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O relógio está correndo: faltam apenas 2 meses para o Enem. Para muitos estudantes, esse período parece curto demais para dar conta de tudo. Mas a boa notícia é que, com organização e foco, ainda dá tempo de transformar sua preparação. O segredo não é estudar tudo, mas estudar de forma inteligente e estratégica. Neste post, você vai aprender: E o melhor: você vai sair daqui com um plano claro de ação para aproveitar ao máximo esses dois meses. 👉 Se você quer garantir uma preparação de alto nível, siga a leitura até o final. Como montar um cronograma de estudos em 2 meses? Um cronograma é o mapa que vai guiar seus estudos. Sem ele, você perde tempo tentando decidir o que estudar e pode deixar passar conteúdos importantes. O que deve ter em um bom cronograma: Exemplo prático de cronograma semanal: Quais conteúdos priorizar? Estudar em pouco tempo exige foco nos assuntos que mais caem: Redação: atualidades, microestrutura (introdução, desenvolvimento e conclusão), coesão e repertório produtivo. Por que praticar provas anteriores e simulados? Resolver provas anteriores do Enem é uma das formas mais eficazes de estudar. Isso porque você: Os simulados são um treino completo para o dia real do exame. O que não pode faltar na preparação da redação? A redação é a parte que mais assusta, mas também pode ser a que mais impulsiona sua nota final. Em apenas dois meses, foque em: Como estudar com técnicas ativas? Estudar não é só ler e grifar. Em dois meses, você precisa reter e aplicar o que aprendeu. Veja alguns métodos: Como estudar pelo método Cornell? O método organiza suas anotações em três blocos: anotações principais, palavras-chave e resumo. Ele facilita revisões rápidas e aumenta a retenção. Fonte: https://conexao.pucminas.br/blog/dicas/metodo-cornell/ Como estudar com mapas mentais? Construa esquemas visuais conectando ideias e palavras-chave. Isso ajuda a visualizar temas interligados e lembrar com mais facilidade. Fonte: https://conexao.pucminas.br/blog/dicas/mapa-mental-para-estudar/ Como aplicar o método Pomodoro? Estude em blocos de 25 minutos com pausas de 5 minutos. A cada quatro blocos, faça uma pausa maior. Assim, você evita fadiga e mantém a concentração. Fonte: https://www.siteware.com.br/blog/produtividade/tecnica-pomodoro/ Qual a importância de cuidar do bem-estar físico e emocional? Não adianta estudar 10 horas por dia sem equilíbrio. O estresse e o cansaço reduzem a memória e a concentração. Logo, chegamos à reta final: dois meses podem ser decisivos para o Enem. Com um cronograma bem estruturado, foco nos conteúdos certos, prática de simulados e atenção especial à redação, você garante uma preparação completa. Agora é com você: aproveite esse tempo da melhor forma.

Setembro é um mês marcado por campanhas nacionais, novas legislações e debates sociais que podem facilmente se transformar em tema de redação no ENEM e nos principais vestibulares do país. Para quem está na reta final de preparação, treinar com base nessas pautas é uma forma inteligente de alinhar atualidades com os eixos temáticos cobrados nas provas Quais os melhores temas para treinar redação em setembro? Entre os temas de redação em setembro que merecem atenção, destacam-se: Esses assuntos dialogam com direitos humanos, cidadania, inclusão e políticas públicas, e por isso são tão prováveis de aparecerem nas propostas de redação. Por que treinar o tema “Feminicídio no Brasil”? O Brasil sancionou em 2024 a Lei 14.994/2024 (Pacote Antifeminicídio), que tornou o feminicídio um crime autônomo com pena de 20 a 40 anos. Apesar do avanço legal, as causas estruturais do problema — como a cultura machista e a impunidade — ainda permanecem. Treinar esse tema é fundamental para discutir: O que é etarismo e por que ele pode ser tema de redação? O etarismo, também chamado de idadismo, é o preconceito com base na idade. Em 2024, foi apresentado o Projeto de Lei 2617/24, que prevê capacitação de profissionais para identificar práticas discriminatórias e promover inclusão digital da pessoa idosa. Esse tema se conecta com o Estatuto da Pessoa Idosa (Lei 10.741/2003) e com discussões sobre inclusão no mercado de trabalho e acesso a direitos básicos. Por que a democratização do acesso a bibliotecas é urgente? A Lei 12.244/2010 determinava que todas as escolas brasileiras deveriam ter bibliotecas até 2020, mas o Censo Escolar de 2024 revelou que 63% ainda não possuem. Esse déficit compromete o direito à educação e o letramento crítico dos estudantes. Treinar esse tema permite abordar: Como os crimes digitais contra crianças se tornaram pauta? Com o avanço do uso de telas, cresceu a vulnerabilidade de crianças a crimes digitais. A Lei 14.811/2024 passou a criminalizar o cyberbullying em casos de lesão ou morte, e a DCIBER (Polícia Federal) já realizou mais de 400 operações para combater crimes cibernéticos. Treinar esse tema permite discutir: Conclusão Por fim, setembro é um mês estratégico para a preparação, já que conecta datas comemorativas, leis recentes e pautas sociais urgentes. Feminicídio, etarismo, bibliotecas escolares e crimes digitais contra crianças são temas que dialogam com os direitos humanos, cidadania e políticas públicas — todos alinhados à matriz do ENEM. 📍 Aqui no Redação Online você encontra esses e mais de 1.200 temas de redação, todos com correção especializada.

Setembro é um mês decisivo para os vestibulandos. Só neste período, instituições como UECE, UEPG, UNESP, UFAM, UnB, UFMG, Unifesp, UDESC, UFRGS, UFPR, IME e até o Encceja têm prazos importantes. Para não perder nada, organizamos as informações em perguntas e respostas, com todos os detalhes que você precisa salvar. Quando começam as inscrições da UECE 2026? A Universidade Estadual do Ceará (UECE) é uma das principais instituições públicas do Nordeste. Reconhecida pela excelência em áreas como Medicina e Pedagogia, o vestibular é bastante concorrido. Qual é o calendário do vestibular da UEPG 2025? A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Paraná, se destaca pela forte tradição em cursos de licenciatura e saúde. Quando sai o resultado de isenção da UFAM (PSC 2026)? A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) aplica o Processo Seletivo Contínuo (PSC), dividido em três etapas. É o principal vestibular da região Norte. Qual é o cronograma do Pism da UFJF 2026? O Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) é o vestibular seriado da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais. Os candidatos realizam provas ao longo do ensino médio. Quando começam as inscrições da UNESP 2026? A Universidade Estadual Paulista (UNESP) é uma das maiores do país, com campi em diversas cidades do interior paulista. O vestibular é organizado pela Vunesp e atrai milhares de candidatos. Quando sai o resultado da UERJ 2026? A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) utiliza os Exames de Qualificação como primeira etapa do vestibular. Quais são os prazos da UnB 2026? A Universidade de Brasília (UnB) tem um dos vestibulares mais concorridos do país, principalmente para carreiras como Direito e Relações Internacionais. Quando abrem as inscrições da Unifesp 2026? A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) adota o vestibular misto, que combina nota do ENEM e prova específica. Quando começam as inscrições do Vestibulinho ETEC 2026? As Escolas Técnicas Estaduais (ETEC) oferecem cursos técnicos de qualidade em São Paulo. Quais são as datas do IME 2026? O Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro, é um dos vestibulares mais difíceis do Brasil, voltado para carreiras militares e de engenharia. Quando saem os resultados da UDESC 2026? A Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) é referência no Sul do Brasil. Qual é o cronograma da Unemat 2026? A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) tem forte inserção regional, principalmente em licenciaturas. Quando começa a 1ª fase da UFPR 2026? A Universidade Federal do Paraná (UFPR) é a mais antiga do Brasil. Quais são as provas do Encceja 2025? O Encceja certifica competências de jovens e adultos no Brasil e no exterior. Quando acontece a prova específica da UFRGS 2026? A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) exige provas de habilidades específicas para alguns cursos. Conclusão Por fim, setembro é um dos meses mais movimentados do calendário de vestibulares. São dezenas de prazos entre inscrições, resultados e provas que exigem atenção redobrada. Mais do que salvar as datas, é hora de treinar redação para estar realmente preparado.

A gravidez na adolescência é um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil, com impactos sociais, econômicos e educacionais. A cada hora, nascem 48 bebês de mães adolescentes, segundo dados oficiais. Esse cenário evidencia a vulnerabilidade de milhares de jovens brasileiras, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde os índices são mais elevados. Se esse tema aparecer na sua prova de redação do ENEM, vestibulares ou concursos, é fundamental demonstrar conhecimento crítico, estruturar bons argumentos e usar repertórios socioculturais sólidos. Proposta de Redação sobre gravidez na adolescência A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Democratização do acesso a bibliotecas no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre gravidez na adolescência Quais textos motivadores ajudam a refletir sobre gravidez na adolescência TEXTO I Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gestação na adolescência é uma condição que aumenta significativamente o risco de complicações de saúde para a mãe, para o feto e para o recém-nascido. Entre os problemas mais recorrentes estão parto prematuro, baixo peso ao nascer, maior probabilidade de mortalidade materna e infantil, além de consequências emocionais e sociais que afetam diretamente o futuro das jovens. Além disso, a maternidade precoce impacta a continuidade dos estudos, restringe oportunidades de inserção no mercado de trabalho e contribui para a reprodução de ciclos de pobreza e vulnerabilidade. Diante desse cenário, especialistas reforçam que a educação sexual desde a infância é uma das estratégias mais eficazes para conter o avanço da gravidez entre adolescentes. A informação acessível e clara sobre métodos contraceptivos, direitos reprodutivos e saúde emocional é essencial para que os jovens possam fazer escolhas conscientes e seguras. No Brasil, a Lei nº 13.798, sancionada em 2019, instituiu a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, celebrada anualmente na semana que inclui o dia 1º de fevereiro. A medida passou a integrar o art. 8º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e busca estimular ações educativas e campanhas de conscientização sobre o tema, envolvendo escolas, famílias e instituições de saúde. Fonte: Hospital Pequeno Príncipe – A prevenção da gravidez na adolescência começa com a educação sexual. TEXTO II Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência – 01 a 08/02 Os adolescentes representam cerca de 23% da população brasileira, e a gravidez precoce segue como um dos maiores desafios de saúde pública. No Brasil, estima-se que um em cada sete bebês seja filho de mãe adolescente e que, a cada hora, 48 bebês nasçam de mães nessa faixa etária. O dado mais alarmante refere-se às meninas de até 14 anos: em 2019, 19.330 crianças e adolescentes muito jovens se tornaram mães, o que significa que, a cada 30 minutos, uma menina entre 10 e 14 anos engravida no país. Grande parte dessas gestações é não intencional (66%), resultado direto da falta de informação sobre saúde sexual e reprodutiva, do acesso limitado a métodos contraceptivos eficazes e da permanência de contextos de vulnerabilidade social. As consequências atingem tanto as jovens mães — que muitas vezes precisam abandonar a escola, comprometendo sua formação acadêmica e sua futura inserção no mercado de trabalho — quanto os bebês, expostos a riscos como baixo peso ao nascer, prematuridade e fragilidade na assistência médica. Para enfrentar essa realidade, o governo federal lançou, em 2021, o Plano Nacional de Prevenção Primária da Gravidez na Adolescência, estruturado em cinco eixos intersetoriais: Fonte adaptada: Ministério da Saúde – Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. TEXTO III De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a gravidez na adolescência é um fenômeno multifacetado que vai além da dimensão individual: está diretamente associado a contextos socioculturais, econômicos e políticos, bem como a fatores étnicos, raciais e de gênero. Essa realidade afeta de forma profunda a autoestima e a saúde mental das adolescentes, que muitas vezes enfrentam sentimentos de frustração, silenciamento, invalidação de suas experiências, invisibilidade, medos e inseguranças. Além dos impactos emocionais, a maternidade precoce também pode gerar riscos concretos à saúde física das jovens e dos recém-nascidos. Fatores como a ausência de amamentação, a omissão ou recusa do pai biológico em assumir responsabilidades, a falta de rede de apoio, o consumo de álcool e outras drogas, episódios de violência intrafamiliar e até mesmo a rejeição por parte da própria família agravam a vulnerabilidade dessas adolescentes. Essas múltiplas dimensões revelam que a gravidez precoce não deve ser tratada apenas como uma questão individual, mas como reflexo de desigualdades estruturais e da falta de políticas públicas efetivas que garantam o direito à saúde sexual e reprodutiva dos jovens. Fonte: Agência Gov – Proteção: lei brasileira visa prevenir gravidez na adolescência no país; somente em 2020, 380 mil partos foram realizados por mães com até 19 anos. Disponível em: TEXTO IV As maiores proporções de nascidos vivos de mães adolescentes no Brasil estão concentradas nas regiões Norte e Nordeste, revelando desigualdades regionais que intensificam a vulnerabilidade social. Fonte: Mídia Ninja – Juventude interrompida: gravidez na adolescência ainda é problema grave na região Norte. Repertórios socioculturais para entender a gravidez na adolescência A seguir, veja repertórios organizados para aprofundar sua compreensão sobre esse grave problema contemporâneo e enriquecer sua redação com argumentos fundamentados. Quais repertórios socioculturais usar para o tema gravidez na adolescência 🎬 Filmes 📺 Séries 🎵 Músicas 📚 Livros ⚖️ Legislações Quais argumentos contribuem para o tema sobre gravidez na adolescência? Argumento 1 – Falta de educação sexual e informação Argumento 2 – Desigualdade social e ausência de políticas públicas eficazes Solução: ampliar o acesso a serviços de saúde reprodutiva no SUS, distribuir contraceptivos gratuitamente e criar programas de acompanhamento psicológico para adolescentes grávidas. Causa: adolescentes em situação de pobreza têm menor acesso a métodos contraceptivos, consultas médicas

Quando pensamos em uma redação de alta performance, seja no ENEM, vestibulares ou concursos públicos, a introdução ocupa papel estratégico. É nela que o avaliador percebe se o candidato tem clareza de pensamento, capacidade de organização e domínio dos repertórios. Mas surge a dúvida: como começar a redação de forma impactante? É comum que estudantes se perguntem: Neste post, vamos responder todas essas perguntas e ainda apresentar 3 repertórios universais que podem ser aplicados em praticamente qualquer tema: a Constituição Federal de 1988, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Agenda 2030 da ONU. Além disso, você terá modelos de introdução completos e exemplos práticos para adaptar aos mais variados assuntos. Como dar início a uma redação? De modo geral, o início da redação deve situar o leitor dentro do tema. Isso pode ser feito por meio de: Em todos os casos, o segredo é: repertório + problematização + tese. Quer treinar esse início na prática? Como se começa a introdução? Uma introdução bem estruturada precisa conter três elementos: Exemplo de estrutura:“De acordo com [repertório], todo cidadão tem direito a [direito relacionado]. Entretanto, no Brasil, essa garantia ainda não é plenamente cumprida, visto que [problema específico]. Nesse sentido, isso ocorre tanto por [argumento 1], como também por [argumento 2].” Quais palavras usar para iniciar uma introdução? Algumas expressões-chave ajudam a dar formalidade e autoridade à redação: Essas expressões funcionam como conectores entre o repertório citado e a problematização do tema. 📌 Exemplo prático:“Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Entretanto, no Brasil…” 👉 Quer aprender a usar repertórios como esse sem risco de fuga ao tema? Repertórios universais para iniciar a redação 1. Constituição Federal de 1988 (Brasil) Promulgada após o período da ditadura militar, a Constituição de 1988 é chamada de “Constituição Cidadã”, pois consolidou direitos fundamentais como saúde, educação, igualdade e dignidade. Principais artigos para redação: Modelo de introdução: “De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito a (área relacionada ao tema, como saúde, educação, segurança). Entretanto, no Brasil, essa garantia é deturpada, uma vez que (recorte temático) ainda persiste, comprometendo a cidadania plena. Nesse sentido, isso ocorre tanto por (argumento 1), como também por (argumento 2). Assim, medidas devem ser tomadas para enfrentar o problema.” Exemplo prático — tema evasão escolar: “De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à educação. Entretanto, no Brasil, essa garantia é deturpada, uma vez que a evasão escolar ainda persiste, comprometendo a cidadania plena. Nesse sentido, isso ocorre tanto por negligência governamental, como também pela falta de políticas eficazes de permanência. Assim, medidas devem ser tomadas para enfrentar o problema.” 2. Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) Aprovada pela ONU após a Segunda Guerra Mundial, é o principal documento internacional que assegura dignidade, igualdade e liberdade para todos. Principais artigos para redação: Modelo de introdução: “Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, garantindo a todos o direito à ____________. Entretanto, no Brasil, essa garantia é violada, uma vez que (recorte temático) ainda persiste, reforçando desigualdades históricas. Nesse sentido, tal cenário decorre tanto de (argumento 1), como também de (argumento 2). Portanto, medidas precisam ser adotadas para enfrentar o problema.” Exemplo prático — tema evasão escolar: “Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, garantindo a todos o direito à educação. Entretanto, no Brasil, essa garantia é violada, uma vez que a evasão escolar ainda persiste, reforçando desigualdades históricas. Nesse sentido, tal cenário decorre tanto da negligência governamental, como também da desigualdade socioeconômica. Portanto, medidas precisam ser adotadas para enfrentar o problema.” 3. Agenda 2030 da ONU (2015) Plano de ação global aprovado em 2015 pela ONU, com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir dignidade a todos até 2030. ODS relevantes para redação: Modelo de introdução: “Conforme a Agenda 2030 da ONU (2015), o ODS (número) estabelece a necessidade de (objetivo relacionado ao tema). Contudo, no Brasil, essa meta ainda não é plenamente atingida, pois (recorte temático) persiste como realidade preocupante. Nesse sentido, isso decorre tanto de (argumento 1), como também de (argumento 2). Portanto, é urgente a adoção de medidas efetivas.” Exemplo prático — tema desigualdade social: “Conforme a Agenda 2030 da ONU (2015), o ODS 10 estabelece a necessidade de reduzir desigualdades internas e globais. Contudo, no Brasil, essa meta ainda não é plenamente atingida, pois a concentração de renda persiste como realidade preocupante. Nesse sentido, isso decorre tanto da regressividade tributária, como também da ausência de políticas redistributivas eficazes. Portanto, é urgente a adoção de medidas efetivas.” Como iniciar redação com repertório? Para aplicar corretamente: Como posso iniciar minha redação com uma citação? Além de repertórios legais, você pode usar pensadores.📌 Exemplo:“Segundo Simone de Beauvoir, em A velhice, a sociedade marginaliza os idosos ao tratá-los como ‘defeitos sociais’. Nesse sentido, o preconceito etário, ainda presente no Brasil, precisa ser combatido com políticas de valorização da terceira idade.” Conclusão Em síntese, a introdução é a porta de entrada para uma redação de excelência. Saber como iniciar com repertórios universais, como a Constituição de 1988, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Agenda 2030 da ONU, é uma forma de mostrar domínio crítico, clareza de pensamento e organização. Quer treinar agora mesmo e garantir notas 900+?Use o cupom APROVA10 e tenha R$100 de desconto + 10% OFF em qualquer plano.

O vestibular da UFSC 2026 já tem data marcada: será realizado nos dias 6 e 7 de dezembro de 2025, com inscrições previstas para setembro de 2025 no site do Departamento de Administração Escolar (DAE). Um dos pontos mais importantes do edital é a lista de obras literárias obrigatórias, que será decisiva para os candidatos. Neste post, você vai conhecer todas as obras exigidas, entender a importância de cada uma e descobrir como se preparar melhor para a prova. 👉 Confira também o plano completo da UFSC no site da Coperve. Quando vai ser o vestibular da UFSC 2026? O que mudou na lista de obras da UFSC 2026? A obra Mulheres empilhadas, de Patrícia Melo, foi retirada da lista por dificuldade de acesso. Em seu lugar, entrou o clássico S. Bernardo, de Graciliano Ramos, amplamente disponível em grandes editoras como Global e Record. Quais são as obras obrigatórias do Vestibular UFSC 2026? Como usar cada obra na sua preparação? Exemplos práticos S. Bernardo – Graciliano Ramos Aborda desigualdade social e concentração de poder.Exemplo de uso: “Assim como Paulo Honório, em S. Bernardo, representa a concentração de poder econômico em detrimento da dignidade alheia, a realidade brasileira ainda revela práticas de exploração que reforçam a desigualdade social.” Parque industrial – Pagu Denúncia sobre opressão feminina e condições precárias de trabalho.Exemplo de uso: “A denúncia feita por Pagu em Parque industrial evidencia como a mulher operária foi historicamente invisibilizada, realidade que ainda persiste em setores de baixa remuneração.” Solitária – Eliana Alves Cruz Relato sobre a ditadura militar e a importância da memória histórica.Exemplo de uso: “As memórias de Salim Miguel em Primeiro de abril reforçam a importância da preservação da verdade histórica como forma de consolidar a democracia.” Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis Ironiza o egoísmo das elites e a alienação social.Exemplo de uso: “Machado de Assis, em Memórias póstumas de Brás Cubas, ironiza o egoísmo da elite brasileira, crítica que permanece atual diante da indiferença social em relação às desigualdades.” O outro lado da bola – Alê Braga, Álvaro Campos e Jean Diaz Explora esporte, juventude e identidade cultural.Exemplo de uso: “A narrativa de O outro lado da bola mostra como o futebol pode ser espaço de pertencimento, mas também de exclusão, refletindo tensões sociais brasileiras.” 📚 Clube do Livro do Redação Online O Clube do Livro é a oportunidade perfeita para quem vai prestar a UFSC 2026. Você terá acesso a: Conclusão Em resumo, a lista de obras da UFSC 2026 reúne clássicos e produções contemporâneas que exigem do candidato leitura crítica, compreensão histórica e capacidade de análise literária. Para se preparar bem, não basta apenas ler os livros: é essencial entender seus contextos, relacioná-los com a realidade brasileira e saber aplicá-los na prova. No Redação Online, você encontra o apoio ideal tanto para dominar as obras obrigatórias quanto para treinar redação com correções detalhadas. Assim, sua preparação se torna completa, unindo leitura, interpretação e escrita de alto nível.

Por que o Brasil ainda não universalizou o acesso a bibliotecas escolares, mesmo após leis específicas e promessas políticas? A biblioteca é um espaço essencial para o desenvolvimento da leitura, da alfabetização e da cidadania. No entanto, a realidade brasileira revela um cenário marcado por desigualdades estruturais e falta de investimentos. Este post analisa a situação atual e propõe um tema completo para você treinar sua redação. Proposta de Redação sobre democratização do acesso a bibliotecas no Brasil A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Democratização do acesso a bibliotecas no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre democratização do acesso a bibliotecas no Brasil Quais textos motivadores ajudam a refletir sobre democratização do acesso a bibliotecas no Brasil Texto 1 – Longe da universalização, 63% das escolas brasileiras não têm bibliotecas para formar leitores Em 2010, foi sancionada a Lei nº 12.244, que determinava que todas as instituições de ensino do país deveriam contar com uma biblioteca até 2020. A meta, porém, não foi alcançada. De acordo com o Censo Escolar de 2024, 114,4 mil escolas brasileiras — o equivalente a 63% das unidades — ainda não possuem bibliotecas. Na ausência de estrutura adequada, muitas escolas tentam improvisar “salas de leitura”, geralmente precárias e abastecidas por livros doados. Dados oficiais indicam que 47,4% das escolas não possuem nem biblioteca nem sala de leitura. Em regiões como o Distrito Federal, o cenário é crítico: uma escola com mais de 600 crianças atende seus alunos em um espaço pequeno, com estantes quebradas e apenas uma professora responsável pelos dois turnos. O problema é ainda mais grave na educação infantil. Apenas 32,8% das escolas municipais com ensino infantil possuem bibliotecas, o que compromete iniciativas como o programa federal Criança Alfabetizada, lançado em 2023 para garantir a alfabetização até o 2º ano do ensino fundamental. Em 2024, o governo atual prorrogou o prazo da universalização para 2028 e instituiu o Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares, com previsão de investimentos e incentivos. No entanto, especialistas afirmam que o ritmo atual é insuficiente: seriam necessárias mais de 3.300 bibliotecas construídas por mês até 2028 para atingir a nova meta. Enquanto isso, cidades como Porto Velho e Manaus seguem com a maioria das escolas sem bibliotecas. Mesmo com o repasse de milhões de livros pelo Ministério da Educação, a ausência de bibliotecários, infraestrutura e políticas contínuas revela uma urgência: democratizar de fato o acesso à leitura. Fonte adaptada: O Globo – 30/06/2025 TEXTO 2- Quais são os desafios das bibliotecas nos dias de hoje e qual é seu futuro? Entre 2015 e 2020, o número de bibliotecas públicas no Brasil caiu de 6.057 para 5.293, segundo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. No mesmo período, dados do Censo Escolar mostram que apenas 39% das escolas municipais possuem bibliotecas ativas. Além da falta de estrutura, há também um crescente movimento de desvalorização das bibliotecas. Isso se manifesta tanto na ausência de recursos quanto na censura a livros e autores — como o caso da obra O Avesso da Pele, de Jeferson Tenório, vetada em ao menos três estados. Em 2015, uma pesquisa do Instituto Pró-Livro mostrou que apenas 12% dos responsáveis por bibliotecas tinham formação específica na área. Além disso, quase mil municípios brasileiros não possuem nenhuma biblioteca pública, segundo dados do Ministério da Cultura. Apesar disso, evidências mostram que a presença de bibliotecas nas escolas melhora o desempenho educacional. Um estudo do Instituto Pró-Livro apontou que estudantes com acesso a bibliotecas escolares apresentam avanços de até 1,5 ano em português e matemática. A falta de recursos tecnológicos também é um entrave. A maioria das bibliotecas não possui site próprio e poucas têm presença ativa nas redes sociais. A pandemia até acelerou alguns investimentos, mas ainda há muito a avançar. A pesquisa da Associação Americana de Bibliotecas revelou que 54% dos jovens entre 14 e 44 anos visitaram bibliotecas presencialmente no último ano. E mais da metade deles também acessou livros digitais das mesmas instituições. Fonte adaptada: https://leiaisso.net/wc8xo Texto 3 — Por que tantas pessoas não frequentam bibliotecas no Brasil? Um dado da Pesquisa Retratos da Leitura 2024 chama atenção: 75% da população brasileira não frequenta bibliotecas. Entre esses, 39% afirmam que nada os motivaria a ir até uma. Apesar de serem locais com grande potencial educativo e cultural, apenas 18% das pessoas enxergam as bibliotecas como espaço para empréstimo de livros. Quem frequenta esses espaços costuma avaliá-los positivamente. No entanto, 38% relatam que não encontram os títulos que procuram. Além disso, há um impacto social relevante. A edição de 2024 da pesquisa incluiu, pela primeira vez, dados sobre bibliotecas digitais. Apenas 6% dos frequentadores dizem usá-las. A baixa adesão está ligada à falta de letramento digital. Segundo a SP Leituras, isso passa por oferecer programações culturais, oficinas, clubes de leitura, internet, jogos e integração com redes sociais. Plataformas como TikTok e booktubers são aliados para reconectar jovens leitores com os livros. Texto 4 — Por que a gratuidade do acesso aos livros ainda causa estranhamento? Fonte adaptada: tirinha “Peanuts” (Schulz) e artigo “A função social da biblioteca” — Redalyc. Repertórios socioculturais para entender a democratização do acesso a bibliotecas no Brasil A seguir, veja repertórios organizados para aprofundar sua compreensão sobre esse grave problema contemporâneo e enriquecer sua redação com argumentos fundamentados. Quais repertórios socioculturais usar para o tema da democratização do acesso às bibliotecas? 🎬 Filmes e séries que ajudam a refletir sobre o papel das bibliotecas 📚 Livros que fortalecem o debate sobre bibliotecas, leitura e educação ⚖️ Legislações que embasam a importância das bibliotecas públicas e escolares 🕰️ Fatos históricos que ajudam a entender o contexto da exclusão ao conhecimento 📰 Atualidades que podem reforçar sua redação Quais

O avanço das tecnologias digitais trouxe benefícios para a educação e a comunicação. No entanto, também ampliou os riscos enfrentados por crianças na internet. Atualmente, os crimes digitais contra crianças assumem diversas formas: abuso sexual, exposição indevida de imagens, assédio virtual, cyberbullying e aliciamento. Esses atos violam direitos fundamentais e afetam profundamente o desenvolvimento infantil. Casos recentes mostram a gravidade do problema. O influenciador Hytalo Santos, por exemplo, foi preso em agosto de 2025, acusado de tráfico de pessoas, exploração sexual e trabalho infantil artístico. Já o vídeo de denúncia publicado por Felca, com mais de 45 milhões de visualizações, impulsionou um aumento de 114% nas denúncias de violência sexual online, segundo a SaferNet. Diante disso, é preciso refletir: quais são os principais desafios para proteger as crianças dos perigos digitais? E como garantir que as plataformas e os adultos cumpram seu papel na prevenção desses crimes? Proposta de Redação sobre crimes digitais contra crianças no Brasil A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Caminhos para combater o etarismo nas relações sociais no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre crimes digitais contra crianças no Brasil Quais textos motivadores ajudam a refletir sobre crimes digitais contra crianças no Brasil? Texto 1 – Quais crimes digitais afetam as crianças e adolescentes no Brasil? Com a expansão das redes sociais, aumentam os riscos para crianças e adolescentes no ambiente digital. Plataformas como Instagram, Twitter, Discord e Telegram se tornaram canais de aliciamento, exposição indevida e violência psicológica. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, são crimes digitais o aliciamento sexual (Art. 241-D), a posse e o compartilhamento de pornografia infantil (Art. 241), além de estelionato digital e crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria). Segundo a juíza Vanessa Cavalieri, muitos desses crimes são invisibilizados, pois não chegam a ser denunciados. O ambiente digital facilita o contato entre adolescentes e redes criminosas, o que agrava ainda mais o problema. Além disso, práticas como cyberbullying, páginas de exposição e grupos de ódio têm gerado sérios impactos psicológicos, contribuindo para quadros de ansiedade, depressão, automutilação e, em casos extremos, suicídio. A exposição precoce à pornografia e à violência virtual também tem provocado danos emocionais severos, além de incentivar a reprodução de comportamentos abusivos. Jovens de 12 a 14 anos já são vítimas e, por vezes, agentes desses crimes. É fundamental que famílias, escolas e o poder público ajam de forma coordenada. Iniciativas como o Movimento Desconecta, que propõe o uso consciente de celulares e redes sociais, e o Protocolo Eu Te Vejo, criado no Rio de Janeiro, são exemplos de medidas de proteção. A juíza ressalta que as plataformas digitais devem ser responsabilizadas. A ausência de mecanismos eficazes de verificação etária e moderação de conteúdo alimenta um ciclo de impunidade e desproteção. Fonte adaptada: Câmara dos Deputados – Programa Rádio Câmara, episódio 97 Texto 2 — Quais são as ações do governo federal contra crimes digitais envolvendo crianças? Com o avanço da tecnologia, surgem novas ameaças à infância no ambiente digital. A violência sexual online, o aliciamento, a exposição de imagens íntimas, o cyberbullying e o assédio são alguns dos crimes que afetam diretamente crianças e adolescentes. Casos recentes, como a denúncia do influenciador Felca sobre adultização infantil nas redes, evidenciam a urgência de medidas públicas eficazes. Diante disso, o governo federal tem articulado iniciativas com foco em três eixos: prevenção, responsabilização e apoio às vítimas. Entre as ações, destaca-se o Diagnóstico da Violência Sexual Online, realizado pelo Ministério dos Direitos Humanos em parceria com a UFRN e o PNUD. O estudo traz dados inéditos sobre crimes virtuais contra crianças, mapeia padrões de aliciamento e propõe estratégias para escolas, redes de proteção e segurança pública. Também foi criado o Banco de Boas Práticas no portal ENDICA, com 55 iniciativas replicáveis, como campanhas, protocolos, formações e projetos de mediação escolar. No campo legal, a Lei nº 14.811/2024 passou a criminalizar o bullying e o cyberbullying como crimes hediondos quando há lesão ou morte. A nova legislação também reforça a proteção de crianças e adolescentes no ECA. Outra medida estratégica é a criação da DCIBER, diretoria da Polícia Federal especializada em crimes cibernéticos. Desde sua fundação, a DCIBER já coordenou mais de 400 operações, prendeu suspeitos, resgatou vítimas e apreendeu conteúdos ilegais. Além disso, foi lançado o Guia “Crianças, Adolescentes e Telas”, com orientações para famílias e educadores sobre o uso seguro da tecnologia, mediação parental e prevenção de riscos digitais. Para denúncias, o Disque 100 segue como canal gratuito e sigiloso, ativo 24h por dia. Fonte adaptada: Governo federal Texto 3 — O caso Hytalo Santos e a urgência do combate aos crimes digitais contra crianças Em agosto de 2025, o influenciador Hytalo Santos foi preso, junto com o marido, acusado de crimes graves envolvendo crianças e adolescentes. Entre as acusações estão tráfico de pessoas, exploração sexual, trabalho infantil artístico e produção de conteúdo sensível com menores. A prisão aconteceu dias após a denúncia pública feita pelo youtuber Felca, que apontou o uso de adolescentes em conteúdos digitais com teor de sexualização. A denúncia viralizou nas redes sociais e despertou um alerta sobre a exposição de menores no ambiente digital. As investigações revelaram um possível esquema de benefícios financeiros e materiais a familiares dos menores, como pagamento de escolas, aluguéis e celulares, em troca de participação dos jovens nos vídeos do influenciador. Houve também bloqueios judiciais, mandados de busca e apreensão e ações civis para proteger os menores envolvidos. O caso escancarou as falhas na regulação das redes sociais e a dificuldade de impedir a exploração de crianças e adolescentes por criadores de conteúdo com grande alcance. Mais do que uma exceção, esse episódio reflete uma realidade

Por que a sociedade brasileira ainda insiste em invisibilizar os idosos? Essa pergunta tem ganhado espaço nos últimos anos, à medida que o etarismo — preconceito baseado na idade — se mostra cada vez mais presente nas relações sociais. Embora o Brasil tenha uma população idosa em crescimento, ainda são comuns atitudes que marginalizam e desvalorizam essas pessoas. Do mercado de trabalho às redes sociais, o idoso é frequentemente excluído ou tratado como incapaz. Diante desse cenário, o Projeto de Lei 2617/24, em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe ações importantes para combater esse tipo de preconceito. Entre as medidas estão a capacitação de profissionais da saúde, educação e assistência social, além do estímulo à inclusão digital e ao respeito nas empresas. Mais que uma proposta jurídica, o PL traz à tona um debate urgente: como combater o etarismo em uma sociedade que valoriza excessivamente a juventude e ignora a experiência de quem envelhece? Neste post, você vai entender os impactos do etarismo no Brasil e conferir repertórios, argumentos e possíveis caminhos de intervenção para usar esse tema em sua redação do ENEM ou vestibular. Proposta de Redação sobre desafios para diminuir o feminicídio no Brasil A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Caminhos para combater o etarismo nas relações sociais no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre caminhos para combater o etarismo nas relações sociais no Brasil Quais textos motivadores ajudam a refletir sobre caminhos para combater o etarismo nas relações sociais no Brasil? Texto I – O que o Projeto de Lei 2617/24 propõe para combater o etarismo? O etarismo, também chamado de idadismo, refere-se ao preconceito com base na idade, afetando especialmente a população idosa. Em outubro de 2024, foi apresentado o Projeto de Lei 2617/24, com propostas concretas para enfrentar essa forma de discriminação no Brasil. Entre as medidas, estão a criação de programas de capacitação sobre etarismo para profissionais da educação, saúde e assistência social, além do incentivo à inclusão digital e à valorização da pessoa idosa no mercado de trabalho. O texto também sugere penalidades mais severas para casos de discriminação, apoio psicológico e jurídico às vítimas e a criação de um observatório permanente sobre o tema. A iniciativa reconhece que o preconceito contra a idade não se combate apenas com punição, mas também com informação, políticas públicas e educação cidadã. Fonte adaptada: Agência Câmara de Notícias Texto II – Como o preconceito por idade afeta os idosos no Brasil? Mesmo com o crescimento da longevidade no país, o etarismo ainda é um desafio invisibilizado. Essa forma de discriminação se manifesta em frases, atitudes e decisões que excluem pessoas idosas dos espaços de convivência, estudo e trabalho. Um caso recente de grande repercussão aconteceu em Bauru (SP), onde estudantes universitárias debocharam de uma colega de 40 anos. No vídeo divulgado nas redes sociais, elas sugerem que ela “deveria estar aposentada”. O episódio reacendeu o debate sobre o preconceito etário. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o etarismo envolve estereótipos, preconceitos e práticas discriminatórias com base na idade. No Brasil, ele se revela nas barreiras enfrentadas para conseguir emprego, na ausência de espaços acessíveis e na exclusão digital. Além disso, o etarismo afeta diretamente a saúde mental. O isolamento, a insegurança e a sensação de inutilidade são consequências graves e persistentes, como apontam especialistas em geriatria. Contudo, é preciso ressaltar o potencial dessa população. A chamada economia prateada já movimenta bilhões de reais por ano. Pessoas idosas possuem ampla experiência e capacidade de contribuir, inclusive com mentorias e apoio emocional no ambiente de trabalho. Portanto, o combate ao etarismo não é apenas uma questão de justiça social — é também uma oportunidade de construir uma sociedade mais produtiva, respeitosa e colaborativa entre as gerações. Fonte adaptada: CNN Brasil Texto III – Por que o mercado de trabalho exclui tantos idosos no Brasil? O preconceito etário não se limita a piadas ou estereótipos. Ele compromete diretamente o acesso de pessoas idosas a direitos básicos, como o trabalho formal e digno. Segundo levantamento do Observatório dos Direitos Humanos, com base na PNAD, em 2022 o Brasil registrou mais de 4 milhões de idosos na informalidade, número recorde e crescente desde o início da pandemia. Esses dados mostram que a exclusão do mercado formal é real. A maioria dessas pessoas perdeu o emprego com carteira assinada, nunca teve um ou voltou a trabalhar após se aposentar para complementar a renda. Em comum, enfrentam o preconceito: são vistas como ultrapassadas, incapazes de se adaptar ou “desatualizadas”. A realidade é outra. O professor Maurício, de 74 anos, segue dando aulas em cursinhos e aulas particulares. Sem acesso a empregos formais, ele relata o estigma que sofre: “A sociedade acha que velho é descartável”. Ainda assim, busca se atualizar com o uso de tecnologia e valoriza a educação contínua como forma de pertencimento e dignidade. Para especialistas, o problema está na cultura empresarial e na lógica produtivista do sistema. Empresas resistem a contratar pessoas mais velhas por estereótipos infundados e ignoram o valor da diversidade etária. No entanto, a união entre juventude e experiência é vista como essencial por especialistas para ambientes inovadores, equilibrados e criativos. Soluções como políticas de inclusão etária, requalificação profissional e programas de mentoria entre gerações já começam a surgir. Mas ainda há um longo caminho para que o trabalho digno seja uma realidade para quem ultrapassa os 60. Fonte adaptada: Governo Federal Texto IV – Como os jovens vão se aliar com os mais experientes se sentem neles a desconfiança em sua capacidade de inovar e liderar? Fonte adaptada: Instagram da HSM Management 📚 Quais livros ajudam a compreender o etarismo no Brasil? 1. “Etarismo: um novo nome

Como diminuir os índices de feminicídio no Brasil?Apenas endurecer a pena é suficiente para resolver esse problema? Em 2023, o país registrou 1.467 casos de feminicídio. Esse foi o maior número desde a criação da lei que tipifica o crime. Diante desse cenário, o governo sancionou a Lei 14.994/2024. Ela aumenta a pena para até 40 anos de prisão. A nova norma também traz agravantes e medidas complementares. O agressor pode perder o poder familiar e usar tornozeleira. No entanto, mesmo com mudanças na legislação, o problema persiste.A violência de gênero ainda é estrutural e recorrente. Quais são, então, os desafios para combater o feminicídio? Esse é o tema que você vai refletir e desenvolver neste post. Proposta de Redação sobre desafios para diminuir o feminicídio no Brasil A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para diminuir o feminicídio no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre desafios para diminuir o feminicídio no Brasil Quais textos motivadores ajudam a refletir sobre desafios para diminuir o feminicídio no Brasil? Texto I – O aumento da pena é suficiente para conter o feminicídio no Brasil? No Brasil, o número de mulheres assassinadas por razões de gênero segue em crescimento. Diante da gravidade dos dados, o governo sancionou a Lei 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio, que torna o feminicídio um crime autônomo, com pena de 20 a 40 anos de reclusão. Antes, o feminicídio era tratado como uma qualificadora do homicídio comum. Agora, passa a ter tipo penal próprio, com pena superior à do homicídio qualificado (12 a 30 anos). Além disso, a nova norma amplia penas para outros crimes cometidos em contexto de violência contra a mulher, como lesão corporal, injúria, calúnia, ameaça e difamação. Há ainda agravantes que ampliam a pena, como crimes cometidos durante a gestação, contra mulheres com deficiência, na presença de filhos ou em violação de medidas protetivas. Contudo, embora o endurecimento da legislação represente um avanço, ele não atua nas causas profundas do feminicídio, como a cultura machista e a impunidade. Nesse contexto, a pergunta central se mantém: apenas aumentar as penas basta para reduzir esse tipo de crime? Ou é preciso investir também em educação, prevenção e proteção? Fonte adaptada: Agência Senado Texto II – Por que o feminicídio ainda é uma realidade tão persistente no Brasil? Segundo o 18º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 1.467 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2023, o que representa uma mulher morta a cada seis horas. Além disso, os números mais recentes são ainda mais preocupantes. Apenas no primeiro semestre de 2024, já foram registradas mais de 2 mil mortes violentas de mulheres com indícios de feminicídio, segundo o Monitor de Feminicídios no Brasil. Esses dados reforçam que o feminicídio não é um caso isolado, mas sim um grave problema social, estrutural e de segurança pública. Para entender por que esses crimes continuam a ocorrer, é necessário olhar para suas causas profundas. O feminicídio está diretamente ligado ao machismo estrutural, herança de uma sociedade patriarcal que historicamente subjuga e controla as mulheres. No Brasil, ainda é comum a ideia de que o homem tem autoridade sobre a mulher, o que justifica, para muitos, a violência como forma de punição ou controle. Embora existam políticas públicas importantes, como a Lei Maria da Penha (2006), que prevê punições ao agressor e medidas de proteção à mulher, a aplicação da lei ainda enfrenta obstáculos. A ausência de suporte institucional, o medo da denúncia e a ineficácia dos mecanismos de acolhimento e proteção tornam o enfrentamento à violência mais difícil. Fonte adaptada: Fundo Brasil de Direitos Humanos Texto III – Até quando casos extremos de violência serão tratados como exceção? A história de Juliana Garcia dos Santos, vítima de 61 socos dentro de um elevador em Natal (RN), é prova disso. O agressor, Igor Eduardo Cabral, seu ex-namorado, foi indiciado por tentativa de feminicídio após espancá-la violentamente em um episódio registrado por câmeras de segurança. O crime não foi um ato isolado. Juliana já havia sofrido agressões anteriores, tanto físicas quanto psicológicas, em um relacionamento descrito como tóxico, abusivo e repleto de violência emocional. Segundo a Polícia Civil, o histórico incluía empurrões, manipulação e até incentivos à automutilação e suicídio. Apesar de Igor alegar que teve um “surto claustrofóbico”, a motivação apontada pela investigação foi o ciúme, o que reforça a lógica de controle e posse presente em muitos casos de violência contra a mulher. Juliana sobreviveu, mas teve o rosto gravemente lesionado e passou por uma cirurgia de reconstrução facial de mais de sete horas. Infelizmente, episódios como esse não são exceção, são sintomas de uma sociedade que normaliza sinais de abuso, minimiza agressões anteriores e age com lentidão diante das denúncias. O caso escancara a urgência de políticas preventivas, de acolhimento imediato às vítimas e de ações educativas que combatam o machismo estrutural desde cedo. Além disso, mostra que o feminicídio raramente acontece de forma súbita. Ele costuma ser o ato final de uma escalada de violências toleradas ao longo do tempo. Por isso, é preciso atuar muito antes do desfecho fatal, com proteção efetiva e responsabilização firme dos agressores. Fonte adaptada: CNN Brasil Texto IV – O que revelam os dados mais recentes sobre feminicídio no Brasil? Os dados regionais ajudam a entender o tamanho do problema nacional. Na Paraíba, por exemplo, o número de feminicídios registrados entre janeiro e junho de 2025 chegou a 19 casos. Esse número é o segundo maior dos últimos dez anos, ficando atrás apenas do ano de 2018, quando o estado registrou 22 assassinatos de mulheres em razão de gênero. O dado representa um alerta. Mesmo com leis mais rígidas, campanhas de conscientização e maior visibilidade

Você já se perguntou por que consumir se tornou uma forma de se sentir aceito? Ou por que tantas pessoas compram para “fazer parte” de algo? Na sociedade digital, o consumismo nas redes sociais ganhou um novo significado. Não se trata apenas de suprir uma necessidade, mas de afirmar identidade, status e pertencimento nos grupos virtuais. Redes sociais como Instagram e TikTok ampliam essa lógica. Curtidas, filtros e tendências criam um cenário onde consumir também é uma maneira de existir e se conectar. Porém, essa busca por aceitação via consumo pode gerar consequências preocupantes: endividamento, frustração, impactos ambientais e relações superficiais. Como refletir criticamente sobre isso? A seguir, você confere quatro textos motivadores com base em perguntas reais sobre esse fenômeno. Eles vão ajudar você a construir argumentos sólidos sobre o tema. Proposta de Redação sobre consumismo como forma de pertencimento nas redes sociais A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “As consequências do consumo como forma de pertencimento nas redes sociais “, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre o consumismo como forma de pertencimento nas redes sociais Quais textos motivadores ajudam a refletir sobre o consumismo como forma de pertencimento nas redes sociais? Texto 1 – Por que tanta gente consome para se sentir aceita? Em primeiro lugar, é preciso entender que o ato de consumir vai além da utilidade. Segundo o antropólogo Everardo Rocha, ele também comunica identidade social. Isso significa que o que vestimos, comemos ou usamos passa uma mensagem. Esses hábitos definem com quais grupos queremos nos parecer. No ambiente digital, essa lógica se intensifica. O feed virou uma vitrine pessoal, onde se expõe estilo de vida, gostos e conquistas materiais. A psicologia econômica explica: buscamos reconhecimento. Assim, comprar o que está em alta pode ser uma forma de conquistar pertencimento e autoestima. Entretanto, essa prática nem sempre está conectada à real necessidade. Muitas vezes, consumimos para sermos vistos, mesmo sem ter condições financeiras para isso. Texto 2 – Os dados confirmam que o consumo está fora de controle? Sim, e os números não mentem. Segundo a pesquisa do SPC Brasil, apenas 21,8% dos brasileiros são considerados consumidores realmente conscientes. Ou seja, a maioria consome por impulso ou influência, muitas vezes sem refletir sobre os impactos sociais e ambientais dessas escolhas. Além disso, dados da ONU apontam que a indústria da moda, altamente promovida nas redes, é responsável por até 8% das emissões de carbono globais. Outro dado relevante: o Brasil é o terceiro país que mais consome redes sociais no mundo. Cada pessoa passa, em média, 46 horas por mês conectada. Nesse contexto, as plataformas se tornam vitrines de consumo constante. A pressão por “seguir tendências” pode afetar a saúde emocional e o orçamento. Fonte adaptada: Agência Brasil – SPC BrasilFonte adaptada: Portal Luneta – consumismoFonte adaptada: Forbes Brasil – redes sociais Texto 3 – Como um simples doce viralizou e virou símbolo de pertencimento? (Notícia recente e fenômeno cultural) Você se lembra do “Morango do Amor”? Em 2025, esse doce virou febre nas redes sociais e um verdadeiro símbolo do consumo como identidade. Tudo começou com vídeos virais no TikTok. Em poucos dias, milhares de pessoas passaram a buscar a sobremesa para experimentar e postar. O iFood registrou um aumento de mais de 2.300% nos pedidos em apenas um mês. Foram mais de 524 mil unidades entregues em julho de 2025. Mais de 10 mil estabelecimentos passaram a oferecer o doce no aplicativo, aproveitando a onda de pertencimento digital gerada pela tendência. Esse caso ilustra como o consumo impulsivo é estimulado pelas redes. Mais que desejo gastronômico, virou passaporte para “fazer parte” da conversa online. Fonte adaptada: InfoMoney – Morango do Amor Texto 4 – Como brinquedos viraram passaporte para aceitação nas redes? A febre do Labubu mostra como o consumo vai além do produto. O boneco, com aparência “fofa e estranha”, se tornou item de desejo em 2024. Criado pelo artista Kasing Lung, o Labubu viralizou em vídeos de unboxing, ASMR e colecionismo. E rapidamente se tornou símbolo de status digital. Algumas versões do brinquedo custam até R$ 1.000. Ter um Labubu não é apenas possuir algo bonito, mas afirmar presença no grupo que “entende”. Na lógica das redes, compartilhar o boneco nas postagens gera curtidas, comentários e pertencimento. Consumir vira uma linguagem de integração. Esse é mais um exemplo de como produtos se transformam em marcadores sociais. E de como o consumo virou linguagem para “ser alguém” online. Fonte adaptada: A Tribuna – Febre do Labubu 📚 Quais livros ajudam a entender o consumismo como identidade nas redes sociais? 1. “A sociedade do consumo” — Jean Baudrillard Você já se perguntou por que consumimos mais do que precisamos? Segundo Baudrillard, no capitalismo moderno, o consumo é um código cultural. O autor explica que não consumimos objetos apenas por suas funções, mas pelos signos que representam. Comprar é comunicar quem somos ou queremos parecer ser. Esse pensamento se encaixa perfeitamente no contexto das redes sociais, onde tudo é compartilhado para afirmar status e pertencimento. 2. “Extremos do consumo” — Colin Campbell Como o prazer imediato interfere nas nossas escolhas de consumo? Campbell explica que o consumo moderno é movido pelo desejo e pela fantasia. Ou seja, compramos movidos pela promessa de uma identidade idealizada — o que se conecta com os filtros, trends e performances online. Nas redes, o indivíduo projeta a vida que gostaria de ter. O consumo torna-se um atalho emocional para isso. 🎬 Quais filmes ajudam a refletir sobre o consumismo nas redes sociais exagerado e suas consequências? 3. “Clube da Luta” (1999) — David Fincher Você já pensou no que acontece quando a identidade de alguém é construída só pelo que consome? Esse é

Por que jovens de baixa renda ainda enfrentam tantos obstáculos para tirar a CNH no Brasil?A recente lei sancionada pelo presidente Lula, que permite o uso de recursos de multas de trânsito para custear a Carteira Nacional de Habilitação (CNH Social) de pessoas inscritas no CadÚnico, reacendeu um debate urgente: o direito à mobilidade urbana como parte essencial da cidadania. Em um país onde a CNH pode abrir portas para o mercado de trabalho e garantir autonomia, a desigualdade no acesso a esse documento reforça um ciclo de exclusão social. Para além da burocracia, o alto custo do processo de habilitação e a falta de políticas públicas abrangentes afetam, sobretudo, os jovens de baixa renda, que dependem da mobilidade para estudar, trabalhar e buscar melhores oportunidades. Neste post, vamos explorar os principais desafios que dificultam o acesso à CNH no Brasil, refletir sobre os impactos dessa desigualdade para a juventude e a sociedade, e analisar caminhos possíveis para a democratização do direito à mobilidade. Se você está se preparando para o ENEM, vestibulares ou concursos, este conteúdo vai te ajudar a entender o tema com profundidade e a estruturar uma redação com base crítica e argumentos consistentes. Proposta de Redação sobre CNH Social A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desigualdade de acesso à Carteira Nacional de Habilitação: obstáculos à mobilidade de jovens de baixa renda no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre a CNH Social Quais textos motivadores ajudam a refletir sobre a CNH Social? Texto 1 — Como a nova lei que garante CNH gratuita busca combater a desigualdade no Brasil? Em junho de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova lei que pode transformar o cenário da mobilidade urbana no Brasil. A norma autoriza que os recursos arrecadados com multas de trânsito sejam utilizados para custear gratuitamente o processo de habilitação de pessoas de baixa renda, beneficiando especialmente os inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Essa mudança representa um avanço importante, considerando que, até então, os valores arrecadados com infrações viárias eram destinados exclusivamente à sinalização, engenharia de tráfego, fiscalização e educação no trânsito. A proposta é de autoria do deputado José Guimarães (PT-CE) e foi aprovada no Congresso Nacional no final de maio. Além do benefício direto à população mais vulnerável, a lei também atualiza regras para a transferência eletrônica de veículos, permitindo que os contratos de compra e venda sejam assinados digitalmente com segurança jurídica garantida em todo o território nacional. A vistoria de transferência também poderá ser realizada por meios digitais, a depender da regulamentação de cada estado. A medida surge como resposta à histórica desigualdade de acesso à mobilidade urbana e pode ter impactos positivos na empregabilidade de jovens de baixa renda, para quem a posse de uma CNH pode significar o ingresso em diversas profissões ou a simples possibilidade de deslocamento seguro e digno. Fonte adaptada: Agência Brasil (2025). Texto 2 — Como o Programa CNH Social busca reduzir a desigualdade de acesso à habilitação no Brasil? Desde 2011, o Programa CNH Social vem se destacando como uma iniciativa relevante no enfrentamento da desigualdade de acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil. Criado pela Lei 9.655, o programa é uma parceria entre o Serviço Social do Transporte (Sest) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), e oferece a possibilidade de obtenção gratuita da habilitação para pessoas de baixa renda. Em sua edição de 2016, o programa abriu inscrições para 1.290 vagas de primeira habilitação e 3.620 vagas para mudança de categoria, contemplando moradores de estados como Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Acre, Espírito Santo, Paraná e São Paulo. Essa distribuição demonstra o esforço por maior equidade territorial, mesmo com limitações de escala. Os critérios de participação reforçam o foco em vulnerabilidade social: candidatos à primeira habilitação devem ter entre 18 e 27 anos, ser alfabetizados e possuir renda individual de até três salários mínimos. Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a ação contribui diretamente para ampliar o acesso ao mercado de trabalho. Diversas profissões exigem a CNH como requisito, como entregadores, motoristas de caminhão, ônibus e transporte por aplicativo. Para jovens de baixa renda, isso representa mais que uma oportunidade, é um mecanismo de inclusão produtiva e social. Iniciativas como essa dialogam diretamente com os desafios da mobilidade urbana e da justiça social no Brasil. Reduzir as barreiras para obter a CNH é fundamental para que jovens de baixa renda conquistem autonomia e igualdade de oportunidades. Fonte adaptada: CNM. Texto 3 — O que o alto número de motociclistas sem CNH revela sobre a desigualdade de acesso à habilitação no Brasil? Um levantamento recente da Secretaria Nacional de Trânsito escancarou uma realidade alarmante: mais da metade dos proprietários de motocicletas no Brasil não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Dos mais de 30 milhões de condutores registrados de motos, motonetas e ciclomotores, 17 milhões não têm o documento obrigatório para dirigir. O custo elevado para tirar a CNH, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, tem sido um obstáculo para milhares de trabalhadores que dependem da motocicleta como ferramenta de trabalho, locomoção ou sustento familiar. Segundo o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, o preço do processo de habilitação é um dos principais entraves. A pesquisa também destacou que as motos já representam 28% da frota nacional e, ao ritmo atual, devem atingir 30% até 2030. No Maranhão, Piauí e Pará, a presença desses veículos é ainda mais acentuada. Esses dados revelam o seguinte paradoxo: enquanto cresce o uso de motos por pessoas de baixa renda, persiste a dificuldade de acesso à formação legal e segura. A consequência é preocupante: a
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