O poder transformador da empatia nas relações humanas Ao tentar se colocar no lugar do outro no trabalho, temos muito a ganhar expandindo nossa capacidade de compreensão “A empatia é a arte de se colocar no lugar do outro por meio da imaginação, compreendendo seus sentimentos e perspectivas e usando essa compreensão para guiar as próprias ações.” Segundo John Donne, nenhum homem é uma ilha, sendo cada indivíduo um pedaço do continente, uma parte do todo. Durante muito tempo pensou-se que a empatia fosse uma capacidade exclusivamente humana. Hoje, sabemos que diversas espécies animais são capazes de sentir empatia e coordenar impulsos “levando em consideração” o outro. Assim, nossa capacidade de sentir empatia está ligada à herança genética, que é uma consequência evolucionista. Segundo o autor (KRZNARIC, p. 28) do livro “O Poder da Empatia – A arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo”, a empatia é o antídoto para o individualismo absorto em si mesmo, que herdamos do século passado. A necessidade de desenvolver empatia está no cerne do esforço de encontrarmos soluções para problemas mundiais como violência étnica, intolerância religiosa, pobreza extrema, fome, abusos dos direitos humanos, aquecimento global. O autor denomina esta capacidade como uma espécie de pílula da paz. Historicamente, conseguimos enxergar alguns “impedimentos” que nos colocamos para usarmos intensamente a empatia: Preconceito, autoridade, distância e negação. O preconceito é como uma venda em nossos olhos, é um julgamento feito em um momento considerando informações superficiais, sem comprovação; é um estereótipo do qual devemos fugir. Ao exercer enorme influências sobre os indivíduos, a autoridade foi utilizada como desculpa para cumprir tarefas execráveis. Também, não só a distância física, mas a temporal e, principalmente, a social, nos induzem a ser menos empáticos. E ainda, após sermos bombardeados com imagens de problemas sociais em diversas partes do mundo, com o tempo vamos nos tornando insensíveis a elas, “negando’’ sua existência. O uso de nosso eu empático pode também estar intrinsecamente ligado à resolução de questões do nosso dia a dia. Ao tentar se colocar no lugar do outro no ambiente de trabalho, temos muito a ganhar expandindo nossa capacidade de compreensão dos problemas que nos rodeiam. Este exercício nos proporciona experimentar outras visões diferentes das nossas e observar aspectos antes ignorados por nós, pela simples constatação que enxergamos tudo a nossa volta considerando nossas próprias experiências pregressas. Essas mesmas experiências nos moldam ao longo do tempo, desenvolvendo, mesmo que inconscientemente, o poder da empatia. A habilidade de aceitar e conviver bem com a diversidade nos torna mais empáticos e tolerantes. É o que vai nos permitir entrar numa sala de reuniões de uma organização transnacional para uma apresentação a ser feita e transmitir a mensagem que queremos de forma adequada para cada membro da plateia. Outro aspecto muito importante que a empatia contribui é para a liderança. Nos dias de hoje, e com o modelo dinâmico de organizações que vivemos, não cabe mais o líder autocrático, altamente técnico, mas que não consegue se comunicar bem com seus liderados. É um exercício diário observar os colegas, subordinados e superiores e desenvolver a habilidade de ser empático com cada um deles. Isso significa compreender as demandas individuais e atendê-las de forma abrangente. Um subordinado demanda orientações para o desenvolvimento da tarefa de forma a contribuir com a meta do grupo em que está inserido. Um superior demanda informações já tratadas para o processo decisório. Mesmo tratando de um assunto comum, as abordagens são completamente diversas e cabe ao líder compreender essa diferença. Para isso, vai usar muito de sua capacidade de ser empático com ambos. Ser empático não se restringe às pessoas que conhecemos, mas principalmente com os desconhecidos ou mesmo com personalidades antagônicas. Este é um grande esforço que demanda sensibilidade, inteligência emocional e vontade, para se colocar no lugar do outro e experimentar uma nova perspectiva. Esta é uma habilidade que pode ser aprendida, mas que precisa ser diariamente cultivada. As organizações têm muito a ganhar desenvolvendo a empatia em seus colaboradores, que naturalmente passam a trabalhar mais alinhados com seus líderes, uma vez que se sentem compreendidos. Isso gera coesão na equipe, e é um diferencial de mercado, que impacta na rentabilidade, gerando mais resultados. Precisamos reconhecer a empatia como uma força capaz de promover mudanças nos diversos meios onde atuemos. Podemos fazer esse exercício diariamente, em nossas famílias e em nosso ambiente de trabalho, melhorando nossas relações interpessoais. Fazer esforço consciente para se colocar no lugar de outra pessoa – inclusive no de nossos inimigos – para rasgar rótulos, reconhecer sua humanidade, individualidade e perspectivas: eis um dos grandes diferenciais daqueles que se esforçam para se destacarem em liderança. Fonte: https://exame.abril.com.br/carreira/o-poder-transformador-da-empatia-nas-relacoes-humanas/ Texto 2 empatia em·pa·ti·a sf 1 PSICOL Habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa. 2 PSICOL Compreensão dos sentimentos, desejos, ideias e ações de outrem. 3 Qualquer ato de envolvimento emocional em relação a uma pessoa, a um grupo e a uma cultura. 4 Capacidade de interpretar padrões não verbais de comunicação. 5 Sentimento que objetos externos provocam em uma pessoa. ETIMOLOGIAgr empátheia. Fonte: https://michaelis.uol.com.br/busca?id=Oaj Texto 3 Fonte: Fatos e Ângulos
Com base nos seus conhecimentos e nos textos motivadores, elabore uma redação sobre o seguinte tema: DESINFORMAÇÃO NA ERA DA INFORMAÇÃO. Texto 1 Pontos-chave Cada vez mais são compartilhadas notícias falsas pela internet. A divulgação de histórias falsas pode ter consequências reais, como causar prejuízos financeiros, constrangimentos, injúria e difamação de pessoas, empresas e organizações. Em nosso tempo, todos nós podemos produzir e receber informação. Se por um lado essa possibilidade democratiza a comunicação, por outro facilita a divulgação de conteúdo feito sem responsabilidade. O termo “pós-verdade” foi eleito pela Universidade de Oxford como a palavra do ano de 2016. Ele diz respeito a circunstâncias nas quais fatos objetivos e reais têm menos importância do que crenças pessoais. O 13º salário será extinto pelo Governo brasileiro. Obama chuta porta em protesto contra Trump. Diabo aparece em foto tirada no Maranhão. O que essas notícias têm em comum? Todas são falsas e se espalharam rapidamente pela internet. Uma informação gera conhecimento, ajuda a pessoa a construir uma opinião sobre determinado assunto e aprimora o debate público. Mas quantas informações falsas você já compartilhou nas redes sociais ou em grupos do WhatsApp? Não é porque algo está publicado por amigos ou em formato de notícia que necessariamente é verdade. Muitas vezes passamos para a frente algo que nem paramos para pensar de onde veio. É necessário cada vez mais cuidado e racionalidade ao ler as notícias. Em novembro deste ano, o Facebook e o Google anunciaram que vão combater sites que propagam notícias falsas, impedindo que estas plataformas utilizem seus serviços de publicidade. As medidas das duas companhias surgiram após o Facebook ser acusado de influenciar no resultado das eleições dos Estados Unidos. A rede social difundiu informações falsas que teriam beneficiado Donald Trump, o candidato eleito. Uma das notícias inverídicas populares foi a de que o papa Francisco havia dado seu apoio ao candidato republicano. Os boatos sempre existiram. Antes mesmo de existir a escrita, o “ouvir dizer” era o único veículo de comunicação nas sociedades. O rumor é uma prática que pode existir em qualquer grupo ou classe social. Basta lembrar da brincadeira do telefone sem fio, na qual uma mensagem passa de boca em boca. O estudioso francês Kapferer define boato como “uma proposição ligada aos acontecimentos diários, destinada a ser aumentada, transmitida de pessoa a pessoa, habitualmente através da técnica do ouvir dizer, sem que existam testemunhos concretos capazes de indicar exatidão”. Mas por que tantas pessoas acreditam em boatos, mesmo aqueles de teor absurdo? Os psicólogos norte-americanos Allport e Postman afirmam que qualquer necessidade pode dar movimento a um rumor. O desejo obstinado de se acreditar nele, nossos medos, esperanças, curiosidades, inseguranças, tensões, ideologias, crenças e preconceitos. Outro fator é a confiança na pessoa ou veículo que transmitiu o fato. Grande parte das notícias nas redes sociais são compartilhadas por amigos e conhecidos nos quais os usuários têm confiança, o que aumenta a veracidade de uma história. Para um boato existir, ele precisa ser propagado. Segundo Kapferer, se não houve uma ambiguidade ou se a importância ou relevância de um fato for nula para o público-alvo, não haverá a multiplicação da notícia. Com a evolução da tecnologia que permite o acesso à internet, mais pessoas puderam se conectar à rede. Os boatos digitais ganharam os apelidos de “hoax”. São histórias falsas que circulam na internet. Recebidas por e-mail ou compartilhadas em sites de relacionamento, elas aparecem a todo momento. Marcas também se aproveitam da dinâmica das redes sociais para “fabricar” notícias com potencial de viralidade. É o caso da notícia do enterro de um carro pelo milionário Chiquinho Scarpa. Em 2013, ele havia chamado a imprensa para cobrir o enterro de seu carro de luxo no jardim de sua mansão. Mas, depois de toda a controvérsia que levantou, Chiquinho revelou que tudo tinha um motivo bem mais nobre: o lançamento de uma campanha de doação de órgãos. Alguns veículos fizeram a cobertura ao vivo e caíram na pegadinha. A divulgação de histórias falsas pode ter consequências reais, como causar prejuízos financeiros, constrangimentos, injúria e difamação de pessoas, empresas e organizações. Em casos extremos, pode originar ações violentas. Em 2014, uma mulher foi espancada até a morte na cidade de Guarujá (SP), depois de ser acusada, em boatos em redes sociais, de que sequestrava crianças. No entanto, ela era inocente. O jornalismo e a checagem de informações A tradicional produção de notícias por empresas jornalísticas consistia em produzir e disseminar uma informação, a partir de uma equipe de profissionais e um acesso restrito a fontes. O emissor emitia a mensagem para o receptor, em um processo praticamente sem mediações. A imprensa exercia o papel de ser o porta-voz do mundo real. Em nosso tempo, todos nós podemos produzir e receber informação. Com a internet, o cidadão pode criar a informação e a colocar em tempo real em relatos, vídeos e fotos. Se por um lado essa possibilidade democratiza a comunicação, por outro, facilita a divulgação de conteúdo feito sem responsabilidade. O jornalista trabalha com a credibilidade dos fatos. O compromisso com a verdade e a apuração precisa são fundamentais para o jornalismo e permitem que um veículo seja uma fonte de informação confiável e de credibilidade. Um dos processos necessários à prática jornalística é a apuração, a etapa de checagem de informações. O jornalista deve checar os dados para ver se um fato é real ou não. Para isso, ele pode realizar entrevistas com diversas fontes, levantar informações das fontes citadas, conferir dados, cruzar fatos e estabelecer conexões e contextos. Sem a checagem, o que se apresenta é um conjunto de dados que podem estar incorretos, incompletos ou que reflitam o interesse de uma pessoa e não o interesse público. O sociólogo T. Shibutani afirmou que “o boato é o mercado negro das informações”. O uso das redes sociais representam um desafio a mais nessa questão. Agora é possível produzir um boato e em pouco tempo espalhar a notícia para milhares de pessoas. O problema aumenta quando
Passo a passo para arrasar na Redação ENEM Quer saber como tirar 1000 na redação ENEM? Confira as nossas dicas e garanta a nota máxima! 1) Leia Um bom exercício é pesquisar as propostas de redação que já caíram ENEM nos anos anteriores. Veja como o ENEM traz os assuntos, o estilo de textos de apoio, e, até mesmo, exemplos de redações nota 1000. 2) Atualize-se Esteja por dentro dos assuntos mais recorrentes na mídia. Acesse diariamente os principais portais de notícias, fique de olho nos temas das capas de revistas semanais. O ENEM é voltado a questões relacionadas a sociedade, propondo que se faça uma reflexão sobre determinado assunto, além de uma proposta de intervenção (como solucionar esse problema). 3) Pratique Pelo menos uma vez por semana, dedique-se a escrever sobre um assunto que esteja em voga. Vale também escolher um dos temas que já caíram nas provas do ENEM nos anos anteriores. Assim, você já fica familiarizado com o estilo temas que costumam cair na Redação ENEM. 4) Autocrítica Corrija seus textos. Quando acabar de escrever, deixei o texto de lado por pelo menos 30 minutos. Releia. Você terá um novo olhar sobre ele e, então, a chance de aprimorá-lo. Faço o mesmo na hora de escrever sua redação ENEM. Escreva, depois passe para outra prova, ou peça para ir ao banheiro, para arejar a cabeça e descansar os olhos. Em seguida, releia e corrija a redação. 5) Reescreva Que tal selecionar as redações que você já entregou no colégio, ver as observações que a professora fez e tentar reescrever de acordo com essas orientações? Com certeza, você vai conseguir ver em que casos você costuma errar e eliminar esses problemas de seus textos no futuro. Com essas dicas, você estará pronto pra detonar na redação ENEM!]
Com base nos seus conhecimentos e nos textos motivadores, elabore uma redação sobre o seguinte Tema: Como lidar com o medo nos dias atuais? Texto 1 Estudos comprovam: sentimos dez vezes mais medo do que nossos pais. O mundo está mergulhado nele. Saiba como chegamos a esse ponto – e o que fazer para se libertar Você acorda, escova os dentes, se veste, sai para a rua. Pode ser atropelado, assaltado, empurrado no metrô. Se estiver de carro, pode sofrer um acidente de trânsito – ou ficar preso no meio de uma enchente. Ao chegar ao escritório, seu chefe olha estranho… pode estar pensando em demiti-lo. (Talvez você não dê conta do trabalho.) A geladeira pode ter um curto e incendiar sua casa enquanto você está fora. Aliás, será que você se lembrou de trancar a porta? Sua cara-metade pode ter decidido trair – ou largar – você. O clima do planeta pode ter desandado de vez, com consequências terríveis para a humanidade. A inflação pode voltar e levar o seu dinheiro. Você pode apanhar da polícia – ou ser incendiado por black blocs. Pode pegar gripe suína e morrer em dias. Os agrotóxicos da comida podem estar envenenando você. O seu avião pode cair. Você pode ser rejeitado. Fracassar na vida. Aquela dorzinha na barriga… pode ser câncer. E, pior ainda, tudo isso pode acontecer com as pessoas que você mais ama. Nunca houve tantos motivos para sentir medo. E isso está nos afetando. Segundo dados do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, 20,8% das pessoas têm transtorno de ansiedade, ou seja, passam o tempo inteiro com medo de alguma coisa (pois a ansiedade nada mais é do que medo antecipado, de algo que pode ou não ocorrer). É dez vezes mais do que na década de 1980. Mesmo que você não seja uma delas, certamente já se sentiu incomodado por algum tipo de medo. Ele se tornou o maior problema psicológico do nosso tempo – e virou parte do dia a dia de todo mundo. Ter medo não é ruim. Nós só estamos aqui, afinal, porque nossos antepassados eram medrosos e viviam fugindo do perigo. O cérebro humano evoluiu para ser extremamente sensível a ele. Mas isso aconteceu há milhares de anos, quando a vida era muito diferente. Hoje, a quantidade de situações e estímulos que podem nos causar receio é incalculavelmente maior. Daí a explosão de medo na cabeça das pessoas. Não precisa ser desse jeito. Mas, primeiro: por que isso aconteceu? UM CÉREBRO, DUAS MENTES O cérebro humano quase triplicou ao longo da evolução. Passou de 600 cm3 no Homo habilis (há 2 milhões de anos) aos 1.400 cm3 do Homo sapiens, 150 mil anos atrás. Nossa massa cinzenta foi crescendo e ganhando camadas, cada uma mais complexa que a anterior, até chegar ao neocórtex – sua parte mais externa, enrolada como uma linguiça, responsável por funções mentais como pensamento e linguagem. Tudo o que você tem de racional está ali. Só que mais para dentro, no miolo do cérebro, existe outra coisa: o chamado sistema límbico. É uma parte mais primitiva, que coordena reações instintivas. Seu pedaço mais importante é a amígdala, que detona as sensações de medo. “Você está caminhando por um bosque, vê uma cobra, se assusta e imediatamente pula para trás, sem sequer pensar a respeito. A amígdala é a responsável por essa resposta”, explica Raül Andero, neurocientista da Emory University, nos EUA. Como as cobras eram um perigo constante para nossos ancestrais, a evolução moldou o cérebro para ter medo delas. Prova disso é que macacos criados em laboratório, que nunca viram uma cobra, se assustam se forem colocados diante de uma (em compensação, se eles tiverem a amígdala retirada, deixam de sentir todos os tipos de medo). Os medos são disparados pela parte primitiva do cérebro. Quando você anda pela rua pensando nas férias, o seu cérebro avançado está decidindo para onde quer viajar. Mas o cérebro instintivo, sem que você perceba, também está a todo o vapor, de olho nas ameaças imediatas (um buraco no chão, por exemplo). Os dois são interligados, se comunicam, influenciam um ao outro. Por isso, os psicólogos preferem dividir a mente em dois sistemas: o Sistema 1 e o Sistema 2. Cada um é um conjunto de processos mentais envolvendo várias regiões do cérebro. O Sistema 1 é intuitivo, rápido, emotivo, inconsciente, automático. Sabe aquele pressentimento que você tem quando conhece alguém? É o Sistema 1 em ação. Ou quando volta para casa de forma automática, sem precisar relembrar o caminho? Sistema 1. Tudo o que você faz sem pensar – inclusive sentir medo – é obra do Sistema 1. Já o Sistema 2 é o contrário: ele é o pensamento, lento, consciente, racional. A sua consciência mora dentro dele. “Mas o Sistema 1 é o autor secreto de muitas escolhas e julgamentos que você faz”, explica o psicólogo israelense Daniel Kahneman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia e autor de Rápido e Devagar, livro que discute a relação entre os dois sistemas. O Sistema 1 é essencial para a sobrevivência. É o instinto que nos permite reagir rapidamente a ameaças – seja uma cobra ou um ônibus que avança sobre a faixa de pedestres bem na hora que você está atravessando. O problema é que o Sistema 1 usa regras rudimentares, muitas vezes erradas, para dosar o medo que vamos sentir das coisas. Por exemplo. Quanto mais você se lembra (ou é lembrado) de uma ameaça, mais medo o Sistema 1 produzirá, independente do real perigo envolvido. E ele também é fortemente influenciado pelo medo que outras pessoas sentem (medo é contagioso). Tudo isso nos leva a receios exagerados e errados. Após os atentados de 11 de Setembro, por exemplo, os americanos ficaram com medo de andar de avião. Muito mais gente decidiu viajar de carro. E, por isso, morreram 1.600 pessoas a mais em acidentes de trânsito nos EUA ao longo de um ano. Avião era, e é, estatisticamente muito
Com base nos seus conhecimentos e nos textos motivadores, elabore uma redação sobre o seguinte Tema de Redação: Como a 4ª Revolução Industrial deve afetar nossas vidas? Texto 1 No final do século 17 foi a máquina a vapor. Desta vez, serão os robôs integrados em sistemas ciberfísicos os responsáveis por uma transformação radical. E os economistas têm um nome para isso: a quarta revolução industrial, marcada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas. Eles antecipam que a revolução mudará o mundo como o conhecemos. Soa muito radical? É que, se cumpridas as previsões, assim será. E já está acontecendo, dizem, em larga escala e a toda velocidade. “Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes”, diz Klaus Schwab, autor do livro A Quarta Revolução Industrial, publicado este ano. Os “novos poderes” da transformação virão da engenharia genética e das neurotecnologias, duas áreas que parecem misteriosas e distantes para o cidadão comum. No entanto, as repercussões impactarão em como somos e como nos relacionamos até nos lugares mais distantes do planeta: a revolução afetará o mercado de trabalho, o futuro do trabalho e a desigualdade de renda. Suas consequências impactarão a segurança geopolítica e o que é considerado ético. Então de que se trata essa mudança e por que há quem acredite que se trata de uma revolução? O importante, destacam os teóricos da ideia, é que não se trata de um desdobramento, mas do encontro desses desdobramentos. Nesse sentido, representa uma mudança de paradigma e não mais uma etapa do desenvolvimento tecnológico. “A quarta revolução industrial não é definida por um conjunto de tecnologias emergentes em si mesmas, mas a transição em direção a novos sistemas que foram construídos sobre a infraestrutura da revolução digital (anterior)”, diz Schwab, diretor executivo do Fórum Econômico Mundial e um dos principais entusiastas da “revolução”. “Há três razões pelas quais as transformações atuais não representam uma extensão da terceira revolução industrial, mas a chegada de uma diferente: a velocidade, o alcance e o impacto nos sistemas. A velocidade dos avanços atuais não tem precedentes na história e está interferindo quase todas as indústrias de todos os países”, diz o Fórum. Também chamada de 4.0, a revolução acontece após três processos históricos transformadores. A primeira marcou o ritmo da produção manual à mecanizada, entre 1760 e 1830. A segunda, por volta de 1850, trouxe a eletricidade e permitiu a manufatura em massa. E a terceira aconteceu em meados do século 20, com a chegada da eletrônica, da tecnologia da informação e das telecomunicações. Agora, a quarta mudança traz consigo uma tendência à automatização total das fábricas – seu nome vem, na verdade, de um projeto de estratégia de alta tecnologia do governo da Alemanha, trabalhado desde 2013 para levar sua produção a uma total independência da obra humana. A automatização acontece através de sistemas ciberfísicos, que foram possíveis graças à internet das coisas e à computação na nuvem. Os sistemas ciberfísicos, que combinam máquinas com processos digitais, são capazes de tomar decisões descentralizadas e de cooperar – entre eles e com humanos – mediante a internet das coisas. O que vem por aí, dizem os teóricos, é uma “fábrica inteligente”. Verdadeiramente inteligente. O princípio básico é que as empresas poderão criar redes inteligentes que poderão controlar a si mesmas. Os números econômicos são impactantes: segundo calculou a consultora Accenture em 2015, uma versão em escala industrial dessa revolução poderia agregar 14,2 bilhões de dólares à economia mundial nos próximos 15 anos. No Fórum Mundial de Davos, em janeiro deste ano, houve uma antecipação do que os acadêmicos mais entusiastas têm na cabeça quando falam de Revolução 4.0: nanotecnologias, neurotecnologias, robôs, inteligência artificial, biotecnologia, sistemas de armazenamento de energia, drones e impressoras 3D. Mas esses também serão os causadores da parte mais controversa da quarta revolução: ela pode acabar com cinco milhões de vagas de trabalho nos 15 países mais industrializados do mundo. Revolução para quem? Os países mais desenvolvidos adotarão as mudanças com mais rapidez, mas os especialistas destacam que as economias emergentes são as que mais podem se beneficiar. A quarta revolução tem o potencial de elevar os níveis globais de rendimento e melhorar a qualidade de vida de populações inteiras, diz Schwab. São as mesmas populações que se beneficiaram com a chegada do mundo digital – e a possibilidade de fazer pagamentos, escutar e pedir um táxi a partir de um celular antigo e barato. Obviamente, o processo de transformação só beneficiará quem for capaz de inovar e se adaptar. “O futuro do emprego será feito por vagas que não existem, em indústrias que usam tecnologias novas, em condições planetárias que nenhum ser humano já experimentou”, diz David Ritter, CEO do Greenpeace Austrália/Pacífico em uma coluna sobre a quarta revolução industrial para o jornal britânico The Guardian. E os empresários parecem entusiasmados – mais que intimidados – pela magnitude do desafio, uma pesquisa aponta que 70% têm expectativas positivas sobre a quarta revolução industrial. Ao menos esse é o resultado do último Barômetro Global de Inovação, uma pesquisa que compila opiniões de mais de 4.000 líderes e pessoas interessadas nas transformações em 23 países. Ainda assim, a distribuição regional é desigual e os mercados emergentes da Ásia são os que estão adotando as transformações de uma forma mais intensa que os de economias mais desenvolvidas. “Ser disruptivo é o padrão modelo para executivos e cidadãos, mas continua sendo um objetivo complicado de se colocar em prática”, reconhece o estudo. Os perigos do cibermodelo Nem todos veem o futuro com otimismo: as pesquisas refletem as preocupações de empresários com o “darwinismo tecnológico”, onde aqueles que não se adaptam não conseguirão sobreviver. E se isso acontece a toda velocidade, como dizem os entusiastas da quarta revolução, o efeito pode ser mais devastador que aquele gerado pela terceira revolução. “No jogo do desenvolvimento tecnológico, sempre
É sempre bom ficar atento aos critérios para não zerar a Redação ENEM. As dicas de hoje também servem para você ficar esperto quanto a itens que os alunos pecam e acabam perdendo muitos pontos. Para isso não acontecer contigo, leia atentamente cada item e capriche na hora de escrever!Venha ver dicas de Como não zerar a redação do Enem. Fuga ao tema Parece bobagem, mas infelizmente esse problema mais comum do que se imagina. Para não correr esse risco, atente-se aos textos motivadores. Sua redação deve estar relacionada ao tema desses textos. Quando alguém foge ao tema, a redação é anulada, já que a compreensão da proposta de redação é uma das competências exigidas pelo Enem. Não atender à estrutura do texto dissertativo-argumentativo Não tente inovar quanto ao formato de texto, nem se confunda com os tipos textuais exigidos nos vestibulares. O texto do ENEM exige uma estrutura específica. A Redação deve ser escrita em prosa, ou seja, em linhas contínuas e parágrafos. Outro ponto importante é o tipo textual: dissertativo-argumentativo. Não escrever texto narrativo, poema ou outro tipo textual que não o pedido na prova. Texto muito curto O aluno que escrever um texto com até sete linhas terá sua redação anulada, pois não cumpriu o mínimo de linhas exigidas. Nesse caso, o texto não é corrigido. Isso acontece, pois é entendido que o aluno tem dificuldade de “pensar por escrito”, requisito básico começar uma vida como estudante universitário. Textos que contenham impropérios (símbolos, desenhos, entre outros.) Não esqueça: a folha de redação do ENEM não pode apresentar nenhuma identificação. Não coloque seu nome, não faça símbolos, nem desenhos, tampouco escreva ofensas a alguém. Desrespeitar aos direitos humanos Não esqueça que A prova do ENEM busca estimular o pensamento crítico do aluno. No entanto, os Direitos Humanos devem ser considerados, ou seja, o aluno deve respeitar a identidade de cada um e as diferenças entre raças, sexos, cultura, etc. Vale ressaltar que se o aluno desrespeitar um desses itens terá sua redação anulada. Trechos da redação desconexos ao tema Esse item veta que alunos escrevam trechos desconexos à redação, como receitas de bolo, recadinhos para os corretores, entre outros. Redação em branco Esse item é inquestionável. O aluno não tem como ser avaliado se deixar a redação em branco, portanto, vai zerar neste aspecto. Mais alguns itens que você deve cumprir (você já deve estar cansado de ouvir), que não custa reforçar: 1) Compreensão da proposta de redação; 2) Respeito à estrutura do texto dissertativo-argumentativo; 3) Apresentação de fatos e opiniões relacionadas ao texto; 4) Defesa de um ponto de vista; 5) Adequação do texto à norma padrão; 6) Elaboração de propostas de intervenção. Não esqueça! Você vai ser avaliado por esses critérios, então fique atento para não perder ponto por besteira. Estamos aqui para te dar todo o apoio para que você tire aquele notão na Redação Enem, boa sorte!
Com base nos seus conhecimentos e nos textos motivadores, elabore uma redação sobre o seguinte Tema de Redação: Celibato Clerical. Texto 1 O celibato é a opção de vida escolhida por pessoas de ambos os sexos que decidem viver sem unir-se em matrimônio ou relacionamentos uns com os outros. Pode ser escolhido por opção pessoal de cada um ou atribuído àqueles que resolvem seguir uma carreira religiosa, sendo mais comum na vida de freiras, bispos e pastores, que segundo a Bíblia determina devem viver longe das tentações da carne, adotando uma vida casta. Após o início do Cristianismo, apóstolos e pastores, casavam-se normalmente e constituíam família. O celibato teve sua origem no clero romano, após 304 d.C. nos concílios de Elvira e Nicéia que proibiam os Ministros religiosos casarem-se após a ordenação. A Igreja Católica adotou o celibato dos padres e freiras na Idade Média, para defender o seu patrimônio, a fim de evitar que se tornasse objeto de disputas por herdeiros, tornando-se obrigatório para o clero a partir de 1537, durante o papado de Gregório VII, onde um sacerdote romano que se casasse incorria na excomunhão e ficava impedido de todas as funções espirituais. Um homem casado que desejasse vir a ser um sacerdote, tinha que abandonar a sua esposa, e esta também tinha de assumir o voto de castidade ou ele não poderia ser ordenado padre. Fonte: https://www.infoescola.com/comportamento/celibato/ Texto 2 A escassez de padres celibatários na Igreja Católica é tão grave que muitas paróquias estão sendo forçadas a fechar. Ao mesmo tempo, existem mais de 3.000 padres casados nos Estados Unidos. Para colocar tal assunto sob uma perspectiva melhor, um em cada 3 padres se casou. Existe um grande número de padres disponíveis para trabalhar em paróquias – em média mais de 400 padres em cada Estado. Os padres casados continuam sendo padres, porém deixam de ser clérigos. Um padre se encaixa numa vocação de serviço, uma vocação divina. Um clérigo ocupa uma posição organizacional na igreja institucional. Quando um padre se casa, ele é dispensado do seu estado clerical. Contudo, ele conserva a totalidade do sacerdócio. Ele deveria ser referido como um ex-clérigo. A ordenação é permanente. Este fato é validado pela Lei Canônica número 290 da Igreja. Vinte e uma leis da igreja possibilitam os católicos a usarem padres casados. No casamento, em razão da Lei Canônica 290 e de nossa educação ou ordenação, e ainda dos doze séculos de tradição católica romana, os padres mantém o seu papel de servir ao povo, conforme Jesus o fez. Os padres casados não abandonam a sua fé. Continuam a ajudar os católicos em suas necessidades, enquanto aguardam o completo restabelecimento, quando a lei do celibato, feita pelo homem, for anulada. No início deste milênio, 30% dos padres são casados. Muitos padres casados e suas esposas ministram como um casal. Fonte: https://www.oraetlabora.com.br/mpc/lei_celibato.htm Texto 3: Uma das questões levantadas é a do celibato obrigatório dos sacerdotes, um velho assunto que volta a ficar atual depois de que, há apenas alguns dias, um grupo de 26 mulheres apaixonadas por sacerdotes enviou uma carta a Jorge Mario Bergoglio lhe pedindo que deixe de proibir “um vínculo tão forte e bonito”. O Papa não se esconde na resposta à pergunta sobre se está disposto a levar adiante uma discussão incômoda no seio da Igreja: “A Igreja católica tem padres casados. Católicos gregos, católicos coptas, existem no rito oriental. Por que não é um debate sobre um dogma, mas sobre uma regra de vida que eu aprecio muito e que é um dom para a Igreja. Por não ser um dogma da fé, a porta sempre está aberta”. Uma das novidades de Francisco é precisamente essa: sua disposição de discutir o discutível, sem que por isso deixe de expressar sua opinião. Desse modo, a velha aspiração de um setor da Igreja de que os padres possam casar-se e ter filhos sem se verem obrigados a abandonar o sacerdócio volta ganhar esperança[…] https://brasil.elpais.com/brasil/2014/05/27/internacional/1401143865_393693.html Texto 4: A cada quatro padres brasileiros, um larga a batina para se casar. O dado é do Movimento Nacional das Famílias dos Padres Casados, que estima serem mais de 7 mil os religiosos que solicitaram no País a dispensa do sacramento da ordem em troca do matrimônio. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil não divulga números sobre a questão. São quase 900 anos (desde 1139, no Concílio de Latrão) de história em que padres não podem se casar. O tema é tabu. Nas últimas duas semanas, o Estado entrou em contato com 12 ex-sacerdotes, todos casados. A maior parte deles não quis falar. Outros contribuíram com informações, mas preferiram o anonimato, “para preservar a mulher e os filhos”. As histórias e opiniões deles, porém, são parecidas. Quase todos declaram que não saíram da Igreja para se casar – mas que divergiam de muita coisa e o casamento era consequência. Defendem o celibato opcional. Muitos desempenham papéis pastorais em suas paróquias e acompanham com interesse o papa Francisco. Fonte: https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,1-em-cada-4-padres-deixa-batina-para-casar-imp-,1065183